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CADERNO DE ORIENTAÇÕES

CADERNO DE ORIENTAÇÕES: HISTÓRIAS CLÁSSICAS


HISTÓRIAS
O Programa Crer para Ver é uma das iniciativas que traduzem o compromisso
da Natura com a construção de uma sociedade mais justa. Nesse sentido,
CLÁSSICAS
o principal objetivo do Programa é contribuir para um dos aspectos mais relevantes
e estruturais da sociedade: a qualidade da educação nas escolas públicas brasileiras.

Por acreditarmos que a participação de todos é o caminho para mudanças, desde a


concepção do Programa, a Natura mobiliza seu canal de vendas para compartilhar
a importância e o valor da educação. Esse envolvimento possibilita que as ações
desenvolvidas pelo Programa sejam financiadas por meio de recursos arrecadados pelos
Consultores e Consultoras Natura, que vendem os produtos da linha Crer para Ver sem
fins lucrativos.

Desde o início do Programa, em 1995, essa participação voluntária arrecadou mais de


R$ 32 milhões, o que possibilitou o investimento em iniciativas voltadas para o ensino
fundamental, educação de jovens e adultos e educação infantil de escolas públicas em todo
o Brasil, resultando em mais de 2,4 milhões de alunos beneficiados.

Uma dessas iniciativas é este material que você, professor, está recebendo. O projeto
TRILHAS visa promover o desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade dos alunos
de 4 a 6 anos e também instrumentalizar e apoiar o trabalho do professor das redes
públicas de ensino.

Essa ação contribui para ampliar o universo cultural de alunos e professores, por meio do
acesso à leitura de bons livros de literatura infantil. A escolha da LEITURA como o principal
tema deve-se por ser uma estratégia mundialmente reconhecida como determinante para
a aprendizagem e para promover um melhor desempenho escolar ao longo de toda a vida.

Esperamos que o projeto possa ser útil a você e a todos os profissionais que trabalham para
a melhoria da educação infantil pública.

Aos Consultores e Consultoras Natura, agradecemos o esforço voluntário e a contribuição


para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária. Graças a essa mobilização,
milhares de municípios brasileiros, na sua diversidade e pluralidade, fazem parte deste
e de outros projetos do Programa Crer para Ver.
Equipe do Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos

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Por que ler histórias clássicas?

A escola que temos e a escola que queremos

c om grande facilidade as práticas presentes nas escolas são criticadas. Dependendo do assunto, a
escola passa de salvadora a vilã. De uma maneira geral, a crítica mais corrente é a de que ela está
ultrapassada, trabalha de forma desatualizada e não corresponde às expectativas das crianças. Será mesmo?
As críticas não surgem do nada, alguma base elas têm, mas vale pensar mais detidamente e tentar separar
o joio do trigo, para poder dar respostas concretas e práticas aos problemas. A primeira questão a se pen-
sar é: o que da escola vale a pena manter e o que deve ser transformado? Sem sombra de dúvidas, o que
deve ser não apenas mantido, mas potencializado, é o papel da escola como espaço democrático de acesso
ao conhecimento e à formação de leitores.

Democrático aqui deve ser compreendido como espaço onde todos podem aprender. Se não for na escola,
onde isso será possível? Sem esse investimento reproduziremos o de sempre: aqueles com possibilidade
de receber essa formação em casa têm a chance de aproveitar muito mais as oportunidades da contempo-
raneidade; os que não tiverem acesso, esses correm riscos de não aproveitarem as oportunidades que
estão dadas.

Mas por que falar sobre isso na educação infantil se as crianças são tão pequenas? Justamente por essa
razão. A consciência e a criação de condições e oportunidades devem começar muito cedo. Nesse período
de escolaridade inicial, propício à introdução e criação de vínculos com o conhecimento e a leitura é que
essas questões devem ser enfrentadas. Depois, pode ser tarde.

A escola é o lugar ideal para oferecer a todos essa oportunidade. Pode e deve funcionar como um espaço
de acesso e contraponto inteligente ao mundo dinâmico que se caracteriza cada vez mais pela rapidez de
informações. Criar condições para ter a calma necessária para aprender em uma sociedade acelerada é
uma contribuição relevante.

Em vez de ficar se defendendo e justificando as críticas sobre sua obsolescência, a escola deve achar seu
lugar na sociedade atual sem concorrer com as tantas ofertas tecnológicas e dinâmicas. O desafio é afirmar
sua identidade dialogando com esses novos recursos sem tentar se confundir ou lutar contra eles.
Há lugar para videogame, TV e livros de literatura: eles podem ser complementares. É só oferecer às crianças
bons momentos literários.

Escutar e ler os clássicos desde muito cedo


Quando se consegue conquistar uma criança pequena para a leitura e estimulá-la a querer cada vez
aprender mais, estamos criando a possibilidade de registrar em sua memória mais tenra uma experiência
importante, que promete ser estruturante, na criação de vínculo com narrativas, e, consequentemente,
com o conhecimento.

Ver: Explorar, com qualidade e competência, a identidade característica da escola pode ser um grande diferencial.
Caderno de
estudos E como isso pode ser realizado? Por exemplo, lendo histórias clássicas para as crianças. Um professor e um

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grupo de crianças configuram um ambiente propício, um terreno fértil para a formação de leitores. Mas,
para isso, um dos ingredientes principais é a seleção de bons livros. Nessa receita, histórias clássicas não
podem faltar, pela simples razão de que já foram selecionadas culturalmente por inúmeras gerações e
perduraram por sua qualidade. É tiro certeiro, pois são um patrimônio acumulado ao longo de séculos,
que não envelhecem. São livros que podem ser lidos em qualquer época e qualquer idade, são eternos e
se renovam.

As histórias clássicas
As histórias clássicas permitem a construção de um repertório literário compartilhado, que ao longo da
vida funciona como referência cultural. Oferecem vantagens interessantes, como a possibilidade de
conhecer histórias que lidam com a totalidade de uma situação, em que há uma organização temporal e
hierárquica entre os acontecimentos. Além do mais, essas histórias tradicionais exploram conteúdos de
extremo interesse para as crianças, como medos, anseios, abandono, crescimento, engano, o bem e o mal etc.

Em geral, as histórias clássicas já fazem parte do repertório de leitura para as crianças pequenas. Muito prova-
velmente elas até já conhecem algumas das histórias mais tradicionais. Excelente: quanto mais conhecida,
melhor. A partir do que já sabem, torna-se possível promover atividades que permitam abordar diferentes
aspectos presentes no texto, que ficam invisíveis para as crianças, se não são abordados intencionalmente.

