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UNIDADE 3

TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS E TRIFÁSICOS

Objetivos
• Entender a finalidade de um transformador em um sistema de potência.
• Entender os conceitos de tensão, corrente e impedância nos enrolamentos de um transformador ideal.
• Entender o quanto o funcionamento dos transformadores reais aproxima-se do funcionamento de um transforma-
dor ideal.
• Capacitar o uso de um circuito equivalente de transformador para encontrar as transformações de tensão e cor-
rente em um transformador.
• Compreender os transformadores trifásicos.

Conteúdos
• Aspectos gerais sobre transformadores.
• Tipos de transformadores.
• Transformador ideal.
• Transformação de impedância em um transformador.
• Transformadores monofásicos reais.
• Transformadores trifásicos.

Orientações para o estudo da unidade


Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:
1) Não se limite a este conteúdo; busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bibliográficas,
apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator
determinante para o seu crescimento intelectual.
2) Busque identificar os principais conceitos apresentados; siga a linha gradativa dos assuntos até poder observar a
evolução do estudo sobre os transformadores monofásicos e trifásicos.
3) Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo Digital Integrador.

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

1. INTRODUÇÃO
Vamos iniciar nossa terceira unidade de estudo. Você está preparado?
Nesta unidade, inicialmente, abordaremos os aspectos gerais sobre transformadores. A seguir,
serão apresentados alguns tipos de transformadores.
Feita esta revisão, veremos o estudo analítico do transformador ideal, da transformação de
impedância em um transformador. Em sequência, serão estudados os transformadores monofásicos
reais, finalizando com o estudo dos transformadores trifásicos.

2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA


O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma sucinta, os temas abordados nesta uni-
dade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteúdo
Digital Integrador.

2.1. ASPECTOS GERAIS SOBRE TRANSFORMADORES


Os transformadores são equipamentos efetivamente utilizados em sistemas de distribuição de
energia elétrica, em aplicações industriais, comerciais e residenciais. Em geral, a qualificação do tipo
do transformador está relacionada com a aplicação a que ele se destina como, por exemplo: trans-
formador de corrente, transformador de RF, transformador de pulso etc.
Basicamente, os transformadores são utilizados para reduzir ou aumentar a tensão elétrica.
Em função disso, ele pode ser definido como transformador abaixador ou elevador de tensão.
Os transformadores convertem, através da ação de um campo magnético, a energia elétrica
CA de um nível de tensão em energia elétrica CA de outro nível de tensão, sem alterar a frequência
da tensão alternada após a transformação.
Os transformadores consistem em duas ou mais bobinas de fio enroladas em torno de um nú-
cleo ferromagnético comum, que é o grande responsável pela transformação, como pode ser visto
na Figura 1.

Figura 1 Estrutura básica de um transformador.

As bobinas não são conectadas diretamente entre sinos transformadores. A única vinculação
entre elas é o fluxo magnético comum presente no interior do núcleo. Um dos enrolamentos do

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transformador é ligado a uma fonte de energia elétrica CA e o segundo, ou até um terceiro enrola-
mento do transformador, energiza as cargas. O enrolamento do transformador ligado à fonte de
energia é chamado enrolamento primário ou enrolamento de entrada e o enrolamento conectado
às cargas é chamado enrolamento secundário ou enrolamento de saída. Se houver um terceiro en-
rolamento, ele será denominado enrolamento terciário.
O funcionamento do transformador baseia-se em fundamentos do eletromagnetismo, desco-
bertos empiricamente por Michael Faraday e Lenz.
Tanto o enrolamento primário como o secundário são duas bobinas com núcleo comum. Se
alimentarmos o primário ou o secundário com sua respectiva tensão nominal, teremos um fluxo
magnético no núcleo de ferro. Se a fonte utilizada para a alimentação do primário, por exemplo, for
de corrente contínua, não teremos uma transformação de tensão constante no secundário, pois o
fluxo magnético gerado pela corrente continua não é variável ao longo do tempo.
Se alimentarmos o enrolamento primário com tensão alternada, ele produzirá um fluxo mag-
nético variável. Esse fluxo magnético variável, ao agir no interior do núcleo, atingirá o secundário,
provocando o aparecimento de uma tensão alternada nesse enrolamento devido à indução magné-
tica. A tensão que aparece no secundário, devido ao fluxo magnético variável gerado pelo primário,
recebe o nome de tensão induzida.
Para termos uma ideia da importância e da influência tecnológica da invenção dos transfor-
madores, nos reportaremos ao primeiro sistema de distribuição de energia elétrica dos USA. Este
sistema foi criado por Thomas A. Edison e era de corrente contínua, operando a uma tensão elétrica
de 120 V. Sua finalidade era a de fornecer energia a lâmpadas incandescentes.
A primeira estação geradora de energia elétrica de Edison entrou em operação em setembro
de 1882, na cidade de Nova York. Infelizmente, este sistema gerava e transmitia energia elétrica
com tensões tão baixas que eram necessárias correntes muito elevadas para fornecer quantidades
significativas de energia elétrica. Essas correntes elevadas causavam quedas de tensão e perdas
energéticas muito grandes nas linhas de transmissão, restringindo severamente a área de atendi-
mento de uma estação geradora. Na década de 1880, as usinas geradoras estavam localizadas a
poucos quarteirões umas das outras para superar esse problema. O fato de que, usando sistemas de
energia CC de baixa tensão, a energia não podia ser transmitida para longe significava que as usinas
geradoras deveriam ser pequenas e localizadas pontualmente sendo, portanto, relativamente inefi-
cientes.
Ainda nesta época, devido à grande contribuição científica de Nikola Tesla, com o desenvolvi-
mento de transformadores dedicados à transmissão de CA em concatenação com o desenvolvimen-
to simultâneo de estações geradoras de energia CA, ocorreu uma grande revolução no processo de
geração e transmissão de energia elétrica, eliminando totalmente as restrições de alcance e de ca-
pacidade dos sistemas de energia elétrica.
Um transformador ideal converte um nível de tensão CA em outro nível de tensão sem afetar
a potência elétrica real fornecida. Se um transformador elevar o nível de tensão de um circuito, ele
deverá diminuir a corrente para manter a potência que chega ao dispositivo igual à potência que o
deixa. Portanto, a energia elétrica CA pode ser gerada em um local centralizado, em seguida, sua
tensão é elevada para ser transmitida a longa distância, com baixas perdas e, finalmente, sua tensão
é reduzida novamente para sua aplicação final.
Em um sistema de energia elétrica, as perdas de transmissão são proporcionais ao quadrado
da corrente que circula nas linhas. Desse modo, usando transformadores, uma elevação da tensão

