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Curso: engenharia Termotécnica

Disciplina: Engenharia e Ambiente

TEMA: CICLOS BIOGEOQUÍMICOS- CICLO GLOBAL DO CARBONO

Docente: Osvaldo Matevela

Discente: Tonito Bernardo Miguel

Songo, Fevereiro de 2015


Índice
1 Introdução ............................................................................................................................... 1
1.1 Objectivos do trabalho ..................................................................................................... 2
2 CICLOS BIOGEOQUÍMICOS .............................................................................................. 3
2.1 Características dos ciclos biogeoquímicos ....................................................................... 3
2.2 Importância do estudo dos ciclos biogeoquímicos ........................................................... 4
3 CICLO GLOBAL DO CARBONO ........................................................................................ 4
3.1 Sequestro de carbono ....................................................................................................... 7
3.2 As atividades humanas e o ciclo do carbono.................................................................... 8
3.3 Efeito estufa...................................................................................................................... 9
3.4 Consequências do efeito estufa ........................................................................................ 9
4 Conclusão.............................................................................................................................. 10
5 Referências bibliográficas ..................................................................................................... 11
Ciclos biogeoquímicos- ciclo global do carbono 2015

1 Introdução
Os ciclos biogeoquímicos podem ser definidos como processos naturais que, por diversos
meios, reciclam vários elementos em diferentes formas químicas do meio ambiente para os
organismos e depois, fazem o processo inverso. Assim, a água, o carbono, o nitrogênio, o
oxigênio, o enxofre, o fósforo, entre outros elementos, percorrem esses ciclos transformando o
planeta Terra em um sistema dinâmico.
Todos os elementos químicos tendem a circular na biosfera em vias características, do ambiente
aos organismos e destes, novamente, ao ambiente. Como os recursos na Terra são finitos e a
vida depende do equilíbrio natural desse ciclo, esse processo de reciclagem da matéria é de
suma importância. A interferência do homem nos ciclos biogeoquímicos acelera o movimento
de muitos materiais e assim os ciclos tendem a se tornar imperfeitos.
O estudo desses ciclos se torna cada vez mais importante, como por exemplo, para avaliar o
impacto ambiental que um material potencialmente perigoso, possa vir causar no meio
ambiente e nos seres vivos que dependem direta ou indiretamente desse meio para garantir a
sua sobrevivência.

O presente trabalho com o tema “Ciclos biogeoquímicos- Ciclo global do carbono” surge no
âmbito da disciplina de Energia e Ambiente e visa oferecer conhecimentos sobre o tema em
causa, no que diz respeito os objectivos seguintes:

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Ciclos biogeoquímicos- ciclo global do carbono 2015

1.1 Objectivos do trabalho

Objectivo geral

Estudar o ciclo global do carbono

Objectivos específicos

 Definir de forma geral os ciclos biogeoquímicos;


 Dar conhecimento sobre a importância do estudo dos ciclos biogeoquímicos;
 Descrever claramente o ciclo global do carbono;
 Descrever a influência das actividades humanas sobre o ciclo de carbono.

Metodologia do trabalho

A realização do presente trabalho foi mediante a revisão bibliográfica e pesquisa no meio


eletrónico (internet).

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Ciclos biogeoquímicos- ciclo global do carbono 2015

2 CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
Bio: Porque os organismos vivos interagem no processo de síntese orgânica e decomposição
dos elementos.

Geo: Porque o meio terrestre é a fonte dos elementos.

Químico: Porque são ciclos de elementos químicos

A Biogeoquímica é a ciência que estuda a troca ou a circulação de matéria entre os


componentes vivos e físico-químicos da Biosfera (Odum, 1971).

Trata-se de movimentos cíclicos de elementos químicos entre o meio biológico e o ambiente


geológico, como pode se ver pelo esquema abaixo.

2.1 Características dos ciclos biogeoquímicos


 Existência de um depósito geológico;
 Presença de seres vivos;
 Câmbios químicos;
 Movimento do elemento químico.

Os elementos necessários à vida são água, carbono, oxigênio, nitrogênio, etc. tais elementos
passam por ciclos biogeoquímicos que mantêm sua pureza e a capacidade de serem
aproveitados pelos seres vivos.

