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EAD

Cultura, Atraso e
Modernidade
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1. OBJETIVOS
• Apresentar aspectos da cultura brasileira durante o império.
• Relacionar o caráter dialético existente entre atraso e
modernidade no Brasil do século 19.
• Identificar a importância da Igreja e da religiosidade na
cultura oitocentista.
• Indicar o peso das letras e da literatura na cultura brasileira
oitocentista.

2. CONTEÚDOS
• Atraso e modernidade no império.
• A modernização tecnológica: o caso das ferrovias.
• Festas e salões da corte.
• O catolicismo no Brasil Império.
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3. ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DA UNIDADE


Vejamos, na sequência, as orientações para o estudo desta
unidade.
1) Para você compreender melhor esta unidade, é preciso
relembrar a amplitude e a complexidade do conceito de
cultura. Segundo prega o marxismo, "cultura" é trabalho
– material ou mental –, é a intervenção do homem sobre
a natureza, a fim de produzir e reproduzir sua existência.
Elaborada coletivamente, a cultura não pode desprezar
nenhum objeto produzido pelo homem. De acordo com
Clifford Geertz (1993), ela é como uma linguagem que
expressa o conteúdo das relações humanas, dos sentidos
e dos significados exibidos em formas, em performances.
Por isso, deve ser captada nos mínimos detalhes das prá-
ticas socioculturais, que precisam ser entendidas como
sistemas dotados de regras próprias.
2) Para complementar os assuntos que serão abordados nesta
unidade, sugerimos que você assista aos seguintes filmes:
a) MEMÓRIAS póstumas de Brás Cubas. Direção de An-
dré Klotzel. Rio de Janeiro: Lisboa: Cinematográfica
Superfilmes, Lusa Filmes, Cinemate (Portugal), TV
Cultura, Consórcio Europa, 2001.
b) O CORTIÇO. Direção de Francisco Ramalho Jr. Rio de
Janeiro: Embrafilme, 1978.
c) O XANGÔ de Baker Street. Direção de Miguel Faria Jr.
Rio de Janeiro: MGN Filmes, Sky Light Cinema, 2001.

4. INTRODUÇÃO À UNIDADE
Na unidade anterior, você conheceu como se caracterizava
a sociedade brasileira durante o século 19. Percebeu que uma das
suas principais marcas era a distinção entre homens livres e es-
cravos. Viu, também, que havia um abismo separando a elite e o
restante da sociedade. Nesta unidade, você perceberá como tais
clivagens se manifestavam em algumas práticas culturais.
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Atraso e modernidade – esse é o binômio que melhor ex-


pressa a realidade cultural brasileira oitocentista. Talvez seja uma
marca, uma compreensão e um obstáculo sempre presente quan-
do se fala da cultura brasileira até mesmo nos dias atuais. Quan-
do confrontamos a predominância da rusticidade da vida material
com a riqueza das práticas culturais, ganha enlevo esse caráter
contraditório do Brasil, desde a colônia.
Em meio a uma sociedade cindida entre uma elite privilegiada
(de abastados e uns poucos letrados) e os demais segmentos sociais
(homens livres pobres, índios e escravos), o traço mais explicitado
daquela realidade cultural se caracterizava pela exaltação de valo-
res aristocráticos e elitistas de consumo e produção cultural. Desse
modo, somente foram valorizadas como formas elevadas de cultura
e de arte o que era produzido e vivenciado em meio à elite, a qual,
via de regra, se inspirava em padrões europeus, procurando equipa-
rar-se à civilização. Duas abordagens são comuns no debate sobre a
cultura: a marxista e a hermenêutica de Geertz (1993).
Sem poder voltar as costas para a diversidade cultural e as
práticas populares, indígenas e negras, verifica-se um movimen-
to de assimilação e idealização de determinadas expressões, pro-
curando apresentá-las como nacionais, haja vista inserirem-se no
bojo de um processo de afirmação e construção da nação.
Assim, aspectos de uma cultura brasileira em formação
constituíram-se de maneira idealizada e romântica. José Murilo de
Carvalho (1988) exalta essa característica, procurando demonstrar
as contradições existentes entre esse universo sociocultural da eli-
te, um país ideal, chocando-se com o país real.
Na base dessa cultura, emerge uma religiosidade com raízes
na colônia, responsável pela constituição de práticas sociais auste-
ras, hierarquizadas, de forte apelo moral e pedagógico, cultuando-
-se valores elevados, sentimentos nobres, virtudes cardeais, com
um intuito civilizador, mas, sobretudo, devotado, cristão.

