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Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Educação Musical por: Escola Básica Integrada de Elias

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Educação Musical por:

Escola Básica Integrada de Elias Garcia – Ano Lectivo

2008/2009

Conteúdo

ÍNDICE

Conteúdo

2

Quando e onde nasceu

3

De quem descendeu

3

A Historia da sua vida

3

Obras

6

Conclusão

8

Referencias Bibliográficas

8

Agradecimentos

9

Escola Básica Integrada de Elias Garcia – Ano Lectivo 2008/2009

Quando e onde nasceu

Franz Joseph Haydn nasceu a 1 de Abril de 1732 em Rohrau, na Baixa Áustria.

De quem descendeu

O pai, Mathias Haydn (1699-1763), era um simples carpinteiro, a mãe, Maria Koller (1707-1754), era cozinheira do palácio do senhor da região antes de se casar.

Mathias e Maria tiveram doze filhos, dos quais só seis sobreviveram. Duas raparigas e quatro rapazes, tendo o irmão mais novo partilhado

a paixão de Franz Joseph e enveredado pela mesma profissão.

Era uma família de pessoas simples e virtuosas e amavam a música.

O pai de Franz Joseph tocava harpa e a sua mãe cantava, mas não

tinham educação musical e faziam tudo "de ouvido". Os serões dos pais influenciaram Franz Joseph e possibilitaram a revelação de seus dotes musicais, sobretudo uma voz maravilhosa.

A Historia da sua vida

Quando Haydn tinha seis anos, a sua família foi visitada por Johann- Mathias Franck, um parente, que era mestre de capela em Hainburg. Necessitava sempre de ter à sua disposição crianças de boa voz para

o coro infantil, o que não era frequente. Mathias Franck ficou muito

contente com o talento do garoto e convenceu os seus pais a levá-lo para Hainburg, encarregando-se de sua educação.

O pequeno Haydn viveu dois anos na casa de Mathias Franck e esse

período não foi dos melhores de sua vida. Era constantemente explorado pôr Franck, que aproveitava todas as ocasiões para exibi- lo. Mas apesar disto, Haydn desenvolveu-se musicalmente, familiarizando-se com os instrumentos da época e aprendendo a tocar vários desses instrumentos.

Em 1740, quando completou os oito anos de idade, Haydn foi levado para Viena por Georg Reutter, mestre de capela da corte austríaca. Aí integrou o coro infantil da Catedral de Santo Estevão e morava na escola da catedral.

Neste internato moravam outros cinco alunos que recebiam educação musical, além de estudarem as matérias comuns de outras escolas. As crianças não se vestiam adequadamente e a alimentação era escassa. À fome e ao frio juntavam-se os maus-tratos de Reutter. As

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tarefas eram inúmeras: serviço musical rotineiro da catedral, festas religiosas, procissões. De vez em quando cantavam em festas da aristocracia, onde podiam saciar a fome e voltar para a escola com os bolsos cheios de doces. Apesar destes factores, o talento do menino compositor desenvolveu- se, obtendo da prática diária da música o que não recebera em teoria. Embora fosse talentoso, compondo já as suas primeiras obras, Haydn era mantido na escola devido à sua bela voz de menino soprano. Mas a voz muda na adolescência e, no caso de Haydn essa mudança foi decisiva na sua vida. Em 1745 sua voz começa a mudar e Reutter pensa em submetê-lo à castração, a fim de poder contar com o seu talento para o canto, mas seu pai fica horrorizado com a ideia e Haydn escapa deste terror. Desta forma os seus dias em Santo Estevâo estão contados.

Uma brincadeira típica de adolescente em que Haydn cortou a peruca de um colega deu a Reutter o pretexto para o expulsar da escola.

Expulso da Catedral em Novembro de 1748 com dezoito anos, Haydn vê-se só nas ruas de Viena, sem um tostão no bolso. Começa a trabalhar fazendo arranjos, tocando em festas e bailes e dando aulas de cravo. Mora em um quarto frio sem fogão. Com o primeiro dinheiro que recebe compra um velho cravo que é o seu ganha-pão.

