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ESCOLA DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS DE SAÚDE DE BENGUELA

TRABALHO DE FIM DE CURSO PARA OBTENÇÃO DE TÍTULO DE


TÉCNICO DE ESTOMATOLOGIA

EXODONTIA E SUAS COMPLICAÇÕES NO ADULTO

Elaborado por:
 Alberto Natalino Wahangua
 Armindo Mário Fernandes
 Bernarda Jamba Cassito
 Carolina Paula Viana

BENGUELA, 2018
ESCOLA DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS DE SAÚDE DE
BENGUELA

TRABALHO DE FIM DE CURSO PARA OBTENÇÃO DE TÍTULO DE


TÉCNICO DE ESTOMATOLOGIA

EXODONTIA E SUAS COMPLICAÇÕES NO ADULTO

ORIENTADOR:

Dr. Agostinho A. M. Dâmaso

BENGUELA, 2018
PENSAMENTO
A vida é uma estrada continua cujo percurso só terá sentido se for marcado pela fé e pela
esperança em Deus.

“Rebeca Fonseca”
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho aos nossos familiares, nomeadamente pais, esposo, filhos, irmãos,
tios, amigos, pela paciência, carinho, colaboração e compreensão manifestada durante o longo
período de elaboração desta obra;

Aos leitores e amantes do saber, em especial, aqueles que encorajaram-nos para a realização
deste trabalho.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Deus criador de todas as coisas e por ser o autor da sabedoria;

Ao nosso orientador. Agostinho A. M. Dâmaso, pela coragem, modéstia e responsabilidade


que evidenciou ao assumir a orientação desta obra;

À todos os professores da Escola de Formação de Técnicos de Saúde de Benguela,


especialmente os do curso de Estomatologia.

À Direcção da Escola de Formação de Técnicos de Saúde de Benguela, por ter estado sempre
ao nosso dispôr durante a realização do trabalho, que sem dúvida jogou um papel
importantíssimo.
INDICE GERAL

Pensamento
Dedicatória

Agradecimento

1
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 8
. ........................................................................................................................................................ 8
JUSTIFICATIVA................................................................................................................................ 10
Metodologia ......................................................................................................................................... 11
Métodos de carácter teóricos ............................................................................................................. 11
Métodos de carácter impíricos: ......................................................................................................... 12
Objectivos ......................................................................................................................................... 12
CAPÍTULO -1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 13
HISTÓRIA SOBRE A EXODONTIA .............................................................................................. 14
1.1-DEFINIÇÃO DE CONCEITOS .................................................................................................. 16
1.2- ETAPA DA EXODONTIA.......................................................................................................... 17
1.2.1- Etapas da exodontia com elevador:......................................................................................... 18
1.3-Posições Cirúgicas ......................................................................................................................... 18
........................................................................................................................................................... 19
1.4-. Indicação para uma Exodontia: ................................................................................................ 19
1.4.1- Contra Indicações Relativas a uma Exodontia locais e Gerais ............................................... 20
1.5-.Acidentes e Complicações em Cirurgia Bocal ........................................................................... 21
Os acidentes ocasionados pela extracção dental, são muitos e de diferentes categorias: ...................... 21
1.6- Fracturas da Ccoroa e da Raiz Dental. ...................................................................................... 22
1.6.1- Fractura e luxação de dentes vizinhos: ............................................................................... 23
1.6.2- Fracturas alveolares: Estas podem ser: ............................................................................... 23
1.6.3-Extração equivocada ............................................................................................................ 23
1.6.4- Fracturas alveolares ............................................................................................................ 24
1.6.5- Fractura da tuberosidade: .................................................................................................... 24
1.6.6- Fracturas Maxilares:............................................................................................................ 24
1.7-Penetração de Raízes ou Dentes nas vias Digestivas, Respiratórias e Tecidos Vizinhos ........ 26
1.7.1-Penetração de dentes ou fragmentos de raízes no seio maxilar ou na cavidade nasal ......... 26
1.8-Hemorragias ............................................................................................................................ 26
1.8.1- Classificação das hemorragias ............................................................................................ 27
1.9-. Hematomas .................................................................................................................................. 27
1.9.1.1 Alveolites e seu tratamento ............................................................................................... 28
1.10--ASSISTÊNCIA EM ESTOMATOLOGIA NOS CASOS DE EXODONTIA ...................... 29
CONCLUSÕES ................................................................................................................................... 31
RECUMENDAÇÕES ......................................................................................................................... 33
BIBLIOGRÁFIAS............................................................................................................................... 34
INTRODUÇÃO
O presente trabalho faz uma abordagem sobre a exodôntia e suas complicações no adulto,
assim sendo a exodontia é o ramo da estomalogia que tem como finalidade de diagnóstico e o
tratamento cirúrgico, incluindo as enfermidades da boca execepto as gengivas que pertecem à
periodonto.
Analisar a importância da prevenção e conduta do profissional em estomatologia diante das
complicações desta de uma exoôncia no adulto.
Segundo Ambrosio Paré ( 1590), afirmou que a exodontia inclui também na sua linguagem o
termo winter, serve ainda para nomear a parte da cirúrgia bocal que ocupa as extrações
dentais até as intervenções cirúrgicas mais complicadas como: apcetomia ( as extrações de
apces) e elveolotomia ( extrações de ossos alveolares).

Segundo Araújo (1999), define dente, do latim dentis, é o corpo duro que se encontra nas
mandíbulas (os maxilares) do ser humano e de muitos animais e que serve para mastigar os
alimentos ou, no caso de certos animais, como defesa. A parte descoberta dos dentes, que é
visível, chama-se coroa e está protegida por esmalte. A raiz do dente, por sua vez, não está à
vista numa boca sã. A união da coroa com a raiz recebe o nome de colo.

Os dentes encontram-se encravados nos ossos maxilares através de uma articulação conhecida
como gonfose. Nesta articulação, é possível distinguir o cimento dentário e o osso alveolar,
que estão unidos pelo ligamento periodontal. Compostos por cálcio e fósforo, os dentes são
estruturas de tecido mineralizado cujo desenvolvimento se inicia desde a tenra idade.
Primeiro, surge uma dentição temporária (dentes de leite), que cai de maneira natural e é
substituída pela dentição permanente.

