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Sumário

Mensagem_______________________________________________________04

Comissões_______________________________________________________05

Realizações
_______________________________________________________06

Informações Gerais ________________________________________________07

Programação Científica dia 19________________________________________08

Programação Científica dia 20________________________________________10

Programação Científica dia 21________________________________________18

Programação Científica dia 22________________________________________33

Mesas Redondas__________________________________________________34

Pôsteres ________________________________________________________54

Apresentações Orais _______________________________________________82

Como eu Faço ___________________________________________________111

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CONGRESSO DA ABOP
XIII Congresso Brasileiro de Orientação Profissional e de Carreira
Os caminhos de Orientação Profissional e de Carreira: de onde viemos e para onde vamos

Palavras de Boas Vindas

Sejam todas e todos bem-vindas e bem-vindos ao XIII Congresso Brasileiro de Orientação Profissional e de Carreira
da Associação Brasileira de Orientação Profissional (ABOP). Nesta edição do Congresso, que ocorrerá entre 19 e 22 de
Setembro de 2017 no campus Swift da Universidade São Francisco, em Campinas (SP), teremos a oportunidade de
proporcionar um grande intercâmbio de conhecimento e de práticas entre os participantes do Congresso. No total, foram
261 trabalhos aprovados, distribuídos em 16 Mesas-Redondas, 86 Apresentações Orais, 77 Como-Eu-Faço e 82
Pôsteres. Além dos trabalhos inscritos pelos participantes, a programação do Congresso ainda conta com quatro Mesas
Redondas Convidadas, três Conferências e 18 Minicursos, oferecidos por convidados nacionais e estrangeiros,
oriundos de Portugal, Canadá, México e Bélgica. Aproveito aqui para agradecer aos patrocinadores do Congresso e aos
apoiadores, de forma especial à CAPES, à FAPESP, à Universidade São Francisco e ao Instituto Ayrton Senna. De
forma muito particular, deixo também meu agradecimento à incansável e querida Maria Célia Lassance por todo apoio e
pela coordenação da programação científica do Congresso.

Aproveito também este espaço para fazer uma homenagem ao Professor André Jacquemin, da USP de Ribeirão
Preto, que nos deixou no primeiro dia deste mês. Ele foi o responsável, entre vários outros feitos, por trazer o Teste de
Fotos de Profissões (BBT) ao Brasil e sua contribuição à prática e à pesquisa em nossa área é inestimável. Além disso,
ele esteve presente na fundação da ABOP. Sua memória estará para sempre preservada pela continuidade das
pesquisas com o BBT e nos congressos da ABOP.

Desde o início da preparação do Congresso, tivemos a diretriz de garantir que toda a diversidade conceitual e
técnica da área de Orientação Profissional e de Carreira brasileira estivesse representada e, ao julgar pela quantidade e
qualidade dos trabalhos aqui registrados, podemos afirmar que esse objetivo foi atingido. Neste ano, que precede os 25
anos de existência da ABOP, o tema do XIII Congresso propõe uma reflexão sobre os caminhos que a área de
Orientação Profissional e de Carreira já percorreu no Brasil e as tantas possibilidades que ainda vislumbramos para o
futuro. A amostra dada aqui é de que o futuro nos reserva muito vigor e bons resultados!

Bom congresso a todos!

Rodolfo A. M. Ambiel
Presidente da Associação Brasileira de Orientação Profissional
Gestão 2015-2017

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Comissões
Diretoria da
Associação Brasileira de Orientação Profissional – Gestão 2015-2017
Rodolfo A. M. Ambiel – Presidente
Maiana Farias Oliveira Nunes – Vice-presidente
Hugo Ferrari Cardoso – 1º Tesoureiro
Marina Cardoso de Oliveira – 2ª Tesoureira
Rafaela de Menezes Souza Brissac – 1ª Secretária
Guilherme Fonçatti – 2º Secretário

Comissão Científica
Maria Célia Lassance (RS) – coordenadora
Lucy Leal Melo-Silva (FFCLRP-USP, SP)
Marcelo Afonso Ribeiro (USP-SP)
Maria da Conceição Coropos Uvaldo (USP-SP)

Revisores Científicos
Alexsandro de Andrade (UFES, ES)
Andrea Knabem (UFPR, PR)
Camélia Mansão (UNOESTE, SP)
Fernanda Aguilera (SP)
Iuri Luna (UFSC, SC)
Leonardo de Oliveira Barros (USF, SP)
Manoela Ziebell de Oliveira (PUC, RS)
Mara de Souza Leal (FFCLRP-USP, SP)
Maria Sara de Lima Dias (UFTP, PR)
Mariana Araújo Noce (UNAERP, SP)
Thaline da Cunha Moreira (USF, SP)
Yvette Piha Lehman (USP, SP)

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Realizações da diretoria período de 2015-2017
Nesses dois anos de gestão, realizamos uma série de atividades que tiveram como objetivos principais fortalecer os
vínculos institucionais da ABOP com outras entidades, manter a atenção sobre projetos de lei a respeito da inserção da
Orientação Profissional no ensino básico e, de modo especial, tornar atrativa a condição de associado da ABOP.
Dessa forma, ao longo desse tempo, a ABOP participou ativamente de todas as reuniões do Fórum das Entidades
Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB), que trata-se de um espaço privilegiado para a discussão e implementações
de ações e políticas no âmbito institucional da Psicologia no Brasil. Nesse âmbito, os representantes que estiveram
presentes puderam discutir junto à outras entidades, sugerir pautas e participar de importantes decisões no âmbito do
fórum. Nesse contexto, a ABOP foi convidada a compor a Secretaria Executiva do V Congresso Brasileiro Psicologia:
Ciência e Profissão, o famoso “Congressão”, juntamente com o Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica (IBAP),
Conselho Federal de Psicologia (CFP), Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP) e Associação Brasileira de
Psicologia Clínica (ABPC).
Ainda em relação aos vínculos institucionais com outras entidades, em março de 2016 a ABOP foi convidada para
participar de um painel juntamente com a Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT)
para a definição de uma matriz de competências para o profissional de POT. Esse trabalho ainda está em andamento e,
em breve, deverá ser publicado. Recentemente, a ABOP foi convidada pelo CFP para integrar um Grupo de Trabalho
para conduzir debates sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) n° 439/2015, que dispõe sobre o exercício de atividades
nos campos da Administração. Deste grupo, farão parte representantes de entidades da Psicologia e do Conselho
Federal de Administração e, juntos, proporão alterações no projeto de lei a fim de garantir a autonomia das profissões.
Para tanto, o indicado pela ABOP foi o Prof. Dr. Marcelo Afonso Ribeiro (USP-SP).
Outra vertente de nosso trabalho foi em relação ao acompanhamento de projetos de lei sobre OP. De modo especial,
acompanhamos de perto a tramitação do PL 5053/2016, tendo inclusive uma audiência com a assessoria do deputado
relator do projeto, quando entregamos uma carta de apoio ao texto. Posteriormente, produzimos juntamente a um
comitê de especialistas, uma carta aberta intitulada "Oferta de Serviço de Orientação Profissional na Educação Básica",
que foi endereçada a diversos parlamentares e amplamente divulgada por e-mail e redes sociais. Nesta carta,
defendemos que a OP deve ser oferecida no ensino básico, especialmente nas escolas públicas, e solicitamos uma
audiência pública para discutir a questão. Vale ressaltar que as entidades do FENPB endossaram nossa iniciativa. Outro
ponto importante dessa carta é que ali foi assumido um compromisso público entre a ABOP e o Conselho Federal de
Psicologia de publicarem conjuntamente referências técnicas para a atuação em políticas públicas em OP, o que deve
ser viabilizados em gestões futuras.
Uma iniciativa que tivemos nesse período pela qual temos muito carinho e que nos enche de orgulho é a construção
e disponibilização do Catálogo de Serviços Gratuitos de Orientação Profissional. Nesse período, fizemos um
levantamento junto à serviços-escola de universidades que oferecem orientação profissional gratuita à comunidade e
disponibilizamos em nosso site. Acreditamos que essa iniciativa poderá ajudar a proporcionar acesso ao serviço e, ao
menos um pouquinho, auxiliar na diminuição da desigualdade de oportunidades.
A nossa gestão também centrou esforços em fidelizar o associado da ABOP. Uma dificuldade que enfrentamos (bem
como a maioria das entidades científicas e profissionais no Brasil) é que em ano em que não é organizado o congresso
das associações, o número de associados pagantes cai vertiginosamente. Isso significa que, nesses anos, as receitas
das associações também despencam e, em geral, eles são deficitários. Por outro lado – e com toda a razão – o
associado não vê qualquer motivo para pagar a anuidade e manter-se associado quando não receberá nenhum
benefício em troca. Assim, iniciamos algumas ações para oferecer benefícios efetivos para os associados que vão além
dos descontos nas inscrições para o congresso. E nossa estratégia está baseada no PERTENCER. Ao ser associado da
ABOP e manter-se em dia com suas anuidades, ininterruptamente, seu nome permanecerá escrito na história da ABOP:
as pessoas poderão ver em nosso site, na lista de associados, seu nome, a cidade onde você trabalha e um e-mail de
contato. As pessoas poderão conhecer o seu trabalho. Além disso, os associados poderão também divulgar cursos no
site da ABOP e, em breve, livros e outros materiais técnicos e científicos. Parece pouco, mas pertencer à comunidade
dos principais Orientadores Profissionais e de Carreira do Brasil é um privilégio. Estamos trabalhando para oferecer
ainda outros benefícios efetivos para os associados. Nessa direção, trabalhamos também para modernizar a identidade
visual da nossa Associação e neste Congresso o novo logotipo já está sendo utilizado em todos os materiais de
comunicação visual.
Por fim, mas não menos importante, continuamos nesta gestão dando todo o apoio necessário para o bom
andamento da Revista Brasileira de Orientação Profissional (RBOP), cuja editora-chefe é a Dra. Marúcia Bardagi, a
quem parabenizamos pelo excelente trabalho, acompanhada de sua equipe. A Revista continua marcando um
importantíssimo espaço de divulgação e construção do conhecimento científico ibero-americano sobre orientação
profissional e de carreira, com a ótima avaliação no Qualis-CAPES A2, o que a coloca entre os principais periódicos
brasileiros. Vale destacar também que o Grupo de Trabalho (GT) “Carreiras: informação, orientação e aconselhamento”
foi aprovado e integrou pela primeira vez em 2016 o simpósio da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação
em Psicologia (ANPEPP). Embora essa não tenha sido uma iniciativa direta da ABOP, esse GT foi gestado ao longo de
diversos congressos e é formado basicamente por associados, ex-presidentes, membros de diretorias atual e
passadas, atuais e ex-membros do corpo editorial da RBOP. Portanto, essa conquista que reforça a ciência e a pesquisa
em OP no Brasil, também tem um sabor de vitória para nós.
Dessa forma, cumprimos nossa missão, dando continuidade ao que todos os que nos antecederam começaram e
esperamos inspirar de alguma forma aqueles que ainda virão. Desejamos a todos um ótimo evento.
A Diretoria.

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Informações Gerais
Secretaria do Congresso - Horário de funcionamento

Dia 19 de setembro - terça-feira Dia 21 de setembro - quinta-feira


07:00 às 18:00 07:30 às 18:00
Dia 20 de setembro - quarta-feira Dia 22 de setembro - sexta-feira
07:00 às 18:00 07:30 às 12:30

Crachás: Somente será permitida a entrada dos participantes nas salas onde estiverem ocorrendo as
atividades da Programação Científica mediante a apresentação do crachá. Não será permitida a
circulação de pessoas sem identificação.

Certificados: A partir do dia 29/09, os certificados de participação e de trabalhos estarão disponíveis


no site do Congresso www.abopbrasilcongresso.org.br

Refeições: Junto a área dos Patrocinadores e de Exposição de Pôsteres, localizada ao lado da


Secretaria, haverá um espaço destinado à alimentação com Food Trucks, local montado
especialmente para dar conforto e tranquilidade nos momentos de sua alimentação

Atividade Social: Jantar de Confraternização (por adesão)


Churrascaria Hereford's
Data: 20/09
Horário: 20h00
Investimento: Rodízio com bebidas = R$ 80,00
Obs.: Crianças de 05 a 10 anos paga meia. Não é cobrado taxa de serviço.
Confirme sua presença para o jantar na secretaria do evento até às 13hs do dia 20/09.

Internet: O evento possui internet liberada para os participantes


Nome de rede - USF ALUNOS
Usuário - SP306_ABOP2017
Senha – CONGRESSOABOP

Telefones Celulares: Para o bom andamento das atividades solicitamos a gentileza de desligarem ou
deixarem no silencioso os telefones celulares.

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Programação - 19 de setembro de 2017 | terça-feira

07:00 | Credenciamento

08:30 - 12:30 | Minicursos


Minicurso 1 – sala 212
A PRÁTICA DO LIFE DESIGN
Paulo Miguel da Silva Cardoso (Portugal)

Minicurso 2 – sala 201


PSICOLOGIA POSITIVA E SUAS RELAÇÕES COM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Ana Paula Porto Noronha (SP)

Minicurso 3 – sala 204


O USO DE IMAGENS NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Diego Rozenbergas Isquerdo (SP)

Minicurso 4 – sala 203


INTRODUÇÃO AO TESTE PERFIL PESSOAL HUMANGUIDE: UMA FERRAMENTA ONLINE PARA
IDENTIFICAR A MATRIZ MOTIVACIONAL
Giselle Müller-Roger Welter (SP)

Minicurso 5 – sala 213


ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS
Leonardo de Oliveira Barros (SP)

Minicurso 6 – sala 219


AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E O BBT-BR: NÍVEL INTRODUTÓRIO
Lucy Leal Melo-Silva, Mariana Araújo Noce, Érica Tiemi Kato Okino (SP)

Minicurso 7 – sala 215


O PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL GUIADO PELAS IMAGENS DO SANDPLAY E DOS
SONHOS: UMA ABORDAGEM JUNGUIANA
Patrícia Gimenez (SP)

Mini-curso 8 – sala 202


COMO ESCOLHO ESCOLHER
Kathia Neiva (SP)

Mini-curso 9 – sala 214


CONSTRUÇÃO E REALIZAÇÃO DE PROJETOS DE VIDA NO CONTEXTO DA APOSENTADORIA
Furi Novaes Luna (SC)

12:30 - 13:30 | Almoço

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Programação - 19 de setembro de 2017 | terça-feira

13:30 - 18:00 | Minicursos


Mini-curso 10 – sala 212
CAREER COUNSELING BASED ON CONTEXTUAL ACTION THEORY: A TRAINING WORKSHOP
Richard Young (Canadá)

Mini-curso 11 – sala 201


CONTRIBUTO DA PSICOLOGIA PARA A INTERVENÇÃO NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR
Diana Vieira (Portugal)

Mini-curso 12 – sala 215


ACONSELHAMENTO DE CARREIRA E O BBT-BR NA ESTRATÉGIA CLÍNICA: NÍVEL AVANÇADO
Lucy Leal Melo-Silva, Mariana Araújo Noce e Érika Tiemi Kato Okino (SP)

Mini-curso 13 – sala 202


ACONSELHAMENTO DE CARREIRA PARA ADULTOS EM TRANSIÇÃO
Manoela Ziebell de Oliveira e Alyane Audibert (RS)

Mini-curso 14 – sala 204


CONTRIBUIÇÕES DE "CONVERSAS DO ELPÍDIO" PARA A ESCOLHA PROFISSIONAL
Marilda Aparecida Dantas (SP)

Mini-curso 15 – sala 203


MINHA HISTÓRIA DE CARREIRA (MY CAREER STORY): O USO DE EXERCÍCIOS AUTOBIOGRÁFICOS
NO PLANEJAMENTO DE VIDA/CARREIRA
Marúcia Bardagi e Claudia Sampaio Corrêa da Silva (RS)

Mini-curso 16 – sala 213


ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA
Silvio Bock (SP)

Mini-curso 17 – sala 214


ESCALA DE AUTOEFICÁCIA PARA ESCOLHA PROFISSIONAL E SUAS CONSTRIBUIÇÕES PARA O
PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Thaline Moreira (SP)

Mini-curso 18 – sala 219


COACHING E ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Rafaela de Faria (PR)

18:30 – 20:00 | Reunião do GT da ANPEPP


“Carreiras: informação, orientação e aconselhamento” (Grupo fechado)

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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira

07:00 | Credenciamento
08:00 – 09:00 | Cerimônia de Abertura
09:00 – 10:00 | Conferência de Abertura
ACTION – ITS CONTRIBUTION TO WHERE WE ARE GOING IN CAREER COUNSELLING
Richard Young (Canadá)
10:00 - 10:30 | Intervalo

10:30 – 12:30 | Mesa Redonda Convidada


ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA NO BRASIL: DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS?
Maria Célia Lassance (RS), Lucy Leal Melo-Silva (SP), Marcelo Afonso Ribeiro (SP), Marúcia Patta Bardagi
(SC)
- Intermediação: Marco Antônio Pereira Teixeira (RS)

12:30 - 13:30 | Almoço

13:30 - 15:30
Mesas redondas
Sessões de Apresentação de Temas Livres
Sessões de Apresentação de Trabalhos “Como Eu Faço”
Mesas Redondas
MR1 – sala 201
LIDERANÇA E ATITUDE APLICADAS À PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
Coordenadora: Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

EVIDÊNCIA DE VALIDADE PARA A ESCALA DE FORÇAS DE CARÁTER – RELAÇÃO COM


LIDERANÇA
Juliana Taglhare Garcia, Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

GRUPO DE REFERÊNCIA DE LÍDERES INDUSTRIAIS POR MEIO DA BATERIA FATORIAL DE


PERSONALIDADE
Cassia Aparecida Rodrigues – USF - Universidade São Francisco - Campinas, SP
Kéterli Backes - IMED - Faculdade Meridional – Porto Alegre, RS

ATITUDE EM RELAÇÃO AO TRABALHO


Kamila Costanti Vilela – Centro Universitário de Itajubá, MG
Claudette Maria Medeiros Vendramini – USF - Universidade São Francisco, Campinas, SP
MR2 – sala 202
OS DESAFIOS DA PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ATUALIDADE
Coordenadora: Elza Maria Gonçalves Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio – Juiz de Fora, MG

A PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA


Elza Maria Gonçalves Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio – Juiz de Fora, MG

A PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NUMA ESCOLA PARTICULAR DA ZONA DA MATA.


Anna Paula Gomes da Silva, Maria Fernanda de Jesus Pedroso, Mariângela de Lacerda Guedes
Colégio Santa Catarina – Juiz De Fora, MG

PRÁTICAS PSICOLÓGICAS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA CLINICA ESCOLA


Lucimar Soares Reginaldo, Elza Maria Gonçalves Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio – Juiz de Fora, MG
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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira

MR3 – sala 203


INTERESSES VOCACIONAIS NO MODELO DE HOLLAND: DESAFIOS NA AVALIAÇÃO E NA
APLICAÇÃO EM DIFERENTES CONTEXTOS
Coordenador: Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

AVALIAÇÃO DE INTERESSES NO MODELO DE HOLLAND: DESAFIOS DA MENSURAÇÃO


Marco Antônio Pereira Teixeira, Sergio Armando Lopez Castillo
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

DESENVOLVIMENTO DE UM INSTRUMENTO CURTO PARA AVALIAR INTERESSES VOCACIONAIS:


DIFICULDADES E (APARENTES) SOLUÇÕES
Rodolfo A. M. Ambiel, Nelson Hauck Filho
Universidade São Francisco – Itatiba, SP

APLICABILIDADE DA TEORIA DE HOLLAND NA AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS DE


PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco –Itatiba, SP

MR4 – sala 212


INTERVENÇÕES EM ACONSELHAMENTO DE CARREIRA NO PARADIGMA LIFE-DESIGN: ENSINO
MÉDIO, UNIVERSIDADE E MERCADO DE TRABALHO
Coordenadora: Alyane Audibert
ESPM – Sul – Escola Superior de Propaganda e Marketing – Porto Alegre, RS

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO PARA CARREIRA PARA ESTUDANTES DO ENSINO


MÉDIO DE PORTO ALEGRE
Rodrigo Soares de Assis, Marcelo de Campos Velho Nora, Marianna Marquês Braga, Andreus Ricardo
Sobrinho Sou, Guilherme Sanchez, Bruna Zomer, Nathália Mambrini, Manoela de Oliveira Ziebell
(Orientadora)
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

SHARE: CONSULTORIA DE CARREIRA EM GRUPO


Gabryellen Fraga Des Essarts, Gabriela Techio
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

P.A.P.O: PROGRAMA DE APOIO PSICOLÓGICO E ORGANIZACIONAL


Alyane Audibert, Ana Cláudia Fleck, Rene Goellner
ESPM – Sul – Escola Superior de Propaganda e Marketing – Porto Alegre, RS

GOKING: PROGRAMA DE GESTÃO DE CARREIRA E PERFORMANCE


Caren Cazorla da Silva, Fernanda Pauletti Graeff
Kinghost – Porto Alegre, RS

MR5 – sala 219


PRÁTICAS DE DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA NAS ORGANIZAÇÕES
Coordenadora: Manoela Ziebell de Oliveira
Produtive – Carreira e Conexões com o Mercado – Porto Alegre, RS
PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

O ACONSELHAMENTO DE CARREIRA INSERIDO EM PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO DE


LÍDERES POTENCIAIS NAS ORGANIZAÇÕES
Luciana Saldanha
Luciana Saldanha Coaching e Aconselhamento de Carreira – Porto Alegre, RS

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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira
DIÁLOGOS SOBRE CARREIRA E CONVERSAS INTERNAS: A IMPORTÂNCIA DA AUTORREFLEXÃO E
DO INSIGHT
Manoela Ziebell de Oliveira
Produtive – Carreira e Conexões com o Mercado – Porto Alegre, RS

PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS


EMPRESAS FAMILIARES: EDUCAÇÃO DE HERDEIROS E CRITÉRIOS PARA TRABALHAR NA
EMPRESA
Maria Célia Lassance, Daniela Forgiarini Pereira
Bornoldt Consultoria em Governança – Porto Alegre, RS

Sessões de apresentação de temas livres


TL1 – Sessão 01 de Apresentação de temas livres - sala 204

A14 - REALIZAÇÃO PROFISSIONAL: IMPACTO DA ORIENTAÇÃO PARA ALCANCE DE METAS NO


TRABALHO
Ligia Oliveira-Silva - UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
Juliana Barreiros Porto - UNB - Universidade de Brasília, DF

A21 - EPISÓDIOS RELEVANTES SOBRE RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E EXPERIÊNCIAS DE


TRABALHO DE EXPATRIADOS BRASILEIROS EM PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA
Fábio Nogueira Pereira- FAESA - FAESA Centro Universitário – Vitória, ES
Agnaldo Garcia- UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES

A30 - A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO DISPOSITIVO DE RESSOCIALIZAÇÃO


Juliano Alves Babisqui, Roberta Scaramussa
FAP - Faculdade Pitágoras Linhares – Linhares, ES

A37 - OS DESAFIOS DA REORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO


Rita Helena Gonçalves Nani, Anna Beatriz Vieira Caramelo Pequeno de Albuquerque do Carmo
IBMR - Laureate - Centro Universitário do Instituto Brasileiro de Medicina -Rio de Janeiro, RJ

A63 - ENTRE RUPTURAS E FRAGMENTAÇÕES: AS TRAJETÓRIAS LABORAIS DE PESSOAS EM


SITUAÇÃO DE RUA
Lucas Schweitzer, Suzana da Rosa Tolfo
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC

A75 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA NA SAÚDE MENTAL: PROJETO PILOTO EM UM


AMBULATÓRIO AD
Thales Jean Prudencio Ramos, Edgar Pereira Junior
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP

TL2 – Sessão 02 de Apresentação de temas livres - sala 210

A15 - INFLUÊNCIA FAMILIAR NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL DOS FILHOS PELA


FORMAÇÃO TÉCNICA PROFISSIONAL
Hellen Cristine Geremia, Iúri Novaes Luna, Lucídio Bianchetti
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC

A62 - DEMANDAS NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES: UMA REVISÃO


BIBLIOMÉTRICA DA PRODUÇÃO BRASILEIRA
Emily Rebecca Santos da Silva, Ligia Abreu Gomes Cruz - UNB - Universidade de Brasília – Brasília, DF
Beatriz de Paula Ferreira Cavalcante - IESB - Centro Universitário Instituto de Educação Superior de Brasília
– Brasília, DF

A77 - EXISTE RELAÇÃO ENTRE COMPETÊNCIAS DE CARREIRA E SOCIOEMOCIONAIS?


