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RACIOCÍNIO LÓGICO – AULAS ONLINE VIA SKYPE

PROGRAMA:

1. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir
novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura
daquelas relações. Diagramas lógicos. 2. Proposições e conectivos: Conceito de proposição, valores
lógicos das proposições, proposições simples, proposições compostas. Operações lógicas sobre
proposições: Negação, conjunção, disjunção, disjunção exclusiva, condicional, incondicional.
3. Construção de tabelas-verdade. Tautologias, contradições e contingências. Implicação lógica,
equivalência lógica, Leis De Morgan. Argumentação e dedução lógica. 4. Sentenças abertas, operações
lógicas sobre sentenças abertas. Quantificador universal, quantificador existencial, negação de
proposições quantificadas. 5. Argumentos Lógicos Dedutivos; Argumentos Categóricos.

RACIOCÍNIO LÓGICO PARA CONCURSOS PÚBLICOS – AFONSO CARIOCA

Aula 01: Negação e Equivalência de Proposições Compostas

CONECTIVOS E TABELA-VERDADE

p q ~p ~q pq pq pq pq p q

V V F F V V V V F

V F F V V F F F V

F V V F V F V F V

F F V V F F V V F

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PROPOSIÇÃO NEGAÇÃO DIRETA EQUIVALENTE DA NEGAÇÃO

AeB não (A e B) não A ou não B

A ou B não (A ou B) não A e não B

Se A então B não (Se A então B) A e não B

A se e somente se B não (A se e somente se B) (A e não ) ou (B e não A)

algum A não é B

todo A é B não (todo A é B) existe um A que não é B

algum A é B não (algum A é B) nenhum A é B

nenhum A é B não (nenhum A é B) algum A é B

DIAGRAMAS LÓGICOS

IMPORTANTE!

EXPRESSÃO NEGAÇÃO

Todo A é B Algum A não é B / Existe A que não é B / Nem todo A é B

Pelo menos um A não é B

Algum A é B Nenhum A é B

Nenhum A é B Algum A é B

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PROPOSIÇÕES EQUIVALENTES QUE NÃO PODEM SER ESQUECIDAS

1. ~ ~ p   p 5. pq ~qp

2. p  q  ~ q ~ p 6. ~ p  q  ~ p  ~ q

3. p  q  ~p q 7. ~ p  q  ~ p  ~ q

4. p q  ~p  q 8. ~ p  q  p  ~ q

PROVA DE UM ARGUMENTO ATRAVÉS DA TABELA VERDADE

Definição de um Argumento

Sejam P1, P2,...,Pn e Q proposições quaisquer, simples ou compostas.

Chama-se argumento toda a afirmação de que uma dada seqüência finita P 1, P2,...,Pn de proposições tem como
conseqüência ou acarreta uma proposição final Q.

As proposições P1, P2,..., Pn dizem-se as premissas do argumento, e a proposição final Q diz-se a conclusão do
argumento.

Um argumento de premissas P1, P2,...,Pn e de conclusão Q indica-se por:

P1, P2,...,Pn  Q, onde se lê: "P1P2,...,Pn acarretam Q".


Na forma padronizada as premissas invocadas para "servir de justificativa", acham-se sobre o traço horizontal e a
conclusão do argumento estará sob o mesmo traço horizontal.

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Analise os argumentos a seguir:

Argumento 1

Ou você é a favor do presidente ou você é contra a reeleição.

Você não é a favor do presidente.

Conclui-se que: Você é contra a reeleição.

( ) válido ( ) inválido

Argumento 2

Criança que tem brinquedo roletrex é feliz.

A criança é feliz.

Conclui-se que: A criança tem brinquedo roletrex.

( ) válido ( ) inválido

Argumento 3

Todo lycaon pictus é um ser de orelhas grandes

Frodo é um lycaon pictus.

Logo, Frodo é um ser de orelhas grandes.

( ) válido ( ) inválido

Foto 01: lycaon pictus (cão selvagem da África)

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Argumento 4

Todo ex-jogador de futebol é chinês.

Pelé é um ex-jogador.

Logo, Pelé é chinês.

( ) válido ( ) inválido

Prove as seguintes Regras de Inferência através da Tabela Verdade

Regra de adição (AD) Regra modus tollens(MT): Regra modus ponens(MP):

Regra de simplificação (SIMP): Regra do silogismo disjuntivo(SD): Regra do dilema destrutivo(DD):

Regra da conjunção (CONJ): Regra do silogismo hipotético(SH):

Regra da absorção(ABS): Regra do dilema construtivo(DC):

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Aula 02: Equivalência e Negação de Proposições Compostas

1. Equivalência e Negação de Proposições Compostas

1.1. Introdução

Uma expressão lógica que seja sempre verdadeira (quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições que a
compõem) é chamada uma Tautologia.

