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Laboratório de Física 1

O que é Física?

Como todas as outras ciências, a física é baseada em observações experimentais e medições quantitativas. O principal
objetivo da física é descobrir um número limitado de leis fundamentais que regem os fenômenos naturais e usá-los para
desenvolver teorias que possam prever os resultados de experimentos futuros. As leis fundamentais usadas no
desenvolvimento de teorias são expressas na linguagem da matemática, a ferramenta que fornece uma ponte entre
teoria e experimento.
A Física é a ciência mais fundamental e é o alicerce sobre o qual as outras ciências, tais como astronomia, biologia,
química e geologia são baseadas. A beleza da física encontra-se na simplicidade das teorias físicas fundamentais e da
forma em que apenas um pequeno número de conceitos fundamentais, equações e premissas podem alterar e expandir a
nossa visão do mundo que nos rodeia.

O estudo da física pode ser dividido em seis áreas principais:

1. mecânica clássica: preocupa-se com o movimento de objetos macroscópicos e que se movem com velocidades muito
menores que a velocidade da luz;
2. relatividade: é a teoria que descreve objetos movendo-se a qualquer velocidade, até velocidades próxima da
velocidade da luz;
3. termodinâmica: lida com o calor, o trabalho, a temperatura e o comportamento estatístico de sistemas com grandes
números de partículas;
4. eletromagnetismo: estuda o magnetismo, a eletricidade, e campos eletromagnéticos;
5. óptica: é o estudo do comportamento da luz e da sua interação com a matéria;
6. a mecânica quântica: é uma coleção de teorias que ligam o comportamento da matéria a nível submicroscópica às
observações macroscópicas.
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Física Clássica e Moderna

A Física clássica inclui as teorias, conceitos, leis e experiências em mecânica, termodinâmica, óptica e eletromagnetismo
desenvolvida antes de 1900. Importantes contribuições para a física clássica foram fornecidos por Newton, que
desenvolveu a mecânica clássica como uma teoria sistemática e foi um dos criadores do cálculo como uma ferramenta
matemática.
Uma grande revolução na física, normalmente referida como a física moderna, começou no final do século 19. A física
moderna se desenvolveu principalmente devido à descoberta de que muitos fenômenos físicos não podem ser explicados
pela física clássica. Os dois acontecimentos mais importantes da era moderna foram as teorias da relatividade e a
mecânica quântica. Teoria da relatividade de Einstein não só descreveu corretamente o movimento de objetos que se
movem a velocidades comparáveis ​à velocidade da luz, mas também revolucionou completamente os conceitos tradicionais
de espaço, tempo e energia. A teoria da relatividade mostra que a velocidade da luz é a velocidade limite e que a massa e
energia estão relacionadas. A mecânica quântica foi formulada por um número de cientistas de renome para fornecer
descrições dos fenômenos físicos em nível atômico.

Isaac Newton Albert Einstein Max Planck Erwin Schrödinger


1643-1727 1879-1955 1858-1947 1887-1961
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Física e Medidas
Padrões de comprimento, massa e tempo
As leis da física são expressas como relações matemáticas entre grandezas físicas. A maioria destas quantidades é
derivada de um pequeno número de quantidades de base. Na mecânica, as três quantidades de base são: o
comprimento, massa e o tempo.
Quando relatamos o resultado de uma medida, para que alguém possa reproduzi-la é necessário que seja definido um
padrão. Em 1960, um comitê internacional estabeleceu um conjunto de normas para as quantidades fundamentais da
ciência. Chamada de SI (sistema internacional de unidade) estabelece que a unidade de comprimento, massa e tempo
são o metro, quilograma e segundo, respectivamente.

Em outubro de 1983, o metros (m) foi A unidade de massa no SI é o quilograma (kg) e é definido como a
redefinida como a distância percorrida pela massa específica de um cilindro de liga de platina-irídio (é uma liga
luz no vácuo durante um tempo de 1/299 792 extraordinariamente estável) mantido no Bureau Internacional de
458 segundo. Pesos e Medidas em Sèvres, França. Este padrão de massa foi criada
em 1887.

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Em 1967, o segundo foi redefinido definido tecnicamente como a duração de 9.192.631.770 períodos da
radiação correspondente à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio
133-relógio atómico.

