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Curso Técnico em Automação Industrial MÓDULO I – ELETRICISTA ELETRICIDADE BÁSICA

Curso Técnico em Automação Industrial

MÓDULO I – ELETRICISTA

ELETRICIDADE BÁSICA

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1 - APRESENTAÇÃO

1.1 - HISTÓRICO

2 - TEORIA ELETRÔNICA DA MATÉRIA

3 - ESTUDOS DA ELETROSTÁTICA

3.1 - Carga elétrica

3.2 - Força entre cargas

3.3 – Materiais condutores e materiais isolantes

3.3.1 - Condutores

3.3.2 – Isolantes

3.3.3 – Semicondutores

3.4 – Campo Elétrico

4 - ESTUDO DA ELETRODINÂMICA

4.1 - Corrente Elétrica

4.2 - Tipos de Correntes Elétricas

4.3 - Efeitos da Corrente Elétrica

4.4 - Sentido da Corrente Elétrica

4.5 - Intensidade da Corrente Elétrica

4.6 - Lei de Ohm

4.7 - Resistores

4.7.1 - Resistores fixos

4.7.2 - Resistor variável

4.8 - Resistência específica

4.9 - Condutância e Condutividade

4.10 – Resistência e Temperatura

4.11 - Energia e Potência elétrica

4.12 - O Efeito Joule

4.13 - Circuitos Elétricos de Corrente Contínua

4.13.1 - Circuitos com uma única fonte de tensão

4.13.2 - Circuitos com mais de uma fonte

5 – CORRENTE ALTERNADA

5.1 - Introdução

5.2 - Formas de Onda

5.3 - Geração de uma Grandeza Alternada

5.4 - Freqüência (f) e Período (T)

5.5 – Valores típicos de um sinal senoidal (tensão e corrente)

5.6 - Circuitos em ca – Análise fasorial e complexa

5.6.1 - Circuito Puramente Resistivo

5.6.2 - Circuito puramente Indutivo - Indutor e Indutância

5.6.3 - Circuito puramente Capacitivo - Capacitância

5.6.4 - Circuitos RL em série

5.6.5 - Circuitos RC em série

5.6.6 - Circuitos RLC em série

5.6.7 – Circuitos RL em paralelo

5.6.8 - Circuitos RC em paralelo

5.6.9 - Circuitos monofásicos RLC em paralelo

6 – Circuitos Trifásicos de Corrente Alternada

6.1 – Geração de uma grandeza alternada

6.2 – Seqüência de fase

6.3 – Sistema de ligação trifásica em estrela (Y) e em triângulo ()

6.4 – Relações entre as tensões de um sistema trifásico

6.5 – Sistema trifásico em Estrela

6.6 – Sistema trifásico em Triângulo

6.7 – Determinação das correntes num sistema trifásico em estrela

6.8 – Determinação das correntes num sistema trifásico em Triângulo

6.9 – Sistema trifásico equilibrado

6.9.1 – Equilibrado em Estrela

6.9.2 – Equilibrado em Triângulo

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1 - APRESENTAÇÃO

Essa apostila representa um referencial teórico, transcrita de vários livros e apostilas, com linguagem de fácil compreensão dos conteúdos. Os fundamentos básicos registrados aqui demonstrarão a formação dos elementos que compõem a natureza (estudo dos átomos); os meios que os fazem se locomover e as oposições à locomoção das cargas elétricas (nos condutores e nos isolantes); como as condições de facilidade ou bloqueio parcial do movimento das cargas (fontes de forças eletromotrizes, condutância e resistência); o campo elétrico; Lei de Ohm; potências elétricas; medidas elétricas; circuitos básicos de corrente contínua e corrente alternada; retificação de corrente; noções de aterramento elétrico e noções de circuitos trifásicos equilibrados.

1.1 - HISTÓRICO

O mundo moderno pode ser chamado de “Mundo Elétrico”, pois a eletricidade é base das necessidades da civilização atual. Todavia, seus efeitos, são conhecidos de longa data. O homem primitivo temia as conseqüências do raio e acreditava ser ele uma arma dos deuses e, até mesmo em nossos dias, há uma tendência em atribuir ao sobrenatural tudo o que não possa ser devidamente explicado. Felizmente, esta atitude vem sendo progressivamente eliminada à proporção que aumenta

o número de pessoas que se beneficiam das vantagens trazidas pelo ensino. Os cientistas, ao tentarem analisar qualquer fenômeno, desenvolvem, inicialmente, uma hipótese, a qual nada mais é que um ligeiro esboço do que acreditam ser a explicação. Após realizarem uma série de testes e julgarem possuir uma base sólida para a explicação do fenômeno, apresentam uma teoria, isto é, o que julgam ser uma descrição precisa do desenvolvimento do fenômeno. Quando esta teoria houver sido confirmada, através de várias experiências realizadas por elementos categorizados, temos então uma lei. Uma lei científica apresenta fatos de natureza imutável e precisão absoluta. Para explicar o fenômeno da eletricidade, devemos recorrer à Teoria Eletrônica. Atualmente, é a teoria que, segundo a ciência, melhor explica o que é a eletricidade. É uma teoria relativamente nova e não se pode afirmar se chegará a constituir uma lei. Noutras palavras, a ciência aceita esta teoria, porém não devemos fechar as portas às novas teorias que, eventualmente, poderão surgir. Do século VI a.C. é que se tem notícia da observação de um fenômeno elétrico. O filósofo e matemático grego Tales de Mileto observou que um pedaço de âmbar (pedra amarelada que se origina da fossilização de resinas provenientes de madeira macia) quando atritado com pele de animal ou de tecido qualquer, adquiria a propriedade de atrair corpos leves como palha, sementes de grama, pêlos, etc. Cerca de 2000 anos depois das observações de Tales, o médico William Gilbert (inglês, 1544

