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Curso Técnico em Eletrotécnica

Desenho Técnico Elétrico


Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente da Confederação Nacional da Indústria

José Manuel de Aguiar Martins


Diretor do Departamento Nacional do SENAI

Regina Maria de Fátima Torres


Diretora de Operações do Departamento Nacional do SENAI

Alcantaro Corrêa
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

Sérgio Roberto Arruda


Diretor Regional do SENAI/SC

Antônio José Carradore


Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC

Marco Antônio Dociatti


Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC
Confederação Nacional das Indústrias
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Curso Técnico em Eletrotécnica

Desenho Técnico Elétrico

Paulo Roberto Pereira Júnior

Florianópolis/SC
2010
É proibida a reprodução total ou parcial deste material por qualquer meio ou sistema sem o prévio
consentimento do editor. Material em conformidade com a nova ortografia da língua portuguesa.

Equipe técnica que participou da elaboração desta obra

Coordenação de Educação a Distância Design Instrucional, Ilustração,


Beth Schirmer Projeto Gráfico Editorial, Diagramação
Equipe de Recursos Didáticos
Revisão Ortográfica e Normatização SENAI/SC em Florianópolis
Contextual Serviços Editoriais
Autor
Coordenação Projetos EaD Paulo Roberto Pereira Júnior
Maristela de Lourdes Alves

Ficha catalográfica elaborada por Luciana Effting CRB14/937 - Biblioteca do SENAI/SC Florianópolis

P436d
Pereira Júnior, Paulo Roberto
Desenho técnico elétrico / Paulo Roberto Pereira Júnior. – Florianópolis :
SENAI/SC, 2010.
43 p. : il. color ; 28 cm.

Inclui bibliografias.
Acompanha caderno de atividades.

1. Desenho técnico. 2. Desenho geométrico. I. SENAI. Departamento


Regional de Santa Catarina. II. Título.

CDU 744

SENAI/SC — Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


Rodovia Admar Gonzaga, 2.765 – Itacorubi – Florianópolis/SC
CEP: 88034-001
Fone: (48) 0800 48 12 12
www.sc.senai.br
Prefácio
Você faz parte da maior instituição de educação profissional do estado.
Uma rede de Educação e Tecnologia, formada por 35 unidades conecta-
das e estrategicamente instaladas em todas as regiões de Santa Catarina.

No SENAI, o conhecimento a mais é realidade. A proximidade com as


necessidades da indústria, a infraestrutura de primeira linha e as aulas
teóricas, e realmente práticas, são a essência de um modelo de Educação
por Competências que possibilita ao aluno adquirir conhecimentos, de-
senvolver habilidade e garantir seu espaço no mercado de trabalho.

Com acesso livre a uma eficiente estrutura laboratorial, com o que existe
de mais moderno no mundo da tecnologia, você está construindo o seu
futuro profissional em uma instituição que, desde 1954, se preocupa em
oferecer um modelo de educação atual e de qualidade.

Estruturado com o objetivo de atualizar constantemente os métodos de


ensino-aprendizagem da instituição, o Programa Educação em Movi-
mento promove a discussão, a revisão e o aprimoramento dos processos
de educação do SENAI. Buscando manter o alinhamento com as neces-
sidades do mercado, ampliar as possibilidades do processo educacional,
oferecer recursos didáticos de excelência e consolidar o modelo de Edu-
cação por Competências, em todos os seus cursos.

É nesse contexto que este livro foi produzido e chega às suas mãos.
Todos os materiais didáticos do SENAI Santa Catarina são produções
colaborativas dos professores mais qualificados e experientes, e contam
com ambiente virtual, mini-aulas e apresentações, muitas com anima-
ções, tornando a aula mais interativa e atraente.

Mais de 1,6 milhões de alunos já escolheram o SENAI. Você faz parte


deste universo. Seja bem-vindo e aproveite por completo a Indústria
do Conhecimento.
Sumário
Conteúdo Formativo 9 22 Unidade de estudo 2
Desenho técnico
Apresentação 11 arquitetônico

Sobre o autor 11 23 Seção 1 - Introdução


23 Seção 2 - Planta baixa

12 Unidade de estudo 1 24 Seção 3 - Escalas


24 Seção 4 - Vistas
Desenho técnico
25 Seção 5 - Cortes

13 Seção 1 - Introdução
13 Seção 2 - Formatos de papéis 26 Unidade de estudo 3
e leiautes Desenho técnico
14 Seção 3 - Dobramento de elétrico
folhas série A
16 Seção 4 - Informações em
27 Seção 1 - Introdução
desenho técnico
27 Seção 2 - Simbologia
16 Seção 5 - Escalas
34 Seção 3 - Diagrama unifilar
16 Seção 6 - Caractere em dese-
nho técnico 35 Seção 4 - Diagrama trifilar
17 Seção 7 - Tipos de linhas em 35 Seção 5 - Diagrama multifilar
desenho técnico 36 Seção 6 - Prumada
18 Seção 8 - Cotagem em dese- 36 Seção 7 - Padrão de entrada
nho técnico
36 Seção 8 - Planta baixa
19 Seção 9 - Desenho linear
geométrico 36 Seção 9 - Software de dese-
nho elétrico
20 Seção 10 - Desenho geomé-
trico

Finalizando 41

Referências 43
8 CURSOS TÉCNICOS SENAI
Conteúdo Formativo
Carga horária da dedicação

Carga horária: 60 horas

Competências

Empregar software de desenho assistido por computador nos desenhos e proje-


tos elétricos, identificando comandos de desenho, precisão, edição, dimensiona-
mento e visualização.

Conhecimentos
▪▪ Desenho técnico arquitetônico (planta baixa, escalas, vistas, cortes).
▪▪ Software de desenho elétrico.
▪▪ Desenho técnico (lineares, geométricos, cotas, escalas).
▪▪ Desenho técnico elétrico (diagramas unifilar, trifilar e multifilar, simbologias,
prumada, padrão de entrada, planta baixa).
▪▪ Normas técnicas de simbologia.

Habilidades

▪▪ Elaborar leiautes e diagramas.


▪▪ Aplicar softwares específicos para desenho de projetos.
▪▪ Analisar as condições ambientais, operacionais e de leiaute.
▪▪ Interpretar técnicas de desenhos e de representação gráfica em ferramentas e
equipamentos.

Atitudes

▪▪ Zelo no manuseio dos equipamentos.


▪▪ Cuidados no manuseio dos componentes.

