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MANUAL PEDAGÓGICO

TERRITÓRIO E SAÚDE

Residência Integrada em Saúde do Ceará

Ceará, Março a Junho de 2018


“Saúde, Direito de Todos, Dever do Estado. Ação de Todos Nós”
MISSÃO DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ – ESP/CE

Promover a formação e educação permanente, pesquisa, extensão inovação e produção tecnológica


na área da Saúde, na busca de inovação e produção tecnológica, a partir das necessidades sociais e do SUS,
integrando ensino-serviço comunidade, formando redes colaborativas e fortalecendo o Sistema Saúde-
Escola.

OBJETIVO DA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE – RIS-ESP/CE


Ativar/Capacitar lideranças técnico-científicas e políticas por meio da interiorização da educação
permanente interprofissional em saúde para o fortalecimento e consolidação da carreira e do Sistema Único
de Saúde.

MACRO COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DESENVOLVIDAS NA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM


SAÚDE DO CEARÁ

Organizar o processo de trabalho em saúde a partir do território / contexto.

Atuar no SUS fortalecendo a atenção integral nas redes de atenção, nos serviços de saúde e nas ações junto
aos usuários e coletivos.

Atuar no SUS a partir da intersetorialidade, fortalecendo a articulação entre demais políticas públicas e
dispositivos comunitários.

Atuar no SUS fortalecendo a colaboração interprofissional e o trabalho em equipe nos serviços de saúde.

Atuar no SUS com compromisso ético-político com a reforma sanitária e psiquiátrica e seus atores (usuários,
trabalhadores, gestores, educadores, estudantes).

Desenvolver processos de educação permanente no SUS comprometidos com a transformação do cenário


de atuação.

Produzir conhecimentos com compromisso para a transformação da realidade e emancipação dos sujeitos
envolvidos.

Desenvolver ações para promoção da saúde e defesa da vida.

Atuar no SUS por meio da educação popular em saúde.

Promover a articulação comunitária e o fortalecimento da participação e do controle social.


GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ

Camilo Sobreira de Santana

VICE-GOVERNADORA DO ESTADO DO CEARÁ

Maria Izolda Cela de Arruda Coelho

SECRETÁRIO DA SAÚDE DO ESTADO DO CEARÁ

Henrique Jorge Javi de Sousa

COORDENADORA DE GESTÃO DO TRABALHO E DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE - CGTES SESA/CE

Sílvia Maria Negreiros Bonfim Silva

SUPERINTENDENTE DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ - ESP/CE

Salustiano Gomes De Pinho Pessoa

DIRETORA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ - DIPSA ESP/CE

Olga Maria de Alencar

SUPERVISORA DO CENTRO DE EXTENSÃO EM SAÚDE - CEESA ESP/CE

IDEALIZADORA e COORDENADORA DA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE - RIS-ESP/CE

Amanda Cavalcante Frota

COORDENADORA DA COMISSÃO DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL - COREMU ESP/CE

Ana Paula Silveira de Morais Vasconcelos

IDEALIZADORA e DOCENTE EMÉRITA DA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE

Ivana Cristina De Holanda Cunha Barreto


PARCERIAS INTERFEDERATIVAS, INTERSETORIAIS E INTERINSTITUCIONAIS DA RESIDÊNCIA
INTEGRADA EM SAÚDE

Ministério da Saúde – MS
Ministério da Educação - MEC
Vice Governadoria do Ceará: Programa Ceará Pacífico - Território Vicente Pinzon
Secretaria da Cultura do Estado do Ceará - SECULT e Cine-Teatro São Luiz
Coordenadoria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde - CGTES
Coordenadoria das Regionais de Saúde do Ceará - CORES
Prefeituras Municipais Executoras da RIS-ESP/CE: Acaraú, Acopiara, Aracati, Caucaia, Crateús, Fortaleza,
Guaiuba, Horizonte, Iguatu, Icapuí, Milagres, Morada Nova, Porteiras, Quixadá, Quixeramobim, Santa
Quitéria, São Gonçalo do Amarante e Tauá.
Hospitais Executores da RIS-ESP/CE: Instituto Dr. José Frota (IJF), Centro Regional de Oncologia (CRIO),
Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), Hospital
Geral Dr. Cesár Cals (HGCC), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS) e Hospital São José de Doenças Infecciosas
(HSJ).

Fundação Oswaldo Cruz - Escritório Ceará - FIOCRUZ


Conselho Estadual de Saúde do Ceará - CESAU
Conselho de Secretários e Secretárias Municipais de Saúde do Ceará - COSSEMS
Fórum Nordestino de Coordenadores de Residências Multiprofissionais em Saúde - FNCRMS
Fórum Cearense de Residências em Saúde - FCRS
Fórum Cearense de Luta Antimanicomial - FCLA
Movimento: “Eu defendo o SUS!”
Movimento: Acadêmicos em Defesa do SUS
Cirandas da Vida
Espaço Ekobé
Vila de Poetas Mundo
Laboratório de Pesquisas em Ensino e Gestão do Conhecimento, da Educação e do Trabalho em Saúde.
Rede Interdisciplinar de Pesquisa e Avaliação em Sistemas de Saúde - RIPASS
EQUIPE DA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE:

COORDENADORA DA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE - RIS-ESP/CE


Amanda Cavalcante Frota

COORDENADORA DA COMISSÃO DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL - COREMU ESP/CE


Ana Paula Silveira de Morais Vasconcelos

TUTORA EMÉRITA
Ivana Cristina De Holanda Cunha Barreto

COORDENADORAS PEDAGÓGICAS
Componente Comunitário da RIS-ESP/CE: Maria Iracema Capistrano Bezerra
Componente Hospitalar da RIS-ESP/CE: Maria Jamisse Araújo Oliveira

COORDENADORA DE PESQUISA
Ana Carolina Torres
Alexandra Paiva Vale

COORDENADORA ACADÊMICA
Ana Paula Silveira de Morais Vasconcelos

EQUIPE ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E LOGÍSTICA


Ingrid Tailiny Batista de Sousa, Mauro César de Oliveira, Rafael dos Santos da Silva,
Roberta Vládia Braga Costa, Rosângela Sales Barreto, Valderlene dos Santos Freire, Gabriela Rodrigues
Macêdo

COORDENADORAS DE ÊNFASE - COMPONENTE HOSPITALAR -

ÊNFASE EM NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA:


Samia Jardelle Costa de Freitas Maniva

ÊNFASE EM INFECTOLOGIA:
Eliane Aragão de Lavôr

ÊNFASE EM ENFERMAGEM OBSTÉTRICA:


Thaís Falcão Borges

ÊNFASE EM NEONATOLOGIA:
Lorenna Landin

ÊNFASE EM CANCEROLOGIA:
Maria Jamisse de Araújo Oliveira
Emanuelly Mota Silva Rodrigues
Maria Leonor Oliveira Araújo

ÊNFASE EM CARDIOPNEUMOLOGIA:
Maria Tereza Aguiar Pessoa Morano

ÊNFASE EM PEDIATRIA:
Noeme Moreira de Andrade

ÊNFASE EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA:


Renata Barreira Pinto
CORPO DOCENTE -TUTORIA -

ÊNFASE EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE:


Edwiges Maiara Florêncio Cruz, Marília Magalhães Cabral

ÊNFASE EM SAÚDE MENTAL COLETIVA:


Katherine Jeronimo Lima

ÊNFASE EM SAÚDE MENTAL COLETIVA:


Maria Andréia Pereira, Max Cid Castelo Branco da Silva, Rafael Rolim Farias, Eveline de Sousa Landim

ÊNFASE EM NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA:


Samia Jardelle Costa de Freitas Maniva

ÊNFASE EM INFECTOLOGIA:
Eliane Aragão de Lavôr

ÊNFASE EM ENFERMAGEM OBSTÉTRICA:


Thaís Falcão Borges

ÊNFASE EM ENFERMAGEM OBSTÉTRICA:


Lorenna Landin

ÊNFASE EM CANCEROLOGIA:
Maria Jamisse de Araújo Oliveira
Emanuelly Mota Silva Rodrigues
Maria Leonor Oliveira Araújo

ÊNFASE EM CARDIOPNEUMOLOGIA:
Maria Tereza Aguiar Pessoa Morano

ÊNFASE EM PEDIATRIA:
Noeme Moreira de Andrade

ÊNFASE EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA:


Renata Barreira Pinto

CORPO DOCENTE-ASSISTENCIAL
Articuladores, Preceptores e Orientadores de Serviço dos municípios e hospitais executores da RIS-ESP/CE

CORPO DISCENTE
Profissionais de saúde-residentes da turma IV das profissões: biologia, educação física, Enfermagem,
farmácia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional.
SUMÁRIO

1. Apresentação do Módulo - Transversal - Território e Saúde ............................................................. 9


2. Competências Profissionais desenvolvidas e Objetivos Educacionais do Módulo Transversal I -
Território e Saúde ............................................................................................................... 11
3. Conteúdos do Módulo Transversal - Território e Saúde .................................................................. 12
4. Programação do Módulo Transversal - Território e Saúde. ............................................................. 13
5. Atividades e Estratégias Pedagógicas ................................................................................................. 20
- Detalhamento das Atividades Teórico Conceituais ...................................................................... 25
6. Avaliação do processo de ensino-aprendizagem ................................................................................ 38
7. Carga horária e assiduidade do Módulo Transversal - Território e Saúde. ....................................... 43

Anexo I - Modelo de Relatório de Territorialização em Saúde .................................................. 47

Fazem parte deste Manual Pedagógico (disponíveis na plataforma):


Tutorial de Territorialização em Saúde
Anexos neste Manual:
Orientações para a Sistematização do processo de Territorialização em Saúde
Modelo do Relatório de Sistematização da Territorialização em Saúde
- Anexos na Plataforma EaD:
Instrumento para Reconhecimento da Estratégia Saúde da Família
Instrumento para Reconhecimento dos Centros de Atenção Psicossocial
Instrumento para Reconhecimento da Rede Regional e/ou Municipal de Saúde
Instrumento para Territorialização nos espaços comunitários
Material sugestivo para realização das oficinas de Territorialização e Planejamento Participativo
Instrumento de avaliação discente na Mostra de Vivências de Territorialização em Saúde
TERRITÓRIO, LUGAR DE HISTÓRIA E MEMÓRIA

Território,
Espaço da Vida,
Vida do Espaço.

