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Coleção

Harmonia
 Essencial
A Gramática da Música
Volume 5 parte 2

5 Prof. Silvio Ribeiro


-1-
Prof. Silvio Ribeiro
Apresentação
Bem-vindo à série “Harmonia Essencial – A Gramática da música”.

Permita-me entrar em sua casa amigo. Primeiramente, muito obrigado por adquirir este material.
Tenho absoluta certeza que será de grande valia e que agregará aos seus estudos e pesquisas
sobre este mundo da música.

A coleção “Harmonia Essencial – A Gramática da música”, faz uma analogia ao estudo da


gramática linguística, ou seja, o ensino de um idioma, com os conceitos do idioma da música, ou, a
gramática da música. Na era da internet, somos bombardeados de informações que, por vezes,
são “jogadas” aleatoriamente ao estudante que pesquisa determinado assunto. Na música não é
diferente, desta maneira, os livros “harmonia essencial” trazem uma sequência lógica a ser
estudada, assim como aprendemos inicialmente o alfabeto, as estruturas das palavras, a
ortografia, até chegar ao ponto de escrever, ler e falar algum idioma a ser estudado. Assim,
aprenderemos inicialmente o alfabeto da música, as sílabas e palavras musicais, até o ponto de
entendermos, escrevermos, e falarmos o idioma musical, ajudando a você, apaixonado pela
música, adquirir um vocabulário musical para harmonizar suas próprias canções além de obter as
ferramentas necessárias para analisar, re-harmonizar, sofisticar e improvisar sobre as canções que
gosta, e, automaticamente, melhorar sua performance em seu instrumento, ou seja, um livro
totalmente praticável.
A coleção “Harmonia Essencial – A Gramática da música” não têm o intuito de lhe ensinar a
linguagem do jazz, samba, bossa nova ou rock, mas sim, possui as ferramentas necessárias, dando-
lhe um sólido alicerce para que, posteriormente aos estudos destes livros, busque especialização
no estilo que mais lhe agrada.

Gostaria realmente que estudasse com calma, resolvendo os exercícios para que os assuntos
sejam melhores compreendidos e fixados, lembrando que, não é um “curso” que aprenderá a
linguagem musical em “45 dias”, “7 semanas” ou algo do tipo, levaram-se anos para escrever estes
materiais, e, portanto, não será compreendido em poucos dias, no entanto, convido-o a estudar e
se divertir em cada etapa dos livros, buscando colocar cada assunto em prática em seu
instrumento.

Um dos materiais mais completos e didáticos da atualidade sobre o assunto, acompanha áudio das
partituras e canções a serem analisadas além das vídeo-aulas, indicado para todos os
instrumentos. Conte também com nosso apoio técnico para sanar possíveis dúvidas agendando
uma aula presencial ou online.

De seu Amigo e professor

“Quando o mar está calmo, qualquer barco navega bem”


Shakespeare

“Dedicado especialmente a
José Ribeiro e Silvanira Ribeiro”


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Tópicos abordados neste livro:
- V7 e SubV7 estendidos (Continuação) Pág ___________________ 3

- Capítulo 1 – II cadencial: Os advérbios Pág ________________ 15

- Yo soy latino – Um pouco sobre o Frevo Pág ________________42

- Capítulo 2 – Acorde Diminuto: As Conjunções Pág __________ 43

- Yo soy latino - Um pouco sobre o Zouk Pág ____________ 66

- Capítulo 3 - AEM: Os empréstimos linguísticos Pág _______ 68

- Sites de Referência Pág____________________ 86

Após o estudo deste livro você será capaz de:


