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01/04/2017

CálculoeSelecçãodeCorreiasTransportadoras‹CiênciaeTecnologiadaBorracha

Autor Materiais de Engenharia Borracha Proj. de Artefactos

CálculoeSelecçãodeCorreiasTransportadoras

Sempretenderdesenvolverumateoriaexaustivasobreoprojectodeinstalaçõesparatransportede

materiais,vamosapresentar,deumaformasucintaeacessível,asfasesdecálculoedimensionamentode

correiastransportadoras.

Aselecçãodeumacorreiatransportadoraenvolve,normalmente,umadasseguintessituações:

1.Trata­sedesubstituirumacorreiatransportadoranumainstalaçãojáexistente;

2.Trata­sedoprojectodeumanovainstalação.

Noprimeirocaso,ascaracterísticasdacorreiatransportadorajásãoconhecidas,nomeadamenteasua

largura,oseuperímetro,otipoeonúmerodetelaseaespessuraequalidadedosrevestimentos.Seotipo

eonúmerodetelasnãosãoconhecidos,seránecessárioconhecerapotênciadomotordeaccionamentoe

avelocidadedacorreiatransportadora,afimdedefiniraconstituiçãodessaestruturaresistente.

Nosegundocaso,énecessáriosaberqualomaterialatransportar,asuagranulometriaedemais

características(densidadeaparente,abrasividade,ânguloderepouso,ângulodesobrecargaea

inclinaçãomáximadotransportadorparadiferentesvelocidadesdetransporte),aquantidadedematerial

atransportar,emTon/hora(ouemm 3 /hora),alocalizaçãodospontosdecargaededescargabemcomo adiferençadenívelentreestesdoispontos.Oconhecimentodetodosesteselementospermitedefiniro traçadodosistematransportador,alarguradacorreiaeasuavelocidadee,posteriormente,apotênciado motordeaccionamento,ascaracterísticasdoselementosdesuporte,ascaracterísticasdacorreia transportadorae,finalmente,atensãoaaplicar.

Vamosver,deseguida,asdiferentesfasesdoprojecto.

Materialatransportaresuacondição

Conhecidoomaterialatransportar,asuagranulometriaeasuacondição(seco,húmido).NoQuadro

27sãoindicadasascaracterísticas,paraefeitodetransporte,decerca130diferentesmateriais,muitos

delesapresentando­secomdiferentesgranulometriasediferentescondições.Sãoindicados:densidade

aparente,ânguloderepouso,ângulodesobrecargaeângulodeinclinaçãomáximadetransportepara

determinadavelocidadedetransporteeaabrasividade.

DefiniçãodaLarguraMínimadaCorreiaTransportadora

Alarguramínimadacorreiatransportadoraédependentedagranulometriadomaterialatransportar,

comosepodeverificarnaFigura8,aqualmostraaslargurasmínimasrecomendadasparamateriaisde

granulometriauniformeemateriaiscontendopartículasdemaiordimensãoemmisturacompartículas

maisfinas.

maisfinas.

Figura8–Larguradacorreiatransportadoraemfunçãodagranulometriadomaterial

Velocidadedotransportadoremfunçãodalarguradacorreia

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NaFigura9mostra­searelaçãodevelocidadedacorreiatransportadora,emm/s,comasualargura,

emmm,paradiferentestiposdemateriais.Jáconhecedoresdalarguramínimadacorreiatransportadora

edascaracterísticasdomaterialatransportar,ficaaconhecer­seavelocidadedeoperação,emm/s.

Figura9–Velocidadedotransportadoremfunçãodalarguradacorreia

CálculodaQuantidadedeMaterialTransportado

Comoselementosjáconhecidos,relativosaomaterialatransportar(asuadensidadeaparente,d),a

larguramínimadacorreiatransportadora(b)easuavelocidadedeoperação(v),estamosaptosa

calcularaquantidadedematerialtransportadoporhora.

Maisgeralmenteosistemadeapoiodeumacorreiatransportadoraéconstituídoporumrolete,dois

roletes,trêsroletesouporcincoroletes(disposiçãodeGarland),comosepodeverificarnaFigura10.

Ossistemasdedoisroletespodemoperarcomdiferentesângulosdeinclinação;geralmente20ºe30º.

Nossistemasdetrêsroletes,oroletecentralestánaposiçãohorizontaleosroleteslateraispossuemuma

inclinaçãode20º,30ºou45º.Nossistemascomcincoroletes,oroletecentralestánaposição

horizontal;seguem­seroletesinclinadosde30ºeosroletessuperioresinclinadosa45ºou60º.

