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Pesca

Mundo da
testámos
peNN
Slammer iii
3500
Absolutamente estanque!

Nº191 Mensal • janeiro 3,60 € Cont.


Feiras
surFcasTing

SegredoS dA peScA em… NovidAdeS

prAiAS
effteX
coNheçA AS
SeNSAçÕeS

fuNdAS
pArA 2017

Técnica
A cor do
multifilAr
SAibA como
eScolher
achigã
peScA com
chAtterbAitS
vibrAção, Som
e Ação oNdulANte

Embarcada dourAdAS:
que ANzol
eScolher?

iscos enTrevisTa Pesca de cosTa


A bombocA À coNverSA com João pArdAl peiXeS Xl. miSSão impoSSível?
alterNatIVa douradeIra VIce-campeão muNdIal de embarcada Nem peNsar! – parte II
0XOWLÆODUGHÆEUDV

STEALTH SMOOTH 8
Exija performance
Um multifilar de 8 fibras muito apertadas fabricado nos Estados Unidos. O resultado
é espetacular: resistência, leveza e menos ruído a passar nos passadores da cana,
permitindo assim lançamentos mais longos e precisos.
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Pesca
2 MUNDODAPESCA
Mundoda
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SUMÁRIO n º 1 9 1 - J A n E I R O 2 0 1 7

SURfcASTIng
4 Segredos da pesca
em praias fundas
Luís Moreno, mais conhecido por “Fisher” nas redes
sociais é um jovem leiriense de 21 anos, amante do
surfcasting. Aos 19 anos juntou-se ao Clube de Pesca
“A Robaleira” - Yuki Competition para a prática de
pesca de competição e no seu primeiro ano sagrou-se
campeão nacional no seu escalão. Para além deste
título, foi duas vezes medalha de bronze por seleções
Em bicos de pés

EDITORIAL
em mundiais Sub-21 e recentemente foi vice-campeão
nacional juntamente com a sua equipa. A Comunidade Europeia quer
implementar uma medida de

Multifilar: como
TécnIcA
28 erradicação de espécies exóticas e
os peixes não são exceção, estando
escolher a sua cor na calha uma “lista negra” que visa
todas as espécies que terão de ser
“Porque é que a tua linha é rosa?”, Perguntei a um
amigo há uns anos. “Era vermelha! Eu nunca ia eliminadas e que inclui, por exemplo,
escolher um multi rosa!”, Respondeu ele prontamente. o achigã e a carpa… entre outros.
A verdade é que esse amigo não foi o único a viver O porquê desta medida não se sabe,
a “síndrome das cores mortiças” na última década. mas causou recentemente burburinho
Estes sintomas incluem uma mudança dramática na vizinha Espanha, reforçando as
nas linhas de polietileno que constituem as fibras de entidades competentes que o que
Dyneema ou Spectra. Espanha vier a fazer também terá de
ser feito em Portugal; em Espanha
mexem-se e foram 150 mil pescadores
38 EMbARcADA
Douradas: que
para as ruas de Madrid. Todavia, para
que esta medida seja implementada
anzol escolher? implica estudos de várias naturezas,
Uma questão com que muitos se debatem, seja nomeadamente biológico e ecológico,
a pescar à chumbadinha, seja a pescar com algo que parece não ter sido feito
montagem normal. As opiniões nem sempre no nosso belo país, um país onde a
são idênticas no que diz respeito ao tamanho comunidade científica vive de um
dos anzóis e de certeza que no barco já vimos fundamentalismo exacerbado e
pescadores a aumentar o tamanho dos anzóis que toma decisões “às escuras” em
quando o peixe está mais manhoso, coisa que pode gabinete, preferencialmente em bicos
até baralhar as ideias aos mais inexperientes. dos pés.
É tempo de agir e para começar
que tal assinar a petição em http://
Chatterbaits: vibração,
REpORTAgEM
64 peticaopublica.com/pview.
aspx?pi=PT83657? Pode ser que este
som e ação ondulante seja o princípio para parar a desgraça
Desenvolvida em 2003, esta amostra é uma ligeira alteração
que se avizinha e que quer matar o
aos muito usados jigs que, no entanto, se transformou
numa nova ferramenta para os pescadores de achigã, nosso desporto. Eu não mato!
especialmente devido à sua forte vibração e ao som que emite Carlos Abreu
quando é recuperada. Acrescentando apenas uma pequena
lâmina a um jig, os seus inventores conseguiram um conjunto
que se tornou muito eficaz passando a ser das amostras mais
usadas pelos pescadores de competição. Alguns adaptaram-
se a elas, outros adaptaram-nas à sua forma de pescar…

INFORMATIVO PRÁTICOS & ÚTEIS


ÍnDIcE

Notícias 12 Feiras: EFFTEX 2016 16


Barco 56 Pesca de costa: Peixes XL. Missão impossível?
Náutica 58 Nem pensar! – Parte II 26
Montra MAR 60 Entrevista: João Pardal, vice-campeão
Montra RIO 86 mundial de embarcada 44
Momentos 90 Iscos: Bomboca, alternativa douradeira 48
História: A tainha Emília – parte I 50
Entrevista: Casey Ashley 72
Reportagem: World Predator Classic 2016 74
Carpfishing: Pellets de anzol irresistíveis 80
SUrfCAStiNg

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A pesca em
praias fundas
Na zona Centro do País
Luís Moreno, mais conhecido por “Fisher” nas redes sociais é um jovem leiriense de 21 anos, amante do
surfcasting. Tudo começou com umas saídas ao areal com o seu pai e rapidamente tomou gosto fazendo
desta modalidade o seu desporto de eleição.
Aos 19 anos juntou-se ao Clube de Pesca “A Robaleira” - Yuki Competition para a prática de pesca de
competição e no seu primeiro ano sagrou-se campeão nacional no seu escalão. Para além deste título,
foi duas vezes medalha de bronze por seleções em mundiais Sub-21 e recentemente foi vice-campeão
nacional juntamente com a sua equipa. Nas próximas linhas, Luís Moreno vai relatar algumas das
maneiras como pesca em praias fundas.
Autor A IIAg An s: Luís Moreno

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A
o longo da em conta a maré que va-
toda a costa mos fazer e a lua que vamos
portuguesa apanhar de maneira a termos
encontramos sucesso na nossa jornada de
diversas praias pesca.
que se vão caracterizando e Para não ser um fundão
destacando consoante a sua “igual aos outros”, para que se
região e localidade. Desde as destaque, é importante termos
praias planas que encontra- sempre uma coroa de areia
mos maioritariamente no sul por perto. Sendo importante a
do país, destacam-se no norte presença dessa coroa por per-
as praias fundas. to, existem dois exemplos de
Particularmente, iremos falar pesqueiros que se destacam:
e relatar toda a costa Nazare- • O primeiro fundão que se
na para cima, onde as praias destaca é o fundão que, se nos
fundas são o destaque desta colocarmos numa posição
bela região para a prática do frontal para o mar, o mesmo
surfcasting… e não só! fique à frente de uma coroa de
Praias de areal muito largo res- maneira a termos um “poço”
guardadas por dunas e pinhais, à borda e alguns metros atrás
com areia grossa e mar batido, um banco de areia.
esta é a descrição da natureza • O segundo é o fundão que
desta costa de portuguesa. se encontra no meio de duas
coroas em terra, de forma que Lulinhas
Escolha do pesqueiro de maré cheia tenhamos uma e pata
de polvo,
Para a escolha de um bom coroa, quer do lado direito soluções
pesqueiro fundo é crucial ter quer do lado esquerdo. ótimas para
quando
a água
Para a escolha de um bom escurece e
os robalos
pesqueiro fundo é crucial ter abeiram.

em conta a maré que vamos


fazer e a lua que vamos apanha
de maneira a termos sucesso na
nossa jornada de pesca

A escolha adequada do
pesqueiro em praias
de perfil fundo nem
sempre é fácil, mas com
experiência consegue
superar-se o problema.

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ÃO
NAÚTICA DE RECREIO

Os pesqueiros à lupa pesqueiro em que de maré


Se por ventura for realizar vazia a coroa fique entre os
uma pesca no primeiro 20 e os 40 metros, o que nos
pesqueiro em que tenhamos possibilita que quando a maré
uma coroa à frente devemos encher, para além do grande
ter em conta a fase da lua, fundão que vamos ficar, temos
isto porque se forem marés também a oportunidade de
altas (ex: maré baixa - 0.25/ com um bom lançamento
maré alta – 3.80), sendo estas alcançar o cair da coroa. Tudo
normalmente mares de lua isto porque, em certas praias
cheia, devemos escolher um podemos estar a falar de

O autor com
um bom sargo
da Nazaré…

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confiança mútua
Ter uma montagem
que trabalhe
bem perto mas
que permita um
lançamento mais
fora é uma mais-
valia.

Os robalos
aparecem
quando a
água fica mais diferenças que podem atingir isto é, lançamentos logo atrás da
escura... facilmente os 100 metros. arrebentação, pescando entre os
Caso a sua escolha seja no 5 e os 20 metros, e consoante o
segundo fundão onde temos estado do mar, podemos utilizar
as coroas laterais, deveremos montagens com madres entre 3
optar pelas três últimas horas a 4 metros com dois ou 3 anzóis
de enchente e as três primeiras sendo o diâmetros das madres
horas a vazar. Se por ventura entre o 0,35mm e o 0,50mm,
o mar estiver mexido poderá 0,35 se eventualmente o mar
trazer os alimentos que os peixes estiver calmo e sem prisão de
procuram para o nosso fundão. chumbada, e 0,50 para mares
mais fortes e com prisão de
Escolha das montagens chumbada.
A escolha das montagens pode Sobre o comprimento dos es-
ser muito vasta e depende de tralhos, normalmente é aprovei-
muitos fatores, desde a força tar o máximo de comprimentos
da corrente à distancia que entre os destorcedores (ex: uma
queremos alcançar, onde o peixe montagem de 3 metros de ma-
se esta a alimentar e até mesmo dre, devemos fazer 3 estralhos
à seleção das espécies que quere- de 1,40 metros, de maneira a
mos capturar. ter um melhor aproveitamen-
Pescar em fundões acaba por to do trabalhar da isca com a
ser maioritariamente uma pesca corrente).
perto e, visto não termos que Outra montagem que podemos
realizar grandes lançamentos, eventualmente utilizar são

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Elevar a cana e
não a deixar muito
tensa é umas das
maneiras mais
corretas para
pescar a meia
distância com as
montagens de 2
metros.

Uma pescaria
para ninguém
por defeitos.

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as montagens de 2 metros de Falemos agora das
madres com 2 ou 3 anzóis de águas escuras!
diâmetros de entre os 0,40 a Quando o inverno chega,
0,50mm. Esta montagem utilizo acompanhado da sua chuva,
normalmente quando a maré rapidamente as águas escuras
começa a descer e o peixe se vindas dos rios escurecem as
desloca mais rente ao cair da nossas águas, mas isso nem
coroa para mariscar. sempre é mau!
A vantagem destas duas mon- Normalmente quando a água
tagens em marés grandes é que escurece um pouco é frequente
as mesmas nos proporcionam aparecerem espécies como os
um lançamento mais fora de sargos, as safias, safios e até
maneira a alcançarmos o cair mesmo grandes robalos que
da coroa e obter mais resul- vêm com intenção de mariscar
tados caso o peixe falhe mais um choco ou um polvo perdido
perto. nestas águas.
Eventualmente, para além destas Na captura dos sargos tenho
duas montagens, temos as fa- obtido melhores resultados com
mosas rabeiras, que muitas das estralhos mais curtos, já os roba-
vezes são a nossa salvaguarda los com estralhos mais compri-
numa jornada de pesca. dos. No entanto, o tamanho do
Quando a maré está a vazar ou estralho vai ser proporcional às
o nosso fundão deixa de ter a iscadas que estamos a fazer. Os
altura de que tanto desejamos sargos por norma são captu-
é muito habitual o seu uso. rados com casulos, amêijoa
Quanto ao comprimento, a ra- branca, navalha/lingueirão e
beira é feita ao gosto pessoal do caranguejo de dois cascos, o
pescador, isto porque há quem que não quer dizer que não os
faça com 6 metros e há quem capturemos com uma minhoca
as faça com mais de 10 metros. de sangue. Mas iscas com odor
Simplificando, a rabeira não pas- chamam a atenção dos peixes.
sa de um estralho grande onde Na captura dos sargos tenho Já na captura dos robalos em
intercalamos mais estralhos,
sendo estes mais curtos. obtido melhores resultados águas escuras, uma isca de tira
de choco ou uma pata de polvo

Truques e dicas
com estralhos mais curtos, já podem proporcionar-nos belíssi-
mos exemplares.
No que toca à cor de água, esta os robalos com estralhos mais
costa é muito variável. Tanto
podemos ter águas claras como compridos. No entanto, o tamanho
após uma noite de chuva as
águas escurecem de tal forma
do estralho vai ser proporcional
que me arrisco a dizer que fi- às iscadas que estamos a fazer
cam barrentas; por esse motivo
é importante fazer uma boa de maneira a proporcionar-nos da areia (grilo), que acabam por
seleção de montagens e iscas. uma bela jornada de pesca. ser as minhas iscas de eleição
Num pesqueiro onde a água se Nas montagens arrisque em es- nestes dias de água claras. Para
encontre clara a pesca predomi- tralhos compridos e em iscadas além destas iscas vermelhas
nante é nas capturas de robalos, claras, de preferência vermelhas! é impensável não levar umas
bailas e alguns sargos. Opte Estamos a falar de minhocas de amêijoas brancas que por vezes
sempre pela escolha de um pes- sangue (americanas), minhoca fazem a diferença na captura
queiro bem oxigenado e mexido da pedra (minhocão) e minhoca dos maiores exemplares.

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CURTAS...
CAP FArO vENCE ImItações FIIIsh
NACiONAl DE ClUbES
FAlSiFiCADOrES CAStigADOS EM ESPANhA
Na vizinha Espanha já há condenação pela estendendo-se também a algumas lojas físicas,
imitação das amostras em vinil da marca que da mesma forma violavam a propriedade
Fiiish, mais concretamente do seu modelo intelectual de quem criou os originais. Por cá
Black Minnow. passa-se o mesmo e para quem pensa que fazen-
Os imitadores anunciavam os seus produtos do apenas uma ou outra pequena alteração num
nas redes sociais, a um preço inferior ao dos produto tem algo diferente, desengane-se, pois
originais, mas não muito mais barato, cerca de está a incorrer em crime, um crime contra, e
20% menos, o equivalente ao que as marcas pa- neste caso uma pequena empresa que nasceu há
gam de IVA. Variedade de cores, pesos, pedidos seis anos a partir do trabalho árduo de três pes-
Terminado o Campeonato Nacional mínimos, com o luxo de aviso de envio para os soas, que atualmente emprega 11 pessoas e que
da 1.ª Divisão, o Clube dos Amadores mais diversos locais e com anúncio das capturas tem de lutar todos os dias contra as dificuldades
de Pesca de Faro conquista mais uma com estas imitações eram o modus operandi do mercado, quanto mais andar a perder tempo
vez o tão desejado objetivo, o título de destes agentes que, não são apenas cibernautas, em tribunais.
Campeão Nacional de Mar, apurando-
se novamente para representar o
nosso país no próximo Campeonato
do Mundo de Clubes a realizar em La
Tremblade, Mimizan – França – de 17
a 20 de maio do próximo ano.

vENCEDOr DESClASSiFiCADO
EM tOrNEiO MiliONáriO
O vencedor do White Marlin Open foi assInem a PetIção
desclassificado ao não ter passado no
teste do polígrafo.
NÃO MAtEM OS AChigÃS E AS CArPAS
Em causa ficou o prémio de 2.8 mil- Da última vez que aqui escrevi sobre este as-
hões de dólares que estava atribuído sunto, achei por bem aguardar a publicação da
ao vencedor e que assim foi redis- famigerada lista de “espécies invasoras”… à falta
tribuído pelos restantes participantes. de publicação tivemos conhecimento da pro-
Nesta prova apenas se “capturou” um posta e… lá está o achigã, entre outras espécies.
peixe, que desde logo suscitou dúvi- Não há nada que eu possa dizer que não esteja
das à organização que levou mestre já na extensa e precisa descrição da Petição
e tripulação ao dito teste, tendo todos Pública que o presidente da BASS Nation de
“vacilado” nas mesmas questões. Portugal encabeça e propõe. O documento
está, a meu ver perfeito. Fica por perceber por maior perigo reside numa possível fiscalização
rUbriCA “MOMENtOS” que é que num país com mais de cem mil pes- às provas. Essa sim é fácil de fazer e os promo-
A rubrica “Momentos” do Mundo da cadores de achigãs, surgem dificuldades para se tores podem ver-se em apuros. E então querem
Pesca sofreu uma alteração do email conseguirem 4000 assinaturas… Não teremos acabar com uma disciplina desportiva assim?
para onde os leitores podem enviar 4000 adeptos do “pescar e libertar”? Não Por decreto? Para mais uma em que somos
as fotos das suas capturas. haverá quem, mesmo fora do âmbito da pesca, quatro vezes campeões do mundo! Querem
Por lapso esta indicação não foi compreenda a necessidade de que se permi- matar o turismo associado que tanto faz mexer
corrigida em tempo útil, pelo que ta a quem quiser proceder à libertação dos as aldeias e as cidades ribeirinhas? É que tudo
passamos oficialmente a fazê-lo espécimes que pesca? Faz-me alguma confusão isto e muito mais está implicado. Já imagina-
nesta edição. O endereço para onde que seja necessário explicar isto assim, como ram todos os peixes, resultantes de sete horas
podem enviar as fotos é o c.abreu@ se estivesse a falar para meninos… Mas então, de pesca, serem mortos?
grupov.com. mesmo quem quer levar os peixes para casa, Vamos para a frente com a petição pública!
A todos as nossas desculpas. não acha que eu (e quem mais quiser) tenho o Levemos o assunto à Assembleia da República
direito de deixar em liberdade os que pesco. e obriguemos os senhores do novo poderzi-
O maior problema da aplicação deste possível nho do ICNF a passarem a vergonha de terem
atentado à nossa forma de estar nem reside de dizer que não se basearam em estudos
tanto na pesca do dia-a-dia… Pescamos sem nenhuns e apenas numa vontade cega de se
fiscalização que se veja há décadas, como será colocarem em bicos de pés como donos da sa-
que nos vão obrigar a reter as nossas capturas? bedoria que não possuem! Apelo a que peçam
É mesmo aproximação de gabinete! Agora o aos vossos familiares para nos apoiarem.
Leiam atentamente o texto que acompanha
a Petição Pública e mostrem a todos que não
estamos a falar de cor: http://peticaopublica.
com/psign.aspx?pi=PT83657
Autor: Hermínio Rodrigues

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Jigging

3º CONCUrSO
DE OEirAS
Realizou-se no dia 28 de Outubro de
2016 o 3º Concurso de Jigging de Oeiras,
englobado na 3ª Prova do 2º Campeonato
Nacional de Jigging.
No dia 29 e com um atraso de cerca de
meia hora, lá foram as cinco embarcações
rumo aos seus pesqueiros preferidos.
O dia apresentou-se com condições
climatéricas excelentes para a prática do
jigging, com vento do quadrante Este-
Sueste fraco, sem ondulação praticamen-
te nenhuma.
Depois de se chegar aos pesqueiros esco- Orlando Bento e
lhidos pelas embarcações começaram a o maior exemplar
pesca, na sua forma natural e dura desta da prova.
modalidade da pesca de Alto Mar, uma
técnica que exige alguma condição física,
em virtude de se ter de imprimir a uma para que as embarcações fizessem rumo Organização, procedeu-se à pesagem,
amostra movimentos verticais utilizando a terra, contudo devido à embarcação sendo que esta foi feita junto a Loja Kili-
a cana e o carreto continuamente. ANDALA ter tido um pequeno contra- nautica que nos brindou novamente com
Após algum tempo do início da prova, tempo, pois apanhou um cabo que se um pequeno aperitivo para o jantar que
foi-se tendo a perceção das capturas efe- enrolou no hélice, tiveram necessidade se seguiria.
tuadas pelas diversas embarcações, sendo de o retirar, tendo para o efeito um dos Na pesagem, além dos atletas estava
utilizado para esse efeito as comunica- atletas Orlando Bento, necessidade de o Júri da prova constituído por três
ções via rádio VHF. mergulhar debaixo do barco para resolver elementos, sendo um da FPPDAM e os
De referir que o peixe só demonstrou algu- o problema, o que atrasou ligeiramente a outros dois do Jigging Clube Portugal,
ma atividade predatória na parte da manhã, chegada. verificando se após esta pesagem que fo-
pelo que as maiores capturas ocorreram Pelas 19h20 todas as cinco embarcações ram capturados um total de 28,940kg, de
nessa altura do dia, havendo, contudo, raras chegavam a Marina de Oeiras e faziam a espécie válidas em competição, havendo
exceções durante o resto do dia. contabilidade das suas capturas, ficando ainda outras capturas que, por não serem
Pelas 17h30 foi dado via rádio VHF o no ar quem poderia ganhar o evento. pontuáveis, não foram à pesagem, caso
final da prova para todos os atletas e Após a recolha de todas as capturas pela dos carapaus e cavalas e outras espécies
que, por não terem as medidas legais não
podem ser classificáveis.
Terminada a pesagem a classificação
ficou assim ordenada: 1º classifica-
do - equipa EVADER III constituída
pelos Atletas António Tristão e Carlos
Casimiro com um total de 6.830 pontos,
2º classificado - equipa GOLDEN HOOK
composta pelos atletas Orlando Bento
e Alexandre Amorim com um total de
5.950 pontos e em 3º classificado - equipa
Dimar com os atletas Manuel Pita e Ar-
mando Machado com um total de 3.170
pontos.
O prémio do Maior Exemplar foi atribu-
ído ao atleta Orlando Bento, pela captura
de um pargo-legítimo com 5,950kg.
Após a realização da prova, as equipas
que se encontram a competir no Campe-
onato Nacional de Jigging da Federação
Portuguesa De Pesca De Alto Mar fica-
ram assim classificadas: 1º Golden Hook;
2º Dimar (esta a competir pelo Clube
Naval da Nazaré) e 3º Baruk.
A prova da Nazaré será determinante
A equipa para a classificação final do Campeonato
vencedora... Nacional, onde será apurado a equipa
campeã nacional.