- Com estes estudos, conhecerá o V7 e SubV7 estendidos e suas peculiaridades em relação a
tonalidade menor, conhecendo-os e aplicando-os.
- Entrará no mundo dos II cadenciais em tonalidade menor, as interessantes maneiras de aplicação e
suas particularidades, enriquecendo as linhas harmônicas e melódicas de suas próprias canções,
sofisticações harmônicas e re-harmonizações.
- Além disso, iremos conhecer os acordes diminutos e de empréstimo modais na tonalidade menor,
um assunto fantástico e esclarecedor, com muito conteúdo e aplicabilidade.
- Ora, veremos os estilos latinos Zouk e Frevo na série Yo Soy Latino, e muita curiosidade do mundo
da música

#VemComigo

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Continuando com as preparações em tonalidade menor ... Assista em
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• V7 e SubV7 estendidos #Aula25

Continuando com a matéria, os V7 e SubV7 estendidos já foram estudados em


tonalidade maior no “Volume 3 - parte 2”.

Agora vamos aos mesmos conceitos sob a ótica da tonalidade menor:

1) V7 estendidos

São encadeamentos de acordes dominantes que resolvem “5ªJ” descendente em


outro acorde de estrutura dominante. É um meio interessante de se alcançar
acordes inerentes à tonalidade através de sequências de “V7”.

Sequência íntegra dos “V7” estendidos:

|| C7 | F7 | Bb7 | Eb7 | Ab7 | Db7 | F#7 | B7 | E7 | A7 | D7 | G7 | C7 ||

Exemplos de progressões contendo “V7” estendidos em tonalidade menor:

Im6 V7 bVI7M V7 Im(7M)


1) || Am6 | D7 | G7 | C7 | F7M | E7(b9) | Am(7M) ||

Im6 V7 IV7 VII° Im6


2) || Fm6 | G7 | C7 | F7 | Bb7 | E° | Fm6 |

bVI7M V7 IVm7 V7 Im6


3) || E7M | D#7 | G#7 | C#m7 | D#7 | G#m6 ||

Im7 V7 bIII7M V7/IV VII° Im6


4) || F#m7 | B7 | E7 | A7M | C#7 | F#7 | F° | F#m6 ||

IVm6 V7 bVI6 V7 V7 Im(7M)


5) || F#m6 | E7 | A6 | A#7 | D#7 | G#7 | C#m(7M) ||

bVII7 (V7) bIII6 V7 IVm6 IIm7(b5) V7 Im7


6) || D7 | B7 | G6 | B7 | E7 | Am6 | F#m7(b5) | B7(b13) | Em7 ||


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Introdução Capítulo 1

II cadencial
Os Advérbios
Na palavra advérbio, assim como na palavra adjetivo, existe o prefixo latino “ad”, que indica
ideia de proximidade, contiguidade. Portanto o nome praticamente já diz o que é o advérbio:
É a palavra capaz de caracterizar o processo verbal, indicando circunstâncias em que esse
processo se desenvolve.

Ex.:

- Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo (Os advérbios estão em negrito, acompanhando
o verbo “ouvir”, e de certa forma, caracterizando-o)

- Todos os maridos funcionam regularmente (O advérbio regularmente acompanhando o


verbo “funcionar”)

Dessa maneira, em termos musicais, considero os advérbios como sendo os “II cadencias”, estes,
acompanham e antecedem o “verbo musical” (os acordes dominantes) ocasionando o
movimento harmônico mais utilizado na música de maneira geral: o “IIm V7”.

Veja a seguir as considerações em tonalidade menor.

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Exemplo prático:
V7
I6 Gm7 C7 IV7M
C6 F7M

5 3 1 9 b3 11 b7 13 9 6 7M 5
9 6 7M
1 6 5

V7
I6 C74 C7
IV7M
C6 F7M

5 3 5 13 b7 1 b7 13 9 6 7M 5
6 7M
9 1
6 5

Obs.: Apesar do V74 “substituir” o IIm7 no contexto de II cadencial, ainda assim é


considerado dominante, por isso a seta indicando resolução 5ªJ abaixo.

Obs.: A escala tradicional do V74 (𝟏𝟑


𝟗
) é a mixolídia, porém também se pode utilizar
a “Dórica” como substituta, conforme já analisado outrora.

