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FACULDADE INTEGRAL CANTAREIRA CURSO DE ENGENHARIA AGRONÔMICA

PANORAMA DE PRODUÇAO DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM DA


SERRA DA MANTIQUEIRA, AGUAS DA PRATA(SP) E POÇOS DE
CALDAS(MG)
E SUAS CARACTERISTICAS
PERIODO 2014-2016

MAURO FERREIRA ANTÃO

SÃO PAULO
2017
MAURO FERREIRA ANTÃO

PANORAMA DE PRODUÇAO DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM DA


SERRA DA MANTIQUEIRA, AGUAS DA PRATA(SP) E POÇOS DE
CALDAS(MG)
E SUAS CARACTERISTICAS
PERIODO 2014-2016

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Faculdade Integral
Cantareira, como parte das exigências do
Curso de Engenharia Agronômica para
obtenção do título de Bacharel em
Agronomia.

Orientador: Ma. Ramute Jalovectaite

São Paulo
2017
MAURO FERREIRA ANTÃO

PANORAMA DE PRODUÇAO DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM DA


SERRA DA MANTIQUEIRA, AGUAS DA PRATA(SP) E POÇOS DE
CALDAS(MG)
E SUAS CARACTERISTICAS
PERIODO 2014-2016

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao curso de Engenharia
Agronômica, como parte dos requisitos
exigidos para a conclusão do curso.

SãoPaulo, 06_ de dezembro de2017.

Prof.ª. Ma. Andrea Dantas de Souza


Coordenadora do Curso deAgronomia

BANCA EXAMINADORA

Prof. Ma. Simone Bragantini Camilo

Prof. Dra. Silvana Bragatto

Prof. Ma. Simone Bragantini Camilo


PANORAMA DE PRODUÇAO DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM DA
SERRA DA MANTIQUEIRA, AGUAS DA PRATA(SP) E POÇOS DE
CALDAS(MG)
E SUAS CARACTERISTICAS
PERIODO 2014-2016

Resumo - A Oliveira (Olea europaea sativa L.) é uma planta originária entre as latitudes 30º a 45º,
hemisfério norte ou sul. Brasil segundo maior importador de azeites. Único óleo vegetal
comercialmente significativo, extraído de um fruto e não de sementes. Vem sendo utilizadas desde as
folhas, raízes até fruto para fins medicinais. Seu maior derivado, o azeite de oliva extra virgem, é rico
em antioxidantes, fonte de vitamina E, A e K, fortalece o sistema imunológico. Alimento que atua
desde a gastronomia à medicina. Devido ao elevado conteúdo de ácidos graxo monoinsaturado
(ácido oleico) e a presença de substâncias antioxidantes, polifenóis. Com propriedades para inibir a
proliferação de células cancerígenas. Também parecem oferecer benefícios cardiovasculares graças
a suas propriedades anti-inflamatórias e porque reduzem a coagulação das células vermelhas do
sangue, diminuindo o risco de trombose, acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos. São
conservantes naturais que protegem o azeite da deterioração causada pela deterioração causada
pela oxidação e também ajudam a proteger os tecidos em varias partes do corpo humano, do assalto
dos radicais livres. Os azeites refinados quase não contem polifenóis que eles e o resto da fração
polar desaparecem durante o processo de refino, o que demandaria uma mudança na legislação,
evitando prejuízos. O Objetivo deste trabalho foi avaliar a produção, produtividade, problemas com o
azeite de oliva extra virgem e azeitonas em 13 lugares no período de 2014 a 2016, bem como fatores
que possam melhorar o controle e a necessidade dede conhecimento da espécie e intervenção do
profissional mediante falta de estrutura do produtor, com manejo, doenças, pragas e escolhas de
variedades.

Palavras chaves: Azeite. Benefícios. Polifenóis. Produção. Controle.

Abstract - O Oliveira (Olea europaea sativa L.) is a native plant between latitudes 30º to 45º,
northern or southern hemisphere. Brazil second place of import. Only commercially significant
vegetable oil, extracted from a fruit and not from seeds. It is usedfrom leaves, roots to fruit for
medicinal purposes. Its major derivative, extra virgin olive oil, is rich in antioxidants, source of vitamin
E, A and K, strengthens the immune system. Food that acts from gastronomy to medicine. Due to the
high content of monounsaturated fatty acids (oleic acid) and the presence of antioxidant substances,
polyphenols. With properties to inhibit the proliferation of cancerous cells. They also appear to offer
cardiovascular benefits thanks to their anti-inflammatory properties and because they reduce the
coagulation of red blood cells, decreasing the risk of thrombosis, strokes and heart attacks. They are
natural preservatives that protect the oil from deterioration caused by deterioration caused by
oxidation and also help protect the tissues in various parts of the human body from the assault of free
radicals. The refined oils contain almost no polyphenols that they and the rest of the polar fraction
disappear during the refining process, which would require a change in the legislation, avoiding
losses. The objective of this work was to evaluate the production, productivity, problems with extra
virgin olive oil and olives in 13 wineries in the period from 2014 to 2016, as well as factors that can
improve the control and the need for knowledge of the species and the intervention of the professional
through lack of structure of the producer, with management, diseases, pests and varietychoices.
.