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 9


Apresentação
Seja bem-vindo à unidade curricular de Desenho Técnico Elétrico. Professor Paulo Roberto
O Curso Técnico em Eletrotécnica forma profissionais capazes de pla- Pereira Júnior
nejar e elaborar o projeto das instalações elétricas prediais e industriais.
Paulo Roberto Pereira Júnior é
Para formar esse elemento de competência a unidade curricular de De-
formado pelo SENAI SC em Ja-
senho Técnico Elétrico ensina a empregar software de desenho assistido raguá do Sul nos cursos técnicos
por computador nos desenhos e projetos elétricos. Você aprenderá nesta em Eletromecânica e Tecnologia
unidade sobre desenho técnico arquitetônico, desenho técnico elétrico e em Eletroeletrônica. Trabalhou
normas de simbologia. Com esses conhecimentos você irá adquirir ha- nas áreas de produção, manu-
bilidades para elaborar leiautes e diagramas, aplicar softwares específicos tenção e projetos em algumas
para desenho de projetos, analisar as condições ambientais, operacionais empresas da região e atualmen-
e de leiautes, interpretar técnicas de desenhos e de representação gráfica te leciona nos cursos de ensino
em ferramentas e equipamentos. médio, aprendizagem e técnico
no SENAI em Jaraguá do Sul.
Como profissional formado no Curso Técnico em Eletrotécnica você
poderá atuar como eletricista de instalações e planejar serviços elétri-
cos, realizar instalações de distribuição de baixa tensão, montar e repa-
rar instalações elétricas e equipamentos auxiliares em residências, esta-
belecimentos industriais, comerciais e de serviços e instalar e reparar
equipamentos de iluminação. Poderá também atuar como eletricista de
manutenção industrial, planejar serviços de manutenção e instalação
eletroeletrônica, realizar manutenções preventiva, preditiva e corretiva,
instalar sistemas e componentes eletroeletrônicos, realizar medições e
testes, elaborar documentação técnica e trabalhar em conformidade com
normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene,
saúde e preservação ambiental.
Esta unidade curricular contempla o desenho como forma ou ferra-
menta diretamente ligada a projetos elétricos residenciais e industriais
por meio de símbolos padronizados e interligados estrategicamente, que
possibilitam a interpretação de instalações elétricas dentre todos os pro-
fissionais da área.
Desejo a você bons estudos, prosperidade e sucesso nessa caminhada.
Vamos juntos!

Paulo Roberto Pereira Júnior

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 11


Unidade de
estudo 1
Seções de estudo

Seção 1 – Introdução
Seção 2 – Formatos de papéis e leiautes
Seção 3 – Dobramento de folhas série A
Seção 4 – Informações em desenho
técnico
Seção 5 – Escalas
Seção 6 – Caractere em desenho técnico
Seção 7 – Tipos de linhas em desenho
técnico
Seção 8 – Cotagem em desenho técnico
Seção 9 – Desenho linear geométrico
Seção 10 – Desenho geométrico
Desenho técnico

SEÇÃO 1 Tabela 1 - Formatos série A ABNT: Associação Brasilei-


ra de Normas Técnicas.
Formatos série A
Introdução Designação Dimensões
A0 841 x 1189
O desenho técnico é utilizado para
diversos fins: na mecânica para A1 594 x 841
fabricação e montagem de peças; A2 420 x 594
na construção civil para projetos A3 297 x 420
de casas e edificações; na elétrica A4 210 x 297
para projeto de instalações elétri- Fonte: adaptado de ABNT (1987, p. 2).
cas residenciais e industriais; e na
eletroeletrônica e eletromecânica
para projetos de máquinas. A legenda utilizada no formato
Para melhor compreender os de- série A deve ter 178 mm de lar-
senhos surgiu a necessidade de gura para os formatos A4, A3 e
padronizar os símbolos, os ma- A2, e 175 mm de largura para os
teriais e os métodos usados para formatos A1 e A0. As margens O comprimento mínimo é de 100
realização do desenho técnico. O devem ter valores próprios para mm com intervalos de 10 mm uti-
órgão responsável pela padroniza- cada formato do papel. A mar- lizando um traço de 0,5 mm.
ção das normas técnicas no Brasil gem da esquerda possui 25 mm
Existe outro sistema que pode
é a ABNT. de largura para todos os forma-
ser adotado, conhecido como
tos possibilitando a fixação em
sistema de referência por malha.
pastas suspensas e arquivos. Para
Este sistema permite uma locali-
cada formato da série A é utiliza-
zação de partes ou detalhes por
SEÇÃO 2 do um tipo de linha ao desenhar
coordenadas. Consiste em vá-
Formatos de papéis e o quadrado das margens. Observe
rias divisões, tanto na horizontal
atentamente!
leiautes quanto na vertical. As divisões na

Tabela 2 - Margens para o formato série A


Para que o desenho técnico seja
executado é necessário que se es- Formato Margem Margem direita Linha utilizada no
esquerda (mm) (mm) quadrado (mm)
colha o tipo e o formato do papel.
A ABNT NBR 10068 existe para A0 25 10 1,4
padronizar a folha de desenho, o A1 25 10 1,0
leiaute e as suas dimensões. O for- A2 25 7 0,7
mato do papel deve ser escolhido A3 25 7 0,5
conforme melhor mostrar o dese- A4 25 7 0,5
nho técnico a fim de evitar uma Fonte: adaptado de ABNT (1987, p. 3).
má interpretação do desenho. Os
formatos padronizados para o pa-
pel a ser impresso o desenho téc- A folha pode ser utilizada na hori- horizontal são subdivididas em
nico são conhecidos como “for- zontal ou na vertical. A legenda é números e as divisões na vertical
matos série A”. Observe! posicionada no canto inferior di- são subdivididas em letras, sendo
reito do leiaute, o quadro do leiau- que as divisões devem ser pares e
te deve possuir marcas de centro a quantidade de divisões depende
e, além destas, pode possuir uma do nível de complexidade do de-
escala métrica de referência, senho. A dimensão do retângulo
que não necessita de números. que forma as divisões deve ter a

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 13


Figura 1 - Leiaute com marcas de centro e sistema de referência por malha

largura entre 25 e 75 mm e deve


utilizar um traço de 0,5 mm. As
letras utilizadas nas divisões situa-
das na vertical devem ser sempre
maiúsculas, conforme nos eviden-
cia a figura 1.

SEÇÃO 3
Dobramento de folhas
série A
A NBR 13142 mostra como deve
ser o dobramento das folhas de
desenho, dentre elas estão os for-
matos A0, A1, A2 e A3. Obtido o
dobramento final, a legenda deve
ficar disposta na parte frontal da
folha dobrada. Isso possibilita
a identificação do desenho e as Figura 2 - Dobramento formato A0
informações pertinentes para o Fonte: adaptado de ABNT 13142 (1999, p. 2).
arquivamento e o controle das re-
visões.
Acompanhe as figuras 2, 3, 4 e 5.