Uma expressão lógica que seja sempre falsa é chamada uma Contradição.

Exemplo: Verifique que as expressões abaixo são tautológicas

a) p  p

b) p ~ p

c) p  q  ~ p ~ q
d) p  q  ~ p  q
Dizemos que uma expressão lógica P é logicamente equivalente a outra expressão Q se e só se os valores
lógicos de ambas as expressões forem iguais quaisquer que sejam os valores lógicos das proposições que as
compõem. Isto é, as últimas colunas das tabelas de verdade de P e Q são iguais.

Conclui-se que:

P  Q se e somente se P  Q é uma tautologia.

1.2. Equivalências Úteis

1. Dupla Negação

~ ~ p   p

2. Leis Comutativas

p q  qp

pv q  q  p

p  q  q p

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3. Leis de De Morgan

~ p  q ~ p ~ q

~ p  q ~ p  ~ q

p  q ~ ~ p ~ q
p  q ~ ~ p ~ q
4. Implicação

p  q ~ p  q
p  q ~ q ~ p (contrapositiva)
p  q ~ p ~ q
p  p  ~ p  q
p  p ~ p ~ q
5. Dupla Implicação

p  p  p  q   q  p 

6. Leis Idempotente

pp p

pp p

1.3. Negação da Conjunção e: ~ p  q

1º) Nega-se a primeira proposição simples.

2º) Troca-se o e    por ou    .


3º) Nega-se a segunda proposição simples.

Assim:

~ p  q ~ p  ~ q

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1.4. Negação da Disjunção ou: ~ p  q

1º) Nega-se a primeira proposição simples.

2º) Troca-se o ou    por e    .


3º) Nega-se a segunda proposição simples.

Assim:

~ p  q ~ p ~ q

1.5. Negação da Disjunção Exclusiva ou...ou...: ~ pq

1º) Nega-se a primeira proposição simples;

2º) Mantém o ou exclusivo.

3º) Mantém a segunda proposição simples.

Assim:

~ p  q ~ p  q

Ou então:

1º) Mantém a primeira proposição simples;

2º) Mantém o ou exclusivo.

3º) Nega-se a segunda proposição simples.

~ p  q  p  ~ q

1.6. Negação da Condicional: ~ p  q

1º) Mantém a primeira proposição simples.

2º) Troca-se a condicional    por e    .


3º) Nega-se a segunda proposição simples.

Assim:

~ p  q  p  ~ q

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1.6. Negação da Bicondicional: ~ p  q

Sabendo-se que p  q  p  q  q  p , temos:


1º) Nega-se a primeira condicional.

2º) Troca-se a o e    por ou    .


3º) Nega-se a segunda condicional.

Assim:

~ p  q ~  p  q   q  p    p  ~ q  q ~ p 

1.7. Complementos de Equivalência e de Negação

Se p e q são proposições, então temos:

a) p  q e q  p são proposições recíprocas

b) p  q e ~ p ~ q são proposições contrárias

c) p  q e ~ q ~ p são proposições contra-positivas

Responda: As proposições recíprocas são equivalentes? E as proposições contrárias? E as contra-positivas?

Se p e q são proposições, então temos:

a) p  q e q  p são proposições recíprocas

b) p  q e ~ p ~ q são proposições contrárias

c) p  q e ~ q ~ p são proposições contra-positivas

Responda: As proposições recíprocas são equivalentes? E as proposições contrárias? E as contra-positivas?

A proposição p  q pode ser lida de várias maneiras:

a) Se p, então q. b) Se p, q. c) q, se p. d) p implica q.

e) p acarreta q. f) p é suficiente para q. g) q é necessário para p.

h) p somente se q. i) p apenas se q.

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EQUIVALÊNCIAS QUE VOCÊ NÃO PODE ESQUECER!

a) pvq  q  p

b) p  q  q  p

c) p  q  q  p

d) p  q  ~ p  q

e) p  q  ~ q ~ p

f) ~ pvq  ~ p ~ q

g) ~ p  q  ~ p ~ q

h) ~ ~ p   p

i) ~ p  q  p ~ q

j) ~ p  q  p ~ q

TAUTOLOGIAS QUE VOCÊ NÃO PODE ESQUECER!

Duas proposições equivalentes ligadas pela bi-condicional resultam sempre em uma TAUTOLOGIA. Assim:

a) p ~ p

b) p p

c) p  p

d) ~ ~ p   p

e) p  q ~p q

f) p  q  ~ q ~ p

g) ~ pvq  ~ p ~ q De Morgan


h) ~ p  q  ~ p ~ q De Morgan
i) ~ p  q  p ~ q

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j) ~ p  q  p ~ q

Algumas questões de concursos públicos dizem respeito aos números de linhas de uma tabela-verdade, sem
demonstrarmos as fórmulas podemos afirmar que: “O número de linhas da tabela-verdade de uma proposição
composta de n proposições simples é 2n e o número de proposições não equivalentes a uma proposição
n
composta de n proposições simples é 22 ”
1.8. Exercícios de Aprendizagem

1. (ESAF) A negação da afirmação condicional “Se Ana viajar, Paulo vai viajar” é:

(A) Ana não está viajando e Paulo vai viajar.

