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Visagismo

Material Teórico
Psicologia da Autoimagem

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Esp. Ionice Silva Melo

Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
Psicologia da Autoimagem

• Psicologia da Autoimagem;
• Eu real x Eu Ideal;
• Como Desenvolver a Autoimagem;
• Visão de Bem-Estar;
• Psicossomática.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Possibilitar aos clientes serem especialistas em seu próprio bem-estar e a conectar os pon-
tos entre quem eles são e quem eles querem ser, (o equilíbrio entre ‘eu real’ e ‘eu ideal’);
• Dar origem ao plano de ação, que fornecem a estrutura para as pessoas criarem novos
hábitos de vida e adquirirem habilidades que tornem as novas adequações sustentáveis.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE Psicologia da Autoimagem

Psicologia da Autoimagem
A compreensão da psicologia do eu pode significar a diferença entre o
êxito e o fracasso, o amor e o ódio, a amargura e a felicidade. A desco-
berta do verdadeiro eu pode salvar um casamento que se desmorona,
consolidar uma carreira periclitante, transformar vítimas de “fracassos da
personalidade. Num outro plano, a descoberta do nosso verdadeiro eu
significa a diferença entre a liberdade e as compulsões do conformismo.

(T. F. James, 1959- Revista Cosmopolitan)

Mas, o que vem ser psicologia da autoimagem?

Psicologia da Autoimagem é a imagem men-


tal que o indivíduo faz de si mesmo. Representa
um avanço na psicologia ao perceber que quando
mudamos a nossa imagem fisicamente, mudamos
a nossa personalidade, comportamento e apti-
dões. Além disso, a psicologia da autoimagem
representa um elo entre as diferentes abordagens
da psicologia que muitas vezes entram em confli-
to. Ela acaba sendo um denominador comum de
diversas linhas, como, por exemplo, a psicaná-
lise e outras abordagens clínicas, pois ambas as
práticas concordam que a experiência terapêutica
pode modificar a visão que a pessoa tem de si Figura 1
Fonte: iStock/Getty Images
mesmo, levando-a autoaceitação.

A autoimagem também pode ser um facilitador ou obstáculo nas nossas con-


quistas pessoais. Ter uma autoimagem coerente com quem somos de forma ade-
quada, permite o estabelecimento de metas reais e mudanças em relação às
nossas dificuldades. Ela é construída através das nossas primeiras relações, expe-
riências e vivências.

Se alimentarmos a ideia de que somos indignos, inferiores, desprezíveis e in-


capazes, ou seja, uma autoimagem negativa, recebemos do nosso funcionamento
cerebral soluções também negativas aos problemas e questões que enfrentamos.

A teoria da autoconsistência de Prescott Lecky consiste em uma organização de


ideias que giram em torno daquelas do eu e de um motivo mestre que serve para
preservar e modificar a unidade de ideias, antecipando várias teorias fenomeno-
lógicas cognitivas da personalidade e permanece relevante para a personalidade
contemporânea.

Como podemos observar, Prescott Lecky foi o pioneiro em relação ao conceito


de Psicologia da Autoimagem. Ele considerava que a personalidade era um sistema
de ideias que deveriam ser coerentes entre si. Ideias que não estivessem de acordo

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com este sistema eram ignoradas e as que estivessem de acordo eram aceitas.
O centro deste sistema de ideias é composto pelo ego ideal do indivíduo, ou seja,
sua autoimagem e autoconceito. Para Lecky, dificilmente um aluno iria aprender
uma determinada matéria e novos conceitos se entendesse que fosse incoerente
aprendê-los. Porém, ao modificar o conceito que o aluno tinha sobre si, mesmo au-
tomaticamente, ele mudaria sua atitude em relação a determinado conhecimento.

Esses estudantes não eram faltos de inteligência nem de aptidão básica. Sofriam
as consequências de autoimagens inadequadas, eles se identificaram com seus fra-
cassos. Quando não tiveram êxito em um teste ou em uma matéria, classificaram-
-se como “fracassados”. Modificaram o conceito que tinham de si, mesmos para
libertarem suas capacidades latentes.

Maxwell Maltz, atuando como cirurgião plástico, desenvolveu o conceito de psi-


cologia da autoimagem praticado por Lecky e encontrou relações entre a cirurgia
plástica e a psicologia, compreendendo através do seu trabalho a imagem que seus
pacientes tinham sobre eles mesmos, chegando a importantes conclusões e contri-
buições para a psicologia. Ele percebeu que uma cicatriz no rosto pode tanto favo-
recer a autoimagem (o que acontecia no caso dos duelistas de guerra na Alemanha)
ou desfavorecer, como no caso dos vendedores que não tinham amor próprio e
autoconfiança e por consequência não se saiam bem em suas vendas.

