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Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Disciplina:

Capítulo:

Imagem de
Imagem de abertura
abertura
Orientações

Imagem de Abertura:
Estudante (Study).
Fonte: Fonte: stock
imagens.
http://www.sxc.hu/brows
e.phtml?f=download&id=
1 O ATO DE ESTUDAR
656291. Prof. Ms. COSME LUIZ CHINAZZO
Acesso em: 17/12/2007.
Neste capítulo temos o objetivo de levar o estudante a refletir sobre os seus
procedimentos diante da tarefa de estudar, no sentido de se auto-questionar a partir do
seguinte: QUE ESTUDANTE TENHO SIDO? QUE ESTUDANTE SOU? E QUE ESTUDANTE
QUERO SER? No final deste estudo, o estudante deverá ser capaz de organizar sua própria
ação estudantil de maneira a ser mais eficiente e eficaz.
Esta é uma reflexão onde o estudante
será desafiado a refletir sobre as
Disciplina: perguntas: O que é estudar? E qual a
Capítulo: importância da leitura no ato de
estudar? Você estuda só para fazer
Recurso 11
Recurso
provas e exames? Ou estuda com uma
Orientações
perspectiva maior de construção de um vídeo
vídeo
Recurso 1
Vídeo – Clipe sobre estudo
futuro melhor? E quanto às leituras?
Como é que você costuma ler? Então,
apresentaremos sugestões para o
aproveitamento da leitura. Subsídios para
a leitura e sugestões práticas na
1.1 O QUE É ESTUDAR?
concretização da qualidade da leitura, tais
como: anotações e observações, fichas de
Portanto, faremos uma reflexão
leitura, fluxogramas de textos, resumo e
resumindo o texto de Chinazzo. A
resenha de textos.
expressão ato de estudar significa aquilo
que se faz para estudar. O ato realizado,
As reflexões e propostas apresentadas
concluído no ato de estudar não existe
neste capítulo foram fundamentadas em
por si só, pois a cada momento novas
Chinazzo (2002).
circunstâncias se oferecem para sua
concretização. Portanto, ele só existe na alguns nem sabem estudar. Uma triste
Disciplina: medida em que o exercício do ato é consequência disto é a perda de um
Capítulo:
renovado e multiplicado. tempo precioso com um pseudo-estudar.

Entendemos que estudar não significa o Perda porque, se esse mesmo tempo
Orientações que muitos pensam e concebem como fosse aproveitado criteriosamente e
um simples sentar em bancos escolares e conscientemente por parte do estudante,
ouvir o que os professores transmitem os resultados poderiam ser bem mais
para repetir, tal e qual, posteriormente, eficientes. Você já parou para pensar
em provas ou exames. Esta é uma visão nisso?
muito simplória, tradicional e passiva.
Estudar, pelo contrário, é um ato que Em função de tal engano, muitos
envolve dinamismo e requer muito estudantes têm se fixado em hábitos
esforço da parte do estudante. tradicionais, desenvolvendo um estudo
meramente mecânico, memorizador e
São comuns observações de que um reprodutivo. Quando ao contrário, o
grande número de estudantes que chega estudante precisa ter consciência de que
às universidades não sabe avaliar a estudar é um ato que deve ser assumido
dimensão e a importância do que é o ato e direcionado por ele próprio. Pois,
de estudar, muitas vezes até se diz que estudar não é engolir livros e saberes que
os
professores recomendam e transmitem,
mas é antes de tudo, a partir dos livros e
Disciplina: dos professores, saber assimilar e revisar
Capítulo: os conteúdos de uma maneira crítica e
reflexiva, evitando simplesmente passar
por alto sobre estes livros e saberes, para
Orientações
daí, estabelecer morada participativa
Recurso 2 neles e com eles, dando uma direção de
Caro estudante – Aqui
lançamos o desafio para
Recurso 22
Recurso reconstrução do já construído, de refazer
você ampliar a partir de sua o já feito; quer dizer, transformar o
própria compreensão, a
seguinte questão: o ser
Interativo
Interativo material de estudo e, consequentemente,
transformar-se a si mesmo.
homem nunca estaciona na
busca da realização
humana, mas, O ato de estudar compreendido nesta
ironicamente, também
nunca chega a uma visão é ação, ação transformadora, e
realização plena e definitiva. construtora de uma nova realidade.
Como pode ser explicado
esse fenômeno? Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você ampliar a partir
Então, estudar é ação pela qual cada
Coloque sua compreensão de sua própria compreensão, a seguinte questão: o ser homem estudante enfrenta a realidade do mundo
no fórum para ser nunca estaciona na busca da realização humana, mas, ironicamente,
compartilhada com os também nunca chega a uma realização plena e definitiva. Como buscando compreendê-lo e explicá-lo.
colegas de turma e com os pode ser explicado esse fenômeno?
Coloque sua compreensão no fórum para ser compartilhada com os
professores. colegas de turma e com os professores.
O ato de estudar é consequência da
relação homem e mundo, uma vez que, a
Disciplina: partir de uma análise fenomenológica,
Capítulo:
constatamos que o homem está em
constantes relações com o mundo, com
Recurso 44
Recurso
os outros e consigo mesmo. Isto leva-o a
Orientações empreender um contínuo esforço no vídeo
vídeo
Recurso 3 sentido de elucidar o processo
Vídeo - Enquete - O que você entende
por estudar?
constitutivo do ser do mundo, do seu
Enquete – Você tem um método de
estudo?
próprio ser e de sua história. Subjacente
Enquete – Que tipo de leitura você faz
sobre os textos dados por seus
professores?

Recurso 4 a esse empreendimento, o homem


Vídeo – Esquete Homem sentado no
sofá cm notebook. Dificuldades de
encontra-se como ente concreto, ser
concentração para estudar. consciente e inteligente, inserido num
Apresentação dos personagens Gabriel
e Dica. Método para estudar e
conseguir aprender. Recurso 33
Recurso mundo também concreto.
O homem, como tantos outros seres,
“está-aí-no-mundo”; todavia ele deve
vídeo
vídeo passar desse simples “estar-aí” para se
tornar um ser-aí. Usando-se a
terminologia fenomenológica, o homem
deve deixar de ser objeto para ser
sujeito.
As coisas existentes no mundo se
Disciplina: relacionam numa dimensão de
Capítulo:
causalidade, ou seja, de pura
exterioridade, são relações sem
significações. O homem também se
Orientações relaciona com essas coisas, mas de
maneira fundamentalmente diferente,
RECURSO 3: Imagem: pois há nele o que chamamos de
Teacher with a group of interioridade. Trata-se de uma relação em
high que o homem confere um significado às
Fonte: coisas. Dessa forma, o homem rompe
http://image.shutterstock com a exterioridade reinante nas coisas de viver sua interioridade própria de
.com/display_pic_with_lo sujeito, para viver uma exterioridade
do mundo.
go/74538/111027338/sto própria das coisas, objeto. Então, mesmo
ck-photo-teacher-with-a-
group-of-high-school- As coisas passam a existir a partir do não sendo uma coisa, o homem pode viver
students-in-classroom- momento em que o homem lhe confere como se fosse uma coisa. Tal vida
111027338.jpg significações de maneira expressa. No caracterizaria uma renúncia à sua
Acesso em: 12/01/2013. entanto, se o homem não consegue condição originária de ser sujeito-
expressar o mundo com significações, ele consciente, negando assim a sua
pode tornar-se coisa (objeto), deixando homogeneidade, ou seja, negaria sua
condição original de ser homem.
Portanto, na sua relação com o mundo, o homem precisa, analisar, observar
atentamente, examinar, isto é, olhar o mundo reflexivamente, distanciando-se do
mesmo. A isso, chamamos de objetivar o mundo. Objetivar o mundo quer dizer
Disciplina:
distanciar-se dele, libertar-se do meio envolvente, enfrentá-lo, desapegar-se do mesmo
Capítulo:
para questioná-lo, como objeto de reflexão. Capacidade que só ser humano possui. Os
outros animais não são dotados dessa capacidade.
Orientações
A partir dessa capacidade marcante do espírito humano de objetivar sem se tornar
objeto, o homem consegue desapegar-se das coisas e até dar nova existência a elas, ou
seja, existência intencional. Não se apegando ao mundo dado, o homem supera sua
imanência, isto é, transcende para além das coisas do mundo. Nesta atitude o homem
pode atribuir significados ao mundo. Dando significados, aprende a expressar o mundo,
isto é, produz o mundo. O mundo expresso pelo homem passa a ser o mundo humano,
mundo do homem. Ao anunciar o mundo, o homem, transforma-o, conhece-o,
transcende a imediatez do mesmo, simultaneamente transforma-se, conhece-se e liberta-
se.

Devido a estes dinamismos constantes do homem, de transcender e transcender-se, ele


nunca estaciona na busca da realização humana, mas, ironicamente, também nunca
chega a uma realização plena e definitiva. Trata-se de um movimento dialético que está
em permanente continuidade, ultrapassando todos os limites, porque, ao ultrapassar um,
logo se impõe outro, assim sucessivamente.
Desse modo, podemos transferir essa reflexão e aplicá-la no ato de estudar. E então,
teremos que o estudante que valoriza o ato de estudar não se deixará aprisionar pelos
Disciplina: mecanismos de uma educação tradicional, passiva e conservadora. Buscará novas formas
Capítulo:
de produzir o conhecimento, para poder contar sua história. Ele não copia ideias e
pensamentos, mas analisa-os, para poderexpressar seus próprios pensamentos.
Tomando esta atitude, ao estudar, o estudante vai aos poucos sentindo-se como autor
Orientações de sua própria história, e com isto sente-se cada vez mais responsável pelos rumos da
sua existência e do mundo. Vai adquirindo liberdade e autonomia na medida em que o
ato de estudar possibilita ao estudante assumir conscientemente sua essencial condição
humana de ser sujeito.

Nesta perspectiva, entendemos que estudar é aprender a dizer o mundo de forma crítica
e renovada, não é repetir o passado, mas dizer o mundo de forma própria, criadora e
transformadora. Transformadora, porque o ato de estudar não deve fixar-se apenas no
aprender a repetir e reproduzir o que os outros já disseram sobre o mundo, mas ir além,
pois estudar é ação, é criação e recriação. O ato de estudar não existe separado do
mundo, produzindo pensamentos abstratos e arbitrários. Pelo contrário, do mundo é
gerado e para o mundo deve voltar-se para transformá-lo.

Em outras palavras, cada ser humano é responsável pela produção de sua história e deve
conscientizar-se de que o seu desenvolvimento intelectual e sua inserção no mundo
dependem basicamente de suas ações e
decisões. Isto significa que no ato de
Disciplina:
estudar cada estudante deve fazer-se
Capítulo: sujeito deste ato, não se tornando
meramente objeto do mesmo. Fazer-se
Orientações
sujeito no ato de estudar é a cada ato
libertar-se, realizar-se, autodesenvolver-
RECURSO: se como agente histórico, é interferir no
Imagem: Ready for school mundo e inserir-se participativamente
(Preparado para a no mesmo. É autorealizar-se.
escola).
Fonte: Estudar é um ato desafiador, no qual o
http://i.istockimg.com/st
atic/images/zoom/magnif
estudante sente-se provocado pelo
ying-glass.png mundo e pelas coisas, no sentido de
compreendê-las e apropriar-se de suas
significações. Estudar é uma constante
reflexão e abertura como possibilidade
de ultrapassar as imanências do mundo.
Consequentemente é o esforço para
procurar ir sempre mais além dos seus
próprios limites.
1.2 A LEITURA

Disciplina: Já realizamos uma reflexão em torno do ato de estudar, agora nosso desfio é pensar um
Capítulo: pouco sobre a importância da leitura no ato de estudar.

O espírito científico principia quando o aluno decide ser o sujeito da aprendizagem. De


Orientações
acordo com Freire, “estudar é um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura
crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser
praticando-a” Freire (1979, p. 9). Isto implica numa reflexão sobre o próprio ato de
estudar que se vai solidificando na medida em que se vai estudando e não
simplesmente lendo.

São itens indispensáveis do ato de ler, conforme esclarece Freire (apud HÜHNE, 1992,
p.14):
a) o estudante deve assumir o papel de sujeito do ato de estudar; b) tomar uma atitude frente o mundo; c) busca de
uma bibliografia adequada; d) atitude de humildade; e) compreensão crítica do ato de estudar; f) assumir uma
relação dialógica com o autor; g) uma reflexão constante sobre o seu próprio ato de estudar.

No ato de estudar está implícita a importância da leitura. Para Lakatos e Marconi (1989,
p. 19):
(...) ler significa conhecer, interpretar, decifrar, distinguir os elementos mais importantes dos secundários e,
optando pelos mais representativos e sugestivos , utilizá-los como fonte de novas
que serve o texto? Para que serve a
idéias e do saber, através dos processos
Disciplina: de busca, assimilação, retenção, crítica, leitura?
Capítulo:
verificação e integração do
conhecimento. Entendemos que a leitura constitui a
mola mestra do ato de estudar.
Orientações Para o estudante é importante
Referimo-nos principalmente à leitura de
que ele aprenda a fazer uma
textos técnicos das ciências e da
leitura exploratória, uma leitura
filosofia. São textos que revelam uma
analítica, leitura interpretativa
compreensão mais elaborada sobre o
e uma leitura de
mundo.
problematização. Aprender a
ler é saber extrair do texto e do
Uma coisa é certa: a leitura de estudo
contexto, numa posição crítica,
não pode prender-se unicamente ao
em criar ou re-criar o mundo da
texto escrito. Antes de tudo, o leitor-
palavra – texto – e a leitura do
estudante deve ter consciência de que
mundo – contexto,
todo o texto reflete determinado
caracterizado pela vivência e
contexto, que via de regra é bem mais
experiências do mundo vivido.
complexo do que o texto impresso.
Neste sentido, a leitura não é um ato
Então, sobre a LEITURA algumas
isolado e momentâneo. Pelo contrário,
questões se impõem. Qual a
deve ser encarada como o caminho a ser
relação entre ler e estudar?
Que tipo de leitura nossos
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Interativo – Caro estudante – Aqui
lançamos o desafio para você analisar
e ampliar a partir da tua compreensão
Recurso 55
Recurso
interativo
e vivencias estudantis a afirmação de
Paulo Freire: “Estudar seriamente um
texto é estudar o estudo de quem,
estudando, o escreveu”.
interativo

Interativo – Caro estudante – Aqui lançamos o desafio para você analisar e ampliar a partir da tua compreensão e vivencias
estudantis a afirmação de Paulo Freire: “Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu”.
percorrido pelo leitor na busca de descobrir e articular sua realidade existencial com os
significados impressos pela palavra, uma vez que todo o texto escrito originou-se do
mundo vivenciado pelo seu autor. O autor estruturou, o texto, a partir do modo como ele
Disciplina:
percebeu o seu mundo (contexto) e a partir das influências que dele sofreu e das
Capítulo:
experiências que nele realizou e viveu. Por outro lado, o leitor faz a leitura da palavra
contando com a sua própria visão de mundo e com suas experiências nele vivenciadas. E
Orientações neste ato de leitura, o leitor-estudante precisa confrontar seu contexto com o texto
impresso pelo autor, com a intenção de construir um novo significado. Quer dizer, uma
boa leitura deve ser capaz de gerar a reorganização das experiências do leitor.

Quanto a isso, Freire (1979, p. 9), insiste que:


Estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu. É perceber o condicionamento
histórico-sociológico do conhecimento. É buscar as relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do
conhecimento. Estudar é uma forma de reinventar, de recriar, de reescrever - tarefa de sujeito e não de objeto. Desta
maneira, não é possível a quem estuda, numa tal perspectiva, alienar-se ao texto, renunciando assim à sua atitude
crítica em face dele.

Portanto, a leitura realizada pelo estudante-leitor deve acontecer na forma de um


diálogo, que o estudante-leitor realiza com o autor.

Nesta perspectiva, o texto escrito é apenas um instrumento mediador entre dois mundos,
o mundo do leitor e o mundo do autor. É precisamente no ato da leitura que se
Recurso77
Recurso
Imagem
Imagem
estabelece o diálogo e este será direcionado pelos interesses e
Disciplina: intenções do leitor. É este que deverá estabelecer
Capítulo: questionamentos e buscar respostas. Deverá problematizar o
texto e formular juízos próprios.
Orientações
Em outras palavras, o leitor-estudante precisa produzir seu texto.
Recurso 7
Recurso88 Para o leitor-estudante que assume esta postura, o texto estudado
http://image.shutterstock.com/display Recurso
_pic_with_logo/530911/530911,13056 Imagem
Imagem não é algo definitivamente acabado. É uma obra humana, à qual o
36018,1/stock-vector--books-stack-
vector-illustration-77397691.jpg mesmo, de certo modo, deve dar nova vida. O texto torna-se uma
Acessado em 12/01/2013.
proposta, um desafio.
Recurso 8
http://image.shutterstock.com/display
_pic_with_logo/1294/120733465/stoc Desafio porque o leitor-estudante deverá superar uma série de
k-photo-group-of-college-students-at-
the-library-120733465.jpg. dificuldades que se impõem intrinsecamente no decorrer da
Acessado em 12/01/2013.
Recurso99
Recurso
leitura. É muito comum o leitor não perceber que o texto lido vem
Recurso 9 Imagem
Imagem carregado de condicionamentos histórico-sociológicos e
http://image.shutterstock.com/display
_pic_with_logo/288499/288499,13031 ideológicos do autor que nem sempre coincidem com o seu.
54347,19/stock-photo-an-isolated-
grad-hat-to-symbolize-a-student-
graduating-75527092.jpg
Acessado em 12/01/2013.
O leitor precisa saber identificar a posição ideológica e filosófica do
autor para poder confrontar com a sua realidade. Neste
confrontamento, o leitor-estudante deverá ter a sensibilidade de
perceber as suas semelhanças e diferenças em relação ao autor, para a partir daí ter
Disciplina:
condições de reelaborar o texto, isto é, produzir seu próprio texto*.

Capítulo:
Assumindo tal atitude, o estudante-leitor se faz sujeito diante do texto lido. Com isso, terá
condições de compreender as ideias do autor, como também poderá expressar o que
Orientações ele tem a dizer. O leitor-estudante que faz da leitura um momento de diálogo crítico e
produtivo, não fica hipnotizado pela palavra escrita; pelo contrário, buscará novas
palavras, não para colecioná-las na memória, mas para anunciar a sua realidade
construindo um novo mundo, possibilitando a continuidade da obra humana na história.
Então, diante de um texto, o leitor poderá ser sujeito ou objeto da leitura, isso dependerá
da postura crítica ou acrítica que assuma frente ao texto sobre o qual processa o ato de
estudar.

Será objeto na medida em que se coloque frente ao texto como alguém que esteja
magnetizado pelo que está vivenciando, seja pelo júbilo, seja pelo temor que desperte,
frente ao texto. Logo, o estudante que permanecer nesta postura, provavelmente, sofrerá
graves consequências, como a formação de uma consciência ingênua em relação às ações
políticas e sociais. Com facilidade tornar-se-á um indivíduo que se submete passivamente
a
_________________
* Neste tocante devemos ter o máximo cuidado, para não cairmos num relativismo que fuja da questão da
verdade científica. O rigor da investigação científica deve ser mantido, bem como a fidelidade à verdade
científica. Há sempre uma verdade científica que não pode ser relativizada.
um mundo dogmático, onde a ordem e valores se impõem de forma natural e categórica,
onde tudo está feito e resolvido. É o tipo de homem que não questiona, não problematiza
Disciplina: seu mundo, tem a visão de que o mundo é estático e determinado. É uma mentalidade
Capítulo:
consumidora de idéias e saberes e não sua produtora.

Advém daí uma mentalidade que possui um conhecimento fragmentado e desarticulado,


Orientações faltando uma visão de conjunto e totalidade. É o indivíduo que é levado pelos
acontecimentos do cotidiano e oprimido pela rotina do dia-a-dia, correndo o risco de
alienar-se, perdendo sua autonomia e não assumindo sua condição fundamental de ser
humano.
Por outro lado, será sujeito da leitura o leitor que, ao invés de só reter a informação, fizer o esforço de compreensão
da mensagem, verificando se expressa e elucida a realidade em suas características específicas. Por vezes, os textos
criam uma elucidação falsa da realidade. É preciso estar alerta para esta possibilidade (LUCKESI, 1991, p. 14).

Portanto, o leitor-sujeito é aquele que busca compreender o mundo concreto em suas


bases reais. Examina e questiona o texto que está lendo, este “estará capacitado para criar
e transmitir novas mensagens, que se apresentarão como novas compreensões da
realidade”(FREIRE, 1979, p. 142).

O leitor-sujeito pensa criticamente e passa a destruir falsas idéias, cria novas


interpretações à cerca da realidade, dando novos significados, pois compreende que a
realidade do mundo não é estática, que 1.2.1 APROVEITAMENTO DA LEITURA
“esta não se dá a conhecer de uma só vez.
Ela se transforma, se modifica, é Tendo em vista as argumentações
Disciplina:
multifacetária e, por isso, expostas nos dois tópicos anteriores, faz-
Capítulo:
constantemente, está desafiando o se mister que a ação do leitor-estudante,
homem no seu ato de estudar, que deve no ato da leitura de textos teóricos, seja
Orientações ser criativo e não repetitivo”(FREIRE, uma ação ciente de sua condição de
1979, p. 143). sujeito deste ato e que para tanto
domine certas técnicas de leitura que
Torna-se evidente a necessidade de são na verdade técnicas de pesquisa. O
nossos estudantes assumirem uma leitor-estudante deve ter em mente
postura crítica diante dos textos de que a qualidade de sua leitura depende
estudo. Só assim poderão dar muito dos métodos adotados na
continuidade ao curso da história e efetivação deste ato.
realização humana, pois estarão
enfrentando o mundo na busca de uma Veja estamos falando de técnicas de
compreensão rigorosa e ordenada de pesquisa no ato de ler um texto teórico,
seus componentes, superando visões porque a proposta é estimular o
ingênuas, falsas idéias e aparências. Isto é estudante-leitor a fazer no momento da
buscar a inteligibilidade do mundo. leitura uma ação de estudo-pesquisa.
Não há espaço aqui para uma leitura
mecânica e memorizadora. Trata-se de
Disciplina: um método de estudo em que estudar
Caro estudante – Aqui lançamos o desafio
Capítulo:
para você sistematizar uma lista, pode ser também é uma forma de pesquisar. Uma
elaborada em forma de tabela com duas leitura organizada metodologicamente já
colunas, estabelecendo um paralelo é por si só uma pesquisa. Refere-se a um
Orientações
listando, numa coluna características de um método de leitura que requer
Desenhar um bloco de notas como leitor sujeito, e outra coluna listando conhecimento e domínio de técnicas que
fundo do quadro e destacar bem esse
características do leitor objeto.
texto. orientem a leitura com rigor e critérios
bem definidos.

O leitor-estudante não pode ser apenas


um receptor de saberes. Deve no ato da
leitura procurar compreender a
mensagem do autor, questionar as
exposições e argumentações do mesmo
para poder transformar o que deve ser
transformado. Sem dúvida, para os
estudantes universitários, os textos
teóricos são instrumentos de fundamental importância e fonte de pesquisa,
Disciplina:
pois é através deles que os estudantes se relacionam com a produção científica e filosófica, é através deles que se
Capítulo:
torna possível participar do universo de conquistas nas diversas áreas do saber. É por isso que
aprender a compreendê-los se coloca como tarefa fundamental de todos aqueles que se
Orientações dispõem a decifrar o seu mundo (FURLAN, 1988, p. 133).

O estudante universitário precisa tomar consciência de que aprender a compreender


um texto é aprender a efetuar uma leitura com qualidade, pois o que mais interessa é
a produção efetiva e não a quantidade. Não interessa quantas páginas foram lidas,
interessa como foram lidas e a sua compreensão. Por isso, devemos reler o texto
quantas vezes for necessário, até obtermos certeza da compreensão do tema em
pauta.

Sabemos que o processo de construção da nossa intelectualidade é muito lento, são os


obstáculos pessoais, sociais e culturais, a serem vencidos em busca de uma
compreensão significativa do conhecimento humano. Nem sempre a compreensão
acontece de imediato por isso se faz necessário, por parte do leitor dedicar tempo e
aplicar técnicas para poder decodificar e assimilar, o que esta sendo revelado no texto.
O certo é que a leitura-estudo, Se as sugestões que apresentaremos
Disciplina:
concebida como trabalho de pesquisa, abaixo não forem condizentes com a sua
deve ser organizada realidade, acreditamos que você
Capítulo:
metodologicamente. Inerente a esta encontrará o seu próprio método de
postura, subentende-se uma série de conduzir suas leituras de estudo. O
Orientações atividades no sentido de fazer importante é ter um método organizado
observações, organizar e classificar e eficiente para aproveitar melhor o
RECURSO - dados dos textos e realizar tempo disponível para estudo e
Vídeo – Esquete - apontamentos, fichas, esquemas, etc. consequentemente aproveitar e
Homem dormindo com compreender melhor os temas de
narração explicando o estudo e leituras.
dia-a-dia do Gabriel.
RECURSO - Vídeo – Esquete - Homem
dormindo com narração explicando o dia-a-dia O estudo e análise de textos que
do Gabriel. possuam uma estrutura lógica rigorosa,
especialmente os textos filosóficos e
científicos. Exigem que sejam feitas
algumas avaliações, tais como:
a) Referência bibliográfica do texto. Isto
implica saber quem é o autor do texto; o SAIBA MAIS
Disciplina: título do texto; ano da publicação e a
Capítulo: extensão do texto.
b) Identificar o tipo de texto. Identificar se Você já pensou o quanto ganharia em leituras se
o texto é científico, ou filosófico, ou reservasse +ou- 20 minutos de leitura por dia? Esse
Orientações tempo poderia ser reservado de manhã é só
literário, ou teológico, etc. Isto facilita o
levantar mais cedo. Ou de meio-dia na hora do
Botão SAIBA MAIS
Você já pensou o quanto ganharia em
entendimento das idéias que o autor quer almoço. Ou sacrificar o tempo da televisão.
leituras se reservasse +ou- 20 minutos transmitir, pois cada tipo de texto possui
de leitura por dia? Esse tempo poderia
ser reservado de manhã é só levantar uma estrutura linguística e argumentativa Agora veja o seguinte calculo: 20 minutos por dia! 6
mais cedo. Ou de meio-dia na hora do dias da semana (deixa fora o dia do descanso),
almoço. Ou sacrificar o tempo da própria. somaria 120 minutos por semana. Transformando
televisão.
c) Conhecer os dados bibliográficos do em horas teríamos 2 horas de leitura por semana.
Agora veja o seguinte calculo: 20
minutos por dia! 6 dias da semana autor. Procurar contextualizar o autor no Ou vamos fazer de conta que demoramos 3 minutos
(deixa fora o dia do descanso), somaria para ler uma página, daí em 120 minutos teríamos
120 minutos por semana. tempo e no espaço. É importante
Transformando em horas teríamos 2 lido 40 páginas, por semana, no final do mês
horas de leitura por semana. Ou perguntar: Quando o autor nasceu? Onde? teríamos lido em torno de 160 páginas, seria + ou –
vamos fazer de conta que demoramos
3 minutos para ler uma página, daí em Qual foi sua formação intelectual? Em que um livro por mês. No final de um ano teria lido 12
120 minutos teríamos lido 40 páginas,
por semana, no final do mês teríamos organizações militou? A que correntes de livros. Pergunto: isso faria diferença na nossa vida
lido em torno de 160 páginas, seria +
pensamento se filia? Que livros escreveu? intelectual, cultural e social? Ou não faria diferença?
ou – um livro por mês. No final de um
ano teria lido 12 livros. Pergunto: isso Eis a questão: ler ou não ler.
faria diferença na nossa vida Quais as principais características de seu
intelectual, cultural e social? Ou não
faria diferença? Eis a questão: ler ou
pensamento? Quais eram as condições da
não ler.
época em que produziu o texto? Que
influências recebeu? Etc.
d) Estudo dos componentes desconhecidos do texto. É frequente encontrarmos
expressões técnicas, palavras, autores citados, fatos históricos mencionados que não
conhecemos. Por isso, necessitamos munir-nos de outros livros, dicionários, enciclopédias
Disciplina:
e algumas vezes consultar especialista da área.
Capítulo:

QUADRO 1 - SUGESTÕES PARA ATINGIR A EFICIÊNCIA NOS ESTUDOS


Orientações
TEMA AÇÃO

1 - Aprender a aprender - Assumir a responsabilidade pelo estudo.