- 1603), após realizar um grande número de experimentos, verificou que a propriedade apresentada

pelo âmbar era comum a várias outras substâncias quando atritadas. Como, em grego, elektron era a palavra que designava o âmbar, Gilbert passou a usar os termos elétron, eletrizado, eletrização, eletricidade, etc., ao se referir àqueles corpos e fenômenos que se comportavam como o âmbar depois de atritado. No século XVIII, por volta de 1750, Benjamim Franklin (norte-americano, 1706 - 1790) constatou que quando dois corpos são atritados, um contra o outro, se um deles se eletrizar positivamente, o outro, necessariamente, irá adquirir carga elétrica negativa. Ele acreditava na existência de um "fluido elétrico" que estaria presente em todos os corpos. Entretanto a mais conhecida descoberta de Franklin é a do pára-raios, quando provou, ao empinar um papagaio em meio a uma tempestade, que os raios e os trovões são fenômenos de natureza elétrica. Em 1785, Charles Augustin de Coulomb (francês, 1736 - 1806) apresentou à Academia de Ciências da França, um documento contendo o relato de suas descobertas. Ele construiu um aparelho, denominado de balança de torção, com o qual, pela primeira vez, pode medir diretamente as forças de atração ou de repulsão entre corpos eletrizados. Em 1800, Alessandro Volta (italiano, 1745 -1827) acabou por fazer duas das maiores descobertas de todos os tempos: a existência da corrente elétrica e a maneira de produzi-la, isto é, a pilha elétrica.

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Em 1887, J. J. Thomson (inglês, 1856 - 1940) comprovou definitivamente a existência dos elétrons, base da eletricidade moderna. Estava provado que o átomo não era indivisível (até então dominava a doutrina chamada atomismo que derivava do tempo do filósofo grego Demócrito, 460 a 352 a.C., que pregava que a matéria era formada por partículas não divisíveis, daí o nome átomo que, em grego, significa não divisível). Thomson propôs um modelo de átomo onde os elétrons, carregados negativamente, estariam localizados no interior de uma distribuição contínua de carga positiva de formato esférico (Figura 1.1).

de carga positiva de formato esférico (Figura 1.1). Figura 1.1 Quando Thomson iniciou sua pesquisa, só

Figura 1.1

Quando Thomson iniciou sua pesquisa, só pretendia explicar um mistério científico da época conhecido pelo nome de raios catódicos. Esse enigma aparecia como uma estranha luz verde que emanava de um tubo de vidro onde havia sido feito vácuo. Bastava ligar a engenhoca a uma bateria para produzir o brilho. O que o cientista fez foi imaginar que a bateria empurrava minúsculas partículas para o interior do aparelho. Como elas se chocavam contra a parede de vidro, a força da colisão gerava luz. Conhecendo a carga da bateria, Thomson calculou a trajetória que ela imprimiria aos projéteis se sua hipótese estivesse certa. Depois, confirmou suas contas pela experiência. Começava ali o século do elétron, o mais minúsculo benfeitor da humanidade.

do elétron, o mais minúsculo benfeitor da humanidade . Figura 1.2: A Fonte do Mistério A

Figura 1.2: A Fonte do Mistério A curiosidade do cientista foi atiçada pelo brilho verde que saía deste aparelho, a bomba de vácuo.

Embora esse modelo explicasse diversos fenômenos até então observados, conflitava com os resultados de experimentos em relação à emissão de radiação por átomos excitados. Em 1911, um ex-aluno de Thomson, Ernest Rutherford (neozelandês, 1871 - 1937) demonstrou de forma conclusiva a inadequação do modelo atômico da esfera rígida proposto por Thomson. A análise de Rutherford mostrou que, em vez de estar espalhada por todo o átomo, a carga positiva estava concentrada em uma região muito pequena no centro do átomo (núcleo). Ao redor desse núcleo positivo estariam girando as cargas negativas. Esse modelo, por motivos óbvios, conforme se observa na Figura 1.3, é conhecido como modelo planetário.

observa na Figura 1.3, é conhecido como modelo planetário. Figura 1.3: Modelo atômico de Rutherford -

Figura 1.3: Modelo atômico de Rutherford

- os elétrons dos átomos se movimentam ao redor do núcleo em trajetórias circulares chamadas de camadas ou níveis;

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- cada nível ou camada possui um determinado valor de energia;

- um elétron só passa de um nível de menor energia para um de maior energia se absorver

energia de uma fonte externa (luz, calor, etc.);

- o elétron, ao retornar para seu nível inicial libera a energia absorvida sob a forma de ondas eletromagnéticas.

