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RESERVADOl

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I

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I'

 

A

presente

obra

é composta

de

dois

volumes,

cujos

assun~

tos

sao

os

abaixo

discriminados:

 

19

VOLUME

-

UMA

EXPLICAÇÃO

NECESS~RIA

 
 

INTRODUÇÃO

 

A

VIO~NCIA

EM

TRES

ATOS

 
 

A

TERCEIRA

TENTATIVA

DETO~ffiDA DO

PODER

 

1964

-

ENGAJAMENTO

DAS

FORÇAS

ARMADAS

(1969)

 

,I

29

VOLUME

-

3~

PARTE

\

 

A

TERCEIRA

rfENTATIVA DE

TOHADA

DO

PODER

 

1970

-

1973

 

4~

PARTE

A

QUARTA! TENTATIVA

DE'TOMADA

DO

PODER

-

b

:]

\

,

.~

,

11 E

S

E. R

1974 -

V

f\

O

O \

•••

" ,

"

, .

,

.

--------.,-1

O I

R" E

S

E

R V

A

O

,

SUMARIO

AS TENTATIVAS

.'

19

DE TOMADA DO PODER

'VOLUME

-----

,

.

_

.UMA

EXPLICAÇ!O

NECESS~IA

•••••• _

••••••••'••••••••••••••

XIII

J:NTRODU~O

•••••

'

XVII

A VJ:O~NCIA EM T~S ATOS

 
 

XVII

 

~

~. ~. Segundo ato •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• XIX

Primeiro

ato

3. Terceiro ato •••••••.••••••••••••••••••• •••••••••••••• XXII

~. Violência, nunca mais~ •••••••••••••••••••••••••••••• XXVI

.-

la

PARTE

~

PRIMEIRA

TENTATIVA

DE

TOMADA

DO

PODER

.-

CAPITULO

A

.:FONTE

I

DA

"

VIOL~NCIA

.

'

J

Os

obj etivos

da

Revolução

Comunista

2

2 •.Os

caminhos

da

revolução

••••••••••••••••••••••••••

:i

-

,

t

!

,I

:.

i:

I

I.

I;

.

,

I

I

I

i

I'

, , .

-

3.

O

Trabalho

de

Massa

CAPITULO

II

COMUNISTA

.'"COMUNISTA(PC-SBIC)

O

~ARTIDO

-

SEÇÃ9

BRASILEIRA

.

,1

1

DA

INTEN~ACIONAL

~.

.2.

A

A formação

Internacional

do

3. As

atividades

comunis~a

PC-SBIC

do

•••••••••••••••••••••••••••••

••••~•••••••••••••••••••••

PC-SBle

-4.

A Íase

do

obscurantismo

e

da

indefinição

•••.•••. ~.

'CAP1TULO

III

0:'

"

~

A

J

INTENTONA

,_,"4"

COMUNISTA

a

o.,

u_

~

A

A

mudança

vinda

da

dos

linha

da

Te

estrangeiros

.• ,

-

••

.,

.

•••••••••••••••••••••••

~••••••••••••.•••••••• ~.~ ••

O

A

A

A

Partido

Aliança

Comunista

Nacional

do

Brasil

Libertadora

(PCB)

•••••••••••••••

(ANL) ••••••••••••••

,

•.•••.••••••

Intentona •••.••••••••••••••••••••••• ~••••••••••••

aprovação d~ Internacional

Comunista

I:

\ ,-

I

4

7

8

9

11

14

14

16

17

19

20

,;

I

i

I,

[

,

.

l

i

1

)

,

i

1

I

I

li

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II

': I;

I

I,

\:

I

\,

1

I

J

\

"r~':~~.

AS

.

TENTATIVAS

CAP1TULO

------I~.ESE··R.VA-;;;;

DE

IV

TO~mnA

DO

PODER--· SUMÁRIO

-

Continua9ão

o

PCB

1. A

A

A

O

O

O

6.

5.

4.

3.

2.