(B) Se Ana não viajar, Paulo vai viajar.

(C) Ana está viajando e Paulo não vai viajar.

(D) Ana não está viajando e Paulo não vai viajar.

(E) Se Ana estiver viajando, Paulo não vai viajar.

2. (ESAF) Dizer que “não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é alto”, é logicamente equivalente a dizer que é
verdade que:

(A) Pedro não é pobre ou Alberto não é alto.

(B) Pedro não é pobre e Alberto não é alto.

(C) Pedro é pobre ou Alberto não é alto.

(D) Se Pedro não é pobre, então Alberto é Alto.

(E) Se Pedro não é pobre, então Alberto não é Alto.

3. (ESAF) Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista” é, do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer
que:

(A) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.

(B) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.

(C) se Pedro não pedreiro, então Paulo é paulista.

(D) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.

(E) se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.

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4. (ESAF) Uma sentença logicamente equivalente a “Pedro é economista, então Luísa é solteira” é:

(A) Pedro é economista ou Luísa é solteira.

(B) Pedro é economista ou Luísa não é solteira.

(C) Se Luísa é solteira, Pedro é economista.

(D) Se Pedro não é economista, então Luísa não é solteira.

(E) Se Luísa não é solteira, então Pedro não é economista.

5. (ESAF) Dizer que “André é artista ou Bernardo não é engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que:

(A) André é artista se e somente se Bernardo não é engenheiro.

(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.

(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro.

(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.

(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro.

6. (ESAF) A negação da afirmação condicional “se estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva” é:

(A) se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva.

(B) não está chovendo e eu levo o guarda-chuva.

(C) não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.

(D) se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva.

(E) está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.

GABARITO

QUESTÃO 01 02 03 04 05 06

ALTERNATIVA C A A E D E

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7. (ESAF) A afirmação “Não é verdade que se Pedro está em Roma, então Paulo está em Paris” é logicamente
equivalente à afirmação:

(A) É verdade que Pedro está em Roma e Paulo está em Paris.

(B) Não é verdade que Pedro está em Roma ou Paulo não está em Paris.

(C) Não é verdade que Pedro não está em Roma ou Paulo não está em Paris.

(D) Não é verdade que Pedro não está em Roma ou Paulo está em Paris.

(E) É verdade que Pedro está em Roma ou Paulo está em Paris.

Solução:

"Não é verdade que se Pedro está em Roma, então Paulo está em Paris"
p: Pedro está em Roma
q: Paulo está em Paris

~ p  q   p  ~ q
É verdade que Pedro está em Roma e Paulo não está em Paris.

Assim :
~ p ~ q ~ p  q
Não é verdade que Pedro não está em Roma ou Paulo está em Paris.

Alternativa Correta: (D)

8. (FUNIVERSA) Um suspeito de assassinato de um garçom, ao ser interrogado, afirmou:

“Se ele morreu baleado, então eu não sou o assassino”. Um investigador concluiu que a verdade é exatamente a

negação da proposição contrária a esta. Com base nisso, é correto concluir logicamente que

(A) o garçom não morreu baleado, e o suspeito não é o assassino.

(B) o garçom morreu baleado ou o suspeito não é o assassino.

(C) o garçom morreu baleado, mas o suspeito não é o assassino.

(D) o garçom não morreu baleado ou o suspeito é o assassino.

(E) se o suspeito é o assassino, então o garçom morreu baleado.

Solução:

“Se ele morreu baleado, então eu não sou o assassino”

p: ele morreu baleado

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q: eu não sou o assassino

PROPOSIÇÃO PROPOSIÇÃO
p  q 
CONTRÁRIA
 ~ p ~ q 
EQUIVALENTE
 p ~ q
Assim :
~ p ~ q ~ p  q
Conclusão : " ele não morreu baleado e eu não sou o assas sin o "

Alternativa Correta: (A)

