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Oxford Readings in Classical Studies


Vergil’s Georgics

Edited by
Katharina Volk
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Introdução: Abordagens Acadêmicas nas Geórgicas desde a


década de 70.

Katharina Volk

SORTES VERGILIANAE: TENDÊNCIAS NOS ESTUDOS VIRGILIANOS

Até certo ponto incomparável com qualquer outro texto da antiguidade greco-romana,
as obras de Virgílio foram consideradas capazes de produzir significado.1 Seu status como
um estrategista de ilimitados significados encontrou sua marca nas sortes Vergilianae. A
prática ( atestada a partir do século II d.C em diante) é de consultar os poemas de Virgílio
como um oráculo abrindo o texto ao acaso e interpretando o primeiro verso como sendo um
especialista,2 enquanto os criticos modernos geralmente abordam Virgílio de uma forma
menos casual, e a variedade de interpretações divergentes em que eles são capazes de chegar,
e as formas como essas interpretações respondem às preocupações intelectuais e ideológicas
dos pesquisadores, atestam o apelo contínuo do poeta como um provedor de respostas
significativas para uma infinidade de questões diferentes.
A consequente falta de consenso nos estudos de Virgílio tem - especialmente nos
últimos tempos, pró-estruturalistas – sido visto como algo positivo, sendo a abertura e
polissemia de suas obras consideradas como um indicativo de sua qualidade. Para ter apenas
alguns exemplos, S.J. Harrison concluiu em 1990 a introdução do seu livro Oxford Readings
in Vergil’s ‘Aeneid’, com a observação que “ o livro e a variedade de recentes críticas é um
tributo para o contínuo interesse literário e tamanho de Eneida” uma obra que, na mesma frase
ele caracteriza como “grande poesia” (20). Também nesse ano, Christine G. Perkell previu
que os futuros estudos das Bucólicas deve “desestimular a noção de uma compreensão
adequada, de uma leitura correta, em favor da abertura do texto, de reconhecer ambiguidades
e não simplificar complexidades” (1990: 47). Quanto as Geórgicas, a observação de Philip

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Esta Introdução tem um equivalente no livro, Oxford Readings in Classica Studies: Vergil’s ‘Eclogues’. Eu
originalmente escrevi uma única introdução para o que era para ser um único livro para ambas as obras. Quando
a Imprensa decidiu publicar dois livros separados, eu tinha a tarefa de dividir a introdução também, o que explica
a estrutura idêntica dos dois capítulos, como também a coincidência na primeira parte. Os leitores interessados
em como as tendências nos estudos Virgilianos descritas aqui se desenrolam nas Bucólicas estão convidados
para consultar o outro livro.
2
Nas sortes Vergilianae, ver brevemente Comparetti 1997: 47-8, como também Martin-dale 1997: 6, que
também considera emblemática a abordagem em geral.

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Hardie sobre a história de Aristaeus – que “insistir em uma única interpretação pode ser uma
violência a este texto polimorfo e Proteiforme” (1998: 45) – poderia ser facilmente estendida
ao poema como um todo, sobre o qual Hardie concluiu que “vários leitores contemporâneos
sentem que este é um texto com mais problemas do que respostas” (52). No entanto, a própria
indefinição da obra contribuiu para sua grandeza, como defendeu outros, por William W.
Batstone, que escreveu que “a diversidade das interpretações atraentes faz parte do grande
valor e significado das Geórgicas” (1997: 125).
Se a capacidade de produzir leituras divergentes é portanto, por consenso geral, uma
caracteristica intríseca da poesia de Virgílio, e se existentes interpretações de suas obras são
tantas como as folhas sopradas na caverna de Sibyl, dá uma visão geral dos estudos
Virgilianos como uma assustadora tarefa, uma que poderia mostra-se condenada desde o
começo. Felizmente, contudo, meu propósito nas páginas seguintes é bem mais circunscrito.
Dado que o presente livro diz respeito somente as Geórgicas, artigos da Eneida e Bucólicas
aparecem apenas como apoio. Da mesmo forma que os artigos reunidos aqui datam
exclusivamente de 1970 em diante, minha discusão da crítica Virgiliana é igualmente restrita
aos últimos 37 anos. A data de início de 1970 é um pouco arbitrária e foi escolhida na
suposição que estudos do último terço do século ou assim ainda pode ser considerado ,
vagamente contemporâneo. Contudo, o começo da década de 70 também faz um certo
sentido, uma vez que essa década viu um importante número de novos incentivos nos estudos3
das Geórgicas.
De uma forma ou de outra, as Geórgicas sempre ficaram à sombra dos outros poemas
de Virgílio, especialmente a Eneida. Um exemplo de um gênero incompleto, modesto e
sublime e uma obra de inicio de carreira do poeta, o poema tem sido frequentemente
considerado como "de transicão” (C. G. Hardie, 1971), uma mera estação de passagem no
caminho para a obra-prima épica na qual a vida e o trabalho de Virgílio culminaram - de
acordo com a teoria teleológica da carreira do poeta que é encontrada no Vitae e ainda uma


