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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ –

UNIFEI
ISEE - Instituto de Sistemas Elétricos e Energia

CONVERSÃO ELETROMECÂNICA DE
ENERGIA – EEN 501

EXPERIÊNCIA 02 - TRANSFORMADOR II

Prof. Dr. Ricardo Elias Caetano

Douglas

João

Rafael Nascimento Rosa 34233


EXPERIÊNCIA 01 - TRANSFORMADOR I

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

TRANSFORMADORES

Um transformador é um dispositivo destinado a transformar tensões, correntes e


impedâncias. Trata-se de um dispositivo de corrente alternada que opera baseado nos
princípios da Lei de Faraday.
Aspectos construtivos
Um transformador consiste de duas ou mais bobinas e um "caminho", ou circuito
magnético, que "acopla" essas bobinas, conforme esquematizado na Fig. 3. Nessa figura,
o transformador possui apenas duas bobinas, ou enrolamentos, e o núcleo não possui
entreferros, correspondendo a um circuito magnético fechado. Essa corresponde à
configuração clássica para estudo de transformadores monofásicos e será a adotada neste
curso.

Na Fig. 1, ainda, o enrolamento conectado à fonte (cujas grandezas levam o índice 1) é


denominado, por convenção, de enrolamento primário. Já o enrolamento que é conectado
à carga (e cujas grandezas levam o índice 2) é denominado de enrolamento secundário.

Primário Secundário

Fig.1 – Representação de um transformador monofásico ideal, com permeabilidade do núcleo infinita.

Transformadores de potência são destinados primariamente à transformação de tensão e


operam com correntes relativamente altas. O circuito magnético é constituído de material
ferromagnético, como aço, a fim de produzir um caminho de baixa relutância para o fluxo
gerado (Fig. 3). Geralmente o núcleo de aço dos transformadores é laminado para reduzir
a indução de correntes no próprio núcleo, já que essas correntes contribuem para o
surgimento de perdas por aquecimento devido ao efeito Joule. Em geral se utiliza aço-
silício com o intuito de se aumentar a resistividade e diminuir ainda mais essas correntes
parasitas.
Transformadores para casamento de impedâncias são em geral destinados a aplicações de
baixa potência. Há outros tipos de transformadores, alguns com núcleo ferromagnético,
outros sem núcleo, ditos transformadores com núcleo de ar, e ainda aqueles com núcleo
de ferrite.³

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EXPERIÊNCIA 01 - TRANSFORMADOR I

Um transformador é um dispositivo destinado a transmitir energia


elétrica ou potência elétrica de um circuito a outro,
induzindo tensões, correntes e/ou de modificar os valores das impedâncias
elétricas de um circuito elétrico.[1]
Inventado em 1831 por Michael Faraday,[2] os transformadores são dispositivos que
funcionam através da indução de corrente de acordo com os princípios
do eletromagnetismo, ou seja, ele funciona baseado nos princípios
eletromagnéticos da Lei de Faraday-Neumann-Lenz e da Lei de Lenz, onde se
afirma que é possível criar uma corrente elétrica em um circuito uma vez que esse
seja submetido a um campo magnético variável, e é por necessitar dessa variação
no fluxo magnético que os transformadores só funcionam em corrente alternada.
Um transformador é formado basicamente de:
Enrolamento - O enrolamento de um transformador é formado de várias bobinas
que em geral são feitas de cobre eletrolítico e recebem uma camada de verniz
sintético como isolante.
Núcleo - esse em geral é feito de um material ferromagnético e o responsável por
transferir a corrente induzida no enrolamento primário para o enrolamento
secundário.
Esses dois componentes do transformador são conhecidos como parte ativa, os
demais componentes do transformador fazem parte dos acessórios
complementares.
No caso dos transformadores de dois enrolamentos, é comum se denominá-los
como enrolamento primário e secundário, existem transformadores de três
enrolamentos sendo que o terceiro é chamado de terciário. Há também os
transformadores que possuem apenas um enrolamento, ou seja, o enrolamento
primário possui um conexão com o enrolamento secundário, de modo que não há
isolação entre eles, esses transformadores são chamados de autotransformadores.
Um transformador trifásico possui internamente 3 transformadores que podem ser
ligados de diferentes modos. Ligando os enrolamentos primários em triângulo e os
enrolamentos secundários em estrela, ficamos com um conjunto em que o primário
recebe corrente trifásica e no secundário temos três fases e neutro (sendo o neutro
o centro da estrela). Temos assim desta forma tensões simples e tensões
compostas. No caso da distribuição de energia elétrica temos 400 volts entre fases,
temos 3 situações dessas (entre as fases R e S ; S e T ; R e T) e temos 230 volts
entre qualquer uma das fases e o neutro.
O transformador é baseado em dois princípios: o primeiro, descrito via lei de Biot-
Savart, afirma que corrente elétrica produz campo magnético (eletromagnetismo); o
segundo, descrito via lei da indução de Faraday, implica que um campo magnético
variável no interior de uma bobina ou enrolamento de fio induz uma tensão elétrica
nas extremidades desse enrolamento (indução eletromagnética). A tensão induzida
é diretamente proporcional à taxa temporal de variação do fluxo magnético no
circuito. A alteração na corrente presente na bobina do circuito primário altera o
fluxo magnético nesse circuito e também na bobina do circuito secundário, esta

