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Matemática

Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 02
1° Série | 2° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Matemática Ensino Médio 2° 1°

Habilidades Associadas
1. Resolver problema que envolva variação proporcional, direta ou inversa, entre grandezas.
2. Resolver problema envolvendo uma função polinomial do 1º grau
3. Reconhecer o gráfico de uma função polinomial de 1º grau por meio de seus coeficientes
4. Reconhecer a representação algébrica de uma função do 1º grau dado o seu gráfico
5. Resolver problema que envolva razões trigonométricas no triângulo retângulo (seno, cosseno,
tangente).
6. Utilizar relações métricas do triângulo retângulo para resolver problemas significativos.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que podem colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

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Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Matemática da 1ª
Série do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período
de um mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos vão aprender um pouco mais sobre
funções, em especial a função polinomial do primeiro grau. Há um interesse especial em
construir a ideia desta função sempre associando a situações diárias do aluno.
Reservamos as aulas de 1 a 6 para este fim.
Nas aulas seguintes, você encontrará um estudo inicial da trigonometria. São
apresentadas as razões trigonométricas sobre um triângulo retângulo. Finalizando,
apresentados uma parte envolvendo trigonometria em um triângulo qualquer.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 12 (doze) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação-base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõem-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!

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Equipe de Elaboração

Sumário

Introdução ............................................................................................... 03

Objetivos Gerais ...................................................................................... 05


Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 1: Função Polinomial do Primeiro Grau............................................ 07
Aula 2: Situações problemas sobre Funções ............................................ 11
Aula 3 : Proporcionalidade e função linear .......................................... 15
Aula 4 : Gráfico da função polinomial do primeiro grau ......................... 19
Aula 5 : Reconhecimento de uma função a partir do gráfico ................... 27
Aula 6 : Estudo do sinal da função polinomial do primeiro grau 33
.............. 41
Aula 7: Razões trigonométricas no triângulo retângulo .......................... 49
Aula 8: Alguns ângulos Notáveis ............................................................. 57
Aula 9: Lei dos Senos ............................................................................... 64
Aula 10: Lei dos Cossenos ....................................................................... 72
Avaliação ................................................................................................. 73
Avaliação Comentada .............................................................................. 78
Pesquisa ...................................................................................................

Referências .............................................................................................. 80
Fonte das Imagens .................................................................................... 81

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Objetivos Gerais

Como visto no primeiro bimestre, na 1ª série do Ensino Médio, os conteúdos


mais importantes são o conhecimento dos conjuntos numéricos e o estudo das
Funções. Neste bimestre vamos focar nossa atenção na função polinomial do primeiro
grau. Consequentemente, falaremos também de forma introdutória, sobre a
trigonometria no triângulo retângulo e em triângulos quaisquer.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Telecurso: Aula 8 - Descrição: Aqui você pode visualizar a construção


do sistema cartesiano a partir de uma situação problema.
Endereço eletrônico:
http://www.telecurso.org.br/matematica/

Telecurso: Aula 30 - Descrição: Aqui você pode visualizar uma


abordagem contextualizada de aplicações em função do primeiro grau.
Teleaulas
Endereço eletrônico:
www.telecurso.org.br/matematica

Telecurso: Aula 45 - Descrição: Aula número 45. Uma abordagem para


a aplicação da função do 1º grau.
Endereço eletrônico: www.telecurso.org.br/matematica

Nome: Jogando e Conhecendo o Plano Cartesiano


Orientações Descrição: Neste site são apresentados jogos onde o aluno pode
Pedagógicas do construir a ideia do sistema de coordenadas. Através de jogos é
possível dar significado ao assunto.
CM Endereço Eletrônico:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1913

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A Função Afim – Um enfoque interdisciplinar
Descrição: Neste artigo são propostas várias atividades para a
construção da função afim, sempre baseado em situações cotidianas.
Endereço Eletrônico:
http://www.ccmn.ufrj.br/curso/trabalhos/pdf/matematica-
trabalhos/funcoesem/trabalhos%20
%20aprovados/a%20fun%E7%E3o%20afim%20-
%20um%20enfoque%20interdisciplinar.pdf

Artigo sobre Funções


Descrição: Neste site o aluno pode encontrar artigos e diversas
atividades sobre o estudo de funções.
Endereço Eletrônico:
http://www.brasilescola.com/matematica/funcoes.htm

Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado para que o aluno possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor.
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3.
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma
individual ou em dupla.
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na
seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o.
5°- Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto-base.
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas
nas ATIVIDADES.
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas
com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da

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sala para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na
Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

Aula 1: Função Polinomial do primeiro Grau.

Nas aulas anteriores, estudamos o que é uma função. Aprendemos também a


representar o gráfico de diferentes tipos de funções. No universo matemático,
existem algumas funções que, por sua contínua utilização no dia a dia, recebem um
tratamento especial, isto é, são estudadas com maior profundidade.
Nesta aula, vamos aprender um pouco sobre uma destas funções. É a chamada
função polinomial do 1° grau, também conhecida como função afim.
Esperamos que seja muito divertido e instrutivo para você. Bom estudo.

1 ─ FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1º GRAU:

Denotamos função polinomial do 1º grau ou função afim a toda função do tipo:

F (x) = a x + b , com a  0.

Você deve estar se perguntando por que a tem de ser diferente de zero? A
resposta é simples! Note que se a = 0 temos y = 0 . x + b ,ou seja, y = 0 + b. Neste
caso, anularíamos a variável e ficaríamos apenas com a parte constante: y = b.
A função deixa de ser polinomial do primeiro grau, e passa a ser uma função
constante.
Observe os exemplos:

a) f(x) = 2x – 3  ( a = 2 e b = - 3)
b) f(x) = - 5x + 2  ( a = - 5 e b = 2)
c) f(x)= - x  ( a = - 1 e b = 0)

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É muito comum representar uma função do 1º grau por: y = a x + b, com a  0 .

Não há diferença entre


escrever y ou f(x).
Ambos representam a
função.

Para cada valor de x, a função assume um valor y ou f(x), então podemos


escrever um par ordenado como (x, y) ou (x, f(x)). Este par ordenado representa um
ponto no plano cartesiano (x, y). Então usamos a notação f(x) = Y. Exemplos:

a) f(x) = 2x - 3  y = 2x - 3 ,
b) f(x) = ─ 5x + 2  y = -5x + 2

O domínio e a imagem desta função são números Reais, isto é, podemos


atribuir qualquer valor Real para x e, automaticamente, será encontrado um valor Real
para y.
É interessante atentar para o fato do crescimento e decrescimento nesta
função. O valor de y depende exclusivamente do valor atribuído a x, sendo assim, esta
função permite modelar situação tanto de crescimento como de decrescimento
proporcional. Vamos analisar alguns exemplos para que você compreenda melhor!

EXEMPLO 01:
Um taxista cobra por corrida R$10,00 Reais (bandeirada) e mais R$ 1,50 por
quilômetro rodado. Qual a função que representa uma corrida com este taxista?

Resolução:
É evidente que a cada quilômetro percorrido, o taxímetro marcará mais R$1,50.
Veja a tabela:

8
Km percorrido Preço
1 10 + 1 . 1,50
2 10 + 2 . 1,50
5 10 + 5 . 1,50
X 10 + x . 1,50

Analisando a tabelo, é possível perceber que a função será dada por


f(x) = 1,50x + 10, onde f(x) é o valor a ser pago e x a quantidade de quilômetros
percorridos. Temos então uma função polinomial do primeiro grau, onde a = 1,50 e b =
10.
Agora que tal exercitar um pouco?

Atividade Comentada 1

01. Escreva três exemplos de situações reais que podem ser modeladas através de
uma função polinomial do 1° grau.

Resolução:
Qualquer função construída no formato f(x) = ax + b, mesmo com b = 0 deverá ser
considerada. A única restrição é a diferente de zero.

02. De acordo com a definição, uma função polinomial é representada por:


f(x) = ax + b, com a  0. Escreva as seguintes funções dados a e b:

a) a = 2, b = 3.
b) a = -1, b = 5.
c) a = 0, b = -3.
d) a = -2, b = -7.

Resolução:
a) f(x)= 2x + 3 ou y = 2x + 3

9
b) f(x) = -x + 5 ou y = -x + 5
c) A função não pode ser construída como função polinomial do primeiro grau, pois
a=0.
d) f(x) = -2x – 7 ou y = -2x - 7

03. Dadas as funções, identifique o valor de a e b:

a) f(x) = 2x – 5.
b) y = -x + ½
c) y = 1 – x
𝑥
d) f(x) = 2 − 6

Resolução:
a) a = 2 e b = -5
b) a = -1 e b = ½
c) a = -1 e b = 1
d) a = ½ e b = -6

04. Dadas as funções a seguir, defina quais são funções afim. Justifique suas respostas:

a) y = x2 – 7. Não é afim, pois o expoente da variável é 2.


2
b) y = 3 𝑥 − 8 . É função afim.
1
c) f(x) = 𝑥 - 3. Não é função afim, pois a variável é o inverso de x, assim o expoente é -1.

d) f(x) = 8. Não é função afim, pois a = 0.

Resolução:
a) Não é afim, pois o expoente da variável é 2.
b) É função afim
c) Não é função afim, pois a variável é o inverso de x, assim o expoente é -1.
d) Não é função afim, pois a = 0.

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05. Dada a função f(x) = 2x - 3, determine:

a) f(1)
b) f(-1)
c) f(0)
1
d) f(2)

Resolução:
a) f(1) = 2.1 – 3 = 2 – 3 = -1
b) f(-1) = 2.(-1) – 3 = -2 – 3 = -5
c) f(0) = 2.0 – 3 = -3
1 2
d) f(2) = 2. ½ - 3 = 2 – 3 = 1 – 3 = -2

Aula 2: Situações Problemas sobre Funções

Nesta aula vamos aprender a modelar alguns problemas com a função


polinomial do primeiro grau. Você vai perceber que todos os dias nos deparamos com
situações onde essa função se faz presente, e instintivamente, realizamos cálculos com
ela. Através de alguns exemplos de aplicação da função polinomial do 1° grau, vamos
levá-lo a compreender esse importante assunto:

EXEMPLO 01:
O custo da fabricação dos brincos de uma
fábrica é dado pela função C(x) = 3x + 27, sendo
x o número de brincos produzidos e C o custo
em reais. Calcule:
a) Qual o custo da fabricação de 200 brincos?
b) E o custo da fabricação de 500 brincos?

