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Como funcionam os jardins de borboletas

por Jennifer Hord - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Neste artigo
1. Introdução a Como funcionam os jardins de borboletas
2. Fundamentos da borboleta
3. Ameaças para borboletas
4. Projeto de jardim de borboletas
5. Como fazer um jardim de borboletas
6. Manutenção do jardim de borboletas

Introdução a Como funcionam os jardins de borboletas


Poucos animais estimulam a imaginação e a criatividade tanto quanto as borboletas. Robert
Frost se rendeu ao estudo de uma "asa colorida e empoeirada" aninhada em folhagens mortas e
escreveu "My Butterfly" o poema que mais tarde o tornou famoso. Emily Dickinson escreveu pelo
menos nove poemas sobre as criaturas e suas "lindas sombrinhas". Poesia à parte, quem pode
esquecer a famosa pretensão de Muhammad Ali de "flutuar como uma borboleta, picar como uma
abelha"?

Uma borboleta monarca visita a lantana laranja


Poetas e observadores casuais podem se contentar em olhar esses insetos alados voarem
entre flores na natureza, mas alguns não se contentam. Como a destruição do habitat e o uso de
pesticidas diminui o número de borboletas, entusiastas estão se voltando para jardins de borboletas
como uma forma de atrair e conservar as espécies.
A conservação do habitat das borboletas beneficia também, indiretamente, os humanos. Por
causa da relação íntima das borboletas com seu ambiente e da sua sensibilidade às mudanças nos
arredores, elas são indicadores importantes da saúde de uma área. Assim como os históricos "canários
em uma mina de carvão", a saúde em declínio de populações de borboletas pode alertar as pessoas
para um problema no ecossistema.
Seguindo a mesma tendência, as borboletas desempenham um importante papel na pesquisa
científica. Muito do que sabemos sobre mimetismo, evolução, comportamento animal e sobre como
os organismos interagem uns com os outros, aprendemos a partir do estudo das borboletas. Na
realidade, a descoberta da herança do fator Rh do sangue (responsável pela coagulação do sangue) e
seus potenciais efeitos fatais em humanos veio do estudo de uma borboleta africana [fonte:
Schappert].
Talvez a razão mais óbvia para iniciar um jardim de borboletas seja o prazer. Brilho, flores
viçosas, asas oscilantes em um arco-íris de cores onduladas - como não gostar?
Neste artigo, você vai aprender o que lagartas e borboletas precisam para sobreviver, além
de saber quais as exigências para se fazer um jardim de borboletas. Você também vai receber algumas
dicas sobre como criar um próspero santuário de borboletas totalmente seu. Mas primeiro uma
conversa rápida sobre a biologia da borboleta.
Fundamentos da borboleta
Antes de criar um jardim de borboletas, você precisa saber um pouco sobre a biologia da
borboleta, inclusive como elas sobrevivem e se reproduzem.

Em preparação para sua transformação em borboletas,


lagartas devoradoras comem muitas plantas hospedeiras

Quando planejar um jardim de borboletas, lembre-se de que nem sempre as borboletas são
tão atrativas. Elas passam um período fundamental de suas vidas como lagartas. O estágio da lagarta,
ou larva, funciona como o período de crescimento. Pode demorar três anos em climas mais frios ou
apenas 12 dias em climas mais quentes. As lagartas comem constantemente, mudando de pele por
quatro ou cinco vezes já que continuamente crescem. Alimentando-se principalmente de folhas, as
lagartas aumentam em mil vezes seu tamanho inicial por volta do fim do período de larva [Dole].
Embora as lagartas possam comer com impulsividade, normalmente elas são meticulosas.
Algumas espécies só comem um tipo de planta. Essas plantas preferidas são chamadas plantas
hospedeiras e você precisa se certificar de que tem um estoque delas no seu jardim. As plantas
hospedeiras típicas são o trevos, a urtigas e o endro.
As borboletas colocam ovos apenas onde as lagartas (forma larval) tenham assegurada uma
fonte abundante de alimento quando saírem dos ovos. As fêmeas normalmente voam de planta em
planta, farejando com suas antenas e experimentando com suas patas até acharem o ponto certo. Se as
fêmeas não conseguem achar a planta apropriada, elas não reproduzirão, portanto é importante
colocar plantas hospedeiras em seu jardim de borboletas.
Logo depois de a lagarta se transformar em borboleta, ela voa em busca de um parceiro. Da
mesma forma que a fase de lagarta é primordial para o crescimento, a fase da borboleta adulta é
primordial para a reprodução.
As borboletas consomem principalmente o néctar para obterem energia para voar. Elas
encontram seu alimento em plantas em floração chamadas plantas de néctar. As plantas de néctar
preferidas tendem a ser flores brilhantes e coloridas onde o néctar é facilmente acessível. Flores de
pétala única com tubos curtos e coroas planas são uma aposta segura; phlox, verbena e flores na
família das margaridas ou das ásteres normalmente são boas escolhas. Para terem sucesso, os jardins
de borboletas devem incorporar uma variedade tanto de plantas hospedeiras quanto de plantas de
néctar.
Além de fornecer as necessidades de energia dos diferentes estágios da vida da borboleta,
os jardins de borboletas também precisam levar em conta os diferentes perigos que os insetos podem
enfrentar, como um enxame de formigas de fogo.
Ameaças para borboletas
Mesmo em um jardim de borboletas, tanto as lagartas quanto as borboletas encontrarão sua
cota de infortúnios. Durante o estágio de larva, as lagartas (ou larvas) são presas fáceis para formigas
de fogo, pássaros, moscas e vespas. Um grupo de formigas de fogo pode devorar uma lagarta em
minutos. As larvas são também ameaçadas pelos fungos causados por dias úmidos e nublados, bem
como pela destruição das plantas pelo tempo ruim.