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13
Campeão de surf

EM lUtA PElOS
SAlMõES SElvAgENS
O tricampeão mundial de surf, Mick Fanning está a tirar
uma licença sabática do circuito mundial e está a dedicar
o seu tempo a outras coisas que gosta de fazer e a causas
que acha que deve defender. A sua última “cruzada”,
como embaixador da Wild Ark num esforço conser-
vacionista sem fins lucrativos, levou o atleta a trocar a
prancha pela cana de pesca.
Tudo isto se passou em Bristol Bay no Alasca, um bonito
rio que está sob ameaça, em virtude de uma grande
companhia querer construir a maior mina a céu aberto
do mundo, na cabeceira de dois dos sistemas fluviais mais
importantes daquela zona, responsáveis por mais de 50%
dos salmões selvagens de todo o mundo e que por isso
precisam de proteção. O objetivo da Wild Ark é comprar
terras em vários pontos do globo e deixá-las intactas, a
bem de toda a vida selvagem.

pesCa fiCou mais pobre conseguiu fazer com que o defeso fosse reinstaurado, mas tarde,

MOrrEU vENtUrA SilvA


com a APPA, em cuja fundação esteve envolvido, continuou a
lutar. Integrou o conselho técnico da APPA, que esteve na ori-
No passado dia 12 de novembro gem da tentativa de introdução dos floridans, juntamente com a,
faleceu um homem que trouxe então, Direção Geral de Florestas, e com o Instituto Superior de
muito à pesca em Portugal, nome- Agronomia de Lisboa.
adamente à pesca do achigã. Tendo Foi desde sempre um divulgador das técnicas de pesca com iscos
emigrado muito novo para a, artificiais e participou em inúmeras ações de divulgação da sua
então, Rodésia, regressou ao nosso pesca.
país a meio da década de 80 do Em 2003 capitaneou a seleção nacional que venceu a Taça do
século passado. Como vinha de um Mundo de Pesca do Achigã, prova organizada pela Federação
país onde se falava o inglês, trazia Portuguesa de Pesca Desportiva e que serviu de teste à Federação
na bagagem vários anos de pesca Internacional de Pesca Desportiva de Água Doce, para os atuais
do achigã com iscos artificiais cujos Campeonatos do Mundo. Desde sempre desejou a BASS Nation
conhecimentos havia recebido da de Portugal, mas apenas nos seus últimos anos de vida viu esse
americana Bass Anglers Sportsman Society (BASS), através da sua sonho realizado.
revista Bassmaster, que era distribuída a todos os membros. Era um homem humilde e de uma sabedoria ímpar. Sempre
Não tendo gostado do estado em que encontrou a pesca e espe- esteve ao dispor de todos os que o procuraram para aprenderem
cialmente a falta de medidas que protegessem os achigãs depressa mais um pouco.
se juntou a grupos de pressão para tentar mudar as coisas. Em A revista Mundo da Pesca manifesta o seu pesar pela perda de
primeiro lugar, com o Clube dos Amadores de Pesca de Portugal, semelhante vulto.

mundial de surfCasting

HéliO CHOrA
é brONzE!
Terminado o Mundial de Surfcas-
ting disputado em Wexford, Irlanda,
Portugal teve uma boa prestação na
categoria masculina com Hélio Chora
a alcançar o terceiro posto da geral
individual. Em termos coletivos, o
resultado também foi um honroso 4º
posto na classificação geral, apenas
superado pela seleção da casa, que
venceu, Inglaterra e Espanha.
Nas Senhoras, Zélia Afonso teve uma
brilhante prestação, com um 6º posto
final, não tendo sido tão boa a presta-
ção coletiva da seleção das quinas.

Pesca
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CONSULTÓRIO

CAROS LEITORES
Com o intuito de dar alguns esclarecimentos aos nossos leitores sobre as mais variadas temáticas inerentes à
pesca, sejam elas de cariz técnico ou legislativo, decidimos criar um espaço para esse efeito.
O Mundo da Pesca, em conjunto com os seus habituais colaboradores, poderão esclarecê-lo e aconselhá-lo.
Para o efeito, basta enviar as suas questões por carta para:
MUNDO DA PESCA – CONSULTÓRIO
Campo Grande 56, 7A - 1700-093 Lisboa FACEBOOK
ou por correio electrónico para o endereço: Seja nosso fã em:
c.abreu@grupov.com https://www.facebook.com/revistamundodapesca

“Tenho seguido e que tem gerado bastantes abordagens de pesca que faço. eficazes na pesca de rio e por
questões: como fazer o melhor Os anos vão-nos ensinando último não gosto de fazer este
atentamente os artigos que nó de travamento nas boias tipo a melhorar essas lacunas e a nó de travamento com multifi-
vão sendo publicados na pião e que material utilizar. adaptar o melhor material para lamento já que para este travar
revista sobre a pesca à boia Existem varias formas de
podermos fazer o travamento
resolver esta questão.
A minha preferência para
na linha madre tem que ficar
muito apertado e por vezes ao
com pião e verificado que da nossa boia mas umas são de resolver ou minimizar esta “dor lançarmos um pião com muita
atualmente se recorre muito facto mais eficazes e efetivas de cabeça” passa por utilizar na força esse ponto de estrangula-
que outras. Existem nós de linha madre, onde temos mon- mento acaba por partir o fio e lá
ao multifilamento para travamento à venda já pré-feitos tada a nossa boia, fio multifilar. vai a boia.
encher o carreto, deixando em linha, existem os clássi- O multifilamento tem muitas A solução mais eficaz para mim
cos stoppers (isto falando dos vezes uma camada de tratamen- é fazer um empate com um fio
a boia a correr e recorrendo travamentos mais utilizados) e to que o faz escorregar bastante de nylon com características
a um nó de travamento para depois podemos fazer o nosso e não deixa que nenhum nó específicas e essas característi-
travamento utilizando um tipo trave nessa zona. A minha cas encontro até em fios muito
travar a mesma. especifico de fio que pode ser solução para este problema baratos que adquiro apenas para
O que acontece é que o nó nylon, multifilamento ou até fio foi fazer eu um stopper com este efeito. Fios rijos, rugosos ou
dental, entre outros. monofilamento (nylon) já que ásperos que no contacto com
corre e por vezes muito, No caso da questão colocado os stoppers de borracha correm a linha madre não consigam
alterando a profundidade o problema aparece com a com muita facilidade e prendem correr com facilidade. Quer es-
de pesca, sobretudo dificuldade de manter o trava-
mento no lançamento e na luta
muito no passador de ponteira,
os nós de compra são regra
tejamos a utilizar multifilamen-
to ou monofilamento estes tipos
depois de combater com com o peixe. Isso aconteceu geral algo finos e entram na boia de fio correm menos mas não
peixe. A pergunta é: o que muito comigo e para ser since- ou na missanga e partem com resolvem o problema a 100% até
ro ainda acontece em algumas alguma facilidade sendo mais porque existem diferentes abor-
devo fazer para solucionar dagens e se estivermos a pescar
este problema?” junto à água com uma boia
leve sem lançar muito longe o
Tiago Semedo (via email) problema está resolvido mas se
A pesca e as nossas montagens vamos para uma falésia com um
para pescar vão ao longo dos pião pesado ou queremos lançar
anos mudando as suas caraterís- muito longe podemos voltar a
ticas. Para acompanhar as nos- ter o mesmo problema.
sas necessidades, a nossa evolu- Uma dica para o nosso fio com
ção como pescadores muitas são o qual vamos fazer o stopper
as coisas que se alteram (outras ficar ainda mais fixo na linha
nem por isso) e os materiais que madre é esfregarmos algumas
utilizamos são sem dúvida um vezes na pedra ou usar uma
dos exemplos mais flagrantes da lixa fininha, tirando alguma
evolução e da mudança. camada protetora num espaço
Relativamente à pesca com de um a dois metros, o que
boia, a evolução dos mate- faz dele ainda mais rugoso e
riais utlizados é tremenda nos consequentemente com mais
últimos anos. Hoje em dia os dificuldade em correr na linha
pescadores têm à sua disposição madre.
um leque muito variado de ma- A resolução do problema passa
térias de altíssima qualidade que por tentar encontrar a melhor
podem fazer das suas monta- opção que neste caso é o fio
gens máquinas quase infalíveis mais indicado para fazermos o
de pesca. nosso stopper.
Hoje falamos aqui de um
pormenor bastante importante Sérgio Tente

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FEIRAS

Os produtos com que


pescaremos em 2017

EFFTEX

Pesca
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Esta reportagem foi escrita a partir da Holanda, no último dia
em que decorreu a maior feira de pesca da Europa e que nos
finais de 2016 teve lugar em Amesterdão, um local magnífico
para levar a cabo um evento de tal importância e que reserva
em si um enorme potencial para a pesca em águas interiores. É
nesta feira que as maiores marcas mundiais apresentam as suas
novidades para o mercado europeu, podendo encontrar-se todos
os produtos que se venderão no ano de 2017.
Autor A IIAg An s: Antonio PrAdillo CArrAsCo

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É
por esta razão
que este evento
está marcado
a vermelho no
calendário dos
distribuidores e importadores
europeus mas também dos
demais entusiastas da pesca
desportiva, claro. E não é todos
os dias que se pode conversar
com pessoas tão ilustres como
Mads Grosell, Patrick Sébile e
muitos outros, personalidades
que representam a pesca atual,
que trabalham para melhorar o
que já se pensava ser implo-
rável, tudo isto num mercado
realmente competitivo, onde
parece que já está tudo inven-
tado.
Assim, é-me impossível comen-
tar tudo o que estava exposto ou
referir todas as empresas que ex-
puseram, tratando-se este texto
de um resumo com o material
mais inovador e que teve mais
destaque. Há que referir que a
EFFTA é a associação de pesca
mais importante da Europa que,
para além de organizar a EFF-
TEX, atua como lobby e tenta
influenciar a tomada de decisões ca, com as exceções dos stands melhor amostra rígida, inova- Daiwa apresentou uma imitação
e legislação do Parlamento Eu- exclusivamente dedicados à ção do ano e melhor produto de truta-arco-íris do tipo pikie,
ropeu, em defesa dos interesses pesca à mosca ou ao carpfishing. eleito pelos visitantes da feira, muito bem conseguida e que
dos pescadores desportivos. Este ano houve um “duelo” sem dúvida os prémios mais deu à marca japonesa o prémio
realmente interessante entre cobiçados do certame, conse- de melhor amostra de vinil,
Spinning mania marcas com tradição na pesca guidos à custa deste 3D Suicide enquanto a Westin apresentou
Já há bastantes anos que a febre ao lúcio: a Westin e a Savage Duck. Mas a Savage Gear não uma amostra com característi-
da pesca com amostras se apo- Gear, que apresentaram imi- ficou por aqui e apresentou uma cas semelhantes aquela com que
derou da feira, dominando com tações de crias de pato e se a ratazana articulada espetacu- a Daiwa ganhou no ano pas-
os maiores e mais importantes primeira marca o vez com um lar – a 3D Rad – que navega sado, de maneira que se pode
stands, com uma presença crankbait, a segunda tratou de sinuosamente à superf ície e que dizer que os swimbaits a imitar
quase abusiva por parte de to- o fazer com uma amostra de em patas e orelhas de vinil que trutas imperam no mercado do
dos os expositores que, de uma superfície (uma “hélice para ser lhe dão muito realismo. Quanto lúcio.
ou outra maneira, apresentam mais preciso), apresentando uns a amostras de vinil, e tentando A Savage Gear também continua
produtos total ou parcialmente acabamentos estupendos, que combater o enorme sucesso que a dar continuidade à sua linha de
dedicados a esta técnica de pes- se traduziu nos prémios para teve a truta da Savage Gear, a amostras 3D, com linha a correr,

O 3D Suicide Duck
da Savage Gear foi
uma das estrelas
desta EFFTEX.

Pesca
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O melhor carreto
de casting da feira
foi o Daiwa Prorex
100/200.

também permitiu comprovar


Quem diria que se
que marcas conhecidas como trata de asticot falso
a Mann’s, Mister Twister e até da Benzar Mix?
mesmo a Rapala não evoluem
Já alguma vez pescou ao ritmo da sua concorrência
com uma cana de 25 mais jovem, se bem que esta
metros? Este ano já vai última continue a mostrar o seu
poder experimentar…
poderio com um stand onde se
serviu cerveja fria à descrição
apresentando a 3D Line Thru a todos os que paravam para
Roach, um novo swimbait de observar o stand, ainda que de
vinil que imita na perfeição um longe, e com música ao vivo.
pequeno escalo ou carpinha e
que vai dar muito que falar por Água salgada
essa Europa fora durante 2017. No que diz respeito a material
Mas nem só de lúcios vive específico para o mar, destaque
um pescador e foram muitos para o facto de aparecerem cada
os stands que apresentaram vez mais amostras do estilo Gillies: amostras
australianas
amostras pequenas, que cobrem Black Minnow da Fiiish, como com mordidelas
tanto a pesca do lucioperca o Tex Shad da Sakura ou o que e tripas ao sol!

Este ano houve um “duelo”


realmente interessante
entre marcas com tradição na
pesca ao lúcio: a Westin e a
Savage Gear, que apresentaram
imitações de crias de pato
como a pesca de água salgada e a Delalande apresentou no ano também dominou pelas suas completamente transparentes,
até o rock fishing, naquilo que se passado. Imitações interessantes imitações perfeitas para cefaló- que deixam ver no seu interior
denomina atualmente de Light de sardinha 3D foram o que a podes, se bem que tiveram um alevins de sardinha ou biqueirão,
Range Fishing. A Lucky John é Savage Gear apresentou, com duro adversário nesse capítulo, criando um efeito “cardume”
uma marca com catálogo redu- o seu stickbait chamado Horny a DTD, que este ano lançou realmente impressionante que
zido mas que tem uns cabeçotes Herring e o Iron Mask (com cores impressionantes a imitar merece ser testado. A Fiiish
interessantes (jig heads), com pala para profundidade), assim salmonetes, viúvas, entre outros, surpreendeu com um pequeno
anzóis de excelente qualidade como stickbaits flutuantes e com o DTD Wounded. mas realista jig metálico com
e uma variedade de gramagens afundantes de cores translúcidas A Live Target apresentou amos- pala traseira, o Power Tail, que
que chama a atenção. Esta feira que a Yo-Zuri lançou, marca que tras de superfície e afundantes promete dar muitas alegrias

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superiores ao que já existia no
Os espetaculares mercado.
passadores da
American Tackle. Quanto aos monofilamentos,
parece que tudo estagnou um
pouco, mas ainda assim vão
aparecendo modelos com algu-
mas melhorias, mais flexíveis
e menos visíveis, isto também
abarcando o fluorocarbono.
Para destacar alguns multifila-
mentos, não se pode deixar de
falar do Spiderwire, linha que
finalmente conquistou o mereci-
do prémio de melhor multifilar
do certame com a linha Stealth
Smooth 8, destacando-se tam-
bém a nova linha da Momoi,
com uma elasticidade ainda
menor que os habituais multi-
filares, um colosso para pescas
sensíveis a grandes distâncias ou
profundidades, sobretudo em
água salgada.
Nos monofilamentos, destaque
para a Momoi que se converteu
As canas da Tailwalk numa referência no mundo das
destacaram-se linhas, enquanto que a First Dart
com blanks e apresentou umas interessantes
acabamentos
de qualidade linhas cónicas, se bem que o
japonesa. mais interessante desta marca
tenha sido uma “cauda de rato”
finíssima para pescar à mosca
em competição, por proibição
da pesca direta que se praticava
com ninfas pequenas.

Carretos e canas
Não é fácil fazer uma seleção
de canas e carretos na EFFTEX
pois o volume exposto é tão
grande que se torna complicado.

aos adeptos do light spinning. O oxidem, algo incrível e que a seu


surfcasting foi o grande ausente tempo será uma realidade dos
da feira, com uma presença resi- produtos de todas as marcas.
dual por parte de alguns stands
(onde se destaca a Colmic, As linhas
Shimano, Lineaeffe, Italcanna No que diz respeito
e Okuma), da Fonderia Roma aos multifilamentos,
como fabricante especialista no mercado estão a
em chumbadas e BBK, Mus- generalizar-se os de 8 fi-
tad ou Sasame/Shout como bras, concorrendo na feira ao
especialistas em anzóis. Ouve prémio de melhor linha muitos
tempo para Mauro Damián da modelos com esta característica,
Sasame/Shout nos explicar a todas elas de excelente quali- Barco
nova tendência de cobertura dos dade, quer ao tato, quer a nível engodador
anzóis com teflon, que evita que da suavidade e com resistências da Anatec.

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Estão em crescimento os carre-
tos chineses de baixa gama, com Algumas das
novidades da
vários stands de marcas que Savage Gear
já apareceram no ano passado para água
e que chocam com os stands salgada.
das marcas de renome, como
o caso da Daiwa, da Shimano
e da Okuma, que seguem uma
linha futurista muito semelhan-
te, aligeirando cada vez mais os
carretos, chegando a extremos
incríveis. Para isso basta ver o
novo Shimano Vanquish que
no tamanho 2000 pesa apenas
uns escassos 155 gramas - que
levou o prémio para o melhor
carreto de bobine fixa -, e para o
novo Daiwa Prorex 100/200 que
venceu na categoria de tambor
móvel.
Destaque também para os Van
Staal da Zebco , muito bonitos
e robustos e para os Makaira da
Okuma, carretos que vão contra Os squid jigs da DTD
esta maré de aligeiramento, estiveram nomeados e por
colocando no mercado carretos pouco não conseguiram um
de bobine fixa com 1 kg, feitos prémio nesta EFFTEX.
para lidar com peixes XL.
No que diz respeito às canas,
esta feira é um mundo! A Col-
mic destaca-se no campo das
canas de encaixe e bolonhesa,
pescas que estão a perder terre-
no para outras como é o caso do
carpfishing, sendo nesta área

A melhor
amostra de vinil
pertenceu à
Daiwa.

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facto da Shimano se estar a virar
definitivamente para o mercado
carpista, ampliando a sua gama
de produtos.
Quanto aos iscos, é onde entram
em cena outras marcas como
a Energofish que apresentou
umas esponjas absorventes de
essências para juntar aos boilies
(com a sua marca Benzar Mix),
ou da Zebco com a sua Radica
Punky Monkey Boilie, um boilie
mole por dentro e duro por fora.
A Traper é outra marca que
trabalha engodos e boilies que
Mais um
swimbait se destacou, tal como a Wielco,
de truta da que apresentou um stand essen-
Westin… cialmente virado para pellets.

Nos acessórios, destaque Uma nova solução


para os stingers para para light spinning e
vinis para pescar ao rock fishing da Fiiish:
lucioperca da Savage o Power Tail.
Gear.

a Prologic a marca que melhores uma variedade de canas que


canas apresentou. cobrem todas as áreas da pesca
As canas de spinning da com amostras, chamando-se a vencedoras na categoria “melhor Frikies
Tailwalk, com os seus blanks atenção das Daiwa TD Trout cana da feira”. Esta feira provavelmente não
finíssimos e acabamentos Area Commander para pescas chega aos extremos de feiras nos
japoneses destacaram-se, ainda muito ligeiras e das novas Daiwa Carpfishing, roupa e EUA e China, mas há sempre
que a Daiwa, Shimano e Savage Prorex XR para pesca de preda- complementos coisas para os mais fanáticos. A
Gear não se fiquem atrás, com dores, estas últimas as grandes Nos últimos anos o carpfishing Real Trophy apresentou réplicas
ganhou terreno na pesca de em plástico absolutamente
ciprinídeos, deixando mais ar- impressionantes de todas as es-
Os númerOs da eFFTeX 2016 redadas outras técnicas como pécies possíveis; A Gillies Lures
Visitantes: mais de 1600 a pesca à francesa ou inglesa. trouxe da Austrália uns peixes
Expositores: 208, repartidos por 192 stands (provenientes de 36 países) São bastantes as marcas que artificiais com zonas que deixam
Inovação do ano: 3D Suicide Duck (Savage Gear – Svendsen Sport) oferecem bons materiais como ver até as espinhas e tripas.
Escolha do visitante: 3D Suicide Duck (Savage Gear – Svendsen Sport)
é o caso dos alarmes Pro- A Scatri é que apresentou um
Melhor amostra rígida: 3D Suicide Duck (Savage Gear – Svendsen Sport)
Melhor amostra mole: Daiwa Prorex Live Trout Swimbait (Daiwa) wess, os espetaculares barcos jogo que é de perder o juízo, um
Melhor amostra de metal: Big Pike Rattlin’Spinner (DAM) engodadores da Anatex, as jogo virtual de pesca que faz
Melhor isco natural: Kvalvik Long Line Bait (Kvalvik Baits) chumbadas cobertas a relva uma pequena demonstração de
Melhor acessório de pesca: Deeper Smart Sonar Pro (Deeper, UAB) artificial da Carpspirit, as no- big game em casa, vendo na
Melhor material terminal: The Off Bead (Bidoz Products) vas chumbadas ecológicas da televisão o atum que estamos a
Melhor carreto de bobine fixa: Shimano Vanquish (Shimano) Ufo Sinkers ou das canas Sert, combater com a nossa cana de
Melhor carreto tambor móvel: Daiwa Prorex 100/200 (Daiwa) se bem que três marcas se stand up, ligada a uma bobine
Melhor carreto de mosca: Ultralite ASR (Pure Fishing) destacavam perante as demais que simula o pressuposto peixe
Melhor cana: Daiwa Prorex XR (Daiwa) e são elas a Carpzoom, Fox e a puxar, quando este deixa.
Melhor cana de mosca: Sage X (Sage)
Prologic, sendo a segunda a Em suma, uma feira que não
Melhor linha de mosca/terminal: Coastal Quickshooter (Rio Products)
Melhor monofilamento: Edeltrout UV Fluorocarbon (Ockert) que mais vestuário e camas é mais do que um privilégio,
Melhor multifilamento: Spiderwire Stealth Smooth 8 (Pure Fishing) apresenta e a terceira a que onde podemos ver todas as
Melhor vestuário: Vion H-lock Wade Boots (Pure Fishing) melhores canas e acessórios novidades que vão dar cartas
Melhores óculos: Muto (Costa Sunglasses) oferece, tais como clips e enga- em 2017. Vemo-nos no final
Melhor equipamento: Urban Classic Sling Bag (Rapala-VMC) tes rápidos. deste ano na próxima EFFTEX,
Também é uma realidade o em Budapeste.
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Pesca de costa

Peixes XL.
Missão impossível?
Nem pensar! P a r t e II
Na continuação do tema “Peixes XL”, apresentamos um isco que também seleciona o peixe e que é uma mais-
valia neste inverno. Depois do bucho ou ferrado de polvo segue-se o choco, mais concretamente as tiras feitas
a partir do corpo deste cefalópode. O choco é um isco ancestral para peixes de grande dimensão, perfeito para
se usar à chumbadinha e ao fundo mas é na sua preparação que recai a parte mais importante. É essencialmente
neste ponto que nos focaremos, para além de uma forma alternativa à iscagem com agulha. Depois disto é só
preparar as coisas e ir experimentar

A
Autor: Carlos abreu / IIAg An s: autor e Humberto GaCio almeida

utilização do
choco como A tira de choco pode
isco é uma ser tão longa quanto
prática muito desejarmos e esse
abuso geralmente
antiga tanto compensa.
por pescadores profissionais
como por pescadores despor-
tivos. Pode ser usado inteiro,
vivo ou morto, hoje falamos
da sua utilização em tiras.
Quando a máxima é capturar
peixe XL, a tira de choco fará
incontestavelmente parte do
nosso cardápio seja desde de
costa ou mesmo embarcado.
A tira de choco é um isco
que possibilita a captura de
exemplares de varias espécies,
sejam eles robalos, bailas,
corvinas, douradas e sargos a
sua efetividade está mais que
comprovada.