- Não esperar só pelos professores.
- Pontualidade nas aulas.
- Saber orientar seus próprios estudos.
- Adotar método de estudo, principalmente, técnicas.
- Definir sua própria técnica.
2 - Tempo para estudar - A luta contra os ponteiros do relógio.

3 - Distribuição do tempo - Tornar o tempo mais produtivo.


- Determinar o que vai estudar em cada momento.
- Alguns minutos por dia podem somar horas na semana.
- Elaborar uma planilha demonstrando como usar o tempo – diário.
- Reelaborar esta planilha para ver como posso aproveitar melhor.
- Espaços curtos – pequenas leituras.
- Espaços longos – analisar, criticar, elaborar fichas, resumos.
TEMA AÇÃO
Disciplina:

Capítulo: 4 - Horário para - Possuir o programa, livros textos, dicionários e outras fontes.
preparar as aulas - Ler previamente o conteúdo que será desenvolvido.
- Isso melhora a participação em aula – debates.
Orientações 5 - Horário de revisão - Certificar-se que realmente aprendeu aquilo que acha que
das aulas aprendeu.
- Reforçar na memória.
6 - Horário de estudo - Não deixar tudo para a última hora.
para as provas - Estudo como processo de desenvolvimento lento e
constante.
7 - Aproveitar o tempo - As aulas são o grande tempo do estudante.
em sala de aula - É incoerente o aluno investir no ensino pago e não obter
retorno em forma de aprendizagem e aproveitamento.
- O estudante “turista” ou autodidata tem formação deficitária.
- Não sair da aula com dúvidas.
- Procurar manter um clima cordial entre professor e aluno.

4 - Horário para - Possuir o programa, livros textos, dicionários e outras fontes.


preparar as aulas - Ler previamente o conteúdo que será desenvolvido.
- Isso melhora a participação em aula – debates.
Também sugerimos que cada estudante elabore uma tabela descrevendo e
cronometrando suas atividades diárias, destacando os horários reservados para estudo.
Evidentemente, essa tabela deverá ser individual, e poderá ter como base o modelo que
Disciplina:
apresentamos aqui:
Capítulo:

Orientações TURNO HORAS SEGUNDA- TERÇA- QUATRA- QUINTA- SEXTA- SÁBADO


FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA

MANHÃ

TARDE

NOITE
Disciplina:

Capítulo:
Recurso 10
Recurso 10
Orientações

Recurso 10
imagem
imagem
Imagem:
Fonte:
http://image.shutterstock.com/displa
y_pic_with_logo/803866/103580057/
stock-vector-the-concept-of-
education-of-children-the-generation-
of-knowledge-103580057.jpg
Para finalizar, fica o desafio para que cada estudante reflita sobre esses conteúdos,
Acesso em: 13/01/2013 tentando relacioná-los com outros conhecimentos que você já domina, a fim de analisar
como está sendo conduzida sua vida de estudante, tendo como referencias as seguintes
perguntas: QUE ESTUDANTE TENHO SIDO? QUE ESTUDANTE SOU? QUE ESTUDANTE
QUERO SER? Pense nisso.
OBRAS CONSULTADAS

Disciplina: CHINAZZO, Cosme Luiz. O Ato de Estudar. In: JOHANN, Jorge Renato (Coord.). Introdução
Capítulo: ao Método Científico. 3. ed. Canoas; Editora da ULBRA, 2002. Cap. 2, p. 31-53.

FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade. 4.ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1979.
Orientações

___. A importância do ato de ler. 11.ed. São Paulo : Cortez, 1985.

FURLAN, Vera Irma. O estudo de textos teóricos. In: CARVALHO, Maria Cecília de (Org).
Construindo o saber. Campinas: Papirus, 1988.

HÜHNE, Leda Miranda (org.). Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Agir, 1992.

LUCKESI, Cipriano et al. Fazer Universidade: uma proposta metodológica. 6. ed. São
Paulo: Cortez, 1991.

THUMS, Jorge. Acesso à Realidade. Porto Alegre: Sulina : ULBRA, 2000.


Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Disciplina:

Capítulo:

Imagem de
Imagem de abertura
abertura
Orientações
O Pensador: Escultura de Augusto Rodin.
Essa escultura nos remete a uma posição de reflexão, alguém que está
Imagem de abertura: concentrado em um problema a ser desvendado. Provavelmente está
O Pensador questionando sobre o que é o conhecimento?
Fonte: Wikipedia.
http://t2.gstatic.com/ima
ges?q=tbn:ANd9GcRIuFZR 2 CONHECIMENTO E MÉTODO
kf2-
A9tImTAsqmMlmPSokOZ Prof. Ms. COSME LUIZ CHINAZZO
CUlr4nep6Dk7zAYTNGkuH Em sala de aula quando pergunto aos alunos: O que é o conhecimento? Normalmente, se
Acessado em: instaura o silêncio. Depois, só vejo caretas e olhares inquietos. Certamente, na mente da maioria
15/01/2013. deles surge uma dúvida, ao mesmo tempo que exclamam: que pergunta estranha! Isso porque
conforme vou instigando para que manifestem suas idéias, eles vão se expressando, dizendo que
conhecimento: “é saber”; “é aprender”; “é estudar”; “são informações recebidas”; “é aquilo que
aprendemos”. Neste capítulo, desejamos ampliar a compreensão sobre o significado do
conhecimento e como ele é produzido e, a partir dessa abordagem, introduzir o método
científico*.
_________________________
* Para ampliar os conhecimentos expostos neste capítulo recomendamos a consulta de Zilles (1994), bem como de

Aranha e Martins (2003).


Na verdade, num primeiro momento a
pergunta o que é conhecimento? Parece
Disciplina: muito estranha, isso porque na nossa vida
Capítulo: o conhecimento está presente de modo
muito natural, desde muito cedo somos
Recurso 11
Recurso
insistentemente alertados por nossos
Orientações
pais, parentes, professores... sobre a vídeo
vídeo
Recurso 1
Vídeo – RECURSO 1 – Aqui inserir a
importância e a necessidade de
primeira parte da vídeo aula. conhecermos, isto ou aquilo. Convivemos
com recomendações do tipo: “você
precisa conhecer isso”. “é necessário ter
consciência de...”. Desse modo, ao longo
conhecimentos? Como eles foram
de nossa vida vamos recebendo
produzidos? Quem, por que e quando
informações e adquirindo compreensões
foram produzidos? O que conhecemos é
sobre as coisas do mundo, sobre as
verdadeiro ou falso? Podemos dizer que a
relações humanas, sobre as questões
grande maioria dessas compreensões são
sociais e culturais. Quer dizer, estamos
informações, não conhecimento
permanentemente conhecendo, mas
propriamente dito.
dificilmente questionamos sobre isso. O
que significa conhecer? Qual a origem dos
Conhecimento e informação são coisas Para muitas pessoas de nossos tempos,
Disciplina: bem distintas. Acontece que dificilmente essas e outras perguntas semelhantes,
Capítulo:
problematizamos sobre o conhecimento. parecem estranhas, mas são elaboradas e
Mas na verdade, desde a Antiguidade re-elaboradas há mais de vinte séculos.
muitos pensadores se preocuparam com o Etimologicamente, da língua francesa
Orientações problema do conhecimento humano, temos connaissance que quer dizer
impondo-se questionamentos em torno conhecimento: con quer dizer com e
das seguintes perguntas*: naissance significa nascer. Logo,
a) O que é o conhecimento? conhecimento = nascer com. Assim, no
b) É possível o conhecimento? Pode o ato de conhecer, o sujeito conhecedor
sujeito conhecer o objeto? nasce como ser pensante e,
c) O que é a verdade? Qual o critério para concomitantemente com ele, nasce o
dizer que o conhecimento é verdadeiro ou objeto que ele pensa e conhece. O
não? processo de produção do conhecimento
d) Qual é o fundamento do conhecimento? mostra aos homens que eles jamais são
Ou seja, de onde se originam os conteúdos alguma coisa pronta, na medida em que
do sujeito conhecedor? Da consciência ou estão sempre nascendo de novo, quando
da experiência? têm coragem de se mostrarem abertos
___________ diante da realidade.
* Esta parte foi desenvolvida tendo como base
bibliográfica Cotrim (1993) e Hühne (1992).
Para que exista o ato de conhecer, é indispensável o relacionamento de dois elementos
básicos, conforme é demonstrado a seguir.
Disciplina:
Um SUJEITO conhecedor X Um OBJETO conhecido
Capítulo:
└ CONHECIMENTO ┘

Orientações Dependendo da corrente filosófica, será dada maior ênfase ao SUJEITO ou ao OBJETO,
assim, sabemos que os racionalistas dão maior importância ao sujeito, enquanto que os
empiristas dão maior importância ao objeto.

O ato de conhecer envolve o dualismo sujeito e objeto onde encontram-se frente a


frente. Neste dualismo encontramos a essência do conhecimento. Este é o resultado da
relação entre os dois elementos. É relação e ao mesmo tempo correlação, porque o
sujeito só é sujeito para um objeto e o objeto só é objeto para um sujeito. Mas tal
correlação não é reversível, pois ser sujeito é algo completamente distinto de ser objeto.
E a função do sujeito é a de apreender o objeto, e a função do objeto é de ser apreendido
pelo sujeito.
O sujeito, no caso que nos interessa aqui, é o ser humano que construiu a faculdade da inteligibilidade, construiu um
interior capaz de apropriar-se simbólica e representativamente do exterior, conseguindo, inclusive, operar de forma
abstrata com seus símbolos e representações. O objeto é o mundo exterior ao sujeito, que é representado em seu
pensamento a partir da manipulação que executa com eles (LUCKESI, 1995, p.16.).
A pergunta que se impõe é, que se é possível ao sujeito apreender o objeto?
Disciplina: Respondendo a essa questão, Cotrim (COTRIM, 1993) distingue duas correntes filosóficas
Capítulo:
básicas e antagônicas:
a) Ceticismo – Esta corrente filosófica defende a ideia de que o ser humano não tem
possibilidades de conhecer a verdade.
Orientações b) Dogmatismo Gnosiológico – Esta corrente filosófica defende a ideia de que o ser
humano tem possibilidades de conhecer a verdade.

Ainda segundo Cotrim, o ceticismo se divide em duas modalidades: absoluto e relativo.


a) Ceticismo absoluto: a palavra absoluto, por si só, já diz tudo, ou seja, nega qualquer
forma total de conhecer a verdade. O argumento é, nas palavras do filósofo pré-socrático
Protágoras, que “o homem nada pode afirmar, pois nada pode conhecer” (COTRIM, 1993,
p. 71). Os céticos absolutos se fixam em duas características do ser humano que podem
conduzir ao erro, quais seja: os sentidos e a razão. Os sentidos porque nos enganam com
muita frequência, não são confiáveis; a razão, por sua vez, também não é confiável, pois é
ela que proporciona diferentes concepções teóricas, sobre um mesmo tema, que são
superadas de tempos em tempos.
b) Ceticismo relativo: nega parcialmente nossa possibilidade de conhecer, é mais
moderada e se divide em duas modalidades:
- fenomenalismo, pelos pressupostos da fenomenologia no qual só se conhece a
aparência dos seres; não conhecemos a
essência das coisas; não conhecemos a
Disciplina: coisa em si; conhecemos a exteriorização
Capítulo: das coisas.
- probabilismo, em que podemos alcançar
uma verdade provável, nunca provada ou
Orientações
comprovada. Nunca chegaremos ao nível
Recurso 2 da plena certeza, da verdade absoluta.
Interativo:
Caro estudante, mesmo o
Recurso 22
Recurso Por outro lado, existem os pensadores
que acreditam que o ser humano (sujeito)
ceticismo negando o
conhecimentos, lançamos o Interativo
Interativo pode conhecer o objeto e chegar à
verdade. A estes Cotrim denomina de
desfio para você elaborar
uma explanação dogmatismo e divide em duas visões:
argumentando que a a) ingênuo – acredita plenamente na
posição do ceticismo é
incentivadora à construção possibilidade de o ser humano conhecer a
do conhecimento científico. verdade. Para estes, o ser humano não
tem dificuldades no ato de conhecer a
verdade.
Caro estudante, mesmo o ceticismo negando o conhecimentos,
lançamos o desfio para você elaborar uma explanação
b)crítico – acredita na capacidade do ser
argumentando que a posição do ceticismo é incentivadora à humano de conhecer a verdade, mas
construção do conhecimento científico.
mediante o esforço conjunto dos
sentidos e da inteligência. “Confia que através de um trabalho metódico, racional e
científico, o homem torna-se capaz de decifrar a realidade do mundo”(COTRIM, 1993, p.
73).
Disciplina:

Capítulo:
2.2 O PROCESSO DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

Orientações Na metafísica, Aristóteles já afirmava que “todos os homens têm, por natureza, o desejo de
conhecer” (ARISTÓTELES apud ZILLES, 1994, p. 15). Tal desejo se manifesta desde os
primeiros anos de vida. Observa-se nas crianças, uma ânsia em buscar compreender o
mundo ao seu redor, esse desejo vai se adequando às diferentes fases do ciclo vital.

Na medida em que o homem vai aprofundando seus conhecimentos, necessariamente


aprimorará os métodos e técnicas de investigação, para facilitar a compreensão do mundo.
O conceito explicativo da realidade nunca está pronto; ele é uma construção que o sujeito faz a partir da lógica que
encontra nos fragmentos da realidade. Para tanto, utiliza-se de recursos metodológicos, de meios e processos de
investigação. Ele se constrói por meio de longa busca, por meio de esforço de desvendamento. A elucidação do mundo
exterior exige imaginação investida, busca disciplinada e metodológica, tendo em vista captar os meandros do real
(LUCKESI, 1995, p.18).

Muitos autores referem-se ao conhecimento dizendo que ele é a “elucidação”


da realidade. Elucidar na língua latina é derivada do verbo “lucere”, que significa
“trazer a luz”, “iluminar”, assim, elucidar é iluminar, tornar claro. Outros autores se
Disciplina:
referem ao conhecimento como o ato de desvelamento, ou seja, conhecer é desvelar a
realidade. “Desvelar” quer dizer “tirar o véu”. Também é muito usado o termo
Capítulo:
“desvendar” que significa “tirar a venda”. Quem está com olhos vendados, não pode ver.
Então, conhecimento é o ato de tirar a venda, tirar o véu, iluminar, clarear, para poder
Orientações dizer o que a realidade é, como é, porquê é, que elementos a constituem...

Os conceitos não nascem de dentro do sujeito, mas sim da apropriação adequada que ele faz do exterior. Deste
modo, a iluminação da realidade não é um ato exclusivo do sujeito, mas um ato que se processa dialeticamente com
e a partir da realidade exterior. O sujeito ilumina a realidade com sua inteligência, mas a partir dos fragmentos de
“luz”, dos sinais que a própria realidade lhe oferece. O sujeito, no nível da teoria, explica um objeto, não porque ele
voluntariamente queira que a explicação seja esta e não outra, mas sim porque os fragmentos da realidade com os
quais ele trabalha lhe oferecem uma lógica de compreensão, lhe permitem descobrir uma inteligibilidade entre eles,
formando, assim, um conceito que nada mais é que a expressão pensada de um objeto (LUCKESI, 1995, p.16-17).

Conhecer é sempre um ato desafiador em busca de sentidos e significados das coisas, é


esclarecer o que estava duvidoso, é clarear o que estava obscuro, é iluminar o que estava
na escuridão...

A função primordial do conhecimento deve ser a de possibilitar a compreensão da


realidade, para permitir a ação e adequação do ser humano sobre essa mesma realidade.
Para o homem penetrar nas diversas
áreas da realidade ele precisa aprender.
Disciplina: Adquirir conhecimentos, aprender a
Capítulo:
refletir, pensar, eis o início para a
compreensão do conhecimento.
Recurso 44
Recurso
Orientações O conhecimento tem uma dimensão vídeo
vídeo
Recurso 3 social e uma dimensão histórica. Sob o
Vídeo - Disponibilizar a vídeo aula
que fala sobre o conhecimento.
enfoque social o conhecimento ilumina
Recurso 4
outras consciências. A dimensão histórica
Disponibilizar a vídeo aula que fala
sore O RACIONALISMO, O EMPIRISMO
E A DIALÉTICA.

significa que ele é produzido e germinado


num determinado tempo. Por isso o
conhecimento sempre é novo.
Recurso 33
Recurso Necessariamente temos que admitir que
o ser humano é um sujeito produtor de
vídeo
vídeo conhecimentos. E que basicamente temos
duas atitudes diante do conhecimento,
quais sejam: usar o conhecimento já 2.3 FUNDAMENTOS DO CONHECIMENTO
existente e/ou produzir novos
Disciplina: conhecimentos. Historicamente encontramos várias
Capítulo:
correntes filosóficas e pensadores que se
Necessariamente temos que admitir empenharam em explicar os
que o ser humano é um sujeito fundamentos do conhecimento.
Orientações produtor de conhecimentos. E que Passamos a expor alguns pressupostos
basicamente temos duas atitudes de três, dessas correntes, que
diante do conhecimento, quais sejam: consideramos as correntes principais,
usar o conhecimento já existente e/ou isto quer dizer que não são as únicas
produzir novos conhecimentos. existentes.

Necessariamente temos que admitir 2.3.1 Racionalismo


que o ser humano é um sujeito Usamos este termo para designar a
produtor de conhecimentos. E que corrente filosófica que deposita “total e
basicamente temos duas atitudes exclusiva confiança na razão humana
diante do conhecimento, quais sejam: como instrumento capaz de conhecer a
usar o conhecimento já existente e/ou verdade“ (COTRIM, 1993, p. 74). Ao
produzir novos conhecimentos. trabalhar com os princípios lógicos, a
razão humana pode atingir o
conhecimento verdadeiro.
O racionalismo moderno teve início com 2.3.2 Empirismo
René Descartes que, na verdade, é
considerado o fundador da filosofia A palavra empirismo significa
Disciplina:
moderna. O racionalismo de Descartes é experiência. O empirismo surge como
Capítulo:
também conhecido como pensamento uma reação natural ao racionalismo.
cartesiano. Enquanto o racionalismo defendia o
Orientações primado da razão, no empreendimento
O ponto de partida de Descartes é a de conhecermos a verdade, os empiristas
teoria de que tudo pode ser analisado e aparecem defendendo o primado da
explicado pela RAZÃO. A razão é o experiência sensorial, ou seja, o
instrumento por excelência na construção conhecimento e as idéias só se formam
do conhecimento em busca da verdade. em nossa mente a partir dos nossos
Atribui à razão humana a capacidade sentidos, das nossas experiências
exclusiva de conhecer e estabelecer a sensoriais, das percepções que nossos
verdade. Proclama que a razão é sentidos apreendem do mundo exterior.
independente da experiência sensorial e Não existe nada em nossa mente que não
que é inata, é imutável e é igual em todos tenha antes passado pelos sentidos.
os homens
Para apresentar o empirismo vamos nos
concentrar no pensamento de John
Locke, que combate a concepção da
existência
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Imagem: René Descartes
Fonte:
http://www.google.com.br/#hl=pt-
Recurso 55
Recurso
BR&tbo=d&sclient=psy-
ab&q=Ren%C3%A9+Descartes.&oq=R
en%C3%A9+Descartes.&gs_l=serp.12..
0i30l3j0i10i30.701538.701538.1.70443
8.1.1.0.0.0.0.357.357.3-
interativo
interativo
1.1.0...0.0...1c.1.5RpfpbCx7u8&pbx=1
&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=cb7
a1f66826c2b7d&biw=1366&bih=624

Acessado em: 15/01/2013.

Imagem: John Locke.


Fonte:
René Descartes John Locke
http://www.google.com.br/#hl=pt-
BR&sclient=psy-
ab&q=John+Locke.&oq=John+Locke.&
gs_l=serp.12..0i30l4.3073.3073.0.4996
.1.1.0.0.0.0.209.209.2-
1.1.0...0.0...1c.1.MuBIUtdKoCk&pbx=
1&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_qf.&fp=cb
7a1f66826c2b7d&biw=1366&bih=624
Acessado em: 15/01/2013. Caro estudante, aqui lançamos um convite para você realizar uma pesquisa com o objetivo de conhecer com maior
profundidade a vida e a obra de cada um desses autores, quais sejam: René Descartes e John Locke.
2.3.3 Dialética
de ideias inatas. O ponto de partida de
Disciplina: John Locke é de que o ser humano, ao Representa um meio-termo entre
Capítulo:
nascer, tem a mente como uma folha de empiristas e racionalistas aqui, “tanto os
papel em branco (tabula rasa), quer dizer, sentidos como a razão humana têm
não nascemos com idéias prontas em participação determinante na origem de
Orientações nossa cabeça. As idéias vão sendo escritas nossos conhecimentos”(COTRIM, 1993,
com as experiências que faremos ao p.74).
longo de nossa vida.
Na concepção dialética o conhecimento
A teoria de Locke é fundamentada na humano se processa a partir da
argumentação de que nada existe na experiência sensível, e se complementa
mente do ser humano que não tenha sua na lógica racional, isto é, o ser humano
origem nos sentidos, na percepção só produz conhecimentos a partir de
sensorial. As idéias que adquirimos e sucessivas repetições de experiências
armazenamos durante nossa vida são o que conduzem da realidade concreta em
resultado do exercício da experiência direção à consciência, e reciprocamente
sensorial. da consciência em direção à realidade
concreta. Em outras palavras o
conhecimento se processa da prática
para a teoria, reciprocamente da teoria
em direção à prática.
Nesta concepção, o conhecimento é umas de ordem mitológica, outras de
Disciplina:
produção humana, ele é resultante da ordem religiosa, outras filosóficas e
necessidade de interação do homem com científicas.
Capítulo:
o mundo e com os outros homens, onde
no processo de produção de sua vida Etimologicamente método significa
Orientações individual e social, os homens produzem caminho. Então, método é algo que
suas idéias, representações, teorias, viabiliza a busca de um fim, é meio para
religiões e ciências. se atingir um objetivo. De modo geral
podemos dizer que o método é a ordem
que se deve impor aos diferentes
processos necessários para atingir um
2.3 A QUESTÃO DO MÉTODO resultado desejado.

O ser humano desde os primórdios se Normalmente na área das ciências


preocupou em entender e explicar as método é o conjunto de processos que o
forças da natureza que agem sobre ele. espírito humano deve empregar na
Para desvendar essas forças foram investigação e demonstração da verdade.
surgindo diferentes tentativas, ou seja,
diferentes métodos e técnicas de Existe a necessidade de distinguirmos o
investigação, e consequentemente foram método em relação a técnica. Método é a
sendo elaboradas diferentes explicações, estratégia da ação, indica o que fazer, é o
Recurso77
Recurso
Imagem orientador geral da atividade, ou seja, o dispositivo ordenador, o
Imagem
Disciplina: procedimento sistemático, um plano geral. Técnica é o modo, o
Capítulo: processo de fazer de forma mais hábil, mais segura, mais perfeita algum
tipo de atividade. Esclareça-se que via de regar a técnica necessita do
método para ser executada, pois a técnica é a aplicação específica do
Orientações plano metodológico e a forma especial de o executar.
Recurso 7
Imagem: Puzzle heads icon vector Recurso88
Recurso No dizer de Cervo e Brevian (2007, p. 30-1):
Fonte: Imagem
Imagem
http://www.shutterstock.com/cat- Existe, pois, um método fundamental idêntico para todas as ciências, que compreende
15-Science.html#id=63616828 um certo número de procedimentos ou operações científicas levadas a efeito em
Acesso em: 15/01/2013.
qualquer tipo de pesquisa. Estes procedimentos (...), podem ser resumidos da seguinte
Recurso 8 maneira: a) formular questões ou propor problemas e levantar hipóteses; b) efetuar
Imagem: the big idea diagram observações e medidas; c) registrar tão cuidadosamente quanto possível os dados
Fonte:
http://www.shutterstock.com/cat-15- observados com o intuito de responder às perguntas formuladas ou comprovar a
Science.html#id=121786222 hipótese levantada; d) elaborar explicações ou rever conclusões, idéias ou opiniões que
Acesso em: 15/05/2013. estejam em desacordo com as observações ou com as respostas resultantes; e)
Recurso 9 Recurso99
Recurso
Imagem: Imagem generalizar, isto é, estabelecer conclusões obtidas a todos os casos que envolvem
Imagem
Bulb light on women Fingertip condições similares; a generalização é tarefa do processo chamado indução; f) prever
Fonte:
http://image.shutterstock.com/displa
ou predizer, isto é, antecipar que, dadas certas condições, é de se esperar que surjam
y_pic_with_logo/689230/689230,132 certas relações. Entretanto, o método pode e deve ser adaptado às diversas ciências, à
6687409,1/stock-photo-bulb-light-on- medida que ainvestigação de seu objeto impõe, ao pesquisador, lançar mão de técnicas
women-fingertip-on-blue-
background-92821549.jpg especializadas.
Acesso em 15/01/2013.
É evidente a importância do método na
construção das ciências, pois ele tem a
Disciplina: função de disciplinar o processo
Capítulo: Caro estudante, vamos investigatório, bem como de auxiliar na
trabalhar por conta exclusão do acaso e, ainda, de
encaminhar o esforço no sentido de
Orientações
própria? Então, procure adequação ao objeto de estudo
Caro estudante, vamos trabalhar por
conta própria? Então, procure explicar explicar a diferença entre determinando formas de investigação
a diferença entre método e técnica, segura na pesquisa. Mas o método não se
coloque exemplos. método e técnica, coloque basta por si só, na verdade, para ser
exemplos. produtivo exige empenho, inteligência e
talento.
2.4 DEDUÇÃO E INDUÇÃO
Disciplina: Neste tópico abordaremos a dedução e a indução que representam, antes de qualquer
Capítulo: coisa, formas de raciocínio ou de argumentação e, como tais, são formas de reflexão, e não
de simples pensamento. Frequentemente, prefere-se pensar os problemas em vez de
raciocinar sobre eles, e quando isso acontece, via de regra, provocam-se confusões com a
Orientações
reflexão sistemática. O raciocínio é algo ordenado, coerente e lógico.

2.4.1 Dedução

O processo argumentativo lógico dedutivo se desenvolve a partir de premissas gerais* e


busca uma conclusão particular**. A expressão principal do processo argumentativo lógico
dedutivo é o silogismo.