E

O

CAMINHO

reorganização

DA

do

LUTA

PCB

ARMADA

••••••••••••••••••••••••••

legalização

do

PCB

••••••••••••••••••••••••••••

volta

à clandestinidade

•••••••••.••••••••••••••

"Manifesto

de

Janei~,o li

"

"Manifesto

de

Agostd"

••••••••••••••••••••••••

••••••

.

••••••••••

IV

Congresso

•••••.•••• 0

•••••••••••••••

.

"••••••••

·••••••••

CAPITULO

V

'OS CRIMES

DO

PCB

J.•

A

violência

comunista

••.•••••••••••••••••••••••••

•••

25

26

27

28

29

30

33

 

2.

Bernardino

Pinto

de

Almeida

e

Afonso

José

dos

San

 

tos

~

'

34·

 

.

.

.

.

.

.

 

3.

"Elza

Fernandes"

 

••••••••••••••••••••••••••••••••

35

I,

~.

Ma~ia

Silveira

 

e

Domingos

Antunes

Azevedo

 

•••••••

38

2a

PARTE

A

SEGUNDA

TENTATIVA

DE

TOMADA

DO

PODER

CAPITULO

I

II

AS

DlVERG~NCIAS

NO

MOVIMENTO

COMUNISTA

 

'I. A

IV

Internacional

••••••••••••••••••••••••••••••

 

42

2.

O

PORT

quebra

o

exclusivismo

do

PCB

 

•••••••••••••

43

3.

O

XX

Congresso

do

PCUS

•••• f' •

•.•

••

45

·4.

O

V

Congresso

do

PCB

••••••~ ••••••••••••• ~••••••• 46"

5.

PC

do

B:

a

primeira

grande

cisão

no

PCB

 

•••••••••

48

6.

POLOP:

uma

criação

da

esquerda

independente

 

•••••

50

7.

AP:

uma

criação

da

esquerda

católica

 

•••••••••••• 52

CAPíTULO

II

A At'1hOY"'"~ COMUNISTA" '. -

1.

A

exploração .

2.

O

PCB

e

seus

--

--.

-.----

--

-

.•.

dificuldades

e

das

~~

-L'.

ambições

das

objetivos

56

·57

•••••••.••.•••••••••••••.••••

3.

4.

-\-5.

'1- 6.

Reforma

ou

Revolução?

•••••••••••.•.••••:••••••••••

59

As

Ligas

Camponesas

••.•••••••••••••••••••••••••••

61

As

crises

políticas

de

junho

e

julho

de

1962

••••

63

Jango

obtem

plenos

poderes

••••••••••••••••••••••

64

c::

,:

n

\I

~

n

n ,

0

_

.

.,

i

I

\

AS

TENTATIVAS

DE'TO~A

!RESERVAOO

DO

PODER

-

SUMÂRIO

-

continuação

•••

II1

7. Crescem as'pressões para muáanç~s ••••••••••••••• 66

8. O Movimento Camponês ••••••••••••••••••••••• ~••.••69

9. Cedendo ãs pressoes •••••••• ~~••••••••••••.•••••~. 71

CAP1TULO

111

 

O

ASSALTO

AO

PODER

 

~.

A

rebelião

dos

sargentos

de

Brasília

•••••••'•••••

74

2.

O

Estado

de

sítio

•••••• ~••••••••••• ~••••••••••••

77

3~

A

frente

6nica

••••••••••••••••••••••••••• ~••••• ~ 79

4.

Os

Grupos

dos

Onze

••••••••• ~ ••••••••••••••••••••

80

5.

O

plano

revolucionário

••••••••••••••••••••••••••.

84

6.

O

comicio

das

reformas

•••••••••'

 

85

7.

A

rebelião

dos

marinheiros

no

Rio

de

Janeiro

~•••.86

.8.

A. reunião

no

Automóvel

Clube

••••••••••.•••••••••• 89

CAPíTULO

IV

 

A'REVOLUÇÃO

DEMOCRÂTICA

DE

1964

 

~.