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Nas artes, na literatura, no teatro, na dança, o tempo todo,


deparamo-nos com tais elementos. Referência ou determinância,
não importa; o catolicismo figura sempre como um ponto ou uma
base do qual emerge certo tom da cultura brasileira oitocentista.
Não resta dúvida de que aqueles contemporâneos se aper-
cebiam da existência de um país arcaico, coexistindo com um Bra-
sil moderno, que mostrava traços evidentes, mas parcos de uma
civilização que procurava, a todo custo, elidir uma imensa barbá-
rie. Tendo a Europa como referência, onde muitos brasileiros rea-
lizaram seus estudos, era mais fácil reproduzi-la onde houvesse
condições materiais e financeiras ao alcance. Assim, na faixa lito-
rânea e nas sedes de grandes propriedades, era possível encontrar
alguns espaços, cidades e casas em sintonia com a modernidade
europeia, tanto material quanto espiritualmente, mas, no sertão,
era bem diferente.
A chegada da imprensa, em 1808, foi um agente catalisa-
dor que fomentou a produção de textos e sua leitura, responsá-
vel pela expansão de letrados, criando-se uma sede necessária de
conhecimento. O contraste tornava-se mais visível quando a elite
de formação cosmopolita e europeia dialogava com indivíduos de
formação autodidata e limitada que vinham de camadas inferiores
da sociedade. Às vezes, havia incorporação, às vezes, conflito. A
distinção era percebida nos modos e nos trajes. Nos grandes cen-
tros urbanos, sobretudo na corte, mas também no sertão, esse re-
finamento não deixava de ser admirado.
Essa dualidade deu ensejo a uma interpretação sobre o pen-
samento e as ideias liberais no Brasil como sendo ideias fora do
lugar. Tal é a posição de Roberto Schwarz (1979), que acredita que
o escravismo e o clientelismo foram obstáculos para o livre trân-
sito do liberalismo no Brasil, fazendo seus postulados, quando re-
produzidos pela elite brasileira, surgirem como postiços, como um
verniz encarregado de alçá-los a uma realidade fictícia.
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Essa posição foi refutada veementemente por Franco (1979),


que enfatizava que, mesmo na Europa, o liberalismo convivia com
falseamentos, com idiossincrasias, de modo que, tanto lá como
cá, o ideário liberal funcionava como uma ideologia, mascarando
conflitos sociais. Sérgio Buarque de Holanda (2000) tem uma visão
interessante sobre esse problema.
Para ele, as luzes no Brasil, introduzidas pela geração coim-
brã (anterior à abdicação de D. Pedro I, em 7 de abril de 1831, em
vez de incorporarem seu caráter progressista e transformador, re-
vestiram-se de uma mentalidade pragmática, elidindo uma dimen-
são crítica e preferindo ajustá-las às convenções e à conservação.
Não por acaso, é sempre necessário repetir que o conser-
vadorismo é uma das principais características da cultura e da so-
ciedade brasileira durante o século 19. Ampliando um pouco mais
essa discussão, você acha que o conservadorismo também pode
ser detectado mesmo no século 20?
Característico, portanto, será, cada vez mais, o abismo cria-
do entre essa elite – a boa sociedade, nas palavras de Ilmar Mattos
(1987) – e o povo. Mattos enfatiza a distinção visível entre estes
três mundos: do governo, da casa e da rua. Embora os primeiros
tivessem suas interconexões, a ordem pública e a privada, as ruas
constituíam a exceção, a resistência à ordem, à legalidade e à civi-
lização.
Assim, havia o temor e a necessidade de controle sobre a
rua, sobre o povo. O governo via-se na missão de conduzi-lo, evi-
tando, contudo, reconhecer seus valores ou práticas, excluindo-o
do mundo da política, mas também do mundo da cultura.
Se, no plano político e social, vislumbra-se um arcaísmo
como projeto, no plano cultural, não se pode dizer o mesmo. Essa
elite cultural desejava construir exemplares sólidos e modernos
sobre si mesma. Embora revisitando e idealizando o passado da
nação, ela tinha os olhos voltados para o futuro. Nas palavras de
Olavo Bilac, proferidas em 1907:

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Há quarenta anos não havia propriamente homens de letras no Brasil,


havia estadistas, parlamentares, professores, diplomatas, homens de
sociedade, ou homens ricos, que, de quando em quando, invadiam
por momentos o bairro literário [...]. Que fizemos nós? Fizemos isto:
transformamos o que era então um passatempo, um divertimento,
naquilo que é hoje uma profissão, um culto, um sacerdócio... Toma-
mos o lugar que [nos] era devido no seio da sociedade.

