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MERGULHO E

CAÇA
SUBMARINA
O Mergulho Autônomo é praticado com garrafas de mergulho, permite a
descoberta e exploração dos oceanos, a prática de fotografia e vídeo
subaquático, a contemplação e estudo da vida submarina, naufrágios etc.
variando os limites de profundidade máxima com o nível de especialização do
mergulhador, não sendo permitida a captura ou recolha de espécies marinhas.

A Caça-Submarina, distingue-se do mergulho autónomo por apenas poder ser


praticada em apneia, sem recurso a garrafas ou meios auxiliares de
fornecimento de ar e por ser uma modalidade vocacionada para a captura de
espécies. Não sendo permitida a prática das duas modalidades em conjunto, a
presente proposta pretende contudo incluir estes e outros tipos de actividades
subaquáticas que estejam relacionadas com o mergulho.

EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS

- Equipamento básico completo adequado para as condições locais do


treinamento (inclusive uso de roupa úmida ou seca)

- Colete Equilibrador, com d´rings para os acessórios.

- Cilindro de alumínio ou aço com capacidade mínima de 2.000 litros.

- Regulador completo com primeiro estágio, um segundo estágio principal e um


segundo estágio de back up (octopus).

- Profundímetro e cronômetro, ou Computador de mergulho.

- Bússola subaquática.

- Faca pequena ou do tipo “Z” (ZKife).

- Duas lanternas (para as atividades de mergulho noturno)

- Sacos Elevatórios “lift bags”.

- Sinalizador de superfície tipo “deco mark”.

- Carretilha ou spool - Cabos e bóias de superfície.


A FÍSICA DO MERGULHO

Desde a Antiguidade o homem buscou meios de conseguir explorar um


lugar até então desconhecido, o ambiente subaquático. A história do mergulho
começa em uma época em que o homem desconhece os perigos desse meio e
das mudanças fisiológicas às quais o organismo fica submetido dentro dele.
Edmonds, Lowry e Pennefather (1992) dizem que as origens do mergulho
ficaram perdidas no tempo, mas que arqueólogos afirmam que o homem de
Neanderthal, um humano primitivo, mergulhou em busca de alimento. Segundo
os autores, a exploração subaquática avançou de um mergulho tímido em
busca de alimentos às explorações maiores que abasteceram a comunidade
com conchas, alimentos e pérolas.

Edmonds, Lowry e Pennefather (1992) dizem que a história do mergulho


com a utilização de algum artefato, aparato ou equipamento é longa e
complexa e, que nessas histórias há um misto de verdade e lendas. A figura 1
retrata bem o que dizem os autores acerca do que fizeram os mergulhadores
antigos para desbravar esse novo ambiente. Segundo eles, os mergulhadores
pioneiros usaram tubos de madeira para a respiração e que, ao longo dos
séculos foram testados aparatos como roupas especiais e receptáculos
invertidos (os chamados sinos de mergulho), e que o próprio Alexandre, O
Grande, teria feito uso de um desses receptáculos por volta do século III A.C.
Segundo os autores, estudiosos famosos como, por exemplo, Leonardo da
Vinci, contribuíram com esboços de conjuntos de mergulho, na grande
empreitada de desenvolver trajes ou roupas que permitissem ao homem
permanecer o maior tempo possível embaixo da água.

Segundo Wienke (1994), o mergulho moderno teve origem no século


XX, devido aos diversos avanços tecnológicos que permitiram, entre outras
coisas, que o mergulhador se libertasse de navios que ficavam ancorados na
superfície e tivesse autonomia dentro da água, pois foi nesse século que as
roupas atuais foram desenvolvidas e que as técnicas de mergulho autônomo,
tal como praticado hoje, foram aperfeiçoadas.