Este Caderno de orientações apresenta possibilidades de trabalho para uma história muito conhecida:
Chapeuzinho Vermelho. Em geral, as crianças sabem quem é este personagem e sabem algo sobre este
conto. Por isso mesmo, permite a transposição do texto para uma representação, bem como colocar espe-
cial atenção na entonação e intenção da fala dos diferentes personagens. Permite entrar em um texto
conhecido e destrinchar suas características. Essas são propostas que pretendem ampliar a maneira como
se costuma trabalhar os contos tradicionais.

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Sobre os livros

O s dois livros escolhidos para este Caderno de orientações contêm histórias clássicas. Chamamos
de histórias clássicas aquelas que persistem no tempo, passam de geração em geração, tornam-se
inesquecíveis e ficam na nossa memória individual e coletiva. Essas histórias carregam consigo traços
culturais, elas têm origem na tradição oral e só vieram a ser escritas depois. As histórias clássicas sobrevivem
ao tempo, tratam de temas que são universais, como o medo, a amizade, o perigo e muitos outros.
Por isso, parecem estar sempre atualizadas, apesar de criadas e escritas há muito tempo.

Muitos autores que escreveram essas histórias tornaram-se clássicos: Esopo, Jean de La Fontaine, Charles
Perrault, Jacob e Wilhelm Grimm, Hans Christian Andersen. Alguns deles fazem parte deste Caderno de
orientações, que, além de dois livros de histórias, tem um livro de madeira.

Como assim, um livro de madeira?

Um livro sem texto nem imagens, com páginas de madeira que representam o “fundo” dos cenários em
que as histórias ocorrem. Juntamente com o livro, vem um conjunto de personagens. A estrutura do livro
permite que ele se transforme em um teatrinho e isso o torna um livro-brinquedo.

O formato desse livro é interativo, ou seja, a ideia é que as crianças representem a história montando as
cenas narradas. Ao representar a história, as crianças também podem ser convidadas a recontá-la.

Chapeuzinho Vermelho
De Charles Perrault, ilustrado por Georg Hallensleben.
Traduzido por Rosa Freire d’Aguiar.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007.

Assim como a maioria dos contos de fadas, Chapeuzinho Vermelho tem algumas versões: uma primeira
história oral, uma segunda história que foi transcrita por Charles Perrault, uma terceira dos irmãos Jacob
e Wilhelm Grimm, e uma quarta de Christian Andersen. Outras versões foram escritas, mas já são
adaptações das histórias desses autores.

Esse livro traz a primeira versão literária dessa narrativa, realizada por Charles Perrault, em 1697. Uma
história tão antiga, por que será que sobrevive depois de três séculos? Porque, sem dúvida, retrata um fiel
conto infantil: trata-se de um conto que faz uma advertência – “tomar cuidado com o lobo” (que pode ser
encontrado em outros contos, como tomar cuidado com a bruxa etc.) – e também narra sobre “o perigo
de se atravessar o bosque”. Sabemos que hoje em dia as crianças não estão mais ameaçadas por esse tipo
de situação, mas continuam sujeitas a outras ameaças, reais ou imagináras. Em sua origem, esse conto
tinha como intenção advertir as crianças do perigo, e esse propósito continua sendo atual.

Na versão dos irmãos Grimm, que está no outro livro indicado para este Caderno de orientações,
Chapeuzinho e sua avó são salvas por um caçador, e o lobo recebe um grande castigo. Já na versão de
Perrault, o desfecho é diferente. Não há caçadores, a menina não consegue se salvar, tampouco a avó: elas
são enganadas e comidas pelo lobo. Outra diferença é que a advertência dos perigos do lobo não é dada

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pela mãe da menina (como acontece, por exemplo, na versão dos irmãos Grimm), mas está em forma
de “moral da história”.
Esse livro, tal como nas demais versões clássicas, traz diversos diálogos que atraem as crianças, porque
tem uma estrutura repetitiva. O diálogo entre Chapeuzinho e o Lobo favorece memorização e
leitura autônoma.

O Príncipe-Rã
De Jacob e Wilhelm Grimm, ilustrado por A. Archiapowa.
In: Contos de Grimm, vol. 2. Traduzido por Maria Heloisa Penteado.
São Paulo, Editora Ática, 2008.

Esse conto trata da jovem princesa que, em um momento de “desespero”, faz a promessa de beijar uma rã,
porque tinha perdido sua bola de ouro. A princesa tem de cumprir sua palavra, mas não consegue, porque
sente muito nojo do animal. Acontece que a moça é obrigada a suportar sua repulsa, pelo simples fato de
ter prometido; afinal, “promessa é promessa”, repetiam seus pais, juntamente com a rã. O desfecho da his-
tória é feliz: príncipe e princesa se casam num reino maravilhoso.

O que há em comum nas duas histórias?


São contos de fada e se caracterizam por trazer “lições de vida” e por representarem a natureza humana;
afinal, ambos tratam de conflitos universais: o medo, o perigo e a desobediência (Chapeuzinho Vermelho),
o preconceito, a falsidade e o valor da palavra dada (O Príncipe-Rã).

Vamos observar algumas características comuns presentes na estrutura dessas histórias:

1. Há personagens de ficção como príncipe, bruxa, heróis e heroínas;


2. Há regularidade na construção dos personagens: as princesas são sempre belas e bondosas, ou o lobo é
muito mau e feio;
3. Apresentam uma estrutura narrativa típica dos contos: as histórias começam com uma apresentação
das personagens, seguida por um conflito e um desfecho;
4. Há presença de elementos mágicos: animais que falam, um feitiço que causou um mal;
5. Há narração de fatos possíveis de acontecer, juntamente com acontecimentos fantásticos: “E começou a
chorar alto. Então, uma voz perguntou: ‘Por que chora, ó filha mais nova do rei?’... A princesa olhou e viu a
cabecinha da rã fora da água.‘Foi você que falou, bichinho dos charcos?...’ (O Príncipe-Rã);
6. Há comunicação de intenções (sentimentos, pensamentos e emoções): “Terminado o jantar, a rã
bocejou, dizendo: ‘Estou cansada e com sono. Prepare uma cama bem quentinha para nós duas!’ Ao ouvir
isso, a princesa disparou a chorar...”;
7. Os autores utilizam adjetivos e descrições para apresentar as características dos personagens, por
exemplo: “Era uma vez uma garotinha..., a mais bonita... , ...a boa Vovozinha”. (Chapeuzinho Vermelho);
8. São utilizados diversos marcadores temporais: certa vez, numa manhã, certo dia;
9. Os verbos estão no passado: “Ele se jogou sobre a pobre mulher e a devorou rapidinho, pois fazia mais
de três dias que não comia”. (Chapeuzinho Vermelho);
10. As narrativas são em terceira pessoa: “No dia seguinte, quando o rei, a rainha e as filhas estavam jan-
tando, ouviram um barulho estranho”. Isso, apesar de haver nos diálogos o discurso direto: “Que braços
compridos a senhora tem, Vovozinha!”;