Key words:Olive oil. Benefits. Polyphenols. Production. Control


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 6

2. OBJETIVO.......................................................................................................... 10
2.1. Objetivo específico........................................................................................ 10
3. REVISÃO DE LITERATURA .............................................................................. 11
3.1. Botânica ........................................................................................................ 11
3.2. PRODUTO PRINCIPAL .................................................................................. 11
3.3. IMPORTÂNCIA NA SAÚDE E SOCIOECONÔMICA ..................................... 11
3.4. CULTIVO NOBRASIL ..................................................................................... 12
3.4.1. Alta Mantiqueira ...................................................................................... 12
4. MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................... 14
4.1. Oliva ................................................................................................................ 14
4.2. Produtividade................................................................................................. 14
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................... 15
6. CONCLUSÃO ..................................................................................................... 20
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 21
1. INTRODUÇÃO

A oliveira é uma planta de origem desconhecida e ainda está em discussão,


admitindo originária das terras do Oriente do Mediterrâneo, Az-zaitun, com o
significado de suco de azeitona, pertencente à classe magnoliopsida, ordem
lumiales, família Oleaceae, cuja espécie estudada é a Olea europaea sativa L.,
árvore perene, lenhosa, de 4 a 8 metros, polimórfica com fases juvenis e adultas
distintas. Adulta, potencial de reprodução, folhas e entre nós maiores; juvenis, entre
nós curtos, folhas grossas, pequenas, potencial de enraizamento. A transição de
idade juvenil para a adulta se dá a partir dos 3º ano, com propagação vegetativa. A
absorção de água e nutrientes se dá pelas regiões mais jovens da raiz, os ápices
radiculares. Essa região é também suscetível à infecção de nematóides. As folhas da
oliveira são simples e de forma lanceolada, o pecíolo é curto sendo que cada nó
aparece duas folhas opostas. A oliveira tem a flor hermafrodita, o fruto em forma de
drupa, quando maduro a sua cor vai de violacea a negra.É o único óleo vegetal
comercialmente significativo, extraído de um fruto, e não de sementes como
girassol, emendoim , soja ou outros. RAPOPORT, (2008 apud CRUZ,2012)
Segundo Tom Mueller (2012), o azeite de oliva extra virgem, produto produzido dos
frutos destas oliveiras, trata-se de um alimento que apresenta diversos benefícios à
saúde. O azeite é rico em antioxidantes, fonte de vitamina E, A e K e fortalece o
sistema imunológico. Alimento que atua em vários setores com diversas funções, da
área da gastronomia, cosmético, indústria à área medica, como prevenção de câncer
de mama, de estomago, de ovário, artrite reumática, doenças cardíacas,
osteoporose, diabete, transpiração excessiva, obesidade, hipertensão arterial, mal
de Alzaimer e outros. (GOUVEIA, 1995, TOM MULLER 2012, CARDOSO2006).
Quando consumidos com frequência, conferem benefícios à saúde do homem,
devido ao elevado conteúdo de ácido graxo monoinsaturado (ácido oleico) e à
presença de substâncias antioxidantes, conferindo características de alimento
funcional e sendo fonte econômica de expressão nas indústrias alimentícias
(CARDOSO, 2006) O azeite e sua qualidade esta ligado a deterioração das
azeitonas no campo, ação de pragas, inadequação da colheita, ao caírem ao solo,
ao processo de extração inadequado,adquirindo sabores e odores indesejáveis, e
com isto ocorrem perdas significativas de qualidade do produto final (CIVITOS et al.,
1992). De acordo Zaroni et al.(2012), o azeite de oliva apresenta em sua
composição entre 56 e 84% de acido graxo oléico, uma gordura do tipo
monoinsaturada, teor que o classifica como uma das maiores fontes desse tipo de
gordura. Os polifenóis do azeite de oliva são poderosos antioxidantes, conservantes
naturais que protegem o azeite da deterioração causada pela oxidação e também
ajudam a proteger os tecidos em varias partes do corpo humano, do assalto dos
radicais livres. (TOM MUELLER, 2012).. A produção de oliveiras concentra-se em
países de clima mediterrâneos, 95% da produção mundial. A produção da Argentina
e Chile está ao redor de 1,0 e 0,3% da produção mundial, respectivamente (CHILE
OLIVA, 2012). Os gregos consomem mais azeite , 21 litros per capta ano, Itália e
Espanha 13, Grã Bretanha e Estados Unidos 1, Brasil 324 gramas/ano (2010-2011).
O Brasil é o segundo maior importador mundial de azeite de oliva e de azeitona de
mesa. O MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) “Regulamento
Técnico do Azeite de Oliva e do Óleo de Bagaço de Oliva”, a qual está baseada na
legislação internacional elaborada pelo COI. A Instrução Normativa define que azeite
de oliva é o produto obtido somente do fruto da oliveira (Olea europaea L.), excluído
todo e qualquer óleo obtido pelo uso de solvente, por processo de re-esterificação ou
pela mistura com outros óleos, independentemente de suas proporções (BRASIL,
2012).
Nos anos 50, a ONU, cria o COI. (Conselho Oleícola Internacional), órgão que
estipula parâmetros de qualidade dos azeites de oliva. (TOM MULLER, 2012). Em
1960, a definição de defeitos. No início dos anos 80, foram identificados os principais
atributos de sabor e aroma do azeite de oliva. Com esta legislação, o azeite de oliva
tornou se o primeiro alimento do mundo que possui sua qualidade determinada
legalmente. Esta legislação determina que os parâmetros de qualidade aplicada aos
azeites de oliva virgem incluam a acidez, relacionada a processos hidrolíticos; o
índice de peróxido e a absorbância na região do ultravioleta, relacionados ao grau de
oxidação; e a análise sensorial, relacionada às características sensoriais, além
também seu grau de pureza. Bem frente a este panorama, o objetivo deste trabalho,
trava questões, de colher dados e somar números do setor oleícola nacional, no
período de três anos (2014 e 2016), fazer levantamento de dados da produção, % de
azeite no fruto, dificuldades que produtores enfrenta no manejo, extração e
comercialização do produto final – azeite extra virgem nacional
.
2. OBJETIVO

