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Hortência Mulau

Comunicação nas aulas de matemática, uma estratégia para desenvolver competências


comunicativas nas crianças do 1º ciclo. Caso EPC de Machava-A

Licenciatura em Ensino Básico

Universidade Pedagógica
2019
Índice de Tabelas e Gráficos
Hortência
Tabela 1: Nível académico dos professores Mulau
............................................. Error! Bookmark not defined.
Tabela 2: Anos de experiencia profissional dos
professores…………………………………….Error! Bookmark not defined.
Tabela3: Distribuição da amostra por sexo………………………………………………………28
Gráfico 1. Exploração de uma situação de comunicação (histórias, jogos, imagens, etc.) e
formação de frase que contenha a letra em estudo………………………………………………29
Comunicação
Gráfico nasfrase
2. Leitura da aulas de matemática,
e destaque uma estratégia para desenvolver competências
da Palavra-Chave………………………………….…….30
comunicativas
Gráfico 3. Leitura nas crianças
da palavra-chave do 1ºem
e sua divisão ciclo. Caso EPC de Machava-A
sílabas…………………………………...30
Gráfico 4.Leitura da sílaba-chave e destaque/identificação da letra em estudo……………...….31
Gráfico 5.Formação de novas sílabas com a letra em estudo……………………………………31
Gráfico6.Formação de novas palavras com a letra em estudo………………….………………..32
Gráfico7.Formação de novas palavras com a letra em estudo…………………………………...33

Projecto de pesquisa, sobre comunicação nas aulas


de matemática como estratégia para desenvolver o
raciocínio matemático das crianças do 1º ciclo, a ser
apresentado ao Docente da cadeira de Culminação de
curso para efeitos de avaliação final.

Docente: Mestre. Amílcar Jotamo

Universidade Pedagógica
2019
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Tema: Comunicação nas aulas de matemática, uma estratégia para desenvolver competências
comunicativas nas crianças do 1º ciclo. Caso EPC de Machava-A, 2019.
1. Introdução
O presente projecto de pesquisa é concebido no âmbito do estudo da cadeira de didáctica de
matemática, para efeitos de avaliação final. Ele se debruça sobre a comunicação nas aulas de
matemática como recuso com maiores potencialidades para desenvolver o raciocínio matemático
dos alunos do 1º ciclo. A pesquisa objectiva compreender como a comunicação nas aulas da
matemática pode desenvolver o raciocínio matemático dos alunos do 1º ciclo do ensino Primário.
A Comunicação nas aulas de matemática constitui uma ferramenta fundamental para o alcance
da eficácia, ou seja, dos objectivos do ensino da matemática no primeiro ciclo. Ela envolve
relações sociais e a regulação do comportamento assim como das emoções desde a infância até a
vida adulta. É através da comunicação que se estabelecem relações interpessoais, razão pela qual
é indispensável à vida humana, sobretudo nas aulas de matemática.
Uma boa comunicação (dialéctica) na aula de matemática permite que ocorra aprendizagem
dentro de um clima de respeito mútuo, a cooperação, criatividade e a dinâmica no processo de
aprendizagem. O que para além de garantir uma aprendizagem activa da matemática, permite ao
aluno desenvolver o raciocínio matemático.
Na elaboração deste projecto, para além da minha reflexão fez – se a leitura de obras que
debruçam sobre o tema em causa.
Portanto, para além da introdução o projecto apresenta os seguintes itens: Problematização,
Justificativa, Objectivos, Perguntas de Pesquisa, Metodologia, População e Amostra.