Figura10–Sistemasdeapoiotípicosdecorreiastransportadoras

Figura10–Sistemasdeapoiotípicosdecorreiastransportadoras

Vamosadmitirqueacorreiatrabalhaapoiadanumsistemadetrêsroletes,comumcomprimentow,em

queosrolosexteriorespossuemumainclinaçãode45º(ânguloa)(Figura11).Vamosadmitirtambém

queacorreiapossuialarguraB,queomaterialtransportadopossuiumângulodesobrecargab,equea larguramáximadomaterialnasecçãodecargaéb.Amedidaxcorrespondeaocomprimentodecorreia emcontactocomomaterialnoroletelateral.VamosaindadesignarporA 1 aáreadasecçãotransversal

decargaquecorrespondeaoângulodesobrecargabeA 2 aáreadasecçãotransversaldecargasituada

pordebaixodaáreaA 1 .Asecçãotransversaldecargaé,naturalmenteA=A 1 +A 2 .

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Vamosconsiderar,paraefeitosdecálculo,asseguintesrelações:

b=0,9.B–50(grandezasemmilímetros),paracorreiastransportadorascomlargura≤2000

mm,e:

b=B–250(grandezasemmilímetros),paracorreiastransportadorascomlargura>2000mm.

Figura11–Secçãotransversaldecarga,numsistemadeapoiocomtrêsroletes

Vamosefectuaracomparaçãodosvaloresdasecçãotransversaldecargaparaosdiferentessistemasde

apoio,paraumacorreiatransportadoracom1000mmdelargura,quetransportaummaterial

queapresentaumângulodesobrecargade15º.NoQuadro28indicam­seasdimensõesdos

roletes,paraasváriasconfiguraçõeseparadiferenteslargurasdascorreiastransportadoras.

Aslargurasdosroletesparaasváriasdisposições,paraacorreiatransportadoracom1000mdelargura

quevamosconsiderar,sãoasseguintes:

Correiaapoiadanumrolete:1150mm;

Correiaapoiadaemdoisroletes:600mm;

Correiaapoiadaemtrêsroletes:380mm;

Correiaapoiadaemtrêsroletes(disposiçãoprofunda):250mm;

Correiaapoiadaemcincoroletes:205mm.

Correiaapoiadaemcincoroletes:205mm.

Vamosentãocalcularasáreasdassecçõestransversaisdecargaparaosváriostiposdesistemasde apoiodacorreiatransportadoraeefectuaracomparaçãodopontodevistadecapacidadedetransporte

dasváriasdisposições,asquaissemostramnoQuadro29.

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Nota(1)–Considerou­secomosecçãotransversalbasedecomparação,asecçãocorrespondenteà

disposiçãodesuportecomtrêsroloscomosroleteslateraisa30º,aqualéumadisposiçãomuito

utilizada.

Aquantidadedematerialtransportadoporhoraobtém­secomaseguinteexpressão:

Sendo: Q–Aquantidadedematerialtransportado,emTon/hora;

Sendo:

Q–Aquantidadedematerialtransportado,emTon/hora;

A–Asecçãotransversaldecarga,emmetrosquadrados;

V–Avelocidadedotransportador,emmetrosporsegundo;

D–Adensidadeaparentedomaterialtransportado,emTon/m3;

K’–Umcoeficientequedependedoângulodeinclinaçãodotransportadorequetemosvaloresindicados

noQuadro30.

no Quadro30 .

Depoisdeefectuadoocálculo,seaquantidadedematerialtransportadoporhoraforinferiorà

quantidadepretendida,seráconsideradaumalarguradecorreiasuperiore/ouaumentarasua

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velocidade,desdequesesituanocampoadequadodaFigura9.Ocálculodeveentãoserrepetidopara

verificação.Casoaquantidadesejasuperioraodesejado,devereduzir­seàvelocidadedeoperação,jáque

alargurapreviamenteseleccionadadacorreiatransportadoraéamínimaparaotipodemateriala

transportar.Dequalquerforma,ocálculodevesersemprerepetidoparaverificação.Porrazõesde

economia,sempreseprocuraráutilizarumacorreiatransportadoramaisestreitaequeopereauma

velocidademaiselevada,compactíveiscomotipodematerialecomprocessosdecargaedescarga

satisfatórios.

CálculodaPotênciadeAccionamento

APotênciadeAccionamentoPresultadasomadetrêsparcelasP 1 ,P 2 eP 3 ,asquaiscorrespondem,

respectivamente,àspotênciasnecessáriaspara:

Ofuncionamentodacorreiatransportadoraemvazio;

Odeslocamentohorizontaldacarga;

Odeslocamentoverticaldacarga.