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11. Há presença da linguagem poética, em que a escolha das palavras é intencional, construindo um texto
belo que transmite ideias e sentimentos: “Com ela veio o Henrique, o fiel criado do príncipe, que, de tão
triste que ficou quando seu amo foi transformado em rã, mandou prender seu coração com três aros de
ferro, para que não se despedaçasse de tanta dor”. (O Príncipe-Rã);
12. Pode-se observar o valor da pontuação para diferenciar a narração em terceira pessoa do diálogo “Que
dentes grandes a senhora tem, Vovozinha!” “É para te comer” Ao dizer essas palavras, o Lobo Mau se
jogou sobre Chapeuzinho Vermelho e a comeu”;
13. Há transmissão de valores culturais, sociais e morais: “O rei olhou a filha severamente. — O que você
prometeu, tem que cumprir — disse.”

Em relação às ilustrações nas narrativas, podemos destacar que:

1. As ilustrações de Georg Hallensleben, no livro de Charles Perrault, apresentam as cenas que compõem
o conto, reforçando o que o texto conta e trazendo novas informações. Há páginas que são somente
ilustrações, de modo que é possível ler a história apenas pelas imagens. As imagens são carregadas de
tintas e cores, como pinturas de quadros que não apresentam contornos;

2. As ilustrações de A. Archiapova, no livro Contos de Grimm, apresentam imagens que representam


detalhes de partes da história: ora aparecem os personagens com traços físicos detalhados, ora imagens
de objetos importantes no cenário dos acontecimentos. Diferente do livro de Perrault, nesse conto há
poucas ilustrações. Por outro lado, tal como nas ilustrações de G. Hallensleben, as imagens se assemelham
a pinturas de quadros.

As atividades aqui desenvolvidas são referências para a exploração de livros com histórias clássicas. O
texto Chapeuzinho Vermelho serviu de referência para a elaboração das propostas apresentadas a seguir.
Nas atividades deste Caderno de orientações, você também usará o livro de madeira. Contudo, você pode
experimentar o mesmo tipo de atividade com outros livros que possuam a mesma estrutura. Este Caderno
de orientações é um convite para que você coloque em jogo seus conhecimentos, ampliando-os com as
sugestões apresentadas. É por essa razão que já indicamos, neste texto, outro livro que compõe o acervo
enviado junto com este material. Bom trabalho!

Lembrete
Sabemos que, quando gostam de uma história, as crianças pedem para que ela seja lida e relida
diversas vezes. Por isso, não hesite em contar várias vezes a mesma história. A formação de futuros
leitores se dará no equilíbrio de experiências em que eles possam ler e escutar histórias por puro
prazer – desfrutando de literatura de qualidade – com outros momentos em que possam apro-
fundar conhecimentos sobre o texto. Portanto, o desafio está em não transformar a leitura de
histórias numa atividade mecânica. Assim, procure garantir a leitura por prazer de maneira inde-
pendente das atividades com foco no texto. Este Caderno de orientações apresenta um roteiro de
trabalho que não deve ser escolarizado, mas, ao contrário, servir de instrumento para que as
crianças façam uma viagem pelo mundo da literatura e do conhecimento.

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Sumário

Atividade 1 Comentar o conto 8

Atividade 2 Recuperar a sequência da história 10

Atividade 3 Conversar sobre as intenções e as falas


dos personagens 12

Atividade 4 Memorizar as falas dos personagens 14

Atividade 5 Representar parte da história 16

Atividade 6 Caracterizar os personagens da história 18

Atividade 7 Treinar a entonação dos diálogos 20

Atividade 8 Ensaiar e apresentar o teatro 22

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Atividade 1
Comentar o conto

professor apresenta o livro Chapeuzinho Vermelho e conversa


O com as crianças sobre o que sabem dessa história. Depois de ler,
convida as crianças a comparar as diferentes versões conhecidas da
história e apresenta informações sobre o autor e o conto presentes no
final do livro.
Roteiro de trabalho
Preparação
Ler o conto para preparar sua leitura em voz alta e selecionar as informações que estão no final do livro
para ler às crianças.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. As crianças podem estar organizadas confortavelmente, na sala ou em outro
espaço, para escutar a história e falar sobre ela.
O que as crianças
podem pensar, Orientações para o professor
dizer e fazer.
Retomar acontecimentos
Mostrar o novo livro às crianças e perguntar se, só observando a capa e as ilustrações internas, sabem dizer
e características de um que história é aquela.
conto conhecido.

Propor às crianças que falem sobre o que conhecem do conto. Para essa conversa você pode perguntar:
“Onde acontece esse conto? Quem são os personagens? Como começa a história? Onde a Chapeuzinho se encon-
tra com o Lobo? O que o Lobo propõe para a menina? Como termina a história?”

Compartilhar com as crianças que irá anotar em um cartaz as informações que se recordam do conto.

Escutar a leitura
Anunciar que irá ler a história e dizer que depois irão conversar sobre ela, comparando-a com outras
do conto. versões que conhecem. Você pode dizer: “Vou ler essa história e depois vamos conversar sobre ela. Será que
nessa história o Lobo consegue comer a Chapeuzinho? Vamos ler para descobrir?”

Reconhecer diferenças
Ler o livro até o final e perguntar o que tem de diferente e de parecido nessa história em relação às outras
e semelhanças entre versões que conhecem. Retomar o cartaz com as informações que recordaram do conto antes de sua leitura.
versões de um
mesmo conto.
Comentar que essas mudanças acontecem porque esse é um conto que foi contado por muitas pessoas
antes de virar um texto escrito e por isso há versões diferentes.