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Resolução:

a) Para calcular o custo da fabricação de 200


brincos devemos calcular C(200), ou seja:
C(x) = 3x + 27 , e sendo x = 200, temos que C(200) = 3 . 200 + 27, isto é,
C(200) = 600 + 27 = 627. Então, conclui-se que C(200) = 627.
Logo, o custo é igual a R$ 627,00.

b) Para calcular o custo da fabricação de 500 brincos devemos calcular C(500), ou seja:
substituir x = 500 na função dada: C(x) = 3x + 27. Então, teremos:
C(500) = 3 . (500) + 27.
Assim, C(500) = 1500 + 27. Conclui-se quem C(500) = 1527
Logo, o custo é igual a R$ 1.527,00.

EXEMPLO 02:
Em uma sorveteria, o quilograma do sorvete é vendido a R$ 25,00, sendo que o
cliente, após pesar o sorvete, pagando um acréscimo de R$ 3,00 pode acrescentar
vários tipos de cobertura. Considerando x a quantidade de sorvete e y o valor a ser
pago pelo sorvete, pede-se:
a) Qual a função que define o valor a ser pago na compra do sorvete, levando-se
em conta que não consumirá cobertura.
b) Qual a função que define o valor a ser pago na compra do sorvete, incluindo a
cobertura.
c) Quanto pagarei se consumir 300 gramas de sorvete utilizando cobertura?
d) Com R$8,00, quanto sorvete poderei comprar, se utilizar cobertura.

Resolução:
Inicialmente, vamos construir uma tabela explicativa para o consumo de
sorvete:

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Peso Valor pago com cobertura Valor pago sem cobertura
1 kg 25 . 1 + 3 25 . 1
2 kg 25.2 + 3 25 . 2
0,5 kg 25. 0,5 + 3 25 . 0,5

a) Basta multiplicar o preço do sorvete pela quantidade consumida, assim, teremos:


y = 25.x
b) Análogo ao item anterior, o preço é dado pelo valor do quilo multiplicado pela
quantidade consumida, porém, acrescido da taxa de R$3,00 da cobertura. Então, a
função será dada por y = 25.x + 3
c) Observe que 300 gramas de sorvete pode ser representado por 0,3 Kg. Como a
função é dada por y = 25x + 3, vamos substituir x = 0,3 na função. Então, temos que
y = 25 . 0,3 + 3. Conclui-se que o valor a ser pago é de R$ 10,50.
d) Neste caso temos o valor a ser pago e precisamos calcular a quantidade. Como
y = 25.x + 3, teremos que 8 = 25.x+3. Você se lembra como faz essa conta? Vamos
relembrar!!
1°) y = 25.x + 3, teremos que 8 = 25.x+3.
2°) Subtraindo 3 de cada membro teremos:
8 – 3 = 25x +3 ─ 3,
5 = 25x
X = 5 = 0,2
25.
Conclui-se que x = 0,2 Kg = 200 gramas de sorvete.

OBSERVAÇÃO:
Nas funções polinomiais do primeiro grau, quando b = 0, teremos a chamada
função linear. Observe ainda que essa função é um caso típico de proporcionalidade,
pois dependendo do sentido dessa função (crescente ou decrescente) teremos
grandezas diretamente ou inversamente proporcionais.

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Atividade Comentada 2

01. O custo de fabricação dos carrinhos de brinquedo de uma fábrica está relacionado
com a quantidade de carrinhos de acordo com a função C(x) = 2,5x + 50, calcule:

a) O custo de fabricação de 50 carrinhos;


b) O custo de fabricação de 80 carrinhos.

Resolução:
a) Vamos calcular C(50) = 2,5 . 50 + 50, logo C(x) = 125 + 50 = 175. Ou seja, o custo na
fabricação de 50 carrinhos é de 175.
b) Analogamente, faremos C(80) = 2,5 . 80 + 50, assim, C(80) = 200 + 50. Conclui-se que
o custo na fabricação de 80 carrinhos é de 250.

02. O lucro de um artesão em função do número de peças vendidas é dado pela


função L(x) = 6x - 3000. Pede-se:

a) O número mínimo de peças vendidas para que não haja prejuízo é igual a:
b) Qual o lucro para a venda de 250 peças?

Resolução:
a) Basta calcular L(x) =0. Visto que pelo enunciado, o lucro não pode ser negativo.
Calculando a equação obtida temos 6x – 3000 = 0. Logo, 6x = 3000, e, x = 3000/6.
Conclui-se então que o número mínimo de peças vendidas para não ter prejuízo é 500.
b) Vamos calcular o lucro para 250 peças, ou seja L(250) = 6 . 250 -3000.
L(250) = 1500 – 3000, temos que L(250) = -1500, conclui-se que com a venda de 250
peças teremos lucro negativo, ou seja, prejuízo.

03. Paulo recebe mensalmente R$ 2.000,00 fixos e mais R$ 100,00 por cada coleção de
livros que ele vender. Seja x a quantidade de coleções de livros vendidas por Paulo e y

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o salário total que Paulo irá receber. Qual a função que representa o salário final de
Paulo.

Resolução:
Y = 2000 + 100x

04. Em um restaurante, foi feita uma pesquisa para saber o custo na produção do
alimento.
Quantidade de
Custo
refeições
0 500
50 650
100 800
150 950

Baseado nesta tabela, responda às questões:

a) Qual o custo do restaurante caso não tenha produção de refeições?


b) Escreva a função que define o custo do restaurante.

Resolução:
a) O custo para zero refeição, de acordo com a tabela é de 500,00.
b) Uma função é na forma y = ax + b. Quando x = 0 teremos y = b, no caso o valor de b
para x = 0 é 500. Temos então que y = ax +500. Vamos substituir os valores de x e y de
acordo com a tabela: 650 = a. 50 + 500, conclui-se que 50.a=150, ou seja a = 3
800 = a.100 + 500, conclui-se que 100.a = 300, ou seja a = 3. Podemos observar que o
valor de a é igual a 3. Substituindo na função, teremos: y = 3x + 500.

Aula 3: Proporcionalidade e função linear

Uma das ideias mais interessantes estudadas no Ensino Fundamental é a


questão da proporcionalidade. Você se lembra do conceito de proporcionalidade?

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Na Grécia antiga, a partir dos estudos do Matemático Tales de Mileto começou
a tomar consciência da utilização da proporcionalidade. Ele descobriu que dadas duas
ou mais grandezas, é possível que elas cresçam ou diminuam de forma constante.
Vejamos um bom exemplo que podemos observar em nossa sala de aula. Se
cada aluno precisa de dois cadernos, dois alunos vão necessitar de quatro cadernos e
assim por diante. Observe a tabela:

Número de Número de
alunos cadernos
1 2
2 4
3 6
4 8
x 2x

É evidente que o número de cadernos deve ser o dobro do número de alunos.


Assim, podemos escrever a seguinte função polinomial do primeiro grau: y = 2x.
Observe que não há valor de b, sendo assim, chamaremos este tipo de função de
função linear.
Seguem alguns exemplos para ilustrar esse conceito:

EXEMPLO 01:
Um motorista mantém seu carro numa estrada com uma velocidade constante de 60
km/h. Responda:
a) Em quanto tempo ele percorrerá 240 km?
b) Quando quilômetros ele percorrerá em 3h?

Resolução:
Esse problema envolve conceitos de proporcionalidade e função linear.
Observe a tabela a seguir:
t (em horas) d (em km)
1 60
2 120
3 180
t d = 60.t

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Quando isso ocorre entre duas grandezas dizemos que elas são diretamente
proporcionais, e na linguagem matemática, podemos dizer que duas grandezas são
diretamente proporcionais se para cada valor de x de uma delas corresponde um valor
y na outra, satisfazendo as condições:

i. Quanto maior for x, maior será y.


ii. Se dobrarmos, triplicarmos, etc. o valor de x, então, o valor correspondente de y
também será aumentando na mesma quantidade.

Essa correspondência de x e y que satisfaz essas duas condições chama-se


proporcionalidade. Mas, e se o valor ao invés de aumentar, ele diminuir na mesma
proporção? Neste caso, dizemos que os valores x e y são inversamente proporcionais.
Interessante, não é? Então, vamos testar o que aprendemos nesta aula?

Atividade Comentada 3

01. Sejam L a medida do lado e P o perímetro de um quadrado. Verifique se a


correspondencia de L em P é uma proporcionalidade. Justifique a sua resposta:

Resolução:
Sabemos que o perímetro é dado pela soma dos lados. Sendo assim, vamos analisar
quadrados com diferentes tamanhos:

Lado Perímetro
1cm 1 + 1 + 1 + 1 = 4 cm
2 cm 2 + 2+ 2 + 2 = 8 cm
3 cm 3 + 3 + 3 + 3 = 12 cm
X cm x + x + x + x = 4 x cm

Obviamente, a correspondência é uma proporcionalidade direta. Quanto maior o lado


do quadrado, maior será seu perímetro.

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02. Considere L a medida do lado e A a medida da área de um quadrado. A
correspondencia de L em A é uma proporcionalidade? Justifique a sua resposta:

Resolução:
De maneira análoga vamos investigar a relação entre lado e área, lembrando que a
área deum quadrado de lado x é dado por x . x, isto é, x 2.

Lado Área
1cm 1 . 1 = 2 cm2
2 cm 2 . 2 = 4 cm2
3 cm 3 . 3 = 9 cm2
x cm x . x = x2 cm2

Então, é claro perceber que não há crescimento proporcional entre as grandezas lado e
área. Enquanto o lado aumenta a cada uma unidade, o crescimento da área não
acompanha na mesma proporção.

03. Uma loja de eletrodomésticos lança uma promoção relâmpago. Nessa promoção,
todas as notas fiscais receberão sobre o preço final um desconto de 10%. Pede-se:

a) A função que representa o valor a ser pago após o desconto de 10%?


b) Quanto um cliente pagará se comprar R$5600,00?
c) Até que valor em mercadorias poderei comprar se tenho R$2.700,00 para gastar?

Resolução:
a) Podemos representar 10% pelo decimal 0,1, sendo assim, para calcular 10% sobre
um montante, basta multiplicar esse montande por 0,1. Como o total é de 100%, após
descontar os 10% o cliente pagará apenas 90% da mercadoria. Este percentual por ser
representado pelo decimal 0,9.
Representaremos a quantidade vendida pela variável x e o valor a ser pago pela
variável y. Fica então y = 0,9 x

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b) Lembrando que y = f(x), podemos escrever então como f(x) = 0,9 x. Calculando
f(5600) teremos: f(5600) = 0,9 . 5600. Então, F(5600) = 5040,00.
c) Dada a função y = 0,9x, como temos o valor de y, basta substituir e calcular x.
2700
0,9x = 2700, isolando a variável teremos: x = , conclui-se que x = 3.000,00.
0,9

04. Em uma padaria o quilograma do pão custa R$ 5,50. Detemine.

a) O preço pago por 2 Kg de pão.


b) O preço pago por 500 gramas de pão.
c) A função que define a relação entre o preço do quilograma de pão e o valor a ser
pago.