1.1. Problematização
Com a implementação do currículo de 2004, o ensino primário foi organizado em três ciclos, isto
é, unidades de aprendizagem, com intuito de desenvolver habilidades e competências
específicas: o primeiro ciclo constituído pela primeira e segunda classes, o segundo pela terceira
a quinta e por fim o terceiro que engloba sexta e sétima classes. Um dos principais objectivos do
primeiro ciclo e garantir que os alunos desenvolvam as competências básicas sobre cálculos das
quatro operações. Não obstante, no âmbito da realização das práticas pedagógicas constatou-se
que os alunos têm dificuldades em relacionar os conteúdos matemáticos com fenómenos que
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acontecem no seu dia-a-dia, ou seja, tem dificuldades em usar o raciocínio matemático para que
resolver problemas do seu quotidiano.
Portanto, uma das causas que foi constatado de forma superficial foi a défice de comunicação nas
aulas de matemática, pois os professores não desenham as actividades de acordo com as
experiencias quotidianas do aluno, o que faz com que os alunos estejam limitados na
participação activa nas aulas de matemática. Também constatou-se que entre os alunos e
professores reina uma relação de opressão, sendo professor o opressor e aluno o oprimido. A
opressão ocorre através da centralização do processo de ensino, isto é, os alunos são limitados na
sua actuação visto que o professor coloca-se na posição do detentor de conhecimento e chefe,
aquele que impõe as estratégias de ensino-aprendizagem.
É Neste contexto que pretendemos realizar a presente pesquisa e para permitir uma orientação
clara sobre o assunto, levantamos a seguinte questão: Como é que a comunicação nas aulas de
matemática pode desenvolver competências comunicativas nas crianças do 1º ciclo?

1.2. Justificativa
O estudo sobre a comunicação nas aulas de matemática, como estratégia para desenvolver o
raciocínio matemático das crianças do 1º ciclo é de extrema importância visto que através do
raciocínio matemático as crianças podem analisar e resolver questões do seu dia-a-dia usando
conteúdos apreendidos nas aulas de matemática. As falhas da comunicação nas aulas de
matemática comprometem o desenvolvimento do raciocínio matemático dos alunos do 1º ciclo
assim como faz com que os mesmos não compreendam que existem relações entre os conteúdos
matemáticos e as questões do seu quotidiano.
Esperamos que o estudo venha a despertar consciência da atitude reflexiva no seio do corpo
docente sobre a importância da comunicação nas aulas de matemática, contribuindo desta forma
para a melhoria da qualidade do ensino-aprendizagem. Esperamos ainda que o estudo venha
proporcionar conhecimentos técnicos científicos e metodológicos aos professores, auxiliando –
lhes na compreensão de casos e/ou problemas relacionados com aprendizagem dos alunos.
O interesse em estudar este tema surge no âmbito das práticas pedagógicas pois foi possível
observar que muitos alunos graduados no primeiro ciclo têm dificuldades em interpretar
fenómenos usando o raciocínio matemático.
Portanto, em linhas gerais o estudo tem a seguinte relevância:
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 A nível individual: proporcionar uma visão sobre a Comunicação nas aulas de matemática,
como estratégia para desenvolver o raciocínio matemático das crianças do 1º ciclo;
 A nível institucional: despertar consciência da atitude reflexiva no seio do corpo docente
sobre a importância da comunicação nas aulas de matemática, contribuindo desta forma para
a melhoria da qualidade do ensino-aprendizagem;
 No âmbito social: garantir a melhor inserção do aluno na sociedade assim como
permitindo-lhe uma participação activa no desenvolvimento económico e social da sua
comunidade. Por exemplo através do conhecimento da formula perímetro de um rectângulo
a criança pode ajudar a sua família em calcular o comprimento do arrame de vedação
necessário para vedar o quintal, evitando desperdícios.

1.3. Objectivos
1.3.1. Objectivo Geral:
- Compreender como a comunicação na aula da matemática pode desenvolver o raciocínio
matemático dos alunos do 1º ciclo do ensino Primário.