O objetivo do presente trabalho foi avaliar o período de 2014- 2016, em


lagares situados no Estado de Minas Gerais e São Paulo, avaliar dificuldades do
setor enviando questionários para produtores de azeite nacional.

2.1. Objetivo específico

Avaliar produtividade do setor, % de azeite no fruto, cultivares implantados,


espaçamentos e dificuldades encontrados entre os produtores região MG e SP.
Colher números e evidenciar dificuldades.
3. 3.0 MATERIAL E MÉTODOS
4.

5.
6.
7. O trabalho foi realizado a campo no periodo de julho a setembro de 2017, nas fazendas,
Aguas da Prata(SP), e Poços de Caldas(MG), localizada entre as latitudes 21º56’12”S e
46º43’00”W e 21º 47’ 16” S Longitude 46º 33’41” O clima é caracterizado como subtropical
com ocorrência de temperaturas médias de 18,4° C, precipitação pluviométrica média de/1600
mm anuais e altitude média de 850 A 1160 metros (CEPAGRI, 2016).
8. De acordo com a classificação climática de Koppen, o clima predominante na região é do tipo
Cwa, ou seja, clima tropical de altitude, com chuvas no verão e seca no inverno, e a
temperatura média do mês mais quente é superior a 22°C (CEPAGRI, 2016).

Foi encaminhado questionário para produtores de oliveiras para colher


dados e informações. Anexo 1.
Questionário encaminhado para ....
Anexo 1. 1. Anexo: Carta, questionário para produtor.

Prezado Produtor,

Boa Tarde. Sou um estudante de graduação agronômica da Faculdade


Integrar Cantareira de São Paulo, com TCC na área oleícola, com objetivo de
comparar olivicultura nacional brasileira com experiência dos países Sul americanos:
Uruguai, Argentina e Chile.
Por tanto peço ajuda em colaboração respondendo estas perguntas:
1. Olival:
a. Ano de inicio
b. Área plantada (hectare):
c. Variedades:
d. Espaçamento (densidade plantas por hectare):
e. Cultivo - orgânico, convencionar, mecanizado
2. Produtividade:
a. Produtividade colhida por planta (media) em Kg três ultimas safras
ou por hectare.
b. Dificuldades (especificar: florada, vegetação, segurar os frutos,
doenças de frutos quais)
c.Doenças (especificar)
d. Rendimento de azeite % ou quantidade de azeite extraído ultimas
três safras.
Desde já agradeço pelo envio.
Mauro Antão

8.1. Oliva

1ª- ano de inicio da plantação, 2ª- área plantada(há), 3ª-variedades plantadas,


4ª espaçamento utilizado (densidade, plantas por hectare) 5ª cultivo, orgânico,
convencional, mecanizado.