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de transmissão por um fator de 10 permitirá reduzir as perdas de transmissão elétrica em 100 vezes,
devido à redução das correntes de transmissão pelo mesmo fator.
Sem o transformador, simplesmente não seria possível usar a energia elétrica em muitas das
formas em que é empregada hoje. Em um sistema atual de energia elétrica, a energia é gerada com
tensões entre 12 a 25 kV. Os transformadores elevam a tensão a um nível entre 110 kV e aproxima-
damente 1.000 kV para realizar a transmissão a longa distância com perdas muito baixas. Então, os
transformadores abaixam a tensão para a faixa de 12 a 34,5 kV para fazer a distribuição local e fi-
nalmente permitir que a energia elétrica seja usada de forma segura em lares, escritórios e fábricas
com tensões tão baixas quanto 220 V e 127 V.
Aqui você pôde ter uma ideia inicial dos aspectos gerais sobre os transformadores e sua im-
portância na transmissão de energia elétrica. A seguir detalharemos mais aspectos sobre os tipos de
transformadores descrevendo suas constituições.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.1., você complementará seus estudos a respeito dos
conceitos iniciais sobre transformadores e sua importância tecnológica. Antes de prosseguir para o
próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.

2.2. TIPOS DE TRANSFORMADORES


A principal finalidade de um transformador é a de converter a potência elétrica CA de um nível
de tensão em potência elétrica CA a outro nível de tensão, inalterando a frequência da tensão de
saída com relação à tensão de entrada. Os transformadores também são usados para outros propó-
sitos como, por exemplo, amostragem de tensão, amostragem de corrente e transformação de im-
pedância.
Os transformadores de potência são construídos com um núcleo que, por sua vez, pode ser de
dois tipos. Um deles consiste em um bloco retangular laminado simples de aço com os enrolamen-
tos do transformador envolvendo dois lados do retângulo. Esse tipo de construção é conhecido co-
mo núcleo envolvido e está ilustrado na Figura 2(a). O outro tipo consiste em um núcleo laminado
de três pernas com os enrolamentos envolvendo a perna central. Esse tipo de construção é conhe-
cido como núcleo envolvente e está ilustrado na Figura 2(b).
Nos dois casos, o núcleo é construído com lâminas ou chapas finas, eletricamente isoladas en-
tre si para minimizar as correntes parasitas. Em um transformador real, os enrolamentos primário e
secundário envolvem um ao outro, sendo o enrolamento de baixa tensão o mais interno. Essa dis-
posição atende a dois propósitos: simplificar o problema de isolamento do enrolamento de alta ten-
são do núcleo e reduzir o fluxo de dispersão do que seria o caso se os dois enrolamentos estivessem
separados de uma distância no núcleo. Confira:

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Figura 2 (a) transformador do tipo núcleo envolvido. (b) Transformador do tipo núcleo envolvente.

Os transformadores de potência recebem diversos nomes, dependendo do modo como é utili-


zado nos sistemas de potência elétrica. Um transformador conectado à saída de uma unidade gera-
dora e usado para elevar a tensão até o nível de transmissão (110 kV) é denominado transformador
da unidade de geração. Na outra extremidade da linha de transmissão, o denominado transforma-
dor da subestação abaixa a tensão do nível de transmissão para o nível de distribuição (de 2,3 a 34,5
kV).
Finalmente, o transformador que recebe a tensão de distribuição é denominado transforma-
dor de distribuição. Esse transformador abaixa a tensão de distribuição para o nível final, que é a
tensão realmente utilizada (127, 220 V etc.). Todos esses dispositivos são essencialmente o mesmo.
A única diferença entre eles está na finalidade da utilização.
Além dos diversos transformadores de potência, dois transformadores de finalidade especial
são usados para medir a tensão e a corrente nas máquinas elétricas e nos sistemas de potência elé-
trica. O primeiro desses transformadores especiais é um aparelho especialmente projetado para
tomar uma amostra de alta tensão e produzir uma baixa tensão secundária que lhe é diretamente
proporcional. Esse transformador é denominado transformador de potencial.
Um transformador de potência também produz uma tensão secundária diretamente propor-
cional à sua tensão primária. A diferença entre um transformador de potencial e um de potência é
que o transformador de potencial é projetado para trabalhar apenas com uma corrente muito pe-
quena. O segundo tipo de transformador especial é um dispositivo projetado para fornecer uma
corrente secundária muito menor do que sua corrente primária, mas diretamente proporcional.
Esse dispositivo é denominado transformador de corrente.
Esses dois transformadores de finalidade especial serão discutidos mais adiante nesta unida-
de.
Até o momento, você pôde ter uma ideia sobre os tipos de transformadores. A seguir, descre-
veremos o que são os transformadores ideais, estabelecendo as relações matemáticas e convenções
nele aplicadas. Vamos lá?