Mesmo no exuberante jardim de Callaway Gardens, as


Borboletas têm que manter suas antenas alerta para predadores
As borboletas têm seus próprios inimigos: pássaros, pequenos mamíferos, lagartixas, cobras
e aranhas.
O clima severo é outro inimigo dos animais de sangue frio, que são altamente sensíveis à
temperatura. Na temperatura de 4ºC, as borboletas ficam completamente imóveis e não podem voar
até que sua temperatura interna alcance 28ºC [Ajilvsgi]. Além disso, ventos e chuvas hostis podem
derrubar as borboletas e afogá-las.
Finalmente, tanto as borboletas quanto as lagartas são sensíveis ao uso de pesticidas e
herbicidas. Mesmo o agente de controle biológico Bt-horus, bastante usado e sempre anunciado como
"seguro e natural", apresenta perigos. As borboletas são tão sensíveis aos pesticidas que o pólen de
milho, geneticamente modificado com Bt, foi transferido para outras plantas pelo vento e matou
larvas da borboleta monarca [Schappert].
De qualquer forma, os jardins de borboletas podem reduzir esses perigos fornecendo um
ambiente livre de pesticidas, com fácil acesso à luz do sol e pontos de abrigo. Na próxima página,
você vai aprender mais detalhes sobre como ajudar as lagartas e borboletas a terem sucesso, e
também descobrirá as quatro necessidades básicas de todo e qualquer jardim de borboletas.

Famosos jardins de borboletas


Jardins de borboletas públicos e observatórios são atrações turísticas populares, atraindo
milhões de visitantes a cada ano. Nos Estados Unidos, o Cecil B. Day Butterfly Center em Pine
Mountain, Ga., aloja 1.000 espécies de borboletas tropicais de cerca de 50 espécies em um ambiente
de floresta recriada distribuída por 4,5 acres [Callaway Gardens].
Mais ao sul, na Costa Rica, é possível encontrar o maior observatório de borboletas do
mundo, com mais de 4.000 borboletas de 20 diferentes espécies. No La Paz Wildlife Garden National
Park and Wildlife Refuge, os visitantes podem observar todos os estágios do ciclo de vida da
borboleta em um laboratório. O abrigo afirma que até 55% das borboletas alcançam a idade adulta,
enquanto a taxa de sobrevivência na natureza é de 5% [fonte: La Paz (em inglês)].
Projeto de jardim de borboletas

Com o conhecimento que você adquiriu até aqui sobre borboletas, você pode projetar
facilmente um santuário para fornecer a elas as necessidades básicas: plantas, abrigo, sol e água.
Os tipos particulares de plantas necessárias - hospedeiras e de néctar - dependem da
região geográfica na qual seu jardim está localizado, bem como de quais borboletas são nativas na sua
área, mas há algumas regras de manuseio:
 plantar flores em grupos, em oposição às isoladas;
 plantar flores em camadas, em várias alturas;
 usar plantas nativas que já estejam condicionadas à região, pois elas têm maior
probabilidade de serem boas fontes de néctar;
 plantar uma variedade de flores com ciclos de floração diferentes de modo que o jardim
seja produtivo o ano todo;
 espalhar as plantas hospedeiras de modo a não atrair predadores para os grupos de ovos ou
larvas;
 manter sementes ou plantas conservadas em vasos prontamente disponíveis para o caso da
perda de plantas.
Como você aprendeu na página anterior, lagartas e borboletas são suscetíveis a condições
hostis do clima e a predadores. Dessa forma, elas precisam de um lugar para escapar dessas ameaças.
As plantas devem estar separadas de modo que as lagartas e borboletas possam rapidamente
encontrar, sob suas folhas, abrigo contra os predadores e sol ou chuva intensos. Lagartas e borboletas
podem também descansar em restos de folhas ou sob galhos caídos, especialmente no tempo frio,
portanto o jardim de borboletas é uma área da sua vida onde a desarrumação é realmente melhor.
Os jardins de borboleta exigem menos manutenção do que os gramados porque quanto mais
naturais eles são, mais atrativos parecem para as borboletas. Limpar as folhas caídas e os detritos
pode, na realidade, tirar alguns de seus locais de esconderijo.