14 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Figura 3 - Dobramento formato A1
Fonte: adaptado de ABNT 13142 (1999, p. 3).

Figura 4 - Dobramento formato A2


Figura 5 - Dobramento formato A3
Fonte: adaptado de ABNT 13142 (1999, p. 3).
Fonte: adaptado de ABNT 13142 (1999, p. 3).

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 15


As características das informações detalhe ou na vista que essa escala
SEÇÃO 4 sobre o desenho estão reunidas na for necessária. A escala deve ser
Informações em legenda. A legenda pode conter obtida de modo a interpretar me-
desenho técnico as seguintes informações: título lhor o desenho e não deixar dú-
do desenho, número do desenho, vidas quanto ao projeto. Observe!
A NBR 10582 mostra a apresen- escala utilizada no desenho, em-
tação da folha para desenho téc- presa responsável pelo desenho
e nomes do desenhista, projetista Tabela 3 - Tipos de escalas
nico. As informações contidas no
desenho são: a explanação (são ou engenheiro, com suas rubricas Redução Natural Ampliação
registradas as informações sobre de aprovação e datas da realização 1:2 1:1 2:1
a leitura do desenho), a instrução do desenho. Pode conter ainda 1:5 5:1
(são registradas as informações informações sobre o material uti-
1:10 10:1
sobre a execução do desenho), a lizado no projeto e posições das Fonte: adaptado de ABNT 8196
referência (são registradas as refe- peças no desenho de montagem (1994, p. 2).
rências a documentos ou outros quando aplicável.
desenhos), a localização da planta
de situação (é registrada a planta
esquemática com marcação de
área construída ou a planta esque-
mática com marcação de área) e
a tábua de revisão (são registradas
as alterações feitas no desenho, as Figura 6 - Exemplo para Legenda em Desenho Técnico
datas das alterações, as pessoas
O responsáveis pelas alterações e o
número sequencial da revisão).
SEÇÃO 5 SEÇÃO 6
Escalas Caractere em desenho
técnico
DICA A NBR 8196 trata sobre o empre-
Para controle de revisões de go da escala em desenho técnico. A NBR 8402 trata sobre a execu-
desenhos pode ser criado Existem três escalas: de redução, ção de caractere para escrita em
um documento que registre natural e de ampliação. A escala desenho técnico. A escrita em
todas as revisões e altera- deve ser apresentada na legenda desenho técnico deve ser legível,
ções realizadas num dese- do desenho. Ao se utilizar mais de uniforme e possibilitar a micro-
nho técnico, o que forma uma escala em um único desenho, filmagem e outros processos de
o histórico de um projeto a mesma deve estar descrita no
de engenharia. As normas reprodução. Veja a tabela 4!
de qualidade prevêem esse
tipo de controle.
Tabela 4 - Proporções de símbolos gráficos com exemplo numérico
Características Relação Dimensões
(mm)
Altura letra maiúscula (h) (10/10) h 3,50
Altura letra minúscula (c) (7/10) h 2,50
Distância mínima entre caractere (a) (2/10) h 0,70
Distância mínima entre linhas de base (b) (14/10) h 5,00
Distância mínima entre palavras (e) (6/10) h 2,10
Largura da linha (d) (1/10) h 0,35
Fonte: adaptado de ABNT 8402 (1994, p. 2).

16 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Figura 5 - Dobramento Formato A3
Fonte: adaptado de ABNT 13142 (1999, p. 3).

Existem algumas observações que devem ser levadas em conta quanto


SEÇÃO 7 aos tipos de linhas. Os traços 0,13 e 0,18 são utilizados em escala natu-
Tipos de linhas em ral, e não se recomenda utilizá-los em desenhos com escala de redução.
desenho técnico Outra observação é o espaçamento entre linhas, inclusive em hachuras.
Esse espaço não deve ser maior que duas vezes a largura da maior linha.
Segundo a NBR 8403 existem ti- A NBR 8403 recomenda que o espaço entre linhas seja menor que 0,70
pos de linhas para determinadas mm.
aplicações e interpretações do Quadro 1 - Tipos de linhas
desenho técnico. Esta norma traz Tipos de linhas Aplicação
as linhas usuais entre os profissio-
Contornos visíveis
nais da área. As larguras das linhas
Arestas visíveis
são escolhidas de acordo com a
aplicação, dimensão e escala do Linhas de instrução imaginárias
desenho. Os tamanhos das linhas Linhas de cotas
possuem uma relação com o códi- Linhas auxiliares
go de cores quando utilizadas ca- Linhas de chamada
netas técnicas e/ou desenho por Hachuras
computador.
Contornos de seções rebatidas na própria vista
Linhas de centro curtas
Tabela 5 - Código de cores e espessuras Limites de vistas ou cortes parciais ou interrompidas
de linhas se o limite não coincidir com linhas traço e ponto
Espessura Cor da linha Esta linha destina-se a desenhos confeccionados por
(mm) máquinas
0,13 Lilás Contornos não visíveis
0,18 Vermelha Arestas não visíveis
0,25 Branca Contornos não visíveis
0,35 Amarela Arestas não visíveis
0,50 Marrom Linhas de centro
0,70 Azul Linhas de simetria
1,00 Laranja Trajetórias
1,40 Verde
Planos de corte
2,00 Cinza
Fonte: adaptado de ABNT 8403 (1984, Indicação das linhas ou superfícies com indicação es-
p. 1). pecial
Contorno de peças adjacentes
Posição limite de peças móveis
Linhas de centro de gravidade
Cantos antes da conformação
Detalhes situados antes do plano de corte
Fonte: adaptado de ABNT 8403 (1984, p. 2).
DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 17
Quanto ao uso de algum tipo de 2. Com um ponto, se terminar
linha diferente dos tipos apre- dentro do objeto representado.
SEÇÃO 8
sentados no Quadro 1, a norma Cotagem em desenho
específica deve ser explicada ou técnico
referenciada. Além dos tipos de li-
nhas, é importante que você saiba As cotas em desenho técnico são
que existem prioridades entre as destinadas a informar o valor ou
linhas. Isso quer dizer que se uma a medida de alguma dimensão de-
linha coincidir com outra, deve-se senhada, mas com valores reais da
manter a prioridade entre elas. O peça. A NBR 10126 traz informa-
nível de prioridade está disposto ções sobre como deve ser a co-
a seguir: tagem em desenho técnico. Está
▪▪ arestas e contornos visíveis; escrito claramente que as cotas
devem ser dispostas de maneira
▪▪ arestas e contornos não visí-
a não deixar dúvidas sobre a face
veis;
que está sendo cotada e o valor
▪▪ superfícies de cortes e seções; numérico da cota.
Figura 9 - Terminação da linha de cha-
▪▪ linhas de centro;
mada com um ponto
Está escrito também que a unida-
▪▪ linhas de centro de gravidade; de das cotas deve estar impressa
Fonte: adaptado de abnt 8403 (1984,
na legenda. E caso haja mais de
▪▪ linhas de cota auxiliar. p. 5).
uma unidade no desenho, ela deve
ser adicionada junto ao detalhe
A NBR 8403 trata também da que a merecer, sendo que todos
terminação das linhas de chama- 3. Com uma seta, se elas contor-
os detalhes devem ter a mesma
da, que podem ser de três formas. nam o objeto representado.
unidade. Contudo, para se formar
Acompanhe! uma cota são necessários alguns
elementos. Os elementos de co-
tagem são: linha auxiliar, linha li-
1. Sem símbolo, se elas condu- mite de cota, linha de cota e cota.
zem uma linha de cota.

