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 Especial ENEM nas FÉRIAS 

AULA 2 - 08/07 | Prof. Rafael Mota

Tese a partir de OPINIÃO CATEGÓRICA


Estimado cursista, vimos em nossa aula anterior que
Em sua canção “Pela Internet”, o cantor brasileiro Gil-
uma das provas do ENEM é a produção de um texto berto Gil louva a quantidade de informações disponibili-
do tipo dissertativo-argumentativo, ou seja, você pre- zadas pelas plataformas digitais para seus usuários. No
cisa apresentar uma opinião e defendê-la com argu- entanto, com o avanço de algoritmos e mecanismos de
mentos. Essa opinião, nesse tipo de texto, chama-se controle de dados desenvolvidos por empresas de aplica-
TESE, que é a ideia que você irá defender no seu tex- tivos e redes sociais, essa abundância vem sendo restrin-
to a respeito do tema. A TESE é a primeira coisa que gida e as notícias, e produtos culturais vêm sendo cada
você precisa formular no momento do planejamen- vez mais direcionados – uma conjuntura atual apta a mol-
to do seu texto, pois ela é o que vai dar vida à redação dar os hábitos e a informatividade dos usuários. Desse mo-
dissertativo-argumentativa. do, tal manipulação do comportamento de usuários pela
seleção prévia de dados é inconcebível e merece um olhar
mais crítico de enfrentamento.
Exemplo de Tese Carolina Mendes, RN
No filme “Matrix”, clássico do gênero ficção científica,
o protagonista Neo é confrontado pela descoberta de que Tese a partir da explicitação da CAUSA DO PROBLEMA
o mundo em que vive é, na realidade, uma ilusão cons- Consoante o filósofo Jean Jacques Rousseau, “o homem
truída a fim de manipular o comportamento dos seres hu- nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”. A
manos, que, imersos em máquinas que mantém seus cor- partir dessa ideia, infere-se que, apesar de o ser humano
pos sob controle, são explorados por um sistema distópi- possuir a liberdade de escolher produtos e gostos, é, na
co dominado pela tecnologia. Embora seja uma obra ficcio- atualidade, manipulado pelo controle de dados na internet,
nal, o filme apresenta características que se assemelham que tem exercido coerção sobre o comportamento do in-
ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, os divíduo. Tal problemática ocorre devido, entre outros
mecanismos tecnológicos têm contribuído para alienação fatores, à ausência de informação e à falta de fiscalização
dos cidadãos, sujeitando-os aos filtros de informações im- desses mecanismos.
postos pela mídia, o que influencia negativamente seus pa- Iohana Freitas, DF
drões de consumo e sua autonomia intelectual. Tese a partir da explicitação dos RESPONSÁVEIS PELO
Fernanda Carolina Santos, MG
PROBLEMA
Para o pensador francês Pierre Bourdieu, “aquilo que
Exemplo de Tese foi criado para ser um instrumento de democracia, não de-
A maior parte da população mundial do século XXI tem ve ser convertido em uma ferramenta de manipulação”.
acesso à internet, porém esse é limitado devido ao uso Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno
que “sites” e aplicativos dão aos dados de seus usuários. cenário global, sobretudo no Brasil, posto que se tornou
Tais informações, em geral, são usadas para restringir o frequente a manipulação do comportamento do usuário
contato destes apenas àquilo que se alinha ao pensamen- pelo controle de dados na internet, nas diversas relações
to deles e para difundir padrões e atitudes dominantes, cotidianas. Isso ocorre, ora em função do despreparo civil,
manipulando, portanto, o comportamento de seus usuários. ora pela inação das esferas governamentais para conter
Laís Mesquita, CE esse dilema. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a
fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Exemplo de Tese David Klinsman, MA
Em meados do século XX, durante o período da Segun- Tese a partir da antecipação da PROPOSTA DE SOLUÇÃO
da Guerra Mundial, foi desenvolvida a internet. A princí- Segundo as ideias do sociólogo Habermas, os meios de
pio, tal ferramenta tinha como objetivo facilitar a comuni- comunicação são fundamentais para a razão comunicativa.
cação bélica e, por isso, era restrita a um determinado gru- Visto isso, é possível mencionar que a internet é essencial
po de pessoas. Entretanto, após o término da guerra a in- para o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, o meio
ternet foi difundida e alcançou novos públicos. Além dis- virtual tem sido utilizado, muitas vezes, para a manipula-
so, foram atribuídas novas funções à ferramenta que con- ção do comportamento do usuário pelo controle de dados,
tribuíram para sua popularização. Atualmente, a tecnolo- podendo induzir o indivíduo a compartilhar determinados
gia virtual faz parte da vida da maior parte da população assuntos ou a consumir certos produtos. Isso ocorre devi-
brasileira, seja para lazer, seja para trabalho. Contudo, em- do à falta de políticas públicas efetivas que auxiliem o
bora a internet ofereça acesso a todo tipo de conteúdo, ela indivíduo a “navegar”, de forma correta, na internet, e à
se vale de mecanismos de controle de dados que mani- ausência de consciência, da grande parte da população, so-
pulam a disposição das informações. Dessa maneira, em bre a importância de saber utilizar adequadamente o meio
razão do Capitalismo e do ensino tradicionalista, a mani- virtual. Essa realidade constituiu um desafio a ser resolvi-
pulação do comportamento do usuário pelo controle de do não somente pelos poderes públicos, mas também por
dados da internet torna-se evidente e problemático. toda a sociedade.
Isabella Campolina, MG Lívia Taumaturgo, CE