Espaço da Vida Vivida,


Espaço da Vida Contada.

Memória da Vida,
Vida da Memória.

Vida que passou...


Vida que chegou...
Vida que vive...

Vida que ainda vai chegar.


Vida que segue.

(Amanda Frota, Babita Frota, D. Ivone e Rafael Rolim)

Foto: Rafael Rolim. Círculo de Cultura, EdPopSUS-CE: Território e Memória, 2016.


1. APRESENTAÇÃO DO MÓDULO TRANSVERSAL I – „Território e Saúde‟

A Turma V da Residência Integrada em Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará, RIS-ESP/CE,


inicia suas atividades num contexto de desafios e reconstruções, éticas e políticas, do Sistema Único de
Saúde (SUS) no Ceará e no Brasil. Desde 2013, ano que marca o princípio desta caminhada, a RIS-ESP/CE
mostra-se como importante estratégia de fortalecimento do SUS e da formação dos trabalhadores da
Saúde no Ceará, sempre comprometida com a universalidade, à integralidade e a equidade, princípios
doutrinários do nosso sistema de saúde nacional.

A Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará (ESP/CE) tem como missão “Promover a formação e
educação permanente, pesquisa e extensão na área da Saúde, na busca de inovação e produção
tecnológica, a partir das necessidades sociais e do SUS, integrando ensino-serviço-comunidade, formando
redes colaborativas no e para o SUS”. Em busca de cumprir com sua missão, faz emergir a necessidade de
repensar a formação, na área da saúde, e como as profissões da saúde têm contribuído e podem
potencializar, ainda mais, a reflexão e a atuação de seus papeis no fortalecimento e consolidação do
Sistema Único de Saúde.

Diante disso, embasada política e ideologicamente na Constituição Federal, nos artigos nº 196 e
nº 200, inciso III, que doutrinam respectivamente sobre o Direito Social à Saúde e sobre a competência
do SUS acerca da ordenação da formação de trabalhadores da saúde; nos princípios do SUS; na missão da
ESP/CE; na cidadania e no protagonismo de todos os sujeitos envolvidos no processo de gerir e cuidar da
saúde, a Residência Integrada em Saúde - RIS-ESP/CE se apresenta como estratégia para “Ativar/Capacitar
lideranças técnico-científicas e políticas por meio da interiorização da educação permanente
interprofissional em saúde para o fortalecimento e consolidação da carreira e do Sistema Único de
Saúde”.

O universo teórico-metodológico da Educação Popular em Saúde, fundamentando as estratégias e


espaços de aprendizagem da RIS-ESP/CE, é a trilha que se segue, o caminho a ser percorrido neste
módulo. A Cultura e a Arte, como possibilidades de reconhecimento e valorização dos saberes e fazeres
populares que expressam, simbolizam, representam, recriam e reelaboram realidades significantes e
significativas, cujas expressões não se separam da vida cotidiana, informam, portanto, o protagonismo de
vivenciar/experienciar o saber-ser-fazer, onde o processo criativo se instaura em ato, no aqui e no agora,
agregando dimensões que não só a racional, reconhecendo uma estética-ética, produtora de signos e
significados, formas e conteúdos, na busca por fortalecer a formação para, no e com o trabalho.

Assim, faz-se importante compreender o cenário sócio epidemiológico do estado e contextualizar-


se (profissionais de saúde-residentes) acerca das políticas de Saúde do Ceará, desde a sua história

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primeva até os dias atuais. Neste sentido falamos de uma “territorialização” em Saúde. Entendemos o
processo de territorialização como sendo um “dos produtos sócio-espaciais das contradições sociais sob a
tríade economia, política e cultura (EPC), que determina as diferentes territorialidades no tempo e no
espaço. Ou seja, os territórios encontram-se em permanente movimento de construção, desconstrução e
re-construção” (SAQUET, 2003).

Nesse contexto, a territorialização em saúde consiste em uma metodologia capaz de operar


mudanças no modelo assistencial e nas práticas sanitárias vigentes, desenhando novas configurações loco-
regionais, baseando-se no reconhecimento e esquadrinhamento do território segundo a lógica das relações
entre ambiente, condições de vida, situação de saúde e acesso às ações e serviços de saúde (Teixeira et al.,
1998). Territorializar é, portanto, compreender as tramas e emaranhados constitutivos dos espaços de
convivência social e comunitária, onde devemos sempre estar atentos aos saberes e fazeres que ali se
forjam e que em muito podem contribuir para a os processos de trabalho e aprendizagens nos cenários de
prática da saúde.

O Módulo I: Território e Saúde, corresponde a 810 horas-aula que caracterizam-se por atividades
teórico-conceituais, teórico-práticas e práticas. O principal produto do módulo é a realização do Processo de
Territorialização em Saúde e o Planejamento Participativo dos profissionais de saúde-residentes, junto aos
gestores, trabalhadores e usuários, em seus respectivos cenários de prática.

Para fins de registro histórico-pedagógico e avaliação de competências profissionais


desenvolvidas, são duas as estratégias utilizadas: a Sistematização por meio dos Relatórios-sínteses de
Territorialização em Saúde e a Socialização do processo vivido, por meio de Manifestações-Sínteses
artístico-criativas (possíveis nas diversas estéticas da arte) das equipes de profissionais de saúde-residentes
no próximo encontro teórico-conceitual, presencial, (Mostra de Vivências de Territorialização em Saúde), da
Residência Integrada em Saúde, em Fortaleza, Ceará. Para tanto, anexo a este Manual são apresentados os
Tutoriais de Territorialização da RIS-ESP/CE para as ênfases dos Componentes Comunitário e Hospitalar, para
fins de orientação aos residentes e preceptores em atuação nos diferentes cenários de prática do Sistema
Único de Saúde do Ceará.

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2. COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS DESENVOLVIDAS e OBJETIVOS EDUCACIONAIS DO MÓDULO
TRANSVERSAL – „Território e Saúde‟
*No Módulo Transversal as competências profissionais e objetivos de ensino-aprendizagem são comuns a todas as
profissões, especialidades e cenários de atuação.
Competência 1 - Atuação enquanto cidadãos e profissionais de saúde críticos, possuidores de valores éticos e
políticos comprometidos com a reconstrução equânime da sociedade e do SUS.

Objetivo 1.1 - Demonstrar postura ético-profissional na atuação no cenário de prática, atendendo aos preceitos éticos
e políticos do Conselho da categoria profissional e do SUS.

Objetivo 1.2 - Respeitar a diversidade social e cultural (etnias, espitiritualidade, opções e identidades sexuais e de
gênero) dos territórios.

Objetivo 1.3 - Promover processos e ações inovadores no cenário de prática, provocando transformações do cenário
de prática e fortalecimento do SUS

Objetivo 1.4 - Utilizar metodologias ativas e dialógicas nas intervenções junto aos usuários, profissionais de saúde e
gestores.

Objetivo 1.5 - Demonstrar interesse e compromisso na solução e enfrentamento das situações-limites com os quais se
depara no cenário de prática visando à promoção da saúde e defesa da vida.

Competência 2 - Intenção em saúde, a partir da análise da situação de saúde, considerando que o processo
saúde- doença-cuidado é multifacetado e multiforjado, por condicionantes e determinantes orgânicos, psíquicos,
sociais, culturais, ambientais, individuais e coletivos, atento-ativo à solução das situações-problemas concretas
nos territórios e serviços.

Objetivo 2.1 - Identificar e articular as situações de saúde-doença dos usuários e coletividades, a partir das
vulnerabilidades e potencialidades sociais e clínicas dos territórios/contextos.

Objetivo 2.2 - Identificar e relacionar a Determinação Social da Saúde no processo saúde-doença-cuidado.

Objetivo 2.3 - Reconhecer e articular os diferentes níveis de atenção e as Redes de Atenção do SUS para o
cuidado integral aos usuários e coletivos.

Objetivo 2.4 - Reconhecer e articular as diferentes políticas públicas e dispositivos comunitários do


território/contexto para a atenção Integral aos usuários e coletivos.

Objetivo 2.5 - Demonstrar respeito e valorização às diferentes profissões de saúde e ao trabalho


interprofissional.

Competência 3 – Atuação como sujeito-profissional ativo da qualificação de práticas nos serviços de saúde,
considerando a afetividade, o diálogo, o saber popular, as competências técnicas-profissionais, comuns e
específicas e a criatividade para a compreensão, a participação e a mobilização popular em saúde.

Objetivo 3.1 - Demonstrar empatia, acolhimento, escuta qualificada e implicação com o outro na abordagem junto a
usuários e coletivos.

Objetivo 3.2 - Manter assiduidade em seus compromissos com os usuários, profissionais de saúde-residentes,
preceptores e com os demais profissionais do serviço.

Objetivo 3.3 - Reconhecer-se enquanto sujeito com potencial e compromisso para transformar o cenário de prática,
articulando espaços de participação e controle social.