PotênciaP 1 paraofuncionamentodacorreiatransportadoraemvazio

EstapotênciaéproporcionalaumcoeficienteC,queéfunçãodocomprimentodacorreiatransportadora

(verQuadro31),aocoeficientedeatritof(verQuadro32),àdistânciaentreeixosdotransportadorL,

àvelocidadedacorreiatransportadora,v,eaumcoeficienteM v ,queéfunçãodopesodepartesmóveis

existentepormetrolineardeestruturadosistematransportador.Assim,temos:

Sendo P c opesopormetrolineardecorreiatransportadora, δ

SendoP c opesopormetrolineardecorreiatransportadora,δoângulodeinclinaçãodosistema

transportadoreMopesodepartesmóveis(verQuadro31).ComovalordeP 1 emCV.

Quadro31 ).Comovalorde P 1 emCV. No Quadro32 sãoindicadososvaloresparaoscoeficientesdeatrito

NoQuadro32sãoindicadososvaloresparaoscoeficientesdeatritof,paratrêscondiçõesdetrabalho

dainstalação.

f ,paratrêscondiçõesdetrabalho dainstalação. No Quadro33 indicam­seosvaloresdocoeficiente M

NoQuadro33indicam­seosvaloresdocoeficienteM,quesão,afinal,osvaloresmédiosdospesosdas

partesmóveis,pormetrodetransportador,emkg/m,emfunçãodalarguradacorreiaedotipodeserviço

paraqueotransportadorfoiprojectado(serviçoleve,serviçomoderado,serviçopesadoeserviçopesado

comcorreiascomreforçodeaço).

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PotênciaP 2 paraodeslocamentohorizontaldacarga

PotênciaP 2 paraodeslocamentohorizontaldacarga

EstapotênciaéproporcionalaumcoeficienteC,queéfunçãodocomprimentodacorreiatransportadora

(verQuadro31),aocoeficientedeatritof(verQuadro32),àdistânciaentreeixosdotransportadorL,

àquantidadedematerialtransportadoQemTon/hora,eaocossenodoângulodeinclinaçãoδdo

sistematransportador.Assim,temos:

δ do sistematransportador.Assim,temos: Comovalorde P 2 emCV. PotênciaP 3

ComovalordeP 2 emCV.

PotênciaP 3 paraodeslocamentoverticaldacarga

EstapotênciaéproporcionalàquantidadedematerialtransportadoQ,emTon/hora,eaodesnívelH

existenteentreosextremosdosistematransportador.Este,porsuavez,estárelacionadocomadistância

entreeixosLecomângulodeinclinaçãoδ(H=Lxsenδ):

entreeixos L ecomângulodeinclinação δ ( H=Lxsenδ ): Comovalorde P 3 emCV. Refira­sequeovalorde P 3 é

ComovalordeP 3 emCV.

Refira­sequeovalordeP 3 épositivoparatransportadoresascendentesenegativopara

transportadoresdescendentes.

ConhecidososvaloresparaP 1 ,P 2 eP 3 ,asuasomadaráovalordeP,apotênciatotalnecessáriapara

acionarosistematransportador:

acionarosistematransportador:

Aodefinir­seapotênciadomotorautilizardeveentrar­seemlinhadecontacomorendimentohdo

dispositivodeaccionamento,podendoconsiderar­seosseguintesvalores:

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Paratransmissõesporengrenagensrectas,h=0,90a0,95;

Paratransmissõescomengrenagenshelicoidais,h=0,60a0,90.

Então,apotênciarealdomotordeaccionamentoP M ,deveráser:

P M ,deveráser: No Quadro34

NoQuadro34sãoindicadasaspotênciasdosmotoresgeralmentecomercializados.

CálculodaTensãodeAccionamento Atensãoefectiva T e f

CálculodaTensãodeAccionamento

AtensãoefectivaT ef ,emKgf,aqueacorreiaficasujeitapodecalcular­sepelaseguinteexpressão:

Emque P e v possuemosignificadojáatrásdescrito.

EmquePevpossuemosignificadojáatrásdescrito.

