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TEMA: “Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” – Jesus.

Começamos citando uma passagem da bíblia, em São Mateus, sobre o tema:


"Os teus olhos são a luz do teu corpo. Se eles forem bons, todo o teu
corpo terá luz; mas se eles forem maus, todo o teu corpo será tenebroso.
Se, pois, a luz que há em ti são trevas, quão grande não serão essas
mesmas trevas!". Jesus.
(Mateus, 6:22-23.)"

Às vezes alguém faz um ELOGIO (obviamente significa que gostou ou achou


bonito alguma coisa) e a outra pessoa responde: “São seus olhos!”. E realmente
são. É verdade. Também diz um dito popular que “os olhos são o espelho da
alma”, ou seja, o canal por onde refletimos nosso estado de espírito.
Já perceberam que uma pessoa feliz tem brilho nos olhos? E que uma pessoa
triste e depressiva não tem brilho algum no olhar?
Quando uma pessoa reúne algumas virtudes, e que nós a admiramos, não é
comum dizermos: “Fulano é uma pessoa de luz”? então antes de entrarmos
propriamente no assunto, vamos definir o que é um “Espírito de Luz”:
O que chamamos de espírito de luz, seria o espírito que já possui certa evolução
moral, que por conseqüência, possui luz própria, ou seja, no início de nossa
evolução, nossas poucas virtudes e qualidades se assemelham a um espelho todo
sujo de barro. À medida que buscamos nosso aperfeiçoamento, é como se
estivéssemos “limpando” este espelho, o nosso coração, de modo a torná-lo
menos opaco e cada vez mais limpo e em condições de refletir a luz, os
ensinamentos de Jesus, o amor, até que refletiremos tão bem a luz que
seremos confundidos com ela própria.
No final do século 19, no natal de 1873, o espírito de Cáritas ditou uma prece
muito linda e que nos remete a este “espelho” onde refletirá o iluminado Espírito
do Mestre, e ao mesmo tempo nos mostra o caminho. Vejamos:

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que
passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no
coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o
repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o
guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes.
Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para
aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos
consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-
nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as
lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. E um só coração, um só
pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de
amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços
abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos
de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, a fim de subirmos até
Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a
simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a
Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.