Silogismo é um raciocínio ou uma operação do pensamento realizado por meio de juízos***


ou enunciados linguísticos lógicos pelas proposições encadeadas, pelo qual, de
____________________
* Premissas gerais – Quer dizer, o conceito ou termo é geral, ou universal, ou total, isto é, quando o termo diz ou faz
referência à totalidade dos elementos de uma espécie, gênero, fenômeno.
** Conclusão particular – Quer dizer, o conceito ou temo diz ou faz referência a um indivíduo determinado ou a alguns
indivíduos.
*** Juízo – É o ato pelo qual a inteligência diz algo do outro afirmando ou negando.
um antecedente que une dois termos a ATENÇÃO: Necessariamente no silogismo
um terceiro, tira-se um consequente ou processo dedutivo aparece o termo
que une estes dois termos entre si. Mediador, que tem a função de ligar a
Disciplina:
Premissa Maior (tem extensão maior), com
Capítulo:
EXEMPLO: a Premissa Menor (tem extensão menor) e
Todo homem é mortal → Premissa de forma alguma com a conclusão.
Orientações Maior Conforme o exemplo acima. Se dizemos
Ora, Pedro é homem → Premissa que todo homem é mortal e afirmamos
Menor (mediador) que Pedro é homem. Portanto, o termo
RECURSO: Vídeo Logo, Pedro é mortal → Conclusão Mediador é a palavra HOMEM (está
aula sobre a presente nas duas premissas). Porém não
DEDUÇÃO E A estará presente na conclusão.
INDUÇÃO RECURSO:
HOMEM (está presente nas duas
Aqui disponibilizar - Vídeo aula sobre a premissas). Porém não estará presente na
DEDUÇÃO e a INDUÇÃO conclusão.
Normalmente afirma-se que a dedução é o
processo lógico por excelência, pois
atende as exigências dos rigores
condicionantes da lógica. O processo
argumentativo dedutivo pressupõe a
necessidade da conclusão. Se
as premissas forem verdadeiras, a
conclusão sempre será verdadeira, pois
Disciplina: premissas verdadeiras conduzem a uma
Capítulo: conclusão verdadeira. No caso de
premissas falsas pode-se conduzir tanto
para o falso como para o verdadeiro.
Orientações

SAIBA MAIS Como já referimos a dedução lógica é a


Para aprofundar esses ligação de dois termos mediados por um
conhecimentos terceiro. Vejamos: Se A = B, e B = C, então A
sugerimos ler o arquivo
em anexo. Título: O que
= C. Existe o termo mediador (B), que SAIBA MAIS
determina a ligação entre os termos
é Científico? Esse texto extremos A e C, assim a conclusão se
de Rubem Alves também
evidencia como necessária, em outra
pode ser encontrado em:
http://www.polbr.med.br palavra, a conclusão só pode ser esta e não
/arquivo/arquivo_99.htm outra. Chamamos atenção para o fato de
que o conteúdo da conclusão não vai além
do conteúdo das premissas, ou seja, na
conclusão não se afirma mais do que já foi
afirmado.
Mais um exemplo para clarear as idéias: Vejamos no exemplo acima. A conclusão
Toda a Ciência tem um método. ao dizer que “biologia é uma ciência”, está
Disciplina: Ora, biologia é uma ciência. afirmando algo que, na verdade, já foi dito
Capítulo: Logo, biologia tem um método. nas premissas. A conclusão está contida de
forma virtual ou de forma implícita na
O termo mediador desse exemplo é premissa maior.
Orientações
CIÊNCIA que aparece nas duas premissas,
porém não está presente na conclusão. Veja que a conclusão acrescenta algo
Neste argumento dedutivo, para que a novo, ou seja, realiza um progresso no
conclusão “biologia tem um método” conhecimento, qual seja, o progresso que
fosse falsa, uma das premissas deveria ser consiste em descobrir em uma ideia que
falsa, isso se nem toda ciência tem nela está contido, mas que não se
método ou se a biologia não fosse ciência. evidencia de modo espontâneo, então,
podemos dizer que o termo mediador tem
Observe que a dedução é um modelo de um poder de fecundidade no processo de
rigor, porém, há os que a consideram conhecer, porque todo o argumento
estéril, isso porque num certo sentido dedutivo se obriga a recorrer a uma ideia
não nos ensina nada de novo, e apenas mediadora, para concluir.
organiza o conhecimento já adquirido.
Mas isso não significa que a dedução não
tenha valor algum.
Salienta-se que o objetivo do processo colecionar argumentos para verificar se
dedutivo é de explicar o conteúdo das são válidos ou não. Assim sabemos que o
premissas. Desse modo, podemos dizer aqui estudado não é o suficiente para
Disciplina: que o argumento dedutivo ou é correto dar uma ideia do alcance abrangente da
Capítulo: ou é incorreto, pois ou as premissas lógica dedutiva. Argumentos mais
sustentam de modo completo a complicados envolvem diversas fases e
conclusão ou, não sustentam de forma não se encaminham diretamente das
Orientações
alguma. O mesmo acontece, por extensão premissas para a conclusão. O que
com a produção do conhecimento queremos em termos de processos
científico através da pesquisa científica. dedutivos, é a compreensão de que a
conclusão de um argumento pode
Passamos a apresentar algumas das mais operar como premissa de outro
elementares formas de argumentos argumento.
dedutivos. Na verdade, a lógica dedutiva
é muito desenvolvida, mas fica aqui, o A título de curiosidade procure verificar
desafio de que o estudante, a partir os procedimentos da matemática, e você
dessas explanações elementares, avance vai constatar que a maior parte dos
por iniciativa própria para processos mais argumentos matemáticos é dedutiva.
completos e complexos. Estaríamos São muito comuns as observações de
cometendo um erro grave se deixássemos que o método dedutivo é próprio das
a impressão de que a dedução se limita a ciências exatas. No entanto, ele não é
um método aplicado exclusivamente por essas ciências, pois outras ciências também se
utilizam dos processos dedutivos.
Disciplina:
2.4.2 Indução
Capítulo:

Depois de termos estudado a dedução, passamos a dar atenção para a indução, ou seja, ao
Orientações processo da mente que parte dos singulares para atingir o universal.

Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente
constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida na partes examinadas. Portanto, o
objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das
premissas indutivas nas quais se basearam (LAKATOS; MARCONI, 2005, p. 86).

Por exemplo, observamos que:


A Amilase é uma enzima salivar, que é proteína;
A Pepsina é uma enzima gástrica, que é proteína;
A Lípase é uma enzima pancreática, que é proteína;
Logo, todas as enzimas são proteínas.

Os argumentos indutivos, ao contrário do que acontece com os dedutivos, levam a


conclusões cujo conteúdo excede o das premissas. É esse traço característico da indução
que torna os argumentos indutivos conteúdo é muito mais amplo que o
Disciplina:
indispensáveis para a fundamentação de conteúdo das premissas. Costuma-se
muitos dos nossos conhecimentos dizer que para conseguir esse objetivo, os
Capítulo:
filosóficos, científicos e técnicos. Mas é argumentos indutivos sacrificam o caráter
esse mesmo fato que levanta questões de necessidade que têm os argumentos
Orientações extremamente complicadas, dificultando a dedutivos. Ao contrário do que acontece
análise do conceito de apoio indutivo. com um argumento dedutivo, um
argumento indutivo pode, perfeitamente,
O objetivo básico dos argumentos, sejam aceitar uma conclusão falsa, ainda que as
eles dedutivos ou indutivos, é produzir suas premissas sejam verdadeiras.
conclusões verdadeiras a partir de
premissas verdadeiras. Em outras palavras, Porém, mesmo não podendo garantir que
desejamos que os nossos argumentos a conclusão de um argumento indutivo
tenham conclusões verdadeiras quando as será verdadeira quando as premissas são
suas premissas são verdadeiras. verdadeiras, podemos afirmar que as
premissas de um argumento indutivo
Conforme já estudamos, os argumentos sustentam ou atribuem certa
dedutivos satisfazem esse requisito. No verossimilhança à sua conclusão.
entanto, com os argumentos indutivos não
acontece o mesmo, estes são elaborados Quando as premissas de um argumento
com o fim de estabelecer conclusões cujo dedutivo são verdadeiras, a sua conclusão
Evidencia-se neste exemplo, o conteúdo
deve ser verdadeira; quando as premissas da conclusão excede o conteúdo das
de um argumento indutivo são verdadeiras, premissas. Portanto, só temos uma
Disciplina: probabilidade de a indução estar correta.
o máximo que podemos dizer é que a sua
Capítulo:
conclusão é provavelmente verdadeira. Desse modo, cabe a quem trabalha com a
indução dispensar o máximo de atenção
É importante ficar claro que em analisar os enunciados das premissas,
Orientações
diferentemente da dedução, na indução em se essas oferecem condições favoráveis
muitos casos, a conclusão poderá ser falsa, para considerar a indução correta ou com
mesmo que as premissas sejam apenas probabilidades de conduzir à
verdadeiras, porém na maioria dos casos a conclusão verdadeira (ARANHA;
conclusão será verdadeira. MARTINS, 1997).

EXEMPLOS: Observamos que: Segundo Cervo e Brevian (2007, p. 45):


A indução científica é o raciocínio pelo qual se chega
O cobre é condutor de eletricidade. à conclusão de alguns casos observados a partir da
O ouro é condutor de eletricidade. espécie que os compreende e a lei geral que os rege.
O ferro é condutor de eletricidade. Ou, ainda, é o processo que generaliza a relação de
causalidade descoberta entre dois fatos ou fenômenos
e da relação causal que conclui a lei. Verifica-se, por
Ora, o cobre, o ouro e o ferro são metais. exemplo, certo número de vezes, que o óxido de
Logo, Todo metal é condutor de
eletricidade.
carbono paralisa os glóbulos sanguíneos; dessa
observação infere-se que, sempre dadas as A água do poço ferve a cem graus.
mesmas condições, o óxido de carbono A água da lagoa ferve a cem graus.
paralisará os glóbulos sanguíneos.
A água do rio ferve a cem graus.
Disciplina:
Conclusão: Toda água ferve a cem graus.
Capítulo: Esse tipo de indução é o fio condutor
das ciências experimentais. Sem ela Caro estudante perceba que na indução
a ciência não seria outra senão um científica, o termo mediador é a experiência.
Orientações
repositório de observações sem A base está no princípio analítico que
alcance. possibilita a passagem de juízos particulares
(singulares) para atingir um juízo universal,
A indução cientifica pode ser formal ou virtual, em outras palavras, da experiência de casos
dependendo de como forem enumerados os particulares partimos em busca de uma lei
fatos, fenômenos (singulares), ou, apenas
alguns enquanto estejam representando todos. O
geral. Assim, o que é dito de um enquanto tal
que, realmente interessa é atingir a poderá ser dito de todos, isto é, podemos
universalização, através da experiência. Isto elaborar juízos particulares e através desses,
nem sempre e fácil e requer muito espírito de de um a um chegarmos legitimamente a uma
observação e perspicácia. Se conseguirmos lei universal.
enumerar. Um por um, todos os sujeitos
(singulares), que apresentam certa
característica, podemos formar, a partir desta No exemplo acima verificamos que existe uma
experiência de um por um, um juízo universal relação entre “água” e “cem graus”; e disso
(GRINGS, 1986. p.82). podemos generalizar que todas as águas
fervem a cem graus.
EXEMPLO: Observamos que:
Disciplina:

Capítulo:
Recurso 10
Recurso 10
Orientações

Recurso 10
imagem
imagem
Imagem: The head of the person
Fonte:
http://www.shutterstock.com/cat-
15-Science.html#id=103496906
Acesso em: 15/01/2013.

Para finalizar deixo uma pergunta, para você, caro aluno, refletir um pouco. Se você
tivesse que escolher entre o racionalismo, ou o empirismo, o a dialética? Qual você
escolheria? Você seria capaz de elaborar uma justificativa argumentando a escolha? Pense
nisso. Tente defender uma posição!
OBRAS CONSULTADAS

CERVO, Amado L.; BREVIAN, Pedro A. Metodologia Científica. 6. ed. São Paulo: Prentice
Disciplina: Hall, 2007.
Capítulo:
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. São Paulo: Saraiva, 1993.
Orientações
DESCARTES, René. Discurso do Método. Tradução de M. Ermantina Galvão
Gomes Pereira. São Paulo: Marins Fortes, 1989.

GRINGS, Dadeus. Lógica Formal. 2. ed. Porto Alegre: Escola Superior de Teologia e
Espiritualidade Franciscana, 1986

HÜHNE, Leda Miranda (Coord.) Metodologia científica. 5. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1992.

IGLÉSIAS, Maura. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia. 4. ed. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 1991.

JOLIVET, Régis. Curso de Filosofia. 7. ed. Traduzido por Eduardo Prado de Mendonça. Rio de
Janeiro: Agir, 1965.

LACKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia


Científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São
Disciplina:
Paulo: Nova Cultural, 1997. Os pensadores.

Capítulo:
LUCKESI, Cipriano Carlos et al. Fazer Universidade: uma proposta metodológica. 9. ed.
São Paulo: Cortez, 1997.
Orientações
LUCKESI, Cipriano Carlos; PASSOS, Elizete Silva. Introdução à Filosofia. São Paulo: Cortez,
1995.

MAGALHÃES, Gildo. Introdução à monografia científica. São Paulo: Ática, 2005.

REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia. 4. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
1991.

TRICHES, Ivo José. Filosofia da Educação. Curitiba. IESDE, 2004. Aulas em vídeo
conferência.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Este capítulo objetiva conhecer e
Disciplina: entender os recursos e
Capítulo: ferramentas dos ambientes
Imagem de abertura
virtuais de pesquisa na Internet.
Orientações
Oferecer ao aluno alternativas de
fontes de pesquisa virtual, bem
Imagem de abertura:
http://www.shutterstock como as formas de acessá-las.
.com/cat.mhtml?search
term=lupe&search_gro
up=&lang=en&search_ 3 MECANISMOS DE BUSCA, DIRETÓRIOS E BANCOS DE
source=search_form#i
d=2635863&src=357c0 DADOS
f91f3a9873b470c7b92
b0a11956-1-99 Escrito por Patrícia Noll de Mattos e adaptado para o
formato interativo por Alexandre Cruz Berg
Por que buscar informações na internet?
Hoje, 93% da nova Informação nasce na forma digital.
Estamos na Era da Informação:
Passado: tínhamos pouca informação
Disciplina: - transmissão oral da Informação
Capítulo: Escrita
-representação da Informação
Recurso 1
Hoje: temos excesso de informação
Orientações
- processamento da Informação vídeo
Recurso 1
Vídeo – Esquete DICA(personagem)
dado , informação , conhecimento ,
sobre a era da informação, retirado da competência , criatividade.
video aula 02
Um valor numérico, por exemplo, pode
ser considerado um dado, no momento
em que se associa um significado a este
3.1.1 Ferramentas de Busca e Bancos de
valor, como uma idade ou número de
Dados
alunos de uma turma, tem-se uma Uma ferramenta de busca é um site que nos
informação. A informação nos leva a ter permite pesquisar sobre determinado tema e
conhecimento sobre um determinado nos leva a diversos outros sites que tratam sobre
assunto. O conhecimento nos torna o tema pesquisado.
competentes e a competência, em Estes outros sites indexados pela ferramenta de
determinada área de conhecimento, nos busca podem ser de diversas categorias, tais
como: sites pessoais, sites institucionais,
propicia maior criatividade nesta área. bibliotecas virtuais, revistas virtuais dentre
outros. Todos estes apresentam algo sobre a
informação pesquisada na forma digital.
3.1.1.1 Quando utilizar uma ferramenta de
busca?
Disciplina:
Quando você não sabe o endereço do site que
Capítulo:
contém a informação buscada. Caso você saiba
o endereço do site que contém a informação
buscada, basta digitá-lo na barra de endereços
Orientações
do seu navegador.
Recurso 2

Recurso 2
Interativo – Galeria interativa: Galeria de imagens
onde o aluno toca e amplia.
O objetivo da galeria é explicar, ilustrar ou 3.1.1.2 Como esta ferramenta de busca
comparar as imagens.
Imagem 1: pesquisa no google.
Texto dessa imagem: “O site de
encontra os sites que contém o conteúdo
busca google é o mais usado
procurado?
atualmente.”
Imagem 2 : pesquisa no bing
Texto: “A Microsoft disponobiliza o
site de busca bing, dentro do seu
Interativo
navegador, para fazer frente ao Mecanismo de busca:
comínio do google”
Imagem 3 :pesquisa no Ask
submete-se a pergunta e o mecanismo recupera
Texto: “Para fazer frente aos dois
maiores sites o Ask surge como uma sites baseados na quantidade de vezes que a
alternativa”
palavra ou expressão aparece dentro do texto

Para efetuar a busca você deve, na tela no


navegador digitar o endereço do site
correspondente à ferramenta de busca que
pretende utilizar, na barra de endereços. A
seguir, digite na caixa de pesquisa apresentada
na tela principal da ferramenta o assunto a
Descrição do interativo: Sites de busca.
pesquisar e, por fim, clique no botão
correspondente à ação de pesquisar.
Será apresentado o resultado da busca
em uma nova tela. Nesta tela são
Disciplina: apresentados links para os diversos sites
Capítulo:
encontrados que contenham as palavras
utilizadas na busca. Porém, se você
Recurso 4
prestar atenção ao número de resultados
Orientações apresentados pela ferramenta, verá que, vídeo
Recurso 3 em muitos casos, é um número bastante
Vídeo - Enquete: para que você utiliza
um site de busca, retirado da vieo aula elevado, prejudicando a localização da
02 informação que se pretende encontrar.
Recurso 4
Video: esquete homem sentado na
cama com o notebook. Dificuldade de
fazer pesquisa na internet.
Para solucionar este problema, você pode
digitar a expressão de busca entre aspas,na
caixa de pesquisa. Neste caso, a ferramenta
retornará apenas os sites que tiverem em
Recurso 3 seu conteúdo ou título a expressão literal
utilizada por você no momento da pesquisa.
vídeo Esta prética facilitará a localização da
informação desejada, uma vez que serão
trazidas menos páginas como resultado,
apenas as relevantes.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Interativo – Infográfico: Ilustrar de
maneira interativa o seguinte
esquema em anexo de funcionamento
Recurso 5
da internet.

Nome do arquivo em anexo:


http://www.shutterstock.com/
interativo
cat.mhtml?lang=en&search_so
urce=search_form&version=llv
1&anyorall=all&safesearch=1&
searchterm=internet+connecti
ons&search_group=&orient=&
search_cat=&searchtermx=&p
hotographer_name=&people_
gender=&people_age=&peopl
e_ethnicity=&people_number
=&commercial_ok=&color=&s
how_color_wheel=1
Descrição do interativo: são várias conexões existentes entre os computadores que possibilitam o funcionamento da internet
3.1.1.3 As diversas ferramentas de busca
Existem diversas ferramentas de busca que
podem ser utilizadas para auxiliar na localização
Disciplina:
de conteúdos na internet. Pode-se citar a
Capítulo: ferramenta Google (http://www.google.com.br),
Bing (http://www.bing.com.br), o Ask
Recurso 7
Orientações
(http://www.ask.com) e o Yahoo
(http://www.yahoo.com.br), todos seguindo o vídeo
Recurso 6 mesmo princípio apresentado até o momento.
Vídeo - Entrevista com consultor de
informática sobre sites de busca,
retirado da vieo aula 02

Recurso 7
Video: entrevista com consultor de
informática sobre como pesquisar
imagens na web, retirado da video
aula 02
Porém, dentre estas, existe uma que se destaca
eu função do mecanismo interno que utliliza
para efetuar suas busca, Esta ferramenta de
busca é o Google. Ele foi criado por Larry Page e
Recurso 6 Sergey Brin. e é considerado um dos melhores
sites de busca da atualidade. Seu mecanismo de
busca é denominado PangeRank(TM), um
vídeo sistema para dar notas para páginas na web. Ele
funciona da seguinte forma: toda página que
possui um link a outra página, é responsável por
dar uma pontuação à mesma.
Quanto mais referências outra páginas fizerem a
uma determinada, essa aumenta sua pontuação.
Além disso, se a página que lhe fizer referência
Disciplina:
tiver uma pontuação alta, a pontuação que esta
Capítulo: lhe atribui é maior. Com este mecanismo,
entende-se que, se uma página referencia outra, Neste tipo de pesquisa normalmente é possível:
é porque a considera relevante, se várias a a) Efetuar pesquisa com todas as
Orientações referenciam, a certeza de sua relevância palavras: neste caso, as palavras que você
aumenta. escrever nesta opção, poderão aparecer em
Este mecanismo garante que os sites mais qualquer ordem no site.
relevantes serão trazidos primeiro no resultado b) Efetuar pesquisa com a
de uma busca, pois os de maior pontuação são expressão: funciona como um texto entre aspas,
apresentados nas primeiras posições. toda expressão que você digitar nesta opção,
3.1.1.4 Pesquisa Avançada deverá ser encontrada junta nos sites
Além de pesquisar por expressão, é possível retornados.
efetuar diversos tipos de filtros ao utilizar uma c) Efetuar a pesquisa com qualquer
ferramenta de busca. A maioria delas oferece uma das palavras: neste caso, a ferramenta
esta possibilidade clicando no link Pesquisa buscará sites que contenham pelo menos uma
Avançada. das palavras que você escrever nesta opção.
d) Efetuar a pesquisa sem as
palavras: neste caso, a ferramenta retornará
sites que não contenham nenhuma das palavras
que você escrever nesta opção.
Na opção idioma, você pode solicitar que a A opção ocorrência solicita que a ferramenta
ferramenta lhe retorne apenas as páginas retorne as páginas que possuem ocorrência das
escritas em determinado idioma. palavras que você digitou em uma das opções de
Disciplina:
Você pode selecionar também um formato escolha: no título, no corpo, no endereço ou em
Capítulo: específico de arquivo que deseje como resultado links para a página.
da busca, como pdf, por exemplo. Você pode selecionar também que apenas sejam
Outra opção é a escolha da data em que a página exibidas, ou não sejam exibidas páginas de um
Orientações foi visitada. Por exemplo, você pode solicitar que determinado domínio de sua escolha.
Recurso 8
sejam apresentadas as páginas de internet cuja Uma opção bastante interessante da pesquisa
Vídeo - Entrevista com consultor de primeira visita tenha ocorrido nos últimos 3 avançada é a possibilidade de você pesquisar por
informática sobre tradução de textos meses. páginas que contenham links para a página que
através da internet, retirado da vieo
aula 02 você digitar. Essa é uma boa alternativa para
você testar se uma determinada página é
considerada relevante ou não.

Recurso 8
vídeo
3.1.1.5 O Botão Estou com Sorte:
A ferramenta Google possui uma alternativa
bastante interessante de se chegar rapidamente
Disciplina:
a uma página de internet ser que se tenha a
Capítulo: necessidade de digitar todo seu endereço ou
mesmo de lembrá-lo. Este recurso é o botão 3.1.1.6 Opção Imagens
Estou com sorte. Ele fica ao lado do botão de Um recurso bastante útil e interessante oferecido
Orientações pesquisa. Para utilizá-lo, basta digitar a expressão por algumas ferramentas de busca como o
na caixa de pesquisa e clicar no botão. Se existir Google, por exemplo, é a opção imagens. Esta
um site sobre a expressão digitada, o google o opção lhe permite fazer uma busca na internet
levará diretamente para ele, ou para o que por imagens referentes à palavra ou expressão
possua maior pontuação. que você digitar. Neste caso, a ferramenta lhe
Por exemplo, ao digitar como expressão de busca retornará apenas os links que contém imagens
detran rs e clicar no botão estou com sorte, o relacionadas à expressão de busca. Pesquisa de
google o levará ao site do detran do Rio Grande Imagens - 390 milhões de imagens indexadas
do Sul. Porém, caso você digite apenas a palavra Para acessar este recurso, clique em imagens e
detran, ele o levará para o site do detran de são depois digite o tema da imagem. Após serem
paulo, pois este possui uma maior pontuação. retornadas as imagens referentes a sua busca,
você pode clicar sobre qualquer uma delas para
visualiza-la em tamanho maior ou para ter
acesso à página que a contém.
3.1.1.7 A Opção Acadêmico
Esta opção, oferecida por algumas ferramentas
de busca, permite a pesquisa artigos revisados
Disciplina:
por especialistas: teses, livros, resumos e artigos
Capítulo: de editoras acadêmicas. Ao efetuar uma
pesquisa nesta opção, todos os links retornados Para acessar esta ferramenta basta clicar no link
pela ferramenta correspondem a algum tipo de Ferramenta de Idiomas na tela do site de busca.
Orientações trabalho científico. Caso você deseje saber se um A partir deste momento, alguns passos devem
determinado autor possui publicações ser seguidos, são eles:
acadêmicas, você pode utilizar esta opção. a) Digitar o texto na área texto a traduzir;
Para utilizá-la, basta clicar na opção acadêmico b) Selecionar as línguas de origem e destino da
da ferramenta, a qual, muitas vezes se tem tradução.
acesso clicando ma opção mais (mais recursos da c) Clicar em traduzir.
ferramenta). O texto será apresentado traduzido para o
3.2 Ferramenta Idiomas idioma selecionado.
A ferramenta idiomas auxilia na tradução de
textos e páginas da internet. Porém, deve ser
utilizada como uma primeira alternativa, pois a
tradução é realizada de forma literal, sem
considerar as expressões idiomáticas. Existe a
possibilidade de selecionar o idioma do texto e
para qual idioma se pretende realizar a tradução.
Por exemplo, do português para o inglês e vice-
versa.
3.4 BANCOS DE DADOS
Disciplina: Armazenam e organizam uma coleção de dados dispostos em registros
similares. Permitem a fácil recuperação da informação: bibliográficas,
Capítulo:
catalográficas ou referenciais. Podem ser materiais na íntegra ou referências
bibliográficas, catálogos sobre um determinado tema ou área.
Orientações
Um exemplo de Base de Dados é a Base de Dados Nacional de Artigos e
Periódicos da área da Educação. Acessível através do endereço virtual:
Recurso 9 http://www.bibli.fae.unicamp.br/fae/default.htm .
Imagem de printscreen da tela do site
indicado no texto A tela a seguir apresenta a tela inicial desta Base de Dados:
Através desta base de dados é possível acessar artigos de periódicos nacionais em Educação. Esta
base foi desenvolvida pelo bibliotecário-diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação da
Disciplina: UNICAMP, desde setembro de 1994. É possível encontrar nesta base de dados , além de artigos de
Capítulo: periódicos, relatórios científicos e técnicos, anais de eventos, além de textos e capítulos de livros
relacionados à Educação.
Existem 3 possibilidades de pesquisa nesta base: a pesquisa simplificada, a detalhada e a avançada.
Orientações A pesquisa simplificada permite a realização de uma única busca e é realizada em todos os campos.
Esta busca permite a se especifique o tipo de documento a pesquisar (artigo, capítulo, evento e
etc.) e o número de registros a reguperar. A pesquisa detalhada permite que se realize a busca por
todos os campos (autor, palavra-chave, título e idioma), permite a seleção do tipo de documento e
o número de registros a recuperar. A pesquisa avançada permite a busca selecionado todos os
campos ou um campo específico como:Autor, Título, Palavra-chave, utilizando expressões de
busca, além do que é permitido na pesquisa detalhada.
Tanto na pesquisa detalhada como na avançada, é possível a utilização de operadores lógicos de
forma a relacionar os campos de pesquisa:
Operadores lógicos e expressões de busca
E, AND, * : pesquisar a ocorrência de mais de uma palavra ao mesmo tempo.
OU, OR, +: pesquisar a ocorrência de ao menos uma das palavras
NÃO, NOT, /: pesquisar a ocorrência de registros que não contenham a palavra utilizada.
Para realizar qualquer um destes tipos de pesquisa, clique na opção Como Pesquisar.
É possível a solicitação de cópias de documentos encontrados na base, para isto, clique na opção
Solicitação de Cópia.
Disciplina:

Capítulo:

ALTAVISTA. Disponível em: www.altavista.com.


Orientações Acesso em: 25 jul. 2007.
CADE. Disponível em: www.cade.com.br. Acesso
em: 25 jul. 2007.
GOOGLE. Disponível em: www.google.com.br.
Acesso em: 25 jul. 2007.
YAHOO. Disponível em: www.yahoo.com.br.
Acesso em: 25 jul. 2007.
SAIBA MAIS
Base de Dados é a Base de Dados Nacional de
Artigos e Periódicos da área da Educação.
Disponível em:
http://www.bibli.fae.unicamp.br/fae/default.htm.
Acesso em: 02 ago 2007.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Este capítulo tem por objetivo apresentar um grupo de
fontes de pesquisa virtuais que podem ser utilizadas na
Disciplina: obtenção de informação. Este grupo é formado pelas
Capítulo: bibliotecas virtuais e portais de bibliotecas virtuais.