Resolução:
a) 2 . 5,50 = 11,00
b) O preço pago por 500 gramas de pão equivale a 0,5 quilograma, assim, teremos 0,5 .
5,50 = 2,75
c) A função que define a relação entre o preço do quilograma de pão e o valor a ser
pago. Vamos considerar y como sendo o valor a ser pago e x a quantidade de pão
adquirida. Logo, a função será dada por y = 5,5 x.

Aula 4: Gráfico da função polinomial do 1° grau

No plano cartesiano, o gráfico da função polinomial do 1º grau é representado


por uma reta. Uma forma de construir esse grafico é conhecer os dois pontos
principais da reta: o ponto onde o gráfico intersecta o eixo x e o ponto onde o gráfico
intersecta o eixo y.

19
1 - INTERSEÇÃO COM O EIXO X:

Na intersecção com o eixo x, temos que f(x) = 0, ou seja, isso significa que y = 0 ,
logo, x será a raiz da equação ax + b = 0.
Se resolvermos a equação ax + b = 0, temos que: ax = ─ b. Isolando a variável
−𝐛
temos: x = .
𝐚

Podemos concluir que o ponto de intersecção da reta com o eixo x é dado por
(─ b/a, 0).

2 - INTERSEÇÃO COM O EIXO Y:

Na intersecção da reta com o eixo y, teremos que x = 0, isto é, na função


y = ax + b, quando x = 0 teremos y = a . 0 + b, o que implica dizer que y = b.
Concluimos então, que a interseção da reta com o eixo y é representada no ponto (0,
b).
É claro que podemos determinar infinitos outros pontos da reta, porém estes
dois nos são satisfatórios para a função afim.
Na função linear, o gráfico sempre intersecta o eixo x no ponto (0,0) e
consequentemente também intersecta o eixo y no mesmo ponto. Assim teremos
apenas um ponto, o que não define uma reta. Como proceder nesses casos? É simples!
Sabendo que o domínio da função polinomial do primeiro grau é o conjunto dos
números Reais, podemos atribuir a x qualquer valor desse conjunto.

EXEMPLO 01:
Vamos construir o gráfico da função linear y = 2x.

Resolução:
Vamos começar calculando a raiz, que conforme já estudamos, é dada por:
x = ─b/a. Então, considerando x =0,temos que x = 0/2 = 0. Definimos assim o ponto
(0,0). Como a interseçao da reta com o eixo x ocorre no mesmo ponto que a
interseção com o eixo y, precisamos de um outro ponto qualquer para construir a reta.

20
Aleatoriamente escolhemos um valor Real qualquer. No desejo de não fazer um
gráfico muito grande, vamos atribuir um valor menor, 2 por exemplo. Calculando x= 2
temos y = 2 . 2 = 4. Assim, quando x = 2 temos y = 4. Temos então dois pontos
conhecidos: (2,4) e ( 0,0). Basta agora, marcar os pontos no plano cartesiano e traçar
a reta.

EXEMPLO 02:
Faça um esboço do gráfico da função f(x) = 3x + 6.

Resolução:
Para construir esse gráfico, vamos encontrar os pontos de interseção com os
eixos, ou seja, vamos calcular f(x) = 0 e x = 0.

1°) f(x) = 0
3x + 6 = 0
3x = -6
x = - 6/3
x=-2
O ponto de interseção com x é (-2, 0). Agora vamos calcular x = 0:

21
2°) x = 0
f(x) = 3 . x + 6
f(0) = 3 . 0 + 6
f(0) = 6
Esse é o ponto (0, 6).

Para construi a reta, basta localizar os pontos (0, 6) e (─ 2, 0) na reta. O


gráfico, é a reta que passa por esses dois pontos:
3*x + 6
y

15

10

0
-4 -2 0 2 4
x
-5

EXEMPLO 03:
Faça um esboço do gráfico da função f(x) = -2x + 4.

Resolução:
Fazendo f(x) = 0 temos:
-2x+4 = 0
-2x = -4
x = -4/-2
x=2
Esse é o ponto (2, 0). Agora fazendo x = 0:

f(0) = -2(0) + 4
f(0) = 0 + 4
f(0) = 4

22
Esse é o ponto (0, 4). Agora basta localizar os pontos no gráfico:

Os exemplo 01 e 02, representam gráficos crescentes e o exemplo 03,


decrescente. Uma função é dita crescente quando ao aumentarmos os valores de x, os
valores correspondentes de y também aumentam, por outro lado, uma função é
decrescente quando ao aumentarmos os valores de x, os valores correspondentes de y
diminuem. Escrevendo em uma linguagem matemática podemos dizer que: uma
função do 1º grau do tipo f(x) = ax+b será crescente quando a > 0 e decrescente
quando a < 0.
Na função do 1º grau f(x) = ax+b, chamamos o coeficiente a de coeficiente
angular, pois ele indica a inclinação da reta em relação ao eixo x e o coeficiente b é
chamado de coeficiente linear, pois é o valor de y onde o gráfico intersecta o eixo das
ordenadas (y).
O valor de x para que f(x) = 0, ou seja, a raiz da equação ax+b = 0, é chamado de
zero da função.

Atividade Comentada 4

01. Faça um esboço do gráfico das funções:

a) f(x) = 2x – 6 b) f(x) = x + 8 c) f(x) = 2x d) f(x) = -3x

23
Resolução:
a) A interseção com x é dada por x = -b/a, segue que x = 6/2 = 3. Temos o ponto (3,0)
Intersecção com y é (0,-6). Marcando os pontos no plano cartesiano, temos:

b) A Intersecção com o eixo x é dada por x = -b/a, segue que x = -8/1 = -8. Temos o
ponto (-8,0). A intersecção com y é (0,8). Marcando os pontos no plano cartesiano,
temos:

c) y = 2x
x y = 2x
2 4
1 2

24
d) y = -3x
x y = -3x
1 -3
0 0

02. Dada a função f(x) = kx+6, calcule o valor de k para que f(3) = 12.
(DICA: Substitua os valores de x e y na função dada.)

Resolução:
Se f(3) = 12 teremos 3x + 6 = 12, logo, 3x = 12 – 6
Temos que 3x = 6, conclui-se que x = 2.

03. Dada a função f(x) = 2x – 1, determine:

a) f(2) = 2.2 – 1 = 4 – 1 = 3
b) f(-1) = 2. (-1) -1 = -2 – 1 = -3
c) f(1) = 2.1 – 1 = 2 – 1 = 1
d) f(0) = 2.0 – 1 = 0 – 1 = -1
e) f( ½ ) = 2.( ½ ) – 1 = 1 – 1 = 0

04. Determine a raiz e o coeficiente linear em cada função:

a) y = 2x – 1
b) f(x) = x – 3
c) f(x) = x
d) f(x) = -3x +1

25
Resolução:
a) y = 2x – 1
x = -b/a = ½
Raiz = ½
Coeficiente linear = -1
b) f(x) = x – 3
x = -b/a = 3/1 = 3
Raiz = 3
Coeficiente linear = -3
c) f(x) = x
x = -b/a = 0/1 = 0
Raiz = 0
Coeficiente linear = 0
d) f(x) = -3x +1
x = -b/a = -1/-3 = 1/3
Raiz = 1/4
Coeficiente linear = 1

05. Verifique em cada caso quando a função é crescente ou decrescente.

a) f(x) = -x + 4
b) y = 2 – 3x
c) f(x) = x
d) f(x) = 2x – 1

Resolução:
a) a =-1, isto é, a < 0 . A função é decrescente
b) a =-3, isto é, a < 0 . A função é decrescente
c) a =1, isto é, a > 0 . A função é crescente
d) a = 2, isto é, a > 0 . A função é crescente

26
Aula 5: Reconhecimento de uma função a partir do gráfico

Nas aulas anteriores aprendemos um pouco sobre funções, especialmente


sobre a função polinomial do primeiro grau. Aprendemos a reconhecer uma função
afim e também a função linear em sua forma algébrica. Estudamos como encontrar a
raiz da função bem como a intersecção com o eixo y. Aprendemos também sobre os
coeficientes a e b da função.
Nesta aula, vamos inverter esse processo, pois até então nós partíamos da
representação algébrica para construir o gráfico. Agora a proposta é inversa: a partir
de um gráfico, vamos definir a expressão algébrica da função, e analisar o seu
comportamento. Vamos lá? Observe o gráfico a seguir:

EXEMPLO 01:

4 - 2*x
y 6

0
-1 0 1 2 3
x

-2

Como podemos determinar os valores dos coeficientes a e b?


Muito simples! Basta observar onde o gráfico da função intersecta o eixo y.
Temos então o valor do coeficiente b, para o nosso exemplo 1, temos que b = 4. E,
para encontrar o coeficiente a, observamos a variação da função. Note que, enquanto

27
x está variando em duas unidades, em y temos uma variação de quatro unidades. Já
vimos que x = -b/ a . De forma equivalente podemos escrever a = - b/ x . Sabendo
que b = 4 e aplicando o ponto ( 2,0 ), temos que: a = -4/2 = -2.
Note que essa função é decrescente, com isso, atribuímos o sinal negativo ao
valor de a. Concluímos assim que a função que descrever o gráfico é f(x) = ─´2x + 4.

EXEMPLO 02:
Neste exemplo, vamos fazer uma análise criteriosa da função, observe:

Inicialmente é preciso conhecer a forma algébrica dessa função. Para isso,


vamos lembrar que toda função polinomial do primeiro grau é uma reta e se escreve
algebricamente na forma y = ax + b.
Precisamos identificar dois pontos nessa reta, assim considerar os pontos
A(-1,1) e B(2,-1).
Substituindo os valores de x e y na função y = ax+b temos o sistema:
1=─a+b
─ 1 = 2a + b

28
Vamos resolver esse sistema pelo método da substituição. Caso não se recorde,
não se preocupe, vamos explicá-lo passo a passo!