[com maiúscula] relativo a Proteu.

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Para estudos sobre as Geórgicas, ver Suerbaum 1980, bem como mais atualizada e extensa bibliografia
compilada por Niklas Holzberg (acessível online no www.psms.homepage.t-online.de/georgicabib.html (2003)).
Além disso, a revista Vergilius publica uma anual bibliografia de Virgílio. Recentes monografias sobre Virgílio,
todas com discussão e bibliografia sobre as Geórgicas, incluindo Hardie 1998(a melhor introdução geral do
poeta), La Penna 2005, Holzberg 2006, e von Albrecht 2006. Dois “companheiros” de Virgílio, Horsfall (ed.)
1995 e Martindale (ed.) 1997, fornecem artigos sobre trabalhos individuais e outros tópicos de interesse.
Finalmente, a Enciclopedia Virgiliana (1985-90) contém uma riqueza de informações sobre todas as coisas
Virgilianas.
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brilhante percepção da obra hoje4. Embora o estilo geórgico tinha períodos ocasionais de
popularidade em vários pontos da história da literatura Ocidental, há muito tempo fora de
moda e, se os poemas sobre agricultura não são muito atraentes para o público em geral, os
classicistas profissionais, também, tendem a olha-los com uma certo receio. Como resultado,
as Geórgicas são estudadas em faculdade e universidades menos frequentemente que a
Eneida ( e provavelmente as Bucólicas também), e as publicações acadêmicas sobre o épico
de Virgílio superam em grande parte as de seu poema didático. Além disso, as próprias
metodologias e abordagens que os críticos trazem sobre as Geórgicas são frequentemente
aqueles desenvolvidas pela primeira vez no estudo da Eneida ( isso é especialmente verdade
em “Harvard School” abordagem pessimista), um fato que nitidamente ilustra o status
secundário da obra. Isso não quer dizer, no entanto, que lá não tenha tido um trabalho
considerável das Geórgicas. Os últimos trinta ou 50 anos viram a publicação de grandes
comentários (Erren 1985 – 2003, R. F. Thomas 1988, Mynors 1990) e numerosos livros e
artigos, que são representativos de ambas obras Virgilianas (em toda dua variedade e com
todas as controvérsias) e os gerais desenvolvimentos e avanços dos estudos da Literatura
Latina no final do século 20 e no início do 21. . Embora a multiplicidade de abordagens e
resultados torna dificil dar uma visão geral ou contruir uma simples narrativa, no entanto
parece possivel discernir duas principais vertentes na interpretação da obra de Virgílio em
geral e das Geórgicas em particular, vertentes que não são raramente interligadas mas são,
contudo, diferentes. A primeira tendência envolve leituras que podem ser chamadas
“ideológicas”. Com isso quero dizer, abordagens baseadas na ideia que os poemas de Virgílio
são concebidos para “transmitir uma mensagem” (Putnam 1970: 4 nas Bucólicas), que o
crítico se esforça para descobrir. Essa mensagem pode-se considerar que diz respeito à
situação social e política da composição da obra, da própria poesia do poeta ou poesia no
geral, ou (bastante frequente) da vida humana e a condição humana – ou de qualquer
combinações dessas ou de outras questões similares. Como é bem conhecido, avaliações
críticas da posição de Virgílio sobre tais questões tem variado consideravelmente durante as
últimas décadas. Enquanto o poeta era tradicionalmente creditado com uma atitude positiva
ou “otimista” não só em direção à vida georgiana apresentada em seu poema, mas também
sobre a ascedência política de Octavio refletido mais indiretamente em seus textos, os
estudiosos a partir da década de 70 começaram cada vez mais detectar profunda ambivalência