8.2. Produtividade

1ª Produtividade colhida por planta (media) em kg , três ultimas safras ou por


hectare 2ª Dificuldades (especificar: florada, vegetação, segurar os frutos, doenças
de frutos quais) : 3ª Doenças (especificar):4ª Rendimento de azeite % ou quantidade
de azeite extraído ultimas três safras.

Tabela 1- Questionário apresentado aos produtores da Mantiqueira no período de 2017.

Lagares Anodeinício Área/(há) Variedade Espaçamento/m Cultivo


Nome Produtividade/pl Dificuldades Pragasedoenças Rendimento %
9.
10.
11. 4.0 RESULTADOS E DISCUSSÃO
12.
13. 4.1. Variáveis de desenvolvimento da cultura
14.
15. REVISÃO DELITERATURA

15.1. Botânica

A oliveira é uma planta de origem desconhecida e ainda está em discussão,


admitindo originária das terras do Oriente do Mediterrâneo, onde a Europa, a Ásia e
a África se encontram. Az-zaitun, com o significado de suco de azeitona, pertencente
à classe magnoliopsida, ordem lumiales, família Oleaceae, cuja espécie estudada é
a Olea europaea sativa L., Árvore perene, lenhosa, de 4 a 8 metros, polimórfica com
fases juvenis e adultas distintas. É originaria entre as latitudes 30º a 45º, hemisfério
norte ou sul. (RAPOPORT, 2008)

15.2. Produto principal

O azeite de oliva é o principal produto obtido dos frutos da oliveira (olea


europaea sativa L). Por suas características organolépticas é muito apreciado
sendo largamente utilizado nos países situados na região do mar Mediterrâneo
(PEIXOTO SANTANA, ABRANTES, 1998). Nos últimos anos, o cultivo de
oliveiras adquiriu especial relevância em todo o mundo pelas propriedades
benéficas do azeite de oliva a saúde humana (OLIVEIRA et. al).

15.3. Importância na saúde e sócio econômica

Um dos fatores associados a baixa mortalidade por doenças


cardiovasculares observadas nas populações da região mediterrânea e a elevada
ingestão de ácido oleico presente no azeite de oliva (OGNILD et. al., 1998).
Os polifenóis do azeite de oliva também ajudam a prevenir o câncer do
cólon, de mama dos ovários e da próstata. Os polifenóis oferecem benefícios
cardiovasculares, graças as suas propriedades anti-inflamatórias reduzem também a
coagulação das células vermelhas do sangue, diminuindo o risco de trombose,
acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos. Outra substancia atuam como
agentes antibacterianos, amplificando a resposta do sistema imunológico a infecção.
E outras como o oleocantal, parecem proteger contra danos neurológicos em
condições degenerativas, como a doença de Alzaimer.
A baixa incidência de doenças cardiovasculares, demências e certos tipos
de câncer – esses estão entre os principais benefícios atribuídos a dieta
mediterrânea, diz Gary Beauchamp.
Os azeites refinados quase não contem polifenois, desaparecem durante o
processo de refino. Ainda assim os rótulos de azeite raramente comunicam esse
dado importante para a saúde. Deve conter apenas uma mensagem relativa à saúde
cardiológica sobre os ácidos graxos do óleo de oliva que coloca o azeite extra
virgem e o azeite refinado na mesma classe, como se fossem mercadorias similares
(TOM MUELLER).