Graças aos dentes, os seres humanos e não só podem mastigar os alimentos para uma
adequada digestão. Os dentes podem dividir-se em incisivos (que permitem cortar a comida),
caninos (dedicados a desgarrar), pré-molares (que trituram os alimentos) e molares (moem).
Cabe destacar que os dentes também intervêm na comunicação oral.
Exodontia, acidentes e complicações dos dentes irrompidos, os acidentes ocasionados pela
extracção dental são muitos e de diferentes categorias: a uns acometem o dente, objecto de
extracção ou aos dentes vizinhos; outros ao osso e aos tecidos moles que os rodeia; quanto aos
acidentes que cometem o dente, ou aos dentes vizinhos temos.
Os dados clínicos são obtidos pelos estomatólogos. Os exames são efetuados com ajuda de
diferentes meios auxialiares de que dispõe como os instrumentos destinados a exploração e a
inspencção da boca e dos dentes: espelho bocal; sonda exploradora ; pinça para o algodão e o
depressor de língua radigráfica.

Ainda na senda das complicações tais como fracturas, luxação de dentes vizinhos estas
ocorrem quando a pressão exercida sobre os instrumentais for transmitida aos dentes vizinhos,
fracturando ou luxando os mesmos.
Toda via é importante salientar que os fórceps podem ser distinguidos na história da evolução
dos mesmos , um remotíssimo, que não se adaptava ao colo de dente pela ausência de
adaptação anatômica de suas garras, um itermediário esquecido e suplantado por outros
intrumentos, e mais recentes, anatômico coincidindo com o renascimento da odontologia em
seu todo.
JUSTIFICATIVA
A preferência da escolha deste tema justifica-se pelo facto de como estudantes, durante o
estágio fomos constando ou nos deparamos com uma série de questões de exodontia vindas
dos pacientes já adultos, procurando compreender as regra, técnicas, principios odontologicos
para um bom tratamento dentário, pacientes com esta patologia, neste sentido notamos que os
adultos possuem um conjunto de complicações sobre as dificuldades na percepção de dentes
e suas complicações.

Perante esta realidade clara e objectiva surge a necessidade de se fazer alguns


questionamentos sobre a problemática, no sentido de procurar até que ponto os procedimentos
de exodontia e as suas complicações dos pacientes no acto cirúrgico com esta patologia,
portanto é importante clarificar um conjunto de medidas de prevênção e munir de técnicas e
meios, de conhecimentos adequados para que perante os pacientes consigam aplicar as
técnicas e agir cientifificamente na extracção de dentes

Desta feita julga-se que a pesquisa poderá contribuir para uma melhor compreensão sobre
exodontia e suas complicações na vida do adulto, que poderá figurar como um contributo de
fundamentos teóricos e práticos para o desenvolvimento do técnico de estomatologia, na
prestação de cuidados aos pacientes.
Metodologia
Neste capítulo, apresentamos a metodologia de investigação utilizada durante a realização
deste trabalho, que se desenvolveu na escola de formação de técnicos de saúde de Benguela.

Métodos de carácter teóricos


Análitico-síntético: Para Trumo citado por Marconi e Lacatos (2005, p.54), a “análise ou
explicação é a tentativa de evidenciar as relações existentes entre os fenómenos estudados e
outros factores. Essas relações podem ser estabelecidas em função de suas propriedades de
causa-efeito, produtor, de correlação de análise de conteúdos entre outros”. Este método
permitiu compreender a exodontia e as suas complicações na vida do adulto, tendo em conta
os dados impíricos.

Pesquisa bibliográfica: Para Marconi e Lakatos (2002), este método também conhecido por
análise de documentos, visa a busca de informações bibliográficas, permitindo navegar nas
mais variadas obras de deferentes autores, a fim de obter informações relacionadoas com o
tema em estudo; para de forma lógica e criativa, se possa então fazer crítica e comparação,
extrair conclusões entre outros aspectos, a volta do tema em estudo. Esta técnica permitiu
fazer um levantamento do estado da arte, ou seja, aquilo que os diferentes autores, entre
clássicos e contemporâneos descrevem sobre a exodôntia e as suas complicações na vida do
adulto.

Método indutivo-dedutivo, segundo Marconi e Lacatos (2008, p.71), considera a dedução


como “ o caminho das consequências pois é uma cadeia de raciocínio em conexão
descendente, isto é, do geral para o particular, leva a conclusão”. A mesma autora afirma que
“ a indução é o caminho inverso da dedução isto é a cadeia de raciocínio estabelece conexão
ascendente do particular para o gerais”. Neste caso, as constatações particulares são ou
previsão de fenómenos particulares são as que levam as teórias e as leis gerais, pode-se chegar
a determinação ou previsão de fenómenos particulares. Por este facto, a utilização deste
método permitiu chegar a ilações pertinentes sobre o tema em estudo, a partir de dados gerais
apresentados pelos diferentes autores que retrataram outros contextos educacionais, assim
como a partir das contatações feitas na escola alvo da pesquisa, fazer uma análise geral da
problemática levantada.

Histórico lógico: este método permitiu-nos fazer análise da trajectória evolutiva do problema
em causa.
Métodos de carácter impíricos:
Observação segundo Rodrigues (2006), consiste numa técnica de colecta de dados a partir da
observação e registo, de forma directa do fenómeno ou facto estudado, é uma das mais antigas
técnicas usadas pelas ciências socias.

Este método permitiu-nos recolher dados a partir de uma constatação sobre os fenómenos em
estudo.

Inquérito por questionário: para Marconi e Lakatos (2002, p. 33), esta técnica especial. “Os
inqueritos são utilizados em investigação científicas fundamentalmente nas investigações
pedagógicas, sendo o inquerito um método baseado em perguntas e respostas ajuda a obter
respostas apartir da amonstra”. A utilização desta técnica permitu coletar informações
pertinentes sobre o tema em estudo.