Ascensão

e

queda

2. A'iniciativa

da

de

Goulart

99

•.••••·••••••.•••••••••••••••100

••••••••••• ~•••••••••

reação

3. A' reação. no Campo

4. O apoio da imprensa

5. Amplia-se a reação ••••••••••••••• ~••••••••• ~••••104

6. As mulheres envolvem-se decididamente •••• ~••••••106

••••••.• ~•••l07

7 •. A evolução

Político

••~•••

••••••••'.••••••102

••••.•.••••••••••••••.•••.•••••••103

~os

I

militares

da

,.

posição

8. vitória· da

A

democracia

•••••••.•••••••••••'•••••••111

9. pronunciamento

O

dos

políticos

••••••••••••• ~ ••••112

-3a

PARTE

f'.

~ •

.A TERCEIRA

TENTATIVA

DE

TOl1ADA DO

PODER

-

CAPíTULO

I

,1964

:1.

o ideário

da

Revolução

de

Março

•••••• ~•••••••••• 117

O

Ato

Institucional

n9

1

•••••••• ,••••••••••••••• 118

2.

 

~

 

.

3. eleição

A

de

Castelo

Branco

iniciais '

•••••••••••••••••••••

~20

122

4. desencontros

Os

S.A

6. A

estratégia

do

prorrogação

do

desenyolvimento

••••••••••••••• -••:+23

mandato

presidencial

-

•.

124

AS

. -,.'V

.-.

TENTATIVAS

DE

TOMFnA

.~n E S

DO

PODER

E 'H

-

V

A

O

O1

SU~ú\RIO -

Co~tinuação •••

IV

7. O

8. O

O

9.

restabelecimento

PCS:

PC

da

ordem

uma

B:

linha

uma

a

a

suas

com

radical

•••••••••••••••••••••••••

.•••••••••••••

••••••••••••

•••••••••••••••

Rural

do ~ror

do

linha

revolucionária

p

de

~n

com

o

t

10.

11.

12.

A POLOP

B

r

i

zo

1

O PORT

deste

As

Pega

a

e

e

e

e

"Guerrilha

"O

-

peraçao

ligações

Copacabana"

°1

ass~

go

11

o

Movimento

Brizola

••••••••••••• ·•••••••••••••••• 7

de

torturas

•••••••••••••.••

••••••••••••••••••

••••••••••••

13.

14.

1.5.

16.

pri~eiras

denúncias

ladr~o ~

••••••••••0 .•••••••••••••••••••••••••

Influências

marxistas

na

Igreja

 

i

I

Um

mil

novecentos

e

ses~enta

e

quatro

~"\P!TULO II

1965

I. A Revolução estreita suas bases

2.

3.

4.

As

o Ato

O Movimento

eleições

de

governadores

n9

•••••• ~•••••••••••••••

Institucional

2

inicia

•••••••••••••••••••••••••

as

manifestações

Estudantil

••.•

126

128

128

129

130

131

132

134

137

139

i

\

,

·

·

·

AS

5.

CUba e o foquisrno

 

.

6.

O

Pacto

de

Montevidéu

e

a

Frente

Popular

de

Liber-

tação

(FPL)

'.•••••••••••••

 

•••

~ ••••••••••••••••••

 

7.

Jefferson

Cardin

e

as

escaramuças

das

Forças

Arma-

das

de.Libertação.Nacional

(FALN)••••••••••••.••••

8. O

9.

A

~CB:

AP

mudança

para

transforma-se

a

linha

de

massa

numa

organização

•••••••••••• :

revolucionária

1~. A POLOP e Brizola ••••••••••••••••••••••••••••••••

11.

Um

CÃPíTULO

mil

novecentos

III

e

sessenta

e

cinco

1966

.

.

~ •.A

continuidade

da política Econômica· ••••••••••••• 160

2.

O~umprimento do calendário eleitoral •••••••••••• 161

3.

Nova Constituição •-;••••••••••••••••• -~.•••••••••••• 162

1

1 I

I

I

~

,

4. O Movimento Estudantil inicia o enfrentamento ••••·164

5. Cuba

e

a

Tricontinental,

de

a

OLAS

Militar

e

a

OCLAE

••••••••

165

6. O

Movimento

Resistência

Nàcionalista

(MRMN)

7. Brizo1a

e

e

a

o

Resistência

Movimento

(~~)

I

••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Armada

Nacionalista

(RAN)••

Nacionalista

Revolucionário

8. Acirramento

da

luta

interna

no

PCB

168

170

171

~-----------I

'r

R F. S E R V AOO~~---------

J

\

.

