Redação Oficial para Auditores TCDF e TCU
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José Maria
Língua Portuguesa para Auditor do TCDF + TCU Aula 10
Sumário
SUMÁRIO ..................................................................................................................................................2
LISTA DE QUESTÕES...............................................................................................................................44
GABARITO ..............................................................................................................................................48
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Redação Oficial
Moçada, é chegada a hora de falarmos sobre
Redação Oficial, a chamada Redação de
Correspondências Oficiais.
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No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o serviço público (este/esta ou aquele/aquela
Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum
assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e o destinatário dessa comunicação é o
PÚBLICO, uma instituição privada ou outro órgão ou entidade pública, do Poder Executivo ou dos
outros Poderes. Além disso, deve-se considerar a intenção do emissor e a finalidade do documento, para
que o texto esteja adequado à situação comunicativa.
COMENTÁRIOS:
Como se lê, o REMETENTE É SEMPRE O SERVIÇO PÚBLICO; o assunto tratado no documento diz
respeito UNICAMENTE ao órgão público; e o DESTINATÁRIO pode ser outro órgão público, MAS TAMBÉM
PODE SER UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA OU O PÚBLICO EM GERAL, OU SEJA, PARTICULARES.
As bancas tentarão enganar vocês dizendo que a correspondência pode ser remetida tanto pelo
serviço público como pelo próprio público, o que é ERRADO, pois o REMETENTE É SEMPRE O
SERVIÇO PÚBLICO. Também vão tentar enganar vocês afirmando que a correspondência oficial deve
ser dirigida de órgão público NECESSARIAMENTE para outro órgão público, o que é ERRADO, pois o
destinatário, como vimos, pode ser uma instituição privada ou o público em geral - particulares.
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Com referência a aspectos gerais da redação oficial e à adequação da linguagem ao tipo de documento, julgue
o item seguinte de acordo com as disposições do Manual de Redação da Presidência da República.
As comunicações oficiais são remetidas em nome do serviço público ou do próprio público, representado pelo
conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
As comunicações oficiais são remetidas SEMPRE em nome do serviço público. Isso significa que o remetente é
sempre um órgão do serviço público, nunca um particular ou uma instituição privada.
Resposta: ERRADO
Com relação a aspectos gerais de forma e de linguagem das comunicações oficiais, julgue o item que se segue,
conforme o Manual de Redação da Presidência da República.
Nas comunicações oficiais, há sempre um único comunicador, o serviço público, sendo os receptores dessas
comunicações o próprio serviço público ou o conjunto de cidadãos ou instituições, estes tratados de forma
homogênea.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
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Destaque deve ser dado ao item 3 – Atributos da redação oficial –, detalhado nas páginas 17 a 20.
art. 37: “A administração pública direta, indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade, a impessoalidade e a eficiência princípios
fundamentais de toda a administração pública, devem igualmente nortear a elaboração dos atos e
das comunicações oficiais.
CLAREZA E PRECISÃO
Diz o Manual (os grifos são meus):
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COMENTÁRIOS:
Destaquemos o fato de a recomendação ser pelo emprego de uma linguagem simples, o que não implica,
como veremos mais adiante, dispensar o emprego da norma culta. É imprescindível o emprego da norma culta,
porém deve-se privilegiar o emprego de uma linguagem simples, de conhecimento comum, permitindo-se o
emprego da linguagem técnica quando realmente se fizer necessário.
O Manual sugere o não emprego de neologismos (palavras novas, inventadas, não dicionarizadas) e
regionalismos. Além disso, recomenda que o significado das siglas seja explicitado na 1ª aparição e sugere que
estrangeirismos sejam empregados apenas quando indispensáveis e que estes sejam grafados em itálico.
OBJETIVIDADE
Diz o Manual (os grifos são meus):
Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem redundâncias.
Para conseguir isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a ideia principal e quais são
as secundárias.
É errado supor que a objetividade suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto rude e
grosseiro.
COMENTÁRIOS:
Nada de novo aqui! Deve-se tomar ao pé da letra o alerta de que ser objetivo não significa se rude ou
grosseiro.
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CONCISÃO
Diz o Manual (os grifos são meus):
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que
consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras.
Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve eliminar
passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho.
Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada acrescentem
ao que já foi dito.
Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve evitar caracterizações e comentários supérfluos,
adjetivos e advérbios inúteis, subordinação excessiva.
COMENTÁRIOS
A concisão está intimamente ligada ao critério da objetividade. As bancas vão tentar empurrar para vocês
que a concisão é meramente escrever pouco, o que é ERRADO. A concisão consiste em expressar o que se tem
para dizer com o mínimo de palavras POSSÍVEL.
Como dito, não se admite eliminar partes substanciais (importantes) do texto, para atender a esse
critério.