Borboleta absorvendo o sol


As borboletas conseguem muitos nutrientes
necessários do solo por meio das poças

Como as borboletas precisam de calor para movimentar, é essencial que os jardins de


borboletas recebam muito sol. Borboletas normalmente tomam banho de sol em pedras ou galhos
com as asas abertas para absorver o calor do sol. É muito útil colocar estrategicamente itens que
possam ser usados como pontos de descanso de forma que elas tenham um lugar para receber o sol do
começo da manhã e/ou os raios do fim da tarde.
Como todos os animais, as borboletas precisam de água fresca regularmente. Além disso,
freqüentemente elas precisam consumir sais e aminoácidos que não recebem do néctar que bebem.
Elas podem conseguir tudo isso no solo do jardim. Deixar água gotejar em um ponto de solo liso vai
criar uma poça onde as borboletas podem se reunir e beber os nutrientes necessários e ausentes de
suas dietas.
Plantas, abrigo, sol e água - muito fácil, certo? Basicamente é um jardim comum com um
pouco mais de planejamento. Mas onde começar? Leia na próxima página algumas dicas simples
sobre a criação do seu próprio jardim de borboletas.
Como fazer um jardim de borboletas
Então você quer criar seu próprio jardim de borboletas e não tem certeza por onde começar.
Aqui está um esboço rápido de como começar.
Pesquisa
Sua primeira tarefa é descobrir quais são as borboletas comuns a sua região. Uma maneira
de fazer isso é simplesmente observar os arredores por vários dias, registrando que tipos de borboletas
você vê e identificando-os por meio de um guia de identificação. Lá você deve investigar os tipos de
plantas hospedeiras e plantas de néctar que atrairão e sustentarão aquelas espécies de lagartas e
borboletas, respectivamente. Você pode encontrar muitas informações sobre regiões e plantas que
diferentes lagartas e borboletas preferem em sites da Web como thebutterflysite.com ou em um guia
como o Claire Hagen Dole's "The Butterfly Gardener's Guide". Tente selecionar plantas nativas e
lembre-se de ter algumas plantas para cada período de cultivo.

Com gelo?
Borboletas às vezes comem mais que néctar de flores. Elas podem se alimentar de frutas
maduras, seiva de árvore e até mesmo de carniça e estrume. Você pode criar néctar feito em casa
seguindo um processo conhecido como açucarar, que produz algo que, à primeira vista, parece uma
mistura servida em um bar. O açucarar envolve a combinação de uma lata de cerveja, 450 g de
açúcar, meia xícara de melado escuro e algumas frutas bem maduras (e talvez um pouquinho de
rum) batidos em um liquidificador (deixe a mistura engrossar até uma consistência que possa
ser espalhada). Depois de deixar a mistura fermentar por um dia, espalhe-a em troncos de árvores ou
postes, ou coloque em uma vasilha em superfície plana e depois espere as borboletas chegarem.

Demarcar
Sua segunda tarefa é decidir onde você quer plantar o seu jardim, tendo em mente que
precisa ser um ponto ensolarado. Você deve também prestar atenção se a área desejada está sujeita a
ventos tempestuosos ou à chuva forte. Se estiver, coloque algum tipo de barreira, como um muro ou
alguns arbustos, de forma que as futuras residentes possam buscar uma trégua das intempéries.

Plantar
Uma vez que você saiba o que vai plantar e onde vai plantar, começa a verdadeira diversão.
Como em toda jardinagem, o solo é importante, portanto você pode querer considerar a correção do
seu solo (ou incorporar algum solo novo ao seu para melhorá-lo). Além disso, assegure-se de que está
plantando em uma área com drenagem adequada para que não se formem enormes poças quando
chover, o que poderia ameaçar as plantas, bem como as borboletas e as lagartas. Você pode comprar
suas plantas em um viveiro local, conseguir mudas com um amigo ou vizinho ou procurar por
espécies selvagens que cresçam em terrenos abandonados. Enquanto você planta, tenha em mente que
flores agrupadas são mais atrativas para as borboletas e que é melhor plantar em camadas agrupadas
por altura.
Uma vez que seu jardim esteja plantado, é só uma questão de manutenção. Continue lendo
para assegurar que o seu jardim de borboletas resista ao teste do tempo.
Manutenção do jardim de borboletas
Como qualquer jardim, seu jardim de borboletas exigirá manutenção, mas com poucas
considerações especiais. Primeiro, lembre-se que borboletas são sensíveis a pesticidas de qualquer
tipo, portanto você terá que recusar quaisquer visitantes indesejados por meios naturais. Isso significa
deixar pesticidas da natureza, como aranhas e vespas, fazerem o trabalho por você, ou usar produtos
naturais, como sabões inseticidas ou óleos à base de plantas.
Lembre-se também de não se entusiasmar muito arrancando ervas daninhas, porque muitas
delas realmente servem como o alimento favorito das lagartas. Se geadas ou secas fortes matarem
alguma de suas plantas, esteja pronto para substituir com outras plantadas em vasos, se necessário.

Os arbustos de borboleta incomodam?

Floração do arbusto de borboleta


Plantas do gênero Buddleia, comumente conhecidas como arbustos de borboleta, são
escolhas populares em jardins de borboletas por uma razão óbvia: elas são imãs para borboletas. Esse
arbusto colorido é especialmente resistente. Ele tolera poluição e solo abaixo do ideal, além de
crescer muito rapidamente. É semi-perene em climas mais quentes e normalmente atinge alturas de
1,8 a 3,7 metros e larguras de 1,2 a 4,6 metros. Suas flores de 0,30 a 0,61-metro lilases podem
facilmente suportar até as maiores borboletas. Não obstante, muitos grupos de jardinagem colocaram
na lista negra as plantas não nativas como uma espécie invasiva, citando sua reputação como uma
erva daninha que ocupa espaços e que normalmente cresce às custas de espécies nativas menos
robustas [Dole].