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Unidades Fundamentais

Grandezas Nome Símbolo Comprimento


Comprimento Metro m 1 nanômetro 1nm 10-9m
Massa quilograma kg 1 micrômetro 1μm 10-6m
Tempo segundo s 1 milímetro 1mm 10-3m
Corrente Ampère A 1 centímetro 1cm 10-2m
Elétrica 1 quilômetro 1km 103m
Temperatura Kelvin K
Massa
Quantidade de mol mol
Substância 1 micrograma 1μm 10-6g 10-9kg
Intensidade candela cd 1 miligrama 1mg 10-3g 10-6kg
Luminosa 1 grama 1g 1g 10-3kg
Tempo
nanossegundo 1ns 10-9s
microssegundo 1μs 10-6s
milissegundo 1ms 10-3s

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Notação Científica e Exponencial
Um grama de água contém 33.427.800.000.000.000.000.000 moléculas

Notação exponencial
Notação científica
O fator multiplicando a potência de 10 está entre 1 e 9

Ordem de Grandeza

Quando f < 3,16, a ordem de grandeza de N é


Quando f > 3,16, a ordem de grandeza de N é

Exemplos

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Critério de Arredondamento Algarismos Significativos

São considerados algarismos significativos de uma medida todos


aqueles que individualmente têm significado (Todos os algarismos
corretos de um número mais o primeiro duvidoso).

4,7 cm 2algarismos significativos


4,73 cm 3algarismos significativos
0,023 cm 2algarismos significativos
0,348 cm 3algarismos significativos
0,0040000 m 5algarismos significativos
6algarismos significativos

Obs: O último algarismo é o algarismo duvido, ou seja, este número


pode estar sujeito a erros.

Operações com algarismos significativos


Adição e subtração

O resultado da adição ou subtração de várias medidas é obtido arredondando-se a soma na casa decimal da
parcela mais pobre em decimais, após efetuar a operação.

27,8m + 1,326m + 0,66m = 29,786m 29,8m


11,45s + 93,1s + 0,333s = 104,883s 104,9s
18,2476m – 16,72m = 1,5276m 1,53m
127,36g – 68,297g = 59,063g 59,06g

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Multiplicação e Divisão

O produto ou a divisão de medidas deve possuir, em geral, o mesmo número de algarismos significativos da medida
mais pobre em significativos.

3,27251cm x 1,32cm = 4,3197132cm2 4,32cm2


0,452A x 2671 Ω = 1207,292V 1,21 x 103V
63,72cm/23,1s = 2,758441558cm/s 2,76cm/s
0,451V/2001Ω = 0,0002253873A 2,25 x 10-4A

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O que é física experimental?
Fazer experimentos é induzir fenômenos em condições controladas e possíveis de
repetições. Os resultados obtidos com a realização do experimento são analisados e
a partir desta análise são propostas relações matemáticas que descreva o fenômeno
observado.

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Erros de Medidas
Desvio
O valor verdadeiro de uma grandeza é o valor que seria obtido se a sua medida fosse realizada de maneira perfeita e
com instrumentos perfeitos. Como medidas e instrumentos perfeitos não existem, devemos associar um erro ou
desvio ao valor de qualquer medida.

Tipo de Erros

Erros são devidos basicamente ao equipamento utilizado, à pessoas que faz a medida e/ou fatores incontroláveis.
Com relação a sua origem, os erros podem ser classificados como sistemáticos ou acidentais (estatísticos).

1. Erros estatísticos: Manifestam-se com sentido imprevisível (ocorrendo ao acaso). Para análise desses erros
existe uma série de regras (leis) cuja expressões derivam-se de um tratamento estatístico, feito com auxílio
de cálculo de probabilidade. Quando uma medida é repetida um certo número de vezes, os cálculos estatísticos
permitem minimizar esses tipos de erro.
Os erros estatísticos são causados por variações incontroláveis e aleatórias dos instrumentos de medidas e de
condições externas tais como: flutuações de temperatura ou tensão da rede elétrica, etc.

2. Erros sistemáticos: São associados a equipamentos incorretamente ajustados ou calibrados, ao uso de um


procedimento experimental incorreto ou a uma falha conceitual.
Os erros sistemáticos podem e devem ser eliminados (ou minimizados) pelo experimentador. Isso pode ser
feito observando se os instrumentos estão corretamente calibrados ou se estão sendo usados de forma
correta.

 Existe um limite abaixo da qual não é possível reduzir o erro sistemático de uma medida, um desses erros é o
que está diretamente associado à calibração do sistema a qual se faz a medida. Este tipo de erro é também
chamado de Erro Sistemático Residual. O limite de erro de calibração de um instrumento geralmente vem
indicado pelo fabricante.