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua
inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido
pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Brasil. Presidência da República. Manual de Redação da Presidência da República. 2.ª ed. Brasília, 2002.
Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o seguinte item, de acordo com o disposto no
Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
A concisão é uma qualidade da redação oficial que atende ao princípio da economia linguística, segundo o
qual se deve reduzir ao mínimo de palavras possível o conteúdo a ser comunicado, evitando-se
redundâncias ou trechos inúteis.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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RESOLUÇÃO:
Embora esse trecho tenha sido retirado da 2ª edição do Manual de Redação da Presidência da República, está
em perfeita consonância com a versão atual.
Resposta: CERTO
e) A concisão é uma característica dos textos oficiais que se concretiza por meio da economia de
pensamento.
RESOLUÇÃO:
Como explicitado no MRPR, a economia é de palavras, não de pensamentos.
COESÃO E COERÊNCIA
Diz o Manual:
Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são: referência, substituição,
elipse e uso de conjunção.
COMENTÁRIOS:
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IMPESSOALIDADE
Sem sombra de dúvidas, trata-se do mais importante atributo e alvo das mais numerosas “pegadinhas”.
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das
comunicações oficiais decorre:
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre
concebido como público, ou a uma instituição privada, a outro órgão ou a outra entidade pública.
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais
se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural não caber qualquer tom
particular ou pessoal.
COMENTÁRIOS
Galera, tomem cuidado com uma pegadinha clássica presente nas questões de Redação Oficial. A banca
tentará empurrar goela abaixo que o emprego da 1ª PESSOA DO SINGULAR fere o atributo da
IMPESSOALIDADE. Galera, essa afirmação está ERRADA! Vou repetir! Está ERRADA! Está ERRADA! Está
ERRADA!
O emprego do EU é mais do que natural nesse tipo de texto, haja vista que temos nele um remetente.
Entendam uma coisa: A IMPESSOALIDADE NÃO ESTÁ LIGADA AO EMPREGO DA PESSOA
GRAMATICAL. Ela está sim ligada À AUSÊNCIA DE IMPRESSÕES INDIVIDUAIS POR QUEM ENVIA; O
TRATAMENTO IMPESSOAL A QUEM RECEBE A COMUNICAÇÃO; O TEOR IMPESSOAL DO ASSUNTO
TRATADO.
O que isso quer dizer?
Quer dizer que, na correspondência oficial, não há marcas nem impressões individuais. Quem fala fala em
nome do órgão que representa. Todo o conteúdo do texto é de interesse da Administração Pública, e não dos
indivíduos presentes na comunicação.
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Considerando que o texto apresentado constitua um expediente hipotético, julgue o item seguir,
acerca de aspectos da redação oficial.
O uso da primeira pessoa (...) não viola a recomendação de impessoalidade da linguagem em
comunicações oficiais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Exato! A impessoalidade não está associada ao emprego da pessoa gramatical, mas sim à ausência de
impressões individuais.
Resposta: CERTO
A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da
República.
Decorre do princípio da moralidade a prescrição de que não deve haver impressões pessoais em textos
oficiais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Resposta: ERRADO
...
Senhor Ministro,
1. Com o objetivo de estimular a produção de pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento, a
Universidade das Garças criou, no ano de 2014, o Prêmio Professor Pesquisador.
2. A Cerimônia de Entrega das premiações da primeira edição do prêmio será às 19 h de 1.º de novembro de
2014 e terá lugar nesta Universidade.
3. Assim, gostaríamos de convidar Sua Excelência para participar da referida cerimônia entregando as
premiações aos escolhidos e também proferindo breve discurso de encerramento.
Respeitosamente,
...
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O uso da primeira pessoa do plural no último parágrafo do documento em questão fere o princípio da
impessoalidade, necessário nas comunicações oficiais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
A impessoalidade não está associada ao emprego da pessoa gramatical, mas sim à ausência de
impressões individuais.
Resposta: ERRADO
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FORMALIDADE
Importantíssimo atributo! Trata-se da linguagem empregada nos comunicados oficiais.
(...) a língua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade;
(...) o uso do padrão culto não significa empregar a língua de modo rebuscado ou utilizar figuras
de linguagem próprias do estilo literário;
Pode-se concluir que NÃO EXISTE PROPRIAMENTE UM PADRÃO OFICIAL DE LINGUAGEM, o que
há é o uso da norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo
uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas,
mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem
burocrática. O JARGÃO BUROCRÁTICO, COMO TODO JARGÃO, DEVE SER EVITADO, POIS TERÁ
SEMPRE SUA COMPREENSÃO LIMITADA.