Aliene Lago, Ana Cristina Braz, Mara de Souza Leal, Lucy Leal Melo-Silva
FFCLRP-USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, SP
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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira
A78 - PROJETO UNIVERSIDADE INFORMA E ORIENTA: MEDIANDO E FACILITANDO O PROCESSO DE
ESCOLHA PROFISSIONAL
Gisely Farias
UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí – Itajaí, SC

A83 - AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS EM UM GRUPO DE ALUNOS DE UMA ESCOLA


TÉCNICA FEDERAL
Delba Teixeira Rodrigues Barros, Larissa Assunção Rodrigues, Diogo Ferreira do Nascimento
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG

A86 - PROJETO DE INTERVENÇÃO EM SITUAÇÃO DE ESCOLHA PROFISSIONAL


Janaina Artioli, Tais Fernandes, Silvana Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP

TL3 – Sessão 03 de Apresentação de temas livres - sala 211

A27 - O IMPACTO DAS MUDANÇAS DE ESCALA NA ROTINA DE VIDA E NO RENDIMENTO


PROFISSIONAL: RELATO DE COLABORADORES DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Danielli Verdan Arreco - UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo -Serra, ES
Fábio Nogueira Pereira- FAESA - Centro Universitário – Vitoria, ES
Agda Crossi Calegário Anacleto da Silva - UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo -Serra, ES

A54 - RESILIÊNCIA E HISTÓRIA DE VIDA: O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA DE


EXECUTIVOS
Thais Cristine Farsen - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – São Miguel do Oeste, SC
Narbal Silva - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC

A59 - TIPOS PSICOLÓGICOS E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO COMPORTAMENTAL DOS LÍDERES


DO SÍTIO BARREIRAS EM PONTO NOVO, BAHIA
Olivia Guerreiro - UFC - Universidade Federal do Ceará – Fortaleza, CE
Cristiane Martinazzo - FMABC - Faculdade de Medicina do ABC - Santo André, SP
Rafaela Magalhaes - UECE - Universidade Estadual do Ceará - Fortaleza, CE

A64 - TURNOVER NAS ORGANIZAÇÕES E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA CARREIRA E NO


CRESCIMENTO PROFISSIONAL: A QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO E SUA ASSOCIAÇÃO COM A
ROTATIVIDADE DE PESSOAL
Leonardo de Barros Mose, Pedro Paulo Pires dos Santos, Júlia Mulinari Peixoto, Natacha de Barros Candido
UFF - Universidade Federal Fluminense – Rio das Ostras, RJ

A65 - UMA ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO POR MODELAGEM DE REGRESSÃO


LINEAR HIERÁRQUICA EM BLOCOS: FATORES PREDITORES E SUAS INTERAÇÕES COM O
MERCADO DE TRABALHO
Leonardo de Barros Mose, Pedro Paulo Pires dos Santos, Júlia Mulinari Peixoto, Natacha de Barros Candido
UFF - Universidade Federal Fluminense – Rio das Ostras, RJ

TL4 – Sessão 04 de Apresentação de temas livres - sala 213

A09 - PREPARAÇÃO PARA O PÓS-CARREIRA EM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA DO NORDESTE


BRASILEIRO
Ana Paula de Araújo Ferreira, Cynara Carvalho de Abreu
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal, RN

A18 - OS SIGNIFICADOS DA APOSENTADORIA A PARTIR DE METÁFORAS EXPRESSADAS POR


CASAIS APOSENTADOS
Marcos Henrique Antunes - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Dulce Helena Penna Soares – Instituto do Ser – Florianópolis, SC
Carmen Leontina Ojeda Ocampo Mor - UFSC-Universidade Federal de Santa Catarina– Florianópolis, SC
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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira
A47 - APOSENTADORIA E SAÚDE MENTAL: REFLEXÕES SOBRE A CARREIRA POLICIAL MILITAR E
APOSENTADORIA
Lucelia Jacques de Moraes, Jucimara Zacarias Martins Silveira
UNIGRAN Capital – Campo Grande, MS

A48 - AVALIAÇÃO DO BEM-ESTAR SUBJETIVO DOS APOSENTADOS NA CARREIRA POLICIAL


MILITAR - MS
Lucelia Jacques de Moraes, Jucimara Zacarias Martins Silveira
UNIGRAN Capital – Campo Grande, MS

A49 - TRABALHO NA APOSENTADORIA: UM ESTUDO COM SERVIDORES DE UMA UNIVERSIDADE


FEDERAL
Samantha de Toledo Martins Boehs - UFPR - Universidade Federal do Paraná – Curitiba, PR
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
Jeovani Schmitt - IFSC - Instituto Federal Catarinense – Blumenau, SC

A55 - COTIDIANO E APOSENTADORIA: VIVÊNCIAS DE APOSENTADOS NOS ESPAÇOS URBANOS DA


CIDADE DE FLORIANÓPOLIS
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – São Miguel do Oeste, SC
Dulce Helena Penna Soares - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC

TL5 – Sessão 05 de Apresentação de temas livres - sala 214

A26 - WORKSHOP VIVENCIAL PARA VESTIBULANDOS: COMO CONTROLAR A ANSIEDADE NO


PERÍODO DO VESTIBULAR?
Ana Carolina Oliveira de Araujo
Salvador, BA

A31 - MATURIDADE PROFISSIONAL E ORDEM DE NASCIMENTO EM ADOLESCENTES EM DOIS


PERÍODOS DE ORIENTAÇÃO DE CARREIRA
Dayane Barbosa, Lucy Leal Melo-Silva
FFCLRP-USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, SP

A40 - MATURIDADE E ENGAJAMENTO NO USO DE UMA MULTIPLATAFORMA DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL
Érica da Costa Garcia Canal, Gilber Rebelo da Silva Machado, Rafael Tuguiu Almenara Andaku
Kuau - Kuau - Multiplataforma de Orientação Profissional – Vitória, ES

A41 - KUAU: A TECNOLOGIA A SERVIÇO DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Érica da Costa Garcia Canal, Gilber Rebelo da Silva Machado, Rafael Tuguiu Almenara Andaku
Kuau - Kuau - Multiplataforma de Orientação Profissional – Vitória, ES

A43 - PROJETO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL "EU NO MUNDO": #PROFISSÃO #ESCOLHA


#FUTURO
Juliana Kunz Silveira, Camila Caroline Moreira Ferreira, Guilherme Caetano Braga, Maraike Klimmek
Marschall, Caroline Antunes Gomes, Thamires Gonçalves, Rafaela da Costa Böge, Gabriela Souza Rocker
da Silva, Alessandra Giovana Rocha, Camila Lawrence Campos, Ana Paula Mendes da Fonseca
FGG - Faculdade Guilherme Guimbala – Joinville, SC

A44 - QUESTÕES TRANSFERENCIAIS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Patricia Amaral Motta
Instituto do Ser - Florianópolis, SC

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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira

Sessões de apresentação de trabalhos “Como eu faço”


CF1 – Sessão 1 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 209

Cf09 - PROJETO DE REORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DA UNIVERSIDADE DE FORTALEZA:


POSSIBILIDADES DE (RE)ELABORAÇÃO DA ESCOLHA PROFISSIONAL
Roberta Maria Fernandes Cavalcante, Letícia Leite Bessa, Ana Carolina Pacheco Bittencourt Fontes, Jihane
de Lima Diogo Fonseca, Cristina de Santiago Viana Falcão, Ygor Raphael Gomes Eloy, Maria Helena
Bezerra Câmara Campos, Ada Natália Firmino Gonzaga, Thaisa Cordeiro Gondim Benevides, Ana Priscilla
Martins Rocha
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE

Cf20 - ORIENTAÇÃO DE CARREIRA INDIVIDUAL EM IES- ESTRATÉGIA DE TRABALHO E AVALIAÇÃO


Michele dos Santos Gouveia, Omar Calazans Nogueira Pereira
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing – São Paulo, SP

Cf21 - MOTIVOS DE PROCURA DE UM SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO ENSINO


SUPERIOR
Omar Calazans Nogueira Pereira, Michele dos Santos Gouveia
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing - São Paulo, SP

Cf22 - INTERVENÇÕES DE ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR


Omar Calazans Nogueira Pereira, Michele dos Santos Gouveia
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing - São Paulo, SP

Cf42 - PROGRAMA DE ESTÁGIO: VIVÊNCIA PRÁTICA E OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO SOBRE


CARREIRA
Tatiane Cristine Froelich
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

Cf60 - ORIENTAÇÃO DE CARREIRA: UMA EXPERIÊNCIA COM ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR


NA ELABORAÇÃO DE CURRÍCULO PROFISSIONAL
Maria Martins, Adriane Pelissoni, Marilda Dantas
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, SP
CF2 – Sessão 02 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 215

Cf11 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DEFICIÊNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA


Morgana Orso dos Santos, Michele Gaboardi Lucas
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC

Cf30 - ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA EM PROGRAMAS DE ORIENTAÇÃO PARA A APOSENTADORIA


Dulce Helena Penna Soares - Instituto do Ser – Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC /
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – São Miguel do Oeste, SC

Cf40 - DESCOBRINDO NOVOS CAMINHOS: A REINSERÇÃO DO EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL


NO MERCADO DE TRABALHO
Ana Augusta de Souza Moreira, Ionara Dantas Estevam, Alda Karoline Lima da Silva
UnP - Universidade Potiguar – Natal, RN

Cf57 - CONSTRUÇÃO DE CARREIRA DE UM JOVEM COM SÍNDROME DE ASPERGER:


CONTRIBUIÇÕES DE UMA INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Débora Ananias Guimarães, Camélia Santina Murgo
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista - Presidente Prudente, SP

Cf65 - PROGRAMA PONTE: DESAFIOS DE UM PROJETO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA


JOVENS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL.
Marina Petrilli Segnini dos Santos, Sylvia Viegas, Izabela Queiroz, Luiz Antonio Cabrini
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP / Babel - Somando Diferenças
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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira
Cf74 - A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PARA A APOSENTADORIA: AS DESACOMODAÇÕES DOS
APOSENTADOS
Ruthe Pastório de Moura
FACCAT - Faculdade Integrada de Taquara, RS

CF3 – Sessão 03 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 216

Cf06 - A EXPERIÊNCIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM UM PRÉ-VESTIBULAR SOCIAL NO RIO


DE JANEIRO
Theresa Cristina Mathias Pinto
LAUREATE - IBMR - Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – Rio de Janeiro, RJ

Cf07 - PROJETO DE VIDA E ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UMA ABORDAGEM JUNTO A


ESTUDANTES DE NONO ANO DE ESCOLA PÚBLICA
Marilu Diez Lisboa, Maribel Rosa Balardin Lemos
INSTSER - INSTITUTO DO SER - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC

Cf18 - ORIENTAÇÃO PARA A VIDA E PARA O TRABALHO: UMA EXPERIÊNCIA COM JOVENS EM
SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE
Sonia da Cunha Urt
UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande, MS

Cf24 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL GRATUITA PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO PÚBLICO: UMA
INTERVENÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA
Juliana Curzi Bastos
UNIVERSO - Universidade Salgado de Oliveira - Juiz de Fora, MG

Cf31 - A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO COMPROMISSO SOCIAL: RELATO DE UM PROJETO


DE EXTENSÃO
Michela da Rocha Iop, Andrieli Eliza da Silva, Débora Regina Nau, Larissa Alice Tiedemann, Indianara
Aparecida da Silva
UNIDAVI - Centro Univers. para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, Rio do Sul, SC

Cf48 - "EU, NAVEGADOR DE MIM": TÉCNICA DE INTERVENÇÃO PARA PROJETO PROFISSIONAL E


DE VIDA
Juliana Kunz Silveira, Laís Isabel Rosa, Victoria Sciascia Cetraro
FGG - Faculdade Guilherme Guimbala – Joinville, SC

CF4 – Sessão 04 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 217

Cf12
GESTÃO DE CARREIRA: UMA DISCIPLINA NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
Michele Gaboardi Lucas, Carla Fabiana Cazella
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC

Cf45 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E PLANEJAMENTO DE CARREIRA PARA ESTUDANTES


UNIVERSITÁRIOS DE CURSOS DA SAÚDE - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Letícia Leite Bessa, Roberta Maria Fernandes Cavalcante, Daniela Dias Furlani Sampaio, Ana Carolina
Pacheco Bittencourt Fontes, Isabelle Cacau de Alencar, Jihane de Lima Diogo Fonseca, Cristina de Santiago
Viana Falcão
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE

Cf52 - INFINITO DE CARREIRA - UM MÉTODO DE CONDUÇÃO DE PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO E


TRANSIÇÃO EM CARREIRA
Tiago Vinicius Febel Sergio
PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

Cf55 - METODOLOGIA E FERRAMENTAS DO COACHING VOLTADAS AO DESENVOLVIMENTO DE


CARREIRA
Leticia Benvenuti Castelo
L. Castelo Desenvolvimento Profissional – São Paulo, SP
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Programação - 20 de setembro de 2017 | quarta-feira
Cf77 - COACHING DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL - CASO LUCAS
Aline Saramago
Rio de Janeiro, RJ

Cf78 - COACHING DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL - CASO RAFAEL


Aline Saramago
Rio de Janeiro, RJ

CF5 – Sessão 05 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 218

Cf28 - ORIENTE-SE: PROGRAMA DE PREPARAÇÃO PARA A TRANSIÇÃO UNIVERSIDADE-


TRABALHO
Eduarda Sidney Rodrigues da Cunha, Marina Cardoso de Oliveira
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG

Cf29 - ORIENTE-SE: OFICINAS DE ADAPTAÇÃO À VIDA ACADÊMICA


Marina Cardoso de Oliveira, Marcela de Moura Franco Barbosa
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG

Cf46 - PLANEJAMENTO DE CARREIRA E INSERÇÃO PROFISSIONAL NO ENSINO SUPERIOR:


ESTRATÉGIAS PARA DESENVOLVER O EMPREENDEDORISMO ACADÊMICO
Letícia Leite Bessa - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Jihane de Lima Diogo Fonseca - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Ana Carolina Pacheco Bittencourt Fontes - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Cristina de Santiago Viana Falcão - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Diane Nocrato Esmeraldo Rebouças - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Francisca Magnólia Diógenes Holanda Bezerra - UECE - Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza, CE

Cf47 - PROCESSO DE RE-ESCOLHA PROFISSIONAL: CAMINHOS POSSÍVEIS PARA ESTUDANTES


UNIVERSITÁRIOS
Maria Elisa Almeida Bacal
PUC-RIO - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, RJ

Cf53 - RE-ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ESTUDANTES DE ENGENHARIA: A EXPERIÊNCIA


RECENTE DO CENTRO DE TECNOLOGIA DA UFC
Yangla Kelly Oliveira Rodrigues, Saiane Silva Lins
UFC - Universidade Federal do Ceará – Fortaleza, CE

Cf58 - ORIENTAÇÃO DE CARREIRA AO UNIVERSITÁRIO-ADULTO-TRABALHADOR: A EXPERIÊNCIA


DO CENTRO UNIVERSITÁRIO FADERGS
Lílian Weber
Fadergs - Centro Universitário Fadergs – Porto Alegre, RS

15:30 - 16:00 | Intervalo


16:00 – 18:00 | Mesa Redonda Convidada
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA NO SÉCULO XXI: AS POSSIBILIDADES DAS
COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
Ricardo Primi (SP)
Diana Vieira (Portugal)
Filip De Fruyt (Bélgica)
Intermediação: Rodolfo Ambiel (SP)

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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira

07:00 | Credenciamento

08:00 - 10:00
Mesas redondas
Sessões de Apresentação de Temas Livres
Sessões de Apresentação de Trabalhos “Como Eu Faço”
Mesas Redondas
Mr6 – sala 201
BEM-ESTAR NA APOSENTADORIA: DESAFIOS E PRÁTICAS
Coordenadora: Samantha de Toledo Martins Boehs
UFPR - Universidade Federal do Paraná – Curitiba, PR

RELAÇÕES ENTRE VOLUNTARIEDADE / INVOLUNTARIEDADE DA DECISÃO DE APOSENTADORIA E


SATISFAÇÃO DE VIDA DOS APOSENTADOS
Samantha de Toledo Martins Boehs
UFPR - Universidade Federal do Paraná – Curitiba, PR

POSSIBILIDADES DE PRÁTICAS DE ORIENTAÇÃO PARA A APOSENTADORIA NAS ORGANIZAÇÕES


PÚBLICAS E PRIVADAS
Aline Bogoni Costa
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC

ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA PARA APOSENTADORIA EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS: DESAFIOS DE


UMA PRÁTICA
Dulce Helena Penna Soares
Instituto do Ser - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC

PROGRAMAS DE PREPARAÇÃO PARA A APOSENTADORIA: DIFERENTES PERSPECTIVAS SOBRE


QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR
Iuri Novaes Luna
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC

MR7 – sala 202


JUVENTUDES, PROFISSIONALIZAÇÃO E CARREIRA: DIALOGANDO SOBRE FORMAÇÃO E
TRAJETÓRIA NO ATUAL CENÁRIO LABORAL
Coordenadora: Marilu Diez Lisboa
INSTITUTO DO SER - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC

TRABALHADORES ESTUDANTES E CONSTRUÇÃO DE CARREIRA: ADVERSIDADES E


POSSIBILIDADES
Marilu Diez Lisboa
INSTITUTO DO SER - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC

EDUCAR PARA EMPREENDER E CONSTRUÇÃO DA CARREIRA NA PSICOLOGIA: DESENVOLVENDO


COMPETÊNCIAS E DESENHANDO TRAJETÓRIAS
Fernanda Aguillera
Faculdade Pio Décimo -Aracaju, SE

JUVEMP: A SUSTENTABILIDADE DE UMA POLÍTICA PÚBLICA VOLTADA AO EMPREENDEDORISMO


PARA AS JUVENTUDES NO ESTADO DO CEARÁ
Suzana de Sousa Cavalcante Barreira
IDT - Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, Fortaleza, CE
CONTRIBUIÇÕES DE UMA CLÍNICA ESCOLA DE PSICOLOGIA NO CONTEXTO DA ESCOLHA
PROFISSIONAL
Michele Gaboardi Lucas
Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira

MR8 – sala 203


RESULTADOS DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E A ARTICULAÇÃO EM NARRATIVAS DE CARREIRA
Coordenadora: Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP

O USO CRIATIVO/ALTERNATIVO DOS RESULTADOS DE AVALIAÇÃO EM PROCESSOS DE


ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Thaline da Cunha Moreira, Rodolfo Augusto Matteo Ambiel, Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

AVALIAÇÃO EM PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULAÇÃO DINÂMICA DAS


INFORMAÇÕES
Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP

A EMEP E A AIP COMO INSTRUMENTOS FACILITADORES DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL
Mariana Araújo Noce
UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto, SP

MR9 – sala 212


FRONTEIRAS DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA CLÍNICA
Coordenadora: Maria Emilia Bonora Lima
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA UNIVERSITÁRIOS NO CENÁRIO HIPERMODERNO


Yara Malki, Marcos Lanner de Moura, Maria Celeste Almeida
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA CLÍNICA: FOCO, ENQUADRE E MANEJO CLÍNICO À


LUZ DA PSICOTERAPIA BREVE
Marcos Lanner de Moura, Yara Malki, Maria Celeste Almeida
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

ILUSTRAÇÃO DA DIALÉTICA E DO MANEJO CLÍNICO NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: ALCANCES


E LIMITES
Maria Celeste Almeida, Yara Malki, Marcos Lanner de Moura
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

MR10 – sala 214


“ESCOLHA DE CARREIRA”: INOVAÇÃO PARA ESCOLHA PROFISSIONAL DE ADOLESCENTES
Coordenador: Ricardo Rüppell Paraná Júnior
Bearings Vocacional - Curitiba, PR

STARTUPS E SUAS CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL


Ricardo Rüppell Paraná Júnior
Bearings Vocacional - Curitiba, PR

ESCALABILIDADE E AUTOMAÇÃO NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Rodrigo Wazlawig
Bearings Vocacional - Curitiba, PR

“ESCOLHA DE CARREIRA”: RECURSO TECNOLÓGICO COMPLEMENTAR NA ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL
Rafaela de Faria, Barbara Prado Zerbatto
ICOP - Instituto de Coaching e Orientação Profissional – Curitiba, PR

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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
MR11 – sala 219
USO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E DE TÉCNICAS EM INTERVENÇÕES DE
CARREIRA
Coordenadora: Maiana Farias Oliveira Nunes
UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: A IMPORTÂNCIA DOS


MODELOS TEÓRICOS DE INTERVENÇÃO
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

USO DE TESTES PSICOLÓGICOS EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E


DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA
Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

O USO DE TÉCNICAS EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL/VOCACIONAL E DE


ACONSELHAMENTO DE CARREIRA
Manoela Ziebell de Oliveira
PUCRS -Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

Sessões de apresentação de temas livres


TL6 – Sessão 06 de Apresentação de temas livres - sala 204

A05 - TRAJETÓRIAS E PROJETO DE VIDA DE TRABALHO: ESTUDO COM EGRESSOS DO ENSINO


SUPERIOR PÚBLICO
Andrea Knabem - UFPR - Universidade Federal do Paraná – Matinhos, PR
Marcelo Afonso Ribeiro – USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Maria Eduarda Duarte – Universidade de Lisboa - Portugal

A12 - Intervenção de carreira em grupo na transição universidade-trabalho


Luciane Linden Gottschalk, Ilana Andretta
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - São Leopoldo, RS

A45 - A PREPARAÇÃO DE JOVENS UNIVERSITÁRIOS PARA A INSERÇÃO NO MERCADO DE


TRABALHO
Andreza Almeida Alves e Oliveira, Tereza Glaucia Rocha Matos
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE

A60 - DESAFIOS NA TRANSIÇÃO UNIVERSIDADE-TRABALHO E POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DA


ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR
Karla Waléria Goes Martins, Maria Nívia Natália Sousa, Fernanda Aguillera
Estácio FASE - Faculdade Estácio de Sergipe – Aracaju, SE

A67 - PLANEJANDO O PÓS-FORMATURA: ORIENTAÇÃO DE CARREIRA COM UNIVERSITÁRIOS


CONCLUINTES DE UM CURSO DE PSICOLOGIA
Marcela Bibiana Ferreira, Vilmar Pereira de Oliveira, Sérgio Dias Cirino
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG

A68 - GESTÃO DA INCERTEZA E ADAPTABILIDADE PROFISSIONAL: OS DESAFIOS DA TRANSIÇÃO


PARA O MUNDO DO TRABALHO NA ADULTEZ EMERGENTE
Jose Oliveira, Lucy Melo Silva
USP – Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP

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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
TL7 – Sessão 07 de Apresentação de temas livres - sala 209

A74 - SAIR DE CASA PARA ESTUDAR: DESAFIOS DE ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO


PROFISSIONALIZANTE
Raquel Flores de Lima - UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, RS
Adriana Malheiros Sacramento - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Ana Cristina Garcia Dias - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

A79 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL - ESTUDO DE CASOS COM ADOLESCENTES ABRIGADAS


Elaine Toledo Risso, Ana Luzinete Santos, Erica Fernandes da Silva Ramos
UNISA - Universidade Santo Amaro – São Paulo, SP

A80 - A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL REVELADA ATRAVÉS DO PROJETO DE


EXTENSÃO 'JOVEM DO FUTURO: COM INSERÇÃO AO MUNDO PROFISSIONAL'
Giovana Colombo Baroni, Kathleen Adriane Forlin, Zolnei Vargas Ernesta de Córdova, Rosimeri Vieira da
Cruz de Souza, Bruno Dandolini Colombo
UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense - Criciúma, SC

A81 - CURSOS ESCOLHIDOS POR ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE RIO GRANDE – RS
Carolina da Silva Santos, Ana Carolina de Souza Fonseca, Graziela Silva Rodrigues, Leonardo das Neves
Leal, Fabíola Machado Guedes, Marilene Zimmer
FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS

A82 - ESCUTANDO OS APRENDIZES: ADOLESCÊNCIA E AS TRAVESSIAS NECESSÁRIAS NAS


INTERFACES DA FAMÍLIA, ESCOLA, CURSOS E EMPRESA.
Elianes Klein
CEMADE-Centro De Aprendizagem Profissional para Adolescentes – Curitiba, PR
CAEE -EPHETA - Centro De Atendimento Especializado Epehta – Curitiba, PR

A84 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UMA PERCEPÇÃO DE ADOLESCENTES SOBRE A


IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESCOLHA PROFISSIONAL
Mauro Sergio Felix Junior, Carolina Bergone Pinto Lourenço, Alexandre Ribeiro da Silva, Natália do Espírito
Santos Netto, Thiali Curzio Chaves Albanese
Centro Universitário Celso Lisboa - Rio de Janeiro, RJ

TL8 – Sessão 08 de Apresentação de temas livres - sala 210

A13 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA PRODUÇÃO E NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA


PSICOLOGIA: PRESENÇAS E AUSÊNCIAS REVELADORAS
Sonia da Cunha Urt
UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campo Grande, MS

A28 - EFEITOS DE UMA INTERVENÇÃO ONLINE COM ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: UM ESTUDO


PILOTO
Gustavo Henrique Martins, Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

A34 - ASPECTOS CONSIDERADOS NA ESCOLHA DE CURSO / PROFISSÃO E REORIENTAÇÃO DA


CARREIRA PROFISSIONAL POR ESTUDANTES DE PSICOLOGIA
Fabíola Machado Guedes, Marilene Zimmer, Carolina da Silva Santos
FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS

A56 - ORIENTAÇÃO DE CARREIRA PARA ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: ANÁLISE DA DEMANDA


Edgar Pereira Junior, Caroline Calderane, Henrique Leite de Oliveira
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP

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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
A57 - RELAÇÕES ENTRE INTERESSES POR ÁREAS DA PSICOLOGIA E PERSONALIDADE: UM
ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS PORTUGUESES
Jucimara Zacarias Silveira, Ana Carolina Zuanazzi Fernandes, Airton Antônio Cicchetto, Gustavo Henrique
Martins, Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

A85 - CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLHA PROFISSIONAL EM UNIVERSITÁRIOS DE PSICOLOGIA EM


INSTITUIÇÃO PÚBLICA
Felipe Miranda Barbosa - UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste – Irati, PR
Ana Lucia Ivatiuk - FAE Centro Universitário – Curitiba, PR
Suellen Althaus Carlos - UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste – Irati, PR

TL9 – Sessão 09 de Apresentação de temas livres - sala 211

A04 - ESCALA DE CONGRUÊNCIA ENTRE PAIS E FILHOS SOBRE ESCOLHA PROFISSIONAL:


ADAPTAÇÃO E PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS
Edson Cardoso Pereira, Rodolfo Augusto Matteo Ambiel, Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

A17 - O (NÃO) USO DA EAE-EP: RELATO DE ABANDONO DE TESTAGEM


Juliana Oliveira Gomes-Valério
Estácio JF - Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora, MG

A39 - PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DO AIP – AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS


EM UMA AMOSTRA DE MINAS GERAIS
Pedro Arthur Roldi-Fernandes, Elizabeth do Nascimento, Daniel Affonso Vasconcelos
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte, MG

A58 - EVIDÊNCIAS DE VALIDADE PRELIMINARES DA HOPE-CENTERED CAREER INVENTORY (HCCI)


EM UNIVERSITÁRIOS E TRABALHADORES
Cássia Ferrazza Alves - FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha – Caxias do Sul, RS
Marco Antônio Pereira Teixeira - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

A72 - A AVALIAÇÃO DE INTERESSES PROFISSIONAIS (AIP) NO PROCESSO DE ESCOLHA


PROFISSIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Jéssica Oliveira Andrade, Jenilson Fonseca Carvalho, Maria Regiane Evangelista da Silva, Leonardo Silva
Carvalho Souza, David Silva Santana, Leone Silva da Paixão, Claudson Cerqueira Santana
FAT - Faculdade Anísio Teixeira – Feira de Santana, BA

TL10 – Sessão 10 de Apresentação de temas livres - sala 213

A03 - PERCEPÇÃO DO FUNCIONAMENTO FAMILIAR, DIFERENCIAÇÃO DO SELF E


ADAPTABILIDADE DE CARREIRA DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Milena Fiorini, Marúcia Patta Bardagi, Klara Zoz de Souza
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina- Florianópolis, SC

A10 - UM ESTUDO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO TALENTO FEMININO NA TRANSIÇÃO ESCOLA-


TRABALHO
Renata Muniz Prado, Denise Souza Fleith
UnB - Universidade de Brasilia, DF

A11 - O ENSINO, A PESQUISA E A EXTENSÃO DURANTE A FORMAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS


Ana Carolina Pereira da Cruz, Michelle Regina da Natividade
UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça, SC

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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
A20 - UMA PONTE PARA A CARREIRA INTERNACIONAL? – RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E
ESTÁGIO NO EXTERIOR
Fábio Nogueira Pereira- FAESA - FAESA Centro Universitário – Vitória, ES
Agnaldo Garcia- UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES

A33 - A ESCOLHA DA CARREIRA NA ADAPTAÇÃO ACADÊMICA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO


EM GRUPO
Daiane Bocard do Couto, Carla Cristine Vicente
UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Seropédica, RJ

A38 - FATORES DE PROTEÇÃO EM ESTUDANTES BOLSISTAS DO PROGRAMA UNIVERSIDADE


PARA TODOS
César Leonardo Karnal, Janine Kieling Monteiro, Anelise Schaurich dos Santos, Grace Oliveira dos
Santos
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - São Leopoldo, RS

Sessões de apresentação de trabalhos “Como eu faço”


CF6 – Sessão 06 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 215

Cf13 - A FERRAMENTA O*NET ONLINE E SUA UTILIZAÇÃO EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL E DE CARREIRA
Rosângela Escalda - Front Page Ltda. - Belo Horizonte, MG
Cristina Sá Fortes - Front Page Ltda. - Belo Horizonte, MG
Delba Barros - UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG
Pedro Róldi - UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG

Cf16 - UMA EXPERIÊNCIA TELEVISIVA NO PROCESSO DA ESCOLHA PROFISSIONAL


Giselle Welter - GW Vocação & Relações Humanas – São Paulo, SP
Katia Ura- Ritus Orientação Profissional Vivencial – São Paulo, SP

Cf26 - TÔ, PERDIDO! CONSTRUINDO CAMINHOS PARA ESCOLHA PROFISSIONAL


Carmen Lúcia Reis, Monique Arantes Ricardo, Barbara Siqueira Silva, Thais de Sousa Rodrigues, Thaís
Vectore Pavanin
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG

Cf34 - PLATAFORMA DE CONTEÚDO E CONEXÃO PROFISSIONAL - PRINCÍPIOS DE MENTORING


Pedro Echel
CAF - Caindo a Ficha – Porto Alegre, RS

Cf37 - ONDE, COMO E COM QUEM BUSCAR INFORMAÇÕES PROFISSIONAIS?