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Erro padrão inerente ao instrumento de medida

Erro de escala de instrumento analógico

Menor divisão de um termômetro

Erro de escala de instrumento digital e com nônio ou vernier

Representação de uma medida

Medida Direta de uma Grandeza

A medida da grandeza, com seu erro estimado, pode ser realizada de duas formas distintas:
• Medindo-se apenas uma vez a grandeza x.
A estimativa do erro na medida é feita a partir do equipamento utilizado e o resultado será dado por

• Medindo-se várias vezes a mesma grandeza x, mantendo as mesmas condições físicas. Neste caso são
realizadas uma série de medidas para a grandeza x. O valor mais provável da grandeza que está sendo medida
pode ser obtida pelo cálculo do valor médio:

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Denomina-se desvio de uma medida a diferença entre o valor obtido nessa medida e o valor médio, obtido de diversas
medidas. Este valor, que pode ser positivo ou negativo, é dado por:

Pode-se definir também o desvio médio absoluto que representa a média aritmética dos valores absolutos dos desvios

Importante

A medida será representada como:

Outra forma de representar o desvio é a utilização do desvio padrão ou desvio médio quadrático que indica a
tendência das medidas de se distribuírem em torno do seu valor mais provável. O desvio padrão é definida como:

Sendo n o número de medidas obtidas.


Obs: O desvio padrão somente pode ser utilizado se o erros sistemáticos forem minimizados ou mesmo
eliminados.

Desvio Padrão: Indica a tendência das medidas de se distribuírem em torno do seu valor mais provável.

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Desvio padrão do valor médio: Tendo-se M conjuntos de n medidas de uma grandeza, obtêm-se, para cada conjunto,
uma média. O desvio padrão da média é um dos indicadores da tendência do conjunto de M médias de se
distribuírem em torno do seu valor médio.

Obs: Da mesma forma que o desvio padrão, só tem sentido utilizar o desvio padrão do valor médio se os erros
sistemáticos forem minimizados ou mesmo eliminados.
O erro percentual E% entre o valor teórico e o obtido experimentalmente é dada pela equação abaixo:

Exemplos

Ex 01: Considere uma série de medidas do diâmetro de um fio , feitas com um instrumento cuja precisão era de 0,05 cm:

O valor médio do diâmetro do fio é dado por: O desvio em cada medida é, portanto:

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Calculando o desvio médio absoluto temos:

Obs: Como o desvio médio absoluto é menor que o erro do instrumento, considere o erro
estimado na medida como sendo 0,05 cm.
Assim:

Caso a precisão do equipamento fosse 0,01, o resultado final da medida seria expresso com o
desvio médio absoluto:

Ex 02. Na medição de um comprimento l com um paquímetro de precisão 0,05 mm foram obtidos os dados
mostrados na tabela abaixo.

(a) Valor médio (b) Valores dos desvios de cada medida.

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(c) Desvio médio absoluto (d) Desvio padrão:

(e) Desvio padrão da média:

Então a grandeza l é mais bem representada pelo valor:

O desvio padrão médio representa melhor o valor mais provável, pois representa a dispersão da média de vários
subconjuntos das n medidas de uma grandeza e não dos valores individuais, como no caso do desvio médio absoluto.

As medidas de dispersão servem para avaliar o quanto os dados são semelhantes, descreve então o quanto os dados
distam do valor central. Desse jeito, as medidas de dispersão servem também para avaliar qual o grau de
representação da média.

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Apresentação errada e correta dos valores de algumas grandezas físicas com seus respectivos
desvios.

Obs: Só pode haver um algarismo duvidoso

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Propagação de Erros

A forma mais simples de se calcular a propagação de erros é dada por:

Dada a função do tipo , temos:

Exemplos:

Ex 01: Qual é o erro associado à medida indireta do volume V de um cilindro?

Ex 02: Volume de um cubo com L = 1 cm

Ex 03: O comprimento de um pêndulo é . A aceleração da gravidade é .


Qual o período de oscilação deste pêndulo?

Ex 04: Determine a área de um triângulo de base 1 m e altura 5m.

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Algumas operações com desvio

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Instrumentos de Medida de Comprimento Paquímetro
 O paquímetro é um instrumento de precisão utilizado para
medir as dimensões lineares internas, externas e de
profundidade de um objeto. Trata-se de uma régua principal
sob a qual está montada uma segunda haste que pode deslizar
sob a régua. A régua é graduada em polegadas e em milímetros.
A haste deslizante possui uma pequena escala, denominada
vernier que permite fazer uma medida com precisão de 1/10 a
1/50 de milímetro

No exemplo da figura, o zero da escala móvel está à frente


do terceiro traço da escala fixa, após o 2cm e portanto se lê
23mm na escala fixa, conforme a seta superior na figura. Na
escala móvel, observa-se que o segundo traço após o 2
coincide com o traço 3,5cm da escala fixa, portanto a medida
será 0,24mm, já que cada traço na escala móvel corresponde
a 0,02mm. A medida total será 23,24mm.