Aquisição e
conservação faz lembrar um artificial de Recorro a esta isca quando pouco de ondulação para criar
O choco é um isco que facil- ultima geração, com odor e a água não está demasiado aquela espuma que os grandes
mente se adquire em qualquer tato natural, combinação que turva, mostrando-se efetiva robalos tanto gostam para ca-
mercado do peixe ou mesmo o torna irresistível para “os mesmo com águas a “roçar” çar. A solução da tira de choco
no hipermercado mas a regra mais sabidos”. o luso, desde que exista um acaba por ser um “aliado”
numero um é sua frescura.
Pode parecer um preciosis-
mo mas acreditem que fará
toda diferença seja ele para
pescar sem ser congelado ou
mesmo que seja para o stock
do nosso congelador. Tam-
bém é desaconselhável a sua
permanência durante muito
tempo no congelador, a sua
carne torna-se amarelada e de
menor consistência e esta isca
quer-se bem branquinha!

Isco “híbrido”
Este isco funciona como um
híbrido, é um isco natural mas
a preparação e forma de iscar
acaba por se tornar bastante
atrativo visualmente, basta O choco pode descongelar
que a corrente ou força de no local de pesca; dentro de
uma poça de água salgada o
ondulação se faça sentir, este processo é muito rápido.
adquire um ondular que nos
PreParação

O “segredo” deste isco está essencialmente na pois o saco do ferrado fica sólido e mais fácil exterior; se não for retirada, a tira irá sujar
sua preparação e iscada. de retirar. Se o choco for fresco, teremos de mais facilmente, a areia ou algas irão “colar”
Como regra número um, há que tentar não ter mais cuidado com a “cirurgia”. à tira mesmo dentro de água… e ninguém
rebentar a bolsa do ferrado para não tingir a Outro pormenor importante: depois de o choco gosta de comer o que quer que seja com
carne branca deste cefalópode; esta tarefa estar limpo, deve tirar-se uma película fina e areia. E desta forma temos pronta a carne do
é facilitada se o choco tiver sido congelado transparente que o seu corpo tem na sua face choco a partir do qual faremos as tiras.

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Iscada
O “segredo”
deste isco está
essencialmente
na sua
preparação
e iscada. Como
regra número um,
há que tentar não
rebentar a bolsa
do ferrado para
não tingir a carne
branca
complementar ao bucho de
polvo abordado na primeira
parte do artigo. Este é usado
mais para águas mais agitados
e com visibilidade reduzidas.
A tira destaca-se bastante
pelo seu encanto visual en-
quanto o bucho pelo seu odor,
se bem que depois de a bolsa
ficar vazia e restarem as peles,
isso também poderá ondular
na água e tornar-se atrativo
aos olhos do peixe.

As técnicas
Se é para apanhar peixe não
se pode complicar. Anzóis
de qualidade e linha condi-
zente são obrigatórios para
pôr a seco os exemplares que
procuramos com estas iscas
de eleição, seja a pescar à
chumbadinha ou ao fundo.
Esqueça os 0,25 e 0,30 e
aventure-se em algo que lhe
permita lutar com segurança
com grandes exemplares,
sobretudo se pescar em zonas
de fundo misto ou rocha. Até
mesmo em areia é impor-
tante colocar um peixe deste
calibre fora de água para não
correr o risco de afugentar Segue-se o corte da tira. Aqui é um pouco “à vontade esta não fique curvada; a curva do anzol deverá ficar de
outros que lá possam andar. do freguês”: uns preferem mais comprida, com uma fora da tira, e portanto não se deverá iscar até ao final.
das pontas com vários cortes, ficando a mesma com O anzol deverá sair 2 a 3cm do final e, para iscar
Isto por vezes é esquecido por
mais mobilidade fazendo lembrar os tentáculos da a tira, usamos um anzol com a pata curta, e
muitos pescadores e pode ser cabeça do próprio choco. com uma curvatura mais larga. Desta maneira, o
a diferença entre uma pesca Pelo contrário, a preferência de alguns recai numa famoso ondular ficará ainda mais atrativo. Há quem
de um bom exemplar ou uma isca estreita de 7 a 10cm de comprimento. Importante recorra a uma agulha de iscar para fazer a iscada;
pescaria épica! qualquer que seja o formato e terminação da tira é que pessoalmente não uso.

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TéCNiCA

“Porque é que a tua linha é rosa?”,


Perguntei a um amigo há uns anos. “Era
vermelha! Eu nunca ia escolher um multi
rosa!”, Respondeu ele prontamente.
A verdade é que esse amigo não foi o
único a viver a “síndrome das cores
mortiças” na última década. Estes
sintomas incluem uma mudança dramática
nas linhas de polietileno que constituem
as fibras de Dyneema ou Spectra, com os
vermelhos a passarem a rosa, os amarelos
a quase branco e os verde-escuros a
passarem a cor de alface.
Autor A IIAg An s: Redação

A cor conta quando se


escolhe um multifilamento

Como escolher
a cor da linha
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Um exemplo de uma linha
que perdeu o seu amarelo
high-viz após duas sessões
de pesca… algo que por
vezes é difícil evitar.

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D
esde que os tingidas desbotem. As marcas
pescadores usam processos específicos
se confronta- – sobretudo na parte exterior -
ram com este para manter as cores fixas nas
problema, as suas linhas.
marcas começaram a ser mais A Cortland usa um proces-
proactivas, incitadas pelos so chamado Fiber Tech mas
hábitos de consumo dos pes- muitos outros métodos usados
cadores. Novas, e diferentes por outros fabricantes têm o
técnicas são agora usadas pelos mesmo objetivo: reduzir que a
fabricantes para fazerem linhas cor desbote e aumentar a sua
com as cores o mais duráveis longevidade.
possível. “As fibras de polietileno não
Nunca se provou que a cor do podem ser tingidas como as
multifilamento fez com que o fibras tradicionais pois não se
peixe comesse pior ou melhor podem unir moléculas tingidas
mas, isso não invalida que o neste tipo de fibras”, referiu
pescador tenha de pensar na Konrad Krauland, presidente
cor que vai usar. Neste artigo da Power Pro. “Isto apenas dá
só vamos falar da cor do mul- espaço a uma pintura superfi-
tifilamento e de mais nenhuma cial”, reforçou.
outra característica. A Power Pro fez recentemente
avanços significativos, quer no
Revestimento coating (sistema de cobertu-
O multifilamento está numa ra) quer na gestão de resinas,
constante luta com a cor. processos que combinados tor- Uma cor que continua a ser um “clássico” na escolha de muitos pescadores.
As fibras de polietileno são nam a coloração mais estável e
brancas e opacas por natureza. duradoura que as linhas de há determinante manter vivas as cobertura que faz com que se
Uma propriedade intrínseca cinco anos. cores das linhas, sendo uma pareça a um monofilamento,
do multifilar é que é hidrofóbi- Ted Thibault, chefe de vendas vantagem para o fabricante atue como um multifilamen-
co, fazendo com que as cores da TUF-Line diz que “é que o conseguir”, reforçando to e mantenha a coloração
que “o coating que a TUF-Line permanentemente”, explicou o
XP tem oferece uma maior homem da TUF-Line.
resistência à abrasão com a cor Já Ben Miller, da parte de
original. desenvolvimento de produto
Já a TUF-Line Super Cast da Sufix, alerta os pescado-
vai mais além pois como tem res para não haver uma cura
um mono core e multifilar infalível para a perda de cor
por fora, a marca conseguiu das chamadas linhas PE. Como
aquece-lo, efetuar um processo referiu “há muitos fatores
de extrusão e adicionar uma de manipulação envolvidos.

Atualmente, as marcas apostam em modelos de linha com várias opções


de cor à escolha do pescador.

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As coberturas (coatings) adicionadas como prioritária a resistência à abrasão.
depois de a linha ser tingida ajudam a Em 1000 ciclos de utilização, esta linha
manter a cor, mas ela vai acabar por se sofreu pouca abrasão, mantendo um
perder um pouco. Até a acidez afeta a perfil redondo…isto em testes feitos
coloração; quanto maior acidez tiver a pela marca, dos quais nos distanciamos.
água – quando mais salgada for – maior
probabilidade existe da linha perder a E o que é isso do Viz?
cor”, referiu Miller. Certamente que já ouviu falar de
A abrasão também afeta obviamente a high-viz e low-viz. Este conceito de
cor, daí ser esse um dos motivos porque “alta visibilidade” e “baixa visibilidade”,
a Sufix 832 Advanced Superline coloca respetivamente, evoluiu nos últimos

Por vezes a pescar Uma das últimas apostas da Daiwa, o Daiwa J


Braid X8, com opção multicolor.
de terra até é mais anos fruto das novas utilizações que os
interessante pescar pescadores dão às linhas para pescar de
costa e de embarcação.
com linhas mais As cores bronze e verde são excelentes
visíveis, sobretudo para pescar de costa; substrato de vasa,
zonas com algas, fundos de ostras e
a pescar com águas tapadas ajudam a cor a “desapa-
amostras ou de recer”.
Já na pesca de altura, no big game, onde
noite, ajudando se utilizam várias canas, as linhas de
a saber onde várias cores ajudam a identificar a cana
que teve a picada, o que facilita bastante
estamos a pescar em alturas de tensão a bordo. Por
falar em várias cores convém
chamar a atenção para o
A PowerPro vermelho; esta cor é a primeira
Super Slick… a neutralizar-se na coluna de
água a partir dos três metros.
Na verdade o vermelho não
desaparece debaixo de água,
apenas se torna mais escuro
à medida que a profundidade
aumenta.
Muitos mestres preferem li-
nhas de baixa visibilidade pois
referem que não assusta o pei-
xe de isca como os predadores,
o peixe do “pica-pica” e os
peixes mais nobres, referindo
alguns que os peixes “passam
pela linha como se fosse uma
alga ou limo”.
No entanto isto não é uma
verdade absoluta pois na atua-
lidade, e seja a pescar de terra
ou barco, se usa um leader
(ponta ou terminal de mono

O uso de linhas mul-


ticolores é de grande
ajuda a muitas
técnicas, sobretudo
no jigging vertical.

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ou fluorocarbono) depois do dela para melhor visibilidade, o
multifilar pelo que é um pouco melhor de dois mundos segun-
indiferente o uso de linhas do a marca.
muito ou pouco visíveis.
Por vezes a pescar de terra até Solução “métrica”
é mais interessante pescar com A alternativa que se seguiu às
linhas mais visíveis, sobretudo linhas de alta visibilidade foi o
a pescar com amostras ou de que os fabricantes apelidaram
noite, ajudando a saber onde de linhas marcadas, medidas ou
estamos a pescar. Até mesmo indicadoras, linhas que contém
para identificar nós que infe- secções com cores diferentes ao
lizmente surgem na linha, é de longo de toda a bobine, marca-
grande ajuda para os desem- das a comprimentos idênticos.
baraçar. PowerPro Depth-Hunter,
O Fireline Crystal da Berkley TUF-Line XP Indicator, Berk-
reduziu substancialmente a ley Trilene Tracer Braid, Sufix
visibilidade debaixo de água Metered Performance Braid,
mas tem uma cor branca fora Daiwa Saltiga 12 Braid multi-
color e Daiwa J Braid X8 têm
secções de diferentes cores que
permitem ao pescador contar e
saber quantos metros de linha
têm na água.
Clay Norris, responsável
pelo desenvolvimento de
produto da Pure Fishing
refere ainda o Trile-
ne Tracer como uma
alternativa que combina
O Fireline Crystal, multifilar que combinou um low-viz verde e um
visibilidade reduzida debaixo de água com high-viz chartreuse, que
um branco opaco e visível fora dela. permite ligar o leader à cor de
baixa visibilidade do multifilar
e ter ainda a parte mais visível
Nunca se provou que a cor do multifilamento fez para auxiliar a saber onde está
a pesca. Como referiu “ajuda
com que o peixe comesse pior ou melhor mas, realmente a detetar a linha e é
isso não invalida que o pescador tenha de mais divertido pescar assim”.
Outras linhas têm mais que
pensar na cor que vai usar duas cores. A Depth-Hunter da
PowerPro muda de cor a cada
cinco metros (azul-amarelo-
verde-laranja), com as cores a
repetirem-se a cada 30 metros,
com uma marca negra de dois
centímetros a cada 1,5 metros.
As linhas multicolores têm
como vimos muitas aplicações,
caso do jigging vertical de pre-
cisão até ao trolling, mas tam-
bém, e mais recentemente na
pesca à chumbadinha a pargos
e douradas, sendo possível ao
pescador saber a que nível da
coluna de água os peixes estão
a pegar nas iscas ou amostras,
sendo que no caso do trolling
permite uma afinação da dis-
tância a que as amostras terão
de estar da embarcação. Por
Fireline Tracer, isso, da próxima vez que tiver
uma linha de duas que comprar um multifilar,
cores, que combina
a pouca e a alta
pense mais a fundo na cor que
visibilidade. escolher.

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APRESENtAçãO

PENN Absolutamente estanque!

SL A M M E R I I I
Uma das grandes
novidades da PENN para
este ano é o Slammer III.
Um carreto com tradição
na marca e que desta
vez chegou muito perto
da perfeição no que
respeita à estanquicidade,
o que o torna num sério
candidato a uma das
melhores referências de
carreto para pescar em
pleno meio aquático e
que venceu a categoria
de “melhor produto” da
ICAST 2016. Decidimos
colocar o tamanho 3500
à prova, num spinning
submarino!
Autor A IIAg An s: Carlos abreu

C
om oito modelos, muita natação e submersão do
o Slammer III está carreto à mistura.
disponível para todas
as técnicas de pesca, Características ímpares
em oito tamanhos De conceção robusta, o Slammer
que vão desde o 3500 ao 10500. São III tem construção forte, com
modelos para pescas fortes a partir carcaça, chapas laterais e rotor em
de embarcação e para pescas cos- alumínio. Não será o carreto mais
teiras feitas em condições adversas, leve do mundo mas a nível de ro-
leia-se “que metam água”. bustez e a minimizar a torção não
Foi a pensar nisso que optámos tem nada que se lhe aponte.
pelo tamanho 3500 e tirámos as Toda a sua mecânica é apoiada em
teimas num spinning radical, com maquinaria de alta precisão - CNC

Pesca
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Gear™ technology – o que lhe
confere robustez e uma suavi- MANUtENçãO SEM
dade fora do comum para um COMPliCAçõES
carreto tão forte. Não use massa no sistema
Mas o aspeto mais relevante Dura-Drag™, pois em
neste carreto é a sua capacidade contacto com o tratamento que
a marca aplicou nos discos
estanque, algo que à partida faz
do sistema de drag, diminui-
pressupor um carreto mais preso. se substancialmente a sua
Nada disso! Muito solto e suave. performance.
Esta capacidade estanque é Em termos de manutenção, e
conseguida à custa do sistema caso dê muitos maus tratos
de selagem IPX6, ao nível do à máquina, recomenda-se o
corpo, bobine e do próprio habitual, óleo fino e massa nas
drag, este último alvo de uma restantes partes que não o drag
ou, em alternativa, uma visita a
construção especial – o Dura- Um enrolamento perfeito e a asa de cesto sobredimensionada são dois um revendedor PENN.
Drag™- idêntica à usada nas pontos fortes deste carreto para duras batalhas.
transmissões dos carros de
corrida, abrangida pela diretiva
QS-9000 e que garante níveis de
qualidade de excelência. Assim,
este sistema de embraiagem
garante uma resistência superior
a elevados esforços e aqueci-
mentos, ao mesmo tempo que
é uma barreira para a água pois
é pré-tratado com uma fórmula
fenólica especial da PENN que roda como se o tivesse tirado da
garante suavidade em esforço, caixa pela primeira vez. Atrevo-
desde o princípio ao fim do me a dizer que é certamente um
mesmo, algo importante e que carreto que vai fazer um sucesso
evita muitas ruturas de peixe tremendo. Pena não ter uma
grande no primeiro arranque. É bobine suplementar.
tão bom que em teste, após 30
horas em esforço continuado se Manivela de uma só peça que enrosca diretamente na roda de coroa.
manteve com os níveis de carga
exatamente iguais à regulação 22,6kg (7500 e 8500) e 27,2kg Posto isto, nada mais há a
inicial, sem desgaste! Daí a (9500 e 10500). O ratio para o dizer sobre este carreto de 7
marca ter patenteado o sistema, primeiro grupo é de 6.2 (94 e rolamentos. É fazer o que fiz, ir
inigualável até à data… 102cm), para o segundo 5.6 (99 experimentá-lo, dar-lhe banho,
De referir que as forças de drag e 107cm), para o terceiro 4.7 (97 mergulhá-lo como se pode ver
são altíssimas: 13,6kg (3500 e e 107cm) e para o quarto 4.2 no teste que fizemos em direto e
4500); 18,1kg (5500 e 6500); (102 e 109cm). abri-lo para constatar que nem Duas opções de manivela de
esforço permitem ao pescador
uma gota de água tem no inte- optar pelo que mais lhe agrada,
Mas há mais… rior. Usei o carreto duas vezes, sendo que o EVA dá mais aderência
Estas são as características mais nunca lhe dei manutenção e quando se pesca dentro de água.
importantes deste “maquinão”,
mas há mais! A asa de cesto
é sobredimensionada e tEStE SEM PiEDADE!
bem ao jeito daqueles Para por a estanquicidade do Slammer III colocámo-lo à prova num
spinning subaquático com posterior abertura para comprovar se a parte
que a fecham à mão,
mecânica se apresentava seca.
podendo ser ativa- Para o comprovar basta ver o vídeo em www.mundodapesca.pt ou
da pela manivela. no Youtube em Revista Mundo da Pesca.
O enrolamento
deixem-me dizer que
é primoroso, perfeito,
sem que para isso
tenhamos que por ou
tirar anilhas. Vem for-
necido com duas pegas,
Dura-Drag™, tão bom que a PENN ambas de esforço, sendo
o patenteou… um colosso em
termos de força, bem protegido pelo uma em metal e outra em EVA,
sistema de selagem. ambas muito confortáveis.

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APrESENtAçãO

li d a d e n ã o é u m m it o …
A versati

Daiwa to u r n a m e n t
SW A G S 9 0 2 H
T
er uma cana que lhe permita expor o anzol
Se há canas perfeitas para que combine escondido de um vinil, sobre-
pescar com amostras rígidas? argumentos que
façam dela uma
tudo a pescar longe. A Tour-
nament SW AGS no compri-
Há muitas. Se há canas boa cana para mento de 2,74m e ação 14-42g
polivalentes para o spinning amostras rígidas munidas de
triplos e para vinis, alguns com
tem tudo isso! A nosso ver, é o
comprimento mais consensual
na nossa costa? Há algumas. anzol tapado, não é tarefa fácil. na maior parte do país, tendo a
Se há canas versáteis que É uma combinação de sensibi-
lidade e ação que só se conse-
gama outras opções.

permitam o seu uso com gue com uma napa de carbono Passadores:
amostras rígidas e vinis? Há bem estudada para que seja a inovação AGS O blank desta vara é muito
relativamente macia na ponta Para além disso goza de algo ressonante e ligeiro o que dota
poucas e a Tournament SW para assegurar as ferragens inovador como os passadores esta cana de muita sensibilidade
e leveza. A tecnologia x45
AGS é uma delas. com triplos e garantir a boa
animação de um jerkbait, mas
AGS, uma patente Daiwa que
além de aligeirar a cana, dá uma
dá à ação e potência uma
Autor A IIAg An s: Carlos abreu longevidade ímpar.
também para ter uma potência “condutividade” extra à cana,

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Ficha técnica
Modelo: ..Tournament SW AGS 902H
Comprimento: ......................2,74cm
Compr. Fechada: ...................142cm
Secções:.........................................2
Peso:.........................................164g
Ação: ....................................14-42g
Passadores: ...................................9

A grande inovação na gama


Tournament… os passadores
AGS. Mais sensibilidade,
resistência e leveza.

já de si beneficiando do blank feita para imprimir os toques


HVF, com ausência de verniz, de ponteira que dão vida às
por isso bastante condutivo e nossas amostras, ao mesmo
ressonante, permitindo ao pes- tempo que tornam o uso da
cador sentir tudo o que se passa cana na vertical mais agradável
na linha e responder aos toques , sobretudo quando se animam
mais subtis. vinis à distância.
De referir que o anel AGS Para finalizar, diga-se que
é 42% mais leve que os de esta cana de duas partes tem
titânio, e três vezes mais encaixe de espigão, sendo
resistente. este detentor de um carbono
entrançado – o BIAS – que
Argumentos fortes é mais resistente à curvatura
O porta-carretos é ergonómico e preserva a ação integral da
e exclusivo da Daiwa e permite vara. Uma vara de que gostá-
um agarre muito confortável, mos muito e a qual dá gosto
quer a lançar mas sobretudo ver vergada com uns belos
a animar os jerkbaits. Além robalos, como tivemos oportu-
disso a distância da base do nidade de ver. Aprovadíssima e
cabo ao porta-carretos é per- parabéns à marca!

O porta-carretos
InfORmAções é exclusivo
Daiwa, sendo
DAIWA PORTUGAL todos os demais
www.daiwa.pt componentes Fuji.