Gabrielle dos Reis Vieira, Paola Chaves Marmorato, Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP

CF79 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL – MUNDOS POSSÍVEIS EM AMBIENTE VIRTUAL DE


APRENDIZAGEM
Tânia Gomes Bischoff
Ensinare – Formação e Desenvolvimento – Porto Alegre, RS

CF7 – Sessão 07 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 216

Cf25 - VEM PRA UFU: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NUMA
UNIVERSIDADE PÚBLICA
Carmen Lúcia Reis, Ligia Oliveira-Silva
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG

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Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
Cf35 - CONTRIBUIÇÕES DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA CONSTRUÇÃO DE PROJETOS DE
VIDA EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Claudson Cerqueira Santana, David Silva Santana, Jenilson Fonseca Carvalho, Leone Silva da Paixão,
Leonardo Silva Carvalho Souza, Jéssica Oliveira Andrade, Maria Regiane Evangelista da Silva
FAT - Faculdade Anísio Teixeira – Feira de Santana, BA

Cf38 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO CONTRIBUTO PARA A CONSTRUÇÃO DE CARREIRA DE


ADOLESCENTES MOÇAMBICANOS
Maria Luisa Lopes Chicote Agibo - UP - FACEP - Universidade Pedagógica de Moçambique – Maputo,
Moçambique
Lucy Leal Melo-Silva - USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP

Cf39 - O CORPO NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Ana Augusta Souza Moreira, Ionara Dantas Estevam
UnP - Universidade Potiguar – Natal, RN

Cf43 - DE ESTUDANTE PARA ESTUDANTE: INTERVENÇÃO BREVE DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


POR MEIO DE “OITO PASSOS”
Leonardo das Neves Leal, Fabíola Machado Guedes, Carolina da Silva Santos, Graziela Silva Rodrigues,
Ana Carolina de Souza Fonseca, Brenda Rodrigues Ongaratto, Marilene Zimmer
FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS

Cf44 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: A PRÁTICA COM UM GRUPO DE ESTUDANTES DE ESCOLA


PÚBLICA
Silvia Dutra Pinheiro Coiro, Rodrigo Müller Ebling
FACCAT - Faculdades Integradas de Taquara, RS

CF8 – Sessão 08 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 217

Cf01 - SITUAÇÕES DE ADOLESCENTES EM DOIS MOMENTOS DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL
Dayane Barbosa, Ana Maria Cancian, Lucy Leal Melo-Silva
USP – Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP

Cf50 - FACILITANDO ESCOLHAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL EM GRUPO
Tayana Cavalcante Nogueira, Roberta Maria Fernandes Cavalcante, Denise Brito da Rocha
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE

Cf68 - DESBRAVANDO POSSIBILIDADES DE FUTURO: ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NAS ESCOLAS


E SEUS BENEFÍCIOS NA PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES
Ícaro de Jesus, Karla Waléria Goes Martins, Maria Nívia Natália Sousa, Marly Inácio Nascimento, Celi Maria
Santos Souza, Fernanda Aguillera
Estácio FASE - Faculdade Estácio de Sergipe – Aracaju, SE

Cf69 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES DO SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E


FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS
Huaina Ribeiro
SEMCAS - Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social – São Luís, MA

Cf70 - PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM UMA ESCOLA


PARTICULAR DE FLORIANÓPOLIS/SC
Gabriel Lopes Rosa Feigel, Iúri Novaes Luna, Fernanda Zatti
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC

24
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
Cf73 - TÉCNICA DOS “DILEMAS” PARA GRUPOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM
ADOLESCENTES
Priscila Fidelis de Souza Lima - G8 Pré-Vestibular - Belo Horizonte, MG / Centro Universitário UNA - Belo
Horizonte, MG
Luciana Bastos Neiva - G8 Pré-Vestibular - Belo Horizonte, MG
Marena Petra Ferreira Gonçalves - G8 Pré-Vestibular - Belo Horizonte, MG
Mariana Carla Freitas - Centro Universitário UNA - Belo Horizonte, MG

CF9 – Sessão 09 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 218

Cf02 - O PLANEJAMENTO DE CARREIRA NA ÁREA TECNOLÓGICA


Maria Sara de Lima Dias
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Curitiba, PR

Cf33 - O ENSINO DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA FORMAÇÃO DO ESTUDANTE DE


PSICOLOGIA
Alcimeri Kühl Amaral Veiga Prata
Universidade Estácio – Resende, RJ

Cf41 - POR QUE A ADESÃO À FORMAÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DESENVOLVIMENTO


DE CARREIRA É TÃO DIFÍCIL?
Mariita Bertassoni da Silva
Curitiba, PR

Cf59 - FORMAÇÃO DE PSICÓLOGOS EM ORIENTAÇÃO DE CARREIRA: INICIATIVAS DE UMA


UNIVERSIDADE PARTICULAR
Edgar Pereira Junior
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP

Cf64 - GUIA DE TÉCNICAS PARA GESTÃO DO TEMPO DE ESTUDOS E ORIENTAÇÃO À


APRENDIZAGEM
Fabiane Cristina Pereira Marcilio - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Eduarda Marchetti - UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, RS
Alessandra Blando - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

Cf71 - DESAFIOS DO ESTÁGIO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE


SUPERVISÃO
Katia Nahum Campos
FSMA - Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora – Macaé, RJ
UVA - Universidade Veiga de Almeida – Cabo Frio, RJ

10:00 - 10:30 | Intervalo


10:30 – 11:30 | CONFERÊNCIA
INNOVATIONS IN INTERESTS' RESEARCH: THE BEST HAS YET TO COME!
Filip De Fruyt (Bélgica)
11:30 – 12:30 | Visitação aos Pôsteres - Lançamento de Livros

12:30 - 13:30 | Almoço


13:30 – 15:30 | Mesa Redonda Convidada
OS CAMINHOS DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA NO MUNDO
Paulo Miguel da Silva Cardoso (Portugal)
Hector Vargas (México)
Richard Young (Canadá)
Intermediação: Maria Eduarda Duarte (Portugal)

15:30 - 16:00 | Intervalo

25
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira

16:00 - 18:00
Mesas redondas
Sessões de Apresentação de Temas Livres
Sessões de Apresentação de Trabalhos “Como Eu Faço”
Mesas Redondas
MR12 – sala 201
DESAFIOS EM TRANSIÇÕES DE CARREIRA DE ADULTOS
Coordenador: Alexsandro Luiz de Andrade
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES

DE ESTUDANTE A PROFISSIONAL: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DURANTE A


TRANSIÇÃO UNIVERSIDADE-TRABALHO
Marina Cardoso de Oliveira
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG

MULHERES EM PROFISSÕES PREDOMINANTEMENTE MASCULINAS: METAS DE CARREIRA E


OBSTÁCULOS PARA ASCENSÃO PROFISSIONAL
Ligia Carolina Oliveira-Silva
UFU -Universidade Federal de Uberlândia, MG

MODELOS RELACIONAIS DE APEGO ADULTO E CORRELATOS DE CARREIRA


Alexsandro Luiz de Andrade
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES

ARBITRIUM: DESENVOLVIMENTO DE UMA TAREFA COMPUTACIONAL PARA AVALIAR CONFLITO


TRABALHO-FAMÍLIA
Manoela Ziebell de Oliveira, André Luiz Lenhonardt dos Santos, Gabriela Techio, Henrique Kalife, Paula
Oviedo Ferreira, Rodrigo Soares de Assis
PUC-RS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

MR13 – sala 202


AVALIAÇÃO DE INTERVENÇÕES COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Coordenadora: Cláudia Sampaio Corrêa da Silva
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

AVALIAÇÃO DE UMA INTERVENÇÃO EM ACONSELHAMENTO DE CARREIRA FUNDAMENTADA NO


PARADIGMA LIFE-DESIGN COM UNIVERSITÁRIOS
Cláudia Sampaio Corrêa da Silva
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

AVALIAÇÃO DE INTERVENÇÃO VOLTADA À AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM COM


ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: INTEGRANDO APRENDIZAGEM E CARREIRA
Ana Paula Couto Zoltowski
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
IBGEN - Instituto Brasileiro de Gestão de Negócios

RESULTADOS PRELIMINARES DE UMA INTERVENÇÃO DE PLANEJAMENTO DE CARREIRA EM


ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Cássia Alves Ferrazza
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha – Caxias do Sul, RS

26
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira

MR14 – sala 203


DIÁLOGO ENTRE PESQUISADORES E PROFISSIONAIS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE
CARREIRA: POR QUE POUCO ACONTECE?
Coordenador: Marcelo Afonso Ribeiro
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

SOBRE A PRÁTICA E AS TEORIAS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA


Aparecida Martins
Sedes - Instituto Sedes Sapientiae - São Paulo, SP

ACADEMIA E PROFISSÃO – MUNDOS À PARTE (QUASE) DESCONECTADOS


Marcelo Afonso Ribeiro
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

INTERVENÇÕES E ATENDIMENTOS PODEM SE TORNAR PESQUISAS?


Maria da Conceição Coropos Uvaldo
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP

MR15 – sala 204


(RE) VISITANDO OS ESPAÇOS DE ATUAÇÃO DO ORIENTADOR PROFISSIONAL: EXPERIÊNCIAS DE
INTERVENÇÕES COM ADOLESCENTES E JOVENS EM CONTEXTOS DIVERSIFICADOS
Coordenadora: Camélia Santina Murgo
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista -Presidente Prudente, SP

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES EM CUMPRIMENTO DE MEDIDAS


SOCIOEDUCATIVAS: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA POSITIVA
Camélia Santina Murgo, Barbara Cristina Soares Sena
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista -Presidente Prudente, SP

PROJETOS PROFISSIONAIS DE ADOLESCENTES: INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM ASSISTÊNCIA SOCIAL
Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

PROJETO DE VIDA E DE CARREIRA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PARA JOVENS COM


DEFICIÊNCIA INTELECTUAL EM UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
Rodrigo Engel
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista – Presidente Prudente, SP

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM JOVENS E ADOLESCENTES DE UMA INSTITUIÇÃO DE


FORMAÇÃO DE APRENDIZES: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL
Vinicius dos Santos Oliveira
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista – Presidente Prudente, SP
MR16 – sala 212
A IMPORTÂNCIA DOS PAPÉIS E DA AUTORREFLEXÃO NAS CARREIRAS DE PROFISSIONAIS
CONTEMPORÂNEOS
Coordenadora: Emilia dos Santos Magnam
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

O MODELO DE CARREIRA CALEIDOSCÓPICA: ANALISANDO A INFLUÊNCIA DOS PAPEIS NA


TOMADA DE DECISÕES PROFISSIONAIS
Patrícia Bock Bandeira, Marcelo Nora, Manoela Ziebell de Oliveira
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

CONFLITO FAMÍLIA E TRABALHO EM EXECUTIVOS


Gabriela Techio
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

27
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
A REFLEXÃO SOBRE SI COMO PREDITOR DE EMPREGABILIDADE
Daniela Boucinha
PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

Sessões de apresentação de temas livres


TL11 – Sessão 11 de Apresentação de temas livres - sala 210

A16 - ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM JOVEM APRENDIZ: RELATO DE


EXPERIÊNCIA
Juliana Oliveira Gomes-Valério
Estácio JF - Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora, MG

A29 - A EXPERIÊNCIA DE TRABALHO DE JOVENS APRENDIZES, UMA ANÁLISE


SOCIOCONSTRUCIONISTA
Camila Costa, Fabiano Fonseca da Silva
UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo, SP

A42 - CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA ESCOLAR CRÍTICA NA AMPLIAÇÃO DA REFLEXÃO DE


ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA
Guilherme Siqueira Arinelli, Vera Lúcia Trevisan de Souza
PUC-Campinas - Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP

A50 - REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO MUNDO DO TRABALHO ENTRE JOVENS ESTUDANTES DO


ENSINO MÉDIO
Simone Regina dos Reis Nunes, Giovana Ilka Jacinto Salvaro
UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense – Criciúma, SC

A51 - A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO PRÁTICA DE PROMOÇÃO DE SAÚDE: RELATO DE UMA


EXPERIÊNCIA COM UM GRUPO DE ADOLESCENTES
Barbara Silva, Miguel Barros, Carmen Reis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG

A71 - ADOLESCÊNCIA E PERIFERIA: O DIFERENCIAL DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Lucas Caversan, Bianca Teles de Lima, Silvana Nunes Garcia Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP

Tl12 – Sessão 12 de Apresentação de temas livres - sala 211

A01 - A ESCOLHA PROFISSIONAL NA ÁREA TECNOLÓGICA: IMPACTOS NA SUBJETIVIDADE E NO


PLANEJAMENTO DE CARREIRA
Maria Sara de Lima Dias
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná

A02 - EVENTOS CASUAIS: IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA DE ESTUDANTES


UNIVERSITÁRIOS
Rafaela Roman de Faria, Elizabeth Nogueira Gomes da Silva Mercuri
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, SP

A06 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES DA REDE PRIVADA CURSANDO ENSINO


MÉDIO E/OU CURSO PRÉ-VESTIBULAR
Angelica Trevisan Licciardi, Marcia Pinheiro
CO - Colégio Objetivo – São Paulo, SP

A19 - MOMENTO DE DECISÃO: UM ESTUDO LONGITUDINAL


Paulo Motta- UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Assis, SP
Viviane Caputo-Uniesp - União Nacional das Instituições de Ensino Superior Privadas - Assis, SP

28
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
A22 - FLEXIBILIZAÇÃO DE AUTO REGRAS A PARTIR DE UM PROGRAMA EM ORIENTAÇÃO
PROFISSIONAL
Nathália Sabaine Cippola Roncato - CBM - Centro Universitário Barão de Mauá - Ribeirão Preto, SP
Camila Domeniconi - UFSCar - Universidade Federal de São Carlos, SP

A24 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM GRUPO DE ADOLESCENTES E O DESENVOLVIMENTO DA


MATURIDADE PARA A ESCOLHA PROFISSIONAL
Thaís Arantes Ribeiro
Poliedro Educação - Campinas, SP

TL13 – Sessão 13 de Apresentação de temas livres - sala 213

A07 - COMPROMETIMENTO COM A CARREIRA E MOTIVOS POTENCIAIS PARA A EVASÃO: UM


ESTUDO COM GRADUANDOS
Fernanda Zatti, Carlos Alexandre Campos, Iúri Novaes Luna
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC

A23 - ANÁLISE DOS MOTIVOS PARA EVASÃO DO ENSINO SUPERIOR ENTRE UNIVERSITÁRIOS
TRABALHADORES E NÃO-TRABALHADORES
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel, Pedro Afonso Cortez, Ana Paula Salvador, Silaneide da Silva Lo Zifirino
USF - Universidade São Francisco - Campinas, SP

A36 - A RE-ESCOLHA PROFISSIONAL: UM ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS EM SUA REOPÇÃO DE


CURSO
Deicy Maria Campos, Jonathan Henrique de Melo Maia, Shyrlleen Christieny Alves
UNILESTE - Centro Universitário do Leste de Minas Gerais - Coronel Fabriciano, MG

A46 - O PAPEL DA ESCOLA E DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESCOLHA PROFISSIONAL


REALIZADA POR JOVENS UNIVERSITÁRIOS
Mauro Sergio Felix Junior - IBMR - Centro Universitário Hermínio da Silveira - Rio de Janeiro, RJ
Marcio Ferreira Bezerra - UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio - Duque de Caxias, RJ

A52 - ENVOLVIMENTO ACADÊMICO E AUTOEFICÁCIA NA TRANSIÇÃO PARA O TRABALHO: ESTUDO


COM UNIVERSITÁRIOS CONCLUINTES
Silvia Cavalcanti Ramos Fleming, Mauro de Oliveira Magalhães
UFBA - Universidade Federal da Bahia – Salvador, BA

A53 - PLANEJANDO A INSERÇÃO PROFISSIONAL: UM ESTUDO COM FORMANDOS


UNIVERSITÁRIOS
Sandy Carla Pilatti - UNOCHAPECÓ - Universidade Comunitária da Região de Chapecó, SC
Marilu Diez Lisboa, Dulce Helena Penna Soares
Instituto do SER - Orientação Profissional e de Carreira, Florianópolis, SC

TL14 – Sessão 14 de Apresentação de temas livres - sala 214

A08 - A VIVÊNCIA DA ESCOLHA PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO EM NATAL/RN


Ana Paula de Araújo Ferreira, Jorge Tarcisio da Rocha Falcão, Flávio Fernandes Fontes
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal, RN

A32 - EXPERIENCIANDO A PRÁTICA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO FINAL DO ENSINO


FUNDAMENTAL
Daiane Bocard do Couto, Carla Cristine Vicente
UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Seropédica, RJ

A61 - PROPOSTA DE INTERVENÇÃO EM SITUAÇÃO DE ESCOLHA PROFISSIONAL


Camila Cristina Pinoti, Dayane Alves da Silva, Silvana Nunes Garcia Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP

29
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
A73 - UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE UMA NOVA PERSPECTIVA DE ORIENTAÇÃO
PROFISSIONAL E CARREIRA
Amanda Lima - FMN - Faculdade Mauricio de Nassau - Campina Grande, PB
Laiza Kelly - FMN - Faculdade Mauricio de Nassau - Campina Grande, PB
Adriano Barros - UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco – Recife, PE

A76 - COMO COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CORRELACIONAM-SE ENTRE SI EM


ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL?
Ana Cristina Braz, Aliene Lago, Mara de Souza Leal, Lucy Leal Melo-Silva
USP – Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP

TL15 – Sessão 15 de Apresentação de temas livres - sala 215

A25 - SURFISTAS PROFISSIONAIS: PERSPECTIVA E ATRIBUTOS DO SELF


Lucy Leal Melo-Silva, Mariana Vannuchi Tomazini
USP - Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto – SP

A35 - A TEORIA LIFE DESIGN NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA


Carlos Renato Salmen, Carlos Roberto dos Santos, Shyrlleen Christieny Assunção Alves
UNILESTE - Centro Universitário do Leste de Minas Gerais - Coronel Fabriciano, MG

A66 - CARREIRA DE PROFISSIONAIS DE TI EM DIFERENTES ORGANIZAÇÕES: INFLUÊNCIA DOS


VALORES ORGANIZACIONAIS NOS CONTRATOS PSICOLÓGICOS
Mariana Michelena Santos, Iúri Novaes Luna
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC

A69 - EXPLORANDO RECONHECIMENTO DE FONTES DE AUTOEFICÁCIA EM RELATOS SOBRE


SITUAÇÃO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
Maria Theotonio - USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Roberta Gurgel Azzi - TSC - Centro de Estudos e Pesquisas - Bragança Paulista, SP

A70 - ESTUDOS SOBRE AUTOEFICÁCIA NAS REVISTAS BRASILEIRAS DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL E REVISTAS PSICOLOGIA ORGANIZAÇÕES E TRABALHO
Maria Theotonio - USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Roberta Gurgel Azzi - TSC - Centro de Estudos e Pesquisas - Bragança Paulista, SP

Sessões de apresentação de trabalhos “Como eu faço”


CF10 – Sessão 10 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 209

Cf05 - “SE ORIENTE RAPAZ” - PRÁTICAS GRUPAIS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DE UM


COLÉGIO PARTICULAR DA CIDADE DE SANTOS
Isabela Sgavioli Massucato, Maria Elvira Falcão Paiva Magalhães, Letícia Araújo Vieira, Bruna Nubile
Maynart Lemos
Colégio Universitas de Santos, SP

Cf10 - EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO: A PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA CLÍNICA


ESCOLA DE PSICOLOGIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO/JF
Elza Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, MG

Cf14 - O INDIVÍDUO E A ESCOLHA PROFISSIONAL: DIÁLOGOS EM UMA CLÍNICA-ESCOLA


Monique Arantes Ricardo,
Carmen Lúcia Reis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG

Cf15 - ESCOLHAS E RE-ESCOLHAS: EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS EM UM GRUPO DE


ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Monique Arantes Ricardo, Carmen Lúcia Reis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
30
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
Cf23 - CLUBE PLANEJAMENTO DE VIDA E CARREIRA: ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO
DO ENSINO MÉDIO INTEGRADO
Hellen Cristine Geremia - SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Florianópolis, SC/ UFSC -
Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Camila Spillere Busarello Nazario - SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Criciúma, SC/
UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense – Criciúma, SC

Cf27
SENAI CONECTE: LOCUS PARA PLANEJAMENTO DE VIDA E CARREIRA DE ESTUDANTES DO
ENSINO MÉDIO INTEGRADO
Camila Spillere Busarello Nazario, Hellen Cristine Geremia
SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Criciúma, SC

CF11 – Sessão 11 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 216

Cf08 - “ME FORMEI, E AGORA?” A EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO E EXECUÇÃO DE UM


WORKSHOP DE CARREIRA PARA PSICÓLOGOS.
Bruna Bortolatto Rizzieri, Juliana Kunz Silveira
FGG - Faculdade Guilherme Guimbala – Joinville, SC

Cf19 - FORMEI, E AGORA? RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE PREPARAÇÃO PARA O TRABALHO


EM PSICOLOGIA
Ligia Oliveira-Silva
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG

Cf61 - DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA: DA TEORIA À PRÁTICA


Ionara Dantas Estevam, Ana Augusta de Souza Moreira, Alda Karoline Lima da Silva
UnP-RN - Universidade Potiguar – Natal, RN

Cf62 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA PARA UNIVERSITÁRIOS: RELATO DE


INTERVENÇÃO EM UNIVERSIDADE DO INTERIOR PAULISTA
Simone Vioto Monteiro, Leticia Maria Baggio
UNIFRAN - Universidade de Franca, SP

Cf63 - APOIO ACADÊMICO UNIVERSITÁRIO: UMA ESTRATÉGIA MEDIANTE DIFICULDADES DO


DISCENTE NO ENSINO SUPERIOR
Simone Vioto Monteiro, Leticia Maria Baggio, Müller Lucas Evaristo
UNIFRAN - Universidade de Franca, SP

Cf72 - PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM JOVENS USUÁRIOS DE DROGAS


Cassia Aparecida Rodrigues
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP

Cf12 – Sessão 12 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 217

Cf03 - PROFISSÃO FUTURO: POSSIBILIDADES DE USO DO RECURSO EM PROCESSOS DE


ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Anna Kelly Fraxe Tizianel Frota, Huaína Guimarães Vieira Ribeiro, Alessandra Kinn Pedó Seregatte
PEC - Profissio - Escolhas e Carreiras – São Luís, MA

Cf04 - “ARGILA - ESPELHO DA AUTO-EXPRESSÃO”: RECURSO NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO


PROFISSIONAL
Maria da Glória Cracco Bozza - ARGILA - Instituto Argila Espelho da Auto-Expressão Ltda-ME- Curitiba, PR
Rafaela Roman de Faria - ICOP - Instituto de Coaching e Orientação Profissional- Curitiba, PR

31
Programação - 21 de setembro de 2017 | quinta-feira
Cf17 - LEGO® SERIOUS PLAY®: UM RECURSO FACILITADOR DA REFLEXÃO SOBRE SI NO
PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Giselle Welter
GW Vocação & Relações Humanas – São Paulo, SP

Cf32 - NARRATIVAS DE CARREIRA: O BBT-BR E O MHC EM UM ESTUDO DE CASO


Taisa Marques, Karine Regina Jurado, Lucy Leal Melo Silva
USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP

Cf36 - CONTRIBUIÇÃO DO BBT-BR NA PERSPECTIVA DOS CLIENTES


Paola Chaves Marmorato, Gabrielle dos Reis Vieira, Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP

Cf51 - SER ORIENTADOR PROFISSIONAL - UMA CONSTRUÇÃO DIÁRIA


Magda Baetta
Rio de Janeiro, RJ

CF13 – Sessão 13 de Apresentação de Trabalhos – Como Eu Faço – sala 218

Cf49 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ABORDAGEM PSICOSSOCIAL JUNTO A ESTUDANTES DE


ESCOLA PÚBLICA EM CAMPOS DOS GOYTACAZES
Yasmin Fadul Ornellas, Thais Martins Real, Júlia Pereira Leal, Diego Henrique Nascimento Santos, Luiz
Gustavo Silva Souza
UFF - Universidade Federal Fluminense – Campos, RJ

Cf54 - ESCOLHA PROFISSIONAL NA ATUALIDADE: IMAGINÁRIO FAMILIAR


Maria Stella Ribeiro de Sampaio Leite
Colmeia instituição a serviço da juventude – São Paulo, SP

Cf66 - FEIRA DE PROFISSÕES COMO ESTRATÉGIA DE INFORMAÇÃO PROFISSIONAL JUNTO A


JOVENS DO MÉDIO SERTÃO SERGIPANO
Karla Waléria Goes Martins, Ícaro de Jesus, Maria Nívia Natália Sousa, Celi Maria Santos Souza, Marly
Inácio Nascimento, Fernanda Aguillera
Estácio FASE - Faculdade Estácio de Sergipe – Aracaju, SE

Cf67 - PORTAS PARA O FUTURO: A PROPOSTA DE UMA FEIRA DE PROFISSÕES COMO AÇÃO
EDUCATIVA TRANSVERSAL
Ícaro de Jesus, Marly Inácio Nascimento, Karla Waléria Goes Martins, Maria Nívia Natália Sousa, Celi Maria
Santos Souza, Fernanda Aguillera
Estácio FASE - Faculdade Estácio de Sergipe – Aracaju, SE

Cf75 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA ESTUDANTES DE ESCOLAS PÚBLICAS: PENSANDO


SOBRE A ESCOLHA DE CAMINHOS A SEGUIR
Rivanna Conceição Santos
SEED-SE - Secretaria de Estado da Educação de Sergipe – Aracaju, SE

Cf76 - INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO PROJETO PESCAR: AVALIAÇÃO DO


PROCESSO E DO IMPACTO
Cintia Benso da Silva - ULBRA - Universidade Luterana do Brasil – Gravataí, RS
Angela Carina Paradiso - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS

18:00 – 20:00 | Assembleia (Exclusiva para associados)

32
Programação - 22 de setembro de 2017 | sexta-feira

08:00 – 10:00 | Mesa Redonda Convidada


MUDANÇAS NO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO: PARA ONDE VAMOS?
Ângela Soligo (SP)
Fabiano Fonseca da Silva (SP)
Maria da Conceição Coropos Uvaldo (SP)
Intermediação: Rafaela Brissac

10:00 - 10:30 | Intervalo

10:30 – 11:30 | Conferência de Encerramento


LA ORIENTACIÓN EDUCATIVA Y PROFESIONAL DESDE LOS PARADIGMAS EMERGENTES:
UN ABORDAJE POSESTRUCTURALISTA
Héctor Magaña Vargas (México)

11:30 - 12:30 | Cerimônia de Encerramento

33
Mesas Redondas
MR1: LIDERANÇA E ATITUDE APLICADAS À PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
Coordenadora: Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A presente mesa-redonda tem como obje vo promover uma discussão a respeito de Liderança e A tude aplicadas à Psicologia Organizacional.
Embora a literatura sobre a área venha avançando, ainda é necessário o desenvolvimento de estudos cien ficos sobre o tema, com o intuito de
melhor qualifica-la. Assim, três par cipantes comporão a mesa, de modo que a primeira abordará a relação entre forças de caráter e liderança.
Mais especialmente, a autora comparou duas escalas de medida, uma para avaliar a capacidade pré-existente para uma forma par cular de
comportamento, pensamento ou sen mento que se apresente de maneira autên ca para o indivíduo (forças de caráter) e a outra, para avaliar a
liderança, que é compreendida como facilitadora da excelência das pessoas, fazendo emergir as potencialidades. A segunda apresentação tem
como tema os líderes industriais. A proposta consis rá em iden ficar as caracterís cas de personalidade de líderes em uma indústria do Rio
Grande do Sul, por meio de uma escala psicométrica de avaliação de traços de personalidade. Por fim, a úl ma apresentação abordará a
construção de um instrumento de avaliação de a tudes no trabalho.