Muitas vezes, uma cirurgia plástica facial poderia trazer grandes mudanças psi-
cológicas se houvesse uma correção não apenas externa, mas interna na autoima-
gem do sujeito. Com isso, ele constatou que muitos mantinham uma personalidade
ainda inadequada sobre si mesmos e isso não trazia uma mudança significativa
mesmo com a cirurgia, o que se assemelhava ao “membro fantasma” que muitos
amputados podem sentir ao terem sensações de dor mesmo com o membro tendo
sido removido.

Com seus “fracassos cirúrgicos” nos pacientes que mesmo com cirurgias bem-
-sucedidas sentiam-se como se ainda tivessem um defeito ou falha, notou que o
conceito do valor próprio de cada um é muito mais importante, profundo e signifi-
cativo do que a imagem refletida no espelho e que as pessoas trazem a imagem de
si próprias nas atividades que realizam no presente e planos futuros.

Portanto, quando se corrige um “defeito” facial pela cirurgia plástica, ocorrem


mudanças psicológicas somente quando ocorrem mudanças também na imagem
interna de si mesmo. Se essa mudança não ocorre, podemos dizer que a interven-
ção estética ou a cirurgia foi uma mudança superficial.

A constatação de que a imagem que fazemos de nós mesmos é uma das chaves para a
Explor

compreensão de nosso comportamento fez deste livro um dos sucessos permanentes de


livraria. A mudança da autoimagem é a mudança de nossa própria vida, é a maneira de dar
mais vida a nossa vida. Disponível em: https://goo.gl/aVEKvD

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

A forma como hoje nos relacionamos com os adornos em nosso corpo, sejam
nas tatuagens, alargadores ou piercings, acaba tendo similar representatividade
que as das tribos antigas que marcavam o corpo como forma de prestígio ou di-
ferenciação de outros grupos. Hoje procuramos nos diferenciar, imprimir nosso
estilo e gosto pessoal também marcando a nossa pele.

Figura 2
Fonte: iStock/Getty Images

A primeira vista, pode parecer que é muito pequena a conexão entre a cirurgia
plástica e a psicologia. Contudo, foi o trabalho como cirurgião plástico que primei-
ro chamou-lhe a atenção para a existência da autoimagem, provocando questões
que deram margem a importantes conclusões psicológicas.

Mas, o que dizer a respeito das exceções, dos que não mudam, mesmo depois
que seus defeitos foram corrigidos pela cirurgia?

Sim, como cirurgião plástico, foram seus “fracassos” que realmente o ensinaram
a enorme importância da autoimagem.
“Certo dia, muitos anos atrás, uma mulher de vinte e poucos anos veio
ao meu consultório. Apresentava uma profunda cicatriz na face esquerda
constante com recordação de um acidente de automóvel de que fora víti-
ma. Era infeliz, descontente consigo mesma e com a vida”.
“Quem não estaria, na situação dela?”, foi a pergunta que me fiz. Quando
criança, olhando-se no espelho ao escovar os dentes ou pentear os cabe-
los, ela viu o rosto perfeitamente normal e acostumou-se com isso. Ago-
ra, ao ver sua cicatriz, deve pensar: “Meu Deus! Que coisa horrível! Meu
rosto era normal, mas passei a ter duas faces inteiramente diferentes.”
Assegurei-lhe que removeria a cicatriz e que, depois da operação, ela vol-
taria a ser uma bonita moça. “Não se preocupe”, eu disse-lhe. “Cuidarei
bem de você”.

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Ela perguntou-me como ficaria seu rosto e procurei tranquilizá-la. Dias
depois realizei a operação.
Passada uma semana, ela voltou ao meu consultório. Tirei-lhe as ataduras e
entreguei-lha um espelho. A cicatriz de seu rosto era coisa do passado.
Aguardei sua reação. Muitos pacientes se mostram extraordinariamente
alegres ao verem pela primeira vez sua nova imagem. Entretanto, sua
conduta foi estranha, não expressando qualquer emoção positiva.
Esperei uns instantes, depois perguntei:
- O que acha? Não gostou?
- Na verdade, não noto qualquer melhoria, respondeu ela.
Fiquei estupefato. A operação fora coroada do mais completo êxito.
- Você gostaria de ver a fotografia do seu rosto antes da cirurgia?
Ela folheou as fotos de então, depois voltou a olhar para seu rosto refle-
tido no espelho.
- O aspecto é melhor, admitiu, mas eu não me sinto menos feia!

(Maltz, 1966)

Maltz relata, ainda, que depois de conversar com aquela moça, percebeu sua cica-
triz interior, emocional, resultante de um romance frustrado que terminara dois anos
antes, antecedendo de alguns meses o acidente de automóvel. O desgosto ainda a
acompanhava; sua autoimagem era desfavorável. Ela continuava infeliz mesmo de-
pois de removida a cicatriz física, que era comparativamente superficial, porque ela
ainda suspirava por seu amor perdido, sentindo que não poderia ser feliz sem ele.

O que seria capaz de curá-la?