15.4. Cultivo no Brasil

No contexto mundial, o Brasil se posiciona entre os maiores importadores de


azeite de oliva, não possuindo uma produção agrícola para atender ao mercado
interno. Entre 1.996 e 1.998 houve um aumento de 44 % nas importações, sendo a
Argentina, Espanha e Portugal os principais fornecedores (AUED-PIMENTEL et. al.,
2002, PIO et. al., 2005)
Embora o Brasil seja um país tropical, possui grande extensão territorial,
regiões com condições climáticas e características adequadas para o cultivo de
oliveiras e para a industrialização de seus produtos (PIO et. al.2005, SANTOS,
2005).
Olivicultura hoje amparada por alguns grandes playeres no setor oleícola:
Batalha, Prosperato (Tecno Planta), Fazenda Rainha com seus 80 há improdutivos e
fazenda Irarema na vizinhança da mesma já com 16 000 mudas plantadas e com
projeções em expansão, para atender a demanda do centro de extração de azeites
de primeira e que terá como start crescimento da olivicultura no Sul de Minas Gerais.
Há espaço para todos crescerem. Mercado interno Brasileiro somado em 87
mil t de azeites. Hoje não esta atendido 1% de mercado interno.
Há muito para crescer inicialmente com estes planos de negocio viável:
1. Produção de azeites de qualidade
2. Produção azeite quantidade
3. Produção de azeitonas e venda das azeitonas para centros de extração
de azeites.
4. Consultoria técnica.
Há grande valorização do azeite, pois o consumidor já despertou valorizar
um alimento de qualidade: aprendeu tomar bons vinhos, alimentos gourmet de
fibras, e bons azeites claro.
Todos azeites tem seu sabor, textura, personalidade, cor, equilíbrio,
harmonização especifica. Quando outros refere-se nos aromas e fragrâncias de
alcachofra, grama recém cortada, tomate verde, kiwi, no Brasil azeite recebe o
aroma de banana. Parece brincadeira mas não é. Muito serio.
No óleo de supermercado não tem nenhuma virgindade. 98% de todo azeite
extra virgem é falsificado. (Tom Mueller, Extravirgindade o sublime e escandaloso
mundo do azeite de oliva).
O autor relata que milhares de fabricantes de azeite honestos que
dificilmente conseguem ganhar a vida neste mercado distorcido e para com milhões
que estão sendo privados das propriedades terapêuticas do azeite de boa qualidade.
O azeite extra virgem real contem poderosos antioxidantes e anti-inflamatórios que
ajudam a prevenir doenças degenerativas - Alzaimer, câncer, ulceras, gastro-
esofagites, hemorróidas e etc. O azeite extra virgem falsificado não contem quase
nenhum. O azeite de boa qualidade é essência de dieta mediterrânea. O azeite ruim
não é apenas uma fraude, é um crime contra saúde pública.
Como é feito o azeite falsificado: tem equipamentos de desodorização
presente em moinhos espanhóis, particulamente em Andaluzia, onde este artifício é
ilegalmente usado para remover os maus sabores e aromas de óleos de qualidade
inferior, em fim de vende-los como extra virgens. Tem outra pratica generalizada de
fazer azeites refinados onde com altas temperaturas e presença do terpente Hexano
retira todas as propriedades benéficas, cor, aroma, vitaminas, antioxidantes e
partículas da biomassa, privando todas propriedades benéficas á saúde e de suas
qualidades sensoriais.
Este azeite falsificado la fora chega para Brasil onde se falsifica no processo
de envaze com óleos de soja, amendoim e outros, e quando chega na mesa dos
restaurantes de segunda mão ele esta sendo falsificado pela terceira vez
Vigaristas de segunda categoria tingem óleo de soja ou canola barato com
clorofila industrial, misturam com betacorotena usando como aromatizante e
vendiam como azeite de oliva extra virgem (Tom Muller).
No livro chamado a olivicultura no Brasil do autor Pimentel Gomes, fala que
a oliveira no Brasil foi introduzida há vários séculos. Oliveira foi plantada nos
municípios Sul – São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Leste
meridional – Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e outras regiões,
principalmente próximo das igrejas, onde apresentaram uns bons resultados de
produtividade mais que 100 -200 kg por pe.
1950 anos:
Uruguaiana- Pelotas-Porto Alegre
Produtor Batista Luzardo – Fazenda São Pedro – 72.000 oliveiras (o maior
do Brasil)
Colival – 45.000 oliveiras (Jacui perto da Porto Alegre)
Conde Matarazzo – 200.000 em Arroio Grande
Souza Coelho - 500.000 mudas ano em Pelotas.
Santa Catarina Foi confirmado através das pesquisas agronômicas provam
que olivicultura é muito promissora em Santa Catarina, mesmo nas áreas litorâneas.
Piquenos olivais nos vários municípios incluindo Joaçaba.
Paraná
Tem relato dos olivais produtivos em Palmeira, Curitiba, Guarapuava,