Objetivo 3.4 - Disparar processos formativos junto aos espaços de controle social (conferências, conselhos, usuários e
comunidade) a fim de fortalecer o controle, a participação social e a mobilização popular.

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3. CONTEÚDOS DO MÓDULO TRANSVERSAL I – „Território e Saúde‟

 Projeto político-pedagógico e estrutura administrativa da Escola de Saúde Pública do Ceará, da


Residência Integrada em Saúde e da respectiva ênfase.
 Reforma Sanitária e Reforma Psiquiátrica.
 Sistema Único de Saúde: histórico, contemporaneidade e perspectivas no Brasil e no Ceará.
 Educação Permanente em Saúde, Formação Multiprofissional em Saúde e Residências
Multiprofissionais em Saúde.
 Interprofissionalidade, Intersetorialidade e Integralidade.
 Educação Popular em Saúde.
 Participação e Controle Social em Saúde.
 Atenção Primária em Saúde e Estratégia Saúde da Família.
 Determinantes e Condicionantes sociais da Saúde.
 Território em Saúde.
 Organização dos Processos de Trabalho em Saúde: Territorialização e Planejamento Local em
Saúde.

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4. PROGRAMAÇÃO DO MÓDULO TRANSVERSAL I –„Território e Saúde‟

IMERSÃO NA RESIDÊNCIA INTEGRADA EM SAÚDE

1ª SEMANA
01/03/1207
HORÁRIO ATIVIDADE LOCAL
“Se achega RIS!”
Acolhimento da Turma
Meridional
8h30 – 12h00 Coletivo de Educadores Populares do Ceará (Bloco da RIS, Coletivo Roda Gira, Vila de Poetas, Ekobé e Doido é Tu) Convenções
Profª. Vera Dantas, Ray Lima, Jonhson Soares, Elias José e Rafael Rolim Center

“Sonha RIS”
Oficina de expectativas e desejos
Coletivo Roda Gira
“Bora RIS” Meridional
13h30 – 17h00
Saber, Fazer e Ser no SUS Oficina de Competências RIS-ESP/CE Convenções
Coletivo Roda Gira Center
Solenidade de Abertura /Aula Inaugural Meridional
19h – 21h00
As Residências Integradas em Saúde e os impactos no SUS Convenções
Profa. Ivana Barreto Center
02/03/1207
“Roda Viva do SUS” Meridional
8h30 – 12h00 Sistema Único de Saúde: Ontem, Hoje e Amanhã Convenções
Profº. Manuel Dias Fonseca Center
(Médicos pela Democracia)
“Território RIS-ESP/CE” Meridional
13h30 – 17h00
Residência Integrada em Saúde: histórico, diretrizes e desafios no fortalecimento e consolidação do SUS Ceará Convenções
Profª. Amanda Frota ESP/CE Center
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2ª SEMANA
05/03/2017
“Se aMostra RIS!”
Atuação no SUS com compromisso ético e político com a Reforma Sanitária e Psiquiátrica
(Competência V) Coletivo Roda Gira Meridional
8h30 – 12h00
Convenções
“Conversa de Sofá” Center
Histórico das Reformas Sanitária e Psiquiátrica no Brasil e no Ceará
Dr. Rafael Baquit, Dr. Carlile Lavor, Prof. Jackson Sampaio, Profa. Ivana Barreto, Rane Félix e Prof. Ricardo Melo
(FIOCRUZ, UECE, UFC)
“Cine Clube RIS” Meridional
13h30 – 17h00 Filme Nise: O Coração da Loucura
Convenções
Coletivo Roda Gira, Profª Maria Andreia Pereira e Fórum da Luta Antimanicomial + R2_Hospitalar
Center
06/03/2017
“Café com Política” Meridional
8h30 – 12h00 O Brasil hoje: congelamento de gastos, reformas previdenciária e trabalhista. Convenções
Profº Ailton Lopes Center
“Se aMostra RIS!”
Desenvolvimento de Processos de Educação Permanente no SUS comprometidos com a transformação do
cenário de prática
(Competência VI) Coletivo Roda Gira Meridional
13h30 – 17h00 Convenções
“Roda Viva do SUS” Center
Educação Permanente em Saúde: histórico e perspectivas.
Profª. Mª Rocineide Ferreira – UECE
07/03/2017
“Território RIS-ESP/CE” Meridional
Projeto Político Pedagógico e Currículo da RIS-ESP/CE Convenções
8h30 – 12h00 Profª. Amanda Frota ESP/CE Center

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“SE aMostra RIS!”
Atuação no SUS com o fortalecimento da Colaboração Interprofissional e do trabalho em equipe nos serviços de
saúde.
Meridional
13h30 – 17h00 (Competência IV) Coletivo Roda Gira
Convenções
“Café com Política” Center
Colaboração Interprofissional em Saúde: a praxis na realidade da formação em Saúde
Ms. Gisele Soares UFC
08/03/2017
“Se aMostra RIS!”
Articulação comunitária e fortalecimento da Participação e Controle Social
(Competência X) Coletivo Roda Gira
8h30 – 12h00 UECE
“Café com Política”
Participação Popular e Controle Social: Protagonismo, Autonomia e Emancipação
Profº Ricardo Ceccin
“Movimenta RIS”
13h30 – 17h00 Bate-papo com representações da população LGBT, Indígenas, Mulheres e Negros UECE
Profª Luma Andrade, Ms. Iara Fraga, Syssa
09/03/2017
“Se aMostra RIS!”
Produção e criação do conhecimento comprometido com a transformação da realidade e emancipação dos
Meridional
sujeitos envolvidos.
Convenções
8h30 – 12h00 (Competência VII) Coletivo Roda Gira
Center
“Café com Política”
Defesa do SUS: histórias de lutas e resistências.
Profª Lúcia Conde e Profº Leandro Araújo
“Café com Política”
13h30 – 17h00 O Controle Social e os Movimentos Sociais nas Residências em Saúde: diálogos, práticas e território.
Meridional
Fórum Cearense de Residências, Fórum da Luta Antimanicomial e Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza.
Convenções
“Bora RIS” Center
VI Encontro Cearense de Residências em Saúde / Fórum Cearense de Residências
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2ª SEMANA
12/03/2017
“Se aMostra RIS!”
Desenvolvimento de ações para a Promoção da Saúde e defesa da vida.
(Competência VIII) Coletivo Roda Gira Meridional
Convenções
8h30 – 12h00 “Café com Política” Center
As Residências Multiprofissionais em Saúde: o papel da formação em serviço.
Profª Ana Paula Silveira e Edwiges Florêncio ESP/CE
“Território RIS-ESP/CE”
Projeto Residência na Rua: Saúde, Cultura e Arte Meridional
Talita Fontenele, Emilie Kluwen e Rafael Rolim. RIS-ESP/CE Convenções
13h30 – 17h00
Center
“Café com Política”
A Cultura e a Saúde: diálogos intersetoriais
Prof. Fabiano Piuba SECULT/CE
13/03/2017
“Território RIS” Meridional
Ambiente Virtual de Aprendizagem – Plataforma RIS-ESP/CE Convenções
8h30 – 12h00 Vivência Prática – Grupo A e B Center
“Território RIS-ESP/CE” Meridional
Regimento da Residência Integrada em Saúde do Ceará Convenções
13h30 – 17h00 Profª Ana Paula Silveira, Jamisse de Araújo, Iracema Capistrano Bezerra Center

16
14/03/2017
“Se aMostra RIS!”
Atuação no SUS com fortalecimento da atenção integral nas redes de atenção, nos serviços de saúde e nas ações
junto aos usuários e coletivos Meridional
(Competência II) Coletivo Roda Gira Convenções
8h30 – 12h00
Center
“Café com Política”
Integralidade, Intersetorialidade e Redes de Atenção R2_Comunitária R2_Hospitalar
Profª Iracema Capistrano

“Bora RIS”
13h30 – 17h00 Balançando a Rede: Vivência prática de Rede Visitas a Rede Intersetorial de Saúde REDE
Coletivo Roda Gira, Corpo Docente RIS-ESP/CE e Colaboradores nos dispositivos a serem visitados
15/03/2017
““Se aMostra RIS!”
Atuação no SUS a partir da Intersetorialidade, fortalecendo a articulação entre as demais políticas públicas e Meridional
dispositivos comunitários Convenções
8h30 – 12h00 (Competência III) Coletivo Roda Gira Center
“Café com Política”
Determinação Social da Saúde e os impactos sócioambientais
Ms.Rafael Dias Poty, Ms. Livia Alves, Wanessa e Raquel Rigoto – TRAMAS/UFC
“Cine Clube RIS” Meridional
13h30 – 17h00 Filme O Veneno está na mesa Convenções
MST e UECE Center
16/03/2017
“Território RIS-ESP/CE”
Diálogos e Integração CINE SÃO
8h30 – 12h00 Lilian – RIS_C - Brejo Santo Aélio – RIS_H – HSJ LUÍZ
CINE SÃO LUÍZ
“Cine Clube RIS”
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“Bora RIS” Meridional
13h30 – 17h00 Rede Intersetorial de Saúde do Ceará Convenções
Oficina de construção de Mapas de Saúde Center
Coletivo
Roda Gira e Corpo Docente RIS-ESP/CE
3 ª SEMANA
19/03/2017