2) Igualmente, o acorde dominante suspenso “V74(b9)” pode substituir o acorde


“IIm7(b5)” no contexto do “II Cadencial” resolvendo tradicionalmente em acordes
menores, isso pelo fato de também serem similares:
V7
7
Dm7(b5) G4(b9)

7ªm 4ªJ
5ªdim 9ªm
m 3ªm 7ªm

Fund. 5ªJ

Fund.

Como todo acorde dominante que aceita “9ªm” também aceita “13ªm” como
tensão, temos que:

“IIm7(b5) pode ser substituído por V74 (𝐛𝟏𝟑


𝐛𝟗
)”

Assim, no contexto de II cadencial com resolução em acordes menores:

𝒃𝟗
II cadencial tradicional: IIm7(b5) V7(𝒃𝟏𝟑 ) Xm7; Xm6; Xm(7M)
Substituindo IIm7(b5): V74 (𝒃𝟏𝟑
𝒃𝟗
) 𝒃𝟗
V7(𝒃𝟏𝟑) Xm7; Xm6; Xm(7M)


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Áudio 22

Áudio 23

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- O acorde dominante suspenso “V74(9)” pode substituir o acorde “IIm7” no contexto do II
Cadencial assim como o “V74(b9)” pode substituir o acorde “IIm7(b5)”, isso pelo fato de ambos
serem similares.
- II cadenciais estendidos são uma série de II cadenciais em sequências.
- Acordes interpolados são determinados acordes que aparecem entre clichês harmônicos.
- “II cadencial do SubV7” é o “SubV7 no lugar do V7 no entrecho de II cadencial” (IIm7(b5) – V7
IIm7(b5) – SubV7).
- “II cadencial do SubV7 Primário” é aquele que se dá para o acorde do “I grau” da tonalidade.
- “II cadencial do SubV7 Secundário” é aquele que se dá para os demais graus da tonalidade
(exceto o II e VII grau em relação a tonalidade menor)
- A sinalização analítica do II cadencial SubV7 se dá pela seta tracejada indicando resolução do
acorde dominante semitom abaixo e o colchete tracejado indicando movimento semitom abaixo
entre o “IIm” e “SubV7”.
- “II cadencial do SubV7 estendidos” são extensões sucessivas de II cadenciais SubV7.
- Qualquer combinação de ; ; ; , independente da ordem em que
apareçam, é considerada uma combinação mista.
- “SubII”, ou seja, substituto do “IIm7”, substitui o “IIm7” no contexto do II cadencial. (IIm7 – V7
SubII –V7) e encontra-se a um trítono de distância do “IIm7” “original”.
- O contexto “SubII – SubV7” é denominano “II cadencial paralelo”.
- A escala do “SubII” é preferencialmente em “Dórica”.

Exercícios
1) O que é “II cadencial primário”? Dê dois exemplos.

2) O que é “II cadencial secundário”? Dê dois exemplos.

3) Quais são os possíveis acordes de resolução dos seguintes II cadenciais?

a) Gm7 – C7: F7M; F7 d) Am7(b5) – D7(b13):


b) A𝟕𝟒 – A7(b9): e) Gm7(b5) – C7(𝒃𝟏𝟑𝒃𝟗
):
7
c) Bm7(b5) – E7: f) D4(9) – D7(b9):

4) Quais são os possíveis II cadenciais para os seguintes acordes de resolução?

𝟗 𝒃𝟗 𝒃𝟗
a) G7M: “Am7 – D7(𝟏𝟑 )” / “Am7 – D7(𝒃𝟏𝟑)” / “Am7(b5) – D7(𝒃𝟏𝟑 )”

b) Am7:

c) F7:


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Yo Soy LatIno – Um pouco sobre o Frevo


O Frevo surgiu em Pernambuco entre o fim do século XIX e o início do século XX,
primeiramente como um ritmo carnavalesco, nascido dos maxixes, dobrados, polcas e
marchinhas de carnaval.