Numa ocasião Haydn conhece Niccoló Porpora, um famoso professor de canto e começa a trabalhar para ele, acompanhado ao piano os seus alunos de canto durante as aulas. Assim ele desenvolve em pormenor os seus conhecimentos em canto italiano e composição, além de contactar com a nobreza.

O seu círculo de amizades e conhecimentos aumenta e Haydn recebe um convite do Conde Maximiliano para se tornar director de música.

Em 26 de Novembro de 1760, Haydn casou-se com Maria Anna Aloysia Keller que se revelou uma mulher de pouca inteligência, seca, rabugenta e fútil, que não valorizava o trabalho do marido, usando algumas das suas partituras como papel de embrulho. O compositor, normalmente tão calmo, chegou a desesperar-se com a esposa e até pensou em separar-se dela, mas suportou-a até o fim. Maria Anna Aloysia Keller morreu em 1800, sem lhe ter dado um filho.

Em 1761 Haydn foi contratado pelo Príncipe António Esterházy, de quem seria servo até aos seus últimos dias. Era obrigado a usar libré, a compor tudo o que o patrão quisesse, a resolver todos os problemas entre os músicos de sua orquestra e a cuidar do bom estado dos instrumentos. Embora algumas dessas disposições possam parecer chocantes hoje em dia, eram comuns e não constituíam problemas para um músico, sobretudo para um temperamento como o de

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Haydn, acostumado a superar obstáculos calmamente, entregando-se ao trabalho. Nos primeiros cinco anos com os Esterházy, o compositor escreveu trinta sinfonias, sem falar nos divertimentos, trios, sonatas, concertos, entre outros.

Uma relação importante que surgiu nesta época foi a que Haydn manteve com Mozart. Os dois encontraram-se pela primeira vez em 1781, quando Mozart se mudou para Viena. Mozart e Haydn eram profundamente diferentes. O primeiro, emocionalmente instável, o outro, quase sempre tranquilo e bem-humorado. Enquanto que Mozart tinha pouco senso de ordem e não dava importância ao dinheiro, Haydn construiu aos poucos, um excelente património. Além disso, separava-os uma grande diferença de idade. No entanto, ligaram-se por uma sólida amizade influenciando-se reciprocamente.

Pelo palácio passavam a alta nobreza europeia e todas as figuras importantes da época. Isso fez com que a música de Haydn ficasse famosa e se transformasse um sucesso onde quer que fosse apresentada. Aproximava-se o momento em que o compositor se libertaria, relativamente, dos seus patrões.

Em 1791 Haydn parte para Inglaterra, para uma série de vinte concertos em Londres, a convite do empresário Johann-Peter- Salomon. Os seus concertos são acolhidos com sucesso e Haydn é agraciado com o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Oxford.

Mas nem tudo corre bem. A profecia feita por Mozart, quando os dois se despediram em Viena - "Temo, meu pai, que estejamos nos dando o último adeus"- tornou-se realidade. Mozart falece a 5 de Dezembro de 1791 e Haydn fica profundamente abalado, tendo voltado para Viena.

De novo em Viena, o Barão Zmeskall apresenta-lhe um jovem promissor de 22 anos de nome Ludwig Van Beethoven. No auge da fama e sobrecarregado de trabalho, ele não pôde dar ao génio de Bonn a atenção que ele na verdade merecia. Corrigindo os trabalhos do jovem, Haydn percebe seu grande talento e escreve ao Barão, afirmando que aquele compositor iniciante, com o correr do tempo se converteria "num dos maiores músicos da Europa" e que ele se sentiria "orgulhoso de poder chamar-se seu mestre".

Resolve viajar novamente para Inglaterra, porque ali Haydn é mais famoso do que no seu próprio País e no final de 1795, de novo em Viena, Haydn traz na bagagem as doze Sinfonias Londrinas. No início do século XIX, Haydn é ainda um homem forte e vigoroso para sua idade e escreve então algumas obras importantes, como a Missa Harmonia e o Quarteto Opus 103, N.83, concluído em 1803.

