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Edição 17 – 3° Trimestre de 2019

Mordomia Cristã

✓ Subsídios Bíblicos

✓ Estudos para Professores

✓ Artigos Teológicos

Aprendendo a administrar o tempo,


Bens e Talentos

Subsídios EBD
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Edição: 17
Ano: 2019
Formato: Digital - PDF
Periocidade: Trimestral
Trimestre: 3° de 2019
Comentarista: EV. Jair Alves
Publicação: Site Subsídios EBD: www.subsidiosebd.com
Contato com a Redação: projetosbiblicos@live.com

Atenção!
➢ É proibido disponibilizar esta obra para downloads em sites, blogs,
Redes Sociais e Grupos do WhatsApp.

➢ Ao comprar este E-book, você remunera e reconhece o trabalho de


Nosso Site da Escola Dominical e nos ajuda a continuar
disponibilizando auxílios para lhe ajudar na escola Bíblica Dominical.

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Apresentação 2

A fim de disponibilizar uma fonte de estudos e pesquisas para


alunos e professores de Escolas Bíblicas, o Blog “Subsídios EBD”
criou o “E-book: Subsídios EBD”.

O “E-book: Subsídios EBD” é uma fonte auxiliadora trimestral


dos professores e alunos de Escolas Bíblicas.

• Esta ferramenta trata-se de uma grande fonte de pesquisas e


estudos para quem deseja aumentar os seus conhecimentos relacionados
à área da Escola Bíblica e outras relativas ao conhecimento teológico.

• Nossos leitores têm subsídios para cada lição de adultos e vários artigos
teológicos.

• Nossa proposta editorial: Fonte de Estudos e Pesquisas do Professor e do


Aluno de Escola bíblica Dominical.

• Esta é uma ferramenta indispensável para professores e alunos de Escolas


Bíblicas.

• Além deste e-book, nossos leitores contam com publicações de estudos e


outros subsídios para alunos e professores da Escola Dominical em nosso
blog OFICIAL: sub-ebd.blogspot.com.br

EV. Jair Alves


O idealizador da “Revista E-book Subsídios EBD” – Setembro de 2015

Nisto cremos:

✓ Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para


ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.

✓ Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente


instruído para toda a boa obra (2 Tm 3.16,17).

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Subsídios para cada Lição Bíblica – 3° trimestre de 2019 3

Informações:

1- Os Subsídios são baseados nos temas das lições bíblicas de adultos;


2- Esses Subsídios são uma das maiores fontes de Pesquisas para cada
lição a ser estudada neste trimestre.
3- Não esqueça: Esses subsídios trata-se de fonte auxiliar, e não substituta,
das lições bíblicas de adultos, CPAD. Use-os como fonte de pesquisas e
consultas no preparo de suas aulas;
4- Foram usadas algumas das melhores fontes bibliográficas;
5- Esses Subsídios podem ser usados em:

✓ Escola Bíblica Dominical


✓ Cultos de Ensinos
✓ Simpósios
✓ Estudos Bíblicos
✓ Escolas Teológicas
Indicação - para:
• Professores (as) da Escola Dominical
• Superintendentes
• Alunos da Escola Dominical
• Obreiros
• Pregadores (as)
• Teólogos

Boa leitura
Site Subsídios EBD
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Sumário 4
Apresentação.............................................................................................................................. 2
Subsídios para cada Lição Bíblica – 3° trimestre de 2019 ............................................... 3
Lição 1 – O que é a Mordomia Cristã ......................................................................................... 5
Lição 2 – A Mordomia do Corpo ............................................................................................... 11
Lição 3 – A Mordomia da alma e do espírito............................................................................ 17
Lição 4 - A Mordomia da Família .............................................................................................. 27
Lição 5 – A Mordomia da Igreja Local ...................................................................................... 35
Lição 6 – A Mordomia da Adoração ......................................................................................... 40
Lição 7 – A Mordomia dos Dízimos e Ofertas .......................................................................... 46
Lição 8 – A Mordomia do Tempo ............................................................................................. 52
Lição 9 – A Mordomia do Trabalho .......................................................................................... 58
Lição 10 – A Mordomia das Finanças ....................................................................................... 64
Lição 11 – A Mordomia das Obras de Misericórdia ................................................................. 69
Lição 12 – A Mordomia do Cuidado com a Terra ..................................................................... 74
Lição 13 – Seja um Mordomo Fiel ............................................................................................ 81
Recursos Adicionais ............................................................................................................ 84
(1) Aprendendo sempre para melhor servir ao Senhor .................................................................... 84
(2) Lendo e Estudando a Bíblia .......................................................................................................... 92
(3) O Professor Vocacionado e sua Capacidade de Incentivar o Aluno ............................................ 95
(4) Superintendente: Gestor e Professor ........................................................................................ 101
(5) O que uma mente cansada ou doente é capaz de gerar ........................................................... 108
(6) O ministério de mestre ou doutor ............................................................................................. 111
(7) Não julgueis ............................................................................................................................... 115
(8) Conhecendo nossa Personalidade ............................................................................................. 119
(9) A Igreja de Cristo ........................................................................................................................ 127
(10) A inspiração da Bíblia ............................................................................................................... 133
Referência Bibliográficas ........................................................................................................ 139

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Subsídio 1
5

Lição 1 – O que é a Mordomia Cristã


Introdução
Um mordomo é uma pessoa que administra os bens de outra pessoa. Ele
próprio não possui esses bens, mas tem o privilégio de desfrutá-los e de
usá-los de modo a beneficiar seu senhor. O mais importante para o
mordomo é servir ao Senhor fielmente (1 Co 4.2). Deus possui tudo (Rm
11.36; Salmos 24.1). Mas, na qualidade de mordomos, administramos e
tomamos conta das coisas para Ele. Temos obrigação de sermos fiéis nesta
administração.

I – CONCEITO DE MORDOMIA

Mordomo Texto Mordomia


“O mordomo” (Lc 16.1). Gn 39.4-8, Mordomia significa Função do
[No grego oikonómos] era RA; mordomo.
um profissional que Lc 12.42; No sentido Bíblico significa a
gerenciava os fundos ou Lc 16.1,3,8 utilização responsável e amorosa
propriedades de outra RC dos recursos que o Senhor colocou-
pessoa. Na época do Novo nos à disposição visando a sua
Testamento esse indivíduo glória e a expansão de seu Reino.
tanto podia ser um escravo Entre estes recursos, acham-se
quanto um empregado. nossos talentos naturais e
espirituais, haveres, tempo e a
própria vida (Dicionário Teológico
CPAD).

II - O MORDOMO NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento.

A palavra mordomo, no hebraico, é Ha-ish asher al: “homem que está sobre”,
referindo-se ao mordomo de José (Gn 43.19); Asher al bayth: “quem está sobre
a casa” — idem (Gn 44.4); Bem mesheq: “filho da aquisição”, referindo-se a
Eliézer, o mordomo de Abraão (Gn 15.2). A palavra sempre se refere a uma
pessoa de elevada confiança, a quem um rico proprietário confia os seus bens,
bem como a administração de sua casa e dos seus empregados ou servos.

2. No Novo Testamento.
Há várias palavras gregas traduzidas por mordomo.

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✓ Epitropos: Com o significado de “encarregado”. Vemos essa palavra em 6


Mateus 20.8 (o mordomo da Parábola dos trabalhadores); em Lucas 8.3
(ref. a Cuza, procurador ou mordomo de Herodes); Gálatas 4.2 (ref. a
tutores e curadores de um menor).
✓ Oikonómos: Significa “mordomo”. Encontramos esse termo em Lucas
12.42 (o “mordomo fiel e prudente”); Lucas 16.1 (ref. ao mordomo infiel);
Romanos 16.23 (“o procurador da Cidade”); 1 Coríntios 4.1,2
(“despenseiros de Cristo”). A palavra vem de oiko (casa) e nomos
(administrador, despenseiro). O dono da casa era o oikodespotes (Mc
14.14).

3. Mordomo inteligente.

O mordomo inteligente reconhece que:


➢ Deus é o grande Criador de todas as coisas (Gn 1.1)
➢ Deus criou o sistema solar (Sl 104.19)
➢ Deus criou o reino vegetal (Sl 104.14)
➢ Deus criou os animais (Gn 1.20,21; Sl 50.10-12)
➢ No princípio Deus criou a raça humana (Gn 1.27; At 17.26)
➢ Os despenseiros devem ser achados em fidelidade (1 Co 4.2)
➢ Devemos dar a Deus tudo aquilo que lhe pertence (Mt 22.21)
➢ Somente Deus, o Doador da vida, tem o direito de tirá-la (1 Sm 2.6)
➢ Deus é o sábio construtor (Hb 11.10)
➢ A Deus devemos toda a nossa obediência (At 4.19)

O CRISTÃO COMO MORDOMO


Todas as atividades pessoais dos cristãos devem ser administradas
de acordo com os ensinamentos da Bíblia Sagrada. Diante de Deus,
a nossa administração inclui:
✓ A nossa vida (At 17.25; 1 Co 6.19; Gl 2.20; Jó 33.4)
✓ O nosso tempo (Sl 90.12; Ef 5.15,16; Cl 4.5)
✓ Os nossos talentos e capacidades (1 Pe 4.10; 1 Co 12.4-7,11)
✓ As nossas posses (Mt 6.19-21; Cl 3.1,2)
✓ As nossas finanças (1 Tm 6.6-10,17-19; Mt 6.24)
✓ O povo de Deus é mordomo do evangelho (1 Ts 2.4). Deus
confiou-nos o tesouro de sua verdade (2 Co 4.7), e é preciso
guardar esse tesouro (1 Tm 6.20) e investi-lo na vida de outros
(2 Tm 2.2).

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Cada um de nós possui determinado trabalho a fazer neste mundo, uma 7


incumbência que recebemos de Deus. Temos a responsabilidade de nos
manter fiéis até sua volta. Talvez não pareçamos bem-sucedidos a nossos
próprios olhos nem aos olhos do mundo, mas isso não importa. O que
Deus quer é fidelidade (1 Co 4.2).

A grande motivação da vida e do serviço cristão deve ser o desejo de


agradar ao Senhor para que, em sua volta, ele nos encontre trabalhando
fielmente.

III – LIÇÕES PARA OS MORDOMOS


➢ Em primeiro lugar, a usar as oportunidades com sabedoria (Lc 16.9).
Um dia desses, a vida chegará ao fim, e não será mais possível ganhar nem
gastar dinheiro. Assim, enquanto há oportunidade, deve-se investir o
dinheiro em "fazer amigos" para o Senhor. Isso quer dizer ganhar para
Cristo pessoas que, um dia, nos receberão de braços abertos no céu. Mais
cedo ou mais tarde, a vida e os recursos chegarão ao fim, de modo que
convém usá-los com sabedoria.

➢ A segunda admoestação é: sejam fiéis na maneira de usar as


riquezas materiais (Lc 16.10-12).

Riquezas Materiais
As riquezas materiais na perspectiva As riquezas materiais na perspectiva
mundana bíblica
Produz orgulho Produz humildade
Gera inveja Consideração para com os outros
Avareza Generosidade
Produz toda sorte de práticas ruins Bons frutos
Consumismo Consumo consciente
Acepção de pessoas Amor altruísta

➢ A terceira lição, Jesus admoestou-nos a ser inteiramente dedicados


ao Senhor e firmes em nossos propósitos (Lc 16.13; ver também Mt
6.19-24).
Não se pode amar nem servir a dois senhores. Quem escolhe servir ao
dinheiro, não pode servir a Deus. Quem escolhe servir a Deus, não servirá
ao dinheiro.
1. O mordomo infiel de Lucas 16 (1-8) foi elogiado?

Há quem sugira que a quantia retirada por ele da nota de crédito não
passava de propina que, desonestamente, havia acrescido ao valor

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original do título de seu patrão. Ainda que este fosse o caso, para Jesus a 8
questão é irrelevante. O mordomo não é valorizado por sua
desonestidade, mas por ter imaginado usar o dinheiro para preparar o seu
futuro. 1

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Mordomo Astuto (Lucas l6.1-13)
Poucas passagens do Novo Testamento, e discutivelmente nenhuma
parábola de Jesus, geram tantas interpretações variadas como a Parábola
do Mordomo Astuto. O ponto crucial do problema é que Jesus parece
apoiar um ato criminoso como exemplo para seus seguidores imitar (w.
8,9). Em consequência, os intérpretes discordam com o que o mordomo
está fazendo e com o ponto primário Jesus tenciona transmitir com esta
história.

Entre as muitas interpretações desta parábola, duas são dignas de serem


mencionadas.

1) O mordomo astuto se comporta como um salafrário ao longo da


história. Por esta avaliação, o mordomo emprega mal as posses do seu
senhor; quando confrontado com sua fraude, ele falsifica as contas dos
devedores do seu senhor abaixando os saldos a fim de obter favor deles.
O dilema para o leitor cristão é que por esta interpretação da parábola
levanta um caráter sem escrúpulos como exemplo a seguir. Embora esta
interpretação seja problemática, não é insuperável. Jesus em outros
lugares usa pecadores como exemplos (Lc 11.31; 18.2-7).

O mordomo não é louvado pelo seu senhor (ou por Jesus) porque furta,
mas porque premedita ao fazer provisão para o futuro.

2) Outros estudiosos sugerem que foi cobrado juro dos devedores, e que
a quantia original incluía o juro devido. Embora a lei do Antigo
Testamento proíba expressamente cobrar juro (Lv 25.36), pesquisas nas
práticas legais e financeiras do século I indicam que a lei judaica tinha
achado brechas para contornar esta advertência bíblica. Assim o
mordomo, quando confrontado com a perda de sustento, age dentro da
lei e reduz os saldos das contas dos devedores perdoando o juro devido e
ganhando o favor dos devedores. Ao mesmo tempo, seu senhor fica sob
luz generosa e, assim, pode desfrutar de uma imerecida reputação de ser
benevolente.
1
Guia do Leitor da Bíblia – Uma Análise da Gêneses a Apocalipse capítulo por capítulo - CPAD

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9
Note que Jesus dirige esta história aos discípulos (v. 1). A audiência que
Ele tencionava é de suprema importância para determinarmos qual
interpretação da parábola faz mais sentido. Na primeira opção, o tema da
parábola só pode ser o uso sábio de dinheiro. Mas da segunda perspectiva,
a parábola tem dois temas igualmente importantes: o uso sábio de
dinheiro e o arrependimento.

É somente quando o mordomo mostra arrependimento mediante atos de


caridade que ele pode usar o dinheiro sabiamente. E é apenas no contexto
deste tema de arrependimento que o contraste absoluto de servir Deus e
servir ao dinheiro, no versículo 13, faz sentido. A segunda interpretação é
preferida. A mensagem mais ampla para os discípulos é a que os desafia
a repensar sua cosmovisão, usando o âmbito das finanças como
ferramenta ilustrativa.

Está claro desde o início que a acusação lançada contra o mordomo não é
falsa, porque ele não se defende. O senhor toma tão a sério a acusação que
ele já resolve despedir o mordomo (v. 2). A pergunta que o senhor faz no
versículo 2: “Que é isso que ouço de ti?”, não é uma verdadeira
investigação sobre as ações do mordomo. Ele já sabe a resposta. Esta é
essencialmente uma pergunta retórica que revela o sentimento de
decepção e traição que o senhor deve ter experimentado: “Como tu podes
ter feito isso comigo?”

O senhor instrui o mordomo a preparar uma contabilidade final, o que lhe


dá tempo para engendrar um curso de ação. O mordomo astuto entra em
ação imediatamente. Como o filho perdido de Lucas 15.11-31, ele é
confrontado com uma escolha entre a mendicância ou o trabalho físico
estrênuo. Tendo muita vergonha de mendigar e se julgando fraco demais
para cavar (v. 3), ele descarta essas opções. Ao contrário do filho perdido,
ele nunca considera a opção de pedir misericórdia. Ele escolhe um curso
que elevará sua estima diante dos devedores do seu senhor (v. 4) e que ele
pode implementar sem demora.

Nos versículos 5 a 7, vemos este plano em ação. Os dois encontros


descritos aqui devem ser considerados representativos dos seus
procedimentos com todos os devedores do seu senhor. Três pontos são
dignos de menção.

1) As transações ocorrem “já” (v. 6).

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2) As transações ocorrem uma por uma em segredo. Para o mordomo, o 10


tempo é ingrediente fundamental. A atuação furtiva e a pressa com que
ele executa o plano são essenciais. Ele quer evitar que o senhor interfira
antes que o plano seja bem-sucedido.
3) As quantias discutidas entre o mordomo astuto e os devedores são
vastas. A benevolência engendrada por perdoar tais dívidas realmente
será grande.

A parábola conclui com a resposta do senhor, a qual é surpreendente e


chama a atenção (v. 8). Quando toma conhecimento dos astutos
procedimentos do mordomo, o senhor lhe elogia a desenvoltura. Da
mesma forma que achamos surpreendente a resposta do senhor, assim
achou a audiência dos dias de Jesus. E neste momento, tendo capturado a
atenção dos ouvintes com esta conclusão surpreendente, que Jesus começa
a fazer a aplicação.

Seu ponto inicial chega ao lugar desejado na conclusão do versículo 8.


Contudo, outra surpresa está reservada quando os pecaminosos “filhos
deste mundo” são favoravelmente comparados com “os filhos da luz”. É
sua desenvoltura e dedicação na realização das metas desejadas que são
sustentadas como exemplo de imitação. A implicação é que “os filhos da
luz”, cuja meta é infinitamente mais preciosa, deveriam ser muito mais
engenhosos e dedicados quando trabalham em favor da meta de um
“tesouro nos céus que nunca acaba” (Lc 12.33).

Cada pessoa tem de escolher ser mordomo a serviço do dinheiro ou


mordomo a serviço de Deus. Da mesma maneira que o amor que o
mordomo astuto tinha pelo dinheiro o impossibilitou de servir ao seu
senhor, o amor que o homem rico tinha pelo dinheiro o impossibilitou de
servir aos pobres e a Jesus (Lc 16.19-31). O amor que os fariseus tinham
pelo dinheiro (v.14) os impossibilita de servir a Deus, e o nosso amor pelo
dinheiro também nos impossibilita de servir ao Senhor (Comentário
Bíblico Pentecostal – Novo Testamento – CPAD)”.

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Subsídio 2
11

Lição 2 – A Mordomia do Corpo


Introdução
O corpo do servo de Deus é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19) e foi
comprado por bom preço (1 Co 6.20), o valor pago foi mais alto do que
prata ou ouro, foi o sangue de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (1
Pedro 1. 18,19; Ap 5.9), sendo assim, não somos donos, e sim, somos
mordomos de nosso corpo.

I – COMPREENDENDO O CORPO PARA A CORRETA


MORDOMIA
A Bíblia subdivide o homem em duas partes: "o homem exterior", que é o
seu corpo, e "o homem interior', que é composto da alma e do espírito (2
Co 4.16; Ef 3.16). Aqui veremos a sobre o homem exterior, no subsídio 3,
estudaremos acerca do homem interior – a mordomia da Alma e do
Espírito.

1. O corpo do homem

✓ Sua criação:
Gênesis 2.7 e 3.19

✓ Suas designações:
➢ Corpo Mt 6.22
➢ Carne Gl 2.20
➢ Corpo de humilhação Fp 3.21
➢ Vaso de barro 2Co 4.7
➢ Templo do Espírito Santo 1Co 6.19

✓ Seu futuro:
Todos os homens serão ressuscitados dos mortos (Jo 5.28,29). Os não-
redimidos serão ressuscitados para uma existência eterna no lago de fogo
(Ap 20.12,15), e os remidos, no céu (Fp3. 20,21).

O corpo do homem foi formado por Deus do pó da terra (Gn 2.7), isto é,
da mesma terra que temos hoje sob os nossos pés. Através de análise
química, sabemos que o corpo humano consiste de vários compostos,
como ferro, glicose, sal, carbono, iodo, fósforo, cálcio etc.

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O valor real do corpo está em sua alta finalidade de ser a morada da alma 12
e do espírito do homem (2 Pe 1.14,15; 2 Co 5.1,4; Jó 14.22; 32.8; Zc 12.1).

O corpo humano conserva a vida enquanto o espírito e a alma nele


permanecem. Quando o espírito (Ec 12.7; Tg 2.26; Lc 8.54,55) e a alma (At
20.9,10; 1 Rs 17.20-22; Gn 35.18) deixam o corpo, este morre. Por ser um
produto feito à semelhança de Deus, o corpo não será aniquilado, mas
ressuscitará (Jó 19.26). Outra afirmação de importância é que o corpo foi
determinado para ser templo do Espírito Santo (1 Co 6.20).
O corpo propriamente dito, que é (foi) formado do pó da terra, tem em si
“18” elementos, e estes são integrantes dos mais variados elementos
específicos que compõem a substância do universo físico. Estes elementos
são essenciais à vida do homem.
Vejamos quais são:
“Mais ou menos 72% de oxigênio, 14% de carbono, 9% de hidrogênio, 5%
de nitrogênio; os restantes 3,5% se compõem de pelo menos mais 15
elementos como cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro e vestígios
de iodo, cobre, zinco, etc.”.
Não existe no corpo humano qualquer elemento químico que também não
possa ser encontrado na terra. Eis a razão por que disse o Criador: “...até
que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó, e em pó te
tornarás” (Gn 3.19b). Somente o oxigênio se encontra no corpo em sua
condição elementar; os demais elementos estão em combinação com
outros e é impossível separá-los.

II – O MORDOMO E SEUS DEVERES PARA COM O CORPO


1. Deveres para com o corpo

✓ Alimento saudável;
✓ Higiene do corpo, da casa e das roupas assim evitando doenças;
✓ Visitas ao médico em caráter preventivo - vacinas, por exemplo,
exames preventivos, etc.;
✓ Descanso;
✓ Usar trajes santos;
✓ Lazer;
✓ Fugir da prostituição (1 Co 6.15-18, Cl 3.5);
✓ Não fazer uso dos inimigos do corpo: fumo, bebida e drogas.

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Cuidar do nosso corpo é um dever. Deus escolheu fazer dele o seu templo. 13
Sendo assim, deve ser usado de acordo com a vontade de Deus, que é boa,
perfeita e agradável. Sabendo que o nosso corpo não é nosso, mas de Deus.

2. O cuidado do corpo

Temos a responsabilidade de cuidar bem do nosso corpo, que deve ser


instrumento útil no serviço do Senhor. Paulo exorta, em Romanos 12.1:
“Rogo vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso
corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”.
Paulo descreve essa dedicação como um ato de “culto racional”. Isso quer
dizer que devemos fazer tudo para manter o nosso corpo em bom estado!
Precisamos seguir o exemplo de Paulo em 1 Coríntios 9.27: “Mas esmurro
o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha
eu mesmo a ser desqualificado”.
Enquanto existem pessoas que gastam muito tempo e dinheiro cuidando
do corpo, há crentes que negligenciam o seu corpo.
Para poder servir bem ao Senhor, precisamos ter corpo saudável, e para
mantê-lo saudável, temos que discipliná-lo!
1. Controle no comer e no beber – Precisamos ter uma alimentação sadia –
bastantes verduras e frutas. Devemos evitar ingerir coisas que vão
prejudicar o corpo – os fast foods, batata frita a toda hora, etc.
2. Controle da vida sedentária – Precisamos exercitar o corpo.
Antigamente, no dia a dia, as pessoas andavam a pé, mas hoje estamos
desacostumados a andar. Ao assistir à TV ou ouvir um CD, nem
precisamos mais nos levantar para mudar de canal – é só manter o controle
remoto por perto! A vida sedentária prejudica muito o corpo.
3. Controle no vestir – A Bíblia tem uma palavra, em 1 Timóteo 2.9 que
bem remata a respeito do vestir, especialmente para as mulheres cristãs
que devem se vestir “em traje decente”. A moda hoje não pensa em
decência, e sim em sensualidade. Também a moda dita que temos que
expor o corpo ao máximo. Mas a mulher cristã deve lembrar que a Bíblia
diz como ela deve se vestir: com modéstia e também com bom senso.
4. Manter o Corpo em ordem - Se queremos servir ao Senhor, é claro que
temos que manter o nosso corpo em ordem, cuidando da saúde física,
porque quando ficamos doentes ficamos limitados no serviço do Senhor.

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5. Controle da vida sexual – Se queremos apresentar o nosso corpo a Deus, 14


então, é lógico que vamos zelar pela pureza do corpo.
Não importa o que o mundo aceita como padrão normal. O padrão do
crente tem que ser diferente. O padrão bíblico é claro: “Pois esta é a vontade
de Deus: a vossa santificação. que vos abstenhais da prostituição; que cada um de
vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de
lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus” I Tessalonicenses 4.3,5. Em
outras palavras, o crente deve evitar relações sexuais antes do casamento
e fora do casamento.
6. Aparência e Essência - Será que compensa arriscar a vida para se
submeter aos padrões estéticos “impostos” por alguns segmentos da
nossa sociedade? A quem isso interessa?
Até quando o “parecer” prevalecerá ‘sobre o “ser”? A aparência sobre a
essência?

Diante de Deus, a essência sempre prevalecerá ante a aparência, “Porém o


SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua
altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem
vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” (1 Sm 16.7), ver também Mt.
23.25-28.

O nosso corpo deve ser usado de modo que glorifique o nome do


Senhor.
1 Coríntios 6.20: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus
no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

Não devemos fazer mal uso do nosso corpo, pois é morada do Espírito
de Deus.

1 Coríntios 6.19: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo,
que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos”?

III – O MORDOMO E OS PECADOS CONTRA O CORPO


Pecamos através do corpo e contra o corpo. Entre os pecados que
cometemos contra o corpo, podemos citar:

✓ “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as


formas (adultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, etc.).

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Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações 15


pornográficas (Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1 Co 5.1).
✓ “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e
vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração; inclui vida
devassa e atos impuros (Ef 5.3; Cl 3.5).
✓ “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e
mentais por meio de bebida embriagante. Intoxicação, embriaguez.

✓ “Glutonarias” (gr. Komos), i.e., diversões, festas com comida e


bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas,
sexo e coisas semelhantes. Bíblia On-line: “procissão noturna e
luxuriosa de pessoas bêbadas e galhofeiras que após um jantar
desfilavam pelas ruas com tochas e músicas em honra a Baco ou
algum outro deus, e cantavam e tocavam diante das casas de amigos
e amigas; por isso usado geralmente para festas e reuniões para
beber que se prolonga até tarde e que favorece a folia”.

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei
tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31).”

O corpo é a tenda na qual a alma do homem, qual peregrina, mora


durante sua viagem do tempo para a eternidade. À morte, desarma-se a
barraca e a alma parte. ( Is 38.12; 2 Pe 1.13, 14).

É dever do Mordomo do corpo constantemente apresentar-se diante de


seu Senhor - dono de nosso corpo -, a fim de lhe prestar a devida adoração.
✓ “ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que
apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus, que é o vosso culto racional (Romanos 12.1)”.
✓ “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em
espírito e em verdade (João 4.24)”.
✓ “Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto
(Salmos 100.2)”.
IV – RESUMO BÍBLICO ACERCA DO CORPO
N° Descrição Texto
1 O Corpo é o constituinte material do homem Sl 139.16
2 O nosso corpo deve ser consagrado a Deus Rm 12.1,2
3 O corpo do cristão é templo do Espírito Santo 1Co 3.16,17;
6.19

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4 O pecado não deve reinar em nosso corpo Rm 6.12 16


5 O corpo deve ser conservado irrepreensível 1Ts 5.23
6 Devemos glorificar a Deus em nosso corpo 1 Co 6.19,20
7 Os olhos guiam o corpo e dirigem seus Mt 6.22,23
movimentos
8 O corpo não é para prostituição 1 Co 6.13
9 Prestaremos contas daquilo que realizamos por 2 Co 5.10
meio do corpo

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17
Subsídio 3
Lição 3 – A Mordomia da alma e do
espírito
Introdução

A alma é o ponto de encontro do espírito e do corpo, porque ali estão os


dois fundidos. A alma estar entre O CORPO E O ESPÍRITO, unindo-os.

O espírito e a alma estão intimamente ligados que é difícil distingui-los


em detalhes. Porém isso não é motivo para pensarmos que o espírito e
alma é a mesma coisa. A alma sente (Jó 14.22). O espírito sabe (1 Co 2.12).

I – A MORDOMIA DA ALMA

1. Sua origem (Gn 2.7).

Aristóteles, Jerônimo e Pelágio, consideram que Deus criou


imediatamente a alma de cada ser humano e uniu-a ao corpo ou na
concepção, ou no nascimento, ou num período entre ambos. Os defensores
desta teoria apresentam em seu favor certos trechos da Escritura,
referindo-se a Deus como o Criador do espírito humano, juntamente com
o fato de que há marcante individualidade na criança, que não pode ser
explicada como simples reprodução das qualidades existentes nos pais.

Jerônimo diz que Deus “faz almas diariamente”.


As passagens frequentemente apoiadas pelos criacionistas são:
✓ Ec. 12.7 - "o espírito volta a Deus que o deu”;

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✓ Is. 57.16 - “as almas que eu fiz”; 18


✓ Zc. 12.1 - “o Senhor que forma o espírito do homem dentro dele”;
✓ Hb. 12.9 - “Pai dos espíritos”. Mas com igual clareza afirma-se que
Deus forma o corpo do homem: Sl. 139.13,14 - “Tu formaste o meu
interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Graças dou, visto
que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas
obras são maravilhosas”;
✓ Jr. 1.5 - “Antes que eu te formasse no ventre materno”.
O criacionismo considera o pai terreno gerando apenas o corpo de seu
filho - certamente não como o pai da parte mais elevada dele.

2. Características da alma.

✓ A alma sente sede de Deus, (Salmos 42.2) “A minha alma tem sede de
Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de
Deus”.

✓ A alma pode buscar ao Senhor humilhando-se, (Salmos 35.13)


“Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, a minha veste era pano de
saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para
o meu seio”. (Salmos 42.5) “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que
te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação
da sua presença”.

✓ A alma sente (Jó 14.22).

2.1. O homem interior.


A alma, junto com o espírito, forma o "homem interior", a parte imaterial
de todo ser humano. Embora a alma e o espírito estejam inseparavelmente
unidos, tanto dentro como fora do corpo, existe uma diferença entre eles.
A Bíblia diz que "a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do
que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do
espirito" (Hb 4.12).
A alma diz respeito à vida pessoal, ao indivíduo. Tem emoções (Jr 31.25)
e guerreia contra as paixões da carne (1 Pe 2.11).
2.2. Função da alma e do espírito.
A alma é a parte que orienta a vida do corpo, e estabelece o contato com o
mundo em redor, enquanto o espírito é a parte do homem que lhe oferece
a possibilidade de relacionamento com Deus.

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2.3. A alma é a sede do sentimento. 19


A Bíblia diz: "A minha alma tem sede de Deus" (Sl 42.2); "a minha alma se
alegrará no Senhor" (Sl 35.9); "a minha alma está quebrantada de desejar
os teus juízos" (Sl 119.20). É com a alma que podemos amar a Deus (Mt
22.37). A alma também sente-se aborrecida (2 Sm 5.8; Jr 14.19; Gn 42.21),
ficando triste e amargurada (2 Rs 4.27).
2.4. A inteligência reside na alma.
A alma é a sede do intelecto com todas as suas faculdades: pensamento,
entendimento e saber (Sl 139.14; Pv 19.2). A vontade tem também na alma
a sua sede. É a alma que centraliza o querer: "O que a sua alma quiser, isso
fará" (Jó 23.13).
A alma também é o centro do temperamento, pois nela habita a índole. À
alma pertencem também os desejos e as paixões em relação à vida natural
e física (Lc 12.19; Ap 18.14).
2.5. A alma do homem não está no sangue.
Quando a Bíblia, em Levítico 17.11, afirma: "a alma da carne está no
sangue", a palavra "alma" está sendo usada como sinônimo de "vida". Veja
em Gênesis 9.4: "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue,
não comereis".
A ideia de que o sangue significa a alma do homem abre a porta para
muitas contradições. Vejamos o texto de Apocalipse 6.9,10: "E, havendo
aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos
por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E
clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo
Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a
terra?"
Se a alma fosse a mesma coisa que o sangue, como então as almas
poderiam estar no Paraíso, debaixo do altar, uma vez que o seu sangue
havia sido derramado sobre a terra? Está bem claro que o sangue faz parte
do corpo, enquanto a alma é a parte imaterial e imortal do homem. Se a
alma fosse o sangue, uma transfusão sanguínea seria, na realidade, uma
transfusão de alma — receberíamos a alma de outra pessoa! Isso é
doutrina espírita! Um absurdo!
2.6. A alma pode ser salva.
A Bíblia fala da salvação da alma (Tg 5.20) e pergunta: "Que daria o
homem pelo resgate da sua alma?" (Mc 8.37) e: "Que aproveitaria ao

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homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Mc 8.36). Devemos, 20
portanto, encomendar as nossas almas a Deus, como ao fiel Criador,
fazendo o bem (1 Pe 4.19).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A origem da alma e do espírito humano

Sabemos que a primeira alma veio a existir como resultado de Deus ter
soprado no homem o sopro de vida. Mas como chegaram a existir as almas
desde esse tempo?