Um ciclo biogeoquímico pode ser entendido como sendo o movimento ou um ciclo de um


elemento ou elementos químicos através da atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera da Terra.
Tais elementos são essenciais à vida e são incorporados aos organismos na forma de compostos
orgânicos ou através de diversas reações químicas.

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Os elementos essenciais quando disponíveis na forma molecular ou iônica recebem o nome de


nutrientes, que são elementos químicos e sais dissolvidos necessários ao crescimento e a
reprodução dos seres vivos. Os nutrientes estão divididos em macronutrientes e
micronutrientes.

 Macronutrientes – quantidades superiores à 0,2 % do peso orgânico seco do ser vivo.


Entre os principais macronutrientes, encontra-se: C, H, O, N, Ca, P, S, K, Cl, Na, Mg e Fe;
 Micronutrientes – quantidades inferiores à 0,2 % do peso orgânico seco do ser vivo. Entre
os principais micronutrientes, encontra-se: Al, Bo, Cr, Zn, Mo, V e Co.

2.2 Importância do estudo dos ciclos biogeoquímicos


É essencial a compreensão do funcionamento dos ciclos para:

 Um melhor monitoramento da poluição;


 Estabelecimento de técnicas de manejo, tendo em vista das necessidades sustentáveis;
 Determinação e controle da perda de fertilizantes;
 Uso racional de recursos hídricos e minerais;
 Controle do aumento de CO2 na atmosfera.

3 CICLO GLOBAL DO CARBONO


Como o quinto elemento mais abundante no Planeta, O Carbono (C) possui necessariamente
duas formas, uma orgânica, existente nos organismos vivos e mortos, e outra inorgânica,
presente nas rochas. Sem espanto, 99% desse carbono está na litosfera, a maior parte sob a
forma inorgânica, armazenada em rochas sedimentares em depósitos de combustíveis fósseis.

Assim, o Carbono circula pelos oceanos, na atmosfera e no interior da Terra, no ciclo de longa
duração definido ciclo biogeoquímico, dividido em dois tipos, a saber, o ciclo "lento" ou
geológico, no qual o carbono é sedimentado é comprimido sob as placas tectônicas, e, para o
que nos interessa mais, o ciclo "rápido" ou biológico.

O carbono é um elemento químico de grande importância para os seres vivos, pois participa da
composição química de todos os componentes orgânicos e de uma grande parcela de
inorgânicos também.

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Na atmosfera, encontra-se na forma de dióxido de carbono (CO2), um gás, numa concentração


bem baixa, aproximadamente 0,03% e, em proporções semelhantes, dissolvido na parte
superficial dos mares, oceanos, rios e lagos. Nas condições normais de temperatura e pressão,
é inodoro e incolor.
O ciclo do carbono é perfeito, pois o carbono é devolvido à mesma taxa que é sintetizado pelos
produtores.
As plantas utilizam o CO2 e o vapor d’água da atmosfera para, na presença de luz solar,
sintetizar compostos orgânicos de carbono, hidrogênio e oxigênio, tais como a glicose, por
meio do processo conhecido como fotossíntese, o qual é a alicerce para o crescimento das
plantas.

Por meio da fotossíntese e da respiração, o carbono passa de sua fase inorgânica à fase orgânica
e volta para a fase inorgânica, completando, assim, seu ciclo biogeoquímico. Fotossíntese e
respiração são processos de reciclagem do carbono e do oxigênio em várias formas químicas
em todos os ecossistemas.
Em termos de equação química destes processos temos:

6CO2 + 6H2O + energia (luz solar) → C6H12O6 + 6O2 (fotossíntese)

C6H12O6 (matéria orgânica) + 6O2 → 6CO2 + 6H2O + energia (Respiração)

As bactérias que realizam quimiossíntese fabricam suas substâncias orgânicas a partir do CO2.
Os compostos orgânicos mais comumente formados são os açúcares (carboidratos), mas, além
deles, as plantas são capazes de produzir proteínas, lipídeos e ceras em geral.
O carbono das plantas pode seguir três caminhos:
 Pela respiração é devolvido na forma de CO2;
 Passa para os animais superiores através da cadeia alimentar;
 Pela morte e decomposição dos vegetais, volta a ser CO2.