Se você quiser resolver as etapas do plantio todas de uma vez, você pode criar um jardim
de borboletas usando somente plantas de vasos. Visite o viveiro local, compre plantas nativas de
vasos para as espécies de borboletas da sua região, coloque-as em um ponto ensolarado com acesso a
abrigo e você terá um jardim de borboletas.
Como você vê, os jardins de borboletas não são muito complicados, e são extremamente
compensadores. Logo depois de plantar você começará a ver borboletas com mais freqüência -
borboletas podem detectar alimento a quilômetros de distância. Uma vez que elas saibam que podem
contar com o seu jardim para lhes fornecer uma fonte de néctar e um lugar para colocar seus ovos,
elas provavelmente ficarão por perto. Muitas borboletas passam suas vidas inteiras em uma mesma
área, assim você pode assistir uma borboleta completar seu ciclo inteiro de vida no seu próprio
quintal.
Para mais informações interessantes sobre jardins de borboletas e bons recursos para a sua
criação, visite os links da próxima página.
A ESTRUTURA
Uma estufa tropical ao contrário do que muitos criadores pensam não é necessário nada exorbitante
qualquer estrutura sem fugas com mais de 1.80m x 1.80m. Claro que uma estufa menor do que
1.80mx1.80m também serve para criar borboletas tropicais mas vai haver perdas e ganhas de calor
muito rápidas que não favorecem os espécimes.(mais à frente aprenderá como evitar estas perdas e
ganhas de calor rápidas).

O material
A primeira coisa a ter em atenção é a duração do material que se utiliza numa estufa pois numa estufa
não é favorável andar sempre a mudar de estrutura (sempre como quem diz um ou dois anos) pois
existem plantas trepadeiras necessárias numa estufa que serão difíceis de mudar caso se tenha de
mudar estruturas e isso implicaria também retirar tudo o que está dentro dessa estufa se bem que por
vezes é necessário fazer essa mudança.
Deve-se então usar como estrutura peças metálicas resistentes, pois madeira em estufas que
necessitam aquecimento e umidade não iria durar muito. Como cobertura existem vários métodos
plástico transparente, acrílico transparente (caro), entre outros....
Os lados de uma estufa tropical devem ter janelas que se possam abrir e fechar para controlar a
temperatura interior.
Uma estufa deve ser construída pensando na posição que está posta e no ano inteiro pois há sítios que
favorecem numa época e desfavorecem noutra.

Temperatura e Umidade
A temperatura numa estufa tropical deve estar dentro dos limites apresentados 25ºC a 30ºC (pouco
deve ultrapassar dos 30ºC mas nunca abaixo dos 13ºC).
Para controlar isto deve forra-se a estufa com plástico-bolha é possível comprar em lojas como Leroy
Merlin rolos com bastantes metros para que se possa mudar e o preço é bastante acessível e vai deixar
entrar menos calor na estufa mas por outro lado também deixa sair menos calor.
Deve-se conter na estufa um termômetro que meça a temperatura mínima e máxima num lugar que
não esteja diretamente ao sol para dar uma temperatura credível.
Algo que não deve ser posto de parte são as 12h diárias de SOL que necessitam as borboletas tropicas
(no horário de Verão é fácil no de inverno terá de se utilizar um sistema de luz que irá ser explicado a
diante).
Algo que deve ser promovido ás plantas é umas semanas de temperaturas de inverno entre 0ºC e 10ºC
para repouso (neste período as borboletas não podem estar na estufa e por isso deve ter-se uma estufa
menor preparada para recebê-las).

O sistema de luzes constitui para uma estufa pequena uma Halide Lamp de 400 Watt (MH), Mercury
Fluorescent Lamp (MF) ou Mercury Tungsten Fluorescent Lamp estas são as melhores lâmpadas para
substituir o Sol sendo a melhor a Halide Lamp mas também a que consome mais. As luzes perfeitas
para estufas são as utilizadas pelos fotógrafos em que o objetivo é substituir a luz do Sol.
ESTAS LÂMPADAS DEVEM SER DEVIDAMENTE PROTEGIDAS PARA QUE AS
BORBOLETAS NÃO ENTREM EM CONTACTO COM ELAS.

Fig.1 - Lâmpada devidamente protegida.


A umidade pode ser adicionada de duas maneiras:
- Umidificador que deve ser ligado a um sensor de umidade para que controle a umidade e que esta
não seja demasiado alta
- Pulverizador que tem de ser utilizado varias vezes ao dia e não tem a eficácia de um umidificador.

Tendo fontes ou água parada vai também ajudar a aumentar umidade (esta deve ser mantida entre
60% e 90%) para medir deve utilizar-se um Higrômetro. Deve ter-se em conta que existem oscilações
de umidade ao longo do dia.