Imagem de abertura
Muitas vezes, uma biblioteca virtual possui seu acesso
através de sites de bibliotecas físicas. Nestes sites, além
Orientações do acesso a algumas bibliotecas virtuais, pode-se ter
acesso ao acervo da biblioteca física que o site faz
referência.
Imagem de abertura:
http://www.shutterstock.
com/cat.mhtml?searchte
rm=library+bookshelf&se
arch_group=&lang=en&s 4 BIBLIOTECAS VIRTUAIS, ENCICLOPÉDIAS, PERIÓDICOS
earch_source=search_for
m E PORTAIS
Escrito por Patrícia Noll de Mattos e adaptado para o
formato interativo por Alexandre Cruz Berg
Quais são as fontes de pesquisa virtual que podem ser utilizadas?
4.1 WEBSITE DE BIBLIOTECA
O WebSite de uma biblioteca corresponde ao
Disciplina: cartão de visitas da mesma, trazendo
informações sobre sua estrutura física, sobre seu
Capítulo:
acervo e também informações relacionadas à
pesquisa. Ele pode conter links para catálogos de
Recurso 1
Orientações
bibliotecas ou mesmo para bibliotecas virtuais.
Exemplo: vídeo
Recurso 1 Biblioteca Central da UFRGS
Vídeo – reprodução de site na internet
da base de dados brasileira(animado),
(http://www.biblioteca.ufrgs.br).
retirado da video aula 02 FIGURA 4.1 - BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRGS

Como exemplo foi utilizado o WebSite da


biblioteca da UFRGS, onde é possível ter acesso a
uma biblioteca virtual de teses e dissertações, a
um portal de periódicos que permite o acesso de
diversos periódicos e revistas, a periódicos
eletrônicos cujo acesso é possibilitado através de
assinatura institucional e também a links para
livros e jornais eletrônicos.
4.2 CATÁLOGO DE BIBLIOTECA
O Catálogo de Bibliotecas é, muitas vezes,
Disciplina: acessado através do WebSite da biblioteca
ou de um site institucional. Ele possibilita a
Capítulo:
pesquisa ao acervo da biblioteca, seja físico
ou digital, e a visualização do resumo do
Digite aqui
Orientações a
volume selecionado. É possível localizar
informaçã materiais bibliográficos, seja através do
Recurso 2 o que será
nome do autor, título, ou assunto. Em
Recurso 2
Interativo – Galeria interativa: Galeria de imagens
onde o aluno toca e amplia. utilizada
O objetivo da galeria é explicar, ilustrar ou
comparar as imagens.
paraSelecione muitos casos, é possível a reserva de
busca.
Imagem 1: entrar na biblioteca
Texto dessa imagem: “O catálogo de o critério volumes (exemplo: sistema Aleph).
uma biblioteca permite pesquisa ao No final, da busca.
seu acervo.”
Imagem 2: pesquisando na biblioteca
da Ulbra em
Interativo
clique
Exemplo: Catálogo da Biblioteca da Ulbra:
http://www.ulbra.br
Imagem 3: mostrando o resultado de
uma busca na biblioteca da Ulbra
buscar. Ao entrar no site da Ulbra e clicar no link
Dicas de
como Bibliotecas – Catálogo on-line.
efetuar a
pesquisa
.

Descrição do interativo: Site da biblioteca da Ulbra.


4.3 BIBLIOTECAS VIRTUAIS
Uma biblioteca virtual é um site que reúne
conteúdos na íntegra de acesso on-line sobre um
Disciplina:
determinado tema. São coleções organizadas de
Capítulo: documentos eletrônicos, normalmente de áreas
afins. Cada índice de descrição do acervo da
Recurso 4
Orientações
biblioteca virtual possui atributos relacionados
ao seu conteúdo e que os descrevem. Possuem vídeo
Recurso 3
os conteúdos na íntegra no formato digital.
Vídeo - reprodução do site Portal de
bibliotecas virtuais temáticas, retirado
da vieo aula 02

Recurso 4
Video: reprodução do site sobre

catálogo de biblioteca , retirado da 4.4 PORTAL DE BIBLIOTECAS VIRTUAIS


vieo aula 02
TEMÁTICAS
Um portal é um site que reúne diversos outros
sites que possuam algo em comum. Neste caso,
Recurso 3 o portal de bibliotecas virtuais temáticas reúne
referências a diversas bibliotecas virtuais.

vídeo Exemplo: Portal de bibliotecas virtuais temáticas,


desenvolvidas por meio da parceria do IBICT
(Instituto Brasileiro de Informação em ciência e
Tecnologia) www.prossiga.br/bvtematicas/
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Interativo – Infográfico: Ilustrar de
maneira interativa o seguinte
esquema em anexo da biblioteca
Recurso 5
interativo
virtual de educação a distância
presente no site da prossiga

Nome do arquivo em anexo:


http://www.prossiga.br/bvtematicas/ .

Descrição do interativo: interação da biblioteca virtual de educação a distância


4.5 ENCICLOPÉDIAS VIRTUAIS
A Wikipédia e uma enciclopédia virtual livre,
escrita em colaboração pelos seus leitores. Cada
Disciplina:
leitor pode inserir uma parte do texto que está
Capítulo: sendo construído, de forma a construí-lo
coletivamente. Esta característica tornou este
Recurso 7
Orientações
site um grande sucesso. Porém, uma vez que os
leitores possuem liberdade de edição, sua vídeo
Recurso 6
credibilidade acabou por ser questionada[i].
Vídeo - Esquete homem sentado no
sofápesquisando na wikipedia,
retirado da vieo aula 02

Recurso 7
Video: esquete em forma de pergunta
ao professor. DICA pergunta como os
leitores colaboram? E ainda bate papo
com a professora e comentário,
Para ter acesso ao site, você pode utilizar o
retirado da video aula 02 seguinte endereço:
http://www.wikipedia.org
A enciclopédia livre é ótima para fazer pesquisas,
Recurso 6 mas alguns usuários colocam erros de propósito.
A Wikipédia em língua portuguesa começou em

vídeo 2002 a partir da tradução do conteúdo da versão


original, em inglês, e cresceu desde logo com a
produção de novos verbetes. A comunidade vem
crescendo de dia para dia. [i] JORNAL O SUL,
2007.
Utiliza a ferramenta Wiki, que permite a
qualquer pessoa, melhorar de imediato qualquer
artigo clicando em editar no menu superior de
Disciplina:
cada página.
Capítulo: Na tela a seguir está destacada a área de busca
da enciclopédia digital:

Orientações

Recurso 8
Figura - printscreen do site da
wikipedia

Recurso 9
Figura: printscreen de resultado de
da enciclopédia digital:
busca na wikipedia Nesta tela, basta clicar na guia editar para ter
acesso ao modo de edição do conteúdo.
Dicas de Utilização:
a) A Wikipédia deve ser usada como primeiro
passo da pesquisa, não como fonte de pesquisa.
b) Não confie apenas na Wikipédia, confronte o
que foi consultado com outras fontes.
Ao digitar uma expressão de busca e clicar no c) Se, no verbete da Wikipédia, não houver links
botão Pesquisa, a seguinte tela será para informações primárias (fontes que foram
apresentada: base para o texto) desconfie; se tiver, visite estes
links.
Uma outra categoria de fontes de pesquisas 5.1 REVISTAS VIRTUAIS OU PERIÓDICOS
virtuais são as Revistas Virtuais ou periódicos on- As revistas ou periódicos podem estar na forma
line. Os mesmos também podem ser reunidos on-line ou em CD-ROM. Possuem seu conteúdo
Disciplina:
em um Portal de periódicos on-line. virtual na íntegra, assim como as bibliotecas
Capítulo: virtuais. Então, qual a diferença entre uma
biblioteca virtual e uma revista virtual?
A diferença é que os periódicos on-line possuem
Orientações periodicidade nas suas edições, que podem ser
Recurso 10
semanais, mensais, anuais ou mesmo diárias e
Figura – printscreen do site da Revista podem fazer parte de uma biblioteca virtual. Um
eletrônica da Secretaria de Eduação a exemplo de revista virtual:
Distância/MEC
Revista Eletrônica da Secretaria de Educação a
Distância/MEC -
http://www.seednet.mec.gov.br/

Recurso 10
figura
Em algumas Revistas Virtuais pode ser necessário
pagar para se ter acesso ao conteúdo publicado
na íntegra, para isso, é necessário associar-se,
Disciplina:
pagando uma anuidade, tendo acesso às
Capítulo: publicações na íntegra, durante o período
contemplado. Para venda de artigo publicado, o
usuário tem acesso ao resumo do artigo, seus
Orientações autores, mas para ter acesso ao artigo, deve
comprá-lo. A revista também possui acesso
Recurso 11 gratuito, mas deve-se respeitar a autoria do
Figura – printscreen do site do Portal
de periódicos da ACM material publicado.
Um exemplo é do portal de periódicos da ACM.
(Association for Computing Machinery). Este
portal possui, na forma on-line, diversas revistas
da área da ciência da computação e áreas
relacionadas. O acesso aos conteúdos dá-se na
forma de pagamento de anuidade. O portal
encontra-se disponível no endereço:
http://portal.acm.org/portal.cfm
5.2 PORTAL DE PERIÓDICOS
O portal de periódicos é uma boa alternativa
quando se pretende realizar uma pesquisa
Disciplina:
científica e não se sabe onde pesquisar, pois ele
Capítulo: reúne diversas revistas virtuais, de diversas áreas
do conhecimento. Um exemplo de portal de
periódicos de Acesso Livre, Portal de Periódicos
Recurso 12
Orientações Capes que consiste em uma coleção de

Recurso 12
periódicos e outras publicações selecionadas
pelo nível acadêmico de professores e alunos dos
vídeo
Video – reprodução de site Portal
Periódico da Capes. Animado com programas de mestrado e doutorado avaliados
opções de sites, extraído da video aula pela capes. O Acesso Livre é à parte do portal de
02
livre acesso a todos os usuários e seu conteúdo
pode ser acessado na íntegra. Para ter acesso ao
site, utilize o seguinte endereço:
http://acessolivre.capes.gov.br/
Neste portal você tem acesso a resumos, textos
completos dos trabalhos, além de banco de teses
no formato digital. Outro exemplo de portal de
periódicos é o portal Scielo, este portal indexa
diversas revistas virtuais científicas e sua busca
pode ser realizada de forma semelhante a uma
ferramenta de busca.
Outro recurso é o Scielo. Para utilizar o seguinte endereço: http://www.scielo.org
Disciplina: Ao acessá-lo, a seguinte tela será apresentada:
Capítulo:

Orientações

Recurso 13
Imagem de printscreen da tela do site
Scielo
Você pode selecionar o idioma no canto esquerdo da tela. Além disso, você pode realizar uma
busca no portal da mesma forma como realiza uma busca em um site de busca, digitando a palavra
Disciplina: ou expressão de busca na caixa e a seguir clicando no botão Pesquisar. São apresentados
Capítulo: resultados de busca em revistas brasileiras para os temas pesquisados.
Você pode selecionar qualquer uma das opções para visualizar o resumo ou mesmo imprimir o
texto. Pode também, a partir da tela principal do portal, selecionar uma revista de uma área
Orientações específica.
Como exemplo, a opção saúde pública a seguinte tela será apresentada com várias opções de
revistas on-line nesta área.
Recurso 14 Nos resultados você poderá perceber a existência de um código chamado ISSN. Este é internacional
Imagem de printscreen da tela do site
Scielo, resultado de pesquisa com e serve para individualizar uma publicação seriada (periódica), que a torna única e definitiva. A
assunto “medicina” partir deste código uma publicação pode ser localizada em qualquer parte do mundo.
Revista Eletrônica da Secretaria de Educação a
Distância/MEC. Disponível em:
Disciplina:
<http://www.seednet.mec.gov.br/> Acesso em: 12 de
janeiro de 2013.
Capítulo: Portal de Periódicos da ACM. Disponível em:
<http://portal.acm.org/portal.cfm> Acesso em: 12 de
janeiro de 2013.
Orientações Portal de Periódicos de Acesso Livre da Capes. Disponível
em: <http://acessolivre.capes.gov.br/> Acesso em: 12 de
janeiro de 2013.
Portal de Periódicos Scielo. Disponível em:
<http://www.scielo.org > Acesso em: 12 de janeiro de
2013. SAIBA MAIS
UFRGS. Biblioteca Central da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul. Disponível em:
<http://www.biblioteca.ufrgs.br/>. Acesso em: 12 de
janeiro de 2013.
ULBRA. Catálogo On-Line das bibliotecas da ULBRA.
Disponível em:
<https://memphis.ulbranet.com.br/ALEPH/>. Acesso em:
12 de janeiro de 2013.
PROSSIGA. Bibliotecas virtuais temática. Disponível em:
<http://www.prossiga.br/bvtematicas/>. Acesso em: 12
de janeiro de 2013.
WIKIPÉDIA. Disponível em: <http://www.wikipedia.org>.
Acesso em: 12 de janeiro de 2013.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Disciplina:

Capítulo:

Imagem de
Imagem de abertura
abertura
Orientações

Imagem de Abertura:
http://i.istockimg.com/fil
e_thumbview_approve/7
953265/1/stock-photo-
7953265-reading-a- 5 PROJETO e TIPOS DE PESQUISA
book.jpg.
Acesso em 13/01/2013 Prof. Ms. COSME LUIZ CHINAZZO

Este capítulo tem o objetivo de orientar o estudante para diferenciar e compreender os


elementos que compõem a estrutura de um projeto de pesquisa e conhecer as
características dos diferentes tipos e pesquisa. A expectativa é de que o estudante
entenda o processo de elaboração de uma pesquisa científica e seja capaz de elaborar um
projeto de pesquisa científica bem como identificar e diferenciar os principais tipos de
pesquisa.
5.1 O PROJETO DE PESQUISA

Disciplina: Desde que se tenha em vista uma


Capítulo: pesquisa científica, deve-se pensar antes
de tudo em elaborar um projeto que
Recurso 11
Recurso
possa garantir sua viabilidade.
Orientações
vídeo
vídeo
Recurso 1
Vídeo – clipe de abertura
Como toda atividade racional e
sistemática, a pesquisa exige que as suas
ações sejam efetivamente planejadas.
Desse modo o projeto de pesquisa pode
ser definido como o processo
Porém, é necessário que o projeto
sistematizado com o qual se pode conferir
esclareça como se processará a pesquisa,
maior eficiência à investigação para em
quais as etapas que serão desenvolvidas e
determinado prazo alcançar o conjunto
quais os recursos necessários para atingir
das metas estabelecidas.
seus objetivos.
Não existem regras fixas de como
De certa maneira, o projeto de pesquisa
elaborar um projeto de pesquisa. Sua
trará elementos para responder às
estrutura é determinada pelo tipo de
seguintes questões fundamentais:
problema a ser pesquisado e também
pelo estilo de seu autor.
O que pesquisar?
Por que se deseja fazer a pesquisa?
Disciplina: Que teorias e autores fundamentarão a
Capítulo: pesquisa?
Que métodos serão adotados?
Como pesquisar?
Orientações
Com quais recursos pretende-se
Recurso 2 pesquisar?
Quebra-cabeça:
Fonte:
http://www.jogodequebrac
Recurso 22
Recurso
abeca.net/. Acesso em
Em que período pretende-se pesquisar?
13/01/2013.
O projeto de pesquisa pode
Interativo
Interativo Os elementos habitualmente requeridos
em um projeto de pesquisa são os
ser comparado a um
quebra-cabeça, pois é seguintes:
composto por várias partes
que se complementam
formando um todo. 5.1.1 Introdução
----- x -------
Vídeo. Aqui no recurso 2, se É aconselhável iniciar um projeto de
for possível disponibilizar as pesquisa com uma introdução, para
enquetes: Qual a
importância de planejar? e apresentar o assunto que se deseja
Quais as atividades que
você costuma planejar? desenvolver. É de fundamental
importância explicarmos e
O projeto de pesquisa pode ser comparado a um quebra-cabeça, contextualizarmos o assunto que é o
pois é composto por várias partes que se complementam formando ponto inicial de da pesquisa.
um todo.
5.1.2 Delimitação do Tema
deles apenas. Lembrando, mais uma vez,
Ao delimitarmos o tema de pesquisa que se deve optar por aquele no qual
Disciplina:
procuraremos responder as seguintes vislumbramos maiores facilidades de
Capítulo:
questões: Quem? Onde? Quando? compreensão e desenvolvimento, além do
Quanto? etc). O tema deve especificar o gosto pessoal. Neste momento, já se deve
Orientações tópico ou enfoque a ser estudado, porque estar formulando a noção daquilo que se
nunca vamos atingir em uma única quer buscar”.
pesquisa o conhecimento no seu todo,
por isso, devemos fazer recortes para 5.1.3 Formulação do Problema
investigarmos um tema de cada vez.
Portanto, para cada pesquisa deve-se O problema de pesquisa será sempre uma
delimitar um tema específico, que será questão, uma sentença questionadora, em
separado do todo. forma interrogativa, para a qual se deseja
uma resposta ou solução. Portanto, o tema
Como salienta Furasté (2006, p.23), “a da pesquisa deve ser problematizado, ou
delimitação do tema é o momento mais seja, antes de iniciarmos a pesquisa
complexo, desafiador e importante para o propriamente dita, é necessário ter-se
processo inicial do trabalho científico. uma ideia bem clara do problema que se
Depois de isolados os elementos que pretende resolver.
compõem o todo, devemos optar por um
Trata-se de uma questão ou dúvida a ser
esclarecida. De preferência deve-se
Disciplina: elaborar em forma de pergunta que
Capítulo:
contemple a profundidade do tema a ser
pesquisado. Essa pergunta deverá servir
Recurso 44
Recurso
como norteadora das atividades de
Orientações investigação no decorrer da pesquisa. O vídeo
vídeo
Recurso 3 problema deve ser elaborado de forma
Vídeo - Esquete:
DICA fala a GABRIEL sobre o
que possa ser respondido durante todo o
planejamento. processo de pesquisa.
Recurso 4
Vídeo – DICA explica! E professor
complementa.

Gil (2007) destaca alguns cuidados que


devemos ter ao formularmos um
problema de pesquisa:
Recurso 33
Recurso a) o problema deve ser claro e preciso -
não pode ser formulado de forma vaga;
b) o problema deve ser empírico - deve
vídeo
vídeo atender ao propósito da investigação
científica, que tem a objetividade como
uma das mais importantes características.
Portanto, deve-se cuidar para não ater-se
em percepções pessoais ou julgamentos uma teoria. As investigações, da pesquisa,
morais e valorativos que nos remetam a poderão comprovar ou não a hipótese.
considerações subjetivas;
Disciplina: c) o problema deve ser suscetível de Lakatos (2005, p.129) refere-se dizendo
Capítulo: solução - deve-se ter a ideia de como que “podemos considerar a hipótese
será possível coletar os dados como um enunciado geral de relações
necessários para a sua resolução. Aqui é entre variáveis (fatos, fenômenos). (...)
Orientações
necessário ter domínio da tecnologia Constitui-se a hipótese uma suposta,
adequada que viabilize a busca das provável e provisória resposta a um
respostas. problema, cuja adequação (comprovação
= sustentabilidade ou validez) será
5.1.4 Hipótese(s) verificada através da pesquisa”.

Será mais fácil estabelecer a hipótese Existem várias maneiras de para elaborar
após termos o problema de pesquisa as hipóteses, com maior frequência usa-
bem claro. A hipótese serve para o se expressões na condicional, que pode
pesquisador vislumbrar prováveis ser representado assim: ‘se’ e “então’,
respostas ao problema proposto. A por exemplo: se desnutrição na infância,
hipótese envolve uma possível verdade, então dificuldades cognitivas na idade
um resultado provável, ainda não escolar. Salienta-se que as variáveis ficam
provado. É uma verdade pré- ligadas entre pelas expressões: ‘se’ e
estabelecida, intuída, com o apoio de “então’.
5.1.5 Justificativa

Disciplina: A justificativa serve para explicitarmos o nosso convencimento de que a pesquisa que
Capítulo:
estamos propondo é importante e necessária, desse modo, vamos argumentar sobre a
importância do tema que escolhemos e justificar sua imperiosa necessidade de ser
investigado.
Orientações

Portanto, ao elaborar uma justificativa devemos considerar as orientações que segue:


- apresentar os motivos pessoais, ou sociais, ou históricos, ou econômicos... da escolha do
tema, podendo ser teóricos ou práticos;
- contextualizar o problema na realidade atual e localizá-lo com maior precisão possível na
origem;
- explicar sobre a relevância de sua pesquisa e qual a contribuição que dará para a área de
conhecimento;
-projetar a relevância ou importância do tema.

5.1.6 Objetivos

Nos objetivos do projeto de pesquisa explicitamos o que queremos atingir, que metas
queremos alcançar com a execução da pesquisa, nesta parte, via de regra, nos
movimentamos em torno das interrogações: para quê? Para quem? Dependendo do tipo
de pesquisa e de sua abrangência podemos dividir os objetivos em geral e específicos.
a) objetivo geral – tem caráter mais verbos mais usados podemos mencionar:
teórico e fica mais relacionado ao conhecer, propor, analisar, buscar, provar,
Disciplina: demonstrar, estabelecer, comparar,
problema de pesquisa, normalmente, sua
Capítulo:
elaboração movimenta-se em torno da avaliar, sugerir, ressaltar, descobrir,
pergunta: para quê; identificar, caracterizar, confirmar,
b) objetivos específicos – tendem a argumentar, justificar, enumerar, afirmar.
Orientações
indicar questões de ordem prática.
Geralmente atende a pergunta PARA 5.1.7 Referencial Teórico
QUEM? São as definições operacionais
para cada situação específica na aplicação Dependendo do autor esta parte poderá
do objetivo geral, ou seja, tenta-se fazer ser denominada com um dos seguintes
uma aplicação do objetivo geral para títulos: Referencial Teórico ou
situações particulares, específicas. Fundamentação Teórica ou Revisão de
Literatura ou Revisão Bibliográfica. Na
A escolha dos objetivos deve estar verdade, nesta parte faz-se um apanhado
coerente com o tema escolhido, o e embasamento teórico, a partir de
problema de pesquisa e a justificativa. leituras e analises de obras científicas que
temos ao nosso dispor. Por isso, ao
Na formulação dos objetivos utilizar, elaboramos essa parte do projeto de
preferencialmente, verbos no infinitivo, pesquisa estaremos nos movimentando
que indique a ação esperada. Entre os em torno da pergunta: QUE AUTORES E
TEORIAS FUNDAMENTARÃO A PESQUISA?
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Imagem: Detetive:
Fonte:
http://t2.ftcdn.net/jpg/00/40/15/71/1
Recurso 55
Recurso
10_F_40157120_wYrhR7ukr3y6vDqwK
dm6bkyiMkQRl0wX.jp
Acessado em: 13/01/2013. interativo
interativo
Tal como o detetive, no inicio de uma
investigação, estabelece várias
hipóteses, também o pesquisador,
antes de iniciar suas investigações
científicas deve definir suas hipóteses.,

Bibliografia
Fonte:
http://image.shutterstock.com/display
_pic_with_logo/576070/110989019/st
ock-photo-human-figure-consisting-of-
books-holding-an-open-book-
110989019.jpg
Acesso em: 13/01/2013 Tal como o detetive, no inicio de uma investigação, estabelece várias hipóteses, também o pesquisador, antes de iniciar suas
investigações científicas deve definir suas hipóteses e ao elaborar o Referencial Teórico, deve buscar um significativo
embasamento teórico, a partir de leituras e analises de obras científicas que existe ao seu dispor.
No projeto de pesquisa o referencial teórico ou fundamentação teórica ou revisão de
literatura* deve estar coerente com o tema em estudo. Deve ser atualizada e breve,
Disciplina: mostrando algumas idéias relevantes do tema proposto. Utilizam-se, como base,
Capítulo:
citações bibliográficas para justificar teoricamente o tema em estudo. São teorias e
conceitos que servirão de base para sustentar a linha de raciocínio a ser adotada na
realização da pesquisa, isto é, fornecerão a orientação teórica da pesquisa. Também se
Orientações pode dizer que são as premissas ou pressupostos teóricos sobre os quais o
pesquisador fundamentará suas interpretações no decorrer da execução da pesquisa.
Evidentemente o referencial teórico deverá apresentar uma coerência e consistência
de identificação com o tema e com o problema de pesquisa, formando entre ambos
um conjunto lógico.

5.1.8 Metodologia

Na metodologia da pesquisa descrevemos a forma de como pretendemos realizar a


pesquisa, ou seja, explicitamos os procedimentos específicos pelos quais o tema será
trabalhado durante o processo de pesquisa. Normalmente nesta parte procuramos
responder as questões: Como? Com que? Quando? Onde?
__________________
* Pode-se usar qualquer uma dessas designações como título desta parte do projeto de pesquisa.
Recurso77
Recurso
Imagem
Imagem
A definição do método de pesquisa dependerá do tipo de
Disciplina: pesquisa, ou seja, do objeto de estudo. E juntamente ao
Capítulo: método deve-se indicar as técnicas e instrumentos para coleta
dos dados. As técnicas e instrumentos mais usadas são as
seguintes: entrevistas, questionários, observação e
Orientações
experimentação. Também deve-se esclarecer como os dados
Recurso 7
http://image.shutterstock.com/display Recurso88 serão analisados, interpretados.
Recurso
_pic_with_logo/876982/106826483/st Imagem
Imagem
ock-vector-law-icons-106826483.jpg
Acesso em:13/01/2013 5.1.9 Procedimentos Metodológicos
Recurso 8
http://thumb18.shutterstock.com/thu
mb_small/74538/74538,1320925846,2
Após a definição da metodologia, são apresentados os
/stock-photo-scientist-working-at-the- procedimentos metodológicos, conforme é dado a seguir:
laboratory-screen-image-of-molecule-
made-by-myself-88515778.jpg a) Onde? Normalmente faz-se necessário indicar o “campo”,
Acesso em:13/01/2013
Recurso99
Recurso
local aonde irá ser realizada a pesquisa.
Recurso 9 Imagem
Imagem b) População e amostra: descrição da população que é o objeto
http://image.shutterstock.com/display
_pic_with_logo/74538/74538,1285666 de estudo e maneira de definir a amostragem (população a ser
885,2/stock-photo-group-of-scientists-
working-at-the-laboratory- pesquisada). Em geral, as pesquisas trabalham com uma
61876528.jpg
Acesso em:13/01/2013
pequena parte de uma população (amostra) que possui
determinadas características semelhantes. Exige-se que a
amostra escolhida seja representativa da população que se
pretende pesquisar.
c) Análise e tratamento dos dados: deve-se explicitar como os dados obtidos serão
Disciplina:
codificados. Que tabelas, ou gráficos, ou estudos estatísticos serão utilizados e como
serão feitos. Que teorias servirão de referencial para análise.
Capítulo:

d) Cronograma - elaborar um cronograma de execução da pesquisa, ou seja, prever as


Orientações principais atividades e quanto tempo necessita-se para executar cada uma delas.
Dependendo da natureza do tema de pesquisa, a distribuição pode ser em dias,
semanas, meses, etc. Seu objetivo é dar conta do tempo disponível e necessário para
cada atividade relacionada.

e) Orçamento – aqui devem ser indicados os materiais ou equipamentos necessários


para o desenvolvimento da pesquisa, tais como:

f) Quem vai fazer? Prever os recursos humanos (pesquisadores), necessários para


efetuar a pesquisa. Se for necessário remuneração de serviços pessoais ou serviços de
terceiros.

g) Com que fazer? Recursos materiais e financeiros. Prever dentro do possível, todos os
elementos necessários para a execução da pesquisa, ainda se possível, informar a
origem dos recursos, se próprios ou de terceiros.
5.1.10 Referências, Apêndices e Anexos*

Disciplina: O projeto de pesquisa deve, ainda,


Caro estudante agora que você já apresentar as referências utilizadas para
Capítulo:
conhece a estrutura de um Projeto de em sua elaboração, bem como outros
Pesquisa, desafiamos você a exercitar elementos pós-textuais como os
Orientações essas aprendizagens, então, a nossa apêndices e os anexos.
Desenhar um bloco de notas como proposta é que você elabore um __________________
fundo do quadro e destacar bem esse
texto.
Projeto de Pesquisa. Conte com a * Para obter mais detalhes sobre estes elementos,
ajuda dos professores para elaborar consulte o capítulo: Relatório de pesquisa.
essa tarefa.
5. 2 TIPOS DE PESQUISAS

Disciplina: Nesta parte objetivamos levar o estudante a compreender que existem diferentes tipos de
Capítulo: pesquisa, e conhecer as principais características, vantagens e limitações de cada tipo de
pesquisa.
Orientações O que leva o ser humano a pesquisar, a investigar a realidade nos mais diversos aspectos e dimensões é o interesse e a
curiosidade. Existem formas diferentes para o pesquisador aprofundar-se em um estudo conforme o objeto e os
objetivos (objeto é aquilo que está sendo estudado; objetivo é aonde se pretende chegar com aquele estudo). Por isso é
natural que existam diversos tipos de pesquisas (SILVA, 2005, p. 49).