Rolandia, Toledo, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu (Agrinco)
Conde Matarazzo no município Jaguariaiva milhares de oliveiras. Relatos em
Campo Largo muitos olivais produtivos.
São Paulo
Campos do Jordão, São Bento de Sapucaí, Poá, Guaianases, São Roque,
Buri, São Jose dos Campos, Campinas, Limeira, Moji das Cruzes,
Agrinco plantou olivais experimentais em Guararema
Conde Matarazzo 3.500 oliveiras – Fazenda Quietude, município de campos
de Jordão
Conde Matarazzo 500 oliveiras em São Jose dos Campos
Tinha olivais em plena produção São Manuel, dr. Ademar
Minas Gerais
Sapucai Mirim, Guaxupe, Caldas, Poços de Caldas, Virginia, Três Corações,
Maria da Fé, Viçosa, Ouro Preto, Sacramento, Caxambu, Baependi, Diamantina,
Uberaba, Triangulo Mineiro,
Rio de Janeiro
Municipio Maria Madalena, Petropolis, Teresopolis, Nova Friburgo,
Espirito Santo
Iniciou se interesse nos fazendeiros e sitiantes em vários municípios.
Goiás, Pernambuco, Paraíba (Bordorema), Pernambuco campos de
experimentação, Ceara (Sobral, Pentecoste, Icó, Baturité, Sousa Pombal, Açu,
Mossoro)
Amazônia em Manaus em volta das igrejas.
Vou usar a frase do autor do livro: “atualmente se plantam grandes olivais no
Brasil do Rio Grande do Sul a Minas gerais. A tendência é para adensar
consideravelmente os olivais no Sul e levá-los em grande escala até os planaltos da
Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Cabe aos institutos
agronômicos, as estações experimentais, escolas de agronomia e postos
agropecuários contribuírem para uma rápida difusão da oliveira no Brasil e
solucionarem os seus problemas”.
Chegou-se a conclusão que Brasil olivicultura não decola, porque não quer
ser auto-suficiente em azeites para seu mercado interno. É fato. Porque os mesmos
assuntos se repete ao longo dos últimos anos:
Foram anunciados estes desafios 2008:
Criar normas de produção integrada para a cultura de oliveira; da importação
e liberação de material genético de oliveiras; dos recursos genéticos e bancos de
germoplasma de oliveiras; da vigilância fitossanitária; e da cultura da oliveira e
zoneamento edafoclimático da oliveira. 2010 são os mesmos desafios.
Em 2017 foi publicado que “o cultivo de oliveira é recente no Brasil”.
Segundo Pacheco, o país tem mais de 200 produtores, que plantam em uma área
de cerca de 4 mil hectares. Neste ano, o setor produziu 97 mil litros de azeite, a
partir de 950 toneladas de azeitonas. A projeção é que a produção chegue a 200 mil
litros em 2018.
Embora seja uma atividade recente, a olivicultura brasileira já se destaca no
cenário mundial “Alguns de nossos azeites de oliva foram premiados em concursos
internacionais”, destaca Pacheco. O Brasil tem atualmente cerca de 40 marcas
nacionais de azeite de oliva. Além de renda, a cadeia produtiva tem potencial para
geração de empregos. “No período de colheita, por exemplo, o setor precisa de
trabalhadores de maneira intensiva. E o país ainda é carente de mão de obra
qualificada para o serviço”, assinala Pacheco.
Por ser uma cultura permanente, o cultivo de oliveiras é apropriado a
pequenas propriedades. Isso contribui para adoção de boas práticas agrícolas –
normas, princípios e recomendações técnicas aplicadas na produção,
processamento e transporte que visam proteger o meio ambiente e promover o bem-
estar dos trabalhadores e consumidores.
A contribuição da cultura à sustentabilidade ambiental permitiu sua inclusão
na linha de crédito de investimento do Plano Agrícola e Pecuária 2017/2018, por
meio do Programa ABC (baixa emissão de carbono). O ABC conta com R$ 2,13
bilhões para financiar os produtores neste ciclo agrícola. O limite de crédito por
beneficiário é R$ 2,2 milhões, com até 12 anos para pagamento.
Outro assunto em debate na comissão é a proposta para elaboração de um
cadastro nacional sobre a produção de oliveira.
Os participantes da reunião trataram ainda das normas de produção
integrada para a cultura de oliveira; da importação e liberação de material genético
de oliveiras; dos recursos genéticos e bancos de germoplasma de oliveiras; da
vigilância fitossanitária; e da cultura da oliveira e zoneamento edafoclimático da
oliveira.
A comissão é vinculada ao Departamento de Desenvolvimento das Cadeias
Produtivas e da Produção Sustentável (Depros), da Secretaria de Mobilidade Social,
do Produtor Rural e do Cooperativismo (SMC) do Mapa e é responsável por
promover o desenvolvimento da olivicultura nos aspectos sociais, tecnológicos,
econômicos e ambientais.
Olivicultura no Brasil é muito mal conduzida e assessorada, existe limitação
no conhecimento, limitação até no trabalho que deve ser feito para dar um norte
para produtores de oliveiras.