Plantas
A parte mais importante, ou umas das partes mais importantes da estufa, as plantas que se devem ter
dentro desta e fora desta.
Plantas de néctar: (plantas de interior)
- Pentas Lanceolata
- Stachytanpheta spp
- Buddleja Fellowiana
- Buddleja Davidii
- Buddleja Madagascariensis
- Psiguria (uma das favoritas dos Heliconids)
- Kalanchoe Blossfeldiana (boa para o inverno, pois dá flores em dias curtos, pouco rica em néctar).

Plantas para lagartas: (plantas de exterior)


- Arruda (Papilio spp)
- Choisya Ternata (Papilio spp)
- Cestrum Paquii ou Nocturnum (Greta Oto)
- Ruellia Makoyana (Precis spp)
- Annona Squamosa (Graphium Aganemon)
- Canna Indica (Caligo spp)
- Passiflora spp (Heliconius spp)
- Amendoim (Morpho Peleides)
- Beldroega ou Batata-Doce (Hypolinus Bolina)
Ciclo de Vida
- Ovo
O primeiro estágio de uma borboleta, o ovo, tanto pode ser posto na página superior ou inferior das
folhas da planta de que se alimenta. Normalmente a borboleta irá por ovos na planta de que se
alimentou quando era lagarta.

- Lagarta
O segundo estágio, a lagarta, ao longo deste período a lagarta muda de pele várias vezes, pois o seu
crescimento é tão acelerado que os tecidos da pele não esticam como os dos vertebrados, por
simplesmente são substituídos por novos com maiores dimensões.
Quando está na hora de fazer uma muda a lagarta pode ou não sair da planta de que se alimenta e fica
imóvel, não come durante várias horas, neste tempo não se deve mexer nem mudar de lugar as
lagartas, pois elas tecem uma ceda para que seja fácil desprenderem-se da pele antiga caso sejam
mudadas vai ser mais custosa a muda.
A muda pode ocorrer entre 4 a 7 vezes dependendo da espécie, das condições climáticas e da
alimentação.

- Pupa
O último estado antes de se tornar borboleta (imago), quando a lagarta vai fazer a sua última muda
vai libertar um líquido verde e irá encolher um pouco. Então irá procurar um lugar escondido para
crisalidar neste estágio as lagartas são muito vulneráveis aos predadores pois não se conseguem
defender e pouco mexem mas por outro lado estão ricas em nutrientes o que atrai os seus inimigos
principais nesta fase, os pássaros.
A lagarta pode crisalidar de duas maneiras, ficando suspensa pelo cremaster (e todas em que isto
acontece devem ser mantidas nesta posição para que a borboleta nasça, isto deve-se a que a borboleta
não vai ter força para fazer impulsão do casulo e por isso necessitar da força da gravidade) ou fica
suspensa pelo cremaster e por um fio de ceda enrolado à sua volta (estas crisálidas podem ser
mantidas numa rodela de algodão desmaquilhante até que nasça o imago não devem ficar suspensas).
Um dia ou dois antes de eclodir o imago, a crisálida irá ficar transparente e poderá notar-se algumas
das características do imago.
Quando o imago eclode tem rapidamente de se fixar num sítio para puder esticar e secar as asas,
qualquer toque que possa ser feito pelo imago em alguma coisa pode danificar as asas. Cada minuto
após o casulo abrir está contado até mesmo quando a crisálida abre têm poucos segundos para sair
senão o contato com o ar irá secar as asas e será irreversível este efeito.
Nos primeiros dias o imago não será muito ativo e deve ser mantido numa zona de sombra, deve ser
colocado num bom sítio pelo criador para que não se assuste e comece a voar pois irá cair ou começar
a escalar objetos podendo danificar as asas.

P.S: se não se tiver umidade suficiente no estado de pupa deve se utilizar um spray muito
fininho e espalhar alguma água pelas crisálidas pois as crisálidas tropicais tendem muitas vezes
a desidratar.
Alimentação
Existem várias formas de alimentação de borboletas:

- Néctar
O néctar deve ser promovido através de plantas ricas neste nutriente

- Pólen
Certas espécies de borboletas necessitam de um acréscimo na alimentação como as Heliconids que
necessitam recolher pólen, este pode ser lhes dado de duas maneiras ou fazendo uma recolha de pólen
por plantas do exterior e pondo num recipiente (isto deve ser mudado de 2 em 2 dias se possível), ou
então pode ser introduzido na estufa plantas ricas em pólen como exemplo, os cardos.

- Água açucarada
As plantas não produzem néctar durante muitos dias e por isso é necessário um suplemento de néctar
fazendo uma mistura de 1/10 de açúcar e água respectivamente ou 1/9 de mel e água respectivamente.

- Fruta
Certas espécies preferem recolher néctar da fruta do que de plantas este é o caso dos Brassolids e
Morphos, a fruta pode ser apenas a casca de fruta que já tenha sido comida, não necessita de ser fruta
aberta exclusivamente para borboletas. (a melhor fruta será laranja, melancia e maçã (esta deve ser
molhada com água em spray para estar sempre úmida)).

- Água
Os adultos necessitam de água caso contrario desidratam, alguma água é recolhida no néctar mas
também pode ser promovida água através de fontes que promovem também umidade ou molhando as
folhas das plantas.

