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Herança

Os grupos sanguíneos do sistema ABO são determinados por uma série de


Observação
três alelos múltiplos, que podem ocupar alternativamente o mesmo loco gênico
em cromossomos homólogos, formando pares: o alelo IA determina a produção O conhecimento do padrão
do aglutinogênio A, o alelo IB determina a produção do aglutinogênio B, o ale- de herança tem importante
lo i não determina a produção de aglutinogênios. Existe codominância entre os aplicação em medicina legal.
Casos de troca de crianças em
alelos IA e IB, sendo ambos dominantes sobre i (IA = IB > i). Com três alelos, são
maternidades ou de investi-
seis os genótipos possíveis. gação de paternidade podem
ser solucionados conhecendo-
Tabela 2. Grupos sanguíneos do sistema ABO: genótipos e fenótipos -se os grupos sanguíneos dos
indivíduos envolvidos.
Genótipos Fenótipos
A A A
I I ,I i A
B B B
I I ,I i B
A B
II AB

ii O

Exercícios resolvidos

1 (PUC-MG, adaptada) No ambulatório de uma pequena ci- Pessoa Tipo sanguíneo


dade do interior, estava Maria, que precisava urgentemen-
Bebê nº 1 O
te de transfusão sanguínea, mas não se sabia o seu grupo
sanguíneo. Como faltavam antissoros para a determinação Bebê nº 2 A
dos grupos sanguíneos do sistema ABO, doutor José, que Mãe X AB
é do grupo A, usou de outro recurso: retirou um pouco Pai X B
de seu próprio sangue, do qual separou o soro, fazendo a
Mãe Y B
mesma coisa com o sangue de Maria. O teste subsequente
Pai Y B
revelou que o soro do doutor José provocava aglutinação
das hemácias de Maria, mas o soro de Maria não era ca- Após identificar os pais do bebê nº 2, calcule a probabi-
paz de aglutinar as hemácias do doutor José. Com base lidade, em porcentagem, de que um futuro irmão des-
nesses resultados, doutor José pôde determinar o grupo se bebê seja do sexo masculino e tenha tipo sanguíneo
sanguíneo de Maria. Explique como isso foi possível. diferente do dele.
Resolução Resolução
Sendo doutor José do grupo A, seu soro contém aglutininas O bebê nº 1, que é do grupo O (genótipo ii), não pode ser
anti-B, que aglutinam as hemácias de Maria, o que de- filho do casal X, cuja mãe é do grupo AB (IAIB); no entanto,
monstra a presença nelas de aglutinogênio B. Isso significa pode ser filho do casal Y, desde que ambos sejam heterozi-
que o soro de Maria não possui aglutininas anti-B. Sabe-se gotos (IBi). Dessa forma, o bebê nº 2, que é do grupo A (IA_),
também que o soro de Maria é incapaz de aglutinar as he- deve ser filho do casal X. Nesse caso, herdou o alelo IA de sua
mácias do doutor José, que contêm aglutinogênio A; logo, mãe (IAIB) e só pode ter recebido de seu pai (IB_) um alelo i.
o soro de Maria também não possui aglutininas anti-A. O pai X seria heterozigoto (IBi), e o bebê nº 2, também (IAi).
Como não possui aglutininas anti-A nem anti-B, conclui-se O casal X (IAIB × IBi) pode ter a seguinte descendência:
que Maria pertence ao grupo sanguíneo AB. 1 AB 1 1 1 B
I I (grupo AB), IAi (grupo A), IBIB (grupo B), Ii
4 4 4 4
2 (UnB-DF) Dois casais suspeitavam da troca de seus be- (grupo B). A probabilidade de ter filho que não seja do gru-
bês no berçário da maternidade. Os casais e os bebês 3
po A é, portanto, . A probabilidade de que esse filho seja
foram submetidos à tipagem do sangue quanto ao sis- 4
1
tema ABO, sendo os resultados obtidos mostrados na do sexo masculino é . Portanto, a probabilidade total
2
tabela a seguir. Analisando-os, podem-se identificar os 3 1 3
será de •  ou 37,5%.
pais de cada bebê. 4 2 8

44
ATIVIDADES

1 (UFSC) O padrão de pelagem em coelhos é condicionado 3 (Unicamp-SP) No início do século XX, o austríaco Karl
por uma série alélica, constituída por quatro alelos: C, Landsteiner, misturando o sangue de indivíduos diferen-
padrão aguti; cch, padrão chinchila; ch, padrão himalaia; tes, verificou que apenas algumas combinações eram
ca, padrão albino. O alelo C é dominante sobre todos os compatíveis. Descobriu, assim, a existência do chamado
demais; o alelo cch é dominante sobre o ch e ca e finalmen- sistema ABO em humanos. No quadro são mostrados os
te ch é dominante em relação ao ca. Com base nessas in- genótipos possíveis e os aglutinogênios correspondentes
formações, assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): a cada tipo sanguíneo.
(01) A descendência de um cruzamento entre os coelhos
Tipo sanguíneo Genótipo Aglutinogênio
agutis e chinchilas poderá ter indivíduos agutis,
A A A
chinchilas e albinos. A I I ou I i A
(02) Do cruzamento entre indivíduos com padrão hima- B B B
I I ou I i B
B
laia, poderão surgir indivíduos himalaias e albinos. A B
AB II AeB
(04) O cruzamento entre coelhos albinos originará, sempre,
indivíduos fenotipicamente semelhantes aos pais. O ii Nenhum
(08) Coelhos agutis, chinchilas e himalaias poderão ser
a) Que tipo ou tipos sanguíneos poderiam ser utilizados
homozigotos ou heterozigotos.
em transfusão de sangue para indivíduos de sangue
(16) Todo coelho albino será homozigoto.
tipo A? Justifique.
Dê a soma dos números dos itens corretos. Indivíduos de sangue tipo A, que possui aglutininas anti-B no plasma,
(01) O cruzamento entre coelhos agutis (Cca) e chinchilas (cchca) pode podem receber transfusão de sangue tipo A e tipo O, pois estes não
gerar descendentes agutis (Ccch e Cca), chinchilas (cchca) e albinos possuem aglutinogênio B nas hemácias.
(caca).
(02) O cruzamento entre himalaias (chca) pode gerar descendentes
himalaias (chch e chca) e albinos (caca).
(04) O cruzamento entre albinos (caca) gera apenas descendentes
albinos.
(08) Coelhos agutis (CC, Ccch, Cch e Cca), chinchilas (cchcch, cchch e cchca) e
himalaias (chch e chca) podem ser homozigotos ou heterozigotos.
(16) Coelhos albinos só podem ser homozigotos (caca).
Soma = 31 (01 + 02 + 04 + 08 + 16) b) Uma mulher com tipo sanguíneo A, casada com
um homem com tipo sanguíneo B, tem um filho
considerado doador de sangue universal. Qual a
probabilidade de esse casal ter um(a) filho(a) com
tipo sanguíneo AB? Justifique sua resposta.
2 (U. E. Londrina-PR) Uma criança necessita urgentemente Se o casal possui um filho doador universal (O – ii), a mulher é IAi e o
de uma transfusão de sangue. Seu pai tem sangue do tipo homem é IBi. Portanto, a probabilidade de esse casal ter uma criança
com tipo sanguíneo AB (IAIB) é de 25%.
B, e sua mãe, do tipo O. Que outro(s) tipo(s) de sangue,
além do tipo O, poderia(m) ser utilizado(s) na transfusão,
mesmo sem a realização de teste, sabendo-se que o avô
paterno da criança tem sangue do tipo AB e sua avó pa-
terna tem sangue do tipo O?
a) Tipo AB 4 (UFPR) Uma mulher que apresenta tipo sanguíneo B
b) Tipo A tem um filho cujo tipo sanguíneo é O. Ela vai à justiça
c) Tipo B atribuindo a paternidade da criança a um homem cujo
d) Tipo A e tipo B tipo sanguíneo é AB. Se você fosse consultado pelo juiz,
e) Nenhum outro tipo qual seria seu parecer? Justifique.
Como a avó paterna é do grupo O (genótipo ii), o pai do grupo B tem O homem seria excluído da paternidade dessa criança, pois, sendo
genótipo IBi. Sendo a mãe do grupo O (genótipo ii), a criança pode ser do tipo sanguíneo AB (IAIB), ele não pode ser o pai biológico de uma
do grupo B (IBi) ou do grupo O (ii). Sem a realização da tipagem san- criança do grupo O (ii).
guínea, só será seguro receber sangue do grupo O, que, não possuindo
aglutinogênios, é doador universal.
Alternativa e

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5 (U. E. Londrina-PR) Um menino tem o lobo da orelha a) crianças dos grupos A e O podem nascer da união de
preso e pertence a uma família na qual o pai, a mãe e indivíduos dos tipos determinados em 1 e 4.
a irmã possuem o lobo da orelha solto. Esta diferença b) indivíduos do tipo determinado em 2 formam os dois
não o incomodava até começar a estudar genética e tipos de antígenos.
aprender que o lobo da orelha solto é um caráter con- c) indivíduos do tipo determinado em 3 podem ter
trolado por um gene com dominância completa. Apren- genótipos IBIB ou Ibi.
deu também que os grupos sanguíneos, do sistema d) indivíduos do tipo determinado em 4 podem doar
ABO, são determinados pelos alelos IA, IB e i. Querendo sangue para 1 e 3.
saber se era ou não filho biológico deste casal, buscou e) indivíduos do tipo determinado em 1 podem receber
informações acerca dos tipos sanguíneos de cada um sangue de todos os outros tipos.
da família. Ele verificou que a mãe e a irmã pertencem
ao grupo sanguíneo O, e o pai, ao grupo AB. Com base 7 (Mackenzie-SP) Um homem sofreu um acidente e pre-
no enunciado é correto afirmar que: cisou de transfusão sanguínea. Analisado o seu sangue,
a) a irmã é quem pode ser uma filha biológica, se verificou-se a presença de anticorpos anti-A e ausência
o casal for heterozigoto para o caráter grupo de anti-B. No banco de sangue do hospital, havia três
sanguíneo. bolsas disponíveis, sendo que o sangue da bolsa 1 apre-
b) ambos os irmãos podem ser os filhos biológicos, se o sentava todos os tipos de antígenos do sistema ABO, o
casal for heterozigoto para os dois caracteres. sangue da bolsa 2 possuía anticorpos anti-A e anti-B e a
c) o menino é quem pode ser um filho biológico, se o bolsa 3 possuía sangue com antígenos somente do tipo B.
casal for heterozigoto para o caráter lobo da orelha Esse homem pode receber sangue:
solto. a) apenas da bolsa 1.
d) a mãe desta família pode ser a mãe biológica de b) apenas da bolsa 3.
ambos os filhos, se for homozigota para o caráter c) da bolsa 2 ou da bolsa 3.
lobo da orelha solto. d) da bolsa 1 ou da bolsa 2.
e) o pai desta família pode ser o pai biológico de ambos e) apenas da bolsa 2.
os filhos, se for homozigoto para o caráter grupo
sanguíneo. 8 (U. E. Londrina-PR) Em uma população de organismos
Pela análise do sistema ABO, a irmã (O – ii) não pode ser filha biológica
de um homem AB (IAIB). Pela análise do lobo da orelha, o menino pode diploides, foram encontrados quatro alelos diferentes
ser filho biológico, desde que o casal seja heterozigoto. para determinado loco gênico, denominados S1, S2, S3
Alternativa c
e S4. A figura a seguir mostra, à esquerda, as diferenças
na sequência de DNA que caracterizam cada um desses
alelos e, à direita, o par de cromossomos homólogos
(metafásicos) onde esse gene é encontrado. Diante des-
sas informações, se um único indivíduo desta população
Exercícios complementares for escolhido ao acaso, qual combinação alelo/posição
cromossômica poderia ser encontrada no par de cromos-
6 (UFMG) Observe a figura, que se refere à determinação somos metafásicos desse indivíduo?
do grupo sanguíneo ABO. Alelos Cromossomos homólogos na metáfase

1 anti-A anti-B 3 anti-A anti-B 5’ – G A T T G – 3’


(S1) 3’ – C T A A C – 5’ A B C D

5’ – A G T T G – 3’
(S2) 3’ – T C A A C – 5’

2 4 5’ – A A C T G – 3’
anti-A anti-B anti-A anti-B (S3) 3’ – T T G A C – 5’
E F G H
5’ – A A T T A – 3’
(S4) 3’ – T T A A T – 5’

Aglutinação Não aglutinação a) (S1-A) – (S1-B) – (S3-C) – (S3-D)


b) (S1-A) – (S2-B) – (S3-C) – (S4-D)
Com base nas informações contidas nessa figura e c) (S4-A) – (S4-B) – (S4-G) – (S4-H)
em seus conhecimentos sobre o assunto, pode-se d) (S3-A) – (S3-B) – (S3-E) – (S3-F)
afirmar que: e) (S2-A) – (S2-C) – (S3-E) – (S3-G)
TAREFA PROPOSTA 1-10

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3 Sistema Rh

[2] JOSHUA LEWIS, [3] CAMEILIA, [4] CS333


FOTOS: SHUTTERSTOCK [1] OLEG SENKOV,
Em 1940, os cientistas Landsteiner e Alexander Wiener relataram a descoberta
do fator Rh no sangue de macaco reso. Eles notaram que o soro anti-Rh produzido
por coelhos provocava aglutinação das hemácias desses macacos ou de hemácias de
Macaco reso
85% das pessoas de uma amostra populacional, mas não aglutinava hemácias dos
15% restantes (figura 8).

Observação [1]

O fator Rh é um antígeno existente na superfície das hemácias.

Concluíram que no sangue de 85% das pessoas devia haver o mesmo antíge- Sangue
no encontrado no sangue do macaco reso. Esse antígeno, existente na superfície
das hemácias, foi chamado fator Rh (antígeno D), que são as iniciais de rhesus,
do antigo nome científico dessa espécie de macaco (Macaca rhesus, atualmente
Macaca mulatta). Os indivíduos em cujo sangue existe o fator Rh são Rh positivo (Rh+);
aqueles em que não há esse fator são denominados Rh negativo (Rh–).

