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2 TESSALONICENSES 2,6 – COMENTÁRIOS - JOHN GILL

Escrito por Hélio Clemente


Qui, 26 de Abril de 2012 15:38 - Última atualização Sex, 27 de Abril de 2012 12:55

vivendopelapalavra.com

Tradução, complementos e revisão por: Helio Clemente

2 Tessalonicenses 2,3: “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá
sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da
perdição”.

2 Tessalonicenses 2,6: “E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado
somente em ocasião própria”.

GILL:

“O que o detém”. Ou impede a revelação do homem da iniquidade, ou o Anticristo; este


impedimento não era o apóstolo Paulo, embora ele, por seu ministério, constituísse um
empecilho grande contra o crescimento do erro e a disseminação de falsas doutrinas nas
igrejas, desta forma, não deixava de ser um obstáculo à apostasia nas igrejas.

Depois de sua partida de Éfeso, da prisão em Roma, e da sua morte houve uma grande
queda nas igrejas e entre os mestres religiosos, que abriu caminho para a manifestação do

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anticristo. Mas a pregação do Evangelho, em seu poder e pureza, nas várias partes do mundo,
não obstante o tempo decorrido, cresceu e obteve sucesso: O homem do pecado, não poderia
ainda surgir.

E, portanto, era necessário, como foi, o declínio das condições que o retiam, e foram
gradualmente retiradas para que pudesse aparecer. Nem o Espírito de Deus, como o espírito
da verdade e da santidade, embora, tenha continuado parcialmente com seus dons e
operações de graça na igrejas, não as preservou totalmente das falsas doutrinas e idolatria, e
quando o Espírito foi removido, este inimigo e adversário de Cristo e seu Evangelho veio como
um dilúvio.

A aparição do homem da iniquidade em 2Ts 2,3 teria que ser anterior à revelação do anticristo,
e deveria ser o que traria a sua revelação. Ele não deveria aparecer até que a maldade dos
homens chegasse a um ponto em que eles estariam prontos para recebê-lo e prestar
homenagem e culto a ele.

Todavia, o decreto de Deus estabelece o momento determinado para a sua vinda, o decreto
divino representa um obstáculo que barra o seu caminho, pois como há um tempo para todo
propósito, nada pode vir a existir até chegar o tempo determinado.

Eclesiastes 3,1: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito
debaixo do céu”.

Mas os que estavam impedindo o aparecimento do Anticristo eram o imperio romano e os


imperadores, os quais estavam em seu caminho, e enquanto esse império durou, e os
imperadores usavam a coroa imperial, e se sentaram no trono e mantiveram o governo em
suas mãos, os papas não poderiam vir na altura da sua ambição e autoridade, nem na sua
glória pretendida.

Assim, não poderia a grande a prostituta da Babilônia tomar seu assento, e sentar-se sobre as
sete colinas de Roma até que os imperadores romanos fossem colocados fora do caminho.

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Apocalipse 17,5: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A
GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.

Este comentário de John Gill vem corroborar a Confissão de Fé de Westmister, que


afirma que o reinado do anticrito é o papado católico.

CFW - Capítulo XXV, Seção VI – Cristo e a igreja: “Não há outro Cabeça da Igreja senão o
Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele
é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja
contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus”.

Gill é batista, ele segue a Confissão de Fé Batista de 1689, que diz o seguinte em seu
Artigo 26, Item 4: “O Senhor Jesus Cristo é o Cabeça da Igreja. Por determinação do
Pai, de uma maneira suprema e soberana, nele está investido o poder de chamar,
instituir, ordenar e governar a Igreja. O papa de Roma não pode, em qualquer sentido,
ser o cabeça da Igreja; ele é o anticristo, o homem da iniquidade e filho da perdição, o
qual se opõe e se levanta contra Cristo e contra tudo que se chama Deus, a ponto de
assentar-se no santuário de Deus, como se fosse o próprio Deus. O Senhor Jesus o
matará com o sopro da sua boca”.

O comentário de John Gill se refere ao surgimento do anticristo na figura do papa


católico, ele não estende o seu comentário ao final dos tempos. Mas, o que vemos na
Confissão Batista é algo de extrema importância: Os eventos relacionados com o
homem da iniquidade e o anticristo não devem ficar restritos a um período de tempo
limitado.

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O apóstolo João denomina estas pessoas de anticristos, no plural, o que significa que
durante todo o período da igreja os anticristos estarão presentes, seja na figura do papa
católico ou de falsos mestres ligados à igreja protestante, como é o caso de Tiago
Armínio, Lélio Socínio, Miguel de Servetto e muitíssimos outros.

Estes opositores de Cristo irão ganhando força ao longo da história até a manifestação
final do último anticristo como o governador de todo o mundo e o falso profeta como o
chefe a religião ecumênica que então estará em vigor.

Toda esta abominação irá ter fim no Dia do Juízo, quando Jesus Cristo liquidará com o
falso profeta, o anticristo e o diabo, que é Satanás.

Apocalipse 20,10: “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e
enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão
atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”.

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Assim, o império romano, impediu que o homem da iniquidade fosse revelado antes do seu
tempo. A versão Etíope diz: "Até que seu tempo foi determinado". Portanto, até o momento em
que Deus havia fixado para o aparecimento deste monstro de iniquidade, o filho da perdição, o
império romano deveria continuar, e imperadores romanos deveriam manter o seu lugar e
dignidade para prevenir o seu aparecimento antes do tempo.

A razão pela qual o apóstolo não se expressa em palavras diretas, mas de uma forma figurada
e com tanta cautela era que ele não podia ofender os imperadores romanos diretamente, e
provocá-los a uma severa perseguição dos cristãos como pessoas sediciosas que buscavam a
destruição do império.

“O que o retém”.

A palavra aqui usada, que é traduzida como "retém", como no versículo seguinte, significa um
juiz ou governador – o imperador romano. O significado para a palavra hebraica “para reter, ou
conter" é a forma utilizada pelos reis, por suas leis e pelo governo para conter e reter pessoas
de fazer tudo o que querem.

1 Samuel 9,17: “Quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe disse: Eis o homem de quem eu já
te falara. Este dominará sobre o meu povo”.

O apóstolo tinha grande domínio da lingua hebraica, esta palavra tinha referência aos reis e
magistrados, esta mesma palavra é destinada a um governador, ou magistrado no livro de
Juízes.

Juízes 18,7: “Partiram os cinco homens, e chegaram a Laís, e viram que o povo que havia nela
estava seguro, segundo o costume dos sidônios, em paz e confiado. Nenhuma
autoridade havia
que, por qualquer coisa, o oprimisse; também estava longe dos sidônios e não tinha trato com
nenhuma outra gente”.

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Desta forma, de acordo com John Gill, “o que o detém” refere-se a governadores e
magistrados: O império romano. Era o que Deus havia determinado para deter o poder
do papado católico, o reinado do anticristo, até o tempo determinado em seus decretos.

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