- Nitrogênio
Muitas estufas ignoram este nutriente que não deve ser ignorado pois é muito importante para a
fertilidade das fêmea, mas para promover nitrogênio apenas é possível através de excrementos de
animais carnívoros, urina ou animais mortos (podem ser borboletas). È mal ter isto nas estufas mas
pode apenas ser promovido de vez em quando e durante um dia apenas.

- Ferohormonas
São estas hormonas que vão induzir o macho a acasalar com a fêmea por vezes a fêmea dentro da
crisálida já emite ferohormonas que atraem o macho mal esta ecloda.Ferohormonas podem ser
promovidas através de plantas secas como exemplo o Senecio Vulgaris (facilmente encontrado como
planta silvestre) .

Fig.3 - Borboletas Greta oto a recolherem ferohormonas


de pedaços de S.Vulgaris disposto numa estufa.
Lagartas
A temperatura ideal para as lagartas terem um desenvolvimento sustentável será qualquer temperatura
acima dos 10ºC , claro tendo em conta que recebem algum sol e que a temperatura não chega a níveis
demasiado altos, depois a temperatura deve ser regulada conforme o comportamento das lagartas.

Caixa de Eclosão
Deve ser um cubo de 30cm, a rede deve ser da mais fina possível, para que crisálidas infectadas não
libertem o parasita para a estufa.
A crisálida deve ser suspensa a 1 e 1/2 vezes o tamanho de uma asas do adulto.
A caixa deve ser mantida num lugar quente fora de sol direto, se o tempo estiver seco deve se molhar
a caixa com spray de tempos em tempos.
Borboletas por qual começar ?
Para começar a criar borboletas tropicais deve-se começar pelas Caligo spp ou pela Heliconids que
duram alguns meses e são bastante resistentes.
Para Caligos deve dispor-se de uma estufa média pois necessitam de espaço para a dança nupcial.
A seguir deve começar-se com as Cauda de Andorinha que se alimentam da família Citrus e as
Danaids que se alimentam da família das Asclepidacea, para esta espécie deve ter-se sempre
suplementos acessíveis de plantas pois as lagartas são extremamente comilonas.
Por último as Morphos as mais bonitas borboletas com os azuis metálicos que necessitam muitos
cuidados e de espaço, principalmente,pois são borboletas de grande portes e com vôos muito
trabalhados.
Heliconius Melpomene & Dryas Julia
- Ovo
O melhor será deixar os ovos eclodirem na planta pois caso estes sejam retirados a probabilidade de
perde é muito maior pois os ovos são muito delicados.

- Lagarta
Basta criar como todas as outras elas agüentam temperaturas frias mas claro não extremas, quando
digo extremas refiro-me a 5ºC-10ºC até podem agüentar mas eu não experimentei por isso o mínimo
que sugiro é de 15ºC.
Nos primeiros instar elas comem muito pouco mas nos 4 ou 5 últimos dias antes de crisalidarem
comem bastante, sugiro pelo menos 3 plantas passiflora com cerca de 50/70 cm de crescimento para
um total de 40/50 lagartas pois uma quantia menor pode provocar a destruição da planta por parte das
lagartas.

- Crisálida
As crisálidas de Heliconius são suspensas logo devem-se manter nesta posição até eclodirem, as
condições que requerem são umidade entre 70% e 80% e temperatura entre 25ºC e 27ºC.
A temperatura pode ser fornecida colocando as crisálidas numa área pequena e colocar um aquecedor
de 400W no nível 1 ou 2 máximo, as crisálidas devem colocar-se a 10/20 cm do aquecedor e este
deve estar sempre ligado pois irá manter a temperatura adequada.
A umidade em todas as crisálidas de borboletas tropicais tenho colocado o umidificador de vapor
quente mas também já me disseram que não é necessário e por isso quem não tiver um umidificador
pode testar esta opção, colocar um tabuleiro de água quente por baixo das crisálidas suspensas, o
tabuleiro tem de ter cobertura em rede para que caso a borboleta caia não se afogue na água.
NUNCA COLOCAR CRISÀLIDAS NÂO SUSPENSAS DIRETAMENTE SOBRE A REDE DO
TABULEIRO.
Outra opção é borrifar as crisálidas com água destilada uma vez por dia, não borrifar diretamente mas
sim o ambiente para que a água caia sobre elas como orvalho.

- Adulto
Em adulto as únicas preocupações serão a alimentação e temperatura, a alimentação é a seguinte
colocar água açucarada, lantanas, buddleja (não são muito atraídas por estas), pentas lanceolata,
heliotropium (fundamental para ferohormonas), plantas ricas em pólen ( estas borboletas
necessitam de pólen para terem longevidade e fertilidade, tendo a planta hospedeira na estufa não será
necessário muitas plantas de pólen).
Esta heliconius utiliza a planta passiflora caerulea como planta hospedeira e irá colocar ovos 3/5 dias
depois de eclodir nos ramos mais tenros da planta, nunca em folhas velhas, coloca os ovos
individualmente e nunca mais de 3/4 ovos por dia pois devido a viver até 3 meses coloca os ovos
durante esse tempo.
Não existe distinção entre macho e fêmea desta espécie.
Estas borboletas podem ser criadas numa estufa pequena pois o seu vôo é muito elaborado
conseguindo evitar os obstáculos e é fácil de criar desde que se tenha as condições necessárias.