Entrevista: segundo Marconi e Lakatos (2002, p. 15), consiste “ no desenvolvimento de


precisão, fiscalização, fidedignidade e validade de um acto social como a conversão”. Ainda
os mesmos autores consideram que este método consiste numa conversa efectuada face a face
de maneira metódica proporcionando ao entrevistador de forma global a obtencão de
informção necessária relativo ao ssunto em pesquisa. Esta técnica possibilitou-nos a recolha
de dados aos membros da direcção da referida escola sobre o objecto de estudo através de
uma série de perguntas orais estruturadas e seleccionadas previamente.

Objectivos
Uma vez que toda acção de investigação antevê determinada resolução, pretedeu-se com esta
investigação alcançar o seguintes.
Objctivos específicos :
 Descrever os fundamentos teóricos e práticos sobre o desenvolvimento da
exodontia e suas complicações na vida adulta.
 Identificar as complicações deste acto cirúrgico na vida adulta e as
insuficiências que os mesmos apresentam no tratamento da estomatologia.
 Propor acções que visam a superação das insuficiências apresenatadas pelos
pacientes que padecem ocorrem aos serviços de estomatologia.
CAPÍTULO -1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
HISTÓRIA SOBRE A EXODONTIA
Segundo o Dr. Hélion, P, S Menezes (2005, p. 16), afirma que Exodontia vem do grego exo,
significando”para fora” e “odonto” dente é a remoção cirúrgica de um elemento dentário, A
exodntia foi a primeira especialidade exercida pelos primeiros dentistas, assim sendo os
primeiros registos datam da Grécia Antiga.

Os registos dos acontecimentos que envolvem as ciencimentos que envolvem as ciências


inclundo a odontologia, forla descritos atraveís de varias formas estando relacionados aos
periodos que percorreram. desde no periodo de 14000-1100 a.C inscrições escavadas nas
ruinas da dinistia ying na china na idade média no seculo XIX ocorreram importantes avanços
ou descobertas cientificas que auxiliaram o avanço da odontologia e no final do seculo XIX,
surgiram os primeiros relatos endômicos em uma sessão operatória, quando em 1885
stockwel apresentou a primeiro artigo constituição.

Embora o imaginário popular considere a extração dentária um procedimento clínico fácil, de


ser realizado, na verdade não é bem assim, pois o circurgião-dentista precisa controlar a dor e
a ansiedade do paciente.

Para GUY (1363), cirúrgião-dentista na sua visão, introduziu a primeira vez o termo
“dentista”, e adotou a ligadura inter maxiliar nas fracturas, recomendava que fossem os
dentistas a remover os dentes, o manuscrito médio inglês mais antigo.

A figura do “ tira dentes” continua típica até 1700, trabalhando nas praças dos mercados, uma
multidação de curiosos e um público que não é difícil adivinhar, ou seja, do tipo animado,
caloroso e sonoro.

Em torno de 1700 a exodontia enriqueceu-se novos intrumentos, pela pouca prática dos
boticções que, deprovidos de garras anatômicas, frequentemente provocam factura das coroas
dentárias. O pelicano foi denominado e descrito por Giovanni (1450-1524), tal instrumento
não correspondia de forma adequada, e enormes eram os perigos da exodontia.

Abroise (1910 -159), afirmou que verdadeiramente é preciso ser muito hábil no emprego
destes policanos, porque se não se sabe bem ajeitar-se fácil é errar chegando a puxar fora da
boca três dentes de uma vez, deixando no lugar o carido do dente. Segundo Weinberger, em
1542 relembrou o antigo método da compreessão do nervo para produzir anestesia local e
menciona trasplante, obsturação e fixação dos dentes de ouro.
O pelicano foi o primeiro fórceps, definido por Cassotti como “ o mais formidável, emotivo
instrumento da antiga cirúrgica dentária, esquesito e fantastico, que por quatro séculos, isto é
até 1800 dominou as extrações dentárias.
1.1-DEFINIÇÃO DE CONCEITOS
Para melhor entendimento sobre o sentido em que são empregue os conceito fundamentais
utilizados e com base o tema de investigação são definidos os seguintes conceito-chave:

Para Dr. Hélion, P, S Menezes (2005, p. 16), difine oxodontia como sendo o ramo da
estomatologia que tem como finalidade de diagnosticar e o tratamento circúrgico, incluindo as
enfermidades das gengivas que pertencem à periodonto.

Na nossa perspectiva exodontia é um acto cirurgico que mediante o procedimento mecânico,


provoca a roctura do tecido que sustentam e separando o dente do seu alvéolo.

Complicação: De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa (2009), acção o efeito de


complicar, dificultar, impedimento complexidade.

Na nossa opinião complicação é toda a dificuldade que um técnico de estamotologia encontra


no seu dia a dia ou seja num tramento odontologico.

Segundo o dicionário de Língua Portuguesa dente (2010), define como cada um dos orgãos
rígidos que guarnecem as maxilas do homem e de outros animais e que servem especialmente
para morder e estruturar os alumentos.

Segundo os morfologista na maoiria definem dente, como um orgão de massa dura de tecido
clasificado, e coloração esbranquiçada, situado na cavidade bocal e colocado sobre o
maxilares inferior e superior onde se dispõem em fileiras

No nosso entender dente são orgão parecidos com os óssos.

Segundo o Diocionário de Língua Portuguesa (2010), define Adulto a pessoa que atingiu o
seu pleno desenvolvimento.

Na nossa visão adulto é aquele sujeito que saiu da idade da adolescência e atingiu a
maioridade.
1.2- ETAPA DA EXODONTIA
A Exodontia consta de três etapas: Que passamos a descrever Pré-operatório; O acto cirúrgico
ou propriamente dito e o Pós-operatório.

Neste caso a etapa pré-operatória: compreende todas as medidas a tomar em relação ao


paciente antes de começar a intervenção cirúrgica, e refere-se tanto aos exames de Raio X,
análise laboratorial em todos os casos em que estes são necessários, como também a
preparação psíquica do paciente ou seja que trata de tranquilizar, isto é conversar com referido
paciente.