Não existe uma classificação universal e clássica a respeito dos diferentes tipos de pesquisa.
Os autores não adotam um sistema único para relacionar os tipos de pesquisa. Por
apresentar uma abordagem mais didática e completa, optamos por adotar o sistema
elaborado por Gil (2007, p. 41-56), segundo o qual com base nos procedimentos técnicos
utilizados uma pesquisa pode ser: bibliográfica, documental, experimental, ex-post facto,
estudo de coorte, levantamento, estudo de campo, estudo de caso, pesquisa-ação, pesquisa
participante e pesquisa de opinião.

5.2.1 Pesquisa bibliográfica

A principal atividade que envolve a pesquisa bibliográfica é a leitura de textos,


preferencialmente os textos de cunho fundamentar-se em obras originais. A
científico. Concomitantemente às leitura dos originais é de imperiosa
leituras operam-se as devidas análises e importância, pois as traduções nem
Disciplina:
interpretações. A pesquisa bibliográfica sempre correspondem à integra dos
Capítulo:
requer a leitura organizada e sistemática originais.
dos textos. Possíveis métodos implicam
Orientações em fazer anotações, elaborar fichas de É importante salientar que toda pesquisa
leitura ou resumos ou, ainda, científica, mesmo a bibliográfica, deve ser
fluxogramas dos textos lidos. Esses planejada. E no seu planejamento e
procedimentos poderão ser úteis na execução, a pesquisa bibliográfica requer,
fundamentação teórica da pesquisa. entre outros, os seguintes
procedimentos:
Assim, a pesquisa bibliográfica sempre a) definição do tema e problematizarão do
se mantém presente em outros tipos de mesmo;
pesquisa, uma vez que é utilizada para o b) estabelecer os objetivos;
suporte teórico de qualquer estudo. c) identificação das fontes de informação,
Antes da leitura, deve-se submeter os tais como livros, periódicos etc.;
d) localização e obtenção das fontes em
textos a uma triagem para, a partir daí,
bibliotecas, livrarias, museus, arquivos etc.;
estabelecer um plano de leitura.
e) leitura e análise dos textos selecionados; e
Cumpre frisar que este tipo de pesquisa f) no final, a redação do relatório de
é realizado a partir de material já pesquisa, ou seja, a comunicação dos
elaborado e, preferencialmente, deve resultados.
5.2.2 Pesquisa documental

A pesquisa documental diferencia-se da pesquisa bibliográfica pela natureza das fontes,


Disciplina:
pois utiliza materiais que ainda não receberam um estudo analítico ou interpretativo (GIL,
Capítulo:
2007, p. 45), ou seja, documentos ou objetos de primeira mão, entre os quais podemos
mencionar: documentos oficiais, cartas, contratos, atas, reportagens, filmes, fotografias,
Orientações diários, desenhos, relatórios técnicos, pinturas, músicas, objetos de arte, indumentárias
etc. Via de regra, esses documentos ou objetos são encontrados em arquivos de órgãos
públicos ou em instituições privadas (associações, cartórios, igrejas, sindicatos, partidos
políticos etc.).

A principal vantagem da pesquisa documental é de que os documentos nela trabalhados,


normalmente “constituem fonte rica e estável de dados. Como os documentos subsistem
ao longo do tempo, tornam-se a mais importante fonte de dados em qualquer pesquisa
de natureza histórica” (GIL, 2007, p. 46).

Alguns autores chamam a atenção para o cuidado que se deve ter em relação à pesquisa
documental, sobretudo no que se refere à subjetividade que, em certo grau, caracteriza
determinados documentos, o que pode torná-los pouco representativos e,
consequentemente, comprometer os resultados da pesquisa.
5.2.3 Pesquisa experimental laboratorial, quando na verdade, sabemos
que ela pode ser executada em diferentes
De acordo com Gil (2007, p. 48), a situações e lugares. Basta lembrar, por
Disciplina: pesquisa experimental exemplo, a psicologia comportamentalista
Capítulo: consiste essencialmente em determinar que se utiliza muito de estudos
um objeto de estudo, selecionar as experimentais. Evidentemente a pesquisa
variáveis capazes de influenciá-lo e definir experimental exige o uso de técnicas e
Orientações
as formas de controle e de observação instrumentos que possam viabilizar
dos efeitos que a variável produz no resultados sólidos. Em função disso o
objeto. Trata-se, portanto, de uma pesquisador experimental trabalha com
pesquisa em que o pesquisador é um manipulação, observação e controle direto
agente ativo, e não um observador sobre os elementos em experimentação.
passivo.
Uma das principais características do
A pesquisa experimental está estudo experimental é que um
significativamente relacionada às ciências experimento pode ser processado de
naturais e, com certeza, o método diversas formas, bem como apresenta
experimental foi o principal responsável condições de ser repetido, uma vez que se
por grandes avanços científicos. Talvez tenha pretensão de encontrar o mesmo
por isso, muitas pessoas são levadas a resultado. Por isso, a pesquisa
uma concepção errônea, de que a experimental geralmente envolve análises
experimentação fica restrita ao âmbito estatísticas.
O processo de experimentação pode ser representado esquematicamente, ou seja, se X é
o objeto estudado, mas que em situações não experimentais acusa os elementos W, Y, Z e
H, mas:
Disciplina:
W, Y e Z → conduzem a produção de X;
Capítulo:
W, Y e H → não conduzem a produção de X;
Y, Z e H → conduzem a produção de X;
Orientações Logo, conclui-se que o elemento Z é condição essencial na produção de X.
Silva (2005, p. 51), nos fornece um belo exemplo de situação em que pode ocorrer uma
pesquisa experimental:

Em uma pesquisa sobre o comportamento dos funcionários da produção de uma fábrica, o objeto de estudo é o
comportamento dos funcionários da produção daquela fábrica. Se pretende-se fazer uma pesquisa experimental, é
preciso interferir na realidade daqueles funcionários, por exemplo, mudando ou invertendo as posições das máquinas
com as quais trabalham ou manipulando a temperatura ambiente, ou mudando seus horários de intervalo, enfim, será
verificado o que acontece quando se modifica alguma coisa, quando se manipula as variáveis.

As vantagens da pesquisa experimental são muitas, em função do seu elevado grau de


clareza, precisão e objetividade nos resultados. Enquanto que sua maior limitação reside
na dificuldade em ser aplicada em fenômenos sociais.
5.2.4 Pesquisa ex-post facto A pesquisa ex-post facto é de grande
utilidade para as ciências sociais, pois
Esse tipo de pesquisa consiste no estudo presta-se para investigar casos de crises
Disciplina:
sobre algo que já aconteceu, ou seja, econômicas, atos de violência, por
Capítulo:
sobre fenômenos ou fatos que ocorreram exemplo: violência nas escolas, violências
e causaram repercussão significativa — nos esportes etc.
Orientações tais como: catástrofes, atentados,
epidemias e outros — e, logo após a 5.2.5 Estudo de coorte
ocorrência, deseja-se estudar e conhecer
melhor tal acontecimento. Procura-se não Estudo de coorte é um tipo de pesquisa
só determinar como é o fenômeno, mas largamente utilizado em estudos que
principalmente, de que maneira e por que envolvem os conhecimentos na área das
ocorreu. ciências da saúde.

Em muitos casos na busca das causas do Estudo de coorte refere-se a um grupo de pessoas que
têm alguma característica comum, constituindo uma
fenômeno, o pesquisador pode trabalhar
amostra a ser acompanhada por certo período de
com estudos experimentais. Nestes casos, tempo, para se observar e analisar o que acontece com
trabalha-se com o controle de variáveis, elas (GIL, 2007, p. 50).
mesmo que a experimentação seja Na pesquisa de coorte trabalha-se com
processada depois que os fatos dois grupos, um será o grupo de
aconteceram. experiências e o outro será o grupo de
controle.
Por exemplo, em um hospital pretende-se
investigar se jogos lúdicos, brincadeiras e
Disciplina: recreação auxiliam a recuperação de
Capítulo: crianças internadas. Então, forma-se dois
grupos de crianças internadas: para o
primeiro grupo serão propiciados
Orientações
momentos de jogos lúdicos, brincadeiras e SAIBA MAIS
SAIBA MAIS recreação; enquanto que para o outro não As limitações mais frequentes com
As limitações mais serão fornecidas tais atividades. Assim, a as pesquisas de coorte, segundo Gil
frequentes com as
partir de um planejamento sistematizado e (2007), “referem-se à não-
pesquisas de coorte, utilização do critério de
segundo Gil (2007), com método adequado faz-se a
aleatoriedade na formação dos
“referem-se à não- comparação da evolução do quadro clínico
grupos de participantes. Outra
utilização do critério de das crianças, podendo-se, a partir disso, limitação manifesta-se em estudos
aleatoriedade na extrair as devidas conclusões. onde a amostra necessita ser muito
formação dos grupos de grande, isso faz com que a pesquisa
participantes. Outra se torne muito onerosa”.
5.2.6 Pesquisa de levantamento
limitação manifesta-se
em estudos onde a
amostra necessita ser A principal característica desse tipo de
muito grande, isso faz pesquisa é a busca por conhecer aspectos
com que a pesquisa se importantes do comportamento humano.
torne muito onerosa”.
Segundo Gil 2007, p. 50-51).

As pesquisas de levantamento caracterizam-se pela investigação direta das pessoas cujo comportamento se deseja
Disciplina: conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do
Capítulo:
problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos
dados coletados.

Orientações Portanto, as conclusões extraídas a partir de uma amostragem selecionada do universo em


estudo, serão projetadas para a totalidade desse universo. Nos casos em que o
levantamento é realizado recolhendo informações diretamente com todos os elementos
do universo pesquisado, então temos um censo.

Entre as principais vantagens da pesquisa de levantamento, Gil (2007, p. 51) aponta o


conhecimento direto da realidade estudada; a quantificação — isto é, a possibilidade de
quantificar variáveis e analisar os dados estatisticamente —, bem como a economia e
rapidez para levantar os dados da pesquisa.

Já uma das limitações do levantamento é quando o pesquisador se prende


demasiadamente aos aspectos quantitativos e, consequentemente, deixa a desejar na
fundamentação teórica — cujo objetivo é justificar a realidade analisada.
5.2.8 Estudo de caso estuda-se, de modo profundo e
exaustivo, realidades que exigem em
Aqui o próprio nome já diz muito, isto é, o entendimento de caso com
Disciplina:
estudo de caso envolve-se em situações exclusividade, em busca de um
Capítulo:
específicas, pois se estuda um único caso. esclarecimento detalhado.
Investiga-se circunstâncias muito
Orientações peculiares, tais como: problemas de No estudo de caso, os resultados terão
evasão escolar em uma determinada validade apenas para o caso que se está
escola, incidência de infecção hospitalar pesquisando, isto é, não pode-se
em um determinado hospital. Portanto, generalizar os resultados obtidos de
uma pesquisa realizada em uma escola,
para outras escolas.

5.2.9 Pesquisa-ação

Esse tipo de pesquisa exige um


significativo engajamento e mútua
participação entre o pesquisador e os
pesquisados. Por isso é muito utilizada
Arquivo: im_0390. Em toda e qualquer pesquisa o
pesquisador deve empreender significativo esforço a serviço das classes populares, onde os
para observar o fenômeno pesquisado mantendo-se pesquisadores exercem um papel
neutro, disciplinando sua imaginação, sua curiosidade
e manter sua integridade intelectual.
ativo na busca de soluções de problemas época de campanha eleitoral, uma
Disciplina:
que se revelam no objeto de estudo. pesquisa de opinião “procura identificar
atitudes, pontos de vista e preferências
Capítulo: É um tipo de pesquisa com base empírica que é que as pessoas têm a respeito de algum
concebida e realizada em estreita associação com
assunto, com o objetivo de tomar
uma ação ou com a resolução de um problema
Orientações coletivo e no qual os pesquisadores e participantes decisões” (SILVA, 2005, p. 51).
representativos da situação ou do problema estão
envolvidos de modo cooperativo ou participativo Além disso, cumpre acrescer que esse
(THIOLLENT, 1985, p. 14, citado por GIL, 2007, p.
55).
tipo de pesquisa presta-se ao
levantamento de dados e informações
Na pesquisa-ação o pesquisador deve ter detalhados sobre uma determinada
especial cuidado para não deslizar para realidade ou circunstância, tomando-se
aspectos subjetivos em prejuízo da para tanto, a opinião de um grupo de
objetividade comprometendo os pessoas. Com isso, normalmente
resultados da pesquisa. deseja-se descobrir tendências,
reconhecer interesses entre outros
5.2.10 Pesquisa de Opinião aspectos.

Tomando-se como exemplo as pesquisas


de intenção de voto, que ocorrem em
Disciplina:

Capítulo:
Recurso 10
Recurso 10
Orientações

Recurso 10
imagem
imagem
Imagem:
Pile of books and glasses

Fonte:
http://portuguesbrasileiro.istockphoto
.com/stock-photo-20655575-pile-of-
books-and-glasses.php?st=af49b50.
Caro estudante, para compreender e fixar melhor as explicações sobre os diferentes tipos
Acesso em: 15/01/2013. de pesquisa, desafiamos você a realizar uma tarefa gigante, qual seja, procure em forma
de uma tabela listar as principais características de cada tipo de pesquisa, listar as
semelhanças que apresentam e também listar das diferenças.
OBRAS CONSULTADAS
Disciplina:
CERVO, Amado Luiz; BREVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 6. ed. São Paulo:
Capítulo:
Prentice Hall, 2007.

Orientações CHINAZZO, Cosme Luiz; SCHNEIDER, Laino Alberto. Metodologia Científica. Canoas:
Editora da ULBRA, 2005. Caderno Universitário, N. 272.

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas. 14. ed. (Totalmente reformulada) Porto
Alegre: Dáctilo Plus, 2006.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

JOHANN, Jorge Renato (Coord.) Introdução ao Método Científico. 2. ed. Canoas: Ed. da
ULBRA, 2002.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia


Científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
Disciplina: MAGALHÃES, Gildo. Introdução à monografia científica. São Paulo: Ática, 2005.
Capítulo:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23. ed. São Paulo:
Cortez, 2012.
Orientações

SILVA, Mary Aparecida Ferreira da. Métodos e técnicas de pesquisa. 2. ed. Curitiba:
Ibpex, 2005.

THUMS, Jorge. Acesso à Realidade. Porto Alegre: Sulina: ULBRA, 2000.


Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Disciplina:

Capítulo:

Imagem de
Imagem de abertura
abertura
Orientações

A pesquisa científica requer sistematização, uso de métodos e técnicas rigorosas de


Imagem de abertura: investigação, a fim de justificar e demonstrar suas conclusões.
Curious research
scientist in
Fonte:
6 A PESQUISA CIENTÍFICA
http://image.shutterstoc
k.com/display_pic_with Prof. Ms. COSME LUIZ CHINAZZO
_logo/131635/131635,1 Prof. Dr. OTÁVIO JOSÉ WEBER
222986124,1/stock-
photo-curious-research- Neste capítulo temos o objetivo de levar o estudante a entender o que é pesquisa,
scientist-in-lab-coat- considerar as experiências para raciocinar sobre os resultados da pesquisa, como
and-rubber-gloves-
acadêmico tornar-se crítico referente à pesquisa, e concebê-la como princípio educativo,
looking-at-specimen-
under-microscope-in- visando o entendimento e domínio dos processos, métodos e técnicas que envolvem o
18491590.jpg fazer científico. É importante desenvolver uma reflexão crítica sobre estes elementos
Acesso em: 13/01/2013. propostos para uma produção científica eficaz nas diferentes áreas do conhecimento
humano.
6.1 O QUE É PESQUISA
Disciplina:
A produção científica é o resultado de um trabalho na qual aplicou-se a mente, a razão de
Capítulo:
forma metódica, sistemática, disciplinada, utilizando métodos e técnicas sobre um
determinado objeto ou fenômeno.
Orientações
Para entendermos a importância e a função da pesquisa, fazemos uma comparação com o
trabalho. O que é o trabalho? É a capacidade e o poder que o ser humano tem de
transformar o mundo e o próprio homem com o objetivo de conquistar o que precisa, para
satisfazer suas necessidades vitais, em dimensão material, social, psicológica e espiritual.

Tendo isso como pressuposto, podemos afirmar que o homem tem poder de criar suas
condições de existência e, ao produzir suas condições reais e concretas de vida,
simultaneamente, produz também o conhecimento.

Nesse sentido, o conhecimento é resultado do trabalho do homem, que é realizado por


homens-pesquisador, os quais se dedicam a investigar o mundo concreto e os outros
homens, com o propósito de desvendarem os mistérios e os elementos constitutivos dos
mesmos. Por isso o conhecimento é histórico e social.

Desvendar, descobrir, desvelar, demonstrar, investigar, buscar novas explicações, eis


apenas alguns dos verbos que
caracterizam o trabalho do pesquisador.
Disciplina: Pesquisar é o ato pelo qual os homens
Capítulo: que o praticam produzem idéias,
representações, explicações e conceitos,
Recurso 11
Recurso
dando sentido e significações ao mundo e
Orientações
ao existir humano. vídeo
vídeo
Recurso 1
Vídeo – Disponibilizar a primeira parte
da vídeo aula sobre a pesquisa A pesquisa como trabalho humano é uma
científica.
atividade racional, pois o homem é o
único ser racional. É através da pesquisa
como atividade racional e sistemática,
teorias que, consequentemente,
isto é, realizada com técnicas, métodos e
conduzem a humanidade para novas
com rigor adequados, que surge a
ações, novas práticas transformadoras
possibilidade de conhecermos coisas
que caracterizam dinâmica da evolução
novas.
da humanidade. Podemos afirmar que,
onde não há pesquisa, não acontece a
Entendemos que a excelência da pesquisa
evolução, pois não acontece o novo, ou
é a produção do novo, novas verdades,
seja, permanecemos no antigo, na
novas idéias, novos conceitos, novas
reprodução, na repetição.
Portanto, pesquisar possui uma dimensão de um problema a respeito do qual têm-
Disciplina:
grandiosa, a de buscar algo a mais do que se informações insuficientes ou as
aquilo que já conhecemos. É trabalhar informações existentes não respondem
Capítulo:
como o propósito de produzir novos os novos questionamentos. A pesquisa
conhecimentos, porque o conhecimento científica desenvolve-se a partir dos
Orientações é algo dinâmico que não está conhecimentos existentes, passa por
definitivamente pronto, ao contrário, se inúmeras fases, etapas, desde a
constrói, é passível de alterações. formulação do problema até a
satisfatória apresentação de resultados.
Pode-se definir pesquisa como o procedimento
racional e sistemático que tem como objetivo
Fazer ciência é natural no ser humano. A
proporcionar respostas aos problemas propostos. A
pesquisa é requerida quando não se dispõe de sua capacidade permite observar, trocar
informação suficiente para responder o problema, ou informações e impressões, ideias sobre o
então quando a informação disponível se encontra em mundo que o cerca. Percebe que precisa
tal estado de desordem, que não possa ser
adequadamente relacionada ao problema (GIL, 2007,
revisar a sua forma de viver no mundo
p. 17). revisando as suas crenças, intenções e
conhecimentos.
Vemos que a pesquisa é um processo de
investigação que consiste em conhecer Surge, assim, o problema dentro de um
qualquer coisa. Ela inicia com a percepção contexto de mundo de forma relevante e
significativo. Isto lhe constitui um desafio
que, aplicando a sua inteligência, deverá
Disciplina: ir a procura de soluções. Para tal é preciso
Capítulo: observar, experimentar, analisar,
comparar, identificar, medir, realizar e
controlar as situações emergentes. A fim
Orientações
de realizar tal tarefa o ser humano abra
Recurso 2 mão da pesquisa, não de forma mecânica,
INTERATIVO: Aqui caro
estudante, o desafiamos
Recurso 22
Recurso mas requer imaginação e criação e
iniciativa individual. Não é um trabalho
a realizar uma reflexão
sobre a questão de que o Interativo
Interativo feito ao acaso, porque o trabalho
científico deve ser criativo, emprego de
conhecimento é
produção essencialmente procedimentos, métodos e técnicas
humana, ou seja, os específicas.
outros animais não
conseguem produzir Ao se fazer ciência nascem às leis ou
conhecimento. Reflita
teorias, a partir de hipóteses
sobre esse tema e
elabore um texto entre estabelecidas. A função das leis ou teorias
10 a 15 linhas. Aqui caro estudante, o desafiamos a realizar uma reflexão sobre a e que expliquem e, ainda devem prever
questão de que o conhecimento é produção essencialmente fatos ou fenômenos. Sem dúvida, se
humana, ou seja, os outros animais não conseguem produzir
conhecimento. Reflita sobre esse tema e elabore um texto entre 10
a 15 linhas.
aceita as teorias quando forem
corroboradas, passando pelo
Disciplina: experimento ou teste. Caso contrário, é
Capítulo:
necessário levantar novas hipóteses, a
realização de novas provas ou testes e
Recurso 44
Recurso
adicionar os experimentos que indicam
Orientações regularidade do problema e assim, vídeo
vídeo
Recurso 3 concretiza-se a nova teoria.
Vídeo - Vídeo – Disponibilizar a
segunda parte da vídeo aula sobre a
pesquisa científica.

Recurso 4
Vídeo – Disponibilizar a terceira parte
da vídeo aula sobre a pesquisa
científica.
Uma vez comprovadas as teorias ou as
leis entram em fase de utilização,
transforma-se em novo saber face ao
Recurso 33
Recurso problema original e são aplicadas no
campo da tecnologia. Ocorre um novo
ajustamento intelectual, pois modifica o
vídeo
vídeo contorno. O contorno humano é formado
por crenças, valores, intenções,
simbolizações, opiniões e conhecimentos.
A vivência humana é compreender este Quanto ao êxito da pesquisa, Gil (2007,
contorno constantemente sob novas p.18), refere-se dizendo que o êxito
visões. Isto torna o conhecimento depende muito de algumas qualidades
Disciplina: sempre provisório. Portanto a ciência é intelectuais e sociais que o pesquisador
Capítulo: um estilo de pensamento e de ação, deve possuir, entre as quais são:
precisamente o mais universal e a) possuir conhecimentos básicos sobre o
proveitoso para todos. assunto a ser pesquisado;
Orientações
b) motivação e ou curiosidade;
A pesquisa científica está na "cabeça do c) criatividade e criticidade;
pesquisador" na sua forma de ver e d) sensibilidade social;
analisar o mundo. As exigências são e) integridade intelectual;
coletivas ou sociais, por isso a f) imaginação disciplinada;
autocorreção, a superação de g) atitude autocorretiva;
resultados, é feita mediante a dialética h) perseverança e paciência;
do cotidiano, do raciocínio e da i) confiança na experiência.
pesquisa.

Dentro do contexto atual, onde a


globalização é uma realidade, a pesquisa
adquire uma dimensão grandiosa. Pois o
conhecimento não está pronto, mas se
constrói, e isto é feito, ou deveria ser, no
sentido de construir algo a mais.
6.2 EXPERIÊNCIA, RACIOCÍNIO E PESQUISA

O problema impulsiona o pesquisador a conviver, a decifrar o meio-ambiente e a


Disciplina: entender a relação lógica do problema com os demais fatos. Inicia, assim, o processo de
Capítulo: decodificação da realidade ou a busca de solução do problema que envolve três passos: a
experiência, o raciocínio e a pesquisa.
Orientações
A experiência emana do dia-a-dia, das informações prévias na resolução de problemas
práticos. Envolve as experiências pessoais, o valor do cotidiano que são expressos no
senso comum.

O raciocínio é a capacidade intelectual de ordenar logicamente os fatos através do


pensamento. Pelo raciocínio estabelece-se a ligação entre os fatos. Em ciência sempre
quer conhecer-se a causa para poder tratar com eficácia os efeitos. Existem raciocínios
básicos: o indutivo, o dedutivo, indutivo-dedutivo e o hipotético dedutivo. Todos eles, de
formas diferentes, e aplicados a um problema específico, possibilitam chegar ao
conhecimento de causa, ou seja, a verdade. O cientista deve ser alguém que pensa muito,
pois a verdade está escondida nos fatos, na natureza física e humana. Até numa
linguagem religiosa poderíamos afirmar que está no "dogma da criação". A criatividade
permite descobrir a realidade íntima do mundo. Uma vez descobertas as leis que regem o
mundo podem ser enunciadas como válidas para a realidade. Pelo raciocínio transforma-
se e constrói-se uma nova realidade que, pode propiciar a construção sistemas
audaciosos
de explicação que podem ser refutados-rejeitados ou aceitos como verdadeiros. O
Disciplina:
raciocínio utiliza a pesquisa para comprovar ou rejeitar os fatos.

Capítulo:
A pesquisa constitui o passo final e fundamental para que ocorra efetivamente ciência e
contribuir na solução dos graves problemas que a humanidade hoje enfrenta. A
Orientações pesquisa não pode ser dogmática no sentido de trabalhar com idéias só do passado.
Utiliza-se do passado para entender o presente com os olhos projetados para o futuro,
para o desconhecido. Professores e alunos devem concentrar-se na ciência inacabada,
nas lacunas e preenchê-las com a pesquisa.

(zé_0112.ipg).
Fonte: Arquivo.
Verdade: um dos
principais
comprometimentos do
pesquisador é buscar e
revelar a verdade.
A ciência passa pela pesquisa. Esta se Arquivo: im_0017. Tanto
o mundo quanto o
Disciplina:
utiliza critérios metodológicos, rigor de homem não estão
raciocínio, sistemas formais (lógica, prontos, não podem ser
Capítulo:
matemática) e critérios para estabelecer encaixotados e
a lógica do universo. Pela pesquisa enquadrados todos de
uma mesma forma, e uma
Orientações criamos uma realidade nova, artefatos das funções da pesquisa é
que passam a existir pela transformação abrir “a caixa que quadra
da realidade. O cientista descobre novos os segredos” para abrir
métodos e técnicas para manipular a novos caminhos, sentidos,
significações....
realidade de acordo com as
necessidades de cada época. De um
universo dado, passa-se para um é simbólica.
universo criado.
A pesquisa atual deve considerar o uno, o
A vida e a realidade social não estão múltiplo, o dinâmico e o simbólico
concluídas. Nunca podemos pensar que humano. O mundo existe desta forma: as
"tudo está concluído", mas centrar-se na pessoas o explicam diferentemente. A
imperfeição que é manifesta na finalidade da pesquisa científica é libertar
pluralidade e multiplicidade de o ser humano dos seus problemas, sejam
saberes, num mundo físico e humano eles práticos ou teóricos.
que não é homogêneo, mas dinâmico,
compreendido através da linguagem que
Isto significa esperança diante de um mundo inacabado, cheio de lacunas e problemas a
serem resolvidos. A pesquisa pode preencher e satisfazer a ânsia do saber. Ela contribui
para o aperfeiçoamento intelectual e promove o desenvolvimento pessoal e social-
Disciplina: cultural. Habilitarmo-nos a resolver problemas de toda ordem através da utilização de
Capítulo: métodos e técnicas científicas.

6.3 A PESQUISA COMO PRINCÍPIO CIENTÍFICO E EDUCATIVO


Orientações

O grande desafio da Universidade hoje é EDUCAR o universitário para a PESQUISA. Que


os conhecimentos gerados sirvam a sociedade nos seus diferentes níveis de forma
qualitativa e de formação do cidadão. Para tanto, é necessário estimular o educando a
desenvolver certas qualidades intelectuais e sociais.

Educar não é simplesmente preparar o acadêmico no domínio das tecnologias


metodológicas ou a resolução de problemas de forma lógica, mas sim, estabelecer as
reais competências entre ciência, universidade e sociedade.

