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HISTÓRIA DO BRASIL – VOLUME 1 - 2017


Prof Luiz Augusto Salles

ÍNDICE – APOSTILA I

ASSUNTO Pag
CAPÍTULO I ....................................................................................................... 02
TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO .................................................. 02
FORMAÇÃO DE PORTUGAL ................................................................................................. 04
EXPANSÃO MARÍTIMA EUROPEIA ......................................................................................... 08
IDADE MODERNA .......................................................................................................................... 11
PACTO COLONIAL ........................................................................................................................ 12
REFORMA E CONTRARREFORMA ........................................................................................... 12
EXERCÍCIOS (PROVAS ANTERIORES) ................................................................................... 13

CAPÍTULO II ............................................................................................................................... 16
DESCOBRIMENTO DO BRASIL ........................................................................................... 16
PERÍODO PRÉ-COLONIAL ................................................................................................... 17
PERÍODO COLONIAL .................................................................................................................. 19
PERÍODO JOANINO ............................................................................................................... 60
REGÊNCIA DE D. PEDRO ............................................................................................................ 64
EXERCÍCIOS (PROVAS ANTERIORES) .................................................................................... 66

CAPÍTULO III .......................................................................................................................... 82


PRIMEIRO REINADO .................................................................................................................... 82
PERÍODO REGENCIAL (1831-1840) ........................................................................................ 88
EXERCÍCIOS (PROVAS ANTERIORES) ................................................................................... 96

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO ............................................................................................ 104

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CAPÍTULO I
TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO

O termo Idade Média é utilizado para englobar um período de aproximadamente mil anos
(476 D.C. -1453 D.C.) no qual encontramos um conjunto de características políticas, econômicas e sociais
que formaram o chamado feudalismo (economia agrária, amonetária e de subsistência com pouca
atividade comercial; o poder político estava descentralizado, através do qual se observavam as relações
de suserania e vassalagem. O poder político estavafragmentado nos feudos).Observa-se também que, na
Idade Média, a Igreja Católica exercia um grande poder ideológico sobre as populações europeias e, por
isso, a Idade Média é vulgarmente conhecida como “Noite de Mil Anos”.
Durante a Baixa Idade Média (séc. XI ao XV) observam-se transformações na estrutura
feudal que serão responsáveis pela transição do feudalismo para o capitalismo.
A partir das Cruzadas (expedições cristãs, militares-religiosas, que partiram da Europa, para
libertar a Terra Santa do domínio muçulmano) há a retomada do contato entre o Ocidente e o Oriente,
através do Mar Mediterrâneo e esta retomada do contato fez com que produtos orientais (seda, marfim,
perfumes, especiarias, etc.) voltassem a ser comercializados em diversas regiões do continente europeu
nas feiras que surgiam em pontos de paradas de caravanas ou em regiões mais populosas. Este comércio
feito a longas distâncias transformou a realidade feudal europeia e trouxe o Renascimento Comercial e
Urbano para o Continente Europeu.

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Graças ao Renascimento Comercial e Urbano, que dinamizará a economia europeia, surgirá


uma nova classe social, a burguesia, que irá fomentar não apenas as atividades econômicas, mas também
as atividades artísticas e intelectuais questionando o poder do clero católico em vários aspectos.
Estemovimento ficou conhecido como Renascimento Cultural.
A Europa transformava-se e a atividade comercial, através do Mediterrâneo, intensificava-se e
nesse contexto as cidades italianas, em especial Gênova e Veneza monopolizavam, juntamente com a
cidade de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia) o comércio de especiarias do Oriente encarecendo-
as. Comerciantes e nobres lucravam com o comércio de especiarias.
O século XIV trouxe uma grave crise que fez assinalar mais um golpe para a realidade
feudal, tendo em vista que ao longo deste século haverá a temida peste negra (bubônica), a Guerra dos
Cem Anos (França x Inglaterra), várias revoltas camponesas e a queda da produtividade agrícola.
Nesse quadro de crise do século XIV Portugal se consolidou enquanto Estado Nacional e, de
certa maneira, lucrou, pois, tendo em vista as dificuldades comerciais geradas pela “crise do século XIV”,
o porto de Lisboa se tornou uma alternativa às rotas comerciais que levavam os produtos do Oriente para
o norte da Europa.

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LINHA DO TEMPO

IDADE ANTIGA IDADE MÉDIA


476 1453
FEUDALISMO
CRUZADAS
RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO
GUERRA DE RECONQUISTA (732-1454)
EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA
FORMAÇÃO DE PORTUGAL
RENASCIMENTO CULTURAL

IDADE MÉDIA IDADE MODERNA 1453 - 1789

EXPANSÃO MARÍTIMA (GRANDES NAVEGAÇÕES)


ABSOLTISMO / MERCANTILISMO
RENSACIMENTO CULTURAL
REFORMA E CONTRARREFORMA
BRASIL COLÔNIA

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FORMAÇÃO DE PORTUGAL
Portugal, assim como o conhecemos na atualidade, começou a ser formado durante a
Idade Média a partir da Reconquista (lutas dos cristãos para expulsar os muçulmanos–mouros, também
chamados de sarracenos da Península Ibérica entre 732d.C. a 1454 d.C.). Durante estas lutas os vários
reinos cristãos da Península Ibérica foram se estruturando e se consolidando politicamente.
O Rei Afonso VI, do reino de Leão, cede o Condado Portucalense (Portucale) ao nobre
Henrique de Borgonha. O filho de Henrique, Afonso Henrique de Borgonha, emancipa o Condado, em
relação ao Reino de Leão, tornando-o um Reino independente. Nasce assim o reino de Portugal e sua
primeira dinastia, a dinastia de Borgonha ou Afonsina (1139-1383). O último rei da dinastia de
Borgonha foi D. Fernando, morto em 1383 sem deixar herdeiros homens, sua filha era casada com o Rei
de Castela e tal fato abriu caminho para Castela tentar anexar Portugal; porém a nobreza lusitana,
comandada por D. João de Avis, reage na chamada Revolução de Avis (1383-1385) derrotando os
castelhanos na batalha de Aljubarrota mantendo assim a independência de Portugal e iniciando uma nova
dinastia em Portugal a partir da coroação de D. João de Avis como o Rei D. João I, era o início da
dinastia de Avis(1385-1580) que se encerrou em 1578 com a morte do Rei D. Sebastião. A morte de D.
Sebastião sem que deixasse herdeiros, mergulhou Portugal numa grave crise na qual acontecerá a União
Ibérica(1580-1640) onde Portugal passou a ser governado pelos reis espanhóis. Somente em 1640,
Portugal retomará sua autonomia política-administrativa através de D. João de Bragança que se tornou o
Rei D. João IV iniciando a dinastia de Bragança (1640-1910).

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DINASTIAS DE PORTUGAL:

Borgonha ou Afonsina – 1139 a 1383: Unificou Portugal e expandiu o território durante a Reconquista;
Portugal iniciou a formação de seu Estado Nacional Moderno;
Igreja Católica e Nobreza lusitana apoiaram a Dinastia de
Borgonha, durante a Reconquista, isso facilitou a centralização
política de Portugal;
Afonso Henrique de Borgonha, o Conquistador,foi o primeiro Rei
Da Dinastia de Borgonha e Dom Fernando, o Formoso foi o
último.

Avis – 1385 a 1580: D. João, Mestre de Avis, manteve a independência de Portugal (Revolução de Avis);
Esta Dinastia consolidou o Estado nacional Português;
O Infante D. Henrique (filho do Rei D. João I – João de Avis, também chamado de
Henrique, o Navegador, fundou a Escola de Sagres (1417) inaugurando o Período
Henriquino das navegações em Portugal o que ajudou a impulsionar a Expansão
Marítima Lusitana;
Essa Dinastia realizou a Expansão Marítima portuguesa, apoiada na Igreja Católica e
na nobreza ligada aos interesses mercantis de Portugal;
Dom Sebastião foi último Rei da Dinastia de Avis.

União Ibérica – 1580 a 1640: Período conhecido como “Filipino” ou “Espanha dos Felipes”. Período
no qual Portugal foi governado pelos Reis espanhóis; foi um período de
forte decadência para Portugal.

Bragança – 1640 a 1910: Iniciada após a “Restauração de Portugal,” teve em Dom João IV seu primeiro
Rei; Decadência econômica de Portugal.

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FORMAÇÃO DE PORTUGAL

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EXPANSÃO MARÍTIMA EUROPEIA

Podemos definir Expansão Marítima ou Expansão Ultramarina Europeia como sendo a


procura por uma rota alternativa para as Índias (Oriente) com o objetivo de romper o monopólio
Mediterrâneo no comércio de especiarias. Nesse contexto Portugal foi o pioneiro no processo de
Expansão Marítima devido a uma série de fatores que favoreciam Portugal:
 Portugal foi o primeiro Reino europeu a superar o feudalismo e tornar-se um Estado
Moderno (Absolutismo);
 Posição geográfica favorável;
 Vocação marítima;
 Escola de Sagres fundada por Henrique, o Navegador;
 Comércio realizado com o norte europeu a partir da rota entre o Mediterrâneo
(estreito de Gibraltar) e o Atlântico (Mar do Norte), passando pelo porto de Lisboa;
 Apoio da Igreja Católica (expandir o catolicismo);
 Espírito cruzadista;
 Nobreza mercantil (ligada às atividades comerciais);
 Avanço tecnológico (Escola de Sagres) – astrolábio, caravela,etc;
 Paz interna.

EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA


(PÉRIPLO AFRICANO – CICLO ORIENTAL DAS NAVEGAÇÕES ou CICLO SUL DAS NAVEGAÇÕES)

Portugal contornou e fundou feitorias (pontos de apoio para novas expedições e polos de
comércio) no litoral africano com objetivo de chegar às Índias para acessar o comércio de especiarias
rompendo, dessa maneira, o monopólio Mediterrâneo exercido pelas cidades italianas e por
Constantinopla. Em 1453 os Turcos Otomanos invadiram e ocuparam Constantinopla, encarecendo
ainda mais o comércio de especiarias; esse fato fez com que Portugal acelerasse a conquista do litoral
africano.

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PRINCIPAIS ETAPAS DA EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA

1415 – Conquista de Ceuta (estreito de Gibraltar)


1419 – Ilha da Madeira – Sistema de Capitanias Hereditárias neste território
1434 – Cabo Bojador – Gil Eanes
1441 – Início do tráfico negreiro nas ilhas atlânticas ocupadas por Portugal
1456 – Portugal chega a Cabo Verde
1488 – Cabo das Tormentas (Boa Esperança) – Bartolomeu Dias
1498 – Chegada à Calicute (Índias) – Vasco da Gama
1500 – Brasil – Pedro Álvares Cabral

EXPANSÃO MARÍTIMA ESPANHOLA

A Espanha iniciou sua expansão marítima após o término da Guerra de Reconquista em seu
território, portanto sua primeira viagem de grandes navegações se deu em 1492, com o navegador
genovês Cristóvão Colombo que visou atingir o oriente navegando para o ocidente (navegar para o oeste
para se chegar ao leste) realizando o contorno no globo terrestre, porém Colombo desconhecia a
existência de um verdadeiro continente entre a Europa e a Ásia, portanto, a primeira viagem espanhola de
grande navegação descobre um novo continente: a América.

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A viagem de Colombo, e a consequente descoberta da América, tornou a Espanha uma


grande potência europeia e a histórica rivalidade com Portugalse faz presente redundando na assinatura de
Tratados entre os dois países:
 1480 – TRATADO DE ALCAÇOVAS TOLEDO: Espanha reconhece a posse de
Portugal sobre o litoral africano.
 1493 – BULA INTER COETERA: tratado proposto pela Espanha e pelo Papa
Alexandre VI com objetivo de dividir as terras descobertas e a serem descobertas entre Portugal e
Espanha a partir de um meridiano que passasse a 100 léguas a oeste de Cabo Verde. Portugal
recusa esse acordo.
 1494 – TRATADO DE TORDESILHAS: tratado imposto por Portugal à Espanha
no qual há a divisão das terras descobertas e a serem descobertas a partir de um meridiano que
passasse a 370 léguas a oeste de Cabo Verde.
 1529 – TRATADO DE SARAGOÇA: Portugal comprou as Ilhas Molucas da
Espanha

Entre 1519 e 1522 foi realizada a primeira viagem de circunavegação com os


navegadores Fernão de Magalhães e Sebastião El Caño a mando da Coroa espanhola.

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IDADE MODERNA

O Período compreendido entre 1453 e 1789 é conhecido por Idade Moderna e apresenta
várias diferenças em relação à Idade Média.
Do ponto de vista político a Idade Moderna se caracterizava pelo ABSOLUTISMO
MONÁRQUICO, ou seja, o Poder Político estava centralizado na figura do Rei.
Do ponto de vista econômico a Idade Moderna é marcada pelo MERCANTILISMO
(Capitalismo Comercial ou Capitalismo Primitivo).
O Mercantilismo visava fortalecer o Estado, não havia liberdade de comércio.A livre
iniciativa era limitada. As atividades econômicas eram controladas pelo Estado e o Estado era, em última
análise, o próprio soberano (Rei). O Estado concedia privilégios comerciais a grupos específicos
(Companhias de Comércio) e concedia privilégios e vantagens à nobreza e ao clero. Para enriquecer o
Estado o Mercantilismo se valia de algumas práticas:
 Metalismo: Acúmulo de metais preciosos; na Espanha era chamado de Bulionismo
 Protecionismo: Taxas e barreiras alfandegárias aos produtos estrangeiros
 Balança Comercial Favorável: os Estados procuravam exportar mais e importar
menos, gerando superávits e evitando os déficits na balança comercial
 Colonialismo: exploração de colônias através do pacto colonial
 Tráfico Negreiro: atividade altamente rentável
 Pacto Colonial ou Exclusivismo Metropolitano: desdobramento do colonialismo,
prendia as colônias às suas metrópoles (monopólio)
 Corsários: piratas eram contratados por Estados europeus para pilharem navios ou
colônias de países rivais

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PACTO COLONIAL

REFORMA E CONTRARREFORMA

A Idade Moderna foi um período de transição entre o sistema feudal e o sistema


capitalista.Durante essa transição observa-se a perda da hegemonia religiosa da Igreja católica no
continente europeu. Tal fato se deve ao surgimento de novas religiões cristãs sem o domínio ou a
influência do Papa; trata-se das religiões Protestantes (Reforma Protestante) que surgiram na Europa a
partir de 1517 com o Monge Martinho Lutero (Luteranismo). Logo em seguida vieram João Calvino
(Calvinismo), Henrique VIII (Anglicanismo), John Knox (Presbiterianismo), os Huguenotes na França, os
Anabatistas na Alemanha (Sacro-Império), etc.
Com o movimento Protestante a Igreja Católica perdia fieis, poder e influência. Reagindo
com o movimento que ficou conhecido como Contrarreforma católica. A Contrarreforma consistiu,
basicamente, numa tentativa de moralização do clero católica, decidida a partir do Concílio de Trento
(1545) na Itália e no combate às ideias protestantes, consideradas heréticas.
O Concílio de Trento estabeleceu a obrigatoriedade do clero de cursar seminários, proibiu a
venda de indulgências e simonias, proibiu a venda de cargos eclesiásticos, criou o Index Librorun e
reforçou o poder do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição).
A Igreja Católica se utilizou dos jesuítas (ordem religiosa católica criada por Inácio de
Loyolla e por Francisco Xavier) no processo de catequese e educação nas colônias ibéricas.

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Olá futuros Oficiais do Quadro


Complementar do Exército Brasileiro,
resolvam, ESTUDANDO, as questões de
provas anteriores para que os senhores(as)
possam se adaptar à maneira como a
EsFCEx aborda os temas do edital.

EXERCÍCIOS Capítulo 1

1. (EsAEx 1997) O movimento cristão para expulsar os árabes da Península Ibérica, que teve como
consequência a doação de Portugal a D. Henrique de Borgonha, é chamado de:
a) Noite Triste b) Levante c) Batalha d) Reconquista e) Tormentas

2. (EsAEx 2006) No século XV, Portugal e Espanha deram início à expansão marítima europeia, da qual
resultaram grandes impérios coloniais, a exemplo do Brasil. As afirmativas abaixo dizem respeito às
várias explicações acerca do expansionismo e dos descobrimentos portugueses dos séculos XV e XVI.
Analise-as e, a seguir, assinale a alternativa correta:
I – A busca por rotas comerciais alternativas na tentativa de escapar das altas taxas cobradas
pelos turcos-otomanos, a partir do domínio estabelecido por eles no Mediterrâneo ocidental em 1453;
II –O desenvolvimento de instrumentos tecnológicos para a navegação, a partir de estudos
realizados por cartógrafos, astrônomos, matemáticos e navegadores na Escola de Sagres;
III – A aliança entre portugueses, venezianos e genoveses para fortalecer o monopólio que
mantinham sobre o Mediterrâneo, visando anular os prejuízos causados pela invasão árabe na Península
Ibérica ocorrida naquele período;
IV – As aspirações da burguesia mercantil que havia consolidado a sua relação com a Coroa
durante a Revolução de Avis, entre 1383 e 1385, quando as forças de Castela foram expulsas de Portugal
e Dom João I assumir o Trono.

a) Somente I está correta b) Somente I e III estão corretas


c) Somente I, II e IV estão corretas d) Somente I, III e IV estão corretas
e) Somente II e IV estão corretas

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3. (EsAEx 2001) Sobre os fatos determinantes que levaram Portugal a se tornar uma grande potência
colonial e descobrir o Brasil no final do século XV, analise as afirmativas abaixo:
I – Portugal se transformou num país marítimo voltando-se para o oceano no alvorecer do século
II – A Espanha serviu de exemplo para Portugal porque precedeu os portugueses no início da
expansão marítima
III – O comércio europeu continental se caracterizou por ter se desenvolvido de forma quase que
unicamente marítima até o século XIV
IV – As demais nações europeias só investiram na corrida colonial após o século XVII
Assinale a opção correta:
a) I b) II e III c) III e IV d) I, II e III e) Todas

4. (EsAEx 2005) Sobre as questões que motivaram o empreendimento marítimo dos portugueses, não é
correto afirmar que:
a) o papel pioneiro de Portugal na expansão ultramarina está relacionado com a intensificação da rota
marítima comercial que contornava o continente europeu pelo estreito de Gibraltar para chegar ao Mar do
Norte.
b) o projeto econômico da Coroa lusitana de navegar em direção à Ásia contou com os recursos
financeiros da nobreza tradicional e da burguesia, ambas unidas por uma aliança matrimonial para a
consolidação precoce do Estado Português.
c) a expansão marítima dos países da Europa deriva-se do desenvolvimento do comércio continental
europeu e de um novo sistema de relações internas que integrava o Mar Mediterrâneo ao Mar do Norte,
especialmente a partir da revolução na arte de navegar.
d) os portugueses, buscando se livrar da concorrência no continente europeu e contando com suas
vantagens geográficas empregaram seus esforços no comércio com a costa Ocidental da África.
e) a riqueza das repúblicas italianas e dos mouros, originada do comércio com as Índias, levou Portugal a
desenhar um plano de navegação para atingir o Oriente contornando a África.

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05. (EsAEx 2002) Examinando-se a situação europeia à época das grandes navegações e dos grandes
descobrimentos, pode-se corretamente afirmar que:
a) acima dos Pirineus estavam os países responsáveis pelo início das grandes navegações.
b) os Países Balcânicos viviam fechados na Europa.
c) a Inglaterra vivia ensimesmada na sua ilha.
d) a Rússia não se comunicava com outros mundos fora da Europa
e) a Espanha e Portugal eram pontos de contato com a Europa.

06. (EsAEx 2003) Dentre as causas que determinaram o surto expansionista europeu que levou aos
grandes descobrimentos encontramos o(a):
a) renascimento do comércio de escravos.
b) ausência de atividade pesqueira em Portugal
c) Marrocos como grande produtor de ouro e prata.
d) desestímulo Papal aos empreendimentos portugueses.
e) ausência de laços históricos com o Imperialismo europeu medieval.

7. (EsAEx 2000) O Brasil, neste ano 2000, completou 500 anos. A esquadra de Cabral, eu aqui chegou
em 22 de abril de 1500, era basicamente uma:
a) esquadra de tipo militar porque pretendia fundar uma feitoria na Índia.
b) missão exploradora porque Portugal, oficialmente, já sabia da existência da terra do Brasil.
c) esquadra de navios leves porque Portugal buscava maior mobilidade num provável combate com
espanhóis.
d) esquadra semelhante à empregada no costeio da África visando o intercâmbio comercial com os
nativos.
e) expedição inferior a de Vasco da Gama porque cabia a Cabral apenas completar a presença na Índia.

GABARITO CAP I

1–Letra D; 2 – Letra C; 3 – Letra A; 4 – Letra B; 5 - Letra E; 6 – Letra; A 7 – Letra A

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CAPÍTULO II
DESCOBRIMENTO DO BRASIL

O termo “Descoberta” foi utilizado por muito tempo, pela historiografia brasileira, para
designar a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 22 de abril de 1500. Atualmente
existem várias visões e posições acerca dos primeiros contatos entre portugueses e silvícolas no Brasil;
fala-se em conquista europeia e em extermínio das populações nativas com imposição dos valores
europeus e dos reais interesses lusitanos em ocupar terras à oeste do Oceano Atlântico.
A “descoberta” do Brasil, feita por obra do acaso, não é mais aceita pela atual historiografia
brasileira. Vários documentos e fontes contestam e derrubam essa versão demonstrando a
intencionalidade da chegada de uma esquadra portuguesa em terras americanas.
O avistamento dos primeiros sinais de terra, feito pela esquadra de Cabral, com a posterior
identificação de um monte em 21 de abril de 1500 (Monte Pascoal) e a entrada dos navios portugueses
na Baía Cabrália (Santa Cruz Cabrália – em Porto Seguro - BA), no dia 22 de abril de 1500, fez parte
dos planejamentos portugueses estabelecidos durante a sua expansão marítima para controlar os mares e
expandir seus domínios.Pois, ao se estabelecerem ao longo do litoral brasileiro, os portugueses
controlariam a rota pelo Atlântico Sul, pois já controlavam o litoral oeste da África, e o caminho para as
Índias.
Observemos os argumentos que defendiam a causalidade da chegada de Cabral e aqueles
argumentos que derrubam essa tese.

Destacam-se os seguintes argumentos (teses) da causalidade da chegada da esquadra de


Cabral ao Brasil:
 A esquadra de Cabral fora armada com 13 navios para conquistar Calicute
 O objetivo da viagem de Cabral era as Índias
 Correntes marítimas teriam desviado a frota
 Afastamento em demasia do litoral africano (volta ao largo) para se evitar as
calmarias nessa região (recomendação dada a Cabral dada pelo próprio Vasco da Gama)
 Calmarias teriam atrapalhado a viagem

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Argumentos que demonstram a intencionalidade da chegada da esquadra de Cabral:


 Navegadores experientes na frota (Bartolomeu Dias)
 Não há relato de calmarias
 Carta de Pero Vaz de Caminha notificando o “achamento” da terra e sem
demonstrar surpresas com a chegada ao Brasil, apenas faz um relatório das possibilidades que a
terra oferece e sobre as populações nativas aqui encontradas
 Tratado de Tordesilhas (1494)
 Relatos de navegadores portugueses, anteriores a Cabral, sobre o litoral do
Brasil (João Coelho da Cruz – 1493 – no atual Pernambuco, Duarte Pacheco Pereira – 1498, nos
atuais Pará e Maranhão e o espanhol Pinzón – 1500, no atual Pernambuco).

Com a chegada da esquadra de Cabral ao Brasil foi realizada a primeira missa no


território brasileiro, pelo Frei Henrique Soares de Coimbra.
Cabral batizou a nova terra de ILHA DE VERA CRUZ, posteriormente a terra passou
a ser chamada de TERRA DE SANTA CRUZ, somente mais tarde, o território português na
América, ficou conhecido como BRASIL. Os nativos da terra chamavam-na de PINDORAMA

PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500-1530)


Os primeiros trinta anos, após a chegada de Cabral, não despertaram maiores interesses da
Coroa Portuguesa em relação ao Brasil, tendo em vista que o comércio dos produtos do litoral africano
e as mercadorias do Oriente se mostravam mais lucrativos para Portugal, além do fato de não se ter
encontrado metais preciosos no litoral do Brasil.
Observamos, durante o Período Pré-Colonial, a EXPLORAÇÃO DO PAU-BRASILfeita
através da seguinte forma:
 Estanco Real – Monopólio Régio (todos os produtos pertenceriam ao Estado – Rei)
 Escambo com indígenas
 Fundação de feitorias no litoral
 Arrendatários do pau-brasil – comerciantes autorizados pelo Rei
 A exploração do pau-brasil foi uma atividade meramente extrativista, não havia o
cultivo ou replantio da madeira e nem fixava o português à terra.

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O pau-brasil era utilizado, na Europa, para o tingimento de tecidos e para confecção de


móveis utilizados pela nobreza, por isso era valorizado e por isso despertou a cobiça de outros países
europeus que enviavam corsários ao litoral para contrabandear a madeira. Nota-se também a presença de
piratas e corsários que vinham ao litoral brasileiro para também contrabandeá-la.
Durante o período pré-colonial não houve a fundação de núcleos populacionais e sim de
armazéns que serviam de depósitos e ponto de apoio para navios portugueses. Portugal enviou, nesse
período, algumas expedições ao litoral brasileiro:

EXPEDIÇÕES EXPLORADORAS:

 GASPAR DE LEMOS– 1501: Sua missão era fazer o levantamento do litoral


brasileiro, mapeando-o e verificando as possibilidades de exploração.Chegou à praia dos Marcos
(RN), onde foi fincado um marco de pedra, sinal da posse da terra. A partir de então, iniciou a sua
missão exploradora navegando pela costa, em direção ao sul, onde avistou e denominou pontos
litorâneos, conforme calendário religioso da época. Sua missão da teve como limite sul a região de
Cananéia (SP).

 GONÇALO COELHO– 1503: Sua missão era iniciar a exploração do pau-brasil,


fundou a primeira feitoria (Itamaracá) e realizou a primeira entrada para o interior (na região de
Cabo Frio, com Américo Vespúcio).

EXPEDIÇÃO GUARDA COSTAS:

 CRISTÓVÃO JACQUES – Entre 1516 e 1528: Sua missão era proteger o litoral
do Brasil da presença de piratas e corsários, evitando o contrabando do pau-brasil.

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PERÍODO COLONIAL (1530-1815)


BRASIL LIGADO AO ANTIGO SISTEMA COLONIAL (ASC)

Ficou claro para a administração portuguesa a necessidade de iniciar o povoamento do Brasil,


pois, caso contrário, Portugal poderia perder o domínio do território devido à ameaça estrangeira. Havia
também a realidade da concorrência de outros países europeus em relação ao comércio das especiarias do
Oriente, reduzindo, assim, os lucros que Portugal obtinha com as Índias. Portugal vai, portanto iniciar a
colonização do Brasil dentro da lógica do mercantilismo europeu, ou seja, o Brasil estaria ligado ao pacto
colonial (exclusivismo metropolitano).
A colonização se efetuou com o objetivo de atender os interesses de Portugalno sentido de se
montar uma atividade, em terras brasileiras, que trouxesse lucros para Portugal e lucros rápidos sem que
se preocupasse em tornar o território brasileiro autossuficiente e desenvolvido,mas sim dependente do
mercado externo e preso às determinações de Portugal.
A primeira expedição enviada para iniciar a colonização do Brasil foi comandada por
MARTINAFONSO DE SOUSAem 1530, dando início ao Período Colonial. Esta expedição fundou a
primeira Vila no Brasil: São Vicente, onde foi montado o primeiro engenho de açúcar (São Jorge).
Chegaram, também com Martin Afonso de Sousa,as primeiras cabeças de gado e iniciou-se a lavoura
canavieira.
A expedição colonizadora de Martin Afonso explorou desde o litoral norte do Brasilaté a
Bacia Platina (entre a atual Argentina e o atual Uruguai), ou seja, fora dos domínios portugueses
determinados pelo Tratado de Tordesilhas.
Para fixar os primeiros colonizadores no Brasil, e trazer lucros imediatos a Portugal, a
atividade econômica escolhida foi a lavora canavieira, realizada através do sistema de plantation.
O clima e o solo (massapê) eram favoráveis ao cultivo da cana de açúcar, além do fato de que
Portugal já dominava o plantio da cana em suas ilhas atlânticas no litoral da África; iniciava-se, dessa
forma,a agro manufatura açucareira no Brasil.
A atividade açucareira no Brasil colônia estava associada ao capital holandês (batavos ou
flamengos) no transporte e refino do açúcar na Europa. Portugal havia se associado aos holandeses por
diversas razões, porém a lenta decadência econômica de Portugal foi fator preponderantepara essa
associação.

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PLANTATION:
 Monocultura / Apenas uma pequena porção das terras era utilizada para a lavoura
de subsistência
 Produção para o mercado externo
 Latifúndio (Grande propriedade agrícola)
 Mão de obra escrava
A expedição de Martin Afonso iniciou o processo de colonização do Brasil, porém foi
insuficiente para ocupar e proteger o vasto território português na América; o Estado português também
não tinha recursos para proteger e ocupar as terras brasileiras, por esta realidade a Coroa Portuguesa
resolve implantar no Brasil um sistema que já utilizara em suas ilhas Atlânticas, dessa forma instala-se no
Brasil o sistema de Capitanias Hereditárias.

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS (1534-1759)

O Brasil foi dividido em 15 lotes de terra, cada lote (Capitania Hereditária) era entregue a
um particular, geralmente membros da pequena nobreza ou comerciantes, que deveria ocupar, povoar,
proteger e desenvolver a Capitania com recursos próprios. A primeira Capitania hereditária no Brasil foi a
Capitania da ilha de São João (atual Fernando de Noronha), criada ainda durante o Período Pré-
Colonial.
Os Capitães Donatários eram a maior autoridade na Capitania e sua ligação jurídica
administrativa estava discriminada em dois documentos:
 CARTA DE DOAÇÃO– Documento de posse da terra, espécie de escritura. O
Donatário tinha a posse da terrae a hereditariedade da Capitania lhe era assegurada, mas o Rei era
o verdadeiro proprietário das Capitanias.
 FORAL– Documento onde estavam discriminados os direitos e deveres dos
Capitães Donatários e os direitos da Coroa (Rei). Era uma espécie de regulamento que regia o
sistema de Capitanias.

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Principais DIREITOS dos Donatários:


 Doar sesmarias (as sesmarias eram lotes de terra para a agricultura e deveriam
produzir em um prazo de 5 anos, após 2 anos de real produção o sesmeiro tornar-se-ia dono da
terra)
 Fundar vilas
 Cobrar impostos na Capitania
 Escravizar índios
 Receber a Vintenta (5% dos lucros da exploração do pau-brasil e sobre os
pescados)
 Receber a Dízima (10% dos lucros enviados para Portugal)

Principais DEVERES dos Donatários:


 Povoar, ocupar, proteger as terras com seus recursos próprios
 Manter a fé católica evitando o protestantismo e heresias
 Pagar impostos à Coroa
 Formar milícias para defender a terra
 Manter a ordem (Poder Judicial) na Capitania

O sistema de Capitanias Hereditárias visava proteger e colonizar o Brasil utilizando o mínimo


de recursos por parte do Estado português, porém o sistema não deu o resultado esperado tendo em vista
os seguintes fatores:
 Falta de recursos dos Capitães Donatários
 Falta de interesse de Capitães Donatários
 Dificuldades de comunicações
 Distâncias
 Falta de efetivo para ocupar eficientemente a capitania
 Ataques indígenas
 Poucos e demorados lucros
 Insalubridade da terra
Apesar dos fatores adversos o sistema de Capitanias vigorou no Brasil até o século XVIII
sendo extinto somente em 1759 pelo Marquês de Pombal.

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Das quinze Capitanias iniciais duas prosperaram: Pernambuco e São Vicente. Mas
lentamente, ao longo do tempo, as Capitanias foram desmembradas em lotes menores de terra.

Paralelamente ao sistema de Capitanias Hereditárias foram estabelecidos no Brasil os


primeiros núcleos populacionais, as primeiras vilas e cidades e nestes núcleos observamos a criação das
CÂMARASMUNICIPAIS nas quais as elites locais (senhores de engenho) exerciam a sua dominação
político-territorial.
As Câmaras Municipais representavam a descentralização do poder, uma vez que estas
surgiram da necessidade de um governo local que resolvesse os problemas com mais agilidade em relação
à administração portuguesa.
As Câmaras Municipais eram controladas pelos chamados homens bons da colônia que
eram os senhores de engenho de açúcar, brancos, católicos e donos de escravos.
A escolha para compor aqueles que iriam integrar as Câmaras era feita através de eleições
direcionadas, ou seja, somente os homens bons votavam em outros homens bons os quais se tornavam
Oficiais da Câmara onde criavam determinações locais e fiscalizavam o comércio da região.
Nos primeiros anos do Período Colonial, as Câmaras Municipais tinham muita autonomia,
chegavam até a convocar Governadores para dar explicações e tratar de assuntos públicos, decretavam

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guerra a tribos de índios e criavam arraiais (pequenos povoados). A autonomia municipal era representada
e materializada, simbolicamente, pela existência de um pelourinho na praça principal.
Após a União Ibérica (1580-1640) Portugal busca ampliar o controle sobre o Brasil e a
aumentar a exploração em sua colônia, será criado, em 1641, o Conselho Ultramarino, órgão
fiscalizador das atividades coloniais, e vai limitar a atuação das Câmaras Municipais nomeando os juízes
que presidiam as Câmaras Municipais, eram os chamados Juízes de Fora, que seriam vitalícios.
As Câmaras Municipais e sua estrutura de funcionamento demonstram que o poder
político no Brasil estava sendo estruturado com base nos interesses da oligarquia rural que se
estabeleceu ao longo do Período Colonial.