COMENTÁRIOS:
A banca vai tentar opor simplicidade à norma culta, criando uma falsa dicotomia. Tentarão empurrar
goela abaixo que um texto simples necessariamente faz uso de coloquialismos que contrariam a norma culta,
O QUE NÃO É VERDADE!
É PLENAMENTE POSSÍVEL O EMPREGO DE UMA LINGUAGEM SIMPLES E CORRETA AO MESMO
TEMPO.
Outro ponto, deve-se evitar a linguagem técnica, burocrática, que faz uso de jargões típicos de
determinados falantes ou meio profissionais. A linguagem técnica, como vimos, não é proibitiva, mas deve ser
empregada quando realmente for necessária.
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Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua
inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido
pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Brasil. Presidência da República. Manual de Redação da Presidência da República. 2.ª ed. Brasília, 2002.
Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o seguinte item, de acordo com o disposto no Manual
de Redação da Presidência da República (MRPR).
Embora estabeleça parâmetros para o uso da língua em redações oficiais, o MRPR rejeita a adoção de um
padrão de escrita baseado em uma linguagem administrativa específica, alheia à evolução natural da
língua.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Exatamente!
Não há um padrão de linguagem técnica. A linguagem empregada nas comunicações oficiais simplesmente é
a culta.
Resposta: CERTO
Com relação às características gerais da redação oficial, julgue o item que se segue.
O uso de uma forma específica de linguagem administrativa contraria as normas de redação das
correspondências oficiais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Exatamente!
Resposta: CERTO
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A respeito dos aspectos gerais da redação oficial, assinale a opção correta de acordo com o Manual de Redação
da Presidência da República (MRPR).
a) A impessoalidade evita a interpretação ambígua que poderia resultar de um tratamento personalista dado
ao texto e é alcançada com a contribuição de atributos como concisão, clareza, objetividade e formalidade.
b) A fim de conferir clareza ao texto redigido, prescinde-se de sua releitura, que requer tempo e atenção para
corrigir erros.
c) Tendo em vista que as comunicações oficiais têm caráter público e finalidade de informar com o máximo de
clareza e concisão e que a impessoalidade contribui para o alcance dessa finalidade, o MRPR recomenda o uso
de padrão oficial de linguagem na redação de expedientes oficiais.
RESOLUÇÃO
Letra A – CERTA – Uma possível ambiguidade criada por um tratamento personalista seria a de associar o
conteúdo do documento ao órgão ou a pessoa que o envia.
Letra B – ERRADA – A releitura é sugerida pelo MRPR como forma de evitar erros gramaticais e inadequações
de linguagem.
Letra C – ERRADA – Não existe um padrão específico para a linguagem empregada na redação oficial. A
linguagem é simplesmente a culta, preconizada pela gramática normativa.
Letra D – ERRADA – De forma alguma! Sugere-se a explicação do significado da sigla em sua primeira aparição
no texto.
No que tange à linguagem dos atos normativos, com base no que orienta o Manual de redação da Presidência
da República, é correto afirmar que
a) as comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados
grupos. Não há dúvida de que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os
regionalismos vocabulares, tem sua compreensão dificultada. Entretanto, abre-se exceção para os jargões
técnicos, inerentes ao assunto abordado.
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b) o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza
de expressão. Caso se considere um caminho para a pobreza de linguagem, o uso do padrão culto possibilita,
com reservas, o emprego de linguagem rebuscada, mas não de contorcionismos sintáticos e figuras de
linguagem próprios da língua literária.
c) se deve buscar, em nome da uniformidade, um “padrão oficial de linguagem”, com uso do padrão culto nos
atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será
obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, e isso implica, necessariamente, que se consagre
a utilização de uma forma de linguagem burocrática.
d) a linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso
indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de
difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-
los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos
cidadãos.
e) a necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre do
próprio caráter público desses atos e comunicações. Em relação à sua finalidade, os atos oficiais estabelecem
regras para a conduta dos cidadãos e regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se
for empregada a linguagem técnica adequada própria do órgão regulador.
RESOLUÇÃO:
Identifiquemos com um realce o trecho errado em cada uma das letras:
A) as comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados
grupos. Não há dúvida de que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os
regionalismos vocabulares, tem sua compreensão dificultada. Entretanto, abre-se exceção para os jargões
técnicos, inerentes ao assunto abordado.
Comentários: Não há exceção quanto ao jargão técnico. Ele, assim como todo jargão, deve ser evitado.
B) o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza
de expressão. Caso se considere um caminho para a pobreza de linguagem, o uso do padrão culto possibilita,
com reservas, o emprego de linguagem rebuscada, mas não de contorcionismos sintáticos e figuras de
linguagem próprios da língua literária.
Comentários: Não se admitem rebuscamentos.