5. IGREJA E RELIGIOSIDADE NO IMPÉRIO


Pode-se afirmar com segurança que a Igreja foi, ao longo do
império, um dos mais importantes pilares da vida cultural. Ela era,
sem dúvida, ao lado do Estado, uma das instituições fundamentais
de todo o século 19, havendo, entre eles, um vínculo que preserva-
va o clero sob a tutela do imperador e do governo imperial.
Tal vínculo remontava ao padroado, concedido pelo papa aos
reis de Portugal e preservado no Brasil por meio da Constituição
do Império. Em seu Artigo 5º, ela pregava que "a Religião Católica,
Apostólica Romana é a religião do Império".
As outras religiões eram toleradas, desde que em culto par-
ticular e doméstico, sendo proibidas formas exteriores de templo.
E, no Artigo 95º, estipulava-se, ainda, que era preciso professar a
religião católica para o exercício de qualquer cargo eletivo.
Para Abreu (in VAINFAS, 2000, p. 348):
A tutela imperial nos assuntos da Igreja foi ainda facilitada pela
presença majoritária de uma elite clerical regalista, formada, jun-
tamente com a liderança política do novo país, dentro do espírito
das reformas pombalinas [...] os historiadores da Igreja consideram
que a direção regalista nos assuntos religiosos, na primeira metade
do século XIX, deu margem a uma religiosidade católica falsa ou
superficial, dado o predomínio de sacerdotes afastados dos assun-
tos espirituais que defendiam a soberania do poder civil sobre os
assuntos religiosos e a autonomia dos bispos em relação ao papa.

A rigor, surgiu um projeto de uma Igreja católica brasileira


apartada do Vaticano, o qual foi alimentado, entre outros, pelo re-
gente Diogo Feijó, que via com bons olhos o fim do celibato clerical.
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Geralmente, ao lado de uma Igreja institucionalizada, seja


ela regalista, seja regular e seguidora dos princípios do Concílio
de Trento, existia outra, vinculada a um catolicismo popular, sin-
crético e festivo, que aproximava os padres das práticas culturais
populares, como também estas da Igreja. Tais práticas assimilavam
elementos da cultura negra ou indígena, como os batuques e as
congadas – essa última, uma das festividades mais expressivas
dessas convergências étnico-culturais.
Podemos destacar a Festa do Rosário (Figura 1), tradicional
em todo o Brasil, como representante de um importante traço do
catolicismo brasileiro e como referência da presença dos negros na
Igreja católica. Muitas irmandades de Nossa Senhora do Rosário
ainda foram mantidas por escravos e ex-escravos, que demonstra-
vam a sua devoção à santa fazendo festas 40 dias após a Páscoa,
durante quatro dias, com a realização de quermesses, a apresen-
tação das famosas congadas, ou congos, e celebração de missas,
terços e novenas.

Figura 1 Festa de Nossa Senhora do Rosário.

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Naquela época, importante atuação teve Giovanni Maria Mas-


tai-Ferretti, o Papa Pio IX, que nasceu em 1792 e morreu em 1878.
Seu pontificado durou 31 anos, sete meses e 17 dias, desde 1846 até
o ano de sua morte, coincidindo com o movimento de unificação ita-
liana, quando a Igreja católica perdeu muitas de suas propriedades.
Pio IX passou a combater o que intitulava de "erros moder-
nos", como a doutrina liberal, o comunismo, o cientificismo, o so-
cialismo, o panteísmo, o espiritismo e a maçonaria, entre outros,
empenhando-se na obediência aos preceitos da Igreja e no forta-
lecimento da cristandade católica. Proclamou o dogma da imacu-
lada concepção da Virgem Maria e da infalibilidade papal.
A atuação de Pio IX no Vaticano ficou conhecida como ultra-
montanismo, ou, ainda, romanização. Tratava-se de uma reação
profundamente conservadora imposta pelo papado para afastar
os fiéis do que se considerava como falsas doutrinas, pois aparta-
vam os fiéis da salvação e da Igreja. Dessa maneira, o objetivo era
refrear essas práticas, evitando, assim, sincretismos e limitando
expressões do catolicismo popular, a fim de restaurar uma Igreja
católica próxima da ortodoxia e da obediência aos preceitos bíbli-
cos. Essa doutrina aparece em duas encíclicas de Pio IX publicadas
em 1864: a Quanta Cura e a Syllabus Errorum.
Até 1828, a Mesa de Consciência e Ordens encarregava-se
de acompanhar o provimento dos cargos eclesiásticos, mas, após
essa data, isso passou a ser função do Ministério da Justiça e, em
1861, do Ministério do Império.
O Estado imperial, como podemos ver, controlava a Igreja, tra-
tando os quadros eclesiásticos como cargos do funcionalismo público,
direcionando recursos para a criação de novas dioceses e provendo
seminários. A diretriz emanada por Pio IX era categórica: a Igreja não
deveria se submeter ao Estado, algo muito delicado no caso brasileiro.
A expansão da formação nos seminários e o posterior envio de
sacerdotes para estudar no exterior provocaram mudanças no clero
brasileiro. Em seguida, vieram as ordens religiosas para auxiliar no
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Brasil, de modo que duas tendências do clero se tornaram claras: a