1.3.2. Objectivos Específicos


- Identificar os tipos de comunicação existente nas aulas de matemática no 1º ciclo do ensino
Primário;
- Caracterizar os tipos de comunicação existente nas aulas de matemática do 1º ciclo do ensino
Primário.
- Descrever as potencialidades da comunicação nas aulas de matemática no desenvolvimento do
raciocínio matemático dos alunos do 1º ciclo do ensino Primário.
1.4. Questões de Pesquisa
- Quais são os tipos de comunicação existentes nas aulas de matemática do 1º ciclo do ensino
primário?
- Que tipos de linguagem os professores utilizam nas aulas de matemática do 1º ciclo do ensino
Primário?
- Quais são as potencialidades da comunicação nas aulas de matemática no desenvolvimento do
raciocínio matemático dos alunos do 1º ciclo do ensino Primário?
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2. Revisão da Literatura

2.1.Discussão de Conceitos Básicos


Neste trabalho são consideradas como palavras básicas e frequentes em todo trabalho as
seguintes: Comunicação, estratégias de ensino, competências comunicativas

Comunicação
Em conformidade com ANTÃO (1999:56), a comunicação é o processo pelo qual um emissor se
relaciona com um receptor através de uma mensagem transmitida em código por um canal.
Numa outra linha de ideia, a comunicação é caracterizada como um processo que consiste em
transmitir ou fazer circular informações, conjunto de dados total ou parcialmente desconhecidos
do receptor antes do acto comunicativo, no qual o emissor (entendido como fonte de informação)
e o receptor (entendido como destinatário) compartilham de um mesmo código, de modo a que
seja possível a compreensão da mensagem (BORELLI, 2005:22).
Ao definir-se comunicação faz-se referência a alguns elementos que permitem a sua realização.
Estes elementos são designados por elementos do processo de comunicação e que são: o emissor,
o receptor, a mensagem, o código, o canal e o contexto. (BORELLI, 2005:147)
A comunicação pode ser: Verbal Oral (interpessoal ou grupal); Verbal Escrita; Não-verbal
(Gestual, Visual, uso de sinais e/ou olhar) não obstante é fundamental que essa classificação da
comunicação fez baseando nos tipos de linguagem.
Com essas definições conclui-se que, o acto de se comunicar implica necessariamente em
entendimento de uma dada compreensão. Diante dessa observação, é possível entender que
comunicar significa a relação estabelecida entre o emissor e receptor dentro da sociedade; ela é
responsável pela troca de experiência, de informações e significa compartilhar, tornar comum
algo ou alguma coisa com outro indivíduo

Estratégia de ensino
É uma organização ou arranjo sequencial de acções ou actividades de ensino que são utilizadas
durante um intervalo de tempo e com finalidade de levar os alunos a realizarem determinadas
aprendizagens. VIEIRA (2005:16).
As estratégias de ensino visam à consecução de objectivos, portanto, há que ter clareza sobre os
objectivos que se pretendem alcançar no processo de ensino- aprendizagem.
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Esses procedimentos de ensino geram consequências para a prática docente exigindo ao


Professor que tenha uma proposta pedagógica clara devendo todas as mediações estarem
estreitamente articulados.
Por isso, as estratégias são técnicas determinantes e relevantes para o processo de aprendizagem,
constituindo poderosos mediadores para a motivação dos alunos de modo que obtenham excelentes
resultados na aprendizagem.

Competências comunicativas
Para INDE/MINED (2003:248), A competência comunicativa é a capacidade do usuário da
língua de produzir e compreender textos adequados a produção de efeitos de sentidos desejados e
situações especificas e concretas de interacção comunicativa. Portanto, é a capacidade de utilizar
os enunciados da língua em situações concretas de comunicação.