Figura 10 - Terminação da linha de


chamada com uma seta Linha auxiliar

Fonte: adaptado de ABNT 8403 (1984,


p. 5).
Figura 11 - Elementos de cotagem
Fonte: adaptado de ABNT 10126 (1987,
Figura 8 - Terminação da linha de cha- p. 3).
mada sem símbolo
Fonte: adaptado de ABNT 8403 (1984,
As cotas podem ter representação
p. 5).
de diâmetro (ø), quadrado (□),
raio (R), diâmetro esférico (øESF)
e raio esférico (RESF).

18 CURSOS TÉCNICOS SENAI


SEÇÃO 9
Desenho linear
geométrico
A característica do desenho linear geométrico utiliza linhas de constru-
ção para formar desenhos complexos. Tais desenhos podem, por exem-
plo, encontrar uma perpendicular de um ponto em relação a uma reta,
dividir uma linha reta ao meio, traçar uma linha perpendicular, entre
outros casos. Analise, atentamente, as imagens abaixo.

Figura 12 - exemplo 1: encontrar uma perpendicular de um ponto em relação a uma reta


Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 18).

Figura 13 - Exemplo 2: dividir uma linha reta ao meio e traçar uma linha perpendicular
Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 18).

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 19


SEÇÃO 10
Desenho geométrico
O desenho geométrico é composto por figuras geométricas. Estas figu-
ras são divididas basicamente em linhas, ângulos, triângulos, quadriláte-
ros, polígonos regulares e círculos e circunferências. Acompanhe!

Figura 14 - Figuras geométricas – linhas


Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 17).

Bissetriz

Agudo Reto Obtuso Raso

Figura 15 - Figuras geométricas – ângulos


Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 17).

Equilátero Isósceles Escaleno Retângulo

Figura 16 - Figuras geométricas – triângulos


Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 17).

20 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Relembrando
Nesta unidade de estudo
você aprendeu conceitos so-
bre desenho com base em
normas técnicas. Dentre as
seções de estudos vistas por
você, foram citados os for-
matos de papéis, os leiautes
de desenhos técnicos e mar-
gens. Você aprendeu como
proceder para realizar o do-
Figura 17 - Figuras geométricas – quadriláteros
bramento de papéis série A
e as informações contidas
Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 17).
numa folha de desenho téc-
nico, sobre o emprego de
escalas de redução, natural e
de ampliação, o uso do carac-
tere e suas dimensões, os ti-
pos de linhas, cores de linhas
e linhas de chamada. Você
aprendeu ainda sobre cota-
gem em desenho técnico, o
desenho linear geométrico,
o desenho geométrico e a
perspectiva.
Figura 18 - Figuras geométricas – polígonos regulares
O estudo desta unidade está
Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 17).
em conformidade com os co-
nhecimentos mencionados
no conteúdo formativo e tem
como finalidade prepará-lo
para o mercado de trabalho.
Vamos! O que você está es-
perando para desenvolver as
atividades propostas e se for-
talecer profissionalmente?
Concentre-se em sua apren-
Figura 19 - Figuras geométricas – círculo e circunferências dizagem!
Fonte: adaptado de SENAI (1998, p. 17).

Uma das formas de representa-


ção dos desenhos é a perspectiva.
Existem vários tipos de perspecti-
va, você aprenderá nesta seção so-
bre a perspectiva isométrica. Iso-
métrico significa medidas iguais,
portanto, perspectiva isométrica
quer dizer que as três linhas de
construção dessa perspectiva são
defasadas 120º uma da outra. Figura 20 - Desenho em perspectiva
Fonte: adaptado de SENAI (1998,
p. 24).

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 21


Unidade de
estudo 2
Seções de estudo

Seção 1 – Introdução
Seção 2 – Planta baixa
Seção 3 – Escalas
Seção 4 – Vistas
Seção 5 – Cortes

Desenho técnico arquitetônico

SEÇÃO 1 SEÇÃO 2
Introdução Planta baixa
Para desenvolver projetos de ins- Imagine o desenho da construção de uma casa com vista superior a mais
talações elétricas o projetista deve ou menos 1,5 m de altura, contendo as indicações de portas, janelas e
ter em mãos o projeto arquitetôni- outros detalhes da construção pertinentes ao projeto elétrico. Imaginou?
co e assim obter as dimensões re- Por meio dessa vista o projetista é capaz de mensurar cabos, tomadas,
ais e desenhar a planta baixa. Com interruptores, lâmpadas, etc.
isso o projetista poderá realizar os O projetista elétrico será capaz de desenhar as janelas, as portas, as es-
cálculos de luminotécnica, cabea- cadas e todos os detalhes que terão influência no projeto elétrico tendo
mento, entre outros. É necessário, como base o projeto arquitetônico da construção. Para isso, o formato
portanto, que se faça o desenho do papel para realização do desenho deverá ser o formato da série A es-
técnico da instalação para trans- tudado na Unidade 1. Dessa forma, o formato A0 é o maior e o formato
mitir e arquivar todo esse conjun- A4, o menor.
to de informações para o cliente
ou executor da instalação elétrica.

Conhecer alguns critérios estuda-


dos pelos arquitetos é importante
para que o projetista possa realizar
o desenho técnico elétrico. Nesta
unidade você irá conhecer melhor
o que é uma planta baixa, qual é
o uso das escalas em arquitetura,
as vistas e os cortes utilizados em
arquitetura. Bons estudos!