Com os vídeos propostos no Tópico 3.2., você poderá se aprofundar sobre tipos de transfor-
madores. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procurando
assimilar o conteúdo estudado.

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2.3. O TRANSFORMADOR IDEAL


O transformador ideal é um equipamento elétrico que não apresenta perdas, tendo um aco-
plamento perfeito entre suas bobinas, ou melhor, todas as bobinas “abraçam” o mesmo fluxo, não
havendo, portanto, dispersão de fluxo. Por efeito, não haveria perda de energia elétrica no processo
de transformação da tensão elétrica. Analise a Figura 3:

Figura 3 Esquema de um transformador ideal.

Na Figura 3 é ilustrado um transformador ideal que possui NP espiras de fio no enrolamento


primário e NS espiras de fio no enrolamento secundário. A relação entre a tensão vP(t) aplicada no
enrolamento primário do transformador e a tensão vS(t) produzida no enrolamento secundário é,
segundo a equação, dada a seguir:
vp (t ) N p
= = a Equação 1
vs ( t ) N s
Onde a é relação de transformação do transformador, sendo também a relação entre as espi-
ras.
A associação entre a corrente ip(t) que flui no enrolamento primário e a corrente is(t) que flui
no enrolamento secundário do transformador é, conforme a equação a seguir:
N p i p ( t ) = N s is ( t ) Equação 2a

Ou, ainda, a equação:

ip (t ) 1
= Equação 2b
is ( t ) a

Com relação ao aspecto fasorial, essas equações são:


^ Equação 3
Vp
^
=a
Vs

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^ Equação 4
Ip 1
^
=
Is a
É importante observar que o ângulo de fase de VP é igual ao ângulo de VS e o ângulo de fase de
IP é igual ao ângulo de fase de IS. Ante este fato, podemos concluir que a correlação entre as espiras
do transformador ideal influencia as amplitudes das tensões e correntes, porém, não os seus
ângulos.
As Equações 1 a 3 descrevem as relações entre as amplitudes e ângulos das tensões e
correntes dos enrolamentos primário e secundário do transformador, porém, elas não respondem a
uma questão: se a tensão do circuito primário for positiva em um terminal específico da bobina, qual
será a polaridade da tensão do circuito secundário?
Em um transformador real poderia-se dizer qual seria a polaridade do secundário somente se
o transformador fosse aberto e seus enrolamentos examinados utilizando alguma instrumentação
apropriada.
Para resolver esse problema foi criada a convenção do ponto ou da marca para
transformadores. Veja:

Figura 4 Símbolos esquemáticos de um transformador.

Os pontos que aparecem em uma das terminações de cada enrolamento da Figura 4 indicam a
polaridade da tensão e da corrente no enrolamento secundário do transformador. A convenção res-
peita as regras descritas a seguir:
• Se a tensão no terminal marcado com o ponto do enrolamento primário for positiva,
em relação ao terminal sem ponto, então a tensão no terminal marcado com o ponto
do enrolamento secundário também será positiva.
Se a corrente elétrica primária fluir para dentro do terminal com ponto no enrolamen-

to primário, então a corrente elétrica secundária fluirá para fora do terminal com pon-
to no enrolamento secundário.
A potência ativa de entrada provida ao transformador pelo circuito primário é dada pela ex-
pressão

Pentrada = VP I P cos θ p Equação 5

onde θ é o ângulo formado entre a tensão V e a corrente I . A potência ativa P provida


p P P saída

pelo circuito secundário do transformador à carga é dada pela expressão

Psaída = VS I S cos θ S Equação 6

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Onde θ é o ângulo formado entre a tensão secundária e a corrente secundária.


S

Em um transformador ideal θ= θ= θ , devido aos ângulos entre a tensão e a corrente não


p S

serem alterados. Os enrolamentos primário e secundário do transformador ideal apresentam o


mesmo fator de potência.
Podemos provar que a potência de saída de um transformador ideal é igual à sua potência de
entrada. Substituindo as equações 3 e 4 em

Psaída = VS I S cos θ Equação 7

Tem-se:
VP
=Psaída ( aI P ) cos θ ⇒
a
Equação 8

Psaída = VP I P cos θ =Pentrada c.q.d.

Para compreender melhor este panorama, vamos ao primeiro exemplo.

Exemplo 1
Um transformador ideal com um enrolamento primário de 500 espiras e um enrolamento se-
cundário de 250 espiras alimenta uma carga de resistência 20 Ω, como mostra a Figura 5. O enrola-
mento primário é alimentado por uma tensão dada pela expressão v1 ( t ) = 100 cos 377 t V .

Figura 5 Circuito elétrico com transformador e carga resistiva de 20Ω.

Com base nessas informações, determine:


1) A tensão no secundário.
2) A corrente na carga.
3) A corrente no primário.
4) A potência aparente fornecida ao primário.
5) A potência aparente consumida pela carga.