C) se deve buscar, em nome da uniformidade, um “padrão oficial de linguagem”, com uso do padrão culto nos
atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será
obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, e isso implica, necessariamente, que se consagre
a utilização de uma forma de linguagem burocrática.
Comentários: De forma alguma! Não existe um padrão oficial de linguagem nem se admite o emprego de
uma linguagem burocrática, restrita a alguns falantes.
E) a necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre do
próprio caráter público desses atos e comunicações. Em relação à sua finalidade, os atos oficiais estabelecem
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regras para a conduta dos cidadãos e regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se
for empregada a linguagem técnica adequada própria do órgão regulador.
Comentários: A linguagem técnica deve ser empregada somente quando estritamente necessária para o
entendimento do conteúdo do texto.
I. Em uma frase, pode-se dizer que a redação oficial é o modo em que o Poder Público elabora e compõe atos
normativos e comunicações.
II. A redação oficial deve se caracterizar pela pessoalidade e responsabilidade, uso do padrão da norma culta e
linguagem, podendo valer-se da informalidade desde que com clareza, concisão e uniformidade.
III. As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
cidadão brasileiro, e os regionalismos vocabulares ou jargões técnicos dificultam sua compreensão.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas
d) I, II e III.
RESPOSTA:
A afirmativa II está falsa, haja vista que a redação oficial é caracterizada pela impessoalidade.
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a) Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter informativo, ou estabelecem regras para a conduta
dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos
b) As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
cidadão brasileiro, evitando-se uma linguagem restrita a determinados grupos
c) Ressalte-se que não há distância entre a língua falada e a escrita uma vez que ambas compreendem
diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça
d) A linguagem técnica deve ser empregada em todas as situações de comunicação oficial, devendo ser
adotada no desenvolvimento das mensagens por sua clareza
RESOLUÇÃO
Letra A – ERRADA – Não há previsão para regulação da conduta dos cidadãos como conteúdo das
comunicações oficiais.
Letra B – CERTA – Em perfeita consonância com o MRPR.
Letra C – ERRADA – O padrão falado segue uma codificação bem distinta do padrão escrito.
Letra D – ERRADA – A linguagem técnica deve ser empregada quando estritamente necessária para o
entendimento do documento oficial.
Resposta: B
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O item 4 (Introdução) sofreu substancial alteração com a edição do Decreto 9.758, que alterou as formas
de tratamento nas comunicações oficiais da esfera federal. O item 5 (O padrão ofício) também sofreu
consideráveis alterações decorrentes da atualização no MRPR feita no final de 2018. Por fim, o item 6 (Tipos de
documento) se assemelha bastante em conteúdo à edição anterior.
Cabe a nós mapear detalhadamente essas inovações. É o que faremos a seguir.
Introdução
Pronomes de Tratamento
Galera, na seção relativa a pronomes de tratamento, há uma detalhada previsão dos tipos de pronome
que devem ser empregados nos campos ENDEREÇAMENTO, VOCATIVO e no CORPO DO TEXTO. Acontece,
senhores, que esse item desidratou com a promulgação do Decreto 9.758, de 11 de abril de 2019.
Professor, afinal, o que diabos que esse Decreto 9.758 fez?
Art. 1º Este Decreto dispõe sobre a forma de tratamento empregada na comunicação, oral ou escrita,
com agentes públicos da administração pública federal direta e indireta, e sobre a forma de
endereçamento de comunicações escritas a eles dirigidas.
Art. 2º O único pronome de tratamento utilizado na comunicação com agentes públicos federais
é “senhor”, independentemente do nível hierárquico, da natureza do cargo ou da função ou da ocasião.
Como assim, professor? Todos os agentes públicos federais passam a ser tratados por SENHOR? E o
tratamento VOSSA EXCELÊNCIA para o Presidente, para os Ministros, ...?
Sim, quando li pela primeira vez esse texto, também fiquei em dúvida. Mas não durou muito tempo! Logo
na sequência, no art. 3º, tudo ficou claro:
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Art. 3º É vedado na comunicação com agentes públicos federais o uso das formas de tratamento,
ainda que abreviadas:
§ 1º O agente público federal que exigir o uso dos pronomes de tratamento de que trata o caput ,
mediante invocação de normas especiais referentes ao cargo ou carreira, deverá tratar o interlocutor do
mesmo modo.
Art. 4º O endereçamento das comunicações dirigidas a agentes públicos federais não conterá pronome
de tratamento ou o nome do agente público.
Parágrafo único. Poderão constar o pronome de tratamento, na forma deste Decreto, e o nome do
destinatário nas hipóteses de:
Minha humilde conclusão, galera, é que houve um enxugamento nas possibilidades de questões
referentes emprego das formas de tratamento, tão comuns em provas passadas. Não faz mais sentido esse
tipo de questão, haja vista que o único tratamento a ser empregado, seja no ENDEREÇAMENTO, no
VOCATIVO ou no CORPO DO TEXTO, é ... SENHOR(A).