.

 

.

IRESERVADO

 

.AS TENTATIVAS

DE :'TOMADADO

PODER

-

SUM1\RIO -

Continuação

••~

9.

O

PC

do

B

inicia

a

preparação

para

a

luta

armada

•••

10.

O

PCR

ea

AV:

duas' dissidências

'0.0

PC

do

B

•••••••••

11.

A

AP

intensifica

suas

a~ividades

•••• ~••.~•••••••••• ~

12.

O

refluxo

do

PORT

 

•••••••••••••••••••••••••••.•••••••

 

13.

A

POLOP

consolida

a

sua

doutrina

••.•••••••••••••••

~

14.

Um

mil

novecentos

e

sessenta

e

seis

••••••••••••••••

CAPiTULO

IV

1967

 

1. 'Inicia-se

a

volta

 

ã

norm~lid~de

 

2. As

dificuldades

.3. A Frente

Ampla

políticas

••••••••••••••••

••••••••••••••••••••••••••

••••••••••••••••••

~

4. O aparente refluxo do Movimento Estudantil ••••••••.~.

.

5. A reorganização do Movimento Operário e S'indical •••

6 •. A

OLAS

e

a

I

COSPAL

•••••••••••••••••••••••••••

l •••••

7. O MNR, Caparaó e a Guerrilha do Triângulo Mineiro ••

~f ~-::----=--:---:--

-----

8.

1.•.s atividades

da

RAN•• '•••••••••••••••••••••••••••••

 

9.

As

dissidências

e

o

VI

Congresso

do·PCB

••~••~••••••

10~

A

Dissidência

de

Niterói

e

o

primeiro.MR-8

•••••••••

11.

A. ~ormação

da

Dissidência

da

Guanabara

••••••••••.•••

~

12.

13. O "Encontro" da Corrente Revolucionária .••••• ~.~•••.

O

Agrupamento

Comunista

de

são

Paulo

•••••••••••••••

.

.

.

14. O PC do B ·fortalece a luta ideológica ••••••.••~•••••

A

15. Ala

Vermelha

do

PC

do

B

assume· a

posíçãp

foquis~a.

16. Debate

O

teórico

e

ideológico

da

AP

•••••••.•••~•••••

17.

O

IV

Congreiso

e

os

"rachas"

da

POLOP

••••••••••••••

~18.

Liber~ação

19. Atividades do clero na subversão ••.•.••••••.••1 •••••

20. Um mil novecentos

A

Força

Armada

de

Nacional

e

sete

(FALN).~~ •••••

••

e

ses~en~a

•••••••••••• w~

CAPíTULO

V

1968

1. O

2. A

3.

O

5. O

As

'4.

"caminho

retomada

das

do

pedras"

••••••••••••••••••••••••••••••

desenvo1vimento~

•••••••••••••••••••••••

"pedras do

Congresso

.

Movimento

caminho"

.

••••••• ~••••••••••••••••••••••••

.'

Cultural

Estudantil.de~encadeia

de

Havana

~

••••••••••••••••••••••

o

.

enfrentamento.g~

neralizado

•••••••

,•••••••••••••••••••••••••••••••••.

6. As manifestações

operárias

•••••••••••••••.•••••••••••

RESERVA09

V

172

174

176

177

177.

182

183

184

187

189

190

191

193

195

198

199

200

202

203

204

206

208

209

210

212

216

218

218

'221

222

230

.

I.