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Resolução
1) Utilizando as Equações 1 e 3a, temos:
N p 500
=
a = = 2
N s 250
^
Vp
= a e sendo ^ resulta em
^
Vs
V=
p 100∠0o

100∠0o
=^
2 ⇒
VS
^
V S = 50 V

2) A partir da aplicação da Lei de Ohm, obtemos a corrente na carga, ou seja:


^
VS ^ ^
I=S I=
L ⇒
R
^ 50∠0o
=IL ⇒
20
^
I=
L 2,5∠0o A

3) A corrente no primário é obtida pela Equação 4a, tal que:


^
Ip 1
= ^

Is a
^
Is ^
=Ip = ⇒
a
^ 2,5∠0o A
=Ip ⇒
2
^
=
I p 1, 25∠0o A

4) A potência aparente fornecida ao primário é dada pela Equação 5, de modo que:

= P I P cos θ p
Pentrada V= 100.1,=
25.cos 00 125W

5) A potência aparente consumida pela carga é dada pela Equação 6, uma vez que:
= S I S cos θ S
Psaída V= =
50.2,5.cos 00 125W

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Concluímos, assim, este tópico, que é introdutório e conceitual, sobre transformadores ideais.
A seguir, estudaremos a transformação de impedância em um transformador. Mas, antes, veja o
Conteúdo Digital Integrador.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.3., você irá complementar seus estudos a respeito de-
transformadores ideais. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados,
procurando assimilar o conteúdo estudado.

2.4. TRANSFORMAÇÃO DE IMPEDÂNCIA EM UM TRANSFORMADOR


A impedância de um circuito elétrico é determinada pela razão entre a tensão fasorial aplicada
no circuito elétrico e a corrente fasorial que flui através dele, ou seja:
VL
Z= Equação 9
IL
Para fins de convenção, em todas as equações aqui apresentadas, como no caso da Equação 9,
utilizaremos o índice L para indicar carga (do inglês Load).
O transformador altera os níveis de tensão e de corrente, o que altera, também, a razão entre
a tensão e a corrente e, consequentemente, a impedância aparente de um elemento.
Representada a corrente secundária por I e a tensão secundária por V , então a impedância
S S

da carga é dada por:


VS
ZL = Equação 10
IS

A impedância aparente do circuito do enrolamento primário é dada por:

VP
Z L' = Equação 11
IP
A tensão primária aplicada ao enrolamento primário pode ser expressa por:

VP = aVs Equação 3b

E a corrente primária que flui no enrolamento primário pode ser expressa por:

IS Equação 4b
IP =
a

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Substituindo as Equações 3b e 4b pela Equação 10 e, posteriormente, pela Equação 9, tem-se:

aVs V
=
Z l' = a2 s
Is Is
a

Z L' = a 2 Z L Equação 12

Através de um transformador é possível adequar a impedância da carga com a impedância da


fonte, a partir do dimensionamento apropriado do número de espiras nos enrolamentos.
Vamos analisar um novo exemplo.

Exemplo 2
O sistema de potência monofásico mostrado na Figura 6, composto por um gerador eletrome-
cânico de 480 V e 60 Hz, alimenta uma carga Zcarga= 4 + j3 Ω através de uma linha de transmissão
que apresenta uma impedância Zlinha = 0,18 + j0,24 Ω. Para esta situação calcule:

Figura 6 Esquema do sistema de potência do exemplo 2.

1) A tensão sobre a carga.


2) As perdas na linha de transmissão.
Resolução
1) Para o sistema de potência mostrado na Figura 6, tem-se que IG = Ilinha = Icarga. A
corrente de linha do sistema é dada por
V V
=
I linha = ⇒
Z circuito Z linha + Z c arg a

480∠0o V
=I linha ⇒
( 0,18Ω + j 0, 24Ω ) + ( 4Ω + j3Ω )
480∠0o V
=I linha ⇒
4,18 + j 3, 24

480∠0o
=I linha ⇒
5, 29∠37,8o
= 90,8∠ − 37,8o
I linha

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Assim, a tensão na carga será:


=Vlinha I linha Z carga ⇒
V=
linha ( 90,8∠ − 37,8 A ) ( 4Ω + j3Ω )
o

= 454∠ − 0,9o V
Vlinha

2) Perdas na linha de transmissão:

= ( I linha ) Rlinha ⇒
2
Pperdas
= ( 90,8 A ) ( 0,18Ω ) ⇒
2
Pperdas
Pperdas = 1 484 W

Neste tópico, você aprendeu sobre transformação de impedância em um transformador. A se-


guir, estudaremos os transformadores monofásicos reais.
Com os vídeos propostos no Tópico 3.4., você irá complementar seus estudos sobre transfor-
mação de impedância em um transformador. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista
aos vídeos indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.

2.5. TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS REAIS

Devido à tecnologia atual, a aplicação dos transformadores ideais é impossível, porém, os


transformadores reais que apresentam duas ou mais bobinas de fio enroladas em torno de um nú-
cleo ferromagnéticotêm sido implementados com êxito e tem evoluído devido ao avanço e aplica-
ção de novas descobertas científicas. As propriedades de um transformador real são equivalentes às
características de um transformador ideal até um certo grau, porém existem muitos parâmetros que
necessitam ser considerados no desenvolvimento do projeto de um transformador real.
Para entendermos o princípio de funcionamento de um transformador real, analisaremos a Fi-
gura 7.

Figura 7 Esquema de um transformador real sem carga aplicada no secundário.