GOVERNO GERAL (1548-1808)

Com o objetivo prioritário de centralizar a administração colonial, subordinando as


Capitanias Hereditárias para melhor controlá-las, a Coroa Portuguesa criou o sistema de Governo Geral
através do Regimento Castanheira (Regimento Tomé de Souza ou Regimento Almerín). Uma das
atribuições dadas ao Governador Geral, dentre tantas outras, era estimular a produção de açúcar no Brasil
através da isenção de tributos, por certo tempo,incentivando aqueles que queriam montar os engenhos de
açúcar.
Para sede do Governo Geral foi escolhida a Capitania da Bahia de Todos os Santos devido à
sua posição geográfica estratégica e pelo fato de seu Capitão Donatário (Francisco Coutinho) ter sido
morto por ataque indígena.
Além do Governador Geral, que representava o Rei em terras brasileiras, foram criados
outros cargos administrativos para auxiliarem o Governador Geral:
 Capitão Mor – Oficial Superior encarregado da defesa do litoral brasileiro.
 Provedor Mor – Funcionário público encarregado da fiscalização tributária na
colônia.
 Ouvidor Mor – Funcionário público encarregado dos assuntos judiciários na
colônia.
 Alcaide Mor – Militar encarregado de formar milícias locais para defesa do
território.
 Criou-se o Conselho de Vereança – Espécie de Câmara onde se reuniam os
Homens Bons da colônia.

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Com a criação do sistema de Governo Geral os Capitães Donatários perderam autonomia


(não cobrariam mais impostos e nem controlariam os estancos reais) e funções judiciais, além do fato das
sesmarias, agora serem doadas pelos Governadores Gerais e não mais pelos Capitães Donatários.

O sistema de Governo Geral existiu no Brasil por 260 anos e ao longo desse período houve
vários Governadores, porém estudaremos os três primeiros Governadores e os fatos mais relevantes de
seus governos:

I. Tomé de Souza (1549-1553):


.Em seu governo foi fundada a cidade de Salvador com a ajuda do náufrago Diogo
Álvares Correa (Caramuru) e definida como sede do Governo Geral;
.Chegaram os primeiros jesuítas chefiados pelo padre Manoel da Nóbrega;
.Brasil foi elevado a Bispado (1551) – Bispo D. Pero Fernandes Sardinha;
.Início da criação de gado no nordeste do Brasil;
.Fundação do primeiro colégio no Brasil, em Salvador;
.Dificuldade em impor sua autoridade perante os Capitães Donatários

II. Duarte da Costa(1553-1558):


.Chega o padre jesuíta José de Anchietaque funda, juntamente com Manoel da
Nóbrega, o Colégio de São Paulo de Piratininga. Anchieta, por seus trabalhos, é conhecido como
Apóstolo do Brasil;
.Franceses ocupam a Baía de Guanabara em 1555 e fundam uma colônia (França
Antártica);
.Morte do Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, no território do atual estado de
Alagoas, pelos índios caetés;
.Conflitos entre colonos portugueses (senhores de engenho) e padres jesuítas, devido
à escravização de índios.

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III. Mem de Sá (1558-1572):


.Bom relacionamento com a Igreja Católica;
.Início do tráfico negreiro de forma sistematizada;
.Favoreceu a criação de missões jesuítas na região de Paranapanema (São Paulo);
.Franceses expulsos da Baía de Guanabara (Estácio de Sá e José de Anchieta);
.Governou até a sua morte em 1572, seu substituto (Luís de Vasconcelos) morre em
alto mar devido a ataque de corsários franceses).

Após a morte de Mem de Sá, o Rei de Portugal (D. Sebastião) resolveu dividir o Brasil em
dois Governos Gerais: Brasil do Norte, com capital em Salvador e Brasil do Sul, com capital no Rio de
Janeiro. Tal divisão procurou estabelecer um melhor controle sobre o Brasil, melhor proteção para o
litoral e para o Rio de Janeiro, incentivar e fiscalizar melhor a produção açucareira.
Esse sistema de dois Governos durou pouco tempo (1572-1578), pois não demonstrou
resultados práticos. O sistema foi reunificado em um Governo único, com sede em Salvador.
Durante a União Ibérica (1580-1640), ou seja: quando Portugal passou a ser governado pela
Espanha, houve uma nova divisão do Governo Geral. Foram criados o Estado do Maranhão (sede em
São Luís) e o Estado do Brasil (sede em Salvador). Esta nova divisão existiu entre 1621 e 1774 e tinha
os objetivos de proteger a região norte do Brasil e melhor aproveitar as correntes marítimas que
favoreciam as comunicações com Portugal.

A partir de 1720 o sistema de Governo Geral passou a se chamar de Vice Reino.


A partir de 1763 a sede do Governo geral veio para a cidade do Rio de Janeiro, com objetivo
de melhor controlar o ouro que era explorado em Minas Gerais.
O sistema de Vice Reino (Governo Geral) foi extinto em 1808, devido à chegada da Corte
Portuguesa ao Brasil.

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ECONOMIA – BRASIL COLÔNIA

O Brasil estava inserido à lógica mercantilista europeia como colônia de exploração e,


portanto, as atividades econômicas eram estruturadas no Brasil com vistas aos interesses metropolitanos
portugueses (pacto colonial – Exclusivismo Metropolitano).
A ocupação do território brasileiro se deu associada às atividades econômicas e se localizou
ao longo faixa litorânea sendo, por isso, denominada de colonização caranguejo.
Em relação à economia no Brasil, à época do período colonial, destacam-se:

 EXPLORAÇÃO DO PAU-BRASIL:
. Desde o período pré-colonial e ao longo de todo o período colonial
. Atividade extrativista (predatória) – Não havia o replantio
. Voltada ao tingimento de tecidos e à fabricação de móveis na Europa
. Escambo – Troca de produtos com indígenas
. Arrendatários do pau-brasil – Comerciantes autorizados pelo Rei para
explorar a madeira
. Feitorias – Armazéns ao longo do litoral brasileiro

 AGRO-MANUFATURA DO AÇÚCAR:
. A produção do açúcar no Brasil remonta às primeiras décadas do período colonial
. Clima tropical, solo de massapê e experiência portuguesa no plantio foram
essenciais para a instalação da grande lavoura canavieira no Brasil
. Atividade açucareira era extremamente lucrativa no mercado europeu
. Baseava-se no PLANTATION (grande propriedade agrícola – latifúndio,
monocultura, mão de obra escrava, produção para o mercado externo)
. Portugal associou-se ao CAPITAL HOLANDÊS (flamengos) com relação ao
transporte e refino do açúcar na Europa; os grandes centros de importação e refino do açúcar
estavam em Amsterdã, Londres, Hamburgo e Gênova
. Rio de Janeiro e Nordeste (Pernambuco e Bahia) eram os principais centros
produtores de açúcar
. “COLONIZAÇÃO CARANGUEJO” – colonização realizada ao longo do litoral
baseada na lavoura canavieira

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. Engenho de Açúcar – Unidade produtora e local de domínio e opressão (Senhores


de Engenho)
. Os engenhos de açúcar movidos à água ficaram conhecidos como “Engenhos
Reais”, pois eram maiores e possuíam maior produtividade.
. Fazendas Obrigadas - Eram terras que os senhores de engenho cediam a um
colono. Este tinha a obrigação de moer a sua cana no engenho do senhor e deixar com ele mais da
metade da sua produção. Nas Fazendas Obrigadas não havia o equipamento necessário para se
moer a cana (Trapiche – Maquinário de moagem).
. Engenhocas – Pequenos engenhos para produzir rapadura e cachaça.
. O açúcar brasileiro era conhecido como açúcar “barreado”, pois se utilizava de
barro para sua produção, havia no Brasil a figura do “banqueiro”, que era o escravo que auxiliava
o mestre açucareiro na produção do açúcar, o açúcar era “purificado” nas casas de purgar
. HOMENS BONS– Elite agrária (oligarquia rural) que se formava no Brasil ao
longo período colonial (Senhores de Engenho)
. Sociedade rural, patriarcal e estamental (estratificada - com pouca mobilidade
social)
 TRÁFICO NEGREIRO:
. Atividade extremamente lucrativa dentro da lógica mercantilista europeia
. Solução para o “problema” da mão de obra a ser utilizada nas lavouras
canavieiras que se estruturavam no Brasil

 PECUÁRIA:
. Única atividade econômica voltada para o mercado interno
. Introduzida no Brasil para subsidiar a atividade canavieira
. Pecuária extensiva
. Alvará de 1710 proibiu a pecuária extensiva a menos de 10 léguas (40 km)
a partir do litoral – visava proteger a lavoura canavieira
. Predominava a mão de obra livre (vaqueiros / caboclos) – Sistema de
parceria
. Um dos fatores responsáveis pela ocupação do interior do Nordeste (rio São
Francisco – conhecido como “Rio dos Currais” e oRio Parnaíba) – Civilização do couroe da
região sul (pampas)

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. Tropas de mulas (rebanho muar) eram conduzidas pelos “tropeiros” – sua


missão era abastecer os núcleos populacionais que se estabeleciam pelo interior do Brasil
(transporte de mercadorias)
. Feiras de Sorocaba – Era o maior ponto de comercialização de muares, até
o século XIX. Era ponto de reunião de tropeiros que rumavam para as várias regiões do
interior (RS, PR, SC, SP, MG, MT, RJ)
. Produção de charque no RS para consumo interno brasileiro
. Criação integrou as diferentes regiões do Brasil em relação às Minas Gerais
à época da mineração (do RS para MG, passando por São Paulo e do NE para MG, através do
Rio São Francisco) – mercado interno.

 TABACO:
. Fumo
. Utilizado como moeda de troca por escravos africanos
. Produzido, principalmente, ao longo do litoral nordestino.

 DROGAS DO SERTÃO:
. Produtos típicos da região amazônica
. Atividade extrativista
. Coordenada pelos Jesuítas
. Responsável pela ocupação da bacia amazônica a partir do século XVII
. Período da União Ibérica favorece a ocupação da região amazônica – O Capitão
português Pedro Teixeira, a partir de 1616 navegou e tomou posse da bacia do
Amazonas.Pedro Teixeira chegou a combater ingleses que também estavam se instalando na
região norte (Guiana Inglesa).
. Tentativa de acessar as minas de prata de Potosí (Peru e Bolívia) e proteger a
região da presença estrangeira (principalmente franceses).
. Essa atividade entrou em declínio após a expulsão dos jesuítas do Brasil em
1759

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 MINERAÇÃO:
. Ouro descoberto ao final do século XVII na região de Minas Gerais (Vale do
Rio da Mortes e Vale do Rio Doce) pelos bandeirantes oriundos de São Paulo e São Vicente.
. Explorado por todo o século XVIII.
. Gerou desabastecimento de gêneros no litoral (fome).
. Portugal passou a regular, com maior rigor,o fluxo de produtos na região das
Minas Gerais (mercadorias vindas de Portugal e comércio de escravos entre a Bahia e as
Minas Gerais).
. Guerra dos Emboabas – Conflito entre bandeirantes e forasteiros
(principalmente portugueses), chamados de emboabas – Capão da Traição (massacre de
bandeirantes em São João del Rey – O conflito aumentou em proporções por isso passou a
atrapalhar a exploração aurífera. O Rei de Portugal interveio e determinou a expulsão dos
bandeirantes de Minas Gerais que, por conta disso,interiorizaram-se (Mato Grosso, Goiás,
Paraná).
. INTENDÊNCIA DAS MINAS– Órgão administrativo português, ligado
diretamente ao Rei de Portugal, criado para controlar as regiões mineradoras encarregada de
ceder Datas (lotes de terra para a produção aurífera) e cobrar o Quinto (imposto referente a
20% do peso de todo o ouro encontrado).
. LAVRAS – Grandes áreas de exploração aurífera.
. CAPITAÇÃO – imposto anual cobrado por quantidade de escravos nas regiões
mineradoras (17 gramas de ouro por escravo).
. CASAS DE FUNDIÇÃO – Órgão público criado por Portugal em 1720 para
quintar (cobrar o quinto) e fundir o ouro. O objetivo era evitar o contrabando de ouro. Há
também a proibição da circulação de ouro em pó no Brasil.
. Revolta de Vila Rica (Felipe dos Santos) – Revolta na região das Minas
Gerais, em 1720, liderada por Felipe dos Santos contra a criação das Casas de Fundição. A
revolta fracassa e Felipe dos Santos foi condenado à morte.
. FINTA–Imposto anual cobrado por região minerado (30@ anuais, depois há
uma elevação para 100@ anuais).
. DERRAMA – Cobrança compulsória e violenta das fintas atrasadas.
. Inconfidência Mineira (1789) – Movimento emancipacionista em Minas gerais,
motivado, dentre outras razões, pelo aumento da opressão metropolitana.

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. Diamantes – explorados na região de Diamantina (Arraial do Tijuco) –


Contratador de Diamantes (Funcionários nomeado pelo Rei, encarregado do controle da
exploração de diamantes) – Real Extração de Diamantes(órgão responsável por controlar as
regiões produtoras de diamantes em substituição à figura do Contratador). Brasil se tornou o
segundo maior produtor mundial de diamantes, o que fez a Inglaterra pressionar Portugal a
desestimular a exploração de diamantes no Brasil, com isso Portugal estabeleceu a cobrança
da Capitação na região de exploração de diamantes.
. Atração e aumento populacional – milhares de portugueses (calcula-se que
vieram entre 500 mil a 800 mil portugueses) vieram para o Brasil durante o ciclo do ouro, essa
migração maciça fez com que a Coroa de Portugal passasse a restringir a emigração de
Portugueses e criar normas para que estes viessem para o Brasil em busca de ouro
provocandoo despovoamento de Portugal. Uma destas restrições foia proibição da entrada de
frades na região mineradora
. Aumentou do tráfico negreiro.
. Expansão territorial.
. Movimentos artístico-culturais (Barroco – Aleijadinho, Mestre Ataíde e Mestre
Valentin e Arcadismo – Literatura).
. Urbanização (Surgimento de várias cidades na rota do ouro ou em função do
ouro)
. Rio de Janeiro se tornou a capital em 1763 para maior controle do ouro.
. Centro Sul do Brasil ganha mais importância política e econômica em relação ao
nordeste
. Maior mobilidade social.
. Diversificam-se os setores médios urbanos.
. TRATADO DE METHUEN(1703) – Tratado assinado entre Portugal e
Inglaterra, também conhecido como Tratado de Panos e Vinhos. Portugal comprava
manufaturas da Inglaterra e a Inglaterra comprava vinhos de Portugal. Tratado vantajoso à
Inglaterra (Superávit na balança comercial inglesa). Por conta deste tratado parte do ouro do
Brasil foi para a Inglaterra.

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 ALGODÃO:
. De início as primeiras plantações de algodão eram voltadas para o mercado
interno, principalmente para as camadas mais baixas da sociedade colonial;
. No século XVIII houve um incremento da produção algodoeira;
. Suprir a necessidade de algodão para abastecer as indústrias têxteis da
Inglaterra (I Revolução Industrial) tendo em vista que as Treze Colônias Inglesas (atual
EUA) estavam lutando pela sua independência;
. Maranhão se tornou o principal polo produtor de algodão no século XVIII.

 Companhias DE COMÉRCIO:
. Eram companhias privilegiadas de comércio, criadas com objetivo de exercer o
monopólio comercial sobre determinada região do Brasil.
. Cia de Comércio do Brasil – 1647
. Cia de Comércio do Maranhão – 1682
. Cia de Comércio do Grão Pará e Maranhão – 1755
. Cia de Comércio de Pernambuco e Paraíba – 1759

FORMAÇÃO ÉTNICA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Ao longo do período colonial, paralelamente à ocupação territorial, foi-se estruturando a


população brasileira e suas características culturais e raciais. Houve um processo de miscigenação
(mistura racial) e sincretismo religioso e cultural.
No processo de miscigenação observamos:
 Caboclos ou Mamelucos – Brancos e Índios
 Mulatos – Brancos e negros
 Cafuzos ou Caburés – Negros e índios

O ELEMENTO BRANCO – O colonizador europeu foi o responsável pela imposição dos


valores culturais e religiosos. Sua presença no Brasil estava associada ao domínio político e econômico.
Em sua maioria, vinham para o Brasil com intuito de fazer negócios (especular),
enriquecer, explorar as riquezas naturais do Brasil ou estabelecer estruturas que permitissem a exploração

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de algum produto que lhe desse lucros. O colonizador branco português via o trabalho braçal como coisa
de inferiores e formou a elite no Brasil Colônia.
Ao analisar a formação de Portugal observa-se que os portugueses formam um povo
miscigenado (Península Ibérica fora povoada por Fenícios, Celtas, Iberos, Romanos, Muçulmanos, alguns
destes mulatos oriundos do norte da África).
Durante o período colonial, fez parte da política de ocupação portuguesa o incentivo à
miscigenação, pelo fato de Portugal não ter um contingente populacional elevado para ocupar e proteger
todo o território brasileiro.
Do elemento branco colonizador herdamos a religião, a cultura europeia, o vestuário, o
idioma português e a organização familiar.

O ELEMENTO INDÍGENA – Eram as populações nativas do Brasil (autóctones).


Habitavam ao longo de todo o território brasileiro e eram povos caçadores-coletores (nômades ou
seminômades) não dominando técnicas agrícolas sofisticadas. Havia pouca diferenciação social dentro
das populações indígenas, as divisões de tarefas eram feitas por sexo e idade, os homens eram guerreiros
e caçadores e às mulheres cabiam tarefas domésticas, o cultivo de uma pequena horta familiar coletiva e a
criação das crianças (curumins).
As tribos eram comunidades independentes entre si, praticavam a poligamia, eram politeístas
e a maioria das populações indígenas era antropófaga. O grupo indígena mais numeroso no Brasil era do
tronco Tupi-Guarani, mas havia vários outros, tais quais os Jês, Caraíbas, Aruaques, etc.
Calcula-se que havia, aproximadamente, cerca de 6 milhões de indígenas no Brasil à época da
chegada dos portugueses. Essa população foi dizimada ao longo do processo de colonização. Tal
extermínio se deve a vários fatores, tais quais: epidemias, guerras, escravização, imposição de valores
religiosos e culturais europeus e suicídios.
Em 1570 surgiu a primeira Lei que protegia os indígenas em relação à escravidão, ela
estabelecia que só se poderia capturar e escravizar índios em caso de “Guerra Justa” (quando as tribos
indígenas se mostravam avessas à catequese e à aculturação resistindo às mesmas). Os Aimorés, também
chamados de Botocudos, que habitavam do Espírito Santo ao sul da Bahia, não foram contemplados por
esta Lei por serem arredios e agressivos ao extremo.
Em 1755 o Marquês de Pombal editou uma Lei que deu plenas garantias (garantia de herança)
aos filhos de brancos e índios, com vistas a estimular os casamentos inter-raciais, e em 1757 foi criada a
chamada “Lei Áurea dos Índios”, também feita pelo Marquês de Pombal, que proibiu, definitivamente, a
escravização de indígenas.

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Porém foi somente na primeira metade século XX, durante o governo do Presidente Afonso
Pena, é que foi fundado o Serviço Nacional de Proteção ao Índio (SNPI), com o objetivo de proteger as
populações indígenas e preservar sua cultura. A chefia do SNPI foi entregue ao Marechal Cândido
Mariano Rondon que trouxe a seguinte diretriz no trato com as populações indígenas: “morrer se
preciso for, matar jamais”. Em 1967 foi criada a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).
Apesar do extermínio das populações indígenas brasileiras seu legado está presente até os dias
atuais nos hábitos e na cultura do povo brasileiro. Podemos observar como contribuições indígenas: o
vocabulário (Pindamonhangaba, Itaperuna, Jacaré, etc.). Os alimentos: tapioca, mandioca, guaraná, milho,
palmito, etc. Práticas: dormir em rede, fumo (tabaco), banhos diários, coivara, etc.

O ELEMENTO NEGRO: A população de origem africana foi trazida para o Brasil na


condição de escravos para suprir as necessidades de mão de obra para as lavouras de exportação
(plantation) e, posteriormente, na mineração.
A opção pelo uso da mão de obra escrava africana se explica por diversos fatores, porém o
fator mais importante e que leva à compreensão do escravismo eram os enormes lucros obtidos pelo
tráficonegreiro.
A prática do escravismo, na Idade Moderna, remonta ao processo de Expansão Marítima.
Portugal já se utilizava da mão de obra escrava para suas ilhas atlânticas (Açores, Cabo Verde, Madeira)
antes mesmo de Cabral ter chegado ao território brasileiro, com isso a atividade do tráfico negreiro foi se
incorporando à lógica mercantilista de enriquecer o Estado. Traficar africanos trazia lucros para diversos
segmentos: grupos tribais africanos, que capturavam outros africanos; enriquecia os traficantes europeus,
a Igreja Católica, que ganhava um dízimo sobre a venda dos escravos, a Coroa (o Estado), através da
cobrança de impostos e, por último, enriquecia o comprador final, uma vez que este teria um trabalhador
para toda a vida sem ter maiores despesas com a manutenção deste trabalhador.
Outros fatores ajudam a entender a preferência pelo trabalho escravo africano em relação
ao do indígena: as populações indígenas brasileiras não entendiam o trabalho na agricultura como sendo
coisa de guerreiros, além do fato da Igreja Católica se opor à escravização dos indígenas, exceto em caso
de Guerra Justa. As doenças exterminaram um grande número de índios ocasionando dificuldade de
reposição de mão de obra.
A partir do terceiro Governador Geral (Mem de Sá) observamos o início do tráfico negreiro
para o Brasil, de forma sistematizada, ou seja, contínua e com objetivo claro de suprir as necessidades da
lavoura de cana de açúcar.

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Os africanos eram trazidos para o Brasil nos navios negreiros (tumbeiros) onde o nível de
mortalidade era altíssimo, havia também o banzo (depressão a qual vários escravos eram acometidos e
que, muitas vezes, levava a morte). Mas mesmo com esse índice de mortalidade elevado, o comércio de
escravos era, financeiramente, extremamente compensador.
Ao chegarem aos portos brasileiros eram direcionados a “lugares de engorda” e depois eram
vendidos nos mercados de escravos.
Os africanos eram “classificados” como: boçais – africanos recém-chegados ao Brasil e que
desconheciam o idioma e os e os costumes dos portugueses, os ladinos – africanos que já conheciam, de
alguma forma, algo sobre o idioma e alguns costumes portugueses e os crioulos – escravos já nascidos no
Brasil.
A maioria dos africanos que vieram para o Brasil provinha de Angola, Guiné e Moçambique e
as regiões que mais receberam escravos foram os portos do nordeste (Pernambuco e Salvador) e a cidade
do Rio de Janeiro.
A grande parte da população africana, que foi trazida para o Brasil nos navios negreiros
(tumbeiros), pertencia aos seguintes grupos: Bantos – Angola e Moçambique sendo levados,
principalmente para Pernambuco e Rio de Janeiro e os Sudaneses – Guiné, Nigéria e Daomé, sendo
levados, principalmente, para Bahia.
O tráfico negreiro para o Brasil só foi extinto em 1850, através da Lei Eusébio de Queirós e
a escravidão só foi definitivamente abolida em 1888, através da Lei Áurea. Ao longo destes mais de 350
anos de escravidão houve várias maneiras de se utilizar a mão de obra dos africanos e seus descendentes,
estes eram utilizados como escravos nas lavouras, na mineração, no comércio (escravo de ganho), na
limpeza pública, nos afazeres domésticos e, até mesmo, como reprodutores.
Como forma de ajudar a aliviar as pressões sobre os escravos eram comuns certas
concessões, tais quais a brecha camponesa (de origem medieval, era a permissão concedida aos escravos
trabalharem em pequenas lavouras para o seu próprio consumo), a permissão de participar em festas
populares (entrudos) com danças trazidas da África.
Durante todo o período Colonial e ao longo de todo o período Monárquico calcula-se que 1/5
de todos os escravos que vieram para a América foram direcionados para o Brasil e utilizados em diversos
tipos de trabalho: lavoura, serviços domésticos, mineração, comércio (escravos ao ganho), limpeza
pública, etc.
Apesar das atrocidades cometidas pela escravidão os africanos resistiram a ela. Houve,
durante todo o período em que a mão de obra escrava era Legal no Brasil, tentativas de fugas, criação de
quilombos (o mais famoso foi o quilombo dos Palmares em Alagoas, na Serra da Barriga cujas

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principais lideranças foram Ganga Zumba e Zumbi), através de suicídios, infanticídios, automutilações e
do sincretismo religioso.
A presença negra no Brasil foi responsável pela formação cultural e racial do povo
brasileiro. Como contribuições culturais podemos observar: vários ritmos musicais (samba, jongo, lundus,
congadas), religiosidade (candomblé, umbanda), vocabulário (cachimbo, batuque, moleque, banzo,
cacimba, etc.), folclore e lendas (negrinho do pastoreio), alimentos (cocada, feijoada, pé de moleque,
acarajé, malagueta, jiló, quiabo, etc.).

AMEAÇAS ESTRANGEIRAS AO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Países europeus jamais aceitaram a divisão do Mundo feita por Portugal e Espanha através
dos Tratados de Toledo (1480) e Tordesilhas (1494) e com isso se utilizavam de corsários, para pilhar
navios e contrabandear produtos das colônias ibéricas ou mesmo fundando suas colônias nos territórios de
Portugal e Espanha. Em relação ao território brasileiro, observamos a presença estrangeira nas seguintes
situações:

 Corsários e piratas franceses, ingleses e holandeses – contrabando de pau-brasil,


das drogas do sertão, de açúcar, do tabaco e de ouro.

 França Antártica: Entre 1555 e 1567 os franceses se estabeleceram na Baía de


Guanabara.
Vieram para o Brasil no contexto da Reforma Protestante na Europa.A maioria dos
franceses que se instalou na Baía de Guanabara era huguenote (calvinistas franceses) orientados
pelo Almirante Colligny (líder huguenote francês).
Os franceses que se estabeleceram na baía de Guanabara eram
chefiados pelo Almirante francês Nicolau Durand Villegaignon fundando a França
Antártica através de um núcleo populacional que seria a base da futura cidade de Henryville, na
ilha de Sergipe, atual ilha de Villegaignon com apoio dos índios Tamoios, (Confederação dos
Tamoios) do chefe guerreiro Cunhambebe. Para se protegerem os franceses construíram o Forte
Colligny na entrada da baía de Guanabara.
Os franceses desejavam possuir uma colônia na América do Sul e explorar
oextrativismo do pau-brasil(Guerra do pau-brasil).

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Mem de Sá (Governador Geral) enviou seu sobrinho, Estácio de Sá, para expulsar os
franceses.
Estácio de Sá se aliou aos índios Teminimós, cujo chefe guerreiro era Arari-
boia, fundando a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1 de março de1565 na
Fortaleza de São João.
Estácio de Sá teve o apoio do padre jesuíta José de Anchieta, que conseguiupacificar
parte dos índios Tamoios através do Armistício de Iperoig. Após algumas batalhas (Uruçu-
Mirine Canoas são as mais famosas)os franceses são expulsos. Estácio de Sá morreu durante as
lutas

 Expulsos do Rio de Janeiro em 1567 os franceses não abandonaram o nosso litoral:


praticavam ações de corsoe pirataria, o que indicava a clara possibilidade da tentativa de
instalação de um novo núcleo populacional em algum ponto doextenso litoral brasileiro, isso
levou a Coroa Portuguesa a construir várias fortalezas militares ao longo do litoral: Filipeia de
Nossa Senhora das Neves (João Pessoa), Forte dos Reis Magos (Natal), Forte de Nossa
Senhora do Amparo (Fortaleza), Forte do Presépio (Belém do Pará) que deram origem a
várias cidades brasileiras.

 França Equinocial (1612-1615): Franceses tentam fundar uma nova colônia no


Brasil, desta vez no Maranhão no Contexto da União Ibérica (1580-1640).
O comandante francês foi Daniel de La Touche (Sr de La Ravardiere) que fundou o
Forte São Luís.
Jerônimo Albuquerque deu combate aos franceses.
Os interesses econômicos dos franceses, nessa invasão, eram acessar a bacia
amazônica com vistas às drogas do sertão e tentar chegar às minas de prata que a Espanha
explorava nas minas de Potosí (Peru e Bolívia).
Após acerto diplomático feito entre a Espanha e a França (casamento da filha do Rei
espanhol – Ana de Áustria com o Rei Francês – Luís XIII) os franceses abandonaram o Maranhão
e se instalaram na Guiana Francesa.

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 Invasões Holandesas: Contexto da União Ibérica (1580-1640) /Guerra do


Açúcar ou Guerra Brasílica
Após as mortes do Rei de Portugal - D. Sebastião, o Desejado - em Alcácer-Quibir e do
Cardeal D. Henrique (tio do Rei D. Sebastião), o Rei da Espanha Felipe II assumiu o Trono de Portugal
através do Juramento de Tomar pelo qual Felipe II se compromete, dentre outras concessões, a manter a
administração portuguesa e o idioma português nas colônias de Portugal. Inicia-se, dessa maneira,a União
Ibérica ou Período Filipino (Espanha dos Felipes).
Do ponto de vista administrativo, pouca coisa mudou em relação ao Brasil, ressalta-se, a
divisão do Brasil em dois Governos Gerais: Estado do Brasil e o Estado do Maranhão (essa divisão
vigorou entre 1621 e 1674).
A Espanha decretou o embargo Espanhol à Holanda em relação ao comércio de açúcar do
Brasil, pois a Holanda (Províncias Unidas dos Países Baixos) lutava pela sua autonomia política contra a
Espanha.
A Holanda criou a Cia de Comércio das Índias Ocidentais (West IndischeCompaigne -
WIC) com objetivo de controlar o comércio de açúcar e o tráfico negreiro português.

 1ª Invasão Holandesa: 1624-1625:


. Salvador (Sede do Governo Geral do Estado do Brasil e um dos principais
produtores de açúcar)
. Holandeses ocupam Salvador e prendem o Governador Geral (Diogo Mendonça
Furtado)
Brasileiros reagrupam e formam a resistência no interior através do Arraial do Rio
Vermelho, sob a liderança do Bispo D. Marcos Teixeira (Bispo Soldado)utilizando as milícias
dos descalços(guerrilha)
. Esquadra luso-espanhola (Jornada dos Vassalos), comandada por Dom Fradique de
Toledo Osório, é enviada da Europa e cerca os holandeses na Baía de Todos os Santos.
. Holandeses são derrotados e expulsos da Bahia em 1625.

 Piet Hein, corsário holandês a serviço da WIC, saqueia uma frota de navios
espanhóis que transportava prata das colônias espanholas no Caribe para financiar uma segunda
invasão holandesa ao Brasil.

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 2ª Invasão Holandesa: 1630-1654:


. Pernambuco
. Holandeses ocupam Recife e Olinda e brasileiros retraem-se organizando a
resistência no Arraial do Bom Jesus, sob a liderança de Matias de Albuquerque praticando
ações de guerrilha.
. Domingos Fernandes Calabar, um contrabandista e pequeno senhor de engenho,
entrega as posições brasileiras aos holandeses facilitando a vitória dos holandeses sobre os
brasileiros.
. Matias de Albuquerque retira-se para Alagoas e depois se instala em Salvador
mantendo a luta contra os holandeses, os holandeses passam a controlar Pernambuco.
. Holandeses expandem-se pelo nordeste estabelecendo vários núcleosestabelecendo,
dessa maneira, a Nova Holanda (colônia holandesa no nordeste).
. Maurício de Nassau, nobre holandês, passou a administrar a Nova Holanda
fazendo uma “boa administração”: pacificou as relações com os senhores de engenho, concedeu
empréstimos a baixos juros, vendeu escravos a baixos preços e com juros menores (os holandeses
da WIC haviam ocupado Luanda, Benguela e São Tomé), concedeu liberdade religiosa na Nova
Holanda (inclusive para judeus – a primeira Sinagoga das Américas foi construída em Recife),
manteve o funcionamento das Câmaras Municipais (denominadas agora de Assembleias dos
Escabinos) com relativa autonomia, modernizou e remodelou a cidade de Recife (Cidade de
Maurícia), contratou pintores e artistas europeus (Frans Post, Albert Eckhout, etc.) e os manteve
na Nova Holanda subsidiando seus gastos.
. Nassau tentou ocupar a Bahia (Salvador), sem obter sucesso.
. Apesar do aumento da produção de açúcar e dos lucros obtidos, a WIC estava
insatisfeita com Nassau devido aos gastos por ele realizados.
. Nassau foi demitido em 1644 após 7 anos à frente da administração da Nova
Holanda.
. Após a saída de Nassau novos administradores foram enviados à Nova Holanda e
aumentaram a exploração na região e restringiram a liberdade religiosa.
. A partir do aumento da exploração exercida pela WIC, os senhores de engenho se
organizaram e fizeram a Insurreição Pernambucana (1645-1654), que foram as lutas para
expulsar os holandeses do nordeste. A liderança da Insurreição coube a João Fernandes Vieira,
André Vidal de Negreiros (ambos senhores de engenho), ao negro Henrique Dias, ao índio

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potiguar Felipe Camarão e ao português Francisco Barreto de Menezes, que era General. Estes
foram nomeados, posteriormente, Patriarcas do Exército Brasileiro.
. A Insurreição Pernambucana não contou com apoio militar de Portugal, uma vez
que Portugal havia assinado com a Holanda, em 1641, com o término da União Ibérica, a Trégua
dos Dez Anos (1641-1651).
. Os brasileiros dividiram suas forças em 4Terços (Unidade Militar à época da Idade
Moderna) e cada Terço era comandado por um dos Patriarcas do Exército, Francisco Barreto de
Menezes exercia a liderança sobre todas as tropas
. Os holandeses instalados no Brasil, não puderam receber reforços da Holanda, uma
vez que esta estava envolvida em guerras na Europa (Guerra dos Trinta Anos – 1618 a 1648,
uma guerra com motivos políticos e religiosos que envolveu católicos contra protestantes e a
família Habsburgo contra a família Bourbon) e as Guerras de Navegação contra a Inglaterra –
1652 a 1654, esta provocada pela edição, por meio do governante inglês Oliver Cromwell, dos
Atos de Navegação que prejudicavam os interesses comerciais holandeses)
. Uma expedição comandada por Salvador Correa de Sá e Benevides saiu do Rio
de Janeiro e reconquistou Angola, São Tomé e Príncipe.
. Após ações de guerrilha e batalhas campais (batalha de Guararapes – 19 de abril
de 1648, batalha de Guararapes – 19 de fevereiro de 1649 e batalha da Campina do Taborda em
26 de janeiro de 1654 – esta foi a última grande batalha da Insurreição Pernambucana) os
holandeses renderam-se.
. A Insurreição Pernambucana e, em especial a batalha dos Guararapes,
representam, simbolicamente, a formação do Exército Brasileiro.
. Portugal e Holanda assinaram, posteriormente, um tratado de paz final que ficou
conhecido como a Paz de Haia através do qual a Holanda reconhece a perda do litoral nordestino
e das possessões que haviam sido ocupadas na África e em troca Portugal indeniza
financeiramente a Holanda (a WIC) por conta dos melhoramentos feitos nas áreas portuguesas
ocupadas, além dessa indenização financeira Portugal cede para a Holanda colônias: Ceilão (Sri
Lanka), Málacas (Malásia) e Molucas (Indonésia).
. Após a União Ibérica, Portugal estava extremamente decadente e vai aumentar a
exploração sobre o Brasil.
. Após a saída do Brasil, os holandeses instalaram-se no Suriname (Guiana Francesa)
e no Caribe, onde irão produzir açúcar para concorrer com o produzido no Brasil.