A palavra frevo surge do verbo ferver, “frever”, isso porque o frevo é uma dança frenética, de
ritmo muito acelerado cuja origem decorreu num momento igualmente frenético em termos
políticos e sociais. Vivia-se o pós-abolicionismo, quando surgia uma nova classe operária. O
termo foi usado pela primeira vez em 1908, em um Jornal chamado “Pequeno”.

São 3 os tipos de frevo. O mais tradicional é o “frevo de rua”.


Frevo de rua: Não é cantado, mas executado ao ritmo dos instrumentos musicais. É o frevo da
dança.
Frevo-canção: Esse é o frevo orquestrado, o qual apresenta um ritmo mais lento.
Frevo de bloco: É cantado, assemelhando-se a uma marchinha de carnaval.

A orquestra do frevo recebe o nome de “Fanfarra”. A música executada no decorrer da dança,


por sua vez, também é chamada de frevo.

Os instrumentos musicais mais utilizados são o trombone, o trompete, o saxofone e a tuba.


Uma das características mais marcantes é a utilização de sombrinhas coloridas, objeto que
assume um papel importante na dança.
Elas auxiliam na coreografia ajudando os dançarinos a obter equilíbrio ao executar passos
acrobáticos. Além disso, trazem um colorido especial à dança.
Os passistas, como são chamados os dançarinos do frevo, usam roupas bastante coloridas
também.

Existem mais de cem passos conhecidos do frevo, sendo os mais famosos: Locomotiva,
Dobradiça, Fogareiro, Capoeira, Tesoura, Mola, Ferrolho e Parafuso, entre outros.

Os músculos mais requisitados do frevo são os das pernas e do abdômen.


Foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2007.
Em 2012 foi incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade pela Organização das Nações Unidas (Unesco).

Na sequência desses reconhecimentos, em 2014 foi inaugurado o “Paço do Frevo”. Trata-se de


um local que reúne a história dessa expressão cultural, bem como oferece formação referente
ao frevo. O objetivo é valorizar e divulgar a arte que compreende as áreas da dança e da
música que faz parte do folclore brasileiro.


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Introdução Capítulo 2

Acorde diminuto
As Conjunções

As conjunções são palavras invariáveis que interligam termos de uma oração ou unem
orações.

- Por favor, fale mais alto, que eu também quero ouvir.


- As flores são belas e cheirosas.
- Fiz tudo como combináramos.

As conjunções são primeiramente classificadas em coordenativas e subordinativas, de acordo


com o tipo de relação que estabelecem.

Os acordes diminutos são as conjunções em termos musicais, isso pelo fato desses
acordes terem como uma de suas funções, interligar os acordes do contexto harmônico.

Basicamente, são classificados como ascendentes, descendentes e auxiliar, possuindo função


dominante ou cromática.

Estudaremos nesta etapa o conceito de “Acorde diminuto” relacionado a tonalidade menor.

Assista em
#Aula26
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Analise o campo harmônico de “Lá menor” com os acordes no estado
fundamental demonstrando os diminutos de passagem ascendentes:

Im7 IIm7(b5) bIII7M III° IVm7 #IV°


Am7 Bm7(b5) C7M C#° Dm7 D#°
Am6 C7M(#5) D7
Am(7M)

V7 bVI7M VI° bVII7 VII°


E7 F7M F#° G7 G#°
Em7

Obs.5: bIII7M e bVI7M não possuem diminuto de passagem ascendente pois se


encontram a uma distância de semitom com o acorde diatônico anterior,
impossibilitando a passagem.

Obs.6: “IIm7(b5)” não possui acorde dominante respectivo, portanto, também não
possuirá o diminuto.

2. Acorde diminuto de passagem ascendente com função cromática

São os diminutos que interligam o baixo de dois acordes diatônicos, sendo estes,
no estado fundamental ou invertidos, por movimento cromático ascendente.