O desenho mostra um transformador composto por duas bobinas de fio enroladas em torno
de um núcleo. O enrolamento primário do transformador está ligado a uma fonte de potência CA e
o secundário está em circuito aberto. O princípio de funcionamento do transformador é obtido a
partir da lei de Faraday:

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dλ Equação 13
eind =
dt
Onde λ representa o fluxo concatenado na bobina na qual a tensão está sendo induzida. O flu-
xo λ é a soma do fluxo que passa através de cada espira da bobina, adicionado ao de todas as de-
mais espiras da bobina, de forma que:

N
λ = ∑ φi Equação 14
i =1

O fluxo concatenado total através de uma bobina não pode ser calculado simplesmente pelo
produto do número de espiras N e o fluxo φ , pois o fluxo que passa através de cada espira de uma
bobina é diferente do fluxo que atravessa as outras, sendo que o valor deste fluxo está em função
da posição da espira na bobina. Contudo, é possível definir um fluxo médio por espira em uma bo-
bina. Se λ for o fluxo concatenado de todas as espiras da bobina e esta for composta por N espiras,
o fluxo médio por espira será calculado por:

λ
φ= Equação 15
n

E a lei de Faraday poderá ser expressa como:


eind = Equação 16
dt

O circuito equivalente de um transformador real é mostrado na Figura 8, a seguir, onde:


• RP representa a resistência do enrolamento primário;
• XP representa a reatância indutiva do enrolamento primário;
• Rc representa a resistência de magnetização, relacionada coma histerese e as perdas
no núcleo;
• Xm é a reatância indutiva de magnetização;
• RS representa a resistência do enrolamento secundário;
• XS representa a reatância indutiva do enrolamento secundário.

Confira:

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Figura 8 Modelo de um transformador real.

Na prática, essas variáveis são determinadas a partir de ensaios desenvolvidos em bancada de


laboratório.
Para facilitar a compreensão, vamos a um novo exemplo.

Exemplo 3
Um transformador de potência 500 kVA, 60 Hz, 2300/230 V apresenta os seguintes parâme-
tros: RP = 0,1 Ω, XP = 0,3 Ω, RS= 0,001 Ω, XS= 0,003 Ω. Quando o transformador for usado como
abaixador e estiver com carga nominal, calcule:
1) As correntes primária e secundária.
2) As impedâncias internas primária e secundária.
3) As quedas internas de tensão primária e secundária.
4) As einduzidas primária e secundaria, imaginando-se que as tensões nos terminais e
induzidas estão em fase.
5) A relação entre as einduzidas primária e secundaria e entre as respectivas tensões
nominais.
Resolução
1) Cálculo das correntes primária IP e secundária IS:
=P VS I S ⇒
P
=IS ⇒
VS
500.103VA
=IS = 2,175.103 ⇒
230V
I S = 2 175 A

VP 2300 V
=a = = 10
VS 230 V
IP 1
= ⇒
IS a
IP 1
= ⇒
2175 A 10
I P = 217,5 A

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2) Cálculo das impedâncias internas primária e secundária:

ZS =RS + j X S =0, 001 + j 0, 003

ZS = ( 0, 001) + ( 0, 003) = 0, 00316 Ω


2 2

ZP =RP + j X P =0,1 + j 0,3

ZS = ( 0,1) + ( 0,3) = 0,316 Ω


2 2

3) Cálculo das quedas de tensão primária e secundária.


As quedas de tensão estão relacionadas com as impedâncias dos enrolamentos de forma que
=
Queda de tensão no enrolamento primário = I1 Z1 217,5 A . 0,316Ω = 68,8 V
=
Queda de tensão no enrolamento secundário = I S Z S 2175 A . 0,00316Ω = 6,88 V
4) Cálculo das einduzidas primária e secundaria, supondo tensões nos terminais e induzidas
estão em fase:
EP =VP − I P Z P =2300 − 68,8 =2231, 2 V

ES =
VS + I S Z S =230 + 6,88 =236,88V

5) Cálculo da relação entre as einduzidas= E e entre as tensões nominais V .


P P

ES VS
EP 2 231,2 VP 2 300
= = 9, 43 = = 10
ES 236,88 VS 230

Até o momento, você pôde estudar sobre transformadores monofásicos reais, descrevendo
suas principais características e apresentando um circuito equivalente e sua aplicação. A seguir, es-
tudaremos os transformadores trifásicos.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.5., você se aprofundará no estudo dos transformadores
monofásicos reais. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos indicados, procu-
rando assimilar o conteúdo estudado.

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2.6. TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS


Os principais complexos de geração e distribuição de potência a nível mundial são constituídos
por sistemas CA trifásicos. Ante a importância da função desses sistemas, é imprescindível entender
como os transformadores são utilizados nos sistemas CA trifásicos.
Os transformadores trifásicos podem ser construídos de duas formas. A primeira, utilizando
três transformadores monofásicos, ligando-os em um banco trifásico. A segunda é utilizando três
conjuntos de enrolamentos que envolvem um núcleo comum. Esses dois tipos de construção de
transformadores são mostrados na Figura 9 (a) e (b). Veja:

(a) (b)
Figura 9 Soluções de construção de transformadores trifásicos – (a) Transformador trifásico composto por transformadores monofásicos
independentes; (b) Transformador trifásico enrolado em um único núcleo.

Atualmente, as duas formas, de três transformadores separados ou de um único transforma-


dor trifásico, são usadas.
Comparando as duas soluções, a solução do transformador trifásico enrolado em um único
núcleo apresenta menor peso, menor tamanho, custo ligeiramente mais baixo e maior eficiência do
que a solução da construção do transformador trifásico composto por transformadores monofásicos
independentes. Porém, o uso de três transformadores monofásicos separados tem a vantagem de
que cada transformador monofásico pode ser substituído individualmente no caso de ocorrer algu-
ma pane.
Os enrolamentos primários e secundários de qualquer transformador trifásico podem ser liga-
dos independentemente em configurações estrela (Y) ou triângulo (∆). Devido a este fato, um banco
de transformadores trifásicos pode ser disposto em um total de quatro configurações possíveis de
ligação:
a) ESTRELA-ESTRELA (Y–Y);
b)ESTRELA-TRIÂNGULO (Y–∆);
c) TRIÂNGULO-ESTRELA (∆–Y);
d)TRIÂNGULO-TRIÂNGULO (∆–∆).
Essas formas de configuração serão avaliadas a seguir, observando as principais vantagens e
desvantagens de cada tipo de ligação. Mas, desde já, é importante destacar que o segredo para ava-
liar qualquer banco de transformadores trifásicos está em analisar um único transformador do ban-
co, pois qualquer um dos transformadores do banco se comporta exatamente como os transforma-
dores monofásicos que já analisamos anteriormente. Vamos lá:

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

a) LIGAÇÃO ESTRELA-ESTRELA. A ligação Y–Y de transformadores trifásicos é mostrada


na figura a seguir:

Figura 10 Ligação Y–Y de um transformador trifásico.