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OPiNiãO

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DOUrADAS:
que anzol escolher?
Uma questão com que muitos se debatem, seja a pescar
à chumbadinha, seja a pescar com montagem normal. As
opiniões nem sempre são idênticas no que diz respeito
ao tamanho dos anzóis e de certeza que no barco já
vimos pescadores a aumentar o tamanho dos anzóis
quando o peixe está mais manhoso, coisa que pode
até baralhar as ideias aos mais inexperientes.
Neste artigo damos voz a reconhecidos
pescadores de douradas e quisemos saber como
se regem ao nível dos tamanhos dos anzóis,
quando mudam, porque mudam e, claro
está… que modelos de anzol usam
nas suas jornadas às douradas.
Autor: António VitAlino MArques,
Bruno CABritA, Hugo Modesto e Pedro neVes
IIAg An s: Autores e redAção

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ANtóNiO
VitAliNO MArqUES
Como já referi num passado
número do Mundo da Pesca
a propósito das iscadas de
caranguejo, dou muita importância
ao tamanho do anzol na pesca às
douradas.
Pesco quase em exclusivo à
chumbadinha com o barco
fundeado e a título de curiosidade
e para que se tenha um termo de
comparação uso anzóis Sasame
Super X com uma pequena variante,
como passo a explicar. Para mim há
duas situações de pesca: douradas
fáceis e douradas a comer mal.
Quando as douradas estão a
comer mal uso uma iscada que já
expliquei num número anterior em
que uso dois anzóis, um fixo e outro
a correr; como o Super X não tem
modelo de olhal uso um anzol Chinu
da Asari. A regra que sigo é que
este anzol que corre seja metade
do tamanho do fixo, pois serve para
compor apenas a iscada, feita com
metades ou quartos de caranguejo,
embora seja responsável por ferrar
muitas douradas. Neste caso uso
um 3/0 no anzol fixo e o de correr
será um 1/0 ou 2/0.
No caso de as douradas estarem a
comer bem, nada de complicações
e uso apenas caranguejo inteiro
iscado num bom 4/0, o mesmo
Super X da Sasame.

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BrUNO CABritA
Geralmente na pesca à chumbadinha, a pesca que mais uso às
douradas, vario o tamanho de anzol consoante o sítio onde vou
pescar. Como geralmente pesco em Setúbal e as douradas são
mais pequenas, uso um anzol 1/0 ou 2/0. Só depois em ação
de pesca analiso se é necessário aumentar o anzol, nunca indo
para além do 3/0 e isto quando as douradas já estão mais
ativas na sua alimentação! Muitas das vezes quando estamos
à pesca e sentimos as douradas a picar ou mesmo quando as
conseguimos ferrar e a recuperar elas fogem, então aí é altura
de aumentar o tamanho do anzol. De certeza que vamos ter
mais capturas se assim acontecer.
Já na pesca na vertical, com montagem clássica de dois
anzóis, costumo começar com um 2/0 para tirar as primeiras
impressões. Se vejo que o peixe está a pegar mal baixo
e passo para um 1/0. Se tudo se mantiver e continuar a
pegar mal, aumento logo, tendo como referência o primeiro
2/0 com que comecei a pescar e passo logo para o 4/0,
raramente experimentando ao 3/0. São situações limite e
começo logo a testar nos limites. Como curiosidade, refira-
se que uso o Hayabusa FKS.

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HUgO MODEStO
Como costumo dizer na pesca não existe o “nunca” nem o “sempre”, existem “comer de faca e garfo” ou estão “esquisitas”. Perante cenários destes
fatores orientativos que nos levam a levar determinadas opções. No que diz e usando o caranguejo, a minha estratégia recai em usar um 4/0 aliado
respeito à escolha do anzol para pescar a dourada, tenho em consideração a uma especial atenção ao mínimo toque, ao aumentar o tamanho do
a sua capacidade de manter o bico e barbela em boas condições durante a anzol aumentamos a amplitude de ação do bico do anzol, permitido
ação de pesca mesmo sujeitos às duras bocas deste peixe. Uma qualidade assim ganhar maior probabilidade de o bico se cruzar com a boca
determinante é que o anzol não se parta; opto por aqueles que sejam rígidos da dourada. Esta opção uso quando pesco com iscas duras como o
mas que apertados pelas maxilas fortes da dourada não se partem e possam caranguejo.
“fechar” um pouco… mas não partam. Muitas vezes isto acontece com a Se por outro lado a nossa escolha recair sobre iscas mais macias, reduzir
dourada já ferrada e leva a que o peixe se vá embora. o tamanho do anzol para um 1/0 ou 2/0 pode ser a melhor opção. Se
Quanto ao tamanho do anzol a minha escolha faz-se em função do isco conseguirmos dissimular o nosso anzol no meio de uma iscada sem se
e maneira como vai ser iscado. Normalmente uso o caranguejo inteiro fazer notar a sua presença poderá ser sinónimo de êxito. Pois neste caso
e perante este isco a minha escolha vai para um anzol de a dourada vai “aspirar” a isca sem ter a necessidade de a partir,
tamanho 3/0 ou 4/0 em função do tamanho do caranguejo. o que leva a peixe engula totalmente a iscada e a ferragem é
Se optar pelo uso de troços de caranguejo, sejam eles feita não os primeiros “rumores” mas sim quando o peixe
metades ou quartos, a escolha passa a ser um 3/0 ou “carrega” e aí o anzol já esta totalmente no interior da boca
mesmo um 2/0. ou já no canal antes do estômago.
Quem pratica esta pesca certamente já se deparou O anzol que leva a minha preferência é o Decoy AS03,
com um problema usual: as douradas estão a variando apenas o tamanho.

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PEDrO NEvES
Normalmente tenho um tamanho mínimo que é o 3/0 sendo o que mais
gosto de usar o 5/0. Logo que chego ao pesqueiro uso sempre o anzol
3/0 bem como nos primeiros lançamentos caranguejos inteiros e com
casca o que, em circunstâncias normais, me vai informar o que se passa
lá por baixo. Caso comece a ter toques com caranguejos inteiros isso quer
dizer que elas estão a gostar do que viram e a partir dai é só acertar no
formato certo de os iscar. Caso sinta que o tamanho delas é simpático, em
poucos segundos posso trocar de anzóis para tamanhos superiores, até um
bom 6/0. Tenho alguma preferência pelas referências Chinu e Iseama da
Sasame, ambos de argola. Contudo nem sempre as douradas querem
iscadas rijas e aí mais uma vez temos que usar a imaginação
e iscar das mais diversas maneiras até acertar: uma metade,
duas metades cruzadas, duas metades oblíquas, quartos,
amassados, com patas, sem patas, metades com e sem
casca, lombos, cruzado, á toureiro, com agulha entre muitas
mais… enfim a sua imaginação não terá fim.

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ENtrEviStA

e ao meu irmão à pesca com


eles às barragens, tinha eu 5 ou

À conversa com…
6 anos. O primeiro concurso em
que participei foi em 1985 com
6 anos. Sem dúvida que foram

João Pardal
eles que me marcaram e me
influenciaram na pesca desde
muito cedo.
Sempre que tinha férias da escola
ia para Montemor-o-Novo e
aproveitava para ir pescar.
Pescava nas ribeiras e nas
albufeiras, primeiro aos “ xixitos”
Mundo da Pesca - Diz-
vice-campeão mundial
depois às carpas e aos achigãs.
nos quem é o João Vivia em Setúbal mas raramente
Pardal, com que idade pescava no mar, mas um dia,

de embarcada começaste a pescar e


qual o teu percurso de
lá para cá? Quem foram
tinha eu uns 13 anos, ao passar
nas docas, vi um individuo a
pescar à boia tainhas enormes!
as tuas maiores influên- Decidi experimentar, nunca ti-
Quando nada o fazia prever, e face a um cenário cias? nha apanhado peixes daquele ta-
competitivo adverso para a comitiva lusa, eis que João João Pardal - Tenho 37 manho. Então comecei a ir para
anos e sou alentejano, natural as docas com canas de água doce
Pardal “sai da gaiola” e nos brinda com um brilharete, de Montemor-o-Novo. Até aos de pesca à Inglesa e à Francesa
20 vivi em Setúbal e depois vim pescar taínhas, algumas com 2
o título de vice-campeão mundial de pesca em barco para Faro para estudar Design ou 3 kg, com fios 0.16 e 0.18mm.
fundeado. Foi com ele que estivemos à conversa, para de Comunicação e desde aí que Perdia muitas..mas que gozo
estou por cá. davam! A partir daí comecei a
melhor conhecer este homem que acima de tudo é um O meu pai e o meu avô foram pescar mais no mar. Pescava às
grande apaixonado pela pesca desportiva.. os principais responsáveis
pela minha paixão pela pesca!
palmetas, sargos, robalos, bailas..
Ia com amigos para a Troia, para
Autor: Redação / IIAg An s: autoR e aRquivo pessoal Começaram-me a levar a mim a Serra da Arrábida, algumas

Pesca
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vezes para sítios proibidos, fugia um novo adversário que não
dos seguranças, levei multas... Os primeiros
tinha considerado, o comissário!
(risos) passos... A meio da prova aparecem umas
A primeira vez que fui fazer pes- safias e ferro um peixe maior,
ca embarcada foi com o meu pai. peço o camaroeiro ao comis-
Foi um dia fraco mas fiquei logo sário e quando o peixe vem à
com vontade de lá voltar. E vol- superficie fica com o camaroeiro
tei! Passado algum tempo já era dentro de água a olhar para o
cliente habitual do Mestre Jorge peixe e não faz nada. Estava
e do seu sobrinho, o Miguel que claramente a ver se eu perdia o
faziam alguma ginástica para me peixe. Depois de uns berros lá se
inserirem nos seus grupos. resolveu e apanhou-me o peixe.
A competição surgiu quando vim A partir desse momento, como
estudar para o Algarve. Conheci estava à frente, fez um pouco
o Luís Ceia que fazia competição de tudo para me prejudicar:
de Surfcasting e também de proibiu-me os lançamentos para
Pesca embarcada. Fui uma vez a zona onde estava a pescar e
à pesca com ele e começou-me onde estava o peixe; quando mu-
a incentivar-me à competição. dei de borda e fiquei de “feição”
Resolvi inscrever-me, não porque apanhei logo seis peixes em 3
quisesse competir, mas porque lançamentos, um deles maior,
que o lote do peixe era muito dos atletas que pescavam com decidiu dar cabo e afastou o bar-
pequeno e apanhar um peixe anzois entre o nº 8 e o 10, decidi co do pesqueiro sem autorização
maior ser uma questão de usar um nº 5. Permitia-me fazer dos atletas e já só vim a apanhar
sorte. Partilhas desta opinião iscadas maiores e não era grande um peixe no final. A medição
ou fizeste outra leitura da si- demais para deixar de apanhar do meu peixe era feita de forma
tuação, (dado que a tua calma os peixes mais pequenos. Claro diferente das dos outros e a mui-
era inabalável)? que tinha no estojo outro tipo de to custo lá consegui levar um
JP - Depois dos treinos que montagens com anzóis mais pe- peixe para ser medido pelo jurí
fizemos no Montenegro estava quenos que também utilizei nou- de prova em terra, que só dessa
claro que a pesca ia ser muito tras situações mais específicas. O forma foi validado. Só me aper-
dificil. Pouco peixe, muitos sem primeiro dia correu-me bem, e a cebi depois, mas esse peixe fez a
medida mas por vezes apareciam minha aposta tinha dado certo. diferença entre o estar no pódio
uns maiores que certamente iam Apanhei dois peixes maiores que ou não! Fiz 2º do barco a 55g
fazer a diferença. fizeram a diferença. do terceiro e a 10g do primeiro.
Foi nos maiores que decidi “apos- No segundo dia utilizei a mesma A minha experiência noutros
tar”. Ao contrário da maioria técnica, mas foi quando descobri mundiais, o conseguir manter
como queria era pescar, desta
forma garantia que ia à pesca de
barco pelo menos 3 vezes!
No primeiro ano que participei
as coisas correram bem e em
vez de 3 saídas de pesca tive 9 e
mantive-me na primeira divisão.
O Luís Ceia foi a pessoa que
mais me influenciou na pesca de
competição. Ensinou-me a fazer
os vários tipos de montagens,
o que utilizar, como reagir em
diversas situações, preparou-
me o melhor que pôde para ter
sucesso na competição. Depois
de 13 ou 14 anos de competição
já tenho alguns títulos Nacionais
e Internacionais por Clubes,
Taças de Portugal e participei
em 6 Campeonatos do Mundo
de Clubes e de Nações. Espero
que venham mais! Só lhe tenho a A calma inabalável
agradecer! deste atleta foi um
dos seus grandes
trunfos no último
MP - Muitos atribuem esta Mundial.
tua conquista à sorte, uma vez

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Um momento
que ficará
para sempre
na memória de
a calma e a concentração fez-me João Pardal. MP - Para quem não sabe,
dar a volta à situação porque de trabalhas na customização de
outra forma tinha sido levado. canas e artificiais e és dono
No terceiro dia havia mais peixe. de um primor no teu trabalho
Continuei a pescar da mes- e os resultados são absoluta-
ma forma e voltou a dar bons mente fantásticos.
resultados. Fiz 1º do barco com Como é que isto surgiu na tua
mais quantidade de pescado e vida, passando a ser – a bem
novamente capturei dois peixes dizer – a tua profissão?
maiores. JP - A customização surgiu
A sorte e o azar estão sempre quando vi um cabo em cortiça
presentes na pesca. Mas acho que o Luís Ceia fez para a cana
que é demasiado fácil dizer dele. Fiquei intrigado como é
que se teve sorte ou azar! Em que ele o tinha feito e comecei
competição há muitas decisões a pesquisar sobre a monta-
que temos que tomar, muitos gem de canas. Como sempre
fatores a ter em conta, que vão gostei de trabalhos manuais
afetar a nossa prestação. A e a minha área sempre foi as
experiência, o foco, manter a artes, rápidamente comecei a
concentração são determinan- fazer experiências, a comprar
tes mas a maior parte das vezes começou a organizar mundiais é mais que muita o que tornou materiais profissionais e em
são pequenos pormenores em Portugal. Muitos dos atletas o nosso campeonato mais pouco tempo já estava a fazer
que acabam por fazer toda a federados colaboraram com competitivo. uma série de reparações para
diferença. a organização e foram comis- A Federação tem tido um papel amigos.
Esta medalha não é só minha sários de bordo. Muita gente importante neste desenvolvi- Montei uma pequena oficina e
mas de todo o grupo. Todos que nunca participou num mento. aos poucos comecei a aventurar-
tiveram um papel importante mundial, teve dessa forma, Recentemente foram feitas me noutros tipos de trabalho de
para ela. a oportunidade de conhecer alterações nos regulamentos e personalização.
outra realidade da competição. no modelo do campeonato de Abri o meu próprio negócio
MP - O que achas da inter- Conhecer outros pescadores, clubes de forma a promover a e e neste momento faço todo
mitência de resultados das observá-los a competir, ver no- a estimular a competividade en- o tipo de trabalhos em canas
nossas seleções? O que achas vas técnicas, novos materiais e tre os atletas.Acho que estamos desde pequenas reparações a
que falta para aparecerem isso contribuiu para a evolução no bom caminho e os resultados alterações completas, inclusive
melhores resultados? desta modalidade. Nota-se que irão a seu tempo aparecer e com pintura. Faço também bobines
JP - Nós temos excelentes pes- a vontade de integrar a seleção mais regularidade. dos carretos em Teflon para a
cadores nas mais diversas mo- competição. Para além disso,
dalidades de pesca com vários faço réplicas de pinturas em
títulos tanto individuais como amostras e personalizo a
coletivos. Na pesca embarcada gosto.
já conquistamos alguns o que Sou também comercial na zona
demostra elevado potencial. Sul da empresa Micro-X ,que
Há uns anos ouvia-se dizer comercializa marcas como a
que ir à seleção era fazer umas Fuji, Sasame, Toray, Camor,
férias a pescar. Esse tipo de dis- Wake entre outras.
curso retrata bem a confiança Posso dizer que, tenho o previlé-
e as aspirações dos atletas em gio de trabalhar no que gosto!
relação àos Mundias. Acha-
vam que não tinham hipóteses MP - Como te descreves
nenhumas. Felizmente essa como pescador e qual as pes-
mentalidade mudou .Acho que cas que mais gostas de fazer?
a mudança deu-se quando se JP - Devido ao trabalho que
tenho, neste momento sou
Há quem diga mais um pescador de Youtube!
que foi sorte, Já fiz diversos tipos de pesca,
tanto em água doce como em
mas acertar na mar e desfrutei de todas elas.
Gosto é de pescar, independen-
aposta em três temente do tipo de pesca. As
dias seguidos que hoje em dia mais pratico
são a pesca embarcada e o
é bem mais do spinning, principalmente na
praia, dado a acessibilidade que
que isso. tenho a ambas.

Pesca
46 MUNDODAPESCA
Mundo da
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iSCO

Bomboca das suas conchas permite uma


elevada velocidade de afunda-
mento, mesmo com aguagens
mais fortes. É um isco que se dá
bem com a congelação, servindo

Alternativa douradeira
o processo para garantir isco,
mesmo na época de defeso.

2 Situações, 2 iscadas

A
A bomboca é um isco que não
Se há isco que marca a bomboca, A bomboca é um isco relativa- apresenta grande dificuldade
ou bomboca mente barato e é apanhada no de manipulação ou segredos
diferença nas jornadas de selvagem, é um rio Sado. Aquela que se destina na iscagem. Podemos resu-
pesca embarcada na zona bivalve oriundo à pesca não serve para consumo mir a sua utilização no anzol
da península humano e, a título de exemplo, a duas situações, pesca às
de Setúbal, a bomboca é de Setúbal e que goza de uma refira-se que por cada cem qui- douradas ou exemplares de
um deles, sendo uma das enorme reputação local, fruto logramas de bomboca apanhada grande porte ou iscada para
poucas alternativas válidas do sucesso que tem na seleção
dos bons exemplares, já para
apenas se aproveita um par de
quilos para consumo humano.
peixes mais pequenos como
choupas e besugos e douradas
ao caranguejo. Seja em que não falar nos “estragos” que faz Esta bomboca apresenta uma em condições particularmente
época for é um isco quase na pesca às douradas. coloração das conchas mais dif íceis. Para nos auxiliar nesta
Por falar em sucesso, refira-se avermelhada e o seu tamanho é, tarefa devemos contar com
obrigatório e muito seletivo, que já se testou a bomboca nou- de uma maneira geral, ligei- uma faca para abrir a bomboca
sobretudo nos meses de tras água e que o resultado não ramente menor. O restante é (fresca é mais dif ícil de abrir)
foi o melhor, o que mostra que aproveitado para a pesca como e tesoura. A linha de silicone
douradas. o fator “local” ainda conta muito isco, mas também como engo- e dispensável com este isco e
Autor A IIAg An s: Redação e que o peixe sabe o que come. do, pois o peso muito elevado torna-o pouco natural.

Pesca
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Pesca às douradas

Para as douradas, e para


situações ditas “normais”,
convém fazer uma iscada
generosa até porque
estamos a usar um anzol
grande, na casa do 1/0,
2/0 ou 3/0. Uma bomboca
servirá para fazer uma
iscada e a forma de a
iscar corretamente é
como a sequência ilustra,
devendo prestar-se
especial atenção à posição
em que fica colocado o
bico do anzol.
Pesca difícil

Para pescar a peixes


mais pequenos
que as douradas
ou a estas quando
estão difíceis, nada
melhor do que
reduzir o tamanho
das iscadas em
função do tamanho
do anzol que será
forçosamente mais
pequeno, abaixo do
1/0 e que pode ir até
ao número 6. Este
processo resume-se
a cortar a bomboca
em pedaços e com
eles ir tapando
completamente
o anzol como a
sequência mostra.