O carbono é adquirido pelos animais, de forma direta ou indireta, do reino vegetal durante sua
alimentação. Assim, os animais herbívoros recebem dos vegetais os compostos orgânicos e,
através de seu metabolismo são capazes de sintetizar e até transformá-los em novos produtos.
O mesmo ocorre com os animais carnívoros, que se alimentam dos herbívoros e assim
sucessivamente.

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O carbono nos animais pode seguir, assim como as plantas, três caminhos:
 Respiração é devolvido na forma de CO2;
 Passagem para outro animal, por meio da nutrição;
 Pela morte e decomposição dos animais, volta a ser CO2.

Figura 1: ciclo do carbono na litosfera

Tal como acontece na litosfera, o carbono, tem o mesmo ciclo na hidrosfera, isto é segue as
cadeias alimentares, sendo que o carbono é absorvido na nutrição e liberto na respiração ou
decomposição para a atmosfera de onde foi adquirido.

Outra forma do carbono retornar ao ambiente é através da combustão de combustíveis fosseis


(gasolina, óleo diesel, gás natural). Além dessa, a queima de florestas é um outro meio de
devolução. Vale ressaltar que estes mecanismos são prejudiciais ao meio ambiente, sendo a
primeira um dos principais causadores do efeito estufa e a segunda além do efeito estufa, o
desequilíbrio de ecossistemas regionais e até mesmo globais, uma vez que as florestas são
essenciais para a manutenção da temperatura.

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Figura 2: combustão de combustíveis fosseis na industria

Tendo em vista a preocupação ambiental crescente, surgiu uma ideia para ajudar o planeta. É
uma forma de compensar as grandes queimas envolvendo liberação de carbono e,
consequentemente, o aumento da temperatura global. Trata-se do sequestro do carbono.

3.1 Sequestro de carbono


É a absorção de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) presentes na atmosfera. A forma
mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de
crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se
desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar. Esse processo natural ajuda a diminuir
consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em
desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono.

É por essas e outras que o plantio de árvores é uma das prioridades para a diminuição de
poluentes na atmosfera terrestre. “A recuperação de áreas plantadas, que foram degradadas
durante décadas pelo homem, é uma das possibilidades mais efetivas para ajudar a combater o
aquecimento global”, afirma Carlos Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.

Porém não é a única: já existem estudos avançados para realizar o que os cientistas chamam de
sequestro geológico de carbono. É uma forma de devolver o carbono para o subsolo. Os gases
de exaustão produzidos pelas indústrias são separados através de um sistema de filtros que
coletam o CO2. Esse gás é comprimido, transportado e depois injetado em um reservatório
geológico apropriado – que podem ser campos de petróleo maduros (já explorados ou em fase
final de exploração), aquíferos salinos (lençóis de água subterrânea com água salobra não
aproveitável) ou camadas de carvão que foram encontradas no solo.

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1. Nas árvores

Em fase de crescimento, as árvores são verdadeiros aspiradores de CO2 da atmosfera. O tronco


de uma árvore é 80% composto de carbono, portanto não é de admirar que elas suguem, por
hectare, 150 a 200 toneladas de CO2 do ar. Uma árvore, sozinha, é capaz de absorver 180 quilos
de CO2.

2. Camadas de carvão

Assim como nos campos de petróleo, a injeção de carbono em reservas de carvão também pode
ser lucrativa: o carvão retém o CO2 e libera no processo o gás natural, que pode ser explorado
e comercializado. Nos depósitos localizados em profundidades muito grandes, o gás carbônico
pode ser armazenado.

3. Campos de petróleo

Os poços maduros, onde não há mais produção de petróleo e gás, podem se transformar em
grandes depósitos de CO2. Seria dar apenas mais um passo, uma vez que as petrolíferas já
injetam o gás carbônico em campos maduros de petróleo para, por intermédio dessa pressão,
aumentar o potencial de extração neles.

4. Aquíferos salinos

Nestes enormes mantos de água no subsolo, a água é tão salobra que não serve para o consumo.
Dessa forma, eles seriam uma ótima alternativa para estocar carbono. Trata-se das formações
com mais capacidade de armazenar CO2: os especialistas estimam que os aquíferos possam
reter até 10 mil gigatoneladas do gás.