Mostrar as páginas finais do livro em que há informações sobre o autor e o conto. Comentar com elas
que ali está escrito que na versão que Perrault ouvia quando era criança, a Chapeuzinho conseguia escapar
do Lobo, mas, quando foi escrever sua versão, preferiu mudar o final para que essa história servisse de
lição para algumas crianças.

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Ler outras partes interessantes do final do livro às crianças, por exemplo: “Vocês sabiam que Perrault foi
o primeiro autor que escreveu esse conto? Ele ouvia essa história quando criança, porém ela era contada para
adultos e não para crianças. Quando Perrault cresceu, ele escreveu um livro chamado Contos da Mãe Ganso,
onde colocou todas essas histórias que ele ouvia. Nele, a história da Chapeuzinho chamava-se: A avozinha e o
lobo. Quando Perrault escreveu esse conto, modificou a história que ele ouvia da Chapeuzinho Vermelho”.

O que as crianças podem aprender


Ao ler histórias clássicas às crianças, favorece-se que conheçam contos que fazem parte da cultura universal.

Ao propor que as crianças retomem o que conhecem sobre o conto antes de ler, e depois comparar o
conto lido com outras versões conhecidas, favorece-se que aprendam sobre o que há de parecido e o que
há de diferente nas diferentes versões (os espaços, os objetos, os personagens etc.).

O que mais é possível fazer


Você pode dar continuidade à apresentação do livro convidando as crianças a apreciarem as ilustrações
e lendo outras informações sobre o conto presentes no final do livro.

O que é possível fazer em casa


Você pode sugerir que as crianças contem a história de Chapeuzinho Vermelho que escutaram e perguntem
se seus familiares já a conheciam.

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Atividade 2
Recuperar a sequência da história

professor apresenta um novo livro às crianças em que a história


O Chapeuzinho Vermelho pode ser recontada e representada por
meio da organização de cenários e personagens. Depois, propõe às
crianças que, à medida que forem lendo a história, elas a representem
fazendo uso desse material.

Roteiro de trabalho

Preparação
Separar o livro de madeira. Marcar no livro de Perrault as cenas do conto que solicitará que as crianças
representem: diálogo entre Mãe e Chapeuzinho; encontro do Lobo e Chapeuzinho na floresta; diálogo
entre Lobo e Vovozinha e diálogo do Lobo com a Chapeuzinho.

Organização do espaço e das crianças


Essa atividade deve ser realizada em pequenos grupos. Você pode organizar a turma de forma que,
enquanto dá atenção especial a um grupo, as demais crianças realizam outra atividade que tenham
condições de fazer sozinhas (por exemplo, brincar com jogos conhecidos).
Ao longo de alguns dias, você fará essa mesma proposta de forma a atender cada grupo separadamente.

Orientações para o professor


Sentar com as crianças em roda e explicar a atividade. Você pode dizer: “Hoje, teremos uma atividade em
que cada grupo vai fazer uma proposta diferente. Alguns terão jogos para brincar e um único grupo sentará
comigo para representar a história da Chapeuzinho Vermelho utilizando um livro de madeira”. Nesse
momento, você pode mostrar o livro de madeira para todas as crianças e dizer que nos pequenos grupos
elas poderão conhecer melhor esse livro.

Explicar às crianças, já no pequeno grupo, que elas irão acompanhar a história Chapeuzinho Vermelho,
representando-a. Contar que enquanto você lê o conto elas vão representá-lo no livro de madeira. Você
pode dizer: “Vou ler a história Chapeuzinho Vermelho e vocês vão representá-la, utilizando esse livro de madeira”.

Apresentar o livro de madeira às crianças, mostrando seus cenários e os personagens. Propor às crianças
que reconheçam e denominem os personagens e as situações do conto relacionando esse material com a
história que você leu de Perrault. Deixar que explorem o livro.

Explicar que enquanto você lê a história Chapeuzinho Vermelho, elas vão representá-la no cenário do
livro usando os personagens. Combinar que cada criança do grupo ficará responsável por um persona-
gem: “Agora vamos representar a história. Primeiro vocês vão escolher por qual personagem cada um vai ficar
responsável. Enquanto eu leio a história, vocês irão colocar no cenário do livro de madeira os personagens de
cada parte que vou contando”.

Anunciar que irá começar a ler e que vai parar quando for o momento de elas montarem a cena.

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O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Representar a cena,
Ler até a parte em que a Mãe de Chapeuzinho pede que ela leve os bolinhos para a Vovó. Explicar que vai
colocando os personagens esperar um pouco até que todos tenham montado a cena para continuar a leitura.
e o cenário referente a cada
parte lida do texto.
Acompanhar a produção das crianças. Caso haja algum equívoco, como, por exemplo, personagens fora
do lugar, você pode problematizar e fazer questões sobre a sequência da narrativa. Ou retomar o trecho
da história.

Seguir com as mesmas orientações para as demais cenas da história.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre difícil, você pode propor que as crianças representem
apenas a parte da história em que Chapeuzinho Vermelho se encontra com o Lobo na floresta. Para essa
representação, deixe que as crianças recuperem a história de memória.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode sugerir que
o grupo reconte a história representado-a sem o apoio de sua leitura.

O que as crianças podem aprender


Ao pedir que as crianças representem a história com personagens e cenários, favorece-se a recuperação
de memória, a adaptação e a identificação da ordem e a razão dos acontecimentos na história.
Ao pedir que cada criança se responsabilize por um personagem da história, contribui-se para que
adotem o ponto de vista de seu papel na narrativa e possam usar a linguagem própria de seu personagem.

O que mais é possível fazer


Você pode deixar o livro de madeira à disposição das crianças em outros momentos para que possam
brincar com ele, compondo novos enredos ou criando novas representações da história.

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Atividade 3
Conversar sobre as intenções e as falas
dos personagens

O professor conversa com as crianças sobre as ações e intenções


do Lobo em Chapeuzinho Vermelho, ressaltando as situações de
engano presentes na narrativa. Depois, pede que as crianças retomem
as falas dos personagens da história pensando sobre a melhor forma
de fazer suas entonações.

Roteiro de trabalho

Preparação
Estudar e marcar as falas que aparecem no conto.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva, as crianças podem estar em roda.