Ainda no estágio neste estagio o pré-operatório: Compreende todas as medidas a tomar em


relação ao paciente antes de começar a intervenção cirúrgico; refere-se sempre aos métodos
complementar e exames (Rx, analises laboratoriais, caso esses sejam necessários), como
também a preparação psicológica do paciente ou seja trata-se de tranquilizar o paciente,
conversando com o referido paciente, anamnese.

Acto cirúrgico: Trata-se de todos os passos que se efectuam durante a intervenção cirúrgica. O
acto operatório conta de três passos inicia em que deve-se cumprir com muita atenção: Ainda
no acto cirúrgico ou propriamente dito: Trata-se de todos os passos que se efectuam durante a
intervenção cirúrgica, isto é principiando ou iniciando com aplicação da técnica de anestesia
local até ao término do acto operatório ou cirúrgico que consta de tês passos em que deve se
cumprir com muita atenção:

1ª Preparação da mesa cirúrgica com os instrumentos necessários.

2ª Preparação do doente na cadeira.

3ª A anestesia ou aplicação da anestesia.

Ao passo que o pós-operatória: consiste em recomendações que podemos dar ao doente para
uma melhor evolução na enfermidade. Compreende as medidas higiénicas como: Protecção
da ferida operatória; Administração de antibióticos em caso necessário e o Analgésico.
Compreende as medidas higiénicas como:

A protecção da ferida operatória.


A administração de antibióticos necessário, em caso seja necessário analgésicos, calmantes
etc.
É importante pois contribuir para uma evolução da sua enfermidade e compreende as medidas
de higiene. Esta etapa pré-operatória _ avaliação do dente a ser extraído. Avaliação clínica,
Acesso ao dente: Trismo, posição ver se tem lugar para adaptar o fórceps; Localização _ ver
se é de fácil acesso, mobilidade do dente, anquilose _ nesse caso o dente está “soldado” no
osso; doença periodontal _ quando está muito avançada pode-se tirar o dente apenas com uma
gaze condições da coroa.

Avaliar se a coroa tem condições de apoiar o fórceps ou elevador, caso ela não tenha, eu devo
buscar outra técnica para realizar o procedimento. Cáries extensas de amálgama _ podem
quebrar quando for adaptar o fórceps; coroas protéticas.

Avaliação radiográfica:
Configuração das raízes _ ver se são cónicas, convergentes, divergentes, se têm dilaceração
desse espaço significa que o dente está anquilosado.

1.2.1- Etapas da exodontia com elevador:


Para se realizar a exodontia é necessário romper as fibras do ligamento periodontal, fazer a
dilatação das paredes do alvéolo e, se necessário, fazer sectória ou odonato.

Anestesia;
Sindesmotomia;
Remoção do dente com elevador;
Cuidados com o alvéolo;
Sutura.

1.3-Posições Cirúgicas
Posição do paciente na cadeira, o paciente deve estar numa posição de acordo normal com o
operador, tanto pela altura como fisionomia para facilitar o bom manejo. O encosto da cadeira
deve estar ligeiramente inconcluido de forma a fazer um ângulo obtuso.

A posição do operador deve estar situado em frente, do lado esquerdo do paciente, descartar
perfuro cortante na caixa adequada, materiais contaminandos com sangue, saliva devem ser
descartados no lixo branco, materias não contaminados no lixo comum, intrumentais sujos
devem ser depositados na cuba com detergente enzimático. Orientar o paciente a não se
levantar bruscamente, erguer o encosto da cadeira lentamente. Lembrar de dar as orientações
pós-operatórias verbalmente e também por escrito, assim como terapêutica medicamentosa
deve ser orientada verbalmente e também por escrito.

Possível entre o colo e raiz do dente, assim realizar os seus movimentos. A inclinação para
face vestibular deve superior em relação a palatina. Isto é de (30 à 15%) aos molares
superiores direito e esquerdo.

Nos pré-molares, os seus movimentos devem ser igual tanto a face vestibular e palatina. Isto
é, direito e esquerdo de (15 à 15%).

Deste modo o mesmo autor fundamenta que a preparação da cirurgia pode colocar a
radiografia no negatoscópio, fazer anti-sepsia intra oral com clorexidina 0,12% (bochecho).
Posicionar o paciente e o profissional, colocar os instrumentais e materiais na sequência em
que devem ser utilizados para a realização do procedimento.

a) Pós-operatório -- Deve-se lembrar de limpar o rosto do paciente, descartar perfuro cortante


na caixa adequada, materiais contaminados com sangue, saliva devem ser descartados no lixo
branco, materiais não contaminados no lixo comum, instrumentais sujos devem ser
depositados na cuba com detergente enzimático, orientar o paciente a não se levantar
bruscamente, erguer o encosto da cadeira lentamente. Lembrar de dar as orientações pós-
operatórias verbalmente e também por escrito, assim como terapêutica medicamentosa deve
ser orientada verbalmente e também por escrito.

1.4-. Indicação para uma Exodontia:


 Cáries extensas;
 Necrose pulpar;
 Doença periodontal avançada;
 Raízes ou fragmentos dentários;
 Razões ortodônticas --- Principalmente pré-molares hígidos, incisivos e 3º s molares;
 Dentes mal posicionados;
 Fracturas dentárias--- quando o fragmento coronário for maior que 1/3 da raiz, em
fracturas no longo eixo do dente;
 Razões protéticas;
 Dentes supranumerários;
 Dentes inclusos;
 Dentes associados a lesões patológicas principalmente restos radiculares associada aos
à cistos;
 Dentes em áreas a sofrerem radioterapia --- devido aos teorradionecrose;
 Dentes envolvidos em traços de fractura --- no caso de trauma;
 Factores socioeconómicos.
Contra indicações relativas --- São aquelas que podem ser feitas numa adequação para poder
realizar o procedimento. Existem os locais e as sistémicas:

O autor referenciado apesenta os locais: Danos excessivos as estruturam vizinhas;

Áreas submetidas a radioterapia, pois há dificuldade de cicatrização, principalmente em


mandíbula;
Dentes associados à lesões malignas;
Inflamação aguda pericoronarite grave nesse caso em que ter cuidado para que não haja
disseminação da infecção, então deve primeiro tratar para diminuir a infecção local;
Infecções limitação da abertura bucal. Sistémicas:
Doenças metabólicas não controladas diabete, doença cardiovascular, discrasias sanguíneas,
doença hepática;
Gestante evitar procedimentos no 1º e 3º trimestre; e o de medicamentos anticoagulantes, é
importante, etc.