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. A concorrência holandesa, e de demais países europeus no Caribe (Antilhas -


América Central), ao açúcar brasileiro levou à crise da produção açucareira no Brasil.

A partir da expulsão dos holandeses do território brasileiro em 1654, os


portugueses puderam retomar o avanço e a ocupação do interior do nordeste, expandindo as
fazendas de gado e com isso destruíram os diferentes grupos indígenas da região. Porém a
resistência de várias etnias indígenas, que tinham sido aliadas dos holandeses, foi um elemento-
surpresa para os portugueses e colonos brasileiros. Os portugueses ampliaram o efetivo militar,
utilizando-se, inclusive de bandeirantes paulistas como Domingos Jorge Velho. Já os grupos
indígenas tapuias do interior nordestino, como os janduís, paiacus, caripus, icós, caratiús e cariris,
uniram-se em aliança e enfrentaram os portugueses. A aliança das tribos tapuias foi denominada
pelos portugueses como Confederação dos Cariris ou Confederação dos Bárbaros e provocou
a chamada Guerra dos Bárbaros, que nada mais foi do que os conflitos, rebeliões e confrontos
envolvendo os colonizadores portugueses e as várias etnias indígenas que aconteceram nas
capitanias do Nordeste do Brasil. A Confederação dos Cariris foi derrotada somente em 1713,
encerrando aí a Guerra dos Bárbaros.

 Corsários Franceses saqueiam a cidade do Rio de Janeiro:


. Contexto europeu da Guerra de Sucessão ao Trono Espanhol – 1702-1714.
. Interesse francês no ouro extraído de Minas Gerais.
. 1710 – Duclerc tenta saquear a cidade do Rio de Janeiro: fracassa e é preso.
. 1711 – Duguay-Troin ocupa a cidade do Rio de Janeiro e a deixa após ser pago um
alto valor a título de “resgate” (4milhões de libras) além de levar vários produtos e escravos.
EXPANSÃO TERRITORIAL NO BRASIL COLÔNIA

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Expansão Colonial - Vários foram os fatores que levaram à expansão do território brasileiro
ao longo do Período Colonial, vejamos:
 JESUÍTAS: Os Jesuítas eram os membros da Ordem Religiosa Católica conhecida como
Cia de Jesus. A Cia de Jesus foi fundada por Inácio de Loyola e por Francisco Xavier em 1534. Os
membros da Cia de Jesus também são conhecidos como Inacianos e se autodenominam Soldados de
Cristo.
O Concílio de Trento (1545) determinou que os Jesuítas fossem utilizados no processo
de ocupação das colônias Ibéricas. Sendo assim, vários jesuítas vieram para o Brasil ao longo do
Período Colonial no processo de catequese ao indígena e na educação no Brasil. Os primeiros Jesuítas
chegaram ao Brasil com a criação do Governo Geral, o padre Manoel da Nóbrega e outros jesuítas
chegaram com o primeiro Governador Geral (Tomé de Sousa).
Com o objetivo de catequizar os indígenas, os jesuítas interiorizaram-se ao longo do
território brasileiro. Fundaram escolas (Colégio de Salvador e Colégio de São Paulo de Piratini, etc.)
e Missões (aldeamentos para catequisar os índios e aculturá-los). Nas missões o trabalho era coletivo,
coordenado pelos jesuítas e os recursos obtidos eram revertidos para as próprias missões. A estrutura
familiar indígena primitiva era dissociada e os indígenas passaram a adotar o sistema monogâmico
europeu, podendo ter sua própria casa e sustentar sua família através do trabalho.
As primeiras Missões foram feitas ao longo do rio Paranapanema, em São Paulo. Várias
missões foram criadas em direção à região sul, onde se destacava a criação de gado (bovino e muar).
Os jesuítas também ocuparam a região central do Brasil e a região norte, ao longo da Bacia
Amazônica.
Na região amazônica os inacianos estruturam as missões com base na exploração das
drogas do sertão. Os jesuítas procuravam defender os indígenas em relação à escravidão e, muitas
vezes, eram atacados por colonos e bandeirantes que visavam obter mão de obra para seus engenhos
de açúcar.
Com o passar do tempo a Ordem da Cia de Jesus foi se tornando extremamente poderosa e
com forte influência política nas Cortes europeias. Em 1759, a Cia de Jesus foi declarada ilegal e
expulsa de Portugal através da ação do Marquês de Pombal, Ministro do Rei D. José I.

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 UNIÃO IBÉRICA: Durante a União Ibérica (1580-1640) a expansão territorial


brasileira foi “facilitada”. A Coroa espanhola não fez oposição à ocupação da região norte do
Brasil (bacia amazônica) para fazer frente à ameaça que os franceses representavam naquela
região (França Equinocial – 1612-1615) e sua posterior instalação na Guiana Francesa e no
Caribe. Por isso houve a ocupação militar dessa região, através da construção de fortalezas
portuguesas ao longo da bacia do rio Amazonas. O Capitão do Exército português, Pedro Teixeira,
percorreu o rio Amazonas tomando posse destas terras para Portugal.
Durante a União Ibérica várias missões jesuítas espanholas, conhecidas como
reduções, e missões jesuítas portuguesas foram criadas na região sul e na região centro-oeste
ampliando as dimensões do território brasileiro.

 ENTRADAS: As Entradas foram expedições oficiais organizadas por autoridades


governamentais em direção ao interior do território (sertão).
A primeira entrada ao interior foi organizada, ainda durante o período Pré-colonial,
por Américo Vespúcio em 1504 na região de Cabo Frio (Rio de Janeiro) durante a expedição
exploradora de Gonçalo Coelho.
Várias entradas foram feitas ao longo do período colonial por quase todo o território
brasileiro: em 1531 a entrada de Pero Lobo, saindo de Cananeia (litoral de São Paulo) foi
massacrada pelos índios Carijós. A entrada de Antônio Dias Adorno, que era neto de Caramuru,
percorreu vários quilômetros, saindo de Salvador e chegando até a região de Minas Gerais. Houve,
portanto, várias entradas pelo território brasileiro, que reconheceram o território e tomavam posse
de terras em nome do Rei de Portugal.

 BANDEIRAS: As Bandeiras eram expedições particulares organizadas em direção


ao interior do Brasil (sertão). As bandeiras foram responsáveis pelo desbravamento e pela
conquista de um vasto território. Eram expedições compostas por centenas de pessoas onde havia
uma grande mescla racial: a minoria era de homens brancos, a maioria dos integrantes das
bandeiras era de índios, caboclos, negros, cafuzos e mulatos e por esta miscigenação e sincretismo
chegavam a falar um idioma próprio o nhegatu, que era uma mistura do idioma português com o
espanhol, com o tupi guarani e com outros dialetos.
Os bandeirantes provinham de São Paulo e de São Vicente, por isso também eram
chamados de “paulistas” ou “vicentinos”, devido à decadência econômica destas regiões, por isso

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a figura feminina foi muito importante nesta região, pois, uma vez que os paulistas (assim eram
chamados os bandeirantes) se dirigiam para o interior, a manutenção da casa e da família ficava a
cargo das mulheres. Muitos dos líderes bandeirantes eram mamelucos.

Houve diferentes tipos de BANDEIRAS:


. Apresamento ou Preação: Este tipo de bandeira era voltado à caça ao índio
para escraviza-lo nos engenhos de açúcar. A bandeira de preação era mais comum de
ocorrer na falta da oferta da mão de obra negra escrava. Capturavam índios “selvagens”,
chamados de negros da terra (bugres) e também os chamados índios de cruz(aqueles
reunidos nas missões jesuítas já aculturados). Muitas bandeiras de preação invadiam
missões jesuítas para capturas indígenas ocasionando conflitos com os padres jesuítas.
Durante a ocupação holandesa no nordeste as bandeiras de preação foram muito
utilizadas nas regiões sudeste e sul do Brasil, uma vez que os holandeses também ocuparam
regiões africanas e dificultavam o tráfico negreiro para estas regiões.
Houve muitos líderes bandeirantes de preação, Antônio Raposo Tavares foi um
deles.

. Mineração ou prospecção: Este tipo de bandeira era voltado à procura de


metais e pedras preciosas e foi este tipo de bandeira que, efetivamente, encontrou pedras
preciosas e ouro em quantidade suficiente para se estabelecer a exploração sistematizada
destes recursos minerais.
Ouro e diamantes foram descobertos pelos bandeirantes de prospecção, no final
do século XVII (1693-1695) e ao longo do século XVIII, nas regiões do Vale Rio Doce,
Vale do Rio das Mortes e no Vale do Rio das Velhas, todas estas em Minas Gerais e no
século XVIII na chapada Diamantina, na Bahia, em Goiás, no Mato Grosso e no norte do
Paraná.
Houve inúmeras bandeiras de prospecção e seus principais líderes foram:
Antônio Rodrigues Arzão, Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera), Fernão Dias Paes,
etc.

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. Sertanismo de Contrato: Este tipo de bandeira dedicava-se a destruir


aldeias indígenas e/ou quilombos e a realizar expedições “policiais” ao interior, uma vez
que, durante o período colonial, a existência de uma força policial no Brasil era muito
precária.
Os motivos que levaram os latifundiários (senhores de engenho) a contratarem
bandeirantes para esta atividade remetem aos seus interesses econômicos e de domínio
territorial. Ao exterminarem aldeias indígenas poderiam ampliar sua área de plantio e ao
eliminarem quilombos diminuiriam possíveis tentativas de novas fugas de escravos. O
quilombo dos Palmares, em Alagoas (Serra da Barriga) caiu em 20 de novembro de
1694 (atualmente é comemorado o dia da Consciência Negra) pela ação do bandeirante
Domingos Jorge Velho e a Confederação dos Cariris também foi atacada por bandeirantes
de Sertanismo de Contrato durante a Guerra dos Bárbaros.

. Monções: Eram expedições realizadas ao longo de rios no interior do


território brasileiro; tinham o objetivo principal de levar suprimentos para o interior para as
vilas e cidades que iam surgindo pelo território.
Várias monções foram realizadas pelo interior da região centro-oeste
(Pantanal Mato-grossense) estabelecendo, mantendo e facilitando a ligação da Capitania de
São Paulo à região centro-oeste. Iniciaram-se em 1718 com a descoberta de ouro nas
proximidades da atual cidade de Cuiabá (MT).

 PECUÁRIA: As primeiras cabeças de rebanho bovino foram trazidas para o Brasil


com o objetivo de subsidiar a lavoura canavieira (transporte e força motriz nos
engenhos).Lentamente, especialmente após o Alvará de 1701, o gado foi ganhando os sertões. Na
região nordeste surgiram várias fazendas de gado ao longo dos Rios São Francisco (rios dos
Currais) e Parnaíba (Piauí). Na região sul (pampas) foi responsável pela fixação do homem a este
território, inicialmente nas missões e reduções jesuítas e depois nas estâncias gaúchas (fazendas
dedicadas à criação de charque para abastecer o mercado interno).
Destaca-se também, a criação do rebanho muar (mulas) que tinham afunção de
transportar mercadorias pelo interior do território brasileiro (tropas de mulas). Os tropeiros foram
fundamentais na época do Brasil colônia e também ao longo do Brasil Império. Muitas cidades
foram formadas graças a esta atividade econômica (Sorocaba, Curitiba, etc.).

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 DROGAS DO SERTÃO: Fator econômico responsável pela ocupação do interior


da região amazônica. Era uma atividade extrativista coordenada pelos jesuítas. Após a expulsão
dos jesuítas do Brasil esta atividade teve uma perda relativa de importância em relação à ocupação
territorial da Amazônia

 MINERAÇÃO: Esta atividade econômica foi diretamente responsável pela


ocupação do interior da região Sudeste, Centro Oeste e norte do Paraná.

EXPANSÃO E OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO ASSOCIADO ÀS DIFERENTES ATIVIDADES


ECONÔMICAS

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REFORMAS POMBALINAS

Sebastião José de Carvalho Melo, o Marquês de Pombal, foi Ministro, entre 1750 e 1777, do
Rei de Portugal D. José I.
O Marquês de Pombal foi um dos representantes do Despotismo Esclarecido europeu e
visou modernizar o Estado português, incrementando a economia lusitana, além de reduzir a influência e
o poder da Igreja Católica em Portugal; para tanto Pombal executou uma série de reformas e medidas que
ficaram conhecidas como Reformas Pombalinas as quais tiveram repercussão direta no Brasil. Muitas
destas medidas aumentaram a exploração metropolitana no Brasil e mudaram a estrutura administrativa
colonial.
Vejamos as principais Medidas (Reformas) Pombalinas:
. Criou Cias de Comércio – Cia de Comércio do Grão Pará e Maranhão
(1755) e a Cia de Comércio de Pernambuco e Paraíba (1759);
. Expulsou os Jesuítas de Portugal e das suas colônias em 1759;
. Determinou que a educação fosse responsabilidade do Estado e não da
Igreja (educação laica);
. Criou o subsídio Literário (imposto para financiar a educação pública no
Brasil);
. Aumentou as Fintas, de 30@ anuais para 100@ anuais;
. Instituiu a Derramaem 1765;
. Extinguiu o sistema de Capitanias Hereditárias em 1759;
. Transferiu a capital do Governo Geral (Vice Reino) de Minas Gerais para o
Rio de Janeiro em 1763;
. Carta Régia (determinação Real) de 1773 extinguiu a impureza de sangue
entre Católicos (Cristãos Velhos) e os Cristãos Novos (Judeus obrigados a adotar o
Catolicismo), pois até a edição desta Lei, os altos cargos administrativos eram ocupados
apenas para os “puros de sangue”. Os impuros de sangue eram os negros, índios, mestiços e
os cristãos novos;
. Determinou a proibição do nhegatu no Brasil;
. Proibiu, definitivamente, a escravidão no Brasil (Lei Áurea dos Índios) em
1757;
. Reduziu poderes do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) proibindo os
“autos de fé” (punições infringidas aos “hereges”);

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. Patrocinou o “Renascimento Agrícola” no Brasil, com incentivos as


lavouras de cana de açúcar, arroz, algodão, anil e tabaco todas visando, principalmente, o
mercado externo;
. Assinou os Tratados de Madri (1750) e Pardo (1761).
Após a morte do Rei D. José I, Portugal passou a ser governado pela sua filha a Rainha D.
Maria I e esta, muito ligada à Igreja Católica, expulsou o Marquês de Pombal da Corte destituindo-o de
seus poderes e limitando várias medidas pombalinas: demitiu funcionários públicos nomeados por
Pombal, fechou Cias de Comércio, reaproximou-se da Igreja, etc. Por esta mudança de postura D. Maria I
passou a ser chamada de “a Viradeira”.

TRATADOS E LIMITES TERRITORIAIS NO BRASIL COLÔNIA

Devido à expansão territorial ocorrida ao longo do período colonial, vários tratados e limites
territoriais foram assinados por Portugal e Nações europeias que possuíam colônias fronteiriças com o
Brasil.
O Tratado de Tordesilhas delimitava as terras que pertenciam a Portugal e Espanha, este,
porém, não foi respeitado nem mesmo por Portugal, pois no ano de 1680 Portugalcriou, com apoio inglês,
uma nova colônia em terras americanas: era a Colônia do Santíssimo Sacramento, fundada por Manoel
Lobo, Capitão Mor do Rio de Janeiro, na região conhecida como Bacia Platina (entre a atual Argentina e
o atual Uruguai), na banda oriental do rio Uruguai.

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Os objetivos que levaram Portugal a fundar a colônia do Santíssimo Sacramento foram: o


controle da Bacia Platina, tendo em vista que os navios que transportavam a prata das minas
espanholas passavam por ela e poder acessar os caminhos para o interior do Brasil, através da bacia
lacustre que desembocava na bacia platina.

TRATADOS E LIMITES

 TRATADO DE LISBOA – 1681: Espanha reconheceu posse de sacramento por


parte de Portugal. Os portugueses tiveram o apoio da Inglaterra na obtenção deste tratado. As
tropas espanholas abandonaram a região de sacramento em 1683, porém os conflitos entre luso-
brasileiros e castelhano-espanhóis continuaram nesta região.
Entre 1701 e 1714 ocorreu na Europa um conflito bélico que envolveu inúmeros países
daquele continente, tratou-se da Guerra de Sucessão Espanhola e este conflito teve desdobramento nas
regiões coloniais dos países envolvidos.

 TRATADO DE UTRECHT – 1713: Tratado assinado entre Portugal e França (reflexo da


Guerra de Sucessão Espanhola). Por este Tratado a França reconheceu o Rio Oiapoque, no Amapá, como
a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.

 TRATADO DE UTRECHT – 1715: Este Tratado também esteve relacionado à Guerra de


Sucessão Espanhola. Foi Assinado entre Portugal e Espanha e, novamente, a Espanha reconhecia a posse
de Sacramento como sendo de Portugal. Pois, durante a Guerra de Sucessão Espanhola, tropas espanholas
ocuparam a região de Sacramento.
Porém os conflitos entre luso-brasileiros e castelhano-espanhóis continuaram na região
sul.
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 TRATADO DE MADRI – 1750: Tratado assinado entre Portugal e Espanha, através do


Marquês de Pombal. Este Tratadorevogou o Tratado de Tordesilhas e utilizou o princípio do “Uti
Possidetis”.
O Tratado de Madri foi redigido pelo cartógrafo brasileiro Alexandre deGusmão que
utilizou um extenso trabalho cartográfico intitulado “Mapa dos Confins do Brasil”.
O Tratado de Madri foi o tratado de limites, à época colonial, que tornou a configuração do
território brasileiro mais parecida com a do atual território do Brasil.
Por este Tratado, Portugal cederia a região de Sacramento para a Espanha e, em contrapartida,
a Espanha cederia a região de Sete Povos das Missões, no oeste do Rio Grande do Sul, para Portugal. As
missões jesuítas espanholas deveriam ser abandonadas pelos padres jesuítas, assim como a população de
índios guaranis.
Os Sete Povos das Missões constituíam uma série de missões jesuítas, de origem espanhola,
que reuniam milhares de índios guaranis. Esta região era autossuficiente e possuía um grande nível de
desenvolvimento social e de padrão educacional

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Nem os jesuítas espanhóis e nem os índios guaranis aceitaram as determinações do Tratado de


Madri, armaram-se e resistiram à saída de suas terras, isso provocou a chamada Guerra Guaranítica
(1754-1756). A região dos Sete Povos foi destruída em 1756 por tropas espanholas e portuguesas, mas os
efeitos das Guerras Guaraníticas (resistência indígena) perduraram até 1767.

 TRATADO DO PARDO – 1761: Tratado assinado entre Portugal e Espanha que anulou,
devido às Guerras Guaraníticas e à resistência de colonos luso-brasileiros de abandonarem Sacramento, o
Tratado de Madri.

Entre 1756 e 1763 um novo conflito explodiu na Europa, era a Guerra dos Sete Anos, que
colocou em lados opostos a Inglaterra e seus aliados contra a França e seus aliados. Por conta deste
conflito a Espanha organizou uma grande ofensiva para retomar suas terras no Vice-reino do Prata
(região que compunha, dentre outros territórios a colônia do santíssimo sacramento e a região sul do
Brasil que havia sido ocupada por luso-brasileiros ao longo do período colonial). Os exércitos espanhóis
atacam e ocupam Sacramento, invadiram o Rio Grande do Sul e ocuparam Santa Catarina.

 TRATADO DE SANTO ILDEFONSO – 1777: Após a grande ofensiva espanhola no sul,


os luso-brasileiros reagem e libertam Santa Catarina. Pelo Tratado de Santo Ildefonso a Espanha devolveu
a região de Santa Catarina para Portugal, mas mantiveram o oeste do Rio Grande do Sul e a região de
Sacramento.

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Os conflitos entre espanhóis-castelhanos e luso-brasileiros continuavam e isso motivou a


assinatura de outro tratado.

 TRATADO DE BADAJOZ – 1801: Pelo Tratado de Badajoz a Espanha devolveu a


Portugal a região dos Sete Povos das Missões (oeste do RS), mas manteve sacramento.
O Tratado de Badajoz ratificou o Tratado de Madri.

CONTESTAÇÃO AO ANTIGO REGIME


MOVIMENTOS NATIVISTAS E MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL

No decorrer do processo de colonização portuguesa na América (Brasil Colônia) eclodiram,


no Brasil, vários movimentos de contestação às autoridades portuguesas e às determinações que prendiam
o Brasil ao pacto colonial.
Estes movimentos surgiram por conta de um paradoxo: para explorar é necessário
desenvolver a área a ser explorada. Não é possível explorar a lavoura canavieira sem preparar as
condições de manutenção desta lavoura, não é possível explorar a produção aurífera semestabelecer a
estrutura desta exploração, não é possível ocupar o território sem manter um efetivo populacional para
semanter essa ocupação, etc. Ao se estabelecer estas condições cria-se na área colonial uma elite local
que, lentamente, terá interesses próprios e passará a não aceitar as determinações metropolitanas.
Surgiram, assim, os movimentos de contestação ao Antigo Regime no Brasil, que passaram da simples
contestação ou rebeldia para a busca pela independência em relação a Portugal.

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Os movimentos de contestação são divididos em dois grupos:


I – MOVIMENTOS NATIVISTAS ou SEDIÇÕES:
. Estes movimentos não desejavam emancipação (independência) em relação a
Portugal
. Não possuíam nenhum tipo de ideologia que os motivassem
. Ocorreram até a primeira metade do século XVIII
. Desejavam apenas resolver problemas locais
. Eram regionalistas
. Foram motivados pela opressão metropolitana, mas não queriam o fim do pacto
colonial

I.1 – ACLAMAÇÃO DE AMADOR BUENO (1641) – SP:


 Após a União Ibérica;
 Bandeirantes ligados à preação de indígenas contrários aos jesuítas;
 Comerciantes, de origem espanhola, temerosos com a possibilidade de perderem
seus privilégios com o fim da União Ibérica;
 Amador Bueno aclamado rei de São Paulo;
 Movimento tem o episódio do “bota fora dos padres”
 Amador Bueno recusa o título de “rei de São Paulo”;
 Movimento “esfria”.

I.2 – INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA (1645-1654) – PE:


 Lutas para expulsar os holandeses do NE após a saída de Nassau;
 WIC aumenta exploração e restringe liberdade religiosa;
 Movimento nativista, pois não contou com apoio militar português (Trégua dos Dez
Anos – 1641-1651);
 Lideranças locais: Senhores de engenho e pessoas da “terra”;
 Este movimento está associado ao sentimento de identidade regional (nativismo).

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I.3 – CONJURA DO NOSSO PAI ou PROCISSÃO DO VIÁTICO (1666) – PE:


 Governador de Pernambuco, Jerônimo Mendonça Furtado (Xumbrega), associado a
contrabando de açúcar com os franceses;
 André Vidal de Negreiros e outros senhores de engenho prendem o governador no dia da
procissão do Viático e o levam a Portugal;
 Rei de Portugal nomeia novo governador português frustrando a expectativa dos senhores de
engenho de terem um brasileiro como governador;
 Este movimento foi o “início” de uma crescente rivalidade entre a elite econômica brasileira do
NE e as autoridades portuguesas na região.

I.4 – REVOLTA DE BECKMAN ou REVOLTA DE BEQUIMÃO (1684) – MA:


 Em 1682, o Estado português criara a Cia de Comércio do Estado do Maranhão com objetivo
de resolver os problemas de abastecimento de produtos na região norte do Brasil, inclusive de escravos;
 Cia de Comércio do Maranhão deveria entregar 500 escravos por ano, porém não atingia esta
meta e cobrava altos valores por cada escravo vendido;
 Conflitos entre jesuítas da região e senhores de engenho que tentavam escravizar índios devido
à pouca oferta de mão de obra negra na região;
 Cia de Comércio do Maranhão passa a monopolizar as atividades econômicas na região –
compra dos produtos da terra (algodão, açúcar, drogas do sertão, etc.) a baixos preços e vendia os produtos
vindos da metrópole a altos preços;
 Preço do açúcar caiu no mercado internacional devido à concorrência estrangeira e ao açúcar
de beterraba;
 Elite econômica da região organiza uma revolta contra a Cia de Comércio do Maranhão e
contra os jesuítas;
 Os irmãos Beckman (Manoel e Tomás) são as principais lideranças da revolta;
 Revoltosos depredam instalações da Cia de Comércio do Maranhão, prendem o governador e
hostilizam jesuítas;
 Tomás Beckman conduz o governador preso para Portugal e expõe os anseios da população do
Estado do Maranhão;
 O Rei de Portugal determinou o fechamento da Cia de Comércio do Maranhão, a prisão de
Tomás Beckman e a condenação de Manoel, e mais dois líderes, à morte;
 O movimento não se expande para além da região norte;
 A revolta encerra-se após o fechamento da Cia de Comércio do Maranhão.

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I.5 – GUERRA DOS EMBOABAS (1707-1709) – MG:


 Conflito ocorrido na região das Minas Gerais entre bandeirantes e forasteiros (emboabas)
muitos oriundos de Portugal;
 Capão da Traição, massacre de bandeirantes na região de São João del Rey, aumenta
conflito e dificulta a atividade mineradora, consequentemente, os lucros para Coroa Portuguesa;
 Estado Português intervém e determina a saída dos bandeirantes paulistas da região de
Minas Gerais, em contrapartida a vila de São Paulo é elevada à categoria de cidade e a Capitania de São
Vicente foi dividida em duas: Capitania das Minas de Ouro e São Paulo e a Capitania do Rio de Janeiro;
 Bandeirantes,expulsos de MG, interiorizam-separa o Centro-oeste e norte do Paraná.

I.6 –GUERRA DOS MASCATES (1710) – PE:


 Após a expulsão dos holandeses do nordeste percebe-se um aumento da concorrência
estrangeira em relação à produção e comercialização do açúcar na Europa (açúcar antilhano, Caribe, das
colônias holandesas, francesas e inglesas) e o açúcar de beterraba europeu. Isso associado à seca sazonais
no NE leva crise econômica à região;
 Senhores de engenho de Olinda (era a capital de Pernambuco) endividam-se com
comerciantes portugueses (mascates) de Recife;
 Os senhores de engenho não tinham condições financeiras de saldar suas dívidas com os
comerciantes portugueses que passam a querer se apoderar das terras dos senhores de engenho;
 Comerciantes conseguem, junto à Coroa Portuguesa, a emancipação de Recife em relação
à Olinda (Carta Régia de 1709), isso diminuiria a arrecadação de recursos por parte da Câmara
Municipal de Olinda prejudicando ainda mais os senhores de engenho;
 Olindenses (senhores de engenho) invadiram Recife e queimaram a Carta Régia;
 Atritos entre os comerciantes de Recife e os senhores de engenho de Olinda aumentaram;
 A Coroa Portuguesa interveio e determinou que as dívidas dos senhores de engenho
fossem amenizadas, em contrapartida a cidade de Recife se torna a capital de Pernambuco reduzindo a
influência dos senhores de engenho em relação à Câmara Municipal de Pernambuco;
 A Guerra dos Mascates demonstra o aumento das rivalidades entre brasileiros e
portugueses.

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I.7 – MOTIM do MANETA (1711) – BA:


 Esta revolta está inserida no contexto de seca e de crise da produção açucareira do NE e
desabastecimento generalizado na região;
 Baianos estavam insatisfeitos em relação à opressão metropolitana com aumento de
tributos e monopólio sobre vários produtos: escravos, tabaco, sal, etc;
 Houve invasões e saques a vários estabelecimentos comerciais;
 João Figueiredo da Costa, o Maneta, era a principal liderança;
 Desejavam a redução da carga tributaria e a expulsão dos franceses do Rio de janeiro
(Duguay-Troin);
 Foi instituída a figura do Juiz do Povo (espécie de júri popular) eleito pela população da
região;
 A carga tributária foi diminuída, os revoltosos foram perdoados (anistiados) e o maneta foi
inocentado;
 A revolta terminou.

I.8 –REVOLTA DE VILA RICA ou REVOLTA DE FELIPE DOS SANTOS (1720) – MG:
 A partir da criação das Casas de Fundição (1720) aumenta a dificuldade de se desviar ouro
e de se estabelecerem pequenas relações comerciais na região das Minas Gerais;
 Com a criação das casas de Fundição proibiu-se a circulação de ouro em pó e de pepitas na
colônia. Todo ouro deveria ser quintado;
 Houve também o aumento da carga tributária e do acirramento do monopólio lusitano
sobre vários produtos (fumo, sal, aguardente, etc.) comercializados em Minas Gerais;
 Felipe dos Santos lidera uma revolta que pretendia, dentre outros objetivos, extinguir as
Casas de Fundição;
 A revolta eclode em Mariana, que era a capital das Gerais e se expande até Vila Rica (atual
Ouro Preto);
 O Governador Conde de Assumar, sob pressão, fecha as Casas de Fundição e derruba o
monopólio sobre vários produtos, porém, logo em seguida, reage com violência, sufoca a revolta prende e
condena Felipe dos Santos a morte;
 As Casas de Fundição passaram a funcionar normalmente e os monopólios retornaram
 A Capitania das Minas de ouro e São Paulo foram desmembradas em duas: Capitania das
Minas Gerais e a Capitania de São Paulo;
 Rivalidades e descontentamento em relação à metrópole Portugal estavam aumentando.

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II – MOVIMENTOS de LIBERTAÇÃO NACIONAL ou INCONFIDÊNCIAS:


. Este grupo de revoltas ocorreu a partir da segunda metade do século XVIII
. Desejavam a independência política e econômica, em relação a Portugal, de parte ou de
todo o território brasileiro, ou seja: o rompimento definitivo do pacto coloniale das práticas
mercantilistas.
. Possuíam uma base ideológica: ILUMINISMO, INDEPENDÊNCIA dos EUA (1776) e a
REVOLUÇÃO FRANCESA (1789-1799)
. Estabeleciam algum projeto político de governo
. A Inglaterra, devido á REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, se beneficiaria de uma possível
emancipação brasileira.

II.1 – INCONFIDÊNCIA MINEIRA (1789) –MG:

. Este foi o primeiro movimento que pregou a emancipação política e econômica em relação
a Portugal;
. Teve nas ideias do Iluminismo e na Independência dos EUA seus motivadores
ideológicos e nota-se intensa participação da maçonaria;
. Apesar do esgotamento das reservas auríferas de Minas Gerais a Coroa Portuguesa
mantinha intensa a exploração sobre a região (aumentou as Fntas, instituiu a Derrama eintensificou
monopólios);
. Em 1785 a Rainha de Portugal, D. Maria I, estabeleceu o Alvará das Proibições que
proibia a atividade manufatureira no Brasil, exceto a confecção de panos grossos, o que ampliava ainda
mais a opressão metropolitana portuguesa e dificultava mais ainda a vida na colônia;
. Houve a convergência de diferentes atores na liderança da Inconfidência Mineira: donos de
minas de ouro e diamantes (Inácio Alvarenga Peixoto, etc.), poetas (elite intelectual) ligados ao
Arcadismo (Cláudio Manoel da Costa – escreveu Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga – escreveu
Cartas Chilenas), padres (Luís Vieira da Silva, Rolim, etc.), militares (os Coronéis Francisco Oliveira

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Lopes, Francisco de Paula Freire de Andrade e Joaquim Silvério dos Reis, o Capitão José Resende Costa
e o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, apelidado de Tiradentes);
. Os inconfidentes desejavam: Proclamar uma República em Minas Gerais, com capital em
São João del Rey e depois expandir o movimento republicano a todo o Brasil / Liberar atividades fabris e
manufatureiras no Brasil / Criar uma bandeira / Criar Universidades no Brasil / Liberar as atividades de
imprensa / Estabelecer um serviço militar obrigatório/ Aumentar os soldos dos militares / Promover uma
modernização na agricultura incentivando as pequenas propriedades agrícolas/ Voto censitário (República
Liberal);
. Em relação à escravidão os inconfidentes a condenavam, porém não definiram se iriam ou
não aboli-la ou como iriam aboli-la (se fosse o caso);
. A revolta eclodiria no dia em que houvesse a cobrança da derrama, aproveitando a
insatisfação da população;
. O movimento foi delatado por Joaquim Silvério dos Reis;
. O Visconde de Barbacena, sabendo do movimento, revogou a derrama, o que
enfraqueceu os inconfidentes e iniciou as perseguições aos envolvidos;
. Os inconfidentes foram caçados e presos;
. Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro, onde estava buscando apoio para o movimento;
. O inquérito foi conduzido pela própria Rainha de Portugal D. Maria I, tal inquérito ficou
conhecido como Autos da Devassa;
. Cláudio Manoel da Costa morreu na prisão durante a condução do inquérito;
. Todos os líderes do movimento foram condenados à morte, porém a Rainha comutou a
pena para degredo na África, exceto para Tiradentes que foi executado em praça pública no dia 21 de
abril de 1792, no Rio de Janeiro. Esquartejado, teve seu corpo exibido na estrada que levava a Minas
Gerais, sua cabeça exposta em Vila Rica como alerta para possíveis novas revoltas. Tiradentes, após a
proclamação da república no Brasil, foi agraciado com o título de Patrono Cívico do Brasil.