Em uma ligação Y–Y, a relação entre a tensão de fase no primário V de cada fase do trans-
φP

formador e a tensão de linha é dada pela expressão:

VLP
Vφ P = Equação 17
3
A tensão de fase no primário V está relacionada com a tensão de fase no secundário
φP

Vφ S através da relação de espiras do transformador, e a tensão de fase no secundário Vφ S relaciona-


se com a tensão de linha no secundário V através da expressão:
LS

VLS = 3Vφ S Equação 18

Assim, a razão de tensão total no transformador é:

VLP 3Vφ P
= = a Equação 19
VLS 3Vφ S

b)LIGAÇÃO ESTRELA-TRIÂNGULO. A ligação Y–∆ de transformadores trifásicos é


mostrada figura a seguir:

Figura 11 Ligações Y–∆ de um transformador trifásico.

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Nessa ligação, a tensão de linha do primário V está relacionada com a tensão de fase do
LP

primário V através da expressão:


φP

VLP = 3Vφ P Equação 20

A tensão de linha do secundário V é igual a tensão de fase do secundário V , e a razão de


LS φS

tensões de cada fase é:

Vφ P
=a Equação 21
Vφ S

A relação total entre a tensão de linha no lado primário V e a tensão de linha do lado secun-
LP

dário V é dada pela expressão:


LS

VLP 3Vφ P
= Equação 22
VLS Vφ S

Ou, ainda, substituindo a Equação 21 em Equação 22, tem-se que:

VLP
= 3a Equação 23
VLS

c) LIGAÇÃO TRIÂNGULO-ESTRELA. A ligação ∆–Y dos transformadores trifásicos é


mostrada na Figura 11.

Figura 12 Ligações ∆-Y de um transformador trifásico.

Em uma ligação ∆–Y, a tensão de linha do primário V é igual à tensão de fase do primário V ,
LP φP

ou seja:
VLP = Vφ P Equação 24

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As tensões do secundário relacionam-se através da expressão:

VLS = 3Vφ S Equação 25

Nessa ligação de transformador, a razão entre as tensões de linha primária e secundária é da-
da por:

VLP V
= φP Equação 26
VLS 3Vφ S

Ou, ainda, substituindo a Equação 21 pela 26, tem-se que:

VLP a
= Equação 27
VLS 3

d)LIGAÇÃO TRIÂNGULO-TRIÂNGULO. A ligação ∆–∆é mostrada na Figura 12.

Figura 13 Ligações ∆-∆ de um transformador trifásico.

Em uma ligação ∆–∆,


VLP = Vφ P Equação 28
e
VLS = Vφ S Equação 29

de forma que a relação entre as tensões de linha do primário V e do secundário V é dada


LP LS

pela expressão:
VLP Vφ P
= = a Equação 30
VLS Vφ S

Para fins de simplificação em elaboração de cálculos de engenharia, organizamos no quadro a


seguir as relações de tensão e corrente para ligações comuns de transformadores trifásicos (3-φ).
Confira:

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

Tabela 1 – Relações de tensão e corrente para ligações comuns de transformadores 3-φ.

Ligação do
Transformador PRIMÁRIO SECUNDÁRIO
(Do primário
ao secundário)
Linha Fase Linha Fase
Tensão Corrente Tensão Corrente Tensão Corrente Tensão Corrente
∆-∆
V I V I V aI V aI
3 a a 3
Y-Y
V I V I V aI V aI

3 a 3a
Y-∆
V I V I V V aI
3aI
3 3a 3a
∆-Y
V I V I aI V aI
3V
3 a 3 a 3

Vamos, então a um novo exemplo.


Exemplo 4
Se a tensão V de linha for de 2200 V para um conjunto de transformadores trifásicos (3-φ),
como determinar a tensão através de cada enrolamento do primário do transformador para os qua-
tro tipos de ligação de transformador, utilizando os dados do Quadro 1?
Resolução
∆-∆: Tensão do enrolamento do primário = V = 2200 V

Y-Y: V 2200
Tensão do enrolamento do primário == = 1270 V
3 1, 73

Y-∆: V 2200
Tensão do enrolamento do primário == = 1270 V
3 1, 73

∆-Y: Tensão do enrolamento do primário = V = 2200 V

Aqui, você pode compreender um pouco sobre transformadores trifásicos, abordando aspec-
tos construtivos e mostrando formas de construção e as configurações de ligação desses dispositi-
vos.

Com os vídeos propostos no Tópico 3.6., você poderá se aprofundar mais nos estudos a res-
peito de transformadores trifásicos. Antes de prosseguir para o próximo assunto, assista aos vídeos
indicados, procurando assimilar o conteúdo estudado.