1.4.1- Contra Indicações Relativas a uma Exodontia locais e Gerais


Apresentamos as contra indicações locais:

 Danos excessivos a estruturas vizinhas;


 Aréas Submetidas a radioterapia;
 Dentes associados a lesões malíguinas;
 Inflamação agúda- pericoronarite grave:
 Infecções-trismo severo.

Deste modo passamos a descrever as contra indicações gerais ou sistémicas:

 Doenças metábolicas não controladas ( diabetes, doença cardiovascular, discrasia


sanguineas e a doença hepaticas);
 Gestantes;
 Uso de medicamentos.

1.5-.Acidentes e Complicações em Cirurgia Bocal

Os acidentes ocasionados pela extracção dental, são muitos e de diferentes categorias:


 Uns interessam ao dente, objecto de extracção ou dentes vizinhos;
 Outros aos osso e aos tecídos moles que os rodeiam;
 Complicações relacionadas a anestesia; Farmacologia: -
 Toxidade do agente anestésico (super dosagem);
 Efeitos secundários dos vazos constritores;
 Interacções medicamentosas;
 Alergia: - Acertos constituintes (em espécie aos agentes conservadores);
 Traumática: dor devido à uma injecção muito rápida ou à uma temperatura baixa da
solução anestésica;
 Lesão vascular (arterial e venosa); podendo provocar um sangramento;
 Dor aguda (descarga eléctrica devido à uma penetração da agulha no nervo).

Essas complicações se manifestam por meio de distúrbios gerais que aparecem durante a
injecção de anestésicos locais ou imediatamente após:

 Mal-estar (palidez, vertigem, suores, etc.);


 Distúrbio do ritmo (relacionados aos vasos construtores);
 Distúrbio alérgico ou anafiláctico;
 Distúrbios maiores (polipneia, cefaleia, distúrbio da visão, vómitos).

Recomendações:
Interromper os cuidados, deitar o paciente e verificar se as vias aéreas estão livres.
1.6- Fracturas da Ccoroa e da Raiz Dental.

 Inadequada utilização dos fórceps;


 Cáries extensas;
 Fragilidade causada pula idade ou desvitalização dental e tratamento endodôntico;
 Formações radiculares excepcionais, curvatura excessiva, raízes supranumerárias;
 Condensação óssea excessiva no local da extracção;
 Dentes isolados por extracções prévias realizadas há muito tempo;
 Paciente submetido a dieta estimulante para formação óssea;
 Mascadores de fumo;
 Formação de exostose da cortical vestibular ou lingual;
 Incorrecta aplicação da força na extracção dental;
 Uso de rotação em regiões contra-indicates;
 Puxando-se o dente bruscamente;
A fractura da coroa e da raiz dental é o acidente mais comum e mais frequente na
exodontia. Este acidente ocorre principalmente devido ao incompleto estudo clínico e
radiográfico do dente que será extraído. Sem este estudo o profissional não tem o
conhecimento da disposição e da forma radicular, e consequentemente, a equivocada e
incorrecta técnica cirúrgica são as principais causas deste tipo de acidente.
Quando isto ocorre, a coroa ou parte dela e parte da raiz fractura-se, e portanto, devemos
dirigir nossos cuidados para a extracção da porção radicular que permaneceu no alvéolo.
Deste modo é importante salientar que o estudo radiográfico é fundamental para escolhermos
a técnica a ser adoptada para se realizar a extracção dental.
Ainda o autor acima referenciado afirma que fractura da coroa e da raiz dental é o acidente
mais comum e mais frequente na exodontia. Este acidente ocorre principalmente devido ao
incompleto estudo clínico radiográfico do dente que será extraído. Sem este estudo o
profissional não tem o conhecimento da disposição e da forma radicular (as extracções são
realizadas às cegas), e consequentemente a equivocada e incorrecta técnica cirúrgica, são as
principais causas deste tipo de acidente. Quando isto ocorre, a coroa o parte dela e parte da
raiz fractura – se, e portanto, devemos dirigir nossos cuidados para a extracção da porção
radicular que permaneceu no alvéolo.
O autor em referência afirma que o estudo radiográfico é fundamental para escolhermos a
técnica a ser adoptada para a extracção dental, extracção equivocada: Esta irá ocorrer devido a
alguns factores como:

Ansiedade do profissional em realizara extracção e não prestar atenção no dente que será
extraí-lo e o profissional acredita nele,
não faz um exame clínico e radiográfico detalhado e realiza a extracção;
O paciente chega em seu consultório e diz que determinado dente está doente e quer extraí-lo
e o profissional acredita nele,não faz um exame clínico e radiográfico detalhado e realiza a
etraçao; A falta de um aparelho de Raios X (ou mesmo de uma radiografia periapical ou
panorâmica),
faz com que se utilizae técnica cirúrgica incorrecta, a qual poderá acidentalmente etrair o
dente vizinho, por exemplo.

1.6.1- Fractura e luxação de dentes vizinhos:


Estas ocorrem quando a pressão exercida sobre os elevadores for transmitida aos dentes
vizinhos, fracturando a sua coroa, ou luxando-se o dente quando disposições radiculares o
facilitem.

1.6.2- Fracturas alveolares: Estas podem ser:


Do bordo alveolar o da tuberosidade;

Do bordo alveolar, estas podem ocorrer de duas formas:

a) Ser removida com o dente;

b) Permanecer dentro do alvéolo.

No caso de permanecer dentro do alvéolo, deve-se eliminar a parte fracturada para se evitar a
ocorrência de processos inflamatórios tais como a osteítes, abcessos, os quais só terminam
após a eliminação deste osso alveolar. O mecanismo da fractura do bordo alveolar reside na
força que a pirâmide radicular exerce ou pretendem abandonar o alvéolo por um espaço
menor que o diâmetro da raiz, ou a força aplicada sobre tábua externa é maior que seu limite
de elasticidade.