Transfusões
Ao contrário do sistema ABO, no qual os indivíduos possuem aglutininas anti-A
ou anti-B mesmo sem terem recebido transfusões anteriores, os anticorpos anti-Rh
só são produzidos quando uma pessoa Rh negativo recebe sangue de outra que é
Rh positivo. Dessa forma, as que são Rh positivo podem receber tanto sangue Rh
positivo como negativo, pois não possuem nem produzem anticorpos anti-Rh. Já as
pessoas Rh negativo só devem receber sangue Rh negativo; caso contrário, produzi-
[2]
rão anticorpos anti-Rh, o que causará aglutinação em transfusões posteriores.
[4]

[3]

– +
Rh Rh

Soro anti-Rh

Rh +

ou

Rh–

Não aglutina Aglutina 85% Aglutina todas


15% das das amostras as amostras
amostras de de sangue de sangue de
sangue humano humano macaco reso

Rh –
Figura 8 Landsteiner e Wiener
injetavam sangue do macaco reso
em coelhos. Posteriormente, do
sangue dos coelhos separavam o
Figura 7 Possíveis transfusões no sistema Rh. soro (anti-Rh), rico em anticorpos.

47
Considerando-se os sistemas ABO e Rh, só podem receber sangue de qualquer
grupo pessoas que sejam AB e Rh positivo, porque não possuem aglutininas e já
são portadoras do fator Rh; contudo, indivíduos do grupo O e Rh negativo podem
doar sangue para receptores de qualquer grupo dos sistemas ABO e Rh, uma vez
que não têm aglutinogênios nem fator Rh.

Tipagem
Quando se faz a tipagem de uma amostra de sangue, geralmente se empre-
gam anticorpos anti-A, anti-B e anti-Rh, determinando-se simultaneamente os
grupos dos sistemas ABO e Rh.
FOTOS: FÁBIO COLOMBINI

A D

Mãe
Rh–

Anticorpos
anti-Rh

B E
Aglutinação
e hemólise

Feto Rh +

Sistema
imunológico
materno
C F

Hemácias
fetais Rh+

Fonte: Avancini e Favaretto. Biologia — uma abordagem evolutiva e ecológica.

Figura 9 Gotas de sangue do mesmo indivíduo são colocadas em três


lâminas de vidro. Na lâmina da esquerda (A) aplica-se uma gota de soro
anti-A; na lâmina do meio (B), uma gota de soro anti-B e, na lâmina
da direita (C), uma gota de soro anti-Rh. As amostras de sangue são
misturadas (D) com os soros e, em seguida (E), verifica-se a ocorrência ou
não de aglutinação. A aglutinação ocorreu nas lâminas da esquerda e da
direita, que receberam anti-A e anti-Rh (F), portanto o sangue testado é A
e Rh positivo.

Herança Figura 10 (1) Hemácias fetais com o


fator Rh atingem a circulação materna.
Considera-se, de forma simplificada, a determinação genética do sistema Rh (2) São reconhecidas pelo sistema
um caso de mono-hibridismo com dominância completa: um par de alelos D e imunológico da mãe, que passa a
d (ou R e r), em que o alelo dominante D determina a produção do fator Rh e o produzir anticorpos anti-Rh. (3) Em
uma próxima gestação de feto Rh
alelo recessivo d, não (D > d). Indivíduos de genótipos DD ou Dd são Rh positivo, positivo, tais anticorpos alcançam a
enquanto somente as pessoas de genótipo dd são Rh negativo. circulação fetal, causando hemólise.

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Doença hemolítica do recém-nascido (DHRN)

SUSAN SCHMITZ/SHUTTERSTOCK
A sensibilização pelo fator Rh é possível quando em uma gestante Rh negativo
está se desenvolvendo um feto Rh positivo. Hemácias fetais podem passar para
a circulação materna, particularmente durante o parto, e, mesmo em quantida-
de reduzida, são reconhecidas pelo sistema imunológico da mulher, que passa a
produzir anticorpos anti-Rh.
A criança dessa gravidez dificilmente apresenta algum problema; no entanto,
os anticorpos produzidos pela mãe chegam à circulação dos próximos fetos Rh
positivo, causando-lhes hemólise, isto é, destruição das hemácias.
As principais manifestações da hemólise são: anemia, icterícia (coloração
amarelada da pele e das mucosas), elevação da frequência cardíaca, aumento do
tamanho do baço e do fígado, presença de hemácias jovens no sangue circulan-
te e, nos casos mais graves, edema (inchaço) generalizado. Hemácias jovens nu-
cleadas, chamadas eritroblastos, são comuns no sangue das crianças afetadas,
o que explica o outro nome dado à doença: eritroblastose fetal.
Sua incidência, com diferentes graus de intensidade, é de aproximadamente
Figura 11 A fototerapia —
nove casos por mil nascimentos. O tratamento da criança consiste em fototerapia exposição à fonte intensa de luz,
(figura 11) ou exsanguinotransfusão, que é a troca do sangue da criança. como a que está sendo aplicada
É possível evitar a sensibilização de uma mulher Rh negativo depois do nas- a esse recém-nascido — auxilia na
degradação e na eliminação da
cimento de uma criança Rh positivo até 72 horas após o parto, injetando nela bilirrubina, um dos produtos da
anticorpos anti-Rh. Os anticorpos anti-Rh aplicados na mãe destroem rapidamen- hemólise.
te as hemácias fetais que passaram para a sua circulação, antes que o sistema
imunológico as reconheça e passe a produzir anticorpos.
Observação
A injeção de anticorpos anti-Rh é erroneamente chamada “vacina anti-Rh”,
pois não se trata da injeção de antígenos. Os anticorpos anti-Rh recebidos perma- A bilirrubina causa a icterícia
necem na circulação da mulher por apenas algumas semanas e não representam ao se depositar na pele e nas
ameaça para futuras gestações. mucosas e pode, quando se
concentra no encéfalo, provo-
car graves lesões neurológicas,
Sensibilização é o reconhecimento de um antígeno pelo sistema consideradas as manifestações
imunológico do indivíduo, que passa a produzir anticorpos mais graves da eritroblastose
específicos. fetal.

4 Sistema MN
Landsteiner e Philip Levine, em 1927, descobriram os antígenos M e N, pre-
sentes na superfície das hemácias. Aplicados em coelhos ou em cobaias, esses an-
tígenos estimulam a produção de anticorpos anti-M e anti-N, respectivamente.
Os grupos sanguíneos do sistema MN são geneticamente condicionados pelos
alelos LM e LN, que são codominantes (LM = LN). O alelo LM determina a produção
do antígeno M; o alelo LN, a produção do antígeno N.

Tabela 3. Grupos sanguíneos do sistema MN: genótipos e fenótipos


Genótipos Fenótipos

LMLM M
M N
L L MN
N N
LL N

A determinação do sistema MN não é considerada nas transfusões de sangue


e não se associa à incompatibilidade sanguínea materno-fetal.

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Exercícios resolvidos

1 (Mackenzie-SP, adaptada) Pedro, que tem tipo sanguíneo A, Rh– e é filho de pai do grupo A e de mãe do grupo B, re-
cebeu uma transfusão de sangue compatível quanto ao sistema ABO de sua mulher, Márcia, que é filha de pais do grupo B.
Sabendo que Márcia teve eritroblastose fetal ao nascer, calcule a probabilidade de o casal ter uma criança com tipo
sanguíneo A, Rh+.
Resolução
Sabe-se que Pedro tem genótipo IA_ dd e que seus pais têm genótipos IA_ e IB_. Certamente Pedro recebeu o alelo IA de
seu pai e deve ter recebido de sua mãe o alelo i. Assim, a mãe de Pedro tem o genótipo IBi e Pedro apresenta genótipo IAi.
Os pais de Márcia têm genótipos IB_, mas, como ela já doou sangue para Pedro, que é do grupo A, não pode ser do grupo B.
Assim, seus pais devem ser heterozigotos (IBi), e ela é do grupo O (ii). Como teve eritroblastose fetal, Márcia deve ser
Rh+, filha de mãe Rh–, ou seja, com genótipo Dd. Temos, então, Pedro com genótipo IAi dd e Márcia com genótipo ii Dd.
1 1 1
A probabilidade de terem criança do grupo A, Rh+ (IA_ D_) será •  = ou 25%.
2 2 4
2 (PUC-SP) Na genealogia a seguir, estão representados os grupos sanguíneos dos sistemas ABO, Rh e MN para quatro
indivíduos.
1 2

A Rh– M B Rh+ MN

3 4 5

A Rh+ MN O Rh– M ?

a) Qual deve ser o genótipo do indivíduo 2?


b) Qual a probabilidade de o indivíduo 5 ter sangue do grupo O, Rh– e MN?
Resolução
a) O indivíduo 1, do grupo A, Rh–, M (genótipo IA_ dd LMLM), teve com o indivíduo 2, do grupo B, Rh+, MN (genótipo
IB_ D_ LMLN), um descendente (o indivíduo 4) do grupo O, Rh–, M (genótipo ii dd LMLM). Logo, o genótipo do indivíduo
1 deve ser IAi dd LMLM, e o do indivíduo 2, IBi Dd LMLN.
b) Os pais do indivíduo 5 têm genótipos IAi dd LMLM e IBi Dd LMLN. Como a segregação dos três pares de alelos envolvidos é
1 1 1 1
independente, a probabilidade de o indivíduo 5 ser O, Rh–, MN (genótipo ii dd LMLN) será • •  = ou 6,25%.
4 2 2 16

CONEXÕES
DNA, O SHERLOCK HOLMES DOS TEMPOS
TEK IMAGE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/SPL RF/LATINSTOCK

MODERNOS
A incerteza da paternidade é tão antiga quanto a humanidade. A concep-
ção ocorre no interior do corpo da mulher e, assim, não admite testemunhas.
Em consequência, embora a mulher esteja sempre 100% certa de que as crian-
ças por ela geradas são biologicamente suas (com exceção da possibilida-
de de trocas no berçário, um fenômeno novo na história da humanida-
de, já que no passado virtualmente todos os partos eram domésticos), o
homem tem muitas vezes de lidar com a incerteza da paternidade […].
Como reza o dito popular: os filhos de minhas filhas meus netos são; os
filhos de meus filhos… serão ou não?
PENA, Sérgio Danilo. Bioética. Brasília: Conselho Federal de Medicina.

50
Uma pessoa alega ser filha de um astro de televisão e requer que a paternidade seja reconhecida. O juiz
encarregado do caso solicita que seja retirada uma amostra de sangue dessa pessoa, da mãe e do suposto pai.
Os policiais chegam ao local onde um assassinato foi cometido, e alguns fios de cabelo do criminoso são
encontrados nas proximidades. Em outro lugar, uma mulher foi estuprada, e o médico que a atendeu coletou
e conservou parte do esperma depositado em sua vagina.
Até há bem pouco tempo, situações como essas poderiam permanecer indefinidamente sem solução. No
entanto, elas podem ser decididas graças ao auxílio das modernas técnicas de análise do DNA. Uma pequena
quantidade de material biológico permite esclarecer com precisão quase absoluta crimes ou investigação
de paternidade.
A técnica baseia-se no fato de que o DNA de cada pessoa possui pedaços que se sucedem de forma
peculiar, em tamanhos e quantidades que são únicos para cada pessoa. Exceto gêmeos univitelinos, que
são geneticamente idênticos, não há duas pessoas com o mesmo padrão de repetição desses fragmentos
ao longo de suas moléculas de DNA. Trata-se de uma “impressão digital” molecular.
A “impressão digital” do DNA permite concluir, com exatidão de quase 100%, se o material genético
encontrado em uma amostra de sangue, de cabelo, de esperma ou de outro material biológico é de certa
pessoa.
Esse método de análise consiste em fragmentar o DNA a ser testado de células — leucócitos, espermato-
zoides, células do folículo piloso ou outras — por meio de endonucleases de restrição. Os fragmentos obtidos
são separados por eletroforese e depois transferidos para uma fita de náilon.
Sondas de DNA (fragmentos curtos de DNA que se ligam com sequências específicas do DNA a ser tes-
tado) marcadas com material radioativo são postas em solução, na qual se introduz a fita de náilon contendo
o DNA aderido.
Depois a fita é lavada, para se remover o excesso de sondas de DNA em solução, e colocada em contato
com um filme de raios X. O filme será marcado apenas onde houver fragmentos de DNA radioativo (sondas)
ligados aos fragmentos de DNA da amostra que estavam na fita de náilon, estabelecendo-se um padrão de
faixas que é absolutamente individual.
Quando o material examinado for sangue ou outro tecido que contenha células diploides, deverá ser total
a coincidência com o DNA obtido do sangue do indivíduo. Em DNA obtido de espermatozoides, haverá
concordância pela metade, porque essas células são haploides.
Nos casos de investigação de paternidade ou de identificação de crianças desaparecidas, o DNA do filho
apresentará 50% de concordância com o DNA de cada um dos genitores.
Ana Paulo
Laura Júlia Caio Bruno

Pela análise comparativa da impressão digital do DNA dessa família, podemos concluir que Laura e Caio
são filhos de Ana e Paulo. Júlia é filha de Ana com outro homem, e Bruno é adotado.

51
2

1 Fragmentos de DNA tratados


com endonucleases de restrição
são separados por eletroforese.

Material biológico DNA


isolado 1
(sangue, por exemplo)

2 Desnaturação e transferência
dos fragmentos para a fita
de náilon.

3 Marcação com material


3 radioativo.

Lavagem e exposição
a um filme de raios X

Revelação do
autorradiograma

Etapas da “impressão digital” do DNA, técnica que permite a identificação precisa de indivíduos baseada na análise
comparativa de seu material biológico.

1 (Vunesp) A ilustração apresenta o resultado de um teste apresentam 99,99% de acerto. Nesses testes podem ser
de paternidade obtido pelo método do DNA-fingerprint, comparados fragmentos do DNA do pai e da mãe com o
ou “impressão digital de DNA”. do filho. Um teste de DNA foi solicitado por uma mulher
que queria confirmar a paternidade dos filhos. Ela levou
Mãe Criança Homem A Homem B ao laboratório amostras de cabelos dela, do marido, dos
dois filhos e de um outro homem que poderia ser o pai. Os
resultados obtidos estão mostrados na figura a seguir.