8h30 – 12h00 FERIADO --

13h30 – 17h00 FERIADO --

20/03/2017

“Territórios RIS-ESP/CE” Meridional


8h30 – 12h00 Docência em serviço: a preceptoria nos territórios RIS. Convenções
Profª Amanda Frota, Profas. Raquel Celedônio, Raquel Nepomuceno Center
“Se aMostra RIS!”
Carteiro Viajante Secreto Meridional
Profª. Edwiges Florêncio Convenções
13h30 – 17h00
Center
“Cine Clube RIS”
Filme O Aluno
Coletivo Roda Gira e Profª Iracema Bezer
21/03/2017
“Se aMostra RIS”
Atuação no SUS a partir da Educação Popular em Saúde
(Competência IX) Coletivo Roda Gira
Meridional
Convenções
“Café com Política”
8h30 – 12h00 Center
A Politica Nacional de Educação Popular – PNEPS: luta e resistência no trabalho em saúde.
Profº Rafael Rolim
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“Bora RIS”
Oficina de construção de sínteses criativas
Coletivo Roda Gira
“Se aMostra RIS!”
Organização do Processo de trabalho em saúde a partir do território. Meridional
(Competência I) Convenções
13h30 – 17h00
Center
“Café com Política”
Território e Saúde: Saberes e práticas nos espaços de cuidado e atenção à saúde.
Profº Max Cid
22/03/2017
“Bora RIS”
Interprofissionalidade, Integralidade e Intersetorialidade na construção dos processos de trabalho em saúde Meridional
8h30 – 12h00 Oficinas de Territorialização Convenções
Coletivo Roda Gira e Corpo Docente RIS-ESP/CE Center

“Bora RIS”
Interprofissionalidade, Integralidade e Intersetorialidade na construção dos processos de trabalho em saúde Meridional
13h30 – 17h00 Oficinas de Territorialização Convenções
Coletivo Roda Gira e Corpo Docente RIS-ESP/CE Center
23/03/2017
“Bota na Roda RIS”
Avaliação da Imersão “Cante lá , que eu canto cá!” Meridional
8h30 – 12h00 Convenções
“Território RIS” Center
Aprofundamento de Ênfase
Coletivo Roda Gira e Corpo Docente RIS-ESP/CE
“Território RIS” Meridional
13h30 – 17h00 Aprofundamento de Ênfase Convenções
Coletivo Roda Gira e Corpo Docente RIS-ESP/CE Center

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5. ATIVIDADES E ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS

Em atenção às normas da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional e em Área Profissional


da Saúde (CNRMS), as 60 (sessenta) horas semanais a serem cumpridas pelos profissionais de saúde-
residentes referem-se a 80% de atividades práticas e 20% de atividades teórico-conceituais e teórico-
práticas.

5.1. Atividades Práticas: caracterizam-se por serem atividades que propiciam a „vivência de ser o
profissional responsável pela atividade‟ enquanto Equipe de Trabalho Interprofissional em Saúde (imersão
em serviço) e a vivência dos demais serviços direta ou indiretamente ligados à saúde ou da rede
intersetorial (plantões e vivências de rede).
Os plantões e/ou vivências de rede a serem realizadas pelo profissional de saúde-residente do
Componente Comunitário, devem prioritariamente acontecer no município de respectiva lotação.
Acontecerão na rede regional de saúde, em segunda opção, quando eventualmente, o município de lotação
(Instituição Executora da RIS-ESP/CE) não dispor do serviço municipal.
As atividades práticas ocorrerão ainda nas demais redes do Sistema Estadual e Municipal de Saúde
ou Região de Saúde correspondente: Rede Especializada, Rede de Urgência e Emergência, Rede de Saúde
Mental, Rede Hospitalar, Gestão do Sistema e Controle Social, e nas redes que extrapolam o setor saúde
(Rede Intersetorial).

Neste Módulo Transversal I:

“As atividades práticas referem-se à

essencialmente se dará por


meio da imersão e inserção nos
territórios /

Os cenários de aprendizagem pelo trabalho (lotação nos serviços para desenvolvimento das
atividades práticas) do profissional de saúde-residente são definidos pela ESP/CE e gestão das instituições
executoras envolvidas, tendo como critérios o desenho pedagógico e a operacionalidade local da RIS-ESP/CE

20
nas instituiçõesexecutoras.
Em conformidade com o Projeto Político-Pedagógico da RIS-ESP/CE, com o currículo integrado e na
perspectiva da integralidade da atenção, para as atividades práticas, o profissional de saúde residente, de
qualquer componente, deverá cumprir o calendário acadêmico e cronograma de atividades da RIS-ESP/CE e
de sua respectiva ênfase, sujeitos a imersão nos serviços (diurnos e/ou noturnos), regime de plantão
(diurnos e/ou noturnos) e vivências de rede, incluindo finais de semana e feriados, respeitando pelo menos
um dia de descanso semanal. Para o componente comunitário é necessário o cumprimento de 8 horas
semanais de carga horária noturna, podendo ser distribuídas de segunda a sexta-feira.

5.2. Atividades teórico-Conceituais: caracterizam-se por serem os espaços em que os referenciais teóricos
são apreciados e debatidos (módulos de ensino-aprendizagem, rodas tutoriais, e estudo individual).
Para as atividades teóricas, o profissional de saúde residente deverá cumprir o calendário
acadêmico da RIS-ESP/CE e respectiva ênfase, sujeito à participação em atividades locais nas instituições
executoras e em pelo menos, um encontro mensal (de no máximo três dias) centralizado na ESP/CE, no
município de Fortaleza e, para tanto, deverá responsabilizar-se pelo respectivo transporte, hospedagem e
alimentação durante todo o módulo.
Nos Módulos de Ensino-Aprendizagem são abordados os referenciais teóricos organizados em
módulos teóricos, por meio da facilitação de expertises e/ou professores da área; a cada módulo teórico é
construído um plano pedagógico que desencadeia uma atividade prática ou teórico-prática nos territórios /
serviços.
O estudo individual é para que o profissional de saúde residente aprofunde e sistematize o
conhecimento individual por meio da leitura dos textos propostos, feitura do relatório mensal, elaboração
de ensaios, elaboração do Trabalho de Conclusão da Residência -TCR, dentre outras atividadespropostas.

momentos de estudo individual.”

21
5.3. Atividades teórico-práticas: caracterizam-se por serem espaços dialógicos e de problematização “do e
no” território / serviço de atuação, em que são discutidas as questões relativas ao processo de trabalho do
serviço e da equipe de trabalho, constituindo-se como espaço para „transformação do ser e fazer da equipe‟,
são elas: grupo de estudo uniprofissional (Roda de Núcleo) e grupo de estudo interprofissional (Roda de
Campo).
O grupo de estudo uniprofissional (Roda de Núcleo) é o espaço de diálogo na dimensão do núcleo
profissional. Facilitada pelo preceptor de núcleo e com a participação dos profissionais de saúde residentes
da categoria profissional, são discutidos temas e situações do dia a dia do serviço–categoria. Dentre os
principais conteúdos da RN, citam-se: a) aprofundamento dos módulos de ensino-aprendizagem no âmbito
dos núcleos profissionais; b) discussão e negociação de temas de interesse a todos os profissionais de saúde
residentes do núcleo profissional; c) planejamento, monitoramento e avaliação do processo de trabalho dos
profissionais de saúde residentes do núcleo profissional. Embora facilitado pelo preceptor de núcleo, o
protagonismo é dos profissionais de saúde residentes por meio de estratégias pedagógicas ativas e
dialógicas.
O grupo de estudo interprofissional (Roda de Campo) é a estratégia que tem o intuito de: a) ampliar
a discussão interprofissional do referencial teórico pautado nos módulos de ensino- aprendizagem; b)
aprofundar o debate do conhecimento no contexto do campo e do núcleo profissional da temática em
estudo; c) negociar e discutir os temas de interesse a toda a equipe de profissionais de saúde residentes.
Embora facilitado pelo preceptor de campo, o protagonismo é dos profissionais de saúde residentes por
meio de estratégias pedagógicas ativas edialógicas.
A distribuição de atividades seguirá o calendário acadêmico apresentado pela RIS-ESP/CE quando na
imersão do profissional de saúde residente no programa. A carga horária deverá ser criteriosamente
seguida pelo profissional de saúde residente, incluindo o cumprimento das atividades noturnas, de finais de
semana e feriados, conforme escala determinada pelo corpo docente-assistencial e estruturante.

“As atividades teórico práticas

10 rodas de campo.”

22
5.4. Produto do Módulo: A depender do módulo em implementação é desenvolvido um produto teórico-
prático, denominado Produto do Módulo. O produto do módulo é um instrumento de comunicação e
conteúdo para o desenvolvimento da tutoria e matriciamento pedagógico do corpo docente-preceptoria.
Por meio dele é possível que o docente da RIS-ESP/CE (tutores e coordenadores) acompanhe o
desenvolvimento das atividades discentes e docentes. Além disso, é também um dos instrumentos de
avaliação processual do desenvolvimento das macro-competências profissionais de saúde-residentes.

Neste Módulo Transversal I:

da
territorialização.”

5.5 Preceptoria: as atividades desenvolvidas pelos preceptores consistem no acompanhamento docente


dos residentes nas atividades práticas e facilitação das atividades teórico-práticas. Sobre estas, os
preceptores devem sistematizar e compartilhar o desenvolvimento de TODAS as Rodas realizadas (Campo e
Núcleo), por meio da postagem do formulário, denominado Instrumento de Registro de Roda de Campo e
de Núcleo, na Plataforma EaD (GESTÃO ACADÊMICA DA PRECEPTORIA> PRECEPTORES COMUNITÁRIA T4>
ARQUIVO DAS RODAS ).
A Síntese das Rodas é um instrumento de comunicação e conteúdo para o desenvolvimento da
tutoria e matriciamento pedagógico do corpo docente-preceptoria. Por meio dele é possível que o corpo
docente da RIS-ESP/CE (tutores e coordenadores) acompanhe o desenvolvimento das atividades discentes
e docentes. Além disso, é também um dos instrumentos de avaliação processual do desenvolvimento da
docência-preceptoria na modalidade residência.