Orientações para o professor


Explicar às crianças que irão conversar sobre as falas, ações e intenções dos personagens de Chapeuzinho
O que as crianças Vermelho. Retomar como começa a história.
podem pensar,
dizer e fazer.
Perguntar às crianças quando o Lobo se encontra com Chapeuzinho pela primeira vez. Conversar com
Relacionar falas, ações
e intenções dos perso- elas sobre a intenção do Lobo nessa parte da narrativa. Fazer perguntas ao grupo que levem as crianças a
nagens, identificando
compreender como as intenções se revelam a partir das falas e ações dos personagens. Por exemplo:“Para
situações de engano.
que o Lobo diz à Chapeuzinho o caminho que ela deve tomar?”

Conversar com as crianças sobre a parte da história em que o Lobo se encontra com a Vovó e o
segundo momento em que Chapeuzinho o encontra. Fazer perguntas que ajudem a perceber as situações
de engano presentes na narrativa: “Para que o Lobo imita a voz da Chapeuzinho quando bate na porta da
casa da Vovó?”

Pedir para que as crianças retomem as falas dos personagens da história para pensar em suas entona-
ções: “Agora que já sabemos que nessa história o Lobo engana a Vovozinha e a Chapeuzinho, vamos retomar os
diálogos do conto, na ordem em que aparecem no texto, para conversarmos sobre qual a melhor forma de
expressar aquilo que está escrito no texto”. Caso as crianças não recordem alguma fala, você pode recorrer
ao livro e reler o texto.

Pensar sobre as
Pedir para que as crianças pensem sobre como deve ser a entonação das falas dos personagens: “A Mãe de
entonações e formas Chapeuzinho está pedindo para que ela leve a cesta para a Vovó. Quando a mãe de vocês faz um pedido, como
de expressão das falas
dos personagens,
ela fala? O Lobo está tentando enganar a Chapeuzinho na floresta. Quem sabe mostrar como alguém fala quan-
relacionando informações do está tentando enganar o outro? Quando o Lobo pergunta ‘Ela mora muito longe?’, como podemos falar
sobre a história com
situações vividas
indicando que ele está perguntando algo?”
no dia-a-dia.

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Ajudar as crianças a compreenderem que quando perguntamos, pedimos ou comentamos, expressamos


através da fala nossas intenções.

Repetir o texto
Solicitar às crianças que repitam as falas dos personagens, considerando a melhor entonação para elas.
literalmente
preocupando-se
com a entonação Possíveis adaptações
adequada de cada fala. Caso o desafio proposto nessa atividade esteja muito difícil para algumas crianças, você pode ler a história
parando em cada fala e conversando com as crianças sobre as diferentes formas de entonação possíveis.

Se o desafio proposto nessa atividade se mostrar muito fácil para algumas crianças, você pode dividir
a sala em pequenos grupos e fazer essa atividade pedindo que as crianças localizem as falas dos perso-
nagens no texto do livro.

O que as crianças podem aprender


Ao conversar sobre as situações de engano, possibilita-se que as crianças observem a diferença entre o
que os personagens dizem e o que pensam e entre suas ações e intenções.

Ao propor que as crianças prestem atenção nas diferentes entonações que usamos para falar, favorece-
se que elas coloquem em jogo seus conhecimentos de situações de uso da linguagem.

O que mais é possível fazer


Você pode propor atividades em que as crianças participem da leitura de outras histórias, dando ênfase às
falas de personagens e suas entonações.

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Atividade 4
Memorizar as falas dos personagens

professor propõe que as crianças preparem um teatro da história


O Chapeuzinho Vermelho. Organiza as crianças em grupos e pede
que cada um deles se responsabilize pela fala de um personagem do
conto. Lê a história assumindo a voz do narrador e pede que as
crianças falem as partes dos personagens tentando que as falas
sejam ditas da forma mais próxima ao texto escrito.
Roteiro de trabalho

Preparação
Preparar a leitura em voz alta.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade em grupos. Você pode escolher um lugar amplo para a organização das crianças, de
modo que os grupos possam se olhar enquanto falam suas partes da narrativa.

Orientações para o professor


Propor às crianças que façam uma peça de teatro a partir da história Chapeuzinho Vermelho. Explicar
que para fazer essa representação, precisam primeiro decorar as falas dos personagens tal como apare-
cem no livro. Você pode dizer: “O que vocês acham de fazer um teatro com a história Chapeuzinho Vermelho?
Podemos ensaiar a peça e depois apresentar para as outras turmas! Para isso, precisamos decorar as falas dos
personagens da história”.

Perguntar às crianças quem são os personagens da história. Depois de responderem, você pode escrever
o nome deles na lousa e perguntar às crianças quem gostaria de representar cada um dos personagens.
Você pode anotar o nome das crianças na lousa embaixo do nome do personagem escolhido, montando
os grupos. Caso você prefira, pode levar às crianças uma proposta de agrupamento já pronta.

Contar que hoje elas irão realizar o primeiro treino: “Eu vou ler a história da Chapeuzinho, e toda vez que um
personagem falar vou parar a leitura e quem vai dizer essa parte é o grupo responsável por aquele personagem”.

O que as crianças Dividir os grupos segundo os personagens que cada um deles representará.
podem pensar,
dizer e fazer.
Repetir as falas dos
Lembrar que elas devem falar as partes preocupando-se em colocar a entonação certa para cada fala e
personagens usando as repetindo-a tal como aparece no texto.
entonações adequadas.

Falar partes do texto


Iniciar a leitura e parar de ler nos momentos de passar “a voz” às crianças. Caso seja necessário, ajudá-las
de memória. a lembrar quando e o que devem falar. Por exemplo: “Agora vou parar de ler e vocês vão dizer o que a mãe
da Chapeuzinho pede para a sua filha. Agora são vocês que dizem o que a Chapeuzinho respondeu para o Lobo.
O Lobo então pergunta onde mora a Vovozinha etc.”

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15 | HISTÓRIAS CLÁSSICAS

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode trabalhar individualmente
com cada grupo, favorecendo que memorizem o texto dos personagens que irão representar.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode, ao invés de ler as
partes do narrador, deixar que um grupo as leia.

O que as crianças podem aprender


Ao convidar as crianças a falar os diálogos da história, favorece-se que retomem o texto de memória e se
apropriem de sua estrutura narrativa.

Ao propor que falem partes do texto preocupando-se em colocar a entonação adequada e em memorizá-lo,
possibilita-se que as crianças aprendam procedimentos de memorização e de representação.

Ao ter de falar uma parte específica do texto, favorece-se que as crianças identifiquem partes do texto.

O que mais é possível fazer


Você pode também incentivar que todas as crianças memorizem os diferentes diálogos da história, e para isso
pode organizar outras situações em que os grupos mudem de personagens.