Algo muito importante é a temperatura, todas as borboletas tropicais não suportam menos de 15ºC
durante a noite mas o ideal será os 20ºC para assegurar que a temperatura não baixa para níveis de
risco, durante o dia a temperatura pode ir até os 35ºC.
Papilio Polytes

- Ovo
Os ovos são fáceis de manter até eclodirem basta colocar numa caixa de petri ou noutra caixa
qualquer de preferência transparente e colocar os ovos em cima de papel de cozinha. Esperar cerca de
uma semana e vão começar a eclodir as primeiras lagartas.

- Lagarta
A lagarta não é exigente em termos de trabalho, basta até alcançarem uns 3 cm manterem nas na caixa
onde estavam os ovos se esta for de tamanho considerável. Eu mantenho as minhas numa caixa de 7
cm por 4 cm até alcançarem bom tamanho.
Após isso passo as lagartas para uma caixa de tamanho considerável para ai puderem crisalidar .
A alimentação deve ser com limoeiro ou laranjeira, claro que arruda também serve mas a
probabilidade de mortes é muito superior pois muitas delas não conseguirão fazer a muda.
As folhas de limoeiro e laranjeira devem ser dos ramos novos, aqueles que tem verde mais vivo não
dos troncos velhos pois assim elas não conseguirão comer pois as folhas são demasiado duras.

- Crisálidas
As crisálidas também são fáceis de manter, basta uma temperatura de 26ºC e borrifá-las uma vez ao
dia com pequeno spray. (isto para gerações tropicais)
As minhas crisálidas já das minhas criações mantenho-as á temperatura ambiente pois elas já se
agüentam bem assim e apenas borrifo com intervalo de um dia por vezes dois.

- Borboleta
Basicamente trabalho 0, boas lantanas e bluddeias, um limeiro ou laranjeira e passados 2 ou 3 dias
vão haver muitos ovos nas folhas destes e nos troncos. Por vezes até nos limões.
MUDAR LAGARTAS DE UMA PLANTA, PARA OUTRA

Estamos a atravessar um mês, em que as lagartas da maioria das espécies, abundam. Um dos cuidados
que devemos ter, encontra-se na mudança das lagartas de uma planta para outra. Conforme as plantas
vão sendo digeridas, vão atingir um grau de destruição, que a partir do qual é necessário deixá-las
recuperar, com o risco da capacidade de se regenerar, ficar irremediavelmente perdida. As lagartas da
fase L1 e L2, são as mais difíceis de mudar, pois como são pequenas, facilmente se perdem caso
caiam, e também porque têm uma menor capacidade de se voltarem a prender às folhas, tanto pela
sua dimensão como pela falta da seda, existente no seu local de nascimento.

No percurso habitual entre o local de repouso e o local de alimentação, as lagartas desta fase vão
deixando um caminho de seda, que lhes permite deslocarem-se com segurança. As lagartas de Papilio
Machaon, descansam na posição de esfinge, suportando-se apenas pelas patas falsas (pseudópodos),
coisa que fazem com segurança, pois a superfície onde se encontram é coberta por seda, tornando-se
muito aderente. Assim sendo, e como na nova planta, nada disto existe, há duas regras que são
aconselháveis seguir para fazer a muda:
A primeira, é utilizar um objeto com algum atrito e que seja fino, para que seja mais fácil agarrarem-
se. Poderá ser um pauzinho ou um palito.
A segunda, é nunca mudar uma lagarta que esteja parada, pois muitas delas que se encontram
imóveis, estão na fase de mudança de pele e nessa altura algumas espécies como é o caso das Papilio
Machaon, já não têm ficcionalidade nas patas abdominais, apenas estão presas pelas patas falsas à
seda que teceram, para que ao saírem do antigo invólucro, este fique preso e facilite a muda.

Caso se mude uma lagarta nesta fase, ao mudar de folha, perde-se esta ligação à seda, o que faz com
que ela não se consiga segurar por falta de eficácia destas patas abdominais "velhas" e ao mesmo
tempo cria-se uma dificuldade enorme, na mudança da pele, pois a antiga, não estando presa, vai-se
mantendo por muito tempo, na metade traseira do corpo da lagarta, inviabilizando a utilização das
novas patas abdominais, até que essa pele se liberte definitivamente.
CRIANDO BORBOLETAS
Objetivo
Fazer uma pequena criação de borboletas observando e registrando os vários
estágios de seu desenvolvimento.

Descrição
Borboletas são insetos de grande beleza, fáceis de obter e com ciclo de vida muito
interessante que passa por uma fase de lagarta. Elas têm 6 patinhas, 4 asas e 2 antenas.
Essa experiência leva vários dias para ser realizada, portanto, para fazê-la você
precisará dispor de muita antecipação antes da Feira. Nela, você fará uma pequena criação de
borboletas, registrando todo o processo de transformação com anotações, fotos e medidas de
tempo. Tudo será exibido em seu estande na Feira juntamente com alguns espécimes e parte
do material que usou.

Material
 Tela plástica ou véu.
 Palitos de churrasco.
 Régua.
 Tesoura.
 Agulha e linha.
 Cola.
 Lagartinhas (ver Procedimento).
 Caderno de anotações.
 Catálogo de insetos (pode ser obtido na internet).
 Luvas.
 Saco de papel (por ex., sacos de pão ou pipoca).
 Câmera fotográfica (opcional).