1.6.3-Extração equivocada
Esta irá ocorrer devido a alguns factores como: Ansiedade do profissional em realizar a
extracção e não prestar atenção no dente que será extraído; O paciente chega em seu
consultório e diz que determinado dente está doendo e quer extraí-lo e o profissional acredita
nele, não faz um exame clínico e radiográfico detalhado e realiza a extracção; A falta de um
aparelho de Raios X (ou mesmo de uma radiografia periapical ou panorâmica) faz com que se
utilize técnica cirúrgica incorrecta, a qual poderá acidentalmente extrair o dente vizinho, por
exemplo.

1.6.4- Fracturas alveolares

Estas podem ser do bordo alveolar ou da tuberosidade. As fracturas dos bordos alveolares
podem ocorrer de duas formas, ser removida com o dente ou permanecer dentro do alvéolo.
No caso de permanecer dentro do alvéolo deve-se eliminar a parte fracturada para se evitar a
ocorrência de processos inflamatórios tais como: Osteítes, Abcessos, os quais só terminam
após a eliminação deste osso alveolar.
A fractura da tuberosidade ocorre quando da extracção de terceiros molares superiores devido
à aplicação de força excessiva no instrumental. Quando você perceber que está exercendo
uma força excessiva deve-se mudar imediatamente a técnica cirúrgica para que não venha a
ocorrer a fractura da tuberosidade e esta acompanhar o dente podendo inclusive provocar uma
comunicação buco-sinusal.

1.6.5- Fractura da tuberosidade:


Esta ocorre quando da extracção de terceiros molares superiores devido à aplicação de força
excessiva no instrumental, Quando você perceber que está exercendo uma força excessiva,
deve-se mudar imediatamente a técnica cirúrgica para que não venha a ocorrer a fractura da
tuberosidade e esta acompanha o dente, podendo inclusive provocar uma comunicação buco-
sinusal.

1.6.6- Fracturas Maxilares:


Ocorrem devido a força exagerada, aplicada na extracção dos molares superiores, sendo que
pode resultar em remoção de todo processo alveolar aderido ao dente, ou, bem como, do
assoalho do seio maxilar, podendo haver, inclusive, uma comunicação buco-sinusal.

Se quando da tentativa de extracção, perceber que um grande segmento ósseo move-se, ao


aplicar pressão no fórceps sobre o dente, deve-se mudar a técnica para retalho, Se o osso
remanescente, mesmo que tenha sido parcialmente fracturado, permanecer aderido ao
periósteo, deverá ser conservado, pois ele reintegrar-se-á, minimizando assim o defeito ósseo,
Se não houver possibilidade de destacar o osso do dente, a mucosa deve ser incisada e
destacada, para evitar-se a sua dilaceração, quando da extracção do dente com a tábua óssea
aderida. Penetração de corpos estranhos no alvéolo dental: Isto pode ocorrer durante a
extracção do dente, isto é, após a saída do dente do alvéolo pode cair dentro dele: Tártaro,
pedaço de restauração o do próprio dente, e isto, pode causar ma infecção no alvéolo que é
conhecida como alveolite granulomatosa.

Trama das partes moles: Lábios, bochechas, língua, assoalho da boca epalato, isto pode
ocorrer à partir do afastamento da bochecha na região de comissura labial, pode ocorrer
também devido à técnica incorrecta quando do manuseio do fórceps ou do elevador. Estes
podem escapar e provocar trauma no assoalho da boca, bochecha, palato duro e língua.

Lesão de troncos nervosos: Pode ser ocasionada quando da extracção cirúrgica de um dente,
podendo ocorrer tanto nos nervos inferiores, ocasionando lesão de gravidade variável, Os
acidentes mais importantes são os que tê lugar sobre os nervos e o alveolar inferior, lingual e
mentoniano.

Este trauma sobre o tronco nervoso, pode produzir a secção, ou o amassamento, o desgarro do
nervo, lesões, estas que se traduzem por neurites, neuralgias ou parestesia (anestesia em zonas
diversas), que podem ser definitivas, prolongadas ou passageiras, dependendo da lesão.
Luxação da mandíbula: Consiste na saída do côndilo de sua cavidade glenóidea. É um
acidente rara, porém, pode ocorrer quando de uma intervenção oral demorada onde o paciente
onde o paciente fica mui to tempo de boca aberta.

Esta é colocada novamente em seu sítio; colocando-se os polegares de ambas as mãos sobre a
arcada dentária da mandíbula enquanto os outros a mantêm. Imprime-se fortemente dois
movimentos a sete ossos, de cuja combinação se obtém a restituição das relações normais da
mandibula; sendo que um movimento é para baixo e o outro para cima e para trás.
1.7-Penetração de Raízes ou Dentes nas vias Digestivas, Respiratórias e Tecidos Vizinhos
Nas vias digestivas não se corre nenhum risco, porém, quando cai nas vias respiratórias, há o
risco de infecção, edema de glote e morte por asfixia, e portanto, há necessidade de
encaminhar o paciente ao médico para seja realizado um exame radiográfico do tórax, o qual
irá sugerir a localização do dente, quanto aos tecidos vizinhos, os dentes podem ser jogados
para fossa pterigóidea, ou assoalho da boca devido a aplicação incontrolada de forças,
debilitando as corticais ósseas. Abertura do seio maxilar ou cavidade nasal: A abertura do seio
maxilar pode ocorrer extracção do segundo pré-molar ao terceiro molar superior tanto durante
a extracção ou na curetagem de fundo de alvéolo, quando o seio maxilar estiver bem próximo
ou em íntimo contacto com o ápice das raízes desses dentes. Quanto à abertura na cavidade
nasal, pode ocorrer quando ela estiver bem próxima das raízes dos dentes anteriores.

1.7.1-Penetração de dentes ou fragmentos de raízes no seio maxilar ou na cavidade


nasal
É um acidente pouco frequente porém, possível de acontecer. Geralmente este acidente está
relacionado com raízes dos dentes: segundo pré-molar e molares, inclusive o terceiro molar
superior (incluso) que poderá ser jogado para dentro do seio maxilar.