O modelo de Bohr acrescentou ao modelo de Rutherford a distribuição dos elétrons da eletrosfera em camadas ou níveis de energia, conforme esquematizado, de forma planificada, na Figura 1.4.

conforme esquematizado, de forma planificada, na Figura 1.4. Figura 1.4: Modelo atômico de Bohr (planificado) Robert

Figura 1.4: Modelo atômico de Bohr (planificado)

Robert Andrews Millikan (1868 – 1953) analisou o comportamento que as gotículas de água com carga elétrica manifestavam quando submetidas a duas influências simultâneas: a da gravidade e a de um campo elétrico. Como a água evaporasse rapidamente, substituiu-a, em 1911, por óleo. À medida que adquiriam mais carga, as gotículas sofriam variações em seu movimento de queda, chegando a deter-se ou até a elevar-se. Medindo cuidadosamente a quantidade de carga que provocava a menor alteração possível, Millikan concluiu ser ela exatamente a carga de um elétron. De fato, constatou que todos os demais valores de carga que se podiam adicionar à gotícula eram múltiplos daquele valor unitário.

à gotícula eram múltiplos daquele valor unitário. _ Figura 1.5 C C – – E ES

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Figura 1.5

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2 - TEORIA ELETRÔNICA DA MATÉRIA

A matéria é constituída por pequenas partículas chamadas átomos. Estes, por sua vez, são formados por partículas elementares dentre as quais destacaremos apenas os prótons, os nêutrons e os elétrons.

apenas os prótons, os nêutrons e os elétrons. Figura 2.1 Segundo o modelo atômico de Bohr,

Figura 2.1

Segundo o modelo atômico de Bohr, os prótons e os nêutrons ocupam a região central do átomo chamada de núcleo. Na região em torno do núcleo, chamada eletrosfera, se deslocam os elétrons, em órbitas definidas, arranjados em um máximo de 7 camadas assim distribuídas:

Camada

K

L

M

N

O

P

Q

N o máx. de elétrons

2

8

18

32

32

18

2

Na camada mais externa o n o máximo de elétrons é 8

Cada camada corresponde a um determinado nível de energia. Quanto mais afastado o elétron estiver do núcleo, maior será o seu nível de energia. Assim, os elétrons de maior nível energético estão situados na última camada e são chamados de elétrons de valência. Quando se aplica, em determinados materiais, energia proveniente de uma fonte externa (como calor, luz, energia elétrica, etc.) os elétrons, componentes dos átomos desse material, adquirem energia. Com maior quantidade de energia eles podem se deslocar para outro nível energético mais alto. Nestas condições, diz-se que o átomo está em um estado excitado, portanto, instável.

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3 - ESTUDOS DA ELETROSTÁTICA

É a parte da eletricidade que estuda cargas elétricas em repouso.

3.1 - CARGA ELÉTRICA

Um material, em seu estado natural é neutro, ou seja, possui o mesmo número de prótons e

de

elétrons. Quando, por um meio qualquer, provocamos um desequilíbrio entre o número de prótons

e

de elétrons desse corpo (colocando ou retirando elétrons), dizemos que ele adquiriu uma

determinada quantidade de eletricidade ou que está eletrizado. Dessa forma, a carga elétrica, ou quantidade de eletricidade de um corpo, é determinada pelo número de elétrons que adicionamos ou subtraímos desse corpo. Quando um átomo perde um ou mais elétrons da sua camada de valência, ele é chamado de íon positivo ou cátion. Se, por outro lado, ele recebe um ou mais elétrons na sua camada de valência, ele é chamado de íon negativo ou ânion.

de valência, ele é chamado de íon negativo ou ânion. Ao receber elétrons o corpo A

Ao receber elétrons o corpo A ficará com carga negativa.

Ao perder elétrons o corpo B ficará com carga positiva.

Ao perder elétrons o corpo B ficará com carga positiva. Podemos calcular a carga Q que

Podemos calcular a carga Q que apresentará o átomo pela perda ou ganho de elétrons pela expressão:

Q = n . e

Onde:

Q

= carga elétrica

n

= número de elétrons retirados ou doados ao átomo

e = carga elementar ( 1,6 x 10 -19 C )

Carga elétrica é a quantidade de eletricidade que um corpo possui.

O estudo das propriedades das cargas elétricas e da ação mútua, quando elas estão em repouso, é fundamentado em dois princípios básicos:

1. Princípio da Atração e Repulsão:

“Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem”;

2. Princípio da Conservação de cargas elétricas:

“Num sistema eletricamente isolado a soma algébrica das cargas elétricas positivas e negativas é constante”.

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Unidade de carga elétrica no SI:

Nome

Símbolo

Submúltiplos

   

milicoulomb (mC) : 1mC = 10 -3 C

microcoulomb ( C) : 1 C = 10 -6 C

Coulomb

C

nanocoulomb (nC) : 1nC = 10 -9 C

picocoulomb (pC) : 1pC = 10 -12 C

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EXERCÍCIOS

Componente Curricular:

Turma/Mod.

Valor:

Nome do Professor:

Nota:

Nome do Aluno:

Data:

/

/

1) Na eletrosfera de um átomo de magnésio temos 12 elétrons. Qual a carga elétrica de sua eletrosfera?