Qual a esperança que lhe restava?
Fisicamente, ela era uma mulher jovem e atraente, mas qual remédio para sua mágoa?

Uma mudança, uma melhoria em sua autoimagem, em sua impressão a respeito


de si mesma. Se pudéssemos modificar essa opinião, sua coragem seria renovada,
ela enfrentaria o mundo com mais confiança, encontraria outro amor e lutaria para
satisfazer integralmente os impulsos naturais de sua vida.

É que a imagem que cada pessoa faz de si mesma, sendo boa, má ou de êxitos
ou fracassos passados, este conceito relativamente ao próprio valor, é de maior
importância, muito mais profundo e mais significativo do que um espelho, sendo
influenciado por esta autoimagem em suas presentes atividades e também em seus
planos futuros.

Maltz chamou a psicologia da autoimagem de psicocibernética, dizendo que


este trabalho é de dentro para fora e ocorre de maneira criativa, modificando e
melhorando a autoimagem e aumentando o autoconceito.

A psicologia da autoimagem também está de acordo com pesquisas da neuroci-


ências que comprovam mudanças cerebrais e de plasticidade quando um indivíduo
exercita mentalmente e positivamente novos métodos e atitudes. Em nosso sistema

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

nervoso cerebral não há distinção entre uma experiência vivenciada e imaginada,


o que permite que através dos nossos pensamentos e imagens cerebrais possamos
atingir nossos objetivos.

Portanto, se tivermos imagens e ideias sobre nós mesmos que sejam inadequa-
das, a nossa reação ao ambiente também será inadequada. Agimos de acordo com
que imaginamos ser verdade sobre nós mesmos, por isso que uma ideia que não
condiz com o que imaginamos ser, facilmente nos é descartada.

O objetivo da psicologia da autoimagem é que o indivíduo adquira uma autoima-


gem autêntica, adequada e realista. Após esse desenvolvimento, é esperado que o
sujeito crie mecanismos de sucesso e felicidade através dos seus objetivos.

Portanto, quando mudamos a imagem que temos ao nosso respeito, nossas


ações e emoções que também são coerentes com esta imagem acabam mudando
também. O indivíduo que se julga como um fracassado, sempre encontrará manei-
ras de fracassar e agir de acordo com a teoria do fracasso.

Eu real x Eu Ideal
A nossa autoimagem também é a junção das interpretações de quem somos e
do que desejamos ou gostaríamos de ser. Dentre as experiências que sentimos e
que nos caracterizam, formamos o nosso autoconceito, autoimagem ou Self. Des-
sa forma, a nossa autoimagem pode ser dividida entre o nosso self percebido-real
e autoimagem idealizada ou eu-ideal.
• O self percebido-real é constituído pelas nossas potencialidades e capacidades;
• O eu-ideal é definido pela nossa cultura, nossos pais, família ou grupos que
participamos, é influenciado pelos nossos valores, tabus e conceitos de certo
ou errado. É o nosso eu idealizado e quem gostaríamos de ser.

Quando a nossa imagem idealizada


prevalece, temos um sentimento de
superioridade em relação ao outro e
podemos perder a capacidade do que
é verdadeiro ou podemos ter expecta-
tivas muito altas e ideais de perfeição.
A autoimagem idealizada fornece um
falso retrato da personalidade ou do
self. Acaba sendo uma máscara e im-
pede a autocompreensão e autoacei-
tação do self real. Quando o indivíduo
veste totalmente esta máscara, acaba
negando a existência de conflitos in-
ternos e acredita que esta autoimagem Figura 3
Fonte: iStock/Getty Images
idealizada é verdadeira o que acaba se

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tornando uma crença. Muitas vezes esses indivíduos se consideram superiores da
pessoa que realmente são.

A discrepância entre o nosso ser real e ideal gera angústia e ansiedade, o que é
um grande motivador e condutor da mudança.

O self nos protege das ameaças do contato com a nossa realidade, o que pode
criar uma autoimagem de inautenticidade. Ter uma visão realista de si mesmo
proporciona uma satisfação plena no indivíduo, pois, dessa forma, as expectativas
se adequam a sua capacidade e potencialidades.

Quando a imagem é aceita realisticamente, não origina ansiedade nem sensa-


ções de fracasso.

O sentimento de orgulho acontece quando a pessoa se comporta dentro do que


exige seu eu ideal e quando se afasta desse eu, se retrai. A integração entre estas
duas partes ideal e real depende da consciência de si mesmo e, principalmente, acei-
tação, ocorrendo quando conseguimos diminuir a distância entre essas duas partes.

O objetivo é o encontro com um “eu verdadeiro” através da aproximação da


imagem mental que cada um faz de si mesmo.

A partir do momento que conseguimos relativizar a nossa autoimagem, desco-


brimos coisas novas sobre nós mesmos e paramos de buscar externamente a apro-
vação dos outros para que nos deem feedbacks externos. Uma autoimagem ruim
pode nos levar a um processo de autossabotagem e necessidade de que o outro nos
enalteça ou confirme que de fato somos um fracasso.