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Leia as introduções de redação dissertativo-argumentativa a seguir. Destaque, em cada uma delas, a tese
apresentada pelo autor a respeito do tema proposto.

ENEM 2015 – A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira.

Mesmo com a vigência da Lei Maria da Penha, com a criminalização do feminicídio na última
década, o aumento percentual do número de mulheres vítimas de homicídio no Brasil persiste.
Tipificada pela violência física, moral, psicológica ou sexual, a violação dos direitos femininos tem
suas raízes em construções sociais e culturais, incorporadas como legítimas, que precisam ser des-
feitas, pois, do contrário, o ideal de indistinção no gozo dos direitos fundamentais do cidadão não
se consolidará.

A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas
décadas. De acordo com o mapa da violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumen-
tou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o Balanço de 2014 relatou cerca de
48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-
se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.

Na revolução de 1930, paulistas insatisfeitos com a falta do poder político que detinham na
República do café com leite usaram a falta de uma constituição para se rebelar contra o governo
Vargas. O presidente, cedendo às pressões, garantiu na nova Constituição um direito nunca antes
conquistado pela mulher: o direito ao voto. A inclusão da mulher na sociedade como cidadã, porém,
não foi o suficiente para deter o pensamento machista que acompanhou o Brasil por tantos séculos
– fato evidenciado nos índices atuais altíssimos de violência contra a mulher.

“A história da humanidade é a história da luta...” das mulheres. Karl Marx, filósofo e sociólo-
go alemão, baseou seu pensamento na extinção gradual das classes sociais e das diferenças pre-
sentes na sociedade moderna. Analogamente, percebe-se, no âmbito das relações sociais humanas,
a presença de um grupo que não foge à luta por seus direitos: a população feminina. Por viverem
em um país patriarcal — herança herdada dos tempos do Império — as mulheres brasileiras
permanecem à deriva da sociedade. Levando isso em consideração, recebem maus tratos e são
menosprezadas por homens e chefes de famílias.

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo bio-
lógico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para
que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam
garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda são
alvos de violência. Esse quadro de persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principal-
mente, de uma cultura de valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes
por parte do Governo.

O Brasil cresceu nas bases paternalistas da sociedade europeia, visto que as mulheres eram
excluídas das decisões políticas e sociais, inclusive do voto. Diante desse fato, elas sempre foram
tratadas como cidadãs inferiores cuja vontade tem menor validade que as demais. Esse modelo
de sociedade traz diversas consequências, como a violência contra a mulher, fruto da herança
social conservadora e da falta de conscientização da população.

ENEM 2016 – Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil.