5300

6800

Figura 21 - Exemplo de Planta Baixa

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 23


SEÇÃO 3 SEÇÃO 4
Escalas Vistas
A escala representa a proporção A vista é disposta de forma a mostrar com máximo de clareza os de-
entre as dimensões do desenho talhes pertinentes ao projeto. A vista pode ser frontal, lateral esquerda,
e as dimensões reais. Conforme lateral direita, posterior ou superior.
ABNT NBR 6492, dentre as es-
calas mais usuais, destacam-se as
seguintes: 1/2; 1/5; 1/10; 1/20;
1/25; 1/50; 1/75; 1/100; 1/200;
1/250 e 1/500, consideradas es-
calas de redução, sendo que redu-
zem o tamanho ou a dimensão de
uma construção. Como exemplo
a escala de 1/50 significa que cada
1 mm no desenho equivale a 50
mm na dimensão real. E cada 1
cm no desenho equivale a 50 mm
na dimensão real.

Figura 22 - Vistas em Desenho Técnico Arquitetônico

24 CURSOS TÉCNICOS SENAI


SEÇÃO 5
Cortes Relembrando
Segundo a NBR 6492 (ABNT, 1994, p. 1), que trata sobre a representa- Nesta unidade você apren-
ção de projetos de arquitetura, corte significa “Plano secante vertical que deu alguns conceitos sobre
desenho técnico arquitetôni-
divide a edificação em duas partes, seja no sentido longitudinal, seja no
co e para que serve a planta
sentido transversal”. A norma quer representar o corte. Quando se fizer
baixa ao projetista de insta-
necessário, mostrar algum detalhe intrínseco no desenho. lações elétricas. Aprendeu
também sobre o uso da es-
cala de redução utilizada em
desenho técnico arquitetô-
nico, as escalas mais usuais,
o uso de vistas e cortes que
podem ser utilizados no de-
senho técnico arquitetônico.
Aprendido tudo isso, que tal
agora verificar como está o
seu conhecimento? Desen-
volva as atividades propostas
no caderno de exercícios e
retome os conceitos e aspec-
tos centrais desta unidade.
Vamos lá!

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 25


Unidade de
estudo 3
Seções de estudo

Seção 1 – Introdução
Seção 2 – Simbologia
Seção 3 – Diagrama unifilar
Seção 4 – Diagrama trifilar
Seção 5 – Diagrama multifilar
Seção 6 – Prumada
Seção 7 – Padrão de entrada
Seção 8 – Planta baixa
Seção 9 – Software de desenho elétrico

Desenho técnico elétrico

SEÇÃO 1 SEÇÃO 2
Introdução Simbologia
A eletricidade é invisível. E ima- A ABNT NBR 5444 trata sobre símbolos gráficos para instalações elé-
ginar o funcionamento de um tricas prediais. Esta norma contém os símbolos necessários para a reali-
circuito elétrico é a característi- zação do desenho e a execução da instalação dos circuitos elétricos. Os
ca dos projetistas e engenheiros símbolos utilizam formas geométricas fixas para a compreensão de seu
elétricos. Contudo, todas essas significado, são os seguintes formatos: traço, círculo, triângulo equilátero
informações devem ser salvas e e quadrado, cada um com um significado próprio para a simbologia.
transmitidas ao eletricista respon- O traço representa o eletroduto. O círculo representa três funções bá-
sável pela montagem do circuito. sicas: indica um ponto de luz, indica um interruptor e indica qualquer
Assim, para que isso aconteça foi dispositivo embutido. O triângulo equilátero indica tomadas em geral. E
necessária a criação do desenho o quadrado representa qualquer tipo de elemento no piso ou conversor
técnico elétrico. de energia.

Com o passar dos tempos surgi-


ram várias maneiras de realizar
o desenho técnico elétrico. Mas
se cada projetista ou engenheiro
utilizasse sua própria forma ao
desenhar, isso poderia gerar dúvi-
das de interpretação. Então, para
que isso não acontecesse, houve a
padronização de símbolos e mé-
todos para realização de um dese-
nho técnico elétrico.

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 27


Quadro 2 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – dutos e distribuição (parte 1)
Multifilar Unifilar Significado Observações
Eletroduto embutido no teto ou pare-
de. Diâmetro 25 mm.
Todas as dimensões em mm.
Eletroduto embutido no piso. Indicar a bitola se não for
15mm.
Tubulação para telefone externo.
Tubulação para telefone interno.
Tubulação para campainha, som, Indicar na legenda o sistema
anunciador, ou outro sistema. passante.
Condutor de fase no interir do
eletroduto.
Condutor neutro no interior do Cada traço representa um con-
eletroduto . dutor. Indicar bitola (seção),
número do circuito e a bitola
Condutor de retorno no interior do (seção) dos condutores, exceto
eletroduto. se forem 1,5mm².
Condutor de proteção (terra) no inte-
rior do eletroduto.
Condutor bitola 1,0 mm², fase para
campainha.
Se for bitola maior, indicá-la.
Condutor bitola 1,0 mm², retorno para
campainha.
Condutor bitola 1,0 mm², neutro para
campainha.
Condutor positivo no interior do
eletroduto.
Condutor negativo no interior do
eletroduto.
Neutro, Fase e Indicar a bitola (seção) utiliza-
Cordoalha de terra.
Terra. da: em 50∙ significa 50mm².
Condutores neutro, fase e terra no
interior do eletroduto, com indicação
do número do círcuito e seção dos
condutores.
Leito de cabos com um circuito pas-
sante, composto de três fases, cada 25∙ significa 25mm².
um por dois cabos de 25mm², mais 10∙ significa 10mm².
cabos de neutro bitola 10mm².

Caixa de passagem no piso. Dimensões em mm.

Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 38).

28 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Quadro 3 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – dutos e distribuição (parte 2)
Multifilar Unifilar Significado Observações

Indicar a altura e se neces-


Caixa de passagem na parede. sário fazer detalhe (dimen-
sões em mm).

Circuito que sobe.

Circuito que desce.

Circuito que passa descendo.

Circuito que passa subindo.

No desenho, aparecem
quatro sistemas que são
habitualmente: I - Luz e
Sistema de calha de piso. força II - Telefone (Telebrás)
III - Telefone (P(a), Bx, ks,
ramais) IV - Especiais (comu-
nicações).
Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 38).

Quadro 4 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – quadros de distribuição


Multifilar Unifilar Significado Observações
Quadro terminal de luz e força
aparente. QD
Quadro terminal de luz e força
embutido. QD
Quadro geral de luz e força Indicar as cargas de luz em
aparente. QD watts e de força em W ou
Quadro geral de luz e força kW.
embutido. QD
Caixa de telefones. QD
Caixa para medidor ou Quadro
de medição embutido. QM
Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 39).