A roupa e os equipamentos de mergulho atuais foram desenvolvidos de


modo a resolverem os problemas iniciais enfrentados pelo mergulhador nesse
novo ambiente no qual ele resolveu se aventurar, e fizeram com que as velhas
limitações que lhe eram impostas fossem superadas, entretanto, novas
limitações apareceram.
O equipamento de mergulho é composto por:

Uma roupa de mergulho: confeccionada em um material especial

 (chamado de neoprene) similar à borracha, mas cuja condutividade térmica é


bem menor e cuja durabilidade e resistência são maiores. A roupa recobre todo
o corpo do mergulhador (luvas, botas, capuz e uma espécie de macacão para o
corpo). Há dois tipos de roupa: a roupa seca (que não permite a entrada de
água no seu interior) e a roupa úmida (que permite que uma pequena
quantidade de água entre no seu interior e ali fique retida entre a roupa e o
corpo do mergulhador, ajudando no seu isolamento térmico); Máscara: a atual
máscara de mergulho é formada por uma única lente e

 tem a função de proteger os olhos do mergulhador e de permitir que ele tenha


uma visão nítida do ambiente. Por envolver os olhos e o nariz também, permite
que o mergulhador iguale a pressão no interior da máscara com a pressão
externa, evitando, assim, um barotrauma nessa região; Snorkel: é um tubo
plástico acoplado à mascara que o mergulhador usa

 para respirar quando está na superfície da água e com a cabeça submersa,


economizando assim, o seu suprimento de ar; Nadadeiras: confeccionadas em
neoprene, têm a função de aumentar a

 área pés do mergulhador ou nadador, permitindo que ele nade por longas
distâncias sem fazer grandes esforços e sem se cansar; Cinto de lastro: é um
conjunto composto por uma cinta de borracha e

 pequenas massas de chumbo. A sua função é compensar a flutuação


adquirida em virtude do uso da roupa de neoprene. Assim, ajustando a
quantidade de massas de chumbo do cinto de lastro, o mergulhador pode
adquirir novamente flutuabilidade neutra; Cilindros metálicos: confeccionados
em alumínio ou aço, têm a função

 de armazenar misturas de ar comprimido ou misturas de gases específicos


que serão utilizados pelo mergulhador. A pressão de trabalho dos cilindros
varia de 2250 a 3500 psi, ou seja, de aproximadamente 153 a 238 atmosferas.
Os cilindros dispõem de torneiras que servem para fechar a passagem de ar e
para suporte de acoplamento dos reguladores do equipamento de mergulho;
Reguladores: foram projetados para reduzir a alta pressão do ar do
 cilindro a um nível usável. Eles só fornecem ar ao mergulhador quando este
inala, evitando assim, que haja desperdício do suprimento de ar. É um aparato
composto por poucas partes móveis e que tem dois estágios: o primeiro estágio
(que é conectado ao cilindro) e o segundo estágio (que tem um bocal e é por
onde o mergulhador inala o ar). A alta pressão do cilindro é sequencialmente
reduzida em cada estágio. O primeiro estágio reduz a pressão do cilindro a
uma pressão intermediária, da ordem de 7 a 10 atm acima da pressão
ambiente. O segundo estágio reduz essa pressão intermediária do ar a uma
pressão menor ainda, tornando assim o ar respirável. O ar é fornecido ao
mergulhador pelo segundo estágio na mesma pressão da água da
profundidade em que o mergulhador se encontra, fazendo com que ele respire
sem maiores esforços; Colete equilibrador: é literalmente um colete que o
mergulhador usa e

 pode inflá-lo para compensar a perda de flutuabilidade ocasionada pela


compressão da sua roupa e do seu corpo pela pressão da água. Ao colete
equilibrador é ligada uma das mangueiras que saem do regulador que é ligado
ao cilindro e, por isso, fornece ar sob pressão ao simples acionamento de um
dispositivo; Manômetro submersível: confeccionado em material resistente às
altas

 pressões e que indica a quantidade de ar durante todo o mergulho,


permitindo assim que o mergulhador fique ciente da quantidade de ar
disponível. Os equipamentos mais modernos são eletrônicos e têm consoles
que incorporam outros instrumentos, são verdadeiros computadores de
mergulho e fornecem informações tipo: pressão no cilindro, profundidade
máxima e atual, tempo de fundo e de superfície, etc.