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História

Emília, a tainha
de rabo gordo
Gosto de mar! Eu, se pudesse, ia a casa como as levava em lua-de-mel, a Cancun. Acabei por dar uma
tartarugas vão à areia da praia: ao fim de 20 anos, e volta ao Seixal e comprei um carreto Daiwa Saltiga
só o tempo estritamente necessário para pôr os ovos. 8000. Quando a minha Mafaldinha nasceu, a mãe insistia
Tenho 53 anos, pesco há 47 e confesso ter perdido a em colocar quatro medidas de leite em pó no biberon
minha juventude toda atrás dos peixes. Os meus cães da criança. Por mim, com três colheres, carregando um
ladram-me quando volto a casa. Grande parte do meu pouco mais na água, estava bem. Poupando no leite do
ordenado é gasto em carretos, canas, fios, missangas bebé sempre podia comprar mais anzóis.
e bugigangas. Prometi à minha querida mulher que a Autor: Vitor Ganchinho IIAg An s: autor e ShutterStock
T
enho a certeza Lisboa. Segundo os transeuntes,
de ter nascido de cabeça de fora, olhava para o
para fazer algo cavalo do D. José. Quando têm
de muito grande. uma boca daquele tamanho, já
O marquês de comem tudo. O pobre cavalo
Pombal sentia o mesmo quando ficou estático e petrificado.
era novo. A ele, deu-lhe para Desde essa altura, nem se atreve
aquilo das avenidas. Mas isso a mexer-se, nem para pousar a
já está muito visto, há terramo- pata. Fui-me a ela com determi-
tos a toda a hora, e por toda a nação, preparado para a guerra,
Europa há centenas de avenidas armado de canas e bagagens.
largas. Eu queria mesmo era Passei pela Ponte 25 de Abril e
fazer algo que nunca tivesse sido aproveitei para espreitar cá para
feito. Algo de uma dificuldade baixo com os meus binóculos
extrema. Ainda pensei em me de longo alcance. A água estava
candidatar a ministro e trabalhar turva como de costume, mas
a sério pelo país, sem interesses calma. Um ou outro turista
pessoais, sem me abarbatar a afogado, a boiar ao sabor da Avenida Brasília. Debaixo do Penn de tambor móvel, Interna-
nada para mim, mas a ideia que corrente, mas nada de tainha candeeiro. Pareceu-me um tional 80 VS, e 900m de fio de
tenho é que mais século menos à vista. Apareceram-me 120 excelente sítio para uma tainha nylon de 1mm. Anzol simples
século, alguém ainda vai fazer elementos da GNR a perguntar famosa. Muito lixo, água muito nº 8 super afiado, com terminal
isso. Teria de ser algo com muito se não me importava de sair dali, suja, coliformes fecais com fartu- de aço. Nunca se sabe. Fiz esta
impacto. Algo que nos próximos e tirar as mochilas e os sacos ra. Era o sítio ideal. A água tinha montagem porque os peixes
12 anos, dia após dia, pudesse das canas do tabuleiro, porque a a pinta certa: esverdeada, com da zona estão muito batidos e é
abrir todos os telejornais de fila de carros, do lado norte-sul, bactérias redondas tamanho preciso subtileza. Temos que ser
todas as televisões deste mundo. estava em Matosinhos. de bolas de futebol, a correr na discretos e ter unhas para eles!
Algo verdadeiramente impossí- Emília, a tainha gorda de rabo direcção de Algés. As tainhas Montei uma tenda de campis-
vel! Logo, só podia ser uma coisa: gordo, com celulite e pele casca adoram aquilo, ficam desvaira- mo na muralha, com avançado
pescar a velha, famosa e difícil de laranja, era o meu objectivo. das! Abençoado esgoto. Pessoal largo, para poder acudir mais
tainha Emília, a impescável Aquilo que me iria lançar para da Câmara de Lisboa: quando rápido. Uns guizos nas ponteiras
tainha do Tejo! o estrelato. Nada de medos. A já não quiserem aquele esgoto, e aí estava o artista pronto para
missão era espinhosa, mas os vendam-mo! Pelo preço que vos entrar em combate. Comecei
Missão impossível cobardes fogem para trás, e os vier à cabeça, porque aquilo é a engodar. Para uma tainha já
Não preciso de vos explicar fortes fogem para a frente. precioso. É uma mina para as
muito sobre a dificuldade tainhas!
acrescida que é sequer con- Com dia e hora marcado Montei quatro canas de big
seguir saber por onde anda a Abril de 2015. Assentei arraiais à game de 130 libras, com carreto
tainha Emília. O Tejo é grande. saída do esgoto que fica a seguir
A última vez que foi avistada, ao Museu da Electricidade, na
estava no Cais das Colunas, em
velha, não ia lá com meias me-
didas. Joguei-lhe com uma carga
completa de camião cisterna
de gasóleo, seiscentos litros de
óleo de motor queimado, uma
dúzia de cachecóis do Sporting e
180 preservativos da Durex, em
segunda mão.
Passados dois meses ainda não
tinha picadas. Tudo dentro do
normal. Isso acontece-me muito.
Atribuo a falta de picadas nos
primeiros meses ao facto de o
peixe ser naturalmente descon-
fiado, e reagir um pouco mal
ao impacto das chumbadas na
água. Pesco com chumbadas de
6,5 kg. As correntes são fortes,
arrastam muita lama e pedras, e
é certo e sabido que, caso a isca
derive um palmo que seja, sai do martelo. Isto são pormenores Uma semana depois, pareceu- saem da frente do computador.
sítio, e “vai tudo por água abaixo”, técnicos que partilho convosco. me ver uma das sardinhas do - Isto aqui cheira mal! Cheira a
embora neste caso, isso seja uma Sinto que é minha missão ser isco tocada, meio ratada na bar- esgoto! Não trago as crianças
força de expressão. Se a isca sai didáctico, mostrar-vos novas téc- riga. Tensão máxima agora! Nós para aqui!...
do sítio, um centímetro que seja, nicas e formas de fazer. Experi- sabemos como as tainhas são - Não gostas do pesqueiro?! É uma
podemos estar anos sem ter um mentem a lançar as vossas chum- manhosas, e a Emília Rabo Gor- questão de hábito. Para mim, este
toque. Normalmente lanço as badas fazendo 17 ou 18 rotações do era seguramente muito mais sítio lembra-me os Alpes suíços,
minhas chumbadas em rotação, completas, sempre sobre a perna esperta que todas as outras. Por tem uma brisa fresca e agradável.
com um cabo de aço e uma pega. esquerda, e depois digam-me se falar nisso do rabo gordo, tive Por falar nisso, podias trazer-me
Inspirei-me no lançamento do não é outra coisa. Por alguma a visita da minha mulher. Ela é uns agasalhos, isto no Inverno
razão os lançadores de martelo e que teve olho para arranjar um deve ser frio.
disco estão a ganhar as provas de marido bom! Trouxe-me isca: - Mas tu já tens cá toda a tua
pesca surfcasting todas! lulas recheadas com bacon, roupa, de Verão e de Inverno.
feitas em tomatada. Uma tainha Tens até as meias de lã da Serra
Volvidos dois meses gorda tem obrigação de gostar da Estrela. Só falta trazer-te o
Julho de 2015. Durante a noite, disto! quadro do escritório, o “Meni-
deu-me ideia de ver uma ligeira Dizia-me a Lena: “ Não queres ir no da Lágrima”.
vibração numa das canas. Estive para casa? Uma das torneiras da - Traz o quadro, sempre decora
dois dias muito atento, quase casa de banho está a pingar há a tenda. Coração, lembra-te
sem respirar, mas acabou por ser meses, e além disso, as tuas filhas disto: eu ainda vou ter uma foto
rebate falso. Comecei a achar que estão com saudades tuas. E uma minha em todos os outdoors do
devia contratar um ajudante, para das galinhas está choca, não quer país, com aquela tainha presa
me dar algum auxílio na parte sair de cima dos ovos. O animal pelo rabo! Não tenho é engodo.
da engodagem. Controlar as não vai nem beber água….” Já se acabaram os caixotes do
canas e deitar engodo para a água - Isso de não comer nem beber já lixo aqui da zona. O pessoal da
com a pá, era demais para uma está muito visto! O Luaty Beirão recolha de lixo está-me a tramar
pessoa só. Acabei por encon- fez isso há pouco tempo em a engodagem. Sonho com o dia
trar um emigrante ilegal que se Angola, durante 35 dias. Fico em que vou receber o prémio
prontificou a ajudar, a troco de aqui na muralha até pescar a da Tainha Gorda de Ouro, em
duas postas da tainha. Não sei Emília gorda!... Veneza.
onde é que ele vai meter tanto - Mas qual Emília?! A que é ven-
peixe. A comunicação não é fácil, dedora de automóveis? E mais dois meses
porque ele não diz uma palavra - Não. A tainha gorda, aquela que se passaram
em português. Mas parece-me ninguém consegue pescar. Agosto 2015. Passaram duas
a pessoa certa e talvez venha a - Estás magro como um peixe- velhotas gaiteiras, de Algés, de
fazer carreira de engodador. Tem espada!... beiços pintados:
um papelão rascunhado a dizer - Sim, mas sinto-me como um - A minha Lizete ainda estava
Germany. Talvez seja o nome tamboril balofo e anafado. Eu grávida da minha neta, a Cátia
dele. Cada vez que passam motas apanho aquela tainha! Vanessa, quando este moço
e carros na estrada, mostra o - Mas Vitor, …a Teresa e a veio para aqui. A criança já
cartão e levanta o polegar. Como Mafalda têm saudades tuas, as anda, já diz “download”, e ele
me apareceu a uma segunda-feira crianças querem ver-te. continua a pescar. Não vejo é
à tarde, passei a chamar-lhe Sexta - Elas que venham cá ver-me. peixe nenhum. Vou pôr uma
Feira de Manhã. Sempre apanham ar puro e velinha por ele.

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Entretanto, o sol caiu mais uma não consegues fazer mais que
vez, sem uma única picada. Os meio litro de vinho, e que vai
cometários eram pouco abonató- ficar ruim. Ele diz que nas três
rios, mas as pessoas não sabem, e cepas que temos lá em casa,
por isso temos de as desculpar e só se aproveitam uns 3 ou 4
desvalorizar o que dizem: cachos de uva. O resto caiu em
- É de longe o melhor homem- desgraça, está tudo com míldio.
estátua que já vi. Está imóvel há Não foi curado…
3 horas a olhar para a ponteira - O teu pai não percebe nem de
da cana, sem pestanejar. Nem fazer vinho nem de fazer filhas!
mexe os olhos! Estás a ver as Se eu digo que faço 500 litros de
calças dele todas molhadas? vinho, mesmo com 3 cachos de
Veio de lá um cão,…deve ter uvas, faço! Ele não está a contar
pensado que ele era um poste... que temos a água do furo. Faço
este tipo é muito bom ! um cortadinho e até sobram
Eu continuava atento e concen- uvas! O pessoal dos haxixes,
trado. Ao menor descuido, e a para o Benfica? Eles vão buscá- lado. É assim que se estragam os com 10 gramas faz dois fardos
tainha Emília ia embora para los aos bairros de lata, porque pesqueiros. de 50 kg! Faço a quantidade de
sempre. Um casal de estrangeiros é lá que eles se fazem para a A Lena passou por lá para me vinho que eu quiser! Para além
gadelhudos, com ar de estarem guerra. E este tem ar de maluco, deixar sandes de torresmos e disso, ainda mantenho a ideia
anémicos de finanças, passou e deve ser avançado! 860 pacotes de bolachas Maria. de que consigo fazer vinho a
perguntou-me: - Pode ser, ...dizia o outro. Ele Perguntou-me: partir de resina de pinheiro.
- The camping. Do you want to tem é cara de esgazeado. Não - Lembras-te daquele projeto Logo que me despache daqui,
rent it? gosto deles quando parecem ser que tinhas de construir uma arranco com isso.
- No, sorry. I´m trying to catch a última Coca-Cola fresca do barragem no topo do Everes- - Mas então quando é que voltas
Emily, the fat fish...respondi- deserto. Isto pode ser coisa de te? Aquela coisa de fazeres lá para casa?
lhes. Por força que me queriam narcotráfico! provas de motonáutica? Acho - Achas que eu sei?! Não depende
arrendar a tenda. Fizeram fotos que alguém já começou a fazer de mim. A tainha é que manda.
para postar no Facebook e Apelo familiar isso, uma empresa do Qatar Nem o professor Bambo tem
enviar para os amigos na Ho- Setembro 2015. Apareceu-me antecipou-se. soluções astrológicas para estas
landa. O passeio estava cheio um moço de barbas compridas, - Não te preocupes. Eles vão coisas. A semana passada, pas-
de gatos. Estavam confiantes no vestido com uma túnica cor de fazer o paredão da barragem, sou aqui em frente ao pesqueiro
resultado da minha pescaria. laranja. Vinha com uma faca entre o Evereste e o Annapur- uma coisa escura e comprida a
Acreditavam em mim. Even- enorme na mão direita, e uma na, com tijolo de 7cm e pladur. rasgar a superfície e pareceu-
tualmente podiam vir também bandeira preta rascunhada, na Vai tudo por água abaixo. Eu é me ser ela. Quando vi um
ao cheiro da sardinha podre do esquerda. A correr direito a mim, que sei fazer barragens! Olha, rebocador à frente, percebi que
engodo. Resolvi desmontar a com pressa e aos gritos. Não por falar nisso, como estão as era o submarino Tridente II, da
tenda e avançar um pouco mais percebi se vinha ajudar a fazer ações do Goldman Sachs? Marinha. Ia mais uma vez para
para norte de Lisboa. Avancei os filetes de sardinha da isca. - Perdeste tudo o que tinhas. doca seca, para reparações. A
o equipamento todo uns vinte Tropeçou no cabo do camaroei- Acho que era melhor voltares pesca não tem horas. É preciso
metros. Sempre eram outras ro, e caiu à água. Nunca mais o para casa. Para além disso, ti- ser paciente, saber engolir em
águas. Passaram dois polícias: vi. Fiquei possesso porque podia nhas dito que querias produzir seco, aguentar os dias menos
- Será mais um jogador que vem ter ido tomar banho para outro vinho. O meu pai acha que bons. Um dia bom, seis meses
maus, isto nunca se sabe.
Um individuo tem de se pre-
ocupar com tudo. Não basta
a ausência absoluta de toques
nos últimos cinco meses, ainda
tenho de me estar a ralar com o
pessoal que passa de bicicleta.
De vez em quando um deles
ficava enleado pelo pescoço nos
fios de nylon, e caia da máquina
abaixo. As pessoas não vêm por
onde andam, as canas estão a
pescar, um individuo está com
atenção ao que está a fazer, não
pode estar ao mesmo tempo
a segurar tabuletas de trânsito
proibido. Ora se estão a ver os
fios das canas esticados...vão à
volta, vão dar a volta à Reboleira!
Vão correr para Chelas! Vão
pedalar p´rá Volta à França!

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respectiva rectificação. Se pretender que os seus dados não sejam facultados a terceiros, assinale aqui com X
bArCO
Duas versões

U m p es q u ei ro p a ra p es ca lú d ic a O Merry Fisher 795 Marlin,


com 7,17 m de comprimento, tal
como os modelos predecessores

Jeanneau Merry
está vocacionado para os pes-
cadores, não apenas pelo design
do barco estilo traineira, mas
sobretudo pela organização dos

r li n
espaços e pelos equipamentos

F is h e r 7 9 5 M a
incorporados.
Existem duas versões, ambas
com a cabina do tipo barco

A
pesqueiro. Uma tem uma porta
atrás para o poço e uma porta
clássica gama lateral junto ao posto de co-
Continuando no sucesso do inovador design Merry Fisher,
embarcações
mando. A outra versão não tem
porta atrás para o poço e dispõe
Element M-Hull, a Bayliner lançou o novo pesca/passeio de uma porta de cada lado, para
Element CC5, com sistema auto-esvaziante, ou pesca/
cruzeiro, há muitos anos em
a passagem de circulação entre o
poço e a proa. Em ambas, a por-
de consola central, para navegação costeira, a produção, foi evoluíndo incor- ta junto ao piloto é fundamental,
pesca e outras actividades náuticas. Este novo porando sucessivas inovações, para saídas rápidas para a proa
para satisfazer cada vez mais para fundear ou para o poço
modelo junta-se ao CC6, de 5,57 m, já existente os pescadores. Assim nasceu o em acção de pesca ou ainda nas
na mesma gama. Merry Fisher Marlin, primeiro manobras para atracar.
com o modelo 695 e depois Na versão com porta para o
Autor: Antero dos sAntos /notíciAs do MAr
IIAg An s: touron com o 855. poço, existe um salão com mesa

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Um modelo inteiramente
dedicado à pesca
desportiva. Um sonho...

e bancos a bombordo e o posto e para a palamenta e pode-se


de comando a estibordo, atrás aplicar um viveiro de isco vivo
do qual fica uma cozinha e um à popa
lavatório. O poço pode estar À frente da cabina fica um
completamente desimpedido banco que pode servir para um
para os pescadores, ou montar pescador pescar, ou para apoio
uma mesa ao meio e bancos em nas manobras de fundear, em
L, para os piqueniques familiares. virtude de ficar junto ao porão
A versão sem porta para o poço do ferro e à torre de amarração
dispõe de um banco fixo junto que estão na proa.
à parede da cabina e assentos Na cabina à frente encontra-se
amovíveis em U, aumentando um camarote com cama de ca-
o espaço livre no poço para os sal e um quarto de banho com
pescadores. sanitário marítimo e lavatório.
Para arejamento e entrada de
Equipamento “pescador” luz existe uma escotilha à frente
Os barcos têm porta canas e duas laterais.
no poço, porão para o peixe

Ficha TÉcNica
Comprimento total ...............7,93 m Calado ..................................0,52 m
Comprimento do casco ........6,98 m Deslocação .......................1.750 kg
Boca .....................................2,81 m Capacidade combustível........ 280 L
Depósito água doce ............... 100 L
Importador Exclusivo: Motor ....................................200 HP
Nautiser – Centro Náutico Categoria CE ................................. C
Estrada Nacional 252, Edificio
Centro Nautico,
2950-402 Palmela 
Tel: 21 233 6820
http://www.nautisercentronautico.pt/
Náutica

Garmin promove
FishFiNder com striKer 7sv
Num país em que a pesca desportiva e profissional tem
tanta importância, a Garmin assinalou o Dia Nacional do
Mar com a recomendação de um dos seus produtos mais
recentes, o fishfinder STRIKER™ 7sv.
Esta sonda com GPS permite assinalar e regressar aos
seus locais de pesca favoritos, rampas para embarcações
e cais. Também podem partilhar-se os pontos de
passagem e rotas favoritas com outras sondas STRIKER
ou echoMAP™. Os gráficos Smooth Scaling fornecem uma
imagem contínua ao alternar entre os vários intervalos
de profundidade. A possibilidade de rever o historial da
sonda permite visualizar imagens captadas anteriormente
e assinalar pontos de passagem esquecidos. Além
disso, o dispositivo possui um localizador incorporado e
apresenta dados de velocidade. A sonda de monitorização
Garmin ClearVü integrada apresenta uma imagem quase
fotográfica do que se encontra sob a embarcação e a
sonda de monitorização Garmin SideVü permite uma
visualização clara e nítida a um alcance de 228m, em
ambos os lados da embarcação. Pode ver claramente
estruturas, objetos submersos e peixes. A sonda com CHIRP de banda larga de alta frequência e as sondas de monitorização ClearVü e SideVü estão
integradas num único transdutor. Além disso, inclui suporte para motores de arrasto Minn Kota® e MotorGuide® com transdutores integrados.
O STRIKER 7sv inclui um transdutor Garmin com CHIRP de banda larga de alta frequência, com um nível de nitidez e de pormenor, bem como de peixes e
estruturas, visivelmente superiores ao dos transdutores tradicionais de 77/200 kHz. PVPR: 799€. Info: www.garmin.pt.

Suzuki
tecNologia de topo Na gama iNtermédia
Depois de ter espantado o mercado dos motores fora de borda com o DF200AP, o primeiro
motor da sua categoria de potência com bloco de quatro cilindros e performance de um V6, a
Suzuki volta a demonstrar toda a sua capacidade técnica no lançamento dos novos DF150AP
e DF175AP, desenvolvidos com a base do 200, transportando para a categoria intermédia todas
as qualidades dos motores de topo.
A lista de soluções técnicas é extensa e começa pela exclusiva capacidade de escolha do sentido
de rotação dos hélices. O Suzuki Selective Rotation é pela primeira vez aplicado em motores com
este nível de potência. Muito importante para montagens que utilizam mais do que um motor, com a
simples troca de uma engrenagem e do hélice é possível obter os melhores resultados em termos de
performance, consumo e equilíbrio da embarcação.
Outro sistema é o Suzuki Precision Control que substitui os cabos de comando por ligações
eletrónicas que asseguram o máximo de precisão e evitam perdas por atrito. Combinado com o
conhecido sistema Lean Burn,
é possível obter consideráveis
economias de combustível
em todos os regimes de
rotação. Estes novos motores
contam ainda com a mais
elevada taxa de compressão
da sua categoria (10,2:1), o
que associado ao sistema
de variação dos diagramas
de admissão assegura
a melhor capacidade de
novoS motoreS
aceleração, graças a um hoNda BF4 BF5 e BF6
binário elevado mesmo nos A Honda Marine continua a reforçar a sua Gama de
regimes inferiores e médios. Para complementar estas características, na admissão a entrada de ar motores, agora com o lançamento de 3 modelos
fresco colocado na traseira do motor (Semi-Direct Air Intake System) garante o melhor fornecimento completamente novos. O BF4 (4CV), BF5 (5CV) e
de oxigénio ao sistema de indução multi-estágio que regula a passagem do ar fresco em função BF6 (6CV) foram desenvolvidos com as últimas
do regime do motor: maior velocidade e um trajeto mais curto nos regimes superiores; maior tecnologias disponíveis da Honda e concebidos
comprimento do trajeto do ar para melhorar o binário em baixa rotação. Graças ao desfasamento para ir de encontro às expectativas dos clientes
do eixo da cambota face ao eixo da transmissão, ao extremo equilíbrio de todos os componentes mais exigentes em termos de portabilidade,
móveis, à sofisticada gestão eletrónica e à presença de câmaras de ressonância, estes motores conforto, performance e fiabilidade. Estes novos
apresentam um funcionamento muito silencioso e uma quase total ausência de vibrações. modelos estarão em comercialização no mercado
Outra das funcionalidades que a Suzuki transferiu dos motores topo de gama é o denominado Keyless português, pela rede de agentes da empresa Grow,
Start System que anula a existência de uma tradicional chave de ignição, substituindo-a por um já a partir de dezembro com preços a anunciar
comando remoto que tem capacidade de flutuação, sendo possível recuperá-lo para prosseguir viagem. dentro em breve.
Mais informações em www.suzuki.pt ou suzuki@moteo.pt. Info: Grow Produtos de Força Portugal em
www.grow.com.pt.