O paquímetro permite medir diâmetros (A), fendas (B) e


profundidades (C)

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Micrômetro
Quando a precisão desejada em uma medida for maior que a oferecida pelo paquímetro deve-se utilizar
um micrômetro. A Figura 1 mostra a nomenclatura de suas principais partes.

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O traço visível corresponde a uma leitura de 17,0 mm (traço superior)
mais 0,5 mm, pois o tambor também ultrapassou o traço inferior.
Como o tambor possui 50 traços equivalentes a um passo de 0,5 mm, a
leitura efetuada no tambor está entre 0,31 e 0,32 mm (estimativa
0,007).

Como a incerteza do micrômetro é metade da sua


menor divisão (0,01mm) temos que:

No tambor a leitura está entre 0,31 e 0,32.


Estimativa: 0,007

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Metodologia da Pesquisa Científica
O Método Científico (ou “Como investigar a Natureza?”)

O método científico é um conjunto de regras básicas de como se deve proceder a fim de


produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento quer seja este fruto
de uma integração, correção (evolução) ou uma expansão da área de abrangência de
conhecimentos pré-existentes.

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Aristóteles (384 a 322 AC)

Buscar o entendimento da natureza pela observação dos fenômenos que


nela ocorre de maneira espontânea

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Contudo...

 Argumentos não podem determinar se uma afirmação é verdadeira

 Isso requer PROVAS!

 Busquemos uma alternativa melhor que a simples argumentação:

vamos experimentar!

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O Método Científico

• Defina um problema.
• Informe-se a respeito dele.
• Forneça uma resposta tentativa e avalie suas implicações.
• Realize experimentos que testem essas implicações.
• Análise e interprete os resultados dos experimentos.
• Se necessário, modifique a resposta original e realize novos experimentos.
• Repita esse ciclo até validar sua resposta.
• (Publique seu trabalho!).

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Problema
 Como os planetas se movem?
 O que causa o cólera?
 O que causou a extinção dos dinossauros?
 É possível colorir qualquer mapa com apenas 4 cores?

Algo que merece uma explicação

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Hipótese

 Os planetas giram em torno do Sol


 Cólera é transmitido ao beber água contaminada
 Os dinossauros desapareceram por uma mudança climática causada pela queda
de um asteroide
 Sim, qualquer mapa pode ser colorido com um máximo de 4 cores

Resposta tentativa para o problema

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Experimento

 Calcular e observar as posições dos planetas


 Analisar a conexão entre as fontes de água potável e os casos de cólera
 Encontrar evidências para o impacto do meteorito
 Estabelecer um procedimento formal que permita colorir qualquer mapa

Teste reprodutível da hipótese

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Em resumo

 Uma técnica para distinguir a “verdade” da “mentira,” à prova de preconceito.

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Método Científico

1. Características fundamentais
• Os experimentos têm de ser reprodutíveis
• As hipóteses têm de ser refutáveis
• Os resultados têm de ser comunicados (expostos a crítica)
2. Erros comuns ao aplicá-lo
• Desqualificar dados que não confirmam a hipótese
• Falta de estimativa quantitativa da incerteza nos resultados

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Refutável?

 A hipótese “ a Lua é povoada por pequenos seres verdes que se escondem


quando olhamos ou chegamos perto deles” é irrefutável: esses seres são tais
que não podemos observá-los.

 A hipótese “não há pequenos seres verdes na Lua” é refutável: basta


observarmos um pra derrubar a hipótese (vale para OVNIs, abominável
homem das neves, ...)

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De hipótese a teoria

 Hipótese: afirmação limitada ligando causa e efeito antes mesmo da


experimentação.
 Meu carro não pega. Hipótese: a bateria morreu.
 Modelo: a hipótese foi validada, ainda que de modo limitado.
 Modelo atômico de Bohr, Modelo de Hook para uma mola
 Lei ou Teoria: hipótese(s) confirmada(s) através de repetidos testes
experimentais. Tem poder preditivo
 Lei da gravitação de Newton e teoria geral da relatividade

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A Ciência avança (é “auto-corretiva”)

Novas teorias assimilam as antigas

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Conclusão

 O Método Científico está intimamente associado à Ciência


 Estabelece práticas desenvolvidas pelos cientistas para produzir resultados
não tendenciosos
 Ele parece simples, mas trata do complexo “como aprendemos o que sabemos?”
 Distingue ciência de outras formas de explicação de um fenômeno

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O RELATÓRIO
A preparação dos relatórios deverá seguir um conjunto de regras básicas que ajudarão na apresentação
dos resultados e rápida compreensão destes. De uma forma geral, os relatórios deverão conter as
seguintes seções.

