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GOVERNO DE GOIÁS

Secretaria de Desenvolvimento Econômico


Superintendência Executiva de Ciência e Tecnologia
Gabinete de Gestão de Capacitação e Formação Tecnológica

Percepção Musical II - Ritmo


MÚSICA

Percepção Musical II
(Ritmo)
Junho 2017
4

Ficha Catalografica
5

Expediente
Governador do Estado de Goiás Equipe de Elaboração
Marconi Ferreira Perillo Júnior
Organização
Secretário de Desenvolvimento José Teodoro Coelho
Econômico, Científico e Tecnológico
e de Agricultura, Pecuária e Irrigação Supervisão Pedagógica e EaD
Francisco Gonzaga Pontes Denise Cristina de Oliveira
Maria Dorcila Alencastro Santana
Superintendente Executivo
de Ciência E Tecnologia Professor Conteudista
Thiago Camargo Lopes Prof. Ms Jorge Luiz de Oliveira Jr.

Chefe De Gabinete de Gestão de Projeto Gráfico


Capacitação e Formação Tecnológica André Belém Parreira
Soraia Paranhos Netto Maykell Mendes Guimarães
José Francisco Machado
Coordenação Pedagógica do Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego Designer
José Teodoro Coelho Maykell Mendes Guimarães
José Franscisco Machado

Revisão da Língua Portuguesa


Cícero Manzan Corsi
Kelly Ferreira dos Santos

Banco de Imagens
http://freepik.com
http://pt.freeimages.com
https://pixabay.com
6

Lista de Ícones

DICAS VAMOS REFLETIR VOCABULÁRIO


Este baú é a indicação de onde Este quebra-cabeças indica o O dicionário sempre nos ajuda a
você pode achar informações momento em que você pode e compreender melhor o significado
importantes durante a construção deve exercitar todo seu potencial. das palavras, mas aqui resolvemos
e aprofundamento do seu Nesse espaço, você encontrará dar uma forcinha para você e
conhecimento. Aproveite, destaque, reflexões e desafios que tornarão trouxemos, para dentro da apostila,
memorize e utilize essas dicas para ainda mais estimulante o seu as definições mais importantes na
facilitar os seus estudos e a sua vida. processo de aprendizagem. construção do seu conhecimento.

SAIBA MAIS VAMOS RELEMBRAR FIQUE ATENTO


Aqui você Esta folha do bloquinho A exclamação marca
encontrará informações autoadesivo marca aquilo tudo aquilo a que você
interessantes que devemos lembrar deve estar atento. São
e curiosidades. e faz uma recapitulação assuntos que causam
Conhecimento nunca é dos assuntos mais dúvida, por isso exigem
demais, não é mesmo? importantes. atenção redobrada.

Texto Hiperlinks

MÍDIAS INTEGRADAS ATIVIDADES DE HIPERLINKS CONTEÚDO


Aqui você encontra dicas APRENDIZAGEM As palavras grifadas INTERATIVO
para enriquecer os seus Este é o momento em amarelo levam Esse ícone indica fun-
conhecimentos na área, de praticar seus você a referências ções interativas como
por meio de vídeos, conhecimentos. externas, hiperlinks e páginas com
filmes, sites, podcasts Responda as como forma de hipertexto.
e outras referências atividades e finalize aprofundar um
externas. seus estudos. tópico.
7

Sumário
Lista de Ícones 5

Sumário6

Apresentação7

Pulso, Ação, Pulsação 8

O Ritmo  10

Leitura Rítmica 22

Polirritimias 38
Ritmo Corporal 49

Conteúdo de áudio
Esta apostila foi construída com Pré-requisitos:
recursos que possibilitam a interativi-
dade, tais como hiperlinks e páginas
com hipertexto.
8

Apresentação
E mpreendedorismo, inovação, iniciativa, criatividade e habilidade para
trabalhar em equipe são alguns dos requisitos imprescindíveis para o
profissional que busca se sobressair no setor produtivo. Sendo assim, destaca-se o
profissional que busca conhecimentos teóricos, desenvolve experiências práticas
e assume comportamento ético para desempenhar bem suas funções. Nesse
contexto, os Cursos Técnicos oferecidos pela Secretaria de Desenvolvimento
de Goiás (SED), em parceria com o Governo Federal, por meio do Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), visam a garantir o
desenvolvimento dessas competências.
Com o propósito de suprir demandas do mercado de trabalho em qualificação
profissional, os cursos ministrados pelos Institutos Tecnológicos do Estado de
Goiás, que compõem a REDE ITEGO, abrangem os seguintes eixos tecnológicos,
nas modalidades EaD e presencial: Ambiente e Saúde, Desenvolvimento
Educacional e Social, Gestão e Negócios, Informação e Comunicação,
Infraestrutura, Produção Alimentícia, Produção Cultural e Design, Produção
Industrial, Recursos Naturais, Segurança, Turismo, Hospitalidade e Lazer, incluindo
as ações de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (DIT), transferência de
tecnologia e promoção do empreendedorismo.
Espera-se que este material cumpra o papel para o qual foi concebido: o de
servir como instrumento facilitador do seu processo de aprendizagem, apoiando
Marca Governo de Goiás
e estimulando o raciocínio e o interesse pela aquisição de conhecimentos,
ferramentas essenciais paraAssinaturas
desenvolver sua capacidade de aprender a aprender.
prioritárias

Bom curso a todos!