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14cm (19,5 e 21,5g), 17,5cm (28 e 31g) e 20cm (37 e
42g), com duas ações distintas: flutuante (trabalha
até 1m) e afundante (vai até aos 2m), de maneira 1
a ter a melhor escolha possível para apanhar os
maiores predadores da nossa costa, seja a pescar
em zonas baixas ou em zonas mais fundas e com
rebentação forte. Info: coLmIc@SApo.pt

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cLEAR fLomAX
A suavidade é o forte desta linha; pensando na
pesca à boia, no spinning e  até na chumbadinha,
a KInG poWER Soft cLEAR preenche as fortes
necessidades dos pescadores que procuram ter 2
uma linha invisível, resistente, mas com um toque
muito suave e uma linha com alguma elasticidade,
permitindo utilizar em pescas delicadas. Ela está
disponível em 7 tamanhos, onde disponibiliza
algumas linhas finas que lhe serão úteis para
fazerem montagens. na pesca à boia com pião,
esta linha é ótima para esse tipo de pesca, como
também para quem pesca com chumbicas. ou seja,
a KInG poWER Soft cLEAR é uma linha universal,
podendo ser utilizada tanto para mar como para
rio. Existe em bobines de 300m e com 6 medidas
disponíveis, desde 0,25 até 0,50mm.
Info: WWW.AnAquAtIco.com

DAIWA
3 pRoREX cLASSIc SHAD Df
Disponível em cinco tamanhos – 10, 12,5, 15, 20
e 25cm -, o classic Shad faz sempre falta ao
pescador que gosta de pescar predadores com
vinis. Dotado de uma cabeça realista e com um
rolling que favorece o movimento da sua cauda em
forma de pata de pato “Duckfin”, tem a sua natação
facilitada por possuir estrias na parte frontal o que
lhe dá uma maior amplitude de movimentos.
Info: DAIWA poRtuGAL (WWW.DAIWA.pt)

DAIWA
4 REGAL pE tSuKI
com LInHA
quer iniciar-se no spinning e não tem carreto nem
linha específico para o fazer? A Daiwa dá-lhe a
solução, com o Regal pE tsuki, um carreto de 4+1
rolamentos fornecido originalmente com multifilar
de 4 tranças, dotado de uma suavidade incrível. 3 4
Este carreto “pronto a usar” tem roda de coroa
Digigear II, muito precisa e robusta. Disponível nos
tamanhos 2005 (pE 0.4), 2508 (pE 0.8) e 3000 (pE
1.5). Info: DAIWA poRtuGAL (WWW.DAIWA.pt)

pEnn
5 SpInfISHER
feito com um drag poderosíssimo, este carreto foi
feito para pescar peixes grande, como os peixes
tropicais que requerem uma máquina de construção
sólida e de confiança.
A sua evolução introduziu algumas características
importantes como é o caso do sistema de
enrolamento de dupla oscilação, perfeito para
multifilamento, e do sistema de juntas Water
tight que dota esta máquina de uma elevada
capacidade estanque. no entanto a marca manteve
as características que tornaram este modelo um
clássico, como a blindagem e o drag colocado por

Pesca
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baixo da bobine, o que transmite uma sensação de
5 6 poder muito suave sempre que se ferra um peixe
grande e que se mantém igual, mesmo depois de
muitos peixes capturados, como se fosse novo.
Info: Pure fIshIng

MAXIMA
6 BrAID uLTrAgreen
o multifilamento Maxima de 8 fios, de origem
alemã, é produzido segundo a mais elevada
tecnologia e revestimento que permite obter um
multifilamento completamente redondo.
o novo processo de revestimento triplo confere-lhe
ainda total impermeabilidade, uma resistência à
abrasão muito superior a outros fios concorrentes.
É silencioso e tem um incrível potencial no
lançamento. Disponível na primeira fase de
lançamento em Portugal apenas em bobines de 300
metros, nos diâmetros de 0,15 a 0,45mm. e tem
uma enorme resistência: um 0.22mm tem um teste
superior a 18kg! Já disponível! Info: gerAL@
AMorIMDIAs.coM

nBs
7 KonIKos fLoMAX
os KonIKos são linhas cónicas com cerca de
15m de comprimento, para serem utilizadas como
terminais das linhas dos carretos de surfcasting. A
sua qualidade é excelente pois são pouco elásticas,
permitindo assim potenciar um melhor lançamento,
7 e são invisíveis uma vez que têm um tratamento em
fluorine. cada bobine disponibiliza 10 cónicos com
15m e 5 medidas: 0,18, 0,20, 0,23, 0,25 e 0,30 x
47mm. Info: www.AnAquATIco.coM
7
8 MegABAss KAnATA
uma amostra com o DnA da Vision one Ten é o que
a Kanata tem para oferecer. o “pequeno” detalhe
é que se trata de uma amostra flutuante com
30g, 16cm e que trabalha ligeiramente abaixo da
superfície. o resultado? uma máquina a pescar em
locais baixos, aos robalos e anchovas, beneficiando
também de se lançar muito bem mas também das
suas partes laterais serem ligeiramente espalmadas
o que lhe dá um aspeto mais “volumoso”. genial a
trabalhar aos esticões, interrompidos por pausas.
8 Info: KeLMAn, s.A.

fIIIsh
9 The gLue
há muito que se pedia uma cola especial para
vinis, a fiiish desenvolveu-a e criou The glue. com
9 esta cola é possível reparar os seus vinis rasgados
assim como colar os cabeçotes ao corpo. fácil de
aplicar, The glue seca em segundos e o vinil está
sempre pronto para pescar. PVP: 8,90€.
Info: www.MoDern-AngLer.coM

10 fIIIsh
10 noVos TAMAnhos
nA cor PorTuguesA
A Brown Back, a cor do Black Minnow
desenvolvida exclusivamente para Portugal estará
disponível em 2017 nos combos do tamanho 2
(90mm), 3 (120mm) e 4 (140mm), e em corpos
no tamanho 5 (160mm). uma cor estudada e
desenvolvida para a costa portuguesa, onde
vários peixe-presa apresentam estas nuances. o
dorso é sempre castanho com glitter vermelho,
enquanto o ventre se apresenta dourado com glitter
holográfico alternando para ghost púrpura com
glitter holográfico em função da cor da água e da
luminosidade. PVP: a partir de 8,00€.
Info: www.MoDern-AngLer.coM

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6161
RADAR

Costa Portuguesa sob


Observação
A costa portuguesa está sob a vigilância atenta. Pescadores de todo o País trazem-lhe notícias do que se
passou na sua região nos últimos dias, incluindo os graus de atividade do peixe quase ao minuto. Tudo para
melhorar as suas pescarias, ajudando-o a escolher os momentos e os locais. Futurismo? Não fazemos...
ViANA DO CAStElO tempo mais tudo isto dura, por isso vamos novembro, os dias de faina também não se
Sem querer entrar em grandes festejos,  aproveitando. tornaram uma realidade e muita gente ficou
creio que o Norte nunca esteve tão bom Rui Taxa em terra.
como agora. A chuva tarda em chegar Ricardo Santos
(e como ela é necessária!) o frio não é PORtO
ainda aquele frio de inverno próximo dos Parada é a palavra que melhor descreve a OEStE
zeros graus, e o peixe até tem aparecido pesca pela zona do Grande Porto, a todos Mais um mês de altos e baixos pela nossa
aqui e ali, o que motiva os pescadores os níveis e o que lá vai safando são uns costa. Muito vento, chuva e mares grandes
desportivos a aproveitarem estas ótimas robalos… e pequenos. não permitiram os melhores dias para
condições, antes que o inverno apareça Na zona de Aveiro também não se vive os pescar; mas sempre que o mar permitiu as
em força. Sargos, choupas e robalos são melhores dias na pesca apeada – exceto na capturas foram muito boas. Muitos sargos
as principais espécies que de momento pesca ao safio - e a embarcada vive dias de à boia em Peniche e Ericeira, sargos matu-
se pescam, optando os pescadores talvez intermitência: uns dias dá muito peixe e lões sendo o caranguejo o isco de eleição.
mais por rockfishing, deixando o surfcas- noutros é “zero”. O spinning tem sido uma vertente muito
ting na praia para a noite por uma questão No que diz respeito à pesca embarcada, forte neste oeste, com imensas capturas
de segurança. Vamos ver por quanto e com o mar mexido como esteve em de registo desde a Ericeira a Santa Cruz,

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mas o ponto forte tem sido mesmo na COStA ALENtEjANA
Aberta da Foz do Arelho onde os robalos E viCENtiNA
e as corvinas têm feito as delícias dos A pesca de costa no mês de novembro foi
mais persistentes. No surfcasting também menos forte que o costume. Os sargos esti-
se têm feito muitas capturas de robalos, veram presentes em menor quantidade mas
eles vieram para ficar e na costa norte de com bom tamanho e com os robalos passou-

k
Peniche tem sido fortíssimo, com exem- se o mesmo, muito intermitentes mas quando
plares de grande dimensão – 4, 5 e 6kg se dava com eles havia sempre peixe muito
e as iscas rainhas têm sido sem dúvida a grande a dobrar as canas.
minhoca de sangue, o casulo e a sardinha. De barco, os pargos estiveram em força e já
Espera-se que neste mês o mar ganhe um há sinal de algumas douradas nos locais do
pouco mais de força-a e as pescas se tor- costume. Quanto ao “pica-pica”, a choupa-azul
nem mais dif íceis, mas vamos insistindo e e alguns sargos legítimos grandes têm feito
tendo grandes surpresas. Na embarcada, as delícias de quem faz este tipo de pesca,
quando se consegue sair têm saído uns mais próximo a terra. Vamos ver o que é que
pargos grandes. setembro reserva, um mês onde os robalos

k
Ricardo Rosa encostam definitivamente, os sargos grandes
aparecem com maior regularidade e de barco
LiSbOA as douradas se tornam o prato forte.
Pela zona de Lisboa e quando o tempo deu Daniel Gil
tréguas, fizeram-se boas pescas de terra,
com os sargos a serem o prato forte, mas ALgArvE
com os robalos e as bailas a darem um ar No sotavento a modalidade mais praticada foi
da sua graça também na Ericeira e Capari- o surfcasting, praias inundadas de pescadores
ca. As técnicas de pesca variaram entre a tentando a sua sorte; o spinning também deu
boia, o fundo e o spinning. No Tejo, ainda frutos mas só os mais persistentes tiveram
se apanharam algumas douradas antes do peixe. No barlavento algarvio a técnica mais
frio entrar e as corvinas e robalos é que usada foi o spinning e a chumbica com cap-
têm proporcionado boas pescas…e com turas de robalos de médio porte na primeira
exemplares de tamanho. técnica e de safias, viúvas e algumas doura-
Na embarcada, o “pica-pica” tem estado re- das de pequeno porte na segunda.
gular e no que toca a exemplares maiores,
os pargos têm respondido à chamada desde
as Montanhas até sul da Ericeira. Mais a
sul, em Setúbal, são as douradas o prato
Na pesca embarcada o “pica pica” esteve
ao rubro com capturas de choupas e sa-
fias grandes, os besugos e os parguetes de
médio porte, assim como para quem
k
forte. se aventurou para águas mais fundas
João Nazaré os famosos gorazes XXL. As douradas
também já se começaram a “acusar”…
Nuno Fontainhas

k
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63
AChigã

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Vibração, som e ação ondulante

Chatterbaits
Desenvolvida em 2003, esta amostra é uma ligeira alteração aos muito
usados jigs que, no entanto, se transformou numa nova ferramenta
para os pescadores de achigã, especialmente devido à sua forte
vibração e ao som que emite quando é recuperada. Acrescentando
apenas uma pequena lâmina a um jig, os seus inventores conseguiram
um conjunto que se tornou muito eficaz passando a ser das amostras
mais usadas pelos pescadores de competição. Alguns adaptaram-se a
elas, outros adaptaram-nas à sua forma de pescar…
Autor: Hermínio rodrigues
IIAg An s: cedidas pela Bass anglers sportmans society e Basspt.com

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65
R
on Davis e seu
pai, residentes na
Carolina do Sul,
nos EUA, desen-
volveram uma
lâmina hexagonal com uma
furação tripla que é acoplada
a um jig, pelo furo de baixo,
usando-se depois um snap, nos
dois furos mais acima, para se
poder prender a linha à lâmi-
na. O conjunto resulta num
jig com uma lâmina que faz a
O chatterbait original
sua deslocação contra a água. da Z-Man…
Enquanto nos spinnerbaits as
lâminas rodam na deslocação, va do circuito profissional da de TV deste novo engenho de dólar cada alteração de jig, não
neste caso, a pequena lâmina FLW, no Lake Okeechobee, na apanhar predadores. constituía um negócio muito
oferece resistência à água de Florida, tentou guardar para si Claro que o que Ron Davis promissor. Foi então que a Z-
forma que obriga a amostra a as vantagens de ter algo novo, fazia era apenas a lâmina e isso Man Fishing Products, sediada
balançar durante a recupera- desconhecido e que, além dis- rendia muito pouco, mesmo em Charleston, no mesmo esta-
ção, numa ondulação lateral, so, capturava achigãs de boas com os números a aumentar do dos EUA, surgiu no negócio
ao mesmo tempo que produz dimensões com facilidade. No e a atingir a casa dos centenas com um acordo que permitiu
som e uma forte vibração. entanto, o segundo lugar na de milhares, a dez cêntimos de alargar o fabrico e fazer uma
classificação do Bassmaster
O preço do sucesso Classic do mesmo ano, tam- Foi apenas em 2006 que esta
Foi apenas em 2006 que bém na Florida, conseguido
esta amostra ganhou fama e por Rick Morris, entre outras amostra ganhou fama e começou
começou a fazer parte da caixa
de muitos pescadores pro-
boas posições em provas de
circuitos profissionais, aca-
a fazer parte da caixa de muitos
fissionais que rapidamente a bou por tornar impossível a pescadores profissionais que
catapultaram para um êxito de manutenção do segredo. Rick
vendas que continuou a subir Morris foi, provavelmente, o rapidamente a catapultaram para
nos anos seguintes. Quando
Bryan Thrift venceu uma pro-
primeiro pescador a falar pu-
blicamente e para as câmaras
um êxito de vendas

Uma amostra para


todos e para todos
os dias.

Pesca
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distribuição mais alargada no
país e além-fronteiras.
Eu estava no Bassmaster Clas-
sic em 2006 e vi a amostra que
Rick Morris usou. Francamente
não me fascinou até que, uns
meses mais tarde, usei um e
então sim, consegui perceber
a diferença que fazia uma
pequena lâmina “atravessada
no caminho” de um swiming
jig… Era totalmente outra
coisa. Nem consegui perceber
muito bem o que era, mas era
definitivamente muito dife-
rente. Só consegui encontrar
uma descrição da sua acção,
numa leitura que fiz mais tarde, Rick Morris foi um
em que um pescador afirmou dos profissionais que
que era como pescar com um ajudou a promover
spinnerbait, com um crankbait estas amostras logo
em 2006 - Foto BASS -
e com um jig ao mesmo tempo Gary Tramontina.
numa amostra só. Fantástico
não acham?
dos chatterbaits originais. Uns mas de todas, esta foi a que cópias fiéis que alguns amigos
Imitações mais parecidos que outros, melhores resultados obteve. fizeram na falta que havia ini-
Claro que como todas as mas nenhum com a lâmina Com estas imitações passou a cialmente, mas, se calhar está
histórias de sucesso também hexagonal que, dizem os seus falar-se de uma nova família de por aí a surgir uma variedade
esta teve réplicas e muitas inventores, é a que melhor amostras normalmente desig- tal que pode ser que se venha a
companhias começaram a funciona. Também eles expe- nadas por “jigs com lâminas”. estudar e a classificar por usos
colocar no mercado imitações rimentaram outras variações, Só usei os originais e algumas mais adequados. Enquanto

O NOME DA A vibração
provocada por
AMOStrA um chatterbait
é de fazer
Na conferência de
imprensa final do Classic “batter” os
dentes!
de 2006, Rick Morris disse
que a amostra se chamava
chatterbait porque era
um segredo que começou
a ser desvendado nos
chats na Internet… Achei
curioso, mas não fiquei
convencido. Depois de
alguma pesquisa encontrei
a razão do baptismo.
“Foi o meu pai que lhe
deu o nome” – disse
Ron Davis – “Quando
estávamos a desenvolver
os protótipos em 2003 não
conseguíamos encontrar
o nome perfeito. Durante
uma pescaria no Saluda
River, ele disse a brincar
que a vibração era tal que
lhe fazia bater (chatter)
os dentes. Desse dia em
diante passámos a referir-
nos a ela como chatterbait
(“o isco que faz bater os
dentes”)”.

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isso não é feito podemos nós um swimbait como atrelado
mesmos experimentar e avaliar e que este conjunto funciona
os resultados. mais como um swimbait com
uma pala quadrada. Brett já
Nos nossos dias lucrou mais de 400 000 dólares
Hoje todos os pescadores com estes conjuntos em provas
de competição usam estas dos circuitos profissionais.
amostras com regularidade, só Muitos são hoje os seguidores,
para dar alguns exemplos, Paul mas podem surgir novas for-
Mueller conseguiu um segundo mas de usar estes iscos, temos
lugar no Bassmasters Classic de ter em conta que ainda só
de 2014 usando um chatter- se usam há cerca de onze anos
bait, mas fez mais que isso, e, se olharmos para a evolução
bateu o record do limite mais dos spinnerbaits que apare-
pesado nestas provas – 5 achi- ceram na cena no início dos
gãs com 14,600 quilos. Ainda anos setenta do século passado,
n início deste ano, o lendário perceberemos que os chat-
Rick Clunn, já com 69 anos de terbaits ainda podem evoluir
idade, conseguiu uma vitória muito mais.
numa prova do circuito Elite
da BASS usando uma amostra Chatterbaits
destas. No entanto, a maioria e spinnerbaits
dos pescadores continuaram Muitos se perguntam qual
a adaptar-se a estas amostras, a diferença entre estas duas
enquanto Brett Hite, muito amostras… de facto ambas são
habituado a pescar com os jigs com lâminas e uma saia
seus swimbaits, fez outra coisa, que, em ambos os casos, pode
juntando os seus preferidos ao ser removida e substituída por
chatterbait desenvolvendo o um atrelado. A grande dife-
conceito. Diz ele que retirou a rença é que o spinner produz
saia ao chatterbait e colocou vibração e reflecte luz, já o

O recorde de Paul Mueller


de melhor pesagem num dia
nos Bassmaster Classics
conseguido com um
chatterbaits - Foto BASS -
Gary Tramontina.

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chatterbait, além de refletir portante. No entanto, nunca se
menos luz, vibra muito mais e, sabe, será melhor sempre expe-
no movimento, produz som. É rimentarmos aproximações di-
claro que aos spinners também versas para podermos escolher.
se pode juntar rattles, mas isso Estamos aqui a apresentar e
não produz som na deslocação, explicar melhor uma amostra,
apenas o faz quando bate num mas isso não faz dela melhor
Depois obstáculo ou quando damos que as outras, constituindo
surgiram
as muitas
toques com a cana. apenas mais uma ferramenta
e variadas Por outro lado, não há que os que teremos de aprender a usar
imitações… colocar lado a lado, os spinners para nosso proveito.
serão, na maior parte dos usos
que lhes damos, excelentes Técnicas
imitadores de pequenos cardu- Não é muito dif ícil perceber-
mes em fuga, os chatterbaits mos que basta lançarmos e
imitam apenas uma presa em recuperarmos para estarmos a
deslocação. Como não pode- usar bem estas amostras. Dizem
mos usar os dois ao mesmo os melhores que, uma recupe-
tempo eu aconselho o uso de ração constante é a forma mais
spinners q uando a vibração e fácil de usar estas amostras e de
a reflexão de luz seja mais im- obter resultados. Se eles não

Claro que podemos usar estas


amostras com atrelados,
quando quisermos dar mais corpo
à amostra e obter mais vibração,
isso sucede mais quando as
águas estão mais escuras

Devolver, devolver,
devolver sempre e
lutar contra a lei
UM APArtE que tal ato proíbe.
iMPOrtANtE
Continuamos em luta pela
não-inclusão desta nossa
espécie na famigerada lista
dos animais a erradicar.
Decorre uma petição na
internet a que facilmente
podem aceder visitando as
páginas do Facebook de vários
pescadores, incluindo o meu
ou da BASS Nation de Portugal.
Fica aqui o link: http://
peticaopublica.com/pview.
aspx?pi=PT83657. A situação
é de desespero. Poderemos vir
a ser multados por libertarmos
os achigãs e com multas
avultadas de vários milhares
de euros. O meu apelo vai no
sentido de assinarem essa
petição pública sem demoras
e ainda outro… Libertem os
achigãs que pescam. O futuro
da espécie depende desse
gesto. Se queremos continuar
a pescar, temos de libertar!

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surgirem devemos começar Os exemplares
a variar a velocidade e/ou a de bom porte
executar pequenas pausas. também são
Normalmente executa-se o atraídos pelos
chatterbaits.
lançamento, que deve ser longo
para a amostra ser animada
ao passar pelos locais mais
apetecíveis, isto é, não devemos
lançar para onde imaginamos
que o peixe está. Depois é só
recuperar com calma e aguar-
dar os ataques.
Claro que podemos usar estas
amostras com atrelados, quan-
do quisermos dar mais corpo à
amostra e obter mais vibração,
isso sucede mais quando as
águas estão mais escuras ou nas
horas de menor luminosidade.
Mas essas alterações são as que
fazemos com os spinnerbaits.
Poderemos então usar estas
amostras como spinners ou
como cranks, mas também
podemos usá-las como jigs e
fazendo-as saltitar no fundo, o
que nos permite, sem termos

Rick Clunn na
sua mais recente
vitória conseguida
com a ajuda de
uma amostra
deste tipo - Foto
BASS - Seigo
Saito.

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A grande Brett Hite em prova
com uma captura
diferença é que conseguida com o
chatterbait - Foto
o spinner produz BASS - Seigo Saito.

vibração e
reflete luz, já
o chatterbait,
além de refletir
menos luz, vibra
muito mais e,
no movimento,
produz som
de mudar de conjunto, executar
animações muito diversas.

Material
Há duas correntes na escolha de
material para estas amostras. Há
unanimidade no uso de conjuntos
de casting com carretos rápidos e
canas com dois metros e dez ou
um pouco mais. O uso de fluoro-
carbono parece também ser con-
sensual, embora, eu prefira um
copolímero com um pouco mais
de elasticidade. Já na composi-
ção das canas há quem prefira a
supremacia do carbono enquanto
outros preferem a supremacia
da fibra de vidro nos compo-
nentes das varas. A dicotomia
elasticidade versus sensibilidade é
precisamente o que divide os uti-
lizadores. Infelizmente teremos
sempre de escolher o que nos
faz mais falta, daí que eu afirme
muitas vezes que não há canas
perfeitas. Eu prefiro compensar
a elasticidade com a linha para
poder contar com a sensibilidade
da grafite, mas quem sou eu para
dar a última palavra se nenhum
dos seus melhores utilizadores o
faz… É apenas uma preferência.
Em qualquer dos casos, um dia
a elasticidade vai ser mais im-
portante e eu perderei com isso,
mas estou preparado. Outra
coisa que ajuda a compensar a
falta de elasticidade da cana é
executarmos a recuperação com
a cana apontada para a amos-
tra, sem deixarmos que a cana
dobre, assim, a elasticidade da
linha vai compensar no momen-
to do ataque.

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ENtrEviStA

muita confiança e talento


natural, tem sempre bons
desempenhos nos eventos
mais importantes, como ficou
demonstrado no lago Hartwell,
na Carolina do Sul, durante a
edição do Bassmaster Clas-
sic que conquistou em 2015.
Casey aguentou as condições
mais frias jamais presenciadas
num Classic e não ficou por aí,
tendo conquistado e levado o
troféu para casa.

Mundo da Pesca –
Como foi o seu começo
na pesca ao achigã?
Caseu Ashley – Foi com
os meus pais, ambos pescado-

À conversa com…
res, foram eles que me intro-
duziram no mundo da pesca

Casey Ashley
quando ainda era muito jovem.
Fiquei maravilhado! Apanhei o
meu primeiro achigã quando
tinha apenas quatro anos e
comecei na competição com o
meu pai quando tinha 10 anos;
desde aí nunca mais parei.

Um grande pescador, uma MP – Que referências tinha na


pesca quando começou?

grande pessoa
CA – A minha primeira re-
ferência foi o meu pai, que é a
grande razão de eu estar onde
estou agora. Ensinou-me a ser
Graças à Navico, distribuidor da Lowrance em Espanha, tivemos a oportunidade como sou, a saber adaptar-me
a todas as situações. Denny
de entrevistar Casey Ashley, o grande vencedor do Bassmaster Classic de 2015, a Brauer e Tom Biffle também
têm uma quota-parte de culpa.
propósito da sua participação na prova de Cijara nos passados dias 24 e 25 de outubro. Quando tive idade suficien-
Como pescador a sua valia é do conhecimento geral mas, como pessoa, é como muitos te para começar a pescar
em competição tive Kevin
outros pescadores norte-americanos, uma pessoa muito humilde, afável e de bom VanDam como referência, um
trato, algo a que não estamos de todo habituados. vencedor que ainda continua aí

C
e a ganhar.
Autor: Blas ValVerde / IIAg An s: Christian rios
asey Ashley MP – Qual é o seu ponto forte
Simms juntou- como pescador profissional?
se à equipa de CA – Acho que o meu maior
Pro Bass em ponto forte é conseguir adap-
2015 e rapida- tar-me à mudança de padrões
mente conquistou o título do e isso dá-me muita confiança
Bassmaster Classic de 2015. durante as competições. Além
Casey já está há 9 anos na Elite disso o facto de passar muito
Series e pesca em competição mais horas sobre a água que
cerca de dois terços da sua os outros pescadores permite
vida, tendo entrado na sua que a minha aprendizagem
primeira prova com 10 anos seja mais profunda o que me
de idade, com três vitórias permite interpretar muito rapi-
e 16 colocações entre os 10 damente as condições por intui-
primeiros. Frio, tranquilo, tivamente saber que padrão vou
comedido e possuidor de encontrar.