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 29


Quadro 5 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – interruptores (parte 1)
Unifilar Unifilar
Multifilar Significado Observações
Oficial Antigo
a Interruptor simples de uma
S seção (uma tecla).

a b Interruptor simples duas


S2 seções (duas teclas). A letra minúscula indica o
ponto de comando.

a b
Interruptor simples de três
c
S3 seções (três teclas).

a S O número entre dois traços


Conjunto de interruptor sim-
indica o circuito correspon-
ples de uma tecla e tomada.
* -2- 2 dente.
a b S2 As telas minúsculas indicam o
Conjunto de interruptor sim- ponto comandado e o número
ples de duas teclas e tomada. entre dois traços, o circuito
* -2- 2 correspondente.
Interruptor paralelo de uma
a A letra minúscula indica o
S3w (Sp) seção (uma tecla) ou three
ponto comandado.
way
a b Interruptor paralelo de duas
* S3w2 (S2p) seções (duas teclas)...
A letra minúscula indica os
a b
Interruptor paralelo de três pontos comandados.
S3w3 (S3p) seções (três teclas)...
* c

a
Interruptor paralelo bipolar.
*

a
A letra minúscula indica o
Interruptor intermediário ou
S3w (Si) ponto comandado.
four way.
a
Interruptor simples bipolar.

ou Botão de campainha na pare-


de (ou comando a distância).

Botão de campainha no piso


(ou comando a distância).

M
Minuteria eletrônica, ref.
PIAL.

Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 40).

30 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Quadro 6 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – interruptores (parte 2)
Multifilar Unifilar Significado Observações

Fusível

Chave seccionadora com fu-


síveis. Abertura sem carga. Indicar tensão e corren-
Chave seccionadora com fu- te nominais.
síveis e abertura em carga.
Chave seccionadora. Aber-
tura em carga.
Chave seccionadora. Aber-
tura sem carga.
Indicar tensão, corrente
Disjuntor a óleo. e potências nominais.
Disjuntor a seco.

Relé fotoelétrico.

IAP ou Interruptor automático por


presença.

A1 A1
ou Bobina do relé de impulso.
A2 A2 Série 13 - Relé de Impul-
so Eletrônico 10A - 16A.
Relé
Série 20 - Relé de Impul-
Relé de impulso com um so Modular 16A.
contato auxiliar (unipolar).
1 A1 A2 2 Série 26 - Relé de Impul-
so 10A (Finder).
ou
Relé
Série 27 - Relé de Impul-
Relé de impulso com dois so 10A (Finder).
contatos auxiliares (bipo-
lar).
A1 A2
1 3 2 4

A1 1 3 5 Relé de impulso com três Montagem em caixa:


contatos auxiliares (tripo- 5TT5133-220V (Sie-
A2 2 4 6 lar). mens).

Chave reversora.
Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 41).

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 31


Quadro 7 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – luminárias, refletores e lâmpadas
Multifilar Unifilar Significado Observações
a Ponto de luz incandescente no teto.
Indicar o número de lâmpadas e a
-4- 2x100W potência em watts. A letra minúscula indica o pon-
to de comando, e o número
a
Ponto de luz incandescente no teto entre dois traços, o circuito.
(embutido).
-4- 2x100W

a
Ponto de luz incandescente na parede Deve-se indicar a altura da
(arandela). arandela.
-4- 60W
a Ponto de luz a vapor de mercúrio no A letra minúscula indica o pon-
teto. Indicar o número de lâmpadas e to de comando, e o número
-4- 125W-VM a potência em watts. entre dois traços, o circuito.
a Ponto de luz fluorescente no teto A letra minúscula indica o pon-
(indicar o número de lâmpadas e na to de comando, e o número
-4- 4x20W
legenda, o tipo de partida do reator). entre dois traços, o circuito.
a
Deve-se indicar a altura da
Ponto de luz fluorescente na parede.
-4- 4x20W luminária.
a
Ponto de luz fluorescente no teto
-4- 4x20W (embutido).
a
Ponto de luz fluorescente no teto em
-4- 4x20W circuito vigia (emergência).
a
Ponto de luz incandescente no teto em
circuito vigia (emergência).
-4- 4x100W

Sinalização de tráfego (rampas, entra-


das, etc).

Lâmpada de sinalização.

Indicar a potência, tensão e


Refletor.
tipo de lâmpadas.

Poste com duas luminárias para ilumi- Indicar as potências e tipos de


nação externa. lâmpadas.

Lâmpada obstáculo.

M Minuteria.

Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 42).

32 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Quadro 8 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – tomadas
Multifilar Unifilar Significado Observações
A potência deve ser indicada ao lado
em VA (exceto se for de 100VA), como
300VA Tomada de corrente na parede, também o número do circuito corres-
-3- baixa (300mm do piso acaba- pondente e a altura da tomada, se for
do). diferente da normalizada; se a tomada
for de força, indicar o número de HP, CV
ou BTU.
300VA Tomada de corrente a meia
-3- altura (1.300mm do piso aca-
bado).
300VA Tomada de corrente alta
-3-
(2.000mm do piso acabado).

600VA Tomada de corrente fase/fase


-4- meia altura (1.300mm do piso
acabado).
Tomada de corrente no piso.

Antena para rádio e televisão.

Relógio elétrico no teto.

Relógio elétrico na parede.

Saída de som no teto.

Saída de som na parede. Indicar a altura "h".

ou Cigarra.

ou Campainha.

Dentro do círculo, indicar o número de


IV Quadro anunciador.
ou chamada em algarismos romanos.
Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 43).

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 33


Quadro 9 - Simbologia gráfica referente a instalações elétricas prediais – motores e transformadores
Multifilar Unifilar Significado Observações
G
Gerador Indicar as características nominais.

M
Motor Indicar as características nominais.

Indicar a relação de espiras e valores


Transformador de Potencial
nominais.
Indicar a relação de espiras, classe de
Transformador de Corrente (um extatidão e nível de isolamento. A barra
núcleo) de primário deve ter um traço mais
grosso.

Transformador de Potencial

~ Transformador de Corrente
- (dois núcleos)

Fonte: Cavalin e Cervelin (2006, p. 44).

SEÇÃO 3
Diagrama unifilar
Segundo Cavalin e Cervelin 300 VA
(2006, p. 118), o esquema unifilar
-2-
“representa um sistema elétrico
simplificado, que identifica o nú-
mero de condutores e representa -1-
-2-
seus trajetos por um único traço”. -2-
Sendo assim, todos os condutores
são representados por uma única
-1- 1x100W
linha e os símbolos são responsá-
veis por mostrar o condutor utili-
zado no desenho e no projeto. Os -1-
símbolos usuais são padronizados
pela ABNT NBR 5444.