dos regalistas e liberais e a dos romanizados. Esses últimos defendiam
a instrução dos fiéis e criticavam o descaso do governo com a Igreja,
o desprezo pela educação católica e a introdução de novas religiões.
Dos problemas enfrentados pela Igreja, três eram muito im-
portantes: inicialmente, suas relações com o Estado, depois, a con-
ciliação com os princípios liberais e, por fim, a relação com a so-
ciedade. Além da permissividade existente, inclusive com padres
constituindo famílias e sendo aceitos pela população, o catolicis-
mo brasileiro tinha um forte caráter festivo; a presença da Igreja
tornava-se mais visível em ocasiões de celebração. A religiosidade
brasileira era praticada por um povo muito devoto, afeiçoado a
irmandades e apreciador de festas e procissões.
No plano da eloquência e da retórica, predominavam as
orações, os sermões, os panegíricos. Nomes como os de Januário
da Cunha Barbosa (1780-1846) e Frei Francisco de Monte Alverne
(1784-1857) se destacam.
Embora boa parte do clero fosse malformada e houvesse
uma carência de párocos regulares nas paróquias e freguesias, os
padres eram muito requisitados, e não somente para a realização
dos sacramentos, mas também para o exercício de funções civis.
Além disso, eram responsáveis pela organização das festividades,
visto que a maioria delas integrava o calendário religioso.
Você consegue visualizar como aconteciam essas festas?
As festas religiosas eram realizadas para homenagear um
santo de devoção ou um padroeiro por meio de orações, missas e
procissões, além dos concorridos espetáculos de queima de fogos,
dos leilões de prendas, das músicas e bebidas. Aconteciam tanto
no espaço rural quanto nas cidades, abarcando eventos vinculados
aos diversos setores sociais, desde as comemorações organizadas
pelas irmandades até aquelas que celebravam a monarquia. A rea-
ção ultramontana, porém, fez-se sentir reduzindo, e, em 1852, os
dias santos, de 41, passaram a, apenas, 16.

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6. OS SALÕES
As festas eram sempre incentivadas pelas autoridades. So-
mente com a abdicação é que houve maior temor com relação
ao povo nas ruas. Não por acaso, foram proibidos os batuques,
os lundus e algazarras após as 18 horas. Nos códigos de posturas
(conjunto de leis que regiam vilas e cidades no Brasil Império) de
vilas e cidades, eram comuns essas proibições.
Era comum os povoados do interior adotarem as posturas da
capital de sua província. Tais dispositivos jurídicos legislavam sobre
praticamente todas as matérias, tais como normas para as edifica-
ções, para a conduta e civilidade urbana, destino do lixo, funciona-
mento de matadouros, multas sobre infrações cometidas pelos mo-
radores, permissões para realização de festas, reuniões etc.
Enquanto o lazer das classes populares se realizava nas ruas,
em meio a festas, procissões e quermesses, a elite usava os salões,
demonstrando o apelo à civilização e o cultivo das luzes. Wander-
ley Pinho (apud NEVES, 1999, p. 332) afirma que, nos salões, era
possível aperfeiçoar artes como:
[...] a de receber ou de preparar um ambiente de cordialidade e es-
pírito, a de entreter a palestra ou cultivar o humour, de cantar uma
ária, declamar ou inspirar versos, criticar com graça e sem maledi-
cência, realçar a beleza feminina nas últimas invenções da moda.

Saraus animados, rodadas de conversas, chá, café, partidas


de gamão, como também rodas de valsa e outras danças, eram fre-
quentes nesses encontros periodicamente realizados em salões de
palacetes de políticos, comerciantes ou desembargadores do im-
pério. Tais eventos se iniciavam com um jantar servido pelos anfi-
triões aos seus convidados, e, depois, as portas eram abertas para
outros convivas, começando, então, os passatempos, que eram
bastante apreciados: conversas, jogos de cartas, danças, apresen-
tações de peças dramáticas, declamação de poesias, execução de
músicas ou cantos etc. Nessas ocasiões, as mulheres tinham uma
participação especial, e, não raro, eram elas que brilhavam, can-
tando ou tocando piano.
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Na Figura 2, pode-se ter uma noção dos trajes e do cenário


que compunham esses eventos – em especial, o Baile da Ilha Fis-
cal, que ocorreu em 1889.

Figura 2 Convidados deixando o Baile da Ilha Fiscal, em 1889.

Ficaram famosos os salões do Clube da Joana, de Paulo Barbo-


sa da Silva, mordomo-mor de D. Pedro II, onde se reuniam os mem-
bros da Facção Áulica, do Marquês de Abrantes, e se realizava, todo
ano, um imponente baile nas comemorações a Nossa Senhora da
Glória, do qual participavam o próprio imperador e a sua família.
Depois, surgiram outros salões, como o da Viscondessa de
Cavalcanti e Diogo Velho, além do elegante salão de Nabuco de
Araújo, na Rua da Princesa, do Barão de Cotegipe. Destaque para
o salão de Francisco Otaviano de Almeida Rosa, frequentado por
belas mulheres e por muitos intelectuais, como José de Alencar,
Joaquim Manuel de Macedo, Machado de Assis, Tavares Bastos,
Joaquim Nabuco, Bernardo Guimarães e Taunay.
Numa época em que a sociabilidade era bastante reduzida, as ocasiões
para se organizar um jantar, um banquete, um sarau, um baile eram
sempre aproveitadas por diplomatas, altos funcionários da Corte, fa-

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zendeiros absenteístas, comissários, exportadores enriquecidos e uma


elite enobrecida [...] Eles também se dedicavam a todas as distrações
da moda: o esporte, as regatas, as corridas de cavalo no Prado Flumi-
nense e no Jockey Club do Rio. Segundo cronista da época, muita gente
ia às corridas de cavalo como ao teatro italiano, "para se mostrarem ou
namorarem ou conversarem" (NEVES, 1999, p. 339).