Pesca
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MP – Qual é a sua técnica spinning rápidos, com bobines
favorita? grandes para fazer lançamen-
CA – Como técnica favorita, tos mais longos e uso sempre
tenho de admitir que é a pesca fluorocarbono.
com jig, ainda que a este nível
tenhamos de dominar todas as MP – Como vê a pesca na
outras técnicas. Península Ibérica?
CA – Guardando as respetivas
MP – Como é que as tecnolo- distâncias para os Estados Uni-
gias afetam a pesca, na competi- dos, fiquei surpreendido com o
ção em particular? nível existente, ainda que aqui
CA – A eletrónica mudou em Cijara, a relação do tamanho
muito a pesca, agora é quase da barragem com o número
imprescindível levar sonda, de participantes não era a mais
Downscan, StructureScan, adequada.
módulos 3D e isto faz com que
os pescadores que não passam MP – Que objetivos gostaria
tanto tempo dentro de água de alcançar como pescador
como os profissionais possam profissional?
ter um bom desempenho gra- CA – Sou ainda muito jovem, só
ças à eletrónica. tenho 32 anos e gostaria ainda de
A possibilidade de analisar e ganhar mais Bassmaster Classics
consultar os mapas de Insight ou títulos semelhantes e, claro, o
Genesis em casa para planificar título de “Pescador do ano”.
uma prova é de uma ajuda enor-
me, já que nos dá as batimetrias Para terminar…
de forma muito exata, dureza do Depois de termos passado
fundo, etc. um fim de semana a acompa-
nhar Casey Ashley durante a
MP – Como é que a meteoro- MP – Qual a sua opinião sobre do jig e a linha é sempre em competição realizada m Cijara,
logia afeta o comportamento do a velocidade dos carretos com fluorocarbono. posso dizer-vos que nos faz falta
achigã? as técnicas usadas, linhas e ação Para cranckbaits, depende aprender com pessoas como ele,
CA – A meteorologia é im- das canas? se estamos a usar pequenos não apenas conhecimentos de
portante mas o peixe não para CA – Para pescar com spin- cranks e, neste caso a velocida- pesca, mas também a nível pes-
de repente, ainda que mude o nerbaits uso carretos com ratio de dos carretos é de 6:1, com soal, como lidar com o próximo,
seu comportamento, pelo que elevado, 7:1 ou parecido, canas canas de ação medium e fluo- saber como se comportar em
é muito importante conhecê-lo medium heavy para ferragens rocarbono; com os cranks de cada situação, sempre disposto
bem e adaptar a pesca em sua potentes e o mais importante… profundidade baixo um pouco a tirar fotos com os fãs, sempre
função. Os peixes não desa- monofilamento. a velocidade e utilizo canas disponível para responder a
parecem, há é que aprender a Para a pesca com jig utilizo medium heavy para aumentar a todas as perguntas… e sempre,
antecipar as suas posições e também carretos rápidos, 7:3 ou distância de lançamento; quan- sempre com um sorriso nos
deslocações quando ocorrem superiores, canas medium heavy to à linha…fluorocarbono. Para lábios e uma humildade extraor-
estas mudanças de tempo. a heavy, dependendo do peso drop shot utilizo carretos de dinária.

Casey Ashley fez dupla


nesta prova de Cijara
com o nosso campeão
Joaquim Moio.

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73
COMPEtiçãO

World Predator
Classic Hellevoetsluis 2016

Pescando
no inferno

Pesca
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O World Predator Classic
é a maior competição de
pesca a predadores na
Europa. Esta competição
está dividida em três
categorias (51 barcos, 34
kayaks e 200 pescadores
de margem) e é conhecida
com a Fórmula 1 da pesca.
Autor A IIAg An s: Radek Filip

O tempo não
podia ter sido
pior nesta
edição.

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O
mau tempo Regulamento da prova
converteu a Esta prova foi realizada durante
edição de 2016 três dias e em cada embarcação
numa das mais podiam participar duas pessoas.
duras jamais O horário de prova é das 9 às 17
organizadas e pude constatá-lo horas. As espécies alvo da prova
pois fui um dos participantes. são: lúcio, lucioperca e perca-
europeia. O limite de capturas
Excelente localização para cada barco é de um lúcio,
O World Predator Classic três luciopercas e três percas.
realizou-se nos arredores da Os pescadores pescam numa
histórica cidade de Hellevoets- zona diferente em cada um
luis, também conhecida como dos três dias. Havia duas zonas
a “capital holandesa da pesca”. marcadas: Hollands Diep, mais
Em seu redor existem mais de uma parte de Haringvliet e parte
11.663 hectares disponíveis para desta que resta. Esta competição
competição (entre os de Harin- rege-se pela captura e solta…
gvliet e Hollands Diep). Estes puro e duro.
dois lagos são provavelmente as Todos os competidores recebem
melhores massas de água para um smartphone com uma aplica-
a pesca da perca fluviatilis em ção para documentar as capturas
todo o mundo, com muitas cap- e os resultados são validados pe-
turas com mais de 50 centíme- las próprias fotografias enviadas
tros e dois quilos de peso a cada à organização e descarregados de
ano que passa. Também são imediato na tabela classificativa
excelentes locais para a pesca do para que, através da Internet, Mas desta vez a chuva e a água A pesca do lúcio também não
lúcio e lucioperca. se saiba em tempo real qual a suja dificultaram os treinos. foi muito simples mas tudo
Durante esta prova foram classificação. O total em prémio Isto fez com que a pesca do melhorou quando se começou
capturados muitos exemplares é de 72.000 euros, incluindo uma lucioperca se tornasse muito a usar amostras de 20 centí-
de lúcio com mais de um metro embarcação Tracker Pro guide fácil, respondendo muito bem metros, começando a haver de
e luciopercas com mais de 70 v-175 SC com motor Mercury os peixes às técnicas verticais imediato ataques.
centímetros. Estas são algumas PRO XS de 115Hp. como ao spinning. Podia-se O maior problema que os com-
das razões para que os melho- capturar exemplares em locais petidores sentiram foi com as
res pescadores europeus de Registos pessoais que iam do meio metro de percas e a água tapada destes la-
predadores, como Luc Coppens, das três espécies profundidade até aos 14 me- gos, sobretudo no mais distante,
Willem Stolk, Johannes Dietel, Para se ter sucesso em qualquer tros, entrando a vários tipos de em Hollands Diep. E os treinos
Markku Tiusanen, Antti Anttila, competição há que treinar no amostra, como vinis, jerkbaits, foram duros pois treinámos 14
Jeremy Steverman e muitos ou- local de prova com alguma crankbaits, colheres ondulan- horas por dia durante cinco dias.
tros competissem nesta prova. antecedência. tes, etc. Utilizámos todas as técnicas e
amostras possíveis mas apenas
responderam umas percas e
um ou outro lucioperca. Os
tamanhos das percas ronda-
vam os 40 centímetros mas
não foi o suficiente. Tirámos
algumas conclusões no último
dia de treinos com oito percas
pescadas em duas horas e o meu
companheiro de pesca Martin
Štěpka rematou essa série com
um bom exemplar de 50 centí-
metros, o seu novo recorde.
Muitas outras equipas de pre-
pararam neste cenário durante
algumas semanas. Alguns guias
de pesca locais passaram ali
quase sete dias por semana…in-
teiros! Durante os treinos foram
capturados exemplares incríveis,
como um lucioperca de 105
centímetros pescada por Marcel
Asbroek, um lúcio de 124 centí-
Mapa do metros por Luc Van Litsenborg
WPC 2016. e um exemplar de perca com 51

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A organização esteve
em grande nível…

centímetros e 2,050kg pescado xes não demoraram a aparecer As luciopercas foram feitas no deres belgas, Luc Van Litsenborg
por Tom Dieleman. por toda a parte. A maior parte spinning vertical com shads de e Tom Dieleman (com lucioper-
O desfile dos barcos foi muito do peixe eram luciopercas mas 15 centímetros, montados em cas de 73, 70 e 65 centímetros,
divertido apesar da chuva e também uma ou outra perca; cabeçotes de 50 gramas e o resto percas de 50 e duas de 43 centí-
na abertura desta competição os lúcios é que andavam mais dos peixes com vinis, jerkbaits e metros e um lúcio de 62).
foi ouvido o maior canhão da complicados. spinnerbaits. Os campeões do ano passa-
Europa, com um estrondo im- Começámos de forma forte com Liderámos a competição grande do, Luc Coppens e Jeremy
pressionante. A expectativa para três luciopercas com mais de 60 parte do dia mas não consegui- Staverman formam uma dupla
a prova era muita. centímetros, duas percas de 42 e mos fazer o limite e tivemos de quase imbatível (ganharam 2
45 centímetros e um lúcio de 70 nos conformar com a sétima WPC e vários Predator Tour)
Dia 1: mau tempo, centímetros nas duas primeiras posição da geral. Houve equipas e acabaram em décimo quarto
chuva e ondas horas de pesca. que fizeram o limite, caso dos lí- da geral.
O tempo foi difícil durante o
primeiro dia. Não era um dia O recorde
para sair de casa e ir pescar. A pessoal do
chuva foi muito forte durante autor pescado
neste WPC.
quase todo o dia e as ondas
criadas tornavam a navegação
perigosa.
Uma dessas ondas deixou no
nosso barco cerca de 200 litros de
água, só para terem uma ideia.
Os grandes favoritos desta com-
petição, Luc Coppens e Jeremy
Staverman ainda tinham mais
água dentro do seu barco, cerca
de 400 litros, que não melhorou
o seu conforto a bordo.
A zona de pesca ficou-se apenas
por Haringvliet, por questões de
segurança. Isso não foi de todo
mau para quem treinou perto
do porto de Haringvliet mas
sim para quem treinou noutras
zonas dos lagos, incluindo nós
próprios.
Os barcos navegaram com ven-
tos contra de 100km/h até aos
spots eleitos e os primeiros pei-

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Capturaram-se mais de 200
peixes. Os maiores exemplares Volkmar Strikkers
capturou este
foram um lúcio de 125 centíme- exemplar de perca-
tros, um lucioperca de 83 e uma europeia que mediu
perca de 51. Nada mau para 52 centímetros.
uma prova de pesca?
A prova de kayak também se
realizou. Os valentes pescado-
res também capturaram bons
exemplares mas alguns deles
perderam a sua câmara, canas e
outro material que foi arrastado
pelas ondas, tendo a equipa de
socorro que agir algumas vezes.

Dia 2: tempo pior, só 5


horas de pesca
A segunda manga foi encurtada
para cinco horas devido aos
fortes ventos, tendo a pesca
sido feita apenas no lago de
Haringvliet…outra vez. As
ondas eram grandes à saída do nas zonas onde soprava menos fazendo com que as bombas apenas um lucioperca de 60
porto o que dificultou as saídas. vento. Com um pouco de sorte trabalhassem sem parar. Apesar centímetros, com um shad de
A coisa até piorou depois dos conseguem-se apanhar uns disso os bons resultados não lúcio com 20 centímetros.
51 participantes terem saído. peixes mas raramente se faz um se fizeram esperar, apanhámos As outras equipas tiveram
Inclusivamente os competido- limite. Por isso, alguns pescado- luciopercas com a cana de problemas para pescar lúcios e
res com embarcações maiores res – incluindo nós próprios – jigging, a oito metros de fundo luciopercas e capturaram-se de
verificaram o estado dos seus assumiram o risco e navegámos com um Ripper de cor firetiger uma maneira geral menos exem-
coletes salva-vidas. até ao “inferno selvagem”, onde de 10 centímetros, montado plares que no primeiro dia.
Todos sabem o importante que soprava mais vento. num cabeçote de 15 gramas. A Markku Tiusanen e Antti Anttila
é não falhar em nenhuma das Com os motores a baixa ro- maioria dos outros barcos foi à da Finlândia, equipa da Rapala,
mangas se quiserem um bom tação, inclusivamente com os procura de percas. fizeram o limite, ganharam a
lugar na classificação. A estra- elétricos em pleno rendimento, Depois de algum tempo capturá- segunda manga e colocaram-
tégia defensiva era permanecer as ondas entravam pela borda, mos outros dois luciopercas se em primeiro lugar da geral.
em spinning vertical a nove Capturaram luciopercas de 74,
Luc Coppens pescou o maior metros de profundidade. Depois 58 e 51, percas de 38 e duas de
lucioperca da competição, um dedicámo-nos às percas e aos lú- 37 e um lúcio de 99 centímetros.
peixe com 83 centímetros.
cios, entre um e cinco metros de Nós melhorámos e ficámos em
fundo, numa estrutura rochosa quarto.
cheia de mexilhões. Foram capturados outros peixes
Apanhámos uma perca nos últi- enormes, um lúcio de 120 centí-
mos 30 minutos, quando o vento metros capturado por Johannes
era mais forte. Esta estratégia “Barsch alarm” Dietel e uma
costuma resultar por aqui para perca de 52 centímetros por
pescar percas mas apanhámos Volkmar Strikkers.

ENtrEviStA AOS vENCEDOrES


Quando questionados sobre a estratégia vencedora Markku Tiusa-
nen respondeu: “A nossa estratégia para os primeiros dias foi sim-
ples. Tentámos primeiro capturar lúcios e depois percas. A pesca de
luciopercas é mais fácil para nós e por isso deixámo-la para o fim.
Ao terceiro dia mudámos de estratégia. Não queríamos arriscar a
nossa boa posição. Calculámos que se fizéssemos o limite de lucio-
percas e percas podíamos ganhar a competição. Por isso mesmo
começámos por estas espécies e para além disso sabíamos que o
tempo ia piorar e era importante apanhar o maior número de peixes
possível de manhã, quando o tempo ainda não era tão mau. Esta foi
a chave do nosso sucesso. Um bom resultado é uma combinação
de três coisas: saber pescar, boa estratégia e experiência na zona
de pesca. Treinámos na zona de competição nove dias e de forma
muito intensa, mesmo até no ano passado, por isso esta é uma zona
muito familiar para nós”.

Pesca
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ClASSifiCAçãO gErAl
1 – Markku Tiusanen / Antti Anttila FIN
2 – Jan Boomsma / Chris Bloemert NED
3 – Ari Paataja / Ville-Matti Blomqvist FIN
4 – Daniela Schafer /Pierre Johnen GER
5 – Dustin Schoene / Johannes Dietel GER
6 – Radek Filip / Martin Martin Štĕpka CZE

Dia 3: o pior de todos, mais. 50 Minutos antes do final E o que se passou na classifica- tempo nos dias de competição.
prova em risco da competição capturámos a ção na categoria embarcada? Sabíamos como pescar nesse
O vento ainda piorou mais última lucioperca antes do barco Os bicampeões Luc Coppens tipo de condições já que é um
e começou a soprar do lado de segurança nos comunicar e Jeremy Staverman acabaram tempo normal para nós, nos
ocidental, a pior direção para que o fim da competição se num modesto 21º lugar, ainda finais de outono na Finlândia.
se pescar nestes lagos. Muitos aproximava. Depois só nos que com o maior exemplar A pesca também teve de ser
barcos já se viraram neste local restava regressar e lutar contra de lucioperca, com 83 cen- mais precisa, mais rápida, pois a
com estas condições. as grandes ondas de regresso ao tímetros. A dupla finlandesa competição também o foi”.
A organização considerou in- porto. Chegámos completamen- Markku Tiusanen e Antti A dupla finlandesa teve os
clusivamente suspender a prova te ensopados. Anttila dominaram o evento mesmos pontos que nós (6º
mas apenas se atrasou um pou- (segundos no primeiro dia, posto) e outras duas equipas
co a prova e encurtou a mesma. Classificação e festa primeiros no segundo e quartos combinadas. Ficámos com um
Estávamos na luta e o plano era final no terceiro dia) e conseguiram 6º lugar mercê de um maior
claro: tudo ou nada! A entrega de prémios para as a vitória. Ganharam com um comprimento combinado de
As ondas eram as maiores dos categorias embarcada, kayak comprimento combinado de perca. Se tivéssemos apenas em
três dias. Perdemos a via- e margem em Droogdok foi 1.080 centímetros (lucioperca: consideração o comprimento de
gem para uma das zonas que enorme. O cenário estava pronto 545, perca: 345 e lúcio: 190). A lúcio a conversa seria totalmen-
tínhamos escolhido para pescar para festa de arromba e assim equipa Shimano formada por te inversa.
luciopercas. Começámos a pes- foi. Fogo-de-artifício e uma festa Jan Boomsma e Chris Bloemert Esta prova foi muito bem
car mas perdemos a fita métrica fenomenal. Na classificação de ficou em segundo lugar enquan- organizada, não só em ter-
oficial e sem ela as capturas kayak, no lugar mais alto estava to a segunda equipa finlandesa mos de cobertura pelos média
não podiam ser validadas pela a lenda da pesca em kayak, o composta por Ari Paataja e Ville mas também por tudo o que
organização. Foi levada pelo holandês Daniel Van der Post. Matti Blomqvist foi terceira. disse respeito à segurança dos
mau tempo. Vitalijs Karpenkovs da Letónia Qual foi o seu truque? pescadores. Tudo nesta prova
Regressámos à margem e comu- ganhou na margem. Mesmo de “A nossa tática funcionou nos foi maior que o esperado, desde
nicámos à organização para que margem houve bons exemplares treinos de cinco dias mas tam- os prémios às ondas e por isso
arranjasse uma suplente. Depois com um exemplar de lúcio com bém na prova. Mas a chave para estamos desejosos por voltar
de 20 minutos recebemos a 113 centímetros. o nosso êxito foi mesmo o mau em 2017.
aprovação. Perdemos uma hora
e meia mas pudemos novamen- A melhor
te pescar. Todos os competi- equipa ganhou
dores apanharam as muitas e o torneio de
merecidas percas, luciopercas e embarcação:
Markku
lúcios. Nós pescámos lucio- Tiusanen e Antti
percas na vertical, entre os 6 e Anttila.
os 10 metros. Tivemos alguns
ataques e perdemos alguns
peixes mas por fim apanhá-
mos um lucioperca. O vento
aumentava e muitos barcos
tinham como lema “pescar ou
morrer”. Nessa altura pescámos
um lúcio de 103 centímetros e
voltávamos a estar na corrida.
Sabíamos que se capturássemos
mais dois luciopercas podíamos
chegar ao pódio. Mas as 70
libras do nosso motor elétrico
não eram suficientes para lutar
com as ondas. Chegou a altura
de ir para a margem contrária,
mas as técnicas que nos deram
resultado não funcionaram

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CArPfiShiNg

Extratos de peixe e fígado para

Pellets de anzol
irresistíveis

Com este artigo daremos um grande salto na nossa


elaboração de iscos, mais concretamente de pellets para
colocar no anzol, de eficácia tal que, em muitas ocasiões
teremos de deixar de usar por serem tão infalíveis por
atraírem qualquer peixe que se encontre na nossa zona de
engodagem, independentemente do tamanho.
Autor A IIAg An s: Antonio RodRiguez “MostAchón”

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Q uando acredi-
távamos que
estava tudo
inventado, que
não havia ino-
vação ou espaço para qualquer
tipo de invenção caseira de is-
fazer uns quantos pellets para
iscar o anzol.
Para já vamos tentar arranjar
umas centenas de gramas de ex-
trato de peixe e carne de fígado
para fazer uns pellets irresistíveis
para colocar no anzol.
características”. No nosso caso
utilizaremos o método de ma-
ceração por três procedimentos
diferentes, que podem variar de
acordo com a época do ano em
que estejamos e podemos variar
de método de acordo com o
que nos convém e que, como
pescadores, queremos obter.
Os óleos essenciais e essências
não transportam nenhum
alimento no fabrico de iscos;
estes óleos só transportam odor
e, ainda que tenham um papel
cos, o Mosta vai surpreender- nosso tempo livre. muito importante na elaboração
vos com algo que seguramente O que são extratos? de iscos doces, com os salga-
vos vai deixar com vontade de Para não andarmos aqui com Falemos de extratos dos quero chamar a atenção
passar à ação, mesmo antes de palavreados técnicos e não nos Pelo dito anteriormente para quando uso extratos: por
terminarem de ler este artigo atrapalharmos – se bem que não deduz-se que a maioria das exemplo, se quero um boilie de
e vos deixará todo um mundo seja totalmente correto – aqui farinhas de origem animal são fígado, quero que tenha fígado
novo para descobrir e investi- fica uma definição simpática: extratos, que os óleos essen- natural, cheiro a fígado e saiba
gar, mostrando que o engenho “É uma substância muito ciais são extratos, que o são as a fígado natural, para que se
e a imaginação não têm limi- concentrada que se extrai de essências, pó fino e desidrata- assemelhe o mais possível a
tes: Vão perceber pela leitura e outra por diferentes processos e do de partes animais ou vege- um pedaço de fígado na nossa
quantidade de imagens em que que conserva a maioria das suas tais, etc. Isto é precisamente o engodagem, conservando quase
mostramos o passo-a-passo todo o seu valor nutritivo, sem
deste processo. Os extratos usados na o medo de pescar com fígado
A maioria das vezes acha ser natural e ser multado.
impossível fazer determinadas elaboração de iscos Isto mesmo se consegue com
coisas por não conseguir encon-
trar um ingrediente, sobretudo
são os segredos mais bem peixe e carne de fígado, sendo
aqui que deixo “a porta aberta”
quando se trata de farinha de guardados pelos fabricantes para que coloquem a vossa
peixe, de carne, fígado, etc. imaginação a trabalhar e o expe-
Não é que se consiga arranjar de todo o mundo e toda a gente rimentem com outras matérias-
de forma fácil e em quantidade,
como se fosse para usar em
os pode fazer facilmente primas que considerem eficazes.
Em Espanha, por exemplo, o
mega engodagens com boilies
mas, se o pudermos fazer em
casa, de forma fiável e usando
componentes simples, extratos
de determinadas substâncias
que nos vão muito bem permitir