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A partir desta época o compositor chega ao seu limite. Fraco e

abatido, em 1805 corre o boato da sua morte, mas o seu bom humor, continua vivo e Haydn escreve a propósito de um concerto fúnebre em sua homenagem, organizado por Cherubini e Kreutzer: "Que festa para mim se pudesse viajar e dirigir eu mesmo a missa!"

Os seus últimos anos em Viena foram de actividade intensa, como compositor oficial do império. Haydn morreu a 31 de Maio de 1809, poucos dias depois do bombardeio de Viena pelas tropas napoleónicas.

Obras

A produção de Haydn foi imensa, abrangendo cerca de meio século de actividade. Embora tenha sido um compositor essencialmente instrumental, a sua produção compreende todos os géneros instrumentais e vocais, sacros e profanos. À quantidade enorme sobrepõe-se a dificuldade de muitas atribuições serem falsas, uma vez que ainda não se estabeleceu uma edição completa das suas obras. Não sendo possível percorrer uma evolução cronológica, a sua obra deve ser considerada para já numa divisão básica, nomeadamente, instrumental e vocal.

Música instrumental – Sinfonias

As secções mais importantes da música instrumental de Haydn são as

sinfonias e quartetos. As primeiras sinfonias, que não sobreviveram no reportório, datam da década de 1760. Nelas eram utilizados elementos da música barroca, conjugando, em pequenas orquestras, instrumentos de sopro e cordas. Quanto à estrutura, Haydn não tardou em adoptar a divisão em quatro movimentos: allegro, andante, minueto e segundo allegro.

A partir de 1768, atingindo a maturidade, o estilo de Haydn se

transforma, tornando-se mais expressivo com o uso de modulações e contrastes entre os movimentos. Nessas obras predominam o gosto pela assimetria formal, o espirit, a nobreza aristocrática e a jovialidade popular. Entre as sinfonias que se destacam depois de 1770 estão a Sinfonia n.º 48 em dó maior - Maria Teresa (1772), Sinfonia n.º 63 em dó maior - Roxolane (1777), Sinfonia n.º 69 em dó maior - Laudon (1778), Sinfonia n.º 73 em ré maior - A caça (1781), Sinfonia n.º 82 em dó maior - O urso (1786), Sinfonia n.º 83 em sol menor - A galinha (1785), Sinfonia n.º 85 em si bemol maior - A rainha (1786) e Sinfonia n.º 92 em sol maior - Oxford (1788). Haydn foi um homem de natureza complexa, do século aristocrático que não abandonou as raízes populares. Era um católico ligado ao ambiente racionalista da maçonaria. Essas ambiguidades reflectem- se nas tensões dramáticas da sua forma-sonata. As suas últimas

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sinfonias são mais complexas e o naipe instrumental é mais diversificado, com emprego da percussão e o uso de novos timbres. A influência de Mozart, nessa última fase, é evidente pela relação que houve entre os dois mestres. Das 12 grandes sinfonias londrinas, destacam-se a Sinfonia n.º 100 em sol maior - Militar (1794), Sinfonia n.º 101 em ré maior - O relógio (1794), Sinfonia n.º 103 em mi bemol maior - O rufar dos tambores (1795) e Sinfonia n.º 104 em ré menor - Londres (1795).

Além de 104 sinfonias, Haydn escreveu dezenas de aberturas, marchas e divertimentos para pequenas orquestras e vários concertos para cravo e orquestra. Mais importante, porém, é a sua obra de câmara. Antes dos quartetos é preciso citar como obras muito pessoais as sonatas para piano, destacando-se a Sonata para piano n.º 49 em mi bemol maior (1790). Entre as obras de câmara tem lugar especial o Trio para piano n.º 1 em si bemol maior - O cigano, cujo apelido se deve aos elementos do folclore austríaco, eslavo e húngaro. Mas os quartetos foram a sua contribuição principal.