2) Na eletrosfera de um átomo de carbono temos 6 elétrons. Qual a carga elétrica de sua eletrosfera?

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3) Um corpo tem uma carga igual à 32. 10 -6 C. Quantos elétrons há em excesso nele?

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3.2 - FORÇA ENTRE CARGAS

Em 1785, Charles Augustin de Coulomb apresentou à Academia Francesa de Ciências uma balança de torção (Figura 3.1), com a qual conseguiu medir a interação (força) entre duas cargas elétricas. A balança era constituída por uma barra isolante com duas esferas metálicas nas pontas e suspensa por um fino fio de prata. O corpo de prova, preso à outra barra isolante, era introduzido no recipiente da balança através de um orifício localizado na sua parte superior.

através de um orifício localizado na sua parte superior. Figura 3.1 A partir de suas observações,

Figura 3.1

A partir de suas observações, Coulomb concluiu que:

Lei de Coulomb:

"A força de atração ou de repulsão entre duas cargas elétricas é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa".

Através da balança de torção, Coulomb estabeleceu a fórmula abaixo:

F

=

k

0

Q

1

Q

2

d

2

3.3 – MATERIAIS CONDUTORES E MATERIAIS ISOLANTES

Tomando como referência o número de elétrons livres à temperatura ambiente e o fluxo de elétrons, podemos classificar os materiais em três grupos:

3.3.1 - Condutores

São materiais que permitem a circulação de corrente elétrica com a aplicação de uma pequena quantidade de energia de uma fonte externa. Esses materiais possuem em torno de 10 23 elétrons livres por cm 3 .

Ex.: Alumínio, cobre, prata, latão, ouro, níquel, estanho, ferro.

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Quando o metal coloca as duas esferas em contato, observa-se entre elas uma movimentação de cargas.

EXISTE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS

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3.3.2 – Isolantes

São materiais que permitem a passagem de uma corrente muito pequena quando submetidos à energia de uma fonte externa. Esses materiais possuem, à temperatura ambiente, cerca de 10 6 elétrons livres por cm 3 . Ex.: borracha, plástico, papel, ar seco, vidro, porcelana, PVC, madeira, teflon.

papel, ar seco, vidro, porcelana, PVC, madeira, teflon. Quando a madeira coloca as duas esferas em

Quando a madeira coloca as duas esferas em contato, não se observa entre elas uma movimentação de cargas.

NÃO EXISTE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS

Devido às propriedades de condução e não condução da eletricidade, ao se construir um fio usa-se material isolante para revestimento do material condutor.

material isolante para revestimento do material condutor. 3.3.3 – Semicondutores Figura 3.2 Constituem uma categoria

3.3.3 – Semicondutores

Figura 3.2

Constituem uma categoria intermediária entre a dos condutores e a dos isolantes. Eles possuem cerca de 10 12 elétrons livres por cm 3 e têm quatro elétrons de valência (última camada). Ex.: germânio, silício.

3.4 – CAMPO ELÉTRICO “Região em torno de uma carga elétrica dentro da qual ela exerce ações de origem elétrica”.

Podemos matematicamente escrever esse campo pela expressão:

F = E

q

ou

F

= q

E

 

Grandezas

Unidades (SI)

Unidades

Nome

Símbolo

Nome

Símbolo

Força

F

Newton

N

Carga Elétrica

Q

Coulomb

C

 

Campo Elétrico

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Newton/Coulomb

N/C

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4 - ESTUDO DA ELETRODINÂMICA

É a parte da eletricidade que estuda as cargas elétricas em movimento.

4.1 - CORRENTE ELÉTRICA

O movimento dos portadores de cargas em um meio condutor é ocasionado por uma força chamada de “força eletromotriz” (fem), “tensão” (V) ou “diferença de potencial” (ddp). Uma analogia do que ocorre em um condutor pode ser feita através da ação de dois tanques ligados através de um tubo com um registro como mostra a Figura 4.1 abaixo. Inicialmente, com o registro fechado, toda a água está represada no tanque A, exercendo uma pressão máxima sobre o mecanismo do registro. Quando o registro é aberto, a diferença de pressão entre os dois reservatórios ocasiona o escoamento (ou fluxo) de água do tanque de A para B até que ambos tenham o mesmo nível. Nessa situação, cessa a circulação de água, pois não há mais diferença de nível (ou pressão) entre os dois tanques.

diferença de nível (ou pressão) entre os dois tanques. Figura 4.1 Sabemos que nos bons condutores,

Figura 4.1

Sabemos que nos bons condutores, mesmo à temperatura ambiente, os elétrons livres se movimentam com trajetórias aleatórias (Figura 4.2). Se, de alguma forma, esses movimentos aleatórios forem ordenados, obtemos um fluxo ordenado de cargas elétricas no interior do condutor. A esse fluxo ordenado de cargas elétricas é que denominamos de corrente elétrica (Figura 4.3).

é que denominamos de corrente elétrica (Figura 4.3). Figura 4.2 Movimento caótico de elétrons no condutor:

Figura 4.2

Movimento caótico de elétrons no condutor:

- não forma uma corrente elétrica.

4.2 - TIPOS DE CORRENTES ELÉTRICAS

uma corrente elétrica. 4.2 - TIPOS DE CORRENTES ELÉTRICAS Figura 4.3 Movimento ordenado de elétrons no

Figura 4.3

Movimento ordenado de elétrons no condutor:

- forma uma corrente elétrica.