Ex.s:

bVII7 VIIº IVm7/5ª IV7/3ª #VIº V7/3ª


|| G7 | G#º | Dm7/A || || D7/F# | Gº | E7/G# ||

IVm7 #IVº bIII7M/3ª bVII/7ª #VIº Im/7ª


|| Dm7 | D#º | C7M/E || || G/F | F#º | Am/G ||

Observe que não há a resolução do trítono dos acordes diminutos, estes, não
equivalem ao respectivo “V7” dos acordes de resolução, portanto, sendo de
função cromática (não dominante).

3. Acorde diminuto de aproximação ascendente com função dominante.

O diminuto de aproximação ascendente não interliga dois baixos de acordes


diatônicos separados por intervalos de tom como ocorre no diminuto de
passagem, mas simplesmente alcança o baixo do acorde subsequente por
intervalo de semitom ascendente.


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▪ A escala diminuta é dita simétrica e “octatônica, dividida em “4” sequências de “T-st”.

Sua distribuição se dá por:


Áudio 34
Si diminuto
1 T9 b3 T11 b5 Tb13 bb7 T7M 1

St T St T St
St T
T

▪ A escala diminuta da menor harmônica é utilizada sobre diminutos com função


dominante que resolvem em acordes menores. Esta é proveniente do “VII” grau
da escala menor harmônica e não é simétrica, sendo, então, 12 escalas
diferentes.

Sua distribuição se dá por:


Áudio 35
Si diminuto da menor harmônica

1 Tb9 b3 Tb11 b5 Tb13 bb7 1

T T St T 1/2
St St
T

Obs.: Como já sabemos, esta escala é a substituta direta da “Mixolídia b9 b13” pois
pertencem a mesma tonalidade e, portanto, possuem as mesmas notas.

Exemplos de progressões em tonalidade menor contendo acordes diminutos:


Áudio 36
a)

Diminuto de aproximação ascendente Diminuto de aproximação descendente


Diminuto de passagem ascendente com função cromática
com função dominante
com função Dominante Escala Diminuta
Escala Diminuta da menor harmônica
Escala Diminuta

Obs.: O diminuto do VII grau diatônico pode ser substituído por seus diminutos
equivalentes mediante análise da melodia, se esta aceita ou não, isso pelo fato de
sua escala não ser simétrica como já analisamos.


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Ré diminuto

Fá diminuto

Lá bemol diminuto

13) Escreva as escalas diminutas da menor harmônica requeridas.

Si diminuto da menor harmônica

Ré diminuto da menor harmônica

Fá diminuto da menor harmônica

Lá bemol diminuto da menor harmônica


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Áudio 12


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Introdução ao Capítulo 3
Acordes de empréstimo modal em tonalidade menor
Os empréstimos linguísticos

O contato entre culturas produz efeitos também no vocabulário das línguas. No caso da língua
portuguesa, podem-se apontar exemplos de palavras tomadas de línguas estrangeiras
em tempos muito antigos. Esses empréstimos provieram de línguas célticas,
germânicas e árabes ao longo do processo de formação do português na Península Ibérica.

Posteriormente, o Renascimento e as navegações portuguesas permitiram empréstimos de


línguas europeias modernas e de línguas africanas, americanas e asiáticas. Depois desses
períodos, o português recebeu empréstimos principalmente da língua francesa. Atualmente, a
maior fonte de empréstimos é o inglês norte-americano.

Pense em palavras como bife, futebol, beque, abajur, xampu, teens, high technology system
tão frequentes em nosso cotidiano que já as sentimos como portuguesas.

Atente para o fato de que os empréstimos linguísticos só fazem sentido quando são necessários.

Considero o “Acorde de empréstimo modal” (AEM) como sendo os empréstimos linguísticos em


relação a gramática de um idioma. Estes acordes não fazem parte do contexto harmônico menor
e geralmente são tomados emprestados da tonalidade maior homônima, deixando a
harmonia mais rica e brilhante.