Outro
Mãe Marido Filho1 Filho 2
homem

a) Segundo o resultado anterior, qual dos homens, A ou B,


é o provável pai da criança? Justifique.
b) Em linhas gerais, como é feito o teste de identificação
individual pelo método do DNA-fingerprint?
a) Que resultado a análise mostrou em relação à pater-
2 (Unicamp-SP) Testes de paternidade comparando o DNA nidade do filho 1? E do filho 2? Justifique.
presente em amostras biológicas são cada vez mais co- b) Num teste de paternidade, poderia ser utilizado
muns e são considerados praticamente infalíveis, já que apenas o DNA mitocondrial? Por quê?

52
ATIVIDADES

9 Relacione cada conceito com sua respectiva definição: 11 (Unicamp-SP) Com base no heredograma, responda e
( e ) Componentes do sangue indique os passos que você utilizou para chegar às res-
( f ) Aglutinação postas.
( b ) Antígeno
( a ) Aglutininas 1 2 3 4
( g ) Doador universal AB Rh + –
O Rh O Rh–
AB Rh +

( d ) Fator Rh
( c ) DHRN 5 6
a) Anticorpos (proteínas existentes no plasma) corres- B Rh + –
A Rh
pondentes aos antígenos (ou aglutinogênios) do
sistema ABO. ?

b) Substância estranha (geralmente uma proteína) que a) Qual é a probabilidade de o casal formado por 5 e 6
pode desencadear a produção de anticorpos especí- ter duas crianças com sangue AB Rh+?
ficos. Tendo mãe do grupo O Rh– (genótipo iidd), o indivíduo 5 tem ge-
nótipo IB iDd. Tendo pai do grupo O (genótipo ii), o indivíduo 6 tem
c) Doença causada pela destruição de hemácias fetais genótipo IAidd. O cruzamento 5 × 6 produz a seguinte descendência
por anticorpos maternos. 1 1 1
quanto ao sistema ABO: IAIB (grupo AB), IAi (grupo A), IBi (grupo B),
d) Antígeno presente em hemácias do macaco reso e da 4 4 4
1 1
maioria das pessoas. ii (grupo O). Quanto ao sistema Rh, a descendência será: Dd (Rh+),
4 2
e) Plasma e elementos figurados. 1
dd (Rh–). A probabilidade de nascer um descendente do grupo
f) Reação antígeno-anticorpo que ocorre em certos 2
1 1 1
casos, ao se misturar sangue de um indivíduo com AB Rh+ será •  . A probabilidade de serem dois descendentes
4 2 8
plasma de outro. 1 1 1
com esse fenótipo será de •  .
g) Pessoa do grupo O e Rh negativo, que não tem 8 8 64
aglutinogênios e cujo sangue pode ser recebido por
qualquer pessoa. b) Se o casal em questão já tiver uma criança com
sangue AB Rh+, qual é a probabilidade de ter outra
10 Um homem e uma mulher, ambos Rh positivo, tiveram criança com o mesmo fenótipo?
uma criança Rh negativo. O fato de já ter filho do grupo AB Rh+ não altera a probabilidade de
ter outro filho de mesmo fenótipo, pois são eventos independentes.
a) Quais são os genótipos dos pais? Assim, a probabilidade de nascer outro filho com o fenótipo em
Para que duas pessoas Rh positivo (D_) tenham uma criança Rh negativo 1
(dd), ambas devem ser heterozigotas (Dd). questão será de .
8

12 (Unifesp) Um exemplo clássico de alelos múltiplos é o


sistema de grupos sanguíneos humano, em que o alelo
IA, que codifica para o antígeno A, é codominante sobre
o alelo IB, que codifica para o antígeno B. Ambos os ale-
los são dominantes sobre o alelo i, que não codifica para
b) Qual é a probabilidade de que, em outra gestação, te- qualquer antígeno. Dois tipos de soros, anti-A e anti-B,
nham uma criança do sexo masculino e Rh positivo? são necessários para a identificação dos quatro grupos
sanguíneos: A, B, AB e O.
Um casal de heterozigotos Dd pode ter a seguinte descendência:
1 2 1 a) Complete o quadro a seguir com os genótipos e as
DD (Rh+), Dd (Rh+), dd (Rh–). A probabilidade de terem uma
4 4 4 reações antigênicas (represente com os sinais + e –)
criança do sexo masculino e Rh positivo será: dos grupos sanguíneos indicados.
1 3 3
P(menino) · P(D_) = •  = 0,375 ou 37,5%
2 4 8
Grupos sanguíneos Reação com Genótipos
Fenótipos
Anti-A Anti-B

AB + + IAIB

O – – ii

53
b) Embora três alelos distintos determinem os grupos 15 (U. F. Lavras-MG) O sistema Rh em seres humanos é con-
sanguíneos ABO humanos, por que cada indivíduo trolado por um gene com dois alelos, dos quais o alelo
é portador de somente dois alelos? dominante R é responsável pela presença do fator Rh nas
Porque cada cromossomo do par de homólogos possui apenas um loco hemácias e, portanto, fenótipo Rh+. O alelo recessivo r é
ocupado pelo alelo; assim, dois cromossomos têm dois locos ocupados
por dois dos três alelos. responsável pela ausência do fator Rh e fenótipo Rh–.

I 1 2

Rh+ Rh+

13 Uma criança foi localizada pela polícia, e um casal alega


tratar-se de seu filho desaparecido. A análise do sangue II 3 4 5
do casal e do da criança revelou o seguinte: – +
Rh Rh Rh+
t)PNFNHSVQP" 3IOFHBUJWP .
6
t.VMIFSHSVQP# 3IQPTJUJWP ./ Rh–

t$SJBOÎBHSVQP0 3IQPTJUJWP / Com base no heredograma, determine os genótipos dos


indivíduos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, respectivamente.
Esses dados confirmam a alegação do casal?
Quanto ao sistema ABO, não se pode excluir a possibilidade de a criança a) DD, Dd, Dd, DD, Dd, DD
ser filha do casal. Se os supostos pais forem heterozigotos (IA i e IB i), eles b) Dd, Dd, dd, Dd, Dd, dd
poderão ter uma criança do grupo O (ii). Em relação ao sistema Rh, mais
c) Dd, Dd, Dd, dd, DD, Dd
uma vez, não se pode contestar a alegação do casal. Mesmo o homem
sendo Rh negativo, a mulher poderia transmitir para a criança o alelo d) Dd, Dd, dd, DD, Dd, dd
D, que determinaria Rh positivo. Entretanto, a suposta paternidade é
descartada pela observação do sistema MN: um homem do grupo M
(LMLM) não pode ter descendentes do grupo N (LNLN).
16 (Unicamp-SP) O sangue humano costuma ser classifica-
do em diversos grupos, sendo os sistemas ABO e Rh os
métodos mais comuns de classificação. A primeira tabela
fornece o percentual da população brasileira com cada
combinação de tipo sanguíneo e fator Rh. Já a segunda
tabela indica o tipo de aglutinina e aglutinogênio pre-
Exercícios complementares sentes em cada grupo sanguíneo.

14 (PUC-SP) O sangue de determinado casal foi testado com Fator Rh


Tipo
a utilização dos soros anti-A, anti-B e anti-Rh (anti-D). Os + –
resultados são mostrados a seguir. O sinal + significa aglu-
A 34% 8%
tinação de hemácias e – significa ausência de reação.
B 8% 2%
Soro Soro Soro Soro Soro Soro
anti-A anti-B anti-Rh anti-A anti-B anti-Rh AB 2,5% 0,5%

O 36% 9%

Lâmina I Lâmina II Tipo Aglutinogênios Aglutininas


Contém gotas de sangue Contém gotas de sangue
da mulher misturadas do homem misturadas
aos três tipos de soros aos três tipos de soros A A Anti-B

Esse casal tem uma criança pertencente ao grupo O e Rh B B Anti-A


negativo. Qual a probabilidade de o casal vir a ter uma AB AeB Nenhuma
criança que apresente aglutinogênios (antígenos) A, B e
O Nenhum Anti-A e Anti-B
Rh nas hemácias?
1 1 Em um teste sanguíneo realizado no Brasil, detectou-se, no
a) d)
2 16 sangue de um indivíduo, a presença de aglutinogênio A.
1 3 Nesse caso, qual é a probabilidade de que o indivíduo
b) e)
4 4 tenha sangue A+?
1 a) 76% c) 81%
c)
8 b) 34% d) 39%
TAREFA PROPOSTA 11-24

54
TAREFA PROPOSTA

1 (Vunesp) Em coelhos, os alelos C, cch, ch e ca condicionam, Se um macho da F1 do cruzamento 3 cruza com uma fêmea
respectivamente, pelagem tipo selvagem, chinchila, hi- da F1 do cruzamento 1, quais as proporções de coloração
malaia e albino. Em uma população de coelhos em que das nadadeiras dorsais esperadas para os descendentes?
estejam presentes os quatro alelos, o número possível a) 50% de indivíduos com nadadeiras negras e 50% com
de genótipos diferentes será: nadadeiras rajadas.
a) 4 d) 10 b) 75% de indivíduos com nadadeiras negras e 25% com
b) 6 e) 12 nadadeiras amarelas.
c) 8 c) 75% de indivíduos com nadadeiras negras e 25% com
nadadeiras rajadas.
2 (UERJ) No quadro a seguir, as duas colunas da direita d) 50% de indivíduos com nadadeiras negras e 50% com
demonstram esquematicamente o aspecto in vitro das nadadeiras amarelas.
reações no sangue dos indivíduos de cada grupo sanguí- e) 100% de indivíduos com nadadeiras negras.
neo ABO aos soros anti-A e anti-B.
4 (Unicamp-SP) O rei Salomão resolveu uma disputa entre
Grupo Aglutino- Reação com duas mulheres que reclamavam a posse de uma criança.
Aglutinina
sanguíneo gênio Soro anti-A Soro anti-B Ao propor dividir a criança ao meio, uma das mulheres de-
sistiu. O rei concluiu que aquela que havia desistido era a
anti-A e mãe verdadeira. Nos tribunais modernos, um juiz pode uti-
O nenhum
anti-B
lizar a análise dos grupos sanguíneos e o teste de DNA para
ajudar a solucionar questões semelhantes. Analisando uma
A A anti-B situação em que uma mulher de sangue A atribuía a pater-
aglutinação nidade de seu filho de sangue O a um homem de sangue B,
o juiz não pôde chegar a nenhuma decisão conclusiva.
B B anti-A a) Explique por quê.
aglutinação b) Qual deveria ser o grupo sanguíneo do homem para
que a decisão pudesse ser conclusiva?
AB AeB nenhum
c) Com base no teste de DNA, no entanto, o juiz concluiu
aglutinação aglutinação
que o homem era o pai da criança. Por que o teste de
a) Explique o que ocorreria com as hemácias de um indi- DNA permite tirar conclusões tão precisas em casos
víduo do grupo A se doasse sangue para um indivíduo como esses?
do grupo B.
b) Sabe-se que o aglutinogênio é uma proteína da mem- 5 (U. F. Alfenas-MG) Ao descobrir que seu genótipo era
brana das hemácias. Explique por que a aglutinação homozigoto, o senhor Lalau (indivíduo II-1) elaborou o
não ocorreria se o aglutinogênio fosse uma proteína seguinte heredograma sobre a herança de grupos san-
citoplasmática. guíneos do sistema ABO.

3 (UFRS) Em uma espécie de peixes de aquário, aparecem I A

três padrões distintos de coloração na nadadeira dorsal: 1 2


negra, rajada e amarela. Esses padrões são resultantes
da combinação de três diferentes alelos de um mesmo
II A O B B
loco. No quadro a seguir, estão representados três cruza-
1 2 3 4 5 6
mentos entre peixes com padrões de coloração distintos
para nadadeiras e suas respectivas gerações F1 e F2. III AB A

1 2 3 4 5
Cruzamentos Geração F1 Geração F2
(nº de indivíduos)
IV O AB O
1. rajada × amarela 100% rajadas 50 rajadas; 17 amarelas
1 2 3
2. negra × amarela 100% negras 100 negras; 36 amarelas
a) Identifique o grupo sanguíneo do indivíduo I-1.
3. negra × rajada 100% negras 65 negras; 21 rajadas
b) Qual o genótipo do indivíduo II-5?

55
c) O senhor Lalau poderá ser receptor de sangue do seu grupos A, B ou AB. Explique o problema que pode ocor-
genro? rer se forem fornecidos grandes volumes de sangue O a
d) O indivíduo III-5 não poderá ser de qual grupo san- pacientes A, B ou AB.
guíneo?
e) No caso de o casal III-3 e III-4 ter uma segunda crian- 9 (U. F. Pelotas-RS) Um dos principais problemas em
ça, qual é a probabilidade de ela ser uma menina do cirurgias de emergência — a falta de sangue compa-
grupo sanguíneo B? tível com o da vítima para transfusões — pode estar
prestes a ser resolvido. Uma equipe internacional
6 (UFGO) Nos meios de comunicação é comum a solicitação de pesquisadores descobriu uma maneira de con-
de sangue, como a do anúncio a seguir. verter sangue dos tipos A, B e AB, que hoje podem
ser doados apenas com restrição, no tipo O. Os
cientistas descreveram o uso de novas enzimas que
“limpam” esses tipos sanguíneos de seus antígenos,
tornando-os viáveis para qualquer tipo de transfu-
são. Esta possibilidade liberaria os hospitais da de-
pendência do tipo O.
Adaptado de O Estado de S. Paulo (www.universia.com.br)
(20 abr. 2007).