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O ITEM 4.1, PORTANTO, DEVE SER ELIMINADO DO MRPR. Fiquemos no ansioso aguardo de mais
uma atualização no documento.
Na página 24 do MRPR, a bem elucidativa tabela que nos listava os diversos tratamentos simplesmente
perdeu efeito.
No entanto, o MRPR estabeleceu algumas normas específicas para o SIGNATÁRIO e para a GRAFIA DE
CARGOS COMPOSTOS. Vejamos:
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Signatário
Lê-se no Manual:
Esses termos devem ser utilizados depois do nome do cargo, sem hífen, sem vírgula e em minúsculo.
Diretor-Geral interino
Secretário-Executivo substituto
SEM
Além disso, faz-se menção ao HÍFEN, SEM
signatário VÍRGULA
do sexo E EM MINÚSCULO
feminino:
Na identificação do signatário, o cargo ocupado por pessoa do sexo feminino deve ser flexionado no
gênero feminino.
Ministra de Estado
Secretária-Executiva interina
Técnica Administrativa
Coordenadora Administrativa
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Atenção: nomes compostos com elemento de ligação preposicionado ficam sem hífen: general de
exército, general de brigada, tenente-brigadeiro do ar, capitão de mar e guerra;
COMENTÁRIOS
Nada de muito novo aqui! Essas alterações são justificadas pelas regras de emprego do hífen consolidadas
com o Acordo Ortográfico de 2008.
Um item, mesmo previsto no Acordo Ortográfico, é merecedor de uma maior atenção (preste atenção no
grifo):
O novo Acordo Ortográfico tornou opcional o uso de iniciais maiúsculas em palavras usadas
reverencialmente, por exemplo para cargos e títulos (exemplo: o Presidente francês ou o presidente
francês).
Porém, em palavras com hífen, após se optar pelo uso da maiúscula ou da minúscula, deve-se manter
a escolha para a grafia de todos os elementos hifenizados: pode-se escrever “Vice-Presidente” ou
“vice-presidente”, mas não “Vice-presidente”.
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Vocativo
Esse subitem também foi desidratado pelo Decreto 9.758. Ora, com a vedação ao emprego de
“Excelentíssimo”, resta como único vocativo mais uma vez o tratamento “Senhor”.
O ITEM 4.4, PORTANTO, DEVE SER ELIMINADO DO MRPR. Fiquemos no ansioso aguardo de mais
uma atualização no documento.
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O padrão ofício
Até a segunda edição deste Manual, havia três tipos de expedientes que se diferenciavam antes pela
finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o objetivo de uniformizá-los,
deve-se adotar nomenclatura e diagramação únicas, que sigam o que chamamos de padrão ofício.
a) aviso: era expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia;
b) ofício: era expedido para e pelas demais autoridades; e
c) memorando: era expedido entre unidades administrativas de um mesmo órgão.
Atenção: Nesta nova edição ficou abolida aquela distinção e passou-se a utilizar o termo ofício
nas três hipóteses.
COMENTÁRIOS:
Senhores, perdeu o sentido um amplo rol de questões que tratavam das peculiaridades do ofício, do
memorando e do aviso. Simplesmente esses documentos passam a ser um só, denominados de ... OFÍCIO.
A nova edição do MRPR traz as partes componentes do PADRÃO OFÍCIO. Vamos detalhá-las a
seguir:
Cabeçalho
Partes do documento no padrão ofício.
Identificação do expediente
Endereçamento
Assunto
Texto do Documento
Identificação do signatário
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Cabeçalho
Os dados do órgão, tais como endereço, telefone, endereço de correspondência eletrônica, sítio
eletrônico oficial da instituição, podem ser informados no rodapé do documento, centralizados.
COMENTÁRIO:
O cabeçalho é centralizado, devendo-se observar abaixo do brasão da República o nome do órgão
principal e dos órgãos secundários, da maior para a menor hierarquia.
Identificação do expediente
OFÍCIO No 652/2018/SAA/SE/MT
a) nome do documento: tipo de expediente por extenso, com todas as letras maiúsculas;
b) indicação de numeração: abreviatura da palavra “número”, padronizada como No;
c) informações do documento: número, ano (com quatro dígitos) e siglas usuais do setor que expede
o documento, da menor para a maior hierarquia, separados por barra (/); e
d) alinhamento: à margem esquerda da página.