Música instrumental - Quartetos

Haydn escreveu ao todo 83 quartetos. Destacam-se o Quarteto n.º 1 em dó maior Opus 74 (1793), o Quarteto n.º 3 em sol menor Opus 74 - O cavaleiro (1793), de rico conteúdo folclórico, o Quarteto n.º 2 em ré menor Opus 76 - Quarteto das quintas, em geral considerado como a sua obra-prima no género, pela sua riqueza de contrastes, o Quarteto n.º 3 em dó maior Opus 76 - Imperador (1798), com variações sobre o hino alemão, o Quarteto n.º 4 em si bemol maior Opus 76 - Aurora (1798), o Quarteto n.º 5 em ré maior Opus 76 - Quarteto do largo (1798) e enfim o Quarteto n.º 2 em fá maior Opus 77, de extrema gravidade em seu movimento intermediário.

Música vocal

Nas suas obras vocais Haydn não é inovador como foi na música instrumental. Segue, relativamente, a tradição. Filho de um século profano, foi também compositor de ópera. Entre as suas óperas bufas, destaca-se O boticário (1768), com texto de Carlo Goldoni.

Mas é na música litúrgica que Haydn se destaca mais. Curiosamente, embora cristão fervoroso, não fez muita distinção entre o religioso e o profano. As suas missas estão carregadas de elementos profanos, e nelas se sente a sombra do sinfonista, que se revela no contraste entre os solistas e o coro e no estilo concertante. Eram consideradas inconvenientes para a liturgia e a sua época preferiu as missas do irmão, Michael Haydn.

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As missas da última fase de Joseph Haydn, revelam a influência de Mozart, contudo, estas não têm um aspecto litúrgico, mas sim de sinfonias corais. A Missa em dó menor - Em época de guerra (1796) antecipa, em alguns trechos, a grande Missa Solemnis, de Beethoven. Merecem ainda destaque a Missa em ré menor - Nelson (1792) e de todas a que mais sobrevive é a Missa para instrumentos de sopro em si bemol maior - Harmonia – Harmoniemesse (1802). Essa música pouco litúrgica despertou polémica na sua época. Haydn foi influenciado pelo estilo italiano de Alessandro Scarlatti, que transparece no seu Stabat Mater (1773).

A sua obra coral mais famosa é As sete palavras de Cristo na cruz,

compostas por peças escritas originalmente para orquestra em 1785, adaptadas para o coro em 1796 e posteriormente para quarteto de cordas.

Mais célebres ainda são os oratórios do fim da sua vida. A criação (1798) é a sua maior obra vocal, de grande complexidade emotiva, em sua inspiração semi-profana e semi-religiosa. Mas francamente profana é a obra As estações (1801), sobre o poema bucólico inglês de James Thomson, que preludia, em alguns sentidos, a Sinfonia Pastoral, de Beethoven.

Conclusão

Durante a pesquisa para realizar este trabalho tive oportunidade de conhecer as várias obras deste Compositor. Haydn deixou uma extensa obra vocal, incluindo cantatas para solo, árias, duetos, trios e quartetos vocais, e muitas canções de base folclórica, inclusive o coral que se tornou o hino nacional da Áustria. Mas o seu lugar na história da música está marcado pelas inovações que trouxe, nomeadamente, na música instrumental, desenvolvendo a forma- sonata e consolidando a estrutura de novos géneros, como a sinfonia e o quarteto. Haydn é pois o primeiro nome da tríade "clássica", seguido por Mozart

e Beethoven. Mas não deve ser tomado por um iniciador primitivo de um estilo depois aperfeiçoado. A sua obra, ou pelo menos a parte

válida da sua imensa obra, já é perfeita dentro das suas proposições.

A sua origem musical foi o folclore musical da Baixa Áustria, e nesse

sentido a sua música é inconfundivelmente austríaca, mas o seu ponto de chegada, o enriquecimento da música instrumental, foi um idioma universal falado por todos os músicos modernos, e não só pelos clássicos vienenses.

Referencias Bibliográficas

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Agradecimentos

Quero agradecer ao meu Pai e à minha Mãe que me ajudaram a efectuar a pesquisa para realizar este trabalho e me orientaram na sua composição.

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