Os estudantes da Bíblia se dividem em dois grupos de ideias diferentes:


✓ Um grupo afirma que cada alma individual não vem proveniente
dos pais, mas sim pela criação Divina imediata. Citam as seguintes
escrituras: Is 57.16; Ecl. 12.7; Hb. 12.9; Zc 12.1.

✓ Outros pensam que a alma é transmitida pelos pais. Apontam o fato


de que a transmissão da natureza pecaminosa de Adão à
posteridade milita contra a criação divina de cada alma; também o
fato de que as características dos pais se transmitem à descendência.
Citam as seguintes passagens: João 1.13; 3.6; Rm. 5.12; 1 Cor. 15.22;
Ef. 2.3; Hb. 7.10.

A origem da alma pode explicar-se pela cooperação tanto do Criador


como dos pais. No princípio duma nova vida, a Divina criação e o uso
criativo de meios agem em cooperação. O homem gera o homem em
cooperação com "o Pai dos espíritos". O poder de Deus domina e permeia
o mundo (Atos 17.28; Hb 1.3) de maneira que todas as criaturas venham a
ter existência segundo as leis que ele ordenou. Portanto, os processos
normais da reprodução humana põem em execução as leis da vida
fazendo com que a alma nasça no mundo.

A alma e espírito é produto da criação de Deus, ou seja, para cada criança


que nasce Deus cria um espírito e uma alma para a mesma, é como se Deus
soprasse sobre cada criança a nascer, criando a sua alma e espírito, isto
baseado em Hebreus 12:9, Isaías 57:16 Eclesiastes 12:7, e se Deus é o pai
dos espíritos, somente ele pode criar uma nova alma.

As "cada alma individual deve ser considerada uma criação imediata de


Deus, que deve sua origem á um ato criador direto". evidências bíblicas

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usadas para reforçá-la são os textos que atribuem a Deus a criação da 21


"alma" e do "espírito" (Nm 16.22; Ec 12.7; Is 57.16; Zc 12.1; Hb 12.9).

II – A MORDOMIA DO ESPÍRITO HUMANO


1. O que é o espírito humano?

O espírito é a parte invisível do homem que, juntamente com a alma,


compõe o "homem interior". É aquela parte do homem que, como uma
janela aberta para o céu, lhe dá condições de sentir a realidade de Deus e
da sua Palavra (1 Co 2.10,12). Eis o que distingue o homem de qualquer
outro ser: só ele foi criado à imagem e semelhança de Deus. O espírito do
homem é a sede das suas relações com Deus. "O espírito do homem é a
lâmpada do Senhor" (Pv 20.27, Versão Revisada). Por esse motivo, a Bíblia
muitas vezes usa "coração" como sinônimo de "espírito": "Era um o
coração e a alma da multidão dos que criam" (At 4.32).

2. O não-crente.

O espírito do homem não-crente é morto, inativo, isto é, separado de Deus


(Ef 2.1-5; Lc 15.24,32; Cl 2.13; 1 Tm 5.6). Ele é dominado pelos seus pecados
e concupiscências (Ef 4.17-22; Tt 1.15), sem possibilidade de ver a glória de
Deus (2 Co 4.4).

3. O espírito do homem no processo de salvação.

Na salvação, o espírito do homem e vivificado (Ef 2.5; Cl 2.1 3). Um


despertamento começará no seu espírito (Ed 1.1) quando o Espírito Santo
o convencer do seu pecado, e da justiça e do juízo de Deus (Jo 16.8-10).
Quando o homem aceita Jesus como Salvador, recebe a vida eterna (Rm
6.23) e, então, "o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos
filhos de Deus" (Rm 8.16).
Agora, "eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17). O espírito do homem
vivificado pode, doravante, ver a glória de Deus, pois o véu que antes o
impedia foi tirado (2 Co 3.16). O seu coração tornou-se limpo e pode ver a
Deus (Mt 5.8), o Invisível (Hb 11.27). A luz resplandece em seu interior,
para "iluminação do conhecimento da glória de Deus". Agora ele pode
comprovar que Deus é bom (Sl 34.8), e com o seu espírito adorar ao Senhor
(Jo 4.23) e orar (1 Co 14.15,16), e o Todo-poderoso dará ao espírito do novo
crente a inspiração divina que o faz entendido (Jó 32.8).

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Assim, podemos observar com clareza que "o espírito do homem" não 22
significa "o Espírito Santo operando no homem", mas que esse espírito é
um órgão do seu "homem interior", onde o Espírito Santo opera, fazendo-
o ouvir a voz de Deus (At 2.7).

As três funções do espírito.


O espírito tem três funções principais. Estas são a consciência, a intuição e
a comunhão.

✓ Consciência. A consciência é o órgão que discerne; distingue o


bom e o mau.
Uma das faculdades mais importantes do espírito humano é a consciência
(Rm 2.15,16), que é uma "janela" existente no homem, pela qual Deus olha
para o seu interior.
A consciência é um "espião" de Deus que persegue o homem quando ele
peca, mas que lhe fala com uma voz elogiosa quando faz o bem.
A consciência é uma testemunha interior que foi afetada pelo pecado, mas
que, apesar disso, pode ser um guia seguro ocasionalmente (1 Pe 2.19; Hb
10.22).

✓ Intuição. A intuição é o órgão sensitivo do espírito humano. O


conhecimento que nos chega sem nenhuma ajuda do pensamento,
da emoção ou da vontade é intuitivo.

✓ Comunhão. Nossa adoração a Deus e as comunicações de Deus


conosco acontecem diretamente no espírito.
• Meu espírito exulta em Deus meu Salvador (Lc. 1.47).
• Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade
(Jo. 4.23).
• A quem sirvo em meu espírito (Rm. 1.9). Servirmos... em novidade
de espírito (Rm. 7.6).

➢ O espírito é a parte mediante a qual nos comunicamos com Deus, e


só por ela podemos perceber e adorar a Deus (João 4.24).
➢ Mediante seu espírito o homem mantém relação com o mundo
espiritual e com o Espírito de Deus.

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➢ O espírito não pode atuar sobre o corpo por si mesmo, só fazê-lo 23


através e por intermédio da alma. Isto podemos ver em Lucas 1.46,
47:
Disse então Maria: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito
exulta em Deus meu Salvador”. Aqui a mudança do tempo verbal mostra
que primeiro o espírito produziu gozo em Deus, e então, comunicando-se
com a alma, fez que expressasse o sentimento por meio do órgão corporal.

III – TRICOTOMIA VERSUS DICOTOMIA


Temos na Teologia duas interpretações sobre a natureza metafísica do
homem. A primeira, denominada tricotomia, afirma ser o homem
constituído de três elementos: corpo, alma e espírito, não necessariamente
nessa ordem. A segunda, a dos dicotomistas, sustenta que o homem
possui apenas dois elementos constituintes: corpo e alma.
1. Tricotomia.

A palavra tricotomia significa Divisão em três partes. Os tricotomistas


ensinam que o homem se divide em três partes, a saber: 1. Espírito; 2.
Alma e 3. Corpo.

A tricotomia é sustentada, por exemplo, pelo texto de Génesis 2.7, e pelo


texto paulino de 1 Tessalonicenses 5.23; "E o próprio Deus de paz vos
santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam
plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo".
É também pela afirmação em Hebreus 4.12: "Porque a palavra de Deus é
viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e
penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas, e medulas, e é apta
para discernir os pensamentos e intenções do coração".
Existem ainda outros textos bíblicos que confirmam a tricotomia, no
entanto os acima mencionados são os mais utilizados.
➢ Outros Textos bíblicos que apoiam o tricotomismo
Em 1 Coríntios 2.14-3.4, Paulo refere-se aos seres humanos como sarkikos
(literalmente: "carnal" 3.1,3), psuchikos (literalmente: "segundo a alma",
2.14) e pneumatikos (literalmente: "espiritual", 2.15). Esses dois textos
demonstram de forma ostensiva três componentes elementares.

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Vários outros textos distinguem alma e espírito (1 Co 15.44; Hb 4.12; 1 Tm 24


5.23).

➢ Entendendo Gêneses 2.7


“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas
narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gn. 2.7).
Formou o homem do pó da terra. Refere-se ao corpo do homem. Soprou
em seu nariz o fôlego de vida. Refere-se ao espírito do homem ao vir de
Deus; e O homem se tornou uma alma vivente se refere à alma do homem
quando o corpo foi avivado pelo espírito e convertido em um homem vivo
e consciente de si mesmo.
Um homem completo é uma trindade: composto de espírito, alma e corpo.
2. Dicotomia.

Esta é uma teoria que ensina que só há dois elementos, ou partes


constitutivas do homem: a parte material e a imaterial. Seus defensores
insistem que não há diferença entre alma e espírito, e que as duas palavras
são utilizadas alternativamente com o mesmo sentido, ou seja, são termos
sinônimos e que não poderiam ter significado oposto. Para o dicotomista,
o homem é composto de duas partes (Corpo e alma) e ponto final.

Quanto ao corpo, não há problema, visto que é impossível negar a


existência do mesmo, na vida do ser humano, quanto à alma, há vários
versículos, que falam sobre a alma, referindo-se à parte imaterial do ser
humano, Mt 11.28-29; Tiago 5.20; 1 Pe 1.9; Ap 6.9, 20.4.

A dicotomia foi tomada por empréstimo da filosofia grega,


principalmente de Platão, por meio do neoplatonismo.
O Livro dos Começos da Bíblia Sagrada (Gênesis) afirma de forma
consistente que Deus criou os seres humanos com três partes essenciais:
"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o
fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente", Gn 2.7. Nesta expressão
bíblica, podem ser identificadas genericamente as três partes que
constituem o homem: “pó da terra, o corpo; “sopro”, o espírito; e “alam
vivente”, a alma.
Os escritores do Antigo Testamento utilizaram cerca de 14 vocábulos
hebraicos de alguma maneira ligados ao corpo físico.

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A mais comum dessas palavras hebraicas é basar, que significa "carne" e 25


ocorre 260 vezes.
Porém, no Novo Testamento, encontramos o termo grego soma, que
significa "corpo" e é usado cerca de 130 vezes. E ainda há sarks, que
significa "carne" e é utilizado 136 vezes.
Esses termos indicam a parte material do homem, o corpo físico,
identificado como sendo o invólucro do espírito e da alma (Gn 2.21; Zc
14.12; Mt 5.29; 16.17; e Ap 17.16).
Visto que o homem é espírito, ele é capaz de ter consciência de Deus, de
comunicar-se com Deus (Jó 32.8; SI 18.28 e Pv 20.27); e posto que o homem
é alma, tem consciência de si mesmo (SI 13.3; 42.5,6,11); e posto que o
homem é corpo, mediante os seus sentidos toma consciência do mundo
(Gn 1.26).
Deste modo, admitimos que alma e espírito são inseparáveis e imortais,
com funções distintas no corpo.
Pearlman declara: "A alma sobrevive à morte porque é energizada pelo espírito,
mas alma e espírito são inseparáveis porque o espírito está entretecido na própria
textura da alma. São fundidos e caldeados numa só substância". Portanto, de
acordo com os pressupostos da tricotomia, alma e espírito não se separam
após a morte.

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
Que acontece com a alma e o espírito na hora da
morte?
Quando a Bíblia fala do espírito do homem, jamais se refere ao fôlego
(respiração) que se extingue na morte, conforme algumas doutrinas
materialistas querem afirmar. Com isso querem eles "provar" a
inexistência de uma vida real após a morte. Como uma "prova" dessa sua
afirmativa, dizem que a palavra "espírito" ou "alma" simplesmente quer
dizer "fôlego".
A Bíblia mostra claramente que "espírito" e "alma" são coisas inteiramente
distintas do fôlego do homem. Ela registra: "Assim diz Deus, o Senhor,
que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz,
que dá a respiração ao povo que nela está e o espírito, aos que andam nela"

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(Is 42.5), e ainda: "Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e 26
recolhesse para si o seu espírito e o seu folego" (Jó 34.14).
O erro da afirmativa que "espirito", "alma" e "fôlego" na Bíblia significam
a mesma coisa fica patente, de modo palpável e drástico, se na leitura das
seguintes passagens for substituída a palavra "alma" pela palavra "fôlego".
Leia e compare, assim, os seguintes textos: Atos 23.8; 1 Coríntios 5.5;
Gálatas 6.18; 2 Coríntios 7.1; Mateus 10.28; Lucas 12.19 e Tiago 5.20. Vamos
transcrever uma dessas passagens: "Seja entregue a Satanás para
destruição da carne, para que o espírito [substitua por fôlego] seja salvo
no Dia do Senhor Jesus" (1 Co 5.5).
➢ A alma e o espírito que deixam o corpo voltam a Deus que os deu
(Ec 12.7), isto é, ficam à disposição de Deus para serem
encaminhados ao lugar que corresponda à relação que tiveram com
o Senhor na hora da morte para ali aguardarem o dia da
ressurreição. Existe uma "casa de ajuntamento" destinada a todos os
viventes (Jó 30.23), onde mais que qualquer outro lugar, vê-se "a
diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que
não o serve" (Ml 3.18). Logo, "rendendo o homem o espírito, então,
onde está?" (Jó 14.10).

➢ O espírito-alma do justo irá para o Paraíso (Lc 23.43; 2 Co 5.8), onde


gozarão descanso (cf. Ap 14.13), consolação e felicidade (cf. Lc
16.23,25). Por esse motivo "é preciosa, à vista do Senhor, a morte dos
seus santos" (Sl 116.15).

➢ Os espíritos dos injustos irão para o Hades, um lugar de tormentos,


onde aguardarão a ressurreição para o julgamento final (Lc 16.22,23;
Ap 20.11,12). Esse lugar é de sofrimento e angústia. Foi para lá que
foi Coré com os seus companheiros de rebelião, quando a terra se
abriu e os engoliu vivos (Nm 16.31-34).

Como mordomos de nosso corpo, alma e espírito, devemos sempre ter em


mente que é a vontade de Deus que sejamos santos e irrepreensíveis para
a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.23).

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Subsídio 4
27

Lição 4 - A Mordomia da Família


Introdução
Logo no primeiro livro da Bíblia Sagrada vemos que a família é uma
instituição do próprio Deus (Gn 2.24,25; Mc 10.7). Deus criou a família
para ser um centro de comunhão entre homem e mulher e os filhos
gerados dessa relação. A família seria um núcleo irradiador das bênçãos
divinas e realizações humanas. O trabalho (Gn 2.15), a subsistência (Gn
1.29,30), o lazer (Gn 2.1-3), o prazer e procriação (Gn 1.28), e os papéis
sociais dos membros da família (Gn 2.24), estavam interligados
harmoniosamente com o propósito do Criador. Deus vira que não era bom
que o homem estivesse só (Sl 68.6), e, por isso, criou-lhe a família (Gn 2.18).

Como mordomos da família, cabe a cada um de seus membros fazer a sua


parte a fim de promover a felicidade, a integridade e o fortalecimento da
união familiar.

SUBSÍDIO BÍBLICO
Família
"Várias palavras expressando a ideia de família aparecem na Bíblia. No
Antigo Testamento, o heb. bayith (lit., 'casa') pode significar a família que
vive na mesma casa (por exemplo, 1 Cr 13.14) e é frequentemente
traduzido por 'casa' (por exemplo, Gênesis 18.19; Êxodo 1.1; Js 7.18). Mais
frequentemente encontrado, é o termo heb. mishpaha com o significado de
'parentesco' (por exemplo, Gn 24.38-41), 'família' ou 'clã', usualmente com
uma conotação mais ampla do que a do termo 'família' que usamos (por
exemplo, Gn 10.31,32).

O Novo Testamento usa o gr. oikia ('casa', 'lar', 'os da casa', por exemplo,
Lucas 19.9; Atos 10.2; 16.31; 18.8; 1 Coríntios 1.16) e oikiakos ('membros do
grupo familiar de alguém', Mateus 10.25,36)"
Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 772).

I – DEVERES DO MARIDO

O marido é a cabeça (Ef 5.23) e isso significa que é dever do marido cuidar
das necessidades da família. “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e
principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel (1 Tm 5.8)”.

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DEVERES Fundamentação bíblica


28
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também
1) Amar a esposa Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por
ela (Ef 5.25).
2) Não tratar a Maridos, cada um de vós ame sua esposa e não a
esposa com trate com grosseria (Cl 3.19 – JKA).
grosseria

Vocês, maridos, devem ser cuidadosos , estando


atentos às necessidades delas e respeitando-as como
MARIDO 3) Está atento as o sexo mais frágil; lembrando-se que vocês e suas
necessidades da esposas são companheiros em receber as bênçãos de
esposa Deus, e se não as tratarem como devem, as orações
de vocês não terão uma resposta pronta (1 Pe 3.7 –
BV).

Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa


4) Não trair a adultério.” Eu, porém, lhes digo: todo o que olhar
esposa para uma mulher com intenção impura, já cometeu
adultério com ela no seu coração (Mt 5.27,28 –
NAA).

II – DEVERES DA ESPOSA
DEVERES FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA
Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos
maridos, como ao SENHOR (Ef 5.22).
1) Sujeição ao marido

No entanto, também quanto a vocês,


2) Respeitar o marido que cada um ame a própria esposa
como a si mesmo, e que a esposa
respeite o seu marido (Ef 5.33 – NAA).
Esposa O SENHOR Deus disse ainda:
3) Ajudar o marido — Não é bom que o homem esteja só; farei
para ele uma auxiliadora que seja
semelhante a ele (Gn 2.18 – NAA).
[...] mas que ela esteja no ser interior, uma
4) Ter um espírito manso beleza permanente de um espírito manso
e tranquilo e tranquilo, que é de grande valor diante
de Deus (1 Pe 3.4 – NAA).

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III – DEVERES DOS FILHOS 29

DEVERES FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA


Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, 1.
pois isto é justo (Ef 6.1 - NAA).
1) Obedecer aos pais
Filhos
“Honre o seu pai e a sua mãe”, que é o
2) Horar os pais primeiro mandamento com promessa, 3
“para que tudo corra bem com você, e
você tenha uma longa vida sobre a terra”
(Ef 6.2 – NAA).
Tipos de pais que nenhum filho gostaria de ter

a) Pais ausentes

A falta da relação afetivo/corporal entre pais e filhos é o primeiro passo


para o estabelecimento de um comportamento agressivo.

b) Pais superprotetores

São aqueles pais extremamente presentes, que superprotegem e inibem a


liberdade de expressão dos filhos. Eles podem gerar a ideia de que os
filhos são “inatingíveis”, o “centro do mundo”. Este egocentrismo gera
quase sempre um comportamento agressivo contra figuras
hierarquicamente superiores, pois é difícil seguir ou obedecer a
regulamentos.

c) Pais que exigem de mais

Há um pensamento que diz: “Se as cordas do violão forem muito


esticadas, elas estouram; mas, se estiverem frouxas, ele não toca”. Existem
pais que exigem tanto dos filhos que acabam estourando as cordas. Esses
pais acreditam que a única maneira de ajudar o filho a crescer é pressionar
e exigir perfeição em tudo. Pais assim criam filhos assustados, que se
sentem constantemente vigiados e vivem com medo de ser surpreendidos
e criticados.

d) Pais agressivos

Pais que usam o bater como única forma pedagógica ou agridem para
impor “respeito” podem estar gerando uma repetição ampliada deste
comportamento nos filhos. “Aquilo que quero consigo sempre, nem que
seja preciso usar da minha força, da agressividade, ou de qualquer forma

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para que eu consiga me impor. Tudo que é contrário aos meus interesses 30
ou à minha ideologia tem que ser destruído, pois está errado”.

2. Como os pais podem educar seus filhos com sucesso?

Não existe em qualquer sociedade uma instituição que possa comparar-se


à Igreja no seu potencial de influência sobre a infância e o
desenvolvimento familiar.

a) Relacionamento antes de regras

Regras sem relacionamento equivalem à rebeldia. Muitas vezes


precisamos abandonar as regras e começar a construir um relacionamento.
O exercício da paternidade deve ser sempre alicerçado no exercício da
amizade. O relacionamento afetivo entre pais e filhos é de extrema
importância na formação da personalidade da criança. Ele pode criar
marcas altamente positivas, como pode deixar registros negativos, que
influenciarão na formação do caráter.

b) Não economize afeto e nem contato corporal

A criança precisa ser “alimentada afetivamente” para depois ter afeto para
dar. Nutra a alma dos filhos com muito carinho.

c) O que deve ser evitado

✓ Não dê armas de brinquedo, pois a criança pode gostar do suposto


“poder” que a arma traz.
✓ Não superproteja seus filhos. Permita que eles aprendam pelo
próprio esforço (nem que eles falhem ou errem). Falhar é bom para
aprender a enfrentar desafios.
✓ Não estimule a relação de posse. Incentive as crianças a dividirem
seus brinquedos na brincadeira.
d) Não isole seus filhos

Incentive a participação de atividades de grupo, pois facilitará no convívio


social da vida adulta.

e) Ser pai é ser modelo

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Permita-se admitir estar errado, quando falhar na presença dos filhos. Eles 31
precisam de pais humanos e saber que “errar é humano”. Não se mostre
onipotente na presença dos filhos. Eles precisam de pais ao alcance, e não
de ídolos distantes.

f) Treinamento espiritual

O lar é a espinha dorsal da sociedade, e os lares cristãos estáveis são


construídos conforme a orientação bíblica, no geral transmitidas pelos
pais e pela igreja (SI 127).

g) Enriquecimento conjugal

Quando os casamentos são bons e progressivos, isso influencia


positivamente os filhos, produzindo estabilidade e segurança no lar. O
sonho de qualquer filho é ver seus pais se amando intensamente.

➢ Os pais em relação aos filhos:


✓ Filhos devem ser prioridade na vida dos pais
✓ Invista neles com tempo com qualidade
✓ Ame-os e creia neles
✓ Sinta prazer com eles
✓ Espere algo deles
✓ Compreenda-lhes
✓ Seja-lhes sincero
✓ Faça elogios
✓ Ministre disciplina com sabedoria
✓ Ore com e por eles

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IV – LIDANDO COM CRISES NA FAMÍLIA 32

1. Superação de crises.

Todos os casais passam por desentendimentos. Não existe casamento sem


conflito. Porém, conflitos mal resolvidos podem levar o casal a um
desajuste sério. Na verdade, o que falta a maioria dos casais nessas
situações é habilidade para discutir os problemas e chegar a um consenso
e por fim resolvê-los. E esta habilidade é ensinada pelas Escrituras
Sagradas.

2. Creia que Deus pode ajudá-lo.

Muitos casais cristãos já perderam a esperança de que as coisas melhorem.


Porém, os casais crentes devem crer que, pelo poder de Deus, eles poderão
resolver seus problemas de casamento. Se confiarem em si mesmos
falharão.

3. Ore buscando a direção divina

Pedro nos aconselha a lançar sobre o Senhor toda a nossa ansiedade (l Pe


5.7). Paulo diz: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém,
sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela
súplica, com ações de graças” (Fp 4.6).

Diante dos conflitos matrimoniais, é preciso crer que Deus responde a


oração. No caso de esposo e esposa crente, precisam passar mais tempo
orando juntos e individualmente buscando a direção de Deus para
equacionar os seus problemas.

4. Busque o conselho das Escrituras

Pratique o que as Escrituras dizem ao invés de sentimentos ou da


sabedoria humana. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie
em seu próprio entendimento. Reconheça o Senhor em todos os seus
caminhos, e ele endireitará as suas veredas” (Pv 3.5-6). Muitos casais no
momento da crise, preocupados, buscam fontes de orientação fora da
Bíblia.

5. Discuta o problema.

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Para superar uma crise é preciso disposição para dialogar, para poder 33
considerar o ponto de vista do outro. Entretanto, falar para resolver a crise,
não para aprofundar mais ainda as feridas. Algumas vezes um casal
começa a tentar resolver um problema, mas um insulta o outro, então o
outro replica com outro insulto. Logo a meta se torna ver quem pode ferir
mais a outra pessoa. Não se deve dominar a discussão. E preciso deixar a
outra pessoa expressar seus pontos de vista. Muitos cônjuges só apreciam
quando outros só acatam seus pontos de vista, mas recusam-se a ouvir o
que o outro tem a dizer? (Mt 7.12).

6. Tenha paciência (temperamento sob controle)

É fácil ficar irritado quando a crise não é rapidamente superada. Nem


todos os problemas são resolvidos rapidamente, pode levar um bom
tempo, pois às vezes exige que o cônjuge vá melhorando gradualmente.
Não é justo exigir que o cônjuge mude da noite para o dia. É necessário
dar tempo a você e a seu cônjuge para pensar sobre o que foi discutido. Se
sua discussão inicial não leva a uma solução, é preciso tempo para pensar
sobre ela.

7. Perdoem um ao outro.

O dever do cristão é perdoar como Deus perdoa. “O ódio excita contendas,


mas o amor cobre todos os pecados” (Pv 10.12 ACF). Se existe amor real
na família o perdão genuíno atuará como o bálsamo divino que cura as
feridas da alma.

V – O MORDOMO E OS RELACIONAMENTOS
REPROVADOS
1. Adultério.

O adultério é condenado tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A


palavra “adultério” vem do latim adulterium e significa literalmente
“dormir em cama alheia”. Pode ser definido como o relacionamento

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sexual entre uma pessoa casada com outra que não seja seu cônjuge. A 34
Palavra de Deus nos diz: “Não adulterarás (Êx 20.14; Dt 5.18).

2. Homossexualismo.

Deus abomina a prática homossexual e tal prática no Antigo Testamento


era punida com a morte (Lv 18.22; 20.13) e é proibida por Deus (Rm 1.24-
28; 1 Tm 1.10). Na Nova Aliança, o assunto é tratado na esfera espiritual,
por isso quem comete tal prática não sofre a pena capital, mas caso não se
arrependa e deixe tal prática não poderá herdar a salvação (1 Co 6.10).

2. Relacionamento fora do casamento.

Deus abomina todo e qualquer relacionamento sexual fora do casamento


(Êx 20.14). Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal o “sétimo mandamento
proíbe o adultério e abrange a imoralidade e todos os demais pecados
sexuais” (Lv 20.10; Dt 22.22).

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35

Subsídio 5
Lição 5 – A Mordomia da Igreja Local
Introdução
Veremos algumas definições para o termo Igreja e definiremos Igreja Local
e Igreja Universal, além de destacarmos alguns compromissos dos crentes
como mordomos da Igreja Local.

I – O QUE É A IGREJA

➢ A igreja é uma comunidade de pessoas que,


pela fé, aceitaram a Jesus Cristo como seu Salvador
e Senhor. Ela é composta por pessoas de diversas
etnias, línguas, idades e classes sociais, mas aos
olhos de Deus é um só povo (Gl 3.28).

➢ É uma comunidade de pessoas santificadas em


Cristo. No grego, o vocábulo igreja é ekklēsia. O
Definições termo, literalmente, refere-se à reunião de um povo,
assembleia ou igreja local (Mt 18.17; At 15.4).
➢ Em outro sentido, a igreja é também o
santuário, o templo em que as pessoas se reúnem
para prestar seu culto.
➢ O Novo Testamento diz que a Igreja é a noiva
do Senhor (Ap 21.2), aquela que lhe está prometida.

1. Os dois aspectos da igreja.

IGREJA LOCAL (At 15.4) IGREJA UNIVERSAL (At


20.28)
A igreja local é composta por todas A igreja de Cristo é universal,
as pessoas crentes que, em uma ou seja, composta de todas as
determinada localidade, se reúnem pessoas verdadeiramente
para adorar a Deus e serem crentes, independentemente de
equipados para o serviço cristão. sua denominação, que creram
no evangelho de Jesus.

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Geralmente a igreja local possui Essa igreja existe desde o dia de 36


um nome ou denominação, e pentecostes, e permanecerá
qualquer pessoa que tenha firme até o momento em que
aceitado a Jesus como seu Salvador Jesus voltar, em sua segunda
pode participar dela, desde que se vinda.
submeta a alguma exigência
específica, como o batismo, e a Qualquer pessoa que aceitou a
participação em um grupo de Jesus pela fé se torna membro
discipulado, a fim de que conheça dessa igreja.
as doutrinas básicas e costumes
daquela denominação.

A IGREJA LOCAL É:
✓ Lugar de louvor e adoração (Lc 24.53)
✓ Lugar de reverência (Ec 5.1)
✓ Lugar da glória de Deus (Ez 43.5)

II – A MORDOMIA DOS CRENTES NA IGREJA LOCAL

1. Evangelizar e discipular

O Senhor Jesus comissionou-nos a pregar, a batizar e a fazer discípulos em


todo mundo (Mc 16.15; Mt 28.19). Esta ordenança é conhecida como a
Grande Comissão.
E tem como objetivos:
➢ proclamar o Evangelho em palavras e ações a toda criatura;
➢ discipular os novos conversos, tornando-os fiéis seguidores de
Cristo;
➢ integrá-los espiritual e socialmente na igreja local, a fim de que
cresçam na graça e no conhecimento por intermédio da ação do
Espírito Santo em sua vida, desfrutando sempre da comunhão dos
santos.

a) O "ide".
O "ide" de Jesus significa também atravessar fronteiras. Anunciar o
Evangelho em uma cultura diferente é o grande desafio da obra
missionária. Não podemos desprezar a cultura de um povo a quem
pretendemos evangelizar, nem lhe impingir a nossa (1 Co 1.1,2).

A cultura de um povo deve ser avaliada e provada pelas Escrituras. Se por


um lado toda cultura tem a sua beleza e bondade, pois o homem foi Criado

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por um Deus bom e amoroso, por outro, em consequência da Queda, as 37


culturas foram manchadas pelo pecado e dominadas, em parte, por ações
demoníacas. Você está pronto a pregar o Evangelho além de suas
fronteiras? Prepare-se para este desafio.
b) A ordem é fazer discípulos em todas as nações.
A palavra "nação" é a tradução do termo ethnos que se refere a grupos
étnicos e não primariamente a países. Um país é uma nação politicamente
definida. A etnia é um povo culturalmente definido com uma língua e
cultura próprias. De acordo com alguns missiólogos, há no mundo 24.000
etnias. Quase a metade desse total ainda não foi evangelizada. Será que
isto não o comove? Há milhões de pessoas que ainda não ouviram o
Evangelho de Cristo. É urgente e imperioso o lema do apóstolo Paulo:
"Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já
fora anunciado" (Rm 15.20 - ARA).

2. Praticar obras sociais.

A Igreja de Cristo é um organismo vivo e sua função não se limita à


proclamação do Evangelho. Ela serve ao Pai, mas também ao próximo (Mc
12.29-31). As obras sociais da Igreja consistem em ajudar, suprir as
necessidades dos filhos e filhas de Deus. A igreja local, portanto, deve
socorrer os necessitados, as viúvas e os desamparados.

Suas obras sociais confirmam e legitimam a sua pregação. A prática do


serviço através do "Corpo de Cristo" é um mandamento do Senhor: "Ama
o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12.31). A proclamação, a comunhão
e o serviço farão da Igreja uma autêntica expressão do Reino de Deus (Tg
2.14-26).

O livro de Atos dos Apóstolos mostra que a Igreja Primitiva possuía um


cuidado singular para com os necessitados (2.42-47). Ela estabeleceu,
inclusive, um fundo social para ampará-los (2.45; 4.34,35). Este
comportamento está consoante ao ensino de Cristo (Mc 12.31) e ao dos
apóstolos: "Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos" (Gl
6.10). Precisamos seguir o exemplo dos crentes da Igreja Primitiva,
promovendo o Evangelho e o alívio do sofrimento alheio (At 6.1-7).

3. Ser Sal e Luz do Mundo (Mt 5.13,14).

O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA:


✓ O sal preserva

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O sal preserva e evita a deterioração. A Igreja igualmente preserva e luta 38


contra a degradação do mundo.

✓ O sal produz sede


O sal em demasia provoca sede. O servo fiel deve, através das suas
palavras e ações, provocar a sede espiritual nos outros.

✓ O sal é invisível quando em ação


Antes de ser aplicado é visível, mas quando começa agir, temperar,
preservar, etc. torna-se invisível. O crente deve ser discreto em suas ações.

O CRISTÃO COMO LUZ DO MUNDO


➢ A luz não brilha para todos
A luz tanto brilha para o criminoso como para a criança inocente. O crente
deve irradiar a luz de Cristo a todos, sem preconceito.

➢ A luz tem que ser alimentada


Antigamente as lamparinas eram alimentadas com azeite. O crente precisa
igualmente ser alimentado pelo óleo do Espírito Santo para difundir a luz
de Cristo.

➢ A luz não se mistura


Mesmo que a luz ilumine um local sujo, ela prossegue incontaminada na
sua missão de iluminar. Da mesma maneira deve agir o crente, difundir a
luz de Cristo e não se contaminar com o pecado.

➢ A Simbologia da Luz
A luz simboliza clareza, transparência, conhecimento, direção e revelação
divina. Não podemos nos esquecer de que as trevas jamais podem
sobrepujar a luz porque quando esta chega, a escuridão desaparece (1 Jo
1.5; Jo 1.9).

O sal representa o nosso caráter; a luz fala do nosso testemunho.