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última montada de forma a encontrar-se sob influência direta do campo magnético


gerado no circuito primário. A mudança no fluxo magnético na bobina secundária
induz uma tensão elétrica na bobina secundária.
Um transformador ideal é apresentado na figura adjacente. A corrente passando
através da bobina do circuito primário cria um campo magnético. A bobina primária
e secundária são ambas enroladas sobre um núcleo de material magnético de
elevada de permeabilidade magnética, a exemplo um núcleo de ferro, de modo que
a maior parte do fluxo magnético passa através de ambas as bobinas. Se um
dispositivo elétrico é conectado ao enrolamento secundário, uma vez provido que a
corrente e a tensão aplicadas ao circuito primário tenham os sentidos indicados, a
corrente e a tensão elétricas no dispositivo (usualmente denominado por "carga" do
circuito) terão também sentidos definidos, como os indicados na figura. Na prática
os transformadores operam com tensões e correntes alternadas, de forma que as
marcações na figura representam a rigor, as relações de fase entre os sinais no
circuito primário e secundário visto que as tensões e correntes estão
constantemente alternando seus sentidos a fim de prover um fluxo magnético
variável.

Resumo
ENSAIO A VAZIO

Este é feito com o secundário em aberto, não ligado a nada, por isso o nome “a vazio”, então liga-se
no primário a sua tensão nominal. Podemos então deduzir que o transformador estar realmente a
vazio, pois não há carga conectada no secundário. Como não há carga no secundário, a corrente no
secundário é nula, e a corrente no primário é mínima, suficiente apenas para magnetizar o núcleo.

.assim, concluímos que neste ensaio determinamos parâmetros em relação ao núcleo e a


magnetização, já que o fluxo magnético é proporcional a tensão aplicada (estamos com a tensão
nominal, então o fluxo é nominal).

O ensaio de curto aberto (ou a vazio) é realizado com o secundario em aberto e a tensão nominal
aplicada ao primário, ou seja, o ensaio foi realizado no lado de baixa tensão do transformador, onde
foi aplicada uma tensão nominal. Sob essas condições uma corrente de alguns poucos por cento da
corrente de carga total é obtida, e em seguida, os resultados são anotados.

ENSAIO DE CURTO-CIRCUITO

Este ensaio é feito com os terminais no secundário em curto circuito, simulando uma carga máxima.

Como o secundário está em curto, já saberemos que não se pode aplicar a tensão nominal no
primário, sob o risco de queimar o transformador. Deste modo, variamos essa tensão no primário de
modo que seja estabelecida a corrente nominal do primário. Quando acontecer, também sabemos
que pela relação de transformação, a corrente no secundário também estará à sua nominal.

Neste tipo de ensaio, por conveniência, o lado de alta tensão é tomado usualmente como sendo o
primário, ou seja, o ensaio foi realizado no lado de alta tensão do transformador. O lado de baixa foi
curto-circuitado e o procedimento durou 1min 30seg para que o equipamento não sofresse danos.

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A tensão aplicada ao terminal primário não é a nominal, muito pelo contrário, é inferior. Então o fluxo
magnético será minimizado a ponto de ser desprezível (pois ele é proporcional à tensão aplicada).
Este teste parâmetros para calcular perdas no cobre.

OBJETIVOS

Realizar o ensaio de curto-circuito com as medições da corrente, tensão e potência;−


Realizar o ensaio a vazio com as medições da corrente, tensão e potência;
Utilizar o circuito equivalente do transformador para obtenção dos parâmetros do
transformador.
INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS

Foram usados um multímetro digital da marca Mimipa modelo ET-2110 e um


transformador Cyromac tipo TMS

Especificações Multimetro Mimipa

Precisão: ± (a% leitura + b dígitos). Temperatura de operação: 23°C ± 5°C.