Para descobrir o nosso melhor “eu” possível, devemos formar um retrato do


“eu” que queremos ser e nos imaginarmos desempenhando este papel.

Independente do método terapêutico utilizado, essa é a condição necessária para


uma verdadeira mudança na personalidade, pois antes de mudar a pessoa, precisa se
ver desempenhando este papel.

Existem alguns sentimentos negativos que podem se tornar mecanismos de de-


fesa na relação entre quem somos e quem gostaríamos de ser:
• Frustração: quando temos objetivos que não são reais ou quando a imagem
que fazemos de nós mesmos não é adequada; quando deixamos de atingir
metas importantes ou satisfazer desejos básicos; quando um indivíduo se vê
repetidamente numa série de frustrações repetidas, deve perguntar a si mesmo
por que está acontecendo isso. Serão suas metas muito perfeccionistas? Será
que ele entrava seus objetivos com sua autocrítica? Será que retrocede em seus
sentimentos e volta a ser um bebê, para quem a frustração aliada ao choro
resulte em satisfação? A raiva frustrada não dá bons resultados, para bebês
talvez dê, mas não para adultos. Uma concentração mórbida de uma pessoa
nas queixas da vida só tornará seus problemas mais sérios. É muito melhor
focalizar os seus próprios sucessos, adquirir confiança por ver-se sair vitorioso.
Depois a pessoa pode planejar o seu futuro;

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

• Agressividade: a frustração produz agressividade de forma mal dirigida. Não


há problema com a agressividade quando ela é adequadamente canalizada
para atingirmos os nossos objetivos e metas, às vezes precisamos ser agressi-
vos. A agressividade mal dirigida nos leva ao fracasso e frustração em um cír-
culo vicioso de derrota. Além disso, a raiva pode ser descontada nas pessoas a
nossa volta e adoecer as nossas relações. A única saída para a raiva é canaliza-
-lá para a execução de metas que nos tragam satisfação;
• Insegurança: quando pensamos que não estamos à altura do que é esperado
de nós. A insegurança é um forte sentimento de inadequação. Ao contrário do
que às vezes pensamos, a insegurança não está relacionada com a nossa falta
de recursos e sim porque usamos uma medida falsa ao nos compararmos ao
outro e às suas aptidões. Esse outro pode ser alguém real ou uma fantasia ideal
de alguém perfeito. Essas comparações e idealizações nos levam a inseguran-
ça, pois criamos falsamente a possibilidade de que existe perfeição e a busca-
mos a todo custo. Muitas vezes, ao entrarmos em contato com a insegurança,
podemos sofrer do efeito contrário, quando nos prendemos a uma máscara
de perfeição que buscamos manter falsamente e a todo custo, como forma de
não entrarmos em contato com as nossas falhas e inseguranças;
• Solidão: quando nos afastamos do nosso “eu real” acabamos nos isolando
do contato com o outro, pois ao nos afastarmos da nossa identidade, as re-
lações deixam de ser satisfatórias e ocorre um retraimento social. A solidão
muitas vezes é uma forma de autoproteção do nosso “eu ideal” contra a ex-
posição ou humilhação proveniente das relações sociais e inconscientemente
nos isolamos;
• Incerteza: esse sentimento de fracasso se caracteriza pela indecisão. A pes-
soa indecisa procura fugir das decisões e escolhas para se salvar das críticas
e consequências de sua escolha. Por medo de errar, acabamos não fazendo
escolhas e não nos arriscamos a buscar experiências. A pessoa que é muito
indecisa, normalmente têm autoimagem de perfeição e cada escolha se torna
uma questão de vida ou morte. Se fizer a escolha errada, destrói a autoima-
gem de si mesma idealizada. Nos mantermos nessa posição é uma forma de
protegermos o nosso ego e amor próprio que desmoronaria ao falharmos.
Muitas vezes buscamos um outro para culpar quando nossas decisões não são
positivas e acabamos não nos arriscando ou mergulhando nos nossos projetos;
• Ressentimento: quando usamos o mecanismo de ressentimento, culpamos
a sociedade, o tratamento, a vida ou a sorte pelo nosso fracasso, buscando
algo externo a nós para explicá-lo. O ressentimento cria uma autoimagem
inferior e muitas vezes leva o sujeito a entregar ao outro a responsabilidade
pela sua vida, o que leva ao fracasso porque o sujeito não consegue se tornar
responsável por si mesmo. Procura “bodes expiatórios” para se livrar da culpa
pelo fracasso e tem uma atitude de que a vida o está prejudicando. Estabelece
um círculo vicioso de queixas, frustrações e agressões dirigidas ao outro. Suas