4. Viver em comunhão.
A comunhão dos santos pode ser vista na experiência da conversão (1 Jo
1.3), na participação da Ceia do Senhor (1 Co 10.16), nos sofrimentos
alheios (Fp 3.10; Tg 5.16) e no relacionamento com nossos irmãos em
Cristo (Rm 12.18; Ef 2.14; Hb 12.14).

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➢ Alerta! Onde há contendas e divisões, a igreja esfria-se em seu 39


amor a Cristo e ao próximo.

5. Preservar a doutrina de Cristo.


A doutrina bíblica não pode ser modificada, substituída ou anulada por
supostas revelações, visões e profecias (At 20.27-30; 1 Tm 6.20). Tudo tem
de ser devidamente aferido pelas Sagradas Escrituras. Façamos a defesa
dos fundamentos de nossa fé, sem arrogância ou dissimulação, mas
sobretudo com amor, respeito e mansidão (1 Pe 3.15).

6. Congregar e Obedecer a Liderança espiritual.


➢ “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns,
antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes
que se vai aproximando aquele dia” (Hb 10.25).

➢ “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por


vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o
façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”
(Hb 13.17).

7. Ser santo (1 Pe 1.15; Hb 12.14).

O sentido de santidade é de afastar-se de tudo o que é pecaminoso, de


tudo o que contamina.

➢ "Santo [Antigo Testamento]. qõdesh: 'santidade, coisa santa,


santuário'. Este substantivo ocorre 469 vezes com os significados de:
'santidade' (Êx 15.11), 'coisas santas' (Nm 4.15, ARA) e 'santuário'
(Êx 36.4).

➢ Santo (Novo Testamento): hagiasmos, é traduzido em Rm 6.19,22; 1


Ts 4.7; 1 Tm 2.15; Hb 12.14 por 'santificação'. Significa: (a) separação
para Deus (1 Co 1.30; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2); (b) o estado resultante, a
conduta que convém àqueles que são separados (1 Ts 4.3,4,7; e os
quatro primeiros textos citados acima). A 'santificação' é, pois, o
estado predeterminado por Deus para os crentes, no qual Ele pela
graça os chama, e no qual eles começam o curso cristão e assim o
buscam. Por conseguinte, eles são chamados 'santos' (hagioi)". 2

2
VINE, W. E.; UNGER, Merril F. Dicionário Vine: O Significado Exegético e Expositivos das Palavras do Antigo e
do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD

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40

Subsídio 6
Lição 6 – A Mordomia da Adoração
Introdução
Às vezes, adorar a Deus requer esforço e sacrifício. Quantas chuvas, frio e
calor já impediram você de adorar a Deus! Outros olham para o guarda-
roupa e queixam-se por terem de repetir as vestes da semana anterior e,
por isso, deixam de ir à igreja adorar a Deus. Com certeza Abraão riria de
situações tão banais quanto estas, uma vez que ele foi desafiado a adorar
a Deus sacrificando o que ele possuía de melhor — seu filho Isaque.

I – VOCABULÁRIO DO MORDOMO ADORADOR

1. Adorar/ Adoração
• ADORAR. sãhãh: 'adorar, prostrar-se, curvar-se'. Esta palavra é
encontrada no hebraico moderno no sentido de 'curvar-se' ou 'inclinar-
se', mas não no sentido geral de 'adorar'. O fato de que ocorre mais de
170 vezes na Bíblia hebraica mostra algo do seu significado cultural.
Aparece pela primeira vez em Gênesis 18.2.

O ato de se curvar em homenagem é feito diante de um superior ou


soberano. Davi 'se curvou' perante Saul (1 Sm 24.8). Às vezes, é um
superior social ou econômico diante de quem a pessoa se curva, como
quando Rute 'se inclinou' à terra diante de Boaz (Rt 2.10). Num sonho,
José viu os molhos dos seus irmãos 'inclinando-se' diante do seu molho
(Gn 37.5,7,8). A palavra sãhãh é usada com o termo comum para se
referir a ir diante de Deus e na adoração (ou seja, adorar), como em 1
Samuel 15.25 e Jeremias 7.2. Às vezes está junto com outro verbo
hebraico que designa curvar-se fisicamente, seguido por 'adorar', como
em Êxodo 34.8: 'E Moisés ... encurvou-se ['adorou', ARA]'. 3
ADORAÇÃO
O sentido original sugere o ato de inclinar-se perante alguém, a fim de
reverenciar, venerar ou adorá-lo.

✓ Adorar é um ato de rendição a Deus - Sl 95.6; 2 Cr 29.30. É o Espírito


Santo que habilita o crente a adorar com profundidade e temor a
Deus (Jo 4.23,24; Ef 5.18,19; 1 Co 14.15; At 10.46; Fp 3.3).

3
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR., William. Dicionário Vine. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007

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41
✓ Adorar a Deus é reverenciá-Lo com sinceridade e dedicação - Hb
12.28,29.

✓ Adorar a Deus é uma experiência interior - Sl 95.6,7.

✓ Adorar a Deus é estar unido a Cristo - Lc 22.14-20; Jo 15.1-10.

✓ Adorar a Deus requer reverência. Deus é infinitamente sublime em


majestade, poder, santidade, bondade, amor e glória. Por isso,
devemos adorá-Lo e servi-Lo com toda reverência, fervor, zelo,
sinceridade e dedicação (Hb 12.28,29).

2. Culto
1. Definição etimológica e antropológica.
A palavra culto é originária do vocábulo latino 'culto', e significa
adoração ou homenagem que se presta ao Supremo Ser. No grego,
temos duas palavras para culto: 'latréia', significando adoração; e
'proskuneo', reverenciar, prestar obediência, render homenagem.

2. Definição teológica.
O culto é o momento da adoração que tributamos a Deus; marca o
encontro do Supremo Ser com os seus adoradores. Eis porque, durante
o seu transcurso, cada membro da congregação deve sentir-se e agir
com integrante dessa comunidade de adoração - a Igreja de Cristo.

Se o culto aos ídolos induz o ser humano às mais abjetas práticas, a


adoração cristã enleva-nos ao coração do Criador. O teólogo Karl Barth
via o culto cristão como 'o ato mais importante, mais relevante e mais
glorioso na vida do homem.

3. A liturgia do culto.
Embora seja possível liturgia sem culto, não há culto sem liturgia (Is
1.11-I7; 29.13; Mt 15.7-9; 1 Co 11.17-22).
A parte litúrgica compreende diversas partes do culto:
oração (At 12.12; 16.16); cânticos (1 Co 14.26; Cl 3.16); leitura e
exposição da Palavra de Deus (Rm 10.17; Hb 13.7); ofertas (I Co 16.1,2);
manifestações e operações do Espírito Santo (I Co 14.26-32); e bênção
apostólica (2 Co 13.13; Nm 6.23-27).

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Tomando como base o livro de Atos dos Apóstolos e as Epístolas (At 42


2.1-4; Ef 5.19; Cl 3.16), vejamos como era o culto, nos tempos do Novo
Testamento. A promessa da efusão do Espírito (Jl 2.28) cumpriu-se no
dia de Pentecostes (At 2.16-18), quando os que estavam reunidos foram
'cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem' (At 2.1-4). Essa
experiência pentecostal repetiu-se em outras ocasiões: At 8.14-20; At
9.17; At 10.44-48; At 19.1-7" (4)

3. Louvor
A música faz parte do culto cristão. Deus deu sabedoria para que os
homens criassem instrumentos musicais, e criou o homem com cordas
vocais para que pudesse cantar. Esse mesmo Deus conclama que todos
cantem louvores em sua presença (Sl 47.6-8).

Jesus cantou um hino antes de ir ao Getsêmani (Mt 26.30), e a Igreja


Primitiva adorava a Deus com música (Ef 5.19).

Como começar sua vida de louvor?


1. Louve a Deus através da música.
Existe bastante boa música de louvor, mas minha sugestão é para que
você escolha alguns bons hinos e de fato passe algum tempo ouvindo,
meditando profundamente nas palavras e louvando a Deus através
deles.

2. Louve a Deus através de versículos das Escrituras memorizados.

Não posso recomendar a você nenhuma tarefa mais merecedora de seu


tempo que aprender os grandes versículos da Bíblia memorizando-os.

Uma vez que aqueles versículos estão incutidos em seu coração,


tornam-se uma parte permanente de seu ser. Você recebeu do Espírito
santo uma ferramenta para encorajamento em sua vida. Ele o fará
recordar daqueles versículos quando você mais precisar deles.

3. Louve a Deus nos intervalos diários.

Escolha pequenos intervalos em que você possa parar suas atividades


e cantar baixinho, louvores a Deus ou entoá-los em voz alta. Leve
4
GILBERTO, Antonio. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008

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consigo um Novo Testamento de bolso ou mesmo alguns dos seus 43


versículos favoritos anotados em um cartão. Depois de algum tempo,
isto não acontecerá apenas em intervalos determinados. Você estará
adorando constantemente durante suas atividades diárias”. 5

II – REFLEXÕES SOBRE ADORAÇÃO

➢ “O louvor e a adoração são os atributos que o verdadeiro cristão


consagra a Deus”.

➢ “A adoração a Deus conduz-nos a uma vida de maior intimidade


com o Senhor”.

➢ “Quando uma pessoa resolve desenvolver uma vida de adoração e


louvor a Deus, compreender a vontade do Pai torna-se o caminho
mais fácil para atingir esse objetivo tão maravilhoso”.

➢ “Uma vida de adoração torna-nos absolutamente conscientes de


nossas finitudes, diante da grandeza do Deus a quem adoramos”.

➢ O culto não pode ser nosso único momento de adoração! Não é


saudável que reduzamos nossa adoração apenas a louvores,
pregações, orações e contribuições. Devemos adorar com tudo o
que somos, em todo o tempo (Sl 32.6; Ef 6.18), com tudo o que
temos (At 20.35; Cl 3.22-25).

➢ Adorar a Deus é o mais nobre privilégio que o Pai concede-nos.


Por isso, faça-o com todo o zelo, fervor e empenho de sua alma;
sabendo que adorar a Deus é conhecê-lo.

➢ Adorar envolve mais do que cânticos e louvores. Envolve ter uma


vida que agrade a Deus e que seja um exemplo de serviço a Ele e
aos membros do Corpo de Cristo.

➢ Deus não recebe uma adoração forçada, falsificada, mas uma


adoração que brota verdadeiramente de uma pessoa com um
espírito agradecido, e que reconhece a grandiosidade de Deus não

5
JEREMIAH, D. O desejo do meu coração: vivendo cada momento na maravilha da adoração. RJ: CPAD, 2006,

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apenas no momento do culto, mas igualmente fora do ambiente do 44


santuário, pois somos adoradores em tempo integral, dentro da
igreja e fora dela.

III - A VERDADEIRA ADORAÇÃO (Jo 4.19-26)


1. A adoração é algo consciente.

Um dos primeiros fatos que denunciam a fragilidade da fé da mulher que


conversa com Jesus é sua incerteza sobre onde adorar (v.20). A pergunta
sobre "onde adorar?", traz consigo implícitas outras questões: "Como
adorar?" e "Quem adorar?" Pode-se assim concluir que a espiritualidade
daquela mulher era algo que refletia muito mais a reprodução de
comportamento cultural do que uma ação consciente.

Somente é possível prestar o verdadeiro louvor a Deus se, pelo menos,


soubermos quem Ele é. Logo, a adoração não pode resumir-se a um
simples êxtase ou um impulso irracional em busca do desconhecido. A
oração de Jesus em João 17 é um maravilhoso exemplo de que um dos
fundamentos da adoração é uma relação consciente com o Pai, um
processo gradual e espiritual, de conhecimento em amor (Jo 17.24,25).

2. Adorar em espírito e em verdade.

A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico - um


determinado local, por exemplo -, muito menos pode ser fundamentada
sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é "em
espírito", ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior
do homem, que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus
para serem canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27).

A verdade na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente


aos cuidados de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não
apenas nos momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos
da vida comum, como trabalho, estudos, família e demais
relacionamentos onde Deus também deve se manifestar.

3. Adoração como uma urgência.

Jesus não mediu palavras e disse à mulher que o tempo para a vivência de
uma verdadeira adoração já havia chegado (v.21). O erro daquela mulher,

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que é o mesmo de muitas pessoas ainda hoje, foi imaginar que o louvor ao 45
Pai era algo apenas para um momento específico ou para um tempo
futuro. Não há mais tempo a perder, o desenvolvimento de uma vida de
adoração é algo urgente, uma viva necessidade da Igreja para o tempo que
se chama hoje!

Infelizmente em muitas igrejas o tempo da adoração tem sido consumido


por infindáveis, e muitas vezes dispensáveis, avisos; já em outras
comunidades é a má gerência do tempo de acontecimento do culto (atraso
para começar, demorar para execução dos louvores, hiatos de
continuidade) que atrapalham a adoração. Cada instante de nossas vidas,
especialmente aqueles que dedicamos a Deus na igreja, precisam ser bem
aproveitados.

4. Tudo que tem fôlego, louve ao Senhor.

A finalidade de toda criação é louvar ao Senhor (Sl 19.1). Se a simples


existência de algo ou alguém no universo, ou alguma de suas ações, não
exaltam ao nome do Criador, este ser, ou suas ações, estão fora do
propósito eterno criado por Deus para eles (Is 45.9-12). A redenção
oferecida por Jesus tem como finalidade religar todas as conexões que um
dia foram quebradas, mas que clamam por restauração. A criação, desta
forma, deve ser vista como um ato soberano e gracioso de Deus.

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46

Subsídio 7

Lição 7 – A Mordomia dos Dízimos e


Ofertas
Introdução
O dízimo é a “Oferta entregue voluntariamente à Obra de Deus,
constituindo-se da décima parte da renda do adorador (Ml 3.10).
Como mordomos de Deus, cabe-nos administrar, devocional e
amorosamente, o que nos entregou Ele, visando o serviço de adoração, a
expansão de seu Reino e o sustento dos mais necessitados.

A mordomia cristã, por conseguinte, é a administração de quanto


recebemos do Senhor. Por isso requer-se de cada mordomo, ou
despenseiro, que se mantenha fiel ao que Deus lhe confiou (1 Co 4.2)”.6

I – O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. Propósitos, princípios e verdades relacionadas ao Dízimo.

✓ Lv 27.30-32 - Os dízimos pertencem ao Senhor. O povo deveria dar


os dízimos de todos os produtos da terra e dos rebanhos.

✓ Nm 18.21-32 - Um dos propósitos do dízimo era o sustento dos


levitas em troca dos serviços prestados na tenda da congregação; por
sua vez, os levitas davam os dízimos dos dízimos ao sacerdote.

✓ Dt 14.28,29 - Outro propósito era auxiliar aos necessitados.

✓ Dt 26.12-19; Ml 3.8,10 - Assim como Deus dera bênçãos a seu povo,


os que as receberam deviam reparti-las com os menos favorecidos.
Dar o dízimo, portanto, traria bênçãos divinas, retê-lo traria a
maldição.

6
Pr. Claudionor de Andrade

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II - O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO – A NOVA 47


ALIANÇA
1. A prática do dízimo ensinada no Novo Testamento.

Há três referências do dízimo no Novo Testamento. Duas delas são


paralelas e se referem ao ensino de Jesus dado aos fariseus (Mt 23.23; Lc
11.42). A terceira referência encontra-se na carta aos Hebreus (Hb 7.1-10).
Existe uma teoria anti-dizimista que utiliza esse texto para rejeitar a
prática do dízimo na dispensação da graça. O texto está provando a
superioridade de Cristo sobre a velha dispensação, e de modo particular,
sobre o sacerdócio judaico. O texto diz que Abraão pagou seu dízimo a
Melquisedeque, que era sacerdote do 'Deus Altíssimo'. Ora, isto foi muito
antes da instituição da Lei do Antigo Testamento. Se Melquisedeque era
figura de Cristo, Abraão lhe deu o dízimo. Assim sendo, hoje os crentes
em Cristo lhe dão os dízimos, pois Ele é Sacerdote Eterno, segundo a
ordem de Melquisedeque. Se Melquisedeque recebeu os dízimos de
Abraão, por que Cristo não receberia o dízimo de seus fiéis para a
propagação do evangelho?

Paulo declara e ensina à igreja em Corinto que os que trabalham no


ministério cristão também devem viver do ministério (1 Co 9.13). Destaca
também que o princípio do sustento do ministério sacerdotal na
dispensação da lei é o mesmo da graça. Paulo estava discutindo o seu
direito ao seu sustento por parte das igrejas com as quais estava
trabalhando. Com esse argumento ele estabelece o princípio entre as duas
dispensações, a lei e a graça, e diz: 'Assim ordenou também o Senhor aos
que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho'" (1 Co 9.14). 7

2. As bases do dízimo na nova aliança.

O dízimo da Nova Aliança é baseado em três requisitos: É contribuição


voluntária; é contribuição metódica; é contribuição proporcional aos
rendimentos. (2 Co 9.7; 1 Co 16.2).

77
CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003

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A igreja fundada no dia de Pentecostes não tinha lei sobre contribuições 48


dizimais. Eles davam 100% do que possuíam. Vendiam suas propriedades
e traziam tudo aos pés dos apóstolos.

Se alguém se nega a dar voluntariamente o dízimo, então que siga o


exemplo da igreja primitiva. “(At 2.45) “E vendiam suas propriedades e
fazendas, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.”
Vejamos outro exemplo:

“E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a


maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos
ricos deitavam muito. (Marcos 12.42) – Vindo, porém, uma pobre viúva,
deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. (Marcos 12.43) –
E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta
pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;
(Marcos 12.44) – Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta,
da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.”

3. A prática do dízimo no Novo Testamento.

A prática do Dízimo é válida para os nossos dias, mesmo não tendo no


Novo Testamento, as mesmas diretrizes tão claras quanto tinham para os
Judeus (Malaquias 3.7-12). “Jesus não condenou nem ab-rogou essa
prática; apenas criticou o comportamento hipócrita dos religiosos que
davam dízimo para se autopromoverem, sonegando o mais importante da
Lei: o juízo, a misericórdia e a fé (Mateus 23.23)”. [8]

4. Jesus e o dízimo.

Lc 11. 42 Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda


a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas
coisas, e não deixar as outras.

Claramente Jesus estava ratificando a prática do dízimo!

Jesus estava dizendo que os fariseus não deveriam desprezar o juízo nem
o amor a Deus, e jamais deixar de serem dizimistas. Se ignorarmos essa
doutrina sancionada por Cristo somente porque ela era parte da Lei, então

8
http://www.iepaz.org.br/dizimo-uma-bencao-de-deus/ (Acesso em 12/07/2018)

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sobre a mesma base devemos ignorar outros ensinamentos que também 49


eram parte da velha aliança.

“Aqueles que ainda hoje creem que o Antigo Testamento exige a prática
do dízimo, mas que o Novo não contém essa exigência, devem observar
que a natureza do culto e seus fundamentos no Novo Testamento não
mudaram. Mudou apenas a forma do culto, mas não a sua função. O culto
levítico com seus milhares de rituais já não existe, todavia o princípio do
sacerdócio continua ainda hoje (1 Pe 2.9; Ap 1.6). Passou o sacerdócio de
Arão, ficou o sacerdócio cristão (Hb 4.14-16; 10.11,12; 1 Pe 2.5,9; Ap 1.6)”.

CALCULANDO O DÍZIMO
O princípio bíblico que norteava a entrega do
dízimo no Antigo Testamento é o das
"primícias" (Pv 3.9,10). Por isso, nossa
O dízimo deve ser
orientação é que o dízimo deve ser retirado da
calculado a partir da renda bruta. Antes de preocupar-se em pagar
renda bruta as prestações, a água, a luz, o gás ou qualquer
outra despesa, honre ao Senhor com suas
primícias.
O faturamento empresarial não é renda, pois
inclui os custos da empresa e o lucro. O
faturamento pertence à empresa, e não ao
empresário. Assim, o lucro é o excedente sobre
O dízimo do empresário
o custo. Desse Lucro, além do valor que lhe
deve ser calculado com permite reinvestir nos negócios, o crente
base na renda empresário deve tirar a sua renda, ou o
tecnicamente denominado Pró-Labore. Ou
seja, dessa renda ele deve tirar o sustento
direto de sua família. Logo, o dízimo tem de
ser calculado a partir dessa renda familiar. 9

III - A IMPORTÂNCIA DOS DÍZIMOS E OFERTAS


➢ Através das contribuições financeiras, honramos a Deus (Pv 3.9,10).
➢ Por meio das ofertas e dízimos, mostramos a Deus nossa alegria (2
Co 9.7).
➢ Por intermédio do dar, expomos a Deus um coração voluntário (Êx
25.1,2).
➢ Através do ofertar, revelamos o nosso desprendimento. (2 Sm 24.24).

9
RENOVATO, Elinaldo. Lições Bíblicas Adultos – 3° Trimestre de 2019 - CPAD

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DÍZIMOS E OFERTAS 50

Definição de dízimo - Décima parte.


Ordenado pelo Senhor - Lv 27.30-32; Ml 3.10.
Propósito do dízimo no Antigo Testamento - O dízimo de Israel
era entregue para o sustento dos levitas (Nm 18.21) e dos
sacerdotes (Nm 18.28), para ajudar nas refeições sagradas (Dt
14.22-27), e para socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas (Dt
14.28,29).
Qual a lição a ser aprendida - Deus é dono de tudo - Êx 19.5; Sl
24.1; Ag 2.8.
Propósito dos dízimos no Novo Testamento - Promoção do Reino
de Deus e ajuda aos necessitados (1 Co 9.9-14; Gl 2.10).
Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, segundo
o AT (Êx 25.1,2) e o NT (2 Co 9.7).

IV - MOTIVOS PELOS QUAIS O MORDOMO DEVE DIZIMAR


1. Agradecer e adorar a Deus.

O nosso sustento vem de Deus e não devemos ficar presos pelo amor ao
dinheiro (Mateus 6.24)

O dízimo é uma forma de adoração e demonstração de respeito a Deus:


“honra ao senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os
teus ganhos; E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os
teus lagares” (Provérbios 3.9-10, ACF).

2. Cobrir as despesas da igreja.

O bom senso dita que quem quer usufruir da igreja deve ajudar com as
despesas.

“Por exemplo, se não existissem os dizimistas e os ofertantes, quem é que


iria pagar as contas de água e de luz que usamos nos nossos cultos; quem
pagaria as revistas de ensino da escola bíblica dominical das crianças;
quem pagaria o material de construção para construir esta linda igreja que
você participa; quem compraria o vinho e o ceia; o material de limpeza
que é usado na alimentação dos necessitados; e os missionários enviados
pela igreja, quem cuidaria deles?” (Pr. Albertino R. Pereira)

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3. Sustentar os obreiros. 51

Quem trabalha servindo a igreja merece ser sustentado pela igreja. Jesus
deixou claro que todo trabalhador é digno de seu salário (Lc 10.7).

"Os presbíteros que lideram bem a igreja merecem salário em dobro,


especialmente aqueles que se dedicam a pregar e a ensinar. Pois as
Escrituras dizem: “Não amarre a boca do boi quando ele estiver
debulhando o trigo”. E dizem ainda: “O trabalhador tem o direito de
receber o seu salário” (Versão: Bíblia Fácil de Ler).

"Vocês não sabem que os que prestam serviços sagrados se alimentam do


próprio templo e que os que servem ao altar participam do que é oferecido
sobre o altar? Assim também o Senhor ordenou aos que pregam o
evangelho que vivam do evangelho (1Coríntios 9.13-14 - NAA)".

4. Ajudar os mais necessitados (1Co 16.1,2).

O cristão deve ajudar seus irmãos mais pobres. Os primeiros cristãos não
se limitavam ao dízimo; davam muito mais, de acordo com as
necessidades da igreja (Atos 4.34-35).

A quem vencemos quando entregamos o dízimo?

✓ Vencemos a avareza (Ef 5.5; Cl 3.5);


✓ Vencemos o materialismo (1Co 2.14,15);
✓ Vencemos o egoísmo (G1 6.10).

“A carteira do homem justo nunca ficará vazia, porque Deus sabe como
enchê-la e o faz abundantemente. Mas, o homem ganancioso e
mesquinho encontrará sua carteira vazia” (Russel Norman Champlim).10

10
Jornal Mensageiro da Paz, agosto de 2009 – Artigo: Pr. Carlos Alberto dos Santos

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Subsídio 8 52

Lição 8 – A Mordomia do Tempo


Introdução
Foi Deus que criou o tempo (Gn 1.14), e está no controle do mesmo (Sl
31.14; Ec 3.1; Mt 24.22), o tempo disponível para cada pessoa deve ser
entendido como uma dádiva de Deus, pois todas as coisas pertencem ao
Senhor (SI 24.1; Rm 11.36), por conseguinte, somos mordomos do tempo.
Ele não espera ninguém; e o ser humano não pode parar ou controlá-lo.
Ou aprenderemos usar o tempo de maneira sábia ou ele nos deixará para
traz com nossos lamentos, tristezas e perdas. Que faremos, então, para
usarmos sabiamente o tempo?

I – DEUS E O TEMPO

1. Deus criou o tempo para estabelecer ciclos.

“No princípio, criou Deus (Gn 1.1)”, mas antes do princípio, não havia
nenhum “princípio”, não havia nenhum “antes”! Os antigos teólogos
costumavam dizer que a eternidade é um círculo. Nós percorremos o
círculo, mas antes, não havia nenhum círculo. Havia Deus (The Attributes
of God II)!

O Senhor formou o tempo para, dentre outras coisas, estabelecer ciclos


para todas as suas obras formadas (Gn 1.14; Ec 3.1-8), bem como para que
o homem, a obra-prima da criação, pudesse, no tempo, buscar a Deus (At
17.26,27).

2. Os seres humanos estão limitados ao tempo, Deus não.

A Bíblia afirma que Deus é atemporal, pois habita na eternidade (Is 57.15),
e que Ele é Deus de eternidade a eternidade (SI 90.2), ou seja: Ele não teve
início, nem terá fim.

Deus transcende a todas as limitações temporais (2 Pe 3.8) existentes em


sucessões de tempo. Deus preenche o tempo. Nossa vida se divide em
passado, presente e futuro. Mas não há essa divisão na vida de Deus. Ele
é o Eterno EU SOU. Deus é elevado acima de todos os limites temporais e
de toda a sucessão de momentos, e tem a totalidade de sua existência num
único presente indivisível (Is 57.15).

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Eternidade é o infinito quanto ao tempo. Deus não tem início. De 53


eternidade a eternidade tu és Deus (SI 90.2; 1 Cr 29.10; Hc 1.12). Ele tem
auto existência, um atributo eterno de Deus. Ele não deve a sua existência
a ninguém, porque Ele é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega (Ap 1.8).

3. Deus é eterno, o tempo não.

Deus criou o universo, ele também criou o tempo. Porém, antes de ter
havido o universo e antes de ter havido o tempo, Deus sempre existiu, sem
começo e sem ser influenciado pelo tempo.

O tempo é uma palavra ligada à criatura, porque tem a ver com coisas que
existem. Tem a ver com os anjos, com o lago de fogo, com os querubins e
todas as criaturas que estão ao redor do trono de Deus. Eles começaram a
existir; houve uma época em que não havia anjos. Então, Deus disse:
“Haja”, e os anjos começaram a existir.

Mas nunca houve uma época em que Deus não existiu! Ninguém disse:
“Haja Deus”. Se houvesse, aquele que dissesse “Haja Deus” teria que ser
Deus. E aquele a respeito de quem Ele dissesse “Haja” não seria Deus, mas
um “deus” secundário, que não mereceria que nos importássemos com
ele. Deus, lá no princípio, criou. Deus existia, e isso é tudo! 11

A eternidade de Deus pode ser definida da seguinte maneira: Deus não


tem começo, fim ou sucessão de momentos em seu próprio ser, e Ele vê
todo o tempo de modo vividamente igual, todavia Deus vê os eventos no
tempo e os atos no tempo. Eternidade é o infinito quanto ao tempo. Deus
não tem início. De eternidade a eternidade tu és Deus (SI 90.2; 1 Cr 29.10;
Hc 1.12).

Para Deus, o passado, o presente e o futuro são um eterno presente. O


domínio e o poder pertencem ao único Deus, antes dos séculos, agora, e
para todo o sempre (Jd v 25). Por isto é que '‘... um dia para o Senhor é
como mil anos e mil anos como um dia'' (2 Pe 3.8b). Os anos de Deus nunca
terão fim (SI 102.27): Ele é o Rei dos séculos (1 Tm 1.17).

Deus habita na eternidade (Is 57.15) e o seu trono é desde a eternidade (SI
93.2). O eterno Deus não se cansa (Is 40.28). Este eterno Deus é o nosso
Deus!

11
Bíblia com Anotações A.W Tozer - CPAD

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Síntese bíblica sobre o tempo 54

As duas palavras gregas para o tempo são: Chronos e Kairós.


Exemplos bíblicos onde aparecem os dois termos gregos em um
versículo:
✓ Atos 1.7: “E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos
(chronos) ou as estações (kairós) que o Pai estabeleceu pelo seu
próprio poder.
✓ Tessalonicenses 5.1: MAS, irmãos, acerca dos tempos e das
estações, não necessitais de que se vos escreva.

Chronos – É o tempo cronológico. Além de incluir o "dia" de 24 horas,


também refere-se a semanas, meses, anos, décadas etc. É o tempo que
pode ser medido, dividido, analisado ou estudado.

Kairós - É "o tempo de Deus", que só pode ser definido por Ele mesmo.
O apóstolo Pedro revelou que, para Deus, o tempo não pode ser
avaliado com as mesmas categorias humanas de medição: "Mas,
amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil
anos, e mil anos, como um dia" (2 Pe 3.8).

O QUE A BÍBLIA REGISTRA SOBRE O CHRONOS?


✓ Atos 3.21: O qual convém que o céu contenha até aos tempos da
restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus
santos profetas, desde o princípio.

✓ Atos 17.30: Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância,


anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se
arrependam.

✓ Pedro 1.20: O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda


antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos
tempos por amor de vós;

✓ Judas 1.18: Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria
escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias
concupiscências.

1. O QUE A BÍBLIA REGISTRA SOBRE O KAIRÓS?


➢ Atos 3.19: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam
apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério
pela presença do SENHOR.

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➢ Atos 14.17: E, contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, 55


beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos,
enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações.

➢ Atos 17.26: E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para


habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes
ordenados, e os limites da sua habitação;

➢ Efésios 1.10: De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na


dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus
como as que estão na terra.

➢ Mateus 26.18: E ele disse: Ide à cidade, a um certo homem, e dizei-


lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei
a páscoa com os meus discípulos.

➢ Marcos 13.33: Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará
o tempo.

Estes são apenas alguns dos muitos textos do Novo Testamento onde
ocorrem os termos Chronos e Kairós, no original.

II – O MORDOMO E O USO CORRETO DO TEMPO


1) Aprenda a remir o tempo.

Efésios 5.16: Remindo o tempo (isto é, aproveitar bem todas as oportunidades


que o Senhor nos dar); porquanto os dias são maus.

2) Enquanto espera as promessas do Senhor, use tempo para se humilhar


diante de Deus.
1 Pedro 5.6: Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para
que a seu tempo vos exalte.

3) Use o tempo que você ainda tem, para fazer a vontade de Deus.

1 Pedro 4.2: Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais
segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus.

4) Use o tempo para se aproximar do trono de Deus.


✓ Hebreus 4.16: Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça,
para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de
sermos ajudados em tempo oportuno.

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✓ Efésios 6.18: Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica 56


no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por
todos os santos.
5) Use o seu tempo para fazer o bem.
Gálatas 6.10: Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas
principalmente aos domésticos da fé (Isto é, especialmente aos nossos irmãos
em Cristo Jesus).

6) Use o tempo para ler e meditar na Palavra de Deus (Sl 1.1-6; 119.7)
➢ Ler a Bíblia é uma experiência transformadora. Pouco a pouco, o
Espírito Santo renova o nosso interior para que possamos
amadurecer e crescer em graça e diante de Deus e das outras
pessoas. Nessa jornada, às vezes enfrentamos oposição e
contratempos. Não desanime; lembre-se e confie que “aquele que
em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo”
(Fp 1.6).

Algumas palavras descrevem a meditação cristã da Escritura: refletir,


ponderar e até ruminar. Assim como a vaca primeiro engole a comida para
mais tarde regurgitá-la e mastigá-la outra vez; também o crente, em seu
momento de reflexão, alimenta a memória com a Palavra de Deus e depois
a traz de volta a seu consciente, quantas vezes forem necessárias. Cada
nova 'mastigação' produz ainda mais nutrientes para o sustento da vida
espiritual.

➢ A meditação, portanto, nada mais é que o processo de revolver a


verdade bíblica na mente sem parar, de forma a obtermos maior
revelação do seu significado e certificarmo-nos de que a aplicamos
a nossas vidas diárias. J. I. Packer certa vez disse que "meditar é
despertar a mente, repensar e demorar-se sobre um assunto, aplicar
a si próprio tudo que se sabe sobre a obra, os caminhos, os
propósitos e as promessas de Deus.

7) Use o tempo para você mesmo.

O apóstolo Paulo exortou a Timóteo a cuidar de si mesmo em primeiro


Lugar (1 Tm 4.16).

8) Use o tempo para cuidar de sua família.


"Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua
família, negou a fé e é pior do que o infiel" (1 Tm 5.8).

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9) Use o seu tempo para trabalhar na Obra de Deus. 57

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre


abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão
no Senhor (1 Co 15.58).

10) Permaneça firme servindo a Jesus e acredite que ainda vai chegar o
tempo de glória para os sevos de Deus.

Romanos 8.18: Porque para mim tenho por certo que as aflições deste
tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser
revelada.

O nos Salmos 90, verso 12, Moisés ora dizendo: “Ensina-nos a contar os
nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”.
Ensina-nos a contar os nossos dias é uma forma poética para dizer:
1) Ensina-nos a aproveitar a vida;
2) Ensina-nos a viver bem (Bíblia a Mensagem).
3) Compreender que a nossa vida aqui na terra é breve (isto é, de pouca
duração; curto).
Que possamos fazer constantemente esta oração diante do Senhor Deus.

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Subsídio 9
58

Lição 9 – A Mordomia do Trabalho


Introdução
O trabalho não é fruto do pecado, mas da criação e dádiva de Deus. Deus
criou o universo e o homem. Ele o colocou para ser o mordomo da Terra.

1. Por que Trabalhamos?

a) Primeiro, Deus criou os seres humanos para trabalhar.

Em Gênesis 1.26, lemos que Deus criou os seres humanos como macho e
fêmea para 'dominarem' sobre toda a terra. Na no versículo 28, está escrito:
“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e
enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as
aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Esse
domínio só pode ser exercido pelo trabalho. Somente depois do pecado de
Adão e Eva é que o trabalho ficou desgastante (Gn 3.19).

b) Nós trabalhamos porque Deus nos dota e nos chama a trabalhar.

É de se esperar que o Deus que criou os humanos para trabalhar, também


lhes desses talentos para realizar as várias tarefas e os chamasse para estas
tarefas. E é exatamente isto que encontramos no Antigo Testamento. O
Espírito de Deus inspirou os artesãos e artistas que projetaram,
construíram e adornaram o Tabernáculo e o Templo. 'Eis que o Senhor tem
chamado por nome a Bezalel. [...] E o Espírito de Deus o encheu de
sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício. [...] Também lhe tem
disposto o coração para ensinar a outros' (Êxodo 35.30-34). 'E deu Davi a
Salomão, seu filho, [...] o risco de tudo quanto tinha no seu ânimo, a saber:
dos átrios da Casa do SENHOR' (1 Cr 28.11,12). Além disso, a Bíblia diz
frequentemente que os juízes e reis de Israel faziam suas tarefas sob a
unção do Espírito de Deus (veja Juízes 3.10; 1 Samuel 16.13; 23.2;
Provérbios 16.10).

Quando chegamos no Novo Testamento, a primeira coisa que notamos é


que todo o povo de Deus é dotado e chamado para fazer várias obras pelo
Espírito de Deus (veja Atos 2.17; 1 Coríntios 12.7), e não apenas as pessoas

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especiais como os artesãos do Templo, reis ou profetas. Todo o trabalho 59


humano, quer seja complicado ou simples, é possibilitado pela operação
do Espírito de Deus na pessoa que trabalha.

2. O que é trabalho?

Primeiro, embora estrênuo, trabalho


não é simplesmente labuta e fadiga,
Uma definição muito
como alguns tendem a pensar,
simples de trabalho seria
interpretando Gênesis 3 em parte
uma atividade que serve
incorretamente. Na verdade, muitos
para satisfazer as
gozam do trabalho que fazem e os que
necessidades humanas.
fazem são os melhores trabalhadores.
Não seria estranho dizer que os
melhores trabalhadores não trabalham?

Segundo, trabalho não é simplesmente emprego remunerado. Embora a


maioria das pessoas nas sociedades industrializadas esteja empregada
pela remuneração que percebem, muitos trabalham duro sem receber
pagamento. Pegue, por exemplo, as donas de casa (raramente donos de
casa) que gastam quase todas as horas em que estão acordadas mantendo
uma casa em ordem e criando os filhos. Muitas delas com razão se
ressentem quando as pessoas insinuam que não trabalham; isto é
acrescentar um insulto ('você não trabalha') e uma injúria (elas não
recebem pagamentos). Precisamos de uma definição abrangente de
trabalho. [...] Uma definição muito simples de trabalho seria uma
atividade que serve para satisfazer as necessidades humanas. 12

3. Síntese Bíblica sobre o trabalho.

O TRABALHO FOI EXIGIDO DO HOMEM


É ordenado Ef 4.28; 1 Ts 4.11
Foi Exigido do homem ainda em sua inocência Gn 2.15
Foi Exigido do homem depois da queda Gn 3.23
É preciso madrugar para realizá-lo Pv 31.15; 2 Ts 3.8

12
PALMER, Michael D. (Ed.). Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.225,26).

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A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO
60
NECESSÁRIO PARA SUPRIR:
✓ As próprias necessidades (At 20.34; l Ts 2.9).
✓ As necessidades alheias (At 20.35; Ef 4.28).
RESULTADOS DO TRABALHO
• Aumento de bens (Pv 13.11)
• Afeição dos parentes (Pv 31.28).
O trabalho pode resultar em: • Desgaste físico e até mental (Gn
3.19

E se o mordomo não “[...] vos mandamos isto, que, se


quiser trabalha? alguém não quiser trabalhar, não
coma também (2 Ts 3.10)”.

4. O trabalho como propósito divino


“No Antigo Pacto, riqueza e trabalho também estão intimamente
relacionados. A ideia de prosperar e enriquecer por outros meios que não
o trabalho é algo estranho à Escritura. Ainda no paraíso, coube como
tarefa ao primeiro homem cuidar do jardim, vigiando-o e lavrando-o (Gn
2.15). Portanto, o Senhor faz prosperar, mas o faz através do trabalho (Dt
8.18). A prosperidade e trabalho são indissociáveis. Onde a primeira está
certamente o segundo também se encontra.
Diante do Senhor ninguém será considerado bom crente se negligenciar o
trabalho. A esses, cabe o conselho de Provérbios 6.6, pois os homens mais
espirituais da Bíblia viviam nos labores de suas atividades”. 13
EXEMPLOS DE TRABALHADORES (AS) NA BÍBLIA
• Mulheres • Homens
➢ Raquel, Gn 29.9. ✓ Jacó, Gn 31.6.
➢ As filhas de Jetro, Êx 2.10.
✓ Jeroboão, 1 Rs 11.28.
➢ Rute, Rt 2.2-3. ✓ Davi, 1 Sm 16.11.
➢ Dorcas, At 9,39. ✓ Os anciãos dos judeus, Ed
6.14-15.
✓ Paulo, At 18.3; 1 Co 4.12; 2
Ts 3.8-12
Todos os tipos de trabalho têm dignidade igual. O trabalho religioso
(como pregar ou ensinar num seminário) não é melhor que o

13
GONÇALVES, José. Lições Bíblicas Adultos, 1° trimestre de 2012 - CPAD

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trabalho secular (como assar pão ou construir pontes); ambos são 61


igualmente bons se forem feitos em resposta ao dom e chamada do
Espirito de Deus". 14

TIPOS DE TRABALHOS ABOMINÁVEIS


“O trabalho escravo, a exploração laboral
infantil, bem como "ofícios" oriundos do
Atividades vício, do crime e da prostituição são
abominações aos olhos do Criador de todas
reprovados pala
as coisas. Não podemos contrariar as leis
mordomia cristã
divinas e humanas que zelam pela
dignidade do trabalho. Trabalhemos
honestamente, para que o nome do Senhor
seja exaltado”. (Pr. Elinaldo Renovato)

TRABALHADOR VERSUS ESCRAVO


Trabalhador Escravo
FAZEI-O... COMO AO Em lugar nenhum, o apóstolo
SENHOR (Cl 3.23). Paulo mostra que o relacionamento
exorta os cristãos a considerar escravo-senhor é ordenado por
toda mão-de-obra executada Deus, nem que deve perpetuar-se.
como um serviço prestado ao Pelo contrário, ele semeia as
Senhor. Devemos trabalhar sementes da abolição da escravidão
como se Cristo fosse o nosso em Filemom 10,12,14,15-17,21 e,
patrão, sabendo que todo o nesse ínterim, procura equilibrar a
trabalho realizado "como ao situação, visando o benefício tanto
Senhor" um dia receberá seu dos senhores quanto dos escravos
galardão (Cl 3. 24; Ef 6.6-8). (Ef 6.5-9; 1 Tm 6.1,2; Tt 2.9,10; 1 Pe
2.18,19).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

CONSELHOS GERAIS AOS MORDOMOS


1) Fica a sós com Deus
2) Ler, Meditar e Estudar a Bíblia
3) Cuidar de sua saúde e higiene
Trabalhe, mas separe 4) Cuidar de sua família
momentos para: 5) Trabalhar na Igreja onde você
congrega

14
PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001

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6) Ganhar almas para Jesus 62


7) Ajudar o seu próximo
8) Lazer
O sábio trabalha para viver. O tolo vive para trabalhar!

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
O trabalho é uma maldição?
Qual foi a maldição que Deus pôs na criação (Gn 3.17-19)? Um dos mais
resistentes mitos da cultura Ocidental é que Deus impôs o trabalho como
uma punição ao pecado de Adão e Eva. Por causa disso, algumas pessoas
veem o trabalho como um coisa ruim. A Bíblia não sustenta essa ideia:

• Deus é um trabalhador.
O fato de que Deus trabalha nos mostra que tal atividade não é ruim, pois
todos nós sabemos que o Senhor não faz o mal. Pelo contrário, o trabalho
é um contínuo exercício divino (Jo 5.17).

Deus criou as pessoas a Sua imagem para que elas pudessem ser Suas
colaboradoras. Ele lhes deu a habilidade e a autoridade para administrar
Sua criação.

• Deus estabeleceu o trabalho antes da Queda.


Em Génesis 1 e 2, é registrada a criação do mundo por Deus. Estes
capítulos nos mostram que Ele colocou o homem no jardim para cultivá-
lo e mantê-lo (Gn 2.15). Essa tarefa foi dada ao homem antes de o pecado
entrar no mundo e antes de Deus proferir a maldição sobre a terra (Gn 3).
Obviamente, o trabalho não pode ser o resultado da Queda, considerando
que Adão e Eva já tinham este encargo antes dela.

• Deus recomendou o trabalho mesmo depois da Queda.


Se o trabalho em si fosse ruim, o Senhor nunca encorajaria as pessoas a
fazê-lo. Mas, Ele nos encarrega de trabalhar. Por exemplo, Ele disse a Noé
e aos filhos deste a mesma coisa que disse a Adão e Eva: que teriam
domínio sobre a terra (Gn 9.1-7). No Novo Testamento, os cristãos são
ordenados a trabalhar (Cl 3.23; 1 Ts 4.11).

• O trabalho não foi amaldiçoado na Queda.


Uma leitura cuidadosa de Génesis 3.17-19 nos mostra que a terra ficou

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amaldiçoada por causa do pecado de Adão, e não o trabalho. O texto é 63


claro: Maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias
da tua vida (v. 17).

Observe as três maneiras como a maldição da terra afetou o trabalho:


1) O trabalho consistia em uma atividade extremamente prazerosa, mas se
tornaria sacrificante. As pessoas se sentiriam sobrecarregadas,
e algumas até mesmo chegariam a odiá-lo.

2) Espinhos e ervas daninhas dificultariam os esforços dos indivíduos


quando estes lavrassem a terra. Em outras palavras, a terra não cooperaria
tanto como antes.

3) As pessoas teriam de suar para conseguir finalizar suas tarefas. O


trabalho, a partir da Queda, demandaria muito mais esforço e energia.

Muitas pessoas sentem na pele o quanto as atividades diárias podem ser


penosas. Muitas vezes, o trabalho é sinónimo de estresses e pressões,
riscos, tarefas fatigantes, políticas hierárquicas, aborrecimentos
esmagadores, rotinas que não acabam, desapontamentos, baques quando
menos se espera, catástrofes, frustrações, competição desleal, fraudes,
decepção, injustiças.

No entanto, as atividades, em si, não são ruins. Pelo contrário, elas


promovem o desenvolvimento intelectual do homem, além de darem um
sentido à sua existência. Sendo assim, muito longe de chamá-lo de
maldição, a Bíblia chama o trabalho e seus frutos de um dom de Deus (Ec
3.13; 5.18,19). 15

15
O Novo Comentário Bíblico: Antigo Testamento com recursos adicionais. Editores: Earl D. Radmacher -
Ronald B. Allen - H. Wayne House |1ª edição de 2010 - Editora Central Gospel

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Subsídio 10
64

Lição 10 – A Mordomia das Finanças


Introdução
“Não há como escapar do fato de que precisamos de uma certa quantia
para viver neste mundo, mas o dinheiro, em si, não é a "solução mágica"
para todos os problemas”. Portanto, neste estudo o mordomo de Cristo
verá como usar o dinheiro na perspectiva bíblica.

I - O MORDOMO E O USO DAS FINANÇAS

1. O cuidado com o desejo de acumular riquezas (1 Tm 6.9-11).

Aqueles que querem ficar ricos dedicam toda a sua força e atenção para
atingir esse objetivo. Por isso, caem em
tentação e ciladas (v. 9). Há um ditado “É bom ter as coisas
popular que afirma: "Uma coisa puxa outra", que o dinheiro pode
ou seja, a busca desenfreada por riquezas comprar, desde que
conduz à queda espiritual e moral. No não percamos as
versículo 10, Paulo deixa claro que o mal não coisas que o dinheiro
está no dinheiro em si, mas na cobiça e nos não compra”.
meios usados para adquiri-lo. O apóstolo
Paulo mostra que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e que
muitos da própria igreja, ao se alimentarem desta cobiça, se desviaram da
fé. Ele acrescenta que os gananciosos são atormentados com muitas dores.

Como crentes, devemos fazer um bom uso do nosso dinheiro e bens,


investindo na eternidade, utilizando os bens para socorrer os necessitados
e na evangelização. Timóteo é advertido para que ensine os membros da
igreja a respeito do dinheiro, a fim de que eles não sejam arrastados pela
torpe ganância. A intenção é o livramento do pecado e da consequente
perda da salvação.

2. O cristão deve depositar sua esperança em Deus e usar o dinheiro para


o bem (1 Tm 6.17).

A recomendação de Paulo aos ricos serve para todos os crentes, pois


precisamos reconhecer Deus como a fonte de todos os bens e cuidar deles
como mordomos. Os ricos são encorajados a praticar o bem por meio de
obras de generosidade e solidariedade. As bênçãos materiais recebidas de

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Deus devem ser desfrutadas e usadas, não para uma vida inútil e 65
egocêntrica, mas para uma vida produtiva e para o avanço do Reino de
Deus.
O Senhor Jesus, em Mateus 6.19-21, adverte quanto ao entesourar ou
acumular bens no céu. Como discípulos de Jesus, precisamos aprender a
acumular tesouros com sólidos fundamentos para serem desfrutados no
céu. Precisamos ter cuidado, pois é possível ser rico neste mundo e não ser
rico diante de Deus (Lc 12.13-21). Usemos nossos bens de forma sábia e
para a glória de Deus, pois Ele deseja que desfrutemos de uma vida plena
aqui e no céu.

3. Use o dinheiro para socorrer os pobres.

O socorro aos pobres é uma recomendação bíblica: "Aprendei a fazer o


bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai
da causa das viúvas" (Is 1.17). Em Israel, os órfãos, as viúvas e os
estrangeiros eram vítimas constantes de intensa penúria e opressão (Jr
7.6). Todavia, o Senhor ordenou aos israelitas que os tratassem com amor
e misericórdia. Se o cuidado com os carentes fosse negligenciado, os
profetas não hesitavam em denunciar energicamente as injustiças (Jr 34.8-
11,16,17). Não podemos ser omissos em relação ao sofrimento do próximo.

4. Rejeite o consumismo.

Embora o desejo de consumir seja considerado algo normal, há uma


diferença gritante entre consumo e consumismo. Se o primeiro tem a ver
com o suprimento de nossas necessidades básicas, o segundo manifesta
um impulso incontrolável de se ter, ou possuir, as coisas mesmo quando
estas não são necessárias. Um trata com o que é indispensável, enquanto
o outro diz respeito àquilo que é supérfluo.
Alguém já disse que o crente deve tomar cuidado para não comprar o que
não precisa, com o dinheiro que não tem, visando demonstrar o que ele,
na realidade, não é. Administrar bem o dinheiro, atribuindo-lhe o seu real
valor, faz parte da verdadeira prosperidade (1 Tm 6.17). A Bíblia destaca,
inclusive, o contentar-se com a porção cotidiana proporcionada pelo
trabalho digno, honesto e abençoado por Deus (Pv 30.8).

5. Contribua para a Obra de Deus.

O Reino de Deus, apesar de seu aspecto sobrenatural, necessita de nosso


apoio natural para expandir-se até aos confins da terra. Portanto, ainda

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que não sejamos detentores de grandes posses, seremos considerados 66


prósperos e bem-aventurados se participarmos com nossos haveres do
avanço da obra de Deus (Lc 21.1-4; Fl 4.18,19).

A Escritura é clara ao preceituar: "Cada um contribua segundo propôs no


seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao
que dá com alegria" (2 Co 9.7). O texto deixa bem patente que a nossa
contribuição para a obra de Deus deve ser feita de forma voluntária,
regular e amorosa. Isto significa que temos de ser regulares na entrega dos
dízimos e das ofertas.

6. Não seja esbanjador.

Vemos na parábola do Filho pródigo (Lucas 15.11-32), o exemplo de


alguém que não sabe administrar seus bens e por isso perdeu tudo (vv.
13-17). Já através do relato da multiplicação dos cinco pães e dos dois
peixes pequenos realizada por Jesus Cristo (João 6.1-15), vemos o Senhor
nos ensinado o princípio do reaproveitamento dos alimentos (vv 12,13).

Desses dois destinos relatos bíblicos, podemos extrair valiosas lições, entre
tantas destaco apenas quatro.

As lições são as seguintes:


✓ Precisamos planejar onde, quando e como usar nossos haveres.
✓ Não devemos ser esbanjadores com nossas finanças 16.
✓ Não devemos jogar no lixo um alimento que estar bom para consumo e
que pode ser reaproveitado.
✓ Não devemos desperdiçar os recursos a nossa disposição.

II - O RICO QUE É POBRE

1. O Rico opressor e sem Deus.


Há muitos que são pobres, mesmo tendo muitos bens materiais, pois não
reconhecem a graça, o favor de Deus. Rejeitam a justiça divina, se tornam
soberbos e opressores.
Jesus não somente ensinou o caminho da bem-aventurança, como também
testemunhou com seu próprio exemplo de vida. Jesus Cristo tendo tudo,
escolheu, por amor a nós, viver como pobre (Zc 9.9 cf. Mt 21.5). Ele chorou
pelos necessitados (Lc 19.41; Jo 11.35) e tratou a todos com humildade e

16
Finanças - Doutrina ou prática de utilização do dinheiro.

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mansidão (Mt 11.29); teve fome e sede de justiça (Mt 17.17; 21.12,13). Jesus 67
foi misericordioso (Mt 9.13) e perseguido por causa da justiça (Jo 11.46-
53).

2. O rico que pensa que o dinheiro pode satisfazer o seu coração.


Por mais alto que seja o saldo de sua conta bancária, a pessoa que ama o
dinheiro não encontra satisfação, pois o coração humano foi criado para
ser satisfeito apenas por Deus (Ec 3.11). "Tende cuidado e guardai-vos",
Jesus advertiu, "porque a vida de um homem não consiste na abundância
dos bens que ele possui" (Lc 12.15). Primeiro a pessoa ama o dinheiro,
depois, ama ainda mais dinheiro, assim, começa uma busca
decepcionante, que pode causar problemas de todo tipo. "Porque o amor
do dinheiro é raiz de todos os males" (1 Tm 6.10).

3. Ricos na Bíblia
a) Ensinamentos Bíblicos para os Cristãos ricos.
1) Atribuí-las a Deus (1 Cr 29.12).
2) Não confiar nelas (Jó 31.24; 1 Tm 6.17).
3) Não colocar seu coração nelas (SI 62.10).
4) Não se orgulhar de possuí-las (Dt 8.17).
5) Não se gloriar nelas (Jr 9.23).
Quem possui 6) Não acumulá-las (Mt 6.19).
7) Oferecê-las ao serviço de Deus (l Cr 29.3; Mc 12.42-44).
riquezas 8) Dá-las aos pobres (Mt 19.21; 1 Jo 3.17).
deve: 9) Usá-las para promover a salvação dos outros (Lc 16.9).
10) Ser liberal em todas as coisas (1 Tm 6.18). Considerar
um privilégio contribuir (1 Cr 29.14).
11) Não ser arrogante (1 Tm 6.17).
12) Se for convertido, alegrar-se na humildade (Tg 1.9, 10).
13) Os tesouros celestiais são superiores a elas (Mt 6.19, 20).
14) A riqueza dos ímpios é armazenada para os justos (Pv
13.22).

• Você é rico?
Exorte os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos, nem depositem
a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos
proporciona ricamente para o nosso prazer. Que eles façam o bem, sejam
ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; ajuntando para
si mesmos um tesouro que é sólido fundamento para o futuro, a fim de
tomarem posse da verdadeira vida (1 Tm 6.17-19 -NAA).

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b) Servos de Deus que eram ricos. 68


➢ Abraão, Gn 13.2
➢ Ló, Gn 13.5, 6
➢ Isaque, Gn 26.13,14
➢ Jacó, Gn 32.5,10
➢ José, Gn 45.8,13
➢ Boaz, Rt 2.1
➢ Barzilai, 2 Sm 19.32
➢ A sunamita, 2R$ 4.8
➢ Davi, 1 Cr 29.28
➢ Jeosafá, 2Cr 17.5
➢ Ezequias, 2Cr 32.27-29
➢ Jó, Jó 1.3
➢ José de Arimatéia, Mt 27.57
➢ Zaqueu, Lc 19.2
➢ Dorcas, At 9.36.

III – O POSICIONAMENTO BÍBLICO EM RELAÇÃO A


RIQUEZA
➢ Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24)
➢ O amor ao dinheiro nos impede de seguir a Jesus (Mt 19.22)
➢ O amor ao dinheiro nos afasta do caminho que leva ao céu (Mt 19.23)
➢ Os que querem ser ricos caem em tentações (1 Tm 6.9)
➢ Como todos nós, não trouxe coisa alguma para este mundo e, ao
morrer, não levou coisa alguma consigo (Jó 1.21; Sl 49.1 7; 1 Tm 6.7).

1. Consequências para quem cobiça as riquezas:


✓ Cai na tentação e armadilha (1 Tm 6.9).
✓ Cai em desejos descontrolados (1 Tm 6.9). Afasta-se da fé (1 Tm
6.10).
✓ Usa meios ilícitos para adquiri-las (Pv 28.20).
✓ Causa problemas a si mesmo (1 Tm 6.10). Causa problemas a seus
familiares (Pv 15.27).
✓ De nada valerão no dia da ira (Pv 11.4).
✓ Não asseguram prosperidade (Tg 1.11).
✓ Não podem redimir a alma (SI 49.6-9; 1 Pe 1.18).
✓ Não libertarão no dia da ira de Deus (Sf 1.18; Ap 6.15-17).

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69

Subsídio 11
Lição 11 – A Mordomia das Obras de
Misericórdia
Introdução
No estudo de hoje veremos o conceito de misericórdia, discorreremos
sobre as boas obras e saberemos como realizarmos as obras de
misericórdia.

I – O CONCEITO DE MISERICÓRDIA (Mt 6.7)


1. O que é misericórdia?

É uma disposição da alma, de ser semelhante a Cristo ao encarar amigos,


inimigos, repudiados e pecadores. É uma manifestação da conduta.

Ser misericordioso quer dizer ter espírito bondoso e compassivo, pronto a


perdoar e livre de censura.

O misericordioso usa de bondade ao julgar os outros; procura o melhor,


não o pior; é lento para condenar, rápido para recomendar. Como o bom
samaritano, é prestativo (Lc 10.30-37). Repudia o ódio e os ressentimentos,
e perdoa aos que o ofendem.

2. Como tornar-nos misericordiosos?

Lembrando nossas próprias falhas e de como dependemos da


misericórdia de Deus, a ninguém trataremos duramente (Mt 7.1-5; Gl 6.1-
3).

Jesus demonstrou misericórdia para com os aflitos quando os curou cegos


(Mt 9.27-31; 20.29-34) e leprosos (Lc 17.11-19), libertou cativos por espíritos
malignos (Mt 8.16; Mc 5.13) e evangelizou os pobres (Mc 8). Jesus ensinou
o que esperava que fosse praticado por Seus seguidores. Da mesma forma
que Deus é misericordioso, Ele pretende que também sejamos (Mt 5.7; Tg
1.27).

3. Por que os misericordiosos obterão misericórdia?

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Se o seu desejo é que o próximo use de misericórdia para com você, então 70
deve tratá-lo com a mesma misericórdia (Mt 7.1,2). Se ninguém quer
mostrar-se amigável para conosco, é evidente que não nos temos
mostrado amigáveis também. Se ninguém sorri para mim, é porque não
tenho sorrido também (compare Lc 6.38 com Lc 6.36,37). Ou o sentido mais
próprio dessa bem-aventurança é que, se tratarmos o próximo com
misericórdia, Deus nos mostrará a mesma misericórdia (18.23-35).

II - OBRAS DE MISERICÓRDIA NA PRÁTICA


As obras de misericórdia se referem a prática cristã das boas obras no
sentido de levar ajuda para as necessidades materiais e espirituais de
quem delas necessita.

1. Exemplo bíblico de obras de misericórdia - O bom samaritano

E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o objetivo de


pôr Jesus à prova e lhe
perguntou:
— Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
Então Jesus lhe perguntou:
— O que está escrito na Lei? Como você a entende?
A isto ele respondeu:
— “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma,
com todas as suas forças e
todo o seu entendimento.” E: “Ame o seu próximo como você ama a si
mesmo.”
Então Jesus lhe disse:
— Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá.
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus:
— Quem é o meu próximo?
Jesus prosseguiu, dizendo:
— Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de alguns
ladrões. Estes, depois de lhe tirar a roupa e lhe causar muitos ferimentos,
retiraram-se, deixando-o semimorto. 31 Por casualidade, um sacerdote
estava descendo por aquele mesmo caminho e, vendo aquele homem,
passou de largo. De igual modo, um levita descia por aquele lugar e,

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vendo-o, passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, 71


passou perto do homem e, vendo-o, compadeceu-se dele. E,
aproximando-se, fez curativos nos ferimentos dele, aplicando-lhes óleo e
vinho. Depois, colocou aquele homem sobre o seu próprio animal, levou-
o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, separou dois
denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: “Cuide deste homem. E,
se você gastar algo a mais, farei o reembolso quando eu voltar.”
Então Jesus perguntou:
— Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas
mãos dos ladrões?
O intérprete da Lei respondeu:
— O que usou de misericórdia para com ele.
Então Jesus lhe disse:
— Vá e faça o mesmo (Lc 10.25-37 – NAA).

2. Como as obras de misericórdia devem praticadas?

a) Ajudando com roupas e alimentos.


Se um irmão ou uma irmã estiverem com falta de roupa e necessitando do
alimento diário, e um de vocês lhes disser: “Vão em paz! Tratem de se
aquecer e de se alimentar bem”, mas não lhes dão o necessário para o
corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé17, se não tiver obras,
por si só está morta (Tg 2.15-17 -NAA).

Como chegar ao lar de uma pessoa que se encontra em necessidades


materiais e apenas orarmos por ela dizendo “Deus está no controle de
tudo”? Tal atitude é a que Tiago chama de fé sem obras.

b) Ajudando com os recursos que temos a disposição.

Ora, se alguém possui recursos deste mundo e vê seu irmão passar


necessidade, mas fecha o coração para essa pessoa, como pode
permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem
da boca para fora, mas de fato e de verdade (1 Jo 3.17,18 – NAA).

17
É preciso estar claro que a fé a que Tiago se refere é a profissão de fé ao Cristianismo, o ato de declarar-se
cristão, crente em Jesus Cristo. Qualquer pessoa pode declarar-se cristã, e na verdade muitas o fazem. Contudo,
dada à natureza do Cristianismo — especialmente seu poder regenerador e renovador mediante o Espírito Santo
—, adeptos verdadeiros não somente professarão a coisa certa, mas agirão da forma certa.

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c) Ajudando através da prática do Bem. 72

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado (Tg 4.17)”.

“[...] cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja
livre (Ef 6.8)”.

d) Cuidando dos abandonados e das viúvas.

“O cristão puro e sem faltas, do ponto de vista de Deus o Pai, é aquele que
cuida dos órfãos18 e das viúvas, e cuja alma permanece fiel ao Senhor –
sem se contaminar nem se sujar em seus contatos com o mundo (Tg 1.17 –
Bíblia Viva)”.

III – A MANEIRA CORRETA DE SE REALIZAR OBRAS DE


MISERICÓRDIA
1. O ensinamento bíblico sobre as boas obras.

✓ Mateus 5.16: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,


para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que
está nos céus.
✓ Tito 2.14: O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda
a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas
obras.
✓ Tito 3.8: Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que
os que creem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas
coisas são boas e proveitosas aos homens.
✓ Tito 3.14: E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras,
nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos.
✓ Hebreus 10.24: E consideremo-nos uns aos outros, para nos
estimularmos ao amor e às boas obras.
2. A maneira correta de se faz obras de misericórdia.

18
Órfão - Significados: Que perdeu os pais ou um deles.
[Figurado] Que perdeu um protetor ou uma pessoa muito querida.
[Figurado] Que está no abandono; desamparado, desvalido.
[Figurado] Que foi privado ou deixou de possuir algo: órfão de carinho
(Fonte:<https://www.dicio.com.br/orfao/ > Acessado em 2019

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a) Não toque a trombeta – Não faça publicidade. 73

Não é de censura a instrução de Jesus acerca


do auxílio aos menos favorecidos, ou seja, os Tocar trombeta é
pobres devem ser ajudados e assistidos em uma expressão
suas necessidades por aqueles que possuem figurativa que
mais condições (Mt 25.31-46; At 20.35). significa chamar
a atenção para
A observação do Mestre diz respeito não alguém.
unicamente à motivação, mas também quanto
à discrição com que se deve fazer o bem, ou dar esmolas às pessoas
necessitadas. O Mestre utiliza expressivas figuras de linguagem ao falar
de "tocar trombetas" (motivação de fazer publicidade) e de "a mão
esquerda não saber o que faz a direita" (fala de discrição) (Mt 6.2,3).

Em outras palavras, se a finalidade é ajudar e não se autopromover com a


necessidade e o problema alheio, então deve-se agir discreta e
sigilosamente, pois do contrário já se terá recebido a recompensa aqui
mesmo, nada devendo esperar do Pai celestial em seu tribunal de galardão
(Mt 6.2,4 1 Co 3.12-15).

b) Ajude em segredo.

“[...] você quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo
que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez.
Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você fez em segredo,
lhe dará a recompensa... (Mt 6.3,4 – NTLH)”.

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Subsídio 12
74

Lição 12 – A Mordomia do Cuidado


com a Terra
Introdução
“Deus criou todas as coisas para sua glória e seu prazer (Ap 4.11), bem
como para serem desfrutadas e usadas por nós (1 Tm 6.17; At 17.24-28), e
devemos sempre nos considerar mordomos do mundo de Deus. Se você
crê que Deus é seu Criador e que você está vivendo no Universo dele,
então ouça o que ele tem a dizer e obedeça, pois esse é o segredo da
verdadeira realização e sucesso (Js 1. 7-9)”. 19

1. Mordomos da Terra.

Fomos criados para ter domínio sobre a


“O céu é teu, tua é a
Terra (Gn 2.26, 28). Adão e Eva foram os
terra; fundaste o
primeiros regentes da criação de Deus (Sl mundo e tudo o que
8.6-8). "Os céus são os céus do Senhor, mas nele existe (Sl 89.11 –
a terra, deu-a ele aos filhos dos homens" (Sl KJA)”.
115.16). “O céu do céus é para o
A narrativa da criação, registrada no Eterno, mas ele nos
primeiro livro da Bíblia, nos lembra de designa responsáveis
que: pela terra (Sl 115.16 –
Bíblia a Mensagem)”.
✓ Deus fez tudo que existe. Ele é o
Senhor e o Criador (Gn 1.31; Cl
1.16,17).
✓ Deus criou os seres humanos e colocou-os na terra para conservá-la
como verdadeiros administradores nomeados por Ele (Gn 1.27,30; Sl
8.6). Foi-lhes dada a tarefa de zelar pela terra onde vivem: preservá-
la, protegê-la e usá-la com sabedoria.
✓ A obra que realizamos todo dia é muito importante para Deus.
Somos Seus parceiros, chamados para desempenhar tarefas valiosas
(Gn 2.8,15; Ec 9.10; 12.13,14).

19
Warren W. Wiersbe

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✓ O que acontece aqui e agora, no mundo físico, é considerado por 75


Deus (Jo 5.17; Ef 2.10).