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Vídeo complementar ____________________________________________________________


Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar.
• Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique na funcionalidade Videoaulas. Em seguida, digite o nome
do vídeo e selecione-o para assistir.
• Para assistir ao vídeo pelo seu CD, clique no botão “Vídeos”, selecione a obra Conversão de Energia, em segui-
da, Vídeos Complementares – Complementar 3.
______________________________________________________________________________

3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR


O Conteúdo Digital Integrador (CDI) representa uma condição necessária e indispensável para
você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade.
Cada tema abordado no Conteúdo Básico de Referência (CBR) será abordado com um comen-
tário abrangente, além de um vídeo proposto que irá complementar seus estudos.

3. 1. ASPECTOS GERAIS SOBRE TRANSFORMADORES


No Conteúdo Básico de Referência, tivemos um estudo introdutório sobre transformadores,
enfatizando sua importância tecnológica a partir de abordagem histórica apresentada. Do mesmo
modo, apresentamos, de forma básica, o princípio de funcionamento de um transformador. A se-
guir, são apresentadas algumas videoaulas sobre esse conteúdo, que poderão lhe auxiliar no enten-
dimento e assimilação do teor estudado. Confira:
• CANAL DA ELETRICIDADE. Nikola Tesla, o Gênio da Eletricidade – Parte 1. Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=VzDC9HvFdJw>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• ______. Nikola Tesla, o Gênio da Eletricidade – Parte 2. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=RNacGtEi_NY>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• GV ENSINO. Aula 19 – Transformadores – Parte 1. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=IohNqNh4R7o&list=PLxZs77izDljfiiNhRFSFRwGSS
_fiN_0wb&index=3>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• ______. Aula 20 – Transformadores – Relação de Espiras e Tensão. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=Aw8H-
xxMC6U&index=20&list=PLFfpdsnO_HS9clS_th5JrTn3zx2VvmmNd>. Acesso em: 26 jan.
2017.

3.2.TIPOS DE TRANSFORMADORES
Neste estudo analisamos os tipos de transformadores. A seguir, confira alguns vídeos a res-
peito desse conteúdo, que poderão aprofundar seu conhecimento no assunto. A partir da aprecia-
ção desses vídeos, será possível você conhecer a construção e o funcionamento de alguns tipos de
transformadores. Acesse:
• AMAZON SAT. Conheça como funciona o passo a passo da produção de transformado-
res de energia. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ZqdUb6iphwY>.
Acesso em: 26 jan. 2017.
• AMPLETOS. Cómo calcular y hacer un transformador toroidal casero. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=Q6GkSNfAEx4>. Acesso em: 26 jan. 2017.

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

• AMPLETOS. Construcción de un transformador eléctrico – build a electric transformer.


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=De7xWTfXUgs>. Acesso em:
30/11/2016.
• OJEDA, J. G. R. Transformadores de corrente elétrica: fundamentos, tipos, aplicações. Dis-
ponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=nLxfWdGCiuY>. Acesso em: 26 jan.
2017.

3.3. O TRANSFORMADOR IDEAL


Para aprofundar sua compreensão sobre o transformador ideal, veja os vídeos indicados a se-
guir. Neles, são mostrados detalhamentos teóricos, além da resolução de dois exercícios de aplica-
ção.
• CANAL ME SALVA. TRA02 – O Transformador Ideal. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=gIx1nd_yL-E>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• ______. TRA03 – Relações de Transformação. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=YYTBdVCy6PM>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• ______. TRA04 – Transformador Ideal – Exercício 1. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=aLcr1-VC3JA>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• ______. TRA05 – Transformador Ideal – Exercício 2. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=qSeB1q0XzvA>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• UNIVESP TV. Instalações Elétricas – Aula 05 – Transformadores. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=zo7z8Lp_tB0>. Acesso em: 26 jan. 2017.

3.4. TRANSFORMAÇÃO DE IMPEDÂNCIA EM UM TRANSFORMADOR


A seguir, indicamos alguns vídeos sobre a transformação de impedância em um transforma-
dor. Neles, são explicados conceitos fundamentais sobre a impedância e sua reflexão em transfor-
madores. Acesse:
• CANAL DICAS E RESOLUÇÕES. Transformadores – Impedância Refletida –Exercício Re-
solvido. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=NX96xNW5Hiw>. Acesso
em: 26 jan. 2017.
• ELECTROLAB. Impedância – O que é e como calcular!. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=fCH6HMyd8kU>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• EMANUELLI, L. C. Transformadores (1/7) conceitos fundamentais, reflexão de impedan-
cia, e transformador ideal. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=47GIydrzsNI>. Acesso em: 26 jan. 2017.

3.5. TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS REAIS


Sobre os transformadores monofásicos reais, elencamos alguns vídeos, tendo em vista o
aprofundamento de seu conhecimento no assunto. Confira a seguir:
• UNIVESP TV. Instalações Elétricas – Aula 06 – Transformadores reais. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=trjWcNvmRz4>. Acesso em: 26 jan. 2017.

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

• EMANUELLI, L. C. Transformadores (2/7) modelamento físico do transformador real.


Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=6B6ZYSjk8FE>. Acesso em: 26
jan. 2017.
• CANAL ME SALVA. TRA06 – Não Idealidades do Transformador. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=vAOanUex2es>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• ______. TRA07 – Reflexão de Impedâncias. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=mNUvHh7u43Y>. Acesso em: 26 jan. 2017>.
• ______. TRA08 – Circuitos Equivalentes. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=aPTMO3XBd_Y>. Acesso em: 26 jan. 2017.