 Capa
 Sumário
 Objetivo
 Resumo
 Introdução Teórica
 Procedimento Experimental
 Conclusão
 Referências Bibliográficas

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O RELATÓRIO
Capa:
Um padrão de capa deve ser criado para cada grupo e mantido em todos os relatórios como uma identidade
do grupo. Esta capa deve conter:

 Nome da disciplina
 Nome da instituição
 Nome do experimento
 Turma
 Nome dos alunos que compõem o grupo em ordem alfabética
 Data da execução do experimento
 Data de entrega

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O RELATÓRIO

Exemplo de Capa

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O RELATÓRIO
Objetivo:

Os objetivos de um experimento são apresentados no inicio de cada roteiro. Este deve ser colocado no
relatório para resgatar as motivações do experimento no momento da preparação do relatório. Observe que a
conclusão deve fazer referência aos objetivos traçados nesta seção.

Exemplo de Objetivo:

 O objetivo deste experimento é encontrar a velocidade final de um corpo após rolar por um plano inclinado
através de um estudo do seu Movimento Retilíneo Uniformemente Acelerado e também pela Conservação de
Energia.

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O RELATÓRIO
Resumo:

O resumo deve conter uma descrição sucinta do trabalho desenvolvido e dos resultados obtidos. No resumo é
importante mostrar ao leitor fatos relevantes que motivem a ler o restante do trabalho. Lembre-se que muitos
pesquisadores ao procurarem por um assunto leem apenas os resumos.

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O RELATÓRIO
Introdução:
A introdução deve situar o leitor no assunto. Em geral a introdução contém um histórico do que já foi desenvolvido
sobre o assunto, os resultados relevantes existentes na literatura, e em função disto esta é a seção que contem o
maior número de citações. Outro componente da introdução é o embasamento teórico sobre o assunto estudado, isto
é, onde se explica a física ou a química envolvida. Em ambos os casos isto não significa uma mera listagem de
fórmulas e equações envolvidas no experimento.

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O RELATÓRIO
Procedimento Experimental

Nesta seção são descritos os procedimentos empregados para efetuar as medidas e são descritas as montagens
experimentais utilizadas. Diagramas esquemáticos das experiências são bastante úteis pois facilitam a visualização.
Este procedimento não é uma cópia do roteiro do experimento pois o mesmo não contém detalhes relevantes que
somente podem ser percebidos durante a elaboração da experiência. Lembre-se que seu leitor deve ser capaz de
reproduzir o experimento a partir da leitura desta seção.

Resultados e Discussão

Esta seção é o coração do relatório. Nela são apresentados os dados obtidos em forma de tabelas, gráficos e
diagramas. Lembre-se que quando o volume de dados é elevado os gráficos devem ter preferência sobre as tabelas.
Os resultados experimentais devem ser confrontados com as previsões teóricas e com os resultados existentes na
literatura citada na introdução. Quando são efetuados cálculos complexos não é necessário descrever todas as
etapas do processo. No caso dos resultados experimentais, dentro das estimativas de erro, apresentarem
discrepâncias com as previsões teóricas o procedimento experimental deverá ser reavaliado (isto porque no nosso
caso os resultados são muito bem conhecidos). Na vida real pode ocorrer que discrepância devido à falha dos
modelos teóricos existentes, ou das medidas feitas previamente. Lembre-se que toda medida experimental
apresenta incerteza e portanto as contas efetuadas devem levar estas em consideração. Ex.: Medida de uma
borracha plástica efetuada com uma régua com divisão em milímetros – A = (42,0 + 0,5) mm.

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O RELATÓRIO
Conclusão:

A conclusão deve abordar brevemente o experimento efetuado, os resultados obtidos e a que conclusões estes
resultados levam. Em alguns casos se discute possíveis rumos desta investigação. Comentários do tipo: “O experimento
foi muito proveitoso....” e outro similares deve ser evitados.

Referências

[1] I.Responsável e A.Berração, “Influência dos mésons-p na organização de um formigueiro” J. Pesq.Inuteis 46


(1997) 171-172.
[2] A. Nonimo, D. Sconhecido “I can’t write the abstract: What a hell” Proc. 156th Int. Conf. on Environmental
consequences of writing abstracts, pp. 10-16, Seatown, Waterland, 1-4 April 1989. Publisher.

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