EVIDÊNCIA DE VALIDADE PARA A ESCALA DE FORÇAS DE CARÁTER – RELAÇÃO COM LIDERANÇA


Juliana Taglhare Garcia
Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Forças de caráter são estudadas pela Psicologia Posi va e são definidas como a capacidade pré-existente para uma forma par cular de
comportamento, pensamento ou sen mento que se apresente de maneira autên ca para o indivíduo e lhe permita um funcionamento próximo
de seu ideal. A literatura destaca 24 forças de caráter, que produzem boas consequências e auxiliam as pessoas a lidarem com as adversidades.
Neste estudo o foco foi o contexto organizacional, mais especialmente a liderança, que é compreendida como facilitadora da excelência das
pessoas, fazendo emergir as potencialidades, com uma visão mais humana dos seus liderados. Assim, esta pesquisa teve como obje vo buscar
evidências de validade para uma escala de forças de caráter por meio de uma escala que avalia liderança. Par ciparam 150 líderes, com idades
entre 20 e 63 anos, sendo 54,7% do sexo masculino e 45,3% do sexo feminino. Para tanto, os instrumentos u lizados foram um ques onário
sociodemográfico, a Escala de Forças de Caráter e a Escala de Avaliação do Es lo Gerencial. Os resultados indicaram coeficientes significa vos e
com magnitude mais alta entre as forças Bondade, Cria vidade, Cidadania e Inteligência Social/Emocional correlacionadas com o Es lo de
Liderança voltado ao Relacionamento, que se caracteriza como mais democrá co e par cipa vo. Em relação ao sexo, as mulheres
apresentaram mais Amor ao Aprendizado, Auten cidade, Amor, Bondade, Inteligência Social/Emocional e Gra dão.
jtaglhare@mxb.com.br

GRUPO DE REFERÊNCIA DE LÍDERES INDUSTRIAIS POR MEIO DA BATERIA FATORIAL DE PERSONALIDADE


Cassia Aparecida Rodrigues – USF - Universidade São Francisco - Campinas, SP
Kéterli Backes - IMED - Faculdade Meridional – Porto Alegre, RS
Atualmente no mundo organizacional as lideranças apresentam novas formas de atuação, qualificadas para os cargos de que se apropriam na
empresa e necessitam ser conhecedoras de suas forças e fraquezas. Os líderes industriais têm a responsabilidade de gerir os resultados dos
demais recursos humanos das organizações e as caracterís cas de personalidade são relevantes para o desenvolvimento da liderança. O
obje vo deste estudo foi iden ficar as caracterís cas de personalidade de líderes em uma indústria do Rio Grande do Sul, por meio da Bateria
Fatorial de Personalidade. A metodologia u lizada foi um estudo descri vo e transversal, com uma abordagem qualita va para a análise dos
resultados. Par ciparam 11 líderes, com idade entre 27 e 57 anos, sendo 81,8% dos par cipantes homens. Os instrumentos u lizados foram um
ques onário sociodemográfico e a Bateria Fatorial da Personalidade. Os resultados indicaram mais elevados no fator Realização. Esta
inves gação contribuiu para o delineamento do perfil de liderança da indústria e a relevância do grupo referência para embasar processos
avalia vos, de treinamento e desenvolvimento de futuros profissionais em a vidades de liderança.
cassiapsico@bol.com.br

ATITUDE EM RELAÇÃO AO TRABALHO


Kamila Costan Vilela – Centro Universitário de Itajubá, MG
Claude e Maria Medeiros Vendramini – USF - Universidade São Francisco, Campinas, SP
A a tude pode ser considerada como a categorização de um objeto por meio de uma dimensão avalia va que pode ser baseada a par r de três
componentes, a saber, cogni vo, afe vo e comportamental. Relacionar a tude e trabalho trata-se de uma temá ca que deve ser ampliada na
literatura, é grande o interesse das organizações em entender sobre fenômenos que envolvem a relação do indivíduo e o trabalho. Nesse
sen do, conhecer as a tudes de um sujeito ou de um grupo de sujeitos pode auxiliar na compreensão e, provavelmente, na predição das ações
perante o objeto, neste caso o trabalho. Assim, esta pesquisa tem como obje vo construir e validar a Escala de A tude em relação ao Trabalho
(EAT). Para tanto, a pesquisa será dividida em dois estudos, no primeiro haverá duas etapas, a primeira voltada para a construção dos itens para a
EAT, que ocorrerá a par r do referencial teórico proposto. Na segunda etapa, acontecerá a análise de juízes, sendo três doutores na área de
avaliação psicológica e três profissionais especialistas que estejam atuando na área de recursos humanos no momento da pesquisa. Nesta
mesma etapa também será realizada uma coleta piloto, com 50 trabalhadores, ambos os sexos, de uma empresa privada no Sul de Minas Gerais.
No segundo estudo se dará a coleta de dados, com uma amostra formada por 700 trabalhadores provenientes de uma empresa privada do
estado de Minas Gerais, o obje vo é verificar as propriedades psicométricas da EAT. Com a presente pesquisa espera-se verificar as evidências
de validade para a EAT e que ela possa contribuir para elaboração de estratégias organizacionais, auxiliar na promoção de mudanças, assim
como potencializar ações que tem por obje vo transformar posi vamente o labor do ser humano.
vilelaka@yahoo.com.br

34
Mesas Redondas
Mr2: OS DESAFIOS DA PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ATUALIDADE
Coordenadora: Elza Maria Gonçalves Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio – Juiz de Fora, MG
É de conhecimento que a par r de experiências, vivências e observações que na adolescência, período no qual ocorrem modificações biológicas
e psicológicas, existe a busca do jovem para definir sua iden dade, adquirir a imagem corporal e consolidar sua personalidade (Osório, 1989). O
adolescente tem, portanto, como tarefa primordial, nessa etapa da vida, a definição de iden dade pessoal, sexual, ideológica, religiosa e
profissional (Erickson, 1987). O mundo do trabalho é diverso, amplo e exigente. O estudante, ao se deparar com a saída do processo escolar vê-
se às voltas com as possibilidades de escolha. Qual o meu talento? Que habilidades tenho? O que gosto de fazer? Como me realizar
profissionalmente? O que fazer depois do Ensino Médio? O que escolher? Como entrar no mercado do trabalho e construir uma carreira? Diante
da diversidade profissional onde e como descobrir o próprio caminho? Enfim, muitas questões povoam a mente dos jovens no final do processo
escolar. Por isto a importância do processo de Orientação Profissional. Vários são os desafios enfrentados para a definição profissional,
preocupação financeira, empregabilidade, decisão para o resto da vida, maturidade para escolha, enfim esses desafios fazem que o profissional
da área de psicologia tenha um conhecimento profundo e uma disponibilidade para o ques onamento das prá cas e construção de
intervenções que propiciem um olhar crí co e maduro sobre o processo de escolha. Por isto a escolha e proposta desta mesa, trazendo os
desafios atuais das prá cas psicológicas em Orientação Profissional como a possibilidade da troca de experiências entre três prá cas em
contextos diferenciados, consultório par cular, clinica escola e colégio par cular.

A PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA


Elza Maria Gonçalves Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio – Juiz de Fora, MG
O tema desta prá ca da Orientação Profissional no Consultório de Psicologia traz a realização do acompanhamento de todos os procedimentos
realizados e seus resultados. O obje vo foi realizar uma descrição dos procedimentos u lizados na prá ca da Orientação Profissional e analisar
os resultados alcançados na prá ca da Orientação Profissional, através de entrevistas, orientações sobre carreira e mercado de trabalho e
aplicação de testes psicológicos, os orientandos foram auxiliados na escolha profissional de forma mais asser va. Sendo esse um processo, cujo
intuito consiste em proporcionar ao orientando ter ideias mais claras sobre si e sobre suas escolhas profissionais, colocando-o em contato com
seus interesses, ap dões, habilidades, traços de personalidade, realidade do mercado de trabalho e maneiras de alcançar seus obje vos. Como
procedimento inicial, usou-se como recurso para levantamento dos dados a aplicação de uma entrevista e nas próximas sessões intercalando
realizou-se uma bateria de testes psicológicos, instrumentos que aferem interesses, habilidades, cognição, personalidade, escala de auto
eficácia para escolha profissional, e escala de maturidade profissional com 1 encontro semanal, sendo que ao total realiza-se de 10 a 14
encontros individuais. Ao final dos encontros, é realizada entrevistas devolu vas aos orientandos. Todos os orientandos que passaram pelo
processo e o finalizam conseguiram alcançar o obje vo de orientação no processo de escolha profissional. Foi possível verificar uma diminuição
significa va pós-orientação da indecisão e um aumento nos níveis de maturidade e exploração vocacional. Desta forma os resultados
alcançados foram sa sfatórios. Demonstrando que o auxílio dos instrumentos psicológicos são fundamentais e diferenciais neste processo.
elza.staffconsultoria@gmail.com

A PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NUMA ESCOLA PARTICULAR DA ZONA DA MATA.


Anna Paula Gomes da Silva;Maria
Fernanda de Jesus Pedroso
Mariângela de Lacerda Guedes
Colégio Santa Catarina – Juiz De Fora, MG
Surgiu há cinco anos, o processo de Orientação Profissional e Vocacional no Colégio Santa Catarina em Juiz de Fora com o intuito de abrir um
espaço propício para os jovens elaborarem, discu rem e construírem, a par r da realidade de suas histórias de vida caminhos possíveis para
escolhas maduras no que se refere ao mundo do trabalho. O processo foi oferecido em grupo. Em dias e horários compa veis com a realidade
escolar. Um grupo por semestre, composto com aproximadamente vinte par cipantes. Os temas trabalhados referem-se a autoconhecimento,
interesses e habilidades, mundo das profissões e o processo de escolha, divididos em aproximadamente 8 a 10 encontros, de acordo com as
necessidades de cada grupo. As famílias dos estudantes também foram e são convocadas a par ciparem do processo, trazendo o seu relato e o
compar lhamento de ideias inerentes ao processo vivenciado pelos filhos. Sabemos que, a formação após o Ensino Médio, não configura
propriamente uma escolha de profissão, pois, a construção do fazer profissional e da iden dade profissional inerente àquele fazer dependem
de outros processos como a entrada no mercado de trabalho, a maturidade de quem escolhe, as condições de formação naquela determinada
área. Eis um grande desafio para o processo, ajudar o jovem a perceber que a escolha da nova formação não equivale ainda à carreira
profissional e que isso demandará mais tempo e dependerá de outras escolhas possíveis. Outra questão, que repe das vezes apareceu no
processo refere-se à preocupação com o futuro e a estabilidade financeira, diante da insegurança vivenciada em nosso país ligada a fatores
econômicos, polí cos e sociais. Há ainda, o desafio de se pensar o projeto de vida como um processo dinâmico e talvez lento, diferente do tempo
atual, em que a velocidade permeia os comportamentos e as ações. Um processo, passo a passo, que faça sen do, ou seja coerente com a
realidade com a qual convivem, como por exemplo, residir longe da família, se organizar diante das demandas e responsabilidades
universitárias, sustentar a escolha diante de condições adversas.
annapgsilva@gmail.com

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Mesas Redondas
PRÁTICAS PSICOLÓGICAS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA CLINICA ESCOLA
Lucimar Soares Reginaldo
Elza Maria Gonçalves Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio – Juiz de Fora, MG
É de conhecimento que a par r de experiências, vivências e observações que na adolescência, período no qual ocorrem modificações biológicas
e psicológicas, existe a busca do jovem para definir sua iden dade, adquirir a imagem corporal e consolidar sua personalidade (Osório, 1989). O
adolescente tem, portanto, como tarefa primordial, nessa etapa da vida, a definição de iden dade pessoal, sexual, ideológica, religiosa e
profissional (Erickson, 1987). Assim sendo, a tomada de decisão que sempre foi um processo complexo no ser humano se torna muito mais
penosa em relação a que profissão seguir vindo a gerar muita ansiedade, pois envolve conciliar medos, interesses, aspirações, exigências
familiares, sociais e do mercado de trabalho. Nesse sen do, a escolha da profissão adquire relevância e requer, muitas vezes, a intervenção de
profissionais especializados. Nessa encruzilhada de indecisões e necessitando buscar uma resposta que a Orientação Vocacional/Profissional
configura-se como o campo de a vidades que dispõe de conhecimentos teóricos e prá cos des nados a facilitar o processo de "escolha"
profissional e elaboração de projetos futuros, sobretudo, do adolescente, sendo assim, na Clínica do Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora
no Estágio Supervisionado da disciplina Orientação Vocacional trabalha com atendimento à comunidade u lizando instrumentos de avaliação,
tais como inventários de interesse, baterias de ap dões, testes de inteligência e de personalidade, técnicas gráficas, proje vas e expressivas
como recursos para dis nguir a inclinação profissional no resultado final em uma determinada estrutura de interesses que mo vará a escolha
de uma iden dade profissional dos adolescentes. Como considerações finais, entende-se que a avaliação de instrumentos u lizados nas
prá cas psicológicas, assim como dos interesses de pessoas que procuram a Orientação Profissional, tem sido considerada relevante para o
desenvolvimento e preparação do ser humano em novas aprendizagens, habilidades no equilíbrio da vida pessoal e profissional.

MR3: INTERESSES VOCACIONAIS NO MODELO DE HOLLAND: DESAFIOS NA AVALIAÇÃO E NA APLICAÇÃO EM


DIFERENTES CONTEXTOS
Coordenador: Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A avaliação dos interesses vocacionais, historicamente, é uma prá ca central nos processos de avaliação em situações relacionadas à carreira e
ao trabalho. Observa-se que o modelo teórico mais estudado no mundo todo é o proposto por John Holland, denominado Modelo Hexagonal e
também conhecido como RIASEC, acrônimo formado a par r das iniciais dos seis pos de interesses, quais sejam, Realista, Inves ga vo,
Ar s co, Social, Empreendedor e Convencional. Apesar de evidências mostrando que tal modelo tende a ser replicado em diversos países, com
línguas e culturas diferentes entre si, no Brasil percebe-se uma série de desafios relacionados à construção e validação de instrumentos
baseados no modelo. Assim, esta mesa-redonda tem o obje vo de discu r desafios implicados na avaliação dos interesses pelo modelo RIASEC
a par r de estudos desenvolvidos no Brasil, abordando aspectos tais como a abrangência de conteúdo, extensão do instrumento e dificuldades
de aplicação do modelo à pessoas com deficiência visual. Apesar de apontar os problemas com o modelo, também serão apresentadas
potencialidades e propostas de soluções para as questões levantadas.

AVALIAÇÃO DE INTERESSES NO MODELO DE HOLLAND: DESAFIOS DA MENSURAÇÃO


Marco Antônio Pereira Teixeira
Sergio Armando Lopez Cas llo
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A avaliação dos interesses vocacionais é um elemento central no processo de aconselhamento de carreira, seja ela feita com instrumentos
formais de avaliação ou através de outras metodologias. Entre as teorias de interesses mais u lizadas no campo do aconselhamento de carreira
está a de John Holland, que propõe seis grandes pos de interesses: Realista, Inves ga vo, Ar s co, Social, Empreendedor e Convencional. Esta
teoria tem servido de base ao desenvolvimento de diversos instrumentos psicométricos. O obje vo desta apresentação é apresentar alguns dos
desafios envolvidos no desenvolvimento de instrumentos para medir os interesses vocacionais de acordo com esse modelo. A par r de
resultados ob dos com um instrumento construído para esse fim, demonstra-se a dificuldade em elaborar escalas que sejam, ao mesmo
tempo, fidedignas e abrangentes em conteúdo. Além disso, são apresentados resultados que sugerem que a relação entre os pos de interesses
depende da abrangência de conteúdo das escalas u lizadas. A par r desses resultados apontam-se as potencialidades e limitações da avaliação
de interesses no aconselhamento de carreira, e sugerem-se alguns caminhos para o desenvolvimento futuro de instrumentos de avaliação.
mapteixeira.psi@gmail.com

DESENVOLVIMENTO DE UM INSTRUMENTO CURTO PARA AVALIAR INTERESSES VOCACIONAIS: DIFICULDADES E (APARENTES) SOLUÇÕES
Rodolfo A. M. Ambiel
Nelson Hauck Filho
Universidade São Francisco – Ita ba, SP
O desenvolvimento de instrumentos curtos de avaliação é importante para proporcionar avaliações rápidas, tanto em situações de pesquisa
quanto em avaliações em larga escala. Contudo, para que se possa assegurar a qualidade dos resultados e avaliações, é importante garan r que
a qualidade psicométrica de tais instrumentos mantenham-se estáveis e dentro dos parâmetros esperados. Dessa forma, o obje vo deste
trabalho é relatar a construção e estudos psicométricos iniciais de uma escala curta para a avaliação dos interesses vocacionais no modelo de
Holland, denominada 18REST (18-items RIASEC Examina on, Self-report Test). Serão relatados os procedimentos de construção dos itens,
seleção a par r de dados psicométricos e abrangência teórica, além de estudos de estrutura interna com diferentes amostras. Também serão
relatados os principais desafios encontrados no decorrer do processo de construção do instrumento, sobretudo a lida com a abrangência do
conteúdo, mas também as tenta vas de soluções para tais desafios. Apesar das dificuldades, os resultados encontrados até o momento são
promissores quando comparados à literatura sobre a temá ca.
rodolfo.ambiel@usf.edu.br

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Mesas Redondas
APLICABILIDADE DA TEORIA DE HOLLAND NA AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco –Ita ba, SP
Resumo: Interesses profissionais são resultados da interação entre fatores pessoais e interpessoais tornando-se indicadores da escolha.
Quando refere-se aos interesses profissionais de deficientes visuais, verifica-se a ausência de instrumentos de avaliação psicológica construídos
ou adaptados para esta população. O obje vo deste trabalho é apresentar a construção e estrutura interna da Escala de Interesses Profissionais
para Deficientes Visuais (EIDV) embasada na teoria de Holland. Inicialmente foram construídos 120 itens divididos igualmente entre as seis
pologias e ocorreu a análise de juízes por três doutoras em Psicologia que julgaram a per nência teórica e por três psicólogas de ins tuições de
apoio à pessoa com deficiência visual que analisaram a possibilidade de execução da a vidade proposta no item. Na sequência ocorreu o Estudo
Piloto com 7 pessoas com DV com o obje vo de avaliar a funcionalidade de plataforma online e a clareza dos itens. Assim, após as avaliações a
versão final da Escala ficou composta por 68 itens. No estudo de estrutura interna par ciparam 137 pessoas com deficiência visual, com idade
média de 37,86 anos, oriundos de 15 estados brasileiros e divididos entre baixa visão e cegueira congênita e adquirida, que responderam a um
ques onário de iden ficação e a EIDV (68 itens). Os dados foram subme dos à análise fatorial e realizaram-se diversas tenta vas adotando
como critério manter itens com cargas fatoriais a par r de 0,30 até chegar em uma solução de seis fatores, porém, agrupando itens que não
foram construídos originariamente para o fator, resultando na exclusão de 16 itens. Assim, chegou-se a uma versão final de 52 itens e
confirmando os seis fatores propostos por Holland, porém, indicando que possivelmente a teoria demanda de uma nova conceituação para
contemplar os interesses profissionais de pessoas com deficiência visual que difere de videntes por caracterís cas resultantes da própria
deficiência.
leonardobarros_lob@hotmail.com

MR4: INTERVENÇÕES EM ACONSELHAMENTO DE CARREIRA NO PARADIGMA LIFE-DESIGN: ENSINO MÉDIO,


UNIVERSIDADE E MERCADO DE TRABALHO
Coordenadora: Alyane Audibert
ESPM – Sul – Escola Superior de Propaganda e Marke ng – Porto Alegre, RS
O obje vo desta mesa redonda é apresentar intervenções em aconselhamento de carreira alinhadas ao Paradigma Life Design em diferentes
contextos ao longo da vida: no ensino médio, no ensino superior e no mercado de trabalho. Em comum, as intervenções realizadas estão de
acordo com os pressupostos desse paradigma. A ênfase está nas histórias dos clientes, na falta de controle sobre o contexto e na necessidade de
desenvolvimento de recursos internos para enfrentar uma realidade cada mais imprevista, dinâmica e complexa.

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO PARA CARREIRA PARA ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE PORTO ALEGRE
Rodrigo Soares de Assis
Marcelo de Campos Velho Nora
Marianna Marquês Braga
Andreus Ricardo Sobrinho Sou
Guilherme Sanchez
Bruna Zomer
Nathália Mambrini
Manoela de Oliveira Ziebell (Orientadora)
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Este projeto é uma intervenção em Educação para a Carreira (EC) com alunos do segundo e terceiro ano do Ensino Médio para escolas públicas e
privadas de Porto Alegre. Consiste em uma modalidade de orientação para a carreira a ser desenvolvida levando em conta o contexto escolar e é
proposta relevar temas como o autoconhecimento, tomada de decisão, mercado de trabalho e etc. Durante o processo, foram u lizados
diversos modelos de intervenção, nos quais foram aplicadas escalas, testes e realizadas a vidades de discussão e reflexão, buscando
desenvolver as duas dimensões propostas pela EC: A tudes (determinação, independência e responsabilidade) e conhecimentos
(autoconhecimento e conhecimento das realidades educacionais e trabalhistas). No primeiro encontro, a integração entre os orientadores e
orientandos, deixando claro o trabalho. Em diante, os encontros abordam as questões relacionadas ao autoconhecimento e às informações
sobre o mundo de trabalho, proporcionando aos alunos um espaço em que pudessem combinar os seus conhecimentos com os adquiridos ao
longo do processo, favorecendo uma melhor compreensão da realidade socioprofissional, assim como a instrumentalização dos orientandos.
Por fim, no úl mo encontro é feito uma entrevista individual devolu va, na qual buscou-se integrar os pilares de autoconhecimento e
informação sobre o mundo do trabalho. Foram realizadas reuniões com os pais dos alunos, a fim de conscien zá-los da importância do processo
de Orientação Profissional, bem como orientá-los para melhor auxiliar seus filhos. Até o momento o projeto atendeu duas escolas, a ngindo
aproximadamente 100 par cipantes. Observou-se uma melhora nos escores de maturidade de escolha para a maioria, assim como uma
percepção de que o processo foi importante e benéfico para seu desenvolvimento. A próxima etapa do projeto está sendo organizada para
atender mais alunos em uma das escolas atendidas, além de capacitar profissionais e estudantes interessados na teoria de Orientação de
Carreira e Educação para a Carreira.
manoela.ziebell@gmail.com

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Mesas Redondas
SHARE: CONSULTORIA DE CARREIRA EM GRUPO
Gabryellen Fraga Des Essarts
Gabriela Techio
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Estudos ressaltam a eficácia da modalidade grupal nas questões relacionadas à vida profissional, como aumento do autoconhecimento e da
realidade do mercado de trabalho, bem como da capacidade e confiança ao fazer escolhas. Dentro dessa perspec va, o Escritório de Carreiras é
um serviço que tem como um dos seus propósitos, prestar atendimentos de recolocação profissional e planejamento de carreira para os alunos
e diplomados da Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Obje vo: O serviço busca constantemente se aperfeiçoar a fim de
responder às necessidades dos assessorados. Dessa forma, pensando em melhor atender a grande demanda e ao mesmo tempo fornecer um
atendimento de qualidade, desenvolveu- se um projeto de grupos de carreira, denominado Share. O trabalho proposto tem como foco o
planejamento de carreira. Metodologia: A metodologia está alinhada com a abordagem constru vista de aconselhamento de carreira, da
mesma maneira que com as teorias de grupos e de intervenção grupal. Sobre a estrutura do grupo optou-se por um modelo de nove encontros
semanais com duração de duas horas cada. O grupo poderá ser composto por até quinze pessoas sem critérios de idade, formação acadêmica ou
área de interesse e atuação. A coordenação segue as recomendações dos especialistas em grupos e possui duas facilitadoras. O processo
contempla três etapas: autoconhecimento com o obje vo de possibilitar a autoreflexão; explorar o mercado de trabalho nas áreas de atuação
almejadas; e estabelecer metas e estratégicas em um plano de ação para o alcance dos obje vos esperados. Resultados: Até o momento um
grupo foi finalizado e dois estão em andamento, encerrando o processo em julho de 2017. Ainda este ano estão previstos a formação de mais
dois grupos. Conclusão: Este formato tem sido avaliado posi vamente pelas facilitadoras por promover um espaço de autoconhecimento e de
troca de experiência entre os membros.
gabryellen.essarts@gmail.com

P.A.P.O: PROGRAMA DE APOIO PSICOLÓGICO E ORGANIZACIONAL


Alyane Audibert
Ana Cláudia Fleck
Rene Goellner
ESPM – Sul – Escola Superior de Propaganda e Marke ng – Porto Alegre, RS
A experiência universitária, em geral, é um momento rico de descobertas e experimentações. Apresenta-se como um período de desafios e
mudanças, marcado pelo desenvolvimento pessoal e profissional de seus estudantes, o que pode, por vezes, ocasionar conflitos, dúvidas e
inseguranças. Assim, o PAPO é um serviço de apoio e atendimento gratuito aos alunos de todos os cursos de graduação e pós-graduação da
ESPM. Obje vo: O PAPO busca fornecer uma atenção individualizada aos estudantes a fim de que os mesmos estejam aptos a enfrentar os
desafios decorrentes desse período. Metodologia: Os atendimentos são majoritariamente realizados individualmente. Os estudantes podem
procurar o serviço voluntariamente ou são encaminhados por professores. Durante os encontros, são abordadas questões relacionais,
emocionais e profissionais, compreendendo o indivíduo na sua globalidade, com foco nos aspectos acadêmicos e profissionais. É comum o
fornecimento de tarefas de casa e uso de técnicas de aconselhamento de carreira como um meio para que o estudante possa melhor
compreender sua demanda, necessidades, interesses e habilidades. Resultados: As principais demandas atendidas pelo serviço correspondem
à adaptação acadêmica, dúvidas em relação ao curso, gestão do tempo, confecção de currículo, par cipação em entrevistas, desenvolvimento
de habilidades sociais e planejamento de carreira na transição para o mercado de trabalho. Observa-se que a procura pelo serviço tem
aumentado nos úl mos dois semestres, principalmente pelos comentários de estudantes que já frequentam o serviço incen vando os colegas a
fazerem o mesmo. Conclusão: Entende-se que o PAPO se cons tui em um espaço de escuta e atendimento importante para os estudantes,
contribuindo para a promoção de competências necessárias ao mercado de trabalho.
alyaneaudibert@yahoo.com.br

GOKING: PROGRAMA DE GESTÃO DE CARREIRA E PERFORMANCE


Caren Cazorla da Silva
Fernanda Paule Graeff
Kinghost – Porto Alegre, RS
As relações profissionais são impactadas pelas mudanças no mundo do trabalho decorrentes dos avanços tecnológicos, da chegada de novas
gerações no mercado e das expecta vas dos profissionais em relação as suas carreiras. A negociação ganha-ganha entre empregado e
empregador é o desafio dos Gestores e do RH. Nesse sen do, o GoKING cons tui-se em um programa interno da empresa KingHost que apoia e
acompanha seus colaboradores no desenvolvimento sa sfatório de suas carreiras. Obje vo: O GoKING propõe-se a tratar as questões de
carreira, desenvolvimento e performance por meio da cocriação e do es mulo à autoria e ao diálogo aberto, contribuindo para o alcance do
sucesso individual e cole vo na organização. Metodologia: O projeto lança mão de ferramentas e prá cas que incitam o autoconhecimento e a
construção de um plano de ação para alcance dos obje vos. Há três etapas fundamentais que ocorrem semestralmente: 1) feedbacks cruzados
entre colaboradores, solicitados espontaneamente; 2) construção dos obje vos individuais de carreira (onde gostaria de chegar na empresa e o
que se propõe a fazer para chegar lá) e de negócio (o que se compromete a fazer para contribuir com os obje vos da organização); 3) reunião de
alinhamento entre Gestor e colaborador. O programa conta também com inicia vas de capacitação e workshops de carreira. Resultados: Até o
momento, foram realizados dois ciclos completos. Em pesquisa de opinião, o nível de sa sfação geral superou 85%. Aliado a outras ações, o
projeto contribuiu para que o resultado da pesquisa anual de clima subisse 6 pontos em relação ao ano anterior. Conclusão: O projeto foi
avaliado sa sfatoriamente por promover espaço ao diálogo sobre carreira, alto alinhamento de expecta vas e ter como foco principal o
bene cio de todos os envolvidos. Nos próximos ciclos, o processo será online e permi rá um maior cruzamento de dados para uma análise
aprofundada de sua eficácia.
carencazorla@hotmail.com

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Mesas Redondas
MR5: PRÁTICAS DE DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA NAS ORGANIZAÇÕES
Coordenadora: Manoela Ziebell de Oliveira
Produ ve – Carreira e Conexões com o Mercado – Porto Alegre, RS
PUC-RS – Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Em tempos de elevada compe vidade, e apesar das recorrentes crises econômicas, organizações ao redor do mundo vem reavaliando a
importância dos trabalhadores para o resultado organizacional. Tal reavaliação implica em mudanças nas polí cas e prá cas de gestão de
pessoas, a fim de aumentar o potencial de retenção e desenvolvimento dos trabalhadores capazes de gerar impacto para os resultados
organizacionais. Adicionalmente, gera embates pessoais para os indivíduos que percebem um mercado de trabalho mais flexível e capaz de
apresentar novas e diferentes possibilidades para as carreiras individuais, corpora vas ou não. Nesse contexto, o papel do profissional que atua
em aconselhamento e consultoria de carreira faz-se fundamental para auxiliar os indivíduos na tomada de decisões informadas e adequadas ao
seu momento de carreira. A presente mesa-redonda apresenta três prá cas de consultoria de carreira de indivíduos inseridos em organizações,
discu ndo obje vos e técnicas, bem como seu impacto para organizações e indivíduos, e importantes reflexões sobre o papel do profissional
que atua em aconselhamento de carreira no contexto das organizações.