Atualmente a atividade de mergulho é bastante popular e praticada com


segurança. Entretanto, segundo Wienke (1994), em alguns países como, por
exemplo, Japão e Coréia a pesca ainda é praticada da maneira antiga, ou seja,
com mergulhadores submersos sem equipamentos de proteção e sem a
utilização, obviamente, de gases para respiração. Segundo esse mesmo autor,
o mergulho que inicialmente teve como fins a pesca de subsistência e fins
militares, atualmente também tem fins comerciais e desportivos, tendo o
mergulho, como prática desportiva, adquirido muitos adeptos. Ao entrar nesse
novo e desconhecido ambiente, o homem sente a influência dos principais
fatores que se opõem ao mergulho: a falta de ar para a respiração, a elevada
pressão da água e a baixa temperatura. Assim, a história do mergulho é
baseada na luta do homem pela respiração e pelo prolongamento do tempo de
permanência embaixo da água, o que fez com que o desenvolvimento do
mergulho estivesse ligado ao aperfeiçoamento de dispositivos tecnológicos que
permitissem ao homem cada vez mais segurança ao mergulhar. O ambiente
subaquático, por não ser um habitat natural de seres humanos, oferece muitos
perigos à saúde caso não se tenha alguns cuidados. Como muito ainda se
desconhece os perigos envolvidos na prática do mergulho, esse Trabalho de
Conclusão de Curso tem o intuito de mostrar os princípios físicos e químicos
envolvidos na prática do mergulho e a relação da não observação desses
princípios com a saúde do mergulhador.

Temperatura Quando colocamos dois corpos com temperaturas


diferentes em contato, podemos observar que a temperatura do corpo "mais
quente" diminui, e a do corpo "mais frio" aumenta, até o momento em que
ambos os corpos apresentem a mesma temperatura. Esta reação é causada
pela passagem de calor do corpo "mais quente" para o corpo "mais frio". Isso é
o que acontece, por exemplo, ao corpo do mergulhador quando imerso na
água. Haverá uma passagem de calor do corpo do mergulhador para a água,
caso ele esteja mergulhando em água cuja temperatura seja inferior à
temperatura do seu corpo, o que o coloca em risco de hipotermia. Felizmente o
problema da hipotermia foi solucionado com a invenção das roupas de
mergulho, pois estas são confeccionadas em material cuja condutividade
térmica é muito baixa e, assim, permitem que os mergulhadores autônomos
possam ficar submersos por muito tempo e em águas muito frias. Entretanto, o
mergulhador livre continua exposto e deve ter o cuidado de ficar atento aos
sinais precursores da hipotermia (tremores, esfriamento das mãos e pés,
dormência nos membros, etc.), que indicam o instante de parar com a atividade
de mergulho para não correr riscos.

Pressão A pressão afeta todo o nosso organismo (ouvidos, seios


paranasais, pulmões, etc.) e também a quantidade de nitrogênio e oxigênio que
irá se dissolver nos nossos tecidos. Em se tratando de pressão, a primeira
atitude de um mergulhador ao adentrar a água é lembrar-se de equalizar a
pressão da máscara, dos seus ouvidos e dos seios paranasais (espaços de ar
dentro dos ossos do crânio, dos ossos da face, das cavidades dentro dos
ossos e bolsas de ar no canal auditivo). Equalizar significa igualar a pressão
destes espaços de ar com a pressão externa (da água), e pode ser feito por
vários métodos como, por exemplo, fechar as narinas e assoar delicadamente
o nariz. Caso isso não seja feito, quando você mergulhar na água, a pressão
da água apertará o ar desses espaços, causando uma sensação de pressão e
dor de cabeça. Se devidamente equalizado, seus ouvidos e seios paranasais
podem suportar o aumento da pressão sem problemas. Segundo Santarelli
(1995, p. 59) “em muitas lojas de artigos esportivos e mesmo em algumas
farmácias podem ser encontrados à venda tampões de borracha, que são
erroneamente rotulados de “protetores de ouvidos” para natação e mergulho”.
Segundo o autor, esses tampões têm a finalidade de impedir o contato da água
com a membrana dos tímpanos e deve ser somente usados por nadadores que
nadem na superfície da água, nunca devem ser usados por nadadores que
desçam até o fundo da piscina e muito menos por mergulhadores. O autor nos
diz que sendo colocados no ouvido externo, esses tampões podem ser
forçados para dentro do conduto auditivo pela pressão hidrostática e, assim,
causar um acidente chamado de barotrauma do ouvido externo.