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16 | TRILHAS

Atividade 5
Representar parte da história

professor convida as crianças a representar a cena em que


O Chapeuzinho dialoga com o Lobo, mas desta vez usando o livro
de madeira, onde terão de colocar os personagens e identificar as
tiras com os diálogos correspondentes a cada um.

Roteiro de trabalho

Preparação
Separar cartaz para escrita dos diálogos (pode ser papel grande) e preparar um conjunto de tiras com as
frases do diálogo entre Chapeuzinho e o Lobo. Por exemplo:

QUE BRAÇOS COMPRIDOS A SENHORA TEM, VOVOZINHA!

É PARA TE ABRAÇAR MELHOR, MINHA FILHA!

Organização do espaço e das crianças


Essa atividade acontece em dois momentos. A primeira parte é coletiva, e depois em pequenos grupos.
Para isso, você pode organizar a turma tal como proposto na atividade 2 deste Caderno. Lembre-se que,
ao longo de alguns dias, você fará essa mesma proposta de forma a atender cada grupo separadamente.

Orientações para o professor


Convidar as crianças para representar a parte da história em que a Chapeuzinho se encontra com o
Lobo na casa da Vovó. Você pode dizer: “Hoje vamos representar uma parte da história do Chapeuzinho
Vermelho, quando ela se encontra com o Lobo na casa da Vovó. Para fazer essa representação vamos usar o
O que as crianças livro de madeira, com os dois personagens e o texto do diálogo entre a Chapeuzinho e o Lobo”.
podem pensar,
dizer e fazer.
Retomar diálogos
Perguntar o que a Chapeuzinho fala para o Lobo quando o encontra deitado na cama de sua Vovó.
de memória. Escrever no cartaz conforme as crianças respondem, organizando o texto tal como escrito no livro, por
exemplo: QUE BRAÇOS COMPRIDOS A SENHORA TEM, VOVOZINHA! Ao terminar a escrita, ler a
frase inteira apontando as palavras.

Escrever uma frase embaixo da outra.

Chamar atenção das crianças para a ordem e repetição das palavras que aparecem nas frases: sempre
Observar a ordem dos
diálogos, a repetição começa com QUE... e termina com ...A SENHORA TEM, VOVOZINHA! E o que muda é a parte do corpo
das palavras e o que é
do Lobo e sua característica, por exemplo: BRAÇOS COMPRIDOS, PERNAS COMPRIDAS. Nesse momento
diferente nas frases.
você pode circular essas palavras para dar destaque a elas.

Seguir as mesmas orientações para as falas do Lobo, chamando a atenção das crianças para o que muda
na frase e circulando essas palavras. Destacar que sua fala está relacionada com o que a Chapeuzinho diz.
Braços são para abraçar melhor, olhos para ver melhor etc.

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17 | HISTÓRIAS CLÁSSICAS

Guardar o cartaz e explicar às crianças que agora elas irão trabalhar em pequenos grupos, mas de um
modo diferente. Você pode dizer: “Agora eu vou separar vocês em grupos e, enquanto eu trabalho com um,
os demais poderão escolher um jogo para brincar”.

Entregar, já no pequeno grupo, o livro de madeira com as tiras. Compartilhar com as crianças que, nas
Selecionar os diálogos
correspondentes com a tiras, as frases estão escritas do mesmo modo que estão no livro e na lousa.
narrativa relacionando
as informações
do texto. Ler o primeiro diálogo e pedir que elas encontrem as tiras correspondentes e representem a cena no
livro repetindo as diferentes partes do diálogo.

Caso as crianças estejam com dificuldades para encontrar as tiras, você pode propor que, para facilitar,
primeiro separem as que representam as falas de Chapeuzinho das que representam as falas do Lobo.

Seguir com a mesma orientação para os demais diálogos.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode retomar
o cartaz com as frases listadas para ajudá-las.

Se o desafio proposto nessa atividade for muito fácil para algumas crianças, você pode entregar as tiras em
branco e pedir para as crianças preencherem.

O que as crianças podem aprender


Ao chamar atenção das crianças para as partes que se repetem nas frases dos diálogos de cada personagem,
favorece-se que façam uso da repetição presente no texto para conseguir ler.

Ao propor que as crianças localizem as frases do diálogo e correspondam ao personagem, favorece-se


que relacionem informações sobre a narrativa e coloquem em jogo diferentes estratégias de leitura.

O que mais é possível fazer


Você pode propor às crianças que representem as outras partes da história tal como fez com o encontro
entre Chapeuzinho e o Lobo.

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18 | TRILHAS

Atividade 6
Caracterizar os personagens da história

O professor conversa com as crianças sobre as características de


cada personagem da história: roupas, aspectos físicos e
atitudes. Faz uma lista das vestimentas e acessórios que precisam
ser produzidos para a realização do teatro.
Roteiro de trabalho

Preparação
Levantar perguntas que ajudem as crianças a pensar sobre as características dos personagens do conto.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade coletiva. As crianças podem estar organizadas em roda na sala ou em um
ambiente externo.

Orientações para o professor


Propor às crianças uma conversa sobre o que precisam fazer para montar o teatro: “Agora que vocês já
conhecem o que cada personagem da história deve falar, o que mais falta para prepararmos o nosso teatro?”

Conversar com as crianças sobre as características de cada um dos personagens: “Para pensarmos sobre os
detalhes dos personagens, precisamos lembrar da história e pensar um pouco sobre cada um deles: como se
vestem, o que sentem, se têm óculos ou chapéu etc.”

Compartilhar com as crianças que enquanto se lembram das características dos personagens, você irá
fazer uma lista na lousa: ”Vou escrever na lousa duas listas com tudo o que vocês se lembram: aqui vou escrever
O que as crianças o que tem cada personagem, e desse outro lado as características de como é cada um deles”.
podem pensar,
dizer e fazer.
Relacionar informações
Conversar sobre o estado de espírito dos personagens: “Para representar a Chapeuzinho Vermelho, como
sobre a história e podemos fazer a expressão de seu rosto? Ela está feliz? Ela tem medo?” Fazer perguntas dessa natureza sobre
identificar características
dos personagens.
os diferentes personagens.

Relacionar as características apontadas pelas crianças com as expressões faciais e corporais que podem
Usar informações sobre
os personagens na fazer quando forem representar os personagens: “Se vocês acham que a Chapeuzinho tem medo do Lobo, como
história para pensar
podemos fazer para representar na nossa peça a Chapeuzinho com medo? Como pode estar o seu rosto?
como representar.
E o seu corpo?”