5.6 Tenda Invertida: A Tenda Invertida refere-se ao encontro prático, docente-assistencial, de preceptores e
profissionais-residentes. Trata-se da supervisão docente (acompanhamento do fazer; da prática
profissional), implementada pelos preceptores de núcleo e campo, respectivamente em dois e quatro

23
turnos semanais, junto aos residentes. A tenda Invertida consiste no deslocamento (espacial e prático) do
preceptor às necessidades (saber-fazer-ser) do profissional de saúde-residente.
Os preceptores de campo e de núcleo devem acompanhar a realização das diversas atividades
propostas pela RIS-ESP/CE, apoiando o profissional de saúde-residente no exercício das mesmas e
fomentando a reflexão crítica-ativa sobre seu processo de trabalho e atuação no território/serviço. Espera-
se que além das atividades previstas pelo Manual Pedagógico do Módulo em implementação; o cotidiano
dos profissionais de saúde-residentes provoque a realização de outras atividades relacionadas à
criatividade docente do preceptor, como: Estudos de Casos, Rodas de Conversa, Simulação de Atividades,
Atendimentos e intervenções conjuntas não previstas, entre outras.
Ressalta-se que as atividades práticas nos serviços devem considerar a participação e integração
dos demais sujeitos dos cenários de prática, como gestores, profissionais e usuários do serviço, de modo a
garantir a formação integral e interprofissional e fortalecer a integração ensino-serviço-comunidade.

24
5.7 DETALHAMENTO DAS ATIVIDADES TEÓRICO-PRÁTICA

DATA ATIVIDADE ESTRATÉGIA DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES PARA O COMPONENTE HOSPITALAR


PEDAGÓGICA
Residentes e preceptores de campo:

Tema: Contrato de Convivência Planejamento do módulo transversal I

1º Momento: A partir da mediação do preceptor de campo, será realizada roda de conversa com os residentes para
que a equipe multiprofissional se reconheça no campo de atuação da ênfase e construa vínculos entre si. Sugere-se,
portanto, atividade de acolhida para essa que será a primeira Roda de Campo da RIS-ESP/CE (a metodologia deve ser
de criatividade do preceptor de campo).

02 a 06/04/18 2º Momento: Os preceptores de campo e residentes deverão realizar a leitura dialogada do Manual do Módulo
Roda de Núcleo Transversal I e discutirem as principais temáticas a serem abordadas e estratégias educacionais a serem utilizadas
Segunda a Integrada ‘Território RIS’ (Planejamento das Rodas). Trata-se, portanto, de roda de planejamento.
Sexta- feira (Todos os
(Seguir profissionais de Esta roda de planejamento, facilitada pelos preceptores é fundamental, pois facilitará a condução e dinamicidade das
semana saúde-residentes Roda de Conversa rodas ao longo do mês, podendo lançar mão de outras metodologias ativas e integradoras que não estejam
padrão da da instituição contempladas neste manual.
ênfase) executora)
3º Momento: Após leitura dialogada do Manual, a condução do debate será usada para entender a relevância da
Roda para a equipe. Algumas perguntas-geradoras podem ser disparadas para melhor condução da Roda:

- Qual a diferença entre Reunião de Equipe e Roda de Campo?


- Qual o meu papel enquanto preceptor?
- Qual o meu papel enquanto residente?
- Quais as expectativas em relação às rodas de campo?

4º Momento: Elaboração de contrato de convivência para que se estabeleça uma relação coletiva de aprendizagem e
convivência, que reconheça a importância da afetividade, do diálogo, do saber popular, das competências técnicas-
profissionais comuns e específicas, da criatividade, do trabalho em equipe e da participação.

25
Preceptores de Campo

Os preceptores deverão conduzir a Roda de Campo de modo a garantir a realização da metodologia e fortalecer a
temática apresentada, assim como fomentar a discussão relacionando os temas as instituições hospitalares. Estas
funcionam não como inquérito, mas como eixo facilitador do debate entre os residentes e como mote para
elaboração crítica do material proposto, assim como também trazer reflexões a cerca do referencial teórico com a
prática profissional nos cenários de atuação dos residentes. O produto da roda deverá ser sistematizado e postado,
pelo preceptor, no formulário de Síntese (instrumental da plataforma do preceptor).

*******

26
Residentes e Preceptores de Núcleo:

Tema: “A inserção da minha categoria profissional na Ênfase” - será facilitado pelo preceptor de núcleo a partir da
leitura de texto recomendado da inserção da minha categoria profissional na ênfase.

Considerando a leitura do texto e os conhecimentos prévios do residente e o respectivo preceptor têm, sugerem-se as
perguntas geradoras para facilitação da síntese:

- Como a minha profissão se inseriu na ênfase?


- Quais os condicionantes históricos para a inserção da minha categoria na ênfase?
- Qual a contribuição nos cuidados em saúde que a minha categoria propõe para a ênfase?
- O que essas práticas/quais destas práticas superam o atual modelo biomédico ainda presente na Atenção
02 a 06/04/18 Hospitalar?
Roda de Núcleo
Segunda a (Residentes e Textos Recomendados (ou de escolha da categoria):
Sexta- feira respectivos Estudo Dirigido
(Seguir preceptores de
semana Enfermagem: “ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DA ENFERMAGEM HOSPITALAR: ABORDAGENS NA LITERATURA”
núcleo da ênfase) Link: http://www.scielo.br/pdf/tce/v23n4/pt_0104-0707-tce-23-04-01104.pdf.
padrão da
ênfase)
Psicologia: “O PAPEL DO PSICÓLOGO HOSPITALAR NA ATUALIDADE: UM ESTUDO INVESTIGATIVO”.
Link: http://www.fundacaojau.edu.br/revista11/artigos/7.pdf.

Serviço Social: “A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO/A ASSISTENTE SOCIAL NO ÂMBITO HOSPITALAR E OS LIMITES PARA A
EFETIVAÇÃO DO PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL”.
Link: http://educonse.com.br/2012/eixo_19/PDF/30.pdf.

Terapia Ocupacional: “Terapia Ocupacional no contexto hospitalar: um delineamento da profissão em hospitais gerais
e especializados na cidade de Salvador, BA”.
Link: http://doi.editoracubo.com.br/10.4322/cto.2012.042

Fonoaudiologia: “O perfil da Fonoaudiologia em hospitais universitários federais brasileiros”


Link: http://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/download/6952/5044.

27
Odontologia: “Odontologia hospitalar: a atuação do cirurgião dentista em equipe multiprofissional na atenção
terciária”
Link: https://seer.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/viewFile/2130/1537

Fisioterapia: “A importância da atuação do fisioterapeuta no ambiente hospitalar”


Link: www.pgsskroton.com.br/seer/index.php/ensaioeciencia/article/download/2750/2607

Farmácia: “Descrição da atuação do farmacêutico em equipe multiprofissional com ênfase no cuidado ao idoso
hospitalizado”
Link: http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v16n4/1809-9823-rbgg-16-04-00747.pdf

Nutrição: “A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL NUTRICIONISTA NO ÂMBITO HOSPITALAR”


Link: http://www.anais.ueg.br/index.php/ciegesi/article/download/1177/892.

Preceptores de Núcleo:

O momento deverá funcionar não como inquérito, mas como eixo facilitador do debate entre os profissionais de
saúde-residentes para que a metodologia não gire em torno da sistematização e sim do fomento ao debate.
O produto da roda deverá ser sistematizado e postado, pelo preceptor, no formulário de Síntese (instrumental da
plataforma do preceptor).

*******

28
Profissionais-residentes e Preceptores de Campo:

Temas: Projeto Político-Pedagógico e Legislação da RIS-ESP/CE.

1º Momento: Leitura coletiva e destaque de dúvidas e sugestões sobre os documentos abaixo descritos (Recomenda-
se que a leitura seja realizada na ordem apresentada):

- Manual do Profissional de Saúde-Residente (anexo do Edital nº 29/2017);


- Regimento Interno da Residência Integrada em Saúde
- Aditivo ao Regimento sobre Acompanhamento de assiduidade; Resoluções da COREMU:
09 a 13/04/18 - Resolução nº 2/2014_Da Reposição Pedagógica;
Roda de Campo
‘Integra RIS’ - Resolução nº 1/2015_Da Absorção dos profissionais-residentes no Sistema Único de Saúde;
Segunda a (Todos os - Resolução nº 2/2015_Do Trabalho de Conclusão da Residência;
Sexta- feira Grupo de - Resolução nº 3/2015_Das Férias, Feriados e Finais de Semana;
residentes da
- Resolução nº 4/2015_Da Dedicação Exclusiva;
(Seguir ênfase e Estudo - Resolução nº 5/2015_Do Aleitamento materno Exclusivo;
semana Interprofissional - Sistema de Avaliação Discente (Tutorial e Instrumento).
preceptores de
padrão da campo) 2º Momento: Debate dos destaques, esclarecimentos de dúvidas e registro de sugestões.
ênfase)
3º Momento: Sistematização de dúvidas e sugestões no formulário de Síntese-Produto da Roda de Núcleo do
Preceptor (instrumental da plataforma EaD).

Preceptores de Campo

Os preceptores deverão conduzir a Roda de Campo de modo a garantir a realização da metodologia e fortalecer a
temática apresentada, assim como fomentar a discussão relacionando os temas as instituições hospitalares. Estas
funcionam não como inquérito, mas como eixo facilitador do debate entre os residentes e como mote para
elaboração crítica do material proposto, assim como também trazer reflexões a cerca do referencial teórico com a
prática profissional nos cenários de atuação dos residentes. O produto da roda deverá ser sistematizado e postado,
pelo preceptor, no formulário de Síntese (instrumental da plataforma do preceptor).