Neste sentido a responsabilidade da universidade é fundamental, pois ela que, através


dos mecanismos normativos, propicia a formação de cidadãos, por isso, a universidade
deve se constituir num centro de debates e estudos em busca de novos saberes.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5

Interativo – RECURSO INTERATIVO:


Aqui convidamos você caro estudante,
Recurso 55
Recurso
refletir e elaborar um texto em torno
de 10 a 15 linhas, defendendo e
argumentando a tese de que a
pesquisa deve ser uma prioridade em
interativo
interativo
qualquer curso superior.

RECURSO INTERATIVO: Aqui convidamos você caro estudante, refletir e elaborar um texto em torno de 10 a 15 linhas,
defendendo e argumentando a tese de que a pesquisa deve ser uma prioridade em qualquer curso superior.
A sociedade precisa de uma parcela da posicionamento crítico, ético e moral,
Disciplina:
população que de forma ativa, criadora e vontade, curiosidade científica, tempo
de responsabilidade ética a curto, médio (horas-dia) para vencer a apatia
Capítulo:
e longo prazo, através da pesquisa, científica hoje presente na universidade.
apresente as respostas aos problemas
Orientações econômicos, sociais de maneira Não se faz pesquisa só através de
estratégica aos interesses de todos. simples leituras ou estudos esporádicos,
mas sim com o propósito de resolver
Neste sentido é preciso educar o jovem alguma dificuldade. A simples leitura
universitário para a pesquisa que, ao nem sempre representa um ato de
escolher um tema de seu interesse, aprimoramento. Ler, meramente com o
definindo o problema, enfatize a objetivo de concluir um texto não, não é
relevância deste como sendo original no pesquisa.
contexto regional, social, sócio-cultural e
científico. Isto contribui que ele assuma, É a pesquisa que oferece a possibilidade
avalie e compromete-se com o sócio- de novas descobertas e, além disso,
político de sua atividade de estudante. proporciona o intercâmbio entre as
diversas áreas do conhecimento. A
O fazer pesquisa exige de quem a ela se excelência da ciência dá-se através da
propõe um preparo intelectual, um pesquisa. É graças à pesquisa que surge
a possibilidade do novo.
Recurso77
Recurso
Imagem
Imagem
Para um estudante pesquisador é importante que ele forme o seu
Disciplina: espírito científico. Pouco adianta o domínio de métodos e técnicas
Capítulo: sofisticadas, o domínio de instrumentos, sem clareza de idéias e
com ausência de rigor e seriedade. É imperiosa a necessidade de
aprender a dominar os princípios das exigências científicas e se
Orientações
expressar através da linguagem científica, isso deveria estar
Recurso 7
Fonte: Arquivo: im_0093. Pesquisar Recurso88 manifesto em qualquer trabalho ou pesquisa acadêmica, para de
Recurso
exige preparo intelectual e Imagem
Imagem modo lento e gradual ir formando o seu espírito crítico e científico.
posicionamento crítico.

Recurso 8
Globo: zé_0115.jpg.
Formar um espírito crítico e científico implica em aos poucos ir
Fonte: Arquivo: É através da pesquisa
que o ser humano atribui sentidos e
reconhecendo que ele, acadêmico é um produto da história,
significações ao mundo e ao seu produzido e germinado no tempo. Implica também em entender
próprio existir.
que as técnicas de pesquisa são adquiridas no decorrer da vida,
Recurso 9 Recurso99
Recurso
portanto, a formação do senso crítico, enquanto universitário é
Head and brain gears in Imagem
Imagem adquirir a consciência de que se está construindo um ‘edifício’, que
Fonte:
http://image.shutterstock.com/display é um trabalho conjunto entre colaboradores, que buscam aos
_pic_with_logo/803866/803866,13267
84214,2/stock-vector-head-and-brain- poucos aprender a trabalhar enfrentado e solucionado problemas
gears-in-progress-concept-of-human-
thinking-92924131.jpg
de toda ordem.
6.4 LINHAS DE PESQUISA

Disciplina: A universidade tem o papel de oferecer


Esse tema sobre as linhas de pesquisa ensino com pesquisa e para pesquisa. O
Capítulo:
poderá ser mais aprofundado lendo o acadêmico, na sua fase inicial é
anexo 1, desse capítulo: Artigo de introduzido na iniciação científica,
Orientações Jairo Eduardo Borges-Andrade. Cujo despertando-o para a reflexão, educando-
Desenhar um bloco de notas como título é: Em Busca do Conceito de o para a originalidade e domínio de
fundo do quadro e destacar bem esse
texto.
Linha de Pesquisa. conhecimento. Por isso, na graduação
deve ser feita uma abordagem
sistemática de caráter teórico-prático,
podemos afirmar que não se faz
universidade sem pesquisa.

A produção do conhecimento a partir das


pesquisas científicas, nas universidades,
normalmente está estruturada da
seguinte forma: existem as “áreas de
concentração” e as “Linhas de pesquisa”.
A área de concentração é mais 6.5 LEITURA E PESQUISA
Disciplina:
abrangente em amplitude ela indica os
contornos gerais de uma determinada Mesmo sendo a memória uma
Capítulo:
área de conhecimento, já as linhas de característica fundamental do ser
pesquisa constituem humano, esta sofre desgastes com o
Orientações departamentalizações dentro das áreas passar do tempo. Por isso, não podemos
do conhecimento, isto é, as linhas de atribuir absoluta confiança a ela,
pesquisa revelam especificidades da imaginando que ela mantenha
produção do conhecimento. Portanto, arquivados eternamente os nossos
cada área de concentração poderá conhecimentos conquistados. Um texto
abrigar diferentes linhas de pesquisa. lido hoje poderá ser de valiosa utilidade
Por exemplo, na ULBRA a área de daqui a algum tempo. Deste modo,
concentração de Linguística, Letras e precisamos criar hábitos de realizar
Artes, apresenta três linhas de anotações, observações, fichas, resumos,
pesquisa, quais sejam: a) Literatura resenhas, fluxogramas das leituras que
Infanto-Juvenil e Leitura; b) Literatura e realizamos. Esta prática se for
Cultura Contemporânea e Dança: concretizada de modo organizado e com
cultura, criação, educação e memória. método, poderá contribuir para futuras
pesquisas e estudos.
Passamos, neste momento, a tecer alguns Quanto à técnica de sublinhar,
comentários e conceitos sobre como recomenda-se nunca sublinhar na
proceder na prática de anotações, primeira leitura. Quando sublinhar é
Disciplina: observações e fichamento de textos*. bom ter o cuidado de sublinhar as
Capítulo: argumentações principais, de modo
6.5.1 Anotações e Observações diferenciado das argumentações
secundárias. Por exemplo, colocar um
Orientações
Ao lermos um texto, devemos fazer risco para as primárias e dois para as
apontamentos e grifos das idéias secundárias, ou utilizar cores
principais e das palavras-chave de cada diferentes, ou realizar círculos.
parágrafo. Isto pode ser feito com
sublinhas ou com anotações nas margens.

Esta prática se torna produtiva, porque se


separam as argumentações principais das
secundárias e, com isto, registramos
nossas próprias observações.
_______________
*Para aperfeiçoamento de técnicas de leitura
recomendamos a leitura de Hühne (1989), Thums
(2001) e Salvador (1986). Zé_0087. Fonte: Arquivo:
Ler fazendo apontamentos, implica em estudar o
texto e, consequentemente reverterá em qualidade,
eficiência e eficácia da leitura.
Quanto às anotações de margem, é importante o leitor criar um código de sinais, que
indique a sua maneira pessoal de realizar o entendimento e questionamento do texto. Por
Disciplina: exemplo, colocar um sinal de interrogação, quando a argumentação do autor não está clara,
Capítulo: sinal de igual quando a argumentação do autor coincide com a do leitor, sinal de mais
quando o leitor percebe que pode acrescentar algo mais nas argumentações do autor, sinal
de exclamação para destacar palavras-chave, e outros sinais.
Orientações

6.5.2 Fichas de Leitura

A técnica de elaborar fichas de leituras é a melhor prática para auxiliar a memória de


qualquer estudante, e ajuda no ganho tempo para situações futuras, tais como, quando o
conteúdo dessas leituras for requerido tanto em momentos de provas ou exames, como
também em trabalhos de pesquisa.

As fichas de leituras (Figura 1) constituem um importante instrumento de estudo, e


principalmente para o pesquisador arquivar e organizar as principais informações
provenientes das leituras.

A maioria dos autores de livros sobre metodologia e técnicas de pesquisa, apresenta


sugestões e exemplos de como podem ser elaboradas as fichas de leituras. Todas têm sua
importância e validade. Nós, porém, para expor e conceituar as questões básicas desta
Disciplina: técnica, aderimos às desenvolvidas por
Salvador (1986), em seu livro “Métodos e
Capítulo:
técnicas de pesquisa bibliográficas”.

Orientações FIGURA 01 –
SAIBA MAIS
FICHA BIBLIOGRÁFICA DE LIVRO COMPLETO
Para aperfeiçoamento e melhor
domínio das de técnicas de leitura e Cabeçalho
Assunto geral:
procedimentos em anotações a Tema: Classificação:
Metodologia
apontamentos recomendamos
consultar:
Científica
Estudar Ficha n. 1
SAIBA MAIS
HÜHNE, Leda Miranda (Org.). Referência GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa
Metodologia Científica. 3. ed. São
bibliográfica Social. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.
Paulo: Agir, 1989.
SALVADOR, Ângelo Domingos.
Métodos e técnicas de pesquisa
bibliográfica. 11. ed. Porto Alegre : Comentários
Sulina, 1986. conteúdos Xxxxxx xxxxxx xxxxx xxxxx
THUMS, Jorge. Acesso à Realidade:
técnicas de pesquisa e construção do
conhecimento. 2. ed. Porto Alegre:
Sulina/Ed. da ULBRA, 2001.

FONTE: (SALVADOR, 1986, p. 124).


São vários os modelos de fichas que podemos elaborar. Todos os modelos devem
Disciplina: conter, no mínimo, três partes:
Capítulo:
a) cabeçalho - dividido em três campos: o primeiro indica o assunto geral; o segundo,
o tema e o terceiro, a classificação da ficha;
Orientações

b) referência bibliográfica - apresenta o nome do autor, o título do texto, cidade da


publicação, editora, ano da publicação, etc;

c) comentários ou conteúdos - dependerá do modelo de ficha, podendo ser um


comentário, uma citação direta ou uma citação indireta, ou ainda um esboço, etc.
Disciplina:

Capítulo:
Recurso 10
Recurso 10
Orientações

Recurso 10
imagem
imagem
Imagem: Globe and girl

Fonte:
http://portuguesbrasileiro.istockphoto
.com/stock-photo-21320294-globe-
and-girls.php?st=af49b50
Acesso em : 15/01/2013.
Os estágios, engajamento na pesquisa com professores e/ou institutos são formas
excelentes de aprendizagem e de educação. Quanto mais cedo o aluno participar de
atividades de pesquisa ele consegue assumir o papel de sujeito e grande probabilidade de
seu sucesso. O decurso da educação inicia nos cursos de graduação e estende-se nos de
pós-graduação, especialmente nos programas de stricto sensu, o ensino da pesquisa seja
elemento definidor, preparando o pesquisador.
OBRAS CONSULTADAS

CERVO, Amado L.; BREVIAN, Pedro A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
Disciplina:
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003.
Capítulo:

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
Orientações
HÜHNE, Leda Miranda (Org.). Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Agir, 1989.

JOHANN, Jorge Renato (Coord.) Introdução ao Método Científico. 2. ed.


Canoas: Ed. da ULBRA, 2002.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 6. ed.
São Paulo: Atlas, 2005.

SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 11. ed. Porto Alegre :
Sulina, 1986.

MAGALHÃES, Gildo. Introdução à monografia científica. São Paulo: Ática, 2005.

SILVA, Mary Aparecida Ferreira da. Métodos e técnicas de pesquisa. 2. ed. Curitiba: Ibpex, 2005.

THUMS, Jorge. Acesso à Realidade: técnicas de pesquisa e construção do conhecimento. 2. ed. Porto
Alegre: Sulina/Ed. da ULBRA, 2001.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Neste capítulo, são apresentadas as principais
características do programa Qualis, o processo de
Disciplina: classificação e os responsáveis por ele
Capítulo:

Imagem de abertura
Orientações

Imagem de abertura:
http://www.shutterstock.
com/cat.mhtml?searchte
rm=quality+stamp&searc
h_group=&lang=en&sear 7 QUALIS
ch_source=search_form#
id=115966024&src=cdc0
9ce52d346f8ff676f3499e Escrito por Patrícia Noll de Mattos e adaptado para o
ddd344-1-40 formato interativo por Alexandre Cruz Berg
Quando se deseja utilizar um material como fonte de pesquisa acadêmica, é importante diferenciar o
conhecimento acadêmico do popular
Para isso, torna-se necessário ao pesquisador ter
acesso a informações que carreguem
Disciplina: credibilidade.
O programa Qualis é uma das formas de medir
Capítulo:
a qualidade da fonte de pesquisa utilizada.
Realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento
Recurso 1
Orientações
de Pessoal de Nível
Superior (Capes), é responsável pela classificação vídeo
Recurso 1 dos veículos de divulgação de trabalhos
Vídeo – esquete. Gabriel duvida sobre
veracidade da informação na internet.
científicos quanto a sua qualidade.
DICA explica como proceder, retirado 9.1 Credibilidade na internet
da video aula 04
Nesse momento, é importante saber responder à
seguinte questão: a internet é de todos? Para
isso, é necessário que se leve em consideração a Para evitar isso, existem alguns critérios que
sua missão, a exemplo da que foi atribuída pela podemos seguir para saber se a fonte de
Internet Society: “assegurar o desenvolvimento pesquisa encontrada pode ser utilizada como
aberto e evolução no uso da internet para o fonte de pesquisa científica. Por exemplo:
benefício de toda a população mundial!”1. verificar se é um veículo indexado pelo Qualis, se
Na internet, existem muitas informações que são o autor do texto é um pesquisador (alguém com
válidas e confiáveis, porém também há muita especialização ou publicação na área) ou, ainda,
informação cuja procedência é duvidosa, pois se o site é sério; é recomendável a página de
qualquer pessoa pode criar uma página uma instituição reconhecida ou do governo.
contendo qualquer conteúdo e publicá-la na
rede.
[1] ISOC, 2007.
9.2 O Programa Qualis
O programa Qualis é responsável pela
classificação dos veículos de divulgação de
Disciplina:

Capítulo:
trabalhos científicos quanto a sua qualidade.
Ele é realizado e mantido pela Capes, que é
Recurso 2
uma das responsáveis pela expansão

Orientações
e consolidação da pós-graduação stricto
sensu (mestrado e doutorado) em todos os
vídeo
Recurso 2
estados do País. Seu foco é a formação
Vídeo – enquete. Você usa a internet de pessoal qualificado no Brasil e no
como fonte de pesquisa?, retirado da exterior, avaliando cursos de mestrado e
video aula 04
doutorado, além de ser responsável Sobre o Qualis
por mais da metade das bolsas de pós- O Qualis é uma classificação efetuada pela Capes,
graduação no Brasil. buscando atender às exigências dos programas de
Suas atividades seguem em quatro linhas de pós-graduação stricto sensu. Ele classifica os
ação, cada qual desenvolvida por um veículos de divulgação da produção intelectual
conjunto estruturado de programas: (técnica e científica) de professores e alunos dos
avaliação da pós-graduação stricto sensu; cursos de pós-graduação (periódicos e anais).
acesso à produção científica e divulgação A avaliação ocorre quanto à qualidade, composto
dela; investimentos na formação de recursos de oito estratos, a saber:
de alto nível no País e no Exterior e A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3;
promoção da cooperação científica B4; B5;
internacional. C - com peso zero.
O programa analisa a lista de
veículos (jornais, revistas etc.)
que veiculam trabalhos de
docentes
e dicentes dos programas de
Como um veículo entra na lista de avaliados pelo
Qualis?
Um veículo entra na lista do Qualis através do
Disciplina:
cadastramento anual de informacoes pelos
Capítulo: programas de pósgraduação stricto sensu,
através do aplicativo coleta de dados da Capes e
Recurso
Recurso 33
Orientações
por indicações dos representantes das areas.
Para entrar na lista, o veículo deve possuir vídeo
vídeo
Recurso 3
trabalhos publicados por docentes e discentes de
Vídeo - entrevista com especialista programas de pós-graduação avaliados pela
sobre o Qualis da Capes, retirado da Capes e deve ser citado por estes cursos de
vieo aula 04
instituições brasileiras no processo anual
de coleta de dados efetuado pela Capes.
Anualmente, acontece a atualização com a
inclusão de novos veículos e a reclassificação dos Como ocorre a classificação?
veículos anteriormente classificados. A classificação é feita por area de avaliacao
através de um aplicativo externo ao Sistema de
Coleta de Dados, o WebQualis. O mesmo
periódico, ao ser classificado em duas ou mais
áreas distintas, pode receber diferentes
avaliações. Isso não quer dizer inconsistência,
mas expressa o valor atribuído, em cada
área, àquilo que é publicado no veículo.
Ela é realizada por cerca de 44 comissões de
consultores, cada qual focalizando um conjunto
específico de áreas do conhecimento.
Como consultar o Qualis
Você deve entrar no site da Capes (http://www.capes.gov.br), clicar em Avaliação e depois em Qualis.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 4
Video – reprodução do site Qualis e
como consultar, retirado da video aula
04.
Recurso 4
video
4.5 ENCICLOPÉDIAS VIRTUAIS Clique na opção destacada na tela anterior para
A Wikipédia e uma enciclopédia virtual livre, acessar a área de consulta do Qualis e a seguinte
escrita em colaboração pelos seus leitores. Cada tela será apresentada:
Disciplina:
leitor pode inserir uma parte do texto que está
Capítulo: sendo construído, de forma a construí-lo
coletivamente. Esta característica tornou este
site um grande sucesso. Porém, uma vez que os
Orientações leitores possuem liberdade de edição, sua
Recurso 5
credibilidade acabou por ser questionada[i].
Figura –printscreen da página do
Qualis no site
http://qualis.capes.gov.br/webqualis

Recurso 6
Figura –printscreen da página do
Qualis no site
http://qualis.capes.gov.br/webqualis

Clique em Lista Completa e selecione


Periódicos ou Anais.
O próximo passo é selecionar a área que
se deseja pesquisar.
Se o periódico ou anais está listado, mas
não tem qualidade A1, não deve ser
utilizado?
Sim, deve, pois o fato de estar listado é
porque foi indicado na coleta de dados.
Como acessar os periódicos? (9.3) Identificação ISSN
Através do portal de periódicos da Capes, cujo O código ISSN (International Standard Serial
acesso pode ser realizado através do link: Number) não é basicamente uma medida de
Disciplina:
http://www.periodicos.capes.gov.br ou através credibilidade, mas de padronização.
Capítulo: do site da Capes, você tem acesso aos textos Possui a função de tornar única uma publicação
completos de artigos de mais de 11.419 seriada (periódico). É um código internacional
revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, atribuído a revistas, jornais, anuários, relatórios,
Orientações e a mais de 90 bases de dados com resumos de ou seja, publicações que ocorrem com uma certa
documentos em todas as áreas do periodicidade, definido pela ISO 3297
Recurso 7 conhecimento. O uso do portal é livre, gratuito (International Standards Organization).
Video – reprodução do site da Capes
como pesquisar periódicos, extraído para os usuários das instituições participantes Exemplo de código ISSN: ISSN 1018-4783.
da vídeo aula 04. (instituições que contam com programas de pós- Para cada título ou periódico é atribuído um
graduação stricto sensu). O acesso é realizado a código ISSN. Os diversos exemplares de um
partir de qualquer terminal ligado à internet mesmo título mantêm a mesma codificação. Um
localizado nas instituições ou por elas mesmo título, em diferentes mídias, possui
Autorizado. diferentes códigos. Versões de periódicos em
meios físicos diferentes (mídia impressa, CD-
ROM, publicação on-line) devem, cada uma, ter
seu próprio ISSN e versões em diferentes idiomas

Recurso 7 devem também possuir seu código ISSN.

vídeo
Quem é responsável por atribuir o código ISSN? Vantagens do ISSN
O código ISSN é operacionalizado por uma rede Promove padronização, rapidez e precisão na
internacional, a qual mantém uma base de dados identificação, além de garantir critérios para a
Disciplina:
mundial de controle de publicações seriadas. O atribuição do código e a padronização na
Capítulo: órgão representante dessa rede no Brasil é o codificação, garantindo controle na publicação.
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Como apresentado na figura ao lado, a Revista
Tecnologia (IBICT), que pode ser acessado no Movimento e Percepção apresenta código
Orientações endereço: http://www.ibict.br/. internacional ISSN de número 1677-7360.
Recurso 8
Figura – printscreen do site da Revista
Movimento e Percepção no endereço
http://189.20.243.4/ojs/movimentope
rcepcao/policies.php

Exemplo de Código ISSN


Como solicitar ISSN para publicações ISBN – Livros
eletrônicas? O ISBN (International Standard Book Number) é
Para a solicitação de código ISSN para um um sistema internacional padronizado que
Disciplina: determinado periódico, é necessário que identifica numericamente os livros segundo o
alguns pré-requisitos sejam atendidos, são título, o autor, o país, a editora, individualizando-
Capítulo:
eles: os inclusive por edição.
- O ISSN é intransferível não podendo ser
Orientações utilizado por outro título que não aquele ao Utilizado também para identificar software, seu
qual foi atribuído. sistema numérico é convertido em código de
Recurso 11 - Quaisquer mudanças no periódico devem ser barras, o que elimina barreiras lingüísticas e
Figura – printscreen do site do Portal informadas ao Centro Brasileiro do ISSN (CBI), facilita a sua circulação e comercialização.
de periódicos da ACM
que avaliará a necessidade de atribuição de
novo código ISSN. Exemplo: ISBN 978 - 85 - 333 - 0398 - X
- Versões em meios físicos diferentes (mídia
impressa, CD-ROM, publicação on-line)
deverão, cada uma, ter seu próprio ISSN.
- Versões em diferentes idiomas devem ter seu
código ISSN.
Muitos periódicos que já possuem código na
versão impressa optam por não solicitar nova
codificação e
apresentam o código da versão impressa.
Alguns periódicos vinculados a instituições de
renome e sites governamentais também não
se vêem na necessidade de solicitar uma nova
codificação ISSN.
CAPES. Disponível em: <http://www.capes.gov.br>. Acesso
em: 12 de jan. 2013.
Disciplina:
CAPES. Portal de Periódicos da Capes. Disponível em:
<http://www.periodicos.capes.gov.br/>. Acesso
Capítulo: em: 12 de jan. 2013.
IBICT. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia. Disponível em: <http://www.ibict.br>. Acesso
Orientações em: 12 de jan. 2013.
Revista Acta Ortopédica Brasileira. Disponível em: <http://
www.scielo.br/scielo.php/script_sci_serial/pid_1413-7852/
lng_en/nrm_iso> Acesso em: 12 de jan. 2013.
SCIELO. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em:
12 de jan. 2013. SAIBA MAIS
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Neste capítulo, são apresentadas as principais
características da plataforma Lattes, um padrão de
Disciplina: formato para coleta de informações curriculares
Capítulo: adotado pela maioria de instituições de fomento de

Imagem de abertura pesquisa e universidades do país

Orientações

Imagem de abertura:
http://www.shutterstock.
com/cat.mhtml?searchte
rm=curriculum+vitae&se
arch_group=&lang=en&s 8 A PLATAFORMA LATTES
earch_source=search_for
m#id=42736255&src=cf0
36b1df1a36a3bb19e1a0f Escrito por Patrícia Noll de Mattos e adaptado para o
292c8a46-1-71 formato interativo por Alexandre Cruz Berg
Conforme informações disponíveis no site do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico, a Plataforma Lattes, desenvolvida e mantida por ele é um padrão de formato para coleta de
informações curriculares adotado pela maioria de instituições de fomento de pesquisa e universidades do
país.
Ela integra bases de dados de currículos e de
instituições na área de ciência e tecnologia em
Disciplina: um único sistema de informações, os dados
contidos na Plataforma Lattes podem ser
Capítulo:
utilizados tanto para o apoio a área de gestão,
como para a solicitação de financiamentos e no
Recurso 1
Orientações
apoio a formulação de políticas para a área de
ciência e tecnologia. vídeo
Recurso 1 O Currículo Lattes registra a vida pregressa e
Vídeo – reprodução do site Cnpq da
plataforma Lattes, retirado da video
atual dos pesquisadores sendo elemento
aula 04 indispensável à análise de mérito e competência
dos pleitos apresentados à Agência, Todo
pesquisador deve possuir um currículo nesta
plataforma, o qual é disponibilizado para 10.2 COMO ACESSAR O LATTES
consulta na página do CNPq. Para acessar a Plataforma Lattes, basta entrar no
10.1 O QUE É O CNPQ? site do CNPq: www.cnpq.br e clicar no link
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Plataforma Lattes:
Científico e Tecnológico (CNPq) é uma agência
do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). É
destinada ao fomento da pesquisa científica e
tecnológica e à formação de recursos humanos
para a pesquisa no país. Esta agencia,
juntamente com a Capes, está diretamente
ligada ao desenvolvimento científico e
tecnológico do Brasil.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 2
Figura – printscreen da página do
Cnpq www.cnpq.br

Clicando na opção em vermelho a seguinte


tela será apresentada, onde pode ser
escolhida uma das opções:
- Buscar currículo
- Atualizar currículo
- Cadastrar novo currículo
Ao encontrar uma informação na Internet, você
pode procurar o autor e ao encontrá-lo, seguir os
passos aqui apresentados para ter acesso ao seu
Disciplina:
currículo. Se você encontrá-lo, tem como saber se
Capítulo: o autor é alguém com formação na área,
publicação, títulos, podendo decidir se irá
Recurso 3
Orientações
considerar o texto encontrado em sua pesquisa
ou não. vídeo
Recurso 3
Se o autor não possuir currículo Lattes, você pode
Vídeo - esquete DICA dia para procurar pelo nome dele utilizando uma
GABRIEL pesquisar sobre o autor, ferramenta de busca como o Google, por
retirado da vieo aula 04
exemplo.
O que aparecer primeiro é o que o Google
atribuiu maior pontuação:
Você pode também procurar pelo nome do autor Se o veículo tem Qualis, tende a ser confiável.
no Google Acadêmico para ver se o mesmo Se o autor do texto tem currículo cadastrado na
possui algum trabalho científico importante. Plataforma Lattes, você pode ver sua titulação e
10.4 DICAS SOBRE A CREDIBILIDADE DAS FONTES suas publicações.
DE PESQUISA VIRTUAL UTILIZADAS Se o autor não tiver currículo cadastrado no
Como saber se uma determinada publicação Lattes, você pode pesquisar sobre ele no Google e
encontrada é válida ou não? no Google acadêmico, para ver se ele possui
Como saber se esta publicação pode ser utilizada trabalhos científicos e etc.
como fonte de pesquisa? Se a informação encontrada estiver em um site
governamental, em uma instituição renomada
como uma universidade, por exemplo, ele tende a
ser confiável.
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 4
Video – reprodução de site de
periódico eletrônico, retirado da video
aula 04. Recurso 4 Recurso 5
Recurso 5
Video – esquete DICA sobre autor
confiavel, retirado da video aula 04.
video video
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico. Disponível em:
Disciplina:
<http://www.cnpq.br/index.htm> Acesso em: 12 de
janeiro de 2013.
Capítulo: Ferramenta de Busca Google. Disponível em:
<http://www.google.com.br/> Acesso em: 12 de janeiro
de 2013
Orientações

SAIBA MAIS
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Neste capítulo, são tratados aspectos éticos e legais na
utilização da informação, principalmente a proveniente
Disciplina: da internet.
Capítulo:

Imagem de abertura
Orientações

Imagem de abertura:
http://www.shutterstock.com/cat.mh
tml?searchterm=ethical&search_grou
p=&lang=en&search_source=search_f
orm#id=52453978&src=166074f151d
2d338768176ecc4a53765-1-66