O ACONSELHAMENTO DE CARREIRA INSERIDO EM PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO DE LÍDERES POTENCIAIS NAS ORGANIZAÇÕES


Luciana Saldanha
Luciana Saldanha Coaching e Aconselhamento de Carreira – Porto Alegre, RS
Quando tratamos do tema gerenciamento de carreira a orientação é ajudarmos os profissionais em processo de Aconselhamento a serem
protagonistas de suas carreiras, pois o ambiente nas organizações torna-se cada vez mais compe vo e, para sobreviver, é necessário estar em
desenvolvimento con nuo. Obje vo: Este trabalho irá descrever a experiência de um módulo de 8 horas de duração de um programa de
desenvolvimento de lideranças potenciais. A empresa em que a intervenção foi desenvolvida nha uma cultura conservadora, caracterizada por
poucas demissões e reestruturações, e os profissionais demonstravam passividade em relação ao seu desenvolvimento profissional. A par r da
necessidade de mudança de cultura iden ficada, a empresa demandou uma intervenção em que se discu sse com colaboradores a forma como
se gerencia uma carreira. Método: O módulo é realizado em formato de um workshop e tem como obje vo principal conduzir os colaboradores
à reflexão ao e planejamento teórico e prá co de suas carreiras, es mulando-os a sair de uma posição passiva para uma posição a va e
diferenciada. As temá cas abordadas são: Empregabilidade; Pilares de carreira (sa sfação e iden ficação profissional, saúde sica e mental,
finanças, reputação, networking e compe vidade profissional); atenção e construção de um perfil profissional que contemple foco e
especialização e, por fim, Gestão da Carreira, quem faz? Resultados: O engajamento e comprome mento dos par cipantes ques onando e
discu ndo a forma como devem conduzir o gerenciamento de suas carreiras torna-os mais conscientes dos próximos passos em relação ao
desenvolvimento de suas carreiras e também es mula que como lideres eles sejam facilitadores destes diálogos com seus futuros
subordinados. Conclusão: O incen vo da empresa para que hajam momentos de reflexão sobre o desenvolvimento das carreiras faz com que os
profissionais planejem a sequência de seu desenvolvimento de forma mais autônoma, tornando os colaboradores mais preparados para
vivenciarem as transições naturais da vida profissional.
contato@lucianasaldanha.com

DIÁLOGOS SOBRE CARREIRA E CONVERSAS INTERNAS: A IMPORTÂNCIA DA AUTORREFLEXÃO E DO INSIGHT


Manoela Ziebell de Oliveira
Produ ve – Carreira e Conexões com o Mercado – Porto Alegre, RS
PUC-RS – Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Introdução: Até recentemente, as carreiras eram entendidas como sucessão de progressões lineares de um trabalhador dentro de poucas
empresas e o sucesso, definido pela organização e recompensado com promoções e aumentos de salário. O desenvolvimento de carreira
consis a na ascensão dos trabalhadores através de diferentes cargos e funções de maneira ordenada e em uma sequência previsível. Nas
úl mas décadas, contudo, importantes transformações organizacionais, como a aceleração dos avanços tecnológicos e o enxugamento de
estruturas produ vas foram responsáveis por alterações na dinâmica das relações de trabalho. A tradicional relação de troca entre as
organizações e os profissionais deixou de ser condição suficiente para assegurar a sa sfação e a longa permanência em uma única empresa.
Como consequência, mesmo os profissionais empregados tendem a monitorar constantemente o mercado na busca por melhores
oportunidades– fenômeno que se deve, em parte, à diminuição da capacidade das organizações de estabelecer diálogos sobre carreira com
seus funcionários. Obje vo: Apresentaremos uma intervenção que visa a promover e ampliar os diálogos entre profissionais e organizações a
fim de ampliar as reflexões dos indivíduos sobre si, e tornar mais claras as expecta vas mútuas dos profissionais e organizações em relação ao
desenvolvimento da carreira. Método: As intervenções, realizadas ao longo de um dia ou um turno, empregam as técnicas de narra vas sobre a
carreira para abordar os seguintes temas: evolução do trabalho; pilares de carreira; definição de um “core” profissional; tendências de carreira;
adaptabilidade de carreira; elementos de transições de carreira e competências para o diálogo sobre carreira. Resultados: A promoção da
autorreflexão e do insight contribuem para a compreensão e planejamento da própria carreira e das carreiras de subordinados. Conclusão: A fim
de promover diálogos asser vos sobre a carreira nas organizações é fundamental provocar a reflexão sobre as experiências e expecta vas
individuais em relação à carreira e à organização.
manoela.ziebell@gmail.com

EMPRESAS FAMILIARES: EDUCAÇÃO DE HERDEIROS E CRITÉRIOS PARA TRABALHAR NA EMPRESA


Maria Célia Lassance
Daniela Forgiarini Pereira
Bornoldt Consultoria em Governança – Porto Alegre, RS
Empresas familiares representam em torno de 80% do universo empresarial e suas operações respondem por metade do PIB mundial, sendo
mais longevas do que empresas não-familiares. Membros de uma família empresária, além dos papéis sociais tradicionais, desempenham um
papel relevante, o de herdeiro e futuro acionista, que, ao longo do seu desenvolvimento, demandará desempenhos de envolvimentos cada vez
mais complexos. A sucessão em uma empresa familiar é o ponto mais crí co de seu desenvolvimento, com impacto direto nas prá cas de gestão
da organização e nas relações familiares. Cabe lembrar que não existem modelos de processos sucessórios em empresas que sejam idên cos,
mas tal transição, invariavelmente, envolve o preparo dos sucessores. Um capítulo relevante das prá cas de governança nestas empresas trata
das diretrizes gerais para a educação de herdeiros e as regras específicas para o ingresso e permanência do herdeiro na operação. Este conjunto
de regras é criado através de fóruns familiares específicos, em geral composto pela geração mais nova, e será validado pelos sócios ou pela
geração presente na operação. Os critérios para trabalhar na empresa representam as trilhas que deverão ser seguidas pelos herdeiros e as
exigências de experiências educacionais e de trabalho para ocupar um espaço na empresa familiar. Embora uma questão que perpassa todos os
processos de governança de uma empresa familiar, cada contexto determinará as janelas de entrada possíveis, os pré-requisitos exigidos e as
possibilidades de progresso na carreira, fornecendo aos herdeiros um modelo de projeto de carreira que o qualifique para cargos execu vos e,
assim, desempenhar um dos possíveis papeis na perpetuação da empresa familiar.
mariacelia@wm .com.br
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Mesas Redondas
Mr6: BEM-ESTAR NA APOSENTADORIA: DESAFIOS E PRÁTICAS
Coordenadora: Samantha de Toledo Mar ns Boehs
UFPR - Universidade Federal do Paraná – Curi ba, PR
Com o aumento da expecta va de vida da população brasileira e a consequente elevação do tempo que as pessoas vivem após estarem
oficialmente aposentadas, têm sido crescentes os estudos e prá cas, especialmente na área da Psicologia, relacionados à busca do bem-estar
durante essa etapa da vida. A proposição desta mesa redonda pauta-se pelo obje vo de fomentar discussões acerca de alguns fatores que
influenciam o bem-estar na aposentadoria, tais como a voluntariedade da decisão e a orientação ob da durante o processo, bem como o relato
das prá cas e desafios encontrados por organizações diversas que oferecem programas de preparação para aposentadoria. A mesa terá início
com o relato dos principais resultados de estudos internacionais recentes que relacionam a voluntariedade / involuntariedade da decisão com a
sa sfação de vida na aposentadoria e com a apresentação de uma pesquisa nacional realizada sobre o tema. Na sequência, serão apresentadas
algumas possibilidades de prá cas relacionadas à orientação para a aposentadoria nas organizações públicas e privadas e também será
ressaltado o importante papel da orientação profissional no que concerne aos principais temas e fatores (pessoais, familiares, financeiros e
sociais) que costumam influenciar a qualidade de vida nesse período. Para finalização da mesa será realizada uma problema zação de como os
métodos usualmente u lizados nos Programas de Preparação para a Aposentadoria, sobretudo dos sen dos atribuídos à denominada
“qualidade de vida” e ao “bem-estar” acabam por deixar de considerar algumas especificidades no que concerne a situação social, econômica,
cultural e pessoal dos par cipantes. Conclui-se que a orientação para a aposentadoria realizada de maneira adequada possibilita que esse
período de transição da carreira seja vivenciado com menores níveis de ansiedade propiciando decisões mais asser vas que gerem sen mentos
de bem-estar e sa sfação com a vida.

RELAÇÕES ENTRE VOLUNTARIEDADE / INVOLUNTARIEDADE DA DECISÃO DE APOSENTADORIA E SATISFAÇÃO DE VIDA DOS APOSENTADOS
Samantha de Toledo Mar ns Boehs
UFPR - Universidade Federal do Paraná – Curi ba, PR
São múl plos os fatores que costumam ser apontados como influenciadores da sa sfação de vida na aposentadoria, tais como a condição
financeira e familiar, de saúde, espiritualidade, o tempo dedicado ao trabalho durante a carreira e a preparação para a aposentadoria.
Entretanto, pouco se tem mencionado nacionalmente sobre um fator que as pesquisas internacionais têm demonstrado estar fortemente
relacionado à sa sfação de vida na aposentadoria: a voluntariedade / involuntariedade da decisão. O presente trabalho possui o obje vo de
relatar os principais resultados dos estudos internacionais que relacionam a voluntariedade/involuntariedade da decisão com a sa sfação de
vida na aposentadoria e apresentar uma pesquisa nacional realizada sobre o tema. O estudo, realizado com pessoas que veram como úl mo
empregador antes de aposentarem a filial brasileira de uma empresa mul nacional foi concebido com a u lização do método misto sequencial
exploratório. Apesar de na parte quan ta va não terem sido apresentados resultados significa vos relacionando o po de decisão tomada com
o nível de sa sfação de vida na aposentadoria, observou-se na parte qualita va que o controle da escolha, representado pela
voluntariedade/involuntariedade da decisão, estava diretamente relacionado com a sa sfação de vida. Aqueles que aposentaram por vontade
própria demonstram relatos de maior sa sfação com a vida, enquanto os que aposentaram por mo vos externos a sua vontade e,
especialmente, aqueles que não conseguiram emprego após a aposentadoria relataram menores níveis na sa sfação de vida. Foi possível
também perceber que aqueles que par ciparam do programa de preparação oferecido pela empresa por um período maior que seis meses
relataram informações que permitem inferir um melhor ajuste e sa sfação de vida na aposentadoria. Conclui-se que os cuidados e as ações por
parte das empresas e dos empregados no que tange a preparação para a aposentadoria precisam ser construídos visando facilitar a
voluntariedade das decisões evitando os desligamentos abruptos desprovidos de escolha pessoal.
profsamantha.toledo@gmail.com

POSSIBILIDADES DE PRÁTICAS DE ORIENTAÇÃO PARA A APOSENTADORIA NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS


Aline Bogoni Costa
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
A presente proposta obje va discu r as possibilidades de prá cas de orientação para a aposentadoria nas organizações públicas e privadas
apontando alguns dos principais desafios. A aposentadoria é um momento da carreira caracterizado por diversas transformações psicossociais,
necessitando ser compreendida de modo contextual e dinâmico, e, diante disso, o papel do orientador profissional se cons tui como central. A
atuação em orientação para a aposentadoria é rela vamente recente e consiste na facilitação de escolhas, no apoio ao planejamento e na
elaboração de projetos de futuro, com diversas possibilidades de intervenção ao longo da carreira. Trata-se de uma atuação ampla que pode
ocorrer previamente ou posteriormente à aposentadoria e, geralmente, é desenvolvida em parceria com organizações públicas e privadas.
Acerca do modelo para este trabalho via organizações, destacam-se: a) orientação de trabalhadores quanto à aposentadoria ao longo da
carreira; b) a realização de grupos de preparação para a aposentadoria, com público que está próximo de se aposentar; c) a orientação financeira
relacionada à aposentadoria; d) as a vidades de orientação intensivas e/ou breves, no formato de seminários e/ou workshops. Embora cada
qual tenha suas par cularidades e traga bene cios importantes, evidencia-se que os desafios à concre zação das prá cas nas organizações são
recorrentes, em especial, no que se refere à priorização e disponibilidade orçamentária, e à mudança de visão estratégica, obje vando a
valorização do trabalhador neste momento da carreira.
aline_bogoni@yahoo.com.br

ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA PARA APOSENTADORIA EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS: DESAFIOS DE UMA PRÁTICA


Dulce Helena Penna Soares
Ins tuto do Ser - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC
Estamos assis ndo, nos úl mos anos, um grande número de aposentadorias em empresas públicas, cujo incremento no seu desenvolvimento
ocorreu nos anos 1980, e agora seus funcionários adquirem o direito de se aposentarem. Os Programas de Preparação para Aposentadoria tem
sido cada dia mais frequentes nessas ins tuições. A par r de diferentes trabalhos realizados nos úl mos 10 anos em empresas públicas, minha
par cipação nesta mesa tem por obje vo propor uma reflexão a par r de três constatações: 1º. Aqueles que estão em condições e decidem pela
aposentadoria, tem no mínimo 30 a 35 anos de trabalho realizado numa mesma ins tuição – este perfil tende a se ex nguir na medida em que
as transformações no mundo do trabalho tem levado a uma troca frequente de emprego e trabalho, sendo di cil pretender encontrar
profissionais com este perfil a num futuro próximo. 2º. A decisão pela saída do mundo do trabalho é dificultada por fatores pessoais (tempo
livre, iden dade no trabalho), familiares (doença dos pais, filhos ainda dependentes), financeiros (redução dos salários, aumento das despesas)
e sociais (preconceitos e estereó pos em relação aos aposentados). 3º. A dificuldade de imaginar a ro na diária sem o tempo do trabalho, isto é,
como usar o tempo livre do trabalho. Realizamos uma leitura dos relatos dos trabalhos realizados nos úl mos 5 anos e pela análise temá ca,
estes temas se sobressaíram. A avaliação dos resultados da intervenção em orientação para aposentadoria tem demonstrado a importância e
necessidade desta abordagem nos programas para uma melhor acolhida e consequente qualidade de vida dos aposentados. Estes declaram
sen rem-se mais informados e esclarecidos para a tomada de decisão, outros ainda referem que a ansiedade e o medo de tomarem a decisão
diminuíram após a par cipação no Programa. Concluímos que o trabalho psicológico em Programas de Preparação para a Aposentadoria deve
ser implementado sempre que possível.
dulcepenna@terra.com.br
40
Mesas Redondas
PROGRAMAS DE PREPARAÇÃO PARA A APOSENTADORIA: DIFERENTES PERSPECTIVAS SOBRE QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR
Iuri Novaes Luna
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Programas de preparação para a aposentadoria (PPAs) frequentemente partem do pressuposto de que existe uma série de dimensões que
precisam ser consideradas para favorecer a construção de projetos de vida para o período da aposentadoria. Assim sendo, de forma corrente,
temas como nutrição, prá cas de exercícios sicos e lazer, sexualidade, planejamento financeiro, relações sociais e familiares, u lização do
tempo livre, empreendedorismo e trabalho voluntário, envelhecimento, questões legais, planejamento de vida, entre outros, são organizados
em forma de módulos nos PPAs. Tais programas de preparação dos trabalhadores para a aposentadoria, previstos inclusive pelo Estatuto do
Idoso, são levados a efeito por profissionais e especialistas oriundos de diferentes áreas. Considerando esse contexto e de forma ar culada às
demais apresentações dessa mesa redonda, minha contribuição se dará por meio da problema zação de como os métodos usualmente
u lizados nos PPAs, sobretudo dos sen dos atribuídos à denominada “qualidade de vida” e ao “bem-estar” acabam por deixar de considerar
algumas especificidades no que concerne a situação social, econômica e pessoal dos aposentados. Com algumas variações sobre o mesmo tema
e baseados em estudos e/ou experiências profissionais – e, muitas vezes, pessoais – especialistas, mediante palestras ou a vidades prá cas
grupais, apresentam e discutem informações consideradas relevantes sobre os temas tratados. A diretriz geral, nesses casos, habitualmente
configura-se como um modelo prévio de qualidade de vida e bem-estar que deve ser seguido e que muitas vezes não considera de forma
apropriada as realidades social, econômica, cultural e psicológica de cada um dos par cipantes dos PPAs. Assim sendo, a apresentação irá
propor um debate sobre a importância de se atentar às necessidades e aos interesses específicos dos par cipantes, ou seja, à existência de
diferentes perspec vas sobre qualidade de vida e bem-estar. Para tanto, experiências prá cas, como a realizada no PPA da Universidade Federal
de Santa Catarina, entre outras, serão apresentadas.
iuri.luna@ufsc.br

MR7: JUVENTUDES, PROFISSIONALIZAÇÃO E CARREIRA: DIALOGANDO SOBRE FORMAÇÃO E TRAJETÓRIA NO


ATUAL CENÁRIO LABORAL
Coordenadora: Marilu Diez Lisboa
INSTITUTO DO SER - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC
Refle r e agir sobre as possibilidades de contribuição dos orientadores profissionais junto aos jovens que frequentam e provém da escola
pública e se inserem precocemente no contexto laboral, tem se cons tuído num enorme desafio frente à realidade brasileira. Na presente Mesa
Redonda serão apresentados processos que trazem reflexões sobre prá cas realizadas nos estados de Santa Catarina, Sergipe e Ceará,
a vidades estas que buscam contribuir para que o jovem de classes sociais menos favorecidas economicamente consiga se inserir no mercado
de trabalho com maior efe vidade. As propostas, já efe vadas ou em andamento, procuram focar em questões como empregabilidade,
empreendedorismo, autoconhecimento e conhecimento do contexto do mercado de trabalho atual. No que se refere à proposta realizada no
Ceará, cabe salientar que já se efe vou como uma polí ca pública de estado. Todos se cons tuem em processos desenvolvidos junto a jovens
estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino, como também com acadêmicos de um curso de psicologia de uma
universidade onde 80% dos estudantes são trabalhadores. Essas realizações apontam para possibilidades de ampliação do campo de atuação
do orientador profissional, indo além do contexto clínico, escolar e/ou organizacional, para outros espaços onde se constata a necessidade de
elucidação sobre a importância e as par cularidades da vida laboral, a elaboração de projetos de vida/profissional e a preparação para o
ingresso no mundo do trabalho. A par r das apresentações e discussões propostas poderão surgir novas inicia vas que visem contribuir ainda
mais com os jovens inseridos ou por ingressarem no contexto laboral atual, bem como acenar com possibilidades de melhoramento e ampliação
dessas a vidades na construção do papel profissional desses jovens.

TRABALHADORES ESTUDANTES E CONSTRUÇÃO DE CARREIRA: ADVERSIDADES E POSSIBILIDADES Marilu Diez Lisboa


INSTITUTO DO SER - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC
Por meio de pesquisas junto a estudantes pertencentes e egressos do sistema público de ensino brasileiro, constata-se que raramente esses
conseguem ter acesso e permanecerem nos ensinos técnico e superior antes de ingressarem no mundo do trabalho. Frente a essa realidade
propomos discu r sobre a relação dos jovens que frequentam a escola pública com o trabalho, refle ndo sobre a sua realidade, o que lhes está
sendo proporcionado como capacitação e as formas de acesso às informações e disponibilização destas oportunidades, um dos papeis da
Orientação Profissional nesse contexto. Dados do Ins tuto Brasileiro de Geografia e Esta s ca (IBGE) sobre juventude, es mam que a
população jovem no Brasil (2014) se fixava, em números absolutos, em 22.682 milhões de jovens com idade entre 18 e 24 anos. Destes, 16,3%,
frequentavam o ensino superior (IBGE, 2015). As razões determinantes desse contexto residem, entre outras, na ineficácia da escola pública,
que não os prepara para o nível de conhecimento exigido para prolongarem os estudos e/ou para frequentarem com base efe va de
conhecimento o ensino superior; e pela necessidade de assumir o próprio sustento e em muitos casos o de sua família, o que os obriga a
ingressarem no mundo do trabalho precocemente e, como consequência, a evadirem da escola ou estudarem com maior limitação de tempo e
aproveitamento. Essa população dirige seus obje vos para a busca da empregabilidade e, quanto aos estudos, invariavelmente acaba abrindo
mão ou ingressando em ins tuições de ensino u lizando-se de polí cas públicas voltadas à educação e/ou sustentados pelas classes
empresariais. Para além da escolha de um futuro trabalho, a Orientação Profissional possui um papel substan vo nas decisões profissionais
dessa parcela da população, o que se pretende discu r e problema zar com a presente apresentação.
marilu@instserop.com.br

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Mesas Redondas
EDUCAR PARA EMPREENDER E CONSTRUÇÃO DA CARREIRA NA PSICOLOGIA: DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS E DESENHANDO
TRAJETÓRIAS
Fernanda Aguillera
Faculdade Pio Décimo -Aracaju, SE
Os desafios vivenciados pelos jovens para ingresso no mercado de trabalho são diversos, inclusive entre universitários. Segundo dados da PNAD
(Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios), o desemprego geral chegou aos 12% ao final de 2016, sendo que 53,6% dos desempregados
nham concluído pelo menos o ensino médio e 9,2% o nível superior. Entre brasileiros de 18 a 24 anos, os índices ultrapassaram os 19%, com
es ma va de chegar aos 27% no final de 2017, caso se mantenha a tendência de mercado nesses tempos de crise polí co/econômica. Diante
dos dados nacionais, a região nordeste vivencia realidade ainda mais crí ca: o desemprego a ngiu 27,4%. O que fazer diante dessa realidade?
No contexto universitário, além de serviços de orientação de carreira e mediação de mão de obra, como as centrais de estágio e emprego em
algumas ins tuições, um caminho alterna vo promete ser promissor: o inves mento em educação empreendedora. Mais comum em cursos
nas áreas de negócios, essa compõe a formação do curso de Psicologia em uma ins tuição sergipana, visando desenvolvimento de a tudes
empreendedoras e criação de oportunidades profissionais na área. A criação de projetos pelos alunos tem início no sexto período, nos estágios
básicos, seguindo até a conclusão do curso. Uma disciplina teórico prá ca obrigatória volta-se para desenvolver competências de planejamento
e gerenciamento de projetos, dando base para escolhas quanto ao trabalho de conclusão de curso. São oferecidas três ênfases, de livre opção
pelos estudantes: acadêmica, com a construção de projetos de pesquisa visando processos sele vos para pós-graduação; técnica, visando
construção de projetos técnicos para prestação de serviços ou concorrência em editais de financiamento (ações sociais); e empreendedora,
voltada a construir planos de negócios no campo da Psicologia. Resultados mostram-se posi vos: publicações cien ficas, aprovações em
mestrado e geração de oportunidades no mercado. Formação empreendedora mostra-se importante alterna va na construção de trajetórias
de sucesso. Palavras-chave: Psicologia, carreira, empreendedorismo, juventude(s).
aguillera@hotmail.com