29
Considerações da Tutoria:

Esta atividade é de suma importância para que os residentes e preceptores compreendam os diversos processos
político-pedagógicos e administrativos que compõem a RIS-ESP/CE. Busca ainda, a compreensão do objetivo e da
sistemática das rodas de núcleo e de campo enquanto atividades teórico-práticas. Apropriados dessas informações,
os residentes, ao longo do processo formativo, poderão contar com os preceptores de núcleo e campo, além dos
tutores e coordenadores para esclarecimentos.

O Regimento Interno da Residência Integrada em Saúde está com seu texto em fase de reestruturação pela Comissão
de Residência Multiprofissional em Saúde – COREMU-ESP/CE. Assim, alguns documentos normativos publicados após
a última publicação do Regimento são complementares ou substitutivos a este. A realização da leitura, na ordem
recomendada, possibilitará às atualizações ocorridas e a ocorrerem. O material produzido nesta roda será avaliado
pelo corpo docente (tutoria, coordenações acadêmica e pedagógica) e oportunizará a qualificação normativa do
Programa RIS-ESP/CE.

Caso, até o momento desta roda, residentes e respectivos preceptores de Campo não tenham tido um momento de
integração, sugere-se que seja reservado um espaço de tempo, no início da roda, para tal atividade.

*******

30
Residentes e Preceptores de Núcleo:

Tema: Construção de estratégias/ferramentas que possibilitem um aprofundamento do processo de territorialização


relativo à categoria profissional.

1º Momento: A partir da questão geradora, o residente e o respectivo preceptor deverão dialogar sistematizar e
registrar os tópicos da profissão em relação ao cenário de prática da ênfase, considerados relevantes para o
delineamento da territorialização e do processo de trabalho. (Ler Tutorial de Territorialização).

Questão geradora:

09 a 13/04/18 - O que minha categoria precisa observar dos dados sociais e epidemiológicos que revele o estado de saúde-doença-
cuidado da população e despertem práticas que a minha categoria pode intervir?
Segunda a Roda de Núcleo
Sexta- feira (Residentes e Debater criticamente essa questão disparadora é fundamental para criar o olhar não só de “campo” para a
territorialização, mas também de núcleo. As profissões têm algo a contribuir e observar durante este processo vivido.
(Seguir respectivos Estudo Dirigido
semana preceptores de Produto elaborado: Instrumento de territorialização do Núcleo profissional.
padrão da Núcleo da ênfase)
O material elaborado deve ser utilizado no cenário de prática e deverá culminar na sistematização que fundamentará
ênfase) as discussões da próxima roda de núcleo. O debate deverá ser sistematizado pelo residente e INCLUIDO, pelo
preceptor, no formulário de Síntese-Produto da Roda (instrumental da plataforma EaD).

Preceptores de Núcleo:

O momento deverá funcionar não como inquérito, mas como eixo facilitador do debate entre os profissionais de
saúde-residentes para que a metodologia não gire em torno da sistematização e sim do fomento ao debate.
O produto da roda deverá ser sistematizado e postado, pelo preceptor, no formulário de Síntese (instrumental da
plataforma do preceptor).

*******

31
Residentes e Preceptor de Campo:

Tema: Território e Territorialização em Saúde

1º Momento: A Roda de Campo contará com a metodologia do “Seminário Interativo” - que consiste na divisão do
grande grupo (todos os residentes presentes na Roda) em dois subgrupos, e com a consequente divisão dos dois
textos recomendados.

Texto 1: “CORPO E TERRITORIALIDADE: APONTAMENTOS SOBRE DISPOSITIVOS HOSPITALARES DE SUBJETIVAÇÃO”, de


Sathler (2016).
16 a 20/04/18 Roda de Campo Link: http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/nanduty/article/download/5760/2930.

Segunda a (Todos os Texto 2: “Território e territorialidade no contexto hospitalar: uma abordagem interdisciplinar” de Ferreira, Penteado e
Sexta- feira residentes da Seminário Silva Junior (2013).
Link: http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v22n3/14.pdf.
(Seguir ênfase e Interativo
semana preceptores de 2º Momento: Segue-se, durante a roda, com a leitura dos textos escolhidos por cada um dos grupos de leitura.

padrão da campo) 3º Momento: Socialização da leitura e debate dos textos para o grande grupo.
ênfase)

Os textos se complementam em abordagem e a proposta é que a apresentação possa responder como a literatura
tem apontado conceitos e concepções de território e processo de territorialização em saúde.

Questões geradoras para o debate, após socialização dos textos:

- Quais as concepções de território que os residentes percebem na prática, diante da imersão na instituição e/ou
serviço?
- Quais os desafios a serem superados na atuação territorializada na instituição?
- O que deveremos incorporar no processo de territorialização para compreender as diversas dimensões do território
vivo?
- Quais indicadores de saúde podem expressar o processo de saúde-doença-cuidado dessa comunidade e/ou serviço?

32
4º Momento: Sistematização

O debate deverá ser sistematizado pela equipe de residentes e INCLUIDO, pelo preceptor, no formulário de Síntese-
Produto da Roda (instrumental da plataforma EaD).

Preceptores de Campo:

Os preceptores deverão conduzir a Roda de Campo de modo a garantir a realização da metodologia e fortalecer a
leitura coletiva dos textos, assim como fomentar a discussão acerca de perguntas geradoras. Estas funcionam não
como inquérito, mas como eixo facilitador do debate entre os residentes e como mote para elaboração crítica do
material proposto, assim como também trazer reflexões a cerca do referencial teórico com a prática profissional nos
cenários de atuação dos residentes. O produto da roda deverá ser sistematizado e postado, pelo preceptor, no
formulário de Síntese (instrumental da plataforma do preceptor).

*******

33
Residentes e Preceptor de Núcleo:

Tema: Territorialização do Núcleo profissional.

Nessa roda de núcleo, daremos continuidade às reflexões sobre como está sendo o processo de territorialização do
núcleo profissional e a sistematização das estratégias necessárias para avançar.

1º Momento: A partir do que já foi observado no cenário de prática e sistematizado por meio do material elaborado
na roda de núcleo da semana passada (Instrumento de territorialização do Núcleo profissional), propõem-se para
condução dessa roda as seguintes questões geradoras:
16 a 20/04/18
Roda de Núcleo - Quais os fluxos que os serviços estabelecem para dar conta das necessidades dos usuários?
Segunda a ‘Bora RIS’ - Quais são as ações do seu núcleo para dar conta desse fluxo assistencial?
(Residentes e
Sexta- feira - Como seu núcleo profissional é “reconhecido” e demandado no serviço?
respectivos
(Seguir Roda de Nesse momento da Roda, o olhar das profissões deve voltar-se para as práticas do cotidiano dos serviços realizados
preceptores de
semana Conversa pelas profissões (levando em consideração também experiências prévias).
Núcleo da ênfase) Perceba, que em algumas situações percebidas até o momento da territorialização, a sua profissão não estava
padrão da inserida, mas poderia contribuir, caso o olhar para algumas demandas fossem realizadas.
ênfase)
- Quais são essas demandas? (Essa é a pergunta que diz respeito à prática).

3º Momento: Complementar/Atualizar o Instrumento de territorialização do Núcleo profissional. O instrumento


atualizado deve ser sistematizado pelo residente e postado pelo preceptor, no formulário de Síntese-Produto da Roda
de Núcleo, plataforma.

Preceptores de Núcleo:

O momento deverá funcionar não como inquérito, mas como eixo facilitador do debate entre os profissionais de
saúde-residentes para que a metodologia não gire em torno da sistematização e sim do fomento ao debate.

*******

34
Residentes e Preceptor de Campo:

Tema: Avaliação do processo de territorialização em Saúde.

1º Momento: Esta Roda de Campo propõe uma reflexão sobre como está sendo o processo de territorialização da
equipe multiprofissional e a sistematização das estratégias necessárias para avançar. Trata-se de uma parada para
saber “Como estamos e como seguiremos na territorialização?”

Questões geradoras para apoio na avaliação:


23 a 27/04/18
Roda de Campo
Segunda a - Em qual etapa do tutorial estamos?
(Todos os ‘Bota na Roda’ - Quais os fatores positivos que me fizeram chegar até aqui?
Sexta- feira
- E quais os fatores impeditivos da execução das atividades planejadas para as etapas até aqui?
residentes da Roda de
(Seguir - O que tenho de olhares mais consolidados a respeito do meu território?
ênfase e Conversa
semana
2º Momento: Reflexão, considerando as questões geradoras, como se dará a continuidade do processo de
preceptores de
padrão da territorialização.
campo)
ênfase)
Para subsidiar os momentos da Roda, os residentes e preceptores devem:

- Assistir o vídeo: Cordel da Territorialização (Acopiara, RIS-ESP/CE-Escola de Saúde Pública do Ceará, 2015)
https://www.youtube.com/watch?v=7besQfQBcCg

- O vídeo subsidiará os pontos a serem investigados na territorialização e as estratégias adequadas para coleta das
informações junto aos diferentes sujeitos do território.

- Leitura coletiva do Tutorial de Territorialização e Anexos, disponível na plataforma.

Os residentes e preceptores poderão buscar outras metodologias não previstas no Tutorial de Territorialização e
Anexos para contemplar a realização da territorialização e do planejamento participativo em saúde. A criatividade
também deve ser fomentada, de modo que inovações em métodos ainda não previstos podem ser utilizadas. A ideia,
portanto, é que a Roda seja um espaço de formulação teórico- prática para as atividades de territorialização.