2. Deveres do homem como mordomo da terra.


O homem é aquele que administra os bens de Deus aqui, o que implica
responsabilidade, fidelidade (1 Co 4.2) e zelo pela criação, pois o
administrador deve prestar contas daquilo que não lhe pertence (Mt 25.14-
22). A responsabilidade humana pelo cuidado com a natureza fica mais
evidente quando Deus põe Adão no jardim do Éden para o lavrar (servir)
e o guardar (cuidar) (Gn 2.15). O Jardim foi plantado (heb. nãta) por Deus
(Gn 2.8), para que o homem pudesse cuidar e cultivá-lo.

O MORDOMO EM RELAÇÃO A TERRA


➢ Não podemos contribuir para poluí-la
➢ Não podemos contribuir para degradá-la
➢ Não podemos contribuir para arruiná-la.

3. O mordomo e o meio ambiente. (20)

a) O que é meio ambiente.


O meio ambiente, habitualmente chamado apenas de ambiente, “é o
conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física,
química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas
formas”. Com efeito, a proteção do ambiente é, também, uma forma de
proteção da própria vida humana, pois envolve todos os recursos naturais
do globo, inclusive o ar, a água, a terra, a flora e a fauna.

b) Direito de todos.
No Brasil, o meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito
previsto na Constituição Federal, que assim estabelece em seu art. 225:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações”.

20
Lições Bíblicas Jovens – 2° trimestre de 2015 - CPAD

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76
Como cidadão responsável e consciente, o cristão também possui o dever
legal de defender e preservar os recursos naturais, tanto para a presente
quanto para as futuras gerações. Que tipo de terra deixaremos para os
nossos filhos?

c) Sustentabilidade e ética ambiental.


A proteção ecológica envolve um conjunto de medidas que podem ser
adotadas pelos servos de Jesus. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio
entre o desenvolvimento e a preservação dos recursos naturais, o
chamado desenvolvimento sustentável.

4. Caos no meio ambiente.

“Hoje vivemos um caos no meio ambiente. Um caos que o apóstolo Paulo


já havia exposto nestas linhas: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade,
não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, [...] Porque sabemos
que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora”
(Rm 8.20,22). Este caos da criação se deve ao pecado, e não só no sentido
dos efeitos diretos da Queda na criação, mas também da falta de cuidado
que a humanidade caída tem com a criação de Deus.

Deus é o Criador do mundo e nós, os seres humanos, somos os


responsáveis pela destruição do planeta, seja não honrando a Deus como
o Supremo Criador do mundo, seja, em outros casos, usando a fé para
legitimar uma prática predatória do meio ambiente. Quando estudamos o
livro do Gênesis para reconhecer nEle, Deus, o Criador do mundo e do ser
humano, isso deve trazer um sentimento de humildade e temor, pois
habitamos um mundo criado por Deus pelo qual fomos nomeados seus
mordomos e guardadores. De modo que quando não honramos tal
condição, pecamos contra Ele e o próximo.

Crer que Deus é o Criador do mundo é aceitar resignadamente a Sua


vontade e, invariavelmente, assumir que é da Sua vontade que cuidemos

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da criação, pois é a partir desta que nos alimentamos, vestimos e vivemos: 77


tudo como bênção de Deus para nós. 21

Maneiras que os seres humanos usam para impactar


negativamente a terra
✓ Desmatamento irracional e perverso das florestas
✓ Poluição dos rios e mares
✓ Fumaça industrial na atmosfera
“No plano de Deus para a Terra, Ele resolveu criar os seres humanos (Gn
1.27; 5.2). Em meio à imensidão do universo, o pequenino planeta, criado
por Deus, foi o habitat escolhido pelo Criador para a existência do homem
com propósitos maravilhosos. Mas, por causa da desobediência, não só o
ser humano foi transtornado e prejudicado pelo pecado; os céus e o
planeta também sofreram as consequências. A Terra foi a mais
prejudicada, a ponto de tornar-se “maldita” (Gn 3.17).

O homem, que deveria ser dominador, passou a ser dominado. Mas no


plano glorioso para o planeta, Deus previu que essa maldição seria
eliminada, quando da instauração dos “novos céus e nova terra” (2 Pe
3.13). “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá
lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17)”. 22

SUBSÍDIO CIENTÍFICO

A IDADE DA TERRA
Segundo pesquisas em rochas encontradas na Groenlândia, cientistas
chegaram à conclusão de uma proposta de que a Terra teria entre 4,5 e 4,6
milhões de anos. Essa informação figura apenas como uma teoria, como a
própria Teoria da Evolução — o mesmo que hipótese.

A realidade é que existem algumas informações científicas e reais, que não


permitem essa idade tão extensa assim. Entretanto, tudo indica que é uma
tentativa de arrumar tempo e encaixar a Teoria da Evolução, que precisa
de muito tempo para justificar seus ciclos evolutivos.

21
Lições Bíblica Adultos - 4º Trimestre de 2015 - CPAD
22
RENOVATO, Elinaldo. O final de todas as coisas – Esperança e glória para os salvos. 1ª edição de 2015 - CPAD

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O cientista Kent Hovind, autor da série de vídeos Creation Science 78


Evangelism, afirma, com 12 teses científicas, que o mundo não tem além
de 6 mil anos, conforme a estrutura exposta na história bíblica.

Suas teses, publicadas pela revista Chamada da Meia Noite não só


derrubam como mostram que a Teoria da Evolução não tem nenhum
fundamento científico e figura tão-somente como uma religião.

1) Tese da População
Desde os primeiros registros, o aumento populacional do mundo se
mantém estável. Se partirmos dos atuais 6 bilhões de habitantes (de
acordo com informações de 2017, a terra já tem 7,53 bilhões de habitantes),
e fizermos os cálculos retroativos, chegaremos ao número de 4,4 mil anos.
É justamente o tempo necessário para a respectiva multiplicação a partir
dos oito sobreviventes do Dilúvio, até chegar aos atuais 6 bilhões. Mas se
o homem já estivesse na Terra por milhões de anos, como procura provar
algumas teorias, os números seriam outros. O número mínimo seria de
150 mil pessoas por quilômetro quadrado.

Qual é o máximo de habitantes que a Terra suporta?


Muita gente já tentou fazer essa conta, mas ainda não há resposta
definitiva. Desde que o pioneiro Anton von Leeuwenhoek previu, em
1679, que nosso planeta poderia acolher 13,4 bilhões de pessoas, as
estimativas variaram entre 1 bilhão e 1 trilhão de pessoas! “Entretanto,
dois terços das previsões situam-se entre 4 e 16 bilhões de habitantes.

O total de habitantes que ainda cabem no planeta depende de uma


combinação de fatores limitantes: a quantidade de alimento que o homem
pode produzir, o padrão de vida que a humanidade pode alcançar e uma
preservação do meio-ambiente que possa garantir a vida na Terra.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o mais provável é que
em 2050 tenhamos 9,3 bilhões de pessoas no planeta. 23

2) Tese dos planetas


Como os planetas perdem calor, se tivessem sido formados há milhões de
anos, não mais possuiriam a temperatura interior atualmente conhecida
pela Astronomia. O exemplo deixado pelo doutor Kent Hovind é que se
deixarmos uma xícara de café parada durante o período de 400 anos,
perderia todo o seu calor próprio.

23
Fonte: < https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-e-o-maximo-de-habitantes-que-a-terra-suporta/>
Acesso: 2019

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79
3) Tese de Saturno
O planeta Saturno perde seus anéis, porque estes se afastam lentamente.
Caso este planeta tivesse milhões de anos, o material que forma os anéis
já teria se desagregado há muito tempo.

4) Tese da poeira cósmica na Lua


Passados 10 mil anos, a poeira cósmica na Lua teria alcançado em torno
de 3cm de espessura, contra os cerca de 1,5cm que os astronautas
encontraram. Este é o exato número para o período de 6 mil anos.

5) Idade da Lua
Como a Lua se afasta lentamente da Terra, fosse ela muito velha, como se
tenta provar, no seu início teria estado tão próxima da Terra, que teria
provocado marés extremamente altas, o suficiente para afogar toda a vida
terrestre, duas vezes por dia.

A Lua se afasta da Terra 3,8cm por ano. Se pudesse a teoria de milhões


de anos ser verdadeira, a Lua teria afastado tanto da Terra que teria
provocado marés altas e ou baixas, suficientes para destruir o mundo.

6) Tese dos cometas


Os cometas perdem massa contínua e constantemente, durante sua
viagem pelo espaço. Qualquer um deles, que estivesse viajando pelo
Universo por mais de 10 mil anos, já teria se desintegrado há muito tempo.

7) Tese do campo magnético


A cada período que passa, o campo magnético da Terra toma-se mais
fraco. Caso a Terra fosse tão velha, de acordo com a velocidade de sua
redução, hoje não haveria mais nenhum magnetismo no planeta.

8) Tese da rotação da Terra


Com o aumento de um milésimo de segundo por dia, a velocidade de
rotação da Terra — com base nos cálculos dos anos impostos pelos
evolucionistas —, chegaria a incrível rapidez que as forças centrífugas
resultantes jogariam a Terra para fora de sua órbita.

9) Tese do petróleo
O petróleo no subsolo da Terra encontra-se sob enorme pressão. Mas as
rochas petrolíferas são porosas. Se o petróleo se encontrasse ali há milhões
de anos, a pressão teria desaparecido há muito tempo.

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80
10) Tese dos vegetais
Os vegetais mais antigos que existem na Terra, sequóias e recifes de
corais, têm idade máxima de “apenas” 4,5 mil anos. Mas por que não há
árvores mais velhas, se a Terra já existe há bilhões de anos?

11) Tese da salinidade nos mares


O teor de sal nos mares, atualmente de 3,8%, deveria ser muito mais
elevado. Considerando a atual taxa de salinidade, pode-se calcular que o
sal chegou aos mares há aproximadamente 6 mil anos.

12) Tese das estalactites


Estalactites em cavernas são usadas pelos evolucionistas como prova da
idade avançada da Terra. No subterrâneo do Memorial de Lincoln, porém,
existem estalactites que cresceram mais de um metro em menos de 100
anos. Estalactites ocorrem por precipitado mineral, alongado, que se
forma nos tetos das cavernas ou dos subterrâneos.

O cálculo apresentado pelos judeus é de 6 mil anos; segundo eles,


considerando o tempo a partir da criação, conforme a Torá, são 5.760
anos (set/2005).

Referências:
- MESQUITA, Antônio. Pontos difíceis de entender – Traduções, significados,
informações científicas, perguntas e respostas. Edição de 2006 – CPAD
- <https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-e-o-maximo-de-habitantes-
que-a-terra-suporta/> Acesso: 2019

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Subsídio 13
81

Lição 13 – Seja um Mordomo Fiel


Introdução
Ser fiel ao seu Senhor não é uma opção, mas é sim, um dever dos
verdadeiros mordomos. A Palavra de Deus registra que “requer-se dos
despenseiros (No grego, oikonómos.) que cada um se ache fiel” (1 Co 4.2 –
ACF). “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

1. Definindo o termo fiel.

O adjetivo grego pistos é geralmente


traduzido como “fiel”. Destacamos os Quem é fiel no
seguintes significados para o referido mínimo, também é
termo:
✓ leal,
fiel no muito;
✓ sincero, quem é injusto no
✓ íntegro, mínimo, também é
✓ que cumpre os compromissos injusto no muito
assumidos.
(Lc 16.10).
“O crente fiel nunca está satisfeito no
sentido de não precisar de mais poder, mais graça, mais humildade, mais
sabedoria. Ele sempre quer mais. Mais de Deus, de seu amor, do seu
Espírito, da sua Palavra, da sua graça, da sua comunhão, da sua santidade,
etc. É o princípio da queda quando nos sentimos satisfeitos e ficamos
inativos quanto à busca da face do Senhor”. 24

2. Exemplos de servos fieis


1) Paulo
1 Coríntios 7.25: Ora, quanto às “Não abandone a
virgens, não tenho mandamento lealdade e fidelidade; do
Senhor; dou, porém, o meu guarde-as sempre
parecer, como quem tem alcançado
bem gravadas no
misericórdia do Senhor para ser
fiel. coração” (Pv .3.3 –
NTLH).
1) Timóteo

24
Pr. Antonio Gilberto

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Coríntios 4.17: Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, 82
e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como
por toda a parte ensino em cada igreja.

2) Tíquico
Efésios 6.21: Ora, para que vós também possais saber dos meus negócios,
e o que eu faço, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro do Senhor, vos
informará de tudo.

Colossenses 4.7: Tíquico, irmão amado e fiel ministro, e conservo no


SENHOR, vos fará saber o meu estado;

3) Onésimo
Colossenses 4.9: Juntamente com Onésimo, amado e fiel irmão, que é dos
vossos; eles vos farão saber tudo o que por aqui se passa.

4) Epafras
Colossenses 1.7: Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo,
que para vós é um fiel ministro de Cristo,

5) Moisés
Hebreus 3.5: E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo,
para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

6) Silvano
1 Pedro 5.12: Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi
abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de
Deus, na qual estais firmes.

3. Checklist do mordomo fiel

Checklist é uma palavra em inglês, considerada um americanismo que


significa "lista de verificações". Esta palavra é a junção de check (verificar)
e list (lista). Uma checklist é um instrumento de controle, composto por
um conjunto de condutas, nomes, itens ou tarefas que devem ser
lembradas e/ou seguidas. Segue a baixo uma lista de compromissos
baseados nos temas estudados até aqui.

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COMPROMISSO DO MORDOMO ONDE ESTUDAR? 83


✓ Ser consciente de sua mordomia diante Lição 1
de Deus.
✓ Cuidar do próprio corpo. Lição 2
✓ Cuidar da alma e do espírito. Lição 3
✓ Cuidar da família. Lição 4
✓ Cumprir com as obrigações em relação Lição 5
a igreja local.
✓ Ser um verdadeiro adorador. Lição 6
✓ Ajudar a igreja com dízimos e ofertas
como sinal de gratidão ao Senhor. Lição 7
✓ Usar o tempo de maneira sábia. Lição 8
✓ Entender a importância do trabalho. Lição 9
✓ Administrar a vida financeira com Lição 10
sabedoria a fim de não ser um esbanjador.
✓ Praticar obras de misericórdia Lição 11
✓ Não contribuir para destruir a Terra. Lição 12

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Recursos Adicionais 84
Estudos Para Professores – Estudos Teológicos

(1) Aprendendo sempre para melhor


servir ao Senhor
1 Coríntios 4.14-16 (principalmente o v.15) e Romanos 15.4

I. Introdução
O mundo ao tratar da tríplice potencialidade inata em todo ser humano, começa
pelo seu “poder intelectivo”, porém Jesus ao abordar o referido assunto, começa
pelo “poder afetivo” (Mc 12.30 “de todo o teu coração, e de toda a tua alma”).
Portanto, diante de Deus, maior não é quem sabe mais, mas quem mais ama
irrestritamente a Deus (“de todo o teu coração e de toda a tua alma”). Na
referida passagem (Mc 12.30), Jesus colocou a cognição (o poder intelectivo,
“o entendimento”), em segundo lugar. A terceira potencialidade ou faculdade
inata no ser humano é a volição; a vontade; o poder de querer “de todas as
tuas forças”, (Mc 12.30).

II. Conhecimento - Como o adquirir.


➢ Provérbios 4.7 “Adquire a sabedoria e o conhecimento”. Vejamos os
meios e canais de aquisição do conhecimento, inclusive o bíblico e
espiritual.
1. A Percepção
É a percepção sensorial mediante os sentidos físicos.
O conhecimento que chega ao intelecto através da percepção, tendo os sentidos
fisiopsíquicos como canais de aprendizagem, costuma ser chamado de
conhecimento empírico, que na prática do viver humano é chamado de
pragmático.
➢ Ver Jó 12.7-11; Sl19.1-4; 8.1,3,9; Rm 1.20; Jo 20.29.
Aí estão as gravuras, os quadros, os gráficos, os livros, a imagem, as cenas da
natureza, a experimentação, a observação pela vista, pelo ouvido, pelo olfato,
pelo paladar, pelo tato.

Como está a nossa percepção fisiopsíquica na aquisição do conhecimento?


O conhecimento mediante a percepção é muito limitado devido a atual
fragilidade dos sentidos humanos afetados pelo pecado. Não era assim no
princípio, mas o efeito deletério do pecado, mais as doenças e enfermidades,

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mais abusos cometidos pelo ser humano reduz drasticamente a sua capacidade 85
de percepção.

2. A Razão (= A Mente)
O conhecimento através da razão; da inteligência; da mente; do raciocínio.
A razão é mais elevada faculdade do ser humano. Trata-se do estudo metódico,
individual ou em grupo; a investigação; a reflexão; a inquirição; a pesquisa. O
emprego devido e organizado da razão conduz ao discernimento do
conhecimento e ao tirocínio.
Ver Dn 9.2; Lc 1.3; At 17.11; Et 6.1,2
Como está a atividade do nosso raciocínio na aquisição do conhecimento,
necessário em geral?

3. A intuição
Intuição é o conhecimento direto das coisas, sem a ajuda da razão, nem da
percepção. É uma forma da pessoa “sentir” e “perceber” psiquicamente.
É um fenômeno psíquico na área da empatia humana. A intuição funciona ao
nível da alma da pessoa.
A mulher costuma ser mais intuitiva do que o homem, por ser mais suscetível a
“sentir” psiquicamente.
➢ Ver 2 Sm, cap.14 (com destaque no v.20). Ver também Jr 18.18. “O
conselho do sábio”. Na nossa aquisição de conhecimento, como está a
nossa capacidade “sentir” psiquicamente?

4. A Natureza Humana
Deus ao criar e também formar o ser humano, implantou no seu constituinte
imaterial, leis morais como uma das fontes de obtenção de conhecimento.
➢ 1 Coríntios 11.14 “Ou não vos ensina a mesma natureza (....)?
Trata-se aqui da ordem moral (=as leis morais) implantadas por Deus na
criatura humana, que além de outras finalidades é o um meio de aprendizagem.
Infelizmente, o homem pela sua incredulidade, práticas pecaminosas e estúpida
rebelião contra Deus, na sua ignorância espiritual, ele (o homem) oblitera e
atrofia essas leis implantadas pelo seu Criador. Graças a Deus que nós como
salvos, e vivendo para Jesus, Ele abençoa o nosso inteiro ser, como novas
criaturas nEle: espírito, e alma, e corpo.
➢ Jó 38.36 “Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem deu à mente o
entendimento?” Rm “a lei escrita em seus corações.”

5. A Meditação Humana

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É o conhecimento mediativo acadêmico, científico, filosófico, obtido por meio 86


dos outros; de mestres e também de outras pessoas.
Também, cursos, livros, meios e recursos de aprendizagem; o exemplo dos
outros; observar os outros a fazer algo etc.
Às vezes aprendemos mais com a pessoa e a vida do mestre, do que com a sua
aula.
Um fator muito influente no aprendizado é a atenção do aluno para com o
professor, o interesse do aluno para com a matéria que o professor ensina.
Ver 2 Tm 2.2; At 18.26; Fp 4.9; Mt 11.29 “Aprendei de mim” (disse Jesus).
O exemplo de Paulo, o mestre, e seus auxiliares, ensinando (1 Tm 2.7; 2 Tm
1.11).

Livro de Atos dos Apóstolos


11.26 Paulo ensinando durante um ano à igreja Antioquia.
14.28 Paulo “não pouco tempo com os discípulos, em Antioquia.
15.35 “Ficaram ensinando em Antioquia”
18.4 Paulo ensinando “todos os sábados” em Corinto.
18.11 Ensinando um ano e meio em Corinto.
18.26 Priscila e Áquila, discípulos de Paulo, convidaram o grande Apolo para sua
casa, e ensinaram-lhe “pontualmente” (= ponto por ponto) a doutrina bíblica.
19.8 Paulo ensinando “três meses” na igreja em Éfeso.
19.10 Paulo ensinando “dois anos” na igreja em Éfeso.
20.31 Paulo ensinando “três anos e meio” na igreja em Éfeso.
28.30,31 Paulo ensinando “dois anos” em Roma.
(Veja-se a diferença de conteúdo textual da epístola à igreja de Éfeso e os das
epistolas às demais igrejas, às quais Paulo escreveu por direção e inspiração do
Espírito Santo: Roma, Corinto, Galácia, Filipos, Colossos e Tessalônica.).

6. A Criação
Trata-se aqui do conhecimento adquirido através da natureza, do universo, da
criação, do cosmos.
A Criação é um livro de Deus, aberto, cujas palavras são os objetivos, as
pessoas, as coisas, a imagem em geral, os céus, campos, rios, animais de todas
as espécies, plantas, matas, montes, noites, dias, leis da natureza e seus
fenômenos etc.
O crente precisa ser sempre um atento aprendiz da Criação que Deus efetuou
e a sustenta. Ler Gn 1; 2; Sl 19.1-4; Jó 12.6,7; Rm 1.21; Jó capítulos 37-41; Jo
1.2,3; Hb 1.2,3; 11.3; At 17.24,25; 2 Pe 3.5 “eles propositalmente (...)”.

7. A Casa Do Senhor

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A Casa do Senhor e o culto ao Senhor são também um canal de santa 87


aprendizagem para os que ali “habitam” (Sl 84.4), e ali “moram” (Sl 27.4), e
não apenas frequentam habitualmente.
Infelizmente há igrejas por aí, onde o crente descuidado e imaturo, ao visitá-las
desaprende muito do que sabe de bom, de verdadeiro, de doutrinário, de
agradável a Deus.
Ler e meditar em Sl 26.8; 84.1,2,4,10; Jo 2.17; Hb 10.25; Ag 1.4,8; Ec 5.1; Sl
93.5; 122.1; At 5.42
“E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar
a Jesus Cristo.”
Até que ponto estamos enriquecendo o nosso conhecimento mediante a igreja
que frequentamos; seus cultos; suas reuniões; seus eventos?

8. Iluminação Divina
É uma forma de conhecimento espiritual provido por Deus para o crente, no seu
viver e serviço para Ele.
A iluminação divina vem pelo Espírito Santo operando no crente. Ela parte do
conhecido, ampliando-o; ela não é princípio, criativa, e sim ampliadora.
A iluminação divina faz-nos ver as coisas na perspectiva de Deus.
Ler Ef 1.18-23; Cl 1.8-10; Jo 14.26; 1 Sm 16.7; Sl 119.130; Jó 36.22; 1 Co
2.12,13.

9. Inspiração Divina

É uma forma de conhecimento espiritual provida por Deus para o crente.


A inspiração divina é “criativa”; ela parte do nosso conhecimento incipiente, de
determinado assunto, para ampliá-lo; multiplicá-lo etc.
Não confundir com a inspiração humana “natural” de pintores famosos,
inventores, desenhistas, poetas, romancistas, compositores, cantores líricos,
oradores, certos profissionais, etc.

A dupla forma de inspiração divina:

• A inspiração divina Bíblica: que foi a única quanto aos seus escritores (2 Pe
1.21; 2 Tm 3.16; 2 Sm 23.2).
• A inspiração divina em geral: Que Deus continua a conceder a seus servos
pregadores, mestres, escritores, pastores, missionários, administradores da sua
obra, testemunhas do Senhor, ganhadores de almas, crentes em geral, afinados
com o Espírito Santo. Ver Atos 20.7,11; 17.23; 24.24-27.

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10. A Unção Divina 88

É também uma de conhecimento espiritual do crente provida de autoridade


divina. Ver 1 Jo 2.20,27; 2 Co 1.21

11. Revelação Divina

É também uma forma de conhecimento espiritual do crente, provido por Deus.


Não se trata aqui de “revelação” no sentido popular e comum como se ouve em
relatos populares entre os crentes.

A revelação divina parte do desconhecimento, para revelá-lo como se vê em Ef


1.16, 17; Gl 1.11, 12; 2.2; 1 Co 2.9-11; 2 Co 12.1; Mt 11.21; 16.17.
Uma forma de revelação divina está nos dons espirituais da “palavra da
sabedoria”; “palavra da ciência”; do “discernimento de espíritos”; e da “profecia”
(1 Co 12.8-10).

A Bíblia registra inúmeros casos de revelação divina. Por exemplo, o livro de


Gêneses, nos seus primeiros capítulos foi dado a Moisés por “revelação divina”,
é evidente, e não apenas por “inspiração divina”.

Outros exemplos:
➢ José ante Faraó e seus oficiais- (Gn, caps. 40;41) Daniel ante o rei
Nabucodonosor (Dn, cap. 2)
➢ Zacarias, o profeta (Zc, caps.13; 14). (E muitos outros)
➢ O apóstolo Paulo (1 Co 2.9,10; 2 Co 12.1; Rm 16.25; Ef 3.3-5).
João, o Evangelista, em Patmos (o Livro de “Apocalipse”, que literalmente
significa “Revelação”, Ap 1.1).

12. A Fé
A Fé é outro meio de conhecimento espiritual do crente.

Hb 11.3 “Pela fé “entendemos” que (…).


Gl 2.20 - “a fé do Filho de Deus”. Ver também Hb 12.2.
1 Tm 4.6 – As “palavras” da fé. Ora, a palavra é o principal meio de comunicação
na aprendizagem e no ensino.

13. O Sofrimento (probatório)

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O sofrimento do justo, principalmente o probatório, da parte de Deus, é um 89


meio de aprendizagem.
• Salmo 119.71-ÀS vezes precisamos aprender na escola do sofrimento.
• 2 Coríntios 1.4-O crente sofrendo para poder ajudar aos que sofrem.
➢ Ler e meditar em 2 Coríntios 12.7-10; Rm 8.35-37; Fp 1.12-14; 2 Tm 2.
9-12; Hb 5.8 “Ainda que era filho, aprendeu a obediência por aquilo que
padeceu”. Até o Senhor Jesus, na sua dimensão humana e sem pecado,
passou por esta escola.

14. A Experiência Diurna do Crente

A experiência do crente no seu viver e no trabalho diário é um grande professor.


É a “escola da vida” Jó 12.12.

Juízes 20.16 – Como os soldados benjamitas - 700 deles, tornaram-se


insuperáveis peritos-atiradoes? Ver também 1 Cr 8.40. Certamente eles se
exercitaram na prática, diariamente.

• 1 Crônicas 11.10-47 – Os soldados-heróis do exército de Davi, quando


permaneceu no
deserto de Judá. Tudo começou com “Uns 400 homens” (1 Sm 22.1,2). Eram
homens inicialmente rudes, incultos, forasteiros, recalcados, foragidos,
oprimidos, endividados; enfim, indesejáveis.
Esse grupo logo chegou a 600 homens (Sm 23.12,13; 27.2; 30.9). Davi os
educou, disciplinou, treinou como autênticos “líderes”, os quais tornaram-se sua
tropa de elite (2 Sm 23.8-39).

• 1 Reis 7.13-45 - Como Hirão de Tiro, perito-profissional metalúrgico,


chegou a ser tão habilidoso, competente e procurado por seus excelentes
serviços?
Certamente praticando desde pequeno ao lado do seu pai, o qual era também
um esmerado metalúrgico (1 Rs 7.14ª).

• 2 Samuel 10.9 – O general Joabe, comandante do exército de Israel


durante o reinado de Davi, conseguiu escolher dentre os soldados “mais
escolhidos”, um grupo de soldados para uma missão difícil (2 Cr 19.10).
Como este grupo de guerreiros “escolhidos dentre os escolhidos”, chegou
a tal perfeição? Certamente através da prática.

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• 1 Rs 5.6 – Como os operários sidônios chegaram a tal perícia em trabalhar 90


com produtos de madeira? “Entre nós ninguém há que saiba cortar a
madeira como os sidônios”. Certamente resultado da prática diuturna.

• 2 Timóteo 2.15 - “Como obreiro, que manejas bem a palavra da verdade”.


No original, “maneja bem” (Orthios/ tomeo), transmite a ideia de perícia,
excelência, prática constante. Ver a metáfora da Bíblia como “espada”,
em Hb 4.12; Ef 6.17).

• Atos 18.26 – Como Áquila e Priscila, sua esposa, conseguiram também


preparo bíblico
como demonstrado aqui, no caso do eloquente e culto Apolo, de Alexandria?
Diz o texto bíblico: “e lhe declararam mais pontualmente (ponto por ponto), o
caminho de Deus”.
Como “Priscila e Áquila” (At. 18.26) chegaram a esse ponto? Certamente ouviam
com muita atenção e oração os ensinos de Paulo, a quem eles hospedaram (At
18.1 – 3).

15. Ouvir com toda atenção e interesse


É também outro meio de adquirirmos conhecimento.

Tiago 1.19 - “Todo homem seja pronto para ouvir (…)”.


Quem não ouve com atenção, entende errado, e passa a ensinar errado.
Lucas 10.39 – Maria, de Betânia; ouvinte muito atenciosa da Palavra de Deus.
As bênçãos provenientes disso (v.42).
Lucas 8.18 - “Vede, pois como ouvis”. Isto foi dito por Jesus. É prestar a devida
atenção ao que se ouve.
Hebreus 5.11 - “Vos fizestes negligentes para ouvir”. Somos ouvintes atentos
diante de Deus, para ouvir e aprender?
Ver também 7 vezes em apocalipse: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito
diz às igrejas: 2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13, 22.

O conhecimento e a sabedoria

1) Conhecimento é qual matéria prima que a sabedoria emprega, de maneira


lógica, dosada, oportuna e conveniente. Conhecimento, é, digamos, uma
espécie de banco de dados da mente, da memória, do entendimento da pessoa.
Conhecimento é teoria; sabedoria é prática.

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“O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento” (Os 4.6). 91

2) Conhecimento e sabedoria são elementos distintos, mas interdependentes.


Rm 11.33; Cl 2.3.

– Sabedoria sem conhecimento fica travada.


– Conhecimento sem sabedoria é inoperante e até desastroso “Sabedoria é a
coisa principal”, diz a Palavra de Deus, em Pv 4.7.

3) Sabedoria PE discernir claramente entre o bem e o mal; mas não é só isso;


é também escolher sempre o bem e praticá-lo, e ao mesmo tempo rejeitar o
mal. Daí, a sabedoria espiritual estar associada ao poder de Deus, em Cristo (1
Co 1.24).

4) O princípio, isto é, o começo da sabedoria é a pessoa ter temor do Senhor


(Sl 111.10; Pv 1.7; 9.10;15.33; Jó 28.28).

5) João 8.32. Disse Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.


Não é o conhecimento em si que liberta; ele é um meio de nos conduzir à
Verdade que liberta, que é Jesus (Jo 14.6).

6) A ilusão prioridade da filosofia de Sócrates: “Homem, conhece-te a ti


mesmo”. O que
diz Deus sobre o que é prioritário no conhecimento: “Mas o que se glória, glorie-
se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor” (Jr 9.24).

Autor: PR. Antonio Gilberto - Extraído da Revista Ensinador Cristão.

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(2) Lendo e Estudando a Bíblia 92

Ler a Bíblia é uma empolgante aventura espiritual, emocional e intelectual. É


um convite para caminhar com o povo de Deus nas Escrituras e conhecer um
Deus tremendo. Deus nos convida a ter intimidade com Ele. Por intermédio do
Espírito Santo e das Escrituras, conhecemos um Deus amoroso, compassivo,
gracioso, rigoroso, santo e justo. Conhecer a Deus é uma jornada que dura a
vida inteira.

Ler a Bíblia é uma experiência transformadora. Pouco a pouco, o Espírito Santo


renova o nosso interior para que possamos amadurecer e crescer em graça e
diante de Deus e das outras pessoas. Nessa jornada, às vezes enfrentamos
oposição e contratempos. Não desanime; lembre-se e confie que “aquele que
em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6).

I. COMO LER A BÍBLIA


Afirmou com muita precisão o teólogo Martin Anstey "A qualificação mais
importante exigida do leitor da Bíblia não é a erudição, mas sim a rendição; não
a perícia, mas a disposição de ser guiado pelo Espírito de Deus". Estudemos,
pois, a Palavra de Deus, conscientes de que o Senhor continua a falar-nos hoje
como outrora falava a Israel e à Igreja Primitiva. Devemos, por conseguinte:

1. Amar a Bíblia.
Nossa primeira atitude em relação à Bíblia é amá-la como a inspirada Palavra
de Deus. Declara o salmista todo o seu amor às Escrituras: "Oh! Quanto amo a
tua lei! É a minha meditação em todo o dia" (Sl 119.97).

2. Ter fome da Bíblia.


Se tivermos fome pela Bíblia, haveremos de lê-la todos os dias. Se é penoso
passar sem o pão de cada dia, como privar-se do alimento que nos vem
diretamente do Espírito de Deus - as Sagradas Escrituras? O profeta Ezequiel,
tão logo encontra a Palavra de Deus, come-a (Ez 3.3).

3. Guardar a Bíblia no coração.


Ao cantar as belezas da Palavra de Deus, o salmista confessa ternamente:
"Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti" (Sl 119.11).
Os leitores periféricos da Bíblia leem-na, mas dela se esquecem. Não assim o
suave cantor de Israel; mesmo fechando-a depois de seu devocional, abria-a
em seu coração.