Misturas de gases Segundo Bove (1997), dentre as misturas de gases


passíveis de serem usadas pelos mergulhadores, a mais indicada é a mistura
de ar comprimido, pois em todas as outras a pressão parcial dos gases como o
oxigênio, hélio, etc. é maior. O oxigênio é o gás essencial para os seres
humanos, entretanto a sua presença em altas concentrações no organismo
pode causar convulsões, ataques cardíacos e afogamento. Para a maioria dos
mergulhadores que respira ar comprimido, isso não vai ocorrer até que eles
atinjam 65 metros de profundidade - geralmente mais profundo do que os
limites de "não-descompressão". O mesmo não acontece com os
mergulhadores que respiram Nitrox (mistura de nitrogênio e oxigênio) ou Heliox
(mistura de hélio e oxigênio). O uso dessas misturas faz com que a toxicidade
do oxigênio se manifeste em uma profundidade menor porque a pressão
parcial de oxigênio nessas misturas de gases é superior (BOVE, 1997).
Entretanto, em grandes profundidades, o nitrogênio responsável por 78% da
pressão do ar comprimido, trará a narcose de nitrogênio ao mergulhador. d)
Doenças relacionadas ao mergulho autônomo Edmonds, Lowry e Pennefather
(1992) citam os traumas (de pulmão, de ouvidos e de seios paranasais), a
doença descompressiva, a narcose de gases inertes, a síndrome neurológica
de alta pressão, toxicidade (nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono),
afogamento, hipotermia e morte súbita como doenças relacionadas ao
mergulho. Bove (1997) também lista os problemas associados ao mergulho e
que podem afetar a saúde do mergulhador, destacando dentre esses
problemas a narcose de Nitrogênio e a Síndrome Nervosa de Alta Pressão
(HPNS) como os dois maiores problemas envolvidos no mergulho autônomo.
Segundo ele, HPNS apenas afeta mergulhadores que alcançam profundidades
nas quais as pressões são da ordem de 16 atm aproximadadamente, ou seja,
profundidades a partir de 150 m.

A narcose de nitrogênio normalmente começa a ocorrer a partir de 30


metros de profundidade e é uma alteração reversível na consciência,
produzindo um estado idêntico à intoxicação alcoólica. A narcose inicia seus
efeitos no mergulhador com uma leve perda de orientação, capacidade de
raciocínio lógico, e dificuldade de executar tarefas simples, entre outras,
tornando o mergulho muito perigoso. Os efeitos da narcose aumentam com a
profundidade, bastando para reduzi-los que o mergulhador diminua a
profundidade em que se encontra.

Quanto mais tempo o mergulhador permanecer submerso e quanto


maior for a profundidade do mergulho, maior será a quantidade de nitrogênio
absorvida pelo organismo. Segundo Werneck (199-, p. 65), “um mergulhador
pode tolerar uma quantidade limitada de nitrogênio no sistema.” O autor diz que
se o mergulhador ascender à superfície da água de forma lenta e gradual,
grande parte desse nitrogênio (chamado de nitrogênio residual) será eliminada
através da respiração. Entretanto, se a subida do mergulhador for rápida, o
nitrogênio tende a sair do sangue rapidamente, ocasionando a formação de
bolhas, que é um dos sintomas de uma das doenças típicas de mergulhadores,
a doença descompressiva. Os principais sintomas da doença descompressiva
são: dor localizada, coceira na pele, dificuldade de respirar, ataques cardíacos,
derrames, infiltrado sanguíneo nos pulmões, paralisia, estado de coma e
mortes.

Werneck (199-) também cita as doenças às quais o mergulhador está


sujeito, relacionando entre elas o desconforto sentido devido a espaços aéreos
existentes nos dentes dos mergulhadores devido às obturações. Diz que, no
caso da existência desses espaços nos dentes, com o aumento da pressão o
sangue e o tecido da gengiva podem preencher esse espaço na tentativa de
equalizar a pressão. Segundo o autor, durante a descida as obturações tendem
a implodir quando a pressão externa fizer com que elas colapsem. Na subida, o
sangue e o tecido da gengiva que, por ventura, tenham preenchido um espaço
aéreo nos dentes podem obstruir uma possível expansão de gás, causando
também dor considerável.