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b) informação de local: nome da cidade onde foi expedido o documento, seguido de vírgula. Não se
deve utilizar a sigla da unidade da federação depois do nome da cidade;
c) dia do mês: em numeração ordinal se for o primeiro dia do mês e em numeração cardinal para os
demais dias do mês. Não se deve utilizar zero à esquerda do número que indica o dia do mês;
d) nome do mês: deve ser escrito com inicial minúscula;
e) pontuação: coloca-se ponto-final depois da data; e
f) alinhamento: o texto da data deve ser alinhado à margem direita da página.
COMENTÁRIOS:
Endereçamento
a) vocativo: na forma de tratamento adequada para quem receberá o expediente (ver subitem “4.1
Pronomes de tratamento”);
b) nome: nome do destinatário do expediente;
c) cargo: cargo do destinatário do expediente;
d) endereço: endereço postal de quem receberá o expediente, dividido em duas linhas: primeira
linha: informação de localidade/logradouro do destinatário ou, no caso de ofício ao mesmo
órgão, informação do setor; segunda linha: CEP e cidade/unidade da federação, separados
por espaço simples. Na separação entre cidade e unidade da federação pode ser substituída a barra
pelo ponto ou pelo travessão. No caso de ofício ao mesmo órgão, não é obrigatória a informação do
CEP, podendo ficar apenas a informação da cidade/unidade da federação; e
e) alinhamento: à margem esquerda da página
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Vocativo
Ao Senhor
Endereçamento
Nome do Destinatário
José Maria
Cargo
Ministro dos Concursos
Endereço
1a linha: Esplanada dos Ministérios
2a linha: CEP: 12.225-222 Brasília/DF
Assunto
O assunto deve dar uma ideia geral do que trata o documento, de forma sucinta.
Ele deve ser grafado da seguinte maneira:
a) título: a palavra Assunto deve anteceder a frase que define o conteúdo do documento, seguida de
dois-pontos;
b) descrição do assunto: a frase que descreve o conteúdo do documento deve ser escrita com inicial
maiúscula, não se deve utilizar verbos e sugere-se utilizar de quatro a cinco palavras;
c) destaque: todo o texto referente ao assunto, inclusive o título, deve ser destacado em negrito;
d) pontuação: coloca-se ponto-final depois do assunto; e
e) alinhamento: à margem esquerda da página.
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Texto do Documento
I – nos casos em que não seja usado para encaminhamento de documentos, o expediente deve
conter a seguinte estrutura:
a) introdução: em que é apresentado o objetivo da comunicação. Evite o uso das formas: Tenho a
honra de, Tenho o prazer de, Cumpre-me informar que. Prefira empregar a forma direta: Informo,
Solicito, Comunico;
b) desenvolvimento: em que o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o
assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição; e
a) introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa
do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que
é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem
ou signatário e assunto de que se trata) e a razão pela qual está sendo encaminhado; e
COMENTÁRIOS
Resumindo:
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III – tanto na estrutura I quanto na estrutura II, o texto do documento deve ser formatado da seguinte
maneira:
...
c) parágrafos:
...
iii) numeração dos parágrafos: apenas quando o documento tiver três ou mais parágrafos, desde
o primeiro parágrafo. Não se numeram o vocativo e o fecho;
COMENTÁRIOS:
Muita atenção à numeração dos parágrafos (apenas quando houver três ou mais parágrafos). E fiquem
atentos ao detalhe de não numerar vocativo e fecho!
Fecho
Respeitosamente,
Respeitosamente,
Atenciosamente,
Atenciosamente
Com o objetivo de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois
fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:
COMENTÁRIOS:
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Identificação do Signatário
a) nome: nome da autoridade que as expede, GRAFADO EM LETRAS MAIÚSCULAS, SEM NEGRITO. Não
se usa linha acima do nome do signatário;
b) cargo: cargo da autoridade que expede o documento, redigido apenas com as iniciais maiúsculas.
As preposições que liguem as palavras do cargo devem ser grafadas em minúsculas; e
COMENTÁRIOS:
Aqui é muito importante se dizer que todos assinam, mas nem todos se identificam.
O Presidente da República é o único que não precisa de IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO.
Cuidado!!! A banca vai dizer que o Presidente não assina. Isso está ERRADO! O Presidente assina sim.
O que não haverá para o Presidente é a IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO.
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Tipos de Documento
Exposição de Motivos
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um ministério, a exposição de motivos será
assinada por todos os ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
Independentemente de ser uma EM com apenas um autor ou uma EM interministerial, a sequência
numérica das exposições de motivos é única. A numeração começa e termina dentro de um mesmo ano
civil.
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Mensagem
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Correio Eletrônico
Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício.
Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir
padronização da mensagem comunicada. No entanto, devem-se observar algumas orientações quanto
à sua estrutura.