SED – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tec-
nológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação

Sobre fundo branco Sobre fund


9

Apresentação

Pulso,
Ação, Pulsação
"No princípio era o ritmo, dizia Alaleona. O ritmo é o princí-
pio básico da música. Não existe música sem ritmo. Podemos imaginar a música sem harmonia ou sem melo-
dia, mas sem ritmo não.
O ritmo está em todas as coisas, a começar pelo nosso próprio coração. Quando se está saudável, o cora-
ção pulsa em um ritmo constante. Assim é a vida, um pulsar constante, quando observamos melhor podemos
perceber que cada pessoa tem seu ritmo, ao falar, ao andar. Umas são mais ligeiras, outras menos. Umas
acentuam as primeiras sílabas outras as segundas. Uns dão passos longos, outros passos curtos. Com isso,
vamos compondo nossa história, com o nosso próprio modo de fazer as coisas, de interagir com o mundo e a
sociedade que nos cerca. Diversos estudiosos da música analisaram esta relação, mais precisamente do ritmo
com o corpo. Segundo Martins (2008):

No início do século XX, Jacques Dalcroze estabelece o princípio básico da natureza


fisiológica do ritmo musical e, inspirado pela relação fundamental música-movimento,
cria seu método de rítmica, propondo o uso do corpo como “instrumento musical”.
Tendo por base a audição, inclui a representação corporal correspondente de todo e
qualquer acontecimento sonoro (seja este caráter rítmico, melódico, harmônico ou
formal), refinando o gesto e tornando-o preciso, flexível e expressivo. Mas o corpo é
o canal, o meio, e por intermédio dele o objetivo a ser alcançado é a mobilização in-
terna do indivíduo, a conquista do seu espaço interior e a sua compreensão da música
(MARTINS apud GRAMANI, 2008, p. 11-12).

O Brasil é um país rico em diversidade rítmica, devido a sua grande miscigenação de raças. Temos em nosso
território, conforme cada região, ritmos bem característicos que representam toda uma cultura advinda de
certos povos da Europa, como os franceses e holandeses, da África ocidental, como os nigerianos, congole-
ses, angolanos, de etnia yorubá, Bantos, Nagôs, Jêje, e os povos nativos destas terras, conforme a região. Por
exemplo, a cultura nordestina que, em grande parte, constituiu-se da mistura de cultura africana, portuguesa
e indígena, a mesma tem a sua expressão máxima nos maracatus, baiões e xotes, onde a concepção rítmica
vem da cultura africana, com indumentária e danças indígenas e portuguesas . Conforme Gaspar em artigo
publicado no site da Fundação Joaquim Nabuco:

Antes do descobrimento, o indígena americano, nômade e errante, vagava pelo litoral


e florestas do Brasil. Ele pertencia as grande nações dos Tupis, Gês, Nu- Aruaks e Caraíbas.
Em 1500, com a chegada de Pedro Álvares Cabral trazendo os primeiros colonizadores,
o nordeste foi a primeira região do País a ser ocupada pelos portugueses, assim como sua
costa foi também a primeira área a ser explorada. Os interesses de Portugal, no sentido de
explorar os recursos naturais brasileiros, fizeram com que o território fosse dividido, então,
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em capitanias e sesmarias. O povoamento se iniciou no século XVI, com a colonização do


litoral e as “entradas” e migrações pastoris para os sertões.
A riqueza e a abundância dos recursos naturais da colônia atraíram, ainda, piratas e
aventureiros de outros países da Europa, tais como franceses, holandeses e ingleses.
Com o estabelecimento do Governo Geral do Brasil na Bahia, em 1549, a colonização
irradiou-se, através de expedições armadas, para o norte do País. No final do século XVI,
então, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba Já tinham sido incorporados
ao território conquistado. A chegada ao Sergipe, por sua vez, abriu o caminho para o sertão
e, dele , os portugueses chegaram até a Paraíba. No Maranhão, em expedições contra os
franceses, os primeiros colonizadores desbravaram o litoral e parte do sertão.
No ano de 1610, os portugueses chegaram ao Ceará e, avançando sempre para o norte,
conquistaram o Pará. De 1624 a 1654, os holandeses formaram colônias, passando a domi-
nar todo o litoral entre o rio são francisco, Pernambuco (sede do Governo holandês), e o
Rio Grande do Norte, estendendo-se até o Ceará e o Maranhão, local onde expulsaram os
invasores franceses. Na luta contra os holandeses, o colono português, o negro e o indígena
– os três elementos da formação histórica nordestina – recuaram para o interior, através das
“entradas” pelos sertões do Nordeste (GASPAR, 2017, p. 5).

A percussão é uma modalidade musical que lida em sua quase totalidade somente com ritmo, para tanto faz-se
uso dos mais diversificados materiais para obtenção de som com variações timbrísticas. No vídeo a seguir, você
pode conferir a riqueza sonora conseguida com jornais e outros materiais de nosso dia a dia pelo grupo Stomp Live:

MÍDIAS INTEGRAGAS MÍDIAS INTEGRAGAS


Conheça mais sobre o Grupo Stomp Live. Por esta diversidade cultural, nós brasileiros somos
considerados bons em ritmo. Mas eu te pergunto: Você sabe
https://youtu.be/7NhFmARAgu0
o que é percussão? https://youtu.be/YusF-FHuNmg

Espero que tenha gostado do vídeo, eles conseguiram ótimos resultados, utilizando uma pulsação leve e
subdividindo ritmicamente o som em partes iguais.
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Unidade I

Ritmo
Designa a frequência entre som e silêncio bem como a duração (propriedades longa ou curta), que pode ser
forte ou fraco conforme a intensidade.
Segundo a teoria francesa dos compassos, temos compassos simples e compostos divididos da seguinte
maneira:
l Binários – com primeiro tempo forte e o segundo fraco;
l Ternários – com o primeiro tempo forte o segundo e terceiro fraco;
l Quaternários – com o primeiro tempo forte, o segundo fraco, o terceiro meio-forte, e o quarto fraco.
A parte mais importante ao se estudar ritmo é a pulsação. Ela está no primeiro tempo de cada compasso,
observe o exemplo da figura 01 a seguir:

Figura 01 – Pulsação em compasso simples.