II.2 –CONJURA LITERÁRIA DO RIO DE JANEIRO (1794) – RJ:


. A Sociedade Literária do Rio de Janeiro era uma Loja Maçônica na qual seus membros
trocavam correspondência com franceses e com estudantes brasileiros que estavam na Europa;
. À época colonial havia um forte controle sobre, cartas, encomendas, livros, jornais e
publicações que vinham da Europa;

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. Os membros da Sociedade Literária foram acusados de conspiração. Havia um forte temor


por parte das autoridades portuguesas acerca do que acontecia na França (Revolução Francesa) e com as
ideias Iluministas;
. Os envolvidos foram condenados a dois anos de prisão e a Sociedade Literária do Rio de
Janeiro foi fechada.

II.3 –CONJURAÇÃO BAIANA, CONJURA DOS ALFAIATES ou CONSPIRAÇÃO DOS


BÚZIOS (1798) – BA:
. Esta revolta inspirou-se nas ideias Iluministas, no exemplo da Independência dos EUA e
nos acontecimentos da Revolução Francesa;
. Membros da Loja Maçônica Cavaleiros da Luz (maioria composta por senhores de
engenho da região) espalham as ideias liberais (Iluminismo - Liberalismo político e econômico);
. Contexto de crise no nordeste por conta da seca, falta de gêneros alimentícios e carestia
elevada.
. A população mais humilde da Bahia (alfaiates, artesãos, soldados, escravos, mulatos) se
envolveu no movimento, o que fez a elite econômica afastar-se;
. A Conjuração Baiana adotou reivindicações de caráter não apenas político-econômico, mas
também de mudanças e contestação sociais: Fim da escravidão/Independência da Bahia (República
Bahiense)/ Voto Universal / Fim das restrições à imprensa /; Igualdade racial /Fim do pacto colonial /
Aumento dos salários dos soldados/ Melhoria das condições de trabalho / etc.
. Os conjurados baianos demonstraram tendência anticlerical (contrários ao domínio e
influência da Igreja Católica) pelo fato de associarem a Igreja Católica à manutenção da opressão sofrida
por eles;
. Havia o temor, por parte dos setores dominantes no Brasil (latifundiários, comerciantes,
autoridades administrativas), que ocorresse no Brasil o mesmo que estava ocorrendo no Haiti (luta pela
independência feita por escravos e mestiços) e na fase mais radical da Revolução Francesa (Fase do
Terror provocada pelos jacobinos franceses – revolucionários radicais que guilhotinaram o Rei francês
Luís XVI e sua esposa);
. Latifundiários da Bahia passam a apoiar a repressão ao movimento;
. Forte repressão, líderes presos e condenados à morte ou ao banimento;
. Última revolta do Brasil Colônia;

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. Foi a primeira revolta no Brasil que unia as aspirações de independência com


transformações sociais.

II.4 –REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA ou REVOLTA DOS SUASSUNAS ou


CONSPIRAÇÃO DOS PADRES (1817) – PE:
. Quando este movimento ocorreu o Brasil não era mais uma colônia e sim Reino Unido a
Portugal e Algarves, a Família Real Portuguesa havia se instalado no Brasil desde 1808;
. As razões desta revolta são encontradas na crise no NE açucareiro (baixo preço do açúcar e
do algodão no mercado internacional, concorrência estrangeira, seca) e no aumento da carga tributária
para manter a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro;
. Inspirados nas ideias Iluministas, na Independência dos EUA, na Revolução Francesa e nos
movimentos separatistas que estavam ocorrendo na América Espanhola os revolucionários de
Pernambuco (senhores de engenho, como a família Suassuna, padres do seminário de Olinda e setores
médios em geral e com apoio popular) tiveram apoio da Maçonaria e das províncias da Paraíba, do Rio
Grande do Norte e de Alagoas (que não tinha autonomia administrativa, fazia parte da Província de
Pernambuco);
. Revolucionários, influenciados pela loja Maçônica Aerópago de Itambé.ocuparam Recife
e instituíram uma República com governo próprio por dois meses estabelecendo uma Constituinte;
. Os revolucionários pernambucanos buscaram apoio militar e diplomático dos EUA:
enviaram um emissário (Antônio Gonçalves Cruz, o Cabugá) para os EUA com o objetivo de comprar
armas, recrutar mercenários franceses, com a promessa de resgatar Napoleão que estava exilado na ilha de
Santa Helena, e buscar apoio do governo norte americano para a revolta. Porém, enquanto Cabugá
articulava apoio nos EUA, a Revolução Pernambucana já estava sendo sufocada;
. Dentre os projetos dos revoltosos encontramos: Proclamar uma República Liberal/
Liberdade de imprensa / 3 Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário)/ Manter a escravidão/
Catolicismo seria a religião oficial, porém haveria a liberdade de culto;
. D. João VI ordenou uma violenta repressão à revolta;
. Os rebeldes foram cercados por terra e mar e derrotados;
. Líderes foram presos e a maioria condenada à morte (os padre Miguelinho, João Ribeiro
Pessoa, José Luís Mendonça e Domingos José Martins o Capitão José Lins de Barros, conhecido como
Leão Coroado, que deu início à revolução matando o Brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa),
outros receberam penas de prisão (Frei Caneca ficou preso por quatro anos na Bahia);
. Foi uma revolta com claro sentimento anti-lusitano e anti-absolutista;

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. Muitos senhores de engenho da região de Alagoas apoiaram a repressão exercida por D.


João VI e por isso Alagoas foi desmembrada de Pernambuco, tornando-se uma província após a
Revolução Pernambucana.

BANDEIRA DA REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA

PERÍODO JOANINO (1808-1821)


“INVERSÃO BRASILEIRA” / “INTERIORIZAÇÃO DA METRÓPOLE”

No início do século XIX a situação geopolítica europeia transformara-se drasticamente,


Napoleão Bonaparte foi aclamado imperador dos franceses e a Europa via-se mergulhada nas Guerras
Napoleônicas. Napoleão derrotara e submetera os exércitos que lhe enfrentaram, porém a Marinha de
guerra francesa perdeu a batalha naval de Trafalgar para a Marinha de guerra britânica em 1805.
A partir da derrota naval Napoleão arquitetou um plano para enfraquecer a economia inglesa
e, a partir disso, derrotá-la militarmente, esta estratégia consistia no chamado Bloqueio Continental
(1806) onde Napoleão proibia qualquer país europeu de estabelecer trocas comerciais com a Inglaterra.
Esta determinação francesa atingia em cheio a Portugal, que até então se mantivera neutro em relação às
Guerras Napoleônicas.
Portugal era quase que totalmente dependente da Inglaterra desde o início do século XVIII
e se aceitasse as determinações impostas pelo Bloqueio Continental corria o sério risco de sofrer
represálias militares e econômicas da Inglaterra, porém, se não aderisse ao Bloqueioas tropas de Napoleão
invadiriam seu território e deporiam a Monarquia Bragança. Nesse cenário conturbado Portugal estava
sendo governado pelo Príncipe Regente D. João de Bragança, uma vez que a Rainha D. Maria I estava
impedida de governar. D. João exerce uma política dúbia, ora sinalizando favoravelmente para a
Inglaterra, ora fazendo Napoleão acreditar que Portugal aderiria ao Bloqueio.

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As pressões sobre a decisão de D. João de Bragança cresciam e em 1807, Portugal assinou


com a Inglaterra a “Convenção Secreta” onde foi definido que a Casa Real de Bragança e toda a
administração portuguesa seriam transferidas para o Brasil em caso de ameaça militar francesa com
escolta e proteção da frota britânica; a esquadra naval de Portugal passaria para o comando inglês, a
Inglaterra utilizaria a Ilha da Madeira e receberia um porto livre em Santa Catarina e seriam criados novos
tratados entre Inglaterra e Portugal quando a Monarquia lusitana estivesse segura no Brasil.
Ao tomar conhecimento da Convenção Secreta, Napoleão assinou com a Espanha o
Tratado de Fontainebleau através do qual o governo espanhol permitiria a passagem dos exércitos de
Napoleão pelo seu território com vistas à invasão de Portugal e deposição dos Braganças de Portugal; em
troca o território português, assim como suas colônias, seria partilhado entre França e Espanha.
Quando os exércitos franceses iniciaram a invasão a Portugal, a Família Real Lusitana, a
nobreza e toda a administração pública de Portugal apressaram-se em seguir para o Brasil, tratava-se da
transmigração da Família Real portuguesa para o Brasil.

PERÍODO JOANINO

A vinda da Família Real e de toda a sua Corte, com a instalação de todo o aparato
administrativo desta Monarquia em uma colônia foi um fato sem precedentes na História ea chegada e
permanência de toda esta estrutura no Brasil trouxe consequências fundamentais para a História do Brasil.
Após a saída da administração portuguesa, Portugal, e sua população, ficaram relegados à
própria sorte: as tropas do General francês Junot ocuparam o território português e nele se instalaram,
depois de uma difícil e penosa campanha militar.
Os portugueses se viram ocupados por um exército invasor, sem seu Governo e sem os órgãos
públicos necessários para os andamentos das questões comuns a qualquer país. Mais tarde o General
Inglês Beresford expulsou as tropas francesas de Portugal e passou a administrar Portugal enquanto o
Rei e sua Corte permaneciam no Brasil. Estima-se que durante a ocupação francesa durante a chamada
Guerra Peninsular – 1807/1814 (desdobramento das Guerras Napoleônicas na Península Ibérica)
morreram cerca de 500 mil portugueses e a economia de Portugal entrou em frangalhos. Em
contrapartida, para o Brasil, a transmigração da Corte portuguesa e a permanência da Família Real
direcionaram os acontecimentos que fizeram o Brasil caminhar para sua emancipação de uma forma
diferenciada daquela que outras regiões coloniais tomaram.
A viagem da frota que trouxe a Família Real e a administração portuguesa para o Brasil foi
conturbada, os navios foram ocupados às pressas e, durante a viagem, os passageiros passaram por

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privações, surto de piolhos, escorbuto e tempestade em alto mar. A frota dispersara-se, o Príncipe Regente
aportou em Salvador em 22 de janeiro de 1808. Outros navios seguiram direto para o Rio de Janeiro.
Ao chegar a Salvador, D. João assinou a Abertura dos Portos às Nações Amigas que,
na prática assinalou o fim do pacto colonial para o Brasil, pois o Brasil, na prática, se tornara a Metrópole
do Império Português.
Calcula-se que cerca de 10 a 15 mil nobres, funcionários públicos, juízes, e seus
familiares vieram junto com a Família Real para o Brasil e se instalaram na cidade do Rio de Janeiro, para
alojar tamanho número de pessoas em uma cidade colonial que não tinha condições de alojar esse enorme
efetivo, logo foi tomada uma medida administrativa polêmica: vários imóveis particulares foram
requisitados pela Coroa para alojar a nobreza e os funcionários públicos, à entrada estes prédios eram
escrito PR (Príncipe Regente) o que indicava que o imóvel havia sido requisitado para alojar alguma
família de nobres ou de funcionários públicos. Logo, a população do Rio de Janeiro, dizia PR – Ponha-se
na Rua!
Com relação à Política Joanina (Medidas Joaninas) no Brasil podemos observar
algumasmedidas:
 Revogação do Alvará das Proibições de 1785 em relação às atividades fabris e
manufatureiras;
 Em 1810 foram assinados os Tratado de Aliança e Amizade, através do qual D.
João se comprometia a acabar com o tráfico negreiro em 3 anos, reforçava os laços entre Portugal
e Inglaterra, estabelecia o princípio da extraterritorialidade e liberdade de culto a cidadãos
ingleses no Brasil, e o Tratado de Comércio e Navegação com a Inglaterra em 1810, pelo qual a
Inglaterra teria vantagens alfandegárias (15% de taxa alfandegária, enquanto comerciantes de
Portugal pagariam 16% e demais países pagariam 24%), recebeu o porto livre em Santa Catarina;
 Foram criados diversos órgãos públicos no Brasil:
. Mesa de Desembargo do Paço – órgão relacionado à Justiça
. Imprensa Régia (Jornal Gazeta do Rio de Janeiro).Havia um jornal,
chamado Correio Braziliense, editado na Inglaterra, pelo jornalista Hipólito da Costa, que
fazia críticas aos Braganças e era censurado no Brasil.
. Real Horto Florestal – Jardim Botânico
. Banco do Brasil
. Biblioteca Real

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 Foram criadas as primeiras instituições de ensino superior:


. Escola de Medicina
. Faculdade de Direito
. Academia Militar
. Academia Naval
 Criada a fábrica de pólvora;
 Foram abertas estradas (no Brasil Colônia a abertura de estradas e caminhos era
rigidamente controlada pela Coroa);
 Chegada de artistas e intelectuais ao Brasil (em 1816 veio a Missão Artística
Francesa de Debret, Taunay e Montigny);
 Em 1815 o Brasil foi elevado a REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES–
Tal fato está ligado à derrota final de Napoleão Bonaparte na Europa, seu exílio em Santa Helena.
Os países europeus reuniram-se na Áustria, no Congresso de Viena onde as Monarquias
europeias redefiniram o mapa europeu e tentaram restabelecer o Absolutismo na Europa através
da Legitimação e Restauração das respectivas e legitimas famílias reaistradicionais em seus
respectivos tronos; D. João recusou-se a voltar para Portugal e, devido Às determinações do
Congresso de Viena, elevou o Brasil a Reino Unido;
 D. João foi coroado Rei no Rio de Janeiro, em 06 de fevereiro de 1818, com o título
de D. João VI. Foi o único Rei europeu coroado em terras americanas;
 Com relação à POLÍTICA EXTERNAde D. João no Brasil, observamos:
. Invasão da Guiana Francesa (Caiena em 1809 e devolução da mesma em
1817, após o Congresso de Viena);
. Ocupação da Província Cisplatina (Banda Oriental do Uruguai) em 1821,
derrotando o líder uruguaio Artigas.

A presença da Corte portuguesa no Brasil foi extremamente benéfica em muitos aspectos


para o Brasil: houve um crescente sentimento de emancipação e de certa unidade territorial, pois até a
chegada da Corte Portuguesa, o Brasil era basicamente um território com poucos núcleos populacionais
com pouquíssima integração ou pensamento de unidade política entre estes núcleos; A abertura dos portos
trouxe lucros e vantagens para os latifundiários brasileiros e os comerciantes que aqui se instalaram.A
elevação à situação Reino Unido afastou a condição de colônia subordinada e inferior, igualando
juridicamente o Brasil a Portugal.

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Para o Brasil, a Inversão Brasileira marcou uma série de benefícios e transformações, porém
para os portugueses que ficaram em Portugal a situação já passara do limite. Napoleão já havia sido
derrotado, Lord Beresford governava Portugal como se fosse um protetorado britânico e D. João
permanecia no Brasil sem dar sinais que retornaria a Portugal. Isso levou os portugueses a realizaram uma
revolta liberal em 1820, conhecida como REVOLTA LIBERAL DO PORTO que Constitucionalizou
Portugal, estabeleceu um Parlamento (CORTES DE LISBOA) e passou a exigir a volta da Família Real
para Portugal.
De início as elites econômicas brasileiras apoiaram a Revolta Liberal do Porto e a criação das
Cortes de Lisboa (Parlamento), pois o Brasil era agora um Reino e deveria ter voz no Parlamento
Português, mas não era isso que as Cortes de Lisboa desejavam e sim a volta da Família Real e a
recolonização do Brasil.
Alguns brasileiros acreditaram que a criação de uma Constituição e do Parlamento em
Portugal seria vantajoso para o Brasil. Grupos de brasileiros, confiantes nesta perspectiva, chegaram a
fazer manifestações no centro da cidade do Rio de Janeiro exigindo mais poderes ao povo e a criação de
uma Constituição brasileira, inspirada na recém criada Constituição da Espanha, garantindo a democracia
e limitando, dessa maneira, o poder real no Brasil. Esses manifestantes foram massacrados a mando de
Dom Pedro: houve mais de 30 mortos e esse episódio ficou conhecido como “Açougue dos Braganças”.
As pressões das Cortes de Lisboa aumentaram exigindo que a Família Real retornasse para
Portugal e, por isso, em 26 de abril de 1821, D. João VI, sua família e cerca de 4 mil pessoas, além do
dinheiro depositado no Banco do Brasil, retornaram a Portugal. Seu filho mais velho, D. Pedro ficou no
Brasil como Príncipe Regente. Este retorno marcou o final do Período Joanino e o início da Regência de
D. Pedro.

REGÊNCIA DE D. PEDRO (1821-1822)

Após o retorno de D. João VI para Portugal, devido às pressões das Cortes de Lisboa
(Parlamento de Portugal), D. Pedro passa a exercer a Regência do Brasil; durante esse período notamos
uma crescente pressão das Cortes Lusitanas no sentido de tentar recolonizar o Brasil.
As elites econômicas do Brasil (grandes fazendeiros – oligarquia rural e comerciantes), ao
perceberem esse processo de possível recolonização, aproximam-se de D. Pedro e começam a envidar
esforços para a emancipação plena do Brasil em relação a Portugal.
As Cortes de Lisboa tomaram uma série de medidas com vistas a recolonizar o Brasil, tais
quais: exigiam o retorno de D. Pedro para Portugal a fim de terminar seus estudos/ Declarou os governos

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provinciais independentes do Rio de Janeiro e ligados diretamente a Portugal / Restringiram os direitos de


comerciantes no Brasil passando a privilegiar os comerciantes de Portugal/Órgãos públicos foram
fechados e transferidos para Portugal: Mesa de Desembargo do Paço, Mesa de Consciência e Ordens,
Casa de Suplicação, Conselho da Fazenda e a Junta de Comércio / Desligou vários Oficiais Generais de
suas posições de comando no Brasil e os substituiu por Generais fieis as Cortes de Lisboa, como
aconteceu, por exemplo, nas províncias de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.
Para evitar a influência das Cortes e anular as medidas tomadas por elas a aristocracia rural
convenceu D. Pedro a ficar no Brasil (9 de janeiro de 1822 – DIA DO FICO), a estabelecer o Partido
Brasileiro e a criar o decreto do CUMPRA-SE (as ordens das Cortes de Lisboa só teriam efeito no Brasil
após a autorização ou não de D. Pedro). Foi criado também o Conselho de Procuradores Gerais das
Províncias do Brasil (espécie de órgão de assessoramento ao Príncipe D. Pedro).
José Bonifácio Andrada e Silva (o Patriarca da Independência) era o representante maior
da influência da oligarquia rural brasileira e da maçonaria junto a D. Pedro. José Bonifácio agraciou o
Príncipe Regente com o título de Defensor Perpétuodo Brasil e o influenciou a participar da maçonaria,
batizando-o de irmão Guatemozin.
Dom Pedro chegou a autorizar, em junho de 1822, a criação de uma Assembleia
Constituinte no Brasil, porém entre os Constituintes em 1822 havia desentendimentos: Gonçalves Ledo,
um político radical, desejava eleições diretas já José Bonifácio defendia eleições indiretas.
Em agosto de 1822, Dom Pedro realizou uma viagem pelo interior de São Paulo quando, já no
mês de setembro, recebeu cartas enviadas por José Bonifácio, pela sua esposa (D. Leopoldina),
juntamente com correspondências vindas de Portugal, que exigiam o seu retorno imediato a Portugal ou,
caso contrário, Dom Pedro seria preso. Influenciado pelas correspondências D. Pedro decretou, às
margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o imediato rompimento dos laços que prendiam o Brasil a
Portugal e declarou a independência política do Brasil, era o 7 de setembro de 1822 tornando-se D.
Pedro I, Imperador do Brasil.

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Olá companheiros (as), mais uma missão:


assimilar o conteúdo estudado neste capítulo
analisando e resolvendo as questões a seguir,
sempre pesquisando o tema abordado pela
questão no capítulo estudado. Lembrem-se:
missão dada, missão cumprida !

EXERCÍCIOS CAP II

01. (EsAEx 2000) Ainda hoje se discutem as teses da casualidade e da intencionalidade do descobrimento
do Brasil. Assinale a alternativa que apresenta um dos argumentos utilizados pelos defensores da tese da
casualidade:
a) a insistência de Portugal em alterar o meridiano original de Tordesilhas.
b) a Carta de caminha que comunica o “achamento” do Brasil.
c) o conselho de Vasco da Gama para que Cabral se afastasse da costa da África, evitando calmarias.
d) o fato de Cabral deixar dois degredados no Brasil.
e) a completa ignorância dos europeus sobre a existência de terras na América, em 1500.

02. (EsAEx 2001) Sobre o início da colonização portuguesa no Brasil, analise as afirmativas abaixo:
I – A força de trabalho do homem branco foi muito importante, pois no início o grande contingente de
mão de obra foi o trabalhador branco;
II – A presença do elemento branco europeu na colônia portuguesa da América foi para especular e
realizar negócios;
III – Por ser muito populoso, Portugal possuía excedentes de mão de obra branca que transferiu ao Brasil;
IV- A escravidão negra não ficou restrita apenas ao território colonial, pois negros também foram
introduzidos no território metropolitano.

Com base na análise assinale a alternativa correta:


a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas

03. (EsAEx 2002) Examinando a conquista e a colonização do Brasil, analise as afirmativas abaixo:
I – O português vinha buscar no Brasil a riqueza, mas a riqueza que não custasse trabalho;
II – Os portugueses instauraram no Brasil uma civilização tipicamente agrícola;
III – A superpopulação do Reino Português contribuiu para a implantaçãode uma civilização tipicamente
agrícola no Brasil;
IV – O labor agrícola sempre foi mais atraente aos portugueses do que as aventuras marítimas e as glórias
da Guerra de Reconquista.

Com base na análise, assinale a alternativa correta:


a) I b)II e IV c) III e IV d) I, II e IV e) Todas

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04. (EsAEx 2002) Leia o texto V e responda o item 4

TEXTO V
“Depois de vossa partida se praticou, se seria meu serviço povoar-se toda esta costa do Brasil, e algumas
pessoas me requeriam capitanias em terras dela...depois fui informado, que de algumas partes faziam
fundamento de povoar a terra do dito Brasil...determinei de mandar demarcar de Pernambuco até o rio da
Prata cinquenta léguas de costa a cada capitania...”. (Carta de Martin Afonso, 1532 in Linhares, 1990, p.29)
O texto acima auxilia na compreensão de que a Coroa portuguesa decidiu dividir as terras no Brasil em
Capitanias Hereditárias, principalmente com objetivo de:
a) Povoar as terras brasileiras poupando seus recursos, atraindo o interesse e os recursos de particulares
para os quais transferia os riscos do empreendimento.
b) instalar núcleos de colonização estável, baseados na propriedade familiar, abdicando a sua soberania
sobre as terras do Brasil.
c) transferir amplos poderes aos capitães, diretamente submetidos à Coroa, no tocante à administração
pública, através da descentralização política, sem a vigilância dos funcionários reais.
d) suprimir a tradição medieval europeia de conceder benefícios em troca da lealdade política e militar
entre os reis e seus vassalos, à medida que instituía a Carta de Doação com direitos do donatário.
e) montar feitorias ao longo da costa litorânea e o consequente monopólio do comércio de pau-brasil,
nesse momento contrabandeado pelos franceses.

05. (EsAEx 1998) Um dos fatores que inviabilizou o sistema de Capitanias Hereditárias do qual São
Vicente e Pernambuco se constituíram em exceção, foi o(a):
a) distribuição de sesmarias
b) cultura de cana de açúcar
c) ataque de índios
d) criação de gado
e) tamanho reduzido dos lotes doados

06. (EsAEx 2005) A existência de governadores gerais no Brasil, estes que depois passaram ao título de
Vice-Reis, sobreviveu até:
a) 1808, quando a família Real se transferiu para o Brasil.
b) 1763, quando a sede do governo foi transferida para o Brasil.
c) 1572, quando o Rei português resolveu dividir a administração da colônia em dois governos: norte e
sul.
d) 1580, quando o Brasil ficou subordinado à Coroa espanhola.
e) 1822, com o processo de independência.

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07. (EsAEx 2005) Leia o Texto IV e responda ao item 7.


TEXTO IV
“O Governador correrá todas as Capitanias acompanhado do Provedor Mor, e, com ele e com os
respectivos capitães e oficiais da fazenda, consultará tudo quanto importar a sua boa governança e defesa,
fazendo levantar cerca onde as não houver e reparar as existentes”(Regimento Tomé de Sousa, in CASTRO, 1982)
O texto indica o objetivo principal da Coroa portuguesa em implantar o Governo Geral no Brasil que
era:
a) criar instituições administrativas que evitassem o conflito entre donatários e jesuítas.
b) criar um centro administrativo e político e promover a unidade da colônia.
c) empreender viagens de fiscalização aos donatários.
d) suprimir as Capitanias Hereditárias.
e) estabelecer tribunais que julgassem os crimes de má governança na colônia.

08. (EsAEx 2006) A máquina administrativa colonial portuguesa primou pelos zelos fiscais e pela
preservação da soberania lusitana sobre as terras brasileiras. Acerca dos mecanismos de controle criados
por Portugal, é correto afirmar:
a) as Câmaras Municipais representavam a única manifestação autônoma da colônia. Entre suas
atribuições estava a possibilidade de contratar serviços, nomear capitães-mores e distribuir sesmarias.
b) o Regimento Geral estabelecia as regras fiscais na própria colônia. O Regimento, trazido pelos
primeiros capitães donatários, determinava ainda os direitos e deveres dos mesmos.
c) o objetivo principal da criação do Governo Geral, estabelecido em Salvador em 1549, era centralizar a
administração metropolitana na própria colônia.
d) tanto donatário como sesmeiros possuíam as mesmas obrigações fiscais, oportunidades fundiárias e
direitos arrecadatórios determinados pela Carta de Doação.
e) os “homens bons” representantes da elite colonial tinham seu poder muito mais determinado pela
quantidade de terras que possuíam do que pela quantidade de escravos. Os forais regulavam o tamanho
destas propriedades.

09. (EsAEx 1998) A unificação das Coroas Ibéricas, em 1580, por Felipe II, beneficiou o Brasil por que:
a) derrubou a linha de Tordesilhas, permitindo a expansão do território brasileiro.
b) livrou o Brasil de qualquer tentativa de invasão estrangeira.
c) levou a Espanha a dar maior atenção ao Brasil do que a América Espanhola.
d) incorporou o Vice-reinado do Prata ao Brasil.
e) após o domínio espanhol, o Brasil adquiriu soberania.

10. (EsAEx 2003) Analise as alternativas abaixo sobre o elemento indígena no Brasil.
I – O sedentarismo era a maior característica do seu comportamento;
II – Era possuidor de uma técnica de agricultura intensiva e altamente desenvolvida;
III – A prática antropofágica era comum entre os Tupis;
IV – A poligamia era uma prática social entre os indígenas brasileiros.
Com base na análise, pode-se afirmar que é correta a opção:
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas

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11. (EsAEx 2008) Sobre a escravidão africana no Brasil é correto afirmar que:
a) no início do trafico negreiro para o Brasil a maioria dos africanos provinha da Guiné, na África
Ocidental, e integravam dois grandes grupos unidos por semelhanças linguísticas e culturais: bantos e
sudaneses.
b) Recife e Salvador, por se tratarem de grandes produtores de cana de açúcar, foram os principais
entrepostos escravistas, do início ao fim da escravidão no Brasil.Receberam, sobretudo africanos bantos.
c) os escravos urbanos eram mais vigiados porque conviviam com os seus proprietários no reduzido
espaço das casas da cidade, enquanto que os escravos rurais ficavam mais isolados trabalhando nas
lavouras, favorecendo as rebeliões e as fugas.
d) no quilombo de Palmares, símbolo da resistência africana, Ganga Zumba, então líder daquele
quilombo, foi substituído por Zumbi que, em 20 de novembro de 1694, venceu as forças comandadas por
Domingos Jorge Velho. Por sua vitória contra a opressão, o 20 de novembro passou a ser o Dia da
Consciência Negra.
e) os africanos, ao chegarem ao Brasil, eram divididos pelos colonizadores em duas categorias: a dos
boçais, que reunia os recém chegados – fossem bantos ou sudaneses – que nada sabiam da cultura dos
portugueses e a dos ladinos, africanos aculturados que já entendiam a língua e alguns costumes dos
colonizadores.

12. (EsAEx 2005) Analise as afirmativas abaixo sobre a formação étnica do povo brasileiro e, a seguir,
marque a alternativa correta:
I – Os negros que foram introduzidos no Brasil não apresentavam diversidade cultural
II – Os mamelucos eram os mestiços de colonos com as índias
III – Os troncos das grandes famílias paulistas são geralmente de casais mulatos.
a) I b) I e II c) II e IIId) II e) Todas

13. (EsAEx 2002) Observando-se a formação étnica do povo brasileiro, analise as afirmativas abaixo.
I – Os portugueses (brancos) possuíam grande orgulho de sua raça, o que determinou as relações étnicas
do Brasil.
II – A facilidade com que ocorreu a miscigenação no Brasil foi determinada pelo português ser um povo
de mestiços, inclusive com sangue negro.
III – As ordens regias, cegamente acatadas no Brasil, proibiam que qualquer mulato, até a quarta geração
exercessem cargos municipais.
IV – O governo português estimulou os casamentos entre brancos e índios, protegendo-lhes a prole.
Com base na análise, assinale a alternativa correta.
a) I b) II e IV c) III e IVd) I, II e III e) Todas

14. (EsAEx 1999) Sobre a formação histórica do território brasileiro, pode-se afirmar:
I – A criação de gado foi importante para o povoamento do interior da Bahia, do Nordeste e do Sul do
Brasil;
II – A ocupação da Amazônia contou com a fixação dos militares, apresadores de índios e jesuítas;
III – As drogas do sertão foram importantes para a conquista do Nordeste e do Sudeste brasileiro.
Assinale a opção correta:
a) apenas a I e a II são corretas b) afirmativas I, II e III são falsas
c) afirmativas I, II e III são verdadeiras d) apenas II e III são verdadeiras
e) apenas III é verdadeira

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15. (EsAEx 1999) Uma das consequências da descoberta de ouro das Gerais foi o(a):
a) aumento da importância política e econômica de São Paulo.
b) Bahia perde o mercado consumidor de carne.
c) Capitania de Minas Gerais, em 1720, é incorporada a São Paulo.
d) Bahia consolidar sua posição como capital da colônia.
e) Guerra dos Emboabas, com o Capão da Traição.

16. Sobre o impacto da mineração no conjunto da economia colonial, pode-se dizer que:
a) a faixa de ocupação litorânea do território brasileiro recebeu grande fluxo de artesãos na arte de fundir
metais preciosos o qual promoveu expressiva dinamização na economia da região.
b) a economia do ouro conseguiu atrair para si a pecuária sulina, através de São Paulo, e a nordestina,
através do Rio São Francisco, integrando povoamentos e mercados.
c) alterou as bases políticas da Metrópole com a participação de ricos mineradores no Conselho
Ultramarino para evitar o contrabando aurífero.
d) reduziu a importação de escravos para o Brasil, pois a mão de obra liberada pela região açucareira foi
suficiente para atender as necessidades da região mineradora.
e) provocou a decadência da agricultura e a consequente queda do poder político dos senhores de engenho
no âmbito regional.

17. (EsAEx 2007) Relacione a coluna da direita de acordo com a da esquerda, identificando
características e situações que se referem a cada um dos ciclos econômicos do Brasil colonial, em
destaque. A seguir marque a alternativa que contém a sequência correta.
( ) Teve como principal polo de expansão econômica nos primeiros séculos
1. Ciclo do pau-brasil
da colonização a zona da mata das capitanias nordestinas.
( ) Utilizou-se da mão de obra indígena na extração predatória do seu
2. Ciclo do açúcar produto cujo trabalho era pago em utensílios diversos que substituíam a
remuneração em moedas.
( ) Caracterizou-se, do ponto de vista social, pela instituição do modelo
3. Ciclo do ouro patriarcal com grandes famílias e agregados e com forte inserção dos seus
patriarcas na vida política regional.
( ) Gerou uma política de alta tributação da metrópole em relação à colônia.
Dentre os principais impostos cobrados destacava-se o quinto e a capitação.
( ) A partir do seu desenvolvimento a interiorização do território brasileiro
veio acompanhada de um rápido desenvolvimento urbano e a intensificação de
diversas atividades profissionais.

a) 3, 2,3,3,1 b) 2,2,1,3,1 c) 2,1,2,3,3 d) 3,2,1,1,2 e) 2,1,1,3,2

18. (EsAEx 2001) Sobre os fatos preponderantes do Brasil Colônia em seus aspectos históricos,
geográficos e econômicos, analise as afirmativas abaixo.
I – Aos jesuítas coube a catequese apenas nas áreas tradicionais, Bahia e São Vicente.
II – O sistema de Capitanias garantiu à Coroa Portuguesa a posse do longo litoral brasileiro.
III – As missões jesuíticas foram restritas à América Portuguesa.
IV – O bandeirantismo preador de índios e prospector de metais concorreu para a expansão interior.
Com base na análise, assinale a alternativa correta.
a) I b) II e IV c) II e IV d) I, II e III e) Todas.