JUVEMP: A SUSTENTABILIDADE DE UMA POLÍTICA PÚBLICA VOLTADA AO EMPREENDEDORISMO PARA AS JUVENTUDES NO ESTADO DO
CEARÁ
Suzana de Sousa Cavalcante Barreira
IDT - Ins tuto de Desenvolvimento do Trabalho, Fortaleza, CE
O Projeto Juventude Empreendedora - JUVEMP, criado e executado pelo Ins tuto de Desenvolvimento do Trabalho - IDT e financiado pelo
Governo do Estado do Ceará, como uma inicia va da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social, é desenvolvido há dez anos em diversos
municípios do estado, visando dar resposta às demandas sociais referentes ao desemprego juvenil, que vem crescendo em virtude das
exigências do mercado. Tem como obje vo integrar o jovem entre 17 e 24 anos na sociedade e no mercado de trabalho, por meio de uma
formação pessoal, social e profissional. É baseado na aprendizagem teórico-vivencial, totalizando 320 h/a, distribuídas em módulos com
a vidades analí co-reflexivas. Os jovens vivenciam o empreendedorismo social, iden ficando problemá cas e potencialidades em suas
comunidades e intervindo de modo a desenvolver suas habilidades pessoais, tornando-se agentes de transformação da sua realidade e da
comunidade onde vivem. No módulo Orientação Profissional, elaboram um Projeto de Vida/Profissional, sob a condução de um psicólogo, com
carga horária de 40 h/a. As iden ficações pessoais e profissionais, assim como o conhecimento acerca das profissões e da realidade de cada
município contemplado, são trabalhadas por meio de a vidades grupais com metodologia par cipa va e fundamentos teórico-reflexivos,
dentro de uma perspec va sócio-histórica. Após a capacitação, o projeto tem a meta de inserção mínima de 20% desses jovens no mercado de
trabalho. Durante os dez anos de execução, contemplou 91 municípios cearenses, totalizando 5.350 par cipantes e inserindo 1.372 jovens no
mercado de trabalho. O JUVEMP se inclui no conjunto das polí cas públicas sociais, oportunizando ao jovem em situação de vulnerabilidade
social uma formação capaz de es mular o autoconhecimento, fortalecimento dos vínculos familiares, ampliação de uma visão de mundo e do
senso de responsabilidade para a resolução de problemas, apropriação da realidade socioeconômica do município, assim como facilitar seu
processo de escolha profissional.
suzanacavalcante@uol.com.br

CONTRIBUIÇÕES DE UMA CLÍNICA ESCOLA DE PSICOLOGIA NO CONTEXTO DA ESCOLHA PROFISSIONAL


Michele Gaboardi Lucas
Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
Os debates em torno da importância da reflexão referente ao momento da escolha profissional já acontecem há um bom tempo. Porém,
percebe-se que ainda hoje muitos jovens escolhem seus cursos superiores ou técnicos sem considerar as várias questões que permeiam esse
processo de decisão. Dentre estes temas é possível citar: as influências sofridas no momento da escolha; o mercado de trabalho; o
autoconhecimento; os critérios u lizados para realizar a escolha; os cursos oferecidos pelas ins tuições de ensino, entre outros. A realidade do
Oeste de Santa Catarina não é diferente, na medida em que o público que busca o processo de orientação profissional de uma clínica escola de
psicologia de uma universidade comunitária, em sua maioria é composto por jovens trabalhadores, que já realizaram uma primeira escolha
profissional, estão cursando um curso superior ou técnico em ins tuições federais e estão insa sfeitos com sua escolha. A par r disso surgem
alguns ques onamentos, dentre eles: Como o profissional psicólogo pode contribuir com essa demanda? Uma das estratégias que vem sendo
u lizada nos úl mos quatro anos para tentar minimizar essas questões são as palestras sobre Escolha Profissional que fazem parte do projeto
UNOESC Solidária. Essas palestras são realizadas em escolas públicas da cidade de Chapecó SC e região, com o obje vo de propiciar reflexões
sobre o momento da escolha e sobre a inserção no mercado de trabalho. Até o mês de maio deste ano, par ciparam das palestras cerca de 2000
alunos do segundo e terceiro ano do ensino médio. Constatou-se que a par r de 2016 o número de jovens que tem buscado o processo de
orientação profissional na clínica escola aumentou significa vamente. Por meio de levantamento iden ficou-se que isso tem relação com as
palestras realizadas, cujo processo será descrito na presente Mesa Redonda. Palavras-chave: escolha profissional; trabalho e estudos; clínica
escola.
michele.lucas@unoesc.edu.br

MR8: RESULTADOS DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E A ARTICULAÇÃO EM NARRATIVAS DE CARREIRA


Coordenadora: Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP
Essa mesa redonda obje va contribuir com reflexões sobre o uso de técnicas de avaliação psicológica em contextos de orientação profissional,
obje vando trazer ao debate a integração de dados como estratégias facilitadores de processo de decisão de carreira úteis aos usuários dos
serviços apresentados. Os temas desenvolvidos abordados: (a) O uso cria vo/alterna vo dos resultados de avaliação em processos de
orientação profissional (Thaline da Cunha Moreira, Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel, Leonardo de Oliveira Barros - Universidade São Francisco);
(b) Avaliação em processo de orientação profissional: ar culação dinâmica das informações (Lucy Leal Melo-Silva, Universidade de São Paulo,
campus de Ribeirão Preto); e (c) A EMEP e a AIP como instrumento facilitadores do processo de orientação profissional (Mariana Araújo Noce,
UNAERP).
42
Mesas Redondas
O USO CRIATIVO/ALTERNATIVO DOS RESULTADOS DE AVALIAÇÃO EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Thaline da Cunha Moreira
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Durante a realização de um processo de orientação profissional diversos instrumentos podem ser u lizados para conhecer e auxiliar o
orientando quanto ao esclarecimento de suas dúvidas. Para além das informações padronizadas que estes instrumentos podem fornecer, eles
também podem ser u lizados de forma cria va/alterna va para aprofundar outras questões com o adolescente. Assim, o presente estudo tem
por obje vo o relato de dois casos em que uma escala de autoeficácia e de aconselhamento profissional foram u lizadas para além do formato
tradicional, com as interpretações dos fatores, sendo discu dos também os itens mais per nentes. Os par cipantes foram dois adolescentes,
ambos com 17 anos e estudantes do terceiro ano do ensino médio de escolas par culares, que foram atendidos individualmente. A par cipação
deles no processo de orientação profissional oferecido por uma universidade do interior de São Paulo se deu mediante a assinatura do Termo de
Consen mento Livre e Esclarecido pelo responsável. Eles par ciparam de oito encontros nos quais foram aplicados a Escala de Autoeficácia
para Escolha Profissional (EAE-EP), a Escala de Aconselhamento Profissional (EAP) e o BBT-Br, além do desenvolvimento de a vidades de
exploração e autoconhecimento. Os par cipantes responderam em uma sessão a EAE-EP e a EAP, sendo que os resultados foram trabalhados no
encontro seguinte. Além de apresentar o desempenho geral deles em relação aos fatores avaliados pelas escalas, os itens que veram as
pontuações mais baixas foram novamente retomados, de forma que eles pudessem refle r a razão pela qual vieram responder de tal forma,
além de aprofundar outras questões a par r da reflexão destes itens. A proposta de u lizar os itens de forma cria va tem principalmente o
intuito de construir narra vas com o orientando a respeito da sua escolha por um curso ou profissão.
thacmoreira@gmail.com

AVALIAÇÃO EM PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULAÇÃO DINÂMICA DAS INFORMAÇÕES


Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP
No contexto do aconselhamento de carreira a avaliação se dá em três circunstâncias: da pessoa, de sua problemá ca e dos processos e
resultados da intervenção. A avaliação da pessoa, em seus atributos (interesses, maturidade, personalidade, autoeficácia, valores, entre outras)
proporciona informações relevantes para o psicólogo para o delineamento do processo de intervenção. E, para o cliente se ele atribui sen dos
aos resultados e eles se ar culam com as demais informações. As interpretações individuais tratadas no diálogo entre o psicólogo e o cliente a
respeito dos resultados de diversas e complementares técnicas cons tui um dos ingredientes crí cos da intervenção de carreira. Esta
apresentação obje va descrever quando e como a avaliação da pessoa é realizada no Serviço de Orientação Profissional da USP de Ribeirão
Preto. As dimensões psicológicas foco desta apresentação são: (a) maturidade, avaliada por meio da Escala de Maturidade para a escolha
profissional (EMEP), de Kathia Neiva, e (b) interesses, avaliados mor meio do Teste de Fotos de Profissões (BBT-Br): método proje vo para a
clarificação da inclinação profissional, de Mar n Achtnich. As questões de carreira são explicitadas por meio de questões-guia da “Minha
História de Carreira”, de Savickas e Hartung. Os dados foram ob dos no processo de intervenção realizado em 12 sessões, nas quais foram
desenvolvidas temá cas como autoconhecimento, escolha, influência familiar, informações sobre as profissões, e mundo do trabalho. Um
estudo de caso de uma jovem de 17 anos, do sexo feminino, proveniente de uma escola par cular é apresentado ar culando as informações
ob das por diferentes técnicas que possibilitaram a explicação das escolhas delineadas a par r da infância, fazendo sen do na atualidade com
sinalização de um projeto de futuro.
lucileal@ffclrp.usp.br

A EMEP E A AIP COMO INSTRUMENTOS FACILITADORES DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Mariana Araújo Noce
UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto, SP
Na Orientação Profissional e de Carreira, diversas técnicas e instrumentos de avaliação psicológica podem ser u lizados para o orientador
conhecer diferentes aspectos da pessoa em processo de decisão de carreira e para favorecer que o orientando tenha acesso e reflita sobre suas
caracterís cas, considerando tais informações em seus projetos profissionais e de vida. O presente trabalho tem o obje vo de apresentar e
discu r o uso da Escala de Maturidade para a Escolha Profissional (EMEP) e do teste Avaliação dos Interesses Profissionais (AIP) em intervenções
individuais realizadas por estagiários na clínica-escola da Universidade de Ribeirão Preto, durante estágio curricular obrigatório. Após aplicação
e avaliação dos instrumentos conforme instruções e padronização constantes em seus respec vos manuais técnicos, os resultados são
analisados e u lizados para embasar devolu vas e discussões, ao longo do processo, de forma a es mular reflexões dos orientandos,
promovendo o autoconhecimento e a busca de informações. No caso da EMEP, são destacadas frases que, tanto do ponto de vista dos
orientandos quanto dos orientadores, geram reflexão e conscien zação a respeito de a tudes e conhecimentos referentes à exploração de si e
das ocupações. A avaliação por meio da AIP é u lizada para, além de iden ficar campos de menor e de maior interesse, favorecer a exploração
de ações profissionais e a associação de tais a vidades com diferentes áreas e carreiras. A aplicação da EMEP ao final dos atendimentos também
tem sido instrumento ú l a clientes e estagiários para avaliação e significação de todo o processo de orientação, bem como para reconhecer
a tudes e conhecimentos ainda a desenvolver. São apresentadas situações de casos atendidos para ilustrar o trabalho que vem sendo realizado
e a ar culação entre informações quan ta vas e qualita vas dos referidos instrumentos com os processos de construção de carreira dos
usuários do serviço.
mnoce@unaerp.br

MR9: FRONTEIRAS DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA CLÍNICA.


Coordenadora: Maria Emilia Bonora Lima
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
A proposta dessa mesa é discu r a clínica dentro da orientação profissional, desde três pontos de vista: o contexto social hipermoderno, as
fronteiras entre a Psicoterapia Breve e a Orientação Profissional e os impactos dos fatores emocionais propiciando ou dificultando o sucesso das
orientações. Tenciona-se assim ilustrar aspectos importantes do trabalho clínico na atualidade, ampliando o olhar para esta modalidade de
intervenção em Orientação.

43
Mesas Redondas
A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA UNIVERSITÁRIOS NO CENÁRIO HIPERMODERNO
Yara Malki
Marcos Lanner de Moura
Maria Celeste Almeida
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Essa apresentação visa discu r a Orientação Profissional sob o vér ce da dialé ca indivíduo-sociedade no momento histórico hipermoderno. A
hipermodernidade ou modernidade tardia é compreendida não como ruptura, mas antes, como exacerbação das caracterís cas da
modernidade. Alguns elementos que definem a vivência do indivíduo hipermoderno e são sensíveis às questões de escolha profissional serão
destacadas: a dúvida radical, o eu como projeto auto reflexivo, o tempo como velocidade, o paradigma da descartabilidade, a sociedade do
espetáculo, a busca pelo sen do, o impera vo da felicidade e da diversão. Será discu da também a centralidade do Trabalho para as gerações
mais jovens e o papel da tecnologia, induzindo estratégias de lida com a realidade do po tenta va-e-erro. Percebe-se a autoconstrução
iden tária como uma tarefa contraditória devido a determinantes sociais que reforçam a impulsividade e a baixa reflexão. Conclui-se com
apontamentos sobre o papel do orientador clínico na atualidade: oferecer con nência e rêverie, ter atenção ao falso self profissional e à
demanda pela “busca de sen do” no trabalho, ser ponto de referência, auxiliar o sujeito a integrar sua narra va autobiográfica, mostrar-se
como presença viva. A OP mostra sua potência como locus de resistência ao paradigma da descartabilidade e ao tempo vivido como velocidade.
yara.malki.psi@gmail.com

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA CLÍNICA: FOCO, ENQUADRE E MANEJO CLÍNICO À LUZ DA PSICOTERAPIA BREVE
Marcos Lanner de Moura
Yara Malki
Maria Celeste Almeida
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
É comum entre autores da Orientação Profissional (OP) clínica a afirmação de que o processo de OP assemelha-se a uma psicoterapia breve (PB)
com foco na escolha. Contudo, não há consenso sobre qual modelo/estratégia de psicoterapia breve seguir ou mesmo de como se dá essa
semelhança. E. Gillièron (1986, 2004), ao comparar diferentes abordagens em PB psicanalí ca, percebe que os modelos diferenciam-se em
relação à condução do foco e na cons tuição do enquadre, levando a implicações para a dinâmica do campo terapêu co. Da mesma forma,
autores e suas propostas em OP clínica apresentam diferenças quanto à condução do manejo clínico bem como em relação ao enquadre e foco.
O presente ensaio visa explorar essas diferenças à luz de contribuições do campo da PB psicanalí ca. A problemá ca da escolha e a
compreensão do tempo futuro, na OP, pode ser considerado como o foco do processo mas também como parte do enquadre, trazendo
diferentes implicações para o processo. As formas como se estabelecem o enquadre (tempo pré-definido ou não, número de encontros, uso de
testes e a vidades) implicam em diferenças na postura do orientador (se mais ou menos a va) e no manejo. Por fim, concebe-se que a
interpretação carrega, como obje vo úl mo, os aspectos referentes à projeção do futuro e apresenta-se uma representação gráfica de seu
percurso.
marcos.lanner@gmail.com

ILUSTRAÇÃO DA DIALÉTICA E DO MANEJO CLÍNICO NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: ALCANCES E LIMITES


Maria Celeste Almeida
Yara Malki
Marcos Lanner de Moura
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Como pesquisadora do NOP - Núcleo de Orientação Profissional, vinculado ao LABOR - Laboratório de Estudos sobre o Trabalho e Orientação
Profissional do Ins tuto de Psicologia da Universidade de São Paulo, atendo universitários da USP que buscam o serviço com diversas queixas,
desde dúvidas quanto à escolha do curso atual, até questões quanto ao medo do futuro profissional e estabelecimento de sua carreira. Os
universitários apresentam desde um mo vo principal a um ou vários mo vos periféricos; de mo vos conscientes a mo vos inconscientes para o
próprio jovem universitário (Malki, 2015). Ao fazer o esclarecimento entre o mo vo principal e os periféricos, nos deparamos também com
questões emocionais, que nem sempre são claras ao universitário, mas influenciam o mo vo da queixa. O NOP recebeu em 2015 e 2016 um
total de 83 universitários, em alguns, estavam presentes questões emocionais que influenciavam o mo vo da queixa. O obje vo dessa
apresentação é demonstrar através de dois casos clínicos de universitários atendidos pelo NOP, como as questões emocionais podem estar
presentes juntamente com as queixas apresentadas, e até inviabilizar o processo de orientação profissional. Ambos os casos foram atendidos e
serão apresentados dentro de todos os cuidados é cos exigidos em pesquisa, de forma a proteger o anonimato dos par cipantes. Os casos
apresentados são de um modelo de atendimento com duração de duas a quatro entrevistas de 1h30 cada, passando por três momentos: 1)
Acolhimento - holding; 2) Esclarecimento - iden ficação e apropriação dos mo vos de queixa; 3) Elaboração do plano de ação. Como resultados,
os dados mostram que as questões emocionais se fazem presentes nas queixas trazidas pelos universitários, e em alguns casos é possível
realizar a orientação, mas em outros, a orientação fica extremamente prejudicada e até inviabilizada neste modelo de atendimento.
celeste@celestealmeida.com.br

MR10: “ESCOLHA DE CARREIRA”: INOVAÇÃO PARA ESCOLHA PROFISSIONAL DE ADOLESCENTES


Coordenador: Ricardo Rüppell Paraná Júnior
Bearings Vocacional - Curi ba, PR
O processo de tomada de decisão profissional permeia a carreira em diferentes momentos do desenvolvimento humano. A escolha da carreira
impacta não somente no indivíduo que escolhe, mas também nos contextos que ele está inserido: familiar, escolar, social e outros. No Brasil, ao
se pensar a primeira escolha profissional - para maior parte dos jovens – o fenômeno ocorre ao concluir (ou não) o ensino médio e é geralmente
nessa etapa da vida – adolescência – que se iniciam as a vidades de trabalho e/ou ingresso no ensino superior. Nesse sen do, ques ona-se o
papel da sociedade (escola, família e outros agentes) e das intervenções possíveis e (não) realizadas na formação dos indivíduos com foco em
favorecer a escolha profissional com maturidade e segurança. Com o obje vo de facilitar a tomada de decisão profissional, a plataforma
“Escolha de Carreira” foi pensada como uma intervenção que pode ser acessada pelo estudante nos diferentes contextos em que está inserido,
usando apenas um computador, tablet ou celular. O sistema foi desenvolvido com uma linguagem personalizada para o público adolescente e
visa es mular o autoconhecimento, reflexão sobre interesses profissionais e trazer informações sobre cursos e mercado de trabalho de
diferentes áreas de atuação. Por meio de sua personalização, intera vidade e automação, verificou-se o engajamento dos jovens com o recurso
quando o mesmo foi divulgado em escolas, redes sociais e também usado para inovar e agregar durante o processo de orientação profissional
tradicional.

44
Mesas Redondas
STARTUPS E SUAS CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Ricardo Rüppell Paraná Júnior
Bearings Vocacional - Curi ba, PR
O processo de decisão que envolve a escolha profissional impacta não somente jovens adolescentes, mas pessoas de diferentes faixas etárias.
Segundo um estudo da Interna onal Management Stress Associa on, 72% das pessoas não se consideram sa sfeitas em suas ocupações
laborais. Ademais, 52% dos profissionais não atuam em suas áreas de formação (IPEA). Nesse sen do, ques ona-se o papel das ins tuições de
ensino superior na formação de seus estudantes, contribuição e direcionamento ao mercado de trabalho. Este cenário intensifica-se com a
chamada Geração Z (nascidos a par r da metade da década de 90 até 2010), trazendo consigo caracterís cas como o imedia smo e exigência
sobre a carreira profissional em níveis acentuados se comparados às demais gerações. Todos os anos, estudos evidenciam a constante
adaptação do mercado de trabalho à novas tecnologias e ex nção de profissões tradicionais e consagradas. Tais acontecimentos reforçam a
importância de informações e profissionais atualizados para ofertar experiências de reflexão condizentes com a configuração do mercado de
trabalho para os próximos anos. O surgimento de nanodegrees, cursos online e profissões que não exigem a formação em um curso superior
impactam significa vamente os processos sele vos de empresas e a inserção/recolocação de profissionais em novas oportunidades de
trabalho. Ao considerar o cenário da escolha profissional e os avanços tecnológicos em diversas áreas do conhecimento, foi desenvolvido um
projeto online que visa auxiliar profissionais da psicologia e orientação profissional de forma escalável, eficiente e conectada. Sabendo da
importância do elemento humano no processo e prezando pela qualidade metodológica, o sistema traz questões que envolvem o
autoconhecimento, informações sobre o mercado de trabalho, referência de testes psicológicos com validade cien fica e a combinação de
diretrizes curriculares do Ministério da Educação aliada às ro nas exercidas por profissionais das mais diversas áreas de atuação.
ricardo.rpj@gmail.com

ESCALABILIDADE E AUTOMAÇÃO NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Rodrigo Wazlawig
Bearings Vocacional - Curi ba, PR
O processo de orientação profissional no Brasil data do início do século XX, quando os primeiros laboratórios de psicometria são instalados no
LICEU de artes de SP. Tinham por obje vo mensurar o potencial intelectual do indivíduo para, a par r do conjunto de competências aferido,
direcionar o estudante para uma área do conhecimento a qual sua força de trabalho agrega-se maior valor. Essa lógica econômica-industrial
u lizava, em seu processo, inventários e ques onários de papel que, posterior a sua aplicação, necessitavam de um tempo para correção e
interpretação de dados pelo profissional. Contudo, principalmente com o advento da tecnologia, o mundo contemporâneo passou a permi r a
automação de diversos processos que an gamente eram manuais. Gerando eficiência e economia ao processo de fabricação e manufatura de
bens e serviços. É dentro deste contexto que se busca apresentar essa discussão. Não como uma fórmula rasa de soluções prontas, mas como
um outro ponto de vista para a abertura das ciências humanas à evolução inevitável do ser humano tecnológico, social e conectado. Os estudos
realizados para este trabalho têm como base a plataforma de orientação profissional “Escolha de Carreira” e foram aplicados em contextos
escolares na cidade de Curi ba com jovens de 15 à 18 anos, todos em fase pré-ves bular. Iden ficou-se que o tempo de resposta para a
devolu va pós-aplicação era a principal fonte de ansiedade dos alunos. Não o bastante, o déficit de conteúdo atualizado e profissões sugeridas
dificultam a criação de parâmetros para uma tomada de decisão realista. Com a automação do processo obteve-se o engajamento de todos os
alunos, principalmente pelo conteúdo atual e interfaces de design que permi ram uma experiência única e intera va. Por fim, concluiu-se que o
uso da “Escolha de Carreira” Como ferramenta de apoio ao processo de orientação profissional aumentou o conteúdo ofertado aos estudantes;
reduziu o tempo de espera pelo resultado; agregou conhecimento sobre a pesquisa de Ins tuições de Ensino Superior e possibilitou ao gestor
pedagógico uma inteligência de dados com o perfil das turmas e cursos favoritos.
rodrigo.wazla@gmail.com

“ESCOLHA DE CARREIRA”: RECURSO TECNOLÓGICO COMPLEMENTAR NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL


Rafaela de Faria
Barbara Prado Zerba o
ICOP - Ins tuto de Coaching e Orientação Profissional – Curi ba, PR
Ao longo das úl mas décadas, a sociedade e o mundo do trabalho têm se transformado e exigido um posicionamento diferente dos indivíduos
em relação à sua carreira. Essas mudanças fazem com que também a Psicologia enfrente novos desafios, teóricos e prá cos, nessa área. Nos dias
de hoje, os indivíduos precisam se adaptar às mudanças constantes, aproveitar as oportunidades presentes e estar atentos às oportunidades
futuras. E, ainda, con nuar tomando decisões, implementando as escolhas e construindo sen dos sobre si e sobre a carreira nas diferentes
fases do desenvolvimento humano (Soares, 2014; Duarte, 2013; Savickas, 2009). É fato que “o futuro da Psicologia Vocacional/Profissional
depende da sua capacidade para responder às mudanças na sociedade, ao oferecer modelos, métodos e materiais que permitam uma
intervenção adaptada às transformações no contexto atual” (Barros, 2010, p.17). Para atender às necessidades dos indivíduos do século XXI, os
modelos e métodos de carreira do século XX devem ser refle dos, subs tuídos ou reformulados de forma a dar origem a enfoques dinâmicos
que enfa zem a flexibilidade humana, a adaptabilidade e a aprendizagem ao longo da vida (Lima&Fraga, 2010). Frente essa realidade, esse
trabalho visa apresentar os resultados da ar culação entre o “tradicional” processo de Orientação Profissional e a “moderna” plataforma
“Escolha de Carreira”. O recurso tecnológico foi u lizado - para complementar a intervenção e testar sua eficácia - em quinze processos de
orientação profissional no primeiro semestre de 2017. Os resultados indicados pela plataforma (cursos recomendados) foram comparados com
a escolha dos clientes no final do processo de OP. Destaca-se que em todos os casos avaliados os clientes manifestaram sa sfação em interagir
com a plataforma e os cursos indicados pelo sistema incluía a escolha final dos clientes. Novas comparações serão realizadas, mas até o
momento recomenda-se o uso da “Escolha de Carreira” como um recurso tecnológico complementar na Orientação Profissional.
rafaelaicop@gmail.com

MR11: USO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E DE TÉCNICAS EM INTERVENÇÕES DE CARREIRA


Coordenadora: Maiana Farias Oliveira Nunes
UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Essa mesa se propõe a discu r o uso de instrumentos e técnicas no contexto das intervenções de carreira. O uso de testes (restritos e não
restritos ao psicólogo) acompanha a história da área, assim como as técnicas de intervenção. Em ambos os casos, ao longo do tempo, tem-se
refle do sobre a importância da existência de fundamentos teóricos que sustentem o uso de tais procedimentos, de modo a realizar um
trabalho com a qualidade necessária. Serão discu das questões históricas que influenciam o uso acrí co de ambas ferramentas profissionais e
os problemas associados à formação do psicólogo (tanto na graduação como na pós-graduação). Os impasses da área, do ponto de vista prá co
e cien fico, serão abordados, assim como serão levantadas reflexões na direção da superação das dificuldades encontradas na área.