Relacionar informações
Conversar sobre as características físicas dos diferentes personagens, fazendo perguntas: “Como é o Lobo?
sobre a história e Ele usa roupa? E a Vovó? Qual a sua roupa?”
identificar características
físicas dos personagens.
Ler a lista às crianças para que possam confirmar as informações e, se preciso, alterar ou acrescentar alguma.

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Pedir que sugiram como podem produzir ou arranjar o que é necessário para compor as vestimentas,
acessórios e objetos usados pelos personagens. Caso seja possível, proponha, em outro dia, um momento
para a confecção desse material.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil, você pode ir mostrando as ilustrações do
livro e perguntando sobre os personagens, deixando com que se apoiem nas ilustrações para falar sobre eles.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil, você pode propor que, depois de conversar
sobre os personagens, em grupos, elas façam a lista do que precisam produzir.

O que as crianças podem aprender


Ao escrever uma lista separando o que têm os personagens e como eles são, favorece-se que as crianças
diferenciem a resposta esperada para cada tipo de pergunta.

Ao fazer perguntas sobre os personagens da história, favorece-se que as crianças atentem para as
características psicológicas e físicas dos personagens.

Ao pedir que as crianças pensem sobre como representar os personagens usando as informações das
suas características, favorece-se que aprendam procedimentos de representação (expressão corporal,
entonação etc.).

O que mais é possível fazer


Você pode dar continuidade a essa atividade propondo que as crianças pensem sobre os cenários que
precisam ser elaborados para a peça. Caso haja possibilidade, produza-os com as crianças.

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20 | TRILHAS

Atividade 7
Treinar a entonação dos diálogos

professor propõe que as crianças ensaiem a melhor forma de


O falar os diálogos. Para isso, grava as crianças falando cada um
dos diálogos e depois coloca para todos escutarem e conversarem
sobre como podem melhorar suas falas.

Roteiro de trabalho
Preparação
Preparar um gravador (pode ser o gravador de um celular). Caso não seja possível utilizar um gravador,
você pode propor que enquanto uma das crianças do grupo diz um diálogo, as demais escutam.

Organização do espaço e das crianças


Essa é uma atividade em pequenos grupos. Você pode seguir as orientações da atividade 2 para organizar
o grupo. Lembre-se que, ao longo de alguns dias, você fará essa mesma proposta de forma a atender cada
grupo separadamente.

Orientações para o professor


Relembrar a ideia de que farão um teatro do conto Chapeuzinho Vermelho. Contar que irão ensaiar os
diálogos treinando a entonação. Você pode dizer: “Já está chegando perto do dia de nossa apresentação do
teatro e precisamos ensaiar as falas dos personagens para que aqueles que forem nos assistir consigam entender
e ouvir o que estamos falando”.

Dividir as crianças em quatro grupos e dizer que cada um ficará responsável pela fala de um personagem.

Explicar a atividade: “Para essa atividade cada grupo vai fazer uma proposta diferente. Alguns terão jogos
para brincar e um único grupo sentará comigo para gravar a fala dos personagens”.

Explicar às crianças, já no pequeno grupo, que hoje elas irão gravar as falas de seu personagem. Explicar
que cada criança do grupo irá gravar, pelo menos, uma fala (ou, no caso de não usar gravador, cada criança
irá falar para os colegas pelos menos uma fala).

Combinar que você irá ajudá-las, fazendo a parte dos outros personagens.

Retomar as falas daquele personagem da história, mostrando as ilustrações do livro e pedindo que recu-
O que as crianças perem de memória. Dividir qual fala cada uma das crianças do grupo irá gravar.
podem pensar,
dizer e fazer.
Dizer a fala do
Conversar com as crianças, antes de iniciar a gravação, sobre qual seria a melhor maneira de falar essas
personagem com partes em razão das intenções dos personagens.
entonação, considerando
as informações sobre as
intenções e pensamentos
dos personagens na história.

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Gravar as falas das crianças do grupo e, em seguida, retomar a gravação para que elas possam se ouvir e
Ouvir e pensar sobre como
melhorar a representação pensar sobre como foi dita a fala do personagem e o que devem melhorar.
da fala dos personagens.

Voltar a gravar até que todos aprovem o resultado.

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil, você pode ler o texto antes de ser grava-
do por cada criança, conversando sobre a melhor forma de representá-lo.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil, você pode sugerir que os grupos pensem as
melhores formas de falar seus diálogos e, quando estiverem prontos, você grava a fala deles.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que as crianças pensem em como devem dizer as falas de seus personagens, favorece-se que
elas relacionem informações sobre as características dos personagens, suas ações e intenções na narrativa.

Ao propor que as crianças gravem suas falas para depois ouvi-las, possibilita-se que aprimorem alguns
procedimentos de representação, como a entonação da voz.

Ao propor que gravem sua voz e escutem em seguida, favorece-se que desenvolvam atenção sobre a
linguagem e que pensem sobre sua própria ação.

O que mais é possível fazer


Você pode propor que os grupos se escutem, aumentando assim as sugestões para que as crianças me-
lhorem suas representações das falas.

O que é possível fazer em casa


Você pode retomar com as crianças que elas irão representar esse conto, e que por isso devem treinar em
casa a fala dos personagens que gravaram.

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22 | TRILHAS

Atividade 8
Ensaiar e apresentar o teatro

O professor propõe que as crianças realizem o ensaio final para a


apresentação da peça. Para isso, assume o papel de diretora da
peça e, com as crianças caracterizadas, vai orientando e dirigindo o
ensaio. Depois, organiza a apresentação com as crianças.

Roteiro de trabalho
Preparação
Separar os materiais elaborados anteriormente para que as crianças possam se caracterizar.

Organização do espaço e das crianças


Organizar a sala em 4 grupos. Para essa atividade você pode escolher um lugar amplo para a organização
das crianças, de modo que os grupos possam se olhar enquanto encenam.

Orientações para o professor


Propor às crianças um ensaio para a apresentação da peça Chapeuzinho Vermelho, e combinar que
ensaiarão algumas vezes até que estejam sabendo representar toda a peça para depois chamar seus
convidados. “Vamos fazer um ensaio geral da peça. Eu vou ajudá-las a encenar todas as cenas já no cenário que
montamos e com as vestimentas que produzimos. Quando acharmos que estamos prontos, podemos convidar os
pais ou os colegas para assistir”.