Considerando o sistema ABO, explique: Com base no texto e em seus conhecimentos, descon-
a) por que uma pessoa com o fenótipo sanguíneo soli- siderando o fator Rh, é correto afirmar que, pela nova
citado é doador universal; tecnologia:
b) o tipo de herança genética que determina os grupos a) uma pessoa com sangue tipo O poderia receber
sanguíneos desse sistema. sangue de qualquer outro grupo sanguíneo, pois
os sangues tipo A, B e AB não apresentariam aglutino-
7 (PUC-SP) Na genealogia a seguir, são apresentadas seis gênios A e B nas hemácias; não ocorreriam, portanto,
pessoas: reações de aglutinação.
b) uma pessoa com sangue tipo O poderia receber
sangue de qualquer outro grupo sanguíneo, pois
João Isabel Pedro Maria os sangues tipo A, B e AB não apresentariam aglu-
tininas anti-A e anti-B no plasma; não ocorreriam,
portanto, reações de aglutinação.
Rodrigo Adriana c) uma pessoa com sangue tipo A poderia receber
Considere os seguintes dados, referentes ao sistema san- sangue, além do tipo O e A, dos tipos B e AB, pois
guíneo ABO de quatro dessas pessoas: os anticorpos anti-A e anti-B, presentes nas hemá-
  t +PÍPF1FESPBQSFTFOUBNBHMVUJOPHÐOJPT BOUÓHFOPT
 cias do sangue desses grupos sanguíneos, seriam
A e B nas hemácias; neutralizados.
  t *TBCFM F .BSJB BQSFTFOUBN BHMVUJOJOBT BOUJDPSQPT
 d) uma pessoa com sangue tipo B poderia receber san-
anti-A e anti-B no plasma. gue, além dos tipos O e B, dos tipos A e AB, pois os
Os dados permitem-nos prever que a probabilidade de: aglutinogênios A e B, presentes no plasma do sangue
a) Rodrigo pertencer ao grupo A é 50%. desses grupos sanguíneos, seriam neutralizados.
b) Adriana pertencer ao grupo B é 25%. e) todos os grupos sanguíneos seriam doadores univer-
c) Rodrigo pertencer ao grupo O é 25%. sais, pois seriam eliminados os aglutinogênios anti-A
d) Rodrigo e Adriana terem um descendente pertencente e anti-B das hemácias e as aglutininas A e B do plas-
ao grupo O é nula. ma; não ocorreriam mais reações de aglutinação.
e) Rodrigo e Adriana terem um descendente pertencente
ao grupo AB é nula. 10 (Vunesp) Em um acidente de carro, três jovens sofreram
graves ferimentos e foram levados a um hospital, onde foi
8 (UFRJ) Nas transfusões sanguíneas, o doador deve ter o constatada a necessidade de transfusão de sangue por cau-
mesmo tipo de sangue que o receptor com relação ao sa da forte hemorragia nos três acidentados. O hospital pos-
sistema ABO. Em situações de emergência, na falta de suía em seu estoque um litro de sangue do tipo AB, quatro
sangue do mesmo tipo, podem ser feitas transfusões litros do tipo B, seis litros do tipo A e dez litros do tipo O.
de pequenos volumes de sangue O para pacientes dos Ao se fazer a tipagem sanguínea dos jovens, verificou-se

56
que o sangue de Carlos era do tipo O, o de Roberto do tipo a) quatro diferentes tipos sanguíneos, enquanto o
AB e o de Marcos do tipo A. Considerando apenas o sistema senhor Roberto pode receber sangue de doadores
ABO, os jovens para os quais havia maior e menor dispo- de dois diferentes tipos sanguíneos.
nibilidade de sangue em estoque eram, respectivamente: b) dois diferentes tipos sanguíneos, enquanto o senhor
a) Carlos e Marcos. Roberto pode receber sangue de doadores de quatro
b) Marcos e Roberto. diferentes tipos sanguíneos.
c) Marcos e Carlos. c) dois diferentes tipos sanguíneos, assim como o
d) Roberto e Carlos. senhor Roberto. Contudo, os dois tipos sanguíneos
e) Roberto e Marcos. dos doadores para o senhor Roberto diferem dos
tipos sanguíneos dos doadores para Rafael.
11 (Unicamp-SP) Para desvendar crimes, a polícia científica d) dois diferentes tipos sanguíneos, assim como o
costuma coletar e analisar diversos resíduos encontrados senhor Roberto. Contudo, um dos tipos sanguíneos
no local do crime. Na investigação de um assassinato, dos doadores para o senhor Roberto difere de um dos
quatro amostras de resíduos foram analisadas e apresen- tipos sanguíneos dos doadores para Rafael.
taram os componentes relacionados na tabela a seguir. e) um único tipo sanguíneo, assim como o senhor
Roberto. O doador de sangue para Rafael difere em
Amostras Componentes tipo sanguíneo do doador para o senhor Roberto.
1 Clorofila, ribose e proteínas

2 Ptialina e sais 13 (UERJ) Preocupado com as notícias sobre trocas de bebês


na maternidade onde recentemente nasceu seu primei-
3 Quitina
ro filho, um casal resolveu realizar o teste de paternida-
4 Queratina e outras proteínas de por meio dos grupos sanguíneos. O resultado revelou
que a criança era do grupo O e tanto o pai como a mãe
Com base nos componentes identificados em cada amos-
eram do grupo A. Consultado, um médico explicou que
tra, os investigadores científicos relacionaram uma das
a criança poderia ser filha do casal, porém sugeriu um
amostras a cabelo, e as demais, a artrópode, planta e saliva.
teste de DNA.
a) A qual amostra corresponde o cabelo? E a saliva?
a) Demonstre, por meio de um esquema, que a criança
Indique qual conteúdo de cada uma das amostras
pode ser filha do casal.
permitiu a identificação do material analisado.
b) Justifique a sugestão do médico de realizar um teste
b) Sangue do tipo AB Rh negativo também foi coletado
de DNA.
no local. Sabendo-se que o pai da vítima tem o tipo
sanguíneo O Rh negativo e que a mãe tem o tipo AB
14 (Unicamp-SP) Na eritroblastose fetal ocorre destruição das
Rh positivo, há possibilidade de o sangue ser da vítima?
hemácias, o que pode levar recém-nascidos à morte.
Justifique sua resposta.
a) Explique como ocorre a eritroblastose fetal.
b) Como evitar sua ocorrência?
12 (Vunesp) Observe as figuras.
c) Qual o procedimento usual para salvar a vida do
recém-nascido com eritroblastose fetal?
RAF__EL RO__ERTO
(Mackenzie-SP) O quadro representa os resultados dos
A+ O seu sangue
15
testes de tipagem sanguínea para um homem, para seu
pode salvar B– pai e para sua mãe. O sinal + indica que houve agluti-
esta vida. nação e o sinal – indica ausência de aglutinação.
CHERYL E. DAVIS/SHUTTERSTOCK

Anti-A Anti-B Anti-Rh


GPALMER/SHUTTERSTOCK

Homem – + +
Pai + + +
Mãe – – –
Adaptado de www.olharvirtural.ufrj.br (acesso em 14 maio 2004).
Assinale a alternativa correta.
No caso específico dos pacientes que ilustram os cartazes, a) Esse homem tem anticorpos contra o sangue de sua
ambos usuários de banco de sangue, pode-se dizer que mãe.
Rafael pode receber sangue de doadores de: b) O pai desse homem é doador universal.

57
c) Esse homem apresenta aglutinogênio A em suas (32) Homem e mulher com sangue do grupo A, Rh po-
hemácias. sitivo e MN podem ter uma criança com sangue do
d) Esse homem poderia ter um irmão pertencente ao grupo O, Rh negativo e M.
tipo O Rh–. Dê a soma dos números dos itens corretos.
e) Esse homem poderia ter tido eritroblastose fetal ao
nascer. 19 (Fuvest-SP) Lúcia e João são do tipo sanguíneo Rh positivo,
e seus irmãos, Pedro e Marina, são do tipo Rh negativo.
16 (Vunesp) Necessitando de uma transfusão sanguínea de Quais dos quatro irmãos podem vir a ter filhos com eri-
urgência, um homem que nunca havia recebido sangue troblastose fetal?
anteriormente foi submetido apenas à tipagem do sis- a) Marina e Pedro
tema ABO, obtendo resultado satisfatório. b) Lúcia e João
a) Por que é necessário conhecer o tipo sanguíneo para c) Lúcia e Marina
uma transfusão? d) Pedro e João
b) Por que não foi feita a tipagem do Rh? e) João e Marina
c) Não se sabendo o tipo sanguíneo do paciente, que
tipo de sangue poderia ser administrado sem risco? 20 (UFSC) Ao final da gravidez, é comum haver pequenas
Por quê? rupturas placentárias que permitem a passagem de he-
mácias fetais para o sangue materno. A mãe, assim, pode
17 (Fatec-SP) Considere os seguintes dados: ser sensibilizada e, dependendo de seu tipo sanguíneo
e do tipo sanguíneo do feto em relação ao sistema Rh,
tNFOJOPEFUJQPTBOHVÓOFP" 3IOFHBUJWP
gerar uma doença denominada eritroblastose fetal. Com
tNÍFEFUJQPTBOHVÓOFP# 3IOFHBUJWP relação ao fenômeno descrito e suas consequências, é
correto afirmar que:
tQBJTFNBHMVUJOJOBTEPTJTUFNB"#0OPTBOHVF NBT
(01) a mãe tem que ser Rh negativo.
possuidor do antígeno Rh.
(02) o pai tem que ser Rh positivo.
A probabilidade de os pais desse menino terem mais um (04) a criança é, obrigatoriamente, homozigota.
filho com o mesmo fenótipo de seu irmão, levando em (08) a mãe é, obrigatoriamente, homozigota.
conta o sexo, o grupo sanguíneo e o fator Rh, é de: (16) o pai pode ser heterozigoto.
1 1 (32) a criança é Rh negativo.
a) d)
16 4 (64) o pai pode ser homozigoto.
Dê a soma dos números dos itens corretos.
1 1
b) e)
12 2
21 (UFPE) No segundo parto de uma mulher, o feto apresen-
1 tou o quadro de hemólise de hemácias, conhecido por
c)
8 doença hemolítica do recém-nascido (DHRN) ou eritro-
blastose fetal. Considerando o fato de que essa mulher
18 (U. E. Maringá-PR) Com relação aos sistemas ABO, Rh e não foi submetida a transfusão de sangue em toda a
MN, assinale o que for correto: sua vida anterior e teve seu primeiro filho sem qualquer
(01) A herança do sistema ABO é determinada por uma anormalidade, analise os genótipos descritos, no quadro
série de três alelos múltiplos, entre os quais não há apresentado, e assinale a alternativa que indica, respec-
dominância. tivamente, os genótipos da mãe, do primeiro filho e do
(02) Pessoas com sangue do grupo A não podem ter segundo filho.
filhos com sangue do grupo O, e vice-versa.
(04) As reações de incompatibilidade sanguínea, em Genótipos
casos de transfusão, devem-se principalmente a Mãe 1º filho 2º filho
reações entre aglutinogênios (antígenos) do sangue a) Rh– Rh– Rh+
do doador e aglutininas (anticorpos) do sangue do
b) Rh– Rh+ Rh–
receptor.
(08) Os alelos LM e LN exibem entre si uma relação de c) Rh– Rh+ Rh+
codominância. d) Rh+ Rh– Rh+
(16) Para efeito de transfusão de sangue, não se consi-
e) Rh+ Rh+ Rh–
dera o sistema MN.

58
22 (UFPR) Jorge, portador de grupo sanguíneo AB Rh nega- A terceira criança nasceu bem, sem sinais de DHRN.
tivo, e Júlia, que é AB Rh positivo, têm uma filha, Joana, Quais são os genótipos e os fenótipos de todos os
que aos 3 anos de idade necessita de uma transfusão membros dessa família, quanto ao sistema Rh?
sanguínea. Os exames laboratoriais por hemaglutinação Explique.
dão os seguintes resultados:
24 (FMC-MG) É possível diminuir a chance de uma mulher
Mistura Aglutinação de sangue Rh negativo vir a ser sensibilizada depois
I. Eritrócitos de Joana + solução salina negativa do nascimento de um bebê de sangue positivo, por
II. Eritrócitos de Joana + soro anti-A negativa meio da aplicação de anticorpos anti-Rh (imunoglo-
bulina G humana anti-Rh), sendo este procedimento
III. Eritrócitos de Joana + soro anti-B positiva
usado na prevenção de eritroblastose fetal em futuras
IV. Soro de Joana + eritrócito A positiva gestações. Sobre essa injeção de anticorpos anti-Rh,
V. Soro de Joana + eritrócito B negativa podemos afirmar:
a) Esse procedimento deve ser usado apenas após o
VI. Soro de Joana + eritrócito O negativa
primeiro parto, já que o organismo se sensibilizará
Em face dos dados apresentados, assinale a alternativa permanentemente.
correta. b) Todas as mulheres Rh–, casadas com homens Rh+,
a) Joana não pode ser filha natural de Júlia. deveriam prevenir-se aplicando o anti-Rh antes,
b) Joana não pode receber sangue O Rh negativo. durante ou após a gestação de um filho Rh+.
c) Jorge não pode ser o pai natural de Joana. c) A obtenção dos anticorpos anti-Rh é feita por meio
d) Joana pode receber sangue AB Rh negativo. de procedimentos semelhantes àqueles usados na
e) Joana pode ser homozigota para B. obtenção de soros antiofídicos e similares.
d) É erroneamente chamada de vacina anti-Rh, pois
23 Em uma primeira gestação, uma mulher teve uma vacinas não são anticorpos, elas induzem a forma-
criança saudável. Sua segunda criança teve DHRN. ção de anticorpos.

VÁ EM FRENTE
ACESSE
http://www.ameo.org.br/index.php (acesso em 6 jul. 2011)
Conheça o site da Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo (Ameo), uma Organização da Sociedade
Civil de Interesse Público (Oscip), composta por um grupo de pacientes, familiares de pacientes, voluntários e
profissionais da área de saúde, que possui o apoio técnico do Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São
Paulo. Saiba quem precisa de transplante de medula óssea (TMO), como é feito o TMO, as fontes de células, a
compatibilidade HLA (antígenos leucocitários humanos), como tornar-se um doador, como é feita a doação de
medula óssea e muitas outras informações interessantes.