Paraqueacorreianãoescorregueoudeslisesobreostambores,énecessárioquenotroçoderetorno existaumatensãoT R quesatisfaçaacondiçãodeEytelwein­Euler:

T R quesatisfaçaacondiçãode Eytelwein­Euler : U éochamado factordeaccionamento .Naexpressãode U , e

Uéochamadofactordeaccionamento.NaexpressãodeU,eéabaseexponencial,μéocoeficiente deatritoentreacorreiaeapoliadeaccionamentoeθéoângulodecontactodacorreiatransportadora comapoliadeaccionamento.Portanto,estevaloréfunçãodotipodetamboresutilizados–porexemplo, poliasdeaçolisooupoliasrevestidascomborracha,aosquaiscorrespondemdiferentescoeficientesde atritoeé,poroutrolado,funçãodoângulodecontactodacorreiatransportadoracomaspoliasde accionamento,portantofunçãodotipodeaccionamentoutilizadoeétambémfunçãodosistematensor

utilizado.NaFigura12sãomostradosalgunssistemasdeaccionamento.

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Figuras12–Algunstiposdesistemasdeaccionamento Osvaloresde

Figuras12–Algunstiposdesistemasdeaccionamento

OsvaloresdeUsãoindicadosnoQuadro35,parasistemasdeaccionamentodirecto,sistemasde

accionamentodirectocompoliadeencostoeparasistemasdeaccionamentoduplo(duale

emtandem).

epara sistemasdeaccionamentoduplo (duale emtandem). ( Clicarparaampliar )

Atensãodotroçomaistensodacorreiatransportadora(quecorrespondeaotroçocarregado–Figura 13)outensãodeaccionamentoT A ,emkg,temoseguintevalor:

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Figura13–Tensõesnacorreiatransportadoranostroçosemcargaenoretorno

CálculodaClassedeResistênciadaCorreiaTransportadora

ConhecidaatensãodeaccionamentoT A ,podecalcular­seatensãodeserviçoT S ,pelaseguinte

expressão:

tensãodeserviçoT S ,pelaseguinte expressão: Sendo: T S

Sendo:

T S –Tensãodeserviço(emkgf/cmoukgf/mmouN/cmouN/moukN/m);

T A –Tensãodeaccionamento,emkgf;

S–Factordesegurança;

b–Larguradacorreia,emmm

Paracorreiastransportadorasdecarcaçatêxtil(exceptopoliaramida),ovalordofactorde

segurançanormalmenteconsiderado,éde10;eminstalações,emqueascondiçõesdetrabalhosão

extremamenteseveras,podeserconsideradoumfactordesegurançamaiselevado,todaviasemexcedero

valorde12.

Paracorreiastransportadorasdecarcaçaempoliaramida,ovalordofactordesegurança

normalmenteconsiderado,éde8;eminstalações,emqueascondiçõesdetrabalhosãoextremamente

severas,podeserconsideradoumfactordesegurançamaiselevado,todaviasemexcederovalorde10.

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Paracorreiastransportadorascomcarcaçaemaço,ofactordesegurançapodevariarentre5e

8(6,67éovalorcorrentementeutilizadoanívelmundial);eminstalações,emqueascondiçõesde

trabalhosãoextremamenteseveras,podeserconsideradoumfactordesegurançamaiselevado,todavia

semexcederovalorde10.

Ovalorencontradoparaatensãodeserviçodefineaclassederesistênciadacorreia

transportadoraedefine,decertomodo,otipodereforçoautilizar.NaFigura14mostram­seasfaixas

deutilizaçãodosdiversostiposdemateriaisdereforçoemfunçãodasclassesderesistência,

expressasemkN/m.

classesderesistência , expressasemkN/m. Figura14–Tiposdemateriaisdereforçoeclassesderesistência

Figura14–Tiposdemateriaisdereforçoeclassesderesistência

DefiniçãodoTipodeMaterialdeReforçoedoNúmerodeTelas

daCarcaça

Aclassederesistênciadacorreiatransportadoradefine,decertomodo,otipodematerialde

reforço.Algunsdosfactoresquesãodecisivosnasuaselecção,sãoosseguintes:

Alarguradacorreiatransportadora;

Ascondiçõesdeserviçodacorreiatransportadora,nomeadamenteoseuníveldemanutenção,o

sistemadecarga,impactodomaterialatransportarnafasedecargaefrequênciadearranques;

Otipodematerialatransportar,nomeadamenteasuagranulometriaeabrasividade;

Atensãomáximaemqueoperaacorreiatransportadora(tensãoemregimeestacionário,picosde

tensão);

Umelevadonúmerodetelasdiminuiaflexibilidadedacorreiatransportadora;areduçãodasua

flexibilidadetransversalpodecomprometerautilizaçãodeelevadosângulosdeabaulamento;

Umoutrofactornãomenosimportanteéoseucusto.