2.2.Concepções sobre comunicação na aula de matemática


PONTE (1998:17) considera essencial que os alunos aprendam Matemática mas também Que a
aula se traduza num espaço agradável. Acha que é importante que o professor “Fuja à
monotonia” criando “momentos diferentes” ao longo da aula bem como aulas diferenciadas.
Defende também que os alunos devem trabalhar de formas distintas, trabalho individual, de
grupo, aos pares”. Na sua perspectiva, a utilização de “materiais e novas tecnologias” constitui
um meio poderoso para envolver os alunos activamente nas aulas.
Qualquer que seja o tipo de aula, Autor defende que os alunos têm de poder falar, questionar em
“qualquer momento da aula”, ser ouvidos atentamente pelo professor e pelos colegas num
ambiente de respeito mútuo. Ao contrário do que sentiu quando era aluna, constata que os seus
alunos são muitas vezes solicitados para participar na aula, procurando mantê-los concentrados
no assunto em discussão. Refere, “estou sempre a fazer perguntas e obrigo-os portanto a estarem
atentos, e controlo a atenção deles”. Quando vê “que um aluno está mais distraído” chama-o ou
faz-lhe uma pergunta; considera desejável que os alunos estejam “muito activos”.
Sente que o seu papel é estar atenta às dificuldades dos alunos e “nunca deixar um aluno ficar
com dúvidas”. No entanto, sublinha que podem ser os próprios colegas a ajudar. Diz: “se um
aluno intervém para explicar ao colega, dou prioridade sempre aos alunos”. Como professora,
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tenta provocar essas situações, colocando questões, respondendo com novas questões ou
remetendo para a turma as questões colocadas por um aluno.

2.3.Tipos de linguagem na aula de matemática


Nas aulas de matemática, a comunicação, desenvolve-se sobretudo pela linguagem oral,
naturalmente complementada pela linguagem gestual. Recorre também, a linguagem escrita, a
linguagem icónica (desenhos e ilustrações), e por vezes a dramatizações. (PONTE 2000:118)
A comunicação através da linguagem oral tem um papel fundamental na aula de matemática. Ela
é imprescindível para que os alunos possam ouvir o que o professor tem a dizer, exprimir as suas
ideias e confronta-las com as ideias dos seus colegas.
A comunicação através da linguagem escrita, proporciona uma oportunidade também importante
de expressão das ideias matemáticas. Os registos efectuados no quadro e no caderno do aluno
desempenham um papel estruturante que assume uma importância significativa na aprendizagem

2.4.Estratégias de comunicação na aula de matemática


Existem três estratégias fundamentais de comunicação entre dois ou mais intervenientes:
Exposição- em que um dos intervenientes narra uma história ou expõe uma ideia;
A exposição de uma história, de uma experiencia, de uma ideia pode ser feita pelo professor ou
pelos alunos. Os ouvintes podem participar fazendo perguntas de esclarecimento. A realização da
exposição pelo professor é uma prática bastante comum no ensino, servindo para introduz
informação para explicar um procedimento ou para sistematizar um certo trabalho. No entanto os
próprios alunos devem ser também encorajados a realizar exposições previamente preparadas
organizando os seus pensamentos e desenvolvendo a sua argumentação de acordo com a reacção
da audiência.

Questionamento- em que um dos intervenientes faz perguntas aos outros; (PONTE 2000:118)
No questionamento, o professor faz perguntas sucessivas, com determinado objectivo.
Questionando os alunos, o professor pode detectar dificuldades ao nível da compreensão dos
conteúdos e dos processos matemático, ajuda-los a pensar, motiva-los para participar e saber se
eles estão a acompanhar o trabalho da aula.
Na aula de matemática, podemos considerar três tipos fundamentais de perguntas:
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As perguntas de focalização ajudam o aluno a seguir um certo percurso de raciocínio por