Durante o mergulho os gases devem fluir livremente dentro e fora dos


pulmões do mergulhador. Assim, prender a respiração durante a subida é algo
que em nenhum instante deve acontecer, pois como haverá diferença de
pressão entre os pontos nos quais a respiração for interrompida e liberada
novamente, os gases dentro do pulmão irão expandir, bloqueando a circulação
nos pulmões (embolia) ou mesmo rompendo os pulmões do mergulhador
(pneumotórax) (BOVE, 1997).

Das doenças listadas por Bove (1997) e por Edmonds, Lowry e


Pennefather (1992) as que acometem os mergulhadores livres são
principalmente: o afogamento, a hipotermia e a morte súbita. Segundo
Santarelli (1995) uma prática bastante recorrente entre os mergulhadores livres
(aqueles que praticam a apneia) é a hiperventilação, atividade que consiste em
se respirar forçadamente em curtos espaços de tempo com a finalidade de se
acumular oxigênio e, assim, poder ficar mais tempo submerso. Sobre essa
prática, Bove (1997, p. 217) diz que “embora isto não seja geralmente
reportado nas estatísticas de mortalidade de mergulho, existe uma forte
evidência de que a hiperventilação intencional antes da apneia está associada
com episódios de afogamento e quase-afogamento.” Diz também que o
afogamento é a causa de morte em cerca de 60% dos casos envolvendo
mergulhadores nos Estados Unidos a cada ano, e que o afogamento é o
grande vilão nas mortes envolvendo crianças entre 4 e 14 anos de idade.
TÉCNICAS

1.ESTEJA DESCANSADO / NÃO BEBA: Sua capacidade de concentração na


tomada de decisões e até mesmo sua resposta motora será menor do que o
habitual, caso não tenha descansado seu corpo na noite anterior ao
mergulho. Além disso, o álcool desidrata o corpo e pode trazer sérios
problemas.

2. ESTEJA EM FORMA: É muito importante para manter a atividade


cardiovascular regularmente, a fim de se adaptar e preparar o corpo para
longos dias de pesca (entre 4-6 horas). Correr regularmente ou nadar ajuda
bastante a se manter em forma.

3. MANTENHA UMA BOA ALIMENTAÇÃO: Uma refeição rica em carboidratos,


frutos (não acídicos) em uma quantidade moderada, contribui para uma
digestão rápida, para assim evitar o refluxo ou azia durante o dia de pesca.

4. MANTENHA SE HIDRATADO: Na água salgada ocorre um processo


chamado osmose onde a água passa do meio menos concentrado para o mais
concentrado até que haja um equilíbrio, no mar o meio menos concentrado
seria o nosso corpo e o mais concentrado seria a água salgada, então nosso
corpo irá perder água em contato com a água salgada e vai estar em um
constante processo de desidratação, este desequilíbrio pode causar problemas
musculares como câimbras, cansaço, tonturas, o que irá trazer vários riscos e
comprometer seu mergulho. Desta forma devemos nos manter hidratados
antes durante e depois do mergulho. Uma forma simples de notar este
processo seria os dedos das mãos enrugando quando está perdendo água
para o meio externo.

5. AVISE ONDE VAI PESCAR: É importante que pelo menos uma pessoa
saiba onde, quando e como você vai pescar. Se ocorrer um acidente, ou se por
acaso der algum problema com seu barco há alguém que sabe onde lhe
procurar.

6. JAMAIS MERGULHE SOZINHO: Esta regra é uma das mais importantes na


pesca submarina e mergulho em todo o mundo.
7. MANTENHA SEUS EQUIPAMENTOS EM ORDEM: Tenha em mente que
todos os equipamentos são importantes, máscara, snorkel, nadadeiras, roupa
de mergulho, meias de neoprene, cinto de lastro, boia, faca, luvas. Além de
ferramentas, um kit nutricional básico com água, frutas ou barras energéticas e
nunca se esqueça de ter sempre sua licença no seu barco.