Veja a seguir como exemplo um


circuito necessário para instalar
um ponto de luz incandescente.
Para isso, é necessário chegar até
a lâmpada um sinal de tensão para
acendê-la, mas somente quando o
interruptor estiver ligado. Seguin- Figura 23 - Exemplo de Esquema Unifilar
do a tabela de símbolos apresen- O exemplo apresentado aborda candescente com seu respectivo
tada e utilizando o esquema uni- o circuito elétrico com esquema interruptor e uma tomada de luz
filar é possível criar um desenho unifilar. Esse circuito mostra a a meia altura (1.300 mm do piso
que mostre a ligação elétrica do ligação de um ponto de luz in- acabado).
exemplo em questão.

34 CURSOS TÉCNICOS SENAI


SEÇÃO 4
Diagrama trifilar
A característica do diagrama trifi-
RST RST
lar é a de mostrar o circuito tri-
fásico com seus condutores indi- 3
vidualmente. Pode ser aplicado
em circuitos de painéis e/ou em
partidas de motores ou outras Contador Contador
aplicações.

SEÇÃO 5 3
Diagrama multifilar
De acordo com Cavalin e Cerve- Relé Térmico Relé Térmico
lin (2006, p. 117), esquema mul-
tifilar “[...] representa todo o sis-
tema elétrico, em seus detalhes,
com todos os condutores. Nesta 3
representação cada traço é um fio
que será utilizado na ligação dos
componentes”. Ao contrário do
esquema unifilar, o esquema mul-
tifilar mostra todos os condutores Motor Motor
contidos no circuito elétrico, bem
como todos os componentes en-
volvidos e necessários para a exe-
cução do desenho em função do
projeto elétrico. Figura 24 - Exemplo de Esquema Trifilar

F
N

Figura 25 - Exemplo de Esquema Multifilar

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 35


SEÇÃO 6 SEÇÃO 8
Prumada Planta baixa
Segundo Cavalin e Cervelin (2006, Por meio do desenho da planta baixa o projetista ou engenheiro pode-
p. 207), prumada ou alimentador rá realizar o desenho do projeto da instalação elétrica. Sendo que não
principal “[...] é a continuação ou haverá necessidade de mostrar os desenhos dos móveis internos, uma
o desmembramento do ponto de vez que não farão parte diretamente do projeto da instalação. Portas,
entrega e ponto de entrada, do janelas, paredes, escadas e demais detalhes que influenciam diretamente
qual fazem parte os condutores, no projeto elétrico da instalação deverão estar no desenho arquitetônico.
eletrodutos e acessórios, conecta-
dos a partir da proteção geral ou
do quadro de distribuição (QDP)
até as caixas de medição ou de de-
rivação”.

SEÇÃO 7
Padrão de entrada
4

Ainda segundo Cavalin e Cervelin


(2006, p. 217), o padrão de entra-
da:

[...] é todo o conjunto desde o ra-


mal de entrada, poste ou pontalete
particular, caixas, dispositivos de
proteção, aterramento, eletrodutos
e ferragens, de responsabilidade
dos consumidores, preparado de Figura 23 - Exemplo de desenho da planta baixa e projeto elétrico da
forma a permitir a ligação das uni- instalação
dades consumidoras à rede da con-
cessionária.

Para cada região existem os pa- SEÇÃO 9 continuam sendo revisadas cons-
tantemente, porém as ferramentas
drões de entrada. Eles podem ser Software de desenho mudaram em relação ao que eram.
monofásicos, bifásicos ou trifá-
sicos. De acordo com a potência
elétrico O desenhista trocou as ferramen-
consumida e dependendo da re- tas manuais por uma ferramenta
gião possuem características es- Há algum tempo o desenho téc- tecnológica – o computador. Por
peciais. nico era realizado manualmente. meio dessa nova ferramenta o de-
Com auxílio de algumas ferra- senhista pode realizar o desenho
mentas como compasso, lápis, elétrico com muita precisão.
borracha, jogo de esquadros, es- Existem hoje no mercado mui-
DICA calímetro, régua e outros o dese- tos softwares de desenho técnico
Para saber mais sobre os pa- nhista realizava o desenho segun- elétrico. Cada um com suas fer-
drões de entrada da sua ci- do normas destinadas ao desenho ramentas básicas e específicas.
dade consulte as normas da técnico. Para o entendimento de quanto é
concessionária de sua região.
Nos tempos atuais desenhar con- importante e o quanto o software
tinua sendo uma arte e as normas facilita a realização do desenho,

36 CURSOS TÉCNICOS SENAI


criaremos um software virtual. b. por meio desta barra de fer- d. com esta ferramenta o dese-
Nesse software iremos aplicar e co- ramentas o desenhista poderá nhista poderá inserir e con-
nhecer as ferramentas básicas uti- desenhar com o auxílio dos co- sultar o banco de dados dos
lizadas na realização do desenho mandos Linha, Apaga Linha, símbolos. Ele conta com a fer-
técnico elétrico. Círculo, Régua e Cota. ramenta Inserir Símbolo, Criar
Primeiro você conhecerá as bar- Símbolo e Editar Símbolo.
ras de ferramentas. Dentre elas 10

estão: Criação da Folha, Dese- S S S


nho por Linha, Desenho Técnico Figura 28 - Barra de ferramentas
Elétrico, Símbolos e Impressão. para desenho por linha Figura 30 - Barra de ferramentas
Essas, portanto, são as barras de para símbolos
ferramentas básicas que iremos O comando Linha permite dese-
utilizar na realização do desenho nhar uma linha e configurar suas
técnico elétrico. Veja a seguir cada A ferramenta Inserir Símbolo é
dimensões, possibilita ainda apa- responsável pela inserção de sím-
uma delas. gar os comandos de Linha, Círcu- bolos padronizados pela ABNT
a. é a primeira etapa do desenho lo e Cota. O comando Círculo NBR 5444 (ABNT, 1989). A fer-
técnico elétrico. O desenhista permite desenhar de forma circu- ramenta Criar Símbolo permite
poderá escolher o tipo de fo- lar e editar o diâmetro necessário. criar novos símbolos e a ferra-
lha, a escala e o nome da folha O comando Régua mostra as di- menta Editar Símbolo possibilita
que será utilizada no desenho mensões do desenho quando editar um símbolo existente.
técnico elétrico. houver necessidade. E o coman-
do Cota permite criar a cota nos
desenhos. Após ter compreendido de forma
P F básica o funcionamento de softwa-
re de desenho elétrico e ter criado
Figura 27 - Barra de ferramentas c. uma vez realizado o desenho um ambiente de desenvolvimento
para criação da folha arquitetônico por meio da bar- virtual por meio desta seção, você
ra de ferramentas Desenho poderá criar um desenho técnico
Esta barra de ferramentas é divi- por Linha, o desenhista ou elétrico com base nas ferramen-
dida em: Nova Folha, Proprieda- projetista poderá mostrar as tas imaginárias desse software. Para
des da Folha, Salvar o Desenho, informações do projeto pelo isso, trataremos uma sequência
Abrir um Desenho Existente e desenho. E para isso pode- para a realização de um desenho
Fechar Desenho. Na ferramenta rá usar as ferramentas Inserir técnico elétrico por software.
Nova Folha o desenhista irá criar Condutor e Inserir Texto.
uma folha para seu projeto. Nas
Propriedades da Folha poderá al- DICA
terar as configurações da folha T
Existem softwares de insta-
que são: o tipo da folha, a escala e lações elétricas que dispõem
Figura 29 - Barra de ferramentas
o nome da folha. Na opção Salvar de comandos próprios para
para desenho técnico elétrico
o Desenho o desenhista poderá construção de desenho arqui-
salvar as alterações a cada mo- tetônico.
mento em que estiver desenhando Com a ferramenta Inserir Condu-
e a opção Abrir um Desenho tor, o desenhista poderá fazer as
Existente poderá reabrir um dese- ligações dos símbolos e também
nho realizado anteriormente. E poderá inserir texto em qualquer 1º Passo: para a criação da folha
quando terminar o desenho e sal- parte de desenho com o auxílio da você utilizará o comando Nova
vá-lo, poderá fechá-lo por meio ferramenta Inserir Texto. Folha. Por meio desse comando
do comando Fechar Desenho. aparecerá uma tela para configu-
ração da folha.