exemplo o aluno esta pedido no meio de um calculo e não sabe o que fazer. Através de uma
pergunta o professor dá-lhe orientação a cerca do passo seguinte a realizar.
Perguntas de confirmação sevem para verificar os conhecimentos dos alunos. Poe exemplo
“ quanto é 5+5?”, o que é um triângulo? Neste caso o professor sabe de antemão a resposta, mas
está a certificar-se se os alunos também a conhecem.
Quando os alunos conseguem responder correctamente as perguntas do professor interiorizam
melhor as ideias e ganham confiança em si mesmos
As perguntas de inquirição visão o esclarecimento do professor. Este procura obter informação
de que não dispõe: “ Como chegaste a este resultado?” “ O que pensas da afirmação da Marta?”
Cada um destes tipos de perguntas deve ser usado de modo equilibrado e na altura própria.
PONTE (2000:120), propõe algumas técnicas de questionamento para o uso em aulas de
matemática:
 Fazer uma pausa depois de uma pergunta- uma pausa maior da ao aluno tempo para
pensar e para ganhar confiança antes de responder
 Evitar responder as suas próprias perguntas- sob o risco de os alunos pensarem que eles
não são obrigados a responder
 Pedir aos alunos justificar as suas respostas- ajudará aos alunos que não sabiam responder
a pergunta inicial a responder como é que se chegou a resposta. Encorajará igualmente a
discussão entre os alunos e eliminará as respostas ao acaso.
 Evitar colocar perguntas que se baseiam quase exclusivamente no uso da memória.
 Esperar a reacção da turma depois da resposta de um aluno- esta é uma forma de
encorajar aos alunos a ouvirem-se uns aos outros.
 Insistir na atenção durante as discussões- permite que os alunos aprendam a ouvir o
professor, a ouvirem-se uns aos outros e a ouvirem toda gente.
 Substituir exposições por um conjunto de perguntas apropriadas.
 Evitar que as perguntas façam apelo a respostas orais em grupo.
Discussão- Em que os diversos intervenientes interagem expondo ideias e fazendo perguntas uns
aos outros. (PONTE 2000:119)
Na discussão o controlo passa sucessivamente de interveniente para interveniente e o registo
alterna-se entre o afirmativo e o interrogativo. Uma discussão tem sempre um objectivo e pode
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ser a estratégia a seguir para a realização de uma tarefa, avaliação de uma dada solução o balanço
do trabalho realizado ao longo de todo um período.
Uma discussão pode envolver participantes que tem ideias já bem definidas em relação a um
dado assunto, e que argumentam as suas posições com convicção, mas também pode envolver
participantes que estão a fazer uma exploração inicial de um assunto procurando pensar em voz
alta em conjunto sobre ele.