8. SEMPRE MANTENHA COMUNICAÇÃO VISUAL COM SEU PARCEIRO NA


ÁGUA: Combine com seu parceiro de pesca para que pesquem perto um do
outro, se possível mergulhem lado a lado, isso vai garantir um dia tranquilo de
pescaria, sem incidentes e se caso houver o socorro será imediato.

9. SEJA CONSCIENTE: Matar por matar não é uma opção, o pescador


submarino é seletivo e pode escolher o que vai capturar, portanto pesque
apenas peixes esportivos e que já terminaram seu ciclo de reprodução,
respeite a cota e os tamanhos mínimos pescar com consciência é um dever de
todo pescador submarino.

10. RESPEITE SEUS LIMITES: É importante ter consciência de suas próprias


capacidades ao realizar este belo esporte. É seu dever respeitar a
profundidade e não exceder seus limites e lembre se que: “nenhum peixe vale
a sua vida”.

Obs.: Mergulhador tem que ter paciência, roupas especiais e armas para se dar
bem

INSPIRAÇÃO

Para aumentar o fôlego e conseguir ficar debaixo d’água por mais


tempo, o caçador faz exercícios respiratórios na superfície. A hiperventilação,
técnica de respirações lentas e profundas para oxigenar o corpo e expulsar o
gás carbônico, garante até quatro minutos de fôlego submarino!

BALÉ SUBMARINO
O mergulhador não pode chegar dando tibum na água, para não
assustar os peixes. Além disso, os movimentos têm que poupar energia. Por
isso, ele usa uma técnica chamada golpe de rim, que lembra um balé: prende o
fôlego, dobra o corpo ao meio, joga as pernas para o ar e afunda aos poucos.

À ESPERA

Perto da superfície, a técnica mais usada é a pesca de espera, que


exige relativamente pouco esforço, mas muita paciência. O pescador fica
imóvel e espera que os peixes curiosos se aproximem. Quando o cardume se
aproxima, basta atirar e fazer a festa. Esta caça costuma abater tipos como
robalo e sororoca, mas também pode ser usada mais no fundo do mar.

INVASÃO DE PRIVACIDADE

Em profundidades intermediárias, uma das técnicas usadas é a caça de


toca. O mergulhador vai até a morada de peixes, como badejo e sargo, e ataca
pelos lados, para pegar de surpresa. O peixe geralmente é arisco por causa de
ataques anteriores. Exemplares maiores podem até matar se na fuga baterem
de frente com o caçador.

MODA SUBMARINA

O mergulhador precisa estar prevenido: a roupa de neoprene protege do


frio e de cortes, e máscara, luvas e botas de borracha também são
indispensáveis. As nadadeiras ajudam a se deslocar. A faca serve para cortar
redes ou o cinto de lastro, que dá estabilidade, mas, se pesado demais, impede
uma volta à superfície rápida. A boia lá em cima avisa que existe mergulhador
por perto.

DE PASSAGEM

No fundo do mar, é comum usar a técnica da pesca de passagem, que


visa os peixes que sempre ficam em trânsito, como atum e dourado. Pode
acontecer em águas oceânicas a até 70 metros de profundidade. A tática é a
mesma da pesca de espera: passou, atirou. As armas precisam ser grandes
porque os peixes nessas circunstâncias também são maiores.

TIRO AO ALVO

Com gatilhos sensíveis, armas só devem ser carregadas dentro d’água.

ARBALETE

Duas tiras de borracha seguram o arpão. Com o disparar do gatilho, a


borracha é solta e o arpão “voa” em direção ao peixe, mas com um fio de
náilon junto. Depois do tiro, é só seguir o fio e pegar o peixe.

ESPINGARDA

Quando a arma é carregada, o compartimento de ar comprimido fica sob


a pressão de um êmbolo no cano. Na hora do tiro, o ar empurra o êmbolo no
sentido contrário e projeta o arpão, também preso por um fio.