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relações ficam prejudicadas e acaba tendo o hábito de se colocar sempre como
vítima. O indivíduo sente pena de si mesmo e culpa o outro por suas lamúrias.
Somente conseguirá sair deste lugar quando puder se perceber como autor de
sua própria vida;
• Vazio: quando não temos mais capacidade de apreciar e encontrar prazer na
vida, buscamos apenas prazeres imediatistas em festas, consumo e entreteni-
mento e não somos capazes de criar prazer e felicidade em longo prazo e satis-
fatoriamente. Muitas vezes, o vazio é sintoma de uma autoimagem inadequada,
principalmente no indivíduo que já alcançou sucesso em uma determinada área
de sua vida, mas se sente culpado por achar que não merece aquilo. Ao ter uma
autoimagem inadequada, acaba se sentindo uma farsa além de não procurar o
que é sucesso para si mesmo. Normalmente, o vazio é sintoma de uma autoima-
gem enfraquecida e sentimento de não merecimento de suas conquistas.

Existem três métodos de trabalho com a autoimagem do cliente:


• Primeiro método: ocorre através de exercícios de visualizações criativas,
de forma que o sujeito possa entrar em contato com a sua imagem ideal e
consiga se aproximar dela ao se visualizar desempenhando esse papel “ide-
alizado”. Esse método foi desenvolvido por Maxwell Maltz em seus estudos
de psicocibernética e também pode ser utilizado enquanto forma de conduzir
o cliente a relembrar situações onde obteve êxito, influenciando a sua autoi-
magem positivamente;
• Segundo método: consiste em chegar a imagem que o cliente tem sobre si
mesmo ao longo das sessões com exercícios e questionários, auxiliando-o no
processo de aproximação entre a imagem real e a imagem desejada; estabe-
lecendo metas e objetivos realistas e que de acordo com o seu potencial ele
possa realizar. Esse método é bastante eficaz com os clientes que apresentam
baixo senso de realização e eficácia;
• Terceiro método: que parte da redução fenomenológica, busca estabelecer
um contato com o cliente onde previamente colocamos em suspenso nossas
ideias, crenças e conceitos pessoais. Ao estarmos despidos de preconceitos
ou julgamentos, entramos no universo do cliente e na imagem que ele criou
sobre si mesmo. Quando realizarmos esse processo, conseguimos sentir o
que o cliente está nos transmitindo com sua fala, comportamento e imagem,
percebendo também o que ele quer provocar em nós quando se apresenta e
se coloca na relação conosco. Consideramos o contexto onde o cliente está
inserido, ou seja, a cultura que ele faz parte, seus hábitos e meio em que vive.
Depois, quando conseguimos recolher e acolher todas essas informações e
sentimentos, podemos “devolver” esse projeto original para o cliente e traçar
com ele mudanças que ele gostaria de realizar em relação a esse projeto.

Cabe a nós sentir e experienciar o que o cliente está sinalizando ser mais impor-
tante para ele trabalhar naquele momento.

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

Como Desenvolver a Autoimagem


A imagem que a pessoa cria de si mesmo é determinante nos comportamentos
que ela apresenta. O desenvolvimento da nossa autoimagem constitui-se na base
de nossa essência psíquica, emocional e social.

O bebê não tem consciência de sua existência enquanto eu e não consegue


se separar do mundo nos primeiros meses de vida. Aos poucos, com o desen-
volvimento e diferenciação que ele vai adquirindo entre o próprio corpo e o que
é exterior a ele, começa a ter sentido o seu eu-corporal. A reação que a criança
tem ao estímulo de seu reflexo no espelho é essencial para a sua integração cor-
poral e dos sentidos, de forma a consolidar a sua identidade. Em um primeiro
momento, ela reconhece apenas as imagens dos outros, no segundo momento
começa a perceber a sua presença enquanto um ser físico. Ela visualiza as par-
tes do seu corpo separadas e depois faz a integração destas quando passa a ter
consciência corporal.

Figura 4 Figura 5
Fonte: iStock/Getty Images Fonte: iStock/Getty Images

Imagem corporal é o retrato que fazemos do nosso corpo psíquicamente e que


influencia nas nossas emoções e ações. As nossas roupas, objetos e o que emana
do nosso corpo também constitui a nossa imagem corporal.

Alguns autores consideram o esquema e a imagem corporal a mesma coisa, po-


rém podemos diferenciá-los ao entendermos que se perceber como um corpo in-
tegrado e como unidade é condição para conseguirmos fazer este retrato de nós
mesmos, ou seja, da nossa imagem corporal.

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Além da percepção da imagem de si mesmo, outro fator constituinte da identi-
dade do sujeito são as ações que a criança consegue ou não realizar e a sua percep-
ção do que é capaz ou não de fazer. A relação que estabelecemos com os objetos
e com as pessoas constitui a nossa autoimagem, na medida em que os pais ou as
primeiras pessoas com quem relacionamos reagem às nossas necessidades, trans-
mitindo expectativas, valores e atitudes que são esperados. Dessa forma, como
reagimos a essas primeiras experiências, percebemos que às vezes agradamos e
às vezes não; e assim podemos escolher conforme vamos nos desenvolvendo, se
seremos um “ser-para-outro” ou buscaremos nosso próprio caminho.