Assista em
#Aula27
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• Modos homônimos: São modos maiores e menores opostos, ou seja, Lá Eólio
(que é um modo menor) é homônimo a Lá jônico, Lá lídio e Lá mixolídio (Modos
maiores). Neste caso, além de serem homônimos, também são paralelos por
possuírem a mesma nota tônica.

• Tonalidade homônima: É a tonalidade oposta a maior, ou seja, Dó maior e Dó


menor (sendo esta menor primitiva, harmônica ou melódica) são tonalidades
homônimas:

Tonalidade de Lá Menor

Im7 IIm7(b5) bIII7M IVm7 Vm7 bVI7M bVII7


Am7 Bm7(b5) C7M Dm7 Em7 F7M G7

Tonalidade de Lá Maior
VIm7 VIIm7(b5)
I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7
Bm7 C#m7 E7 F#m7 G#m7(b5)
A7M D7M

Obs.: Sabemos que a tonalidade menor é originária de 3 escalas menores


estruturais, no entanto, no exemplo acima, deixei somente em relação à
tonalidade menor primitiva por motivos didáticos.

Dessa maneira, os AEM’s consistem em tomar emprestados os acordes das


tonalidades ou modos paralelos, sendo que, como já citado anteriormente, é mais
comum o empréstimo da tonalidade homônima maior em relação a tonalidade
menor.

Assim, teremos como modos paralelos (Exemplo em Lá menor):

• Lá eólio
• Lá lócrio
• Lá Jônico
• Lá dórico
• Lá frígio
• Lá lídio
• Lá mixolídio

Você sabia que... 


Em um experimento com 144 crianças, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, concluíram que as
crianças que participaram de grupos com aulas de música exibiram aumentos de QI e melhor desempenho
acadêmico. Novas pesquisas também mostram que o cérebro de músicos é desenvolvido de tal forma que os
deixam mais alertas, dispostos a aprender e calmos.


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No modo menor verifica-se o uso frequente do Vm em 11 canções, acorde presente no modo menor
natural, que evita o trítono; do bII, em 10 canções, bVIm em 9 canções, IV7 em 8 canções e I7M em
7 canções.

No modo menor podemos observar que grande parte dos AEM é proveniente do homônimo maior
(20%), no entanto esta relação com a tonalidade paralela não se caracteriza como fator dominante,
sendo que os acordes vinculados à mistura secundária aparecem de maneira significativa (21%). Os
modos eólio (16%), frígio (14%) e dórico (12%) também aparecem constantemente, permitindo uma
variedade de possibilidades de substituições harmônicas.”
Adaptado

Exemplos de AEM’s em trechos de canções em tonalidade menor:

Áudio 50


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Sempre que a melodia permitir é possível a utilização dos AEM’s. Estes são
interessantes em “ligar” os baixos de acordes diatônicos e também pode ser
encarado como uma maneira diferente de se alcançar o acorde tônico (I grau).

Exemplo de aplicação:

Áudio 5

Áudio 55


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12) Analise os trechos de músicas a seguir:

A7M A#°

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Sites de referência
• http://guiadoscuriosos.uol.com.br/categorias/1703/1/classica.html
• http://www.ead.com.br/ead/4-dicas-para-aumentar-sua-produtividade-nos-estudos.html
• http://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/13-dicas-para-se-concentrar-na-hora-
dos-estudos/
• https://www.todamateria.com.br/frevo/
• https://pt.wikipedia.org/wiki/Frevo
• http://www.infoescola.com/danca/frevo/
• http://noticias.universia.pt/destaque/noticia/2013/11/14/1063313/6-maneiras-eficazes-
aumentar-sua-produtividade.html
• https://vamosdancar.wordpress.com/ritmos-latinos/
• http://www.fatosdesconhecidos.com.br/8-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-musica/
• http://www.gentequedanca.com/ritmos/zouk/
• https://www.guitarmonia.es/teoria-musical/intercambio-modal/
• ttps://soundbridge.io/modal-interchange-chords/
• http://www.armoniamoderna.com/index.php?content=index:content:MySQL1/armoniaind
ex:38
• http://www.thejazzpianosite.com/jazz-piano-lessons/jazz-chords/borrowed-chords/
• https://www.infoenem.com.br/3-dicas-para-aumentar-sua-produtividade-nos-estudos/

“Um abraço a todos e até o Volume 6!!!”