2. Exercícios sobre Lógica de Argumentação

1. (FGV) A proposição ~ p  q  ~ p ~ q representa

(A) contradição (B) contingência (C) tautologia (D) paradoxo (E) nra

2. (FGV) A proposição ~ p  q  ~ p ~ q representa

(A) contradição (B) contingência (C) tautologia (D) paradoxo (E) nra

3. (FGV) Quando se afirma que p  q (p implica q) então

(A) q é condição suficiente para p (B) p é condição necessária para q

(C) q não é condição necessária para p (D) p é condição suficiente para q

(E) p não é condição necessária nem suficiente para q

4. (FCC) Se p e q são proposições, então a proposição p ~ q é equivalente a

(A) ~ p ~ q (B) ~ p  q (C) ~ q ~ p (D) ~  q ~ p  (E) ~ p  q

5. (FCC) Das proposições abaixo a única que é logicamente equivalente a p  q é

(A) ~ q ~ p (B) ~ q  p (C) ~ p ~ q (D) q ~ p (E) ~  q  p 

6. (CESGRANRIO) Considere as proposições

I. p  q  p II. p  q  p III. p  q  p  q

É (são) tautologia(s):

(A) I somente (B) II somente (C) III somente (D) I e III (E) I, II e III

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7. (ESAF) Ou cozinhar é fácil, ou Beth não gosta de cozinhar. Por outro lado, se estudar não é difícil, então
cozinhar é difícil. Daí segue-se que, se Beth gosta de cozinhar, então:

(A) Se estudar é difícil, então cozinhar é difícil (B) cozinhar é fácil e estudar é difícil

(C) cozinhar é fácil e estudar é fácil (D) cozinhar é difícil e estudar é difícil

(E) cozinhar é difícil ou estudar é fácil

8. (ESAF) Se Maria não anda sozinha, então Pedro sabe costurar. Se Maria anda sozinha, então ou Joana estuda
ou Manoel trabalha. Se Manoel trabalha, Teresa faz ginástica. Mas Teresa faz ginástica se e somente se não for
verdade que Ferdinando não tem uma câmera. Ora, Ferdinando não tem uma câmera e Joana não estuda. Logo:

(A) Maria não anda sozinha e Manoel trabalha

(B) Joana não estuda e Manoel trabalha

(C) Ferdinando não tem uma câmera e Teresa faz ginástica

(D) Pedro não sabe costurar ou Maria anda sozinha

(E) Pedro sabe costurar e Manoel não trabalha.

9. (ESAF) André é inocente ou Beto é inocente. Se Beto é inocente, então Caio é culpado. Caio inocente se e
somente se Dênis é culpado. Ora, Dênis é culpado. Logo:

(A) Caio e Beto são inocentes. (B) André e Caio são inocentes.

(C) André e Beto são inocentes. (D) Caio e Dênis são culpados.

10. (ESAF) A afirmação “Alda é alta, ou Bino não é baixo, ou Ciro é calvo” é falsa. Segue-se, pois, que é verdade
que:

(A) se Bino é baixo, Alda é alta, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.

(B) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.

(C) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.

(D) se Bino não é baixo, Alda é alta, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.

(E) se Alda não é alta, Bino não é baixo, e se Ciro é calvo, Bino não é baixo.

Solução:

Temos as seguintes proposições simples:

A: Alda é alta B: Bino é baixo C: Ciro é calvo

Não é verdade que “Alda é alta, ou Bino não é baixo, ou Ciro é calvo”

~  A  ~ B  C  ~ A  B  ~ C , ou seja,

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Alda não é alta e Bino é baixo e Ciro não é calvo. Assim:

se ~A é V, então, A é F.

se B é V, então, ~B é F

se ~C é V, então, C é F

Analisemos as alternativas:

(A) se Bino é baixo, Alda é alta, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.

B  A  ~ B  ~ C  V  F  F  V  VL  F 

(B) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.

A  B  B  C  V  V  V  F  VL  F 

(C) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.

A  B  ~ B  ~ C  F  V  F  V  VL   V 

(D) se Bino não é baixo, Alda é alta, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.

~ B  A  B  C  F  F  V  F  VL  F 

(E) se Alda não é alta, Bino não é baixo, e se Ciro é calvo, Bino não é baixo.

~ A  ~ B  C  ~ B  V  F  F  F  VL  F 

OUTRA SOLUÇÃO:

Uma vez que “Alda é alta, ou Bino não é baixo, ou Ciro é calvo” é falsa, segue-se que:

A: “Alda é alta” (F)

B: “Bino não é baixo” (F)

C: “Ciro é calvo” (F)

Analisemos as alternativas:

(A) se Bino é baixo, Alda é alta, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.

(B) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.

(C) se Alda é alta, Bino é baixo, e se Bino não é baixo, Ciro não é calvo.

(D) se Bino não é baixo, Alda é alta, e se Bino é baixo, Ciro é calvo.

(E) se Alda não é alta, Bino não é baixo, e se Ciro é calvo, Bino não é baixo.

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Assim, temos:

 Excluem-se então (A) e (E) por apresentarem antecedentes verdadeiros e consequentes falsos na
primeira condicional.

 Excluem-se então (B) e (D) por apresentarem antecedentes verdadeiros e consequentes falsos na
segunda condicional.