O Brasil foi formado pela união de diversas bases étnicas e culturais e, consequentemente, estão
presentes em seu território várias religiões. Entretanto, nem essa diversidade nem a liberdade re-
ligiosa garantida pela Constituição Cidadã faz com que o país seja respeitoso com as diferentes cren-
ças. Fazendo uma analogia com a filosofia kantiana, a intolerância existente pode ser vista como o
resultado de fatores inatos ao indivíduo com o que foi incorporado a partir das experiências vividas.

Embora seja direito assegurado a todos os cidadãos pela Constituição Federal, a liberdade reli-
giosa não é garantida de modo isonômico aos brasileiros. Ora velada, ora implícita, a intolerância
quanto ao diferente faz parte da realidade do país. Infelizmente, o desconhecimento da população
em relação ao processo de formação da nação e a falta de punição sob os que atentam contra a
religião do próximo impedem que o respeito à diversidade cultural brasileira seja consolidado.

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O Período Colonial do Brasil, ao longo dos séculos XVI e XIX, foi marcado pela tentativa de
converter os índios ao catolicismo, em função do pensamento português de soberania. Embora da-
te de séculos atrás, a intolerância religiosa no país, em pleno século XXI, sugere as mesmas co-
notações de sua origem: imposições de dogmas e violência. No entanto, a lenta mudança de men-
talidade social e o receio de denunciar dificultam a resolução dessa problemática, o que configura
um grave problema social.

O Brasil é um país com uma das maiores diversidades do mundo. Os colonizadores, escravos
e imigrantes foram essenciais na construção da identidade nacional, e também, trouxeram consi-
go suas religiões. Porém, a diversidade religiosa que existe hoje no país entra em conflito com a
intolerância de grande parte da população e, para combater esse preconceito, é necessário iden-
tificar suas causas, que estão relacionadas à criação de estereótipos feita pela mídia e à herança
do pensamento desenvolvido ao longo da história brasileira.

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não
teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele perce-
besse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é uma
das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática
do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insufi-
ciência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

ENEM 2017 – Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil.

Na antiga Esparta, crianças com deficiência eram assassinadas, pois não poderiam ser guerrei-
ras, profissão mais valorizada na época. Na contemporaneidade, tal barbárie não ocorre mais, po-
rém há grandes dificuldades para garantir aos deficientes – em especial os surdos – o acesso à edu-
cação, devido ao preconceito ainda existente na sociedade e à falta de atenção do Estado à questão.

A plena formação acadêmica dos deficientes auditivos, uma parcela das chamadas Pessoas com
Deficiência (PCD), é um direito assegurado no recém-aprovado Estatuto da Pessoa com Deficiên-
cia, de 2015, também conhecido como Lei da Acessibilidade. Além de um direito legalmente ga-
rantido, a educação para esse grupo social é sociologicamente analisada como essencial para uma
sociedade tolerante e inclusiva. Entretanto, observa-se o desrespeito a essa garantia devido ao pre-
conceito, muitas vezes manifestado pela violência simbólica, e à insuficiência estrutural educacio-
nal brasileira.

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade de-
mocrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, perce-
be-se que, no Brasil, os deficientes auditivos compõem um grupo altamente desfavorecido no to-
cante ao processo de formação educacional, visto que o país enfrenta uma série de desafios para
atender a essa demanda. Nesse contexto, torna-se evidente a carência de estrutura especializada
no acompanhamento desse público, bem como a compreensão deturpada da função social deste.

Durante o século XIX, a vinda da Família Real ao Brasil trouxe consigo a modernização do
país, com a construção de escolas e universidades. Também, na época, foi inaugurada a primeira
escola voltada para a inclusão social de surdos. Não se vê, entretanto, na sociedade atual, tal va-
lorização educacional relacionada à comunidade surda, posto que os embates que impedem sua
evolução tornam-se cada vez mais evidentes. Desse modo, os entraves para a educação de deficien-
tes auditivos denotam um país desestruturado e uma sociedade desinformada sobre sua compo-
sição bilíngue.