Seleccionadoomaterialdacarcaçaeconhecidaqueéaclassederesistência,selecciona­seotipodetela

têxtil(seforocaso)ecomoauxíliodográficodaFigura15podedeterminar­seonúmerodetelasa

utilizar.Noeixodasabcissasrepresenta­searesistênciadastelas(estãoindicadasclassesde resistências,nomeadamenteparatelasdotipoEP,PPeEE,telasdeRayon,telasdealgodãoetelas mistasdealgodãocomfibrassintéticas(poliéstere/oupoliamida).Faceàmenossensibilidadeda representaçãográficaparaastelasdealgodãoealgumastelasmistas,ográficorepresentadonaFigura

16éumaampliaçãodazona0­140kN/m(resistênciadastelas)/0­1200kN/m(classederesistência

dacorreiatransportadora),dográficomostradonaFigura14.

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Figura15–Gráficoparadeterminaçãodonúmerodetelasdealgodão,telasmistas,telasEP,telasNNe

telasEE

telasEE

Figura16–Gráficoparadeterminaçãodonúmerodetelas(paratelasdemenorresistência–telasde

algodão,telasmistasetelasderayon)

Paratelasdotiporectilínea,cordsoucabosdeaço,podeserutilizadaarepresentaçãográficamostrada

naFigura17aqualpodedizer­se,queéquasedesnecessária,pois,comosesabe,éutilizadaapenas

umateladeteiarectilínea,umateladecordouumafiadadecabosdeaço,exceptonocasodastelasde

teiarectilíneaemquepodemserutilizadasduastelas.Asdiversasclassesderesistênciadecabosdeaço

sãoindicadassobrealinhaazul.Asclassesderesistênciadosrestantesmateriais(telasdeteiarectilínea

oucords)podemserlidasnaescaladoeixodasabcissas.Terásempredeserutilizadoomaterialde

reforçoquepossuaumaclassederesistênciaigualouimediatamentesuperioràclassederesistência

calculada.

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Figura17–GráficoparadeterminaçãodonúmerodetelasEPP,DPPetelasdeaço(telasdeteia

rectilínea,telasdecordecabosdeaço)

Construçõesmaisutilizadas

TelasdeAlgodão

Astelasdealgodãopossuem,actualmente,umautilizaçãorelativamentereduzida(daordemdos5%,

comoatrásreferimos).Ascorreiastransportadorasproduzidascomestematerialdereforçopodemter2a

10telas.

TelasmistasAlgodãocomPoliéstereouPoliamida

Astelasmistasdealgodãocompoliéstere/oupoliamidasãoutilizadasemconstruçõescom2a10telas,

permitindoobtermaiorresistênciadoqueastelas100%algodão,comoseriadeesperar,possibilitandoa

suautilizaçãonofabricodecorreiastransportadorasdeclassederesistênciamaiselevada.

TelasPoliéster/Poliamida(EP),Poliéster/Poliéster(EE)ePoliamida/Poliamida(PP)

Ascorreiastransportadorasfabricadascomestestiposdemateriaisdereforçopossuemnormalmente,

entre2e8telas.AsconstruçõesmaisutilizadassãoindicadasnoQuadro36.

Quadro36. TelasdotipoTeiaRectilíneaEPPeDPP(Straight­warp)

TelasdotipoTeiaRectilíneaEPPeDPP(Straight­warp)

Estetipodeconstruçãodetelas,porquenãoapresentacrimpdosfiosdeteia,possuiumamaiorrigidez

nadirecçãolongitudinal,oqueimplicaautilizaçãodepoliasdemaiordiâmetro.Estetipodematerialde

reforçoproporciona,naturalmente,alongamentosmuitobaixos,oqueévantajosonalgumasaplicações

(correiastransportadorasutilizadasemminas,paratransportederochasmuitoduras).Aconstrução

clássicadecorreiastransportadorascomtelasdestetipopossuiapenasumatela.Contudo,háfabricantes

queoferecemconstruçõescomduastelasdestetipo,oqueaumentaaindamaisasuarigidezlongitudinal.

Estetipodecorreiastransportadorasutiliza,necessariamente,poliasdemaiordiâmetro,comoseverá

quandoabordarmosestetema.

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TelasemAçocomTeiaRectilínea(SW−Straight­Warp);TelasdeCorddeAço(Steel

Cord);TelasemCorddeAçocomTramadeAçoouTêxtil;CorreiasTransportadorascom

CabosdeAço(SteelCables);TecidoSólido(SolidWoven);TelasdeCorddeFibradeVidro

(GlassFiberCord)eTelasemFibrasdeVidro(GlassFibreFabrics)

Naconstruçãodecorreiastransportadorascommateriaisdestetipoéapenasutilizadaumatelaouuma

fiadadecabosdeaço.

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