Temas abordados em Volume 6:


- Dominante sem função de dominante – Os verbos defectivos
- Análise de músicas em tonalidade menor
- Modulação – As orações coordenadas
- Simetria – Os derivados
- Considerações finais

Finalizando a série de livros Harmonia Essencial – A Gramática da música, iremos analisar os


dominantes sem função de dominante, assunto muito recorrente em tonalidade menor.
Analisaremos também uma ferramenta da harmonia muito significativo, modulação, onde
discorreremos sobre sua finalidade e aplicação prática, conhecendo suas nuances. Além
disso, falaremos sobre as escalas simétricas, o que seriam? Por que são chamadas simétricas?
E, como aplicá-las? Neste material conhecerá a fundo sobre tais escalas. Na série Yo soy
latino, vamos conhecer mais sobre os ritmos Maxixe e a Cúmbia.

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A gramática da música
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- 87 -
Prof. Silvio Ribeiro
Sobre o autor
Silvio Ribeiro, músico, professor, escritor e empresário nasceu na região metropolitana de
Campinas-SP. Vindo de uma família de músicos, começou seus estudos no violão ainda jovem, por
volta dos 12 anos de idade com o seu pai. Sempre muito disciplinado, posteriormente teve contato
com a música erudita e deu início aos estudos na guitarra, conhecendo diversos estilos como blues,
jazz, Bossa nova, música latina entre outros.

Se interessou pelo mundo da harmonia, percebendo que o assunto era realmente fundamental para a
formação de todo musicista, considerando um manual prático a ser seguido. Dessa maneira,
começou seus longos e rotineiros estudos sobre o assunto, pesquisas em livros nacionais e
internacionais, estudando com os maestros Turi Collura, Alan Gomes entre outros.

Em 2017, lançou a série de livros “Harmonia essencial – A Gramática da música”, um dos


materiais mais completo, moderno e didático da atualidade sobre o assunto “Harmonia funcional”,
sendo livros impressos, áudios e vídeo-aulas.

Leciona há 12 anos e está em constante desenvolvimento profissional e musical, buscando novos


conhecimentos, ultrapassando seus limites e sempre aberto ao novo.

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A gramática da música
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A coleção “Harmonia Essencial – A Gramática da música”, faz uma
analogia ao estudo da gramática linguística, ou seja, o ensino de um
idioma, com os conceitos do idioma da música, ou, a gramática da
música. Na era da internet, somos bombardeados de informações que,
por vezes, são “jogadas” aleatoriamente ao estudante que pesquisa
determinado assunto. Na música, não é diferente, desta maneira, os
livros “harmonia essencial”, traz uma sequência lógica a ser estudada,
assim como aprendemos inicialmente o alfabeto, as estruturas das
palavras, a ortografia, até chegar ao ponto de escrever, ler e falar
nosso idioma.
Assim, aprenderemos inicialmente
o alfabeto da música, as sílabas e
palavras musicais, até o ponto de
entendermos, escrevermos, e
falarmos o idioma musical,
ajudando a você, apaixonado pela
música, adquirir vocabulário
harmônico para harmonizar suas
próprias canções, além de obter
as ferramentas suficientes para
analisar, re-harmonizar e
sofisticar as canções que gosta, e,
automaticamente, melhorar sua
performance em seu instrumento,
ou seja, um livro totalmente
praticável.