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19. (EsAEx 1998) No decorrer da História do Brasil, as construções militares foram embriões dos
nódulos de povoamento que deram origem a algumas cidades brasileiras. A fundação do Forte do
Presépio deu origem à cidade de:
a) Porto Alegre b) Aracaju c) Belém do Pará d) Manaus e) Goiânia

20. (EsAEx 2003) Analise as alternativas abaixo sobre as invasões holandesas no Brasil:
I – Enquanto Portugal teve soberania foi bom parceiro comercial da Holanda;
II – Além do açúcar, a Companhia das Índias Ocidentais visava também, as minas de prata do México e
do Peru;
III – A tática das guerrilhas no Brasil se iniciou na Bahia;
IV – Com a Insurreição Pernambucana os brasileiros não conseguiram expulsar os holandeses.
Com base na análise, assinale a alternativa correta:
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e IV e) Todas

21. (EsAEx 2002) Sobre o bandeirantismo no Brasil, analise as afirmativas abaixo:


I – Foi um movimento histórico sem maiores consequências, inclusive no que diz respeito à nossa
expansão comercial;
II – Os bandeirantes com sua penetração impuseram o idioma português no trato civil e doméstico;
III –Deve-se aos bandeirantes, mais do que ao indígena, nossa riqueza extraordinária de topônimos de
procedência tupi;
IV- Este movimento foi responsável pelo sistema, quase matriarcal, a que ficavam sujeitas as crianças em
São Paulo.
Assinale a opção correta.
a) I b) II e IV c) II e IV d) I, II e III e) Todas

22. (EsAEx 2005) Analise as afirmativas abaixo sobre a defesa do território brasileiro durante o período
colonial, colocando entre parênteses a letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira ou a letra F
quando se tratar de uma afirmativa falsa. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência
encontrada.
( ) Com a unificação das Coroas Ibéricas os holandeses passaram a ameaçar o Brasil.
( ) A Companhia das Índias Ocidentais foi criada exclusivamente para conquistar as Capitanias do
Brasil.
( ) A resistência inicial aos holandeses na Bahia foi organizada sob comando do Bispo D. Marcos
Teixeira.
( ) A Bahia sofreu uma única tentativa de conquista por parte dos holandeses.
( ) A reação às invasões holandeses ao Brasil foram feitas através das guerras de guerrilha.
( ) Infelizmente não possuímos heróis nacionais se destacando nas lutas contra os holandeses.

a) V, V, V, F, F, Fb) V, V, F, F, V, F c) V, F, V, F, V, F d) F, V, F, V, F, V e) F, F, F, V, V, V, V

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23. (EsAEx 2006) Inegavelmente fatores políticos europeus influenciaram a História do Brasil ao longo
dos tempos. Em particular, a invasão holandesa no nordeste brasileiro durante o século XVII está
relacionada:
a) À Guerra dos Cem Anos que colocou as terras flamengas sob a égide do domínio britânico obrigando
os holandeses a buscarem novas terras para alocar a população perseguida.
b) Ao confronto entre lusitanos e castelhanos na região da fronteira de Portugal. Esse conflito fragilizou
as defesas da metrópole ibérica permitindo a ação holandesa no Brasil.
c) Às Guerras de Reconquista contra os mouros, que deixou os portugueses à mercê do controle
financeiro dos banqueiros holandeses.
d) Aos Atos de Navegação estabelecidos pelo governo inglês. Essa medida prejudicou enormemente os
interesses marítimos holandeses deixando aa Nação Flamenga com a única opção de ocupar as zonas
produtoras de açúcar.
e) À União Ibérica que atrapalhou os interesses holandeses no comércio do açúcar levando o governo da
Holanda a optar pela ocupação das zonas produtoras no nordeste.

24. (EsAEx 2007) Analise as proposições sobre as invasões holandesas no Brasil e assinale a alternativa
correta.
I – As invasões se relacionam às desavenças entre holandeses e espanhóis, acirradas durante o processo
de independência das Províncias do Norte, entre as quais a Holanda que, juntamente com outras
Províncias dos Países Baixos, foi dominada durante algum tempo pela Espanha;
II – A invasão holandesa à cidade de Salvador, em 1624, ocorreu após a derrota dos holandeses em
Pernambuco, onde o governador Matias de Albuquerque e seus colonos derrotaram a Companhia das
Índias Ocidentais;
III – A política de Maurício de Nassau instalou um sistema administrativo inspirado no modelo holandês
com grande ênfase na economia açucareira, sobre a qual tomaram todo o controle, impossibilitando que
os colonos exercessem suas atividades.

a) I b) I e II c) II d) III e) Todas

25. (EsAEx 2007) Analise as alternativas abaixo sobre os tratados que fixaram as fronteiras coloniais na
América colocando entre parênteses a letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira e a letra F quando
se tratar de afirmativa falsa. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sentença correta.
( ) O Tratado de Utrecht (1713), assinado entre representantes de Portugal e da França, estabelecia que
o rio Oiapoque, no extremo norte da colônia, seria o limite da fronteira entre o Brasil e a Guiana
Francesa.
( ) O Tratado de Badajós (1801) estabelecia que a região dos Sete Povos das Missões ficaria com os
portugueses, assim como a colônia do Sacramento.
( ) O Tratado de Madri (1750) determinava que a Portugal e Espanha caberia a posse das terras que
ocupavam. O descontentamento entre índios e jesuítas dos aldeamentos dos Sete Povos das Missões
gerou luta violenta que ficou conhecida como Guerra Guaranítica.
( ) O Tratado de Santo Ildefonso (1777) estabelecia que a Colônia do Sacramento e a região dos Sete
Povos ficariam com Portugal que cederia à Espanha terras que haviam sido anexadas ao Rio Grande so
Sul.

a) V, V, F, F b) V, F, V, Fc) F, V, F, V d) F, F, V, V e) V, F, F, F

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26. (EsAEx 2006) Sobre os conflitos no Brasil colonial pode-se destacar dois modelos, não exclusivos, de
revoltas e rebeliões que tencionaram o domínio português e contribuíram para o desgaste do sistema
colonial, a saber.
I – O primeiro modelo caracterizou-se por diversos levantes de colonos que se sentiam prejudicados com
as altas taxas de impostos cobrados pela Coroa e com o exercício do monopólio exercido pelas Cias
mercantilistas. Estes movimentos não tinham caráter anticolonial e independentista, porém, serviram para
mostrar a existência de interesses de uma população já enraizada no Brasil. Receberam o nome de
rebeliões nativistas.
II – O segundo modelo caracterizou-se por revelar, claramente, a intensão em lutar pela emancipação do
Brasil em relação a Portugal mostrando-se possuidor de alguma consciência nacional, além de certa
organização política. Não se limitou a contestar determinados aspectos da dominação colonial, como
impostos, mas questionava o próprio pacto colonial. Buscava a independência política, apesar de
circunscritos às regiões em que aconteceram. Recebeu o nome de rebeliões coloniais.

Assinale a alternativa que combina, respectivamente, movimentos relacionados a cada um dos modelos
acima.
a) Guerra dos Emboabas e Guerra dos Mascates
b) Inconfidência Mineira e Revolta de Beckman
c) Conjuração Baiana e Inconfidência Mineira
d) Rebelião de Vila Rica e Conjuração Baiana
e) Inconfidência Mineira e Guerra dos Mascates

27. (EsAEX 2005) Analise as afirmativas abaixo sobre a Revolta de Beckman no maranhão e, a seguir,
marque a alternativa correta:
I – Este movimento foi uma explosão popular contra a Companhia de Comércio do Maranhão;
II – os conjurados se apossaram facilmente do poder e constituíram um governo;
III – O movimento não conseguiu se expandir e entrou em declínio;
IV – A Companhia de Comércio do Estado do Maranhão conseguiu conservar o monopólio após o
movimento.
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas estão corretas

28. (EsAEx 2005) Analise as afirmativas abaixo sobre a Inconfidência Mineira e, a seguir, marque a
alternativa correta.
I – Uma das suas causas foi a cobrança do fisco com pesados impostos num ciclo econômico já em
declínio;
II – Minas Gerais possuía uma das mais famosas elites intelectuais da colônia, o que contribuiu para o
movimento;
III – Houve influência das ideias Iluministas que existiam na Europa;
IV – Constituiu-se no único movimento político e social do mundo no último quartel do século XVIII
(1776/1800).
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas

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29. (EsAEx 2005) A independência do Brasil em 1822 foi precedida de movimentos antilusitanos, dentre
eles destacamos a Inconfidência Mineira, em Minas Gerais, e a Revolta dos Alfaiates na Bahia, na
segunda metade do século XVIII. Analise as afirmativas abaixo sobre esses movimentos e, a seguir,
marque a alternativa verdadeira.
I – O problema da escravidão foi amplamente debatido pelo movimento mineiro, constando da sua
proposta de reivindicação a alforria dos negros;
II –A Sociedade Literária – A Ilustração, agremiação dos intelectuais, foi o centro divulgador das ideias
do movimento baiano;
III –A Revolta dos Alfaiates foi de natureza distinta, pois se pretendia abolira escravidão e revelava um
forte sentimento anticlericalismo;
IV –O movimento mineiro circunscreveu sua atuação a Minas Gerais, na sua fase inicial e teve por base
em suas reivindicações o fim das amarras econômicas da metrópole.
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) todas

30. (EsAEx 2008) Relacione a coluna da direita com a da esquerda identificando características que se
referem à Inconfidência Mineira de 1789 e à Conjuração dos Alfaiates de 1798 e , a seguir, assinale a
alternativa contemple a sequência correta.
MOVIMENTOS CARACTERÍSTICAS/SITUAÇÕES
( ) Seus integrantes eram, em sua maioria, da elite colonial
1. Inconfidência Mineira ( ) Seus integrantes eram majoritariamente, de origem popular,
prevalecendo homens mulatos e negros.
( ) Os conspiradores defendiam a proclamação da República, o livre
comércio, o fim da escravidão e punição a padres contrários à liberdade
2. Conjuração dos Alfaiates
( ) As dívidas com a Coroa portuguesa foram um dos fatores que
levou seus integrantes a conspirar contra o domínio metropolitano

a) 1,2,2,1 b) 2,1,2,2 c) 2,2,1,1, d) 2,1,2,1 e) 1,2,1,2

31. (EsAEx 2005) O processo de emancipação política do Brasil teve ligação estreita com a transferência
da Família Real Portuguesa para a colônia em 1808, pois esta:
a) Introduziu pela primeira vez as ideias liberais na Colônia, incentivando várias rebeliões.
b) Reforçou os laços de dependência e monopólio do sistema colonial português com a assinatura dos
tratados de 1810.
c) Incentivou as atividades mercantis dos brasileiros m detrimento dos interesses dos portugueses,
grandes proprietários da lavoura canavieira.
d) Instalou no Brasil a estrutura do Estado português reforçando a autonomia da Colônia.
e) Proibiu que os portugueses e ingleses criassem manufaturas ou fábricas no Brasil para incentivar a
industrialização nacional.

32. (EsAEx 2008) Sobre a vinda da família Real e suas consequências é correto afirmar que:
a) Sua chegada ao Brasil retardou o processo de independência.
b) inúmeras medidas tomadas por D. João visavam aferrar ainda mais os laços coloniais do Brasil com
Portugal.
c) a abertura dos portos de 1808 beneficiou consideravelmente a Inglaterra.
d) a presença da Corte no Brasil inibiu movimentos de contestação à ordem vigente.
e) a ausência do aparelhamento burocrático estatal, deixado em Portugal, transformou o gabinete de D.
João em um gabinete composto somente por brasileiros.

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33. (EsAEx 2003) Analise as afirmativas abaixo sobre os últimos tempos da Era Colonial no brasil:
I – A ocupação de Portugal pela França precipitou a independência econômica do Brasil;
II – Nos últimos tempos da colônia, os brasileiros haviam alcançado grande prestígio dentro da
Monarquia portuguesa;
III – A vinda da Corte Portuguesa para o Brasil foi favorável ao nosso país;
IV – O conceito brasileiro no exterior era de ser um território mais pobre e menos culto que Portugal.
Com base nas análises, assinale a opção correta:
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas

34. (EsAEx 2010) A sociedade colonial brasileira “herdou concepções clássicas e medievais de
organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação
das ocupações, raça e condição social (...)”. (Schwartz, Stuart B.Segredos Internos)
A partir da análise do fragmento acima e dos conhecimentos sobre as consequências do processo
colonial para a formação da sociedade brasileira é correto afirmar que:
a) a categoria “raça”, no que se refere aos indígenas e negros no Brasil colonial se constituiu em um
importante elemento de submissão e dominação cultural e religiosa e, também, de exploração da força de
trabalho.
b) os elementos de diferenciação entre raça, cultura e condição social obedeceram, na formação do Brasil
colonial, o modelo medieval português que se utilizava dessas categorias em sua organização social.
c) a hierarquização gradual dos diversos grupos sociais se constituiu em um importante elemento de
formação da sociedade brasileira, a qual diluiu e superou as distinções clássicas de raça, cor e condições
sociais.
d) as distinções essenciais entre colonizadores, índios e negros no Brasil colonial não consideraram, como
o modelo português clássico, a propriedade e o trabalho como elementos do processo de hierarquização
social.
e) localizados hierarquicamente no topo da pirâmide social do Brasil colonial, os portugueses
promoveram o processo de miscigenação com o objetivo de reduzir a distância social entre brancos,
índios e negros – o que resultou em uma sociedade marcada pela convivência democrática e pacífica entre
os seus grupos formadores.

35. (EsAEx 2010) Sobre a economia açucareira no período colonial, em particular na segunda metade do
século XVIII, analise as afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta:
I – Nas áreas do nordeste e do Rio de Janeiro é possível identificar uma situação de recuperação, marcado
pelo surgimento de um novo mercado consumidor nas regiões mineradoras, a partir do “renascimento
agrícola”.
II – A política pombalina marca o referido contexto, uma vez que proporcionou a instalação de refinarias
em Portugal e a criação das Companhias de Comércio do Grão Pará e Maranhão.
III – Em paralelo ao contexto da economia açucareira na América Portuguesa, as colônias francesas
vivenciaram um aumento da produção de açúcar, em decorrência da queda do produto nas Antilhas.
a) Somente a I está correta.b) Somente a II está correta.
c) Somente a III está correta.d) Somente a I e II estão corretas.
e) Somente a II e III estão corretas.

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36. (EsAEx 2010) Sobre a fixação de fronteiras no Brasil colonial, durante o século XVIII, analise as
afirmativas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta:
I – O Tratado de Santo Ildefonso estabelecia a concessão portuguesa dos Sete Povos das Missões à França
que passou a controlar a região do Rio da Prata.
II – A delimitação de fronteiras durante o século XVIII foi favorecida pela expansão territorial estimulada
pela mineração, pelo bandeirismo, extrativismo e missões católicas.
III – O segundo Tratado de Utrecht estabelecia o reconhecimento português do direito espanhol à Colônia
do Sacramento.
a) Somente a I está correta.b) Somente a II está correta.
c) Somente a III está correta.d) Somente a I e II estão corretas.
e) Somente a I e III estão corretas.

37. (EsAEx 2010) No quadro dos movimentos coloniais separatistas destacou-se na Bahia, em 1798, a
Conjuração Baiana. Analise as afirmativas abaixo sobre este movimento e, a seguir, assinale a alternativa
correta.
I – Um dos elementos de inspiração do movimento era o ideário revolucionário da República Jacobina
estabelecida na França entre 1793 e 1794.
II – Os Cavaleiros da luz, denominação dos integrantes da sociedade maçônica baiana, impulsionaram o
movimento de resistência fazendo circular panfletos que atacavam ferozmente a administração local.
III – O contexto da transferência da capital da colônia para o Rio de Janeiro agravou a situação das
camadas mais pobres, sobretudo pelo aumento nos preços dos produtos e pela diminuição da oferta de
empregos na Capitania da Bahia.
IV – A Conjuração Baiana, assim como a Inconfidência Mineira, se pautou, basicamente, na discussões
das questões políticas liberais e, apesar de obtido o apoio das camadas populares, foi liderada por
intelectuais e grandes comerciantes.

a) Somente I e III estão corretas.


b) Somente I, II e III estão corretas.
c) Somente I, II e IV estão corretas.
d) Somente II e III estão corretas.
e) Todas estão corretas.

38. (EsAEx 2011)Sobre as relações entre colonos e jesuítas, no que diz respeito ao uso da mão de obra
indígena, analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. O uso da mão de obra escrava pelos colonos não conflitava com os interesses da Coroa e nem com os
dos jesuítas, mas ao insistirem no cativeiro indígena, os colonos despertaram a oposição dos inacianos.
II. As relações contrárias aos padres jesuítas por parte dos colonos acentuou-se pelo fato de os lusos
acreditarem que os inacianos retardavam o desenvolvimento de suas atividades econômicas ao dificultar o
uso da mão de obra indígena.
III. Os jesuítas foram expulsos da Capitania de São Vicente porque os colonos os denunciaram por
transformar índios aldeados em escravos da Companhia.
a) somente I está correta b) somente II está correta
c) somente III está correta d) somente I e II estão corretas
e) somente II e III estão corretas

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39. (EsAEx 2012) O Estado português moderno estabeleceu o sistema de sesmarias na América a partir
do século XVI. Com base na bibliografia sobre o tema, analise as afirmativas abaixo e marque a opção
correta.
I - A instituição da sesmaria procurou atender àqueles que já tinham a posse da terra na colônia.
II - O Regimento dado pelo Rei D. João III ao primeiro governador geral determinou que a concessão de
sesmarias nas margens dos rios deveria ser feita apenas a pessoas que possuíssem recursos para construir
engenhos.
III - A concessão de sesmaria não podia ser revogada, independente do aproveitamento das terras pelos
sesmeiros.
a) Somente I é verdadeira. b) Somente II é verdadeira.
c) Somente III é verdadeira. d) Somente I e II são verdadeiras.
e) Somente I e III são verdadeiras.

40. (EsAEx 2012) A transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808 teve efeitos imediatos
importantes no cenário do Império como um todo e no contexto particular da colônia. Assinale a única
opção que contém dois desses efeitos.
a) O fim do exclusivo comercial – A extinção do tráfico de escravos.
b) A independência da colônia ante a metrópole – As atividades da imprensa periódica.
c) A mudança da capital colonial para o Rio de Janeiro – A extinção da escravidão.
d) A extinção do tráfico de escravos – A independência da colônia ante a metrópole.
e) A abertura do comércio para navios de bandeira não-portuguesa – A circulação dos primeiros
periódicos no território da América portuguesa.

41. (EsAEx 2013) Tomando como ponto de partida o texto “O Sentido da Colonização“, de Caio Prado
Júnior (em Formação do Brasil Contemporâneo), analise as afirmativas abaixo e marque a opção correta.
I. Diferentemente da Espanha, Portugal inicia, logo após os primeiros contatos com os povos indígenas, a
efetiva colonização das terras “descobertas”.
II. Para Caio Prado Jr, a ideia de povoar as novas terras derivou da necessidade de tornar produtivas as
feitorias, capacitando-as a fornecer gêneros para os fins mercantis.
III. No contexto colonial, os metais, mesmo sendo os maiores atrativos para os colonizadores, ocuparam
uma posição de pouca relevância nos dois primeiros séculos coloniais.
a) Somente I é correta. b) Somente II é correta.
c) Somente III é correta. d) Somente I e II são corretas.
e) Somente II e III são corretas.

42. (EsFCEx 2013) No contexto colonial, a escravidão indígena foi limitada por diversos fatores. Sobre o
tema, analise as afirmativas abaixo e marque a opção correta.
I. Entre os fatores limitadores da escravidão indígena, não está presente qualquer posição da Coroa
Portuguesa.
II. Os índios que de fato reagiram à escravidão foram aqueles que habitavam as regiões mais distanciadas
do litoral.
III. Um dos fatores que desencadearam a expulsão dos jesuítas da América Portuguesa no século XVIII
foi a sua resistência ao uso da mão-de-obra indígena pelos colonos.
a) Somente I é correta. b) Somente II é correta.
c) Somente III é correta. d) Somente I e II são corretas.
e) Somente II e III são corretas.

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43. (EsFCEx 2013) As afirmativas abaixo tratam do sistema de capitanias hereditárias e do


estabelecimento do governo geral na América portuguesa. Analise-as e marque a opção correta.
I. Entre as motivações para a criação do sistema administrativo de governo geral nas possessões
portuguesas da América estava o risco de perda de parte do território para os franceses.
II. A criação do sistema de capitanias hereditárias, implantado na América portuguesa durante a década
de 1530, foi uma decisão que provocou um acelerado crescimento populacional e produtivo na região em
poucas décadas.
III. Entre as prerrogativas entregues pelo Rei de Portugal aos capitães donatários, encontravam-se a de
doar terras, a de reter para si parte da renda da produção e a de monopolizar a justiça, o que incluía o
poder de condenar à morte em certos casos.
a) somente I é correta. b) somente II é correta.
c) somente III é correta. d) somente I e II são corretas.
e) somente I e III são corretas.

44. (EsFCEx 2013) O fator de maior efetividade para a conquista e ocupação de áreas sertanejas da
América portuguesa no primeiro século da colonização foi:
a) a caça ao índio, que visava suprir as necessidades de mão-de-obra.
b) a busca de metais e a implantação das minas de ouro e prata.
c) a procura das especiarias e de drogas sertanejas.
d) a implantação da cultura de produção do gado.
e) a busca de madeiras de lei para a construção urbana e o mobiliário.

45. (EsFCEx 2014 – PROVA ANULADA) Analise as afirmativas sobre a economia brasileira colocando
entre parênteses a letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra F, quando se tratar de
afirmativa falsa e, em seguida, marque a opção que contém a sequência correta:
( ) A crise provocada pelas revoluções europeias e americana do final do século XVIII possibilitou uma
conjuntura na qual os preços do açúcar colonial se elevaram substancialmente no mercado externo.
( ) Após o declínio vivido pela mineração do ouro, a economia colonial foi reerguida, ainda no final do
século XVIII, pela produção de café.
( ) As independências das colônias inglesas na América e os conflitos dela decorrentes abriram espaço
para o algodão brasileiro no mercado inglês, que vivia um processo recente de mecanização.
( ) O fator que salvou a economia colonial após o declínio do ouro foi a descoberta das minas de prata
nas capitanias do norte.
a) V, F, V, F b) V, V, V, F c) F, F, V, F d) F, F, V, V e) V, V, F, F

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46. (EsFCEx 2014 – PROVA ANULADA) Analise as afirmativas sobre a concessão das capitanias
hereditárias na formação do Brasil colonial colocando entre parênteses a letra V, quando se tratar de
afirmativa verdadeira e a letra F, quando se tratar de afirmativa falsa e, em seguida, marque a opção que
contém a sequência correta.
( ) A doação das capitanias hereditárias implicou também a doação das jurisdições civil e criminal aos
capitães donatários.
( ) Era vedado ao capitão donatário tomar posse para si ou doar para familiares seus qualquer porção
terra pertencente à capitania.
( ) com a doação das capitanias, o Rei de Portugal concedia ao capitão donatário parte das rendas que
nelas fossem geradas pelos colonos.

a) V, V, F b) V, F, V c) F, V, V d) F, F, F e) V, V, F

47. (EsFCEx 2014 – PROVA ANULADA) Analise as afirmativas sobre a economia colonial e marque a
opção correta:
I – Em consequência de fatores variados a economia açucareira entrou em declínio irreversível nos anos
finais do século XVII.
II – A mineração colonial teve sua fase mais destacada na primeira metade do século XVIII.
III – Apesar do declínio histórico, a cana de açúcar era, ainda nas primeiras décadas do século XIX, o
principal produto de exportação colonial, seguido de perto pelo algodão.
a) Somente I está correta b) Somente II está correta
c) Somente III está correta d) Somente I e II estão corretas
e) Somente II e III estão corretas

48. (EsFCEx 2014) Analise as afirmativas a respeito do trabalho indígena nas primeiras décadas da
colonização brasileira, colocando entre parênteses a letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira e F,
quando se tratar de afirmativa falsa, e, em seguida, marque a opção que contém a sequência correta.
( ) A única forma de utilização do índio nessa fase da economia colonial foi a da escravidão.
( ) Religiosos e colonos tiveram atitudes semelhantes quanto à forma de utilização do trabalho indígena
nesse período.
( ) Os religiosos preocuparam-se com a conversão dos índios, mas não foram indiferentes ao que tange
à sua organização para o trabalho.
( ) Uma das razões para o declínio da prática de utilização dos índios para o trabalho foram as
epidemias.
a) V, F, V, F b) V, V, F, F c) F, V, F, V d) F, F, V, V e) F, F, V, F

49. (EsFCEx 2014) Analise as afirmativas sobre a economia colonial na América Portuguesa e marque a
opção correta.
I – É possível afirmar que o crescimento da capitania de São Paulo só se tornou possível, no início do
século XVII, em consequência da descoberta das minas de prata pelos bandeirantes.
II – Ao longo do século XVII, em consequência das entradas em busca de índios, ganhou expressão a
produção de gado e de gêneros de subsistência na capitania de São Paulo.
III – A trajetória econômica de São Paulo colonial, distanciada dos mercados externos, deveu-se à
proibição do plantio de cana de açúcar na região.
a) Somente I está correta. b) Somente II está correta. c) Somente III está correta.
d) Somente I e II estão corretas. e) Somente I e III estão corretas.

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50. (EsFCEx 2015) Analise as afirmativas sobre a política econômica de D. João VI no Brasil e marque a
opção correta:
I – A industrialização brasileira adquiriu um impulso definitivo pouco depois da publicação do alvará de
1808 que permitiu o livre estabelecimento de fábricas e manufaturas no território colonial.
II – A abertura do comércio para as Nações amigas foi um fator que serviu para inibir a indústria colonial
nas primeiras décadas do século XIX.
III – Os grandes beneficiados pelas medidas joaninas foram os comerciantes portugueses, pois entre as
suas principais bandeiras estava a liberalização do comércio ultramarino.
a) Somente I está correta b) Somente II está correta
c) Somente III está correta d) Somente I e II estão corretas
e) Somente II e III estão corretas

51. (EsFCEx 2015) Analise as afirmativas sobre o instituto das Capitanias Hereditárias na América
Portuguesa.
I – A Capitania doada passava a ser propriedade do capitão donatário, mas com a obrigação de doar
sesmarias a cristãos interessados.
II – O donatário da Capitania passava a ter o monopólio da atividade judicial e estava autorizado a fundar
vilas e a formar milícias.
III – Os documentos de doação da Capitania estipulavam as parcelas dos tributos que deviam ser pagos
pelos colonos aos capitães donatários e à Coroa.
a) Somente I está correta. b) Somente II está correta.
c) Somente III está correta. d) Somente I e II estão corretas.
e) Somente II e III estão corretas.

52. (EsFCEx 2016) “... a grande lavoura que produz para a exportação e a agricultura que chamei de
“subsistência”, por destinar-se ao consumo e à manutenção da própria colônia [...] Há naturalmente entre
estes setores um terreno em comum”. (grifos do autor). PRADO Jr., Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23ª ed.
São Paulo: Editora Brasiliense, 1994.P. 157.
Marque a alternativa correta, a partir da afirmação acima de Caio Prado, sobre a agricultura de
subsistência no Brasil Colônia.
a) tanto os produtos da grande lavoura, quanto os da agricultura de subsistência se consumia no país e,
também, se exportava. A diferença estava na natureza econômica intrínseca de cada categoria da
atividade produtiva e no seu objetivo primário.
b) a cachaça era um subproduto e a sua produção volumosa independia da produção do açúcar, porque
seu objetivo primário era atender a grande demanda interna.
c) o algodão que servia para a produção de tecidos grosseiros para a vestimenta de escravos não entrou na
lista de produtos exportados.
d) no caso do arroz, produzido, principalmente no Maranhão em grande volume, o estímulo era para o
comércio interno.
e) a grande lavoura e a agricultura de subsistência se distinguem, pois a segunda era encontrada fora dos
engenhos e dos domínios das grandes propriedades.

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GABARITO CAP II

01.C; 02.B; 03.A; 04.A; 05.C; 06.A; 07. Letra B; 08. Letra C; 09. Letra A; 10. Letra C
11. Letra E; 12. Letra D; 13. Letra B; 14. Letra A; 15. Letra E
16. Letra B; 17. Letra C; 18. Letra B; 19. Letra C; 20. Letra D
21. Letra C; 22. Letra C; 23. Letra E; 24. Letra A; 25. Letra E
26. Letra D; 27. Letra D; 28.Letra D; 29. Letra C; 30. Letra A
31. Letra D; 32. Letra C; 33. Letra D; 34. Letra A; 35. Letra C
36. Letra B; 37. Letra B; 38. Letra D; 39. Letra B; 40. Letra E
41. Letra E; 42. Letra C; 43. Letra E; 44. Letra D; 45. Letra A
46. Letra B; 47. Letra E; 48. Letra D; 49. Letra B; 50. Letra B
51. Letra E; 52. Letra A

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CAPÍTULO III
PRIMEIRO REINADO (1822-1831) - GOVERNO DE D. PEDRO I

A Independência política realizada através de D. Pedro foi a solução encontrada pelas


elites econômicas brasileiras para se evitar uma possível fragmentação territorial, como aconteceu na
América Espanhola, e para evitar a participação de segmentos populares, assim como a adoção do modelo
Monárquico de Governo evitaria os ideais de democracia e soberania popular representado pelo modelo
republicano.
A Independência, em 7 de setembro de 1822, não alterou a ordem socioeconômica brasileira,
permanecemos uma país agrário-exportador, baseado nas grandes propriedades rurais e escravistas.Foi
conduzida pela elite econômica brasileira (latifundiários) que apesar de possuírem ideais liberais
(Iluminismo),eram conservadores no sentido de temerem a ascensão dos setores populares ao poder. Essa
elite desconfiava do modelo republicano, pois julgava que em uma República as camadas mais baixas
poderiam tentar ascender ao poder.
Libertamo-nos definitivamente do pacto colonial metropolitano lusitano, mas entramos como
economia periférica na esfera de influência econômica da Inglaterra.
Observemos os fatos relevantes do Primeiro Reinado:

 GUERRAS DE INDEPENDÊNCIA– Nas províncias onde as tropas portuguesas


mantiveram-se fieis a Portugal, houve resistênciamilitar à independência do Brasil: Maranhão/ Piauí /
Bahia / Pará eCisplatina / Dom Pedro I contratou mercenários ingleses e franceses para lutarem a favor
da independência e organizarem a Marinha e o Exército Brasileiros (Almirantes Grenfelle Cochrane e o
General Pedro Labatut) / Batalha do Pirajá (Bahia), em 08 de novembro de 1822, e a batalha de Jenipapo
(PI), em 13 de março de 1823, foram duas das mais importantes e sangrentas batalhas nas lutas de
independência do Brasil / O Exército Brasileiro, recém criado pelo Imperador, ficou conhecido como
EXÉRCITO PACIFICADOR.

 PARTIDOS POLÍTICOS:
PARTIDO PORTUGUÊS–Formado, essencialmente, por militares de alta patentee
comerciantes portugueses pró Pedro I e defensores doAbsolutismo do Imperador

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PARTIDO BRASILEIRO– Possuía duas tendências:


Grupo radical – defensores de uma grande limitação dos poderes
de D. Pedro I e até mesmo da adoção de uma República / Era composto,
essencialmente, por setores médiosurbanos querendo uma grande
descentralização político-administrativa, fimda escravidão, voto universal e
liberdade de expressão.

Grupo Conservador – defensores do liberalismo econômico e de


um governo monárquico centralizado / Era formado, essencialmente, por
latifundiários e escravistas.

 CONSTITUINTE DE 1823– Conhecida por CONSTITUIÇÃO DA


MANDIOCA,este projeto de Constituição estava sendo elaborado por Deputados Constituintes
brasileiros, dentre eles os irmãos Andrada. A Assembleia Constituinte foi convocada em maio de
1823 e possuía, também, atribuições Legislativas.
A Assembleia estava elaborando um modelo de Constituição antiabsolutista:
. Limitaria o Poder de D. Pedro I: pois estabelecia 3 Poderes;
. O Comando das Forças Armadas não seria do Imperador
. Era um projeto antilusitano, pois o direito ao voto seria garantido apenas
àqueles que possuíssem uma determinada renda anual baseada na posse de alqueires de
mandioca, dessa maneira o voto estaria concentrado nas mãos da elite agrária brasileira.
. José Bonifácio chegou a propor a extinção do tráfico negreiro.
Esse projeto provocou divisões internas e acaloradas discussões, uma vez que a
maioria dos latifundiários se posicionou contra José Bonifácio na questão da gradual extinção da
escravidão a partir do fim do tráfico negreiro e grupos eram contrários à questão do direito de
voto.
O cenário político ficou mais tumultuado quando cartas de um farmacêutico brasileiro
denunciaram um complô de Pedro I com as Forças Armadas para controlar a Constituinte. O
farmacêutico foi espancado por portugueses o que levou o Partido Brasileiro a promover
manifestações contra Pedro I e suas ligações com os portugueses.

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 Em julho de 1823 Dom Pedro I demitiu o Ministério, que era composto por
brasileiros, e nomeou um Ministério composto por portugueses.

 NOITE DA AGONIA– Insatisfeito com o projeto da Constituinte de 1823 e


pressionado pelos membros do Partido Português, D. Pedro I fechou, em novembro de 1823, a
Assembleia Constituinte e prendeu os Deputados Constituintes.

 CONSTITUIÇÃO DE 1824 – Foi a primeira Constituição brasileira; elaborada por


um Conselho cujos participantes foram escolhidos por Pedro I.
 Primeira Carta Magna brasileira
 Outorgada pelo Imperador; suas principais características eram:
. Inspiração Francesa;
. Voto censitário indireto baseado em uma renda anual (100 mil reis para ser
eleitor paroquial e de 200 mil reis para ser eleitor provincial);
. 4 Poderes – Legislativo / Executivo / Judiciário / Moderador (posse
exclusiva do Imperador, tendo controle pleno sobre o sistema político administrativo
brasileiro);
. Senado vitalício e escolhido pelo Imperador;
. Votavam os maiores de 21 anos, se casados fossem, caso contrário deveriam
ser maiores de 25 anos;
. Oficiais das Forças Armadas votavam;
. Padroado – Igreja ligado ao Estado;
. Beneplácito – Orientações do Papa só valeriam no Brasil após a aprovação
do Imperador
. Igreja Católica era a religião oficial no Brasil, porém a liberdade de culto era
permitida;
. Criado o Conselho de Estado – Órgão de assessoramento ao Imperador;
. O Imperador nomeava os Presidentes das Províncias e os Juízes;
. O Brasil adotou a Monarquia Constitucional Parlamentar;
. Era uma Constituição com características absolutistas.