4
Sobre a carreira, ver Lipking 1981: 76 – 93, Theodorakopoulos 1997, e Volk 2002: 152 – 6.

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e até mesmo “pessimismo” nas Geórgicas.5 Esse tipo de abordagem foi claramente
influenciada pela “Harvard School” or “two-voices” crítica pessimista da Eneida, que estava
ficando forte na década de 606, mas deixou sua marca nos estudos dos poemas anteriores de
Virgílio com atraso caracteristico.7 As leituras ideológicas uma vez que essa mudança de
paradigma se concentrou em determinar as nuances otimistas ou pessimistas de Virgílio,
concluindo muitas vezes que os textos do poeta são caracterizados por uma amibiguidade
profunda e deliberada, que reflete na complexidade do mundo e da vida humana como
representada nos poemas. Deve salientar-se, no entanto, que nos últimos anos houve uma
reavaliação da posição política de Virgilío que, numa espécie de Novo Augustianismo, os
estudiosos estes dias estão novamente muito mais inclinados em ver os poemas refletindo
positivamente sobre Otavio e suas políticas.8
A segunda abordagem pode ser classificada “literária” e caracteriza uma grande
variedade de estudos que analisa as Geórgicas primeiramente como obras de literatura. Estes
incluem discussões do gênero didático do poema, um problema notório, uma vez que a
"poesia didática" é, em certa medida, pelo menos uma construção anacrônica que não foi
reconhecida como um gênero apropriado na antiguidade. Estas incluem discussões sobre os
gêneros dos poemas, uma questão especialmente problemática feita pela existência de uma
longa subsequente tradição de pastoral europeia, uma genêro cuja relação exata com o
bucólico Virgiliano é tudo menos clara. Outro grande campo de interesse – nos estudos
latinos em geral e nos estudos de Virgílio em particular – tem sido a intertextualidade e as
formas com que cada poema aludem e se posicionam em relação aos seus modelos. Nesse

5
A divisão das leituras ideológicas de Virgílio para “otimista” e “pessimista” é excessivamente simplista e tem
sido criticada, e.g. por Thomas 1990: 64-5, que prefere “Augusto” e “ambivalente” em vez de (Thomas também
aponta em 64 n. 1, que a designação “Harvard School” é menos do que apropriado para uma tendência crítica
compartilhada por estudiosos de muitas universidades). Por razões de conveniência, no entanto, eu vou ficar com
esses termos. Quanto a preferência de Thomas por “ambivalente”, parece-me que há um amplo espectro de
leituras que detectam algumas formas de ambivalências nos textos de Virgílio. Como Hardie 1998: 51 escreveu
tais interpretações são “na maioria das vezes” por fim pessimistas (desde que ambivalência é considerada como
revolucionária); no entanto, um número de estudiosos mantém que a poesia Virgiliana (especialmente as
Geórgicas) é de fato caracterizada por um (inquieto) equilíbrio, nos quais aspectos positivos e negativos existem
lado a lado, sem que nenhum deles seja privilegiado.
6
Geralmente na “Harvard School”, ver Serpa 1987: 76-88; em interpretações pessimistas da Eneida, ver
Harrison 1990: 5-6.

