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Imagenologia do Sistema Urinário

Prof. Dr. Rômulo Gama


 Anatomia radiológica do sistema urinário

 Principais métodos de imagem:


Radiografia simples
Radiografia contrastada
Ultra-sonografia
Tomografia computadorizada
Ressonância magnética

 Cálculos e calcificações

 Tumores

 Glomerulonefrite
 Radiografia Simples
Calcificações anormais do trato urinário:
- Cálculos
- Nefrocalcinose
- Cistos renais 3% - casca de ovo
- Tumores
- Hematomas
- Calcificações vasculares
- Necrose papilar
- Tuberculose
 90% radiopacos.

 Litíase biliar, calcificações vasculares intra-renais,


calcificações da articulação costocondral e calcificações
pancreáticas
 Radiografia oblíqua.

 Sensibilidade 45%, especificidade 77%

 Quando associada à USG, pode diagnosticar grande parte


dos cálculos renais.
 Tamanho  Localização
• Eliminação espontânea • Eliminação espontânea
 1 mm = 87%  Ureter proximal = 48%
 2-4 mm = 76%  Ureter médio = 60%
 5-7 mm = 60%  Ureter distal 75%
 7-9 mm = 48%  JUV = 79%
 >9 mm = 25%

 Densidade = prognóstico
da litotripsia
JUP

Cruzamento
Vasos
ilíacos

JUV
 Radiografia Simples
Calcificações anormais
do trato urinário:

- Nefrocalcinose

ac. tubular renal

glomerulonefrite crônica
 Nefrocalcinose Cortical:
• Necrose cortical aguda;
• Síndrome de Alport;
• Glomerulonefrite crônica;
• Oxalose;
• Hipercalcemia crônica
(hiperparatireoidismo).

 Nefrocalcinose Medular:
• Síndrome de Falconi;
• Hiperparatireoidismo primário;
• Hipofosfatasia;
• Rim esponjo-medular;
• Síndrome do leite alcalino;
• Necrose tubular renal.
NEFRO
CALCINOSE
 Radiografia Simples
Calcificações anormais do trato urinário:

- Cistos
TB – estágio final
 Urografia excretora

Indicações:

- Hematúria
- Pré e pós-terapia de doença calculosa
- Doença do sistema coletor
- Malformações
 Urografia excretora

Rx 1min - nefrográfica
5 min - pielográfic
Rx inicial
 Urografia excretora

compressão- 15 Pós-miccional
10min min
Urotomografia
 Urografia excretora

- Malformações
 Urografia excretora
Ultra-sonografia

Aplicações:

- Diferenciar massas sólidas das císticas


- Identificar dilatação do sistema coletor
- Monitorizar o tamanho e alterações parenquimatosas nos rins
- Orientar a biopsia e as técnicas intervencionistas
Ultra-sonografia
• Calculo renal

US S - 96% e > 5 mm S -
100%

• Cálculo ureteral

US S - 37% (visualização
direta)

S - 74% (dilatação do
sistema coletor é incluído)
 Ultra-sonografia

- Glomerulonefrite
 Ultra-sonografia

- Glomerulonefrite:
* Ambos os rins são acometidos
* Tamanhos normais ou aumentados
* Córtex alterado, com a medula sendo poupada
* Ecogenicidade do córtex normal ou aumentado
* Com o tratamento, os rins podem voltar ao normal.

- Glomerulonefrite crônica:
* Rins pequenos, lisos e ecogênicos.
 Ultra-sonografia

Cistos simples
Critérios US:

1- Conteúdo anecóico
2- Paredes finas
3- Reforço acústico
posterior
 Tomografia computadorizada
Vantagens:
- Cortes anatômicos sem sobreposição
- Alta resolução de contraste
- Rápido
- O meio de contraste iodado endovenoso permite avaliação
funcional dos rins e vias urinárias, além de melhorar
detalhamento anatômico.

Desvantagens:
- Radiação ionizante
- Contra-indicações ao meio de contraste iodado
- Custo
 Tomografia computadorizada

Fase córtico-medular
Fase nefrográfica
Fase excretora
SEM CONTRASTE
COM CONTRASTE
TC helicoidal sem contraste: sensibilidade de 97% e
especificidade de 96%

Smith RC et al. AJR Am J Roentgenol 1996; 166: 97-101


• Agenesia Renal:
bilateral (hipoplasia pulmonar)
unilateral
• Rins extra-numéricos:
extremamente raro
rim geralmente pequeno e hipofuncionante
• Rim Hipoplásico
• Mega calicose (megacálices congênitos):
pode ser uni ou bilateral
causada por hipoplasia das pirâmides
medulares
rim grande com lobulação fetal proeminente.
• Rim em ferradura.
 Tomografia computadorizada
RIM FERRADURA
RIM FERRADURA
RIM SUPRA NUMERARIO AGENESIA D
MEGACALICOSE
Doenças Inflamatórias Renais

 Pielonefrite aguda;
 Pielonefrite crônica;
 Tuberculose renal;
 Pielonefrite xantogranulomatosa;
 Abscesso.
PIELONEFRITE
AGUDA
ABSCESSO
RENAL
 Tomografia computadorizada
 Tomografia computadorizada
 Tomografia computadorizada
 Tomografia computadorizada

CCR
Carcinoma de Células Renais
 “Pseudo-cápsula”.
 Infiltração de linfonodos adjacentes (9 a
20%).
 Extensão extra-capsular, espaço
perirenal e órgão adjacentes.
 25% apresentam metástases quando há
descoberta do tumor renal.
 Sítios mais comuns de metástases :
pulmão (55%), linfonodos (34%), fígado
(33%), osso (32%), adrenal (19%) e rim
contralateral (11%).
Estadiamento de Carcinoma
de Células Renais
I: Tumor confinado a cápsula renal.
II: Tumor com extensão à gordura peri-
nefrética mas confinado à fáscia de Gerota
(envolvimento adrenal possível).
III: A- Extensão tumoral à veia renal ou VCI.
B- Extensão tumoral à linfonodos
regionais.
C- A+B
IV: A- Extensão tumoral à órgãos adjacentes
(não supra renal).
B- Metástases à distância.
LINFOMA
N HODGKIN
METASTASES RENAL E HEPATICA
Tumor de Wilms (Nefroblastoma)
• Neoplasia maligna mais comum.
• Pico de incidência de 1 2 anos (raro
em recém-nascido).
• 50% dos casos < 3 anos.
• 75% dos caso < 5 anos.
• Síndromes com maior incidência de Tumor
de Wilms:
(Síndrome de Beckwith-Wiedman, anirídia,
Síndrome de Drash).
TU WILMS
 Tomografia computadorizada
 Tomografia computadorizada
Traumatismo Renal

 80 a 85%:
• (trauma fechado) lesões relativamente pequenas
(não necessita de intervenção).
• contusão renal edema perfusão renal
temporária equimose hematoma
subcapsular pequeno hematoma intra renal
(sem comprometer a perfusão completamente).
 10 a 15%:
• lesões graves (trauma fechado ou perfurante)
• associado a lesão de outro órgão.
 Ressonância magnética
 Ressonância magnética
Ressonância magnética
 Ressonância magnética

CCR
 Ressonância magnética

CCR
 Ressonância magnética