Procedimento
Construa algumas gaiolas usando os palitos de churrasco e a tela. Cada gaiola pode
medir 20x20x20 cm ou coisa parecida. Use a tesoura, a agulha e a linha para fixar a tela
na armação da gaiola.
Procure espécimes de lagartas em algum campo, parque, sítio ou quintal próximo onde
existam árvores e arbustos. Procure nas folhas, observando as que apresentam marcas de
mordidas.
Quando encontrar uma lagarta anote sua cor, seu tamanho e suas características
próprias. Se tiver uma câmera, fotografe-a no local. Se não, faça um desenho cuidadoso
dela - é assim que os naturalistas trabalham. Anote também o tipo de planta onde achou
a lagarta. Retire algumas folhas frescas dessa planta para alimentar sua lagarta durante a
experiência. É provável que você precise voltar depois para obter mais folhas.
Apanhe a lagarta usando um saco de papel suficientemente grande para contê-la com
folga, junto com o galho e as folhas onde ela foi encontrada. Feche o saco contendo o
galho, as folhas e a lagarta com um cordão e leve tudo para seu laboratório. Repita esse
procedimento para várias lagartas, se possível, diferentes.
Olhe o interior dos sacos nos dias seguintes. Observe se as folhas foram comidas e
providencie mais folhas frescas do mesmo tipo, quando necessário. Você vai repetir essa
tarefa durante vários dias.
Até que um dia você vai ver que sua lagarta começou a construir um casulo parecido
com uma noz. Esse casulo é conhecido como "crisálida". Anote suas observações sobre
esse processo de encasulamento e fotografe ou faça um desenho do que está vendo.
Quando o casulo estiver completo, quebre o galho ou ramo ao qual ele está grudado e
transfira-o para a pequena gaiola que você construiu.
Coloque a gaiola fora de casa em um local parecido com aquele onde achou a lagarta -
ou no próprio local, se ele for acessível com facilidade. Depois de alguns dias, a
borboleta sairá do casulo. Tire mais fotos pois esse é o momento mais glorioso de sua
experiência, quando a borboleta surge em toda sua beleza. Depois da sessão de fotos,
solte sua borboleta imediatamente se não ela irá se ferir ao se chocar com as paredes da
gaiola. De preferência, solte-a no local onde achou a lagarta.

Fotos feitas pelo Prof. Marcus Vale, da Seara da Ciência da UFC

Análise
Borboletas são insetos da ordem dos lepidópteros. Suas vidas passam por 4 estágios:
ovo, larva, pupa e imago (a borboleta adulta). Se conseguir fotos dos ovos nas folhas,
além dos descritos acima, você terá registrado todos os estágios da vida de uma
borboleta.
São conhecidas mais de 200.000 espécies de borboletas. As fêmeas, depois de
fecundadas pelos machos, põem seus ovos nas folhas de algumas plantas. Após alguns
dias, desses ovos surgem as lagartas que são comedoras vorazes. Começam logo
comendo as cascas dos ovos de onde vieram e logo passam a comer as folhas. Depois de
trocar de pele várias vezes, a lagarta se encerra no casulo, onde se transforma em
borboleta. O processo todo é chamado de "metamorfose".

Dicas
Tenha cuidado ao manusear as lagartas e as borboletas pois elas são seres frágeis e
vulneráveis. Use luvas e evite contato direto com a pele.
Procure, em livros ou na internet, informações sobre as borboletas e tente classificar
seus espécimes (não é fácil). O Zoológico de Brasília e a Fiocruz têm páginas com
muitas informações sobre insetos.
BORBOLETÁRIO
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Borboletário - Monsanto Insectarium Borboleta da espécie Idea leuconoe

Um borboletário é um tipo de zoológico feito especialmente para a criação e exibição de


borboletas. Os borboletários costumam ser abertos ao público, consistindo numa estrutura
semelhante a uma estufa, diferenciando-se dessa por ser envolta por telas, geralmente
dispondo de portas duplas para garantir a permanência das borboletas ali dentro. Os passeios
podem ser guiados ou não. Os passeios guiados duram no mínimo 15 minutos. Também
pode-se mostrar os ovos, lagartas, pupas, assim como fazer a identificação as plantas
favoritas de cada espécie. As borboletas costumam ser mais ativas nos dias mais quentes,
ensolarados e de pouco vento, pois é necessário o calor do sol para auxiliar a digestão. Em
dias de chuva, as borboletas se escondem em folhas e flores.

Frequentemente, há várias espécies convivendo nos borboletários, inclusive borboletas de


regiões diferentes do planeta. As cores chamativas e os padrões no desenho das asas deram às
borboletas o apelido de "flores que voam".
As borboletas são atraídas por perfumes florais leves e roupas claras ou em cores vivas, mas
não se deve tocá-las: as escamas de suas asas são muito frágeis. Borboletas na fase adulta
costumam viver apenas de uma a duas semanas, em média, devendo nesse período
reproduzir-se. Entretanto, algumas espécies como a borboleta-monarca podem viver até seis
meses na natureza.