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Mesas Redondas
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: A IMPORTÂNCIA DOS MODELOS TEÓRICOS DE INTERVENÇÃO
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
O uso de instrumentos de avaliação psicológica, especialmente os popularmente conhecidos como “testes vocacionais”, tem uma longa
tradição na história do aconselhamento de carreira ou orientação profissional. Embora eles não sejam imprescindíveis no processo de
orientação, com certeza cons tuem-se em ferramentas valiosas que podem trazer informações úteis para a intervenção. No cenário brasileiro,
isso traz uma questão importante que é a restrição ou não do uso de instrumentos de avaliação da área de carreira aos profissionais da
psicologia, uma vez que instrumentos considerados testes psicológicos são de uso priva vo de psicólogos. No entanto, o campo do
aconselhamento ou orientação de carreira é mul disciplinar, e profissionais de outras áreas também necessitam avaliar seus orientandos.
Nesta apresentação, serão apresentados argumentos favoráveis e contrários à restrição, indicando os eventuais bene cios e prejuízos que tal
restrição pode trazer à área. Argumenta-se que, mais do que restringir ou não o uso de instrumentos, faz-se necessário melhorar a formação dos
orientadores profissionais, não apenas no que diz respeito ao uso de instrumentos ou técnicas, mas principalmente no que concerne aos
fundamentos teóricos que sustentam a intervenção. É o modelo teórico de aconselhamento u lizado que vai indicar a necessidade ou não de
uso de instrumentos de avaliação na orientação e, mais do que isso, garan r que o uso dos mesmos traga bene cios aos orientandos,
independente da área de especialidade do orientador.
mapteixeira.psi@gmail.com

USO DE TESTES PSICOLÓGICOS EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA


Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A orientação profissional é um processo técnico-cien fico, que visa promover o conhecimento dos atributos psicológicos dos que dele
par cipam; o conhecimento das possibilidades de ocupações e profissões, bem como das inúmeras variáveis que compõem o mundo do
trabalho; com o intuito de facilitar a tomada de decisões dos avaliados em relação ao seu futuro a curto e médio prazo. Psicólogos realizam os
processos de orientação profissional e desenvolvimento de carreira desde o início do desenvolvimento da psicologia no Brasil, por volta da
década de 1960 do século passado e o fazem por meio de modelos teóricos e instrumentos de coleta de dados com enfoques dis ntos. Em que
pese o fato da prá ca ser an ga, ainda há desafios a serem superados, dentre os quais, o escasso número de instrumentos e técnicas que
auxiliem na coleta de informações dos avaliados com caracterís cas cien ficas comprovadas e a formação competente do psicólogo. O presente
trabalho pretende versar sobre tal problemá ca, mais especialmente, sobre os poucos recursos de avaliação com evidências e os saberes que
deveriam ser de conhecimento do psicólogo. Serão trazidos elementos históricos e contemporâneos sobre os temas tratados. Obje va-se situar
o problema e apresentar reflexões sobre eventuais superação ou minimização dos prejuízos.
ana.noronha8@gmail.com

O USO DE TÉCNICAS EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL/VOCACIONAL E DE ACONSELHAMENTO DE CARREIRA


Manoela Ziebell de Oliveira
PUCRS -Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Oficialmente a área de Orientação Profissional/Vocacional (OPV) surgiu entre 1907 e 1909, com a criação do primeiro Centro de Orientação
Profissional nos EUA e a publicação do livro Choosing a Voca on, por Frank Parsons. Nele, Parsons defendia a necessidade de três pilares em
processos de OPV: análise das caracterís cas do indivíduo, análise das caracterís cas das ocupações, e cruzamento destas informações.
Décadas depois, a referência à OPV remete aos processos em que se auxilia os indivíduos indecisos a avaliarem o seu repertório
comportamental e a traduzi-lo em escolhas vocacionais aplicando a tríade de Parsons. Esta a vidade u liza as teorias de traço e fator como
suporte para a aplicação de inventários de interesse, administração de informação, incen vo à exploração e sugestão de escolhas ajustadas.
Traduz, portanto, autoconceitos em tulos profissionais. Diferentemente, indivíduos que ainda não tem essa clareza precisam que um psicólogo
os auxilie no processo de cristalização de um autoconceito de carreira e a visualizarem uma carreira subje va. Esta a vidade é o
Aconselhamento de Carreira (AC), o qual necessita de processos de autorreflexão para promover a clarificação de valores e perspec vas
pessoais, desenvolver autoconhecimento e construir a noção de carreira subje va. Para que isso ocorra, são u lizadas técnicas capazes de
promover a formação de autoconceitos e narra vas sobre a carreira, de forma mais ampla. Embora teoricamente, as diferenças entre os
processos de OPV e AC estejam claramente demarcadas, a tomada de decisão sobre o uso de testes e técnicas na condução de processos de OPV
e AC depende da decisão do profissional que os conduz, e da avaliação que este faz sobre as necessidades e capacidades de seu cliente. No
presente trabalho serão discu dos os bene cios e prejuízos do uso de técnicas em OPV e AC, bem como a possibilidade de que estas
contemplem a tríade de Parsons nestes processos.
manoela.ziebell@gmail.com

MR12: DESAFIOS EM TRANSIÇÕES DE CARREIRA DE ADULTOS


Coordenador: Alexsandro Luiz de Andrade
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
A presente mesa introduz um conjunto de pesquisas atuais no campo de desenvolvimento de carreira. No conjunto dos esforços cien ficos dos
pesquisadores são apresentados novos apontamentos teóricos no campo de transição universidade-trabalho, bem como se discute a inserção
de mulheres em novos espaços do mercado de trabalho. Na orientação de desenvolvimento metodológico do campo, novas ferramentas são
apresentadas para inves gação de construtos tradicionais na psicologia (es lo apego), além da criação de uma tarefa computacional para
avaliação de aspectos de interação família-trabalho.

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Mesas Redondas
DE ESTUDANTE A PROFISSIONAL: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DURANTE A TRANSIÇÃO UNIVERSIDADE-TRABALHO
Marina Cardoso de Oliveira
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG
A transição universidade-trabalho é um momento significa vo e, geralmente, di cil de ser vivenciado já que envolve, entre tantos aspectos, a
reestruturação da iden dade pessoal e profissional. Adicionalmente, estudos apontam que a construção da iden dade profissional é um dos
indicadores de sucesso nesta transição. De modo geral, espera-se que, ao concluírem a graduação, os recém-formados sejam capazes de se
iden ficarem como profissionais mais do que como estudantes. Contrariamente, muitos recém-graduados têm encontrado dificuldades para
construírem uma iden dade profissional, o que influencia a experiência de transição para o trabalho. Reconhecendo a necessidade de
inves gações sobre este tema, realizou-se um estudo qualita vo que teve por obje vo descrever e analisar os fatores que influenciam a
construção iden dade profissional durante a transição universidade-trabalho. Foram realizados dois grupos focais com o total de oito recém-
formados, de ambos os sexos, que concluíram cursos de Psicologia, Engenharia Química, Enfermagem e Geografia. As entrevistas grupais foram
analisadas à luz da análise do discurso. Os resultados indicaram que a construção da iden dade profissional durante esta transição na carreira é
um processo que se desenrola em vários momentos interdependentes que se inicia na graduação e estende-se durante o processo de busca
pela inserção profissional, sendo consolidada com a adaptação ao trabalho e o reconhecimento social. Conclui-se que a transição universidade-
trabalho é um período crí co de construção de sen dos sobre si mesmo, ficando a cargo do próprio indivíduo o processo de tornar-se um
profissional. Essas conclusões evidenciam a importância dos programas de orientação de carreira no ensino superior como estratégia para
diminuir as distâncias entre a formação e a realidade do mundo do trabalho. Além disso, recomenda-se que tais programas se dediquem em
facilitar o desenvolvimento de habilidades que contribuam para a construção da iden dade profissional.
mco.u m@gmail.com

MULHERES EM PROFISSÕES PREDOMINANTEMENTE MASCULINAS: METAS DE CARREIRA E OBSTÁCULOS PARA ASCENSÃO PROFISSIONAL
Ligia Carolina Oliveira-Silva
UFU -Universidade Federal de Uberlândia, MG
A igualdade de gênero em ambientes laborais representa uma demanda rela vamente an ga dos movimentos sociais feministas. Embora
atualmente seja possível constatar o crescimento da atuação feminina em áreas predominantemente masculinas, tais como Engenharias,
Tecnologia, Ciências e Matemá ca, as mulheres ainda são minoria nestas carreiras. Constata-se a existência de uma disparidade do sucesso na
carreira entre homens e mulheres nestas áreas, com eles avançando mais rápido, mais longe e com maiores compensações, o que aponta a
importância de analisar os fatores que contribuem para tal quadro. Sendo assim, este trabalho visa apresentar uma revisão de literatura acerca
das metas profissionais de mulheres inseridas neste âmbito, assim como dos obstáculos de carreira enfrentados pelas mesmas. No tocante às
metas, a literatura indica que enquanto as metas mais frequentes dos homens se relacionam a ganhos monetários e status, mulheres
demonstram preferir ajudar os outros e trabalhar em ambientes prazerosos. De forma geral, as aspirações de carreira femininas costumam ser
inferiores às masculinas, o que pode ser compreendido pela necessidade das mulheres de evitar falhas, assim como pela percepção de que não
tem competência suficiente para trabalhos predominantemente masculinos, culminando na desistência dos mesmos. Em relação aos
obstáculos, estudos indicam que empregadores tendem a acreditar menos nas competências das mulheres, ao mesmo tempo em que lhes
colocam patamares mais altos de desempenho, o que proporcionalmente torna mais di cil que seu desempenho seja bem avaliado.
Adicionalmente, questões como o conflito trabalho-família, maternidade, discriminação e diferenças salariais representam obstáculos
frequentes à ascensão na carreira de mulheres em profissões predominantemente masculinas. Diante disto, destaca-se a necessidade de
estudos que gerem orientações e subsídios para o alcance de metas e ascensão na carreira de mulheres nestas profissões, assim como a
disseminação de estratégias que contribuam para a diminuição da desigualdade e discriminação de gênero.
ligiacarol1987@gmail.com

MODELOS RELACIONAIS DE APEGO ADULTO E CORRELATOS DE CARREIRA


Alexsandro Luiz de Andrade
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
A teoria do apego prove uma compreensão de como os modelos individuais de relacionamento influenciam os comportamentos interpessoais.
Segundo estudiosos do apego, desde a infância os indivíduos, a par r das interações estabelecidas com seus cuidadores (adultos), formam,
modulam e reforçam esquemas cogni vos, bem como constroem modelos internos sobre si e sobre os relacionamentos com contexto externo
(outras pessoas e situações). Aplicações da teoria no contexto laboral são recentes, porém os diferentes estudos demonstram que es lo de
apego é uma variável importante no desenvolvimento dos indivíduos ao longo da sua trajetória profissional, nas expecta vas de performance,
decisão de carreira, burnout e engajamento no trabalho. Considerado a falta de instrumentos psicológicos para avaliação de apego a par r de
interações em contextos profissionais, propomos nesta pesquisa o desenvolvimento de uma medida psicológica com esta finalidade e seu
estudo com outras variáveis psicológica do campo de trabalho e desenvolvimento de carreira. Par ciparam da pesquisa 450 indivíduos adultos
de diferentes regiões do território brasileiro. Dentre os par cipantes 280 (61,10%) eram do sexo feminino, a média de idade dos par cipantes
foi de 23,79 anos (DP = 6,8 anos). Os resultados gerais do estudo apresentaram indicadores favoráveis de validade e precisão para versão em
português brasileiro da medida de apego para relações de trabalho. A versão final da escala apresentou uma estrutura fatorial condizente com
modelo bidimensional de apego, bem como relação convergente e divergente com construtos de apego român co, adaptabilidade de carreira,
autoeficácia e sa sfação com a vida.
alexsandro.deandrade@yahoo.com

47
Mesas Redondas
ARBITRIUM: DESENVOLVIMENTO DE UMA TAREFA COMPUTACIONAL PARA AVALIAR CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA
Manoela Ziebell de Oliveira
André Luiz Lenhonardt dos Santos
Gabriela Techio
Henrique Kalife
Paula Oviedo Ferreira
Rodrigo Soares de Assis
PUC-RS – Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
O conflito família-trabalho é um conflito interpapeis que tende a surgir quando: 1) o tempo dedicado às responsabilidades de um dos papeis
impede que as obrigações do outro sejam assumidas; 2) a tensão oriunda de um domínio gera estresse, ansiedade, depressão, etc., impedindo
que as a vidades no outro sejam desempenhadas; 3) os comportamentos esperados para um papel não correspondem à postura esperada no
outro. O presente estudo apresenta o desenvolvimento de uma tarefa computacional para avaliação do processo de tomada de decisão de
profissionais sobre a alocação do tempo em situações de conflito trabalho-família. A tarefa terá início com o preenchimento de uma agenda
semanal a par r de a vidades disponíveis em uma lista pré-determinada (ex. reunião, dormir, lazer com a família). Uma vez que o
preenchimento esteja concluído a contento, será gerado um painel de registro de cinco recursos (saúde, energia, dinheiro, trabalho e família), e
terá início a simulação de passagem do tempo (15 minutos reais simularão um mês na tarefa). Durante a passagem do tempo serão gerados
eventos aleatórios que apresentam situações de conflito trabalho-família, como: “É sexta-feira a tarde, seu chefe o convida para um happy hour
com diretores. Ao mesmo tempo, você recebe uma mensagem de seu cônjuge lembrando da apresentação no colégio do seu filho. O que você
faz?”. O par cipante deverá então tomar uma decisão em relação a este evento, com as respostas se dividindo em duas, família ou trabalho
representado. Ao cabo de cada semana simulada pelo programa, o par cipante será convidado a revisar a organização de sua agenda e alterá-la
caso considere necessário. Por fim, depois de passado o mês simulado, será gerado um resultado a par r de quantos pontos foram distribuídos
entre os domínios de família e trabalho, explicando o que aconteceu com o par cipante em cada um dos cinco recursos.
manoela.ziebell@gmail.com

MR13: AVALIAÇÃO DE INTERVENÇÕES COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS


Coordenadora: Cláudia Sampaio Corrêa da Silva
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A construção do percurso universitário apresenta diversos desafios, que passam por questões de carreira, de aprendizagem, de adaptação ao
novo contexto e de bem-estar. As prá cas de apoio a esse público têm se tornado mais comuns nos úl mos anos, embora muitas ins tuições de
nível superior brasileiras ainda não contem com serviços de orientação de carreira e aprendizagem. Uma preocupação em comum perpassa os
três trabalhos dessa mesa: colocar em análise prá cas de intervenção com universitários como forma de melhor estruturar e fundamentar o
trabalho, e como estratégia para desenvolver prá cas afinadas com as necessidades dos estudantes. Os três trabalhos avaliam os impactos das
intervenções, a par r de uma definição de seus principais obje vos. Nesse sen do, ar culam os princípios teóricos que embasam as
intervenções com os métodos selecionados para avaliá-las. O primeiro estudo inves gou resultados e processos de mudança no
aconselhamento de carreira individual, que teve como obje vo a promoção da adaptabilidade de carreira, sen do de vida e recursos narra vos.
O segundo estudo avaliou uma intervenção em grupo focada na promoção da autorregulação da aprendizagem de forma integrada à reflexão
sobre os obje vos de carreira. A terceira pesquisa inves gou a efe vidade de um grupo de planejamento de carreira que teve como propósito o
estabelecimento de obje vos e metas profissionais, e se valeu de um modelo advindo da psicologia posi va, abordando também aspectos
como a esperança. Os três estudos evidenciam a efe vidade das prá cas, podendo-se considerar como fio-condutor dentre as variáveis que
apresentam melhoras com o atendimento os aspectos rela vos à iden dade profissional, à decisão de carreira e à autoeficácia. Além disso,
demonstram que os bene cios das intervenções vão além das dimensões de carreira e aprendizagem, contemplando aspectos como a melhora
em indicadores de ansiedade, depressão, o mismo, esperança e sen do de vida. Outros resultados são específicos de cada trabalho, e cabe
discu r as peculiaridades das prá cas conforme seu enquadre em termos de duração e de modalidade (grupal e individual). A mesa pretende
contribuir com a apresentação de prá cas que têm se mostrado efe vas pela experiência profissional e pelos achados de pesquisa, auxiliando a
refle r sobre possibilidades de integrar teoria, pesquisa e intervenção.

AVALIAÇÃO DE UMA INTERVENÇÃO EM ACONSELHAMENTO DE CARREIRA FUNDAMENTADA NO PARADIGMA LIFE-DESIGN COM


UNIVERSITÁRIOS
Cláudia Sampaio Corrêa da Silva
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Este estudo teve como obje vo compreender impactos e processos de mudança no aconselhamento de carreira a estudantes universitários.
Desenvolveu-se um modelo de atendimento constru vista narra vo, fundamentado no Paradigma Life-Design, com duração média de dez
sessões individuais semanais. Inves gou-se, primeiramente, o impacto da intervenção em adaptabilidade de carreira, sen do de vida e nas
narra vas autobiográficas dos clientes (em reflexão autobiográfica e em valência afe va das narra vas), a par r de um delineamento quase-
experimental. Buscou-se, também, através de dois estudos de caso, compreender a relação entre os resultados do atendimento com os
processos de mudança narra va, avaliados com o Modelo dos Momentos de Inovação. Os resultados do primeiro estudo evidenciaram a
efe vidade da intervenção na promoção de recursos de preocupação, controle, curiosidade e confiança, bem como em dimensões de
desenvolvimento de carreira de iden dade profissional, decisão de carreira, planejamento de carreira e autoeficácia profissional. Além disso,
observou-se o aumento significa vo na dimensão de presença de sen do de vida e na valência afe va com que os par cipantes narravam as
suas histórias de vida. O grupo de comparação, formado por estudantes que não par ciparam de intervenções, não apresentou mudanças nas
variáveis inves gadas. Os dois estudos de caso permi ram um aprofundamento na compreensão sobre os processos de mudança narra va, e o
estabelecimento de relações com os desfechos observados para cada par cipante. Constatou-se que desfechos posi vos do aconselhamento
de carreira es veram associados ao aumento progressivo de complexidade na elaboração de momentos de inovação nas sessões, e à presença
de momentos de inovação de reflexão sobre a mudança e de reconceitualização. Discutem-se as implicações para a pesquisa e a prá ca do
aconselhamento de carreira.
claudia.sampaio@ufrgs.br

48
Mesas Redondas
AVALIAÇÃO DE INTERVENÇÃO VOLTADA À AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: INTEGRANDO
APRENDIZAGEM E CARREIRA
Ana Paula Couto Zoltowski
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
IBGEN - Ins tuto Brasileiro de Gestão de Negócios
A universidade atribui ao estudante um papel central e a vo no seu processo de aprendizagem, ao contrário do que ocorre no ensino médio,
cuja centralidade recai, em geral, no papel do professor. Para dar conta dessas expecta vas, ao estudante é necessário desenvolver uma
capacidade de se autorregular, apropriando-se da construção do seu processo de aprendizagem de modo autônomo, crí co e mo vado. Sendo
assim, o obje vo desse estudo foi avaliar o impacto de uma intervenção breve focada em aspectos autorregulatórios da aprendizagem com
estudantes universitários. A intervenção seguiu o seguinte modelo teórico: 1) aspectos mo vacionais, em especial o autoconceito vocacional,
aliado à autoeficácia acadêmica e às metas de realização; 2) estratégias de aprendizagem e automonitoramento durante a fase de desempenho;
e 3) aspectos metacogni vos através da autorreflexão. Par ciparam 81 estudantes de cursos da área de ciências exatas, com idades entre 18 e
41 anos, divididos em grupo experimental (GE; n=24) e controle (GC; n=57). Escalas foram aplicadas antes e após a intervenção, avaliando
aspectos mo vacionais (autoeficácia acadêmica, meta aprender, meta performance-aproximação, meta performance-evitação, iden dade,
decisão de carreira), estratégias de aprendizagem (planejamento, monitoramento, autorreflexão) e indicadores de saúde psicológica
(ansiedade, depressão, estresse). Análises de variância revelaram que a intervenção impactou posi vamente o GE quanto à autoeficácia
acadêmica, iden dade e decisão de carreira, monitoramento e autorreflexão. Além disso, o GE apresentou melhora nos níveis de ansiedade,
estresse e depressão. Os resultados sugerem a eficácia da intervenção proposta, salientando-se o acréscimo de aspectos de desenvolvimento
de carreira no modelo de autorregulação da aprendizagem. Dessa forma, a promoção de intervenções mais integradoras colabora para o
desenvolvimento do universitário como um todo, levando em conta não apenas questões de aprendizagem, mas também a forma como ele lida
e constrói a sua carreira ao longo da trajetória universitária.
ana_zoltowski@yahoo.com.br

RESULTADOS PRELIMINARES DE UMA INTERVENÇÃO DE PLANEJAMENTO DE CARREIRA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS


Cássia Alves Ferrazza
UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha – Caxias do Sul, RS
O estudante, durante sua formação universitária, depara-se com diversas oportunidades profissionais, que podem estar relacionadas a
estágios, disciplina opta vas, cursos e/ou congressos, além de bolsas de iniciação cien fica, extensão e monitoria. Além disso, a transição
universidade-mercado de trabalho ainda é pouco explorada neste contexto. A fim de auxiliar a elaborar metas e planos de carreira, este estudo
tem como obje vo avaliar uma intervenção voltada ao planejamento de carreira em universitários. A intervenção foi construída a par r do
modelo teórico do Career flow: A hope-centered model of career development (HCMCD) com o obje vo de desenvolver o autoconhecimento
além de auxiliar no estabelecimento de metas e planos de carreira, realizada em três encontros semanais com duas horas de duração.
Par ciparam 22 estudantes (62,2% mulheres) de diferentes cursos de graduação e tecnológicos com idades entre 19 e 48 anos (M = 23,86; DP =
6,06), matriculados a par r do 3º semestre. Foram aplicados instrumentos relacionados a variáveis de carreira (adaptabilidade de carreira,
decisão de carreira, autoeficácia profissional, exploração ampliada de carreira, iden dade profissional e lócus de controle profissional) e a
variáveis relacionadas à Psicologia Posi va (o mismo e esperança), antes e após a intervenção. Foram encontradas diferenças esta s camente
significa vas nas dimensões controle e curiosidade da escala de adaptabilidade de carreira, decisão de carreira, autoeficácia profissional,
exploração ampliada de carreira, lócus de controle profissional, o mismo e esperança, sendo os valores superiores após a intervenção. Os
resultados demonstram para a importância de construir intervenções para o público universitário a fim de clarear os interesses e as metas
profissionais além de auxiliar na construção de planos condizentes com as metas, contexto universitário e mercado de trabalho.
cassiaferrazza@gmail.com

MR14: DIÁLOGO ENTRE PESQUISADORES E PROFISSIONAIS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA: POR


QUE POUCO ACONTECE?
Coordenador: Marcelo Afonso Ribeiro
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Esta mesa-redonda visa discu r questão central do campo da Orientação Profissional e de Carreira cons tuída pela grande dissociação entre
pesquisa e prá ca profissional que tem trazido consequências significa vas para a área, principalmente ao gerar resultados de pesquisa com
pouco compromisso com a realidade profissional e produzir prá cas profissionais com pouco embasamento nas pesquisas recentes da área.
Para tal tarefa, a mesma temá ca será discu da através da visão de três lugares sociais dis ntos, a saber: profissional que somente atua,
pesquisador, e profissional que atua e faz pesquisa. Assim, a primeira apresentação in tulada “Sobre a prá ca e as teorias de orientação
profissional e de carreira” irá discu r a relação pesquisa-prá ca profissional pela ó ca do profissional que somente atua, apresentando um
paradoxo atual de uma área que tem visto demandas sociais aumentarem enormemente e que tem ex nguido disciplinas de orientação
profissional das grades curriculares, bem como tem pouca bibliografia especializada recente que auxilie em suas prá cas. A segunda
apresentação in tulada “Academia e profissão – Mundos à parte (quase) desconectados” irá discu r a relação pesquisa-prá ca profissional
pela ó ca do pesquisador levantando a hipótese de que a academia não vem produzindo conhecimento para a prá ca profissional em função de
sua retroalimentação endógena e, neste sen do, deixa a prá ca profissional em orientação profissional e de carreira entregue à construção de
conhecimentos pela experiência sem comprovação e validação cien fica. E a terceira apresentação in tulada “Intervenções e atendimentos
podem se tornar pesquisas?” irá discu r a relação pesquisa-prá ca profissional pela ó ca do profissional que atua e faz pesquisa e ques ona o
po de conhecimento passível de publicação que, em geral, desvalorizam “relatos de experiências” e, portanto, afastam profissionais da leitura
dos avanços cien ficos da área. Em conclusão: Pode a área de Orientação Profissional e de Carreira con nuar a exis r marcada por uma grande
dissociação entre pesquisa e prá ca profissional?

49
Mesas Redondas
SOBRE A PRÁTICA E AS TEORIAS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA
Aparecida Mar ns
Sedes - Ins tuto Sedes Sapien ae - São Paulo, SP
A escassez de publicações na área de Orientação Profissional e de Carreira tem provocado grandes dificuldades tanto para professores da área
quanto profissionais. A falta de acesso às pesquisas de modelos ou de relatos de experiências desenvolvidos dos poucos centros de pesquisa na
área seja de experiências inovadoras ou mesmo simplesmente descritas, torna o trabalho do orientador di cil, árido e pouco animador aos que
se encontram nas escolas, consultórios e ins tuições com a tarefa de orientar jovens e adultos no complexo contexto em que vivemos. Estas
dificuldades resultam em dificuldades para formar e atualizar orientadores profissionais. Causa estranheza que uma área de tanta demanda e
de necessidade sempre marcada apresente ainda como livros de referência obras publicadas há décadas e que vários ar gos façam
levantamentos sobre várias temá cas em Orientação Profissional e de Carreira e as conclusões apontem para uma escassez de pesquisas e a
necessidade delas serem feitas. Se os professores têm dificuldade em preparar uma bibliografia que embase suas aulas e prá cas
supervisionadas, os orientadores ou pessoas que esporadicamente se lançam a atender alguém em orientação profissional se deparam com as
dificuldades e não têm aonde buscar respostas ou novas possibilidades. A área está em crise no Brasil, vários cursos de Psicologia e Pedagogia já
re raram a disciplina de Orientação Profissional da grade curricular ou a transformaram em online, uma contradição di cil de explicar face ao
aumento de pessoas que buscam esse po de auxilio, do destaque dado pela mídia à necessidade deste po de trabalho para as diversas idades.
Um melhor diagnós co sobre os mo vos deste paradoxo se faz necessário e com urgência.
contato@orprofissional.com.br

ACADEMIA E PROFISSÃO – MUNDOS À PARTE (QUASE) DESCONECTADOS


Marcelo Afonso Ribeiro
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Em tese, a academia prepara a prá ca profissional através dos cursos de formação e a prá ca profissional alimenta as pesquisas realizadas na
academia, sendo, portanto, mundos diretamente inter-relacionados. Na prá ca, tanto a academia, quanto a prá ca profissional, parecerem
produzir realidades à parte e, por conseguinte, desconectadas uma das outras, em função de demandas dis ntas dirigidas a cada uma.
Enquanto a academia tem que atender demandas de produção de ar gos cien ficos que obedecem a uma lógica muito par cular de geração de
dados cien ficos que, em geral, não fornece subsídios diretamente aplicáveis na prá ca profissional; a prá ca profissional tem que atender as
demandas do mercado e da sociedade de maneira ágil e aplicada e quase sempre não oferece informação para as pesquisas realizadas na
academia. Numa área eminentemente aplicada como a Orientação Profissional e de Carreira, se a academia não produz conhecimento para a
prá ca profissional, qual seria, então, a função das pesquisas realizadas na academia? A hipótese é que a academia vive uma endogenia e
parecer exis r para se retroalimentar com pouco compromisso de produção de conhecimento diretamente aplicável para a prá ca profissional
e, neste sen do, deixa a prá ca profissional em orientação profissional e de carreira entregue à construção de conhecimentos pela experiência,
que carece de comprovação e validação cien fica – função, esta, que a academia deveria realizar e parece não estar fazendo. A solução proposta
é o incen vo à produção de conhecimentos pela academia diretamente u lizáveis pela prá ca profissional e a proposta de formas alterna vas
de circulação e publicação não atreladas à lógica dos periódicos cien ficos que permitam a circulação de informação baseada, principalmente,
em relatos de experiências sistema camente desenvolvidas e avaliadas.
marcelopsi@usp.br

INTERVENÇÕES E ATENDIMENTOS PODEM SE TORNAR PESQUISAS?