Em razão de seu caráter excessivamente militarizado, a sociedade que constituía a cidade de


Esparta, na Grécia Antiga, mostrou-se extremamente intolerante com deficiências corpóreas ao
longo da história, tornando constante inclusive o assassinato de bebês que as apresentassem, por
exemplo. Passados mais de dois mil anos dessa prática tenebrosa, ainda é deploravelmente percep-
tível, sobretudo em países subdesenvolvidos como o Brasil, a existência de atos preconceituosos per-
petrados contra essa parcela da sociedade, que são o motivo primordial para que se perpetue co-
mo difícil a escolarização plena de deficientes auditivos. Esse panorama nefasto suscita ações mais
efetivas tanto do Poder Público quanto de instituições formadoras de opinião, com o escopo de mi-
tigar os diversos empecilhos postos frente à educação dessa parcela social.

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Leia as introduções a seguir e, de acordo com os tipos de tese estudados nesta aula, identifique as teses nos
excertos e a forma como foram construídas por seus autores.

ENEM 2017 – Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil.

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima
eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão,
assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos de-
ficientes auditivos brasileiros, os quais buscam ultrapassar as barreiras as quais os separam do di-
reito à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a formação educacional de surdos é um
desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas tam-
bém ao preconceito da sociedade.

A formação educacional de surdos encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa tese po-
de ser comprovada por meio de dados divulgados pelo Inep, os quais apontam que o número de sur-
dos matriculados em instituições de educação básica tem diminuído ao longo dos últimos anos.
Nesse sentido, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que milhares de surdos de
todo o país têm o seu direito à educação vilipendiado, confrontando, portanto, a Constituição Cida-
dã de 1988, que assegura a educação como um direito social de todo o cidadão brasileiro.

ENEM 2018 – Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

Immanuel Kant, filósofo iluminista, argumentava que a menoridade é o estado em que o ho-
mem se encontra manipulado e sem a capacidade de pensar por conta própria, dependendo dos
outros para que suas ações se concretizem. Nesse sentido, Kant afirmava que a saída para essa
triste realidade é o esclarecimento, ou seja, o uso da razão para que o indivíduo se emancipe. No en-
tanto, o que se observa na atualidade é o contrário do que o filósofo pregava, uma vez que o contro-
le de dados na internet favorece a manipulação dos usuários, a qual não é combatida pelas esco-
las, que não oferecem educação tecnológica, e pelo Poder Público, que não pune empresas que co-
mercializam esses dados.

A Revolução Técnico-Científico-Informacional, iniciada na segunda metade do século XX, inau-


gurou inúmeros avanços no setor de informática e telecomunicações. Embora esse movimento de
modernização tecnológica tenha sido fundamental para democratizar o acesso a ferramentas digi-
tais e a participação nas redes sociais, tal processo é acompanhado pela invasão da privacidade de
usuários, em virtude do controle de dados efetuado por empresas de tecnologia. Tendo em vista que
o uso de informações privadas de internautas pode induzi-los a adotar comportamentos intoleran-
tes ou aderir a posições políticas, é imprescindível buscar alternativas que inibam essa manipula-
ção comportamental no Brasil.

ENEM 2016 – Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil.

Se houver duas religiões, cortar-se-ão os preços. Se houver trinta, viverão em paz. Na Idade Mo-
derna, o filósofo iluminista Voltaire foi um importante defensor da liberdade de culto e da harmo-
nia entre as diversas crenças. Já no Brasil do século XXI existe um retrocesso: embora haja muita
diversidade religiosa, ainda há a necessidade de ser comemorar o Dia Nacional de Combate à In-
tolerância Religiosa – a qual é um crime vergonhoso cuja persistência é uma mácula.

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro


– assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa
mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálo-
go entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida
que se impõe.

É notória a necessidade de ir de encontro à intolerância religiosa no país vigente. Diante disso,


averigua-se, desde o período da colonização brasileira, um esforço etnocêntrico de catequização
dos indígenas nativos, como forma de suprimirem suas crenças politeístas. Tal processo de acul-
turação e subjugo acometeu também os negros africanos, durante todo contexto histórico de es-
cravidão, os quais foram, não raro, coisificados e abominados por suas religiões e cultos. Por essa
razão, faz-se necessário pautar, no século XXI, o continuísmo esse preconceito religioso e dos
desdobramentos dessa faceta caótica.

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