59
nas montanhas, significa que as diferenças decorrem de fatores 15. a) A probabilidade de ocorrência de determinado evento é a
ambientais. Caso contrário, a diferença decorre de diferenças relação entre o número de eventos favoráveis e o número
entre seus genótipos. total de eventos. Dessa forma, se há quatro bolas verdes em
4 1
7. b um total de 20, então: P   ou 20%
20 5
A altura, a cor da pele e o peso são características hereditárias
b) Ainda de acordo com a definição de probabilidade, são cinco
influenciadas pelo ambiente, mas o grupo sanguíneo de uma
5 1
pessoa depende exclusivamente do genótipo. bolas azuis em um total de 20, ou seja: P   ou 25%
20 4
8. a
A diferença na cor das flores das hortênsias indica que o fenó- ¤ 2³
16. A probabilidade de engravidar é de 20% ¥¦ ou  µ́ . Portanto, a
tipo depende da interação do genótipo com o meio. 10
¤ 8³
9. O pesquisador queria investigar a influência de um fator am- probabilidade de não engravidar é de 80% ¥¦ ou  µ́ . Então:
10
biental (no caso, a temperatura) na expressão de certa carac-
P(não engravidar no primeiro e não engravidar no segundo e
terística fenotípica (por exemplo, a velocidade da germinação,
não engravidar no terceiro e engravidar no quarto mês) =
o tamanho das plantas depois de certo tempo, a coloração das
8 8 8 2 1.024
folhas etc.).  • • •   0,1.024 ou 10,24%
10 10 10 10 10.000
10. d
17. Como a bola retirada da caixa não é recolocada:
O fenótipo lobo livre da orelha é determinado pelos genótipos EE
P(verde e azul e vermelha e branca) =
e Ee, enquanto o lobo preso é determinado pelo genótipo ee. 4 4 4 4 256 8
 • • •  
11. d 16 15 14 13 43.680 1.365
Os resultados obtidos sugerem que os gêmeos que participa-
18. a) Trata-se de eventos independentes:
ram da pesquisa eram idênticos e, além disso, que a tendência
P(calça jeans e camisa azul) = P(calça jeans) · P(camisa azul) =
ao acúmulo de colesterol ruim (LDL) é um fator determinado
3 5 3
mais por influência genética do que ambiental.  •   0, 15 ou 15%
5 20 20
12. a) Observa-se que, quanto maior a altitude de origem das b) São eventos mutuamente exclusivos; portanto:
sementes, tanto menor o tamanho das plantas. Como P(camisa vermelha ou camisa verde) = P(camisa vermelha) +
todas as sementes foram plantadas em um mesmo local 5 6 11
+ P(camisa verde)    0, 55 ou 55%
(nas mesmas condições ambientais), conclui-se que o 20 20 20
fenótipo (no caso, o tamanho das plantas) é determinado
19. a) O rei de paus é somente uma entre as 52 cartas do baralho.
geneticamente e o gráfico não reflete eventuais efeitos
 0,0192 ou 1,92%
1
ambientais. Portanto: P 
52
b) Caso o resultado obtido fosse aquele mostrado pelo grá-
b) Na primeira retirada, há 13 cartas de copas em um total de
fico B, o tamanho de todas as plantas seria o mesmo,
13
independentemente da altitude de origem das sementes. 52 cartas; P  . Na segunda retirada, 12 cartas de copas
52
A conclusão, nesse caso, seria a de que o fenótipo (tamanho
no total de apenas 51 cartas (pois uma carta já foi retirada);
das plantas) é dependente da ação ambiental.
12
logo, P  . Como as duas retiradas são eventos indepen-
13. c 51
1 13 12 156
A probabilidade de nascer do sexo masculino é dee a pro- dentes, P  •  ; 0, 0588 ou 5,88%.
2 52 51 2.652
1
babilidade de ter um descendente com a anomalia é de .
4 20. a) São eventos independentes; portanto:
1 1 1
Então: P(menino e anomalia)  •  P(menino e menina e menina e menina) =
2 4 8
= P(menino) · P(menina) · P(menina) · P(menina) =
14. b 1 1 1 1 1
 • • •   0, 0625 ou 6,25%
Para cada par cromossômico, a probabilidade de o espermato- 2 2 2 2 16
1 b) (1) Cálculo de uma das combinações de dois meninos e duas
zoide receber o cromossomo de origem materna é de . Sendo
2 meninas:
quatro pares, então: P(materno 1 e materno 2 e materno 3 e P(menino e menino e menina e menina) = P(menino) ·
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
materno 4)  • • •  · P(menino) · P(menina) · P(menina)  • • • 
2 2 2 2 16 2 2 2 2 16

2
(2) Cálculo do número de combinações (n = 4, m = 2, 24. As células dos indivíduos dessa espécie possuem número cro-
4!
n – m = 2): 6 mossômico 2n = 12, ou seja, seis pares de cromossomos homó-
2! • 2!
1 6 3 logos, cada um deles formado por um cromossomo de origem
(3) Probabilidade final: 6 •    0, 375 ou 37,5%
16 16 8 paterna e outro de origem materna. A probabilidade de que um
dos pares, durante a meiose, forneça o cromossomo de origem
21. De acordo com o princípio fundamental da contagem, o núme-
1
ro de eventos combinados é o produto das probabilidades dos materna é igual a ou 50%. Como a separação dos cromosso-
2
eventos. Como são dois “tipos” de filhos de acordo com a cor
mos de um par é independente da de outro par, a probabilidade
dos olhos (azuis ou castanhos), três “tipos” de filhos de acordo
de todos os pares fornecerem o cromossomo de origem materna
com o cabelo, quatro “tipos” de filhos de acordo com o grupo
é dada pelo produto das probabilidades de ocorrência dos
sanguíneo e um “tipo” de filho de acordo com a capacidade de
1 1 1 1 1 1 1
enrolar a língua, o número de combinações possíveis é dado eventos, ou seja: • • • • •   0, 0156 ou 1,56%
2 2 2 2 2 2 64
por n = 2 · 3 · 4 · 1 = 24. Portanto, considerando-se simultanea-
mente essas quatro características, são 24 “tipos” de filhos.
CAPÍTULO 2
22. a) Inicialmente calculamos uma das possíveis combinações de
MONO-HIBRIDISMO: MENDEL E VARIAÇÕES
quatro crianças normais e uma afetada:
P(normal e normal e normal e normal e afetada) = Conexões
3 3 3 3 1 81
= • • • •  1. c
4 4 4 4 4 1.024
A terapia gênica consiste em se modificar o patrimônio genético das
Em seguida, determinamos de quantas formas podem apa-
células de um indivíduo, introduzindo-se nelas um gene que lhes dá
recer quatro crianças normais e uma afetada (n = 5, m = 4,
a capacidade de sintetizar uma substância que não era produzida.
5!
m – n = 1):
4! • 1! 2. a) A possibilidade de não ocorrer a incorporação do gene re-
81 405
A probabilidade final será de: 5 •   0,395 ou lacionado à produção do hormônio ou provocar alterações
1.024 1.024
39,5% genéticas indesejáveis nas células do fígado.
b) Inicialmente calculamos uma das possíveis combinações de b) Maior grau de confiabilidade, supondo-se que o gene que
três crianças normais e duas afetadas: será inserido nas células do fígado deve induzir a produção
P(normal e normal e normal e afetada e afetada) = de insulina com maior eficiência. Células de outros indiví-
3 3 3 1 1 27 duos podem provocar rejeição e, neste caso, não apresentar
= • • • • 
4 4 4 4 4 1.024 a mesma eficiência na produção de insulina.
Em seguida, determinamos de quantas formas podem
aparecer três crianças normais e duas afetadas (n = 5, Exercícios complementares
5!
m = 3, m – n = 2):  10 6. a
3! • 2!
27 270 Darwin e sua prima e esposa Emma deviam ser heretozigotos
A probabilidade final será de: 10 •  = 0,264
1.024 1.024 (Aa), pois eram normais e tiveram uma criança afetada por
ou 26,4%
doença autossômica recessiva (aa).
23. a) Há independência entre o sexo e a característica da criança;
7. b
então: P(menina e afetada) = P(menina) · P(afetada) =
Para saber se um indivíduo que expressa o fenótipo dominan-
1 1 1
= •   0, 125 ou 12,5% te possui genótipo homozigoto ou heterozigoto, realiza-se o
2 4 8
cruzamento-teste, que consiste em cruzá-lo com um indivíduo
b) Inicialmente calculamos uma das possíveis combinações
de fenótipo recessivo. Se esse cruzamento produzir apenas plan-
de quatro crianças normais e duas afetadas: P(normal
tas cujas flores são vermelhas, a planta testada tem genótipo
e normal e normal e normal e afetada e afetada) =
homozigoto (VV); se produzir alguma planta cujas flores são
= P(normal) · P(normal) · P(normal) · P(normal) · P(afetada) ·
brancas, a planta testada tem genótipo heterozigoto (Vv).
3 3 3 3 1 1 81
· P(afetada) = • • • • • 
4 4 4 4 4 4 4.096 8. a)
Em seguida, determinamos de quantas formas podem
aparecer quatro crianças normais e duas afetadas (n = 6,
6!
m = 4, m – n = 2):  15. A probabilidade final será:
4! • 2!
81 1.215
15 •   0, 296 ou 29,66%
4.096 4.096

3
b) Sendo a doença recessiva e muito rara, consideremos que Tarefa proposta
apenas um dos genitores de Pedro e Paulo, bem como um
1. a
dos genitores de Maria e Joana, deva ser heterozigoto para
Para determinar se um indivíduo com caráter dominante é homo-
esse par de alelos (Dd), enquanto o outro deve ser homozigoto
zigoto ou heterozigoto, deve-se realizar um cruzamento-teste com
dominante (DD). Para que o casal (Paulo e Joana) tenha uma
um indivíduo recessivo e analisar os descendentes. Se a planta
criança afetada, devemos considerar três eventos: (1) Paulo
testada for homozigota, 100% da descendência será de plantas
deve ser heterozigoto; (2) Joana deve ser heterozigota; (3) o
que produzem flores vermelhas. Se a planta testada for hetero-
descendente deve ser homozigoto recessivo. A probabilidade
zigota, a descendência será 50% de plantas que produzem flores
1 1
do evento 1 é de ; a probabilidade do evento 2 é de ; a vermelhas e 50% de plantas que produzem flores brancas.
2 2
1
probabilidade do evento 3 é de . Como os três eventos são 2. c
4
independentes, a probabilidade de ocorrência de todos eles Nas ervilhas, sabe-se que a cor amarela das sementes é um cará-
1 1 1 1 ter dominante e que a cor verde é recessivo. Assim, se a planta C
é dada pelo produto de suas probabilidades: • •  =
2 2 4 16 produz ervilhas verdes, é certamente vv. Como o cruzamento
= 0,0625 ou 6,25% A × C produziu apenas plantas com ervilhas amarelas, conclui-se
c) Se considerarmos que o casal (Paulo e Joana) já tem uma criança que a planta A é homozigota (VV), enquanto o cruzamento
afetada, então podemos concluir que eles são obrigatoriamente B × C originou 50% de plantas com ervilhas amarelas e 50% ver-
heterozigotos (Dd × Dd). Sendo assim, a probabilidade de des, levando à conclusão de que a planta B é heterozigota (Vv).
1
nascimento de uma outra criança afetada é de ou 25%. 3. a
4
Apenas a afirmação I é correta. Os casais I-1 × I-2, I-3 × I-4 e
14. V – V – F – V – F
II-2 × II-3, fenotipicamente normais, geraram filhotes afetados,
III. A anemia falciforme é uma doença grave e letal. Assim, a
o que indica tratar-se de uma doença autossômica recessiva.
opção por filhos é geralmente desencorajada no aconselha-
Os indivíduos I-1 e I-3 são obrigatoriamente heterozigotos.
mento genético, quando são identificados no casal alelos
Se os indivíduos II-5 e II-6 forem heterozigotos, haverá 25%
recessivos para a doença.
de possibilidade de terem um filhote com a doença. Um casal
V. Na descendência desse casal de heterozigotos (Aa) há 25%
formado por III-1 e II-5 pode ter um filhote com a doença, pois
de probabilidade de a prole apresentar a doença associada
ambos podem ser heterozigotos.
a esse alelo.
A maioria dos genes deletérios na população possui caráter 4. c
recessivo e, portanto, não se expressa no fenótipo quando As pessoas 3 e 6 têm fenótipo normal, característica condicio-
em heterozigose. Isso explica o baixo percentual de doenças nada por alelo autossômico recessivo, portanto são aa. Já as
genéticas no conjunto da população. Os casamentos consan- pessoas 1, 2, 4, 5 e 7 apresentam a anomalia, que é condicio-
guíneos aumentam a probabilidade de expressão, na prole, nada por alelo autossômico dominante, portanto são A_. Pela
de alelos deletérios em homozigose. Alelos letais dominantes, análise da genealogia, pode-se deduzir que as pessoas 1 e 2 são
em homozigose ou heterozigose, levam o indivíduo à morte. Aa, pois tiveram a filha 6, que é aa. Além disso, como o homem
Contudo, se um alelo dominante provoca a morte somente 3 é aa, certamente o filho 7 é Aa. Não é possível determinar o
quando se manifesta em homozigose, comporta-se como um genótipo das pessoas 4 e 5. O casal 6 (aa) × 7 (Aa) poderá ter
alelo letal recessivo na determinação da sobrevivência. descendentes com fenótipo normal (aa).