Outra grande distração, sobretudo no Rio de Janeiro, era o


teatro, especialmente o São Pedro, o São Januário e o Teatro Lírico,
que não perdiam muito para as casas da Europa. A plateia, com-
posta por membros da elite, acompanhava espetáculos dramáti-
cos, óperas, recitais e sinfonias.
Os cafés, outro espaço privilegiado de encontros da elite, in-
corporados segundo o modelo francês, espalhavam-se pelo Rio de
Janeiro, sendo frequentados por políticos, intelectuais e membros
da elite econômica, que ali se reuniam para ler os jornais e debater
as notícias do dia.
Como exemplo desses cafés, temos, na Figura 3, o espaço
interno da Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro. Vale ressaltar
que essa imagem é bem atual.

Figura 3 Aspecto interno da Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro.


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7. CULTURA E CIVILIZAÇÃO NOS TRÓPICOS: A BELLE


ÈPOQUE TROPICAL
Naquela época, havia, no Brasil, uma sociabilidade nas ruas,
não importando qual o tipo de evento: oficial, religioso, político, car-
navalesco – todas as comemorações eram feitas, geralmente, nas
praças das igrejas matrizes. Nessas ocasiões, misturavam-se as elites
e o povo, o sagrado e o profano, os homens livres e os escravos.
Esse universo contrastava com outro, mais austero e de uma
sociabilidade que almejava a civilização − palavra muito utilizada
pelas elites para evidenciar a proximidade do império com os paí-
ses da Europa. Para Norbert Elias (2002), o termo, simbolizando
cortesia, urbanidade, refinamento, boas maneiras, era usado na
França, desde meados do século 18, no sentido de demarcar espa-
ços sociais, separando a nobreza e a burguesia do povo.
Civilização significava, ainda, o desenvolvimento das artes,
da ciência, da tecnologia e dos saberes em geral, bem como da
indústria, palavra que apresentava vários significados, tais como
empreendedorismo, inteligência, capacidade, iniciativa econômi-
ca, abrangendo desde a agricultura até o comércio.
No Brasil, civilização passou a simbolizar a obsessão pelo
progresso, pelo avanço, que representava, sobretudo, a superação
do atraso, dos diferentes males e problemas que afetavam o país.
A civilização tornava-se uma meta a ser atingida, um ideal para a
elite e para o governo imperial.
Esse ideal ampliou o abismo entre a pequena elite de abas-
tados e a população brasileira em geral. Esta deveria ser vigiada,
tutelada, dirigida para o trabalho e para a manutenção da moral e
dos bons costumes. Com o discurso higienista do último quartel do
século, passou-se a perseguir a vadiagem, o esmolar, as barracas
de diversão, os ajuntamentos, a vida nos cortiços, os botequins e,
também, as ruas, que começaram a ser vistas como espaços de
reprodução de doenças e toda sorte de males.

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Manuais de bons costumes eram bastante apreciados e lidos


no Brasil, mas foi preciso a chegada da imprensa para que ganhas-
sem maior circulação. Introduzida com a chegada da família real,
em 1808, a imprensa assumiu enorme importância na história bra-
sileira. O primeiro jornal publicado no país foi a Gazeta do Rio de
Janeiro, que, em 1822, passou a se chamar Diário do Governo.
Durante e após a independência, houve uma explosão da
imprensa periódica no país, sendo lançados inúmeros jornais –
boa parte deles não tendo circulado mais do que alguns anos. Por
exemplo, o Revérbero Constitucional Fluminense, O Patriota, O
Bem da Ordem, O Papagaio, O Espelho, A Malagueta, Diário do
Rio de Janeiro, Aurora Fluminense, Conciliador Nacional, Sentinela
da Liberdade, O Astro de Minas, Farol Republicano, Gazeta de No-
tícias, Jornal das Senhoras, Jornal das Famílias etc.
A profusão da imprensa a partir do movimento de emancipa-
ção oferece um rico painel para se conhecer o universo das ideias e da
cultura no Brasil. Os jornais serviram como importantes instrumentos
de produção e circulação de ideias, fomentando a cultura brasileira e
servindo como poderosas armas de politização e de debate político.