Fonte: (Acervo do autor).

Veja que a pulsação permanece no primeiro tempo, mesmo após as subdivisões ocorrerem. A pulsação
deve se manter constante como um relógio sem atrasar ou adiantar, marcando as chamadas cabeças dos tem-
pos dos compassos.
Sejam os compassos simples ou compostos, o que diferencia um do outro é que ao compasso composto
adiciona-se um ponto nas unidades de tempo e de compasso que corresponde à metade do valor da figura
a qual foi pontuada. Nesse sentido, se temos um ritmo binário composto teremos a unidade de compasso
definida como uma figura pontuada que corresponde a dois tempos pontuados, o primeiro forte, e o segundo
fraco, conforme figura 02 a seguir:

Figura 02 – Pulsação em compasso composto.


Fonte: (Acervo do autor).

Observe que o primeiro compasso temos uma mínima pontuada o que corresponderia a uma subdivisão de
três tempos se fosse uma fórmula de compasso simples. Porém, o compasso binário composto é subdividido
em dois tempos pontuados, conforme exemplo do compasso 2. Em seguida, cada tempo pode ser subdividido
por três sons, exemplo compasso 3, veja que em todos os compassos a pulsação permaneceu no primeiro
tempo do compasso, é ela que proporciona a sensação que nos dá a capacidade de identificar a fórmula de
compasso em ditados rítmicos e melódicos. Para tanto, existem exercícios específicos para o desenvolvimento
da percepção de pulsação, vejamos alguns exemplos de percussão corporal que podem ampliar nossa percep-
ção de pulsação rítmica. No vídeo a seguir, veremos um método criado por Lucas Ciavatta, chamado “O passo”,
este método busca ampliar a percepção quanto à pulsação através da percussão corporal, vamos assistir:
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Para iniciar nossos estudos em busca de desenvol-


ver uma percepção mais apurada da pulsação, vamos
realizar alguns exercícios de aquecimento. Os ritmos
devem ser estudados em pé da seguinte maneira:
1º - Marque a pulsação em compasso binário com
o pé direito (tempo forte) e o tempo dois com o pé
esquerdo (tempo fraco), caminhando, no mesmo lugar,
contando: 1, 2, 1, 2. Em seguida, bata palmas no tem-
po 1 durante 10 a 15 segundos, continue caminhando,
mas, agora, batendo palmas somente no tempo 2 por
10 a 15 segundos. Na figura 03 a seguir, você acom- MÍDIAS INTEGRAGAS
panha o exercício em escrita convencional, utilizando a “O passo” – Lucas Ciavatta: https://youtu.be/k094ydJxkGc

clave neutra para a fórmula de compasso.

Figura 03 – exercício em compasso binário com semínimas.


Fonte: (Acervo do autor).

Ok! Agora, vamos bater duas palmas no tempo 1 perna direita, e tempo 2 perna esquerda tempo e contra-
tempo, mantenha por 10 a 15 segundos. Observe a figura 04 a seguir:

Figura 04 – exercício em compasso binário com colcheias.


Fonte: (Acervo do autor).
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Vamos subdividir este tempo, mais uma vez. Então, bata palmas quatro vezes no tempo 1,e duas vezes no
tempo 2, exemplo na figura 05:

Figura 05 – exercício em compasso binário com semicolcheias.


Fonte: (Acervo do autor).

Realize o mesmo exercício no tempo 2, conforme figura 06 abaixo:

Figura 06 – exercício em compasso binário com semicolcheias 2.


Fonte: (Acervo do autor).

Vejamos agora um exercício com contratempo, mantenha o passo contando 1, 2 e bata palma no tempo 1 e
no tempo 2 no contratempo, ou seja, quando o pé esquerdo estiver no ar, observe o próximo exemplo figura 07:

Figura 06 – exercício em compasso binário com semicolcheias 2.


Fonte: (Acervo do autor).
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Este exercício de aquecimento você pode fazer sempre que for estudar as leituras rítmicas, ele pode te pro-
porcionar uma melhor percepção de pulsação durante seus estudos com o metrônomo. Vamos a um exercício
mais complexo em compasso quaternário.
Para este exercício, marque a pulsação em compasso quaternário, o tempo 1 fica no pé direito (forte) o
tempo 2 com o pé esquerdo (tempo fraco), o tempo 3 meio forte (perna direita), e o tempo 4 perna esquerda
(fraco) realize da mesma forma que o anterior, caminhando no mesmo lugar, conte em voz audível: 1, 2, 3,
4, 1, 2, 3, 4. Neste exercício, você vai caminhar para frente nos tempos 1 e 4 e para traz nos tempos 2 e 3 e,
conforme figura 06 a seguir:

Figura 06 – Diagrama dos tempos musicais.


Fonte: (Acervo do autor).

Contando em voz audível, mas agora bata palma no tempo 1 durante 10 a 15 segundos. Continue cami-
nhando, mas agora batendo palma somente no tempo 2 por 10 a 15 segundos. Ok! Agora, vamos bater palma
somente no tempo 3 perna direita, mantenha por 10 a 15 segundos, agora troque para o tempo 4 perna es-
querda, bata palma durante 10 a 15 segundos. Na figura 07 a seguir, você confere.

Figura 07 – Exercício em compasso quaternário.