1.8-Hemorragias
1.3.1 Hemorragias: o extravasamento sanguíneos naturais que se segue em qualquer
intervenção não é uma hemorragia. Definição: Hemorragia é o extravasamento abundante e
anormal de sangue que corre durante ou após a intervenção cirúrgica, o qual não se coagula e
a hemostasia natural não ocorre. A quantidade de sangue pode ser diminuída pela acção de
anestesia local (anestésico com vaso constritor), Coibir a hemorragias no acto operatório é
obra da hemostasia.

Causas As hemorragias são causadas pela raptura de um vaso:

Ruptura de artérias-hemorragia arterial;

Ruptura de veia – hemorragia venosa;

Ruptura de vasos capilares hemorragia capilar.

Os meios naturais de hemostasia empregados pelo organismo logo após a ruptura dos vasos
u:A contractilidade dos vasos e a coagubilidade do sangue que formam coágulo obliterante
sobre o foco hemorrágico.
1.8.1- Classificação das hemorragias
Causas locais e gerais, podem ocasionar uma hemorragia. Deste modo podemos destacar as
seguintes causas locais: são geralmente de pouca gravidade e se devem à congestão ou
infecção dos tecidos ou as lesões dilacerantes dos mesmos que causam injúrias aos vasos.

Causas gerais: são de maior gravidade, pois ocorrem geralmente após as intervenções
cirúrgicas; são produzidas por diáteses hemorrágicas, sendo principalmente por anemia,
hemofilia, leucemia, distúrbios hepáticos, etc. As hemorragias podem ser classificadas em:
primária e secundárias.

Hemorragias primárias: São as que ocorrem durante ou logo após a intervenção cirúrgica,
sendo as mais fáceis de se coibir.

Hemorragias secundárias: São as hemorragias que ocorrem horas ou dias após a cirurgia e são
as mais graves, pois ocorrem longe do operador, resistem mais ás medicações hemostáticas, e
nem sempre é fácil trata-las pelos métodos locais conhecidos. São geralmente por deficiência
dos factores que promovem a coagulação, por certas enfermidades gerais predisponentes
(lesões hepáticas) ou por determinantes locais. (Ex. Ruptura ou absorção de pontos
empregados na cirurgia

Tratamento das hemorragias

-Anestesia local de lidocaína 2%;

-Limpeza do alvéolo;

-Comprimir o alvéolo com soro fisiológico;

-Colocar esgotam;

-Suturar o alvéolo.

Obs: Para se realizar o tratamento das hemorragias, é necessário que se limpe a ferida
cirúrgica, para obtermos um campo onde possamos enxergar de onde provem a hemorragia.

1.9-. Hematomas
É um acidente frequente, ao qual não se dá a importância que tem (ele é ocasionado pelo
trauma operatório da cirurgia). Consiste na difusão do sangue, seguindo planos musculares , a
favor da menor resistência que lhe opõem a seu passo, os tecidos vizinhos da região onde foi
realizada a cirurgia.

Tratamento – Bolsa de gelo nas primeiras 24 horas e depois a compressa (de água) quente
após as 24 horas iniciam. Se caracteriza por um aumento de volume a nível do local da
cirurgia. Este surge geralmente 12 á 24 horas após a cirurgia e seu desaparecimento total
demora de 3 á 4 dias ou mais, isto é, este processo pode durar aproximadamente uma semana.

1.9.1.1 Alveolites e seu tratamento


É infecção pútrida do alvéolo dental que se instala após uma extracção cirúrgica. É uma
complicação frequente, é a que mais molesta e a mais chata da exodontia. Para sua produção,
intervêm diversos factores; sendo que, a união de alguns deles produzem esta infecção, que
em muitas oportunidades, adquire características alarmantes, pela intensidade de uns seus
sintomas: a dor. Estas (as alveolites) apresentam-se de duas formas: alveolite granulomatosa e
alveolite seca.

Alveolite granulomatosa ou húmida: É uma inflamação a predomínio alveolar, que apresenta


um alvéolo purulento, sangrante e doloroso. Geralmente, trata-se de reacções ante corpos
estranhos, sobretudo de esquirolas ósseas e ás vezes se esquirolas dentárias (dente que
fracturam-se durante as extracções). Ocorre 5 á 7 dias após o acto cirúrgico.

Possui odor fétido e a sua dor é localizada. Se tratamento, consiste de um novo acto cirúrgico:
Antissepsia, anestesia, remoção do coágulo e do corpo estranho, irrigação com soro
fisiológico, curetagem para obtermos a formação de novo coágulo no interior do alvéolo,
aviamento das bordas da ferida cirúrgica estrutura. Administra-se analgésico e anti-
inflamatório.

Seu tratamento inicialmente, faz-se a anti-sepsia, da cavidade oral, anestesia-se, faz-se, a


remoção do coágulo e do corpo estranho que está provocando a alveolite através da
curetagem. Após, realiza-se uma irrigação com soro fisiológico, cureta-se novamente para que
haja sangramento e formação de novo coágulo a viva-se as bordas dos tecidos e sutura-se.

Alveolite Seca: Alvéolo aberto, sem coágulo, paredes ósseas expostas, dolorosas, tecido
gengival pouco infiltrado, muito doloroso também, sobretudo nos bordos. É uma lesão em
que, por falta imediata ou por desaparecimento prematuro do coágulo, o alvéolo ficará aberto,
o qual, entra em comunicação com a cavidade bucal, com suas paredes ósseas desprotegidas e
seus bordos gengivais separados. Suas paredes ósseas desprotegidas e seus bordos gengivais
separados. Suas paredes ósseas apresentam uma cor acinzentada, a dor é irradiada, ocorre 2 à
3 dias após a cirúrgica, e seu tratamento consiste na limpeza do alvéolo com o soro fisiológico
o antisséptico e deluido com analgésico e tamponamento da cavidade alveolar com pensos de
fibrinas ou anti-sépticos.

