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A IMPORTÂNCIA DA APRESENTAÇÃO DAS VIDRARIAS E

RISCOS NO LABORATÓRIO PARA TURMAS DE 9° ANO DO


COLÉGIO 04 DE OUTUBRO – TAMBORIL - CE.

Ana Cristiane da Silva Gomes¹, Karynne Araújo de Souza Jorge², Francisco


Antonio Diêgo Alves Camêlo 3, João Carlos Ribeiro de Sousa4, Thaís de Sousa
Feitosa5, Ana Lúcia Rodrigues da Silva6

¹Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Crateús, e-mail:


cristiane.gomes@aluno.uece.br
²Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Crateús, e-mail:
karynne.araujo@aluno.uece.br
3
Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Crateús, e-mail:
francisco.diego@aluno.uece.br
4
Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Crateús, e-mail:
sousa.carlos@aluno.uece.br
5
Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Crateús, e-mail:
thais.feitosa@aluno.uece.br
6
Universidade Estadual do Ceará, Faculdade de Educação de Crateús, e-mail:
rodrigues.silva@uece.br

RESUMO. O objetivo principal do trabalho foi mediar conhecimentos para alunos de


9° ano do Colégio 04 de Outubro - Tamboril-CE sobre as vidrarias e riscos que podem
ser evitados no laboratório. A mediação dos conhecimentos foi feita através de uma
aula prática sobre o assunto, realizada pelos licenciandos em Química da Faculdade
de Educação de Crateús (FAEC). Após a realização, foi aplicado questionários para
os 22 educandos presentes, questionando-os sobre a quantidade de vezes que eles já
haviam frequentado o laboratório, se já possuíam conhecimentos acerca das
utilizações e riscos das vidrarias, sobre a contribuição dessa atividade para
compreensão do assunto abordado, a importância das aulas de laboratório no ensino
de química do ponto de vista dos mesmos, e por fim, como eles avaliam a importância,
para o futuro, dos conhecimentos adquiridos durante a realização da atividade.

Palavras-chave: Vidrarias; Laboratório; Química.

1. INTRODUÇÃO
Hodiernamente a utilização de aulas laboratoriais no ensino de Química é uma prática
imprescindível para alguns professores que buscam relacionar a teoria com a prática, para isso,
utilizam-se de vidrarias e reagentes para apresentar de forma teórica conceitos vistos no livro
didático. Em contrapartida, é pouco abordado sobre o manuseio correto e os riscos das vidrarias
durante as práticas experimentais, deste modo, os discentes ficam expostos a supostos riscos,
como contaminações, queimaduras, intoxicações, dentre outros.
CARDELLA (1999), aponta que os acidentes laboratoriais com substâncias químicas
são os mais comuns e bastante perigosos. Segundo ele, é no momento do transporte e
preparação de soluções que devem ser tomadas medidas de precauções e cuidados devidos para
evitar acidentes químicos. Ainda sobre o transporte de vidrarias e outros materiais, FONSECA
(2009) destaca que devem ser realizados com segurança e em condições adequadas, evitando-
se derramamentos que podem gerar situações de emergência e graves consequências. Com
relação ao manuseio e armazenamento de produtos químicos, o mesmo ressalta que estes
requerem um conhecimento sobre suas propriedades.
CARNEIRO (2014) e FIORI (2014) expõem que o assunto sobre normas de segurança
nas atividades experimentais em laboratórios de ciências requer maior atenção, e que o principal
fator ocasional de acidentes nesse âmbito deve-se a erros decorrentes da falta de conhecimento
do uso correto dos equipamentos e vidrarias.
Mediante os fatos elencados, torna-se condição indispensável que seja trabalhado o tema
nas instituições de ensino, principalmente no contato inicial dos educandos com o laboratório
de Ciência, visando tornar os mesmos sujeitos ativos durante as práticas e prudentes com
relação ao uso dos materiais laboratoriais. Tendo o exposto em vista, licenciandos de Química
da Faculdade de Educação de Crateús (FAEC) durante a disciplina de Estágio Supervisionado
no Ensino Fundamental, objetivaram desenvolver uma ação com alunos de 9° ano do Colégio
04 de Outubro - Tamboril-CE, com o intuito de promover conhecimentos sobre as vidrarias e
riscos que podem ser evitados no laboratório.