 Logo, a alternativa correta é a letra (C).

Aula 03: Negação e Equivalência de Quantificadores

1. Negação de uma Proposição Composta

Já estudamos as proposições equivalentes às negações da conjunção, da disjunção e da condicional. Para


fixarmos, vamos destacá-las mais uma vez.

1.1. Negação da Conjunção (e)

 p  q  p  q
Exemplos:

a) É falso que a Terra é quadrada e a Lua é triangular é logicamente equivalente a é verdade que a Terra é
quadrada ou a Lua é triangular.

b) A negação a proposição Maria é casada e João é solteiro é Maria não é casada ou João não é solteiro.

1.2. Negação da Disjunção (ou)

 p  q  p  q

Exemplos:

a) Não é verdade que Ana vai a Paris ou Juca vai a Brasília é logicamente equivalente é verdade que Ana não vai
a Paris e Juca não vai a Brasília.

b) A negação da proposição Pedro não é dentista ou Paulo não é médico é Pedro é dentista ou Paulo é médico.

1.3. Negação da Condicional (Se... então...)

 p  q  p  q

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Exemplos:

a) A negação de Se fizer sol, então irei à praia é Faz sol e não vou à praia.

b) Não é verdade que se Paulo é médico, então Maria é enfermeira é logicamente equivalente a é verdade que
Paulo é médico e Maria não é enfermeira.

2. Negação de Quantificadores

Chamam-se proposições categóricas as proposições que apresentam a seguinte estrutura:

QUANTIFICADOR + TERMO SUJEITO + VERBO SER + TERMO PREDICADO

Assim, chamando de S o termo sujeito e P o termo predicado, podemos esquematizar as quatro formas típicas de
proposições categóricas:

Proposição Forma Exemplo

Universal Afirmativa Todo S é P “Todos os políticos são honestos”

Universal Negativa Nenhum S é P “Nenhum político é honesto”

Particular Afirmativa Algum S é P “Alguns políticos são honestos”

Particular Negativa Algum S não é P “Alguns polítiicos não são honestos”

Importante: Em termos gerais, se proposição “Todo S é P” é verdadeira, então a proposição “algum S é P”


também é verdadeira. Po sua vez, o fato de a proposição “algum S é P” ser verdadeira não garante que a
proposição “Todo S é P” seja verdadeira.

Duas proposições são contraditórias quando uma é a negação da outra. Assim, se uma é verdadeira, a outra é
falsa e vice-versa.

2.1. Negação de “Todo S é P”

Existem várias formas de expressarmos a negação dessa proposição, todas com o mesmo significado. Vejamos
algumas:

“Nem todo S é P”

“Existe pelo menos um S que não é P”

“Algum S não é P”

Assim, a negação de “Todos os políticos são honestos” pode ser “Alguns políticos não são honestos”.

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2.2. Negação de “Nenhum S é P”

Podemos negar essa proposição da seguinte maneira:

“Não é verdade que nenhum S é P”

“Existe pelo menos um S que é P”

“Algum S é P”

Assim, a negação de “Nenhum político é honesto” pode ser “Aguns políticos são honestos”.

2.3. Negação de “Algum S é P”

A negação dessa proposição pode ser escrita como:

“Não é verdade que alguma S é P”

“Não existe nenhum S que seja P”

“Nenhum S é P”

Dessa forma, a negação de “Alguns políticos são honestos” é “Nenhum político é honesto”.

2.4. Negação de “Algum S não é P”

A negação dessa proposição pode ser:

“Não é verdade que algum S não é P”

“Todo S é P”

Assim, a negação de “Alguns políticos não são honestos” pode ser “Todo político é honesto”.

Resumindo…

Negação de Quantificadores

Proposição Negação

“Todo S é P” Nem todo S é P”

“Existe pelo menos um S que não é P”

“Algum S não é P”

“Nenhum S é P” “Não é verdade que nenhum S é P”

“Existe pelo menos um S que é P”

“Algum S é P”

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“Algum S é P” “Não é verdade que alguma S é P”

“Não existe nenhum S que seja P”

“Nenhum S é P”

“Algum S não é P” “Não é verdade que algum S não é P”

“Todo S é P”

Equivalência entre “NENHUM” e “TODO”

Existe uma equivalência entre os termos “nenhum” e “todo” que aparece com frequência nas provas:

1ª) “ Nenhum S é P”  ”Todo S é não P”

2ª) “Todo S é P”  ”Nenhum S é não P”

Exemplos:

a) “Nenhum político é honesto” = “Todo político é não honesto” = “Todo político não é honesto” = “Todo político é
desonesto”

b) “Todo político é honesto” = “Nenhum político é não honesto” = “Nenhum político não é honesto” = “Nenhum
político é desonesto”

2.5. Exercícios Propostos

1. Para que a afirmativa “todo sorvete é gostoso” seja falsa, basta que:

(A) todo sorvete seja gostoso (B) todo sorvete não seja gostoso

(C) Nenhum sorvete seja gostoso (D) Algum sorvete não seja gostoso

(E) Algum sorvete seja gostoso

GABARITO: (D)

2. (TRT-FCC) A correta negação da proposição “todos os cargos deste concurso são de analista judiciário” é:

(A) alguns cargos deste concurso são de analista judiciário.