Dependendo da natureza da carga elétrica em movimento no meio condutor ou da forma como elas se deslocam, podemos classificar a corrente elétrica da seguinte maneira:

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Corrente eletrônica: é aquela formada pelo deslocamento de elétrons livres no meio condutor. Isto ocorre, geralmente, nos metais. Observa-se que nos meios sólidos (normalmente metais), os átomos não têm mobilidade, uma vez que, devido à própria estrutura interatômica, estão firmemente "presos" às suas posições originais. Por outro lado, nestes materiais (que, na maioria das vezes, são bons condutores), os elétrons estão fracamente "presos" às suas órbitas, podendo se deslocar facilmente através do condutor.

Corrente iônica: íons são átomos eletrizados, isto é, com excesso ou falta de elétrons. Dessa forma, definimos a corrente iônica como aquela formada pelo movimento ordenado de íons que podem ser cátions (íons positivos) ou ânions (íons negativos). Este tipo de corrente ocorre, normalmente, nos meios líquidos ou gasosos.

Corrente unidirecional: é aquela em que as cargas elétricas atravessam o condutor sempre no mesmo sentido (Figura 4.4).

atravessam o condutor sempre no mesmo sentido (Figura 4.4). Figura 4.4 a - contínua ( DC

Figura 4.4

a - contínua ( DC ou CC ) : além de unidirecional tem valor (amplitude) constante (Figura 4.5). Neste capítulo, nos restringiremos ao estudo deste tipo de corrente e a sua ação em alguns elementos de circuitos. Este tipo de corrente é fornecido por fontes como pilhas, baterias, etc.

corrente é fornecido por fontes como pilhas, baterias, etc. Figura 4.5 DC - direct current CC

Figura 4.5

DC - direct current CC - corrente contínua

b - pulsante: é aquela cuja intensidade atinge, em geral periodicamente, valores máximos e mínimos, embora tenha sentido constante (Figura 4.6).

e mínimos, embora tenha sentido constante (Figura 4.6). Figura 4.6 Corrente Bidirecional : é aquela em
e mínimos, embora tenha sentido constante (Figura 4.6). Figura 4.6 Corrente Bidirecional : é aquela em

Figura 4.6 Corrente Bidirecional: é aquela em que as cargas elétricas se deslocam, no condutor, ora num sentido, ora no sentido oposto, normalmente obedecendo a um período fixo de alternância (Figura 4.7).

_

CC EES

TTC

EET

E

– E

CCO

SSC

OOL

AA T

LLA

T

ÉÉC

NNI IIC CCA AA DDE

CCN

D

EE CCA

AAM

C

MMP

PPO

OOS

SS

14

R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

TTR

EET

LLE

EEL

E

I ID D DA A AD D DE E E T TR E ET L LE

Intervalo de tempo 1 As cargas se movimentam num sentido

E Intervalo de tempo 1 As cargas se movimentam num sentido Intervalo de tempo 2 As

Intervalo de tempo 2 As cargas se movimentam em sentido contrário

Figura 4.7

a - alternada senoidal (AC ou CA) : é aquela cuja forma de onda é a de uma senóide (Figura 4.8). Este é o tipo de corrente fornecida pela concessionária de energia elétrica (ESCELSA) e que, portanto, temos disponível nas tomadas das nossas casas para ligar os equipamentos elétricos.

das nossas casas para ligar os equipamentos elétricos. Figura 4.8 AC - alternating current CA -

Figura 4.8

AC - alternating current CA - corrente alternada

b - outras formas de onda: existem outras formas de ondas bidirecionais diferentes da

senoidal. Estas ondas podem ser simétricas ou assimétricas, periódicas ou não-periódicas.

ou assimétricas, periódicas ou não-periódicas. Tipo degrau simétrica Tipo quadrada assimétrica Figura 4.9

Tipo degrau simétrica

periódicas ou não-periódicas. Tipo degrau simétrica Tipo quadrada assimétrica Figura 4.9 4.3 - EFEITOS DA

Tipo quadrada assimétrica

Figura 4.9

4.3 - EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA

assimétrica Figura 4.9 4.3 - EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA Qualquer O movimento ordenado de cargas elétricas

Qualquer

O movimento ordenado de cargas elétricas nos meios condutores produz alguns efeitos que

servem de base para muitos processos industriais, equipamentos ou dispositivos elétricos.

a - Efeito térmico: quando os elétrons se deslocam em um condutor (corrente elétrica),

colidem com a estrutura cristalina do material provocando um atrito interatômico e, conseqüentemente, um aumento da agitação e da temperatura desta estrutura. Em outras palavras, a corrente elétrica provoca um aumento da temperatura do condutor que, para readquirir o seu equilíbrio térmico, cede calor ao meio externo. Este fenômeno, conhecido como efeito joule, é aplicado em ferros de engomar, ferros de solda, chuveiros elétricos, aquecedores, ebulidores, etc.