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4. Falar continuamente das grandezas singulares da Bíblia. 93


Eis o que Moisés prescreve aos filhos de Israel, a fim de que estes jamais
venham a se esquecer dos mandamentos do Senhor: "Estas palavras que hoje
te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás
assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-
te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os
teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas" (Dt 6.6-
9).25

II. O QUE É A MEDITAÇÃO BÍBLICA?


O verdadeiro objetivo da meditação bíblica não é ajudar ninguém a fugir da
angústia de um divórcio, ou do dissabor de uma doença grave, escondendo-se
em um mundo fantasioso. Pelo contrário, a verdadeira meditação nos ajuda a
aplicar a verdade bíblica a circunstâncias difíceis ou estressantes.

Algumas palavras descrevem a meditação cristã da Escritura: refletir, ponderar


e até ruminar. Assim como a vaca primeiro engole a comida para mais tarde
regurgitá-la e mastigá-la outra vez; também o crente, em seu momento de
reflexão, alimenta a memória com a Palavra de Deus e depois a traz de volta a
seu consciente, quantas vezes forem necessárias. Cada nova 'mastigação'
produz ainda mais nutrientes para o sustento da vida espiritual.

A meditação, portanto, nada mais é que o processo de revolver a verdade bíblica


na mente sem parar, de forma a obtermos maior revelação do seu significado
e certificarmo-nos de que a aplicamos a nossas vidas diárias. J. I. Packer certa
vez disse que "meditar é despertar a mente, repensar e demorar-se sobre um
assunto, aplicar a si próprio tudo que se sabe sobre a obra, os caminhos, os
propósitos e as promessas de Deus. 26

III. MOTIVOS PARA ESTUDAR A BÍBLIA

✓ Para conhecer a Deus. Ele criou o céu e a terra e tudo o que neles há
(Gn 1—3).
✓ Conhecer a Deus é ter vida eterna (Jo 17.3).
✓ Para se deleitar em Deus e amá-lo. Medite no caráter, nos princípios
e nas promessas de Deus. Regozije-se em seu amor, cuidado e perdão
(Sl 119.12-18,160- 162; 1 Tm 6.17).

25
Claudionor de Andrade
26
HODGE, K. A mente renovada por Deus. RJ: CPAD, 2002

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✓ Para conhecer a Palavra de Deus. As Escrituras foram inspiradas por 94


Deus. Elas nos ensinam a verdade e nos mostram o que está errado em
nossa vida. Elas nos trazem esclarecimento (2 Tm 3.16).
✓ Para entender o Verbo. Jesus é chamado de Verbo porque é a suprema
comunicação de Deus. Ele existia desde o início com Deus, Ele é Deus e
criou todas as coisas. Jesus disse que aqueles que o viram, viram o Pai
(Jo 1.1-3; 10.30; 12.44,45; 14.7-9).
✓ Para aprender a ter direção na vida. A Bíblia nos mostra o que
fazer (Sl 119.11).
✓ Para encontrar conforto e esperança. As Escrituras nos dão
encorajamento (Rm 15.4).
✓ Para deixar Deus expor nossos pensamentos e desejos mais
secretos. A Palavra de Deus nos ajuda a nos ver como realmente somos
e nos convence do pecado a fim de que possamos nos arrepender e
mudar (Hb 4.12-16).
✓ Para nos tornar puros e santos. Jesus orou para que todos os que
cressem nEle se separassem para Deus e seus propósitos santos (Jo
17.17-23).
✓ Para obedecer ao Grande Mandamento. Quanto mais conhecemos a
Deus, mais podemos amá-lo. O Grande Mandamento é amar a Deus com
todo o nosso ser e ao próximo como a nós mesmos (Mc 12.29-31). E
Jesus nos deu um novo mandamento, de nos amarmos uns aos outros
(Jo 13.34,35).27

27
Panorama da Bíblia - CPAD

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(3) O Professor Vocacionado e sua 95

Capacidade de Incentivar o Aluno


Neste estudo você aprenderá:
O significado de vocação autêntica; A importância das aptidões naturais
específicas para o magistério; as diferenças entre motivação e incentivos; as
principais técnicas de incentivos do aluno.
Este estudo pretende ajudá-lo a:
Certificar-se de sua vocação para o magistério eclesiástico; despertar a
motivação em sua turma; aplicar técnicas de incentivos na sala de aula.
Um autêntico professor de Escola Dominical deve atender no mínimo a três
condições básicas: vocação natural, aptidões específicas e preparo
especializado.

I. O Professor e sua Vocação


1. Vocação natural
A vocação floresce no cerne da personalidade humana. Trata- se de uma
tendência fundamental do espírito, uma inclinação preponderante para um
determinado tipo de vida e de atividade, em que se encontra plena satisfação
e possibilidades de autorrealização.
Para o magistério a vocação revela-se como um conjunto de predisposições
temperamentais, preferências afetivas, atitudes e ideais de cultura e de
sociabilidade.
a) Sociabilidade
A educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e social. O
professor egocêntrico, fechado e que é incapaz de abrir e manter contatos
sociais com certo calor e entusiasmo, não está talhado para a função do
magistério; esta exige comunicabilidade e dedicação à pessoa dos alunos e
aos seus problemas.
Há professores que quando terminam suas aulas apressam-se em deixar a
sala, dizendo que já cumpriram sua missão e programa. Saem, literalmente, em
disparada para não responderem às possíveis perguntas, dúvidas ou queixas
dos estudantes. Não têm interesse no aluno como pessoa, como indivíduo que
tem necessidades, curiosidades, expectativas e esperanças. O professor
vocacionado tem prazer de estar ao lado, no meio e com os seres humanos.
b) “Amor pedagógicos”

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A palavra hebraica hanak, “educar”, tem uma raiz original que quer dizer 96
“dedicar” ou “consagrar”. Sei que isso pode parecer romantismo exagerado de
minha parte, mas educadores cristãos autênticos amam e se dedicam a seus
alunos. Isso significa que o professor deve ir além da simples simpatia e
interesse por eles. O mestre vocacionado deseja imensamente auxiliar seus
pupilos em seus problemas, necessidades e expectativas. O professor
desenvolve um puro sentimento de empatia, ou seja, coloca-se no lugar do
aluno para sentir o que ele está sentindo, como se estivesse no lugar dele.
Um autêntico educador importa-se mais com a pessoa do aluno que com a
frieza do conteúdo e currículo. Xenofonte, grande filósofo da antiguidade, disse:
“Nunca pude aprender nada com aquele mestre: ele não me amava”.
c) Apreço e interesse pelos valores da inteligência e da cultura
O professor que tem vocação para o magistério é naturalmente um estudioso,
um leitor assíduo, com sede de novos conhecimentos capaz de se entusiasmar
pelo progresso da ciência e da cultura.
O professor que não se lança ao labor da pesquisa não pode lecionar de forma
relevante. Nunca é suficiente o conhecimento adquirido e acumulado ao longo
dos anos. Há sempre algo que precisa ser aprendido, revisado ou revisitado. O
professor deve ser um eterno aprendiz. Charles Spurgeon, o príncipe dos
pregadores, já dizia: “O que deixa de aprender também cessa de ensinar”.
2. Aptidões Específicas
São atributos ou qualidades pessoais que exprimem certa disposição natural
ou potencial para um determinado tipo de atividade ou de trabalho. São
características específicas da personalidade que, comumente, completam o
quadro com a vocação e que, quando cultivadas, asseguram a capacidade
profissional do indivíduo. Para o magistério, as aptidões mais importantes são
as seguintes:
a) Saúde física e equilíbrio mental
O ideal é que o mestre desfrute de plena saúde física, orgânica. É
imprescindível ao professor cuidar-se através de uma alimentação balanceada,
exercícios físicos, descanso, lazer e exames médicos periódicos.
Uma pessoa que viva, por descuido, constantemente enferma não estará apta
para as demandas do magistério. Equilíbrio mental e emocional é indispensável
àquele que ensina e educa. Você pode imaginar o estrago que um professor
mentalmente desequilibrado faria a uma determinada classe?
b) Boa apresentação
Há os que não concordam ou simplesmente ignoram, mas a boa apresentação
do professor é extremamente importante para a assimilação do conteúdo
didático. Como cativar a atenção de um aluno que não consegue deixar de
reparar a negligente aparência de seu professor?

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Roupas amarrotadas, gravatas tortas no pescoço, cabelos desalinhados, unhas 97


sujas, barba por fazer, maus odores e outros desleixos costumam despertar
mais a atenção dos alunos do que o conteúdo em si mesmo.
c) Órgãos de fonação, visão e audição em boas condições
Não significa que o mestre que tenha deficiências visuais, fonéticas ou auditivas
não possa lecionar. Estamos falando do que é ideal. É óbvio que o professor
portador dessas deficiências terá mais dificuldades para desempenhar suas
funções magisteriais.
d) Boa voz: firme, agradável e convincente
A voz do professor deve expressar sua convicção acerca de tudo o que ensina.
Há mestres que ao invés de pronunciarem a palavra cheia, plena, completa,
inteligível costumam “espremê-las” ou “mastigá-las” pelos cantos da boca. Não
é o caso de se ter uma voz bonita, aveludada ou sonora, como a de um
barítono. Mas, sim, de se esmerar a fim de que nossa mensagem seja
agradável, convincente e plenamente compreensível. Quem ensina persegue a
ênfase, ou seja, faz de tudo para que o objeto da aprendizagem seja
apreendido. A ênfase tão desejada no magistério, às vezes, se consegue com
a simples modulação da voz. É necessário aumentar ou diminuir o volume da
voz para se conseguir enfatizar determinadas palavras, frases ou ideias.
e) Linguagem fluente, clara e simples
O tom de voz do professor deve ser igual ao de uma conversa e a forma de
expressão deve ser o diálogo. A linguagem deve ser simples: não há
necessidade de se usar frases rebuscadas, recheadas de termos técnicos ou
de palavras pouco usadas. Deve ser direta, ou melhor, ir diretamente ao
assunto que está sendo tratado.

f) Confiança em si mesmo e presença de espírito, com perfeito controle


emocional
Confiar em si mesmo não significa deixar de confiar primeiramente em Deus.
Confiar no Senhor é imprescindível em todas as coisas. Porém, o mestre
precisa acreditar em sua potencialidade, capacidade e condição para realizar o
trabalho da melhor maneira possível.
Outras aptidões também importantes são elas: naturalidade e desembaraço;
firmeza; perseverança, imaginação, iniciativa e liderança; habilidades de criar e
manter boas relações humanas.
3. Preparo Especializado
O conhecimento amplo e sistemático da matéria ou da respectiva área de
estudo é condição essencial e indispensável para a eficiência do magistério. O
professor deve conhecer, pelo menos, bem mais do que o estritamente exigido
pelos programas das disciplinas, tanto em extensão como em profundidade.

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II. O Professor e sua Capacidade de Incentivar o Aluno 98

O que é incentivo? O que é motivação? Há diferença entre esses termos ou


ações? Pode o professor motivar o aluno? Ou apenas incentivá-lo?
Os melhores teóricos nessa área dizem que o incentivo ocorre quando os
alunos recebem estímulos externos, isto é, incentivos. Enquanto que a
motivação ocorre quando os alunos são estimulados por fatores internos, ou
seja, eles já possuem os motivos. Então, podemos depreender que o professor
apenas pode despertar a motivação dos alunos por intermédio de incentivos.
1. Incentivos versus Motivação
A motivação e o incentivo podem ser intrínsecos ou extrínsecos. São
intrínsecos quando o aluno tem interesse pela própria atividade. São
extrínsecos quando o aluno não tem interesse pela atividade em si, mas por
suas consequências.

Vejamos:
Motivação intrínseca – Quando o aprendiz tem motivos para estudar aquela matéria e
tem interesse real por ela.

Motivação extrínseca – Quando quem aprende está estimulado por aspectos correlatos
ao tema, e não pelo próprio tema.

Incentivos intrínsecos – Quando estimula o aluno a estudar o assunto pelo valor que ele
encerra.

Incentivos extrínsecos – Quando o mestre estimula o aluno a prender fatores estranhos à


aprendizagem em si.
Exemplos:
Uma pessoa muito ocupada e cheia de responsabilidades pinta quadros, nas
suas poucas horas de lazer, pelo prazer de pintar, sem visar a qualquer outro
fim (motivação intrínseca).

Os pais de um jovem dão-lhe um violão, e ele, que até então não havia pensado
em tocar um instrumento, passa a ter aulas de música e acaba empolgando-se
por essa nova atividade (incentivo intrínseco).

Uma criança, desejando ganhar uma bicicleta, resolve ser boa estudante, sem
que tal resolução tenha sido sugerida por outra pessoa (motivação extrínseca).

A mãe de uma adolescente vaidosa consegue despertar nela o interesse em


aprender “corte e costura”, a fim de que ela possa, com maior facilidade,
renovar seu próprio guarda-roupa (motivação intrínseca).

b) Participação ativa

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Todo ensino tem de ser ativo; toda aprendizagem não pode deixar de ser ativa, 99
pois ela somente se efetiva pelo esforço pessoal do aprendiz, visto que
ninguém pode aprender por alguém. O professor deve solicitar, quer no início,
quer no decurso de qualquer atividade, a opinião, a colaboração, a iniciativa e
o trabalho do próprio aluno. Essa técnica é usada no início e meio.

c) Êxito inicial
O professor deve facilitar por todos os meios possíveis uma perfeita
compreensão das ideias expostas e debatidas, prevendo e aplainando as
dificuldades que os trabalhos possam apresentar. O aluno que consegue
compreender bem o assunto ou resolver as questões propostas logo no início,
sentir-se-á disposto a dar seguimento ao processo de aprendizagem. Essa
técnica é usada somente na fase inicial.

d) O insucesso inicial
O insucesso deve ser de cunho passageiro, já que o professor deve orientar o
aluno a vencer as dificuldades, tão logo seja possível. É uma técnica
incentivadora valiosa quando se trata de um assunto aparentemente fácil ou
que o aluno supõe já ter dominado suficientemente.

O professor deve apresentar questões um pouco acima da capacidade atual


dos alunos, para fazer com que eles sintam a necessidade de estudar o tema
que julgam já conhecer ou pensam dominar plenamente. Essa técnica é usada
somente no início do processo.

e) Apresentação de tarefas
Consiste em pedir aos alunos que cumpram determinadas tarefas tais como,
fazer uma pesquisa, trazer determinado objeto ou realizar alguma atividade em
casa com a finalidade de utilizar os resultados dessas ações na próxima aula.
Essas são, sem dúvida alguma, excelentes maneiras de incentivar a classe.

f) Atividades socializadas ou trabalho em grupo


Aqui a potencialidade incentivadora decorre do processo interativo mental e
social que serve de base e é estimulante para a maioria das pessoas normais.
Exceção: por problemática psicológica ou por características de personalidade
alguns preferem estudar e produzir a sós. Essa técnica é usada no final.

g) Auto e hetero competição


O aluno deve ser orientado no sentido de desejar o seu progresso individual,
com fundamento na comparação de seus resultados atuais com seu próprio
rendimento anterior. A competição individual deve ser afastada do quadro
escolar pelos seus aspectos deseducativos. Já a competição entre grupos será
usada eventualmente, pois tem muitos aspectos positivos e alguns poucos
negativos. Essa técnica é usada no final.

h) Interesse pelos resultados da aprendizagem


Trata-se, aqui, do interesse pelas notas ou conceitos que haverão de garantir
a aprovação do aluno e consequente promoção de classe.

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100
i) Desejo de corresponder à dedicação e ao interesse do professor
Apela-se para a sensibilidade do aluno, procurando estabelecer um forte elo
afetivo entre educador e educando, pela demonstração do interesse pessoal
por aquele aluno e pelos problemas que estão prejudicando a aprendizagem.

j) Incentivos negativos: Sanções, advertências, notas baixas, reprovação


O professor mantém seus alunos motivados quando consegue aliar um bom
conhecimento da matéria a uma excelente preparação didática. Além disso, é
imprescindível ao mestre incentivador saber escolher métodos didáticos
adequados à sua classe e conjugá-los com ótimos recursos audiovisuais. Um
professor com essas qualificações não precisa apelar para truques de
animação a fim de manter sua classe atenta e interessada; seus alunos sentem
prazer em assistir às suas aulas.

Autor: Pr. Marcos Tuler | Divulgação: Subsídios EBD

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(4) Superintendente: Gestor e Professor 101

Telma Bueno

Assumir a gestão de uma Escola Dominical é uma grande responsabilidade, um


desafio a ser vencido no decorrer de um ano. Geralmente o superintendente dá
início ao seu trabalho logo no primeiro mês do ano. Iniciamos, ainda que
temerosos, com muito entusiasmo e muita disposição, apesar do grande desafio
que é gerir, coordenar o trabalho de professores e alunos. Tanto os que estão
assumindo a função pela primeira vez como os já veteranos na função estarão
diante de novos alunos, novos professores, material didático novo, novas
revistas, novos desafios, etc. Iniciamos com a cabeça repleta de boas e ideias
e uma vontade enorme de elaborar muitos projetos e de ver tudo funcionando
bem, classes repletas de alunos, professores motivados, e por aí vai. Mas com
o passar do tempo, o trabalho árduo e as adversidades nos fazem perder o vigor
e o entusiasmo. Não demora muito para que os alunos também fiquem
desanimados e deixem de comparecer às aulas. Os que ficam não estão
preocupados com a aprendizagem: a ida à classe no domingo de manhã é mais
uma questão de hábito, torna-se um ritual religioso. O tempo vai passando, e
quando nos damos conta as classes estão vazias. Nessa hora o coração fica
apertado e questionamos: “O que fazer?” “Onde encontrar ajuda?” Bom seria
se todo superintendente fizesse esse tipo de questionamento. Infelizmente
alguns não fazem, pois ficam mais preocupados em encontrar culpados do que
resolver as questões que são cruciais para o crescimento de uma Escola
Dominical. Não adianta tentar jogar a culpa nos alunos, nos professores, no
Diabo ou na liderança da igreja. Também não adianta vir com o discurso de que
a Escola Dominical é uma instituição já ultrapassada.

Quando tentamos buscar culpados, perdemos o foco do problema e acabamos


não chegando a lugar algum. Parta do princípio de que não existe um único
culpado. Segundo Heloísa Lück, “o trabalho educacional, por sua natureza,
demanda um esforço compartilhado”.1 Educação cristã não é diferente — exige
a participação de todos os membros da igreja. Quando falamos em participação,
vale lembrar que participação implica compartilhar a tomada de decisões.

Participação implica compartilhar poder, vale dizer, implica compartilhar


responsabilidades por decisões tomadas em conjunto com uma coletividade e o
enfrentamento dos desafios de promoção de avanços, no sentido da melhoria
contínua e transformações necessárias.

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1. Como garantir o crescimento da Escola Dominical 102

Como atrair novos alunos e garantir a frequência deles na Escola Dominical?


Como gestor, este é um dos nossos grandes desafios: atrair novos alunos e
fazer com que os alunos “antigos” sejam assíduos e queiram continuar
aprendendo. Estamos vivendo na era da informação, em que a concorrência
com a mídia é grande e até desleal. Quantos não vão à Escola Dominical, que
geralmente é no domingo pela manhã, porque não conseguem acordar cedo, já
que passaram a madrugada toda conversando com os amigos nas redes sociais,
como o Facebook e o Twitter?

A Escola Dominical não é uma instituição ultrapassada, obsoleta. Todavia, é


evidente que precisamos de novas estratégias, metodologias e recursos. Se não
houver uma mudança de paradigmas, certamente veremos o esvaziamento de
algumas classes. Precisamos refletir e discutir mais a respeito da educação cristã
na atualidade, pois não existem “fórmulas mágicas” ou “receita” que seja
eficiente e que caiba em todas as igrejas. A igreja é única, assim como cada
Escola Dominical. O que dá certo em uma comunidade pode não dar certo em
outra. Porém, sabemos que independentemente da especificidade de cada
Escola Dominical, o ensino de qualidade ajuda a manter a frequência e o
aprendizado.

2. Gestor e professor

Muitos superintendentes são excelentes gestores. Todavia, antes de ser um


gestor o superintendente deve ser um professor. No ensino secular o professor
assume, por um determinado período, o cargo de gestor, mas ele não deixa de
ser um professor. Naquele período ele apenas está como gestor. É preciso que
o superintendente tenha uma visão correta do que é ensinar. Precisa ser alguém
que entenda de educação, pois sua função não se restringe à elaboração de
relatórios e fichas de presença. Como gestor de uma instituição de ensino, ele
precisa saber se relacionar bem com os professores, alunos, liderança. Necessita
conhecer como se dá a aprendizagem. E preciso que se tenha várias
competências para exercer a função, como por exemplo, a habilidade de
gerenciar pessoas. Sabemos que na Escola Dominical nem todos têm formação
profissional na área da educação, mas isso não é desculpa para não buscar o
conhecimento e o crescimento. Atualmente temos uma infinidade de livros e
revistas a respeito do assunto, além de vários congressos e conferências na

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área de educação cristã que nos capacitam e nos ajudam a alavancar o 103
crescimento da Escola Dominical.

3. O que fazer para trazer os alunos de volta e investir no


aprendizado

Que fique bem claro que não existe uma “fórmula mágica” que seja única para
todas as igrejas. A Palavra de Deus é uma só, porém volto afirmar que cada
igreja é única, singular e tem as suas especificidades. Mas existem algumas
ações educativas que se enquadram bem em qualquer realidade, e devem fazer
parte da rotina de um gestor que deseja ser bem-sucedido. Vejamos algumas
dessas ações que podem melhorar a frequência e o aprendizado em sua Escola
Dominical.

➢ Aprenda a ouvir
Alguns gestores gostam de falar, mas na hora de ouvir deixam a desejar.
Precisamos aprender a ouvir com atenção o outro. Ouça o que os alunos estão
tentando lhe dizer, ouça os professores e secretários. O primeiro passo para
uma mudança significativa está no ouvir o que o outro tem a dizer, mesmo que
você discorde do posicionamento da pessoa. Não leve nada para o lado pessoal.
Para se chegar a um diagnóstico de determinada situação é preciso primeiro
ouvir. Um gestor que não sabe ouvir em breve verá o esvaziamento das classes.
O esvaziamento de uma Escola Dominical é uma forma de comunicação, os
alunos estão sinalizando que alguma coisa não vai bem. Não dá para tapar os
ouvidos e fingir que nada está acontecendo. Muitos adotam o silêncio como
uma fuga. Não falam nada e não fazem nada também. Estes estão fadados ao
fracasso. Admiro Moisés como líder e gestor do povo de Deus. O Senhor falava
com seu servo face a face, mas ele não hesitou em ouvir o que seu sogro, Jetro,
tinha a lhe dizer: “O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes”
(Êx 18.17). Moisés era humilde e “deu ouvidos à voz de seu sogro”, porém ele
não somente ouviu, mas tomou a iniciativa de fazer tudo quanto Jetro dissera
(Êx 18.24). Ouvir o que o outro tem a dizer é uma questão de humildade. Deixe
de lado a soberba, pois ela precede à ruína. Estabeleça uma gestão participativa.

➢ Faça reuniões periódicas


É importante reunir-se periodicamente com os professores, mas não use a
reunião para apontar o fracasso ou as faltas de ninguém. Utilize as reuniões
como um espaço democrático, participativo, onde prevaleça a troca de ideias e
de informações. Um espaço onde todos possam compartilhar suas dificuldades
sem medo de ser criticado ou sofrer represálias. Um espaço de aprendizado

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mútuo, onde a troca de experiências faz com que todos possam crescer. A 104
Escola Dominical deveria incentivar os grupos de estudos entre os professores.
Na China, umas das economias que mais crescem no mundo, os professores do
Ensino Médio, procuram fazer parte de no mínimo três grupos de estudos. E
nós professores da Escola Dominical, quando nos reunimos? Quando temos
dúvidas, a quem recorremos? Por que não se reunir para aprender junto? Não
estou falando aqui de classe de professores, onde alguém dá uma aula, digamos
modelo, para os demais professores. Essas classes são até válidas, mas não
estou falando de uma aula onde uma pessoa fala e os outros apenas ouvem,
como acontece em algumas classes para professores. Refiro-me a um momento
em que os professores tenham a oportunidade de trocar ideias e aprender uns
com os outros.

Passos que podem ajudar na hora de realizar reuniões de


avaliação

Os professores, secretários e coordenadores que trabalham com você precisam


estar conscientes de que o trabalho desempenhado está atendendo às
expectativas. Eles precisam de um feedback. Por isso, estabeleça em seu
planejamento alguns encontros em que o desempenho da equipe possa ser
avaliado. Essa avaliação deve ser feita com bastante cuidado. Observe algumas
regras na hora de conduzir essas reuniões de avaliação.

1. Providenciar um lugar adequado.


O primeiro cuidado para que a reunião seja produtiva é o espaço onde ela vai
acontecer. Escolha um lugar reservado onde você possa conversar com
tranquilidade, sem interferências de outras pessoas que não fazem parte da
Escola Dominical. Avalie o crescimento de cada classe, porém tenha cuidado
com as críticas, pois ouvir críticas quanto ao desempenho, ainda mais na frente
de outras pessoas, não é nada agradável. Resista à tentação de conversar com
os professores a respeito de desempenho ou problemas referentes a alunos ou
direção nos corredores, dentro do templo ou em locais movimentados.

2. Aponte primeiro os pontos positivos.


Inicie a reunião sempre destacando o esforço e a dedicação de cada um.
Procure evidenciar as características positivas de todos, demonstrando o quanto
são importantes na realização da obra de Deus e na Escola Dominical. Quem
não gosta de receber um elogio? Nunca vá direto ao ponto que tem gerado
problemas, como atrasos e faltas, por exemplo. É preciso ser franco e sincero,

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mas começar ressaltando os pontos positivos vai demonstrar que você sabe 105
fazer críticas positivas.

3. Diga o que precisa ser mudado de forma polida.


Fale de forma educada. Não aponte ou se dirija diretamente a uma pessoa,
como por exemplo: “Você está fazendo a obra de Deus relaxadamente”. Mas
diga que servir a Deus é um privilégio e que a Bíblia diz que se temos o
ministério do ensino, devemos nos dedicar a ele. Você poderá citar Romanos
12.7.

4. Troque de posição.
Abra um espaço para uma inversão de papéis. Isso mesmo! Pergunte à sua
equipe se estão satisfeitos com o seu trabalho e com o ambiente da Escola
Dominical. É hora de pedir sugestões para que os pontos negativos e de conflito
sejam melhorados e solucionados.

5. Trabalhe com metas.


Precisamos aprender a estabelecer metas a cada trimestre, pois na Escola
Dominical a cada três meses temos um novo conteúdo e um novo material
didático. A reunião em si não terá sentido caso você não tenha metas bem
definidas. Todos que fazem parte da Escola Dominical, assim como o pastor da
igreja, precisam estar conscientes das metas e saber exatamente o que você
espera de cada um. Procure ter um caderno de registro e tome nota de cada
resolução que foi tomada. Anote tudo para que nada caia no esquecimento.

Depois de se reunir e ouvir as sugestões, faça uma avaliação geral (essa


avaliação é pessoal). Depois, mantenha o foco na solução dos problemas. Ore
e nunca se esqueça de pedir a orientação e a ajuda de Deus. Ele é o maior
interessado no crescimento quantitativo e qualitativo da Escola Dominical. Não
confie nas suas habilidades; confie sempre no Senhor! Ele tem a solução, a
resposta certa para cada situação.

➢ Trate a sua Escola Dominical deforma individualizada


Somos únicos, e como você já sabe, cada igreja é única. Mas sempre achamos
que tudo funciona do mesmo jeito para todos. Criamos regras onde elas não
existem. No Brasil, quando se trata de educação, temos a tendência de “copiar”
modelos. Meu irmão é pastor de uma igreja onde a Escola Dominical não
funcionava bem no domingo pela manhã. Depois de várias tentativas, chegou-
se à conclusão de que aquele não era o melhor horário, pois muitas pessoas

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trabalhavam no sábado até tarde e não conseguiam chegar às 9 horas, e com 106
disposição para estudar. A solução foi passar a Escola Dominical para a tarde,
antes do horário do culto vespertino. O resultado foi bem positivo, e houve um
crescimento quantitativo e qualitativo significativo. O que não se enquadra na
sua localidade? Não tenha medo de mudar. A palavra mudança às vezes
assusta, pois o novo sempre gera insegurança, mas mudar às vezes é preciso.
O que precisa ser mudado em sua Escola Dominical? Metodologia? Recursos?
Horário? Grade de professores? A única coisa que não podemos mudar é o
ensino bíblico ortodoxo.

➢ Seja ético e transparente


Em educação cristã, os fins não podem justificar os meios. Mesmo que tudo
esteja dando errado, seja transparente e não abra mão da ética. Os professores
e alunos precisam confiar em você, porém sabemos que confiança é algo que
não se compra, não se obtém por intermédio de cargos, não se adquire nos
bancos escolares, mas é algo que se conquista pelas atitudes. Não adianta ter
um discurso, mas na prática agir de forma contrária. O gestor tem que agir com
ética e transparência se deseja ser bem-sucedido em sua função. Por que as
pessoas passavam horas ouvindo Jesus e aprendendo com o Mestre? Será que
naquele tempo as pessoas não tinham nada para fazer? Ao contrário, a vida era
bem dura, pois não existiam os recursos da chamada pós-modernidade. As
pessoas passavam horas ouvindo o Mestre porque Ele não era como os escribas
ou os publicanos. Jesus falava com autoridade, ou seja, ensinava aquilo que
vivia (Mt 7.28,29). Seu discurso era coerente com a sua maneira de viver.

➢ Cuide da sua saúde física e mental


Paulo adverte a Timóteo a fim de que ele tenha cuidado de si mesmo. Como
um líder autêntico, ele prioriza a saúde física e mental de Timóteo. Observe que
o cuidado com o ensino, com a doutrina, aparece em segundo plano. A
prioridade não é a igreja, a instituição ou o ensino. A pessoa doente (seja no
físico, seja no emocional) ou submetida a um grau elevado de estresse não tem
condições de cuidar de ninguém, por isso Paulo faz a seguinte recomendação
ao jovem pastor: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes
deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus
ouvintes” (1 Tm 4.16, ARA). Segundo o psiquiatra Augusto Cury, “cuidar de
nosso futuro emocional e interpessoal é de capital relevância”. O gestor da
Escola Dominical tem como função cuidar de pessoas, por isso não pode colocar
sua saúde em segundo plano. Uma mente cansada produz muitos males, um
deles é o falar em demasia. Acabamos nos ferindo e ferindo outras pessoas com
nossas palavras e atitudes.

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No decorrer da semana trabalhamos, estudamos e corremos de um lado para o 107


outro para ganhar o pão nosso de cada dia. Além das obrigações profissionais,
aqueles que são casados têm que cuidar do cônjuge e dos filhos. E muita
correria. Quando chega o final de semana, nada de folga, pois é quando
geralmente vamos preparar as aulas, caso algum professor venha a faltar e seja
necessário substituí-lo. É a leitura da revista, da Bíblia, dos livros de apoio e por
aí vai. Como reunir forças para, no dia de folga, estudar, preparar a aula e
descansar a fim de que no domingo pela manhã esteja bem, tanto no físico
como na mente? E um desafio! Mas esse desafio pode ser vencido com fé,
determinação e planejamento. Procure estabelecer um planejamento anual e
um trimestral. Um planejamento bem elaborado vai facilitar a sua vida e a dos
professores. A desorganização também é causa de estresse. Já se foi o tempo
em que tudo na Escola Dominical era tratado na base da improvisação.

Essas são apenas algumas sugestões que precisam ser observadas com cuidado
por aqueles que querem ver o avanço da Escola Dominical. Quando falamos em
avanço e crescimento da Escola Dominical, estamos falando do avanço do Reino
de Deus na terra. A Igreja de Cristo tem uma missão integral a cumprir, e essa
missão deve estar firmada em um tripé: evangelização (proclamação),
comunhão e serviço.

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(5) O que uma mente cansada ou doente 108

é capaz de gerar
Telma Bueno

Estamos vivendo tempos difíceis. O Diabo tem atacado a mente de muitos


professores trazendo preocupação, medo, confusão, tristeza, levando alguns a
enfermar no corpo e na alma. A obra de Deus fica prejudicada, pois a pessoa
doente não tem força para o trabalho. Precisamos cuidar da nossa mente assim
como cuidamos do nosso corpo; afinal, temos uma a responsabilidade de
orientar nossos alunos para que cresçam no conhecimento de Deus. A mente é
tão importante que deve estar espiritualmente protegida pelo capacete da
salvação (Ef 6.17).

Uma mente cansada, doente e afadigada causa reações em todo o


corpo. Este dá vários sinais: irritabilidade, dores de cabeça, dores pelo
corpo, insônia, etc. Conforme Mateus 15.19, as más ações têm início
no coração.

Nesse contexto, a palavra coração tem o sentido de “mente”,


que pode produzir:

• Palavras más (Mt 12.33-37; Ef 4.29; Pv 13.3) - Quando estamos bem


emocional e mentalmente, guardamos nossos lábios. O falar demais é sintoma
de que algo está errado (Pv 21.23).

• Enfermidade (Pv 4.20-24) - Principalmente as doenças psicossomáticas (Pv


14.30).

• Ações erradas (Pv 20.11; Jr 26.13; Mt7.17,18) - ações que não condizem
com a Palavra de Deus.