(B) existem cargos deste concurso que não são de analista judiciário.

(C) existem cargos deste concurso que são de analista judiciário.

(D) nenhum dos cargos deste concurso não é de analista judiciário.

(E) os cargos deste concurso são ou de analista, ou de judiciário.

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GABARITO: (B)

3. (TJ-PE-FCC) Considere a afirmação a seguir “Existem funcionários públicos que não são eficientes”. Se esta
afirmação é FALSA então é verdade que:

(A) nenhum funcionário público é eficiente.

(B) nenhuma pessoa eficiente é funcionário público.

(C) todo funcionário público é eficiente.

(D) nem todos os funcionários públicos são eficientes.

(E) todas as pessoas eficientes são funcionários públicos.

GABARITO: C

4. (FUNASA-CESGRANRIO) Qual a negação da proposição “Alguma lâmpada está acesa e todas as portas estão
fechadas”?

(A) Todas as lâmpadas estão apagadas e alguma porta está aberta.

(B) Todas as lâmpadas estão apagadas ou alguma porta está aberta.

(C) Alguma lâmpada está apagada e nenhuma porta está aberta.

(D) Alguma lâmpada está apagada ou nenhuma porta está aberta.

(E) Alguma lâmpada está apagada e todas as portas estão abertas.

GABARITO: B

5. (TRT-FCC) O diretor comercial de uma companhia, preocupado com as numerosas reclamações de clientes
sobre a falta de produtos do catálogo nas lojas da empresa, deu a seguinte ordem a todos os gerentes:

“Pelo menos uma de nossas lojas deve ter em seu estoque todos os produtos de nosso catálogo.”

Dois meses depois, o diretor constatou que a ordem não estava sendo cumprida. Com essas informações,
conclui-se que, necessariamente,

(A) nenhum produto do catálogo estava disponível no estoque de todas as lojas da empresa.

(B) no estoque de apenas uma loja da empresa não havia produtos do catálogo em falta.

(C) alguma loja da empresa não tinha em seu estoque qualquer produto do catálogo.

(D) algum produto do catálogo estava em falta no estoque de todas as lojas da empresa.

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(E) no estoque de cada loja da empresa faltava pelo menos um produto do catálogo.

GABARITO: E

6. (SAD-PE-FGV) A negação da frase “Todos os homens dirigem bem” é:

(A) Todos os homens dirigem mal. (B) Todas as mulheres dirigem bem.

(C) Todas as mulheres dirigem mal. (D) Nenhum homem dirige bem.

(E) Existem homens que dirigem mal.

GABARITO: E

7. (BB-FCC) Um jornal publicou a seguinte manchete: “Toda Agência do Banco do Brasil tem deficit de
funcionários”. Diante de tal inverdade, o jornal se viu obrigado a retartar-se, publicando uma negação de tal
manchete. Das senetnças seguintes, aquela que expressaria de maneira correta a negação da manchete
publicada é:
(A) Qualquer Agência do Banco do Brasil não tem deficit de funcionários.

(B) Nenhuma Agência do Banco do Brasil tem deficit de funcionários.

(C) Alguma Agência do Banco do Brasil não tem deficit de funcionários.

(D) Existem Agências com deficit de funcionários que não pertencem ao Banco do Brasil.

(E) O quadro de funcionários do Banco do Brasil está completo.

GBARITO: C

MAIS EXERCÍCIOS...

1. (ESAF) Se Marcos não estuda, João não passeia. Logo:

(A) Marcos estudar é condição necessária para João não passear.

(B) Marcos estudar é condição suficiente para João passear.

(C) Marcos não estudar é condição necessária para João não passear.

(D) Marcos não estudar é condição suficiente para João passear.

(E) Marcos estudar é condição necessária para João passear.

2. (ESAF) Dizer que a afirmação “todos os economistas são médicos” é falsa, do ponto de vista lógico, equivale a
dizer que a seguinte afirmação é verdadeira:

(A) pelo menos um economista não é médico.

(B) nenhum economista é médico.

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(C) nenhum médico é economista.

(D) pelo menos um médico não é economista.

(E) todos os não médicos são não economistas.

3. (ESAF) Pedro, após visitar uma aldeia distante, afirmou: “Não é verdade que todos os aldeões daquela aldeia
não dormem a sesta”. A condição necessária e suficiente para que a afirmação de Pedro seja verdadeira é que
seja verdadeira a seguinte afirmação:

(A) No máximo um aldeão daquela aldeia não dorme a sesta.