Fonte: (Acervo do autor).
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Agora, vamos ampliar nosso exercício, batendo duas palmas, uma no tempo e outra no contratempo, ou
seja, quando o pé bate no chão e quando o pé está no ar, inicie com duas palmas no tempo 1, e duas palmas
no tempo 3, (perna direita) repita durante 10 a 15 segundos. Em seguida, troque batendo duas palmas no
tempo 2 e duas palmas no tempo 4 (perna esquerda), conforme figura 08 a seguir:

Figura 08 – Exercício em compasso quaternário colcheias.


Fonte: (Acervo do autor).

Muito bom! Agora, repita o mesmo exercício, batendo palma somente nos contratempos dos dois pés, 2
contando 1, 2, 3, 4 e caminhando para frente e para trás. Veja figura 9 abaixo:

Figura 09 – Exercício em compasso quaternário colcheias em contra tempo.


Fonte: (Acervo do autor).

Veja que com esse exercício você fica sabendo onde está caindo cada tempo e cada contratempo do ritmo.
Vamos relembrar as pausas? Na figura 10 a seguir, você tem as figuras de som e suas respectivas pausas.

Figura 10 – Figuras de som com suas pausas.


Fonte: (Acervo do autor).
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A percussão corporal é uma modalidade musical


muito utilizada na cultura de tradição popular, por
exemplo, as catiras que fazem uso das palmas, alter-
nando com sapateado, viola e canto. No link abaixo,
você pode conferir uma catira legítima do triângulo
mineiro:

MÍDIAS INTEGRAGAS
https://youtu.be/fspXrzFCYzA

Agora, vejamos mais alguns exercícios com pés e mãos em compasso composto. Neste exercício, serão três
palmas por tempo, 1, e, e, 2, e, e, ... veja exemplo na figura 11:

Figura 11 – Exercício em compasso binário composto.


Fonte: (Acervo do autor).

Neste exercício, é importante que se perceba bem a pulsação pois, assim, pode-se perceber melhor os
contratempos, para tanto repita o quanto achar necessário, no próximo sistema vamos subdividir o tempo 2 e
5 conforme figura 12a:

Figura 12a – Exercício em compasso binário composto em semicolcheia.


Fonte: (Acervo do autor).
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Agora com uma pausa na cabeça do tempo 2, restando o contratempo 2 e o tempo 3, figura 12b:

Figura 12b – Exercício em compasso binário composto em semicolcheia e contratempo.


Fonte: (Acervo do autor).

Aplicando este mesmo conceito de contratempo para o compasso binário simples temos o ritmo do baião,
figura 13 a seguir:

Figura 13 – Exercício em compasso binário Baião.


Fonte: (Acervo do autor).

Para este exercício, utilize a palma grave, que deve ser feita com as mãos em forma de conchas, mantenha
o passo com a pulsação, marcando na perna direita e repita o exercício durante 10 a 15 segundos. Em segui-
da, coloque uma palma aguda no contratempo 2 (perna esquerda) para que haja uma acentuação, observe o
exemplo na figura 14:

Figura 14 – Exercício em compasso binário Baião 2


Fonte: (Acervo do autor).
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Veja no vídeo a seguir as inúmeras possibilidades


percussivas possíveis de se realizar com o corpo, neste
baião proposto pelo grupo barbatuques, observe como
eles usam as palmas e os pés nesta produção sonora.
Vimos exercícios em compassos binário e quaterná-
rio. Vamos ampliar nosso repertório rítmico com exer-
cícios em compassos ternário. Para este, precisamos
alternar o passo 1 à frente da perna direita para a es-
querda, mantendo os passos 2 e 3 atrás, ficando assim
MÍDIAS INTEGRAGAS
nosso exercício:
Baianá - Barbatuques | Corpo do Som
https://youtu.be/KHyzrYBACcg

Figura 15 – Exercício de pulsação em compasso ternário.


Fonte: (Acervo do autor).

MÍDIAS INTEGRAGAS
Exercício de compasso
Observe, no vídeo a seguir, as formas de conta-
gem em compassos unário, binário, ternário e
quaternário, preste bastante atenção na pisada
do compasso ternário.
https://youtu.be/7ZM3R4ED2vo

Figura 15 – Exercício de pulsação em compasso ternário.


Fonte: (Acervo do autor).
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Observe que o 1 vai cair hora no pé direito, hora no pé esquerdo, sempre alternando os pés. Quando rea-
lizamos este exercício, podemos melhorar muito a nossa percepção rítmica e de pulsação na música, vamos
subdividir este tempo em dois, ou seja, duas colcheias acompanhe na figura 17 a seguir:

Figura 17 – Exercício em compasso ternário simples com colcheias.


Fonte: (Acervo do autor).

Lembre-se sempre de acentuar o tempo 1, mesmo quando ele cair na perna esquerda, agora com as pal-
mas só nos contratempos, figura 18:

Figura 18 – Exercício em compasso ternário simples, contra tempos.


Fonte: (Acervo do autor).

Ok! O compasso ternário simples tem uma característica de afirmação do tempo forte, vejamos alguns
exercícios em compasso ternário composto, figura 19:

Figura 19 – Exercício em compasso ternário composto.


Fonte: (Acervo do autor).
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Neste exercício, batemos palmas, subdividindo o tempo em três, como se fossem quiálteras no compasso
simples. No início, pode ser um pouco difícil pelo fato da mudança do tempo forte da perna esquerda para a
direita. Se tiver dificuldades, execute o exercício lentamente e, em seguida, vá aumentando a velocidade con-
forme for se adaptando. Na figura 20, você tem o mesmo exercício sem a subdivisão dois dos tempos:

Figura 20 – Exercício em compasso ternário composto 2.


Fonte: (Acervo do autor).