8. AS LETRAS
De uma literatura incipiente pela falta de uma essência nacio-
nal, no século 19, sobretudo após a emancipação, será o Romantis-
mo que dará a tônica do caminho a ser trilhado. Os acontecimentos
revolucionários de 1820 e 1830 estimularam a leitura de romances,
em que figuravam os heróis e o enlace feliz. Entretanto:
[...] embora ainda estivesse bastante imbuído de um sentimento
nostálgico, lírico e religioso, que, algumas vezes, pode ser visto mais
como um instrumento de reação do que de renovação, os român-
ticos brasileiros exerceram o papel fundamental de incorporar ao
imaginário do país algumas temáticas específicas, em especial, a
natureza tropical luxuriante, que despertava a admiração dos via-
jantes estrangeiros, e o arquétipo por excelência do herói nacional:
o índio. Rompiam-se enfim os laços intelectuais do novo Império
com a antiga metrópole européia (VAINFAS, 2001, p. 482).
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O afastamento do acento e do vocabulário luso fomentou


um português brasileiro que se tornou a meta dos jovens escrito-
res e poetas. De início, nacionalismo e sentimentalismo religioso
eram muito comuns nos textos produzidos até meados de 1830
no império.
O desafio era superar os modelos clássicos de inspiração
portuguesa e adotar a modernidade europeia, sobretudo a fran-
cesa, sugerida, por exemplo, por Ferdinand Denis (1798-1890).
O anseio por uma literatura nacional ganhou ímpeto com as
regências e a penetração do Romantismo. Começou uma busca
pelas raízes nacionais, com temáticas brasileiras que se tornaram
mais maduras na década de 1850, quando o Romantismo brasi-
leiro se aproximou de vertentes do indigenismo, do regionalismo
e da crítica social. Pouco antes, havia sido lançado o primeiro ro-
mance brasileiro: A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo,
escrito em 1844.
Entre os românticos, destacam-se Gonçalves de Magalhães,
Gonçalves Dias, José de Alencar, Bernardo Guimarães, Álvares de
Azevedo, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Joaquim Manuel de
Macedo, Manuel Antônio de Almeida e Alfredo d´Escrangnolle
Taunay.
Alguns periódicos foram fundamentais para a difusão da li-
teratura brasileira, tais como o Parnaso Brasileiro, de Januário da
Cunha Barbosa, a Revista Niterói, a Marmota Fluminense, a Miner-
va Brasiliense, a Íris e a Guanabara.
O Romantismo seguiu triunfante até o surgimento da gera-
ção de 1870, que, em virtude da crítica ao escravismo e às institui-
ções imperiais, sofreu forte revés diante da introdução do ideário
liberal e republicano. Ampliavam-se as mudanças sociais, acentua-
va-se a crítica e ganhavam ímpeto novas forças literárias que, até
então, não haviam tido expressão.

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Para Sílvio Romero (2002), o Romantismo havia sido uma


expressão literária que ocultava a realidade, vendo a necessidade
de se renovar os métodos de criação e escrita sob a inspiração de
princípios do cientificismo e do positivismo. O novo movimento
literário surgido desse processo foi o Realismo.
De acordo com Antonio Candido (2003), o Realismo marcou um
novo compromisso entre o escritor e a crítica social e de costumes,
bem como sua obra, que buscava agora maior objetividade, evitando-
-se a divagação e a existência de personagens inverossímeis.
Dois nomes marcaram esse momento da literatura brasileira:
Machado de Assis (1839-1908) e Raul Pompéia (1863-1895). Essa
nova produção revelava traços do Naturalismo na ficção e do Par-
nasianismo na poesia. Construindo narrativas objetivas, em que
os personagens expressavam sua condição de raça ou de natureza,
inspiradas na obra de Émile Zola e de Eça de Queiróz, os realistas
ganharam notoriedade.
O contraste a todo esse vigor alcançado pelas belas letras
ficava por conta de um público leitor restritíssimo. A maioria da
população brasileira era analfabeta, de modo que os romances,
publicados como folhetins em jornais, eram lidos por uma peque-
na minoria, por integrantes da elite, tendo como novidade a con-
quista de um público feminino.
Enquanto os românticos tiveram largo patrocínio do Estado
e do próprio imperador, visto fomentarem a construção de uma
imagem e de uma raiz cultural para o império, a segunda geração
encontrou dificuldade no diálogo com a monarquia. Aderindo a
novos padrões culturais e reverberando uma crítica social e polí-
tica ao regime, afastaram-se do poder, aproximando-se do Brasil
real, angariando, assim, leitores fiéis.
Embora seja inegável a influência de Machado de Assis para
a literatura brasileira, não se deve descuidar da importância de
José de Alencar para a consolidação de uma língua literária no Bra-
sil. Seus romances puderam expressar imagens do interior rural e
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das cidades no império, tratando do passado colonial, da forma-


ção do povo brasileiro, e inscrevendo em suas páginas aspectos
decisivos da cultura brasileira de diferentes épocas, segundo uma
ótica particularíssima.

