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1. Porque Lipson afirma que o Estado é uma instituição social?

2. Considerando que o estado é uma instituição social, como ele nasce?


3. Como justifica a tendência universal da função primária do estado?
4. Que provas oferecem a linguagem e a história acerca da função primária do Estado?
5. Como a história de Déjoces ilustra a organização do Estado em sua origem?
6. O que justifica o Estado como estrutura geral de segurança, evoluindo da função de
proteção às funções de ordem e justiça?
7. Apresente os meios de governo fazendo a distinção entre eles.
Força: é um método restrição física ou de coerção real ou ameaçada, assegura a ordem
interna por punir e prevenir as infrações contra da lei, como exemplo: a polícia, o
exército, as prisões que são órgãos coercitivos e os tribunais a que se incubem de decidir
conflitos, e tornar obrigatórias suas decisões. Visa a proteção.
Poder: é a capacidade de alcançar resultados através da ação planejada. É força somada
ao consentimento dos governados, para se estabelecer a ordem.
Autoridade: é o poder reconhecido como válido, seu exercício é sancionado pelos que
aprovam determinados atos e seus agentes, sendo tolerado por aqueles que desaprovam.
Ante a autoridade a obediência é um dever e a resistência a ela é ilegal.

8. Porque, segundo Lipson, o estado precisa deter de modo exclusivo as técnicas de


coerção?
O Estado, a fim de oferecer proteção, deve dispor de força. Qualquer
força fora do âmbito do Estado pode se tornar oposta ao Estado e significa uma
diminuição proporcional ao poder do estado, onde quer que existam forças
capazes de ser empregadas por outros grupos, diferentes do Estado, ou por
pessoas fora do governo, existirá o embrião de um virtual surgimento de outro
Estado e de outro Governo.

9. Como podem ser invalidados os meios de governo?


Pelo abuso de poder, transformando a força, que é um meio de conseguir
a proteção, em tirania. Assim o poder não se transforma em autoridade e por
conseguinte a diminuição do consentimento dos governados por usar a força e
poder contra eles.
10. Como a invalidação dos meios promove uma revisão conceitual de política e do
poder?
A autoridade legitima e justa pode perder o apoio popular por atos de
tirania, se tornando um despotismo. O governo faz maior emprego da força e
esse uso inadequado não é mais para o exercício da função de proteção.
Quando desaparecem as condições de governo, a justiça se anula, a
ordem tem de ser imposta, os homens começam a indagar dos propósitos que
justifiquem os atos do Governo e a insolvência das pretensões políticas fica,
exposta a luz do dia
11. Como a revisão de política e poder leva a reflexão em torno da relação entre ética e
poder?
A política passa a ser considerada uma arena na qual se trava a luta pelo
poder, este deixa de ser tido como instrumento por meio do qual outros
resultados podem ser atingidos e passa a ser tratado como se fosse, por si
mesmo, o objetivo de alcançar e isso resulta numa inversão dos meios e fins.
Não há relevância na escolha de certo e errado e julgamento de bom ou
mau quando o processo político se constitui uma luta pelo poder.
12. Aponte as linhas gerais das teses que tratam da relação entre ética e poder.
A glorificação do poder, que poderá revestir-se da aprovação moral e ser
sustentado como algo de bom em si mesmo.
Neutralidade ética do poder, o poder é suscetível de ser entendido como
desvinculado da escolha da moral e dos valores éticos. A esfera do Estado e os
processos da política são dados como amorais ou eticamente neutros.
O poder visto como um mal, busca-se combater o os males do poder, sob
o fundamento de que seu domínio sobre a força redunda em coerção e é
moralmente repreensível, onde entra a teoria anarquista que deseja que o Estado
seja abolido, pregando a plena liberdade do homem e a teoria crítica do Estado
que defende a abolição do Estado por conta da frequência com que os governos
abusam do poder

13. Que ponto em comum têm as teses que relacionam ética e poder?
Elas derivam da preocupação em face das técnicas que o estado emprega,
e não dos fins que se propõe, e substituem estes por aquelas como a
característica essencial do estado.
Há a preocupação que o poder não seja mais um meio para se conseguir
os objetivos do governo como proteção, ordem e justiça e o estado tenha como
finalidade concentrar mais poder e utilizá-lo em benefício próprio.