1° Passo: Encontrar as equações que formam o sistema. Na primeira equação, isolando


b, temos:

1 = -a + b
1+ a = b ou b = ( 1 + a )

2° Passo: Substituir o valor de b na outra equação:

1 = 2a + b
-1 = 2a + (1+a)
-1 = 2a + 1 + a
-1 = 1 + 3a
-1-1= + 3a
-2 = 3a  a = -2/3

3° Passo: Podemos agora substituir o valor encontrado para a na primeira equação:

b=1+a
b = 1 + (-2/3)
b = 1- 2/3
b = 3/3 – 2/3
b = 1/3

−2 1
Como y = ax + b, temos que 𝑦 = 𝑥+
3 3

Note que como a função é decrescente o sinal de a obrigatoriamente é


negativo, pois a deve ser menor que zero.

29
Atividade Comentada 5

01. Dados os gráficos das funções reais, escreva a função f(x) = ax + b correspondente.

a)

Resolução:

O valor de b = 2.
Como a raiz é dada por x = –b/a,
e sabendo que a raiz é 2, temos:
2 = -2/a, logo a = -1
Podemos escrever y= ax + b, ou seja,
y = ─ x +2.

b)

Resolução:

O valor de b= 2
Como a raiz é dada por x = –b/a,
e sabendo que a raiz é -2, temos:
-2 = -2/a, logo a = 1
Podemos escrever y=ax + b, ou seja,
y = x +2

30
02. Em cada gráfico identifique e escreva a raiz da função, o valor de b, e se o valor de
a é positivo ou negativo.

a) b)

c) d)

31
a) x = 1; b= -4 e a >0
b) x = -1; b = -1 e a <0
c) x = -3; b = 3 e a>0
d) x = 1; b = 5 e a < 0

03. A seguir é apresentado um gráfico do espaço em função do tempo.

Pede-se:
a) A expressão que define o espaço em função do tempo.
b) O espaço inicial.
c) O espaço percorrido após 5 segundos.
d) O espaço total percorrido em 10 segundos.

Resolução:
a) A intersecção da reta com o eixo y (aqui representado por s (espaço) é 50, logo, na
função, b=50.
Em 10 segundos o espaço percorrido é 250, visto que partiu do espaço 50, terá
percorrido 200 metros em 10 segundos, o que equivale a dizer que a cada segundo,
proporcionalmente, percorreu 20 metros. No caso, a = 20. Assim teremos:
S = 20 t + 50
b) O espaço inicial se dá quando t=0, isto é s = 50 metros
c) Vamos calcular S(5) = 20.5 + 50 = 100 + 50 = 150
d) Vamos calcular S(10) = 20 . 10 + 50 = 200 + 50 = 250

32
04. Verifique se os pontos abaixo pertencem a função definida no gráfico:

a) (-1,0)
b) (-1,1)
c) (2,4)
d) (1,1)

Resolução:
Inicialmente precisamos definir a forma algébrica da função.
O valor de b = 2.
Como a raiz é dada por x = –b/a, e sabendo que a raiz é -2, temos: -2 = -2/a, logo a = 1
Podemos escrever y=ax + b  y = x +2
Para verificar se os pontos pertencem a reta, substituimos x e acharemos y. Se o ponto
for pertencente a reta, encontraremos uma igualdade. Sendo assim, teremos que:
a) (-1,0) 0 = -1 +2  0  1. Não pertence
b) (-1,1) 1 = -1 + 2  1 = 1. Pertence
c) (2,4) 4 = 2 + 2  4 = 4. Pertence
d) (1,1) 1 = 1 + 2  1  3. Não pertence

33
Aula 6: Estudo do Sinal da Função polinomial do 1° Grau.

Uma das muitas aplicações da função polinomial do primeiro grau é na


economia. Aprendemos nas aulas passadas como essa função é utilizada na
modelagem de problemas envolvendo proporcionalidade. É fácil entender que através
dessa função, podemos observar o crecimento ou descrescimento de determinada
atividade financeira, desde que essa atividade tenha como modelo a função polinomial
do primeiro grau.
Como exemplo, vamos nos ater ao seguinte problema:

EXEMPLO 01:
O Lucro de uma determinada empresa é modelado de acordo com a função
L(x) = 5x ─ 200. Sendo x a quantidade de material produzido por essa empresa, qual a
quantidade necessária para que o lucro seja positivo?

Resolução:
Inicialmente precisamos achar o lucro zero, isto é, quando a função é zero.
Aprendemos que a função terá y = 0 no ponto que representa a raiz da função,
assim, devemos calcular qual o valor de x que anula esta função. Observe que na
função temos: a = 5 e b = ─ 200. Então:
x = ─ b/a
x = ─(−200)/5
x = 40.

Como a interceção da função com o eixo y é no ponto (0,─200), podemos


facilmente traçar um gráfico, pois sabemos que essa reta intersepta x em x=40 e y em
y= ─200.

34
Note que quando x = 40 a função está sobre o eixo x, isto é, vale zero. Neste
caso, não há lucro e nem prejuízo. Se a quantidade produzida for maior que 40, a reta
está acima do eixo x, ou seja, o lucro é positivo, e caso a produção seja menor que 40,
teremos lucro negativo ou prejuízo.
Fácil? Então vamos ao próximo exemplo!

EXEMPLO 02:
Pedro tem uma firma de reparos e cobra R$ 50,00 e mais R$ 10,00 por hora de
trabalho. Seu irmão João oferece os mesmos serviços e com a mesma qualidade,
porém, cobra a visita R$ 30,00 e R$ 15,00 a hora trabalhada. Qual destes profissionais
devo chamar caso precise de seus serviços técnicos?

Resolução:
Que dúvida, chamo o Pedro ou o João? Sabe qual a resposta? Ela depende do
tempo gasto! Vamos construir uma função para cada caso, sabendo que ambas as
expressões estão em função do tempo, que chamaremos de h (hora).

 Pedro: P(h) = 50 + 10h ( R$50,00 de visita e R$10,00 por cada hora trabalhada)
 João: J(h) = 30 + 15h (R$30,00 de visita e R$15,00 por cada hora trabalhada)

35
Vamos descobrir quando os preços são iguais, para isso faremos J(h )= P(h). Observe os
cálculos a seguir:
30 + 15h = 50 + 10h
15h – 10h = 50 – 30
5h = 20,
h = 4 horas.

O que isso significa? Significa que se o serviço for de 4 horas de duração,


qualquer um dos profissionais cobrará o mesmo preço.
E se número de horas for menor que 4? Qual devemos chamar?
Por exemplo, se o trabalho for de 3 horas de duração? Vamos substituir em
cada função:
P(3) = 50 + 10 . 3 = 80
J(3) = 30 + 15 . 3 = 75

É evidente que se o tempo de duração for menor que 4 horas, devemos chamar
o João, visto que cobrará um preço inferior ao cobrado por Pedro, obviamente
mantendo a mesma qualidade de serviço. Entretanto, se a quantidade de horas
trabalhadas for superior a 4 horas, é melhor contratar os serviços do Pedro.
Por exemplo, 5 horas de trabalho, implicam que:

P(5) = 50 + 10 . 5 = 100
J(5) = 30 + 15 . 5 = 105

EXEMPLO 03:
Outro exemplo de aplicação prática é simplesmente estudarmos o sinal da função. Por
exemplo, vamos estudar o sinal da função f(x) = ─ x +2.

Resolução:
Inicialmente precisamos conhecer a raiz ou zero dessa função. Para isso,
considere que a = ─ 1 e b = 2.

36
x = ─ b/a
x = ─2/─1
x=2

Como o gráfico é uma reta decrescente (o sinal de a é menor que zero),


podemos analisar sobre o eixo x. Para saber qual o sinal da função para valores
maiores e menores que 2, basta atribuirmos um exemplo de cada! Vamos considerar x
=1 e x = 4.
Vamos verificar qual o sinal de y para cada caso:
X = 4  f(4) = ─ 4 + 2. X = 1  f(1) = ─ 1 +2.
f(4) = ─ 2. f(1) = + 1.

 Para valores de x maiores que 2, f(x) é negativo (está abaixo do eixo x)


 Para valores de x menores que 2, f(x) é positivo (está acima do eixo x)
 Para x igual a 2, teremos a função igual a zero.

Atividade Comentada 6

01. Dada a função afim definida pela expressão y = 2x – 6, determine:

a) A raiz da função.
b) A interseção da reta com o eixo y.
c) O gráfico.
d) O estudo da variação do sinal da função.

37
Resolução:
a) A raiz da função é dada por x = -b/a  x = -(-6)/2  x =6/2  x = 3
b) A interseção da reta com o eixo y ocorre em b = -6, ou seja, a intersecção se dará no
ponto (0,-6)
c) O gráfico:

d) Se x =3 então f(x) = 0
Se x > 3 então f(x) > 0
Se x < 3 então f(x) < 0

02. A academia BOA FORMA está em promoção. Oferece seus serviços a partir de uma
matrícula de R$70,00 e mensalidade no valor de R$40,00. Sua concorrente, a academia
SAÚDE DE FERRO, cobra apenas R$20,00 de matrícula, porém a mensalidade custa
R$65,00. Baseado nestas informações, responda:

a) Qual a expressão que representa o valor a ser pago em função do tempo para a
academia BOA FORMA;
b) Qual a expressão que representa o valor a ser pago em função do tempo para a
academia SAÚDE DE FERRO.
c) Para malhar 6 meses, qual das academias será vantajosa, levando em conta que os
serviços prestados são os mesmos?
d) Em que condição o preço de ambas as academias será o mesmo?

38
Resolução:
a) Seja B o valor a ser pago e x a quantidade de meses de atividade na academia,
teremos:
B(x) = 70 + 40x
b) Seja S o valor a ser pago e x a quantidade de meses de atividade na academia,
teremos:
S(x) = 20 + 65x
c) B(x) = 70 + 40x  B(6) = 70 + 40.6  B(6) = 310
S(x) = 20 + 65x  S(6) = 20 + 65.6  S(6) = 410
A academia BOA FORMA é vantajosa, pois custa R$100,00 menos.
d) S(x) = B(x)  20 + 65 x = 70 + 40x  65x – 40x = 70 – 20  25x = 50
Concluindo, malhando 2 meses o preço das academias é igual.