15. Herança sem dominância ou dominância incompleta. 5. e


(rabanetes redondos) RR × AA (rabanetes alongados) O cruzamento-teste é empregado para saber se um indivíduo que
 expressa o fenótipo dominante possui genótipo homozigoto ou
100% RA (rabanetes ovais) heterozigoto e consiste em cruzá-lo com um indivíduo de fenó-
(rabanetes ovais) RA × RA (rabanetes ovais) tipo recessivo. Se esse cruzamento produzir apenas descendentes
 com fenótipo dominante, o indivíduo testado terá genótipo
25% RR (rabanetes redondos) homozigoto e, se produzir algum descendente com fenótipo
50% RA (rabanetes ovais) recessivo, o indivíduo testado terá genótipo heterozigoto.
25% AA (rabanetes alongados)
6. b
16. Os embriões mortos devem ter genótipo AA (pelagem amarela). Se os cruzamentos entre indivíduos escuros produzem des-
O alelo A, em dose dupla, é letal, o que explica a proporção de cendentes claros e escuros, pode-se concluir que a cor das
2 : 1 na prole do cruzamento entre ratos de pelagem amarela mariposas é condicionada por um par de alelos, sendo o
e a redução de 25% do número de descendentes. alelo para cor escura dominante sobre o que condiciona cor

4
clara, e os indivíduos cruzados são heterozigotos. A maior II. Os prováveis genótipos são:
frequência de indivíduos claros na população, apesar de Avó paterna: A_ Mãe: aa
esse caráter ser recessivo, pode ser explicada pela seleção Avô paterno: aa Irmãs: Aa
natural, ou seja, o fenótipo cor clara deve ser vantajoso Pai: Aa Rapaz: A_
e os indivíduos claros têm maiores chances de sobreviver e De acordo com os prováveis genótipos, a probabilidade de
deixar descendentes. o rapaz em questão ser portador do alelo responsável pela
forma de acometimento precoce da doença (Aa) é de 50%.
7. a) Pela análise da genealogia, os indivíduos obrigatoriamente
III. O pai e as duas irmãs mais velhas são seguramente hetero-
heterozigotos (Aa) são II-1, II-2, II-3 e II-4. Os indivíduos I-2,
zigotos para esse gene.
I-3 e III-1 podem ser AA ou Aa, enquanto os indivíduos I-1,
IV. O padrão de herança autossômica monogênica dominante é
I-4 e III-2 são certamente aa.
condicionado por um único alelo, não relacionado ao sexo,
b) A probabilidade de II-2 (Aa) × II-3 (Aa) ter mais dois
que se manifesta também em indivíduos heterozigotos por
filhos, ambos meninos e afetados (aa) é: P(menino e aa
ser dominante.
1 1 1 1 1
e menino e aa) = • • • 
2 4 2 4 64 12. a) O mecanismo genético que favorece o aparecimento de
8. b indivíduos deficientes para a síntese da enzima alfa-
O cruzamento C permite diagnosticar a recessividade do gene -1-antitripsina é a mutação.
que condiciona a fenilcetonúria, pois o casal é fenotipicamente b) I. O cruzamento de um homem MZ com uma mulher MZ
normal e possui um descendente com fenilcetonúria. A mu- pode gerar descendentes MM (25%), MZ (50%) e ZZ (25%).
lher 12 é aa e o homem 18 é Aa, portanto a probabilidade de Portanto, a probabilidade de terem descendentes com genóti-
nascer uma menina com fenilcetonúria a partir do cruzamento po favorável ao desenvolvimento de enfisema pulmonar (ZZ)
1 1 1 é de 25%.
12 × 18 é: P(menina e aa) = • 
2 2 4 II. Populações que apresentarem porcentagens elevadas de
alelos S e Z devem ser aconselhadas a definitivamente não
9. O macho 9 certamente apresenta genótipo Aa, pois sua mãe (6)
fumar, pois teriam grandes possibilidades de desenvolver
possui genótipo aa. Já a fêmea 10 pode ser AA ou Aa. Para o casal
enfisema pulmonar.
9 × 10 gerar um descendente de pelagem branca, é necessário
c) I. A estrutura pulmonar lesada é o alvéolo.
que a fêmea 10 seja Aa, o que só é possível se o macho 7 for Aa.
II. A hematose fica prejudicada, ou seja, a eliminação de
2
A probabilidade de 7 (A_) ser Aa é , pois seus pais são hetero- gás carbônico e, principalmente, a absorção de gás oxigênio
3
ocorrem de maneira deficiente nos alvéolos pulmonares, o
zigotos. Considerando o macho 7 como Aa, a probabilidade de
que provoca a falta de ar nesses indivíduos.
1
10 ser Aa é . Se 9 e 10 forem heterozigotos, a probabilidade
2 13. b
1
de gerarem um descendente com pelagem branca (aa) é . Na planta boca-de-leão, a cor das flores é uma herança autos-
4
Sendo assim: P(7Aa e 10 Aa e descendente aa) = sômica com ausência de dominância, na qual o heterozigoto
2 1 1 2 1 manifesta fenótipo intermediário entre aqueles condicionados
= • •  
3 2 4 24 12 pelos alelos em homozigose.

10. Para que o casal, que é normal, gere criança com a anomalia, 14. a) Herança sem dominância ou dominância incompleta, pois
ambos devem ser heterozigotos. Os avós maternos são hetero- os indivíduos heterozigotos (TN) apresentam nível inter-
zigotos porque, apesar de normais, tiveram um filho afetado; mediário da atividade da enzima com relação a ambos os
2 homozigotos (TT e NN).
logo, a probabilidade de a mãe ser heterozigota é de . Sendo o
3 b) Uma mulher normal (NN) e um homem com 50% da ativi-
casal heterozigoto, a probabilidade de nascer uma criança com a dade enzimática (TN) não terão filhos afetados (TT).
1 1 2 1 c) Os indivíduos heterozigotos (TN) sobrevivem e transmitem
doença é de . A probabilidade final será de •  ; 0,167
4 4 3 6 o alelo mutado aos seus descendentes.
ou 16,7%.
15. d
11. I.
A descendência de um casal de talassêmicos menores apre-
1
senta, em teoria, de talassêmicos maiores, que morrerão
4
2
na infância. Dos sobreviventes, terão talassemia menor e
3
1
será normal.
3

5
16. Soma = 29 (01 + 04 + 08 + 16) 21. a) O juiz pronunciou-se sobre a paternidade de Alfredo, pois
(02) Como o heterozigoto tem fenótipo intermediário em relação os irmãos com os quais Maria manteve relações sexuais
aos homozigotos, trata-se de dominância incompleta. são gêmeos dizigóticos, ou seja, geneticamente diferentes.
(32) A planta de flores brancas, que é homozigota, quando autofe- Portanto, o teste de DNA pode apontar com exatidão qual
cundada, produz somente descendentes de flores brancas. dos irmãos é o pai da criança.
b) O juiz não pode se pronunciar sobre a paternidade de Re-
17. a) O cruzamento II apresenta resultado de acordo com os valores
nato, pois os irmãos com os quais Paula manteve relações
esperados, pois do cruzamento Aa × aa espera-se a mesma
sexuais são gêmeos monozigóticos, ou seja, geneticamente
proporção de descendentes amarelos (Aa) e cinza (aa).
idênticos, o que impossibilita a determinação da paterni-
b) O cruzamento I não apresenta resultado de acordo com os
dade pelo exame de DNA.
valores esperados, pois do cruzamento Aa × Aa esperam-se
3 1 22. e
de descendentes amarelos (AA, Aa e Aa) e cinza (aa).
4 4 A mulher normal (genótipo nn) é casada com um homem porta-
A proporção 2 : 1 obtida é compatível com a letalidade do dor de doença autossômica dominante. O genótipo provável des-
alelo A, que causa a morte dos descendentes AA. Sendo as- se indivíduo é Nn, pois nenhuma das alternativas é compatível
2 com a hipótese de ele ser homozigoto dominante (NN). Estando
sim, o cruzamento Aa × Aa produziu de descendentes
3 a mulher grávida de gêmeos monozigóticos (ou idênticos), basta
1
amarelos (Aa e Aa) e cinza (aa). determinar a probabilidade de que o zigoto único que originou
3
esses gêmeos seja heterozigoto (genótipo Nn), para que ambas as
18. a) O homem afetado deve possuir genótipo Dd. Não há certeza 1
crianças sejam afetadas. Assim, a probabilidade é de ou 50%.
disso, mas, como se trata de um alelo muito raro, ele não 2
deve ser homozigoto DD. A mulher normal tem genótipo dd. Os gêmeos dizigóticos (ou fraternos) originam-se de dois zigotos,
A probabilidade de um descendente desse casal (Dd × dd) sendo geneticamente diferentes como dois irmãos quaisquer.
1 Nesse caso, existem quatro combinações: (1) portador e portador;
apresentar o genótipo Dd é de ou 50%. Contudo, como
2 (2) portador e não portador; (3) não portador e portador; (4) não
8
a penetrância do alelo é de 80% ou , a probabilidade de portador e não portador. Como nas três primeiras combinações
10
existe pelo menos um dos gêmeos afetado, conclui-se que a
nascimento de uma criança doente é determinada por:
3
1 8 4 probabilidade é de ou 75%.
P •  = 0,4 ou 40% 4
2 10 10
b) Se a probabilidade de nascimento de uma criança doente 23. É a característica 2, que exibe maior diferença entre as taxas de
é de 40%, então a probabilidade de nascimento de uma concordância entre pares de gêmeos criados juntos e gêmeos
6 criados separados. Portanto, é a característica que exibe menor
criança normal é igual a 60% ou . Consequentemen-
10 influência genética e maior influência ambiental.
te, a probabilidade de nascimento de duas crianças não
24. d
gêmeas (eventos independentes) e normais é dada por:
Os animais de genótipo CC terão menor chance de adaptação
6 6 36
P •  = 0,36 ou 36% nas duas regiões. Na região II, onde ocorre o vírus X, a seleção
10 10 100
natural será mais favorável aos animais com genótipo EC, que
19. O par de alelos será assim representado: N determina o apareci- são mais resistentes ao vírus. Na região I, sem a presença do
mento da doença, n condiciona o fenótipo normal. Em princípio, vírus X, a capacidade de adaptação dos animais de genótipos
a probabilidade de que uma criança desse casal (homem doente EE e EC será a mesma.
Nn e mulher normal nn) seja afetada pela doença é de 50%.
Entretanto, esse alelo tem penetrância de 15%, ou seja, apenas CAPÍTULO 3
15% das pessoas portadoras do alelo manifestam seu efeito. Dos
GRUPOS SANGUÍNEOS
descendentes com genótipo Nn, que são 50% do total, 15% terão a
doença, e os restantes serão normais. A porcentagem esperada de Conexões
descendentes doentes equivale, então, a 15% dos descendentes
1. a) O homem B, pois três bandas de DNA não encontradas na
portadores desse genótipo, ou seja: 0,5 · 0,15 = 0,0075 ou 7,5%
mãe ocorrem apenas nele.
20. d b) O teste é feito comparando-se as bandas do DNA da mãe, da
Gêmeos de sexos diferentes só podem ser dizigóticos ou fra- criança e dos possíveis pais. Essas bandas não correspondem
ternos, ou seja, dois óvulos, isoladamente, foram fecundados, aos genes e são altamente específicas para cada organismo,
cada um por um espermatozoide, originando dois embriões. daí o seu uso.

6
2. a) O filho 1 é do outro homem porque não há coincidência de têm o aglutinogênio A (34% + 8% + 2,5% + 0,5%). Se 45% (0,45)
bandas do DNA com as do marido; já o filho 2 é do marido, representam a totalidade de indivíduos com aglutinogênio A,
pois as bandas são coincidentes. então os 34% (0,34) de indivíduos com sangue A Rh positivo
b) Não, pois o DNA mitocondrial tem origem materna. representam aproximadamente 76% desse total.

Exercícios complementares Tarefa proposta


6. b 1. d
Os tipos sanguíneos determinados em 1, 2, 3 e 4 são, respec- O número de genótipos formados por alelos múltiplos é dado
tivamente, O, AB, A e B. Os indivíduos AB (lâmina 2) formam n • ( n 1) 20
por: , em que n é o número de alelos. Portanto, = 10
os aglutinogênios ou antígenos A e B. A união de indivíduos 2 2
O (1) e B (4) não pode gerar crianças do grupo A. Os indivíduos A (3) genótipos.
possuem genótipo IBIB ou IBi. Os indivíduos B (4) podem doar
2. a) As hemácias contendo o aglutinogênio A seriam atacadas
sangue para receptores AB (2) e B (4). Os indivíduos O (1) só
por anticorpos anti-A, presentes no sangue do receptor (do
podem receber sangue tipo O (1).
grupo B). Aglutinadas, essas hemácias seriam destruídas,
7. c isto é, sofreriam hemólise.
O homem é do tipo sanguíneo B, pois possui apenas aglutininas b) Se o aglutinogênio estivesse no citoplasma (no interior da
anti-A. O sangue contido na bolsa 1 é AB, pois apresenta os célula), ficaria fora do alcance da aglutinina correspondente.
aglutinogênios A e B; o da bolsa 2 é O, pois tem aglutininas Estando na superfície da célula, o aglutinogênio está exposto
anti-A e anti-B; o da bolsa 3 é B, só possui aglutinogênio B. à ação da aglutinina.
Sendo assim, o homem pode receber sangue das bolsas 3. a
2 ou 3. A análise dos cruzamentos permite concluir que a relação de
8. a dominância entre os alelos N (negra), r (rajada) e a (amarela),
Se os quatro alelos ocupam o mesmo loco gênico, um indi- que determinam a coloração da nadadeira dorsal, é: N > r > a.
víduo só possui dois alelos ao mesmo tempo, ocupando, Se um macho da geração F1 do cruzamento 3, de genótipo
obrigatoriamente, as posições A/B e C/D ou as posições Nr, cruza com uma fêmea da geração F1 do cruzamento 1, de
E/F e G/H. Em cromossomos homólogos duplicados, as genótipo ra, espera-se uma descendência com 50% de indiví-
cromátides-irmãs são idênticas, assim são obrigatoriamente duos com nadadeiras negras (Nr e Na) e 50% de indivíduos com
iguais os alelos que ocupam as posições A e B, C e D, E e F, nadadeiras rajadas (rr e ra).
G e H. Portanto, existem várias possibilidades de resposta,
mas a única alternativa que satisfaz as condições citadas é 4. a) Uma mulher do grupo A (genótipo IA i) pode ter um filho do
(S1-A) – (S1-B) – (S3-C) – (S3-D). grupo O (genótipo ii) com homens dos grupos A (IAi), B (IBi)
ou O (ii).
14. c b) Se o homem fosse do grupo AB (genótipo IAIB), estaria ex-
Pelo teste realizado no sangue, a mulher é A Rh negativo, cluída a possibilidade de ele ser o pai dessa criança.
e o homem é B Rh positivo. Como o casal tem uma criança c) Existe concordância de 50% quando o DNA de uma pessoa
O Rh negativo (iidd), conclui-se que a mulher tem genótipo IAidd é comparado com o de seu pai ou com o de sua mãe, e não
e o homem IBiDd. A probabilidade de esse casal vir a ter uma existem duas pessoas (exceto gêmeos idênticos) que possuam
criança que apresenta aglutinogênio A, B e Rh nas hemácias, DNA igual. A precisão do teste de DNA é quase absoluta.
1 1 1
ou seja, AB Rh positivo, é: P (IAIB e Dd)  • 
4 2 8 5. a) Grupo sanguíneo B. d) Não pode ter sangue do grupo AB.
15. b 1 1 1
A
b) I i e) P  •   0,125 (12,5%)
Os indivíduos 3 e 6 são Rh negativo; portanto, certamente são 2 4 8
c) Não.
dd. Como os casais 1 × 2 e 4 × 5 são Rh positivo e tiveram
filhos Rh negativo, certamente são heterozigotos, Dd. 6. a) Porque o sangue tipo O não possui aglutinogênios em suas
hemácias, assim não há risco de as aglutininas do receptor,
16. a
0, 34 caso estejam presentes no plasma, aglutinarem as hemácias
P(A Rh positivo) = = 0,755 ou 75,5%
0, 45 do sangue doado.
Os indivíduos com sangue A e AB, tanto Rh positivo quanto b) A herança genética dos grupos sanguíneos do sistema ABO
negativo, possuem o aglutinogênio A. Portanto, pela análise relaciona-se com um gene com três alelos, sendo IA e IB
da primeira tabela, pode-se concluir que 45% da população codominantes e ambos dominantes em relação ao alelo i.