15.4.1. Alta Mantiqueira

O planalto de Poços de Caldas, região Bragantina, Joanopolis, Tuiuti,


Itapetininga, Terras Altas da Cunha, Lorena, Vale da Paraíba e a região das Terras
Altas da Mantiqueira, que inclui Maria da Fé, no extremo Sul de Minas Gerais, vem
realizando nos últimos anos o cultivo de algumas variedades de oliveira, pois
apresentam condições edafo-climaticas favoráveis para o cultivo de espécies de
clima temperado como as oliveiras (OLIVEIRA; ANTUNES;SCHUCH).

16. MATERIAL EMÉTODOS

Foi encaminhado questionário para produtores de oliveiras para colher


dados e informações. Anexo 1.
Questionário encaminhado para ....
Anexo 1. 1. Anexo: Carta, questionário para produtor.

Prezado Produtor,

Boa Tarde. Sou um estudante de graduação agronômica da Faculdade


Integrar Cantareira de São Paulo, com TCC na área oleícola, com objetivo de
comparar olivicultura nacional brasileira com experiência dos países Sul americanos:
Uruguai, Argentina e Chile.
Por tanto peço ajuda em colaboração respondendo estas perguntas:
1. Olival:
a. Ano de inicio
b. Área plantada (hectare):
c.Variedades:
d. Espaçamento (densidade plantas por hectare):
e. Cultivo - orgânico, convencionar, mecanizado
2. Produtividade:
a. Produtividade colhida por planta (media) em Kg três ultimas safras
ou por hectare.
b. Dificuldades (especificar: florada, vegetação, segurar os frutos,
doenças de frutos quais)
c.Doenças (especificar)
d. Rendimento de azeite % ou quantidade de azeite extraído ultimas
três safras.
Desde já agradeço pelo envio.
Mauro Antão

16.1. Oliva
1ª- ano de inicio da plantação, 2ª- área plantada(há), 3ª-variedades plantadas,
4ª espaçamento utilizado (densidade, plantas por hectare) 5ª cultivo, orgânico,
convencional, mecanizado.

16.2. Produtividade

1ª Produtividade colhida por planta (media) em kg , três ultimas safras ou por


hectare 2ª Dificuldades (especificar: florada, vegetação, segurar os frutos, doenças
de frutos quais) : 3ª Doenças (especificar):4ª Rendimento de azeite % ou quantidade
de azeite extraído ultimas três safras.

Tabela 1- Questionário apresentado aos produtores da Mantiqueira no período de 2017.

Lagares Anodeinício Área/(há) Variedade Espaçamento/m Cultivo


Nome Produtividade/pl Dificuldades Pragasedoenças Rendimento %
17. RESULTADOS E DISCUSSÃO
6.

Tabela 1- Questionário apresentado aos produtores da Mantiqueira no período de 2017.

Lagares Ano de início Área/(há) Variedade Espaçamento/m Cultivo


Luiz Rossini 2014 5 A, K, M, C,G,As 6 x 4 /6 x 5 C
Luiz Costa 2006 24,5 A,K,M,C,G,A,s 7x4 C
Boriello 2014 07 A, As , K 4x6 C
Vasques 2009 34 A,G,K,M,M 6x4 C
Sa. Campanha 2014 10 A,S,K 6x4 C
Anibal 2011 12 A, As , G, K , M 6x6 C
Ricardo B. 2014 13 A,K,G,A 6 x 4/5 x 7 C
Alessandro V. 2015 12 A, G, C, K 4x6 C
Carlos Henrique 2016 6,5 A,K,G 7x4 C/O
Eduardo 2012 8 A,A,K 4x6 C
Isabel Sawa 2010 12 A, As, K,G 4x6 C
Davi 2010 12 A,K,G, S 4x6 C
Gamarra 2007 05 A, M , F, K, G, As 7x7 O

Nome Produtividade/planta Dificuldades Pragas e doenças Rendimento %


Lagares
Luiz Rossini 400 g Fungo R, A 10,5
Luiz Costa 10 kg Fungo Formiga 12
Boriello 14 kg Chuva Fungo/ Formiga 12
Vasques 2 kg Baixa prod. Fusarium 10
Sa Campanha 2550 kg 0 Antracnose 12
Anibal 16 kg Florada Antrac. C 14
Ricardo B. 0 kg E. daninhas CeF 0
Alexandro V. 7,05 kg Florada A. C.T.S 3,85
C. Henrique 0 Florada G e O.pavão 0
Eduardo Pegamento Fungo 8
Isabel Sawa Florada 13
Davi 450 kg Florada Antracnose 13
Gamarra
Gráfico 1. Produção de azeitona no período de 2016 na região da Mantiqueira.

No gráfico 1 Nota-se que houve variação na produção em função de fatores, como clima,
solo, manejo ou variedade.

Gráfico 2. Produção de azeite de oliva extra virgem no período de 2016 da região da


Mantiqueira.

Gráfico 2 a produção de azeite de oliva extra virgem em cada cidade, sendo Maria da Fé a que mais
produziu no período de 2016 na região da Mantiqueira.
Gráfico 3- Espécies de oliveiras plantadas na Mantiqueira no período de 2010/2016.