Entregar os materiais para que as crianças possam se caracterizar de acordo com o que combinaram.

Organizar as crianças separadas por personagens que irão representar. Colocar cada grupo em um
O que as crianças espaço diferente da sala.
podem pensar,
dizer e fazer.
Perguntar qual a primeira cena e chamar uma criança para representar a Chapeuzinho, e outra, a Mãe.
Representar os
personagens dizendo
suas falas. Lembrar que você fará o papel do narrador que anuncia o que as crianças devem fazer e que elas devem
se preocupar em dizer as falas que já memorizaram. Terminada a cena, as crianças voltam aos seus lugares.

Organizar a próxima cena com outras crianças para representar, e assim sucessivamente, até que todas as
crianças tenham participado do ensaio. Caso seja preciso, dramatize o conto mais de uma vez.

Chamar atenção para o lugar onde fica cada personagem no decorrer da cena e as ações que farão:
Pensar sobre as ações
dos personagens e “O que a mamãe da Chapeuzinho faz nessa cena? Onde ela pode ficar posicionada?” Você pode fazer
treinar a posição marcações no chão com giz para ajudar as crianças a se posicionarem.
que cada um ocupa
no cenário.
Combinar que elas irão ensaiar até que estejam seguras para convidar seus pais ou outras crianças da
escola para apresentar a peça. Lembrar sempre às crianças que precisam se preocupar com o público que
irá assistir a apresentação, de forma que devem usar os ensaios para se organizarem, garantindo que o
público consiga entender a história, escutar os personagens falando e visualizar suas ações.

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23 | HISTÓRIAS CLÁSSICAS

Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode propor
um ensaio em etapas, onde cada grupinho de crianças representa uma parte da história.

Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode agrupá-las,
agora com um personagem em cada grupo, e com sua ajuda elas encenam toda a história.

O que as crianças podem aprender


Ao propor que as crianças ensaiem a peça organizando as ações, falas e posições dos diferentes
personagens, possibilita-se que tenham a experiência de representar um conto em forma de teatro.

Ao propor que as crianças revezem na representação dos personagens e ensaiem como devem representar
coletivamente, favorece-se que aprendam a seguir decisões tomadas coletivamente e respeitar as ações
dos colegas.

O que mais é possível fazer


Você pode combinar com as crianças que no dia da apresentação da peça você irá registrar cada cena em
fotos, para depois montar um livro que conta a história da Chapeuzinho, agora protagonizada por elas.

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Créditos institucionais

TRILHAS

Iniciativa:
Natura Cosméticos

Realização:
Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos

Desenvolvimento:
Cedac

Ficha Técnica

Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos


Coordenação:
Maria Lucia Guardia e Lilia Asuca Sumiya

Cedac
Coordenação:
Beatriz Cardoso e Tereza Perez

Concepção do conteúdo e supervisão:


Ana Teberosky

Direção editorial:
Beatriz Cardoso e Beatriz Ferraz

Consultoria literária:
Maria José Nóbrega

Equipe de redação:
Ângela Carvalho, Beatriz Cardoso, Beatriz Ferraz, Debora Samori, Maria Grembecki, Milou Sequerra, Patrícia Diaz

Equipe da Gerência de Educação e Sociedade, Natura Cosméticos:


Maria Lucia Guardia, Lilia Asuca Sumiya, Fabiana Shiroma, Eliane Santos, Isabel Ferreira, Luara Maranhão, Gabriela Santos

Edição de texto:
Marco Antonio Araujo

Coordenação de produção:
Fátima Assumpção

Projeto gráfico:
SM&A Design

Ilustrações:
Vicente Mendonça

Revisão:
Ali Onaissi

“ESTE CADERNO TEM OS DIREITOS RESERVADOS E NÃO PODE SER COPIADO OU REPRODUZIDO, PARCIAL OU TOTALMENTE,
SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA E EXPRESSA DO PROGRAMA CRER PARA VER, DA NATURA COSMÉTICOS, E DO CEDAC.”

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CADERNO DE ORIENTAÇÕES
CADERNO DE ORIENTAÇÕES: HISTÓRIAS CLÁSSICAS
HISTÓRIAS
O Programa Crer para Ver é uma das iniciativas que traduzem o compromisso
da Natura com a construção de uma sociedade mais justa. Nesse sentido,
CLÁSSICAS
o principal objetivo do Programa é contribuir para um dos aspectos mais relevantes
e estruturais da sociedade: a qualidade da educação nas escolas públicas brasileiras.

Por acreditarmos que a participação de todos é o caminho para mudanças, desde a


concepção do Programa, a Natura mobiliza seu canal de vendas para compartilhar
a importância e o valor da educação. Esse envolvimento possibilita que as ações
desenvolvidas pelo Programa sejam financiadas por meio de recursos arrecadados pelos
Consultores e Consultoras Natura, que vendem os produtos da linha Crer para Ver sem
fins lucrativos.

Desde o início do Programa, em 1995, essa participação voluntária arrecadou mais de


R$ 32 milhões, o que possibilitou o investimento em iniciativas voltadas para o ensino
fundamental, educação de jovens e adultos e educação infantil de escolas públicas em todo
o Brasil, resultando em mais de 2,4 milhões de alunos beneficiados.

Uma dessas iniciativas é este material que você, professor, está recebendo. O projeto
TRILHAS visa promover o desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade dos alunos
de 4 a 6 anos e também instrumentalizar e apoiar o trabalho do professor das redes
públicas de ensino.

Essa ação contribui para ampliar o universo cultural de alunos e professores, por meio do
acesso à leitura de bons livros de literatura infantil. A escolha da LEITURA como o principal
tema deve-se por ser uma estratégia mundialmente reconhecida como determinante para
a aprendizagem e para promover um melhor desempenho escolar ao longo de toda a vida.

Esperamos que o projeto possa ser útil a você e a todos os profissionais que trabalham para
a melhoria da educação infantil pública.

Aos Consultores e Consultoras Natura, agradecemos o esforço voluntário e a contribuição


para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária. Graças a essa mobilização,
milhares de municípios brasileiros, na sua diversidade e pluralidade, fazem parte deste
e de outros projetos do Programa Crer para Ver.
Equipe do Programa Crer para Ver, Natura Cosméticos

Capa Chapeuzinho CLÁSSICAS final.indd 1 22/06/2009 18:36:15