I

"

0-,

fRE SE n V~~' DE TO~mnI\ DO PODER - SUMÁRIO - Continuação ••••• VI AS
fRE
SE
n V~~'
DE
TO~mnI\ DO
PODER
-
SUMÁRIO
-
Continuação
••••• VI
AS
TEN'l'2' 'l'IVI\S
o
PCB
estrutura-se
para
o
Trabalho
de
Massa
•••••••
232
_') 7.
1 'XI
A
formação
do
Partido
Comunista
Brasileir;
Revolu-
I
'.'
~".8.
234
.
cionirio
(PCBR)
•••••••••••••••••••••••••••••••••••
/
9.
Da
Ala
Marighela
ao
Agrupamento
Comunista
de
são
Paulo
••••••••••••••••••••••
•.• •• • •• • • • • • • • • • • • • • •••
238
10. Frades dominicanos
aderem
ao
Agrupamento
Comunista. 244
11. AC!Sp·expande-se
além
do
eixo
Rio-são
Paulo
•••••••~
12. O
surgimento
da
Corrente
em
Minas
Gerais
•••••••••• 247
13. O PC do B recebe adesões •••••••••••••••••••••••••• 251
14. A
Ala
Vermelha
do
PC
do
B
inicia
os
assaltos
•••••• 253
.
15. O PCR tenta realizar trabalho no campo •••••••••••• 254
16. O MR-8 estende suas atividades ao Paraná •••••••••• 255
17. A DI/GB
atua
no
Movimento
Estudantil
••••••••••••• S~
i
.
.
18. A
Dissidência
da
Dissipência
•••••••••••••••• : •••••
256
257
19. O
surgimento
do
Partido
Operário
Comunista
••••••• ~
20.
O
surgimento
do
Comando
de
Libertação
Nacional
(CO-
259
~INA)
••••
0
•••••••••••
~
•••••••••••••••••••
~
~
•••••••••
Bcvolucionária
21. O· surgimento
da
Vanguarda
popular

(VPR)

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

262

22.

23.

24. Núcleo

O

assassinato do Capitão Chandler •••••••• ~ ••••••• ; 266

A

definição

ideológica

da

AP

••••••••••••••••••••••

270

Marxista-Leninista

(NML),

uma

dissidência

da

AP

••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

273

25. O surgiment~ da Fração Bolchevique Trotskista (FBT). 275

26. O surgimento da organização Combate 19 de Maio (OC.

19 Maio)

.•••••••••

"

27. O

surgimento

do

Movimento

de

(MAA)

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Ação

Revolucionária

-

276

27 6

28.

o

surgimento

do

Movimento

popular

de

Libertação

(MPL)

278

281

283

286

295

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

29. Atuação

de

padres

estrangeiros

na

subversão

•••••••

30. Expande~se

pelo

mundo

a

violência

estudantil

••••••

31. Um

32. o

mil

Ato

CAPíTULO

novecentos

e

Institucional

VI

1969

1.

Reflexos

do

AI-S

sessenta

e

oito

•••••••••••••••

n9

5

.e

 

4

··.··

2. impedimentolde

O

3. A

4. A

eleição

eleição

Costa

e

Silva

••••••••••••••••••••

•••••••••••••••••••

de

um

novo

Presidente

 

do

Presidente

Médici

e

305

307

308

310

a.novaC':I11stituição.••,

5. Movimento

O

Estudantil

entra

em

descenso

••••••••••

311

~

RESERVADO

- I

AS

~ENTATIVAS

IRESERVADO

DE'TOMADA

DQ

PODER

-

SUMÁRIO

continuação

••••

VII

6. O PCB desencadeia

7~ A fuga da penitenciária

8.

a

"guer'ra de

e

a

•.•••.•

em

papel"

•••••••••••••

do

~•

MAR ••

as aç5es armadas~ •••••••••••••.•••••••

•.••

desarticulação

,

•••••.•

•.•••

são

.•

Paulo

,

O

O

Ação Libertadora Nacional

ALN

Os

'ALN: a

ALN

no

ALN:

ALN: as "quedas" em são Paulo

PCBR

fim

-

inicia

da

9.

10.

11.

12.

13.

14.

15.

16.

17.

Corrente

(ALN)••••••• ~••••••••••••

••••••••••••

Ascensão

terrorista

na

dominicanos

guerra

em'Ribeirão

Planalto

as

aç5es

subversão

•••••

psicológica Preto/SI' e

central

Guanabara

••••••.•••••••••••••••••••

no

Ceará

••••••••• ~•••••

.

•••••••• ~•••••••••••••••

••.•••••••••••••••••••

ALN

na

\X18.