O assunto deve ser o mais claro e específico possível, relacionado ao conteúdo global da mensagem.
Assim, quem irá receber a mensagem identificará rapidamente do que se trata; quem a envia poderá,
posteriormente, localizar a mensagem na caixa do correio eletrônico.
Deve-se assegurar que o assunto reflita claramente o conteúdo completo da mensagem para que não
pareça, ao receptor, que se trata de mensagem não solicitada/lixo eletrônico. Em vez de “Reunião”,
um assunto mais preciso seria “Agendamento de reunião sobre a Reforma da Previdência”.
A possibilidade de anexar documentos, planilhas e imagens de diversos formatos é uma das vantagens
do e-mail. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre o
conteúdo do anexo.
Antes de enviar um anexo, é preciso avaliar se ele é realmente indispensável e se seria possível colocá-
lo no corpo do correio eletrônico.
Deve-se evitar o tamanho excessivo e o reencaminhamento de anexos nas mensagens de resposta.
Maria da Silva
Assessora
Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil
(61)XXXX-XXXX
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Por favor, confirme sua presença até o dia 1.º de fevereiro de 20XX.
O fato de a linguagem ser simples não se contrapõe aos ditames do MRPR. A propósito, busca-se correção
gramatical e simplicidade ao mesmo tempo.
Resposta: ERRADO
Resposta: CERTO
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O MRPR estabelece o padrão oficial de linguagem, segundo o qual textos oficiais devem ser redigidos de
maneira formal e impessoal.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Não há um padrão oficial de linguagem definido no MRPR. O que nele se afirma é que a linguagem
empregada nas correspondências oficiais deve ser simples e culta.
Resposta: ERRADO
Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item que se segue.
A redação oficial constitui atos normativos e comunicações do poder público necessariamente uniformes e
destinados exclusivamente para órgão do serviço público.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
O destinatário da comunicação oficial pode ser um órgão público, uma instituição privada e o público
em geral – particulares.
Resposta: ERRADO
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Atenciosamente,
Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue
o item a seguir.
O emprego do advérbio “encarecidamente” é inadequado, visto que prejudica o caráter impessoal que
deve ser adotado em textos oficiais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
De fato! O emprego desnecessário de adjetivos e advérbios pode deixar transparecer uma marca de
individualidade, o que pode comprometer a impessoalidade buscada para esse tipo de texto.
Resposta: CERTO
3 Por fim, solicito, encarecidamente, que seja feito contato com a equipe de apoio deste Ministério para confirmação
de sua presença na reunião, por meio do endereço eletrônico ministerio@[Link].
Atenciosamente,
Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue
o item a seguir.
Os aspectos estruturais e o tema do texto indicam tratar-se de expediente que segue o padrão ofício, ao passo
que o seu fechamento sugere tratar-se de documento destinado a autoridade de mesma hierarquia ou de
hierarquia inferior à do remetente.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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RESOLUÇÃO:
De fato! O fecho “Atenciosamente” deixa claro que o destinatário é de mesma hierarquia ou de hierarquia
inferior à de quem envia a correspondência.
Resposta: CERTO
Com relação a comunicações oficiais, julgue o item a seguir, com base nos preceitos do Manual de Redação da
Presidência da República.
Entre outros objetivos, os atos oficiais visam regular o funcionamento dos órgãos públicos, o que só será
alcançado se, em sua elaboração, for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes
oficiais, cuja principal finalidade é a de informar com clareza e objetividade.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
De fato! Um dos objetivos das correspondências oficiais é expressar com clareza os atos da Administração
Pública. Para tal, segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a linguagem deve ser direta,
acessível e correta.
Resposta: CERTO
8. CESPE – PF - 2018
Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue os seguintes itens, de acordo com o disposto no
Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
A redação dos atos normativos deve permitir que cada cidadão, a partir de suas condições próprias de
leitura, atribua ao texto legal sua própria interpretação.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
A clareza, requisito num texto de correspondência oficial, não deve permitir que haja multiplicidade de
interpretações, sob pena de prejudicar o correto entendimento da mensagem.
Sendo assim, não é possível que cada um interprete à sua maneira.
Resposta: ERRADO
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Coordenadora-Geral de Desenvolvimento
de Pessoas da Rede Federal
Com referência ao documento anteriormente apresentado — XXXXX n.º 3/2016/MEC —, julgue o item
subsequente com base no disposto no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
O documento em apreço não atenderia às normas constantes no MRPR para as comunicações do padrão
ofício se a identificação do cargo da remetente — Coordenadora-Geral de Desenvolvimento de Pessoas da
Rede Federal — fosse suprimida do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Resposta: CERTO
RESOLUÇÃO:
Resposta: ERRADO
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( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Exato. A descrição se dá conforme constante no MRPR.