9 ÉTICA E ASPECTOS LEGAIS NA UTILIZAÇÃO DA


INFORMAÇÃO
Escrito por Patrícia Noll de Mattos e adaptado para o
formato interativo por Alexandre Cruz Berg
Para abordar os aspectos legais na utilização da informação virtual utilizaremos como base a lei de
direitos autorais, Lei n°° 9.610[i]. No que diz respeito aos aspectos éticos na utilização da informação de
autoria de terceiro, serão abordadas algumas diretrizes.
[i] BRASIL, 1998.
14.1 A INFORMAÇÃO NECESSITA SER
PROTEGIDA?
Disciplina: Segundo a Internet Society (ISOC)[i], a internet
possui a missão de assegurar o desenvolvimento
Capítulo:
aberto e a evolução do uso da internet. Proteger
a informação disponibilizada na internet não
Recurso 1
Orientações
seria contraditório à missão da internet?
Para Goldelman, “...se os titulares de direitos vídeo
Recurso 1 autorais não forem remunerados devidamente,
Vídeo – enquete: quando você faz um
trabalho referencia os autores e acha
se seus direitos não forem integralmente
isso importante?, retirado da video respeitados, corremos o risco eminente de que
aula 08
não se criem e produzam novas obras num
futuro próximo”[ii].
A proteção das obras garante a continuidade do 14.2 OS DIREITOS AUTORAIS
processo criativo e de produção de novas obras. Toda idéia, técnica ou sistema desenvolvido não
O não respeito à autoria de uma obra acaba por é protegido e sim sua forma de expressão ou
não incentivar a continuidade na produção de produto gerado. No caso da lei de direitos
novas obras. autorais, o foco são as diversas formas de
expressão das idéias e o direito de seus autores.
[i] ISOC, 2007. No caso de um produto gerado através de uma
[ii] GANDELMAN, 2001. técnica ou idéia, a proteção pode ser gerada pela
lei de patentes.
A lei dos Direitos Autorais não protege às idéias,
mas a expressão das mesmas (na forma escrita,
musical, fotográfica, etc...).
14.2.3 Aspectos dos Direitos Autorais
14.2.1 Diferença entre Direitos Autorais e as A lei dos direitos autorais trata de dois aspectos
Patentes principais, o aspecto moral, o qual garante a
A Patente protege um produto, um processo veiculação do nome do autor na utilização da obra;
Disciplina:
de produção ou um modelo de utilidade, e o aspecto patrimonial, o qual regula os aspectos
Capítulo: explora o conceito de utilidade. Os Direitos comerciais envolvendo a obra em questão.
Autorais protegem a expressão das idéias, a) Aspecto moral: diz respeito à
explora o conceito de expressão. veiculação do nome do autor na utilização da obra.
Orientações 14.2.2 A Lei 9610 Ele garante ao criador o direito de ter seu nome
Recurso 2
Esta lei preocupa-se com a proteção do que impresso na divulgação de sua obra e o respeito à
Vídeo – esquete. GABRIEL na mesa de não é material, ou seja, qualquer forma de integridade da mesma. Garante-lhe também o
estudos com notebook. Aparece a expressão do espírito. Trata de aspectos não
DICA: como saber se a obra é direito de modificar sua obra ou mesmo, de
protegida?, retirado da video aula 08 materiais, cuja principal característica é a impedir sua circulação.
propriedade intelectual, como produções b) Aspecto patrimonial: regula as
artísticas, culturais, científicas etc. relações jurídicas da utilização econômica das
obras intelectuais. É referente ao aspecto
comercial da obra.
O aspecto moral é inalienável e irrenunciáveis

Recurso 2 enquanto que o patrimonial pode ser transferido.

vídeo
14.2.4 Fundamentos Básicos dos Direitos e) Prazos: De acordo com a
Autorais categoria da obra (livros, artes plásticas e etc.), é
Segundo Gandelman[i], os fundamentos básicos definido um determinado prazo de proteção.
Disciplina:
dos direitos autorais são: f) Autorizações: Qualquer utilização
Capítulo: a) Idéias: As idéias não são em si da obra é considerada ilegal se não houver uma
protegidas, mas sim a forma como são expressas, prévia e expressa autorização do titular.
exteriorizadas em um suporte material. g) Limitações: Em determinadas
Orientações b) Valor intrínseco: A proteção é circunstâncias, a autorização prévia dos titulares
dada à obra ou à criação, independente de seus é dispensável.
méritos, isto é, independente de sua qualidade h) Titularidade: A simples menção
intelectual. da autoria indica titularidade, independente de
c) Originalidade: o que se protege registro.
não é a originalidade contida na obra, mas a i) Independência: As diversas
originalidade de sua forma de expressão. Dois formas de utilização da obra intelectual (livros,
livros podem abordar um mesmo assunto, cada adaptação audiovisual ou outra) são
um a seu modo, estando, cada um, protegido independentes entre si, devendo-se mencionar o
quanto a eventuais cópias, reproduções ou uso autorizado ou licenciado dos mesmos em
qualquer utilização sem autorização. seus respectivos contratos.
d) Territorialidade: A produção dos j) Suporte Físico: A simples
direitos autorais é territorial, independentemente aquisição de um exemplar contendo uma obra
da nacionalidade de seus titulares. É protegida não transmite ao adquirente os
recomendável que se explicitem, nos contratos de direitos autorais da mesma.
cessão ou licença de uso, os territórios
negociados. [i] Id.
14.2.6 O que não precisa de proteção
Não precisam de proteção e, portanto,
não são regulamentadas pela lei
Disciplina:

Capítulo:
Recurso 3 9610[i]:
a) Idéias, procedimentos
normativos, sistemas, métodos,

Orientações
video projetos ou conceitos matemáticos;
b) esquemas, planos ou
Recurso 3
regras para realizar atos mentais, jogos
Video – entrevista com advogado e ou negócios;
professor de direitos autorais sobre c) formulários em branco
direito autoral, retirado da video aula
08. para serem preenchidos por qualquer
tipo de informação;
Os programas de computador estão d) textos de tratados ou
regulamentados pelo artigo 3º da Lei 9609, de convenções, leis, decretos,
19 de fevereiro 1998, que depõe sobre a regulamentos, decisões judiciais e atos
proteção da propriedade intelectual de oficiais;
programas de computador e sua e) calendários, agendas
comercialização. etc.;
O Conteúdo científico ou técnico não é f) aproveitamento
protegido, e sim, sua forma literária ou artística. industrial ou comercial das idéias
contidas nas obras.

[i] Id.
14.2.7 Cópias 14.2.9 Quem é considerado autor da obra?
A lei dos direitos autorais não protege apenas a O autor é toda pessoa física ou jurídica
obra original do autor, mas as cópias realizadas responsável pela criação de uma obra
Disciplina:
pelo mesmo. Em se tratando de cópia de obras literária, artística ou científica. A pessoa que
Capítulo: de artes plásticas feita pelo próprio autor, tendo adapta, traduz ou arranja uma obra de
a mesma proteção que goza o original. domínio público é considerada também como
14.2.8 Registro da obra autor, mas não pode opor-se a que seja feita
Orientações Toda obra é protegida, independente de possuir outra adaptação da mesma, desde que não
registro, mas ela pode ser registrada, de acordo seja cópia da sua.
com sua natureza, conforme estabelecido na lei Para se identificar como autor, poderá o
9.610. Martins Filho, a esse respeito, esclarece criador da obra literária, artística ou científica
que: usar de seu nome civil, completo ou
A proteção dos direitos autorais independe do abreviado até por suas iniciais, de
registro da obra, porém, o autor pode registrá-la pseudônimo ou qualquer outro sinal
na Biblioteca Nacional, na Escola de Música e de convencional.
Belas-Artes ou no Conselho Federal de Em obras coletivas o organizador é o titular
Engenharia e Agronomia, conforme sua dos direitos patrimoniais, sendo que o
natureza.[i] contrato com o organizador deverá
especificar a contribuição do participante, o
[i] MARTINS FILHO, 1998. prazo para entrega ou realização, a
remuneração e demais condições para sua
execução.
14.2.9 Quem é considerado autor da obra? 14.2.10 Direito moral
O autor é toda pessoa física ou jurídica O Direito moral garante ao ator a integridade de
responsável pela criação de uma obra literária, sua obra, bem como, a veiculação de seu nome
Disciplina:
artística ou científica. A pessoa que adapta, na mesma, neste caso:
Capítulo: traduz ou arranja uma obra de domínio público é a) O autor pode, a qualquer momento,
considerada também como autor, mas não pode reivindicar a autoria da obra; ter seu nome ou
opor-se a que seja feita outra adaptação da apelido indicando sua autoria, na utilização da
Orientações mesma, desde que não seja cópia da sua. obra.
Para se identificar como autor, poderá o criador b) Modificar a obra, antes ou depois de utilizada,
da obra literária, artística ou científica usar de podendo também retirá-la de circulação ou
seu nome civil, completo ou abreviado até por suspender qualquer forma de utilização já
suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro autorizada, caso a circulação ou utilização
sinal convencional. afrontem sua reputação.
Em obras coletivas o organizador é o titular dos 14.2.11 Direito patrimonial
direitos patrimoniais, sendo que o contrato com o O direito patrimonial regula o aspecto comercial
organizador deverá especificar a contribuição do da obra, podendo o autor especificar quais as
participante, o prazo para entrega ou realização, formas de utilização comercial podem ser
a remuneração e demais condições para sua realizadas com sua obra, através do uso de
execução. contratos de concessão de direitos ou mesmo de
transferência dos mesmo. Caso nenhum contrato
tenha sido realizado, cabe ao autor o direito
exclusivo de utilizar e dispor da obra literária,
artística ou científica e nenhuma reprodução
pode ser feita, nem integral nem parcial, sem a
autorização prévia e expressa do autor.
14.2.12 Duração dos direitos patrimoniais
Os direitos patrimoniais do autor perduram por
setenta anos contados de 1º de janeiro do ano
Disciplina:

Capítulo:
subseqüente ao de seu falecimento. Em caso de
obras anônimas ou pseudônimas o prazo de
Recurso 4
proteção também será de setenta anos,

Orientações
contados a partir de 1º de janeiro do ano
imediatamente posterior ao da primeira
video
Recurso 4
publicação.
video – reprodução de site sobre Para obras audiovisuais e fotográficas vale o
dominio publico do governo federal, mesmo prazo de setenta anos, a contar de 1º de
retirado da video aula 08
janeiro do ano seguinte ao de sua divulgação.
14.2.13 Quando uma obra passa a ser de
Para título de publicações periódicas, inclusive
Domínio Público?
jornais, é protegido até um ano após a saída de
No momento em que uma obra passa para
seu último número. Se forem anuais, esse prazo
domínio público, a proteção da lei de direitos
sobe para dois anos.
autorais não tem mais efeito sobre a mesma,
podendo esta ser utilizada livremente.
Uma obra passa a ser de domínio público quando
decorreu o prazo de proteção aos direitos
patrimoniais e quando:
a) as de autores falecidos que não
tenham deixado sucessores;
b) as de autor desconhecido,
ressalvada a proteção legal aos conhecimentos
étnicos e tradicionais.
14.2.14 Não constitui ofensa aos direitos autorais
Os exemplos a seguir, transcritos da lei 9.610 e interpretados segundo Martins Filho, explicitam casos em que a utilização de uma obra, ou parte dela
é permitida, não sendo contrária a lei:

Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Interativo –
a)Obras – Só é permitida a reprodução de obras literárias, artísticas ou
científicas para uso exclusivo de deficientes visuais. Neste

Recurso 5
caso, a reprodução não deve possuir fins comerciais e deve
ser feita mediante o sistema Braile ou procedimento em
qualquer suporte para esses destinatários.
b) Citação – É permitido citar em livros, jornais, revistas, ou
qualquer outro meio de comunicação, trechos de qualquer
obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, desde que se
indique o nome do autor e as fontes bibliográficas da obra.
Esta citação deve ser na medida exata para que se atinja a

d)
finalidade pretendida.
Artigos de Periódicos – é Lícita a reprodução de notícia, artigo informativo,
discursos pronunciados em reuniões públicas publicadas em
jornais ou revistas, desde que se mencione o nome do autor,
as assinaturas, ou da publicação de onde foram transcritos.
Retratos – Não constitui ofensa a publicação de retratos, ou
Interativo
outra forma de representação da imagem, feitos sob
encomenda, quando utilizados pelo proprietário do objeto
encomendado, desde que não haja a oposição da pessoa
neles representada nem de seus herdeiros.
e) Uso em estabelecimentos comerciais - O uso de obras
literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão
de rádio e televisão em estabelecimentos comerciais é
possível desde que exclusivamente para demonstração à
clientela, e que esses estabelecimentos comercializem os
suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização.
f) Teatro - É permitida a representação teatral e a execução
musical, quando no recinto familiar ou, para fins
exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino,
desde que não haja em qualquer caso o intuito de obter
lucros.
g) Artes plásticas - É permitida a reprodução, em quaisquer
obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de
qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes
plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo
principal da nova obra e não prejudique a exploração normal
da obra reproduzida, nem cause prejuízo injustificado aos
legítimos interesses dos autores.
h) Obras públicas - As obras situadas em locais públicos podem
ser representadas livremente, por meio de pinturas,
desenhos, fotografias e audiovisuais.

Os endereços das imagens estão no último slide


14.2.15 A internet e os Direitos Autorais
Toda e qualquer tipo de obra intelectual, mesmo
digitalizada, não perde sua proteção legal, não
Disciplina:
devendo ser utilizada sem autorização prévia do
Capítulo: autor. Recurso 6
A internet promove uma grande facilidade em Recurso 6
reproduzir e distribuir cópias de obras sem
vídeo
Orientações autorização, ou mesmo distribuir obras ditas
“verdadeiras” ou “originais” a partir de uma já vídeo
Recurso 6 existente, burlando os direitos autorais das
Video – entrevista com professor de
ética nas organizações sobre ética, mesmas.
extraído da video aula 08 Neste caso, como fica a propriedade intelectual?
Existe alguma legislação que a regulamente?
Segundo Gandelman, 14.2.15.1 Reprodução e Cópia na Internet
O que o usuário pode fazer com o material
só a experiência e o tempo é que indicarão os
disponível na internet? Conforme apresentado na
caminhos a seguir e fornecerão as molduras
lei de direitos autorais:
jurídicas atualizadas pela nova cultura, no que se
refere à proteção justa dos direitos autorais. [...] a)Se ele faz uma cópia de determinado material
protegido e pretende usá-la será necessária a
os direitos autorais continuam a ter sua vigência
no mundo on-line, da mesma maneira que no autorização do autor;
mundo físico. A transformação de obras b)Qualquer material que apresente criatividade ou
intelectuais para bits em nada altera os direitos forma original na apresentação da informação é
das obras originalmente fixadas em suporte protegido, seja ele um texto, home page ou site;
físico.[i] c)O uso de sons e imagens também depende da
[i] GANDELMAN, 1997, p. 152-154 citado por autorização do autor para sua reprodução.
MARTINS FILHO, 1998.
14.3 O Portal do Domínio Público
Disciplina: O portal do domínio público* é uma biblioteca virtual, disponibilizada pelo governo federal,
que contém obras de domínio público na forma digital e de forma gratuita.
Capítulo:

* O portal pode ser acessado através do link: http://www.dominiopublico.gov.br


Orientações

Recurso 7
Interativo-animação no site
dominiopublico.gov.br fazendo
pesquisa sobre música
contemporânea
14.4 Ética na Utilização da Informação
Toda informação encontrada na internet
Disciplina: tem um autor. Esta informação pode ser
Capítulo: reproduzida, utilizada, citada ou
distribuída? Supondo que se esteja
Recurso 8
Orientações
procurando uma determinada informação
na internet, algumas páginas são vídeo
encontradas, seleciona-se uma ou mais
Recurso 8 cujos autores são conhecidos e cujo meio
Video – esquete: GABRIEL sentado no
sofá com notebook. Pulicando artigo
de divulgação seja reconhecido. Como é
comprado. Aparece a DICA explica possível utilizar a informação obtida? Toda
compra e disponibilização na internet
do artigo, extraído da video aula 08
informação que se julgar interessante, Caso se deseje utilizar um trecho com as mesmas
pode ser utilizada na composição de uma palavras que o autor utilizou em sua obra, utiliza-se
nova obra, desde que exposta com as o formato de citação. Uma citação, por
palavras do autor da nova obra, pois a normalmente vir entre aspas, deixa claro que o
informação não é protegida, mas a texto foi transcrito, garantindo os direitos ao seu
expressão da mesma. Além disso, é autor original. Além disso, deve-se deixar claro de
fundamental que se explicite onde a que obra foi transcrito o trecho e qual o autor do
informação foi adquirida (fonte) e qual é o mesmo.
autor da mesma. Para que se utilize uma ilustração de uma
determinada obra em uma nova, é fundamental
que se mantenha os créditos ao autor da mesma e
que se explicite de onde ela foi extraída.
Porém, para que possa ser utilizada, a
mesma pode constar apenas em um
Disciplina: material de cunho não comercial, cuja
Capítulo: finalidade seja didática, educacional e sem
fins lucrativos. Caso haja alguma intenção
comercial, é necessária a expressa
Orientações autorização do autor da ilustração.
A distribuição de qualquer material só
pode ser feita com autorização prévia do
seu autor. Por exemplo, você entra em uma
revista virtual e compra um artigo. Você
pode distribuir este artigo, incluindo-o em
seu site para que qualquer pessoa possa
acessá-lo? A resposta é não. A compra do
artigo lhe dá o direito de acessá-lo, ler seu
conteúdo. Porém, a disponibilização do
mesmo em seu site permite que outras
pessoas possam copiá-lo, o que significa
reproduzi-lo e só quem pode fazê-lo é o
autor ou quem por este foi autorizado.
Aspectos legais e éticos do uso de recursos da tecnologia
da informação por funcionários no ambiente de
Disciplina:
trabalho. Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/as
Capítulo: pectos-legais-e-eticos-do-uso-de-recursos-da-tecnologia-
da-informacao-por-funcionarios-no-ambiente-de-
trabalho/38248/> Acesso em: 12 de janeiro de 2013.
Orientações

Direito de autor, direito de cópia e direito à informação:


o ponto de vista e a ação das associações de
profissionais da informação e da documentação .
Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100- SAIBA MAIS
19651997000200005&script=sci_arttext> Acesso em: 12
de janeiro de 2013.

Aspectos Jurídicos E Éticos De Sic. Disponível em:


<https://dsiceventos.planalto.gov.br/app.eventos.arqs/Ev
entoArqsBlobFileGetData.php?idnEntidade=199&seqArqu
ivo=12> Acesso em: 12 de janeiro de 2013.
• Endereço das imagens do recurso 5 Interativo –
• a) Obras –
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=boo
Disciplina: ks+isolated&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_ethnicit
y=&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=110462222&src=0a020270ffc038d601bb4831c41fa289-1-1
• b) Citação –
Capítulo: http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=text
+concept&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_ethnicity=
&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=70186939&src=76f1a33b78e4f8fcf205270dfbfbec98-1-46
• c) Artigos de Periódicos –
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=peri
Orientações odical+articles&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_ethn
icity=&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=51186640&src=ecc93d53d9b34712d5d819871ab9c412-1-1
• d) Retratos –
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=por
trait+frame&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_ethnicit
y=&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=41635678&src=98c62264c856b1bf1af9b9e6e22d7497-1-17
• e) Uso em estabelecimentos comerciais -
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=co
mmercial+property&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_
ethnicity=&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=109915496&src=1e84d9251d1b1a71f8f060010dd2d4d8-
1-7
• f) Teatro -
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=the
ater&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_ethnicity=&peo
ple_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=64347382&src=a1da25c7d6ca7a0591c64f18d193cb3c-1-1
• g) Artes plásticas -
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=arts
+and+culture&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_ethni
city=&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=79704661&src=f66174f6ed47e92b86293ae9e7bce962-1-41
• h) Obras públicas -
http://www.shutterstock.com/cat.mhtml?lang=en&search_source=search_form&version=llv1&anyorall=all&safesearch=1&searchterm=gov
ernment+buildings&search_group=&orient=&search_cat=&searchtermx=&photographer_name=&people_gender=&people_age=&people_
ethnicity=&people_number=&commercial_ok=&color=&show_color_wheel=1#id=100087538&src=4b480fd185c8d50122d41948701b2856-
1-54
Disciplina:

Capítulo:

Orientações
Disciplina:
j
Capítulo:

Imagem de
Imagem de abertura
abertura
Orientações

handwriting and pen Até um relatório de pesquisa ficar keyboard_work (Teclado ).


(Escrito a mão e caneta) definitivamente escrito lançamos mão de Fonte: stock images.
Fonte: stock images. variados recursos de anotações e escrita.

10 RELATÓRIO DE PESQUISA
Prof. Ms. COSME LUIZ CHINAZZO
Prof. Dr. OTÁVIO JOSÉ WEBER

Com este capítulo temos o objetivo de auxiliar os estudantes na elaboração de trabalhos


acadêmicos e relatórios de pesquisa. A apresentação é simples e prática, remetendo a
algumas referências, na intenção de estabelecer uma padronização e uniformização
metodológica de qualidade, que possa orientar na produção acadêmica. No final destes
estudos o estudante deverá estar apto a estruturar um trabalho acadêmico, segundo as
normas técnicas oficiais.
10.1 ELABORAÇÃO DE TRABALHOS
CIENTÍFICOS CONFORME NORMAS
Disciplina: TÉCNICAS
Capítulo:
A experiência de professor há alguns anos
Recurso 11
Recurso
vem indicando que há muita confusão na
Orientações
aplicação das normas técnicas nos vídeo
vídeo
Recurso 1
Vídeo – Aula 05 – Relatório de
trabalhos científicos. Normas técnicas
Pesquisa. Clipe de Abertura constitui-se no conjunto de especificações
técnicas em que estão contidas as linhas
de orientação, regras ou características
essenciais de um serviço ou produto
científico”, isto é, sistematizado e
(FURASTÉ, 1994, p.7). O órgão
processado com método e rigor, para
responsável pela produção de normas
garantir a confiabilidade e cientificidade
técnicas no Brasil é a Associação Brasileira
dos resultados. Tornando-se em uma
de Normas Técnicas – ABNT.
contribuição de caráter original a um
determinado setor das ciências.
Por trabalhos científicos entende-se toda
produção de conhecimento que é
Por trabalhos acadêmicos entende-se
resultante de um estudo que atenda os
qualquer estudo resultante da exigência
princípios e exigências do “conhecimento
de uma disciplina ou módulo, que tem
por finalidade atender objetivos Para definir monografia, Lakatos (2005, p.237)
Disciplina:
específicos para conclusão da referida apresenta a definição da American
Capítulo: disciplina ou módulo, por isso, podem Library Association, que conceitua o termo
assumir tipos bem variados, pois estão como um “trabalho sistemático e completo
vinculados às exigências e orientações do sobre um assunto particular, usualmente
Orientações pormenorizado no tratamento, mas não
professor da disciplina ou módulo.
extenso no alcance”.
10.2 QUE É MONOGRAFIA Complementando esta definição, Salomon
(1973, p.219), esclarece que monografia é o
Buscando a etimologia da palavra “tratamento escrito de um tema específico
monografia, vemos que ela deriva do termo: que resulte de investigação científica com
MONOS que designa UM e GRAPHEIN que escopo de apresentar uma contribuição
designa ESCREVER. Então, em poucas relevante ou original e pessoal à ciência”.
palavras podemos dizer que monografia é
um estudo realizado sobre um único tema. Portanto, monografia é o resultado da
investigação de um objeto de estudo bem
Dependendo do autor encontraremos delimitado, realizado através de métodos e
maneiras diversificadas de conceituar o que procedimentos específicos e executados com
uma monografia, por isso, passamos a profundidade e sistematização, para
apresentar alguns conceitos mais aceitos. produção de conhecimento significativo em
qualquer área das ciências.
10.2.1 PRINCIPAIS TIPOS DE
MONOGRAFIAS
Disciplina:

Capítulo: Para alguns autores, a expressão


“monografia” é bastante genérica. Por
isso, existe certa divergência no tocante à
Orientações
especificação em relacionar que tipos de
Recurso 2 trabalhos científicos se encaixam no
Vídeo – Aula 05 – Relatório
de Pesquisa. Enquete
Recurso 22
Recurso conceito de “monografia”.
(conceitos de monografia)
GABRIEL no quarto, em uma
mesa de estudos, lendo um
Interativo
Interativo Nós tomamos a liberdade de distinguir
dois tipos: dissertação e tese.
livro.
a) Dissertação refere-se a um trabalho
Aula 05 – Relatório de científico em cursos de pós-graduação. Via
Pesquisa. Esquete GABRIEL
mostra dúvida sobe tese e de regra, a dissertação é exigida para
dissertação. Aparece na tela obtenção do título de Mestre. Segundo
do ntebook a DICA Salvador (1986, p.35), “a dissertação resulta
(personagem). Ela explica as
diferenças. de um estudo teórico, de natureza reflexiva,
que consiste na ordenação de idéias sobre
Imagem – late homework um determinado tema. Exige, por isso, a
(Trabalho de casa)
Fonte: stock images.
capacidade de sistematização dos dados
Na realização de um curso universitário os estudantes são coletados, sua ordenação e interpretação”.
desafiados a efetuarem inúmeros trabalhos acadêmicos em casa.
Conforme Furasté (2006, p.57-8), a ABNT define dissertação como um
Disciplina: documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico
Capítulo: retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar
informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de
sistematização do candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor).
Orientações
b) Tese é um estudo exigido para obtenção de título de doutor. Ela implica em uma
contribuição real e original para o conhecimento científico do tema escolhido, via de
regra produz novos conceitos.

De acordo com Furasté (2006, p.57), a ABNT define tese como um


documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema
único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição
para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor).