9. MODERNIDADE VERSUS ATRASO: A FERROVIA


CORTANDO OS SERTÕES
Um dos sinais mais evidentes da modernidade brasileira foi
a presença das ferrovias e das locomotivas a vapor. A chegada dos
trilhos representou uma verdadeira revolução tecnológica, pois
era lento e difícil o transporte de cargas em meio a matas e es-
tradas precárias, de poucas pontes e terrenos acidentados, bem
como pelas vias fluviais. O lombo de mulas e bois deu lugar aos
vagões, e o tempo de viagem radicalmente se encurtou. A presen-
ça da máquina substituindo o trabalho humano causou estranheza
nas pessoas.
Falar em ferrovia também é falar em café, afinal, foram os re-
cursos provenientes da cafeicultura que possibilitaram a formação
de consórcios e sociedades para a construção das ferrovias, mas
sempre com o poderoso auxílio dos cofres do governo imperial.
A primeira concessão foi feita ao Lorde Cochrane, em 1830,
mas ele não conseguiu viabilizar o início das obras para a instala-
ção da primeira ferrovia nas imediações do Rio de Janeiro.
Duas leis foram imprescindíveis para desviar os capitais ne-
cessários para a viabilização das ferrovias: a do fim do tráfico e a
do Código Comercial, ambas de 1850. A primeira liberou recursos
e a segunda, ao criar e permitir a formação de sociedades de capi-
tal misto, deu ensejo à formação de grandes companhias que po-
deriam reunir o dinheiro necessário para a instalação dos trilhos.
Reduzindo-se os juros de empréstimos e oferecendo-se pri-
vilégios, foi possível a inauguração, em 1854, do primeiro trecho
de ferrovia que ligava o porto do Rio de Janeiro à Estação Fragoso.

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Vejamos, na Figura 4, a imagem da Estação D. Pedro II.

Figura 4 Estação D. Pedro II.

Dois anos depois, essa ferrovia alcançou a raiz da serra de


Petrópolis, atingindo 14 quilômetros de extensão, sendo fruto da
iniciativa de Irineu Evangelista de Souza, Barão de Mauá.
É comum encontrarmos a expressão "Era Mauá" para iden-
tificar o conjunto de transformações ocorridas a partir da segunda
metade do século 19 no país. Trata-se, na verdade, de uma con-
juntura extremamente favorável de expansão da cafeicultura, que
se aproveitava dos ganhos obtidos mediante a Tarifa Alves Bran-
co (1844) e, em seguida, do conjunto de reformas empreendidas
pelos saquaremas em 1850, especialmente a Lei de Terras e a Lei
Eusébio de Queiróz, e que aprovou o Código Comercial.
Mauá (1813-1889) foi um caixeiro que, ao trabalhar na Car-
ruthers & Cia, se tornou sócio dela aos 23 anos e aproveitou da
atmosfera favorável para os negócios e alianças com o governo
imperial para amealhar uma fortuna considerável, formada pelo
estaleiro de Ponta da Areia, com mais de mil operários; um banco
com 19 sucursais no país e outra no Uruguai; uma companhia de
© U4 - Cultura, Atraso e Modernidade 133

navegação no Amazonas; a canalização de Maracanã; e a Compa-


nhia de Iluminação a Gás do Rio de Janeiro. Após a Guerra do Pa-
raguai, seus empreendimentos entraram em crise e levaram-no à
falência.
O interesse maior do governo era a interligação das maiores
zonas produtoras e abastecedoras na rota do café, entre as provín-
cias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
O primeiro trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II foi inau-
gurado em 1858, e a transposição da Serra do Mar seria bastante
dificultada em virtude da necessidade de serem construídos 13
túneis. A companhia responsável pelo empreendimento viu-se
em dificuldades financeiras, e o governo imperial tomou o projeto
para si em 1865, realizando um empréstimo em Londres. Dez anos
depois, os trilhos alcançaram São Paulo.
Novos trechos foram construídos no Rio de Janeiro, em Can-
tagalo, chegando a Nova Friburgo em 1875; em Campos, em Mi-
nas Gerais; na Zona da Mata, em Ouro Preto; em Pernambuco, nas
proximidades de Recife; em São Paulo, a linha Santos-Jundiaí, cuja
companhia foi criada em Londres, a São Paulo Railway. Na Bahia,
a Estrada de Ferro Central da Bahia, e, no sul, a Ferrovia Curitiba-
-Paranaguá. Em 1888, o país contava com 828 quilômetros de fer-
rovias.
É importante lembrar que, nem sempre, como ocorreu em
São Paulo, a ferrovia levava prosperidade para as terras às quais
chegava. Um exemplo disso foi o município de Vassouras, onde o
declínio econômico foi inevitável.

10. LEITURA COMPLEMENTAR


No texto a seguir, você verá uma interpretação bastante su-
mária do cenário cultural brasileiro no último quartel do império,
feita na História geral da civilização brasileira, organizada por Sér-
gio Buarque de Holanda (1996).