• Emoções erradas - “As emoções são um conjunto complexo de reações


químicas e neurais”. Segundo o neurologista Antônio Damásio, em seu livro
Mistérios da Consciência, “elas afetam o modo de operação de inúmeros
circuitos cerebrais e a variedade de reações emocionais é responsável por
mudanças profundas no corpo e no cérebro”.

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Não podemos nos esquecer de que Jesus veio para nos dar vida abundante (Jo 109
10.10). Deus deseja restaurar todas as áreas da nossa vida: “Porque restaurarei
a tua saúde e sararei as tuas chagas, diz o Senhor...” (Jr 30.17).

Se você está atravessando um momento difícil, observe alguns


passos que podemos dar em direção a uma vida saudável:
• Faça uma autoanálise. Enxergar os problemas dos outros sempre é mais
fácil. Mas olhar para dentro de nós é difícil, pois muitas vezes vamos ver o que
não queremos. Olhe para você (SI 43.5), mesmo que doa. Resgate, assuma o
controle, a liderança de seus pensamentos, sentimentos e ações. Você pode
mudar e consertar o que está quebrado. Não dependa do outro para ser
saudável e feliz.

• Fale com Deus. Verbalize o que está sentindo. O caminho da cura está no
falar. Ore e conte onde está doendo.

• Faça tudo conforme as suas forças. Aprenda a dizer não. Priorize as


atividades, evite o estresse e o ativismo.

• Procure a ajuda de um especialista (psiquiatra, psicólogo, etc.). Deus


tem poder para nos curar e solucionar nossos problemas, mas Ele também usa
os médicos e alguns profissionais para isso. Mas procure um bom profissional,
de preferência aqueles que são servos de Deus. Procure não se isolar; reforce
os laços de amizade.

Dicas para sua saúde mental e física

♦ Procure ter uma alimentação saudável. Segundo especialistas, alguns


alimentos só fazem aumentar os níveis de estresse. Por exemplo: açúcar, café,
alimentos ricos em gorduras, farinha branca.

♦ Não descuide das atividades físicas. Uma boa caminhada faz bem para a
mente e o corpo, além de diminuir os níveis de estresse.

♦ Beba água. A água ajuda a purificar o organismo de toxinas, além de hidratá-


lo.

♦ Ligue para um(a) amigo(a). Quantos amigos(as) você já não conversa há


tempos? Coloque o papo em dia.

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♦ Leia um bom livro ou sua revista preferida. Leitura agradável e 110


despretensiosa.
♦ Ouça música. Uma boa música faz bem para a alma e para o corpo. Aproveite
o momento para adorar e louvar a Deus.

♦ Entre em contato com a natureza. Aprecie o pôr do sol ou uma bela


paisagem. Tome sol pela manhã (até às 10 horas). O sol estimula nutrientes
que fazem bem ao corpo.

♦ Separe uma manhã ou tarde para cuidar de você. Hidrate os cabelos,


limpe a pele. Lembre-se: O seu corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 3.16,17).

♦ Saiba dizer não. Às vezes é preciso aprender a dizer não para algumas
tarefas que vão surgindo, sem se sentir culpado por isso. Muitos querem abraçar
o mundo com as mãos. É preciso priorizar nossas ações, rever o que é mais
importante. Temos que fazer tudo conforme as nossas forças.

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(6) O ministério de mestre ou doutor 111

O ministério do ensino da Palavra é primordial para a igreja exercer o


discernimento no que tange ao tempo em que vive (culturas, teologia,
filosofias etc.). Tão importante é a função do mestre na igreja que as
Escrituras declaram o quanto ele deve esforçar-se intelectualmente para
exercer tão nobre tarefa (Rm 12.7; 1 Tm 4.13). É uma tarefa importante e
indispensável que exige muito de quem a desempenha.

I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA


1. O mestre da Galileia.
Doutor incomparável, "percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas
sinagogas, e pregando o evangelho do Reino [...]" (Mt 4.23). No ministério
terreno, seus sermões, ensinos e discursos eram inflamados pelo amor às
pessoas. Diferente dos escribas, Ele ensinava como quem tinha autoridade (Mt
7.28,29). A verdade emanava da pessoa de Jesus! Os que o ouviam só tinham
duas opções: amá-lo ou odiá-lo. Era impossível ouvi-lo e ficar indiferente. Jesus
transtornava a consciência do acomodado e aquietava o coração do
perturbado.

2. O mestre divino.
Em visita a Jesus, um mestre da Lei chamado Nicodemos, educado nas
melhores escolas religiosas de Israel e grande conhecedor das Escrituras
hebraicas, reconheceu em Jesus um personagem incomum de seu tempo (Jo
3.1,2). Esse mesmo fariseu, que era príncipe dos judeus, afirmou que o
Nazareno não poderia fazer o que fazia se Deus não fosse com Ele. Jesus é
chamado Mestre cerca de quarenta e cinco vezes ao longo do Novo
Testamento.

3. O mestre da humildade.
A fim de ensinar os discípulos acerca da humildade, Jesus "levantou-se da ceia,
tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia
e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com
que estava cingido" (Jo 13.4,5). Que cena chocante para os judeus! A pergunta
de Pedro descreve essa perplexidade (v.6). Era inimaginável um mestre
encurvar-se para lavar os pés de pessoas leigas. Jesus era um mestre e deu o
exemplo aos discípulos. O Emanuel, "Deus conosco", encurvou-se diante dos
homens! Isso se deu porque o ensino de Jesus não era mero discurso, mas
"espírito e vida" (Jo 6.63). Ele nos convida a fazer o mesmo: "Vós me chamais
Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre,
vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu
vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.13-
15).

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II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO 112


PRIMEIRO SÉCULO
1. Uma ordem de Jesus.
Antes de ascender aos céus, de modo solene Jesus determinou aos seus
discípulos que ensinassem "todas as nações [...] a guardar todas as coisas"
que Ele tinha ordenado (cf. Mt 28.19,20). O livro de Atos registra a obediência
dos primeiros apóstolos no cuidado de cumprir a determinação de Jesus. Após
a descida do Espírito Santo (At 2.1-6), o discurso de Pedro foi um verdadeiro
ensino proferido no poder do Espírito Santo (At 2.14-40). Tendo em vista a
plena edificação da Igreja na Palavra, o Senhor Jesus, através do Espírito
Santo, dotou alguns de seus servos com o dom ministerial de mestre ou doutor
(Ef 4.11). Esse dom é uma capacitação sobrenatural do Espírito. Isso não
significa, porém, que devemos descuidar de nossa formação intelectual, pois o
preparo para o ensino passa pela capacidade de aprender para posteriormente
ensinar.

2. A doutrina dos apóstolos.


O texto de Atos 2.42 informa-nos que os primeiros convertidos "perseveravam
na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações".
Além disso, acrescenta que em "cada alma havia temor, e muitas maravilhas e
sinais se faziam pelos apóstolos" (v.43). A "doutrina dos apóstolos" aqui referida
trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles de forma
constante e eficaz para o crescimento integral dos novos crentes.

3. Ensinamento persistente.
Os primeiros mestres das Escrituras foram os integrantes do Colégio Apostólico
(At 5.42, cf. vv.40,41). A Igreja começou nas casas, onde o ensino era
ministrado a pequenos grupos nos lares. Falando aos anciãos de Éfeso, o
apóstolo Paulo mostrou-se como um verdadeiro mestre que ensinava
"publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos,
a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo" (At 20.20,21). Deus
havia preparado homens para ensinar e levantado "doutores" na igreja em
Antioquia (At 13.1). O Pai Celestial igualmente deseja levantar mestres em sua
igreja. Vivemos dias em que este ministério nunca foi tão necessário.

III. A IMPORTÂNCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE


1. Uma necessidade urgente da igreja.
Para o ministério de ensino ser eficaz na igreja local é preciso haver
pessoas vocacionadas. Não são todas que reúnem informações
exegéticas, históricas e literárias da Bíblia, aplicando-as como é
necessário. Deus concedeu à sua igreja mestres, e é preciso que ela invista
neles também. Muitas vezes, por absoluta falta de preparo dos obreiros,
predomina a superficialidade bíblica, a infantilidade "espiritual" e o aumento

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do engano promovido pelas astúcias dos falsos mestres (2 Pe 2.1). Esse 113
dom do Senhor é para a igreja amadurecer em todas as dimensões da vida
cristã, ao mesmo tempo em que desmascara os falsos ensinos (Ef 4.14; Os
4.6).

2. A responsabilidade de um discipulado contínuo.


Estamos acostumados a pensar que o discipulado termina quando o novo
convertido é batizado. Não há nada mais equivocado! O Senhor Jesus chamou-
nos para ser os seus discípulos por toda a vida. Por isso, quem ensina instrui
os crentes para a maturidade da fé. É um aprendizado diário, permanente e
contínuo, tanto para quem é discipulado quanto para quem está discipulando!

3. Requisitos necessários ao mestre. Apresentaremos alguns requisitos


importantes para a igreja reconhecer pessoas com o dom ministerial de mestre
em nossa época:

a) Um salvo em Cristo. Não pode haver dúvidas quanto à própria experiência


salvífica por parte do vocacionado para o ministério do ensino (2 Tm 2.10-13).
Infelizmente há pessoas que não creem naquilo que ensinam. Assim, não há
verdade nem firmeza nelas.

b) O hábito de ler. Em nosso país, a leitura é um problema cultural. Se as


pessoas leem pouco, a igreja pouco lerá. Entretanto, como ensinaremos se não
lermos? O hábito da leitura era levado a sério no ministério do apóstolo Paulo
(1 Tm 4.13; 2 Tm 4.13).

c) Preparo intelectual. A Bíblia é o instrumento de trabalho do ensinador cristão.


Considerando este livro milenar, veremos que a cultura e o mundo da Bíblia
são diferentes do nosso. Por isso, o mestre deve compreender o mundo da
Bíblia (suas questões culturais, linguísticas, exegéticas etc.) para não fazer
apelações fantasiosas, apresentando-as como exposição da Palavra de Deus.

d) Um coração em chamas. Martin Loyd-Jones dizia que a verdadeira pregação


era teologia em fogo. É vontade de Deus que o vocacionado ao ensino utilize
os avanços das ciências bíblicas para pregar a Palavra de Deus na força do
Espírito Santo. Precisamos alcançar as mentes e os corações dos nossos dias,
e isto apenas será possível quando tivermos obreiros com uma mente bem
preparada e conectada a um "coração em chamas" e apaixonado por Jesus (At
3.12-26).

CONCLUSÃO
É preciso desfazer a ideia propagada ao longo de décadas acerca do preparo
intelectual do crente. Não é verdade que necessariamente ele esfriará na fé se
estudar. Se fosse assim Paulo seria o mais frio dos apóstolos do Novo
Testamento, pois não havia obreiro mais bem preparado que ele (At 17.15-34;
Tt 1.12). Este, no entanto, soube conjugar preparo intelectual e poder do alto.

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É disso que as nossas igrejas precisam: homens cheios do Espírito, mas do 114
mesmo modo, com a mente iluminada para responder, com mansidão e temor,
a razão da nossa esperança (1 Pe 3.15).

Lições Bíblica Adultos – 2° trimestre de 2014 - CPAD

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(7) Não julgueis 115

RC Sproul

Texto Bíblico em Foco: Mateus 7.1-6


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que
julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos
medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não
reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa- -
me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira
primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do
olho de teu irmão. Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos
as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos
dilacerem.

Quase todas as pessoas, cristãs ou não, sabem que estas palavras estão na
Bíblia: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (v. 1). A cultura em que
vivemos afirma que todos têm o direito de fazer o que têm vontade, e, por isso,
este versículo é citado sempre que a igreja faz um pronunciamento contra
alguma forma de conduta pecaminosa.
Anos atrás, uma irmã da igreja trouxe o filho com problemas para falar comigo.
O jovem usava drogas e tinha um estilo de vida desenfreado. Sua raiva ficou
logo evidente para mim, e eu lhe perguntei com quem ele estava bravo.
— Estou bravo com a minha mãe. — disse ele.
— O que ela fez para te deixar tão bravo? — perguntei.
— Bem, ela é religiosa e tenta enfiar religião pela minha goela o tempo todo.
Perguntei-lhe:

— Qual é a ética da sua vida?


Ele disse:
— Eu acredito que as pessoas têm o direito de fazer o que quiserem.
— Bem, — disse eu — se esse é o caso, por que você está bravo com a sua
mãe? E se o barato dela for enfiar religião goela abaixo das pessoas?
Nesse momento, ele começou a rir. Eu disse:
— Se você se apresentasse a mim como cristão e explicasse que está passando
por momentos difíceis com a sua mãe porque ela é crítica, intolerante e ríspida,
eu estaria disposto a marcar um horário com ela em seu favor; mas, segundo a
sua ética, você não tem nada do que reclamar.

1. Julgamento certo

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A história do rapaz incomodado ilustra a inconsistência da ética relativista do 116


mundo atual e também o fato de que esta conhecida passagem, Mateus 7.1, é
uma dos textos menos compreendidos das Escrituras. Em primeiro lugar, o
alerta que Jesus dá - “Não julgueis, para que não sejais julgados” - é direcionado
às relações entre cristãos. Em segundo lugar, o que está em vista quanto ao
conceito de julgar não é o julgamento de discernimento.

À luz da lei de Deus, somos chamados a avaliar o comportamento humano e


determinar, ou discernir, se ele é bom ou mal, mas o que está em questão aqui
não é esse tipo de julgamento. Em vez disso, é o julgamento de condenação. A
palavra utilizada no texto é emprestada do vocabulário jurídico da época, e tem
a ver com o movimento do martelo quando o juiz decreta a sentença de punição.
Este é o julgamento de condenação. Logo, poderiamos interpretar as palavras
de Jesus da seguinte maneira: “Não condeneis, para que não sejais
condenados.”

João, em seu Evangelho, fornece o relato da mulher flagrada em adultério. Os


fariseus deixaram o transgressor livre, mas arrastaram a mulher em vergonha
e humilhação até Jesus. Eles não estavam à procura de um julgamento legítimo;
estavam usando a oportunidade para pegar Jesus em uma cilada. Eles lhe
perguntaram: “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam
apedrejadas; tu, pois, que dizes?” (Jo 8.5).

Durante a ocupação romana, os judeus haviam sido proibidos de exercer a pena


capital, mas, de acordo com a lei de Moisés, o apedrejamento era a pena por
adultério. Portanto, Jesus estava entre a foice o martelo. Muitos não percebem
que ele escolheu entre Moisés e César: ele escolheu Moisés. Jesus ajoelhou-se
e começou a escrever na areia com o dedo. A Bíblia não nos diz o que ele
escreveu, mas o meu palpite é que ele começou a listar os pecados dos
acusadores da mulher. Em seguida, levantou-se e disse: “Aquele que dentre vós
acusadores da mulher foram embora, deixando Jesus a sós com ela.

Nesse momento, ele lhe fez uma pergunta: “Mulher, onde estão aqueles teus
acusadores? Ninguém te condenou?” Ela respondeu: “Ninguém, Senhor!”, e
Jesus disse: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (v. 10-11).
Jesus era o único homem ali que não tinha pecado e, por- tanto, o único que
tinha o direito de apedrejá-la. Todavia, em vez de exercer justiça, ele mostrou
misericórdia e benignidade - e o fez sem repudiar a lei contra o adultério. Jesus
executou o julgamento do discernimento. Ele reconheceu o pecado da mulher,
mas, mesmo assim, concedeu-lhe perdão.

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O que define a vida do cristão é o perdão. De todas as pessoas neste mundo, 117
nós somos as que menos têm o direito de julgar, ser ríspidas ou criticar. Os
indivíduos com espírito crítico estão sempre implicando com algo. Eles não ficam
satisfeitos a menos que estejam infelizes e criticando algo ou alguém.

Jesus não está defendendo uma cosmovisão polianista aqui em Mateus. Embora
haja pessoas impossibilitadas de olhar para as coisas sem encontrar alguma
falha, há também aquelas que contemplam o mundo através de lentes cor-de-
rosa. Jesus está se manifestando contra o julgamento cruel de pessoas. Ele não
está pedindo que seu povo seja ingênuo; ele está pedindo que se faça um
julgamento de caridade. Como cristãos, somos aqueles que se apressam em
mostrar misericórdia e que demoram a condenar.

Um pastor que conheci anos atrás afirmava que não existe ressurreição dos
mortos e que quem acredita nisso é tolo. Quando verbalizei meu pesar diante
de tal afirmação, alguém me disse: “Esse irmão querido não pensa assim de
verdade. Ele está apenas tentando fazer você refletir.” A pessoa simplesmente
não conseguia pensar mal do homem, e é isso o que devemos ser: indulgentes
diante de uma falha. Fazer um julgamento de caridade significa interpretar as
ações das outras pessoas, especialmente as ações voltadas a nós, da melhor
maneira possível.

2. Julgamento errado

O julgamento da condenação faz exatamente o oposto. Ele interpreta as ações


e motivações das pessoas da pior forma possível. Jesus chama a atenção à
nossa tendência de aplicar o julgamento da caridade a nós mesmos, mas não
aos outros. Nós interpretamos nossas falhas e nossos pecados da melhor
maneira possível. Na maioria das vezes, nem sequer chamamos nosso pecado
de “pecado”; fazemos referência a “enganos” e “más decisões”. Nunca devemos
julgar as razões do próximo, pois não temos como descobrir seus motivos.
Podemos observar o que foi feito e avaliar se a ação foi boa ou ruim, mas só
Deus conhece a motivação por trás dela.
O argumento de Jesus é que nada divide a igreja com mais rapidez do que a
ação daqueles que julgam duramente os demais. Ele está falando aqui de irmãos
e irmãs em Cristo: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não
reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me
tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro
a trave do teu olho e, então, verás clara- mente para tirar o argueiro do olho
de teu irmão” (v. 3-5). Jesus faz uso de uma hipérbole para explicar o assunto.

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Os dois objetos que utiliza para fazer o contraste radical em questão eram 118
encontrados nas carpintarias da época. Os carpinteiros construíam casas, e
muita força lhes era necessária para carregar as grandes vigas de madeira
usadas na construção dos tetos. A palavra traduzida como “trave” refere-se a
uma daquelas toras ou vigas imensas. Em contraste com esta viga, temos uma
partícula de serragem. O argumento de Jesus é que um indivíduo cujos olhos
estão cobertos por uma viga maciça não pode enxergar os outros com clareza.
Ele está dizendo que, embora cada um de nós seja culpado de grandes pecados
e falhas, com muita facilidade apontamos para uma minúscula mancha na vida
do próximo.

Uma das razões por que voltamos a atenção para o argueiro no olho do próximo
é para desviá-la da trave em nosso próprio olho. Quando temos toras nos olhos,
consideramo-nas como simples farpas. Quando vemos farpas nos olhos dos
outros, enxergamo-nas como toras. E assim que o pecado destrói as relações
humanas e a comunidade, e é por isso que Jesus nos alerta a ter cuidado. Se
adotarmos um espírito julgador em relação aos outros, aquilo que vai volta, e
seremos julgados também.

3. Julgamento ponderado

Jesus faz distinção, em seus ensinos e em todo o Novo Testamento, entre aquilo
que chamamos de pecados graves ou hediondos e aquilo que chamamos de
ofensas menores ou pecadinhos. Somos chamados a demonstrar o tipo de amor
que encobre uma multidão de pecados. Encobrir um grande pecado é sério,
mas, se não estivermos considerando um pecado hediondo que afeta toda a
igreja ou a comunidade, devemos encobrir uns aos outros com esse amor. Se
eu notar um argueiro no olho de um irmão, devo encobri-lo em minha alma com
amor. Se um irmão notar um argueiro em meu olho, deve fazer o mesmo. Não
devemos destruir o corpo de Cristo por causa de serragem, e é este o
argumento de Jesus aqui.

O restante da passagem apresenta uma ironia, pois, a fim de obedecê-la,


devemos exercer julgamento - não o julgamento de condenação, mas o
julgamento de discernimento. Nosso Senhor acabou de dizer: “Não julgueis,
para que não sejais julgados”. Em seguida, conclui o discurso dizendo: “Não
deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para
que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem” (v. 6). Para
obedecer esta declaração, temos de, em primeiro lugar, ser capazes de discernir
entre o que é santo e o que não é.

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Os cães em Israel não eram animais de estimação fofos e dóceis. Eles eram 119
animais desprezados que se alimentavam de restos e equivaliam a porcos no
chiqueiro. Jesus está instruindo as pessoas a ter o bom senso de não oferecer
coisas sagradas aos cães. Quem são estes cães? São indivíduos que se dedicam
a odiar o reino de Deus. Jesus não nos aconselha a odiá-los. Quando despediu
os discípulos à sua missão, ele disse: “E, em qualquer cidade ou povoado em
que entrardes, indagai quem neles é digno; e aí ficai até vos retirardes. Ao
entrardes na casa, saudai-a; se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela
a vossa paz; se, porém, não o for, tome para vós outros a vossa paz. Se alguém
não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou
daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés” (Mt 10.11-14). Embora seja correto
nos importarmos com aqueles que são hostis ao reino, não devemos gastar todo
o nosso tempo oferecendo-lhes coisas santas.

Paulo foi à colina de Marte, ao centro cultural de Atenas, e envolveu-se em uma


discussão com os filósofos. Quando terminou, alguns aceitaram o que ele
dissera, outros zombaram dele, e outros, ainda, queriam ouvir mais. Àqueles
que responderam, Paulo ofereceu todo o tempo do mundo; àqueles que
queriam ouvir mais, ele falou e respondeu todas as perguntas possíveis; mas,
àqueles que se recusaram abjetamente a ouvir o evangelho, ele não destinou
mais tempo algum. Paulo entregou-os a Deus. Talvez ouvissem a verdade em
outro momento de outra pessoa.

Em Mateus 7, Jesus faz um alerta. Ele nos concedeu uma pérola de grande
valor, e nós não devemos tomar esta joia valiosa e lançá-la aos porcos. O porco,
em meio a sua lavagem, não tem apreço pelo valor da pérola. Pelo contrário,
ele acha que a bolota vale mais do que ela.

Mais uma vez, Jesus não está dizendo que devemos adotar uma atitude ríspida
em relação ao incrédulo. Ele quer apenas que tenhamos discerni- mento na
proclamação do evangelho. Devemos discernir a mente e, ao mesmo tempo,
não julgar duramente com o coração. E a isso que somos chamados - um
chamado, de fato, bem sério.

(8) Conhecendo nossa Personalidade


Elaine Cruz

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Na vida cristã, depois da decisão pessoal de aceitar Jesus como nosso salvador, 120
não há nada tão importante quanto oferecermos nossa personalidade ao
controle do Espírito Santo. Mas, afinal, o que é personalidade? Mesmo entre os
teóricos e profissionais da Psicologia, a definição nem sempre é clara. Ao longo
de séculos, alguns termos têm sido utilizados pelas pessoas com o mesmo
significado, embora sejam distintos. A fim de aprofundarmos nosso assunto,
faz-se necessário definir alguns desses termos, como personalidade, caráter e
temperamento.

1. Temperamento
O temperamento pode ser definido como a disposição individual para reagir a
estímulos emotivos, sendo influenciado também por alterações metabólicas e
químicas. Temperamento é a forma como temperamos nossas emoções, como
percebemos e vivenciamos os fatos, fazemos escolhas e nos relacionamos com
os outros.

Como pais, sabemos que nossos filhos têm temperamentos diferentes entre si:
uma criança é mais calma, outra fica ressentida por mais tempo, e outro filho é
uma alegria e agitação constante.

Nossas ordens também são assimiladas pela família de forma diferenciada: há


filhos que aceitam regras com mais facilidade, enquanto outros as negociam e
tentam driblá-las constantemente. Temos um exemplo claro na Bíblia de dois
filhos com temperamentos muito diferentes e que já disputavam no útero
materno: Esaú e Jacó. Eles tinham gostos distintos, sendo Esaú mais
aventureiro, passando dias longe de casa para caçar. Jacó gostava de ficar em
tendas, era mais caseiro, e possivelmente por isso mais próximo da mãe.

A Bíblia nos revela traços de temperamento de muitos homens e mulheres de


Deus, evidenciando que, mesmo depois da conversão, mantemos os principais
traços do nosso temperamento individual, enquanto reparamos os pontos
negativos. Sabemos pela leitura bíblica que Moisés era manso, Pedro era
intempestivo, Sansão era teimoso, Davi era humilde, João era fiel, Paulo era
corajoso, Jó era persistente, e que Ester e Abigail eram determinadas.

Filósofos como Empédocles e Hipócrates, no quinto e quarto séculos antes de


Cristo, assim como muitos médicos, fisiologistas e psicólogos, ao longo de
séculos tentam classificar os temperamentos em categorias. A mais conhecida
é a divisão entre quatro tipos.

➢ Em linhas gerais e sucintas esses tipos são:


• Colérico: é enérgico, independente, líder nato, autodisciplinado, audacioso,
impaciente, prepotente, intolerante e rancoroso.

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• Melancólico: é habilidoso, minucioso, perfeccionista, analítico, introvertido, 121


sensível, pessimista, antissocial, desconfiado, egoísta e vingativo.

• Sanguíneo: é extrovertido, comunicativo, entusiasta, simpático, agitado,


compreensível, instável, impulsivo, egocêntrico, exagerado e indisciplinado.

• Fleumático: é calmo, eficiente, conservador, prático, racional, tranquilo,


bem humorado, indeciso, resistente, moroso, calculista e pretensioso.

Sei que ao ler cada um dos tipos acima, colocados aqui de forma resumida, você
se lembrou de pessoas que conhece. Mas se tentou se encaixar em um só deles,
percebeu que é impossível. Na verdade, podemos ter um dos quatro tipos como
mais predominante, mas sempre combinaremos qualidades e defeitos dos três
restantes.

Quando nos casamos, em geral, selecionamos cônjuges que nos chamam a


atenção pelo fato de reagirem às coisas de um modo diferente do nosso. Assim,
a tendência é escolhermos pares que se completem em termos de
temperamento, tornando o relacionamento criativo e equilibrado. Imagine como
seria um casal de coléricos ou de melancólicos!

O temperamento é inato e individual. Deve ser muito bem moldado pelos pais
na educação de seus filhos, especialmente quanto às características negativas.
Uma criança vingativa precisa aprender a perdoar, um filho egocêntrico e
indisciplinado deve ser ensinado a dividir e arrumar seus pertences, e uma
criança introvertida necessita do auxílio dos pais para estabelecer companheiros
e amigos.

Contudo, os pais devem ter a ciência de que não conseguem modificar


completamente o temperamento inato, e que sua função é também estimular
as características positivas inatas de seus filhos, transformando-as em
ferramentas para a construção de habilidades e competências. Afinal, a alegria
e riqueza de uma família reside no fato de que os diferentes temperamentos se
complementam, gerando uma riqueza de perspectivas e aprendizagens.

2. Caráter
Quando uma criança nasce, podemos ir identificando seu temperamento. Por
mais que tenham sido estimuladas de forma semelhante na vida intrauterina,
os recém-nascidos reagem de forma diferente ao toque, à luz, aos sorrisos, a
barulhos e pessoas.

Há bebês que dormem a noite toda, uns gostam de chorar, outros gostam de
rir, e reagem diferente inclusive à dor.

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Quanto ao caráter, quando uma criança nasce, não há nada formado! O caráter 122
é formado a partir de estímulos sensoriais, de exemplos observados na conduta
dos que a cercam, de conceitos e valores ensinados formal ou informalmente
desde o primeiro dia de vida.

O caráter se estrutura a partir da imitação e da interação com os outros entes


sociais. Forma-se pela aprendizagem e assimilação de comportamentos, bem
como em decorrência das vivências pessoais com o meio social, com as coisas
e com as pessoas.

Os pais precisam moldar o temperamento, realçando as qualidades e tratando


os defeitos da sua prole. Mas a função fundamental da paternidade é, sem
dúvida, formatar o caráter de seus filhos a partir da educação e do ensino.

Vários textos bíblicos nos advertem a esse respeito, ressaltando a importância


dos pais na formação do caráter de seus filhos, pois se estes não forem
formados, serão chamados mais tarde de sem caráter.

Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.
Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver
sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando
se deitar e quando se levantar. (Dt 6.6,7, NVI)

Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo
com o passar dos anos não se desviará deles. (Pv 22.6, NVI)

Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se
ela é pura e justa. (Pv 20.11, NVI)
A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma
envergonha a sua mãe. (Pv 29.15, NVI)
➢ O termo caráter significa gravar. E temos muitas gravações em
nós, feitas ao longo dos anos, por amigos que nos ajudaram,
companheiros que nos deformaram ou feriram, por educadores e pais
persistentes e amorosos, por avós dedicados e cônjuges amigos.
Nosso caráter é nosso eu aparente (ego) que, em suas manifestações, nos
distingue de qualquer outra pessoa. Caráter é o que aparentamos ser, que
aprendemos a ser através do ensino, de exemplos, dentro do que é socialmente
aceito em uma sociedade. As pessoas leem nosso caráter, pois nele, mais
claramente, evidenciamos nossos hábitos e os papéis que vivenciamos, como o
de pai, mãe, cônjuge, profissional e irmão na fé, dentre outros.
Nosso caráter é nosso estilo de vida. Ele se compõe dos valores e princípios que
formatam e definem nossos comportamentos, direcionando nossas ações e
escolhas. É um traço fundamental da nossa personalidade.

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3. Personalidade 123

A personalidade integra e sintetiza o nosso complexo temperamento e os traços


do nosso caráter. Mas vai além, pois é a soma total de impulsos, afetos, ideias,
defesas, aptidões, talentos, reações e comportamento social global.
Inclui tanto os fenômenos comuns aos seres humanos, como nascer, crescer,
se alimentar, pensar, decidir, estudar e fazer amigos, por exemplo, quanto as
experiências que foram vivenciadas interna e particularmente. Assim, a
personalidade envolve todo o complexo mundo pessoal humano, engloba o
corpo e a mente humana. É o que realmente somos, é a persona, o eu.
Nascemos com um temperamento inato, e absolutamente dependentes do
cuidado, do afeto, dos elogios, da educação, do significado que os outros nos
atribuem.
Vamos crescendo, assimilando e internalizando valores e conceitos adquiridos
pela imitação, pelos exemplos, pelo ensino de outras pessoas e pela mídia que
nos cerca, construindo nosso caráter.
Com o passar dos anos, nossa reflexão interna aponta para a nossa
independência na forma de pensar, de agir, de sentir, e de pensar sobre nós
mesmos. Podemos reestruturar conceitos, valores e teorias, adquirindo
vivências diferenciadas e particulares, enriquecendo nossa personalidade.
Nós nos individualizamos — tornamo-nos únicos, singulares e indivíduos.
Sempre precisamos ressaltar a importância da nossa vontade nesse processo
de construção de quem somos. Não somos seres impotentes, mas desde cedo
podemos observar nas crianças o exercício do livre-arbítrio, tentando impor sua
vontade aos mais velhos.
Nossa vontade exerce o poder de escolher e decidir, ou não, permanecer nas
escolhas anteriores. Por mais que esteja associada ao intelecto e às nossas
emoções, a vontade atua de forma independente:
podemos agir de forma oposta ao que sentimos, ou nos comportarmos de uma
forma que sabemos ser errada ou pecaminosa.
Contudo, a personalidade é ativa. Cada vez que fazemos uma escolha, tratamos
nosso temperamento ou refazemos um conceito, alteramos nossa persona. As
decisões de vida, assim como o exercício profissional, conjugal e parental, bem
como o uso de talentos e habilidades, também reestruturam nossa
personalidade.
Nossas vivências e saberes transformam quem somos. Nossa personalidade é
dinâmica, podendo ser modificada e restaurada.

Vamos passar a citar alguns tipos de personalidade conhecidas, que


devem ser percebidas e tratadas:

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➢ Personalidade Paranoia – A pessoa apresenta uma desconfiança 124


extrema, traduzida por ciúmes e suspeitas recorrentes sem justificativa;
tem a tendência a guardar rancores persistentemente; recusa-se a
perdoar insultos, injúrias ou desfeitas; distorce experiências alheias por
interpretar erroneamente as ações neutras ou amistosas de outros como
hostis ou desdenhosas; apresenta uma autovalorização excessiva,
colocando-se sempre como referência para atitudes de outros.

➢ Personalidade Esquizoide – A pessoa apresenta uma capacidade


limitada para expressar sentimentos calorosos, ternos ou elogiosos para
com os outros; aparenta indiferença a elogios ou críticas, criando
distanciamento nas relações conjugal e parental; tem preferência por
atividades solitárias, ocasionando falta de amigos ou de um
relacionamento conjugal confidente; mostra baixo interesse em se
relacionar sexualmente quando casado.

➢ Personalidade Antissocial – A pessoa mostra indiferença pelos


sentimentos alheios, causando mágoas e solidão aos que o cercam; tem
uma atitude persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas,
regras e obrigações conjugais e sociais; apresenta baixa tolerância a
frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo
violência; mostra irritabilidade persistente, sem análise do efeito de seus
atos e palavras; procura sempre culpar os outros ou oferecer
racionalizações plausíveis para seu comportamento inadequado.
Personalidade Impulsiva – A pessoa apresenta instabilidade emocional e
falta de controle e impulsos, gerando agressividade que muitas vezes é seguida
por crises de autopunição; tem baixa capacidade de planejar situações,
ocasionando acessos de raiva intensa com uso frequente de violência verbal;
tem comportamento ameaçador, particularmente em resposta à crítica de
outros.