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C

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15

R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

TTR

EET

LLE

EEL

E

I ID D DA A AD D DE E E T TR E ET L LE

Estrutura cristalina de uma amostra de cobre

L LE E EL E Estrutura cristalina de uma amostra de cobre A m o v

A movimentação provoca choques com a estrutura cristalina

Figura 4.10

b - Efeito magnético: quando uma corrente elétrica percorre um condutor, ao redor dele surge

um campo magnético. Este princípio é utilizado em diversos dispositivos, como: eletroímãs, motores elétricos, geradores elétricos, instrumentos de medida, disjuntores, campainhas, alto-falantes, relés, etc.

medida, disjuntores, campainhas, alto-falantes, relés, etc. Figura 4.11 c - Efeito químico : quando uma corrente
medida, disjuntores, campainhas, alto-falantes, relés, etc. Figura 4.11 c - Efeito químico : quando uma corrente

Figura 4.11

c - Efeito químico: quando uma corrente elétrica passa através de uma solução, por exemplo,

de ácido sulfúrico em água, provoca o desprendimento de hidrogênio e oxigênio produzindo uma ação química nos elementos que constituem a solução. Esta ação é chamada de eletrólise e a solução é chamada de eletrólito. Este fenômeno é utilizado na galvanoplastia (niquelamento, cromagem), refinamento eletrolítico, fabricação de baterias, etc.

refinamento eletrolítico, fabricação de baterias, etc. Figura 4.12 d - Efeito fisiológico : ou choque elétrico,

Figura 4.12

d - Efeito fisiológico: ou choque elétrico, é um conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos que se manifestam no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma corrente elétrica. As manifestações provocadas pelo choque elétrico variam desde uma ligeira contração superficial até uma violenta contração muscular que pode provocar a morte.

uma violenta contração muscular que pode provocar a morte. _ Figura 4.13 C C – –

_

Figura 4.13

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16

R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

TTR

EET

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EEL

E

4.4 - SENTIDO DA CORRENTE ELÉTRICA

Analisando o esquema da Figura 4.14, temos um condutor sólido (metálico) ligado a uma fonte de tensão. No interior deste condutor surgirá um campo elétrico cujo sentido é do pólo positivo (+) para o negativo (-). Neste campo, cada elétron ficará sujeito a uma força de repulsão do pólo negativo (-) e, ao mesmo tempo, de atração do pólo positivo (+). Esta força provocará o movimento ordenado dos elétrons livres no sentido do menor para o maior potencial.

elétrons livres no sentido do menor para o maior potencial. Figura 4.14 V A = tensão

Figura 4.14

V A = tensão no ponto A ou potencial do ponto A; V B = tensão no ponto B ou potencial do ponto B; ddp = diferença de potencial.

Assim, o sentido real da corrente elétrica é o do menor para o maior potencial, ou seja, o sentido do deslocamento das cargas negativas (Figura 4.15).

sentido do deslocamento das cargas negativas (Figura 4.15). Figura 4.15 do "deslocamento" das cargas positivas,

Figura 4.15

do

"deslocamento" das cargas positivas, mesmo sabendo que nos metais elas não são móveis. Este sentido é chamado de sentido convencional da corrente elétrica e é adotado na quase totalidade dos livros de eletricidade (Figura 4.16).

Observação:

nesta

apostila

adotaremos

como

sentido

da

corrente

o

sentido

nesta apostila adotaremos como sentido da corrente o sentido Sentido convencional da corrente elétrica Figura 4.16
nesta apostila adotaremos como sentido da corrente o sentido Sentido convencional da corrente elétrica Figura 4.16

Sentido convencional da corrente elétrica

Figura 4.16

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– E

CCO

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C

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PPO

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17

R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

TTR

EET

LLE

EEL

E

4.5 - INTENSIDADE DA CORRENTE ELÉTRICA

Considere que pela secção transversal de um fio condutor circule uma carga elétrica “Q” num tempo “t”. "A quantidade de carga elétrica que atravessa uma determinada secção transversal de um condutor por unidade de tempo", é considerada como a intensidade da corrente elétrica “I”.

cargas elét.
cargas elét.

secção transversal

Figura 4.17

“I”. cargas elét. secção transversal Figura 4.17   Grandezas Unidades (SI) Unidades Nome
 

Grandezas

Unidades (SI)

Unidades

Nome

Símbolo

Nome

Símbolo

Carga Elétrica

Q

Coulomb

C

Tempo

 

t segundo

s

 

Corrente

 

I Ampère

A

Às vezes, a corrente elétrica apresenta valor muito pequeno ou grande para ser expresso em ampère (A), como por exemplo, 0,00005 A ou 10500 A. Em casos como estes, usamos os múltiplos e submúltiplos da grandeza.

Múltiplos e submúltiplos mais usados

kiloampère ( kA ): 1 kA = 1.000 A ou 103 A

miliampère ( mA ): 1 mA = 0,001 A ou 10-3 A

microampère (µA): 1 µA = 0,000001 A ou 10-6 A

Definição do Ampère:

Um Ampère é a intensidade da corrente elétrica correspondente ao deslocamento de uma carga elétrica de 1C através de uma secção transversal de um condutor no intervalo de tempo de 1s.

_

CC EES

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

TTR

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LLE

EEL

E

EXERCÍCIOS

Componente Curricular:

Turma/Mod.