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Interpretação do cenário cultural


brasileiro no último quartel do império –––––––––––––––––––
O decênio que vai de 1868 a 1878, escrevia Sílvio Romero, foi "o mais notável de
quantos no século XIX constituíram a nossa vida espiritual". Um bando de idéias
novas agitou o país nesse período, dando-lhe novas diretrizes. Até aí o espírito
comercial e industrial do Brasil resumia-se, observava Joaquim Nabuco, na impor-
tação e venda de escravos. Com a abolição do tráfico deu-se uma "transformação
maravilhosa", abrindo novas perspectivas materiais e intelectuais ao país.
Por volta de 1870 firmaram-se, entre as nossas elites, as novas correntes de
idéias que já se delineavam desde 1850: o positivismo, o evolucionismo, prin-
cipais expressões do pensamento filosófico do século passado. Aos nossos fi-
losofantes, seguidores do ecletismo, ou aos que se ligavam às doutrinas reco-
mendadas pela Igreja, viriam juntar-se, a partir de então, as novas gerações
de positivistas, ortodoxos ou heterodoxos, os espencerianos e alguns poucos
materialistas (BARATA in HOLANDA, 1996, p. 330, grifos do autor).
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

11. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS


A seguir, veja as questões para reflexão e fixação de alguns
conteúdos fundamentais desta unidade. Continue este exercício
de autoavaliação, procurando responder a elas de acordo com as
informações adquiridas.
Lembramos, mais uma vez, que, caso necessário, recorra a
outras fontes. Leia, reflita e busque mais informações sobre o que
estudou. Não deixe de conversar com seus colegas e tutores para
solucionar as dúvidas.
1) O que você poderia afirmar sobre o dualismo característico das interpreta-
ções sobre a cultura brasileira durante o século 19?

2) O que você destacaria da importância da Igreja, que era uma das institui-
ções-chave daquele contexto?

3) Além das ferrovias, quais outras inovações tecnológicas importantes duran-


te o processo de modernização você pode localizar no período?

4) Quais são os conceitos que você acredita serem importantes para a com-
preensão das questões abordadas nesta unidade?

5) Quais pontos você destacaria no texto para a sua melhor compreensão?

6) Há algum tema ou questão não abordado nesta unidade e que você gostaria
de conhecer sobre a cultura brasileira no século 19?
© U4 - Cultura, Atraso e Modernidade 135

12. EͳREFERÊNCIAS

Sites pesquisados
ARQUIVO NACIONAL. Disponível em: <www.an.br/>. Acesso em: 13 mar. 2009.
CASA IMPERIAL DO BRASIL. Disponível em: <www.monarquia.org.br/>. Acesso em: 13
mar. 2009.
BIBLIOTECA NACIONAL. Disponível em: <www.bn.br>. Acesso em: 13 mar. 2009.
CEO CENTRO DE ESTUDOS OITOCENTISTAS . Disponível em: <www.ceo.historia.uff.
br/>. Acesso em: 13 mar. 2009.
REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL. Disponível em: <www.
revistadehistoria.com.br/v2/home/>. Acesso em: 13 mar. 2009.

Lista de figuras
Figura 1 Festa de Nossa Senhora do Rosário. Disponível em: <http://1.bp.blogspot.
com/_k1VmE1dzyY8/S2IEd2lxdNI/AAAAAAAABsU/hMp62bJ2Bjo/s1600-h/
FestaNSRosarioRugendas.jpg>. Acesso em: 28 jun. 2011.
Figura 2 Convidados deixando o Baile da Ilha Fiscal, em 1889. Disponível em: <http://
peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/08/aurelio-de-figueiredo-o-ultimo-baile-
da-monarquia-1905-mhn.jpg>. Acesso em: 16 mar. 2009.
Figura 3 Aspecto interno da Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro. Disponível em: <http://
graphics8.nytimes.com/images/2007/03/21/travel/032507colombo-interior.395.jpg.>.
Acesso em: 16 mar. 2009.
Figura 4 Estação D. Pedro II. Disponível em: <www.flickr.com/>. Acesso em: 16 mar. 2009.

13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ABREU, M. O império do divino. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
BARATA, M. O pensamento brasileiro sob o império. In: HOLANDA, S. B. História geral da
civilização brasileira. Rio de Janeiro: Difel, 1996.
BEOZZO, O. et al. História da Igreja no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1992, v. 2.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira. São Paulo: Publifolha, 1999.
CARVALHO, J. M. Teatro de sombras: a política imperial. São Paulo: Vértice; Rio de
Janeiro: IUPERJ, 1988.
GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1993.
HOLANDA, S. B. de. O Brasil monárquico. 5. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. v.
3-5. (Coleção História Geral da Civilização Brasileira).
HOLANDA, S. B. de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
MORAES FILHO, M. Festas e tradições populares no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1979.

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136 © História do Brasil II

PINHO, W. Salões e damas do Segundo Reinado. São Paulo: Martins, 1970.


RIBEYROLLES, C. O Brasil pitoresco (1860). Belo Horizonte: Itatiaia, 1980. v. 2.
RUBERT, A. A Igreja do Brasil. Santa Maria: Palloti, 1988. v. 3.
SCHWARCZ, L. M. As barbas do imperador. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.