03. Faça o estudo da variação do sinal em cada uma das funções a seguir:

a) f(x) = 2x – 4
b) f(x) = x – 3
c) f(x) = -x +1
d) f(x) = 2x -3

Resolução:
a) f(x) = 2x – 4
x = -b/a  x = -(-4)/2  x = 2. Como a função é crescente, teremos:
Se x = 2 então f(x) = 0
Se x > 2 então f(x) > 0
Se x < 2 então f(x) < 0
b) f(x) = x – 3
x = -b/a  x = -(-3)/1  x = 3. Como a função é crescente, teremos:
Se x = 3 então f(x) = 0
Se x > 3 então f(x) > 0
Se x < 3 então f(x) < 0

39
c) f(x) = -x +1
x = -b/a  x = -1/-1  x = 1. Como a função é decrescente, teremos:
Se x = 1 então f(x) = 0
Se x > 1 então f(x) < 0
Se x < 1 então f(x) > 0
d) f(x) = 2x -3
x = -b/a  x = -(-3)/2  x = 3/2. Como a função é crescente, teremos:
Se x = 3/2 então f(x) = 0
Se x > 3/2 então f(x) > 0
Se x < 3/2 então f(x) < 0

04. A função lucro de uma determinada empresa é definida pela expressão


L(x) = 5x – 400. Seja x a quantidade de material produzido (em toneladas) por essa
empresa. Determine:

a) Para que valor de x não há lucro e nem prejuízo?


b) No mínimo quantas toneladas de material a empresa deve produzir para ter lucro
positivo.
c) represente o gráfico da função lucro;

Resolução:
a) Não haverá lucro e nem prejuízo quando acontecer L(x) = 0,
então:
5x – 400 = 0  5x = 400  x = 80 toneladas de material.
b) Será positivo se L(x) maior que zero.
5x -400 > 0  5x > 400  x > 80 toneladas de material.
c) O grafico ao lado representa a Função Lucro.

40
Aula 7: Razões trigonométricas no triângulo retângulo

Muitas vezes nos deparamos com situações que despertam muita curiosidade
acerca de suas criação! Um bom exemplo é a construção representada na figura
abaixo. Como o carpinteiro mediu o comprimento das madeiras? E a inclinação
(ângulo), que recursos ele utilizou?
Observe que podemos formar vários triângulos nessa construção. Analise o
desenho um pouco mais e verifique quantos triângulos você consegue identificar.
Compare com seus colegas.

Figura 1

Na matemática existe um recurso interessante que nos ajuda a calcular tanto


os ângulos quanto as medidas. É a trigonometria no triângulo retângulo.
A palavra trigonometria vem do grego e pode ser dividida em três partes:
tri+gono+metria, ou seja, medida dos três ângulos.
Nesta aula veremos como encontrar lados e ângulos dos triângulos retângulos.

1 ─ RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIANGULO RETÂNGULO:

Observe a figura que representa o triângulo AA´D e a posição do ângulo . Ao


aumentarmos os lados do triângulo, não significa que estamos aumentando o ângulo,
pois ele se mantém constante.

41
Os matemáticos da antiguidade descobriram que ao dividirmos os lados dos
triângulos, encontraremos valores constantes, isto é, ao dividir um cateto do triângulo
pela hipotenusa no triângulo menor encontraremos o mesmo valor dividirmos o cateto
pela hipotenusa correspondente no triângulo maior. Mas como posso dividir números
maiores e menores e achar o mesmo resultado? É uma questão de proporcionalidade.
Atentos a essas razões, digamos, especiais, os matemáticos nomearam cada
uma delas. Na figura abaixo você pode observar três triângulos retângulos
semelhantes, e assim fazer as seguintes razões relacionadas ao ângulo α:

𝐴𝐴′ 𝐵𝐵′ 𝐶𝐶 ′
 Seno  = = = = 𝐾1
𝐷𝐴 𝐷𝐵 𝐷𝐶
𝐷𝐴′ 𝐷𝐵′ 𝐷𝐶′
 Cosseno  = = = = 𝐾2
𝐷𝐴 𝐷𝐵 𝐷𝐶
𝐴𝐴′ 𝐵𝐵′ 𝐶𝐶′
 Tangente  = = = = 𝐾3
𝐷𝐴′ 𝐷𝐵′ 𝐷𝐶′

Observe que no desenho o tamanho do triângulo Figura 2


não interfere no valor das constantes, mas, a
inclinação das retas sim. Além disso, essas regras
servem apenas para os triângulos retângulos.

Observe como classificar os lados dos triângulos de acordo com a posição dos
ângulos  e :

42
De acordo com as figuras acima, podemos escrever as razões da seguinte:

cateto oposto a α 𝑐 cateto oposto a β 𝑏


sen α = sen β = =
hipotenusa 𝑎 hipotenusa 𝑎

cateto adjacente a α b cateto adjacente a β 𝑐


cos α = =a cos β = =
hipotenusa hipotenusa 𝑎

cateto oposto a α 𝑐 cateto oposto a β 𝑏


tg α = cateto adjacente a α = tg β = cateto adjacente a =
𝑏 β 𝑐

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1. Tendo conhecimento do seno e do cosseno de um determinado ângulo, outra


maneira prática de calcular a tangente é fazendo a divisão do seno pelo cosseno. Isto
𝑠𝑒𝑛 
é, seja um ângulo  qualquer, temos que tg  = 𝑐𝑜𝑠  .

2. Você pode notar que sen  = cos β, de mesma forma, sen β = cós . Isso se deve ao
fato dos ângulos  e b serem complementares, ou seja, a soma dos ângulos é igual a
90º.

EXEMPLO 01:
Encontrar estas razões em nosso dia a dia é mais comum do que parece. No desenho
abaixo, vemos um triângulo com as suas medidas. Baseado nessas medidas calcule as
razões trigonométricas dos ângulos α e β.

43
Figura 3

Resolução:
Observe que na figura a hipotenusa mede 5m, e os catetos medem respectivamente,
3cm e 4cm. Verifique ainda que, o cateto oposto ao ângulo  mede 4cm, e o adjacente
a  , 3cm. Com relação ao ângulo , temos o inverso: cateto oposto a  mede 3cm e o
adjacente, 4cm. Analisada a figura, basta aplicar a formula:

sen α = 4/5
cos α = 3/5
tg α = 4/3
sen β = 3/5
cos β = 4/5
gβ=¾

EXEMPLO 2:
No triângulo abaixo vemos as seguintes medidas x cm e 50 cm, então calcule o valor de
x. Dado tg 20° = 0,37.

Resolução:
Como a tangente de um ângulo é dada pela razão entre cateto oposto e cateto
adjacente, teremos:

44
tg 20º = x / 50, substituindo tg 20° = 0,37 teremos:
0,37 = x/50.
x = 0,37 . 50
x = 18,5 cm.

EXEMPLO 03:
Niemeyer foi um arquiteto que gostava muito de projetar prédios fora do comum, por
esse motivos ele se tornou mundialmente conhecido. A figura abaixo mostra uma de
suas obras com as seguintes medidas:
Considere dados: sen α = 0,8; cos α = 0,5 e tg α = 1,7.

Figura 4

Calcule o valor de x e y?

Resolução:
Como temos o cateto adjacente ao ângulo , vamos calcular a hipotenusa com
a razão cosseno.
Cosseno  = cateto adjacente a 
hipotenusa.

Substituindo os valores dados no exemplo, teremos:


0,5 = 30/y
y = 30/0,5.
y = 60 m.

45
Agora que sabemos o valor da hipotenusa, podemos utilizar a razão seno para
calcular o lado x que é oposto ao ângulo .

Seno  = cateto oposto a 


hipotenusa.

Substituindo os valores dados, teremos:


0,8 = x/60
x = 0,8 . 60.
x = 48 m.
Vamos verificar se você aprendeu? Resolva os exercícios abaixo e em caso de
dúvidas, retorne aos exemplos.

Atividade Comentada 7

01. Sabendo-se que cos α = 0,96, calcule a medida x do lado maior deste triângulo.

Resolução:
Como nós temos apenas o cateto adjacente e a hipotenusa, vamos utilizar a razão
cosseno.
15
0,96 = 𝑥

0,96 x = 15
15
x = 0,96

x = 15,625 m

46
02. Analise a figura abaixo e encontre a medida de y, em seguida, calcule também a
medida x da parede. Dados os valores: tg α = 0,83.

Figura 5

Resolução:
1
Inicialmente vamos calcular o valor de y. Como tg α = 0,83, temos que 0,83 = ,
𝑦
1
consequentemente, y = 0,83. Conclui-se que y = 1,2 m. Sendo assim, a medida do foro do

telhado será 1,2 + 3 = 4,2. Pelo mesmo processo, podemos agora calcular a altura x da
𝑥
parede. Desse modo, 0,83 = , segue que x = 4,2 . 0,83. Conclui-se que x é
4,2

aproximadamente 3,49 m.

03. Analise o triângulo abaixo e calcule cada valor pedido:

a) sen α b) cos α c) tg α
d) ses β e) cos β f) tg β

Resolução:
Para resolver estas questões, basta substituir os valores dos lados do triângulo nas
razõs que já estudamos.

47
12
b) sen α = 13
5
b) cos α = 13
12
c) tg α = 5
5
d) sen β= 13
12
e) cos β = 13
5
f) tg β = 12

̂=
04. Em um triângulo ABC, retângulo em A, o valor da hipotenusa é 20 cm, se o sen B
4
. Determine o valor AB e AC.
5

Resolução:
Vamos calcular o valor de AC utilizando a razão seno.
𝐴𝐶 4 𝐴𝐶
sen B = substituindo teremos: = . Aplicando o principio da proporcionalidade
𝐵𝐶 5 20

teremos 5.AC = 4.20


5.AC = 80
80
AC = . Conclui-se que AC = 16 cm.
5

Para calcular o lado AB utilizaremos o teorema de Pitágoras: a 2 = b2 + c2


202 = 162 + AB2 , calculando teremos: 400 = 256 + AB2
AB2 = 400 – 256
AB2 = 144, segue que AB = √144, concluindo, AB = 12 cm

3
05. No triângulo equilátero abaixo, calcule a medida x indicada. Dados sen 40° = 5, cos
7 4
40° = 10, tg 40° = 5.

48
Resolução:
O segmento vertical é perpendicular à base, logo divide o triângulo equilátero em dois
triângulos retângulo, cujos lados são 8, 4 e x.
𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
Vamos utilizar a razão seno: sen 40º = . Substituindo os dados do
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑏𝑢𝑠𝑎
3 𝑥
problema: 5 = 8, aplicando a propriedade teremos:

5.x = 3.8
5.x = 24,
24
x= 5

x = 4,8

Aula 8: Alguns ângulos notáveis

Dentro do estudo da trigonometria, alguns ângulos são utilizados com maior


frequência, por esse motivo são chamados de ângulos notáveis, e devido a esse
constante uso, recebem atenção especial. Nesta aula, vamos conhecer esses ângulos e
desenvolver algumas atividades com os mesmos.

1 ─ ÂNGULOS NOTÁVEIS:

Para o desenvolvimento desta aula, destacamos os ângulos de 30°, 45° e 60°.


