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Análise crítica ao artigo “Engenharia,

economia política e progresso: a trajetória do


engenheiro Luiz Rafael Vieira Souto com
estudo de caso (1849-1922)”

por João Marcos Lopes Rios

Introdução

Nos dias atuais, é bastante comum a comparação da engenharia, em


todas as áreas, com cursos de outros eixos, como o eixo de humanas e de
linguagem, e acabam colocando esses cursos como se fossem algo totalmente
separado, o que na verdade não é porque todos os cursos dependem um do
outro.

A engenharia é a arte de resolver problemas, problemas esses que podem


fazer a eficiência do trabalho melhorar e também a qualidade dos serviços.

REFLEXÃO E ANÁLISE CRÍTICA

De acordo com o texto é possível perceber que a construção e afirmação


da inteligência racional e social específica dos engenheiros como agentes do
programa de estruturação de uma “nova ordem” na sociedade brasileira, que
teria por função adequar o país aos ideais de “progresso e civilização”. Estes
progressos podem tirar da classificação de país em desenvolvimento para pais
desenvolvido.
Ainda vemos que André Nunes de Azevedo notou que, os engenheiros
contribuiriam decisivamente para o crescimento da associação entre a ideia de
progresso e o “desenvolvimento material”, isso é um fator importante na nossa
discussão, pois com a participação dos engenheiros os primeiros estudos na
área de economia do Brasil puderam ser realizados e isso foi um avanço muito
grande.

É importante ressaltar que essa relação entre engenharia e economia política


sempre foi muito pouco, além da grande participação dos engenheiros no debate
sobre a industrialização e o desenvolvimento econômico, e sua contribuição para
a criação das primeiras faculdades de economia. O que parecia uma coisa
absurda trabalhar com engenharia e economia. Portanto um dos primeiros
estudos sobre correspondendo principalmente a obras de extração social
elevada, tais como engenheiros com carreira na direção de empresas privadas
ligadas à construção de obras públicas, como a remodelação do sistema de
transportes e comunicações a partir do porto da capital e da expansão da malha
ferroviária, o saneamento e a higiene pública
Outro lado bastante curioso foi que ouve uma articulação do saber médico com
o do engenheiro na configuração do esboço do saber sobre a cidade, ou na
formulação da ciência das cidades, o urbanismo”, varias pessoas vão perguntar
o que te haver medicina com engenharia, mais uma ajuda a outra, a engenharia
desenvolve tecnologia que serão envolvidos nas operações médicas enquanto
que a medicina garante a saúde dos engenheiros.

A maioria dos engenheiros brasileiros que se envolveram com a economia


fizeram esses estudos de forma autodidata, estudando sozinhos, e viraram
grandes entendedores dos conceitos e fundamentos da área. É importante
ressaltar a participação dos engenheiros brasileiros no processo de
modernização na passagem do século XIX ao século XX, em razão de seu
envolvimento no campo de estudos da economia política.

Vários assuntos eram discutidos, entre eles as relações da economia política e


as outras ciências sociais (teologia, moral, direito, história e política) e
apresentadas as noções preliminares relativas a necessidade, utilidade, riqueza,
interesse, trabalho, valor, troca e moeda.

Essa característica já estava em parte presente na antiga associação


entre a engenharia militar e as tarefas de defesa e manutenção da unidade
nacional. Mas também os engenheiros politécnicos se tornariam portadores de
competências específicas, relacionadas ao controle disciplinar sobre o espaço
urbano e o trabalho industrial, e seria está a marca de sua formação, reforçada
pelo aprendizado na cadeira de economia política, justificando a aptidão para
o exercício das funções dirigentes que lhes eram conferidas na produção, no
planejamento da expansão da rede de estradas de ferro e na administração de
reformas e melhoramentos urbanos.
Uma parte bastante interessante é quando diz que os engenheiros da
Politécnica estiveram presentes também em órgãos como o Ministério da Viação
e Obras Públicas, assumindo a pioneira tarefa da preparação das estatísticas
econômicas, e, a partir de 1909, atuaram nas diversas comissões técnicas
organizadas no âmbito do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Por
essa razão, diferentemente da interpretação que considerou que a atuação dos
engenheiros teria sido marcada por um limite relativo a uma suposta contradição
entre a formação voltada para as atividades urbanas e industriais e a hegemonia
dos interesses agrários, pretende-se enfatizar com este estudo a integração dos
engenheiros brasileiros ao processo de modernização que se realizou a reboque
da expansão agroexportadora, através do processo de expansão e
diversificação dos negócios urbanos, das reformas saneadoras e na expansão
das estradas de ferro.
Uma teoria chamada de TGS (Teoria Geral dos Sistemas) afirma que se
deve absorver o conhecimento de varias áreas diferentes e aplica-los a um
problema específico.
Fazendo um relação com o artigo e o curso de engenharia Civil ao qual
eu sou discente, é possível observar que a engenharia abre caminho para muitas
áreas importantes, e não quer dizer que só porque a pessoa faz engenharia civil
ela não vai ser boa em direito e em economia entre outras, quanto mais o
engenheiro estuda mais ele pode fazer um bem para toda a sociedade, porque
ele vai esta transmitindo o seu conhecimento.