1.10--Assistência em Estomatologia nos Casos de Exodontia


O espaço de tempo que decorre, logo após ter sido terminado a operação, procurando por um,
tempo variável (dependendo da natureza da operação, das condições gerais do paciente, etc.)
de 7 à 10 dias, que é o tempo mínimo necessário para que ocorra a cicatrização normal dos
tecidos. Depois da extracção do dente, é necessário que o paciente fique com o penso durante
30 a 40 minutos. Não pode retirar o coágulo onde foi extraído o dente.

Após 24 a 48 horas inicia-se bochechos com sal (1 colher de sopa em ½ copo de água morna)
4 vezes ao dia. Nas primeiras 12 à 24 horas, faz-se o uso do gelado, isto é, de sucos, sorvetes
iogurtes, vitaminas, e a aplicação de gelo de 1 em 1 hora, durante 5 a 10 minutos na face, na
região operada. Quanto aos pontos, estes devem ser motivados após 4 dias, desde que eles
tenham perdido a sua função. Se através de um exame clínico verificarmos que estes estão
firmes, nós os manteremos por até 7 dias.

Cuidados Gerais: A observação e os cuidados para com o estado geral do paciente, são tão ou
mais importantes que os cuidados locais, para com a região operada.

O paciente deve: Permanecer em repouso; Receber alimentação adequada; Receber


medicação tonificantes para reabilitar o estado geral e as defesas orgânicas.

Deste modo destacamos a alimentação a serem geridos nos primeiros dias, deve ser líquida ou
semissólida (leite, sopa, sucos, etc.).

Medicação: A principal medicação a ser prescrita no pós-operatório, é analgésicos e os anti-


inflamatórios.

Obs.: Os antibióticos deverão ser prescritos quando houver uma infecção deve ser prescrito
antibiótico no pré e no pós-operatório, onde deve iniciar o tratamento tomando 2 (duas)
gramas iniciais e após, 1 (uma) grama de 8 em horas. Ex.: Amoxicilina 500mg – 1 cápsula de
8 em 8 horas. Clavulim 500 mg - 1 compra de 8 em 8 horas.
Analgésicos e antinflamentórios: Dorbid -1cp. – Tomar 2 comp. Iniciais e após 1 de 8 em
hora nas primeiras 48 hora e após 1 de 12 em 12 horas. Anaflam - 500 mg. – Tomar 2 drágeas
iniciais, e após 1 de 8 em horas.

Ibuprofeno - 400 mg. – Tomar 2 comp.inicciais, e após 1 de 8 em 8 horas.

Fisioterapia da mastigação: Quando o paciente tem dificuldade de abrir a boca, indicamos


para que o paciente faça exercícios da mastigação, com goma de mascar.
CONCLUSÕES
Após a análise minuciosa de cada um dos capítulos e em concordância com os objectivos,
problema e perguntas de investigação chegou-se as seguintes conclusões:

1- Promover nos centros médicos um conjunto de medidas que visam a prevenção das
doenças dentárias, bem como divulgar apresentar imagens radiográficas, imagens
digitais,, além de técnicas menos invasivas, o profissional está capacitado a intervir
com segurança de modo a reduzir grandemente o número de acidente e complicações.
2- Que a exodontia inclui também na sua linguagem o termo winter, serve ainda para
nomear a parte da cirúrgia bocal que ocupa as extrações dentais até as intervenções
cirúrgicas mais complicadas como: apcetomia ( as extrações de apces) e elveolotomia
( extrações de ossos alveolares).
3- A higiene bocal, que se faz com uma escova de dentes, fio dental e outros
implementos, é imprescindível para manter os dentes em bom estado. Se a higiene não
for correct a, podem surgir doenças como a placa dentária, as cáries, a periodontite e a
gengivite.
4- Indicação para uma Exodontia:

 Cáries extensas;
 Necrose pulpar;
 Doença periodontal avançada;
 Raízes ou fragmentos dentários;
 Razões ortodônticas --- Principalmente pré-molares hígidos, incisivos e 3º s molares;

Dentes mal posicionados;


 Raízes ou fragmentos dentários;
 Razões ortodônticas --- Principalmente pré-molares hígidos, incisivos e 3º s molares;
 Dentes mal posicionados;
 Fracturas dentárias--- quando o fragmento coronário for maior que 1/3 da raiz, em
fracturas no longo eixo do dente;
 Razões protéticas;
 Dentes supranumerários;
 Dentes inclusos;
 Dentes associados a lesões patológicas principalmente restos radiculares associada aos
à cistos;
 Dentes em áreas a sofrerem radioterapia --- devido aos teorradionecrose;
 Dentes envolvidos em traços de fractura --- no caso de trauma;
Factores socioeconómicos.

5- Apresentamos as contra indicações locais:


 Danos excessivos a estruturas vizinhas;
 Aréas Submetidas a radioterapia;
 Dentes associados a lesões malíguinas;
 Inflamação agúda- pericoronarite grave:
 Infecções-trismo severo.
RECUMENDAÇÕES
Tendo em conta a materialização de nossos objectivos, as soluções pré-estabelecidas
sugerimos o seguinte:
 Que os centros médicos junto com os médicos dentários, deia palestras sobre a
exodontia com vista diversificar as várias formas de tratamentos e cuidados.
 Que a direcção da saúde promova consultas grátis nas comunidades com vista
capacitação dos pacientes com problemas dentários.
 Que os médicos dentais partilhem novas estratégias de exodontia. Para se sugerir
também a criação de um projecto político de saúde que identifique as reais
dificuldades que os pacientes que sofrem com está complicação.

 Recumenda-se que os órgãos de direcções do ministério de tutela promova campanhas


de saúde dental, assim como novas técnicas exodônticas se forem perfeitamente
indicadas e correctamente executadas, tendo o conhecimento prévio da existência de
acidentes e complicações e dos métodos preventivos, consequentemente a
possibilidade da ocorrência dos mesmos será mínima e a conduta será a mais adequada
preservando-se assim o quadro saudável do paciente, diminuindo, dessa forma o
número de insucessos.
 Recomenda-se que minsa promovam campanhas de sensibilização nas comunidades
sobre o tema em causa para alertar e evitar as causas acidentes e complicações com
grave consequências, de modo que a conduta do estomatologista diante destes agravos
deve ser adequada e para isso é necessário a constante capacitação.
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