Perceba que este exercício coloca o ritmo com um sentido de síncope um pouco mais valsado, vamos ver
como fica este ritmo somente com os contratempos?
Então, vamos suprimir os tempo 1 e 2, figura 21:

Figura 21 – Exercício em compasso ternário composto contra tempos.


Fonte: (Acervo do autor).

Neste exercício, ficamos trabalhando no tempo anacrústico da pulsação, o contratempo 3. É importante


que se saiba onde cai cada tempo dos compassos compostos para facilitar suas subdivisões mais complexas.
Vejamos agora sem o tempo 2 na figura 22:
21

Muito bem e agora se alternar as palmas no tempo 1, 3, 2, 1, 3, 2, 1.....vamos ver como fica?
Na figura 23, siga o ritmo proposto acima:

Exercício em compasso ternário composto tempos e contra tempos.


Fonte: (Acervo do autor).

Ao praticar estes exercícios com o corpo, você desenvolve a percepção de polirritmia. Trata-se de um mé-
todo facilitador para que se possa tocar e cantar ao violão sem grandes dificuldades para manter o ritmo na
hora das mudanças de acordes.
Vamos a mais alguns exercícios. Neste próximo, subdividiremos a colcheia em semicolcheia, veja figura 24:

Figura 24 – Exercício em compasso ternário composto com semicolcheias.


Fonte: (Acervo do autor).

Todos estes ritmos aqui apresentados podem ser


realizados, sendo distribuídos em outras partes do
corpo, diferenciando-os timbristicamente. Pode-se
criar composições bem divertidas, assista ao vídeo a
seguir do pessoal do Barbartuques:

MÍDIAS INTEGRAGAS
BARBATUQUES - Percussão Corporal
https://youtu.be/CUUQ9GkClm0
22

Agora, tente reproduzir o ritmo a seguir alternando os sons agudos nas pernas e os graves no peito, figura 25:

Figura 25 – Frase ritmica corporal.


Fonte: (Acervo do autor).

Muito bem, agora


que você já sabe
como realizar um
aquecimento bem
feito trabalhando
a percepção de
pulsação, vamos
a unidade II.
23

Unidade II

Leitura
Rítmica
Bem vindo a unidade II! Aqui, veremos algumas proposições rítmicas
em compassos Binário, ternário e quaternário simples e composto, tendo como base exercícios de
leitura rítmica propostos pelos métodos Pozzoli e Buhomil Med. Durante a primeira aula, você pôde en-
trar em contato com algumas subdivisões rítmicas presentes na cultura de tradição popular brasileira.
Agora, faremos a leitura com vários ritmos diferentes, alternando-os. Bons estudos!
Para estes exercícios, você pode usar um metrônomo e estudá-los, batendo palmas, ou fazendo a
marcação da pulsação com a perna direita ou esquerda, ler batendo palmas e contando os tempos ou
solfejando os ritmos. Vamos a primeira proposição. Esta leitura tem como base a 1ª série do método
Pozzoli figura 26:

Figura 26 – Leitura Rítmica 1.


Fonte: (Acervo do autor).
24

Lembre-se: Os exercícios propostos devem ser estudados, realizando a contagem em voz audível quando
estiver representando os ritmos com as mãos.
Na leitura 1, trabalhamos com figuras de mínima, semínima e colcheias. Agora, vamos acrescentar as semi-
colcheias, figura 27:

Figura 27 – Leitura Rítmica 2.


Fonte: (Acervo do autor).
25

Nesta leitura, temos as figuras de semicolcheias mescladas com as colcheias, o interessante neste tipo de
estudo é que fortalecemos a percepção de pulsação com o primeiro tempo de cada compasso sempre confir-
mado por uma mínima.

Figura 28 – Leitura Rítmica 3.


Fonte: (Acervo do autor).
26

No estudo da leitura rítmica 4, você tem a figura característica do baião, a colcheia pontuada com uma
semicolcheia, estude as proposições e sinta o swing.

Figura 29 – Leitura Rítmica 4.


Fonte: (Acervo do autor).
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Bom, chegamos à leitura rítmica 5! Nela, temos a figura sincopada característica dos maracatus e sambas,
as mesmas estão mescladas com as figuras pontuadas do baião.

Figura 30 – Leitura Rítmica 5.


Fonte: (Acervo do autor).
28

Todas as leituras acima, você pode estudar solfejando os ritmos e batendo palmas nas pausas. Você pode
também, com o objetivo de melhorar sua coordenação motora, estudar, marcando com a mão esquerda tempo
e contratempo, e ler os ritmos com a mão direita. Lembre-se de sempre marcar as pulsações com o pé direito.
Os exercícios a seguir aumentarão o nível de dificuldade. Portanto, tenha o cuidado de estudá-los compasso
por compasso. Se for preciso, estude as figuras separadas. Por exemplo, uma figura que possui pausas em seu
princípio, restando apenas o último tempo de um grupo de semicolcheias, mostra que ela representa o quarto
tempo da subdivisão, você pode realizar as contagens da seguinte maneira:

Figura 31 – Exercício de contagem com subdivisão em semicolcheias.


Fonte: (Acervo do autor).

Os números representam as subdivisões em semicolcheias, repete-se o 2 na segunda figura e o 3 na terceira


figura, pelo fato de servir de orientação sobre em que tempo você está dentro do compasso, já que a métrica
do compasso vai variar conforme a fórmula do mesmo. Segundo o exemplo acima, o compasso é ternário,
portanto, temos o primeiro tempo Forte, o segundo e o terceiro fracos. Assim, você contará todas as semicol-
cheias, facilitando para que compreenda a subdivisão rítmica com as pausas.
Quando encontrar uma subdivisão de difícil compreensão, utilize esta técnica até que memorize o som que
a mesma produz ao ser tocada.
Lembre-se de marcar a pulsação sempre, mesmo quando for estudar fragmentos de compassos. É impor-
tante para que a pulsação seja internalizada. Agora vamos à leitura 6, onde veremos alguns estudos, utilizando
mais pausas, ligaduras e contratempos.