(B) Todos os aldeões daquela aldeia dormem a sesta.

(C) Pelo menos um aldeão daquela aldeia dorme a sesta.

(D) Nenhum aldeão daquela aldeia não dorme a sesta.

(E) Nenhum aldeão daquela aldeia dorme a sesta.

4. (ESAF) A afirmação “João não chegou ou Maria está atrasada” equivale logicamente a:

(A) Se João não chegou, Maria está atrasada.

(B) João chegou e Maria não está atrasada.

(C) Se João chegou, Maria não está atrasada.

(D) Se João chegou, Maria está atrasada.

(E) João chegou ou Maria não está atrasada.

5. (ESAF) Considere a seguinte afirmação: “Se chove ou neva, então o chão fica molhado”. Sendo assim, pode-se
afirmar que:

(A) Se o chão está molhado, então choveu ou nevou.

(B) Se o chão está molhado, então choveu e nevou.

(C) Se o chão está seco, então choveu ou nevou.

(D) Se o chão está seco, então não choveu ou não nevou.

(E) Se o chão está seco, então não choveu e não nevou.

GABARITO

QUESTÃO 1 2 3 4 5
ALTERNATIVA E A C D E

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2.6. Negação dos Quantificadores – Notação Simbólica*

As expressões “todo”, “qualquer que seja”, “para todo” podem ser representadas simbolicamente por  e as
expressões “existe” ou “existe pelo menos um” podem ser representadas pelo símbolo  e a expressão “existe e
é único” representa-se por .

Assim, a expressão “todo x tem a propriedade p” representa-se por  x  p e a sua negação “existe pelo menos
um que não possui a propriedade p” é representada por  x   p  ou negando-se o quantificador e mantendo-se

a propriedade, tem-se: “nem todo x tem a propriedade x” que é representado por  x  p  .

Resumindo:

  x  p    x   p  ou   x  p    x  p 

Por outro lado, a expressão “existe um x que possui a propriedade p”, representa-se por  x  p e a sua

negação “todo x não tem a propriedade p” é representada por  x   p


ARGUMENTO VÁLIDO E ARGUMENTO INVÁLIDO

Considere as seguintes afirmações:

1ª) Se a conclusão é falsa, o argumento não é válido.

2ª) Se a conclusão é verdadeira, o argumetno é válido.

3ª) Toda premissa de um argumento válido é verdadeira.

QUESTÕES RESOLVIDAS

1. Considere a seguinte lista de frases:

(i) Rio Branco é a capital do estado de Rondônia. Resp: Proposição

(ii) Qual é o horário do filme? Resp: Não é Proposição

(iii) O Brasil é pentacampeão de futebol. Resp: Proposição

(iv) Que belas flores! Resp: Não é Proposição

(v) Marlene não é atriz e Djanira é pintora. Resp: Proposição

É correto dizer que há exatamente 04 proposições acima.

Solução:

Conforme percebemos pelos comentários ao lado de cada sentença, existem somente 3 proposições. Dessa
forma, não é correto afirmar que existem exatamente 4 proposições.
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2. Determine quais das seguintes proposições são tautológicas, contraditórias ou contingentes, por meio da
construção de suas tabelas-verdade.

a) ~p  (q  ~p)

p q ~p q  ~ p ~ p  q  ~ p

V V F F V

V F F V V

F V V V V

F F V V V

Resp: Tautologia

b) p v ~q  (p  ~q)

p q ~q p ~ q p  ~ q p ~ q  p  ~ q

V V F V F F

V F V V V V

F V F F V V

F F V V V V

Resp: Contingente

c) ~p V ~q  (p  q)

p q ~p ~q ~ p ~ q p  q ~ p ~ q  p  q

V V F F F V V

V F F V V F F

F V V F V V V

F F V V V V V

Resp: Contingente

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3. Pedro, após visitar uma aldeia distante, afirmou: “Não é verdade que todos os aldeões daquela aldeia dormem
a sesta”. A condição necessária e suficiente para que a afirmação de Pedro seja verdadeira é que seja verdadeira
a seguinte proposição:

a) No máximo um aldeão daquela aldeia não dorme a sesta.

b) Todos os aldeões daquela aldeia dormem a sesta.

c) Pelo menos um aldeão daquela aldeia não dorme a sesta.

d) Nenhum aldeão daquela aldeia não dorme a sesta.

e) Nenhum aldeão daquela aldeia dorme a sesta.

Solução:

“Não é verdade que todos os aldeões daquela aldeia dormem a sesta.”

Trata-se da negação de “Todos os aldeões daquela aldeia dormem a sesta.”. Assim, temos:

“Pelo menos um aldeão daquela aldeia não dorme a sesta.”