35
Residentes e Preceptor de Núcleo Integrada:

Tema: Sistematização do vivido – Perspectiva do Campo de atuação

Nessa Roda a principal questão a ser debatida é a continuidade, sistematização e fechamento da apresentação.
Ressalta-se que as equipes que já realizaram a territorialização devem agora começar a sistematizar as produções
(que são muitas) e fechar a apresentação do produto. As equipes que não realizaram ainda deverão realizar a
construção metodológica da atividade.

Para que não seja criada uma estratégia padrão em toda a Residência, aqui os residentes e preceptores terão
liberdade de procurar o material que se adeque ao contexto que estão nesse processo de territorialização. Os textos
23 a 27/04/18 sugeridos anteriormente podem sugerir métodos e hoje deverão ser esmiuçados (detalhados).
Terça a Sexta-
Roda de Núcleo Propõe-se a sistematização da apresentação do processo de territorialização. A roda de campo dessa semana
Feira Integrada ‘Bora RIS’ também será destinada para esse fim, mas considera-se importante agregar os preceptores de núcleo na construção
(Seguir ativa desse processo.
(Todas as Oficina de
semana categorias) Sistematização Propõe-se a realização dessas duas ultimas rodas inteiramente destinadas a preparação da ênfase para a
padrão da sistematização da apresentação do processo de territorialização para o módulo presencial na ESP/CE no período de 02
a 04 de maio de 2018.
Ênfase)
O preceptor deve auxiliar na construção e não só observar a atividade dos residentes. Como o preceptor é o
facilitador/mediador de todo esse processo, deve participar ativamente desse momento de construção e, se possível,
se fazer presente no ‘Mostra de Vivências de Territorialização em Saúde’ que ocorrerá durante o módulo presencial
em Fortaleza.

Apresentação da sistematização na Mostra de Vivências de territorialização em Saúde:

- Tempo de apresentação: 15 minutos.


- Estética: criativa, simbólica e representativa, didática, artística (música, dança, cena, jogo, cinema ou outras
manifestações artísticas). Sujeitos dos territórios podem se fazer presentes nas apresentações.
- Conteúdo: Que seja possível, por parte dos presentes no módulo, a compreensão do território vivo de cada cenário,
os produtos, os significados e as etapas vivenciadas.

36
Profissionais-residentes e Tutores:

Cada Instituição Executora socializará para a RIS-ESP/CE de forma presencial, seu processo de territorialização.
02 e 03/05/18 Atividade Teórico- Mostra de
A ordem das socializações estará disposta na plataforma Ead: Ordem das socializações na Mostra de Vivências de
Manhã e Conceitual Vivências de territorialização em Saúde.

Tarde (Módulo territorialização

Presencial) em Saúde
*******

Profissionais-residentes e Tutores:

Tema: Organização do Processo de Trabalho em Saúde a partir do território.


04/05/18 Atividade Teórico-
Exposição
Manhã e Conceitual A partir das socializações na Mostra de Vivências de territorialização em Saúde, serão dadas novas orientações para
dialogada
continuidade da organização do processo de trabalho das equipes, sobretudo sobre a Construção das Agendas de
Tarde (Módulo
Trabalho.
Presencial)

*******

37
6. AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

A avaliação do profissional de saúde-residente tem caráter formativo e não visa exclusivamente à


classificação, mas sua formação. É realizada de forma processual, ocorrendo, entretanto momentos formais
de sistematização a cada semestre, cujas pontuações obtidas serão somadas ao final de cada ano letivo.

A avaliação busca identificar as competências profissionais transversais e específicas desenvolvidas


ao longo do processo formativo pelo profissional de saúde-residente. São considerados 3 (três) dimensões,
com suas respectivas pontuações e pesos:

6.1. DIMENSÃO ASSIDUIDADE (PESO 4/10)

Implementada pelo corpo docente (Atribuição de tutores e coordenadores), refere-se à avaliação da


assiduidade do profissional-residente mediante análise dos registros de assiduidade nas atividades teórico-
conceitais, teórico-práticas e práticas da RIS-ESP/CE. Para tanto, é importante que residentes e preceptores
compreendam e cumpram o disposto normativo da RIS-ESP/CE sobre assiduidade (Documento Aditivo ao
Regimento_Assiduidade).

Preceptores e residentes devem respeitar os fluxos e prazos estabelecidos para o envio dos registros
de assiduidade para a RIS-ESP/CE, implementando: a) Postagem semanal da Síntese das Rodas (Atribuição
dos preceptores de campo e núcleo); b) Postagem mensal do Consolidado de frequência (Atribuição dos
preceptores de campo); c) Entrega física, presencial e mensal dos registros de frequência dos residentes,
assinados pelos respectivos preceptores, para a Coordenação Acadêmica (Atribuição dos residentes
representantes de equipe).

Para as atividades teórico-práticas e teórico-conceituais a frequência mínima para aprovação é de


85% de assiduidade em cada atividade presencial e EaD. Para as atividades práticas a frequência mínima é
de 100% de assiduidade.

Neste Módulo Transversal I:

rodas e na atuação nos cenários de prática.”

38
6.2. DIMENSÃO DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS (PESO 3/10)

Implementada pelo corpo docente (conjuntamente os preceptores de campo e núcleo), refere-se à


avaliação do desempenho do profissional-residente no que diz respeito ao alcance das competências
profissionais, projetadas e desenvolvidas, nas atividades em serviço (práticas), em que se pese, quando
aplicável, as atividades em relação ao campo e núcleo.

Preceptores e residentes devem respeitar os fluxos e prazos estabelecidos para o envio das
avaliações de competências profissionais, implementando: a) sistematização e devolutiva (ambas
individuais) semestral acerca do desenvolvimento individual de competências profissionais (Atribuição dos
preceptores. Ver o disposto no tutorial do sistema de avaliação da RIS-ESP/CE, disponível na Plataforma
EaD.); b) Entrega física, presencial e semestral dos instrumentos de avaliação de competências profissionais
para a Coordenação Acadêmica da RIS-ESP/CE (atribuição dos residentes).

Neste Módulo Transversal I:

atenção às competências e aos objetivos de ensino-

6.3. DIMENSÃO ATIVIDADE-PRODUTO (PESO 3/10)

Refere-se à avaliação do desenvolvimento teórico-conceitual e teórico-prático do profissional de


saúde-residente. Consiste na avaliação, por parte do corpo docente (tutores e coordenadores), das
Atividades-Produto dos Módulos de ensino-aprendizagem. Para tanto, residentes ou equipes devem
sistematicamente atender ao calendário acadêmico e manual pedagógico do módulo para produção,
sistematização e postagem (na plataforma EaD), das atividades-produto do Módulo em curso. Na ocasião da

39
não entrega da atividade-produto do módulo, pelo profissional-residente ou equipe, será atribuída
pontuação ZERO, sem possibilidade de reposição.

Neste Módulo Transversal I:

na Mostra de Vivências de Territorialização em Saúde e ao


Relatório de Territorialização em Saúde.”

ATIVIDADE-PRODUTO AVALIAÇÃO/OBSERVAÇÕES

Postagem do Relatório pela Equipe no


Carga horária EaD: 8h
prazo: 01/05/18

0 – 8 pontos
Relatório de Territorialização em saúde
Análise e avaliação docente realizada pelo corpo docente
contemplando os critérios propostos
de tutores e coordenadores

0 – 2 pontos

Análise e avaliação docente realizada pelo corpo docente


Socialização na Mostra de Vivências de de tutores, coordenadores e convidados. Na ocasião de
Territorialização em Saúde falta do profissional-residente à apresentação da equipe de
colegas, será atribuída pontuação ZERO.

e devem atingir um valor igual ou superior a 7,0 (sete) pontos, ao final de cada ano de curso. O não
alcance da média 7,0 (sete) ocasionará no desligamento do residente do curso.

40
ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DAS ATIVIDADES-PRODUTO

SISTEMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO NOS FORMATOS: RELATÓRIO E


APRESENTAÇÃO PRESENCIAL DE TRABALHOS:

Objetivos da Sistematização: produção e sistematização de conhecimento produzido; fomento à utilização da


territorialização como instrumento para organização do processo de trabalho em saúde; registro acadêmico e
avaliação discente.

1. Relatório da Territorialização em Saúde: Construído coletivamente em equipes compostas por profissionais de


saúde-residentes dos mesmos municípios e hospitais, portanto, de forma inter-ênfase / integrada (Comunitária:
Saúde da Família, Saúde Mental e Saúde Coletiva. Nos hospitais com mais de uma ênfase, realizá-lo integrado).

1.1. Prazo de Entrega: 01 de maio, via postagem na plataforma EaD.


ACOMPANHAMENTO ACADÊMICO > MÓDULOS TRANSVERSAIS > MÓDULO 1 TERRITÓRIO E SAÚDE
>ATIVIDADE-PRODUTO DO MÓDULO.

2.2. Equipes: As apresentações deverão acontecer em equipes. As equipes deverão ser compostas por
profissionais de saúde-residentes dos mesmos municípios/hospitais e, portanto, de forma integrada. A proposta é
que todos os residentes de todas as ênfases que habitam os municípios/hospitais construam coletivamente a
sistematização, trazendo elementos do cenário municipal/hospitalar, das ênfases e das respectivas áreas de
atuação nos territórios.

2.3. Socialização na Mostra de Vivências de Territorialização em Saúde:

Conteúdo: As apresentações deverão contemplar o mesmo conteúdo recomendado no Modelo de Relatório, no


Anexo I deste manual (especialmente os itens 4 e 5). Sintetizado a partir de três dimensões:

a) Que território é esse: região, cidade, serviço (no âmbito da ênfase e área de atuação no cenário de prática)?

b) O percurso: o que vimos, o que sentimos, o que fizemos e o que aprendemos no processo de territorialização
em saúde? (incluindo a imersão no território, as oficinas de territorialização e de planejamento participativo).

c) Considerações implicativas: O que faremos agora? (Que ações destacam-se como prioritárias e/ou estratégicas
para a região, cidade e território).