MÍDIAS INTEGRAGAS
No vídeo a seguir, você confere o
som das figuras propostas
https://youtu.be/idxR25SB0ic
29

Figura 32 – Leitura Rítmica 6.


Fonte: (Acervo do autor).
30

Figura 33 – Leitura Rítmica 7.


Fonte: (Acervo do autor).
31

Figura 34 – Leitura Rítmica 8.


Fonte: (Acervo do autor).
32

Ok! Agora, vamos ver alguns exercícios em compassos compostos, onde as figuras naturalmente possuem
ponto em suas unidades de tempo e unidades de compasso, iniciaremos com um exercício em 6/8. Lembre-se:
quando necessário utilize a técnica de contagem em subdivisão:

Figura 35 – Leitura Rítmica 9.


Fonte: (Acervo do autor).
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Nas leituras a seguir, você terá uma leitura com ligaduras de prolongamento que produzem um efeito de
síncopes, ou seja, deslocando o tempo forte para o tempo fraco. Estude todas as proposições lentamente, em
seguida, aumente a velocidade de leitura.

Figura 36 – Leitura Rítmica 10.


Fonte: (Acervo do autor).
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Figura 37 – Leitura Rítmica 11.


Fonte: (Acervo do autor).
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Os compassos quaternários compostos são pouco utilizados na música ocidental de uma forma geral, porém
é importante que se estude esta fórmula para que se acostume com a dinâmica dos compassos compostos.

Figura 38 – Leitura Rítmica 12.


Fonte: (Acervo do autor).
36

MÍDIAS INTEGRAGAS
Desenvolvimento Rítmico
https://youtu.be/QehQQRH-rz4

A seguir, veremos ditados com quiálteras. A partir


daqui não estaremos reforçando tanto a pulsação, apli-
cando mais ritmos com contratempo, tendo em vista
que durante nossos exercícios você já tenha internali-
zado bem a percepção de pulsação.

Figura 39 – Leitura Rítmica 13.


Fonte: (Acervo do autor).
37

Figura 40 – Leitura Rítmica 14.


Fonte: (Acervo do autor).
38

Figura 41 – Leitura Rítmica 15.


Fonte: (Acervo do autor).
39

Unidade III

Polirritimias

Nesta unidade, vamos ampliar a perspectiva de co-


ordenação motora, propondo algumas polirritmias. O
estudo da percussão proporciona uma grande melhora
da coordenação motora, o que vem facilitar o desen-
volvimento da batida ao violão articulado com o canto.
Existem pessoas que conseguem tocar os ritmos e fazer
as trocas de acordes, porém quando começam a cantar
se sentem perdidas e não conseguem realizar as três
atividades; cantar, bater o ritmo e realizar as mudan-
ças de acordes, ao mesmo tempo, isto ocorre pelo fato
de que a sua coordenação motora ainda não está bem
MÍDIAS INTEGRAGAS
desenvolvida.
Assista ao vídeo para ter uma ideia de
Para um desenvolvimento mais afinado da coorde-
como fazer solfejando.
nação destes três pilares, existem exercícios específicos
https://youtu.be/Al0HCgsqGLY
para que possamos trabalhar de forma mais apurada
estas habilidades. Vejamos alguns exercícios de leitura
rítmica com as duas mãos baseadas no método de Paul Hindemith.
Ao estudar estes ritmos, tenha em mente a necessidade da marcação das pulsações, utilizando os pés. Pode
ser o direito ou o esquerdo. Pode também ser alternado os dois, o importante é manter a marcação. Agora,
leia os ritmos com a mão esquerda e mão direita simultaneamente ou solfeje uma linha rítmica e bata a outra,
com palmas.
40

Figura 42 – Leitura Polirritimia 16.


Fonte: (Acervo do autor).
41

Repita as leituras quantas vezes forem necessárias até que consiga executá-las com facilidade. Lembre-se
que este estudo é muito importante para que adquira independência entre as mãos e o canto. Vejamos uma
leitura em compasso ternário:

Leitura Polirritimia 17

Figura 43 – Leitura Polirritimia 17.


Fonte: (Acervo do autor).
42

Nesta leitura, em dois por quatro, vamos trabalhar os ritmos, dando um sentido de samba.

Leitura Polirritimia 18

Figura 44 – Leitura Polirritimia 18.


Fonte: (Acervo do autor).

Perceba que, neste final, principalmente nos seis últimos compassos as divisões já ficaram bem próximas
do samba.
Nas leituras a seguir, vamos aumentar o nível de dificuldade, propondo subdivisões com semicolcheias.
Lembre-se sempre de marcar as pulsações com o pé direito ou esquerdo.
43

Figura 45 – Leitura Polirritimia 19.


Fonte: (Acervo do autor).
44

Figura 46 – Leitura Polirritimia 20.


Fonte: (Acervo do autor).
45

Veja que nestas leituras você sempre encontra o apoio na mão direita ou na esquerda, assim facilitando
para a compreensão das subdivisões.
A seguir, leituras com proposições em ritmo de samba e baião:

Figura 47 – Leitura Polirritimia 21.


Fonte: (Acervo do autor).
46

Leitura Polirritimia 22

Figura 48 – Leitura Polirritimia 22.