Obs. – A Constituição de 1824 não fazia referência sobre o direito de voto às


mulheres, porém era“subentendido” que estas não votariam. A Constituição também não fazia

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referência direta à escravidão, porém considerava como cidadãos brasileiros: aqueles nascidos no
Brasil, os libertos e os ingênuos (filhos de escravos com direito à alforria).
A Constituição de 1824 criou dois tipos de cidadãos: os ativos – com direito ao voto e
à possibilidade de se candidatarem a cargos eletivos e os cidadãos não ativos - aqueles sem direito
ao voto e ou a cargos eletivos.Esta diferenciação era feita pelo voto censitário.
Ela também não fazia referência ao direito ao analfabeto votar, essa proibição Legal só
foi determinada por Lei no censo eleitoral de 1882.
Essa Constituição foi elaborada por uma comissão de notáveis escolhidos por D. Pedro
I.

 MISSÃO RIO MAIOR– Foi uma Missão diplomática portuguesa enviada ao


Brasil para tentar reverter a Independência do Brasil. A Missão Rio Maior fracassou.

 RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA – Os EUA foram o primeiro


país a reconhecer a Independência do Brasil (Doutrina Monroe, do Presidente dos EUA James
Monroe – “América para os americanos”).
Portugal reconheceu a Independência do Brasil após o Brasil lhe pagar uma
indenização (2 milhões de libras esterlinas), assumir as suas dívidas junto à Inglaterra, conceder o
título honorário de Imperador Perpétuo do Brasil a D. João VI e ter assinado um Tratado de Paz e
Aliança através do qual o Brasil aceitava não se unir a qualquer outra colônia portuguesa.
A Inglaterra reconheceu nossa independência em 1827 após o Brasil renovar as suas
vantagens comercias por 15 anos e se comprometer a acabar com o tráfico negreiro até 1830.
O México foi o primeiro país sul-americano a reconhecer nossa independência.

 Os demais países Latino-americanos, recém-independentes, adotaram a República


como forma de Governo, por isso desconfiavam do Brasil por termos adotado a Monarquia,
portanto ficaram mais reticentes em reconhecer nossa independência.

 CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)– Insatisfeitos com o autoritarismo de


Pedro I, a elite agrária do NE realizou uma revolta separatista composta pelas províncias do
Ceará,Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte/ O início da revolta se deu após a nomeação
de Francisco Pais Barreto como Presidente da Província de Pernambuco / Manoel Pais de
Andrade, Frei Caneca (jornal Typhis Pernambucano), Cipriano Barata – homem de todas as

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revoluções – participou da Conjuração Baiana,da Revolução Pernambucanae da Confederação do


Equador) foram alguns dos principais líderes / A revolta eclodiu em 1824 em Pernambuco / Os
revoltosos ocuparam o poder em Pernambuco e pretendiam formar uma República chamada de
Confederação do Equador elaborando uma Constituição baseada na Constituição Colombiana
(apenas 2 Poderes) / Era uma revolta com características liberais / Durante a revolta parte dos
integrantes mais radicais reivindicaram o fim da escravidão / Camadas populares (mulatos, ex-
escravos e escravos) passaram a defender a “morte aos brancos” / A elite, que liderava o
movimento, temendo o que acontecera no Haiti,abandonou a revolta o que facilitou a repressão /
D. Pedro I exerceu violenta repressão: Almirante Cochrane e o Brigadeiro Francisco Lima e Silva
/ Líderes presos e condenados a extensas penas de prisão ou à morte (Frei Caneca foi fuzilado) / A
reação do governo de Pedro I demonstrou seu autoritarismo.

 GUERRA DA CISPLATINA (1825-1828)- Em 1825, os cisplatinos (uruguaios)


proclamam a sua separação em relação ao Império brasileiro e sua união às Províncias Unidas do
Rio da Prata (Argentina) que visava o controle da Bacia Platina/ Pedro I declarou guerra à
Argentina visando recuperar a Cisplatina / Após três anos de combates foi assinado um acordo de
paz, com intermediação da Inglaterra / O Brasil e a Argentina abriam mão da Cisplatina que se
tornaria um país autônomo, as tropas brasileiras abandonariam a região e ao Brasil seria garantido
o livre acesso à Bacia Platina.
Esse acordo foi definido durante a Convenção Preliminar de Paz, realizada no Rio
de Janeiro de 11 a 27 de agosto de 1828. Foi um acordo diplomático entre o Brasil e a Argentina
sob a mediação do Reino Unido (Inglaterra): Brasil e Argentina aceitaram a criação de um país
independente na Província Cisplatina (República Oriental do Uruguai). Também foi acertada que
a região das Missões, que havia sido tomada pelas tropas argentinas durante a guerra, seria
desocupada reintegrando a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul (RS) ao Brasil.
Ao final, foi assinado o Tratado do Rio de Janeiro (1828).
O conflito e seu desfecho desgastou economicamente e politicamente o governo de
Pedro I.

 GUERRA DE SUCESSÃO AO TRONO EM PORTUGAL – D. Pedro I, ao ser


coroado Imperador do Brasil, abriu mão da Coroa Portuguesa em favor de sua filha D. Maria da
Glória, porém o irmão de D. Pedro I, D. Miguel, não aceitou e iniciou um conflito entre os
partidários de D. Maria da Glória e os partidários de D. Miguel (Miguelitos)/ Pedro I enviou

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recursos do Banco do Brasil para financiar a luta dos partidários de sua filha contra D. Miguel
agravando a crise econômica no Brasil e desgastando mais ainda seu governo.

 IDEAIS LIBERAIS E NACIONALISTAS explodiram na Europa em 1830


(Revoltas Liberais e Nacionais) chegando a derrubar o Rei Carlos X da França/ Essa onda de
revoltas europeias, baseadas no Liberalismo, estimularam o descontentamento contra Pedro I no
Brasil.

 CRISE ECONÔMICA – O Brasil vivia uma grave econômica: o açúcar ainda era
o principal produto de nossa economia e não encontrava bons preços no mercado internacional/
O Banco do Brasil havia falido em 1829 / Havia uma onda de circulação de moedas falsas feitas
de cobre / Inflação.

 ASSASSINATO DO JORNALISTA LÍBERO BADARÓ – O jornalista Líbero


Badaró, que escrevia no jornal Observador Constitucional, era crítico do Governo de Pedro I e
foi assassinado em São Paulo em 1831/ Esse crime jamais foi solucionado e isso fez aumentar a
onda de protestos contra D. Pedro I.

 NOITE DAS GARRAFADAS– Tentando melhorar sua popularidade D. Pedro I


fez uma viagem pela Região sudeste / esta viagem não teve boa repercussão, pois onde a comitiva
do Imperador passava era recebida com protestos / No retorno ao Rio de Janeiro os membros do
Partido Português organizaram uma festa de recepção/ Brasileiros insatisfeitos entraram em atrito
com os portugueses provocando quebradeiras e distúrbios.

Tentando remediar o grave isolamento que se tornara seu governo, Dom Pedro I era chamado,
pejorativamente, de “pé de chumbo” e de “corcunda”, que eram termos usados para agredir os
portugueses. O Imperador resolveu fazer uma reforma ministerial e, com isso, demitiu todos os Ministros
(que eram portugueses) nomeando um Ministério composto por brasileiros, porém essa atitude provocou
o descontentamento do Partido Português que pressionou D. Pedro I. O Imperador voltou atrás e nomeou
um novo Ministério composto apenas por portugueses (Ministério dos Marqueses ou dos Medalhões).
A partir daí as manifestações contrárias a Pedro I se tornam insustentáveis e exigem a volta do
Ministério dos Brasileiros; o Imperador manda tropas militares reprimirem as manifestações, porém o
Brigadeiro Francisco Lima e Silva recusou reprimi-las isolando mais ainda D. Pedro I.

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Com esse cenário adverso, Pedro I renunciou ao trono em 7 de abril de 1831, em favor de seu
filho Pedro de Alcântara que tinha apenas 5 anos de idade. A abdicação de Pedro I marcou o fim do
Primeiro Reinado.
A abdicação de Pedro I foi fruto do desgaste político, da grave crise econômica (o principal
produto da economia brasileira – açúcar estava desvalorizado, o Banco do Brasil havia falido em 1829,
havia uma onda de moedas falsas em circulação, alta inflacionária e agravamento da dívida externa) e da
impopularidade que se tornara seu governo.
A abdicação do Imperador assinalou a chegada ao poder do grupo que se articulara para
proclamar a independência em 1822, mas que se vira afastado do núcleo decisório devido às posturas de
Pedro I:a aristocracia rural, a oligarquia composta pelos latifundiários membros do Partido Brasileiro.

PERÍODO REGENCIAL (1831-1840)


“UMA EXPERIÊNCIA REPUBLICANA NO IMPÉRIO"

A Constituição Imperial de 1824 estipulava que, na impossibilidade do Imperador


governar o Brasil, o poder seria exercido por uma Regência composta por três membros (Regência
Trina) escolhida pelos membros do Parlamento. A partir da abdicação de Pedro I e pelo fato de Pedro de
Alcântara ter apenas 5 anos de idade, teve início o Período Regencial no Brasil. Um período
extremamente turbulento, com intensa disputa política entre os grupos que ansiavam ascender ao poder,
grave crise econômica e com clara ameaça de fragmentação territorial representada pelas diversas revoltas
ocorridas ao longo desse período.

Evolução política durante o Período Regencial:


 Durante o Primeiro Reinado (1822-1831): Havia dois partidos políticos: Partido
Brasileiro, com duas tendências internas – Um grupo mais conservador, composto essencialmente por
latifundiários e um grupo mais radical, composto essencialmente por setores médios urbanos. Havia
também o Partido Português, este representava, essencialmente, os comerciantes portugueses instalados
no Brasil e militares de alta patente de origem lusitana. Estes dois partidos evoluíram e transformaram-se.

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PARTIDO LIBERAIS MODERADOS (CHIMANGOS) – Latifundiários / Escravistas /


BRASILEIRO Unitaristas /Antiabsolutistas / Jornal Aurora Fluminense / Era,
originariamente, o grupo conservador do Partido Brasileiro/ Em 1836 foi
denominado de PARTIDO REGRESSISTA (CONSERVADOR a partir de
1840). Evaristo da Veiga, Diogo Antônio Feijó e Bernardo Pereira de
Vasconcelos eram seus principais líderes.

LIBERAIS EXALTADOS (FARROUPILHAS) – Setores médios urbanos /


Republicano / Federalistas / Jornal A Malagueta/ Era, originariamente, o
grupo mais radical do Partido Brasileiro / Perderá espaço político e se
extinguirá. seus remanescentes ajudaram a compor, em 1836 o PARTIDO
PROGRESSISTA(CONSERVADOR a partir de 1840). Borges da Fonseca e
Cipriano Barata eram seus principais representantes.

PARTIDO PORTUGUES–RESTAURADOR (CARAMURU ou CORCUNDAS) – Comerciantes


portugueses e militares de alta patente / Desejavam o retorno de Pedro I ao
Brasil e um governo absolutista / Após a morte de D. Pedro I em 1834 o
Partido Restaurador se extingue / Muitos de seus membros se tornam adeptos
do Partido Regressista (Conservador). Os irmãos Andrada e Silva
participaram deste grupo.

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FASES DO PERÍODO REGENCIAL

I. REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA (1831): Foi reunida, em caráter emergencial, uma vez
que a maioria dos integrantes do Parlamento não estavam no Rio de Janeiro em 07 de abril de 1831 / Os
integrantes desta Regência eram: o Brigadeiro Francisco Lima e Silva. José Joaquim Carneiro de Campos
(Partido Restaurador) e Nicolau Pereira Campos Vergueiro (Partido Moderado) / As principais medidas
tomadas pela Regência Trina Provisória foram: anistia a presos políticos, reintegração do Ministério de
Brasileiros demitido por Pedro I, limitação do Poder Moderador e estabelecimento das eleições para a
Regência Permanente.

II. REGÊNCIA TRINA PERMANENTE (1831-1834): Esta regência deveria funcionar até a
maioridade de Pedro II/ Seus membros eram: o Brigadeiro Francisco Lima e Silva, João Bráulio Muniz
(político do Maranhão, ligado aos Moderados) e José da Costa Carvalho, o Marquês de Monte Alegre
(político que representava as Províncias do Sul, também ligado aos Moderados), esta composição visou
manter um certo equilíbrio de forças /O padre Diogo Antônio Feijó foi nomeado Ministro da Justiça e
criou: a Guarda Nacional, que dava poderes de polícia às oligarquias rurais e uma Lei, em 1831, que
proibia o tráfico negreiro para o Brasil (Lei para inglês ver). Feijó renunciou ao cargo de Ministro da
Justiça em 1832/ Aprovado o Código de Processo Criminal o qual havia sido criado em 1830/ Juízes de
Paz passaram a ter mais autonomia (Conceder Habeas Corpus).
Essa Regência marcou o início do Avanço Liberal por favorecer o grupo político dos
progressistas (liberais) com medidas federalistas (descentralizadoras) e por isso as pressões dos outros
grupos políticos aumentavam / Estabelecido o Ato Adicional de 1834.

 Ato Adicional de 1834:Foi uma mudança à Constituição Brasileira estabelecendo:


A Regênciapassaria a ser Unae o Regente possuiria um mandato de 4 anos / o Regente deveria
ser escolhido através de eleição nacional / determinou o fechamento do Conselho de Estado /
foi autorizada a criação das Assembleias Provinciais em substituição aos Conselhos Provinciais
que eram órgãos apenas consultivos / As Assembleias Provinciais poderiam fazer leis para as
províncias (questões locais) / os Presidentes das Províncias continuavam a serem nomeados pelo
Poder Central / a cidade do Rio de Janeiro se tornou Município Neutro.
O Ato Adicional de 1834 foi uma tentativa de conciliar os interesses políticos em
disputa:centralização (unitarismo) x federalismo (autonomia às Províncias), porém com vantagem
àqueles que defendiam o federalismo.

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A eleição para se escolher o Regente Uno aconteceu e Feijó foi eleito, derrotando
Francisco de Paula Holanda Cavalcante de Albuquerque.

III. REGÊNCIA UNA DE DIOGO FEIJÓ (1835-1837): Representou a continuidade do


“Avanço Liberal”/ Apesar de eleito, Feijó não tinha maioria na Câmara e enfrentou forte oposição desde
o início de seu mandato / Embora fosse um político ligado aos Moderados ele fazia concessões ao grupo
político dos Progressistas / Explodiram a Cabanagem, no Pará e a Farroupilha, no Rio Grande do
Sul / Sofrendo fortes pressões, inclusive da Igreja católica, pois se declarava contrário ao celibato e com a
saúde debilitada, Feijó renunciou em 1837 / Novas eleições foram realizadas e foi eleito Araújo Lima.

IV. REGÊNCIA UNA DE ARAÚJO LIMA (1837-1840): A Regência de Araújo Lima marcou
o Regresso Conservador, pois Araújo Lima era ligado aos Regressistas (Conservadores) e tentará limitar
as conquistas dos Progressistas/ Nomeou um novo Ministério composto por membros do Partido
Regressista (Ministério ou Gabinete das Capacidades) / Estabeleceu a Lei Interpretativa do Ato
Adicional, através da qual os Presidentes das Províncias poderiam vetar as determinações das
Assembleias Provinciais / Explodiram a Sabinada, na Bahia e a Balaiada, no Maranhão/ Araújo Lima
e seu grupo político (Regressistas) desagradavam aos Progressistas que estabeleceram uma manobra
política para afastarem os Regressistas do poder / No início de 1840, o liberal Antônio Carlos de
Andrada e Silva criou o chamado Clube da Maioridade que com o apoio da imprensa, propôs antecipar
a maioridade de Pedro II / Essa iniciativa ganhou as ruas da capital e incitou algumas manifestações de
apoio popular. Para muitos, a imagem jovem e instruída de D. Pedro II representava um tentativa de
ordenação política e social/ Esta manobra ficou conhecida como GOLPE DA MAIORIDADE e através
dela Pedro de Alcântara foi Coroado, antes de completar 15 anos de idade, com a justificativa de pacificar
o Império Brasileiro, evitar fragmentações territoriais e solucionar os conflitos políticos existentes no
Brasil.
Através desta manobra foi realizada uma mudança à Constituição brasileira e Pedro de
Alcântara foi coroado, em 1840, como Dom Pedro II, o segundo Imperador do Brasil, assinalando o fim
do Período Regencial.

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REVOLTAS REGENCIAIS
O Império brasileiro, durante o Período regencial foi sacudido por várias revoltas que
ameaçaram a integridade territorial. Estas revoltas foram fruto da acirrada disputa político-
institucional entre as facções políticas que estavam se estruturando. A grave crise econômica
herdada do I Reinado: as tarifas alfandegárias de 15% foram estendidas a vários países como forma
de facilitar o reconhecimento da nossa independência política; o açúcar ainda era o principal
produto da nossa pauta de exportações e sofria a concorrência do açúcar produzido no Caribe e do
açúcar de beterraba europeu; o algodão também disputava mercado com o algodão norte-
americano; a dívida externa brasileira era altíssima e não havia um produto que pudesse aliviar a
crise econômica.
Tal situação de crise econômica agravava as insatisfações sociais estimulando revoltas
e saques em várias partes do território nacional, além das influências ideológicas internacionais,
uma vez que durante as décadas de 1830 e 1840 eclodiram vários movimentos liberais e
nacionalistas na Europa.

 SETEMBRADA – Ocorreu no Nordeste, em especial no Maranhão e em


PernambucoSetembro de 1831 – Após a abdicação de Pedro I/ Foi uma onda de saques a
estabelecimentos de portugueses (sentimento anti-lusitano)

 ABRILADA – Abril de 1832 (um ano após a abdicação de Pedro I) /


Manifestações públicas emotins em quarteis do Exército/Militares e simpatizantes de Pedro I
querem o retorno do Imperador ao Brasil

 CABANADA ou GUERRA DOS CABANOS – 1832 a 1835 – Foi uma revolta


popular no interior de Pernambuco, que contou com apoio de comerciantes portugueses da
cidade de Recife/ Seu principal líder foi Vicente de Paula / Reivindicavam o acesso à terra e
o retorno de Pedro I ao Brasil / Tinha forte cunho religioso e eram contrao governo regencial
por julgá-lo nãolegítimo perante Deus / Ficou conhecida, posteriormente, como “Pré
Canudos” / Forte repressão - foi sufocada pela Guarda Nacional.

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 CABANAGEM – Pará – 1835 a 1840/ Revolta essencialmente popular


(camadas mais baixas Cabanos) / População tinha sua mão de obra extremamente explorada
pelos poderosos da região / Falta de políticaspúblicas / Opressão da carga tributária exercida
pelas autoridades / Revolta explode e o Presidente da Província, Lobo de Souza, é executado
pelos revoltosos/Rebeldes ocupam Belém / Estrangeiros e maçons (integrantes da maçonaria)
são hostilizados / Provoca séria crise diplomática com a França (Guiana Francesa – Ameaça
francesa de invasão ao território brasileiro - Amapá), com Portugal e com a Inglaterra / Os
principais líderes foram: AntônioVinagre, Padre Batista de Campos,Clemente Malchere os
irmãos Angelin / Os cabanos não tinham umaunidade de pensamento ou propostas políticas
claras / Apesar de ter sido uma revolta extremamente violenta, que levou à morte o Presidente
da Província, contestando a autoridade da Regência, os cabanos se declaravam fieis ao
Imperador Pedro II e à Igreja Católica / O Governo enviou tropas e, juntamente com
membros da Guarda Nacional, sufocaram a revolta / A repressão foi extremamente violenta:
cerca de 1/3 da população local foi morta (as tribos indígenas murá emauê foram dizimadas) /
Os líderes ou foram mortos oupresos / Apesar de ter sido completamente debelada a
Cabanagem foi a primeira revolta essencialmente popular (mestiços, negros,
mulatos,índios,cafuzos) e com reivindicações de mudanças na condição de vida das camadas
mais baixas a, efetivamente, tomar o poder.Tornou-se, assim, o movimento de maior conteúdo
popular ao longo de todo o período regencial.

 REVOLTA MALÊ – Bahia – 1835 / Escravos de origem muçulmana (norte da


África) levados à Bahia/ Pretendiam instituir uma República negra islâmica na Bahia (morte
aos brancos) / Luísa Mahin (da Nação Nagô) era uma das lideranças / Provoca medo pois é
associada aoque aconteceu no Haiti / Revolta foi delatada / Forte repressão / Líderespresos,
degredados ou mortos.

 FARROUPILHA ou GUERRA DOS FARRAPOS – RS e SC – 1835 a 1845 -


Foi a mais longa revolta da História do Brasil/ Razões econômicas: Questão do charque
gaúcho passou a ser sobretaxado em relação ao charque platino além da carga tributária que
era destinada para o Rio de Janeiro (sede da Corte) não revertia em benefícios para Rio
Grande do Sul / Alegavam que os impostos pagos pelo RS iam para a Corte de Pedro I e
depois para a Inglaterra (pagar dívida e juros da dívida externa) e para outras Províncias mais
distantes / Razões políticas: Federalismo (autonomia às Províncias) –contra o centralismo

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Imperial / Farroupilhas (Liberais Exaltados) declararam a Independência do RS em relação


ao Império do Brasil / Proclamaram a República Riograndense ou Piratini / Os líderes
eram estancieiros (produtores de charque) do RS – Bento Gonçalves, Davi Canabarro.Antônio
de Sousa Neto e o revolucionário italiano José Garibaldi/ Entre seus integrantes havia,
inclusive, militares do Exército e setores médios do RS e de SC / A revolta se estendeu à
Santa Catarina onde é fundada a República Juliana ou Catarinense / Os combates foram
baseados em ações de cavalaria / Após dez desgastantes anos a Farroupilha foi pacificada
pelo Barão de Caxias que recebeu o título de Conde de Caxias / Líderes anistiados
mantiveram suas terras, títulos e puderam ocupar postos militares no Exército Imperial.
A batalha dos Porongos, vencida pelas tropas imperiais, foi a última batalha da
Guerra dos Farrapos.

 SABINADA – Bahia (Salvador) – 1837 a 1838/ Essa revolta tem esse nome
devido ao seu principal líder: o médico Francisco Sabino / Foi uma revolta, essencialmente, de
setores médios urbanos, não contando com apoio dos senhores de engenho da região do
Recôncavo baiano / As camadas populares também não participaram desta revolta / Os
integrantes da Sabinada pretenderam estabelecer uma República na Bahia até, somente,
durante a menor idade de Pedro de Alcântara (República Baiense) / O Presidente da província
fugiu e os rebeldes estabeleceram um governo provisório / Escreviam no Jornal: Novo Diário
daBahia / Propuseram o fim da escravidão para os negros nascidos no Brasil, apesar dos
integrantes da Sabinada não estarem totalmente de acordo em relação a esta questão / A
repressão foi intensa e a Sabinada foi sufocada / Francisco Sabino foi condenado ao desterro no
Mato Grosso.

 BALAIADA – Maranhão – 1838 a 1841/ As origens desta revoltas residem na


disputa política entre os integrantes do Partido Progressista (Liberal), chamado no Maranhão de
Bem te Vi e os membros do Partido Regressista (Conservador), chamado no Maranhão de
Cabanos / Além da rivalidade entre estes grupos políticos havia a precária situação socialda
população na região norte do Brasil / A prisão de um vaqueiro ligado aosBem te Vis dá
origem à Revolta / Camadas populares (caboclos, negros, indígenas) aderem ao movimento /
Principais lideranças: Cosme Bento (negro líderquilombola), Raimundo Gomes (vaqueiro) e
Manoel dos Anjos Ferreira (fazedor de balaios) / Revoltosos ocupam a cidade de Caxias (2ª
maior cidade do Maranhão) / Partido Bem te Vi, que de início apoiou a Revolta abandona o

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movimento temendo a ascensão das camadas populares / Revoltosos (balaios) não tinham
planejamento político ou propostas de governo / Governo Regencial enviou oCoronel Luís
Alves de Lima e Silva para debelar a revolta / Revoltosos derrotados / Líderes condenados à
prisão ou à morte.O Coronel Luís Alves de Limae Silva foi agraciado com o Título de Barão de
Caxias.

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Isso mesmo, companheiros(as),


tenacidade, força de vontade,
concentração e persistência!
Como dizia o filósofo Aristóteles: “Nós
somos aquilo que fazemos
repetidamente. Excelência, então, não é
um modo de agir e sim um hábito”

EXERCÍCIOS CAP III

01. (EsAEx 2007) Analise as proposições abaixo sobre o processo de independência do Brasil colocando
entre parênteses a letra V, quando se tratar de afirmativa verdadeira e a letra F, quando se tratar de
afirmativa falsa. A seguir assinale a alternativa que apresenta a sequência encontrada.
( ) A proclamação da Independência foi cuidadosamente preparada por uma elite política de formação
liberal-conservadora, cujo representante mais ilustre foi José Bonifácio de Andrada e Silva.
( ) A condução do processo de emancipação política nas mãos de Dom Pedro pretendia evitar que
propostas republicanas conquistasse apoio popular e garantir que os proprietários rurais, senhores de
escravos e comerciantes, fossem afastados do processo.
( ) A manutenção da escravidão revelava o caráter conservador e elitista do processo de independência,
além de contrariar os princípios democráticos do novo regime.
( ) A Inglaterra foi o primeiro governo a reconhecer a independência do Brasil, que assinou um tratado
se comprometendo a pagar uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas aos portugueses. Esse
dinheiro seria obtido através de empréstimos concedidos pelos ingleses.
( ) Proporcionou a elaboração da primeira Carta Magna brasileira, promulgada em março de 1824, após
acirradas disputas entre o Partido Português e o partido Brasileiro.
a) V,F,F,V,F b) F,V,F,F,V c) V,V F,F,V d) F,V,V,F,F e) V,F,F,F,F

02. (EsAEx 2005) A elaboração da primeira Constituição do Brasil foi marcada por um conflito político
entre o autoritarismo do Imperador e parte considerável dos constituintes, provocando a:
a) aprovação de um regime Federativo
b) imposição de um Regime político descentralizado
c) promulgação da Constituição de 1824
d) dissolução da Assembleia Constituinte
e) implantação de uma Monarquia Dual

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03. (EsAEx 2001) Sobre os fatos históricos do Primeiro Reinado do Brasil Império, analisar as
afirmativas abaixo:
I – A Constituinte convocada em 1823 era uma Assembleia Constituinte sem função Legislativa.
II – A Assembleia Constituinte pretendeu afastar o Imperador de todo o processo legislativo.
III – Durante o período da Assembleia Constituinte o Brasil não teve crises militares.
IV - A primeira Constituição brasileira foi elaborada por um Conselho de Estado presidido pelo
Imperador.

Com base na análise, assinale a alternativa correta:


a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e IIIIe) Todas

04. (EsAEx 2003) Uma das características da Guerra da Cisplatina foi a:


a) Província da Cisplatina receber o mesmo tratamento das demais províncias.
b) neutralidade da Argentina em relação ao conflito.
c) não existência de apoio popular brasileiro à guerra.
d) omissão do Imperador brasileiro em relação ao conflito.
e) campanha curta e simples do conflito.

05. (EsAEx 2001) como causas do declínio do Primeiro Reinado no Brasil, analise as afirmativas abaixo:
I – O Brasil não conseguiu consolidar como seu limite natural o rio da Prata, durante a realização da
Convenção Preliminar de Paz, de 1828.
II – A sucessão portuguesa se transformou numa das mais complicadas questões políticas e diplomáticas
da Europa.
III – A campanha jornalística implacável deflagrada contra o autoritarismo do Imperador.
IV – A adesão das tropas ao movimento popular deste período que assumiu o caráter de motim.

Com base na análise, assinale a alternativa correta.


a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e IIIe) Todas

06. (EsAEx 2005) A abdicação de D. Pedro I teve vários precedentes; assinale, dentre os abaixo
apresentados, aquele que não está relacionado diretamente à abdicação do trono.
a) a assinatura de tratados de comércio com países estrangeiros.
b) a nomeação de um Conselho de Províncias composto por brasileiros natos.
c) os gastos financeiros com a Guerra da Cisplatina.
d) a ampliação da divulgação das ideias liberais no Brasil.
e) a sucessão do trono português.

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07. (EsAEx 2006) No Período Regencial (1831-1840) ocorreram grandes disputas políticas que se
expressaram pelos jornais, nos debates parlamentares e, várias vezes, pela luta armada, em revoltas
sociais nas províncias.
Assinale a alternativa que identifica as condições políticas da sociedade brasileira naquele período.
a) a presença do Príncipe Regente contribuiu para o pacifismo típico daquele período, promovendo o
equilíbrio de forças sociais e a concretização do objetivo do governo provisório de manter a ordem e a lei
até a maioridade do novo Imperador.
b) a elite política, tendo como principal objetivo a instauração de uma sociedade democrática, articulava-
se de forma a garantir que as expectativas das diversas camadas sociais estivessem representadas e
consolidadas no Estado Nacional Brasileiro.
c) o Brasil regencial foi um período politicamente agitado e violento, com uma grande massa de
marginalizados da participação política e uma elite que lutava entre si, denominando-se liberais ou
conservadores, mas, na prática, se articulavam para a manutenção dos seus privilégios.
d) as rebeliões regenciais questionavam a situação de miséria em que se encontrava a maioria da
população, reivindicando liberdade e maior acesso ao cenário político, mas sem atacar a legitimidade e a
concentração de poder exercido pelo Imperador.
e) os conflitos regenciais, a disputa entre as elites e as graves questões sociais e econômicas, apesar de
gerarem alguma instabilidade no âmbito das províncias não ameaçaram a unidade política do país.

08. (EsAEx 2000) Com a abdicação de Pedro I, o Brasil entrou no Período Regencial. Durante este
Período histórico:
I – As primeira Regências foram trinas (Trina Provisória e Trina Permanente) porque assim estabelecia a
Constituição do Brasil Imperial;
II – O Ato Adicional que estabeleceu a Regência Uma fez o Brasil passar por um experiência republicana;
III – Eclodiram no Brasil vários movimentos revolucionários;
IV –Os conservadores jamais conseguiram eleger o Regente.

Com base na avaliação das afirmativas apresentadas, assinale a alternativa correta.


a) Todas b) I, II e III c) I, II e IV d) I, III e IV e) II, III e IV

09. (EsAEx 2006) Como consequência do Ato Adicional à Constituição de 1824 deve-se excluir:
a) a criação do Conselho de Estado, órgão reunia os políticos mais conservadores.
b) a Regência Una em substituição à Regência Trina.
c) a criação das Assembleias Legislativas Provinciais, com poderes para fazer leis referentes às questões
locais.
d) a disputa entre progressistas, favoráveis à manutenção da autonomia provincial e regressistas.
Defensores da centralização.
e) nenhuma das alternativas anteriores.

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10. (EsAEx 1999) Comparando-se as revoluções ocorridas no Brasil no período colonial e no período
regencial, podemos afirmar que:
I – A Inconfidência Baiana foi a primeira revolução social do Brasil, mas o seu ideário não teve pontos
comuns com a Inconfidência Mineira;
II –A Cabanagem, no Pará, foi o movimento de maior conteúdo popular durante o período regencial,
embora o de maior duração tenha sido a Guerra dos Farrapos;
III – A Revolta dos Malês comprovou que não havia igualdade entre todos os negros escravos brasileiros,
pois eles pretendiam fundar uma República negra islâmica na Bahia.
Assinale a opção correta:
a) I, II e III são verdadeiras
b) I, II e III são falsas
c) I e II são verdadeiras
d) II e III são verdadeiras
e) I e II são verdadeiras

11. (EsAEx2008) Relacione a coluna da direita com a da esquerda, identificando as situações e fatos que
se referem às revoltas provinciais do período regencial e, a seguir, assinale a alternativa que contém a
sequência correta.
1 – Sabinada ( ) Ocorreu no Pará, onde os rebeldes atacavam estrangeiros e maçons, defendendo
a religião católica e Pedro II.
2 – Cabanagem ( ) Os revoltosos queixavam-se das taxações e da falta de autonomia em relação
ao governo central, chegando a proclamaruma República na cidade de Piratini em
1838.
3 - Balaiada ( ) Reuniu ampla base de apoio, até mesmo de comerciantes e de pessoas da classe
média, em torno das ideias federalistas e republicanas, inclusive propondo
liberdade aos escravos nascidos no Brasil.