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Esta trajetória poder ser traçada facilmente na monografia de Michael C. J. Putman, um dos mais eminentes
representantes da “Harvad School”: apenas após seu primeiro livro sobre Eneida (1965) ele abordou as
Bucólicas (1970) e ainda mais tarde as Geórgicas (1979).
8
Ver e.g. uma das mais recentes monografias de Virgílio, Holzberg 2006. Já em 1990, Richard F. Thomas
(1990: 65; com referência de Don Fowler) detectou uma reação à abordagem sobre Augusto na “Harvard
School”, mas parece que os Novos Augustos são simplesmente os Velhos Augustos que resistem a mudança
contemporânea ao pessimismo. Por oposição os Novos Augustos de hoje, como Holzberg, passaram pela escoa
pessimista, estão sintonizados com as complexidades e ambivalências de Virgílio, mas ainda concluem que o
poeta projeta uma imagem amplamente positiva de Otavio (e de tudo o que está em jogo).
6

contexto, muita atenção tem sido dada à inflência sobre as Geórgicas de Lucretius e
Callimachus. Finalmente, as críticas tem focado nas questões da poética, ou seja, em como
Virgílio nas Geórgicas apresenta seu próprio esforço e ambição e como ele compromete-se a
inscrever os seus próprios esforços dentro de uma particular tradição literária.
Como mencionada acima, essas duas abordagens não são mutualmente exclusiva. As
leituras ideológicas frequentemente preocupam-se com o papel do poeta, enquanto que os
estudos literários podem ter muito a dizer sobre os poemas politicos ou mais geralmente
perspectivas filosóficas. Ainda assim, não apenas várias obras de crítica Virgiliana se
enquadram claramente em uma categoria ou na outra, mas houve também durante as décadas
passadas, uma espécie de volta metapoética, um afastamento dos estudo sobre Virgílio para a
sua mensagem e para estuda-lo por sua poética. Profissionais do presente tempo das sortes
Vergilianae são menos propensos a perguntarem “O que esses poemas nos dizem sobre a
vida?” do que “O que esses poemas nos dizem sobre poesia?”. A seguinte visão dos estudos
das Geórgicas irá iluminar ainda mais esta tendência.

AS GEÓRGICAS

Aclamado como o "melhor poema do melhor poeta" (Dryden), as Geórgicas é um


trabalho diferente de qualquer outro, cuja relação muito genérica provoca perplexidade. Que
tipo de texto é esse? É possível classificar o trabalho como didático (um gênero que ele
próprio está mal definido; ver Volk 2002: 25-68), e os estudiosos isolaram e examinaram
várias características típicas do gênero: Schiesara 1993, Rutherford 1995 (reimpresso neste
volume), e Gibson 1997 foca em endereços para o aluno; Schindler 2000: 150 -215 considera
os símiles (ver também Briggs 1980 sobre símiles na Eneida que se baseiam em passagens
das Geórgicas); Volk 2002: 119-56 discute a autoconsciência poética do trabalho (tipicamente
didático); Schiesaro 1997 tenta desvendar sua epistemologia subjacente; e P. R. Hardie 2004
traça o tema da educação em todo o poema. Há, no entanto, um consenso acadêmico quase
completo que "o poema de Virgílio é didático apenas na aparência"(R. F. Thomas 1988:
1.24), isto é, que o trabalho se destina a não ensinar a agricultura aos agricultores, mas sim a
transmitir uma mensagem maior.10 Portanto, Effe 1977: 80-97 considera as Geórgicas


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Para discussões mais gerais sobre as Geórgicas como didáticas, ver Effe 1977: 80-97 e Dalzell 1996: 104-31.
10
Contra esta opinião majoritária, Spurr 1986 (reimpresso neste volume) considera as Geórgicas como
realmente aplicável à agricultura contemporânea.
7