Fonte: (Acervo do autor).
47

Nesta leitura, foi adicionado algumas quiálte-


MÍDIAS
ras para que você possa perceber o resultado de
INTEGRAGAS
sua subdivisão perante as outras figuras de som.
No vídeo a seguir, você tem um exemplo prático Exemplo
que demonstra como tocar as tercinas junto às https://youtu.be/_c6swP7Vdmg
colcheias:

CLIQUE
Leitura Polirritimia 23 PARA
OUVIR

Figura 49 – Leitura Polirritimia 23.


Fonte: (Acervo do autor).
48

A seguir, teremos alguns exercícios polirrítmicos em compasso composto, tendo como base o método
“Rítmica Viva” de Eduardo Gramani.

Rítmica Viva CLIQUE


PARA
Uma visão contrapontística do fenômeno rítmico OUVIR
Eduardo Gramani

Figura 50 – Rítmica Viva.


Fonte: (GRAMANI, 2008, P.21-22).
49

MÍDIAS INTEGRAGAS
Ok! Agora, ouça esta peça de
Czerny com as proposições rítmicas
trabalhadas nessa leitura.
https://youtu.be/VVRNzvkoBjY

Para Gramani, o estudo da polirritimia é fundamental para todo músico, pois é pela percepção e coordena-
ção motora que o artista pode expressar com mais fidelidade sua arte. Para Gramani (2008), a rítmica deve ser
um estudo onde se desenvolva não só a percepção de forma racional, mas também a sensibilidade artística.

Para a rítmica, esse estudo acentuadamente técnico que se faz da música, sobretudo
erudita, deixa o músico à míngua de trabalhos no campo do ritmo que o focalizem não
apenas em seu aspecto métrico. O estudo do ritmo em música restringe-se quase que
exclusivamente em saber medir a duração dos sons, seu início e seu fim (GRAMANI,
2008, P.13).

E ele continua justificando o porquê de se estudar polirritmias associadas ao corpo.

A precisão da leitura e da execução de um ritmo escrito é fundamental, porém os


símbolos utillizados para grafá-lo expressam muito mais do que a simples medida de
duração do som. Os símbolos podem expressar caráter, respiração, frases etc. Enxer-
gá-los somente pelo ponto de vista da medida é deixar de descobrir o que há de
música embutido em uma idéia em princípio puramente aritimética: idéia disfarçada
em matemática, som de dois mais dois. É pobre... É como se as letras de uma palavra
fossem apenas soletradas e não lidas para expressar seu verdadeiro significado (GRA-
MANI, 2008, P.14).

Com esta metodologia, propõe-se o desenvolvimento das habilidades motoras, perceptoras bem como a
sensibilidade para interpretação musical.
Ao trabalharmos a polirritmia associada ao movimento corporal (pés), podemos aprimorar a coordenação
motora, o que facilita ao instrumentista cantar e tocar, ao mesmo tempo, sem a preocupação de se estar to-
cando o ritmo certo ou não, pois com estes exercícios ocorre um desenvolvimento global (percepção-coorde-
nação motora- sensibilidade).
Vamos para próxima unidade na qual serão integradas a percussão corporal com os ritmos propostos nas
aulas anteriores. Para tanto, utilizaremos proposições baseadas em ritmos da cultura popular.
50

Unidade IV

Ritmo Corporal
Cultura Popular

No início de nossas aulas, vimos a respeito da riqueza rítmica que a cultura popular brasileira nos propor-
ciona, buscamos estabelecer uma melhor percepção de pulsação, com uma metodologia fundamentada no
método “ O passo” de Lucas Ciavatta (s.d), executamos ritmos, utilizando apenas as mãos, marcando a pulsa-
ção com os pés.
Durante esta unidade, você contará com proposições rítmicas estruturadas a partir das culturas de tradição
popular. As mesmas serão aplicadas ao corpo, utilizando não só pés e mãos conforme os estivemos utilizando
nas aulas anteriores, mas também o peito, as pernas e a boca, proporcionando maior riqueza timbrística.
Espero que se divirta com estes exercícios onde a interação corporal será um pouco mais aprofundada.

Ritmos populares e percussão corporal


SAIBA MAIS
Lembre-se: a manulação
Para dar início as atividades, é importante que de-
para o estudo dos ritmos
finamos alguns símbolos que representarão partes de aqui apresentados deve
nosso corpo, e assim, os sons graves médios e agudos. ser realizada sempre
P = Peito. com o tempo forte sendo
M = Mão (palmas). reproduzido pela mão direita, a mão
C = Coxa. esquerda deve marcar os contratempos.
E = Estalo (dedos).
T = Tchss (boca).
B = Pés (bater)
Vamos iniciar com ritmos bem simples e, ao longo dos exercícios, incluíremos outros sons. Veja este baião,
o ritmo base ou clave será tocado no peito, a marcação dos tempos 1 e 2 está nos pés e com as palmas faz o
acento.
51

Baião CLIQUE
PARA
AQUECIMENTO OUVIR

Figura 51 – Peça rítmica Baião.


Fonte: (Acervo do autor).

Lembre-se: a manulação para o estudo dos ritmos aqui apresentados deve ser realizada sempre com o
tempo forte sendo reproduzido pela mão direita, a mão esquerda deve marcar os contratempos.

Figura 51-A – Peça rítmica Baião.


Fonte: (GRAMANI, 2008, P.21-22).
52

MÍDIAS INTEGRAGAS
THE PERCUSSION SHOW Presents :
Body Percussion
https://youtu.be/sb-2VsE2y-U

Veja que nessa parte da peça são adiciona-


dos mais duas acentuações, as mesmas fazem
parte da variação do ritmo, que pode ser feito
na parte aguda e também na parte grave. No ví-
deo a seguir, você confere as inúmeras possibili-
dades que esta forma de exploração timbrística
pode proporcionar:

Figura 52– Baião 2.