Tudo depende do nosso projeto de ser e da imagem que escolhemos ter através
das experiências que valorizamos. Onde nascemos, o nome que recebemos e a
atitude dos nossos pais têm grande influência na construção da nossa autoimagem.

O primeiro processo de socialização ocorre por meio da educação dada pelos


pais. Eles nos ensinam as regras de envolvimento social e também sentem o impac-
to das reações de desaprovação das nossas ações.

A forma que reagimos a estas experiências acontecem de acordo com o


nosso projeto original, ou seja, a nossa autoimagem se desenvolve da infância
até a vida adulta.

Todas as nossas escolhas são determinadas por este projeto original, onde cria-
mos uma imagem de nós mesmos.

Figura 6
Fonte: iStock/Getty Images

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

Na adolescência começamos a nos definir e decidir como daremos continuida-


de a nossa história familiar. Nossos limites, quem somos e a forma que nos coloca-
mos no mundo se determina na vida adulta quando criamos uma imagem de nós
mesmos e realizamos todas as nossas ações a partir dessa escolha primária.

Portanto, o nosso projeto original, autoconceito ou autoimagem, é o conceito


que temos de nós mesmos e que se constitui dos nossos hábitos, habilidades, cren-
ças e valores. É a nossa expressão enquanto seres no mundo a partir da percepção
que temos de nós mesmos. Ela se constitui da nossa identidade, características e o
que escolhemos para nos definir.

Visão de Bem-Estar
A mesma questão em relação aos pe-
sos e medidas pode ser pensada para o
momento que trabalhamos a relação do
cliente com seu corpo e sua forma física.
Muitos não estão satisfeitos com suas for-
mas, mas não sabem como mudar isso ou
não conseguem.

Algumas questões básicas podem auxiliá-


-lo a compreender sua própria visão de bem-
-estar. Ao se deparar com suas dificuldades
e com o que lhe faz bem, é mais provável Figura 7
que consiga fazer as mudanças necessárias. Fonte: iStock/Getty Images

Sentimentos de bem-estar estão muito relacionados ao prazer e para conquistar-


mos podemos utilizar algumas técnicas:
• Trabalhe para criar a sua autoimagem: não haverá prazer se você não gos-
tar da sua imagem;
• Descobrir a sua riqueza oculta: riqueza oculta são os seus dons criadores,
seus talentos, suas capacidades e potenciais. Todos temos alguma aptidão que
nos faça sentirmos vivos e importantes;
• Doar algo aos outros: dar algo de si aos outros é poder amar e aceitar. Este
encontro com o outro, seja oferecendo atenção ou ajuda, é grande fonte
de satisfação;
• Concentre-se em suas metas: ter metas é o único meio real de se movi-
mentar e ter satisfação na vida. Independente da atividade que você for de-
sempenhar, pode obter prazer se procurar estar naquele momento presente e
vivenciar realmente aquela atividade, senti-la e saboreá-la.

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Psicossomática
Conceitos Básicos
Diversos fatores contribuem para o equilíbrio saudável, psíquico e emocional
do indivíduo. Aspectos genéticos, culturais, estilo de vida, inteligência emocional,
segurança no trabalho e financeira, oportunidades de desenvolvimento emocional
e intelectual influenciam na saúde.

Figura 8
Fonte: iStock/Getty Images

De acordo com a Organização Mundial da Saúde OMS (1946), a saúde é defini-


da como “Um completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência
de doença ou enfermidade”. Considerar todos esses aspectos permite uma avalia-
ção global do sujeito e o desequilíbrio entre essas áreas ou comprometimento em
alguma delas muitas vezes é sentido no corpo. Existe uma correlação íntima entre
saúde emocional e física, a psicossomática é a relação que estabelecemos entre
fenômenos psíquicos e estados corporais.

Cada área do nosso corpo está ligada a uma função psicológica. Tomando cons-
ciência do nosso corpo, podemos descobrir o sentido de nossos sintomas corpo-
rais, dores, doenças, desconfortos e até mesmo acidentes.

Quando não estamos bem psicologicamente e não conseguimos encontrar respos-


tas para um problema ou administrá-lo, podemos encontrar na área correspondente a
zona associada ao nosso desconforto psíquico. Esse trabalho é voltado para a lingua-
gem simbólica do nosso inconsciente que dá os sinais de que as vezes precisamos dizer
algo que precisa ser modificado, transformar um padrão, hábito, atitude ou crença que
já não corresponde ao nosso momento presente, ou seja, a nossa autoimagem.