2. METODOLOGIA
Inicialmente foi selecionado os discentes para participarem da atividade, a seleção se
deu de forma avaliativa de acordo com o comportamento e participação dos mesmos durante as
aulas de Ciências. Deste modo, selecionou-se uma amostra de alunos das turmas de 9° ano "A",
"B", "C" e "D" do Colégio 04 de Outubro - Tamboril-CE, totalizando um total de 22 discentes,
sendo seis (06) do "A", quatro (04) do "B", sete (07) do "C" e cinco (05) do "D". Após a escolha,
foi ministrada uma aula experimental, em que foi apresentado as vidrarias juntamente com os
riscos que podem ocorrer em um laboratório caso não sejam feitos manuseios corretos e tomado
algumas precauções. No final da prática, foi aplicado um questionário contendo um total de
cinco (05) questões. As questões 1, 2, 4 e 5 objetivam-se conhecer de maneira geral a
quantidade de vezes que os discentes frequentaram o laboratório de Ciências no período escolar,
sobre o conhecimento prévio em relação à utilização das vidrarias, a importância das aulas de
laboratório no ensino de química na visão dos mesmos, e como eles avaliam a importância dos
conhecimentos adquiridos durante a realização da atividade para o futuro, respectivamente. A
questão três (03) é uma avaliação numérica em uma escala de 1 (um) a 5 (cinco) contendo itens
(da letra "a" até a letra "b"), sendo que cada uma, os discentes julgariam qual o grau que melhor
se adapta a sua satisfação com relação à ação desenvolvida, em que a letra "a" é sobre o quanto
ajudou a aprender as utilizações das vidrarias e seus nomes, e a "b" é relacionado com os riscos.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Averiguando os dados obtidos através da aplicação de questionários,
observamos que com relação ao questionamento feito sobre quantas vezes os discentes
frequentaram o laboratório no período escolar, 43% dos analisados responderam que
frequentaram o laboratório mais de cinco vezes, 10% de duas a três vezes, enquanto
47% responderam apenas uma ou nenhuma vez. Pode-se observar que as aulas de
laboratório não ocorrem com frequência na instituição de ensino.
Após serem questionados se já possuíam conhecimentos dos nomes, utilizações
e riscos das vidrarias em laboratório, 52% dos alunos afirmaram que conheciam as
vidrarias e os riscos que estão expostos em laboratório, mesmo que fosse de forma
parcial. Contudo, 48% dos alunos não detinham nenhum conhecimento sobre os
conteúdos relacionados às vidrarias e aos riscos em laboratório, o que poderia
futuramente implicar em problemas para estes.
Ao ser induzidos a avaliarem em uma escala de 1 (um) a 5 (cinco) se a ação
desenvolvida sobre as vidrarias ajudou no aprendizado das utilizações das mesmas, 62%
dos discentes atribuíram a nota máxima, e 38% avaliaram com nota 3 e 4. E com relação
à avaliação sobre a contribuição da atividade desenvolvida para o conhecimento sobre
os riscos que o laboratório pode oferecer, 71% avaliaram com nota 5, enquanto 29%
atribuíram notas de 1 a 4. Analisando esses dados é notório que ambos assuntos foram
de grande relevância para formação discente, mostrando que a ação desenvolvida foi
essencial para o aprendizado dos mesmos em relação às vidrarias e os riscos.
Quando questionados sobre a importância das aulas em laboratório no ensino de
Química, 48% dos educandos responderam que a importância das aulas práticas é
dinamizar o processo de ensino-aprendizagem e despertar o senso de curiosidade dos
alunos, 24% acreditam que as aulas experimentais contribuem apenas para despertar o
senso de curiosidade pelo conteúdo, e 28% afirmam que apenas ajuda a compreender o
assunto de forma diferenciada.
Por fim, 100% dos discentes avaliaram como de grande importância os
conhecimentos adquiridos na apresentação para o futuro dos mesmos. Nota-se, por
tanto, que foi relevante o desenvolvimento desta ação para os educandos.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

5. REFERÊNCIAS
CARDELLA, B. Segurança no trabalho Prevenção de Acidentes – Uma
abordagem holística. Editora Atlas, São Paulo. 1999.
CARNEIRO, Cleiriane; FIORI, Simone. A importância das normas de segurança
nas atividades experimentais em laboratórios de ciências. Paraná: [s.n.], 2014. v.
1.
FONSECA. J. C. L. Manual para gerenciamento de resíduos perigosos. - São
Paulo: Cultura Acadêmica, 2009

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