2.5.Papel do Professor na comunicação em aula de matemática


O professor tem o papel de moderador, gerindo a sequencia de intervenções e orientando se
necessário o respectivo conteúdo.
Na resolução de um, problema os devem explorar as sugestões dos alunos, ajuda-los a avaliar as
sugestões dos colegas e reflectir criticamente sobre ela, levando objecções e implicações.
O professor deve conduzir a comunicação na aula de matemática de modo a que os alunos
oiçam, respondam, comentem e façam perguntas uns aos outros.
Procurar que os alunos formulem questões, proponham conjecturas e apresentem soluções,
explorem exemplos e contra-exemplos e utilizem argumentos matemáticos para determinar a
validade de afirmação, tentando convencer-se a si próprio e aos outros
O professor deve garantir que a comunicação se efectue em múltiplos sentidos- dele para os
alunos dos alunos para si e entre os próprios aluno, para isso, deve fomentar interacções entre
todos os intervenientes na aula, estabelecendo as regras adequadas.
Os processos comunicativos abrangem domínios diversos que incluem actos discursivos assim
como silêncios, gestos e comportamentos, olhares e posturas, acções e omissões.
 De acordo com Menezes (s/d:7) os defensores da teoria matemática da informação, a
comunicação pode ser equacionada em três níveis:
 Técnico, que se refere à precisão com que se processa a transmissão de informação do
transmissor para o receptor;
 Semântico, que se refere à exactidão do significado das informações que são transferidas até
ao destinatário;
 Pragmático, que se refere à capacidade das informações influenciar o comportamento do
destinatário no processo de comunicação.
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A comunicação matemática escrita faz forte uso dos símbolos próprios dessa ciência. Estes
símbolos permitem uma escrita condensada, facilitam a precisão da linguagem própria da
matemática e, em certos casos, permite processos de cálculos extremamente expedidos. Os
símbolos constituem um importante auxiliar do raciocínio matemático desde que sejam bem
compreendidos, (ESTANQUEIRO 2010:41).
Um professor competente, depois de explicitar o tema e os objectivos da aula, apresenta os
conteúdos essenciais previamente seleccionados e organizados, relacionando-os, sempre que
possível, com quilo que os alunos já sabem. Os alunos aprendem melhor quando conseguem
ligar os novos conteúdos às aprendizagens anteriores e à realidade concreta em que se inserem.
Há vantagens em partir das vivências dos alunos embora não se deva reduzir o ensino aos
interesses imediatos.
É arriscada a pretensão de ser exaustivo e transmitir muita informação numa só aula. Importa a
qualidade, não a quantidade. O excesso de informação provoca ansiedade e inibe a
aprendizagem. Por isso, um professor competente procura equilibrar a dose de conteúdos, de
acordo com a idade, a cultura, a experiencia, os interesses e as capacidades dos alunos.
O tempo dedicado a exposição oral depende da matéria,dos objectivos da aula e do nível de
escolaridade dos alunos. Os alunos mais novos, a exposiçao terá de ser mais breve.
Uma exposição eficaz implica, entre outras condiçoes a organizaçao dos contedos, clareza de
linguagem e recursos multimédia adequados. É preciso saber o que se diz e como se diz.
Uma boa pratica na exposição oral é insistir, de diferentes modos, nas ideias principais,
distinguindo factos de opiniões. História de vida, sobretudo histórias ligadas à matéria e
exemplos concretos são importantes se ajudarem a despertar a curiosidade dos alunos e focar a
sua atenção no essencial. Uma exposição organizada, além de facilitar a escuta activa e a
compreensão dos conteúdos transmitidos, permite ao aluno participar melhor nas aulas e tomar
apontamentos. o ritmo da exposição não deve ser tão lento que pareça um ditado, nem tão rápido
que deixe para trás os mais fracos.um professor só vai longe se caminhar com os alunos,
(ESTANQUEIRO 2010:33)
De acordo com ESTANQUEIRO (2010:54), quando participam em debates, os alunos devem
seguir regras básicas tais como:
 Pedir a palavra, levantando o braço;
 Esperar a sua vez de falar;
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 Falar com clareza e convicção;


 Escuta os outros com atenção e espírito crítico;
 Não interromper quem está no uso da palavra;
 Tentar compreender as ideias dos outros;
 Saber discordar sem agressividade;
 Aceitar discordâncias com serenidade;
 Mostrar abertura do espírito a novas perspectivas;
Respeitar as pessoas, independentemente das suas ideias.
.
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3. Procedimentos Metodológicos
Neste tópico vamos descrever a metodologia que iremos aplicar de modo a concretizar a nossa
pesquisa.

3.1.Tipo de pesquisa
De acordo com GIL (2008:27) sobre os tipos de pesquisa, o presente trabalho e caracterizado por
ser uma pesquisa explicativa cujo objectivo é Compreender como a comunicação na aula da
matemática pode desenvolver competências comunicativas nas crianças do 1º ciclo.
Quanto a análise de dados a pesquisa será de carácter qualitativo. No entanto, na perspectiva de
ILES ITUMBIARA/GO - ULBRA (2011:13), Pesquisa qualitativa é basicamente aquela que busca
entender um fenómeno específico em profundidade. Ao invés de estatísticas, regras e outras
generalizações, a qualitativa trabalha com descrições, comparações e interpretações.