Valor:

Nome do Professor:

Nota:

Nome do Aluno:

Data:

/

/

1) Através da secção transversal de um condutor passa uma carga de 1,2 C num intervalo de tempo

de 2 minutos. Determine a intensidade da corrente no condutor.

Dados:

Solução:

Q = 1,2 C t = 2 min = 2 x 60s = 120 s

Dados: Solução: Q = 1,2 C t = 2 min = 2 x 60s = 120

2) Sabendo que entre dois pontos de um condutor deslocam-se 1,5 x 10 15 elétrons a cada intervalo

de tempo de 2 minutos, determine:

a)

b)

_

a corrente no condutor;

a carga elétrica que atravessa o condutor em 30s;

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19

R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

TTR

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E

c) o intervalo de tempo necessário para transportar uma carga de 4mC nas condições do item a.

Dados:

Solução:

n = 1,5 x 10 15 elétrons t = 2 min = 2 x 60s = 120 s e = 1,6 x 10 -19 C

t = 2 min = 2 x 60s = 120 s e = 1,6 x 10

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

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E

4.6 - LEI DE OHM

Quando um condutor é submetido a uma diferença de potencial (ddp), nele circula uma corrente elétrica I. Em meados de 1800, George Simon Ohm (físico alemão, 1787-1854), através de uma experiência bastante simples, demonstrou que essa corrente I é diretamente proporcional à ddp ao qual o condutor está submetido e é inversamente proporcional à resistência que esse meio oferece à passagem dessa corrente elétrica.

que esse meio oferece à passagem dessa corrente elétrica. Figura 4.18 Considere o circuito esquematizado na

Figura 4.18

Considere o circuito esquematizado na Figura 4.19. Aplicando no condutor metálico, com o auxílio de uma fonte ajustável, diferentes valores de tensão (lidas no voltímetro). Anotando o valor da corrente correspondente (lidas no amperímetro), Ohm constatou que para um dado fio condutor, qualquer que fosse o material de sua constituição, o seu comprimento ou a sua espessura, a relação entre a tensão aplicada (V) e a correspondente intensidade de corrente (I) era constante.

a correspondente intensidade de corrente (I) era constante. Figura 4.19 O resultado desse quociente ( V

Figura 4.19

intensidade de corrente (I) era constante. Figura 4.19 O resultado desse quociente ( V / I

O resultado desse quociente ( V / I ) é chamado de resistência elétrica do condutor e é representado pela letra R.

elétrica do condutor e é representado pela letra R . LEI DE OHM: A intensidade da

LEI DE OHM: A intensidade da corrente elétrica através de um meio condutor é diretamente proporcional à tensão aplicada e inversamente proporcional à resistência do condutor.

e inversamente proporcional à resistência do condutor . Notas : 1 - O meio condutor que

Notas: 1 - O meio condutor que obedece à Lei de Ohm é chamado de condutor ôhmico.

2 - Normalmente os fios condutores utilizados nos circuitos elétricos para interligação dos componentes têm resistência elétrica muito pequena sendo, quase sempre, desprezada.

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

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E

 

Grandezas

Unidades (SI)

Unidades

Nome

Símbolo

Nome

Símbolo

Tensão

V

Volt

V

Corrente

I

Ampère

A

 

Resistência

R

Ohm

Múltiplos e submúltiplos mais usados

megohm ( M): 1 M= 1.000.000 ou 10 6

kilohm ( k): 1 k= 1.000 ou 10 3

miliohm ( m): 1 m= 0,001 ou 10 -3

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

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E

EXERCÍCIOS

Componente Curricular:

Turma/Mod.

Valor:

Nome do Professor:

Nota:

Nome do Aluno:

Data:

/

/

1) Considere o circuito abaixo onde temos um condutor ( ab ), muito longo e fino, ligado a uma fonte

de tensão e determine:

longo e fino, ligado a uma fonte de tensão e determine: a) o valor da resistência

a) o valor da resistência do condutor se o voltímetro indica 10 V e o amperímetro 200 mA;

b) a indicação do voltímetro quando o amperímetro marcar 50 mA;

c) a indicação do amperímetro quando o voltímetro marcar 8 V.

Solução:

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

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I ID D DA A AD D DE E E T TR E ET L LE

2) O gráfico abaixo representa a tensão aplicada em um condutor e a corrente que o percorre. Verifique se esse condutor obedece à Lei de Ohm e determine a sua resistência.

obedece à Lei de Ohm e determine a sua resistência. Solução: Para verificar se o resistor

Solução:

Para verificar se o resistor obedece à Lei de Ohm vamos determinar a sua resistência elétrica para diversas tensões aplicadas. Se o valor de R for constante, o condutor obedece à Lei de Ohm, caso contrário, diremos que o condutor em questão não é ôhmico.

diremos que o condutor em questão não é ôhmico. Logo, o condutor é ôhmico e o

Logo, o condutor é ôhmico e o valor da sua resistência é 500.

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

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Observação:

No caso de resistores ôhmicos, podemos calcular a resistência R usando o cálculo da tangente do ângulo que a reta faz com o eixo X:

tan

4.7 - RESISTORES

=

V I tan

= R

Os resistores são dispositivos elétricos que, entre outros fins, são utilizados nos circuitos elétricos para limitar o valor da corrente elétrica a níveis desejados ou, especificamente, para produzir calor.