Umidade relativa: < 75%. As precisões são especificadas de 5% a 100%
xxxxxxxxxda faixa.
Tensão DC: Faixa 400mV até 400V , ±(0,5%+5D)
Tensão AC: Faixa 400mV até 400V, ±(0,8%+6D)
Corrente DC: Faixa 400mA até 20A, ±(1,2%+10D)
Corrente AC: Faixa 400mA até 20A, ±(2,0%+15D)
Contagem Máxima do Display: 3999
Fundo de Escala 20A

Especificações Transformador CYROMAC TMS

Potência 0,3 KVA


Tipo: A seco
Frequência 60Hz
Peso 25kg

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Wattímetro Digital Portátil Wd-920

Display de cristal líquido (LCD) de 3 1/2 dígitos


Tensão AC: 200V, 600V
Tensão DC: 200V, 1.000V
Precisão: ± 0.8% + 1 dígito
Corrente AC / DC: 10A
Potência ativa monofásica (true power) AC: 2.000W, 6.000W
Precisão: ± 1.5% + 1 dígito
Ajuste de zero: Manual (watts) / automático (DCV / ACV / DCA / ACA)
Tempo de resposta: Aprox. 0,8 seg.
Temperatura de operação: 0 a 50ºC
Umidade de operação: Máx. 80% RH

Procedimento experimental

Ensaio em Vazio
O ensaio em vazio permitiu a medição da tensão e da corrente do circuito secundário
(lado da baixa tensão) do transformador com o circuito primário (lado da alta tensão)
mantido em aberto. Foram feitas as conexões do transformador de modo que o
secundário esteja conectado para 110 VAC (foram utilizadas 4 bobinas em paralelo) e o
primário para 220 VAC (foram utilizadas 2 bobinas em paralelo, associadas em série
com outras 2 em paralelo), conforme a Fig. 3. Para a realização do ensaio em vazio foi
utilizado o circuito esquematizado na Fig. 4 abaixo. Observamos cuidadosamente o
esquema de conexão do wattímetro. Figura 4: Ensaio em vazio realizado no lado da
baixa tensão
Procedimento de Medição de WATT CA
Foi ligado o instrumento, logo após foi regulado o botão de ajuste de zero até que o
display mostre “0”; determinamos antecipadamente a escala (2000 W ou 6000 W) e
pressionamos o botão correspondente; Foi feito as conexões, conforme a Fig. 4.
Variação da Tensão
Variamos a tensão aplicada ao transformador de 0 a 180 VAC e efetuamos as medidas
de forma a completar a Tabela I.

Tabela

Determinar a corrente em vazio em porcentagem da corrente nominal do


transformador, quando o mesmo está com tensão nominal.
I%= Imedida/Inominal = 102,3 mA/1113 mA = 0,092 = 9,2%

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São desprezadas as perdas por efeito joule, pois a corrente é mínima e


somente necessária para a formação do fluxo magnético.

Ensaio em Curto-circuito
O ensaio de curto-circuito foi realizado, observando-se o seguinte: O circuito secundário
(lado da baixa tensão) foi aquele com tensão nominal de 110 V; O circuito primário
(lado da alta tensão) foi aquele com tensão nominal de 220 V; c) O circuito que foi
utilizado para efetuar o ensaio de curto-circuito é o da Fig. 5. Notamos que o circuito foi
alimentado pelo lado de 220 V (o enrolamento de maior tensão) e o lado que estava em
curto-circuito foi o de 110 V. Isto é usual, pois permite a utilização de instrumentos de
menor corrente nominal no ensaio. Foi ajustado o controle do Variac de modo que
obtemos os valores da corrente no primário de acordo com a Tabela III.

TABELAS

As perdas despreziveis no ensaio em curto circuito são as perdas por corrente


de histerese e Foucalt. Pois no ensaio em curto circuito o objetivo é percorrer
uma corrente maior para que seja verificada as perdas no cobre.
Determinação do Circuito Equivalente do Transformador

Foram determinados os parâmetros dos enrolamentos de 110 V (rB, xB) e 220 V (rA,
xA) cálculos e Tabela IV abaixo:

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Referências bibliográficas

1. «Michel Faraday». infopedia.pt. consultado em 01 de abril de 2018↑


2. «Transformadores» (pdf). claitonfranchi.com. consultado em 01 de abril de
2018
3. Transformadores, Rubens Guedes Jordão, SK&C.
4. Apostila do curso Eletrotécnica Geral – 6.Transformadores, J. R. Cardoso, M.
R. Gouvêa, EPUSP
5. MANUAL DE INSTRUÇÕES MIMIPA ET2110 – Multimetro digital
6. FITZGERALD, Arthur E.; KINGSLEY, Charles; UMANS, Stephen D., Máquinas elétricas.
6.ed. PORTO ALEGRE: Bookman, c2006. 648p.
7. SAID, V. BARBOSA, M. LEVY, J. CABRAL, V. FERREIRA, Y. CONTREIRAS, P.
XAVIER, P. Princípio de funcionamento dos transformadores elétricos. Salvador: IFBA,
2014
8. BERTINI, L. A. Transformadores: Teorias, Práticas e Dicas (para transformadores de
pequena potência). São Paulo: Eltec Editora, 2003.

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