Infelizmente, pessoas há que só têm olhos para enxergar o lado mau de


tudo.
• Desconfiadas, vivem com medo de serem ludibriadas em seus afetos ou
prejudicadas em seus interesses;
• Maliciosas, não confiam em ninguém e estão sempre a fazer mau-juízo do
próximo;
• Pessimistas, encaram os fatos da existência invariavelmente pelos seus
aspectos menos felizes, e
• Quando solicitadas a opinar sobre a conveniência de qualquer realização, só
sabem desencorajar, desmerecer, demolir.
Vendo unicamente o mal onde quer que pousem suas vistas, esperando
constantemente o pior de qualquer evento, essas pessoas mantêm-se em
sintonia com o astral inferior, envolvem-se em trevas cada vez mais
densas, caem num estado de alma mórbido e desgraçado, acabando,
geralmente, em deplorável ruína. Tornam-se, assim, vítimas daquilo que
admitem, criam e nutrem persistentemente em si mesmas.
No livro “O Sermão da Montanha”, de Rodolfo Calligaris, temos uma referência
bastante expressiva sobre esta luz que buscamos (ou deveríamos buscar):
É de suma importância que aprendamos a ver o bem em todos e em toda a parte,
para que o bem se manifeste e cresça em nossa vida. Acreditando no bem,
mentalizando o bem e esperando apenas o bem, nossos dias transcorrerão
tranqüilos e ditosos, pois, como disse o Mestre, "o que buscarmos, acharemos".
Em verdade, sendo o universo criação de Deus, o Supremo Bem, tudo é bom,
tudo obedece a uma finalidade justa, útil e necessária. Até mesmo o que nos fere
e faz sofrer, e que por isso "parece" ser um mal, converte-se em benefício para
nossas almas, pois as faz exercitar as virtudes que lhes faltam (a paciência, a
resignação, a humildade, a fé, etc.), preparando-as para um futuro melhor.
Não percamos tempo, portanto, na identificação do mal, ainda que a pretexto de
fugirmos dele. Abramos os olhos e estejamos atentos, isto sim, para nos
apercebermos das centenas de oportunidades que se nos oferecem,
diariamente, para a prática do bem.
Ajamos sempre com sinceridade de propósito e, onde estivermos: no lar, na rua
ou no trabalho, procuremos ser solícitos para com os que nos rodeiam,
ajudando-os como e quanto nos seja possível. Se contrairmos esse hábito, não
deixando passar uma só ocasião de servir, se mantivermos aceso o ideal de
tornar-nos um instrumento pelo qual o Amor de Deus possa chegar aos
nossos irmãos, todo o nosso ser se tornará luminoso, irradiando
simpatia, calor humano e felicidade.
Teremos alcançado, então, a glória de ser considerados "filhos da Luz".
Outra referência que podemos citar e que está na bíblia sagrada:
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais reprovados.” (TIAGO, 5:9.)
Cada vez que nossos lábios cedem ao impulso da queixa, quase sempre estamos
simplesmente julgando a vida que nos é própria. Observa, assim, a ti mesmo e
deixa que a consciência te vigie a palavra.
Se viste uma pessoa em falta contra outra, não lhe exageres a culpa, recordando
quantas vezes terás faltado igualmente contra o próximo. E assim como
agradeceste a quantos te desculparam os senões da conduta, confiando em que
te melhorarias com o tempo, ampara também o irmão caído em erro, através de
teu otimismo fraternal, para que se levante e te bendiga.
Se um companheiro te ofendeu, não te confies a reações descabidas, refletindo
nas ocasiões em que terás igualmente ferido os semelhantes. E assim como te
rejubilaste, diante de todos os que te esqueceram os golpes, na certeza de que
saberias reconsiderar a própria atitude, auxilia também o amigo que se fez
instrumento de tua dor, através do esquecimento de todo mal, a fim de que ele se
restaure e te abençoe a grandeza de espírito.
Em toda conversação, na qual sejamos induzidos a examinar o comportamento do
próximo submetido à censura alheia, vasculhemos o íntimo, concluindo se não
teríamos praticado incorreções iguais ou maiores no lugar dele. E, em todas as
circunstâncias, não nos esqueçamos de que, estaremos intimando,
automaticamente, a nós mesmos a viver em nível mais alto e a fazer coisa
melhor.
Mais um ponto a refletirmos, contado por Emmanuel: Jesus perguntou então àquele que Lhe
tentava: “Quem é você? E ele respondeu: "Legião é o meu nome, — disse ele,
— porque somos muitos."
Sem nenhuma ilusão, ainda hoje, em nos aproximando do Senhor, reconhecemo-
nos, não apenas afinados com vários grupos de companheiros tão devedores
quanto nós, mas igualmente em lamentável dispersão íntima, qual se
encerrássemos um feixe de personalidades contraditórias entre si.
Ao contato das lições de Jesus, é que, habitualmente, nos vemos versáteis e
contraproducentes, qual ainda somos. Acreditamos na força da verdade,
experimentando sérios obstáculos para largar a mentira; ensinamos beneficência,
vinculados a profundo egoísmo; destacamos os méritos do sacrifício pela
felicidade alheia, agarrados a vantagens pessoais; manejamos brandura em se
tratando de avisos para os outros e estadeamos cólera imprevista se alguém nos
causa prejuízo ligeiro; proclamamos a necessidade do espírito de serviço,
reservando ao próximo tarefas desagradáveis; pelejamos pela paz nos lares
vizinhos, fugindo de garantir a tranqüilidade na própria casa; queremos que o
irmão ignore os golpes do mal que lhe estraçalham a existência e estamos
prontos a reclamar contra a alfinetada que nos fira de leve; salientamos o
acatamento que se deve aos Desígnios Divinos e pompeamos exigências
disparatadas, em se apresentando o menor de nossos caprichos.
Sim, de modo geral, somos individualmente, diante de Jesus, a legião
dos erros que já cometemos no pretérito e dos erros que cultivamos no
presente, dos erros que assimilamos e dos erros que aprovamos para
nos acomodarmos às situações que nos favoreçam.
Resumindo e finalizando, meus irmãos, o que Jesus nos avisou em diversas oportunidades é
que devemos buscar incessantemente a felicidade, através de nossa burilação, de nossa
evolução moral. Através do desenvolvimento de virtudes. Virtudes estas que serão os
insumos que necessitamos para transformarmos este mineral bruto e sujo que somos em
cristal puro e brilhante para refletirmos a divina e santa imagem do Pai.
E o caminho a percorrer é longo. E o tempo urge. E não será reclamando da própria sorte,
reclamando da justiça e de Deus que o caminho será encurtado. Pelo contrário. Devemos
buscar urgentemente a inspiração para o otimismo, para a fé, para a caridade, para a alegria.
Desta forma teremos olhos bons e nosso corpo começará a refletir a luz de nossa alma, de
nosso coração.

Graças a Deus.Graças a Jesus.

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