representante do que ele chama de tipo "transparente" de poesia didática, em que o poeta
pretende ensinar uma coisa, mas realmente quer ir além.
Acredita-se que a mensagem maior do poema é, de uma forma ou de outra, "a vida do
homem neste mundo" (Parry 1972: 36; Putnam 1979: 15 descreve as Geórgicas como "um
grande tropo para a própria vida") , mas os estudiosos diferem muito sobre o que o poeta pode
tomar nesta questão. Olhando para trás nas últimas décadas, vemos o conhecido
desenvolvimento do otimismo para o pessimismo e / ou ambiguidade e, em seguida, voltamos
a uma nova forma de otimismo. De acordo com os otimistas (por exemplo: Otis 1964: 144-
214, Klingner 1963=1967: 175-363, e Bucheeit 1972), as Geórgicas celebra a dignidade da
vida laboral e agrícola, bem como os esforços de Otávio, que podem levar a uma nova Era de
Ouro na Itália. Em contraste, na opinião dos pessimistas (especialmente Putnam 1979, Boyle
1986: 36-84, Ross 1987, e R. F. Thomas 1988), Virgílio chama a atenção para as duras
realidades da vida na Idade de Ferro, a futilidade do trabalho humano e os problemas e
incertezas que cercam a ascensão de Otávio. Alguns estudiosos (por exemplo: Miles 1980,
Perkell 1989, Nelson 1998, e Gale 2000), ao invés de descer de um lado ou outro, sustentam
que o poema exibe uma posição de profunda ambiguidade: as Geórgicas mostram os aspectos
positivos e negativos da existência e, portanto, refletem as complexidades do mundo real. Nos
últimos anos, o pêndulo começou a voltar para um (cauteloso) otimismo (por exemplo:
Cramer 1989, Lee 1996, Schäfer 1996, Heckel 1998, Morgan 1999, e Nappa 2005), com os
críticos novamente discernindo uma atitude positiva para Otávio, que em uma interpretação
(Nappa 2005; compara também Lee 1996, Heckel 1998, P. R. Hardie 2004: 106-11, e
Holzberg 2006: 51-6) é visto como um estudante destinado a lucrar com o poema de Virgílio
(visto como uma espécie de "espelho de príncipes"). O que os otimistas e os pessimistas
compartilham é a convicção de que as Geórgicas traz uma mensagem profundamente
significativa para a humanidade; críticos que detectam um lado mais claro no poema (por
exemplo Dalzell 1996: 118-25) ou que resistem em lê-lo simbolicamente como expressivo de
uma visão de mundo coerente (por exemplo Jenkyns 1998: 295-386 e Wilkinson) continua
sendo uma minoria.
A maior virada metapoética nos estudos de Virgílio também deixou sua marca em
estudos sobre as Geórgicas. Em adição às discussões sobre o gênero do poema (ver acima), há
interesse especial em suas relações intertextuais com vários modelos11 poéticos. O ponto de


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11
Para o uso de Virgílio em fontes de prosa, ver R. F. Thomas 1987 (reimpresso nesse volume) como também
Horsfall 1995 (sobre Cato através de Cicero)
8

referência padrão é Farrell 1991, que examina a reformulação de Virgílio de Hesíodo,


Aratus, Callimachus, Lucretius e Homer e mostra como o poeta muda de um modelo para o
outro no decorrer do trabalho. Schäfer 1996 e Gale 2000 trata a influência crucial de Lucretius
(compare também com Schiesaro 1997), enquanto Richard F. Thomas dedicou várias
publicações ao Callimacheanism de Virgílio (R. F. Thomas 1983 (reimpresso neste volume),
1985, 1993, e 1998; veja também 1988 passim). Cadili 2002 examina a dívida de Virgílio à
poesia encomiástica helenística; Hollis 1996 detecta uma alusão ao poeta Rhianus do século
terceiro nos sphragis; e S. J. Harrison 2004 explora a intertextualidade com Nicander.
O uso criativo de Virgílio de temas mitológicos nas Geórgicas é o tema de Gale 1995
(reimpresso neste volume). O tropo proeminente da Era de Ouro, em particular, tem sido
muito discutido; veja especialmente a monografia de Johnston 1980, bem como agora Perkell
2002.
Os tratamentos de passagens individuais são encontrados em muitas das monografias
mencionadas acima (em particular, Putnam 1979, Miles 1980 e Nappa 2005 oferecem leituras
íntimas de todo o poema). Gigante (ed.) 1982 contém interpretações dos quatro livros por
diferentes autores. Além disso, eu dou o seguinte, sem tentar ser abrangente.


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