3.2.Colecta de Dados: Técnicas e instrumentos


A colecta de dados ocorrerá conforme as seguintes etapas:
i) Observação das aulas, ou seja, assistir as aulas. Consiste em acompanhar as aulas
leccionadas pelos professores que constituem a nossa amostra de modo a apurar os tipos
de comunicação patentes nas aulas de matemática.
ii) Pesquisa documental, leitura de artigos e documentos que debruçam sobre o problema
em causa. A pesquisa bibliográfica e um apanhado geral sobre os principais trabalhos já
realizados, revestido de importância por serem capazes de fornecer dados actuais e
relevantes relacionados com o Tema. LAKATOS & MARKONI (2003:158)

3.3.População e Amostra
Constitui população para esta pesquisa 17 professores que leccionam o primeiro ciclo na Escola
Primaria Completa Machava-A, portanto a neste estudo iremos trabalhar com a população pois
trata-se duma população fácil de abranger.
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4. Cronograma
Actividades Meses
Outubro Novembro Janeiro Fevereiro
Concepção do trabalho
Elaboração do tema do
projecto
Pesquisa bibliográfica
Elaboração do pré-projecto
Trabalho de campo
Síntese dos dados recolhidos
Correcção da redacção e
revisão bibliográfica
Entrega do projecto final

4.1.Orçamento
Nr. Material necessário Custo (MT) Observação
01 Papel A4 150,00
04 Canetas azuis/pretos 20,00
01 Pasta de material usado 45,00
Impressão 100,00
Transporte 250,00
Alimentação 200,00
Total
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5. Bibliografia
- ANTÃO, J. (1999), A comunicação na Sala de Aula, Porto: Edições ASA
- BORELLI, V. “É impossível não comunicar”: reflexões sobre os fundamentos de uma nova
Comunicação. Diálogos possíveis. Revista da Faculdade Social da Bahia, ago-dez 2005, Ano 4,
nº. 2.
- GIL, António Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa Social. 5ª Edição, Atlas Editora. São
Paulo, 1999.
- VERGANI, Teresa, educação de matemática, Lisboa, 2º ed. são Paulo, Cortez 1998
- CARDOSO, O. O. Comunicação empresarial versus comunicação organizacional: novos
desafios teóricos. Rev. Adm. Pública, Dezembro 2006, vol.40, nº. 6.
- PONTE, João Pedro e SERRAZINA, Maria. Didáctica de matemática do 1º ciclo.
Universidade Aberta. Lisboa. 1989.
- DIVIS, flora, comunicação não-verbal, Lisboa, 22º ed, são Paulo, Cortez 2001.
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Índice
1. Introdução ................................................................................................................................ 1
1.1. Problematização ................................................................................................................... 1
1.2. Justificativa .......................................................................................................................... 2
1.3. Objectivos ............................................................................................................................ 3
1.3.1. Objectivo Geral: ............................................................................................................... 3
1.3.2. Objectivos Específicos ..................................................................................................... 3
1.4. Questões de Pesquisa ........................................................................................................... 3
2. Revisão da Literatura ............................................................................................................... 4
2.1. Discussão de Conceitos Básicos .......................................................................................... 4
2.2. Concepções sobre comunicação na aula de matemática ...................................................... 5
2.3. Tipos de linguagem na aula de matemática ......................................................................... 6

2.4. Estratégias de comunicação na aula de matemática ............................................................ 6

2.5. Papel do Professor na comunicação em aula de matemática ............................................... 8

3. Procedimentos Metodológicos .............................................................................................. 11


3.1. Tipo de pesquisa ................................................................................................................ 11
3.2. Colecta de Dados: Técnicas e instrumentos....................................................................... 11
3.3. População e Amostra ......................................................................................................... 11
4. Cronograma ........................................................................................................................... 12
4.1. Orçamento .......................................................................................................................... 12
5. Bibliografia ............................................................................................................................ 13