Dada a frequência com que são utilizados na resolução de diversos problemas do

49
cotidiano, os valores de seno, cosseno e tangente desses ângulos podem ser
memorizados, a fim de agilizar a aplicação dos mesmos em alguma atividade.
A seguir é dada a tabela com os valores das razões trigonométricas para estes
ângulos.
Não esqueça
que o seno de
30° 45° 60° um ângulo é
1 √2 √3 igual ao cosseno
sen
2 2 2 do seu
√3 √2 1 complementar.
cos
2 2 2
tg √3 1 √3
3

Na figura a seguir você verá a imagem de um homem medindo o ângulo


formado verticalmente. E, com esse ângulo dado podemos calcular a altura e a
distância do homem a torre.

Figura 6

Esse é o teodolito. Um tipo de telescópio


montado em cima de um tripé, para ser
usado de várias formas, uma delas é medir
os ângulos verticais e horizontais. Como
foi mostrado na figura acima.

Figura 7

50
2 - RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS:

Usando as razões trigonométricas abaixo, podemos calcular qualquer lado do


triangulo, tendo apenas um ângulo e um dos lados, veja as razões trigonométricas
abaixo e leia os exemplos que se seguem:

cateto oposto a 
sen α = hipotenusa

cateto adjacente a 
cos α = hipotenusa

cateto oposto a 
tg α = cateto adjacente a 

Veja nos exemplos a seguir, como utilizar a tabela de ângulos para encontrar
valores nos triângulos:

EXEMPLO 01:
Usando a tabela de ângulos, descubra o valor de x:

Resolução:
O valor de x é o cateto oposto ao ângulo 30° . Desse modo, utilizaremos a razão
seno:
Sen 30 = x/10.
½ = x/10,
2x = 10
x = 5.

51
EXEMPLO 02:
De acordo com o esquema abaixo calcule o valor de x e de y:

Resolução:
Analisando o desenho da escada, observe que conhecemos o cateto adjacente
ao ângulo. Vamos calcular o cateto oposto. Para isto, utilizaremos a razão tangente.
tg 45º = y/3, logo, 1 = y/3. Conclui-se que y = 3 m.
Para determinar a hipotenusa (x), podemos utilizar o cosseno ou o seno, visto que já
temos os dois catetos. Utilizaremos a razão cosseno. Pela formula apresentada, tem
√2
que: Cosseno 45º = 3/x. Sendo cos 45°= 2 . Basta igualar as razões:

√2 3
=
2 x
√2x = 6
6
x=
√2

6.√2 6√2 6√2


Racionalizando o denominador: x = = = . Dividindo 6 por 2, teremos
√2.√2 √4 2

que x = 3√2 m

52
EXEMPLO 03:
Na figura, temos dois jovens medindo o ângulo no teodolito. Para encontrar a altura
do muro, eles precisam de um dos lados do triangulo rosa. Encontre-o e descubra a
altura x.

Mais uma vez é possível utilizar a razão tangente, visto que temos a medida do
cateto adjacente. Vamos calcular a medida do cateto oposto ao ângulo dado, para isso
chamaremos o cateto oposto de z.
√3 𝑧
Tg 30º = z/3. Como tg 30º = =3
3

3z = 3√3 . Conclui-se então que z = √3


Z é aproximadamente igual a 1,73 m
Como x é a altura do muro somado com a altura do aparelho, teremos:
X = 0,7 + 1,73
X = 2,43 m
Vamos exercitar um pouco? Em caso de dúvidas, retorne aos exemplos.

Atividade Comentada 8

01. Usando a tabela de ângulos importantes, calcule o valor de x no triângulo:

53
Resolução:
10 1 10
Sen 30º = . Substituindo, teremos: 2 =
𝑥 𝑥

X = 2. 10, conclui-se que x = 20 cm.

02. No esquema abaixo temos duas velas e os seguintes ângulos 30° e 60°, determine a
altura das velas do barco.

Resolução:
Em ambos os casos, como não temos a hipotenusa, iremos utilizar a razão tangente.
1 √3
 Cálculo da vela menor: Tg 30º = 𝑥 substituindo pelo valor da tabela teremos: =
3
1 3
𝑥
 √3 . 𝑥 = 3 , isolando a variável x, teremos: x = . Precisamos racionalizar esta
√3

fração, para isto multiplicaremos tanto o numerador quanto o denominador por √3.
3√3 3√3
Temos então: 𝑥 = . Segue que 𝑥 = conclui-se então que a vela menor mede √3
√3.√3 3

metros, que vale aproximadamente 1,73 metros.

54
 Cálculo da vela maior: Utilizaremos a mesma razão trigonométrica para calcular
𝑦
a altura da vela maior: a tangente. Sendo assim, temos: tg 60º = , substituindo pelo
1,5
𝑦
valor encontrado na tabela, teremos: √3 = segue que: y = 1,5 . √3, vamos substituir
1,5

√3 por 1,73, calculando temos que y = 1,5 . 1,73, conclui-se então que a altura da vela
maior é 2,6 metros.

03. Analise o triângulo abaixo e descubra a medida da altura:

Resolução:
Ao traçarmos a altura dividiremos a base em duas partes iguais com 13 cm cada.
Teremos então dois triângulos retângulos, onde a altura será o cateto oposto. Como o
cateto adjacente é conhecido, podemos utilizar a razão tangente mais uma vez.

Vamos chamar a altura de h, então calculando tg 30º = , e substituindo pelo valor
13

√3 ℎ
encontrado na tabela, teremos: = ·. Resolvendo a proporção: 3h = 13√3, e
3 13

13√3
Isolando a variável teremos: h = .
3

Mais uma vez é preciso substituir o valor √3 por 1,73. Lembre-se que estamos
trabalhando com um número irracional, isto é, não é um valor preciso e sim
aproximado.
13 .1,73 22,49
h= = = 7,5 cm.
3 3

04. No esquema abaixo vemos três casas distantes entre si. Responda:

55
Figura 8

a) Qual a distância entre a casa de Ana e a escola?


b) A distância entre o Correio e a casa de Ana é:

Resolução:
a) Neste exercício temos o cateto adjacente ao ângulo e precisamos calcular a
800 √2
hipotenusa do triângulo. Usaremos a razão cosseno: cos 45º = , como cos 45 = ,
𝑥 2

√2 800
teremos que: = . Multiplicando teremos:
2 𝑥
1600
x√2 = 1600. Isolando a variável teremos x = . Racionalizando a fração teremos:
√2

1600 .√2 1600√2


= = 800√2. Admitindo √2 = 1,41
√2 .√2 2

Teremos: 800 . 1,41 = 1128 metros.

b) Agora precisamos encontrar o valor do cateto oposto. Neste caso, utilizaremos a


razão seno.
𝑦 √2 𝑦
Sen 45º = 1128 , substituindo temos: =
2 1128

1128 √2
2y = 1128 √2, isolando a variável teremos: y = 2

Y = 564√2, substituindo √2 por 1,41 teremos: y = 564 . 1,41


Conclui-se que a distância entre o correio e a casa de Ana é 795,24 m.

56
05. Determine a altura da torre já que o ângulo encontrado pelo teodolito foi um
ângulo especial. Usando a tabela descubra:

Figura 9

Resolução:
Para resolver este exercício temos o cateto adjacente ao ângulo e precisamos
encontrar o valor do cateto oposto a este mesmo ângulo. Assim, utilizaremos a razão
tangente.
𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑥
Tg 45º = 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒  1 = 47 conclui-se que a altura da parte da torre representada

é 47 metros. Vamos agora adicionar a altura do teodolito e teremos a altura da torre.


47 m + 1,5 m = 48,5 metros.

Aula 9: Lei dos Senos.

Caro aluno, nesta aula você estudará uma importante propriedade da


trigonometria, a lei dos senos. Esta lei estabelece uma importante relação entre as
medidas dos lados de um triângulo qualquer e seno de ângulos agudos e obtusos.

1─ SENO DE ÂNGULOS OBTUSOS:

Nas aulas anteriores, vimos senos de ângulos agudos, nesta sessão veremos
como calcular valores de senos dos ângulos obtusos, o triangulo abaixo, mostra a
diferença entre os ângulos.

57
Os ângulos obtusos são os
ângulos maiores que 90° e
ângulos agudos, são os
menores que 90°.

O seno de um ângulo obtuso é igual ao seno do ângulo suplementar desse


ângulo. Resumindo, queremos dizer que:
sen x = sen (180° - x)
Então se desejamos calcular o valor de sen 120°, por exemplo, basta calcular:

sen 120° = sen (180° - 120°)


sen 120° = sen 60°
√3
sen 120° = 2

2 - LEI DOS SENOS:

Observe a seguinte situação problema:

A seleção da Argentina, no ano de 2011, sob o comando de Alejandro Sabella,


usava a triangulação como tática de jogo. Esse esquema facilita o jogo na hora de dar
passes e na marcação. Como saber a distância entre os jogadores Messi e Gago na

58
hora que congelarem a imagem, e verem que, nesse momento, um triângulo foi
formado por três jogadores que representam os vértices?

Figura 10

Em qualquer triângulo as medidas dos lados do triângulo são proporcionais aos


senos dos ângulos opostos. Veja:

a b c
= =
̂
sen A ̂
sen B sen Ĉ

EXEMPLO 01:
No triângulo abaixo, determine o valor de x.

59
Resolução:
Substituindo os dados apresentados no triângulo na lei dos senos, temos:
x 5
=
sen 45° sen 30°

Como os senos de 45° e senos de 30° são conhecidos, o problema está resolvido!!
x 5
=
√2 1
2 2
1 √2
.x=5.
2 2
X = 5√2

EXEMPLO 02:
Obtenha o seno do ângulo obtuso, e em seguida calcule o valor de x.

Resolução:
Substituindo os valores do problema na lei dos senos, temos:

x 2
=
sen 30° sen (135°)

60
No entanto, 135° não é um ângulo notável. Como vamos descobrir o valor de
sen (135°)? É simples! Já estudamos nesta aula que: sen (135°) = sen ( 180° - 135° )

x 2
=
sen 30° sen (180° − 135°)
x 2
=
sen 30° sen 45°
𝑥 2
=
1 √2
2 2
X .√2 = 2
X = √2

Agora, que tal exercitar um pouco!!!