19 •

.rx.20.

21.

22.

23.

Os dominicanos

ALN:

a

men to

Marx, Mao, Marighela

levam

Marighela

com • • . e

Guevara

à

morte

em

o

•••~•••••.•••

são

seu

Paulo ••••

desmantel~

·

·

remanescentes

reestruturam-se

a

Igreja

e

FALN:

aproximação ,- · .

•.••.•.••

,

- M3-G ••••••••••••••

O

A

pc

do

B

e

a

consolidação

Guerra

da

Ala

popular l

••••••••••••••••••••••

Vermelha

••••••••••• ,••••• ••••

24. O

surgimento

do

Movimento

Revolucionário

(MRT I ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

Tiradentes'

• •••

312

313

318

321

323

326

330

332

335

337

339

343

348

351

352

354

357

359

362

I

I

1 25

O

26.

27.'A

28. O

O

pCR

fim

DI/GB

atua

do

.

n

no

campo

•••• ~••••••••••••••••••••••••••

••••••.•••••.••• J-L.A

~rmadas

e

Charles

.

assume

Burke

a

365

primeiro

inicia

do

MR-8

as

Embaixador

-&-a~-"'-~9-S-

siglaMR~

.

•••

370

.

ações

sequestro

Elbrick

I

"

-'

29.

Os

prenúncios

da

cisão

dQ

pOC

•••••••••••••••••••••

/----

379

l

30.

O

COLINA

funde-se

com

a

VPR

.•••••••••••••• •••••~•••~~

 

31. VPR:

as

"quedas"

do

primeiro

trimestre

e

a fusão

com

 
 

o

COLINA

••••••••.

_ ••••••

 

~ ••. ,••••••••••.•••••••

'.

!

••

385

~32. AI"

A

VAR-Pa

mares

e

a

,gran,e d

açao -".

•••••••••••••• .

~,••

388

~33.

VAR-p: O "congresso do Racha" ••••••••• ~••••••••••• 392

 

~4.

A

VAR-P

encerra

o

seu

I

Congresso

Nacional

••••••••

396

35.

O

ressurgimento

da

VPR

••.••••••••••••••••••••••••••~

398

36.

Resistência

Bemocrática

(REDE)

••••••••••••••••••••

400

 

,

37.

A

"Corrente

Dois'" da

AP

funda

o

par·tido Revolucio-

nário

dos

Trabalhadores

•••••••••••••••••••••••••••

403

38.

A

FBT

estrutura-se

em

nível

nacional

•••••••••••••

~.

406

 

,.

39.

MPL:

~uta

Armada

x

Conscientização

das

Massas ••••••

406

40.

Do

MNR

surge

o

Grupo

independência

ou

Morte

••••• :.

410

41.

Um

mil

novecentos

e

sessenta

e

nove

•.,••.••••

411

r,

RESERVADO

'.

'i

·i

I ~

I:

i

I

I'

I

I 'I

I

I'

,

]

I

I

I

-------------1'

 

RES ERVAOO1

,1--------------

P"""

I

 

lo!;

TENTA'l'IV1\SDE

TOMADA

DO'PODER

 

-

5UHÂRIO

-

Continuação

 

VIII

-CAPITULO

VII

 
 

o

ENGAJAMENTO

DAS

FORÇAS

A~mnAS

 
 

"

 

1.

A

intranquilidade

crescente

•••••••••••••••••••••••

418

2.

O

acaso

418

3.

Moleque

sabido

••.•••••••

o

•••••••••••••

 

~

•••••••••••

420

4.

A

revelação

surpreenden~e

.••••••••••••••••••••••••

421

5.

A

cilula

subversiva

do

49

RI

•••••••~ ••••••••••• ~••

423

6.

O

assalto

ao

49

RI

••••.••••••••••••••••••••

•••••

426

7.

Inexperiência?

•.•.•.••

•.•••.••••.••

 

•.

428

8.

O fio da meada

.••.•••••••••.••••

 

•.•••

 

••.•

••

431

9.

Intensifica-se

o

Cia

PE

•••••••••••••••

434

10.