3.6. TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS


Você estudou o funcionamento e a importância dos transformadores trifásicos. A seguir, são
apresentados vídeos sobre esse conteúdo, que poderão auxiliá-lo no aprofundamento do assunto.
Nesses vídeos, são mostrados aspectos teóricos sobre esses transformadores, além da resolução de
um exercício. Veja:
• NASCIMENTO, C. B. Máquinas Elétricas – Aula 4 – Transformadores Trifásicos. Disponí-
vel em: <https://www.youtube.com/watch?v=drh_boyzjSw>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• FERREIRA, V. Ligações trifásicas de transformadores e relações de tensões. Disponível
em: <https://www.youtube.com/watch?v=sTRwxnGcrkw>. Acesso em: 26 jan. 2017.
• FLAVIO BBS. Exercício de Conversão de Energia sobre Transformador Trifásico. Disponí-
vel em: <https://www.youtube.com/watch?v=i3FTGUDpGL4>. Acesso em: 26 jan.
2017.

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A auto avaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Se
encontrar dificuldades em responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos estu-
dados para sanar as suas dúvidas.

1) Um transformador que possui 150 espiras no enrolamento primário e 10 espiras no enrolamento secundário
reduz 120 V no primário para 8 V no secundário. A partir dessas informações, calcule a razão de tensão e a
razão de espiras deste transformador.
2) Um transformador com núcleo de liga ferromagnética está ligado a uma linha de 120 V, possuindo um
enrolamento primário de 500 espiras e um enrolamento secundário de 100 espiras. A partir dessas
informações, calcule a tensão no secundário.
3) Um transformador apresenta uma razão entre as espiras de 1:5. Tendo o enrolamento do secundário 1000
espiras, e a tensão do secundário 30 V, determine a tensão e o número de espiras no enrolamento primário.
4) O lado de alta tensão de um transformador possui 500 espiras e o lado de baixa tensão apresenta 100 espiras.
Quando este transformador é ligado como abaixador de tensão, a corrente de carga é de 12 A. Para esta
situação, determine:

a) A relação de transformação a;

b) A corrente elétrica no enrolamento primário.

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

5) Se a corrente da linha I for de 20,8 A para uma ligação de um transformador trifásico, determine a corrente
através de cada enrolamento do primário para as quatro configurações de ligação do transformador. Para tal,
utilize a tabela I.
6) Para cada tipo de ligação do transformador, determine a corrente de linha do secundário e a corrente de fase
do secundário se a corrente da linha do primário for de 10,4 A e a razão de espiras for 2:1. Utilize os dados da
tabela 1.

Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões auto avaliativas propostas:

VP 15 N P 15
1) = = 15 :1 = = 15 :1
VT 1 NT 1

2) VS = 24 V

3) VP=6 V NP = 200 espiras

4) a) a = 5 b) I1 = 2,4 A

5) ∆-∆: Corrente do enrolamento do primário = 12,0 A


Y-Y: Corrente do enrolamento do primário = 20, 8 A
Y-∆: Corrente do enrolamento do primário = 20, 8 A
∆-Y: Corrente do enrolamento do primário = 12,0 A

6) ∆-∆: Corrente da linha do secundário = 20,8 A


Corrente de fase do secundário = 12,0 A
Y-Y: Corrente da linha do secundário = 20, 8 A
Corrente de fase do secundário = 20, 8 A
Y-∆: Corrente da linha do secundário = 36,0 A
Corrente de fase do secundário = 20, 8 A
∆-Y: Corrente da linha do secundário = 12,0 A
Corrente de fase do secundário = 12,0 A

5. CONSIDERAÇÕES
Chegamos ao final da Unidade 3, na qual você teve a oportunidade de compreender o princí-
pio de funcionamento do transformador, abordando aspectos construtivos, a evolução tecnológica e
suas principais aplicações. Além disso, também pôde compreender, tecnológica e analiticamente, o
transformador ideal, o transformador monofásico real e o transformador trifásico.
Na Unidade 4, você aprenderá conceitos fundamentais de máquinas de corrente contínua que
podem ser empregadas na conversão de energia mecânica em energia elétrica, trabalhando, assim,
como geradores eletromecânicos DC ou, também, energia elétrica em energia mecânica, e operan-
do como motores elétricos DC.

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UNIDADE 3 – Transformadores Monofásicos e Trifásicos

6. E-REFERÊNCIAS

Sites pesquisados
UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas – Projeto Pedagógico de Engenharia Elétrica. Disponível em:
<http://www.fee.unicamp.br/sites/default/files/graduacao/eng_eletrica/projeto_pedagogico/ProjPedEE_2012.pdf>. Acesso em: 26
jan. 2017.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP. FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA. CONSELHO DE CURSO DE
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA – Projeto Pedagógico. Disponível em:
<http://www.feis.unesp.br/Home/DTA/STG/cursos/eletrica/-ProjetoPedagogico.pdf>. Acesso em: 26 jan. 2017.
USP Universidade de São Paulo. Júpiter – Sistema dce Graduação. Disponível em:
<https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/obterDisciplina?sgldis=SEL0329&codcur=18045&codhab=0>. Acesso em: 26 jan. 2017.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CATHEY, J. J. Electricmachines. 1. ed. New York: Mc-Graw-Hill, 2000.
CHAPMAN, S. J. Fundamentos de Maquinas Elétricas. 5.ed. Porto Alegre: Editora MacGraw-Hill, 2013.
DEL TORO, V. Fundamentos de Máquinas Elétricas. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Livros Técnicos e Científicos, 1999.
FITZGERALDI, A. E. et al. Máquinas Elétricas.7. ed. São Paulo: Editora BOOKMAN, 2006.
KOSOW, I. Máquinas Elétricas e Transformadores. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1998.
McPHERSON, G & LARAMORE, R. D. An Introduction to Electrical Machines and Transformers. 2. ed. New York: John Wiley & Sons,
1990.
SEN, P. C. Principles of Electric Machines and Power Electronics, 2. ed. New York: John Wiley & Sons, 1997.

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