Atividade Comentada 9

01. Encontre o valor de a no triângulo:

Resolução:
Nesse triângulo temos, lado a oposto ao ângulo 45°, 8 oposto ao ângulo 60°.
8 𝑎
=
𝑠𝑒𝑛 60° 𝑠𝑒𝑛 45°
Substituindo os senos pelas frações:
8 𝑎
= ,
√3 √2
2 2

61
8√2 = 𝑎√3
8√2
a=
√3

8√2 √3 8√6
a= . =
√3 √3 3

02. Obtenha o valor de x no triângulo:

Resolução:
Nesse triângulo temos: lado 5 ângulo 45°, lado x ângulo 30°.
5 𝑥
=
𝑠𝑒𝑛 45° 𝑠𝑒𝑛 30°
5 𝑥
=
√2 1
2 2

𝑥√2 = 5
5
𝑥=
√2
5 √2 5√2
𝑥= . =
√2 √2 2

03. Obtenha o seno do ângulo obtuso, e calcule o valor de x no triângulo:

62
Resolução:
No triângulo acima temos um ângulo obtuso, então encontraremos o suplemento
desse ângulo para resolver a questão.
2 𝑥
=
𝑠𝑒𝑛 30° 𝑠𝑒𝑛 (180° − 120°)
2 𝑥
=
𝑠𝑒𝑛30° 𝑠𝑒𝑛 60°
2 𝑥
=
1 √3
2 2
𝑥 = 2√3.

04. Maloca é o nome que se dá há várias habitações indígenas de uma mesma tribo. É
um nome também empregado para designar uma aldeia indígena. Na figura abaixo
vemos uma dessas habitações. Determine a medida das madeiras usadas para
construir essa Maloca.

Figura 11
Resolução:
No desenho acima temos: lado x oposto ao ângulo 60°, lado 3 oposto ao ângulo
60°.
𝑥 3
=
𝑠𝑒𝑛 60° 𝑠𝑒𝑛60°
𝑥 3
=
√3 √3
2 2
𝑥√3 = 3√3
X=3

63
05. A seleção da Argentina, no ano de 2011, sob o comando de Alejandro Sabella,
usava a triangulação como tática de jogo. Esse esquema facilita o jogo na hora de dar
passes e na marcação. Encontre a distância entre os jogadores Messi e Gago na hora
que congelaram a imagem.

Figura 12

Resolução:
𝑥 2
=
𝑠𝑒𝑛 30° 𝑠𝑒𝑛 30°
𝑥 2
=
1 1
2 2
X = 2.

Aula 10: Lei dos Cossenos.

Caro aluno, nesta aula você estudará uma importante propriedade da


trigonometria: a lei dos cossenos. Essa lei estabelece uma importante relação entre as
medidas dos lados de um triângulo qualquer e cosseno de ângulos agudos e obtusos.

1- COSSENO DE ÂNGULOS OBTUSOS:

Nas aulas anteriores, vimos cossenos de ângulos agudos, nesta sessão, veremos
como calcular os valores dos cossenos dos ângulos obtusos. O triangulo abaixo, mostra
a diferença entre os ângulos.

64
O cosseno de um ângulo obtuso é igual ao cosseno do ângulo suplementar
desse ângulo. Observe:
cos x = - cos (180° - x)

Então, por exemplo, para calcular o valor de cos 135°, basta fazer o seguinte:

cos 135° = - cos (180° - 135°)


√2
cos 135° = - cos 45° = - 2

2 - LEI DOS COSSENOS:

Vamos explicar a lei dos cossenos, através da seguinte situação problema:

No ramo da construção civil, as figuras geométricas estão continuamente


presentes, mas uma das figuras bastante utilizada é o triângulo, nesse projeto vemos
uma casa com esse formato. Na Lei dos Cossenos podemos calcular a medida de
qualquer lado, tendo o ângulo oposto ao lado e as medidas dos segmentos que
formam o ângulo.

65
Figura 13

Em qualquer triângulo, o quadrado da medida de um lado é igual à soma dos


quadrados das medidas dos outros dois lados, menos duas vezes o produto das
medidas desses lados pelo cosseno do ângulo formado por eles. Escrevendo em uma
linguagem matemática, temos:

a² = b² + c² − 2 × b × c × cos α
b² = a² + c² − 2 × a × c × cos β
c² = a² + b² − 2 × a × b × cos φ

EXEMPLO 01:
No triângulo abaixo, determine o valor de a.

66
Resolução:
Aplicando a lei dos cossenos, temos:

𝐚² = 𝐛² + 𝐜² − 𝟐 × 𝐛 × 𝐜 × 𝐜𝐨𝐬 𝛂
a² = 6² + 10² − 2 × 6 × 10 × cos 60°
1
a² = 36 + 100 – 2 × 6 × 10 ×
2

a² = 36 + 100 – 60
a² = 76
a = √76

a = √22. 19
a = 2√19

EXEMPLO 02:
Calcule o valor de x no triangulo:

Resolução:
Aplicando a lei dos cossenos, temos:

67
𝐜² = 𝐚² + 𝐛² − 𝟐 × 𝐚 × 𝐛 × 𝐜𝐨𝐬 𝟒𝟓°
c² = 6² + 5² − 2 × 6 × 5 × cos 45°
√2
c² = 36 + 25 – 2 × 6 × 5 × 2

c² = 36 + 25 – 30√2
c² = 61 - 30√2

c = √61 – 30√2

EXEMPLO 03:
Obtenha o cosseno do ângulo obtuso e calcule o valor de x no triangulo.

Resolução:

𝐚² = 𝐛² + 𝐜² − 𝟐 × 𝐛 × 𝐜 × 𝐜𝐨𝐬 𝟏𝟐𝟎°
a² = 2² + 5² − 2 × 2 × 5 × cos (180° − 120°)
a² = 2² + 5² − 2 × 2 × 5 × −cos 60°
1
a² = 4 + 25 – 2 × 2 × 5 × − 2

a² = 4 + 25 + 10
a² = 39
a = √39

Viu como é simples!! Leia o problema, anote os dados informados e aplique na


lei! Agora, vamos fazer alguns exercícios para testar seus conhecimentos!

68
Atividade Comentada 10 1010

01. Encontre o valor de x no triângulo:

Resolução:
Aplicando a lei dos cossenos temos, a = x e seu ângulo oposto 60°.
𝑎² = 𝑏² + 𝑐² − 2 × 𝑏 × 𝑐 × 𝑐𝑜𝑠 𝛼, substituindo.
𝑎² = 4² + 7² − 2 × 4 × 7 × 𝑐𝑜𝑠 60°
1
a² = 16 + 49 – 2 × 4 × 7 × 2

a² = 16 + 49 - 28
a² = 37
a = √37

02. Determine o valor de b no triângulo abaixo:

69
Resolução:
No triângulo acima temos que encontrar o valor de b, sabendo que os valores de a e c
são iguais e vale 6, aplicando a lei dos cossenos, 𝑏² = 𝑎² + 𝑐² − 2 × 𝑎 × 𝑐 × 𝑐𝑜𝑠 𝛼, e
substituindo.
𝑏² = 6² + 6² − 2 × 6 × 6 × 𝑐𝑜𝑠 60°
1
b² = 36 + 36 – 2 × 6 × 6 × 2

b² = 36 + 36 – 36
b² = 36
b = √36
b=6

03. Obtenha o cosseno do ângulo obtuso e calcule x no triângulo:

Resolução:
Antes de calcular os valores na fórmula, calcule o suplemento do ângulo obtuso, não
esqueça que o valor do cosseno do ângulo obtuso é igual ao angulo menos o seu
suplemento..
𝑎² = 𝑏² + 𝑐² − 2 × 𝑏 × 𝑐 × 𝑐𝑜𝑠 𝛼, substituindo.
𝑎² = 4² + 10² − 2 × 4 × 10 × 𝑐𝑜𝑠 (180° − 120°)
𝑎² = 4² + 10² − 2 × 4 × 10 × −𝑐𝑜𝑠 60°
1
a² = 16 + 100 + 2 × 4 × 10 × 2

a² = 16 + 100 + 40
a² = 156

a = √156
a = 2√39

70
04. O Triângulo das Bermudas é uma das partes do mundo mais temidas pelos
navegantes, esse território tem a fama de ser muito perigoso, pelo seu grande numero
de acidentes registrados. Nesse triangulo as cidades de Miami e San Juan estão
localizada nos vértices A e B respectivamente. Descubra o valor de x no mapa abaixo:

Figura 14

Resolução:
Usando a lei dos cossenos para calcular x no mapa acima.
𝑎² = 𝑏² + 𝑐² − 2 × 𝑏 × 𝑐 × 𝑐𝑜𝑠 𝛼, substituindo.
𝑎² = 8² + 7² − 2 × 8 × 7 × 𝑐𝑜𝑠 45°
√2
a² = 64 + 49 – 2 × 8 × 7 ×
2

a² = 64 + 49 - 56√2
a² = 113 - 56√2

a = √113 − 56√2

05. Na construção desse casa triângular foi usado um grande caibro representado pela
letra x na figura. Analise as medidas indicadas e descubra o valor de x:

71
Figura 15

Resolução:
No desenho acima vemos uma casa em que queremos medir quantos metros tem o
telhado, para isso usaremos a lei dos cossenos.
𝑎² = 𝑏² + 𝑐² − 2 × 𝑏 × 𝑐 × 𝑐𝑜𝑠 𝛼, substituindo.
𝑎² = 5² + 7² − 2 × 5 × 7 × 𝑐𝑜𝑠 60°
1
a² = 25 + 49 – 2 × 5 × 7 ×
2

a² = 25 + 49 - 35  a² = 39  a = √39

Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos duas diferentes formas de avaliar as turmas


que estão utilizando este material: uma avaliação e uma pesquisa.
Nas disciplinas em que os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, pode-se
utilizar a seguinte pontuação:

 Saerjinho: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

72
Nas disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

A seguir apresentaremos as avaliações propostas neste caderno para este


bimestre. Abaixo você encontrará o grupo de questões que servirão para a avaliação dos
alunos. As mesmas questões estão disponíveis para os alunos no Caderno de Atividades
Pedagógicas de Aprendizagem Autorregulada – 02.

Avaliação Comentada

Segue o gabarito das questões da avaliação proposta no caderno de atividades


do aluno:

01. O proprietário de uma lanchonete descobriu que na produção do hambúrguer


comum gasta R$ 1,25 de material em cada unidade, além disso, tem um gasto fixo de
R$ 97,00 por conta de gás e outros materiais. Qual a função que representa o custo (C)
total na produção dos hambúrgueres em função da quantidade produzida (x).