Fonte: (Acervo do autor).

Aqui, você tem a continuação desse baião, mantendo a mesma base rítmica no grave ou peito, e adicionan-
do mais algumas notas nas palmas, veja como fica interessante:

Figura 52-A – Baião 2.


Fonte: (Acervo do autor).
53

Figura 52-B – Baião 2.


Fonte: (Acervo do autor).

Agora, vamos acrescentar o estalo de dedos e trocaremos as frases realizadas com as palmas por batidas
nas coxas, articulando as mãos direita e esquerda, mantendo a manulação.

Baião Quente
CLIQUE
PARA
OUVIR

Figura 53 – Baião Quente.


Fonte: (Acervo do autor).
54

No ritmo a seguir, você pode exercitar o samba, tocando-o com percussão corporal.

CLIQUE

Samba PARA
OUVIR

Figura 54 – Samba.
Fonte: (Acervo do autor).
55

MÍDIAS INTEGRAGAS
Na Cadência do Samba -
Barbatuques| Tema Canal 100
https://youtu.be/sb-2VsE2y-U

No vídeo a seguir, o grupo barbatuques toca no cor-


po “Isto aqui o que é” de Ari Barroso.
O próximo exercício está em compasso quaternário.
Para tanto, vamos estudar um maracatu com percussão
corporal, mas antes, vejamos um pouco da história do maracatu, este folguedo de tradição popular predo-
minante da Nordeste, mais precisamente, do Estado mais precisamente do Estado do Pernambuco onde se
apresenta com maior força.

SAIBA MAIS
O Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação é uma manifestação
da cultura popular brasileira, afrodescendente. Surgiu durante o período
escravocrata, provavelmente entre os séculos XVII e XVIII, onde hoje é o Estado de Pernambuco,
principalmente nas cidades de Recife, Olinda e Igarassu (que, antigamente, abrangia também o que
hoje são os municípios de Itapissuma, Abreu e Lima e Itamaracá). Como a maioria das manifestações
populares do país, é uma mistura de culturas ameríndias, africanas e europeias.
Apesar de existirem muitas visões, histórias e hipóteses diferentes, a explicação mais difundida entre
os estudiosos acerca da origem do Maracatu Nação é a de que ele teria surgido a partir das coroações e
autos do Rei do Congo, prática implantada no Brasil supostamente pelos colonizadores portugueses e,
por consequência, permitida pelos senhores de escravos.
Os eleitos como Rainhas e Reis do Congo eram lideranças políticas entre os cativos: intermediários
entre o poder do Estado Colonial e as mulheres e homens de origem africana. Destas organizações
teriam surgido muitas manifestações culturais populares que passaram a realizar encontros e rituais
em torno dessas representações sociais, originando manifestações populares como Maracatu de Baque
Virado, que também estabeleceu ao longo dos anos em diversos “agrupamentos” uma forte ligação com
a religiosidade do Candomblé ou Xangô Pernambucano.
Mais informações em: http://maracatu.org.br/o-maracatu/breve-historia/
56

Maracatu CLIQUE
PARA
OUVIR
PERCUSSÃO CORPOTAL

MÍDIAS INTEGRAGAS
Maracatú em percussão corporal

https://youtu.be/lZHuLCjOrvY

Assista ao vídeo a seguir e veja as inúmeras


variações que você pode fazer a partir dessa base
de maracatu:
57

Rock 4/4 CLIQUE


PARA
OUVIR
PERCUSSÃO CORPOTAL

Veja que nessa peça utilizamos para a base a célula rítmica do baião, apenas mudamos a acentuação aguda
de lugar, passando-a para a cabeça do tempo, ao invés do terceiro da segunda célula rítmica como é caracte-
rística do baião.
58

Bring Me Little Water, Sylvie CLIQUE


PARA
PERCUSSÃO CORPOTAL (ADAPTAÇÃO) OUVIR

MÍDIAS INTEGRAGAS
Rostock Folk-Quartett - Bring me little
water, Sylvie (Leadbelly)
https://youtu.be/eIiYQN3pvt4

Para esta adaptação, estamos utilizando o es-


talo para preencher as lacunas sonoras e as fra-
ses dos pés sendo feitas no peito, assista ao vídeo
a seguir e veja a peça original:
59

Hard Rock CLIQUE


PARA
OUVIR
PERCUSSÃO CORPOTAL

Ao estudar a frase dos pés, utilize o pé esquerdo para todos os contratempos, primeiro sinta o swing no
corpo para em seguida realizar os ritmos com as mãos, a seguir um vídeo do encontro internacional de per-
cussão corporal:

MÍDIAS INTEGRAGAS
International Body Music Festival
https://youtu.be/BJp7SlE6R2s

A próxima peça é composta por uma fusão do


baião com o rock, veja que nela utilizamos a figura da
colcheia pontuada e semicolcheia como célula básica,
com o uso das quiálteras e das síncopes temos a tran-
sição de um ritmo ao outro.
60

Hard Fusion CLIQUE


PARA
OUVIR
PERCUSSÃO CORPOTAL

Durante nossas aulas, vimos exercícios que propõem um desenvolvimento da coordenação motora, bem
como da percepção de pulsação na música. Para tanto, utilizamos figuras rítmicas predominantemente de
ritmos de tradição popular brasileira. Na próxima etapa, você poderá contar com uma revisão do conteúdo de
percepção (canto) integrada ao de percepção (ritmo).

Bons estudos e até a próxima etapa!


Léo lince do Carmo Almeida
Acesse: www.ead.go.gov.br

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