3.2 As atividades humanas e o ciclo do carbono


As ações humanas influenciam no ciclo global do carbono, pois, uma vez que retira o carbono
armazenado nos depósitos fósseis numa velocidade superior à da absorção do carbono pelo
ciclo, estamos potencializando o aumento das concentrações de CO2 na atmosfera,
especialmente se considerarmos o fato de que estes depósitos são queimados como
combustíveis, acelerando ainda mais o processo.

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Parte dos restos de animais e vegetais pode não sofrer decomposição e transformar-se em
combustíveis fósseis (carvão e petróleo). Boa parte do carbono que estava preso durante
milhões de anos nessas substâncias, está sendo devolvido à atmosfera, através da queima de
combustíveis. Em consequência destas queimas, a concentração de CO2 na atmosfera aumentou
nos últimos anos.

Sem espanto, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem crescido a uma taxa de
0,4% ao ano, pois a extração e queima do petróleo, gás e carvão vem junto com destruição das
florestas e, portanto, reduzimos a capacidade de absorção ao mesmo tempo em que
aumentamos a emissão de Carbono.

3.3 Efeito estufa


O efeito estufa é hoje uma das principais preocupações de governos e de instituições
internacionais ligadas ao problema ambiental.
A combustão de carvão, óleo e gás aumenta a quantidade de CO2 e outros gases na atmosfera.
Estas, reduzem a radiação de calor para o espaço, aquecendo a terra.

3.4 Consequências do efeito estufa


 Alterações nos Ecossistemas – extinção de espécies
 Derretimento das Geleiras
 Perdas na Produção Agrícola
 Alterações nas Correntes Marinhas

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4 Conclusão
Os ciclos biogeoquímicos são essenciais para a manutenção da vida na Terra, seja a vida
humana, animal ou vegetal, uma vez que reciclam a matéria. Mas com a forte intervenção do
homem nesses ciclos, muitos deles tendem a se tornar acíclicos, ou seja, podem acabar um dia.
Portanto, estudar e conhecer o funcionamento dos ciclos biogeoquímicos é fundamental, pois
assim ficará mais fácil entender que preservar o meio ambiente é a salvação para a humanidade.

O carbono está presente na atmosfera, litosfera e hidrosfera, sendo que 99% desse carbono está
na litosfera, a maior parte sob a forma inorgânica, armazenada em rochas sedimentares em
depósitos de combustíveis fósseis.

O ciclo global do carbono começa na absorção do carbono a partir do gás carbónico (CO2) da
atmosfera pelo reino vegetal, passando aos outros seres vivos através das cadeias alimentares.
Retorna a atmosfera por via da respiração e decomposição dos seres vivos. Outra forma do
carbono retornar ao ambiente é através da combustão de combustíveis fosseis (gasolina, óleo
diesel, gás natural). Além dessa, a queima de florestas é um outro meio de devolução. Vale
ressaltar que estes mecanismos são prejudiciais ao meio ambiente, sendo a primeira um dos
principais causadores do efeito estufa e a segunda além do efeito estufa, o desequilíbrio de
ecossistemas.

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5 Referências bibliográficas

CARVALHO, Benjamim de Araujo; Ecologia aplicada ao Saneamento Ambiental. 1. ed.


Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental: Banco Nacional
da Habitação: Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, 2=1980

LOPES, Sônia; ROSSO, Sergio. Biologia – Volume Único. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2005

BRAGA, Benedito et al. Introdução à Engenharia Ambiental. 2. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2005.

TONON, Rafael. O que é sequestro de carbono? Superinteressante, Editora Abril, Edição


247-15, p.38-39, Dezembro de 2007

ROSA, Rogério da Silva et al. Importância da compreensão dos ciclos biogeoquímicos


para o desenvolvimento sustentável. 56f. 2003. Monografia. Universidade de São Paulo.
Disponível em:
http://www.iqsc.usp.br/iqsc/servidores/docentes/pessoal/mrezende/arquivos/EDUC-AMB-
Ciclos-Biogeoquimicos.pdf

www.google.com-ciclos biogeoquímicos.pdf

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