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 37


Depois de configurada a folha pressione OK. Sendo que você poderá
preencher os dados da legenda por meio do comando Inserir Texto.

Nome da folha:
Projeto 1

Escala:
1:25

Formato da folha:
A3

OK Cancelar

Figura 31 - Tela de criação da folha

2º Passo: tendo em mãos o projeto arquitetônico você poderá desenhá-


lo utilizando os comandos Linha, Apaga Linha e Círculo.

Figura 32 - Criando um desenho arquitetônico

3º Passo: após ter criado o desenho técnico arquitetônico você poderá


inserir os símbolos de acordo com o projeto da instalação. E para isso
utilizará o comando Inserir Símbolo.

38 CURSOS TÉCNICOS SENAI


Relembrando
Nesta última unidade de es-
tudos você conheceu os mais
importantes softwares de de-
senho técnico elétrico exis-
tentes e teve a oportunidade
de conhecer os comandos
básicos para a realização de
desenhos técnicos elétricos.
Você ainda acompanhou
o passo a passo do desen-
volvimento de um desenho
técnico para a construção de
um projeto elétrico, adqui-
rindo com isso uma noção
básica de como desenhar em
softwares de desenho elétri-
Figura 33 - Inserindo os símbolos co.
Esperamos que você faça
4º Passo: depois de inserir os símbolos o desenhista irá fazer as cone- bom uso dos conhecimentos,
xões entre os símbolos com o auxílio do comando Inserir Condutor. habilidades e competências
aqui desenvolvidos, emitindo
Com isso você poderá adicionar os símbolos de fase, neutro, terra e os
comportamentos atitudinais
que forem necessários para o desenho técnico do projeto elétrico. de um verdadeiro profis-
sional nesta área, capaz de
planejar e elaborar um pro-
jeto de instalações elétricas
DICA prediais e industriais com a
Salve o desenho constantemente após realizar modificações. máxima excelência.

5º Passo: após ter concluído o


desenho técnico elétrico que ago-
ra faz parte do projeto da instala-
ção elétrica você poderá imprimi-
4 lo para o cliente e/ou arquivá-lo
em seus arquivos de projeto. Para
concluir, você poderá fechar o
projeto com o comando Fechar
Desenho.

Figura 34 - Ligação dos condutores no desenho da instalação elétrica

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 39


Finalizando
Esta unidade curricular é importantíssima para o Curso Técnico em Eletrotécnica e conse-
quentemente para o profissional em seu local de trabalho. Dentre as diversas áreas de trabalho
– como a produtiva, a de qualidade, a de engenharia, a de vendas e outras mais – a interpretação
de desenhos técnicos é indispensável.

Além de desenhos de instalações elétricas e esquemas elétricos, a base para o desenho técnico
é utilizada em outras áreas, como a de instrumentação, pneumática, hidráulica, mecânica e ele-
trônica. São consideradas como base para o desenho técnico as informações sobre os tipos
de papel, leiaute, legenda, desenhos lineares, desenhos geométricos, cotas, escalas, vistas, dia-
gramas unifilar, diagramas trifilar, diagramas mutifilar e simbologia padronizada para cada área
de atuação.

O desenho técnico elétrico por software divide ferramentas básicas com outros softwares espe-
cíficos de outras áreas. Como, por exemplo, as ferramentas de criação de folha, abrir projeto
existente, salvar o desenho, propriedades da folha, escala, comando de linha, comando de cír-
culo, comando de apagar a linha, inserção de símbolos predefinidos no banco de dados, criação
de símbolos, edição de símbolos são alguns dos comandos em comum com outros softwares
existentes.

Assim sendo, os conhecimentos adquiridos poderão servir como base para outras unidades cur-
riculares e na exploração de outros softwares de desenho. Sucessos na sua caminhada!

Paulo Roberto Pereira Júnior.

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 41


Referências
▪▪ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8403: aplicação de linhas
em desenhos: tipos de linhas: larguras das linhas. Rio de Janeiro, 1984. 5 p.

▪▪ ______. NBR 10068: folha de desenho: leiaute e dimensões. Rio de Janeiro, 1987. 4 p.

▪▪ ______. NBR 10126: cotagem em desenho técnico. Rio de Janeiro, 1987. 13 p.

▪▪ ______. NBR 10582: apresentação da folha para desenho técnico. Rio de Janeiro, 1988. 4 p.

▪▪ ______. NBR 5444: símbolos gráficos para instalações elétricas prediais: simbologia. Rio de
Janeiro, 1989. 9 p.

▪▪ ______. NBR 8402: execução de caractere para escrita em desenho técnico. Rio de Janeiro,
1994. 4 p.

▪▪ ______. NBR 6492: representação de projetos de arquitetura. Rio de Janeiro, 1994. 27 p.

▪▪ ______. NBR 13142: desenho técnico: dobramento de cópia. Rio de Janeiro, 1999. 3 p.

▪▪ ______. NBR 8196: desenho técnico: emprego de escalas. Rio de Janeiro, 1999. 2 p.

▪▪ CAVALIN, G.; CERVELIN, S. Instalações elétricas prediais. 15. ed. São Paulo: Érica,
2006. 422 p. (Estude e use. Instalações elétricas).

▪▪ SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Desenho técnico. Jara-


guá do Sul: SENAI DR/SC, 1998. 84 p. (Apostila)

DESENHO TÉCNICO ELÉTRICO 43