4 – Farroupilha

a) 3,2,4 b) 2,3,1 c) 3,4,1 d) 2,1,4 e) 2,4,1

12. (EsAEx 2007) Relacione a coluna da direita de acordo com a da esquerda, identificando as
características e situações que se referem às revoltas regenciais e, a seguir, assinale a alternativa correta.
1 – Balaiada ( ) O alvo do descontentamento era o governo do Regente Feijó, acusado
despotismo pelo jornal Novo Diário da Bahia.
2 – Guerra dos Farrapos ( ) Com apoio do Partido Liberal, cujos integrantes eram conhecidos por
bemtevis e de escravos liderados pelo Preto Cosme, os revoltosos lutaram
de 1838 a 1842.
3 – Sabinada ( ) Apoiado pela elite estancieira o movimento conquistou também a
adesão das camadas médias urbanas e até do Exército.
( ) Os revoltosos, após a fuga do Presidente da Província, constituíram um
governo provisório e lançaram um manifesto proclamando a independência.
Foram derrotados em 1838 pelo governo Imperial, com auxílio de
fazendeiros do Recôncavo.

a) 3,2,1,3,3 b) 2,1,3,2,3 c) 2,1,1,2,1 d) 3,1,1,2,3 e) 3,1,2,2,3

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13. (EsAEx 2001) Sobre os fatos ocorridos durante as Regências Unas no Brasil, analise as afirmativas
abaixo:
I –A eclosão da Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, foi liderada por Bento Gonçalves;
II – O Gabinete das Capacidades, conservador, foi formado por Araújo Lima;
III – A questão com a Santa Sé foi provocada pelo padre Feijó que era favorável à extinção do celibato
clerical;
IV – A ocorrência da campanha da maioridade levou à extinção a própria Regência.
Com base na análise, assinale a alternativa correta.
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas

14. (EsAEx 2005)Analise as afirmativas abaixo sobre a maioridade de D. Pedro II e, a seguir, marque a
alternativa verdadeira.
I – Contou com forte apoio de Pedro de Araújo Lima;
II –Foi liderada pelos fazendeiros de café, que estavam preocupados com a onda de revoltas ocorridas em
território nacional;
III -Os conservadores articularam uma política visando à centralização e fortalecimento da unidade
nacional.
IV – Os liberais fundaram o Clube da Maioridade para fazer propaganda de antecipação do governo de D.
Pedro II.
a) I b) II e IV c) III e IV d) I, II e III e) Todas

15. (EsAEx 2010) O processo de constituição do Estado Nacional Brasileiro estendeu-se pelo século XIX,
após ter sido iniciado pelo Imperador Pedro I. Sobre o referido processo analise as afirmativas abaixo e, a
seguir, assinale a alternativa correta.
I – O Brasil assinou o Tratado de Paz e Aliança com Portugal que, entre outros fatores, obrigava Dom
Pedro I a ceder o título honorário de Imperador do Brasil a Dom João VI e a não aceitar a união com
qualquer outra colônia portuguesa.
II – Foi adotada uma política livre-cambista que, apesar da tentativa de fomentar a indústria nacional,
fracassou em função dos baixos preços dos produtos britânicos.
III – A Constituição outorgada em 1824 classificou, para fins eleitorais, os cidadãos em: cidadãos
passivos – não alcançavam renda suficiente para ter direitos políticos; cidadão ativos votantes – os que
possuíam renda suficiente para votar; cidadãos ativos eleitores elegíveis – os que tinha m renda suficiente
para ser eleito.
IV – A Confederação do Equador foi um movimento crítico daquele período e se caracterizou pela
liderança das elites de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia, atingidos pela crise dos
produtos típicos da região como o açúcar e o algodão.
a) somente I e II estão corretas.b) somente III e IV estão corretas.
c) somente I, II e III estão corretas.d) somente I, III e IV estão corretas.
e) somente II, III e IV estão corretas.

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16. (EsAEx 2010) Sobre o Período Regencial no Brasil e a política externa (ultramarina) recolonizadora,
assinale a alternativa correta:
a) o contexto é marcado pelas ideias da Revolução do Porto e tal política tinha o objetivo de pressionar o
então Príncipe Regente, D. Pedro, a permanecer no Brasil e fortalecer o estatuto do Reino.
b) a política recolonizadora buscou enviar de volta a Portugal as tropas mais próximas ao regente e
fortalecer o Brasil com os grupos que apoiavam a política das Cortes, a exemplo das tropas no Rio de
Janeiro, Pernambuco e Bahia.
c) buscou-se fortalecer a imagem e autoridade do Príncipe, com a criação de repartições e contratação de
funcionários, principalmente para os Tribunais.
d) foram extintas as juntas governamentais das províncias e a comunicação entre as cortes lusitanas e a
colônia passaram a ser realizadas diretamente entre Lisboa e o Rio de Janeiro.
e) foram reduzidas as taxas alfandegárias para os produtos transportados em navios estrangeiros.

17. (EsAEx 2011) O longo Período Regencial da monarquia brasileira (1831-1840) teve como um dos
seus mais caros debates o que girou em torno das ideias e práticas de descentralização e de centralização.
Assinale a opção que contém exclusivamente medidas de cunho descentralizador, considerando a
expressiva maioria da opinião dos historiadores:
a) Ampliação das prerrogativas dos juízes de paz – Tribunal do Júri – habeas corpus.
b) Ato Adicional – Lei de Interpretação do Ato Adicional – habeas corpus.
c) Tribunal do Júri – ampliação das prerrogativas dos juízes de paz – reforma do Código de Processo
Criminal.
d) Lei de Interpretação do Ato Adicional – Tribunal do Júri – reforma do Código de Processo Criminal.
e) Ampliação das prerrogativas dos juízes de paz – Tribunal do Júri – Interpretação do Ato Adicional.

18. (EsAEx 2012) Analise as afirmativas abaixo e marque a resposta correta.


I - A Constituição brasileira de 1824, esquivando-se do federalismo, estabeleceu o sistema monárquico
unitário para o País.
II - A Confederação do Equador, cujo centro de gravidade foi a Província de Pernambuco em 1824, foi
um movimento de reação ao processo de centralização comandado por D. Pedro I.
III - A Constituição de 1824, outorgada pelo Imperador, foi facilmente aceita pelas regiões, pois eram
frágeis as aspirações localistas naquele contexto político da história brasileira.
a) Somente I é verdadeira. b) Somente II é verdadeira.
c) Somente III é verdadeira. d) Somente I e II são verdadeiras.
e) Somente II e III são verdadeiras.

19. (EsFCEx 2013) Quando tratamos da Independência do Brasil e da formação do Império brasileiro, é
correto afirmar que:
a) ocorreu um processo de continuidade e também de ruptura entre colônia e metrópole.
b) o ano de 1822 foi o marco decisivo para a formação nacional.
c) ocorreu a inauguração de valores e costumes muito diferentes dos portugueses.
d) houve a permanência do mesmo linguajar político utilizado na colônia.
e) se verificou a permanência da mesma cultura política vivenciada na colônia.

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20. (EsFCEx 2013)Sobre a rebelião regencial conhecida por Cabanagem, marque a opção correta.
a) A intenção mais pungente do movimento foi o fim do regime de semiescravidão imposto à Província
do Grão-Pará.
b) As perspectivas políticas e sociais dos cabanos e dos seus líderes tinham como espelho o governo
regencial, embora pregassem a transferência dopoder do Rio de Janeiro para o Pará.
c) A rebelião fracassou pela ausência de um sentimento comum de identidade,já que os cabanos eram
formados por povos de culturas e etnias diferentes.
d) O movimento adquiriu ares revolucionários internacionais com a morte de autoridades diplomáticas e a
possibilidade de invasão de territórios nas Guianas e no Caribe.
e) Na sua prática, o movimento não conseguiu sair do território do Pará, devido à falta de unidade do
projeto político pensado pelos seus líderes.

21. (EsFCEx 2013) Analise as afirmativas sobre a Constituição de 1824 e marque a opção correta.
I -O texto constitucional considerou sagrada, inviolável e irresponsável a pessoa do Imperador.
II - A constitucionalização da Nação brasileira foi uma decorrência do respeito do Imperador à
Assembleia Constituinte que se incumbiu da elaboração da Carta.
III - A Constituição estabeleceu que todos os portugueses residentes no Brasil naquele momento seriam
considerados brasileiros.
a) Somente I é correta. b) Somente II é correta.
c) Somente III é correta. d) Somente I e II são corretas.
e) Somente I e III são corretas.

22. (EsFCEx 2014 – PROVA ANULADA) Assinale a opção correta sobre as rebeliões políticas e sociais
do Período Regencial.
a) A rebelião conhecida pela denominação de Cabanos, ocorrida em Pernambuco nos primeiros anos da
Regência, tinha como um dos seus principais objetivos o retorno do Imperador D. Pedro I ao trono.
b) Uma das características da Sabinada, ocorrida na Bahia entre 1837 e 1838, foi o amplo apoio que
recebeu da elite do recôncavo baiano e de várias áreas do sertão.
c) A maioria esmagadora das rebeliões ocorridas durante o Período Regencial (1831-1840) teve como
protagonistas os escravos nascidos na África, embora etnicamente diversificados.
d) A revolta Farroupilha ou dos Farrapos, ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1835 e 1845, recebeu essa
denominação porque os seus líderes pertenciam às camadas mais pobres da população.
e) Uma das características mais importantes das rebeliões regenciais foi a sua unidade política, ideológica
e organizativa em todo o território nacional.

23. (EsFCEx 2014) Analise as afirmativas sobre a Constituição Brasileira de 1824 e, em seguida, assinale
a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) Conferiu caráter oficial à Igreja católica.
( ) Inovando, estabeleceu uma divisão de Poderes em Executivo, Legislativo, Judicial e Moderador.
( ) Foi aprovada pela reunião dos deputados em Assembleia Constituinte e Legislativa.
( ) Estabeleceu que o sistema de voto no Brasil seria indireto e censitário.
a) V, V, F, V b) V, F, V, V c) V, V, V, V d) F, V, F, V e) V, V, V, F

24. (EsFCEx 2014) Assinale a opção que contém duas reformas institucionais introduzidas no Período
Regencial da Monarquia Brasileira (1831-1840).
a) Criação das assembleias legislativas provinciais, aprovação do Código Criminal do Império.
b) Aprovação do Código Criminal do Império e estabelecimento do Tribunal do Júri.
c) Aprovação do Código de Processo Criminal e alargamento das prerrogativas dos juízes de paz.
d) Criação da função de juiz de paz e aprovação do Código de Processo Criminal.
e) Criação das assembleias legislativas provinciais e criação da função de juiz de paz.

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25. (EsFCEx 2015) Analise as afirmativas abaixo sobre a Constituição Brasileira de 1824:
I – O voto era censitário
II – Os libertos só podiam ser eleitos na primeira fase das eleições.
III – A escravidão foi expressamente declarada no texto.
IV – O voto dos analfabetos não era proibido.
V - Os governantes provinciais eram nomeados pelo Imperador.
Assinale a opção que somente contém dispositivos da Constituição Monárquica Brasileira:
a) I, II e III b) I, III e IV c) II, III e IV d) III, IV e V e) I, IV e V

26. (EsFCEx 2015) Assinale a opção correta sobre a Revolução Farroupilha (1835-1845):
a) deveu-se à negativa gaúcha de submeter-se ao Estado brasileiro criado com a Independência em 1822.
b) foi motivada pela invasão das ideologias liberais oriundas dos países vizinhos.
c) foi motivada pelas reivindicações provinciais de proteção ao charque da região contra concorrência
platina.
d) foi motivada pela oposição gaúcha à escravidão, prejudicial à produção do charque.
e) ocorreu em razão da negativa do governo monárquico de diminuir os impostos da exportação, o que
beneficiaria o charque gaúcho no mercado exterior.

27. (EsFCEx 2016) Durante o Período Regencial (1831-1840) de norte a sul do país eclodiram revoltas
de proporções, durabilidade e impacto político-social. Sobre estas, associe a segunda coluna de acordo
com a primeira e, a seguir, assinale a alternativa com a sequência correta.
Revoltas Local e Motivos
1 – Cabanagem ( ) Eclodiu em Pernambuco e lutaram pela religião e pelo retorno do
Imperador com apoio de comerciantes portugueses de Recife.

2 – Guerra dos Farrapos ( ) Ocorreu na Bahia, reuniu uma base ampla de apoio e lutavam pelos
ideias federalistas e republicanos.

3 – Sabinada ( ) Eclodiu no Maranhão por disputa política local e ganhou amplitude de


uma revolta popular.
4 – Balaiada
5 – Guerra dos Cabanos

a) 5 – 3 – 4 b) 2 – 3 – 5 c) 5 – 1 – 2 d) 4 – 1 – 3 e) 3 – 5 – 2

GABARITO CAP III

01. Letra E; 02. Letra D; 03. Letra B; 04. Letra C; 05. Letra E;
06. Letra B; 07. Letra C; 08. Letra B; 09. Letra A; 10. Letra D;

11. Letra E; 12. Letra D; 13. Letra E; 14. Letra C; 15. Letra C;

16. Letra B; 17. Letra A; 18. Letra D; 19. Letra A; 20. Letra D

21. Letra A 22. Letra A 23. Letra A 24. Letra C 25. Letra E

26. Letra C 27. Letra A

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EXCELENTE !!!!

Terminamos a Apostila I, porém é


hora de intensificar os estudos.
Façam estes exercícios de fixação
como “repouso ativo” !!

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO AP I

01. Considere os princípios abaixo e assinale os que se incluem na doutrina econômica


mercantilista que predominou na Europa entre os séculos XVI a XVII.
I - Metalismo, que afirmava que a prosperidade de um país se relaciona ao acúmulo de metais
preciosos.
II- Intervencionismo estatal na economia com total controle de todas atividades de produção e
comércio.
III- O liberalismo econômico, atribuindo à burguesia produtora total autonomia na
competição econômica.
IV- Balança comercial favorável em relação ao comércio com outros Estados.
V- Proibição da usura e do lucro excessivo nas transações comerciais.
São corretos os itens:
a) II, III e V b) I, II e IV c) I, III e V d) I, II e III e) II, III e IV

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02. Sobre a descoberta do Brasil, podemos afirmar que:


a) foi um fato casual, tendo em vista que não era interesse da burguesia europeia expandir-se
pelo Atlântico.
b) houve o interesse primordial em iniciar a colonização efetiva em terras além “Mar
Tenebroso”.
c) não se sabia e nem se tinha noção da existência de terras pós Tordesilhas.
d) se enquadra no período de expansão ultramarina realizada pela burguesia europeia, inserida
no desenvolvimento comercial europeu.
e) marcou o real interesse português, que era o de colonizar o Brasil, deixando em segundo
plano o comércio com as Índias.

03. A colonização portuguesa na América baseou-se fundamentalmente...


a) na exploração econômica da terra em pequenos lotes de terra chamados feitorias.
b) no povoamento do território através de excedentes demográficos da Península Ibérica.
c) no trabalho baseado em mão de obra excedente do mercado interno português.
d) no desenvolvimento de produtos coloniais para atender o mercado interno colonial.
e) no monopólio comercial estatal ou reservado à classe mercantil metropolitana.

04. Contrariando a supremacia de Portugal e Espanha em relação às Grandes Navegações


empreendidas por estes Estados Nacionais, o Rei da França Francisco I proferiu a seguinte frase:
“Gostaria que Portugal e Espanha mostrassem o Testamento de Adão, que dividiu o Mundo entre eles”.
Esta frase contesta assim:
a) o tráfico negreiro.
c) a Guerra dos Cem Anos, na qual Portugal derrotou a França.
b) as Entradas e bandeiras feitas por Portugal na América.
d) o Tratado de Tordesilhas
e) a intervenção do Papa Alexandre VI em favor da Inglaterra, que visava dominar o
mercantilismo luso.

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05. Tendo em vista o ASC (Antigo Sistema Colonial) assinale a alternativa ERRADA:
a) produção da colônia voltada para a metrópole.
b) colônia se torna mercado consumidor dos produtos metropolitanos.
c) colônias possuíam autonomia política e administrativa.
d) proibições metropolitanas à criação de manufaturas coloniais.
e) fornecimento de mão de obra escrava para as colônias.

06. Os “estancos” portugueses eram:


a) controle sobre os indígenas que obrigava-os a colaborar com os colonizadores portugueses.
b) limitação da extração de pau-brasil tendo em vista a supervalorização no mercado europeu.
c) proibição da atividade extrativa a europeus não portugueses.
d) paralisação das atividades pouco econômicas aos interesses metropolitanos lusitanos.
e) limitação a uma determinada atividade econômica, exceto pela Coroa ou aqueles por eles
delegados.

07. O trabalho nas sociedades tribais indígenas no Brasil possuía uma divisão por sexo, e à
mulher cabia...
a) a caça e a pesca b) o fabrico de arcos, flexas e
adornos
c) a medicina e a ligação com o mundo espiritual d) a agricultura, do plantio à
colheita
e) a construção de malocas e a coordenação nas aldeias

08. A estrutura político-administrativa do Brasil colônia estava baseada em Capitanias, nos


Governos Gerais e nas Câmaras Municipais. Essa organização atendia ao pacto colonial metropolitano,
EXCETO em relação...
a)a promover a ocupação territorial, segundo os interesses lusitanos.
b) a evitar desperdícios com funcionários da metrópole para a colônia.
c) a efetivar os interesses metropolitanos com base no Mercantilismo
d) a ampliar a participação política nas Câmaras Municipais aos homens bons e aos jesuítas.
e) proteção em relação aos ataques de países europeus.

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09. O sistema de Governo Geral, criado em 1548, foi estabelecido através do documento
conhecido por:
a) Alvará de Postulação. b) Foral de Posse.
c) Regimento Castanheira ou Tomé de Souza. d) Carta de Sesmarias e Reais.
e) Real Estabelecimento de Instituições.

10. A colonização do Brasil pelos portugueses foi retardada, tendo em vista os interesses de
Portugal em relação ao comércio com o Oriente, porém um fato denota a mudança de postura em relação
a esta premissa, este fato foi:
a) estabelecimento das Capitanias Hereditárias.
b) doação de sesmarias aos cristãos novos.
c) expedição chefiada por Martin Afonso de Souza.
d) o fim da União Ibérica.
e) criação do Conselho Ultramarino.

11. Juntamente com a criação do cargo de Governador foram criados alguns cargos com
determinadas atribuições, assinale a alternativa correta a esse respeito:
a) Ouvidor Mor – encarregado das Finanças e Provedor Mor – encarregado da defesa.
b) Capitão Mor – encarregado das milícias locais e Alcaide Mor – encarregado da religião.
c) Sargento Mor – encarregado da defesa e Vice- Reis – encarregados da administração.
d) Ouvidor Mor – encarregado da Justiça e Provedor Mor – encarregado da Fazenda.
e) Ouvidor Mor – encarregado das reclamações públicas e Homens Bons – encarregados das
doações.

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12. A França Antártica, fundada por Nicolau DurandVillegaignon, no Rio de Janeiro em 1555
estava inserida no contexto...
a) das lutas europeias de religião envolvendo católicos e huguenotes e o desejo de fundar uma
colônia de exploração na América.
b) tentativa de libertar o Brasil do pacto colonial português, tendo em vista a determinação
expressa do Rei Francisco I contra Tordesilhas.
c) lutas de reconquistas contra os muçulmanos na Europa, fato este que provocou um êxodo
de europeus para a América.
d) ameaça inglesa de invadir a França, como revanche à derrota inglês na Guerra dos Cem
Anos, fato que fez a França procurar uma colônia tropical fornecedora de matérias primas.
e) lutas pela sucessão ao trono português que vai levar Portugal à União Ibérica e, com isso, a
rivalidade francesa frente à Espanha.

13. Portugal inicia a sua empresa colonizadora no Brasil com base no plantation do açúcar,
essa atividade tinha como principais características:
a) latifúndios, monocultora, produção voltada para o mercado interno, mão de obra
assalariada.
b) minifúndios, policultura, produção voltada para o mercado externo, mão de obra
assalariada.
c) minifúndios, policultura, produção voltada para o mercado interno, mão de obra
assalariada.
d) latifúndios, monocultora, produção voltada para o mercado externo, mão de obra negra
escrava.
e) latifúndios, monocultora, produção voltada para o mercado interno, mão de obra negra
escrava.

14. Os holandeses estiveram presentes na economia açucareira estabelecida por Portugal no


Brasil, esta presença está caracterizada...
a) no fornecimento de mão de obra excedente da Holanda para o Brasil.
b) no fornecimento de negros escravos para Portugal, via traficantes no Brasil.
c) no refino e distribuição no mercado europeu.
d) na construção de navios tipo “urcas” nos estaleiros portugueses
e) na elaboração de planos voltados à expansão do açúcar para a colônia de Sacramento.

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15. Como principais deveres dos Capitães Donatários, expressos no Forais, destacam-se:
a) a manutenção do monopólio real do pau-brasil, drogas do sertão e especiarias (estanco),
pagamento do quinto dos metais preciosos que fossem encontrados e dízimo sobre a renda.
b) explorar o interior da colônia, contrair empréstimos junto ao Banco Português, escravizar
indígenas.
c) desenvolver e explorar a colônia com seus recursos, fazer justiça e importar frequentemente
trabalhadores holandeses para a economia açucareira.
d) doar sesmarias, estabelecer feitorias e estabelecer relações econômicas com os indígenas
apoiados pelos jesuítas.
e) criar as Câmaras Municipais com plenos poderes aos homens bons, defesa e proteção do
litoral.

16. Podemos observar que as entradas e bandeiras durante o período colonial:


a) possibilitaram a ocupação efetiva do interior ampliando a configuração geográfica do
Brasil.
b) aplicaram uma política colonizadora que aproximava populações indígenas a colonos.
c) absorveram as terras potencialmente agrícolas do oeste brasileiro.
d) provocaram mudança da capital do Rio de Janeiro para Salvador.
e) respeitaram o pacto firmado por Portugal e Espanha em 1494.

17. Sobre o período holandês no Brasil é correta a seguinte afirmação:


a) os holandeses apenas se preocuparam com a venda do açúcar refinado e não com o cultivo
do produto.
b) a expulsão dos holandeses não representou concorrência ao açúcar produzido no Brasil.
c) Nassau não flexibilizou as relações entre holandeses e luso-brasileiros na Nova Holanda
levando assim à Insurreição Pernambucana.
d) Domingos Fernandes Calabar participou na queda do Arraial do Bom Jesus e
consequentemente na derrota da resistência luso-brasileira.
e) a invasão holandesa ao Brasil não teve nenhuma ligação com a União Ibérica ou com o
embargo espanhol.

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18. Foram características da sociedade açucareira colonial brasileira:


a) possuidora de mobilidade social com ascensão social aos trabalhadores empreendedores.
b) possibilitadora da criação de centros urbanos voltados à atividade industrial.
c) tipicamente concentrada pelo litoral (colonização caranguejo) e caracterizada pela
estratificação social.
d) formado por várias classes sociais, destacando-se a crescente classe média.
e) limitada a aventureiros sem compromisso com a terra e com os engenhos de açúcar, fato
esse que levou à decadência no NE.

19. Acerca do tráfico negreiro, que fornecia mão de obra para o Brasil, em detrimento à
escravização indígena, é correto afirmar que:
a) foi utilizado por fornecer enormes lucros à empresa mercantil lusitana.
b) foi utilizado pelo fato dos indígenas apresentarem-se indolentes ao trabalho.
c) é explicado pelo fator cultural, uma vez que os negros aceitaram pacificamente a
escravidão, pois tinham possibilidade deles também se tornarem senhores de escravos.
d) por ser, a mão de obra escrava, mais lucrativa do que o trabalho assalariado.
e) por ser incentivada pelos indígenas brasileiros, pois assim se viam livres do trabalho
forçado.

20. A causa fundamental para a decadência da economia açucareira do Nordeste brasileiro foi:
a) ataques de quilombolas aos engenhos.
b) movimentos nativistas, como a Revolta do Maneta na Bahia e a Insurreição Pernambucana,
que devastaram fazendas nestas regiões.
c) pelo monopólio exercido por Portugal, o que dificultava a contratação de mão de obra
africana para suprir carência de braços escravos.
d) pela saturação do solo, tendo em vista técnicas deficientes, tais como as queimadas.
e) pela concorrência holandesa (flamenca) na região das Antilhas, após a sua expulsão do
Nordeste brasileiro.

21. A agromanufatura açucareira se expandiu da região Sudeste até a região Nordeste,


atravessando o sertão brasileiro. Sobre esta afirmativa é INCORRETO afirmar que:
a) o “Velho Chico” foi palco da criação de diversas fazendas de gado, que eram subsidiárias
da atividade açucareira.

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b) paulatinamente a agromanufatura açucareira foi formando uma elite local, com interesses
que foram contrariando os interesses metropolitanos, fato este que fez surgir alguns movimentos
nativistas.
c) nos séc. XVI e XVII o principal pólo econômico era o Nordeste, justamente pela produção
açucareira.
d) formou uma aristocracia rural baseada nas pequenas e médias propriedades, voltadas para o
mercado externo.
e) criou uma sociedade baseada em estamentos, nos quais a mulher tinha um papel secundário
e subordinado aos interesses dos senhores de engenho.

22. Sobre a pecuária no Brasil é correto afirmar que:


a) a criação de gado foi implantada no Brasil para atender a necessidade de alimentação do
colono europeu, acostumado a comer carne com frequência, desde o período medieval.
b) foi por acaso que o gado passou a ser utilizado nos engenhos de açúcar, uma vez que seu
destino era o auxílio nas minas de ouro e diamantes de Minas Gerais, atividade mais lucrativa para
Portugal.
c) o gado foi responsável pela ocupação territorial de parte do Nordeste como, por exemplo,
aconteceu no Piauí.
d) a pecuária foi uma atividade peculiar, pois sua mão de obra foi sempre baseada no trabalho
livre assalariado.
e) criou rotas de ligação territorial; como por exemplo, os “Sertões de Dentro”, que ligava a
Bahia ao Maranhão pelo interior e os “Sertões de Fora” que faziam a mesma ligação, só que pelo litoral.

23. A atividade pecuarista foi introduzida no Brasil ainda no sec XVI, como conseqüência de
sua introdução pode-se destacar:
a) ocupação do litoral.
b) guerras contra o Paraguai.
c) penetração pelo interior.
d) produção de gado voltada para o mercado externo.
e) utilização de carne pelos indígenas substituindo a carne humana nos rituais de antropofagia.

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24. No séc. XVIII as atenções da Coroa portuguesa para o Brasil aumentam em conseqüência
da descoberta de lucrativas jazidas minerais. Sobre este fato é correto afirmar que:
a) abandono dos núcleos urbanos que existiam no Brasil caracterizando uma maior
ruralização.
b) surgimento de um mercado interno e de classes médias urbanas.
c) diminuição brusca dos preços praticados no Brasil, em virtude da grande oferta de ouro e
diamantes.
d) queda da procura por escravos, uma vez que a atividade mineradora não necessitava de
muita mão de obra.
e) aproximação de Portugal e França, fato marcado pela assinatura do Tratado de Methuen.

25. Movimentos surgiram em Minas Gerais contestando a opressão colonial, como foi o caso
da Revolta Felipe do Santos em 1720.Sobre esta revolta podemos afirmar que:
a) os jesuítas influenciaram a eclosão da revolta, uma vez que dificultavam a utilização do
trabalho índio como escravo.
b) presenças dos ideais democráticos, defendidos por Rousseau na França.
c) apoio de Felipe dos Santos aos bandeirantes contra os emboabas estrangeiros.
d) contra os altos preços cobrados a partir da assinatura do Tratado Methuen.
e) contra as Casas de Fundição e a obrigatoriedade de se pagar o quinto.

26. Ao longo da segunda metade do sec XVIII a atividade aurífera vai entrando em declínio,
esse declínio ocorre...
a) pela concorrência que o café já representava na economia brasileira.
b) pela desatenção que o Marques de Pombal, por ser ele um Déspota Esclarecido, vai
dispensar às áreas mineradoras.
c) pela grande distância das áreas mineradoras dos portos exportadores, que favoreciam
ataques de bandidos e contrabandos.
d) pelo esgotamento natural das reservas, em virtude da extração desenfreada das jazidas.
e) pela cobrança de diversos tributos, o que desestimulou a busca por novas jazidas.

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27. A Coroa portuguesa criou vários tributos sobre a região mineradora: Quinto, Finta,
Capitação, Derrama....Sobre este último é correto afirmar que:
a) era um tributo cobrado sobre cada escravo que o minerador possuía.
b) era a cobrança das fintas incompletas dos anos anteriores.
c) representava 20% do peso do ouro.
d) era a cobrança de 30 e depois aumentada para 100% arrobas de ouro.
e) era uma benção atribuída pelos padres católicos à população de fiéis da colônia.

28. A colônia “Brasil” foi cobiçada por vários países europeus não portugueses, sobre este
fato podemos afirmar que:
a) no séc. XVI os holandeses invadiram o Brasil por duas vezes, ambas no Nordeste para
dominar a produção açucareira.
b) durante a União Ibérica nenhum país europeu ousou invadir ou atacar o Brasil, uma vez
que estávamos sobre a proteção da Espanha com sua temida “Invencível Armada”.
c) os holandeses chegaram a fundar uma colônia no Brasil, chamada “Nova Holanda” no sec
XVII.
d) os franceses se limitaram a ataques esporádicos ao litoral, sem intenção de fundar nenhuma
colônia no Brasil.
e) os ingleses tentaram fundar uma colônia de povoamento em Santa Catarina como base de
apoio ao comércio inglês na bacia do Prata.

29. O que foi a “Jornada dos Vassalos”?


a) termo empregado para distinguir nobres de servos nas atividades de apoio ao Rei de
Portugal na Guerra de Reconquista.
b) união de interesses de setores da nobreza espanhola contra os ingleses e as cias de
comercio holandesas.
c) viagens empreendidas pelos navegadores portugueses nas conquistas de expansão
marítima.
d) união de portugueses e espanhóis na montagem de uma esquadra de guerra para expulsar
os holandeses da Bahia em 1625.
e) postura dos jesuítas em relação à sua missão de catequese no Brasil, pois se consideravam
soldados de Cristo e vassalos do evangelho.

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30. Sobre a participação dos jesuítas no processo colonizador do Brasil é correto afirmar que:
a) preocuparam-se em exercer a catequese às populações negras escravas em larga escala,
contribuindo para a extinção total dos quilombos ao pregar a docilidade da raça negra.
b) ao mesmo tempo em que praticou a catequese às populações indígenas foi responsável pela
ocupação do território brasileiro nas regiões sul do país e no norte, ao longo bacia amazônica.
c) contaram com apoio do Marquês de Pombal que, por vezes, ampliou a abrangência de
influência da ordem jesuíta no território brasileiro.
d) foi criada por Inácio de Loyola, tendo importante papel na Contra Reforma Católica,
apoiou os franceses na formação da colônia chamada França Antártica.
e) pregou a difusão da religião católica no Brasil ao mesmo tempo em que participou do
boicote ao tráfico negreiro por ver nesta prática um crime à humanidade.

31. Fez parte da resistência luso brasileira contra os holandeses em Pernambuco...


a) retirada para o interior e fundação do Arraial do Bom Jesus por Mathias de Albuquerque.
b) lutas comandadas pelo Bispo D. Marcos Teixeira, conhecido como Bispo Soldado.
c) formação propositada de quilombos negros, para que estes se encarregassem das lutas
contra os holandeses.
d) cooperação com o invasor, para que eles poupassem as mulheres e crianças e as
mantivessem em segurança.
e) aproximação a Domingos Fernandes Calabar, por ele ter boas relações comerciais com os
holandeses.

32. Maurício de Nassau foi nomeado Governador da colônia que a WIC desejava estabelecer
no Brasil. Sobre Maurício de Nassau é INCORRETO afirmar que:
a) deu liberdade religiosa à região, inclusive permitindo a fundação de uma sinagoga para os
judeus.
b) concedeu empréstimos aos senhores de engenho, para que estes retomassem a produção de
açúcar.
c) remodelou a cidade de Recife, inclusive mudando seu nome para cidade de Maurícia.
d) sua administração agradou em muito à WIC e por isso manteve-se no cargo até 1644.
e) trouxe missões artísticas para o Brasil e mandou virem escravos negros da África.

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33. O que estabeleceu a Paz de Haia de 1661?


a) a ascensão de Rui Barbosa em sua eloqüência como orador.
b) acordo entre Portugal e Holanda no qual a Holanda reconhece os direitos de Portugal sobre
o Nordeste do Brasil e prevê indenização à Holanda pelos seus investimentos nesta região.
c) pôs fim as rivalidades entre portugueses em relação aos projetos portugueses em fundar a
colônia de Sacramento.
d) o fim do Tratado de Tordesilhas, uma vez que durante a União Ibérica, bandeirantes se
interiorizaram eliminando essa demarcação meramente teórica.
e) indenização a Portugal pelas suas perdas após a União Ibérica (1580/1640), envolvido que
foi nas rivalidades europeias e na Guerra de Sucessão ao trono espanhol.

34. Os bandeirantes de apresamento aumentaram suas atividades no sec XVII em virtude...


a) pela necessidade de mais jesuítas na região sul do Brasil.
b) para empregar negros nas áreas mineradoras que estavam sendo descobertas em Minas
Gerais.
c) à União Ibérica com a consequente necessidade de recursos para a Coroa Espanhola.
d) ocupação francesa do Maranhão, fato que obrigou a muitos paulistas lutarem contra este
domínio.
e) ocupação holandesa à Angola e a consequente dificuldade de se obter negros escravos para
a região centro sul do Brasil.

35. Quando se estuda o bandeirantismo nota-se que a maioria destas expedições partiu da
região conhecida por São Vicente, o fato desta capitania ser polo irradiador de bandeirantes é explicado...
a) pela pobreza econômica desta região, o que obrigou os habitantes da Capitania a procurar
outras atividades.
b) pela tentativa de se ampliar o catolicismo, pois os moradores de São Vicente viam nestas
expedições um tipo de peregrinação para purificação.
c) pelo fato de que os índios desta região eram extremamente selvagens e atacavam os
moradores da região para praticar rituais antropofágicos.
d) para mostrar a superioridade em relação aos moradores do Rio de Janeiro, uma vez que no
Rio de Janeiro havia uma base econômica mais sólida o que despertava a cobiça dos paulistas.
e) pela ambição característica dos moradores de São Vicente, uma vez que estes não se
contentavam em caçar índios, mas também procurar diamantes, esmeraldas, ouro e expulsar os jesuítas.

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36. O alvará de 1785, estabelecido por D. Maria I, rainha de Portugal, determinava:


a) os Autos da Devassa contra os inconfidentes mineiros.
b) proibição de qualquer atividade manufatureira no Brasil, bem como a proibição de
imprensa e circulação de jornais.
c) apoio à Inglaterra contra o Bloqueio Continental de Napoleão Bonaparte.
d) início da Dinastia de Bragança em Portugal.
e) determinação da cobrança de Derramas nas regiões mineradoras.