7
7. a 14. a) Mulheres com sangue Rh negativo e que tenham sido previa-
João e Pedro possuem sangue tipo AB e genótipo IAIB. Isabel e mente sensibilizadas ao fator Rh (por transfusão sanguínea
Maria possuem sangue tipo O e genótipo ii. Portanto, Rodrigo incompatível ou em uma gestação anterior) desenvolvem
e Adriana têm 50% de probabilidade de pertencerem ao grupo anticorpos anti-Rh. Caso estejam grávidas de feto Rh positivo,
A (IAi) e 50% de pertencerem ao grupo B (IBi). Nenhum deles os anticorpos maternos anti-Rh atravessam a placenta e provo-
pode pertencer ao grupo O, e ambos podem ter descendentes cam hemólise das hemácias fetais, causando eritroblastose.
pertencentes aos grupos O e AB. b) Em primeiro lugar, evitando-se a ocorrência de trans-
fusões sanguíneas incompatíveis (mulher Rh negativo
8. Embora a hemólise decorrente de uma transfusão incompa- receber sangue de doador Rh positivo); em segundo lugar,
tível geralmente esteja relacionada à aglutinação (ligação) aplicando-se o soro anti-Rh em mulheres Rh negativo logo
entre aglutininas (anticorpos) do receptor e aglutinogênios após elas terem dado à luz crianças Rh positivo, para que
(antígenos) do doador, grandes quantidades de sangue do as hemácias fetais que porventura tenham atingido a
grupo O, doadas a receptores dos grupos A, B ou AB, podem circulação materna sejam destruídas pelos anticorpos do
representar a entrada, no organismo, de uma grande quanti- soro antes de sensibilizarem a mulher.
dade de anticorpos anti-A e anti-B, que causariam hemólise, c) A exsanguinotransfusão, que consiste na troca gradativa do
ao encontrarem hemácias contendo os aglutinogênios A ou sangue da criança por sangue Rh negativo.
B ou ambos. 15. e
9. a Os testes de tipagem sanguínea indicam que o homem é
Uma pessoa com fenótipo O possui aglutininas anti-A e anti-B B Rh positivo, o pai é AB Rh positivo e a mãe é O Rh negativo.
no plasma, por isso só pode receber sangue sem aglutinogênios Portanto:
A ou B, ou seja, sangue O. Com a nova técnica, um receptor O  t FTTFIPNFNOÍPUFNBOUJDPSQPTDPOUSBPTBOHVFEFTVB
poderia receber sangue A, B e AB, pois estes não apresentariam mãe, pois ele não produz anti-Rh;
aglutinogênios nas hemácias e, portanto, não haveria risco de  t PQBJEFTTFIPNFNÏSFDFQUPSVOJWFSTBM
reações de aglutinação.  t FTTF IPNFN OÍP BQSFTFOUB BHMVUJOPHÐOJP " FN TVBT
hemácias;
10. d  t FTTF IPNFN OÍP QPEFSJB UFS VN JSNÍP QFSUFODFOUF BP
Roberto, do tipo AB, receptor universal, tem a seu dispor tipo O (ii), pois o pai é AB (IAIB);
todos os tipos de sangue, ou seja, 21 litros. Carlos, do tipo  t FTTFIPNFNQPEFSJBUFSUJEPFSJUSPCMBTUPTFGFUBMBPOBTDFS 
O, pode receber apenas sangue O, portanto estão disponíveis se sua mãe tivesse sido previamente sensibilizada por uma
para ele 10 litros de sangue. Marcos, do tipo A, pode receber gravidez anterior de feto Rh positivo ou por uma transfusão
sangue A e O, portanto estão disponíveis para ele 16 litros de sangue Rh positivo.
de sangue.
16. a) Para evitar a ocorrência de reação antígeno-anticorpo entre
11. a) O cabelo corresponde à amostra 4, identificada pela proteína aglutinogênios das hemácias do sangue transfundido (do
queratina. A saliva corresponde à amostra 2, pela presença doador) e aglutininas do plasma do receptor.
da enzima ptialina ou amilase salivar. b) Porque uma pessoa Rh negativo só produz anticorpos
b) Não, pois se o pai tem sangue tipo O (ii) e a mãe tem sangue anti-Rh depois do primeiro contato com sangue Rh positivo.
AB (IAIB), a vítima só pode ter sangue A (IAi) ou B (IBi). Esse contato pode ocorrer por meio de transfusão ou durante
a gestação e o parto. Em se tratando de um homem que
12. a
nunca recebeu transfusão, mesmo sendo Rh negativo, cer-
O menino Rafael pode receber sangue A Rh positivo, A Rh
tamente ele não havia sido previamente sensibilizado.
negativo, O Rh positivo e O Rh negativo, enquanto o senhor
c) Sangue O Rh negativo, que não possui os aglutinogênios
Roberto pode receber sangue B Rh negativo e O Rh negativo.
(antígenos) A e B nem o fator Rh.

13. a) IAi IAi 17. a


Pai A Mãe A
De acordo com os dados, o menino é IAidd, a mãe é IBidd e o
pai é IAIBDd. A probabilidade de o casal ter mais um menino
ii 1 1 1 1
Bebê O A Rh negativo é: P(menino e IAi e dd)  • • 
2 4 2 16
b) Porque, ao contrário da tipagem sanguínea, que pode
excluir a suposta paternidade, mas não pode confirmá-la 18. Soma = 60 (04 + 08 + 16 + 32)
absolutamente, o exame de DNA pode revelar a paternidade (01) Os alelos IA e IB, embora codominantes entre si, são do-
com certeza quase absoluta. minantes em relação ao alelo i.

8
(02) Pessoas do grupo A, se forem heterozigotas (genótipo IAi), CAPÍTULO 4
podem ter filho do grupo O (genótipo ii).
POLI-HIBRIDISMO: MENDEL E VARIAÇÕES
19. e
Conexões
A DHRN ocorre somente quando a mãe é Rh– e está grávida de
criança Rh+; logo, o pai deve ser Rh+. d
Fenótipo com variação contínua e distribuição fenotípica em
20. Soma = 91 (01 + 02 + 08 + 16 + 64)
curva de Gauss indicam que a herança é determinada por vários
As condições para a ocorrência da eritroblastose fetal ou
pares de alelos, tratando-se de herança quantitativa ou poligê-
doença hemolítica do recém-nascido são a mãe Rh ne-
nica, sendo exemplos a estatura, a inteligência, a obesidade e
gativo (dd), o pai Rh positivo (DD ou Dd) e a criança Rh
a cor da pele. O fator Rh é um caso de herança monogênica
positivo (Dd).
com dominância completa, sendo as duas classes fenotípicas
21. c (Rh positivo e Rh negativo) bem distintas.
Para a ocorrência da eritroblastose fetal, a mãe deve ser Rh
negativo. Como o segundo filho apresentou a doença, ele é
Exercícios complementares
Rh positivo. Se a mulher nunca foi submetida a transfusão de
sangue, a sensibilização ocorreu na gestação ou no parto do 6. b
primeiro filho, que, portanto, é Rh positivo. Uma planta de sementes lisas e amarelas di-híbrida é RrVv, que
forma os seguintes tipos de gametas: 25% RV, 25% Rv, 25% rV e
22. e
25% rv. Dos quatro tipos de gametas, três têm pelo menos um
Os exames laboratoriais indicam que Joana é B, ou seja,
¤3 ³
possui aglutinogênio B nas hemácias (eritrócitos) e agluti- alelo dominante ¥¦  ou 75% µ́ .
4
nina anti-A no plasma (soro), como demonstrado, respec-
7. d
tivamente, pelas misturas III e IV. Como Jorge é IAIBdd e
Lobo da orelha: solto (P) ou preso (p).
Júlia é IAIBDD ou Dd, Joana deve ter genótipo IBIB. Em face
Enrolar a língua: capacidade (I) ou incapacidade (i).
dos dados apresentados:
Sendo assim, a probabilidade de o casal PpIi × PpIi ter um
 t +PBOBQPEFTFSIPNP[JHPUBQBSB#
descendente com lobo preso e capacidade de enrolar a língua
 t +PBOBQPEFTFSåMIBOBUVSBMEF+ÞMJB
1 3 3
 t +PBOBQPEFSFDFCFSTBOHVF03IOFHBUJWP EPBEPSVOJWFSTBM é: P(pp e I_) • 
4 4 16
nos dois sistemas;
8. c
 t +PSHFQPEFTFSPQBJOBUVSBMEF+PBOB
Se os casais 1 × 2 e 3 × 4 possuem visão normal e tiveram
 t +PBOBOÍPQPEFSFDFCFSTBOHVF"#
descendentes com miopia (6 e 9), pode-se concluir que visão
23. Se ocorreu DHRN, a mulher era Rh negativo (dd), pois só assim normal é caráter dominante (M) e miopia é recessivo (m). Se os
viria a produzir anticorpos anti-Rh. A primeira criança nasceu mesmos casais têm pele com sardas e tiveram descendentes
normal, mas foi responsável pela sensibilização de sua mãe; com pele normal (5, 6 e 10), pode-se concluir que pele com
logo, era Rh positivo (Dd). A segunda criança teve DHRN, por- sardas é caráter dominante (N) e pele normal é recessivo (n).
tanto era Rh positivo (Dd). A terceira não teve DHRN, embora Sendo assim:
sua mãe já estivesse sensibilizada, pois essa criança era visão e pele normais = M_nn;
Rh negativo (dd), livre da ação destruidora dos anticorpos visão normal e sardas = M_N_;
anti-Rh que recebeu da mãe durante a gravidez, uma vez miopia e pele normal = mmnn;
que suas hemácias não possuem o fator Rh. Quanto ao pai, miopia e sardas = mmN_.
se teve com mulher Rh negativo filhos Rh positivo, ele foi Pela análise da genealogia, os prováveis genótipos são:
o responsável por transmitir a essas crianças o alelo que 1. MmNn 5. M_nn 9. mmN_ 13. MmNn
determina a produção do fator Rh; é, portanto, Rh positi- 2. MmNn 6. mmnn 10. M_nn 14. mmnn
vo; como teve também filho Rh negativo, conclui-se que é 3. MmNn 7. MmNn 11. mmnn 15. mmNn
heterozigoto (Dd). 4. MmNn 8. mmnn 12. Mmnn 16. mmnn
Portanto, os indivíduos obrigatoriamente heterozigotos para
24. d
as duas características são 1, 2, 3, 4, 7 e 13.
A injeção de anticorpos anti-Rh é erroneamente chamada
“vacina anti-Rh”, pois não se trata de injeção de antígenos. 14. b
Os anticorpos anti-Rh recebidos permanecem na circulação Os genótipos ddE_, D_ee e ddee determinam surdez, enquanto
da mulher por apenas algumas semanas e não representam o genótipo D_E_ é característico de indivíduo com audição
ameaça para futuras gestações. normal. Os pais, que são surdos, não têm simultaneamente os

9
9
alelos D e E; logo, os filhos, que têm audição normal, receberam é recessivo (b). O cruzamento AaBb × AaBb produz com
16
cada alelo dominante de um dos pais, que devem ser ddE_ 3
pelos lisos e cor negra (A_B_), com pelos lisos e cor branca
e D_ee. Como os filhos obrigatoriamente receberam um alelo 16
3 1
d de um dos pais e um alelo e do outro, seu genótipo é DdEe. (A_bb), pelos arrepiados e cor negra (aaB_) e com pelos
16 16
15. De acordo com o enunciado: arrepiados e cor branca (aabb).
A_B_ = pigmento púrpura;
3. a
A_bb = pigmento vermelho;
Se o cruzamento de uma planta com pimentões amarelos
aaB_ e aabb = sem produção de pigmentos (incolor).
(C_rr) com uma planta com pimentões marrons (ccR_) gerou
Sendo assim, o cruzamento AaBb × AABb produzirá:
descendentes verdes (ccrr), marrons (ccR_), amarelos (C_rr) e
AB Ab aB ab vermelhos (C_R_), isso permite concluir que os genótipos das
plantas parentais são Ccrr e ccRr e que as proporções e os ge-
AB AABB AABb AaBB AaBb
1 1 1 1
Ab AABb AAbb AaBb Aabb nótipos dos descendentes são ccrr, ccRr, Ccrr e CcRr.
4 4 4 4
1 2 1 1
Proporções genotípicas: AABB, AABb, AAbb, AaBB, 4. a) Analisando-se cada par de alelos isoladamente: (1) do
8 8 8 8
2 1 cruzamento Aa × Aa podem surgir três classes genotípicas
AaBb e Aabb.
8 8 (AA, Aa e aa); (2) do cruzamento Bb x BB, duas classes geno-
6 2
Proporções fenotípicas: púrpura e vermelho. típicas (BB e Bb); (3) do cruzamento Cc × Cc, três classes
8 8
genotí picas (CC, Cc e cc); (4) do cruzamento Dd × dd, duas
16. a) De acordo com o enunciado, os fenótipos extremos na F2 classes genotípicas (Dd e dd). Consideradas simultaneamente,
1 serão 3 · 2 · 3 · 2 = 36 classes genotípicas.
ocorrem na frequência de . Sabendo-se que a frequência
64 b) Analisando-se cada par de alelos isoladamente: (1) do
1
dos fenótipos extremos na F2 correspondem a n , sendo n o cruzamento Aa × AA podem surgir duas classes fenotípicas
4
(75% do fenótipo dominante e 25% do fenótipo recessivo);
1 1 1
número de pares de alelos, então: n   , ou seja, (2) do cruzamento Bb × BB, uma classe fenotípica (100% do fenó-
4 64 43
tipo dominante); (3) do cruzamento Cc × Cc, duas classes fenotí-
n = 3. Portanto, o número provável de genes envolvidos no
picas (75% do fenótipo dominante e 25% do fenótipo recessivo);
tamanho dos entrenós dessas plantas é 6.
(4) do cruzamento Dd × dd, duas classes fenotípicas (50% do
b) A participação provável de cada alelo pode ser calculada divi-
fenótipo dominante e 50% do fenótipo recessivo). Vistas simul-
dindo-se a diferença entre os fenótipos extremos pelo número
taneamente, serão: 2 · 1 · 2 · 2 = 8 classes fenotípicas.
1, 8 2, 4
de genes envolvidos; então: 4, 2   0, 4. Portanto, c) Como a segregação dos cromossomos de cada par é um
6 6
evento independente:
cada alelo contribui com 0,4 cm para o fenótipo final.