Alternativa Correta: (C)

Não se esqueça da nossa tabela:

P ~p

TODO A é B ALGUM A não é B

ALGUM A é B NENHUM A é B

4. Dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é alto, é logicamente equivalente a dizer que é verdade
que:

(A) Pedro não é pobre ou Alberto não é alto. (B) Pedro não é pobre e Alberto não é alto.

(C) Pedro é pobre ou Alberto não é alto. (D) Se Pedro não é pobre, então Alberto é alto.

(E) Se Pedro não é pobre, então Alberto não é alto.

Solução:

Trata-se da negação (“não é verdade que...) de uma conjunção (E). Ora, sabemos que na hora de negar uma
conjunção, teremos: ~(p Λ q) = ~p V ~q. Daí, negando a primeira parte, teremos: “Pedro não é pobre”. Negando a
segunda parte: “Alberto não é alto”. Finalmente, trocando o E por um OU, concluiremos que:

“Pedro não é pobre ou Alberto não é alto.”

Alternativa Correta: (A)

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5. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que:

(A) André é artista se e somente se Bernardo não é engenheiro.

(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.

(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro

(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.

(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro.

Solução:

“André é artista ou Bernardo não é engenheiro”

p: André é artista

q: Bernardo é engenheiro

Assim, temos:

P: p  ~ q  ~p ~ q
Vamos mostrar :
p q ~p ~q p  ~q ~p ~q
V V F F V V
V F F V V V
F V V F F F
F F V V V V

Assim, são equivalentes dizer:

P: “André é artista ou Bernardo não é engenheiro”

Q: “Se André não é artista, então Bernardo não é engenheiro”

Mas não temos esta alternativa como resposta, então devemos escrever a proposição contrapositiva da
proposição Q. Assim:

R: “Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.”

Alternativa Correta: (D)

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6. Dizer que a afirmação “todos os economistas são médicos” é falsa, do ponto de vista lógico, equivale a dizer
que a seguinte afirmação é verdadeira:

(A) pelo menos um economista não é médico.

(B) nenhum economista é médico.

(C) nenhum médico é economista.

(D) pelo menos um médico não é economista.

(E) todos os não médicos são não economistas.

Solução:

P: “Todos os economistas são médicos”

~P: “Alguns economistas não são médicos” ou “Pelo menos um economista não é médico.”

Alternativa Correta: (A)

7. Dizer que "Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista" é, do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:

(A) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.

(B) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.

(C) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista.

(D) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.

(E) se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.

Solução:

“Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista”

p: Pedro é Pedreiro

q: Paulo é Paulista

Assim, temos:

P: ~p  q  p  q

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Vamos mostrar que ~ p  q  p  q :


p q ~p ~q ~p q p  q
V V F F V V
V F F V F F
F V V F V V
F F V V V V

Assim, são equivalentes dizer:

P: “Pedro não é pedreiro ou Paulo é Paulista”

Q: “Se Pedro é predreiro, então Paulo é paulista”

Alternativa Correta: (A)

8. A negação da afirmação condicional "se estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva" é:

(A) se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva.

(B) não está chovendo e eu levo o guarda-chuva.

(C) não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.

(D) se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva.

(E) está chovendo e eu não levo o guarda-chuva.

Sol.: O que a questão pede é a negação de uma condicional. Ora, já aprendemos como se faz isso: mantém-se a
primeira parte E nega-se a segunda! Daí, concluiremos o seguinte:

"se estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva"

é igual a:

“está chovendo E eu não levo o guarda-chuva”.

Resposta: Letra E

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9. Uma sentença logicamente equivalente a “Se Pedro é economista, então Luísa é solteira” é:

a) Pedro é economista ou Luísa é solteira.

b) Pedro é economista ou Luísa não é solteira.

c) Se Luísa é solteira,Pedro é economista.

d) Se Pedro não é economista, então Luísa não é solteira.

e) Se Luísa não é solteira, então Pedro não é economista.

Sol.: A questão nos trouxe uma condicional e pediu uma proposição equivalente. Podemos testar as duas
equivalências da condicional que conhecemos. Comecemos pela seguinte: p  q = ~q  ~p.

Daí, considerando que:

Pedro é economista = p

Luísa é solteira = q

Sua condicional equivalente será:

Se Luísa não é solteira, então Pedro não é economista.

Resposta: Letra E

COMENTÁRIOS FINAIS

Sou o Prof. Afonso Carioca e ministro aulas de Reforço Escolar e Cursos Preparatórios há mais
de 40 anos. Atualmente, estou fazendo Especialização em Matemática e Física e estou
ministrando aulas online via Skype e presenciais em Goiânia.

Quaisquer dúvidas entre em contato:

WhatsApp / Telegram: (62) 98618-3847

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