37. Foram características da política externa portuguesa após o fim da União Ibérica:
a) assinatura do Tratado de Methuen e uma maior exploração em relação às áreas mineradoras
no Brasil.
b) abandono das áreas cultivadas de açúcar no Brasil devido a concorrência holandesa e
aproximação ao mercantilismo francês.
c) criação das Casas de Fundição, apoiadas por Felipe dos Santos e afastamento de Pombal
por pressões jesuítas.
d) início da implantação do trabalho imigrante assalariado para suprir a carência de mão de
obra negra, em virtude da ocupação de Angola pelos holandeses.
e) desenvolvimento da pecuária, em virtude da interação com a área platina, e esta passar a ser
um importante polo de venda de charque para as colônias espanholas.

38. Podemos observar diferenças da economia mineradora em relação à economia açucareira:


a) tornou a sociedade estratificada dependente do mercado externo.
b) desenvolvimento do mercado interno assim como da sociedade urbana.
c) devido a necessidade de altas somas para exploração aurífera diminuiu a atração
populacional.
d) não estimulou o incremento da pecuária para atender às necessidades das áreas
mineradoras.
e) não permitiu o surgimento de classes médias urbanas, pois a mão de obra dirigia-se
diretamente às minas.

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39. Destruição de quilombos e aldeias indígenas eram atribuições de que tipo de bandeiras?
a) apresamento b) prospector c) sertanismo de contrato d) mineração e)
preação

40. Os movimentos conhecidos por Motin do Maneta, Guerra dos Mascates, Guerra dos
Emboabas e Conjura Literária aconteceram respectivamente ...
a) Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão.
b) Maranhão, Bahia, São Paulo, Minas Gerais.
c) São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais.
d) Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro.
e) São Paulo, Bahia, Pernambuco, Maranhão.

41. Foram características das Rebeliões Coloniais acontecidas na segunda metade do sec
XVIII:
a) não apresentavam fatores ideológicos ou intelectuais que as direcionassem.
b) marcaram claramente a posição dos senhores de engenho contra a União Ibérica e suas
conseqüências para o Brasil.
c) contaram com a participação das camadas populares, que coordenaram e integraram os
movimentos, abrindo caminho para a Independência do Brasil.
d) tinham como proposta comum a emancipação política em relação à metrópole.
e) foram movimentos locais de caráter reivindicatório, sem despertar reações por parte de
Portugal.

42. Sobre a Revolta de Beckman é corretor assinalar que:


a) acontecida no Maranhão, teve como motivação protestos contra a Cia de Comércio que
monopolizava os produtos e preços na região Norte.
b) teve em Manoel Beckman e em Tomás Antônio Gonzaga seus principais líderes.
c) lutou pela emancipação do Maranhão em relação à região norte do Brasil e com isso
conseguiu a separação desta Capitania do Amazonas.
d) procurou nos escravos libertos o principal braço aramado contra a dominação portuguesa
na região.
e) estava inserida no contexto de crise da borracha pós I Revolução Industrial, fato que gerou
desemprego à região norte.

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43. Está correta a afirmativa abaixo:


a) Revolta dos Mascates, aconteceu em Pernambuco, no anão de 1710, e contou com ideais
Iluministas na sua difusão.
b)Revolta de Vila Rica ou Felipe dos Santos, aconteceu em Minas Gerais em 1720, contra as
Casas de Fundição.
c) Revolta de Beckman, aconteceu em Pernambuco no ano de 1684, e conseguiu a
emancipação do Maranhão.
d) Conjura dos Alfaiates aconteceu na Bahia em 1798 e queria apenas melhores condições de
vida para os negros da região.
e) Inconfidência Mineira, acontecida em 1789, teve como pano de fundo a crise pela qual
passava a economia açucareira em Minas Gerais.

44. Entre outras coisas percebemos como diferença entre a Conjuração Baiana e a Conjuração
Mineira:
a) a primeira foi dirigida pelos grupos oligárquicos, enquanto a segunda pelas camadas
populares.
b) a primeira foi um movimento de cunho nativista sem teorias emancipatórias, a segunda
tinha na instalação das Casas de Fundição seu principal ponto de reivindicação.
c) a primeira continha ideias de melhorias sociais, de condições de trabalho e igualdade
popular, a segunda não previa a liberdade aos escravos.
d) ambas não possuíam diferenças significativas, uma vez que ambas foram Movimentos de
Libertação nacional.
e) ambas viam na separação de Portugal a solução para seus problemas, porém a Conjura
Baiana observava numa Monarquia Parlamentar Constitucional com voto censitário e em aberto a melhor
forma política.

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45. Os Autos da Devassa foram os processos sobre as responsabilidades dos inconfidentes


mineiros no séc. XVIII, sobre estes processos podemos observar:
a) apuraram que os inconfidentes desejavam apoiar Danton no processo revolucionário
francês.
b) observaram a plena defesa dos direitos dos inconfidentes, a ponto de lhes assegurar o
direito a visitas íntimas.
c) comprovaram os ideais iluministas presentes na revolta e perspectiva de fundarem uma
República.
d) detectaram que os inconfidentes desejavam fundar universidades e a elas dar acesso a toda
a população mineira, sem descriminação.
e) foram conduzidos de maneira a incentivar o debate jurídico na colônia, fato este que
preparou os brasileiros ao hábito de defender direitos constitucionais.

46. Sobre Tomás Antônio Gonzaga pode-se afirmar que:


a) escreveu a obra conhecida como Cartas Chilenas, na qual critica o sistema colonial
português.
b) foi um dos líderes da Conjura de Nosso Pai, sendo por isso condenado ao suicídio.
c) foi apenas mais um dos envolvidos nos Autos da Devassa sem, contudo, ter-se comprovado
sua participação na Guerra dos Mascates.
d) esteve presente nos principais movimentos de libertação acontecidos no Brasil colonial, por
isso tornou-se reverenciado em Minas Gerais.
e) foi um poeta menor do romantismo brasileiro, mas teve como mérito influenciar as obras
de Machado de Assis.

47. Foi um dos fatores que explicam a crise do ASC (Antigo Sistema Colonial) português:
a) o despertar da consciência de classe do povo brasileiro e de sua exploração pela via do trabalho.
b) crescimento do liberalismo inglês, que via no mercantilismo um entrave ao desenvolvimento das
práticas capitalistas que se estruturavam.
c) decadência lusitana provocada pelas rebeliões ocorridas na África, que motivaram o emprego de
exércitos portugueses naquele continente, desguarnecendo o patrulhamento no Brasil.
d) lutas coloniais no Império colonial inglês, que fez com que Portugal apoiasse a Inglaterra em face da
assinatura do Tratado de Methuen.
e) rompimento dos Tratados de Aliança e Amizade, Comércio e Navegação.

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48. Tratado de limites territoriais no qual foi empregado o princípio do “Uti Possidetis” e que
representou a configuração territorial do Brasil colonial que mais se assemelha ao Brasil republicano:
a) Tratado de Badajoz.b) Convênio do Pardo.
c) Tratado de Santo Ildefonso.d) Tratado de Madri.
e) Tratado de Utrecht.

49. O Tratado de Madri previa a retirada de várias missões jesuítas do território brasileiro e a
mudanças das populações indígenas para outras áreas. Isso provocou as chamadas Guerras Guaraníticas
com a consequente anulação do Tratado de Madri através do:
a) Tratado de Utrechtb) Convênio do Pardo.
c) Tratado de Santo Ildefonso.d) Bula Inter Coetera
e) Tratado de Badajoz.

50. Após a Guerra de Sucessão do Trono espanhol foram assinados vários acordos entre os
países europeus envolvidos nesta disputa. O tratado que demarcou a fronteira do Brasil com a Guiana
Francesa foi...
a) Tratado de Utrecht de 1713. b) Tratado de Utrecht de 1715.
c) Tratado de Madri d) Tratado de Santo Ildenfonso.
e) Tratado do Pardo.

51. O Tratado de Methuen, assinado em 1703 previa:


a) acordo entre Portugal e Espanha acerca da colônia de Sacramento.
b) acordo entre Portugal e Holanda acerca do refino e venda do açúcar.
c) acordo entre Inglaterra e Portugal acerca da transmigração da família Real para o Brasil.
d) acordo entre Inglaterra e Portugal acerca da venda manufaturas inglesas para Portugal.
e) acordo entre Inglaterra e Portugal consolidando o fim do tráfico negreiro para o Brasil por
pressões inglesas.

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52. A Revolta de Felipe dos santos, ou de Vila Rica, teve como razões:
a) os jesuítas, que eram contrários às atividades bandeirantes na região de Vila Rica.
b) ideais Iluministas, defendidas por Felipe dos Santos.
c) criação das Casas de Fundição e das Moedas para controlar a atividade aurífera.
d) afirmação dos bandeirantes em relação à atuação dos portugueses nas regiões mineradoras.
e) contra o monopólio da Cia de Comércio do Brasil.

53. A administração pombalina caracterizou-se, dentre outras medidas:


a) proibição da ordem jesuíta na metrópole e na colônia e tentativa de modernizar o Estado
português.
b) ampliação da autonomia das Câmaras Municipais e ataque às colônias espanholas na
América.
c) cancelamento das Derramas e desenvolvimento de manufaturas no Brasil.
d) assinatura do Tratado de Badajoz entre Portugal e Espanha e cancelamento do Tratado de
Tordesilhas.
e) cancelamento do Tratado de Methuen após o terremoto que destroçou Lisboa e fim do
tráfico negreiro.

54. São fatores que determinaram a transferência da sede administrativa da colônia de


Salvador para o Rio de Janeiro.
a) declínio açucareiro da Bahia e de Pernambuco, além da ascensão econômica das capitanias
do sul do Brasil.
b) melhor controle da Coroa em relação às áreas mineradoras além da perspectiva da ameaça
espanhola no sul do continente.
c) prática de centralização administrativa para evitar os movimentos nativistas que se
expandiam pela região Sul- Sudeste do Brasil.
d) crise açucareira agravada pela concorrência holandesa que passou a ser contornada pela
lavoura de café no Sudeste, por isso se fazia necessário a presença da administração próxima às lavouras
de café.
e) revoltas de escravos na Bahia provocaram o temor da Coroa em perder a capital
administrativa do Brasil, a exemplo do que aconteceu no Haiti.

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55. A ampliação da lavoura de algodão no Maranhão na segunda metade do sec XVIII pode
ser associada...
a) à decadência da produção açucareira indiana devido aos ventos de monções.
b) alternativa perante o declínio do extrativismo de pau-brasil e da pouca lucratividade do
café, ainda em expansão.
c) suprir as necessidades inglesas devido à I Revolução Industrial, afetada pelas lutas de
independência das Treze Colônias.
d) utilização do algodão como moeda de troca por negros escravos no Continente Africano.
e) decadência das Minas Gerais em virtude do contrabando de mercantilistas franceses e como
alternativa a esse declínio iniciou-se o cultivo de algodão.

56. Marque a alternativa que apresenta três tipos de atividades bandeirantes:


a) sertanismo de contrato, catequese, preação.b) banzos, prospector, tumbeiros.
c) tropas de resgate, missões, prospector.d) apresamento, bateias, prospecção.
e) apresamento, prospector, sertanismo de contrato.

57. Qual fator comum esteve presente nos seguintes movimentos coloniais: Revolta de
Beckman, Guerra dos Emboabas e Revolta de Vila Rica (Sedição de Felipe dos Santos)?
a) conflitos contra as Cias de Comércio Metropolitanas.
b) emancipações regionais.
c) reivindicações locais, sem propostas emancipatórias.
d) propostas abolicionistas.
e) romper o exclusivismo metropolitanos baseando-se nos ideais iluministas.

58. Foram propostas levantadas pelos inconfidentes mineiros no movimento de 1789:


a) fim da escravidão e do pacto colonial.
b) instalação de indústrias e universidade.
c) capital em São João Del Rei e abertura dos portos às Nações amigas.
d) apoio à mineração e difusão do Positivismo.
e) eleições universais e aumento do soldo dos militares.

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59. Em 1810 D. João assina Tratados com a Inglaterra. A assinatura destes Tratados teve
como consequência...
a) a posterior agressão de Napoleão com o tratado de Fontainebleu.
b) quebra do pacto colonial português sobre o Brasil, com predomínio das relações comerciais
com a Inglaterra.
c) transferência de recursos do Brasil para Inglaterra, tendo em vista a assinatura do Tratado
de Methuen.
d) intranquilidade na Espanha, tendo em vista o movimento criollo nas colônias americanas
que apoiavam D. João nas questões platinas.
e) invasão de D. João à antiga Colônia de Sacramento com aval dos generais franceses em
Lisboa.

60. A assinatura dos Tratados de Aliança e Amizade, Comércio e Navegação foi feita
mediante pressões inglesa, porém a assinatura destes Tratados também foi realizada ...
a) pela postura contrária aos norte-americanos adotada por Portugal em respeito à Inglaterra.
b) pela pressão de países europeus movidos pelos ideais da Santa Aliança.
c) pela influência de José da Silva Lisboa (Visconde de Cairu), que combatia o mercantilismo
e via no liberalismo econômico as soluções para os problemas portugueses.
d) através do sucesso da política econômica portuguesa em manter sob seu domínio o Brasil e
evitar que o Congresso de Viena o retirasse da Coroa portuguesa.
e) pela pressão de grupos brasileiros nativistas, que viam neste tratado a chance de
desenvolver a economia do Brasil.

61. Todos estes fatos são relacionados à presença da Família Real ao Brasil, EXCETO um:
a) Fim do Alvará de 1785.
b) Abertura dos Portos em 1808.
c) Tratados de 1810.
d) Início das lavouras cafeeiras.
e) Criação de escolas, como a medicina na Bahia e a Militar no Rio de Janeiro.

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62. Uma vez extinto o Alvará de Proibições, criado anteriormente por D. Maria I, o Brasil não
conseguiu desenvolver um parque manufatureiro adequado às suas necessidades. Este fato é entendido se
observarmos:
a) facilidades dadas aos industriais brasileiros e por isso pularam a fase manufatureira.
b) concorrência feita pelos produtos ingleses que entravam no Brasil com preços mais
competitivos e em grande quantidade.
c) não havia ainda um sentimento de nacionalidade, o que levou à população local a consumir
produtos franceses em vez de produtos brasileiros ou britânicos.
d) não houve a criação de escolas técnicas que formassem o pessoal qualificado para as
manufaturas brasileiras.
e) falta de interesse das elites brasileiras da época, pois estes estavam interessados apenas em
importar negros africanos e não participavam de outras atividades econômicas no Brasil.

63. Durante o Período Joanino da nossa História notamos a chegada de imigrantes suíços ao Brasil, estes
se estabeleceram em:
a) Penedo b) São Leopoldo c) Joinville d) Nova Friburgo e) Blumenau

64. O Brasil deixa de ser colônia e passa a condição de Reino Unido a Portugal e Algarves em
1815, esta elevação do status político brasileiro se deve, fundamentalmente...
a) às pressões dos portugueses, ansiosos pela volta da família real a Portugal.
b) ao fim das Guerras Napoleônicas e à reorganização européia através do Congresso de
Viena.
c) desejo de D. João em promover a gradual independência do Brasil sem perder o domínio
sobre o Brasil.
d) fim do pacto colonial, expresso anos antes com os Tratados de 1810.
e) pressões do liberalismo inglês presente na Santa Aliança que favoreceu as emancipações da
América Latina.

65. Os Tratados de Aliança e Amizade previam que ingleses presos no Brasil cometendo
algum crime deveriam ser levados às autoridades inglesas e por elas julgados; este foi o princípio
conhecido por:
a) Uti Possidetis b) Vini, Vidi, Venci
c) extraterritorialidaded) não agressão

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e) reciprocidade.

66. Fundamentalmente a Revolta Liberal do Porto, de 1820, desejava:


a) retorno da Família Real, com a permanência de D. Pedro no Brasil e manutenção dos
Tratados assinados em 1810.
b) proibição de navios ingleses aportarem em Portugal, devido a má administração de
LordStangford em território português.
c) recolonização do Brasil, criação da Constituição da mandioca e fim do tráfico negreiro.
d) retorno da família real, recolonização do Brasil e constitucionalização de Portugal.
e) manutenção do Brasil à situação de Reino Unido, retorno de D. João VI e
constitucionalização de Portugal.

67. Após o retorno da família real portuguesa a Portugal, D. Pedro permanece no Brasil como
Príncipe Regente, porém as recém-criadas Cortes de Lisboa tomam uma postura clara para recolonizar o
Brasil, agora Reino Unido. Como exemplo desta postura pode ser citado o decreto que subordina os
governos provinciais à Lisboa e não mais ao Rio de Janeiro, além das constantes pressões para que D.
Pedro retornasse para Portugal. O Príncipe Regente reage a estas pressões da seguinte maneira:
a) a demissão do Ministério dos Marqueses e a convocação de eleições provinciais.
b) nomeação de José Bonifácio Andrada e Silva como tutor de seu filho para que D. Pedro
retorne às Cortes de Lisboa.
c) aproximação de Simon Bolívar, para que este apoiasse o Brasil em sua independência e os
dois construíssem o Pan-americanismo.
d) a criação da Guarda Nacional, para que esta lutasse contra as tropas portuguesas no Brasil,
iniciando as lutas de independência.
e) a decisão de ficar no Brasil e a criação do decreto conhecido com “Cumpra-se”.

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68. Após a Independência do Brasil, os trabalhos para elaboração de um projeto


constitucional prosseguiram, a Carta que estava sendo elaborada em 1823 previa...
a) voto censitário baseado na renda líquida dos votantes.
b) voto a descoberto e limitado aos comerciantes.
c) limitação ao poder de D. Pedro I e voto censitário que privilegiava as oligarquias rurais.
d) criação do Poder Moderador, de uso exclusivo de D. Pedro I.
e) voto censitário, mas com perspectiva de estender o sistema eleitoral à mulheres viúvas
ricas.

69. D. Pedro I fecha a Assembleia Constituinte no episódio conhecido por...


a) noite das garrafadas. b) noite de mil anos.c) noite do fico d) noite da agonia. e) noite
da treva.

70. A Carta outorgada por D. Pedro I em 1824 estabelecia, além do Poder Moderador:
a) Senado vitalício. b) voto baseado em alqueires de mandioca.
c) voto universal. d) Câmara de Deputados com mandatos de 9
anos.
e) garantias trabalhistas a imigrantes europeus.

71. O movimento ocorrido no I Reinado, conhecido por Confederação do Equador em 1824,


pretendia:
a) pôr um fim na escravidão.
b) estabelecer o voto universal.
c) estabelecer uma República que incluía províncias do Nordeste e da região Norte.
d) uma Monarquia Constitucional baseada no voto censitário.
e) tratamento semelhante ao concedidos aos comerciantes ingleses.

72. D. Pedro I envolveu o Brasil em um violento conflito no sul da América do Sul entre 1825
e 1828. Estamos falando do (a):
a) Campanha do Prata. b) Guerra contra Oribe e Rosas.
c) Guerra da Tríplice Aliança. d) Guerra da Cisplatina.
e) Guerra contra Aguirre.

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73. D.Pedro I tornou-se Imperador do Brasil em 1822, porém Pedro não se manteve isento ao
que ocorria na Europa, principalmente em relação a Portugal, como prova desta afirmativa destacamos:
a) política exercida por D. Pedro para destruir a Constituição criada em Portugal após a
Revolta Liberal do Porto de 1820.
b) o golpe de Estado que Pedro articulou, juntamente com seu pai D. João VI, para destronar
sua avó D. Maria I.
c) atacou Caiena como revanche às humilhações sofridas durante a invasão dos franceses,
durante as Guerras napoleônicas.
d) lutou contra seu irmão D. Miguel para assegurar a posse do trono português a sua filha, D.
Maria da Glória.
e) efetuou uma política clara de reaproximação do Brasil a Portugal, com vistas à tentativa de
recolonizar o Brasil.

74. Assinale a alternativa correta:


a) o Ministério empossado por D. Pedro I conhecido por Ministério dos Marqueses ou dos
Medalhões era composto por brasileiros nobres.
b) o episódio conhecido como Noite das Garrafadas foi uma série de festividades em
comemoração à proclamação da Independência do Brasil.
c) o jornalista Líbero Badaró, do jornal paulista Observador Constitucional, foi assassinado
em 1830 e os culpados não foram identificados.
d) na constituição do Exército e da Marinha de Guerra Brasileira não foram empregados
mercenários.
e) D. Pedro manteve seu perfil descentralizador e conciliador de governar, prova disto foi a
criação do Poder Moderador, como fator conciliatório.

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75. Sobre as lutas de independência é corretor afirmar que:


a) as tropas portuguesas, comandadas pelo General Madeira de Melo, só foram
definitivamente expulsas da Bahia em 02 de julho de 1823, fato este conhecido como Independência da
Bahia.
b) os locais onde houve conflitos contra exércitos portugueses foram Maranhão, Pará, Piauí,
Ceará, Rio de Janeiro e Cisplatina.
c) as lutas para expulsar os portugueses da região sul se estenderam até a Argentina, pois esta
apoiava os portugueses, este fato originou a Guerra da Cisplatina.
d) a Inglaterra, veladamente apoiou as lutas de Independência, pois seu objetivo era
enfraquecer o exército brasileiro e assim melhor influenciar a política no Brasil.
e) D. João VI enviou para o Brasil uma poderosa esquadra, conhecida como Invencível
Armada, por isso as lutas de independência se prolongaram até 1823.

76. Na prática o Poder Moderador era...


a) um instrumento que limitava os poderes de Pedro I, tendo em vista seu caráter
conciliatório.
b) um instrumento centralizador que fortalecia a figura D. Pedro I do ponto de vista decisório.
c) um mero formalismo burocrático, uma vez que quem governava de fato o Brasil eram os
EUA através da Doutrina Monroe.
d) a ligação do governo brasileiro ao governo inglês, que manteve seus interesses econômicos
em relação ao Brasil.
e) a ligação dos comerciantes portugueses aos latifundiários brasileiros, pacificando assim os
atritos gerados pelas guerras de independência.

77. A Inglaterra reconheceu a Independência do Brasil, após EUA e Portugal, fato este
explicado por:
a) pela pressão do exército inglês, que instruía a jovem oficialidade brasileira.
b) pelo apoio que a Santa Aliança Europeia dispensava aos países recém-independentes na
América.
c) pelos interesses de comércio ingleses em relação ao Brasil.
d) pelos mercenários ingleses que ocupavam postos de subordinados na Marinha de Guerra
Brasileira e por isto estavam insatisfeitos.
e) pelo rompimento que D. Pedro I fez com os tratados de Aliança e Amizade, Comércio e
Navegação.

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78. A Constituição de 1824 tinha algumas características, dentre elas:


a) criação do Município Neutro.
b) federalismo, representado pela autonomia às províncias.
c) forte centralismo, representado pelo unitarismo.
d) as eleições diretas para Senadores, e estes não tinham vitaliciedade nos cargos.
e) o sistema eleitoral era baseado no número de alqueires de mandiocas.

79. Sobre a abdicação de D. Pedro I em 07 de 1831 assinale a alternativa que contenha afirmativas verdadeiras:
a) foi um mero jogo de interesses políticos naquele momento histórico, uma vez que a economia começava a dar
sinais de recuperação em função das lavouras de café e pelo fato da Inglaterra apoiar o Imperador, como
demonstrou ao reconhecer nossa independência.
b) foi fruto de uma crescente insatisfação em relação ao governo de Pedro I com seu perfil absolutista, sua
intervenção na questão sucessória em Portugal, sua aproximação ao Partido Português, à infrutífera e dispendiosa
Campanha da Cisplatina e à crise econômica.
c) marcou o início da luta política entre as oligarquias do Nordeste brasileiro contra as oligarquias do Sul do Brasil,
luta marcada pelo assassinato de Líbero Badaró e o flagrante apoio de Pedro I às oligarquias nordestinas, pois
Pedro I havia eliminado a ameaça republicana no Nordeste que a Confederação do Equador representava.
d) a abdicação foi a representação do desejo se implantar uma Republica no Brasil, pois o período que seguiu à
abdicação , Período Regencial, ficou conhecido como “uma experiência republicana” no Império do Brasil, além de
eliminar a predomínio econômico que os comerciantes portugueses, apoiados por D. Pedro I, representavam.
e) foi um mero acaso, pois aliou o descontentamento das camadas mais baixas da população brasileira ao fato de D.
Pedro I sentir-se insatisfeito com seus casamentos arranjados, por isso desejava retornar a Portugal elonge das
responsabilidades de governar, levar sua vida sem interesses públicos, por isso deixou no Brasil seu filho, Pedro de
Alcântara, para sucedê-lo ao trono brasileiro.

80. “Fui liberal; então a liberdade era nova no país, estava nas aspirações de todos, mas não nas leis; o poder era
tudo; fui liberal. Hoje, porém, é diverso o aspecto da sociedade: os princípios democráticos tudo ganharam e muito
comprometeram; a sociedade, que então corria risco pelo poder, entre risco pelo poder e pela anarquia”. Este texto
foi proferido pelo político do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos criticando o liberalismo e um maior
centralismo. O grupo político que representava estas ideias liberais foi o:
a) Liberal Exaltado b) Restaurador c) Caramuru d) Progressista e) Regressista

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81. O período da História do Brasil conhecido por “Regencial” foi marcado por agitações
políticas, institucionais e econômicas. Neste período encontramos as seguintes características:
a) movimentos de Libertação Nacional, expressos nos movimentos Nativistas regionais.
b) decadência da região mineradora provocando descontentamento das elites econômicas
ligadas aos ingleses.
c) lutas pelo poder dos diferentes grupos oligarcas e agitações provocadas pela desigualdade
social.
d) apoio que os liberais exaltados davam ao retorno de D. Pedro I ao Brasil, fato este que
desagrada ao Partido conhecido como Caramuru.
e) apoio que as oligarquias rurais deram a todos os movimentos que desejavam a
transformação social e a dependência ao mercado externo.

82. Como fato marcante do Período Regencial podemos enunciar a criação da Guarda
Nacional pelo Ministro da Justiça, Diogo Feijó em 1831, sobre a criação desta instituição pode-se afirmar
que:
a) tinha por objetivos debelar agitações nos diferentes locais do País e foi instrumento de
afirmação dos poderes locais.
b) foi um instrumento que reivindicava o retorno de D. Pedro I ao Brasil e formação de
grupos locais voltados para o abolicionismo.
c) foi apenas uma satisfação dada aos ingleses, que pressionavam por organização social,
conhecida como “lei para inglês ver”.
d) foi criada para substituir o Exército nos conflitos travados na região norte do Brasil contra
os cangaceiros que lutavam contra os coronéis do sertão.
e) era apenas mais um órgão policial que cuidava da segurança durante as eleições, porém
acabou pressionando eleitores, pois o voto era descoberto.

83.O Ato Adicional de 1834 foi caracterizado por:


a) centralização, fomentador do desenvolvimento econômico regional, conciliador das facções
políticas rivais e criador da Regência Una.
b) tornou Regência Trina Permanente, acabou com o Conselho de Estado, deu ao regente a
atribuição de nomear os Presidentes das Províncias, extinguiu a Guarda Nacional e manteve o Brigadeiro
Francisco Lima e Silva nas regências.

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c) criou o Município Neutro (Rio de Janeiro), tornou a Regência Uma, delegou ao regente a
tarefa de nomear os presidentes das províncias, ao mesmo tempo em que dava maior autonomia às
Províncias, além de acabar com o conselho de Estado.
d) foi o causador do início da Farroupilha, tornou inelegíveis os portugueses radicados no
Brasil, deu maior autonomia Às Províncias e ampliou o sistema eleitoral brasileiro e criou o Conselho de
Estado.
e) marcou uma fase conciliatória entre o partido liberal e conservador, iniciou um período de
conturbação social e selou a coexistência pacífica entre o Exército e as Guardas Nacionais e deu maior
autonomia ao Conselho de Estado.

84. Assinale a alternativa correta quanto às revoltas do Período Regencial, os períodos


corretos em que ocorreram e os locais em que elas se deram:
a) Farroupilha, entre 1835 e 1855, ocorrida no Rio Grande do Sul.
b) Balaiada, entre 1838 e 1841, ocorrida no Maranhão.
c) Sabinada, entre 1837 e 1838, ocorrida no Rio de Janeiro.
d) Cabanagem, entre 1830 e 1831, ocorrida no Pará.
e) Revolta Malê, ocorrida em 1847 na Bahia.

85. Podemos afirmar sobre a Farroupilha...


a) Foi uma revolta essencialmente urbana, marcada pela disputa entre cabanos e farrapos.
b) Ocorreu em Santa Catarina e os revoltosos ocuparam territórios no Mato Grosso.
c) Favoreceu o surgimento de uma elite voltada à importação do charque platino no RS.
d) Teve causas econômicas, como a questão da tributação do charque gaúcho, e questões
federalistas.
e) Pregava a liberdade de escravos e a instituição de uma república em todo o território
nacional.

86. Sobre a Regência Trina Permanente, assinale a alternativa INCORRETA:


a) O Ministro da Justiça Diogo Antônio Feijó elaborou uma Lei que ficou conhecida como
“Lei Para Inglês Ver”, pois esta Lei não reprimiu de fato o tráfico de escravos para o Brasil.
b) Procurou equilibrar as forças políticas em disputa e, para tanto, criou o Ato Adicional à
Constituição Brasileira em 1834 que estabelecia, dentre outras determinações, a criação das Assembleias
Provinciais.

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c) Não conseguiu debelar as insatisfações regionais e por isso observamos surgir, durante a
Regência Trina Permanente, a Sabinada e a Balaiada.
d) na Regência Trina Permanente o “Avanço Liberal” esteve presente e uma das razões que
demonstram a supremacia dos Progressistas nesse período foi a criação da Guarda Nacional.
e) O Código de Processo Criminal foi aprovado, assim como a elevação da cidade do Rio de
Janeiro à categoria de Município Neutro.

87. Sobre a Revolta conhecida como Cabanagem, assinale a alternativa correta:


a) Aconteceu em Pernambuco e tinha na população mais humilde, os chamados mocambos,
os principais líderes desta revolta.
b) Foi uma revolta essencialmente de classes médias urbanas que desejava implantar uma
República em Minas Gerais.
c) Foi derrotada pelo futuro Duque de Caxias que contou com apoio da população local para
manter a ordem interna.
d) Marcou a mudança na política interna da Regência, pois por causa dela foi editado o Ato
Adicional de 1834.
e) Ocorreu devido, dentre outros fatores, às péssimas condições de vida da população da
região norte, motivando uma revolta violenta que chegou a ocupar Belém.

88. Acerca do “Golpe da Maioridade”, assinale a alternativa correta:


a) Alterou a Constituição Imperial de 1824, coroando Pedro de Alcântara como o segundo
Imperador do Brasil com o argumento de pacificar o Brasil, debelar revoltas e evitar fragmentação
territorial.
b) Favoreceu o grupo político dos Regressistas, pois a coroação de Pedro II fez com que os
Liberais fossem afastados do poder.
c) Foi direcionado e liderado pelos políticos que pretendiam a união com as Cortes de Lisboa,
uma vez que Pedro II poderia, mais tarde, assumir o Trono de Portugal.
d) Evitou a aliança entre os farrapos e os balaios que estavam vencendo as revoltas em seus
respectivos territórios.
e) Contou com o apoio de abolicionistas e republicanos, pois a partir da coroação de Pedro II
poderiam estruturar uma plena mudança na estrutura sócio-política brasileira.

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89. Podemos afirmar que tanto na Revolução Pernambucana de 1817, quanto na


Confederação do Equador de 1824...
a) o descontentamento com as barreiras econômicas vigentes foi decisivo para a eclosão dos
movimentos.
b) os proprietários rurais e os comerciantes monopolistas estavam entre as principais
lideranças dos movimentos.
c) a proposta de uma república era acompanhada de um forte sentimento antilusitano.
d) a abolição imediata da escravidão constituía-se numa de suas principais bandeiras.
e) a luta armada ficou restrita ao espaço urbano de Recife, não se espalhando pelo interior.

90. Em relação à evolução político-partidária observada no Império Brasileiro, pode-se


afirmar que:
a) O Partido Português, também chamado de “Caramuru”, tornou-se o Partido Restaurador
durante o Período Regencial.
b) O Partido Brasileiro possuía, durante o Primeiro Reinado, duas tendências internas. Uma
delas era o grupo conservador, que defendia o absolutismo de Pedro I.
c) O Partido Progressista se tornou, no final do Período Regencial, no Partido Conservador, e
defendeu as ideias centralizadoras (unitaristas)
d) O Partido Regressista, conhecido como Partido Farroupilha, se tornou o principal
beneficiado durante o chamado “Avanço Liberal”.
e) As Regências marcaram uma fase de estagnação do quadro político partidário, pois só
pudemos observar uma mudança dos Partidos Políticos no início do Segundo Reinado.

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GABARITO – EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO AP I

1–B 2–D 3–E 4–D 5 – C6 – E 7–D 8–D 9–C 10 – C


11 – D12 – A 13 – D 14 – C 15 – A 16 – A 17 – D 18 - C 19 – A 20 – E
21 – D22 – C 23 – C 24 – B 25 – E 26 – D 27 – B 28 - C 29 – D 30 – B
31 - A 32 – D33 – B 34 – E 35 – A36 – B37 – A38 – B39 – D40 – D
41 – D42 – A43 – B44 – C45 – C46 – A47 – B48 – D49 – B50 – A
51 – D52 – C 53 – A 54 – B 55 – C 56 – E 57 – C 58 – B 59 – B 60 – C
61 – D62 – B63 – D64 – B65 – C66 – D67 – E68 – C69 – D70 – A
71 – C72 – D73 – D74 – C75 – A76 – B77 – C78 – C79 – B80 – E
81 – C82 – A83 – C84 – B85 – D86 –C87 – E88 – A89 – C90 – A

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