Se em Espanha o lagostim é tão


efetivo e está proibido o seu
uso como isco vivo ou morto,
porque não usar o seu extrato? O
resultado é o da foto…

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uso de lagostim morto ou vivo várias fatias de f ígado de porco leitor pode ficar com uma ideia
é proibido mas a sua eficácia (iscas) no talho e duas cavalas mais clara do que se pretende.
está mais do que comprovada, na peixaria. E porquê estes O passo seguir é elevar a
porque não usar um extrato? dois? temperatura dos alimentos a
Ficamos a pescar com lagostim Pessoalmente, porque sempre uns 100°C, em teoria bastaria
sem que tenhamos um na ponta me dei bem com o fígado, ido- com 95°C, daí que ter a água a
do nosso hair. latro-o como isca, e para obter ferver seja a opção mais sim-
Os extratos usados na elabo- algum extrato de peixe adoro a ples. Também podemos usar o
ração de iscos são os segredos cavala por vários motivos: por ser forno mas é mais lento e caro; A cada “entalão” de micro-ondas
mais bem guardados pelos fabri- um peixe azul, barato e ter pouco com isto eliminamos a maioria retiramos o líquido sobrante.
cantes de todo o mundo e toda desperdício. É do conhecimento das bactérias decomposito-
a gente os pode fazer facilmente geral que o cheiro do peixe azul é ras da superf ície e interior.
com uma boa base de farinhas muito mais difícil de desaparecer Colocamos água a ferver e
vegetais (mix base), mas na altu- das mãos que qualquer outro e é depois de entrar em ebulição
ra de escolher um bom isco deve isso que pretendo num extra- introduzimos, por exemplo, o
acertar-se com um odor que seja to, um cheiro tão ativo quanto f ígado, baixando a temperatu-
irresistível para as carpas, com possível e que mais se assemelhe ra, esperamos que volte a fazer
extratos que as atraiam, estejam ao do halibut. mais bolhas e retiramo-lo ra-
onde estiverem, ou terem outros pidamente, colocando-o numa
predicados que as deixem Como fazer os toalha ou pano, eliminando o
completamente loucas face a tal nossos extratos? sobrante de água.
iguaria. Primeiro passo: preparação
Esta, e não outra, é a diferença Pedimos uma peça de fígado de
que define o preço de um boilie porco com um quilo – também
muito caro, a lei da oferta e pode ser de vaca, fica ao gosto
da procura, quanto melhor do pescador – e pedimos para
for mais procura vai ter e os nos cortarem em filetes o mais
empresários tiram partido finos possível.
disso aumentando o valor do Com as cavalas faremos algo
produto. Pode até ser que os parecido; cortaremos a cabeça
constituintes desse isco sejam
económicos, mas é a efetivida-
de que marca o preço final em
muitas ocasiões, se bem que
nem sempre seja assim. Uma vez semi-seco, cortaremos
De forma comercial podemos tudo em tiras finas e passaremos
adquirir qualquer classe de tudo na trituradora.
extrato mas o nosso objetivo
– ou pelo menos com a minha Fervemos o peixe e o fígado
orientação de usar o caseiro – em separado.
mas a minha intenção é sermos Abrir as cavalas como se fosse
um livro, cortando as cabeças
nós a conseguir fazê-lo e para e tirando todas as espinhas que
isso temos de ir às compras. forem possíveis.
Vamos comprar fígado e cavalas
frescas.

Separamos as barrigas dos lombos


das cavalas; os filetes de fígado já
vinham cortados.

Primeiro passo: arranjar fígado e a cauda, escalamo-las e com Tudo já passado pelo processo de
e cavalas o mais fresco possível. cuidado retiramos a espinha ebulição e retirado o excesso de
água.
central, ficando por assim di-
Porquê f ígado zer com dois filetes limpos. Por Segundo passo: desidratação
e cavala? fim, vamos separar estes dois Há várias opções para desi-
Como referimos anterior- filetes um do outro, barriga dratar os nossos alimentos e
mente, primeiro há que ir às para um lado e lombo para o convertê-los em extratos; vamos Obtendo uma farinha semi-grossa
compras, e neste caso comprei outro. Através das imagens o experimentar várias possibili- que irá novamente ao micro-ondas.

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dades para descobrir qual a mais “entalões” no micro-ondas, reti- de cavala e fígado durante 24
simples e efetiva para nós. rando a farinha resultante e vol- horas. Passado esse tempo tira-
Segundo passo A: com dois tando a moê-la com um moinho mo-los de lá, secamo-los com
filetes de peixe e fígado, em mais potente. Agora sim! Obtive um pano, desfiaremos o peixe e
diferentes pratos, introduzimo- o resultado que queria: uma partiremos o fígado em pedaços
los no micro-ondas durante um farinha bastante aceitável para mais pequenos para facilitar a
minuto a 700W de potência. ser utilizada no fabrico de pellets sua secagem, colocando-o numa
Depois de cada intervalo há e algo mais, como verão de peneira e deixando a secar ao ar,
que deixar arrefecer. Ao quarto seguida. Daí podemos concluir à sombra, até que perca toda a
toque de micro-ondas dei que o método do micro-ondas água e fique duro suficiente para
ser levado ao moinho, para ser
Podemos concluir que o método convertido a extrato.
Segundo passo C: a secagem a
do micro-ondas dá bons resultados baixa temperatura que, tal como
para carnes mas não para peixe. o seu nome indica é fazer passar
os alimentos a uma temperatura
O peixe é para secar ao sol baixa (sem chegar aos 100°C),
durante um largo período de
conta que o fígado se partiu em dá bons resultados para carnes tempo e submetê-los a deter-
tiras mais finas, sinal de que o mas não para peixe. O peixe é minadas condições para que
processo acelerou; nunca é tarde para secar ao sol. desidratem por completo. Pode-
para aprender. Segundo passo B: secagem por mos consegui-lo com um forno
Quanto ao peixe, não merece a salmoura; fazemos uma salmou- convencional ou um método
pena optar por este método; a ra ou salgadeira como aquelas mais natural e algo mais elabo-
única mudança que verifiquei é usadas para temperar as azeito- rado. Como este processo nos
que vai cozinhando mais do que nas, método antigo que consiste vai levar pelo menos 24 horas,
desidratando e estou seriamen- em ir vertendo sal pouco a pou- em condições normais 48 horas
co para dentro da água, mexer ou algo menos, a opção de ter os
para que o sal dissolva, até nossos alimentos um par de dias
que um ovo flutue nessa água. no forno ligado fica descartado,
Quando isso acontecer a nossa ou pelo menos eu não o faria.
salmoura está pronta. Fácil não Tiramos os alimentos da salmoura, O segundo método é servirmo-
escamo-los, desfiamos o peixe e
é? Se não quisermos complicar partimos o fígado. nos das altas temperaturas que se
tanto, juntamos um quilo de sal
a um litro de água e repetimos
o processo. Bom… mas depois O MétODO DA SAlMOUrA…
de ter a salmoura feita, submer- Este método é muito mais natural que o descrito do micro-ondas e
gimos por completo os filetes até mantém a cor natural do peixe e da carne. Mas atenção, este
processo não precisa de cozedura prévia, a salmoura é já de si um
processo de conservação muito bom e acelera muito o processo de
secagem.
Só resta saber se os nossos iscos não sairão muito salgados do final
deste processo; para mim é indiferente, o sal é um bom ingrediente
na elaboração de iscos e como o que estamos a preparar não é para
engodar e sim para iscar, isso não me preocupa minimamente, nem
se as carpas ou barbos lhe vão pegar bem. A única coisa que quero
é que os lagostins o odeiem!
Se realmente nos preocupar o sal, podemos cortar o seu efeito
juntando algo que as carpas adoram: açúcar.

Temos o resultado desejado com


o extrato de fígado, mas o mesmo
não acontece com o peixe, sendo
este método desaconselhado para Alimentos em salmoura.
este alimento.

te a pensar colocar um pouco


de sal e salsa e comê-lo. Visto
que o fígado estava semi-seco,
dispus-me a moê-lo e uma vez
terminado obtive um pó de grão
fino, médio e grosso.
Por não estar completamente
desidratado dei-lhe mais uns

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alcançam no verão e neste caso
sirvo-me de um aquário velho
para alcançar uma temperatura
estável durante todo o dia que
varia entre 60 e 70°C (que é uma
temperatura ótima recomendada
para este processo de secagem
e que me calha mesmo bem).
Este processo é muito acelerado

Criar os nossos
próprios extratos não
só é económico como
divertido, podendo
criar-se melhores iscos
e “fabricá-los” à medida
das necessidades.

industrialmente ao jogar com a


pressão mas, por agora, isso é
algo incomportável para nós.
Introduzimos os alimentos no Para conseguir uma temperatura
aquário para secar ao sol. Tapamos mais estável coloco o aquário em
com outro vidro ou acrílico, deixando cima do painel solar, aproveitan-
uma entrada de ar na parte inferior
e uma saída na superior. Dentro do do o calor gerado por este.
aquário atingem-se temperaturas Como comprovámos nos mé-
entre 60 a 70°C. todos anteriores, este método
acelera um pouco mais quando
diminuímos os pedaços de peixe
e carne.

Resultado da secagem após 48


horas no telhado da minha casa Agora só nos falta triturar o melhor
(40°C de média durante o dia). possível, comprovar a humidade,
granulometria, cheiro, etc. Se o
peixe estiver húmido vão sair umas
fibras pequenas e finas, tendo que
O MétODO DO AqUáriO… se deixar secar mais um pouco
para depois triturar e conseguir
Neste método há que ter dois fatores em conta: o primeiro é conseguir a farinha. Se o fígado estiver
uma corrente de entrada de ar seco do exterior e saída do ar quente húmido os grãos sairão maiores e
humedecido pelo nosso peixe e carne. É na realidade esta corrente de ar procederemos da mesma maneira
que secará os nossos alimentos. Se fecharmos hermeticamente o nosso que com o peixe.
secador só conseguiremos guisar lentamente os nossos alimentos já
que a saturação criada pela humidade chegará a tal ponto que tornará Conclusão…
impossível a secagem, cozendo no seu próprio líquido. Para conseguir Agora o leitor só terá de
esta corrente de ar basta colocar o nosso secador em posição vertical escolher o processo que mais
ou um extremo mais elevado que outro; o ar frio, menos denso, entrará
lhe convém, adaptá-lo aos seus
pelo inferior e o quente pelo superior. O segundo e mais importante fator
é o de arranjar uma rede mosquiteira para não deixar entrar insetos, materiais e fazer os pellets
sobretudo moscas pois caso contrário teremos uma excelente criação mais eficazes do mundo e um
de asticot. bom molho para os nossos
boilies.

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A Byron apresenta uma gama muito completa
de diversos tipos de engodadores para pesca de
feeder, com diversos tamanhos, formatos e pesos.
Todos estes engodadores são bastante robustos e
eficazes neste tipo de pesca.
INFO:  www.ANAquATIcO.cOm

SPIDERwIRE
2 uLTRAcAST
8 INVISI-BRAID
O Spiderwire ultracast é um multifilar quase
translúcido de 8 fios, resultante de um processo
de fabrico inovador, usando a melhor tecnologia
e os mais avançados nylons, fluoropolímeros
e fibras de PE alta densidade (Dyneema). Daí
resulta uma linha detentora de uma elevadíssima
resistência para os diâmetros apresentados. É
bastante fina quando comparada com outras do
mesmo diâmetro e por isso é muito sensível e tem
elevada capacidade de lançamento, para além de
menor resistência na água, algo determinante nas
pescas verticais feitas a partir de embarcação.
Disponível em 0,12 (9,1kg), 0,14, 0,17, 0,20, 0,25,
0,30 e 0,35mm (36,2kg), em bobines de 110, 270
e 1800m. INFO: PuRE FIShINg

FIIISh
2
3 cABEÇOTE SEARch
BLAcK mINNOw
A Fiiish criou um novo cabeçote para os vinis,
o Search, que será comercializado com 8g no
tamanho 2 e com 18g no tamanho 3 do Black
minnow. Este cabeçote permite apresentações
mais cuidadas e delicadas, com o vinil a cair
sobre o fundo a 45°, oferecendo animações mais
técnicas com movimentos curtos sobre o fundo,
perfeitas para certos peixes como é o caso do
lucioperca. PVP: a partir de 4,80€.
INFO: www.mODERN-ANgLER.cOm

DAIwA
4 NINJA mATch & FEEDER
O novo Ninja match & Feeder é um carreto de
4+1 rolamentos concebido para a pesca à inglesa
e com feeder. O tamanho 2508 é mais indicado
para a inglesa, o 3012 para ambas as disciplinas 3
e o modelo 4012 permite lançar feeders pesados;
todos têm um clip hIP de última geração para
mais eficaz marcação da distância de pesca…
até ao centímetro, sem risco de partir! Todos os
modelos equipados com manivela dupla.
4
INFO: DAIwA PORTugAL (www.DAIwA.PT)

DAIwA
5 PROREX cRANKBAIT DR
Este crank volumoso e de pala está perfeitamente
adaptado à pesca em power fishing, para bater
zonas grandes em busca de peixes ativos.
Silencioso e fácil de lançar, promete vasculhar
bem as zonas mais fundas com o seu rolling
nervoso, o seu grande atributo. Possui sistema de
transferência de peso para lançar longe e esferas
barulhentas, de sonoridade grave, produzida pela
própria natação do artificial. Natação entre os 2,5
e 3 metros.
INFO: DAIwA PORTugAL (www.DAIwA.PT)

cOLmIc
5
6 cONJuNTO SOFTShELL
conjunto perfeito de casaco e “salopette” (vendidos
em separado) muito leves que asseguram proteção

Pesca
86 MUNDODAPESCA
Mundo da
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6 total contra frio, vento e chuva. O casaco
ajusta-se perfeitamente ao corpo e é dotado
de extensão de punho e velcro de ajustamento
para isolamento perfeito. Os fechos são
Zippered Waterproof, o mesmo que dizer
que não permitem a passagem de água e as
costuras são termo-seladas. A “salopette”
(jardineira) é feita no mesmo material e tem
3 bolsos com fechos Zippered Waterproof e
todas as costuras são termo-seladas. Ambas as
peças disponíveis em 6 tamanho: S, M, L, XL,
2XL e 3XL.
InfO: COLMIC POrtugAL PeLO
COLMIC@SAPO.Pt e 938 538 865

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SAAt2000H
O tica Samira X-treMe SAAt2000H chegou
para conquistar os amantes da pesca ao
achigã!
este modelo com 6.3:1 de rácio recupera muito
perto de 1 metro de linha por cada volta de
manivela. está equipado com 10+1 rolamentos
rrB e é comercializado no nosso mercado com
uma bobine extra em alumínio. A potência do
drag do Samira X-treMe 2000H é de 4kg.
Já disponível!
InfO: gerAL@AMOrIMdIAS.COM

nBS
7 8 BALAS rOLLIng
As balas rolling apresentam uma vasta
gama de pesos e tamanhos. fabricadas em
chumbo, apresentam uma concavidade que
proporciona um encaixe mais aperfeiçoado
no vinil. elas são fornecidas em sacos com
10 unidades e estão disponíveis com 3,5,
5,25, 7, 8,75, 10,5 e 14g.
InfO: WWW.AnAquAtICO.COM

MegABASS
9 dArK SLeePer
O dark Sleeper é uma das grandes novidades
da Megabass para este ano. É uma imitação
perfeita de um peixe da família dos góbios,
existentes em água doce e salgada.
esta amostra de fundo vem lastrada de
origem na cabeça e o anzol está escondido
na característica barbatana dorsal dos peixes
desta família. Aliado a genialidade da ideia
vêm acabamentos primorosos que tornam
esta amostra perfeita não só para água doce
mas também para água salgada, a pescar aos
robalos. Mede 77mm e existe em 10 e 14g.
8 InfO: KeLMAn S.A.

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apenas 10 ! Esta é sem dúvida a experiência…
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melhor e mais completa obra de Henri Deuil explica de forma
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pesca embarcada do mercado literário simples e clara tudo o que precisa
na
nacional, escrita por quem conhece saber sobre:
a nnáutica como ninguém e que a • as marés, o plâncton e os
rel
relaciona de forma genial com a pesca peixes..."
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Nº 176 OUTUBRO 2015 Nº 177 NOVEMBRO 2015 Nº 178 DEZEMBRO 2015


N Nº 179 JANEIRO 2016
N Nº 180 FEVEREIRO 2016

Nº 181 MARÇO 2016 Nº 182 ABRIL 2016 Nº 183 MAIO 2016


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Nº 186
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GOS O 2016
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O 2016
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N Nº 190 DEZEMBRO 2016

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As fotos que surgem nesta secção são um símbolo da revista.
Por isso, convidamo-lo a ajudar-nos a aumentar a sua qualidade, dando preferência
a imagens de peixes vivos, fotografados no pesqueiro, com as medidas legais, etc.
Uma evolução de que todos beneficiaremos. Para participar, envie as suas melhores
fotos para e habilite-se a 3 mAgníficos cArretos da nBs:
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Campo Grande 56, 7A • 1700-093 Lisboa
ou para o endereço c.abreu@grupov.com
não se esqueça - indique sempre a sua morada e telefone!
(as fotografias não serão devolvidas)

O Alexandre
Rodrigues enviou a O Miguel Moura de Vialonga e um
foto do seu amigo douradão de quase 4kg pescada
Filipe Moura com uma no Tejo a partir de embarcação.
bela carpa de 11kg!

Passados alguns anos o Ricardo


Costa mostra que aprendeu as
manhas das douradas e deu
cartas num dia perfeito em
S. Martinho do Porto.

O nosso leitor Fernando


Silva com um bonito
peixe-galo, dos dois que
apanhou nessa jornada.
Bonito momento!
O nosso colaborador e amigo
Reinaldo Cananão a mostrar que
não é só a pescar que dá cartas.
Belo peixe, belo momento!
José Tavares com
uma pesca de sargos
na Torreira e mais
uma dourada no local
do costume, a ria de Robalo de 3,150kg tirado a
Aveiro. pescar ao fundo na praia de
Porto das Barcas. O felizardo foi
o Vitor Santos da Ponte do Rol.

O Daniel Gonçalves
e o André Dourado
com uns belos
exemplares de
achigã apanhados
na zona das
Galveias.
O José Ameixa apanhou
este achigã à superfície
e ao fim da tarde no
rio Guadiana, o qual foi
prontamente devolvido
ao rio.

Joaquim Ribeiro
com a sua dourada
de 3,1kg, pescada
na ria de Aveiro
em Junho de2016.

Miguel Moreira e
um robalo 4,9kg
capturado em Peniche Um sargo-veado
à chumbadinha com com 2,1kg, pescado
sardinha inteira. por Miguel Rocha
em setembro de
2015, na Galega.
Uma espécie
rara por aquelas
bandas.

Um bonito pargo-sêmea de 2,2kg pescado pelo


Ricardo Ventura em Lagos, a bordo do “Costa d’Oiro”.
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Administração e Contabilidade Cristina Barbosa
esta técnica dá bons resultados em certas condi-
ções. Explicamos quais na próxima edição.

Pesca
Nº 191 - JANEIRO 2017
Mundo da

Achigã
INIcIAçãO
Diretor à PEscA dO
Carlos Abreu AchIgã
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Nuno Fontainhas, Orlando Bento, Paulo Assis, Pedro
1 D 4:56 P 3.6 10:47 B 0.7 17:18 P 3.4 22:58 B 0.8
Neves, Radek Filip, Ramon Menezes, Ricardo Garcia, 2 S 5:35 P 3.6 11:26 B 0.7 17:58 P 3.3 23:38 B 0.9
Ricardo Rosa Rui Jorge, Rui Taxa, Sérgio Tente, 3 T 6:17 P 3.5 12:09 B 0.8 18:43 P 3.2
Silvestre Pinto, Vasco Cardim, Vicente Gargallo e 3.1
4 Q 0:24 B 0.9 7:03 P 3.4 12:57 B 0.9 19:34 P
Vitor Ganchinho.
Fotografia 5 Q 1:17 B 1.1 7:58 P 3.3 13:55 B 1.0 20:35 P 3.1
Arquivo, B.A.S.S. Nation Portugal, FederPesca 6 S 2:21 B 1.1 9:03 P 3.2 15:02 B 1.1 21:46 P 3.1
e FederPesca Mar. 3.2
7 S 3:35 B 1.1 10:16 P 3.2 16:15 B 1.0 22:59 P
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TRES CANTOS. 28760 MADRID 9 S 0:05 P 3.3 6:00 B 0.9 12:35 P 3.4 18:28 B 0.8

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Distribuição VASP 10 0.6
T 1:05 P 3.5 7:02 B 0.7 13:35 P 3.6 19:24 B
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3:40 P 4.0 9:34 B 0.3 16:06 P 3.8 21:48 B
Tiragem deste número 12.000 ex.
Periodicidade Mensal 14 S 4:25 P 4.0 10:18 B 0.3 16:51 P 3.7 22:30 B 0.5
Preço (IVA inc.) 3,60€ Cont. 15 D 5:08 P 3.9 11:00 B 0.4 17:32 P 3.6 23:11 B 0.6
ERC nº 123791 16 S 0.8
5:48 P 3.7 11:40 B 0.6 18:12 P 3.4 23:51 B
Depósito Legal nº 214158/04
17 T 6:28 P 3.5 12:20 B 0.8 18:52 P 3.2 - - -
Estatuto Editorial 18 Q 0:32 B 1.0 7:07 P 3.3 13:03 B 1.0 19:34 P 3.0
“A revista Mundo da Pesca terá uma periodicidade 2.9
19 Q 1:18 B 1.2 7:51 P 3.0 13:52 B 1.2 20:24 P
mensal tendo como temática principal a pesca despor-
tiva e novos equipamentos e acessórios existentes no 20 S 2:13 B 1.3 8:46 P 2.9 14:52 B 1.3 21:29 P 2.8
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envolventes. Assim, o editor assume o compromisso de P 2.9
22 D 4:41 B 1.4 11:12 P 2.8 17:15 B 1.3 23:48
respeitar os compromissos deontológicos da imprensa e a
ética profissional, de modo a não prosseguir apenas tendo 23 S 5:49 B 1.3 12:15 P 2.9 18:14 B 1.2 - - -
em vista os fins comerciais nem abusar da boa-fé dos 24 T 0:42 P 3.0 6:43 B 1.2 13:07 P 3.0 19:00 B 1.1
leitores, encobrindo ou deturpando informação.” 25 B 0.9
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