(A) C(x) = 1,25 + 97x (B) C(x) = (1,25 + 97).x (C) C(x) = 97 + 1,25x
(D)C(x) = 1,25 x (E) C(x) = 97 – 1,25x

Resolução:
A parte fixa é 97 e a parte que está em função da quantidade é 1,25. Assim, C(x) = 97
+ 1,25x

73
02. Na função polinomial do primeiro grau v(t) = 2t – 4 e t(x) = 3x – 4. Determine V(t)
quando x = 1.

(A) -2
(B) -1
(C) -6
(D) -10
(E) 0

Resolução:
t(1) = 3.1 – 4  t(1) = 3 – 4  t(1) = -1
Como t = -1, vamos calcular v(t):
v(-1) = 2 (-1) -4  v(-1) = -2 – 4  v(-1) = -6

03. Raquel emprestou R$ 500,00 a juros simples para um amigo na taxa de 6% ao mês.
Qual a função J(t) que define o total de juros a ser pago pelo amigo de Raquel após um
intervalo t de tempo.

(A) J(t) = 6t
(B) J(t) = 500t
(C) J(t) = 500 + 30t
(D) J(t) = 30t
(E) J(t) = 30 + 500t

Resolução:
A cada mês Raquel pagará 6% de 500 de juros, como 6% de 500 é igual a 30, temos que
mensalmente o valor pago de juros é 30. Como temos t meses, a função será: J(t) = 30t

74
04. No gráfico a seguir é correto afirmar que:

(A) a = 0; b= 2; raiz 3
(B) a > 0; b=3; raiz 2
(C) a > 0; b= 2; raiz 3
(D) a < 0; b = 2; raiz 3
(E) a < 0; b = 3; raiz 2;

Resolução:
A reta é decrescente, logo a <0 . Corta
o eixo y em (0,3), logo b = 3. Corta o
eixo x no ponto (2,0), logo a raiz é 2.

05. Qual a função que melhor representa o gráfico

(A) f(x) = x - 2
(B) f(x) = x + 2
(C) f(x) = -x + 2
(D) f(x) = -x - 2
(E) f(x) = -2x

Resolução:
A função é decrescente, isto
é, a <0 e tem b = 2

75
06. Em uma fábrica o lucro é calculado a partir da função L(x) = 5x – 100. L(x) é o lucro
em função da quantidade de caixas vendidas. Baseado nesta afirmação, assinale a
única afirmação correta:

(A) O ponto de equilíbrio, ou seja, quando não há lucro ou prejuízo, será definido
quando x = 40 caixas.
(B) Se a fábrica vender 20 caixas terá lucro.
(C) A fábrica terá lucro com a venda superior a 20 caixas.
(D) A fábrica terá lucro a partir da venda de 100 caixas.
(E) A fábrica terá lucro para qualquer produção.

Resolução:
Estudando o sinal da função, temos raiz x = -(-100)/5  x = 20. Como a função é
crescente, ela será positiva para valores de x maiores que 20.

07. Observe as seguintes razões a partir do ângulo  interno em um triângulo


𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒
retângulo; ; ; . Ao citar essas razões,
ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎 𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎

estamos falando respectivamente de:

(A) seno, cosseno e tangente


(B) tangente seno e cosseno
(C) tangente, cosseno e seno
(D) cosseno, seno e tangente
(E) seno, tangente e cosseno

08. Em um triângulo retângulo a hipotenusa mede 8 cm. Calcule a medida do lado


oposto ao ângulo de 30°.

(A) √2 + 2
(B) 2
(C) 6
(D) √2
(E) 4

76
Resolução:
sen 30o = x/8  0,5 = x/8  x = 0,5 . 8. Conclui-se que x = 4.

09. Sabendo que sen 85o = 0,99, podemos afirmar que a medida do lado b no triângulo
abaixo é aproximadamente:

(A) 8 cm
(B) 7 cm
(C) 19 cm
(D) 20 cm
(E) 16 cm

Resolução:
De acordo com a tabela dos ângulos notáveis, sabemos que sen 30º = ½ , ou seja, 0,5.
Utilizando a lei dos senos teremos:
𝑎 𝑏 𝑐
= =
𝑠𝑒𝑛 𝐴̂ 𝑠𝑒𝑛 𝐵̂ 𝑠𝑒𝑛 𝐶̂
𝑏 8 𝑏 8 7,92
Assim,
𝑠𝑒𝑛 85
=
𝑠𝑒𝑛 30
 0,99 = 0,5
 0,5 b = 8 . 0,99  0,5 b = 7,92  b = 0,5
= 15,84

A resposta aproximada é 16 cm.

10. Seja o triângulo ABC com as seguintes medidas: AB = 6 cm, AC = √31 cm e BC = 5


cm. Determine a medida do ângulo B.

(A) 90º
(B) 30º
(C) 60º
(D) 45º
(E) 65º

77
Resolução:
Vamos aplicar a lei dos cossenos para encontrar o ângulo B:
b2 = a2 + c2 – 2.a.c.cos B
(√31)2 = 52 + 62 – 2.5.6.cos B
31 = 25 + 36 – 60 cos B
31 = 61 – 60 cos B
31 – 61 = -60.cos B
- 30 = -60 cos B
−30
cos B = −60
 cos B = ½ Pela tabela, sabemos que no triângulo o cosseno será ½
quando o ângulo for 60º .

Pesquisa

Professor Aplicador, agora que o aluno já estudou todos os principais assuntos


relativos ao 2° bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles em
suas vidas.
É um momento onde a busca do conhecimento é aguçada, trazendo o aluno
para um universo diferente, onde as respostas buscadas se tornam desafios, tirando
muitas vezes o aluno de um estado de acomodação e contribuindo para formar novos
pesquisadores.
Na pesquisa você provavelmente encontrará diversos respostas distintas, por
isso, neste documento não responderemos as questões propostas. O aluno deverá
responder a pesquisa após interagir com os colegas, assistir a videos, pesquisar na
internet ou em literaturas diversas.
Oriente-o a ler atentamente as questões respondendo cada uma delas de
forma clara e objetiva.

ATENÇÃO: Não se esqueça de ressaltar a importância de identificar as Fontes de


Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites os quais foram utilizados.

78
Seguem algumas sugestões e propostas para a realização da pesquisa referente
aos assuntos do 2° Bimestre:

I – Apresente algumas situações do cotidiano onde podemos empregar a função


polinomial do primeiro grau.

Espera-se como resposta a esta questão, qualquer função descrevendo um fato


cotidiano, por exemplo: no cálculo da conta de energia elétrica, no cálculo da conta de
abastecimento de água, nas relações de proporcionalidade, na associação de
quantidade de produtos comprados e preço final, na associação de jornada de trabalho
e salário, etc.

II – Faça uma pesquisa sobre a utilização da função polinomial do primeiro grau no


estudo da física. Quais assuntos são abordados onde essa função se faz presente.

Pode ser feito um link com as atividades de Física, A velocidade em função do tempo, O
espaço em função da velocidade, obviamente, no movimento uniforme.

III – Pesquise em jornais e revistas alguns exemplos de gráficos de funções afim ou


linear, verificando se a função é crescente ou decrescente.
(ATENÇÃO: Fazer esta parte da atividade em uma folha separada! )

O aluno deve procurar gráficos em jornais e revistas. Os gráficos serão representados


por retas. Busque essa associação gráfica da função polinomial do primeiro grau.

IV – Assista ao vídeo sugerido sobre função polinomial do primeiro grau, e escreva


suas observações sobre esta função. Qual a sua aplicabilidade no dia a dia e como é
abordado em Matemática.
O vídeo está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=sx_RC5KR1dY

A resposta é de cunho pessoal e irá ajudar o professor tutor a perceber se o aluno


absorveu os conceitos de função polinomial do primeiro grau.

79
Referências

[1] IEZZI, Gelson; MURAKAMI, Carlos. Fundamentos de Matemática Elementar 1:


Conjuntos e funções. 8 ed. São Paulo: Atual, 2006
[2] IEZZI, Gelson; ET al. Matemática, Ciências e Aplicações 1; 6ª edição.São Paulo;
Saraiva, 2010.
[3] SMOLE, Kátia Stocco; DINIZ, Maria Ignez. Matemática Ensino Médio; 5ª edição. São
Paulo; Saraiva. 2008
[4] LIMA, Elon Lages; ET al. A Matemática do Ensino Médio; volume 1; Rio de Janeiro,
Sociedade brasileira de Matemática, 2006

80
Fonte das Imagens

[1] Figura 1: http://clubeconstrucao.com.br/profiles/blog/list?tag=segredos


[2] Figura 2: http://stor.pt.cx/feiramatik/2010/09/20/trigonometria-introducao/

[3] Figura 3: http://blog.rostev.com/2009_03_01_archive.html

[4] Figura 4: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/oscar-niemeyer-centro-cultural-08-05-


2007.html
[5] Figura 5: http://lorenaarquiteta.blogspot.com.br/2010/05/funcao-e-as-partes-de-um-
telhado.html
[6] Figura 6:
http://recursostic.educacion.es/multidisciplinar/wikididactica/index.php/Uso_del_teodolito
[7] Figura 7: http://teresina.olx.com.br/teodolito-digital-topcon-iid-168006536

[8] Figura 8:
http://www.anossaescola.com/cr/testes/torresdemelo/2011provabrasilmatematicabloco1non
oano.htm
[9] Figura 9:
http://recursostic.educacion.es/multidisciplinar/wikididactica/index.php/Uso_del_teodolito

[10] Figura 10: http://globoesporte.globo.com/platb/futebolargentino/category/resenha-


tatica/page/3/
[11] Figura 11: http://colorindodesenhos.wordpress.com/2011/06/16/tipos-de-casas-de-indio/
[12] Figura 12 : http://globoesporte.globo.com/platb/futebolargentino/category/resenha-
tatica/page/3/
[13] Figura 13: http://www.flickr.com/photos/flavioacayaba/4544124572/
[14] Figura 14: http://thoth3126.com.br/o-misterio-do-triangulo-das-bermudas/
[15] Figura 15: http://www.flickr.com/photos/flavioacayaba/4544124572/

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Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular


Adriana Tavares Mauricio Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento


Bianca Neuberger Leda
Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

COORDENADORA DA EQUIPE
Raquel Costa da Silva Nascimento
Assistente Técnico de Matemática

PROFESSORES ELABORADORES
Ângelo Veiga Torres
Daniel Portinha Alves
Fabiana Marques Muniz
Herivelto Nunes Paiva
Izabela de Fátima Bellini Neves
Jayme Barbosa Ribeiro
Jonas da Conceição Ricardo
Reginaldo Vandré Menezes da Mota
Tarliz Liao
Vinícius do Nascimento Silva Mano
Weverton Magno Ferreira de Castro

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