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

As manifestações somáticas no nosso corpo falam sobre o que não está bem
conosco. Elas nos chamam a atenção de que precisamos olhar para aquilo que não
está bem e entender o que está acontecendo. Não podemos pensar em uma divisão
dicotômica entre o nosso psíquico-emocional e o nosso corpo, pois ambos estão
ligados e as manifestações podem ser tanto físicas quanto emocionais.

Dicotomia de dicótomo: divisão em duas partes; classificação que se baseia na divisão e


Explor

subdivisão sucessiva em dois; fase em que a Lua apresenta metade do seu disco. Bem e Mal.

Desequilíbrios que acabam tendo consequências somáticas no nosso corpo, nor-


malmente escondem alguma questão emocional.

Para muitos de nós, a primeira reação à vulnerabilidade e à frustração não é


explorar as nossas dificuldades e entender o que está gerando desconforto, e sim
afastar esses sentimentos.

Com o autoconhecimento, podemos ter uma vida mais equilibrada ao nos co-
nhecermos e passarmos pelas dificuldades de maneira mais tranquila, sem que isso
reflita em um adoecimento em nosso corpo.

Experiências de laboratório mostraram que sob tensão emocional ou frustração,


ferimentos insignificantes saram mais depressa, mas ferimentos graves pioram e a
cicatrização é, às vezes, impossível. Ou seja, se o dano físico for insignificante, um
pouco de tensão emocional pode pôr em funcionamento o mecanismo de defesa,
mas se for grande, a tensão emocional acaba “se somando a ele” e o agravando.
Os pensamentos acarretam modificações tanto orgânicas como funcionais.

As atitudes mentais podem influenciar os mecanismos curativos do corpo.


As cápsulas de açúcar, feitas com ingredientes inócuos, constituíram por muito
tempo um mistério médico. Elas não contêm qualquer substância que possa trazer
a cura. No entanto, quando deram cápsulas de açúcar a um grupo de controle para
experimentar a eficácia de uma nova droga, o grupo que recebeu as pastilhas inó-
cuas quase sempre mostrou alguma melhoria, tanto quanto o grupo que recebeu o
medicamento verdadeiro.

Estágios de Mudanças
Compreender estes estágios possibilita o desenvolvimento nos atendimentos ou
consultorias com o cliente:
• Estágio para Outro: No estágio para Outro, o cliente não se expressa de
forma autêntica, não diferencia o que lhe foi atribuído socialmente e o que
realmente acredita, sem saber seus reais valores. No trabalho com a imagem
e autoimagem, podemos pensar que neste momento o cliente não sabe o que
quer transmitir com a sua imagem, não se conhecendo e aceitando como seu
o que está na moda ou na mídia. Muitas vezes, o cliente neste estágio pode se

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mostrar apegado às marcas, grifes e a última moda, mas conhece superficial-
mente aquilo que está consumindo e a si mesmo, procurando se proteger de
uma baixa autoestima. Nesse estágio temos um esvaziamento da identidade,
onde superficialmente o cliente não consegue perceber e lidar com suas dificul-
dades. A crítica ou falha o adoece muitas vezes, sendo algo que não consegue
lidar, e a busca se baseia sempre em um ideal;
• Estágio para Si: No estágio para Si o cliente consegue voltar-se para si mes-
mo e passa a perceber-se como também responsável pelos seus próprios pro-
blemas e dificuldades. Começa a questionar quais são seus valores e passa
a buscar formas de vivenciar sua vida plenamente e de maneira autêntica.
Podemos pensar que este estágio é inicialmente onde queremos chegar com
os exercícios e técnicas. Desprendendo-se do ideal que tem para si e que mui-
tas vezes lhe foi exigido, o cliente possa voltar-se para si mesmo e passar a
fazer novas escolhas, mudando a relação com ele mesmo;
• Estágio para Si e para Outro: O estágio para Si e para Outro vem das novas
formas mais autênticas que ele encontra e que contrastam com as antigas. Ao
aprofundar-se em suas questões e entrar em contato com a culpa, o cliente se
descobre e se revela.
Ao se conhecer e se explorar profundamente, passa a se avaliar de outras formas,
por isso é aí que temos uma transformação na própria autoimagem e no seu estar
no mundo. A relação com o Outro se torna valiosa, pois passa a ser um outro que
não é mais invasor e que não mais o leva a querer agradá-lo ou atender às suas ex-
pectativas de forma superficial. O outro passa a ser um outro do encontro, que é
diferente dele, mas que no fundo remete a quem ele é. A relação consigo mesmo
e com o outro se torna autêntica e genuína e por consequência a sua autoimagem
também, pois se percebe e se mostra da forma que realmente é.