Assim, conforme salienta, ainda, Severino, uma tese ou uma dissertação representam,
ambas, dois tipos de monografia científica, uma vez que exploram temáticas únicas e
delimitadas, bem como são elaboradas sob o rigor das diretrizes necessárias para a
produção do conhecimento humano, “em que há lugar tanto para a argumentação
puramente dedutiva, como para o raciocínio indutivo baseado na observação e na
experimentação” (SEVERINO, 2002. p. 152).
10.3 ESTRUTURA DO TRABALHO
CIENTÍFICO
Disciplina:

Capítulo:
O trabalho científico sempre depende dos
objetivos do pesquisador, do tipo de
Recurso 44
Recurso
problema que enfoca, podendo utilizar
Orientações fontes primárias ou secundárias. vídeo
vídeo
Recurso 3 Conforme estabelecido pela ABNT (apud
Vídeo - Aula 06 – Relatório de
Pesquisa. – Norma técnicas. FURASTÉ, 2006, p. 75), a estrutura
Reprodução de um trabalho de
Pesquisa: características do relatório. monográfica deverá ter partes
Capa. (Narração Estúdio).
Reprodução de um trabalhos de obrigatórias, bem como poderá incluir
Pesquisa: folha de rosto;
Reprodução de um trabalhos de
Pesquisa: errata; partes opcionais, como pode ser
Reprodução de um trabalhos de
Pesquisa: folha de aprovação; observado a seguir.
Reprodução de um trabalhos de
Pesquisa: dedicatória;
Reprodução de um trabalhos de
Pesquisa: Agradecimentos; ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS:
Recurso 4
Vídeo - Aula 06 – Relatório de
Pesquisa. – Norma técnicas.
Recurso 33
Recurso - Capa (obrigatório)
- Folha de rosto (obrigatório)
Reprodução de um trabalhos de
Pesquisa: epigrafe;
Reprodução de um trabalhos de
Pesquisa: resumo;
vídeo
vídeo
- Errata (opcional)
- Folha de aprovação (obrigatório para
Reprodução de um trabalhos de monografias)
Pesquisa: sumário;
-Dedicatória (opcional)
-Agradecimento (opcional)
- Epígrafe (opcional)
- Resumo na língua vernácula (obrigatório para monografias)
- Resumo em língua estrangeira (obrigatório para monografias)
Disciplina:
- Lista de ilustrações (opcional)
Capítulo: - Lista de abreviaturas (opcional)
- Lista de símbolos (opcional)
- Sumário (obrigatório)
Orientações ELEMENTOS TEXTUAIS (todas as partes são obrigatórias):
- Introdução
- Desenvolvimento (corpo do trabalho)
- Conclusão
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS:
- Obras Consultadas ou Referências* (obrigatório)
- Glossário (opcional)
- Apêndice (opcional)
- Anexo (opcional)

A disposição do texto depende da natureza da pesquisa e da quantidade de informações


a serem apresentadas. Portanto, nem sempre será necessário constar todos os
elementos, mas por questão didática relacionamos todos, isso para que os alunos
tomem conhecimento da ordem correta, para fazer uso, quando necessário.
_________________________
* Segundo Furasté (2006, p.76), Obras consultadas é um elemento obrigatório que a ABNT chamou de
Referência. Porém, para não se confundir com as Referências realizadas ao decorrer do Trabalho, deve-se optar
pelo título Obras Consultadas.
10.4 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS c) ERRATA - A errata é adotada em
trabalhos onde foram identificados erros
A seguir, apresentamos uma breve — de digitação, ortográficos, termos
Disciplina:
descrição dos elementos pré-textuais: trocados ou dados incorretos —
Capítulo:
a) CAPA - A capa é um elemento posteriormente à publicação ou
obrigatório, e pode ser confeccionada com apresentação do trabalho, tornando-se
Orientações uma folha A-4, (igual aquelas usadas para necessário alertar o leitor sobre os
fazer o trabalho), também pode-se ser mesmos.
usado outros materiais, tais como: capa
Ela pode ser feita numa folha avulsa ou encartada,
plástica, brochura, capa dura. Algumas acrescida ao trabalho depois de impresso, com
dessas dispensam gravação de dados, mas dimensões reduzidas ou não, colocada logo após a
naquelas que é possível gravar, deve-se Folha de Rosto, contendo a indicação da página e da
linha onde se encontra o problema, além da indicação:
colocar os seguintes dados de
onde se lê, para o que está errado, e leia-se, para o que
identificação: Nome da Instituição, nome deve ser o correto (FURASTÉ, 2006, p. 87).
do autor(es), título do trabalho, local e
data. Confira o exemplo:
Pág. Linha Onde se lê Leia-se
b) FOLHA DE ROSTO - Esta é obrigatória de 10 17 cadeno caderno
deve conter os seguintes elementos: 12 05 ator autor
Nome do autor(es), título do trabalho, 18 23 métoudo método
tipo do trabalho, finalidade do trabalho,
nome da instituição, nome da disciplina,
nome do professor ou orientador, local e
data.
d) FOLHA DE APROVAÇÃO - Esta folha deve ser colocada logo após a folha de rosto, e é
obrigatória em todos os trabalhos que serão submetidos a uma banca examinadora, tais
como: Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, Dissertações de Mestrado, Teses de
Disciplina: Doutorado.
Capítulo:
Segundo Furasté, a folha de aprovação deve conter:

Orientações a) nome do autor (ou autores do trabalho); b) título (por extensão) e subtítulo (se houver); c) natureza do trabalho; d)
objetivo visado pelo trabalho; e) nome da instituição a que o trabalho é submetido; f) área de concentração; g) data da
aprovação; h) nome e titulação dos componentes da banca examinadora e instituição a que pertencem; i) data de
aprovação (2006, p.89).

e) DEDICATÓRIA - É um elemento opcional utilizado quando se quer dedicar o trabalho ou


fazer uma homenagem a alguém que participa de modo especial da nossa vida.
Normalmente são expressados sentimentos de amor fraternal, paternal, maternal, filial,
namorados, cônjuges. Recomendamos que se tenha bom senso, evitando-se exageros tal
como sentimentalismos excessivos.

f) AGRADECIMENTOS - Também é um elemento opcional, mas seguindo os bons costumes


de uma sociedade civilizada, a gratidão sempre é recomendada. Por isso, seria elegante e
de bom grado agradecermos as pessoas ou entidades que de uma forma ou outra,
contribuíram no processo de execução do trabalho. Portanto, só se agradece a quem
efetivamente colaborou com alguma ação efetiva, ou apoio decisivo na realização do
trabalho. Recomenda-se explicitar o motivo do agradecimento, mas de forma bem sucinta.
trabalho. Via de regra, é breve, sendo normalmente apresentada como uma pequena
g) EPÍGRAFE - Este é outro elemento opcional. Recomenda-se que seja breve e provoque
reflexão, motivo pela qual a epígrafe deve estar vinculada com a temática explorada no
frase. Pode ser um pensamento, um pequeno poema, parte de um poema, parte da letra
Disciplina:
de uma música, uma estrofe, um versículo bíblico etc. A epígrafe também pode ser
Capítulo:
colocada como abertura de capítulos, neste caso, coloca-se sempre no início de cada
capítulo*.
Orientações
h) RESUMO – É uma apresentação breve e objetiva voltada aos aspectos mais
significativos abordados no trabalho. Importante se ater às “ideias essenciais na mesma
progressão e no mesmo encadeamento que aparecem no texto. Deve exprimir, em estilo
objetivo, uma visão geral, ampla e, ao mesmo tempo, clara e objetiva do conteúdo do
trabalho e das conclusões a que se chegou”(FURASTÉ, 2006, p.97). Deve-se ter o cuidado
para elaborar o resumo com até 500 palavras. E abaixo dele relacionar as ideias mais
representativas do trabalho, em forma de palavras-chave.

i) RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA - Consiste na tradução do resumo e das palavras-


chave, para um idioma internacionalmente reconhecido.
_______________________
* Tanto a dedicatória, os agradecimentos ou a epígrafe devem ser apresentados em folhas exclusivas. Considerado
isso, não há determinação por parte da ABNT sobre como dispor ou apresentar tais elementos na folha. O que é
preciso observar é que existe uma preferência geral de posicioná-los na parte inferior-direita da respectiva folha.
j) LISTAS – Quando um trabalho contém k) SUMÁRIO - A função do sumário é de
Disciplina:
gráficos, tabelas, quadros, figuras, entre facilitar a localização dos assuntos
outros, pode-se relacionar os mesmos no desenvolvidos no corpo do trabalho. “O
Capítulo:
início do trabalho de modo semelhante a Sumário deve conter o indicativo
um sumário, ou seja, contendo a numérico de cada seção, o título da seção
Orientações identificação do elemento, seu título e o e a paginação, separados por uma linha
número da página em que se encontra no pontilhada”(FURASTÉ, 2006, p.103).
texto.
RECURSO:
VÍDEO: Aqui disponibilizar
10.5 ELEMENTOS TEXTUAIS
parte vídeo aula:
Esquete: GABRIEL encima As explicações que seguem indicam o
de uma cama com o RECURSO: caminho que você poderá seguir, bem
notebook. Aparece a VÍDEO: Aqui disponibilizar parte vídeo aula: como os cuidados que deve tomar para
DICA: Sobre introdução Esquete: GABRIEL encima de uma cama com o redigir os elementos textuais de um
do TCC. Estilo pergunte notebook. Aparece a DICA: Sobre introdução
ao professor.
trabalho acadêmico (introdução,
do TCC. Estilo pergunte ao professor. desenvolvimento e conclusão).
11.5.1 A introdução do trabalho
científico c) justificativa do tema: deve-se
Disciplina:
apresentar o porquê da escolhida do
Introdução é uma explicação inicial do referido tema ou enfoque, o que
Capítulo: trabalho já elaborado, que leva o leitor à motivou a escolher tal ou qual tópico;
compreensão mais precisa do tema d) localizar o assunto no tempo e no
desenvolvido no trabalho. Apresenta o espaço: contextualizar o assunto em que
Orientações
trabalho pronto para o leitor. contexto desenvolveu-se a pesquisa ou o
Uma introdução para ser clara e precisa estudo, ou seja, relacioná-lo com o que
deve conter (BECKER, 19920: já foi escrito sobre a matéria, sem se
a) apresentação do assunto: deve iniciar perder em minúcias;
a introdução apresentando o assunto, e) ressaltar a importância do tema:
tendo o cuidado de usar uma linguagem deve-se provar que o tema eleito é
clara e exata, evitando termos equívocos interessante e tem importância;
e inexpressivos; f) apresentar os objetivos do trabalho de
b) delimitação do assunto: após a pesquisa;
apresentação do assunto, deve-se g) apresentar a estrutura do trabalho:
delimitá-lo, ou seja, indicar o ponto de apresente os capítulos, conforme o
vista que será enfocado no trabalho; sumário, com a ideia geral que cada um
qual é o tema desenvolvido. Pode ser discute;
feito em forma de pergunta, que será h) explicar a metodologia adotada na
respondida no desenvolvimento do realização da pesquisa.
trabalho;
Disciplina:

Capítulo:

Orientações

Recurso 5
Imagem: Door (Porta).
Fonte: stock images. Recurso 55
Recurso
interativo
Pode-se comparar a introdução de um
trabalho científico com uma porta,
pois é através da introdução que o
autor dá as boas-vindas ao leitor. A
interativo
introdução é como que um convite do
autor ao leitor para que esse sinta-se
seduzido a ler o trabalho..
Door (Porta). Fonte: stock images..
Pode-se comparar a introdução de um trabalho científico com uma porta, pois é através da
introdução que o autor dá as boas-vindas ao leitor. A introdução é como que um convite do
autor ao leitor para que esse sinta-se seduzido a ler o trabalho..

RECURSO INTERATIVO: Caro estudante, aqui lançamos o desafio de você visitar uma biblioteca e selecionar dois TCC, de
qualquer curso, e realizar uma analise estrutural de cada um dos TCC. Procure analisar se tais introduções contemplam
elementos suficientes, no sentido de fornecer informações valiosas ao leitor.
10.5.2 O desenvolvimento do trabalho Para que a explicação, a discussão e a
Disciplina: científico demonstração fiquem lógicas e
Capítulo:
organizadas, é importante observar que o
Uma vez apresentado o trabalho de corpo do trabalho deve ser organizado
pesquisa parte-se para a escrita do em partes. Quando isto não acontece, o
Orientações desenvolvimento, que corresponde ao trabalho transforma-se num amontoado
texto propriamente dito. O de informações desconexas.
desenvolvimento é a fundamentação
lógica da pesquisa cuja finalidade é expor Parafraseando Napoleão, que dizia
e demonstrar: “dividir para vencer”, podemos dizer
a) Explicação: do que se pesquisou – o “dividir para entender”. A maneira mais
obscuro ficou claro, o ambíguo elucidado, clara de organizar um texto consiste na
analisado e compreendido; distribuição do conteúdo em capítulos
b) Discussão: é o exame, a discussão dos subdivididos em seções e subseções.
dados, explica, argumenta o trabalho; Algumas dessas partes são comuns a
c) Demonstração: é a dedução lógica do todos os trabalhos, como a introdução e a
trabalho, implica no exercício do conclusão.
raciocínio, correlação ou relação como
tema, objetivos e hipóteses. Todavia, a determinação das partes de
um trabalho de pesquisa depende de seu
conteúdo específico. É preciso notar que cada uma das partes do texto deve ser
Disciplina:
identificada a partir de títulos, os quais, por sua vez, devem ser informativos. Na medida
do possível, os títulos devem propor ao leitor uma ideia do que está sendo tratado
Capítulo:
naquela parte do texto.

Orientações Além disso, os títulos devem ser numerados com algarismos arábicos, para que se perceba
a sua posição na estrutura do trabalho. Para tanto adota-se o sistema de numeração
progressiva, tal como ilustrado a seguir.

1 PRODUÇAO DO CONHECIMENTO
1.1 CONCEITO DE CONHECIMENTO
1.1.1 Conhecimento Científico

2 NORMAS TÉCNICAS
2.1 PÁGINAS PRÉ-TEXTUAIS
2.1.1 Capa
2.1.2 Sumário
2.2 PÁGINAS TEXTUAIS
2.2.1 Introdução
2.2.2 Capítulos
10.5.3 Citações Toda citação deve ser referenciada, isto
é, deve-se identificar o autor das idéias.
Para fortalecer e apoiar suas As citações podem ser feitas de forma
Disciplina:
argumentações, em muitas situações direta ou indireta, passamos a explicar
Capítulo:
impõe-se a necessidade de o redator cada uma dessas.
aproveitar ideias de outros autores,
Orientações esse recurso é conhecido como citação. 10.5.3.1 Citações diretas ou literais
Na verdade, citar outros autores não
consiste em demérito para quem cita, Correspondem a transcrições literais de
desde que isso seja feito com critério uma parte do texto do autor,
e cuidado citando apenas respeitando todas as suas
componentes relevantes, para características, isto é, “ao pé da letra”.
aprofundar e explicar as exposições Neste caso, deve-se transcrever
temáticas. Na verdade, as citações integralmente todas palavras do autor
quando forem bem selecionadas citado, acompanhadas de indicações ou
ajudam a enriquecer o texto, devidamente numeradas.
principalmente, quando são citados
autores clássicos e renomados. As citações diretas ou literais poderão
Recomenda-se o cuidado para não fazer ser curtas ou longas. As citações com até
uso em número excessivo de citações, e três linhas de extensão são consideradas
distribuí-las adequadamente no texto. curtas, estas podem ser inseridas no
texto, e devem ser escritas entre aspas.
Entretanto as citações longas devem ser Citação com supressão de trecho: em
escritas em parágrafo próprio, ou seja, citações diretas existem casos em que um
com um recuo de 4 cm da margem pequeno trecho, pode ser uma frase ou
Disciplina:
esquerda, estas não necessitam ficar entre palavras, do parágrafo transcrito, não seja
Capítulo:
aspas, mas devem ser escritas com letras de interesse do redator, então, ignora-se
em tamanho menor que as letras do texto, tal trecho, em seu lugar insere-se
Orientações tendo o cuidado de escrever com espaço reticências entre colchetes [...], esse
simples entre suas linhas (FURASTÉ, 2006). recurso indica que foi extraído um trecho
RECURSO: da citação.
Vídeo aula: Em qualquer um dos casos, deve-se
Disponibilizar: informar quem é o autor da citação e de
Animação citação: qual veículo foi transcrito:
Professor em estúdio a) Cita-se o sobrenome do autor (vírgula), RECURSO:
coberto por exemplos no
o ano da obra (vírgula) e a página em que Vídeo aula:
trabalho.
foi extraída a citação; Disponibilizar:
b) O sobrenome do autor deve ser escrito Animação citação: Professor em estúdio
em letras maiúsculas, quando apresentado coberto por exemplos no trabalho.
dentro de parênteses (no final da citação)
e em letras minúsculas quando
apresentado no próprio texto (antes da
citação).
Citação de citação: pode ocorrer a
necessidade de citarmos idéias ou ou mesmo todo o texto. Neste caso,
Disciplina: conceitos que encontramos já citados nos deve-se informar quem é o autor da
textos que analisamos, e não termos citação e de qual veículo foi inspirado
Capítulo:
acesso às fontes originais, neste caso faz- (FURASTÉ, 2006).
se uma citação de citação, para tanto,
Orientações deve-se mencionar o sobrenome do autor
original, seguido da expressão latina
RECURSO INTERATIVO: apud, e completar mencionando o
Caro estudante, aqui sobrenome do autor do texto que lemos,
lançamos o desafio de mais o ano da publicação e a página de
você continuar a analise onde foi extraída a citação.
da estrutura dos dois RECURSO INTERATIVO:
TCC que você selecionou
10.5.3.2 Citações indiretas ou livres Caro estudante, aqui lançamos o desafio de
na biblioteca. Agora você continuar a analise da estrutura dos dois
você deverá realizar TCC que você selecionou na biblioteca. Agora
uma analise estrutural As citações indiretas são aquelas nas
você deverá realizar uma analise estrutural de
de cada um dos TCC, quais expressamos o pensamento de um cada um dos TCC, procurando avaliar se as
procurando avaliar se as autor ou texto original, e o fazemos citações estão apresentadas de forma
citações estão usando nossas próprias palavras. Isto, adequada.
apresentadas de forma
normalmente, ocorre quando
adequada.
comentamos, interpretamos ou
resumimos o parágrafo ou parte do texto,
10.6 A LINGUAGEM CIENTÍFICA
Disciplina:
Conforme esclarecem Cervo e Bervian (2005, p. 128-133), que sustentam o conteúdo
Capítulo:
apresentado neste tópico, na apresentação de qualquer trabalho científico está implícito
que o pesquisador tenha o domínio do idioma para transmitir os conhecimentos. A
Orientações linguagem é um instrumento fundamental de comunicação entre as pessoas. Ela tem as
seguintes funções:
a) expressão (todos os homens e animais a possuem, portanto se expressam);
b) comunicação (todos os homens e animais se comunicam através sinais próprios);
c) simbolização (é específica do homem que inventa ou cria proposições falsas e
verdadeiras, portanto o homem é um ser que simboliza através de uma linguagem
específica uma nova realidade);
d) descrição (sabe descrever, julgar, utilizando a crítica, para chegar a uma verdade
objetiva, criação de novos objetos. Esta escolha de uma seleção e criação de novos objetos
é consciente).

A linguagem está em forma de proposições verdadeiras e falsas, na formação do


conhecimento humano (cultura). Se você, estimado estudante, utilizar a linguagem
adequada apresentará a verdade. Caso contrário, sem domínio da linguagem, poderás
enganar ou induzir ao erro.
Recurso77
Recurso
Imagem
Imagem
A linguagem científica utiliza-se de todas elas – a expressão, a
Disciplina: comunicação, a simbolização e a descrição – para que os
Capítulo: resultados comprovados possam ser apresentados com toda a
clareza, ou seja, de forma mais perfeita possível.
Orientações
10.6.1 Qualidades básicas da redação científica
Recurso 7
Little girl looking for a drawing Recurso88
Recurso
Fonte:
http://image.shutterstock.com/display
Imagem
Imagem Deve-se esperar que o texto de pesquisa apresente estilo
_pic_with_logo/257593/257593,12257
98680,2/stock-photo-little-girl-looking-
agradável do ponto de vista literário. Isto, porém, representa um
for-a-drawing-concept-19977838.jpg
Acessado em 14/01/2013.
acréscimo, já que o pesquisador não tem a obrigação de possuir
Recurso 8
um estilo elegante a ponto de despertar a admiração do leitor.
realtor
Fonte:
Entretanto, nada justifica um estilo obscuro ou complexo,
http://image.shutterstock.com/display caracterizado por frases longas, termos imprecisos e
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72103,1/stock-photo-realtor- Recurso99
Recurso
subjetivismos.
24619174.jpg
Acessado em 14/01/2013. Imagem
Imagem O texto deve, também, apresentar certas qualidades no que se
Recurso 9 refere ao estilo. As mais importantes são:
Portrait of lovely girl drawing in
Fonte: a) Impessoalidade – O texto deve ter caráter impessoal. Convém,
http://image.shutterstock.com/displa
y_pic_with_logo/91282/91282,13147 para tanto, que seja redigido na terceira pessoa, devendo-se evitar
03978,6/stock-photo-portrait-of-
lovely-girl-drawing-in-copybook-and- referências pessoais, como “meu trabalho”, “meu estudo” e
looking-at-camera-83691799.jpg
Acessado em 14/01/2013. “minha tese”. São preferíveis expressões como “este trabalho”, “o
presente estudo” ou outras expressões equivalentes. O uso de
“nós” é adotado por muitos pesquisadores para dar caráter menos
individual ao texto, no entanto diversos pesquisadores preferem esta forma porque
Disciplina:
sentem mais facilidade para escrever na primeira que na terceira pessoa (CERVO;
BREVIAN, 2005, p. 129).
Capítulo:

b) Clareza - Clareza constitui uma das qualidades básicas de um texto bem redigido. As
Orientações idéias devem ser apresentadas de maneira tal que não deem margem a ambiguidades.
Devem ser selecionados termos que indiquem com a maior exatidão possível o problema
pesquisado e os resultados alcançados. Não basta, porém, socorrer-se de bons dicionários
para bem exprimir o pensamento. Para que haja clareza da expressão é necessário que
haja primeiro clareza das idéias. Ninguém é capaz de exprimir em termos claros uma ideia
confusa. Evitar impressões subjetivas tais como: “eu penso que”, “o autor poderia ter
dito...”, “a sala é mais ou menos grande e outras”. A linguagem precisa ser isenta de
qualquer ambiguidade. É muito útil pedir que outras pessoas leiam o texto antes da
revisão final, afinal sentenças que parecem claras para você (autor), podem ser confusas
para outras pessoas. Assim, essas pessoas poderão indicar as passagens que parecem
obscuras e mesmo sugerir alternativas para a superação dessas dificuldades.

c) Precisão – Este item constitui outro importante requisito do texto de pesquisa. Deve-se
aplicar uma linguagem apropriada à natureza da pesquisa, pois a linguagem científica tem
especificidades próprias, ou seja, possui terminologias específica que possibilitam a
adequada transmissão de ideias. O redator do texto de pesquisa não pode ignorá-las,
deverá primar pelo domínio e uso das
propriedades da linguagem científica,
Disciplina: para evitar exposições subjetivas ou
Capítulo: RECURSO INTERATIVO: ambíguas. Todavia, a consulta a essas
Caro estudante, o desafio fontes será de pouca valia se o redator
não possuir o domínio do conteúdo
Orientações
aqui é você redigir um enfocado.
RECURSO INTERATIVO:
Caro estudante, o desafio aqui é você texto sobre qualquer
redigir um texto sobre qualquer tema, d) Concisão - As frases constantes no
o essencial é redigir observando as
orientações acima sobre as exigências
tema, o essencial é redigir texto devem ser simples. As ideias devem
de um texto científico. elabore um
texto de até 20 linhas. observando as ser expostas com poucas palavras.
Convém, portanto, que cada parágrafo
orientações acima sobre contenha uma única ideia, mas que a
as exigências de um texto envolva completamente. Períodos longos,
científico. elabore um abrangendo várias orações subordinadas,
dificultam a compreensão e tornam
texto de até 20 linhas. pesada a leitura. Não se deve temer a
multiplicação das frases, pois, à medida
que isto ocorre, o leitor tem condições
para estudar o texto sem maiores
dificuldades.
e) Modéstia e cortesia - Os resultados confirmados impõem-se por si só. Ela apresenta ou
descreve exatamente como foi pensado, argumentado. A linguagem arrogante não
Disciplina: convence ninguém. Portanto, recomenda-se ao pesquisador que seja modesto e cortez ao
Capítulo: expressar o conhecimento.

f)Vocabulário comum - Utilizar sinais ou símbolos convencionalmente aceitos. Não invente


Orientações
“modismos” porque isto dificulta a compreensão dos resultados e pode induzir ao erro.

10.7 A CONCLUSÃO

Segundo Becker (1992), a conclusão de um trabalho científico pode ser definida como um
resumo da argumentação utilizada no trabalho. É importante que esta possa fluir
naturalmente, pois não é um capítulo à parte, mas sim um complemento necessário, que
fará do trabalho um todo harmonioso. A conclusão também é o ponto de chegada das
deduções e inferências lógicas apresentadas no desenvolvimento, devendo ainda derivar
naturalmente da interpretação dos dados. Convém, na conclusão, indicar as questões que
não puderam ser respondidas pela pesquisa, alertar para as questões novas que surgiram
no decorrer da realização da pesquisa, apresentar sugestões de como futuros estudiosos do
assunto poderão enfocá-lo em outras pesquisas e, indicar rumos que um futuro pesquisador
poderá seguir.
Ao escrever um trabalho científico é importante seguir as orientações ora
Disciplina:
apresentadas e, para tanto, recomenda-se exercitar a escrita do texto. Sem dúvida, a
apresentação final de um trabalho depende, ainda, da formatação e disposição dos
Capítulo:
elementos conforme as normas da ABNT — que considera aspectos como digitação,
espaçamento, margens, numeração das páginas, citações, referências etc.
Orientações
10.8 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

Depois de finalizado o desenvolvimento do trabalho, são apresentados, ainda, os


elementos pós-textuais, conforme é dado a seguir:
a) OBRAS CONSULTADAS OU REFERÊNCIAS – É um elemento obrigatório. Segundo a ABNT,
as referências representam o “conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de
um documento, que permite a sua identificação individual”. Nesta parte do trabalho é
apresentada uma lista dos documentos realmente utilizados, isto é, citados no texto.
Existindo, e geralmente existem, outros documentos que não são citados no decorrer do
texto, deve-se fazer uma lista própria após a lista de referências, com o título “obras
consultadas” (FURASTÉ, 2006, p. 145).
b) GLOSSÁRIO – Este elemento é necessário quando, ao longo do texto, se faz uso de
termos especializados ou expressões que são exclusivas do âmbito do assunto explorado
ou, ainda, que possuam sentido obscuro ou sejam pouco usuais, quase desconhecidas.
Neste caso, é recomendável definir cada um destes termos, apresentado-os em ordem
alfabética na forma de um glossário (FURASTÉ, 2006, p. 143).
c) APÊNDICE – Elemento opcional,
conforme a ABNT é um “texto ou
Disciplina: documento elaborado pelo autor, a fim de
Capítulo: complementar a sua argumentação, sem
prejuízo da unidade nuclear do trabalho”.
Furasté esclarece, ainda, que “não se trata
Orientações
de uma parte do trabalho em si, mas
Botão SAIBA MAIS apenas de um elemento que vem ilustrar
Disponibilizar uma das entrevistas que as idéias, acrescentar alguma nuance,
consta na parte final da vídeo aula
sobre o Relatório de Pesquisa – algum aspecto interessante mas que não
Normas Técnicas.. chega a interferir na unidade geral” SAIBA MAIS
(FURASTÉ, 2006, p. 141).
ANEXOS – Elemento opcional, conforme a
ABNT é um “documento não elaborado
pelo autor, que serve de fundamentação,
comprovação e ilustração”. Um anexo pode
ser um documento, texto, artigo ou outro
material qualquer e “devem ser destacados
para evitar uma ruptura em sua sequência
e continuidade (FURASTÉ, 2006, p. 141).
Disciplina:

Capítulo:
Recurso 10
Recurso 10
Orientações

Recurso 10
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used-for-infographics-banners-
120379393.jpg Apresentamos este capítulo com o intuito de que sirva como instrumento que viabilize a
Acessado em 14/01/2013. qualificação no que se refere a apresentação estrutural e gráfica, na comunicação de
trabalhos científicos e trabalhos acadêmicos.

Para finalizar deve ficar claro que expomos apenas algumas recomendações, no que tange
aos aspectos da redação de um texto científico, uma vez que todo redator deve dispensar
o máximo de cuidado com a linguagem escrita, porque esta, enquanto instrumento de
comunicação, poderá desempenhar múltiplas e diferentes funções. Recomenda-se,
também, executar uma boa revisão do texto escrito, antes da redação final. Neste tocante,
sempre será de grande valia solicitar o auxílio de outras pessoas, que entendem do
assunto, leiam a fim de opinar e sugerir.
OBRAS CONSULTADAS
Disciplina:
BECKER, Fernando et al. Apresentação de Trabalhos Escolares. 12. ed. Porto Alegre:
Capítulo:
Multilivro, 1992.

Orientações CERVO, Amado Luiz; BREVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo:
Prentice Hall, 2002. p. 128-33

CHINAZZO, Cosme Luiz; SCHNEIDER, Laino Alberto. Metodologia Científica. Canoas:


Editora da ULBRA, 2005. Caderno Universitário, N. 272.

FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas. Porto Alegre: Dáctilo Plus, 1994.

___. Normas Técnicas. 14. ed. (Totalmente reformulada). Porto Alegre: Dáctilo Plus, 2006.

JOHANN, Jorge Renato (Coord.) Introdução ao Método Científico. 2. ed. Canoas: Ed. da
ULBRA, 2002.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de
Disciplina:
Metodologia Científica. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
Capítulo:
MAGALHÃES, Gildo. Introdução à monografia científica. São Paulo: Ática, 2005.
Orientações
SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 11.
ed. Porto Alegre: Sulina, 1986.

SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia. 3. ed. Belo Horizonte:
Interlivros, 1973.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico: Diretrizes para o


trabalho didático - científico na universidade. 3. ed. São Paulo: Cortez e Moraes,
1978.

SILVA, Mary Aparecida Ferreira da. Métodos e técnicas de pesquisa. 2. ed.


Curitiba: Ibpex, 2005.

THUMS, Jorge. Acesso à Realidade. Porto Alegre: Sulina : ULBRA, 2000.