TIRO AO ALVO

A melhor parte para acertar o peixe é a cabeça, sobretudo o olho,


porque a morte é instantânea. Outra região vulnerável é a cauda – o arpão
pega a coluna vertebral e desnorteia o bicho. O abdômen, que não prende o
arpão, deve ser evitado.

Sempre mergulhe com um dupla

De preferência mergulhe com uma dupla que esteja com o mesmo nível técnico
e físico que o seu, assim ambos poderão fazer algo em caso de um acidente,
não adianta você mergulhar em um lugar de 20 metros com um parceiro que
não consiga atingir tal profundidade, o máximo que ele poderá fazer é buscar
algum tipo de ajuda.

Evite mergulhar em local de pouca visibilidade

A falta de visibilidade na água causa um risco maior em relação a se obter uma


visão geral do pesqueiro, você pode estar em um local onde a 02/03 metros de
você pode existir uma rede a qual você só vai se dar conta quando estiver
enroscado, assim, quando for praticar algum mergulho nessas condições de
visibilidade, triplique seu grau de atenção e evite percorrer percursos muito
extensos, assim você estará diminuindo o risco de ficar preso em alguma coisa.
Nunca efetue um disparo sem saber se realmente não tem ninguém atrás do
alvo.

Evite mergulhar em locais com muitos mergulhadores

Evite pescar em áreas onde se encontram grandes números de


mergulhadores, principalmente se você não conhece a capacidade deles, um
mergulhador inexperiente estará atirando em qualquer coisa que se mova,
assim, você pode se tornar um bom exemplar para esse sujeito.

Evite locais com muita movimentação de embarcações

Locais com muito trafego de embarcações são geralmente locais de alto risco,
muitos marinheiros se esquecem de olhar o mar, e vão navegando pelo
“horizonte”, assim você pode ser facilmente atropelado por alguma
embarcação.

Sempre mergulhe com uma bóia ou prancha de cor clara e com bandeira
O mergulho acompanhado de uma bóia ou prancha pode se tornar um
mergulho mais seguro por diversos fatores, você sempre estará com um ponto
visual bem mais fácil de se localizar do que apenas a ponta de seu snorkel, se
por qualquer motivo você tiver que se “apoiar” em algo, você terá a bóia como
um bom flutuador, ou no caso da prancha metade do seu corpo estará fora
d'água melhorando o deslocamento e ajudando ainda no descanço, você terá
mais um visualizador para marinheiros desavisados "a bandeira".

Cuidados com a arma

A arma que você carrega para fazer suas pescarias também pode se
transformar em um perigo contra você, nunca suba na embarcação com
qualquer tipo de arma carregada, na hora do mergulho, aponte sua arma
sempre para baixo e longe de algum companheiro que esteja começando a
decida. Sempre mantenha seu dedo fora do gatilho, o dedo só vai para o
gatilho na hora do disparo, se você ficar com o dedo no gatilho a chance de
ocorrer um disparo imprevisto aumenta muito, por qualquer susto, seu primeiro
instinto e travar os músculos, e se por infelicidade seu dedo estiver no gatilho,
pode levar a arma a disparar, principalmente arbaletes, que são providos de
gatilhos cada vez mais sensíveis.

A hora do disparo

Sempre que for efetuar qualquer disparo, certifique-se que não tenha ninguém
atrás de seu “alvo”, principalmente quando a água não apresentar uma boa
condição de visibilidade.

Respiração antes da imersão (descida)

Nunca passe o limite que seu corpo está capacitado para suportar, qualquer
exagero pode causar um apagamento. Técnica que uso: Respire o mais natural
possível, e antes da imersão utilize uma sequência de 3 respirações lentas e
profundas, prenda e desça.

Abdique da pescaria ou do peixe


O caçador sub item que ter em mente que sua vida vale mais que um dia ruim
de mergulho tipo condições climáticas, fisiológicas ou o peixe, assim, quando
você estiver sentindo que não vai dar, não vai dar mesmo, desista do mergulho
ou do peixe. Em se tratando de peixe em um disparo mal dado se for o caso
necessário abandone a arma e o cinto de lastro, sua vida vale mais que eles,
esta regra vale principalmente em mergulhos mais profundos.