Modificações

no

trabalho' na de

esquema

segurança

11. ~ criada a "Operação Bandeirante"

-

••••••••••••••

OBAN

••••••••••

437

439

f

\ I

I

I

•••••

12. Dificuldades e desencontros

•••••••••••••••••••••••

443

13. Os

Cent~os

de

.

Operações

I

de

.

Defes~

Interna

-

CODI •••

448

14. Evolução na estrutura d9sÇODI/DOI

••••••••• ~••••••

452

15. A batalha perdida

~••••••••••••••••• :~ •••••.• ~ •••••

453

'ANEXO

A-

QUADRO

DE

EVOLUÇÃO

DAS

ORGANIZAÇOES'SUB-

VERSIVAS NO BR1\SIL ATt: 1973 •••••••••••••••••••••• '.

458

,

\

\

.

\

I'

,',.

I

----------r~E

S

E

R V

A

O

O]r--

X_'V---,

 

UMA

EXPLICAÇAo

NECESSÂRIA

 
 

No

final

dos

anos

sessenta,

diversas

organizaçõe5

clandes

tinas

de

corte

comunista

iniciaram

uma

nova

tentativa

de

tomada

do

poder,

desta

vez

por

meio

da

lu:t-aarmada.

 
 

Ao

iniciarmos

as

pesquisas

para

este

trabalho,

nosso

obj~

tivo

era

estudar

os

fatos

que

compoem

esse

episódio

entre

os,

anos

de

1967

e

1973.

Pelo

conhecimento

que

tínhamos,

tal perío-

do

enquadrava

os

anos

em

que

a

luta

havia

sido

mais

acirrada

e

'I

li

',I

violenta.

Para

a

compreensao

dessa

luta, foram

suscitadas

muitas

peE

guntas:

Como

se

formaram?

Qual

a

inspiração

ideológica?

Quais

os objetivos das organizações

o

cias externas que pr~cu~aram apreender? Quais os modelos e mét~

dos revolucionários que tentaram transplantar para nosso --~ais?

de

~poio, de inteligência, etc.? Em!que segmentos sociais e de que

forma recrutavam seus quadros e 'como os formavam no País e no exterior? O que buscavam ao perpetrar assaltos, seqüestros, as-

sassinatos

vos

or-

Envolviam o próprio Estado e o sistema

pretendiam

subversiv~s nela empenhadas? Qual

fazer?

Quais

as

experiên-

caráter

da

revolução

que

Como

se

estruturaram?

Como

se

compunha

sua

infra-estrutura

e

outras

com

formas

essas

cruentas

se

de

terrorismo?

em

Que

objeti-

alcançaram

As

ações?

.não

indagações, porém,

esgotavam

torno

dessas

ganizações clandestinas.

pol~tico

vige~te.

O

nível

que

as

ações

terroristas

alcançaram

polocava

em

cheque

o

monopólio

da

força

armada

organizada?

Tir~

va

do

sistema

político

a

sua

característica

de

universalidade

e

a

qualidade

final

de

sua

força?

O

seu

combate

exigia

o

~nvolvi-

mento

~estriç~o da liberdade e que.,se suprimisse do públiGO as infor- .

mações

das

a

Forças

que

tem

Armadas?

direito

Era

numa

~mprescindível

sociedade

que

provoc~sse

a

i

democrática?

t,sabid9

que

,

as'açoes

~mpreendidas

acabaram

por

envolver,

'

.

I.

I

,

I

i

I

, I1

. Ir,

"

I

i

,

I

li

as

Forças

Armadas,

e

a

esse

resp:ito

outras

questões

tinham

que

ser

levantadas

porque

fazem

~arte

da

luta

a

ser

exa~inada.

Esta

vam

as

Forças, Armadas

preparrdas.e

estruturadas

para

esse

comba

te

insólito?

Tiveram

que

pro~ov~r'alt~rações

na

sua

estrutura,

na

instrução,

nos

seus

efetivos,

 

na

conduta

das

operacões?: ,

Que

sacrifícios

lhes

foram

impo~toS?

Como

atuaram?

Venceram

ai

 

~

.~);

,

,"

-.

j

'luta?