2.4. Método: Apresentações criativas com uso de diversas linguagens e/ou expressões artísticas, tais como,

41
trazidos pelas equipes (grupos tradicionais e/ou personalidades locais).

Tempo: Cada equipe terá 15 minutos de apresentação, incluindo a participação de possíveis convidados.

propositiva e a participação da equipe no debate sobre das demais apresentações dos colegas de residência.

turno será ocupado por um conjunto de 5-7 equipes. Ao final de cada turno, o corpo docente e convidados da

apresentação e respectivas composições logo estarão disponíveis.

6.4. AVALIAÇÃO DO MÓDULO TRANSVERSAL I – „TERRITÓRIO E SAÚDE‟

A Avaliação do Módulo mensura o percentual discente que consegue alcançar o desempenho no


desenvolvimento das competências profissionais e respectivos objetivos de ensino-aprendizagem.

Ao final de cada módulo, via plataforma EaD, as competências profissionais e objetivos de ensino-
aprendizagem são avaliadas em alcance, mediante escala avaliativa, de forma auto-referidas pelos
profissionais de saúde-residentes. Métodos complementares ocasionalmente também são utilizados no
momento das Rodas Tutoriais pelos tutores e coordenadores da RIS-ESP/CE.

42
7. CARGA HORÁRIA E ASSIDUIDADE DO MÓDULO TRANSVERSAL I – „Território e Saúde‟

Conforme disposto no Sistema de Avaliação discente, as diferentes atividades apresentam limites


específicos de carga horária exigida. As faltas concentradas em uma só atividade* não são recomendadas,
uma vez ocorridas, ocasionam penalidades ao profissional de saúde-residente, conforme disposto no
Regimento interno da RIS-ESP/CE. Excepcionalmente, neste módulo, a carga horária das atividades práticas
alcança 69,1% da carga horária total em virtude do período de imersão teórico implementado em três
semanas presenciais e necessário para a inserção dos profissionais-residentes na Residência Integrada em
Saúde.

Período do Módulo Transversal I:

“De 01 de março a 12 de junho de


2018

7.1 COMPONENTE HOSPITALAR

01 a 31 de Março de 2018

PERÍODO EXIGIDO LIMITE DE FALTA


ATIVIDADE DESCRIÇÃO
CARGA TURNOS EM
HORÁRIA % HORAS
(4h/6h)
Imersão 136 43

TEÓRICO-CONCEITUAL
Módulo Presencial - 6

Pesquisa/ -
3h 15% 21h
Estudo Individual

Roda de Campo 2h -

TEÓRICO-PRÁTICA Roda de Núcleo 2h -

Caso Clínico - - - -

Estudo em Equipe - - - -
PRÁTICA Serviço 53h 8,5 0 0
TOTAL 196h - - -

Obs.: Teórico-conceitual, momento presencial na ESP são turnos de 4h e Prática são turnos de 6h.
Teórico- prática: rodas de campo e núcleo, estudo em equipe, caso clínico.
* O limite de faltas teórico-conceitual e teórico-prático é de 15% e está em horas.

43
01 a 30 de Abril de 2018

PERÍODO EXIGIDO LIMITE DE FALTA


DESCRIÇÃO
CARGA TURNOS EM
HORÁRIA % HORAS
(4h/6h)
ATIVIDADE
Módulo Presencial - -

Pesquisa/ -
12h
Estudo Individual 15% 5h
Roda de Campo 8h -

TEÓRICO-PRÁTICA Roda de Núcleo 8h -

Caso Clínico 4h - - -

Estudo em Equipe 4h - - -
PRÁTICA Serviço 204h 43 0 0
TOTAL 240h - - -

Obs.: Teórico-conceitual, momento presencial na ESP são turnos de 4h e Prática são turnos de 6h.
Teórico- prática: rodas de campo e núcleo, estudo em equipe, caso clínico.
* O limite de faltas teórico-conceitual e teórico-prático é de 15% e está em horas.

01 a 31 de Maio de 2018

PERÍODO EXIGIDO LIMITE DE FALTA


DESCRIÇÃO
CARGA TURNOS EM
HORÁRIA % HORAS
(4h/6h)
ATIVIDADE
Módulo Presencial 24h 6

Pesquisa/ -
9h
Estudo Individual 15% 8,5h
Roda de Campo 8h -

TEÓRICO-PRÁTICA Roda de Núcleo 8h -

Caso Clínico 4h - - -

Estudo em Equipe 4h - - -
PRÁTICA Serviço 219h 36,5 0 0
TOTAL 276h - - -

Obs.: Teórico-conceitual, momento presencial na ESP são turnos de 4h e Prática são turnos de 6h.
Teórico- prática: rodas de campo e núcleo, estudo em equipe, caso clínico.
* O limite de faltas teórico-conceitual e teórico-prático é de 15% e está em horas.

44
01 a 12 de Junho de 2018

PERÍODO EXIGIDO LIMITE DE FALTA


DESCRIÇÃO
CARGA TURNOS EM
HORÁRIA % HORAS
(4h/6h)
ATIVIDADE
Módulo Presencial - -

Pesquisa/ -
6h
Estudo Individual 15% 2h
Roda de Campo 2h -

TEÓRICO-PRÁTICA Roda de Núcleo 2h -

Caso Clínico 1h - - -

Estudo em Equipe 1h - - -
PRÁTICA Serviço 84h 36,5 0 0
TOTAL 96h - - -

Obs.: Teórico-conceitual, momento presencial na ESP são turnos de 4h e Prática são turnos de 6h.
Teórico- prática: rodas de campo e núcleo, estudo em equipe, caso clínico.
* O limite de faltas teórico-conceitual e teórico-prático é de 15% e está em horas.

MÓDULO TRANSVERSAL I “Território e Saúde”


01 de Março a 12 de Junho de 2018

ATIVIDADE DESCRIÇÃO CARGA HORÁRIA

Imersão 136h

TEÓRICO-CONCEITUAL Módulo Presencial 24h

Pesquisa/ 30h
Estudo Individual
Roda de Campo 20h

Roda de Núcleo 20h


TEÓRICO-PRÁTICA
Caso Clínico 10h

Estudo em Equipe 10h

PRÁTICA Serviço 560h


TOTAL 810/a

45
MÓDULO TRANSVERSAL I „Território e Saúde‟
01 de Março a 12 de Junho de 2018
ATIVIDADE CARGA HORÁRIA TOTAL DISTRIBUIÇÃO

Teórico-Conceitual 190 h/a 23,4%

Teórico-Prática 60h/a 7,4%

Prática 560 h/a 69,1%

TOTAL 810h/a 100%

46
MODELO DE RELATÓRIO DE TERRITORIALIZAÇÃO EM SAÚDE – ANEXO I

1. CAPA

Deve conter ênfase, nome da coordenação da ênfase, nome dos preceptores e nome dos
residentes que elaborarão o trabalho, com indicação de seu núcleo profissional.

2. INTRODUÇÃO

2.1. Apresentação das equipes e cenários de práticas.


2.2. Reflexões teóricas sobre conceito de território e territorialização.

3. PERCURSO PELO TERRITÓRIO – basear-se nos vetores do território.

3.1 Apresentação dos elementos da Territorialização construídos, a partir dos vetores do


território, na Oficina de Territorialização na ESP/CE e pactuados com os preceptores no cenário de
prática.

3.2 Descrição das estratégias de Territorialização utilizadas considerando as dimensões propostas


no Método MDV- Reflexivo-Dialógico-Vivencial. Exemplos: Visitas institucionais, visitas aos
setores/serviços; conversas e/ou entrevistas com usuários e familiares; conversas e/ou entrevistas
com profissionais e demais sujeitos do cenário de prática; participação em atividades do cenário de
prática; atendimentos e intervenções conjuntas a outros profissionais, estudo de indicadores de
saúde da área da ênfase; estudo de prontuários; reuniões, oficinas de territorialização e etc.

4. QUE TERRITÓRIO É ESSE?

4.1. Apresentação do cenário de prática e sua história (Hospital/Serviço e território


regional/municipal/local).
4.2. Descrição das Redes de Atenção à Saúde na qual a ênfase se encontra e quais
serviços/redes se relaciona.
4.3. Sujeitos/setores e instituições chaves encontradas nesse território.
4.4. Descrição e reflexão acerca do território a partir dos vetores do território.
4.5. Descrição e reflexão acerca do território na perspectiva do núcleo profissional: descrição da
demanda e das práticas relativas ao núcleo profissional (com exceção da ênfase Saúde Coletiva).

47
5. SISTEMATIZAÇÃO DA TERRITORIALIZAÇÃO

Sistematização dos principais elementos apreendidos na Territorialização a partir da matriz FOFA e


da matriz GUT, de priorização de problemas.

6. CONSIDERAÇÕES IMPLICATIVAS

6.1. Dificuldades e potencialidades do processo de Territorialização (como os vetores do


território foram apreendidos? Como as estratégias de territorialização foram desenvolvidas? como
se deu a participação dos diferentes sujeitos do cenário de prática na territorialização?).
6.2. Implicações promovidas pelo processo e reflexões acerca da aprendizagem produzida (que
impactos e contribuições a territorialização trouxe e pode trazer par ao cenário de prática; que
impactos e contribuições a territorialização trouxe e pode trazer para os residentes? Que
aprendizados essas atividade produziu nos residentes?)

48