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

Anexo I
Glossário
• Autoimagem, Projeto Original ou Autoconceito: nossas escolhas pessoais
definem quem nós somos;
• Autoimagem: resultado de um processo de escolha. A visão que temos sobre nós
mesmos. Conjunto de ideias ou quadro mental que pintamos sobre quem somos;
• Comportamentos: expressam o nosso projeto original;
• Escolhas: quando escolhemos, existimos, construímos a nossa história e a
nossa imagem;
• Desenvolvimento da Autoimagem: quando definimos se aceitamos o que
nos foi oferecido ou se iremos mudar a nossa história;
• Imagem Corporal: a primeira autoimagem é corporal. Imagem corporal ocor-
re a partir da integração do esquema corporal, ou seja, a consciência de todas
as partes do corpo integradas em uma unidade;
• Criança: ainda não tem liberdade ou livre arbítrio, pois não é capaz de refletir
plenamente. Quando a criança começa a refletir sobre o mundo, ela constrói
o seu “eu ideal”, a partir de possíveis influências da família e do ambiente;
• Eu Ideal/Imagem Ideal: perfeição, idealização, ídolos e desejos. Não corres-
ponde à realidade e possui atributos muito acima das expectativas;
• Eu Real/Imagem Real: quem realmente somos, nosso potencial, nossas for-
ças e capacidade;
• Adolescência: indivíduo opta por continuar a sua história da forma que ela
foi construída ou vai construir a sua própria história utilizando ainda algumas
referências e valores da família;
• Imagem: resultado das influências externas e das escolhas que fazemos ao
longo da vida. Junção da nossa aparência, imagem corporal e autoestima.
A partir da percepção que a pessoa tem de si (internamente e externamente)
e vivências experienciadas por ela, cria uma imagem de si e passa a agir de
acordo com essa imagem, de forma a confirmá-la;
• Autoestima: quantidade de afeto que depositamos em nós mesmos. Avaliação
subjetiva sobre nós mesmos, pode ser positiva ou negativa. Desempenha um
papel fundamental na forma como vemos o mundo;
• Autoconhecimento: caminho para uma autoestima saudável;
• Espelho: o outro serve como um espelho para nós. Começa na relação com a
mãe. Não podemos acreditar que somos de um jeito se não conseguimos agir
de acordo com isso;
• Coerência/Equilíbrio/Autenticidade: Eu Real x Eu Ideal ou Imagem Real x
Imagem Ideal:
»» Quanto maior for a distância entre o Eu Real e o Eu Ideal, maior a inautenticidade;

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» Sempre teremos a influência da cultura, da sociedade e dos valores na cons-
trução da identidade;
» A autoimagem vai se desenvolvendo, constituindo e modificando ao longo
da vida.
• Ser autêntico: quando conseguimos viver, criar e pensar a partir do nosso
próprio referencial. É ser coerente consigo mesmo;
• Ser inautêntico: é quando o ser depende da avaliação e julgamento do outro
para agir. Age de acordo com a maioria e depende dos outros para fazer es-
colhas e validar seus atos;
• Autenticidade: resultado da relação consigo mesmo;
• Inautenticidade: resultado pelo pouco conhecimento de si mesmo. Quando
buscamos uma segurança externa é porque algo não está bem conosco. A ver-
dadeira segurança ocorre internamente;
• Visualizações Criativas: método de trabalho com a autoimagem aprimorado
por Maxwell Maltz, que utiliza com o cliente exercícios de imaginação em que
o cliente é encorajado a se visualizar agindo de acordo com seu “eu ideal” ou
em situações que obteve sucesso;
• Psicossomática: ciência que estuda a relação entre o corpo e mente, o proces-
so de adoecimento e práticas de saúde. Visão sobre o adoecimento do corpo
como resultado de estados emocionais e psíquicos.

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UNIDADE Psicologia da Autoimagem

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

 Vídeos
Autoimagem e Autoestima | Luiz Hanns
É fácil manter sempre a mesma imagem? Luiz Hanns, doutor em psicologia clínica, au-
tor de diversos livros, conversa sobre como nossa autoimagem se estende e questiona
nossas posições nas ações do dia a dia.
https://youtu.be/jf4NpNb1LYs

 Leitura
A auto-imagem: possibilidade e Iimitações da mudança
O objetivo deste artigo é estabelecer uma relação entre a auto-imagem e a possibilidade
de se realizar mudanças no indivíduo.
https://goo.gl/xfV7gZ
Teoria da percepção
A Teoria da percepção é explicada por Skinner através do conceito de comportamen-
to. No site abaixo ele explica como se forma a autoimagem, imagem de si, eu, self
ou autoconceito
https://goo.gl/FycRfH
Corpo, Mente e Emoções: Referenciais Teóricos da Psicossomática
Este estudo constitui uma revisão teórica das principais abordagens da Psicossomática,
tendo como objetivo destacar as contribuições deste campo tão importante para a
compreensão dos efeitos somáticos em cada individuo
https://goo.gl/coJBrt

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Referências
KELEMAN, S. Emotional Anatomy. The Stucture of Experience, 1985.

MALTZ, M. Liberte sua personalidade. 5. ed. – São Paulo: Summus, 1981.

MYSS, C. Arquétipos: quem é você? São Paulo: Magnitude, 2013.

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