1 1 1 1 1
P(aaBBCcdd) = P(aa) · P(BB) · P(Cc) · P(dd) = • • • 
4 2 2 2 32
Tarefa proposta 0,03125 ou 3,125%

1. a) Representação dos alelos: V (semente amarela), v (semente 5. c


verde), R (textura lisa), r (textura rugosa). O cruzamento Consideram-se os alelos: A para braquidactilia, a para dedos nor-
acontece entre indivíduos VvRr (sementes amarelas e lisas). mais, B para prognatismo mandibular, b para queixo normal:
A probabilidade de gerar descendentes de sementes verdes
A_B_ aabb A_B_ aabb
1
(vv) é . A probabilidade de produzir indivíduos de sementes
4
1 AaBb AaBb
rugosas (rr) é . A probabilidade de nascerem indivíduos de
4
1 1 1
sementes verdes e rugosas, portanto, é •  , o que
4 4 16
corresponde a 50 plantas. 9
A proporção fenotípica será: A B (braquidáctilos e prog-
b) A probabilidade de o cruzamento gerar indivíduos com semen- 16 — —
3 3 1
3 natas), A—bb (braquidáctilos), aaB— (prognatas), aabb
tes amarelas (V_) é , o que corresponde a 600 plantas. 16 16 16
4
(normais).
2. d
Em porquinhos-da-índia, o padrão pelos lisos é um caráter 6. d
dominante (A) e o padrão pelos arrepiados é recessivo (a), en- O genótipo do homem é AaddFF, o que lhe permite formar dois
quanto a cor negra é um caráter dominante (B) e a cor branca diferentes tipos de gametas.

10
1
(2) Macho Bb e fêmea Bb: P(descendente bb) =
4
7. c
1
Considerando-se que, para a cor da semente de milho, o caráter (3) Macho Cc e fêmea Cc: P(descendente Cc) =
2
amarelo é dominante (Y) e o caráter branco é recessivo (y) e que,
1
para a resistência a uma praga, o caráter resistente é dominante (4) Macho dd e fêmea Dd: P(descendente dd) =
2
(R) e o caráter não resistente é recessivo (r). As sementes do agri-
1
cultor familiar são yyrr e as do seu vizinho, YYRR. Sendo assim, (5) Macho EE e fêmea Ee: P(descendente Ee) =
2
após a colheita, as espigas contaminadas possuem sementes
1 1 1 1 1 1
amarelas (YyRr) e brancas (yyrr). As sementes amarelas do lote I A probabilidade final será: • • • •  = 0,015
2 4 2 2 2 64
gerarão plantas que, isoladas, produzirão, por autofecundação ou 1,5%
(YyRr × YyRr), espigas com sementes brancas e não portadoras
10. e
1
do gene transgênico (yyrr) na proporção de . As sementes O cruzamento será MmCc (visão normal e destro) × mmCc
16
(míope e destra). Na descendência: P(M_C_) = P(M_) · P(C_) =
brancas do lote II gerarão plantas que, isoladas, produzirão, por
1 3 3
autofecundação (yyrr × yyrr), espigas com 100% de sementes  •   0, 375 ou 37,5%
2 4 8
brancas e não portadoras do gene transgênico (yyrr).
11. d
8. a) Considerando-se genes com segregação independente, um
O macho e as fêmeas, ambos pretos uniformes, devem ser VvMm,
indivíduo produz 2n tipos de gametas, sendo n o número
pois geraram descendentes malhados de vermelho (vvmm). Num
de pares de genes em heterozigose no genótipo. Portanto, o
cruzamento de heterozigotos (VvMm × VvMm) esperam-se descen-
indivíduo I produz 8 (23) e o indivíduo II produz 4 (22) tipos
9 3
de gametas. dentes pretos uniformes (V_M_), pretos malhados (V_mm),
16 16
b) Considerando-se AaBbccDd × aaBbCcdd:
3 1
1 1 1 1 1 vermelhos uniformes (vvM_) e vermelhos malhados (vvmm).
P(aa e bb e Cc e Dd)  • • •  16 16
2 4 2 2 32
1
c) Para se calcular a probabilidade de nascer um indivíduo Se os cinco filhotes malhados de vermelho correspondem a
16
com, pelo menos, um gene dominante, o melhor caminho é
dos descendentes, então os filhotes pretos uniformes, fenotipi-
considerar que o único resultado indesejado é aabbccdd:
9
1 1 1 1 1 1 1 31 camente idênticos ao pai, serão 45, o que corresponde a dos
P(aa e bb e cc e dd)  • • •  . Assim:  16
2 4 2 2 32 32 32
descendentes.
9. a) O macho tem três pares de alelos em heterozigose; portan-
12. Os coelhos que formam o casal possuem pelo curto e negro,
to, forma 23 = 8 tipos de gametas. A fêmea possui quatro
duas características dominantes, portanto ambos possuem os
pares de alelos em heterozigose; por isso, forma 24 = 16
alelos dominantes L e M. Como a cria tem pelo longo e marrom,
tipos de gametas.
duas características recessivas, seu genótipo é llmm. Portanto,
b)
Genótipos na os coelhos cruzantes possuem genótipos heterozigotos LlMm.
Macho Fêmea Quantidade
prole
Aa AA AA, Aa 2 13. c
I. Falsa. Se camundongos de genótipo AApp são pretos, aaPP
Bb Bb BB, BB, bb 3
são brancos e AaPp são agutis, pode-se deduzir que o alelo
Cc Cc CC, Cc, cc 3
P determina cor aguti, p determina cor preta, A permite
dd Dd Dd, dd 2
manifestação da cor e a é epistático, impedindo a mani-
EE Ee EE Ee 2
festação da cor. Assim, o cruzamento AaPp × AaPp produz
Para resolver esse tipo de questão, o procedimento mais simples 9 3 3
uma descendência aguti (A_P_), preta (A_pp),
é transformar o poli-hibridismo em vários casos de mono-hibri- 16 16 16
dismo, independentes um do outro. Dessa forma, analisamos no 1
branca (aaP_) e branca (aapp), ou seja, a proporção
quadro, de forma separada, os cruzamentos de vários pares de 16
alelos. Como são eventos independentes (um cruzamento não 9 : 3 : 4, típica da epistasia recessiva.
interfere no outro), o resultado final será o produto das quantida- II. Verdadeira. A proporção fenotípica de 9 : 3 : 3 : 1 para a cor da
des parciais, ou seja, 2 ∙ 3 ∙ 3 ∙ 2 ∙ 2 = 72 genótipos diferentes. pelagem e o tamanho dos pelos em porquinhos-da-índia indica
c) Deve-se trabalhar com vários pares de alelos em separado que se trata de segregação independente do tipo di-hibridismo.
e, no final, fazer o produto das probabilidades parciais. São III. Verdadeira. A proporção fenotípica de 9 : 3 : 3 : 1 para uma úni-
cinco cruzamentos: ca característica indica que a cor da plumagem nos periquitos
1
(1) Macho Aa e fêmea AA: P(descendente Aa) = é um caso de interação gênica com genes complementares.
2

11
14. Na geração F2, espera-se a proporção fenotípica de 9 púrpura : par. O cruzamento deve ter ocorrido entre AAii e aaII (ambas cobaias
7 brancas. Portanto, em um total de 160 descendentes, devem albinas). A descendência teve 100% de cobaias AaIi, que são pretas,
ser encontrados 90 com flores púrpura. pois o alelo inibidor (i), que é recessivo, não está em homozigose.

15. b 20. b
A proporção fenotípica 9 : 3 : 3 : 1 indica que dois pares de genes, Havendo classes fenotípicas bem distintas, como no gráfico 1, as
localizados em pares diferentes de cromossomos homólogos e características possuem variação qualitativa ou descontínua, o que
com segregação independente, participam da herança da forma é típico de herança determinada por um gene, no caso, com domi-
da crista nessas galinhas. Como apenas uma característica nância incompleta, pois ocorrem três fenótipos, sendo um deles in-
(forma da crista) está sendo determinada, trata-se também de termediário. Não havendo classes fenotípicas bem distintas, como no
um caso de interação gênica com genes complementares. gráfico 2, as características possuem variação contínua ou gradativa,
o que é típico de herança determinada por vários genes com inte-
16. a) Sim. Pessoas com surdez profunda podem ter genótipos
ração, pois apenas um caráter está sendo determinado (cor da flor).
C_dd, ccD_ ou ccdd. Num casal em que ambos são portado-
res da surdez profunda, um com genótipo CCdd e o outro, 21. d
ccDD, é possível o nascimento de crianças CcDd, portanto O cruzamento NnBbAa × nnbbaa pode produzir três fenótipos
com audição normal. diferentes: sem pigmento (NnBbaa, Nnbbaa, nnBbaa, nnbbAa e
b) Considerando um casal CcDd × CcDd: nnbbaa), com pigmento produzido por dois alelos dominan-
1 1 1 tes (NnBbAa) e com pigmento produzido por um alelo dominante
P(criança CC e DD) = • 
4 4 16 (NnbbAa e nnBbAa). Pais homozigotos geram descendentes com
c) A baixa variabilidade genética, em razão da pequena popu- apenas um genótipo. Com dois pares de alelos aditivos são possíveis
lação e dos casamentos consanguíneos. nove genótipos e cinco fenótipos. Cruzamentos ao acaso, quando
d) O primeiro grupo de vertebrados terrestres que apresentou a herança é quantitativa, favorecem o fenótipo intermediário.
audição foi o dos anfíbios.
22. a
e) A única certeza que se tem sobre o canto das aves, segundo o
O indivíduo de genótipo AABbCc forma um tipo de gameta
pesquisador Mário Cohn-Haft, do Instituto Nacional de Pesquisas
com três alelos aditivos (ABC), dois tipos de gametas com dois
da Amazônia (Inpa), é que o canto significa “sou de tal espécie,
alelos aditivos (ABc e AbC) e um tipo de gameta com um alelo
e estou aqui”. Isso é importante para demarcar território e os
aditivo (Abc). O indivíduo de genótipo aaBbcc forma um tipo de
animais saberem onde estão os seus semelhantes.
gameta com um alelo aditivo (aBc) e outro tipo de gameta sem
17. Se o rato macho de pelagem cinza (A_B_), cruzado com uma alelos aditivos (abc). São, portanto, oito tipos de encontros entre
fêmea albina (aabb), produziu ratos albinos (aa), pretos (A_bb) gametas, e em três deles o indivíduo resultante apresenta dois
e cinza (AaBb), pode-se concluir que ele é AaBb. alelos aditivos, situação em que a planta terá 5 cm de altura.

18. a 23. A presença de quatro alelos aditivos acrescenta 20 g ao fenótipo


As afirmações I, II e III são verdadeiras. residual; assim, cada alelo aditivo acrescenta 5 g ao fenótipo re-
I. Para o cruzamento entre um macho chocolate (bbE_) e uma sidual, que é de 20 g. A planta de genótipo AABb tem três alelos
fêmea amarela (_ _ee) gerar apenas filhotes pretos (BbEe), aditivos e tem frutos com 35 g.
provavelmente o macho é bbEE e a fêmea é BBee.
24. a) F1
II. No cruzamento da fêmea parental BBee com qualquer cão, não
é possível a produção de descendentes chocolate (bb_ _).
III. No cruzamento da fêmea amarela BBee com um filhote de F1,
1 1 1 1
BbEe, espera-se BBEe, BBee, BbEe e Bbee, ou seja, 40 Ganho (g)
4 4 4 4 F2
50% amarelos (BBee e Bbee) e 50% pretos (BBEe e BbEe).
9
IV. Nos cruzamentos BbEe × BbEe, espera-se pretos (B_E_),
16
3 4
chocolate (bbE_) e amarelos (B_ee e bbee). 30 35 40 45 50 Ganho (g)
16 16
9
b) Na geração F2, teremos: A B (ganho diário de 50 g),
19. Esse é um caso de epistasia recessiva, no qual dois pares de alelos 16 — —
determinam a coloração das cobaias. Podemos supor que o alelo 3 3
A bb (ganho diário de 40 g), aaB— (ganho diário de
A condicione pigmento preto, enquanto o alelo a não produz 16 — 16
pigmento. O alelo I, situado em outro cromossomo, não suprime 1
40 g), aabb (ganho diário de 30 g)
a ação do par Aa, ao passo que o alelo i suprime a ação desse 16

12