VariedadesnasPropriedades
25,00%

20,00%

15,00%

10,00%

5,00%

0,00%

O gráfico 3 mostra as variações de variedades plantadas neste período nas propriedades.

Gráfico 5- Variedades de oliveiras existente na região da Mantiqueira no período de


2014 -2106

Predominãncia de variedades

4.1 Arbequina 4.2arbosana


4.3koroneiki 4.4Grappolo 4.5 Maria daFé
4.6Coratina 4.7Ascolano
4.8 Frantoio 4.9Manzanilla

Figura 5 Na figura acima mostra a predominância das espécies de oliveiras com arbequina e
arbosana ,koroneiki e grappolo.

Tabela 5
Comportamento das pragas e doenças, mostrando o nível de importância na
Mantiqueira no período de 2014 - 2016
Mostra a antracnose , repilo, cochonilha e formigas como sendo fatores de grande importância

Foram enviados via email um questionário com 9 perguntas para 66


propriedades rurais, e por 4 vezes no mês, durante dois meses,onde 13
retornaram, mostrando problemas variados por falta de informações, falta de
acompanhamento,’1 falta de conhecimento sobre a espécie, redundando em uma
produção baixa com baixaprodutividade.

Problemas:

Arbequina A
koroneiki K
Arbosana Arb.
Grapollo G
Ascolano Asc.
Manzanilla M
Coratina C
Picual P
Espaçamento m
Cultivo Orgânico/convencional O/C
Dificuldade
Pragas Formigas - F Cochonilha- C Traças - T
Doenças Antracnose - A Repilo – R Fumagina - FU
1- Ano de produção

2 - Área produzida

3 –Espécie

4 -Variedade

4.1 Arbequina22,80%

4.2 arbosana15,78%

4.3 koroneiki21,10%

4.4 Grappolo 19,29%

4.5 Maria daFé

4.6 Coratina 3,50 % 7,01 %

4.7 Ascolano 7,01%

4.8 Frantoio 7.69%

4.9 Manzanilla 1,75%

5-

6- Espaçamento

8-

9- Cultivo

10 - Produtividade

11-Dificuldades

12 -Doenças

13 - Antracnosetrêstiveramantracnose

14 - rendimento
Acompanhamento falta de conhecimento sobre a espécie, redundando em
uma produção baixa com baixa produtividade.

7. CONCLUSÃO
Necessidade de conhecimento sobre a espécie, clima, solo, manejo,
biotecnologia e as técnicas multiviariadas para servir de ferramenta na condução de
uma melhor produtividade, bem como trabalhar em conjunto para agregar valor na
hora de venda como compra de insumos e outros, e, principalmente trabalhar para
que a fraude seja algo combatida em todos seus momentos.
O mundo contemporâneo, ao longo do tempo trouxe grandes mudanças, e
com elas também vieram às necessidades de ajustes, desde a linguagem holística,
carro mestre, onde a interação, integração, tem sido partes de uma história de
sucesso, e, principalmente um trabalho de base, onde cada parcela tem sido de
extrema importância Neste trabalho às informações que foram levantadas dos
proprietários rurais de: quantidade, produção, produtividade, rendimento, doenças,
problemas apresentados, como falta de conhecimento, falta de acompanhamento,
falta de informações sobre doenças, floração, frutificação, clima, manejo,
biotecnologia, e uma serie de outros itens vieram a redundar em produção e
produtividade pequenas. Necessário então conhecimento de todos os fatores para
que haja uma melhor produtividade, bem como trabalhar em conjunto para agregar
valor na hora de venda como compra de insumos e outros, e, principalmente
trabalhar para que a fraude seja algo combatida em todos seus momentos.
REFERÊNCIAS

ANTUNES,S. et. Al. Oliveira no Brasil tecnologia de produção – 2012.

CARDOSO 2006, CIVITOS et al. 1992, CIVANTOS 2008 .

CRUZ, M do C. M. da et.al. Oliveira no Brasil tecnologia de produção – 2012.

GONÇALVES E.D.et. al. .Oliveira no Brasil tecnologia de produção – 2012.

OLIVEIRA .A.F. de ;PIO,R. Oliveira no Brasil tecnologia de produção – 2012.

PACELA, C.F. Oliveira no Brasil tecnologia de produção – 2012.

RAPOPORT 2008, GOUVEIA 1995, TOM MULLER 20112, CARDOSO 2006

SALOMÉJ.R et.al; Mercado dos produtos da oliveira e os desafios brasileiros –


2013.

ZARONI A. A. et.al. Oliveira no Brasil tecnologia de produção p.744 – 2012