Resposta: CERTO
A exposição de motivos e a mensagem diferem no que se refere à indicação do local e da data. Enquanto a
exposição de motivos segue o padrão ofício em relação a esse aspecto, a mensagem não o segue, ao trazer a
indicação do local e da data a 2 cm do final do seu texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
De fato! Conforme modelos apresentados, na EM, o local e a data vêm logo após a identificação do
expediente, com alinhamento à direita. Já na mensagem, local e data vem ao final do texto, também com
alinhamento à direita.
Resposta: CERTO
RESOLUÇÃO:
Essa descrição apresentada é referente ao correio eletrônico, e não à mensagem.
Resposta: ERRADO
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Resposta: CERTO
c) A palavra Respeitosamente é adequada para figurar como fecho de uma comunicação oficial se o emissor e
o receptor dessa comunicação forem autoridades de mesmo nível hierárquico.
d) No ofício, informações do remetente, tais como nome do órgão ou setor a que ele pertence, endereço postal,
além de telefone e endereço de correio eletrônico, são facultativas, devendo, se presentes, constar do
cabeçalho do documento.
RESOLUÇÃO:
Letra A – ERRADA – No caso da linguagem técnica, o MRPR não a proíbe, mas recomenda seu emprego
quando estritamente necessário.
Letra B – CERTA – Exato. Como explicado, todos assinam, mas nem todos se identificam. É o caso do
Presidente da República: ele assina o documento, mas não apresenta a identificação do signatário.
Letra C – ERRADA – Para o mesmo nível hierárquico, deve-se empregar Atenciosamente.
Resposta: B
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Lista de Questões
1. CESPE - Técnico Judiciário (STM)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018 (e mais 1 concurso)
Por favor, confirme sua presença até o dia 1.º de fevereiro de 20XX.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item que se segue.
O MRPR estabelece o padrão oficial de linguagem, segundo o qual textos oficiais devem ser redigidos de
maneira formal e impessoal.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
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Atenciosamente,
Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue
o item a seguir.
O emprego do advérbio “encarecidamente” é inadequado, visto que prejudica o caráter impessoal que
deve ser adotado em textos oficiais.
( ) CERTO ( ) ERRADO
3 Por fim, solicito, encarecidamente, que seja feito contato com a equipe de apoio deste Ministério para confirmação
de sua presença na reunião, por meio do endereço eletrônico ministerio@[Link].
Atenciosamente,
Considerando que o fragmento de texto apresentado integra parte de uma correspondência oficial, julgue
o item a seguir.
Os aspectos estruturais e o tema do texto indicam tratar-se de expediente que segue o padrão ofício, ao passo
que o seu fechamento sugere tratar-se de documento destinado a autoridade de mesma hierarquia ou de
hierarquia inferior à do remetente.
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8. CESPE – PF - 2018
Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue os seguintes itens, de acordo com o disposto no
Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
A redação dos atos normativos deve permitir que cada cidadão, a partir de suas condições próprias de
leitura, atribua ao texto legal sua própria interpretação.
( ) CERTO ( ) ERRADO
FULANA DE TAL
Coordenadora-Geral de Desenvolvimento
de Pessoas da Rede Federal
Internet: <[Link] (com adaptações).
Com referência ao documento anteriormente apresentado — XXXXX n.º 3/2016/MEC —, julgue o item
subsequente com base no disposto no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).
O documento em apreço não atenderia às normas constantes no MRPR para as comunicações do padrão
ofício se a identificação do cargo da remetente — Coordenadora-Geral de Desenvolvimento de Pessoas da
Rede Federal — fosse suprimida do texto.
( ) CERTO ( ) ERRADO
A mensagem é um expediente de natureza informativa usado por todas as repartições públicas para comunicar-
se com os cidadãos.
( ) CERTO ( ) ERRADO
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( ) CERTO ( ) ERRADO
b) Expedientes que tenham o presidente da República como emissor, embora não apresentem a identificação
do signatário, trazem a sua assinatura.
c) A palavra Respeitosamente é adequada para figurar como fecho de uma comunicação oficial se o emissor e
o receptor dessa comunicação forem autoridades de mesmo nível hierárquico.
d) No ofício, informações do remetente, tais como nome do órgão ou setor a que ele pertence, endereço postal,
além de telefone e endereço de correio eletrônico, são facultativas, devendo, se presentes, constar do
cabeçalho do documento.
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Gabarito
01 E 02 C 03 E 04 E 05 C
06 C 07 C 08 E 09 C 10 E
11 C 12 C 13 E 14 C 15 B
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FIM
NÃO DESISTIMOS!
SEGUIMOS A DIREÇÃO CERTA!
MUITO OBRIGADO!!!
SUCESSO!!!
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