Os resistores podem ser classificados em dois grandes grupos:

resistores podem ser classificados em dois grandes grupos: 4.7.1 - Resistores fixos São aqueles que possuem

4.7.1 - Resistores fixos

São aqueles que possuem um valor único de resistência sob condições normais de utilização.

de resistência sob condições normais de utilização. Figura 4.20: a) resistor fixo; b) símbolo; c) circuito

Figura 4.20: a) resistor fixo; b) símbolo; c) circuito com resistor fixo.

Os dois principais tipos de resistores fixos são:

4.7.1.1 - Resistores de fio

tipos de resistores fixos são: 4.7.1.1 - Resistores de fio Nestes resistores, o elemento resistivo normalmente

Nestes resistores, o elemento resistivo normalmente é um fio de níquel-cromo enrolado sobre uma haste cilíndrica de material cerâmico e recoberto, para proteção mecânica, por um esmalte especial. Normalmente são encontrados com valores que variam entre 1 e 100 ke podem ser fabricados para suportar correntes elevadas.

e podem ser fabricados para suportar correntes elevadas. Figura 4.21: Resistor de fio _ C C

Figura 4.21: Resistor de fio

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EEL

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Os resistores de fio também são muito utilizados em aparelhos de aquecimento como chuveiros elétricos, ferros elétricos, torradeiras, forninhos elétricos residenciais, etc

torradeiras, forninhos elétricos residenciais, etc Figura 4.22: resistência de chuveiro elétrico Obs.: Em

Figura 4.22: resistência de chuveiro elétrico

Obs.: Em fornos elétricos industriais também são utilizados resistores construídos com liga especial de ferro fundido.

resistores construídos com liga especial de ferro fundido. Figura 4.23: resistência em liga de ferro fundido

Figura 4.23: resistência em liga de ferro fundido

4.7.1.2 - Resistores de filme de carbono

Consiste em um cilindro de porcelana recoberto por um filme (película) de carbono. O valor da resistência é obtido mediante a formação de um sulco, transformando a película em uma fita helicoidal. Esse valor pode variar conforme a espessura do filme ou a largura da fita. Uma resina protetora é usada como revestimento.

da fita. Uma resina protetora é usada como revestimento. Figura 4.24: resistência de filme de carbono

Figura 4.24: resistência de filme de carbono

4.7.1.3 - Resistores de carbono

Nestes resistores, o elemento resistivo, composto basicamente por carbono, é aplicado sobre um cilindro de material cerâmico e depois recoberto por um esmalte para proteção mecânica.

e depois recoberto por um esmalte para proteção mecânica. Figura 4.25: resistores de carbono O valor

Figura 4.25: resistores de carbono

O valor ôhmico destes resistores normalmente é representado por um conjunto de faixas

coloridas pintadas no corpo do resistor. Cada faixa tem uma função e cada cor representa um número que se constitui em um "código de cores" convencionado internacionalmente.

O código de cores normalmente é constituído de 4 anéis (ou faixas), sendo que os três

primeiros indicam o valor do resistor, enquanto o 4° anel indica a tolerância do mesmo. A leitura é

feita a partir da faixa mais próxima da extremidade do resistor conforme mostram a Figura 4.26 e a Tabela com o Código de Cores.

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Resistor convencional

1°digito 2°digito multip. toler.
1°digito
2°digito
multip.
toler.

Resistor de Precisão

1°digito 2°digito 3°digito multip. toler.
1°digito
2°digito
3°digito
multip.
toler.
Figura 4.26
Figura 4.26

Código de cores para resistores

Cor da faixa

Valor

Multiplicador

Tolerância

Preta

0

1

-

Marrom

1

10

±±±± 1%

Vermelha

2

100

±±±± 2%

Laranja

3

1000

-

Amarela

4

10000

-

Verde

5

100000

±±±± 0,5%

Azul

6

1000000

±±±± 0,25%

Violeta

7

10000000

±±±± 0,1%

Cinza

8

100000000

±±±± 0,05%

Branca

9

1000000000

-

Ouro

-

0,1

±±±± 5%

Prata

-

0,01

±±±± 10%

Na ausência da faixa a tolerância será de 20%

_

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R RI I IC C CI I ID D DA A AD D DE E

RRI IIC CCI IID DDA AAD DDE EE

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EXERCÍCIOS

Componente Curricular:

Turma/Mod.

Valor:

Nome do Professor:

Nota:

Nome do Aluno:

Data:

/

/

1) Aplique o código de cores e determine o valor dos resistores abaixo:

 

1ª faixa

2ª faixa

3ª faixa

4ª faixa

Valor

Resistor 1

Marrom

Vermelha

Laranja

Prata

 

Resistor 2

Verde

Azul

Ouro

Ouro

 

2) Complete o quadro abaixo com as cores das faixas ou com o valor do resistor, conforme o caso:

R

1ª faixa

2ª faixa

3ª faixa

4ª faixa

 

Valor

1

Verde

Azul

Preto

Ouro

 

2

       

8,2 M

± 5%

3

Azul

Cinza

Vermelho

Prata

 

4

       

270 k

± 10%

5

Cinza

Vermelho

Marrom

Prata

 

_

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NNI IIC CCA AA DDE

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EE CCA