➢ Personalidade histriônica – A pessoa usa a autodramatização,


teatralidade, manha e expressão exagerada de emoções, tornado-se
imprópria; é facilmente influenciada por outros ou por circunstâncias;
possui afetividade superficial e lábil inconstante, causando insegurança
por sua busca contínua de excitação; apresenta preocupação excessiva
quanto à sua atratividade física e capacidade de sedução, ocasionado
ciúmes legítimos ao cônjuge.

➢ Personalidade Anancástica – A pessoa tem muita preocupação com


detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; apresenta
perfeccionismo, escrupulosidade e preocupação indevida com detalhes;
mostra constante insistência para que os outros se submetam
exatamente à sua maneira de fazer as coisas ou relutância em permitir
que os outros façam as coisas.

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125
➢ Personalidade Ansiosa – A pessoa apresenta sentimentos persistentes
de receio, tensão e apreensão; tem a crença de ser socialmente inepta,
pessoalmente desinteressante ou inferior aos outros; denota preocupação
excessiva em ser criticada ou rejeitada em situações sociais, levando a
família a evitar atividades sociais e ocupacionais.

➢ Personalidade Tipo Dependente – A pessoa tem relutância em


expressar seus desejos, exigir seus direitos ou fazer exigências ainda que
razoáveis às pessoas das quais depende; mostra encorajamento ou
permissão para que outros tomem decisões importantes sobre a sua vida;
possui capacidade limitada de tomar decisões cotidianas sem excesso de
conselhos, muitas vezes de pessoas fora do convívio familiar; apresenta
medo constante de ser abandonada pelo outro.

O Espírito Santo está ao alcance de todos nós que recebemos Jesus como
salvador. O que precisamos é permitir que Ele transforme nossa personalidade,
enquanto tomamos decisões diárias para viver no Espírito.

4. Personalidade e Salvação
Quando aceitamos Jesus, e verdadeiramente somos convertidos, mudamos
alguns hábitos, simples expressões de nosso eu aparente.
Muitos deixam de fumar, beber, falar palavrão ou de frequentar espaços nocivos
e violentos. Mudam alguns hábitos, simples traços do caráter, mas não
necessariamente sua personalidade.
Muitos seguem além, e mudam também traços de seu temperamento. Tornam-
se mais calmos e bondosos, tornam menos agressivos e mais mansos e
amorosos. Contudo, Deus não quer pequenas mudanças no nosso
temperamento ou no nosso eu aparente. Ele quer mais!
Só o Evangelho tem o poder de mudar também o nosso eu interior. Só a palavra
de Deus “é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela
penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os
pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12, NVI).
Deus quer todo o nosso eu, a nossa alma, representada na Bíblia muito vezes
pela palavra coração. A alma pensa, sente, tem vontades, decide e se comporta.
Ela une temperamento, caráter, personalidade e comportamentos, e precisa ser
submetida inteiramente a Cristo.
Deus não olha para o que dizemos ou aparentamos ser, mas para o que
realmente somos, para o que pensamos, para as intenções das nossas ações, e
para cada atitude tomada por nós.

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Ele quer nossa personalidade, nosso eu inteiro e interior, quer dominar sobre 126
nosso comportamento intencional, equilibrando nossa vida emocional — Deus
deseja a nossa alma totalmente restaurada!
E todas estas mudanças só serão possíveis com a nossa permissão.

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(9) A Igreja de Cristo 127

Samuel Nelson
A Igreja de Cristo não é uma casa sem governo, onde cada um faz como quer
e onde existem tantas opiniões como há membros. Não! Há uma cabeça, e esta
é Cristo, e Ele planeja, dirige, providencia, corrige e faz a sua obra crescer. Não
há outro Senhor; e ainda que Ele esteja assentado sobre o trono no céu, está
conosco até a consumação dos séculos.
Os apóstolos afirmam que Cristo, depois da ascensão, tomava parte na sua obra
e governo. Está escrito: “Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia,
os que se iam sendo salvos” (At 2.47, ARA). “Pela fé em o nome de Jesus, é
que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis;
sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de
todos vós” (At 3.16, ARA).
Os discípulos oram para que milagres e prodígios aconteçam em nome de Jesus
(At 4.30). Sobre o contínuo crescimento de crentes, a Escritura diz: “Cada vez
mais se agregavam crentes ao Senhor”. Os apóstolos eram só despenseiros e
testemunhas de Cristo e das coisas do Reino de Deus. Jesus revelou-se a
Estevão confortando o seu servo que sofreu o martírio. O Senhor falou a Ananias
para visitar Saulo em Damasco, pôs-se ao lado de Paulo na cidadela de
Jerusalém e falou-lhe depois de ter sido preso e apresentado ao Sinédrio.
O Senhor age do seu trono; por isso, Ele mandou o Espírito Santo para que não
fôssemos deixados órfãos; antes, por Ele, fôssemos consolados, ensinados,
conhecedores de Jesus, guiados, revestidos e para que por Ele Cristo fosse
glorificado (Jo 14.16,17,26; 15.26; 16.13,14; At 1.8).
Desse modo, a igreja onde Jesus Cristo é exaltado como Senhor e o Espírito
Santo é aceito como diretor e é obedecido ocupa o lugar designado por Deus
nesta dispensação. Existem muitas igrejas que estão fora do lugar espiritual,
que se chamam cristãs, mas que estão iguais à Igreja de Sardes, ou seja,
perecendo ou à morte. Já outras igrejas estão como a de Laodiceia, onde o
Senhor estava fora batendo à porta dos que tinham ouvidos para ouvir a voz do
Espírito e oferecendo privilégios para os que o desejassem e abrissem-lhe a
porta.
O governo de Cristo, o Sumo Sacerdote do povo de Deus na Nova Aliança, é
efetuado pelo mesmo Agente diretor e executor que operava com Cristo quando
Ele andava sobre a terra, isto é, o Espírito Santo (cf. Lc 4.1,14,18). Esse governo
foi anunciado por Cristo como provindo do Pai quando disse: “[...] rogarei ao
Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo
14.16).
O citado governo nunca será mudado enquanto durar a dispensação. Muitas
pessoas, até mesmo teólogos, quando tratam desse assunto, querem limitar as

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manifestações do Espírito Santo para certo tempo ou tempos, como quando ao 128
período em que os apóstolos viviam sobre a terra. Há outros que limitam as
manifestações a certo avivamento que ocorrerá antes do começo do reino
milenial. Estes, porém, não veem o absurdo em que incorrem pela incredulidade
dos seus corações, limitando o Espírito Santo a certas manifestações inteligíveis
ao homem, enquanto desprezam outras como sendo desnecessárias ou não
compatíveis com os tempos atuais.
Presumem, assim, que o Espírito Santo, que é Deus, está acorrentado a opiniões
duma sabedoria que é humana e que exalta os valores da cultura e do intelecto
do homem destituído da glória de Deus. Seguindo tais opiniões e
transformando-as em dogmas, os homens tornam-se insubmissos ao Espírito
Santo, o diretor e executor de Cristo na Igreja, julgando-se mestres e guias.
Eles não entram e nem deixam os outros entrarem no domínio do Espírito Santo,
faltando-lhes, dessa forma, a visão celestial; por isso, laboram pensamentos e
caminhos tão diferentes aos de Deus e, assim como o céu está mais alto que a
terra, essas pessoas são verdadeiras “estrelas errantes” que fazem os outros
pecarem e, no seu atrevimento e obstinação, caluniam as coisas espirituais.
Apesar disso, ignoram que, “na destruição que fazem certamente serão
destruídos”, como dizem os apóstolos Pedro e Judas em suas epístolas.
Se estudarmos o livro de Atos dos Apóstolos — ou como era chamado no
segundo para o terceiro século, o Atos, e, neste título, seguido por um dos mais
eminentes editores dos textos gregos do Novo Testamento, Tiochendorff
(1815–74), que, no século passado, fez a descoberta do Codex Simaitico em
1859, um dos documentos bíblicos mais importantes, sendo assim chamado
pelo lugar onde foi encontrado —, veremos que o Espírito Santo é o diretor e
executor das obras narradas neste livro. Em função disso, muitos acham que o
nome do livro deveria ser Atos do Espírito Santo.

1. A Responsabilidade e a Obra do Espírito Santo no


Governo Hierárquico de Cristo na sua Igreja
Muitos têm perdido a visão do Espírito Santo como uma pessoa a quem foi
entregue a parte importante de oferecer consolo, de agir como advogado ou
defensor e de dirigir o avanço triunfal da igreja sobre a terra. Estes veem nEle
mais um elemento ou influência benéfica que pode ser aproveitado em tempos
de emergência e que se pode limitar como for conveniente em certas ocasiões
não oportunas. Muitos querem aproveitar-se do Espírito Santo como um
elemento e esquecem-se de que Ele é Deus. Quantas igrejas não têm as suas
portas e janelas fechadas e não deixam o Espírito Santo ocupar o lugar que lhe
é reservado por Cristo.
Certa ocasião, estava eu sentado num grande templo quando vi uma pomba
tentando entrar no recinto, mas as janelas estavam bem fechadas, e todo o
esforço que ela fez foi em vão, pois os vidros impediam a sua entrada. O
incidente chamou-me a atenção, porque há muitas igrejas que estão com as

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janelas espirituais fechadas e não deixam o Espírito Santo, que veio sobre Jesus 129
em forma de pomba, entrar e ter o lugar que lhe pertence. Estão cercadas de
vidro que impedem a entrada do sopro do Espírito que dá vida. Enquanto
procuram conservar a forma, a ética e a estética, estão como aqueles museus
em que podemos ver vidros que conservam animais em álcool ou formol — eles
não perderam as suas formas e suas cores, mas, sim, a vida.
Com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, formou-se a Igreja, o
Corpo de Cristo, e como Paulo diz em 1 Coríntios: “Em um só Espírito, todos
nós fomos batizados em um corpo” (12.13, ARA). Essa unidade é uma realidade
surpreendente quando, entre os membros da igreja, existe diversidade de raças,
de posição social, de instrução e costumes, mas é o mesmo Espírito que domina
e opera em todos.
A unidade e a perseverança em esperar a promessa do Pai fez com que todos
os discípulos de Jesus reunidos ficassem cheios do Espírito Santo. A unidade do
domínio é clara. Os discípulos não usavam expressões extáticas desconexas de
galileus, num dialeto provincial, mas diversas línguas bem conhecidas deste
povo disperso, que estava reunido no Pentecostes em Jerusalém, que andara e
vivera entre todas as nações vizinhas e outras muito distantes.
Pelo domínio do Espírito Santo, a diversidade de pessoas funde-se numa
unidade completa, e a unidade perfeita da Igreja manifesta-se em diversidades
múltiplas que servem a um mesmo alvo que se torna um conjunto harmonioso.
O apóstolo Pedro não foi um agente do Senhor no dia do Pentecostes, mas ele
e os 11 apóstolos foram instrumentos usados pelo Espírito Santo. Em Atos 4.25-
29, Pedro e João voltaram da prisão e, reunidos com os seus, oraram:
“[Senhor]... por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu
servo. Senhor... concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez
a tua palavra” (ARA).
Davi não era o agente e muito menos o autor do segundo Salmo, pois os que
oraram também declararam que as palavras eram do Senhor, que o agente era
o Espírito Santo e que o instrumento era a boca de Davi. Assim também diziam
os apóstolos, uma vez que não tinham maior pretensão do que servir como boca
para exaltar o nome sobre todo o nome. Os verdadeiros servos do Senhor agem
dessa maneira. João Batista, por exemplo, estava satisfeito por ser uma voz que
clamava no deserto sem tornar-se notável entre os homens.
Muitas passagens das Escrituras confirmam a personalidade do Espírito Santo.
Pedro acusou a Ananias e Safira de mentirem contra o Espírito Santo; os
apóstolos disseram: “Nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e
também o Espírito Santo” (At 5.32; 20.23). O Espírito Santo aponta e comissiona
missionários (At 13.2), dirige ministros para onde deviam ir e pregar, detendo-
os para não seguirem os seus próprios caminhos (At 8.29; 10.19; 16.6,7).

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As palavras do Espírito Santo são resistidas pelos corações endurecidos, mas 130
são para conforto dos que caminham no temor do Senhor (At 7.51; 9.31).
O concílio de apóstolos, presbíteros e a igreja em Jerusalém chegaram a uma
resolução unânime quando o bom parecer do Espírito Santo venceu a grande
discussão (15.7,28). Não sabemos como o parecer do Espírito Santo foi
revelado, mas havia diversos dons e ministérios do Espírito por meio dos quais
o seu parecer deve ter sido revelado, e não por votação da maioria como os
homens fazem.
O livro dos Atos dos Apóstolos revela-nos a importância do governo divino na
Igreja Primitiva e termina com um versículo para o qual ainda haveria
continuação, e creio que o Espírito Santo deixou Lucas assim, sem mencionar a
morte dos principais apóstolos, porque a obra é do Espírito Santo e ela não
terminaria com os apóstolos e ainda não terminou. Os homens eminentes em
Teologia em geral apreciam mais a sua própria exegese das Escrituras e o
governo que lhes apraz do que a interpretação do governo do Espírito Santo,
que exige ouvido aberto como discípulo, e não de mestre, e a submissão para
andar por fé, e não por vista.
Muitos crentes vivem uma vida espiritual, mas quando se trata do governo da
igreja, não veem o lugar do Espírito Santo, uma vez que procuram o saber e a
experiência dos homens, e é por isso que encontramos tantas divergências no
meio do cristianismo. Como tem havido homens que se têm salientado como
ministros do evangelho, em parte, uns têm-se firmado mais e outros menos da
Palavra revelada; já outros têm seguido algum ramo da evolução histórica no
cristianismo e, dessa forma, uns têm-se embaraçado mais e outros menos no
crescimento espiritual, por não permitirem que o Espírito Santo tenha o seu
lugar.
O livro dos Atos revela-nos que o Espírito Santo ocupou e deve ter o lugar
preeminente em tudo o que se relaciona com a escolha de ministros, preparo,
ordenação, direção, evangelização, confirmação, correção e crescimento da
igreja.
Cristo é o Sumo Sacerdote no céu sobre o trono; mas na Terra, no santuário de
Deus, os remidos lavados, os santificados e os justificados são santificados pelo
Espírito Santo, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis (1 Pe 1.2; Rm
8.26,27). Ele é o Agente operador que reside em cada membro do Corpo, que
liga o Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque com a geração
eleita, o sacerdócio real.
Há muitos que dizem que são de Jesus, mas não aceitam a direção e a obra do
Espírito Santo, agindo, dessa forma, como os escribas e fariseus: Ai de vós,
escribas e fariseus, hipócritas! Pois que edificais os sepulcros dos profetas e
adornais os monumentos dos justos e dizeis: Se existíssemos no tempo de
nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos
profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os

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profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! 131
Como escapareis da condenação do inferno? (Mt 23.29-33)
Não há dúvida de que essa é uma linguagem forte, mas há muitas pessoas que
querem Jesus de longe, não de perto. Estes não têm o Espírito de Cristo; por
isso, preferem ser mimados como crianças para fazerem a consciência dormir e
terem belos sonhos religiosos. No começo, as concessões são pequenas, mas,
ao final, suas histórias de vida são parecidas com a de Sansão, que se deixou
envolver aos poucos. Eis o estado triste de muitos que resistiram ao Espírito
Santo e à sua obra.

1. A Importância do Batismo no Espírito Santo no


Governo Hierárquico do Novo Testamento
Para um governo tornar-se harmonioso e próspero, é necessário que o povo
esteja unido ao seu governo e, também, entre si individualmente.
No Antigo Testamento, sob o governo hierárquico aromitico, o povo de Judá
tinha muitas razões de estar unido: o mesmo Deus, a mesma lei e serviço
religioso, a mesma raça, um passado histórico, as mesmas aflições em cativeiro
e, de vez em quando, a ameaça dos povos conquistadores ao redor. Não existia,
contudo, uma união verdadeira em redor do seu Deus e da sua Lei, pois os
interesses da política dos povos vizinhos e dos partidos religiosos dividiam o
povo em facções. Era muito difícil alcançar unidade entre um povo da mesma
raça, Deus, lei, serviço religioso, educação, costumes, etc. Seria difícil alcançar
essa unidade entre um povo, onde a raça, os conceitos herdados, a educação,
as circunstâncias e o modo de vida divergiam se Deus, em sua sabedoria divina,
não tivesse preparado um meio mais sublime e eficaz do que existia entre o
povo do Antigo Testamento.
O Senhor, ao prometer uma Nova Aliança ao seu povo por meio de Jeremias,
diz: “[...] porei a minha lei no seu interior e a escreverei no meu coração; e eu
serei o seu Deus, e eles serão meu povo” (31.33). Se o ministério da morte,
escrito e gravado em pedras, revestiu-se de glória, como não será mais glorioso
o ministério do Espírito? Na Nova Aliança, encontramos a glória excelente, uma
vez que o que nela opera não é mais um mandamento carnal, cheio de fraqueza,
mas, sim, o poder de uma vida indissolúvel que faz todas as coisas novas, onde
temos sido santificados uma vez para sempre pela oferta do corpo de Jesus
Cristo e onde vivemos na santificação do Espírito para obediência.
Pelo batismo do Espírito Santo, somos o santuário de Deus, onde o Espírito
entrou e habita. Em João 14.17, está escrito: “[...] porque [o Espírito] habita
convosco e estará em vós”. A primeira parte fala da experiência dos discípulos
antes do Pentecostes, e a segunda depois do Pentecostes. Para preservar essa
feliz comunhão, é necessário que nos lembremos de não pecar contra o Espírito
Santo.

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Quando Deus habita em nós, modifica todo o nosso interior, pois o seu amor é 132
derramado pelo Espírito Santo. Ele estabelece um ambiente unitivo, uma vez
que nos foi dado beber de um só Espírito e não há mais sequer judeus ou
gregos, nem escravos ou livres, mas em um só espírito fomos batizados todos
nós em um só corpo (Rm 5.5; 1 Co 12.13).
Deste batismo glorioso no Espírito, veio a nós a unidade que é mais forte que
qualquer outra relação, pois é o amor de Deus que une, e tal unidade está
aconselhada para diligentemente guardar no vínculo da paz (Ef 4.3). Se não nos
enchermos do Espírito, até mesmo as coisas que são lícitas invadirão o nosso
coração, perturbarão a nossa comunhão com Deus e o vínculo entre os irmãos.
A vitória que vence o mundo é a nossa fé, e esta agiu no meio dos apóstolos,
pois eles receberam ameaças e viveram tribulações, mas, ao suportá-las,
ficaram cheios do Espírito Santo (At 4.24-31).
Portanto, o dom do Espírito Santo foi derramado para guardar a unidade e para
haver um governo completo e harmonioso de Cristo em sua igreja. A descida
do Espírito Santo com sinais, tais como houve no princípio, convenceu Pedro,
estando na casa de Cornélio, de que não havia separação de raças na Igreja de
Cristo, e ele lembrou-se da palavra do Senhor: “João, na verdade, batizou com
água, mas vós sereis batizados com Espírito Santo” (At 1.5) e, por isso, tendo
os que creram recebido o mesmo dom que os apóstolos receberam na descida
do Espírito Santo no Pentecostes, não resistiu a Deus, mas batizou-os em água.
Não foi a água que os uniu; muitos olham hoje para o batismo da água como
união, outros para a denominação a que pertencem, mas foi o batismo no
Espírito que os uniu; entretanto, ninguém despreze ou ignore o batismo na água
ou as denominações, mas tenhamos sempre em evidência as primeiras coisas
do Reino de Deus, para nunca colocarmos as de menor importância em primeiro
lugar. Lembremo-nos das palavras de Jesus aos escribas e fariseus: “[...]
hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes
negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a
fé; deveis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23).

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(10) A inspiração da Bíblia 133

Norman L. Geisler e William E. Nix


A característica mais importante da Bíblia não é sua estrutura e sua forma, mas
o fato de ter sido inspirada por Deus. Não se deve interpretar de modo errôneo
a declaração da própria Bíblia a favor dessa inspiração. Quando falamos de
inspiração, não se trata de inspiração poética, mas de autoridade divina. A Bíblia
é singular; ela foi literalmente "soprada por Deus". A seguir examinaremos o
que significa isso.

1. Uma definição de inspiração


Embora a palavra inspiração seja usada apenas uma vez no Novo Testamento
(2Tm 3.16) e outra no Antigo (Jó 32.8), o processo pelo qual Deus transmite
sua mensagem autorizada ao homem é apresentado de muitas maneiras. Um
exame das duas grandes passagens a respeito da inspiração encontradas no
Novo Testamento, poderá ajudar-nos a entender o que significa a inspiração
bíblica.

2. Descrição bíblica de Inspiração


Assim escreveu Paulo a Timóteo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e
proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça"
(2Tm 3.16). Em outras palavras, o texto sagrado do Antigo Testamento foi
"soprado por Deus" (gr., theopneustos) e, por isso, dotado da autoridade divina
para o pensamento e para a vida do crente. A passagem correlata de 1Coríntios
2.13 realça a mesma verdade. Disto também falamos", escreveu Paulo, "não
com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina,
comparando as coisas espirituais com as espirituais." Quaisquer palavras
ensinadas pelo Espírito Santo são palavras divinamente inspiradas.

A segunda grande passagem do Novo Testamento a respeito da inspiração da


Bíblia está em 2Pedro 1.21. "Pois a profecia nunca foi produzida por vontade
dos homens, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo
Espírito Santo." Em outras palavras, os profetas eram homens cujas mensagens
não se originaram de seus próprios impulsos, mas foram "sopradas pelo
Espírito". Pela revelação, Deus falou aos profetas de muitas maneiras (Hb 1.1):
mediante anjos, visões, sonhos, vozes e milagres. Inspiração é a forma pela

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qual Deus falou aos homens mediante os profetas. Mais um sinal de que as 134
palavras dos profetas não partiam deles próprios, mas de Deus é o fato de eles
sondarem seus próprios escritos a fim de verificar "qual o tempo ou qual a
ocasião que o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ao dar de antemão
testemunho sobre os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e sobre as glorias
que os seguiriam" (1 Pe 1.11).

Fazendo uma combinação das passagens que ensinam sobre a inspiração divina,
descobrimos que a Bíblia é inspirada no seguinte sentido: homens movidos pelo
Espírito, escreveram palavras sopradas por Deus, as quais são a fonte de
autoridade para a fé e para a prática cristã. Vamos a seguir analisar com mais
cuidado esses três elementos da inspiração.

3. Definição teológica da inspiração


Na única vez em que o Novo Testamento usa a palavra inspiração, ela se aplica
aos escritos, não aos escritores. A Bíblia é que é inspirada, e não seus autores
humanos. O adequado, então, é dizer que: o produto e inspirado os produtores
não. Os autores indubitavelmente escreveram e Falaram sobre muitas coisas,
como, por exemplo, quando se referiram a assuntos mundanos, pertinentes a
esta vida, os quais não foram divinamente inspirados. Todavia, visto que o
Espírito Santo, conforme ensina Pedro tomou posse dos homens que
produziram os escritos inspirados, podemos, por extensão, referir-nos à
inspiração em sentido mais amplo. Tal sentido mais amplo inclui o processo total
por que alguns homens, movidos pelo Espírito Santo, enunciaram e escreveram
palavras emanadas boca do Senhor; e, por isso mesmo, palavras dotadas da
autoridade divina. É um processo total de inspiração que contém os três
elementos essenciais: a causalidade divina, a mediação profética e a autoridade
escrita.

a) Causalidade divina.
Deus é a Fonte Primordial da inspiração da Bíblia. O elemento divino estimulou
o elemento humano. Primeiro Deus falou aos profetas e, em seguida, aos
homens, mediante esses profetas. Deus revelou-lhes certas verdades da fé, e
esses homens de Deus as registraram. O primeiro fator fundamental da doutrina
da inspiração bíblica, e o mais importante, é que Deus é a fonte principal e a
causa primeira da verdade bíblica. No entanto, não é esse o único fator.

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b) Mediação profética. 135


Os profetas que escreveram as Escrituras não eram autômatos. Eram algo mais
que meros secretários preparados para anotar o que se lhes ditava. Escreveram
segundo a intenção total do coração, segundo a consciência que os movia no
exercício normal de sua tarefa, com seus estilos literários e seus vocabulários
individuais. As personalidades dos profetas não foram violentadas por uma
intrusão sobrenatural. A Bíblia que eles produziram é a Palavra de Deus, mas
também é a palavra do homem. Deus usou personalidades humanas para
comunicar proposições divinas. Os profetas foram a causa imediata dos textos
escritos, mas Deus foi a causa principal.

c) Autoridade escrita.
O produto final da autoridade divina em operação por meio dos profetas, como
intermediários de Deus, é a autoridade escrita de que se reveste a Bíblia. A
Escritura "é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender,
para corrigir, para instruir em justiça". A Bíblia é a última palavra no que
concerne a assuntos doutrinários e éticos. Todas as controvérsias teológicas e
morais devem ser trazidas ao tribunal da Palavra escrita de Deus. As Escrituras
receberam sua autoridade do próprio Deus, que falou mediante os profetas. No
entanto, são os escritos proféticos e não os escritores desses textos sagrados
que possuem e retêm a resultante autoridade divina. Todos os profetas
morreram; os escritos proféticos prosseguem.

Em suma, a definição adequada de inspiração precisa ter três fatores


fundamentais: Deus, o Causador original, os homens de Deus, que serviram de
instrumentos, e a autoridade escrita, ou Sagradas Escrituras, que são o produto
final.

4. Algumas distinções importantes


a) A inspiração em contraste com a revelação e a iluminação

Há dois conceitos inter-relacionados que nos ajudam a esclarecer, pela


contraposição, o que significa inspiração. São eles a revelação e a iluminação.
Revelação diz respeito à exposição da verdade. Iluminação, à devida
compreensão dessa verdade descoberta. No entanto, a inspiração não consiste

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nem em uma, nem em outra. A revelação prende-se à origem da verdade e à 136


sua transmissão; a inspiração relaciona-se com a recepção e o registro da
verdade. A iluminação ocupa-se da posterior apreensão e compreensão da
verdade revelada. A inspiração que traz a revelação escrita aos homens não traz
em si mesma garantia alguma de que os homens a entendam. É necessário que
haja iluminação do coração e da mente. A revelação é uma abertura objetiva;
a iluminação é a compreensão subjetiva da revelação; a inspiração é o meio
pelo qual a revelação se tornou uma exposição aberta e objetiva. A revelação é
o fato da comunicação divina; a inspiração é o meio; a iluminação, o dom de
compreender essa comunicação.

b) Inspiração dos originais, não das cópias


A inspiração e a conseqüente autoridade da Bíblia não se estendem
automaticamente a todas as cópias e traduções da Bíblia. Só os manuscritos
originais, conhecidos por autógrafos, foram inspirados por Deus. Os erros e as
mudanças efetuados nas cópias e nas traduções não podem ser atribuídos à
inspiração original. Por exemplo, 2Reis 8.26 diz que Azarias tinha 22 anos de
idade quando foi coroado rei, enquanto 2Crônicas 22.2 diz que tinha 42 anos.
Não é possível que ambas as informações estejam corretas. O original é
autorizado; a cópia errônea não tem autoridade. Outros exemplos desse tipo de
erro podem encontrar-se nas atuais cópias das Escrituras (e.g., cf. 1Rs 4.26 e
2Cr 9.25). Portanto, uma tradução ou cópia só é autorizada à medida que
reproduz com exatidão os autógrafos.

Veremos posteriormente até que ponto as cópias da Bíblia são exatas (cap. 15),
segundo a ciência da crítica textual. Por ora basta-nos observar que o grandioso
conteúdo doutrinário e histórico da Bíblia tem sido transmitido de geração a
geração, ao longo da história, sem mudanças nem perdas substanciais. As
cópias e as traduções da Bíblia, encontradas no século xx, não detêm a
inspiração original, mas contêm uma inspiração derivada, uma vez que são
cópias fiéis dos autógrafos. De uma perspectiva técnica, só os autógrafos são
inspirados; todavia, para fins práticos, a Bíblia nas línguas de nossa época, por
ser transmissão exata dos originais, é a Palavra de Deus inspirada.

Visto que os originais não mais existem, alguns críticos têm objetado à
inerrância de autógrafos que não podem ser examinados e nunca foram vistos.
Eles perguntam como é possível afirmar que os originais não continham erro,
se não podem ser examinados. A resposta é que a inerrância bíblica não é um

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fato conhecido empiricamente, mas uma crença baseada no ensino da Bíblia a 137
respeito de sua inspiração, bem como baseada na natureza altamente precisa
da grande maioria das Escrituras transmitidas e na ausência de qualquer prova
em contrário. Afirma a Bíblia ser a declaração de um Deus que não pode
cometer erro. É verdade que nunca se descobriram os originais infalíveis da
Bíblia, mas tampouco se descobriu um único autógrafo original falível. Temos,
pois, manuscritos que foram copiados com toda precisão e traduzidos para
muitas línguas, dentre as quais o português. Portanto, para todos os efeitos de
doutrina e de dever, a Bíblia como a temos hoje é representação suficiente da
Palavra de Deus, cheia de autoridade.

c) Inspiração do ensino, mas não de todo o conteúdo da Bíblia


Cumpre ressaltar também que só o que a Bíblia ensina foi inspirado por Deus e
não apresenta erro; nem tudo que está na Bíblia ficou isento de erro. Por
exemplo, as Escrituras contêm o relato de muitos atos maus, pecaminosos, mas
de modo algum a Bíblia os elogia; tampouco os recomenda. Ao contrário,
condena essas práticas malignas. A Bíblia chega a narrar algumas das mentiras
de Satanás (e.g., Gn 3.4). Portanto, a simples existência dessa narração não
significa que a Bíblia ensine serem verdadeiras essas mentiras. A única coisa
que a inspiração divina garante aqui é que se trata de um registro verdadeiro
de uma mentira satânica, de uma perversidade real de Satanás.

Às vezes não está perfeitamente claro se a Bíblia registra apenas um mero relato
do que alguém disse ou fez, ou se ela está ensinando que devemos proceder
de igual forma. Por exemplo, estará a Bíblia ensinando que tudo quanto os
amigos de Jó disseram é verdade? Seriam todos os ensinos daquele homem
"debaixo do sol", em Eclesiastes, ensino de Deus ou mero registro fiel de
pensamentos vãos? Seja qual for a resposta, o estudante da Bíblia é
admoestado a não julgar verdadeiro tudo quanto a Bíblia afirma só por ter
aparência de verdade. O estudante da Bíblia precisa procurar seu verdadeiro
ensino, sem atribuir verdade a tudo quanto está escrito em suas páginas. De
fato, a Bíblia registra muitas coisas que ela de modo algum recomenda, como a
asserção: "Não há Deus" (Sl 14.1). Em todas as passagens, o que a Bíblia está
declarando deve ser estudado com cuidado, a fim de se apurar o que ela está
ensinando na verdade. Só o que a Bíblia ensina é que é inspirado, e não todas
as palavras relacionadas a todo o seu conteúdo.

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Resumindo, a Bíblia é um livro incomum. Compõe-se de dois testamentos 138


formados de 66 livros, os quais declaram ou comprovam a inspiração divina.
Com inspiração queremos dizer que os manuscritos originais da Bíblia nos foram
concedidos pela revelação de Deus e, exatamente por isso, detêm a absoluta
autoridade de Deus, para formar o pensamento e a vida cristã. Isso significa
que tudo quanto a Bíblia ensina constitui tribunal de apelação infalível. O
próximo tópico de estudo diz respeito à natureza exata da inspiração da Bíblia.

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Referência Bibliográficas 139

- ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico - CPAD


- Antropologia Bíblica – Escola Bíblica ECB
- BARBOSA, Paulo André. Jornal Mensageiro da Paz, Setembro de 2014
- Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD
- CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1.
ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003
- Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento – CPAD
- GONÇALVES, Josué. Curso da Família – Resgatando Valores. Jornal
Mensageiro da Paz, Novembro de 2003
- Guia do Leitor da Bíblia – Uma Análise da Gêneses a Apocalipse capítulo por
capítulo – CPAD
- Lições Bíblica Jovens e Adultos 1° Trimestre de 2007 - CPAD
- Lições Bíblica Jovens e Adultos 2° Trimestre de 2008 - CPAD
- Lições Bíblicas Adultos – 2° Trimestre de 2017 – CPAD
- Lições Bíblicas Jovens - 1°trimestre de 2015, CPAD
- Lições Bíblicas Jovens. 2° trimestre de 2019 - CPAD
- O Novo Comentário Bíblico: Antigo Testamento com recursos adicionais.
Editores: Earl D. Radmacher - Ronald B. Allen - H. Wayne House |1ª edição de
2010 - Editora Central Gospel
- PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro:
CPAD, 2001
- PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. 5° edição / 2002 -
CPAD
- Teologia Própria – Escola Bíblica ECB
- VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR., William. Dicionário Vine. 7.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2007
- WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo Antigo Testamento.
Volume III – Poéticos. 2010, Geográfica.

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