Maria da Conceição Coropos Uvaldo
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Uma das dificuldades de orientadores–pesquisadores, ou seja, pesquisadores que se dedicam a desenvolver novas prá cas e modelização de
atendimentos e intervenções na área, reside em transformar seus trabalhos e suas pesquisas em ar gos cien ficos aceitos pelas revistas
cien ficas, restando ainda com dificuldades a publicação na forma de livros, muito menos valorizados pelos órgãos avaliadores e mais di ceis de
serem organizados. Uma área como a da Orientação Profissional e de Carreira e seus correlatos Coaching e Educação para a Carreira, que se
encontra na fronteira entre a Psicologia, Educação e Economia acaba por definição necessitando de uma atualização constante, pois mudanças
ou avanços em cada uma dessas áreas acabam por impactar a prá ca do orientador e, dependendo da dimensão, a alteram significa vamente.
Contudo, apesar desta constatação, as pesquisas que apresentam modelos ou intervenções que, em geral, são embasadas ou resultado dessas
mudanças ou mesmo de pesquisas de caráter mais teórico ou de caracterização de populações, são pouco valorizadas pelas revistas cien ficas,
mesmo com procedimentos, número significa vo de par cipantes e resultados adequadamente descritos, acabam na vala comum do “relato
de experiências” e, portanto, desvalorizados e, em grande número, rejeitadas. A grande questão é: Como uma área eminentemente prá ca,
como a Orientação Profissional e de Carreira, pode avançar sem o desenvolvimento de prá cas e de modelos? O resultado imediato é o
afastamento da leitura desses periódicos pelos orientadores que atuam nas ins tuições e consultórios, que necessitam de atualização e
respostas as suas questões advindas de suas prá cas. Pode a área de Orientação Profissional con nuar a exis r desta forma?
mcuvaldo@usp.br

50
Mesas Redondas
MR15: (RE) VISITANDO OS ESPAÇOS DE ATUAÇÃO DO ORIENTADOR PROFISSIONAL: EXPERIÊNCIAS DE
INTERVENÇÕES COM ADOLESCENTES E JOVENS EM CONTEXTOS DIVERSIFICADOS
Coordenadora: Camélia San na Murgo
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista -Presidente Prudente, SP
A proposta para essa mesa-redonda tem como intenção discu r as novas possibilidades de propostas interven vas de Orientação Profissional
(OP) em contextos ainda não explorados. Dessa forma, quatro apresentações foram planejadas, sendo a primeira um relato de uma experiência
com um grupo de adolescente em cumprimento de medidas socioeduca vas em um Centro de Referência Especializada em Assistência Social.
Ressalta-se que o modelo de intervenção foi alicerçado no referencial teórico da Psicologia Posi va, o que resultou na configuração de uma
proposta direcionada para o desenvolvimento das potencialidades, bem-estar subje vo e virtudes desses adolescentes. A segunda
apresentação tratará da aplicabilidade de uma intervenção em OP para um grupo de adolescentes de um Centro de Referência em Assistência
Social beneficiários do Programa Ação Jovem do Governo do Estado de São Paulo. Será problema zada a u lização de instrumentos e técnicas
que visam a reflexão sobre autoconhecimento, reconhecimento de habilidades, informações sobre profissões, mercado de trabalho e bolsas
estudan s. Igualmente, buscar-se-á discu r a inserção da OP em serviços especializados na intenção de favorecer o acesso dessa população a
intervenções que possibilitem o planejamento e construção de suas carreiras. O terceiro trabalho versará sobre os resultados de uma
intervenção com base teórica e metodológica na Psicologia Histórico-Cultural. Trata-se de um processo de OP realizado em uma ins tuição
filantrópica que prepara jovens e adolescentes para o mercado de trabalho. Assim, os temas norteadores da intervenção foram: sen do do
trabalho, projetos de vida e escolha profissional. Por fim, a quarta apresentação trará a descrição de uma proposta de OP com jovens estudantes
de uma escola de Educação Especial na intenção de discu r a adequação de técnicas e instrumentos de avaliação a serem u lizados nas
intervenções com pessoas com deficiência intelectual. Espera-se que as experiências relatadas ampliem os rumos da Orientação Profissional e
contribuam para composição de propostas interven vas nos contextos das ins tuições de apoio a jovens e adolescentes e nas escolas de
Educação Especial.

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES EM CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS: CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA


POSITIVA
Camélia San na Murgo
Barbara Cris na Soares Sena
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista -Presidente Prudente, SP
Verifica-se que, em sua maioria, as intervenções com adolescentes em conflito com a lei têm como eixo central as vulnerabilidades humanas.
Em direção contrária, a Psicologia Posi va propõe que sejam focalizados não somente os transtornos e aspectos nega vos, mas também as
potencialidades dos adolescentes. Considerando os pressupostos desta abordagem, será apresentada uma intervenção grupal realizada em um
Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), que atende adolescentes, com idade entre 12 a 18 anos, que estavam
cumprindo medidas socioeduca vas. A intervenção totalizou 35 encontros realizados semanalmente durante um ano, e contou com a
par cipação de 15 adolescentes. As temá cas exploradas na intervenção foram organizadas em três eixos: Experiências Subje vas no qual se
discu ram questões referentes a felicidade, o mismo e afetos posi vos, O eixo dois in tulou-se Virtudes e Forças de Caráter e foram explorados
aspectos referentes a cria vidade, jus ça, bondade e gra dão. E o terceiro eixo denominado Ins tuições e Comunidade favoreceu o diálogo
sobre escola, família e ins tuições forma vas. Acredita-se que com esse fortalecimento dos recursos pessoais, os adolescentes consigam
perceber novas possibilidades, como a reinserção na escola ou em ins tuições profissionais e culturais e assim, caminhem em direção contrária
a realidade do contexto infracional.
camelia@unoeste.br

PROJETOS PROFISSIONAIS DE ADOLESCENTES: INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM


ASSISTÊNCIA SOCIAL
Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Em processos de Orientação Profissional (OP) torna-se fundamental desenvolver estratégias adequadas que possibilitem aos jovens refle rem
acerca de sua trajetória profissional. Este trabalho obje va descrever uma intervenção em OP realizada com 30 adolescentes usuários de um
Centro de Referência em Assistência Social. Os adolescentes eram beneficiários do Programa Ação Jovem do Governo do Estado de São Paulo.
Foram realizados oito encontros grupais estruturados com técnicas de autoconhecimento, reconhecimento de habilidades, informações sobre
profissões, mercado de trabalho e bolsas estudan s. A intervenção foi avaliada posi vamente pelos adolescentes e possibilitou discu r
temá cas específicas sobre o projeto de carreira em jovens em situação de vulnerabilidade social. Evidencia-se que a OP pode ser inserida em
serviços especializados, possibilitando o acesso dessa população a programas que visem planejar a construção de carreira. Sugere-se a
realização de novas intervenções nesse contexto a fim de serem verificados a eficácia e o aperfeiçoamento da intervenção. É preciso que os
profissionais de OP possibilitem o acesso desse serviço a populações tais como a par cipante dessa intervenção e considerando todos os
usuários dos CRAS e de outras polí cas públicas e sociais.
leonardobarros_lob@hotmail.com

PROJETO DE VIDA E DE CARREIRA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PARA JOVENS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL EM UMA ESCOLA DE
EDUCAÇÃO ESPECIAL
Rodrigo Engel
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista – Presidente Prudente, SP
Os estudos que se tem construído hoje sobre inclusão e trabalho, mostram ações que postulam o encaixe do indivíduo com deficiência
intelectual em determinadas ocupações julgadas “adequadas” ao seu nível de desenvolvimento desconsiderando a subje vidade inerente ao
processo de escolha de uma ocupação. A inserção no mercado de trabalho de maneira planejada e eficiente é de importância ímpar na
reabilitação e na inclusão social do sujeito. Para tanto apresenta-se uma intervenção em Orientação Profissional realizada com 07 jovens de
ambos os sexos matriculados em uma Escola de Educação Especial, na faixa etária de 15 a 30 anos, com diagnos co de deficiência intelectual
leve ou moderada. Foram u lizadas técnicas de Orientação Profissional adaptadas, entre as quais, Bola de cristal, Lista de Possibilidades
Ocupacionais, Passeio Dirigido, Autoavaliação de Habilidades, Autorretrato e Arvore dos Desejos. Como resultados preliminares foi observado
que propor reflexões acerca de si e de profissões configurou-se como tema inédito para todos os par cipantes e que reflexões mais complexas
têm surgido a cada encontro, mostrando uma mobilização para a construção de projetos de vida alinhados a projetos de carreira. Noentanto, há
de se considerar algumas dificuldades apresentadas pelos par cipantes na compreensão dos instrumentos técnicos e na capacidade de
abstração que algumas técnicas requerem. Nesse sen do abre-se o precedente para novas construções de propostas de Orientação Profissional
para jovens e adolescentes com deficiência, tornando-os a vos no processo de escolha.
rodrigoengel@gmail.com

51
Mesas Redondas
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM JOVENS E ADOLESCENTES DE UMA INSTITUIÇÃO DE FORMAÇÃO DE APRENDIZES: CONTRIBUIÇÕES DA
PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL
Vinicius dos Santos Oliveira
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista – Presidente Prudente, SP
São escassas as referências que tratam a Orientação Profissional com base nos pressupostos teóricos da Psicologia Histórico-Cultural, por isso o
desafio deste trabalho é apresentar resultados de uma intervenção com base em tais pressupostos teóricos, realizada em uma ins tuição que
prepara jovens e adolescentes para o mercado de trabalho por meio de programa para jovens aprendizes. Par ciparam da intervenção
aproximadamente 25 adolescentes. Inicialmente foi feito um diagnós co ins tucional e percebido que a necessidade da ins tuição era de
tentar diminuir as demissões dos jovens já empregados. Após o diagnós co foram realizadas doze intervenções com temas relacionados a
empregabilidade profissão e carreira; marke ng pessoal; postura e comportamentos no trabalho; entrevista de emprego e currículo; mo vação
para o trabalho; projeto de vida; e problema zação da escolha profissional. Por fim foi realizada uma feira de profissões com palestras de
profissionais das áreas de interesse dos par cipantes. A importância deste trabalho foi problema zar a escolha profissional na atualidade
buscando preparar os jovens para atuarem no mundo do trabalho sem que houvesse uma simples adaptação destes às demandas do mercado e
sem perder de vista as necessidades apresentadas pelos par cipantes.
violiveira@hotmail.com

MR16: A IMPORTÂNCIA DOS PAPÉIS E DA AUTORREFLEXÃO NAS CARREIRAS DE PROFISSIONAIS


CONTEMPORÂNEOS
Coordenadora: Emilia dos Santos Magnam
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Abordaremos a temá ca das carreiras contemporâneas a par r da compreensão do trabalho em uma sociedade em constante transformação.
Destaque será dado para a cons tuição das carreiras individuais a par r das modificações mais amplas no contexto de trabalho. Nesta
perspec va, carreiras têm implicações nos papéis que as pessoas assumem em seu emprego ou na vida de maneira mais ampla; na forma como
avaliam o seu sucesso profissional; no desenho que suas trajetórias de trabalho assumem; e em aspectos subje vos concernentes ao seu
desenvolvimento ao longo do ciclo vital. Por isso, serão abordados nesta mesa-redonda: um dos modelos teóricos que busca explicar as
carreiras contemporâneas, modelo da Carreira Caleidoscópica; o fenômeno que caracteriza as demandas concorrentes entre trabalho e família,
o conflito trabalho-família; e o papel da reflexão sobre si na cons tuição da empregabilidade. Ao final, discu remos como essas expressões e
temá cas relacionadas às carreiras se interseccionam com o contexto de trabalho, ou seja, as implicações das carreiras contemporâneas na
cons tuição de novos modelos organizacionais.

O MODELO DE CARREIRA CALEIDOSCÓPICA: ANALISANDO A INFLUÊNCIA DOS PAPEIS NA TOMADA DE DECISÕES PROFISSIONAIS
Patrícia Bock Bandeira
Marcelo Nora
Manoela Ziebell de Oliveira
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Diante de um cenário caracterizado pelo avanço tecnológico, aumento da compe vidade e alteração das estruturas organizacionais, os
modelos e contratos de trabalho sofreram profundas alterações que impactaram o modo como os indivíduos gerenciam suas carreiras. Neste
panorama, emergiram novos modelos de carreira, centrados principalmente na responsabilidade dos indivíduos sobre sua trajetória
profissional. Entre eles, dis ngue-se o Modelo de Carreira Caleidoscópica, por levar também em consideração o contexto e demais papeis do
indivíduo na tomada de decisões profissionais. Assim como um caleidoscópico produz imagens diferentes quando seu tubo é rotacionado,
indivíduos alteram o “mosaico” de suas vidas ao adequar fatores que lhes permitam uma melhor adaptação a seus papeis, necessidades e
relacionamentos. Obje vo: Analisar os estudos e pesquisas existentes sobre este modelo. Método: Realizou-se um levantamento da literatura,
u lizando os termos “carreira caleidoscópica” e também o termo em inglês, “kaleidoscope career”. O estudo abrangeu uma década de
publicações, iniciando a par r dos anos 2005 (ano de publicação do ar go que apresentou o constructo) até 2015, dez anos após a primeira
publicação. Resultados: Levantou-se 520 referências de ar gos de bases nacionais e internacionais, dentre os quais apenas 14 (2,7%) possuíam
os termos pesquisados no seu tulo ou resumo. Conclusões: Após a análise destas publicações, verificou-se que o Modelo de Carreira
Caleidoscópica corresponde a uma nova forma de se pensar a carreira, pois evidencia os aspectos contextuais e a influência dos papeis de vida
na tomada de decisões profissionais, em contraste a outros modelos de carreira contemporâneos. Evidenciou-se também a necessidade de
estudos brasileiros acerca do modelo e possibilidades para ampliação das contribuições da teoria.
pa bandeira@gmail.com

CONFLITO FAMÍLIA E TRABALHO EM EXECUTIVOS


Gabriela Techio
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Os indivíduos ocupam diferentes papeis ao longo do ciclo vital. Diante da pluralidade de funções e expecta vas que se sobrepõem, presume-se
que eles encontrarão dificuldades para equilibrar as demandas dos diferentes domínios em que circulam. Essa dificuldade seria ainda maior
para as pessoas casadas, com filhos e que ocupam altos cargos nas organizações, pois há um aumento das responsabilidades tanto em casa,
quanto no trabalho. Obje vo: Foi realizada uma pesquisa qualita va que inves gou como indivíduos em carreiras execu vas percebem e lidam
com o conflito entre trabalho e família. Método: A amostra foi composta por oito profissionais casados e com pelo menos um filho com idade até
dez anos. Todos trabalhavam em empresas privadas. Foi aplicado um ques onário sociodemográfico, um instrumento denominado “pizza da
estrutura de vida” e, por fim, realizada uma entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados segundo o método fenomenológico-
semió co. Resultados: Destacam a permanência dos estereó pos de gênero na experiência do conflito entre trabalho e família e a saliência
atribuída ao papel parental e de trabalhador. O tempo foi descrito como a maior fonte de conflito entre as esferas familiar e profissional,
principalmente pela alta carga horária e responsabilidades que caracterizam os cargos execu vos. Entretanto, os entrevistados veem com
naturalidade a conciliação entre os domínios, mesmo que existam prejuízos, principalmente no que diz respeito à relação conjugal. Para lidar
com o conflito os indivíduos contam com o apoio da família de origem, da empresa e contratam serviços especializados. Percebeu-se um esforço
dos entrevistados para separar no tempo e no espaço os domínios da família e do trabalho, porém na prá ca exis a uma interferência entre as
esferas. Conclusão: Apesar do resultado não poder ser generalizado, o estudo contribui para a compreensão do fenômeno do conflito trabalho e
família no contexto brasileiro.
gabriela.techio@gmail.com

52
Mesas Redondas
A REFLEXÃO SOBRE SI COMO PREDITOR DE EMPREGABILIDADE
Daniela Boucinha
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Tendo em vista o cenário atual de instabilidades no mercado de trabalho, a empregabilidade é entendida como uma necessidade tanto para as
organizações quanto para os trabalhadores. Os profissionais atuais necessitam se manter a vos e lidar com as constantes mudanças impostas
pelo mundo do trabalho. A empregabilidade se refere à um conceito que capacita os indíviduos a iden ficarem e tornarem reais as
oportunidades de carreira, facilitando às transições entre empregos, seja em uma mesma organização, ou mesmo entre organizações. Está
relacionada ao protagonismo de gestão da carreira em cenários de constantes mudanças e às habilidades que os indivíduos u lizam a fim de
aumentar a adaptação a empregos sustentáveis. Sendo assim, iden ficar os preditores da empregabilidade torna-se de suma importância para
a compreensão dos comportamentos vocacionais, bem como das reações dos profissionais às mudanças no contexto do trabalho. Ainda,
possibilita fornecer recursos prá cos aos profissionais que atuam com desenvolvimento de carreira. Obje vo: O presente estudo buscou
explorar o tema de empregabilidade e suas aplicações no mercado de trabalho. Para isso, foi desenvolvido um estudo de caráter empírico
quan ta vo, que obje vou iden ficar as variáveis relacionadas e preditoras da empregabilidade. Método: A pesquisa contou com uma amostra
de conveniência de 181 par cipantes voluntários, que buscaram o serviço de consultoria de carreira em uma universidade par cular do Rio
Grande do Sul, e que responderam um ques onário online de coleta de dados para a realização desta inves gação. Foram realizadas análises de
correlações, comparações entre grupos e procedimentos de regressão hierárquica. Resultados: Os achados indicam que Insight, Controle,
Confiança e Decisão de carreira se apresentaram como preditores significa vos da empregabilidade geral, explicando 51% da variância do
modelo final de regressão.
daniela.boucinha@carreiraspucrs.com.br

53
Pôsteres
P01
TIPOS DE BUSCA DE INFORMAÇÃO DE EMPREGO E EMPREGABILIDADE
Daniela Cliva da Silva
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
No planejamento de carreira com indivíduos que buscam emprego é importante inves gar de que maneira a busca de emprego é realizada e
como ela se relaciona com outras variáveis pessoais. O obje vo desse estudo foi verificar se existem associações entre po de busca de
informações de emprego (exploratória, focada, acidental) e empregabilidade (definida a par r de cinco dimensões: abertura à mudança no
trabalho, proa vidade no trabalho e na carreira, mo vação na carreira, resiliência no trabalho e na carreira e iden dade de trabalho), bem como
inves gar quais estratégias de busca são mais u lizadas pelos indivíduos. Par ciparam do estudo 124 indivíduos que buscavam emprego,
independente de grau de formação ou situação emprega cia. Os instrumentos u lizados foram: Escala de Busca de Informações de Emprego,
Inventário sobre Empregabilidade e uma escala sobre estratégias de busca de emprego. A busca de informação de emprego exploratória
mostrou-se correlacionada com proa vidade no trabalho (r=0,54), mo vação na carreira (r=0,38), abertura à mudança no trabalho (r=0,35),
iden dade de trabalho (r=0,34) e resiliência (r=0,29). A busca focada correlacionou-se com mo vação no trabalho (r=0,20) e iden dade no
trabalho (r=0,26). Por fim, a busca acidental apresentou correlação (nega va) somente com mo vação no trabalho (r=-0,19). As principais
estratégias de busca de emprego usadas pelos indivíduos foram análise de vagas em sites de empresas de recrutamento e seleção (58%), envio
de currículos para empresas (36%) e uso de networking (26%). Os resultados indicam que pessoas que percebem em si caracterís cas que
favorecem a empregabilidade também são mais propensas à exploração de diversas oportunidades de emprego, u lizando diferentes recursos.
Isso revela a importância de se avaliar a percepção pessoal de caracterís cas de empregabilidade, pois elas podem se refle r nos esforços
empreendidos pelos indivíduos nas suas tenta vas de obter emprego.
naniclis@gmail.com

P02
AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA ON LINE DE PLANEJAMENTO DE CARREIRA COM FOCO NO AUTOCONHECIMENTO
César Leonardo Karnal
Luana Thereza Nesi de Mello
Anelise Oberherr
Luciane Linden Go schalk
UNSINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos – São Leopoldo, RS
A evasão universitária é mul fatorial e um dos fatores refere-se a questão da escolha profissional. Com a finalidade de revisar a escolha
profissional de alunos ingressantes foi desenvolvida um programa de planejamento de carreira com foco em autoconhecimento 100% online.
Nessa perspec va, torna-se necessário pensar na história de vida, competências e interesses. Neste estudo obje va-se avaliar tal programa
online de planejamento de carreira com alunos de uma Ins tuição de Ensino Superior (IES) privada da região metropolitana de Porto Alegre/RS .
Trata-se de um estudo transversal e quan ta vo. A intervenção foi composta por: Autobiografia (pontos altos e baixos, descrição dos eventos
mais marcantes, sa sfação das a vidades realizadas), Competências (conjunto de conhecimentos, habilidades, a tudes e comportamentos
que contribuem para um desempenho eficaz), Interesses (Avaliação pológica de interesses profissionais) e Âncoras de carreira (áreas de
competência, mo vos e valores). Como instrumentos foi u lizado um ques onário desenvolvido pelo programa gestão de carreira da
ins tuição. Par ciparam da avaliação do programa 131 alunos, 40% homens (n=53) e 60% mulheres (n=78). Destes, 78% (n=102) afirmaram
estar decididos em relação a escolha profissional. Em relação ao material auxiliar a clarificar a escolha, 60% (n=78) afirmaram que o processo
ajudou muito. Quando perguntados quais instrumentos foram mais significa vos, 25% (n=33) indicaram que todos foram importantes e a
maioria afirmou (77%, n=102) que nenhuma a vidade teve menos importância que as outras. A par r das reflexões e a vidades realizadas,
teve-se a intenção de desenvolver um plano de ação como primeiro passo para o início do planejamento de carreira. A avaliação do programa foi
posi va e reforça a relevância de programas dessa natureza com universitários ingressantes.
angelicasc@unisinos.br

P03
ESTUDANTES DE PRIMEIRA GERAÇÃO: CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA
Adriana Malheiros Sacramento
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Os estudantes de primeira geração (EPG) são os primeiros em sua família de origem (pai, mãe, irmãos) a cursar uma faculdade. Em virtude disso,
muitos não possuem familiaridade com a cultura do ambiente acadêmico, suas caracterís cas e exigências, o que pode ter um impacto sobre o
desenvolvimento de carreira destes alunos. Este estudo verificou se EPGs diferiam em variáveis de desenvolvimento de carreira de outros
estudantes que não eram de primeira geração. A amostra foi composta de 620 estudantes universitários de 83 cursos - 68,1% mulheres e 31,9%
com média de 25,1 anos de idade, dentre os quais 31,9% declararam ser de primeira geração. O instrumento u lizado foi a escala de
desenvolvimento de carreira para universitários, que avalia iden dade, decisão, autoeficácia, exploração ampliada de carreira, lócus de
controle, além de uma ficha de caracterização da amostra. Testes de comparações de médias indicaram diferenças esta s camente
significa vas (p < 0,05) nas dimensões decisão e autoeficácia, e marginalmente significa va na dimensão iden dade de carreira (p < 0,10). Esses
resultados man veram-se mesmo após ter sido controlado efeito das variáveis idade e semestre do curso. As pontuações maiores ob das pelos
EPGs em decisão e autoeficácia podem indicar que as suas expecta vas e os seus obje vos para a carreira podem ser diferentes em comparação
com os demais estudantes. É possível que estes estudantes percebam o fato de estar no ensino superior como um diferencial que pode lhes
possibilitar ascensão social e crescimento pessoal. Já os estudantes que não são de primeira geração possivelmente se percebem mais
pressionados para o sucesso, ou ao menos para manter o grau de sucesso ob do pelos seus familiares, o que pode levar a uma maior
ambiguidade quanto aos planos futuros e a uma percepção de menor competência profissional quando comparados aos EPGs.
adriana.msacramento@gmail.com

54
Pôsteres
P04
RELAÇÕES ENTRE ANSIEDADE E ADAPTABILIDADE DE CARREIRA ENTRE ADOLESCENTES PRÉ-VESTIBULANDOS
Rayanne Lima
Rodolfo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
O obje vo deste estudo foi verificar as correlações entre sintomas de ansiedade, estratégias de controle de ansiedade e adaptabilidade de
carreira em estudantes de ensino médio pré-ves bulando. Par ciparam da pesquisa 47 adolescentes, com idades entre 16 e 19 anos (M=17,02,
DP=0,82), predominantemente do sexo feminino (70,2%), estudantes de uma escola pública (40,4%) e de uma escola par cular (59,6%). Foram
aplicados os instrumentos Escala de Adaptabilidade de Carreira (Audibert & Teixeira, 2015) e Escala de Ansiedade para Adolescentes (Reppold &
Hutz, 2014). Todos par cipantes preencheram a pesquisa após o consen mento dos pais ou responsáveis. Foram realizadas correlações de
Pearson entre os instrumentos e, em seguida, foram realizadas correlações parciais controlando por po de escola, idade, sexo e definição de
curso a ser feito no futuro. Não foram observadas correlações significa vas entre sintomas de ansiedade e adaptabilidade de carreira, sendo
que a correlação entre sintomas e Confiança foi a que mais se aproximou de ser significa va (p=0,08) e que obteve o maior coeficiente (r=-0,26).
Por outro lado, as estratégias de controle de ansiedade correlacionaram-se significa va e posi vamente com os fatores Curiosidade (r=0,52),
Controle (r=0,59) e Confiança (r=0,62). Quanto às correlações parciais, notou-se que de forma geral as variáveis selecionadas não exerceram
impacto nos padrões de relação, sendo que o único destaque deve ser dado ao controle exercido pelo po de escola (1= pública, 2= par cular)
na correlação entre sintomas de ansiedade e Confiança, que passou a ser de r=-0,07 (p=0,644). Assim, pode-se concluir que, a despeito da
amostra reduzida e do caráter exploratório deste trabalho, o po de escola (pública ou par cular) parece exercer alguma influência na
correlação entre sintomas de ansiedade e a Confiança para lidar com mudanças e transições relacionadas à carreira.
ambielram@gmail.com

P05
RELAÇÕES ENTRE INTERESSES VOCACIONAIS E VARIÁVEIS PESSOAIS E ACADÊMICAS
Fernanda O oni
Ana Lúcia Minu i
Maria Theotonio
Rodolfo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Os interesses profissionais são padrões de gosto, indiferença e aversão frente a certas a vidades profissionais. O modelo teórico mais estudado
no mundo a esse respeito é a teoria hexagonal de John Holland, que ressalta a importância da interação entre aspectos de personalidade e dos
ambientes de trabalho para a definição de tais padrões. Nesta teoria, os interesses são agrupados em seis pos, quais sejam, Realista,
Inves ga vo, Ar s co, Social, Empreendedor e Convencional, formando a sigla RIASEC. Desse modo, o obje vo deste estudo é verificar as
diferenças entre gêneros e po de administração ins tucional nos interesses, bem como verificar a correlação destes com a sa sfação com a
escolha profissional e a sa sfação com o curso atual. A coleta de dados ocorreu de maneira on line por meio da qual par ciparam 212
universitários de ins tuições públicas (N=85) e par culares (N=127) matriculados em 59 cursos. As idades variaram de 18 a 58 anos (M-21,64) e
em relação ao gênero, as mulheres foram maioria (84,4%). Foi aplicada uma escala reduzida de 18 itens para a avaliação dos interesses (18REST)
e um ques onário de avaliação de aspectos acadêmicos. Quando analisadas as diferenças entre os gêneros os resultados apontaram que os
homens pontuaram significa vamente mais no po Realista, sendo que os estudantes de ins tuições par culares pontuaram
significa vamente mais em Social. Quanto ao grau de sa sfação com a escolha profissional, foram observadas correlações significa vas e baixas
com Social, enquanto que o po Empreendedor se correlacionou significa va e de forma fraca com Sa sfação com a escolha profissional. Os
resultados serão discu dos com base na literatura cien fica disponível sobre o assunto.
ambielram@gmail.com

P06
VÍNCULOS COM O TRABALHO E A INTENÇÃO DE TURNOVER EM PROFISSIONAIS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)
Luciana Rubensan Ourique Masiero
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.- Porto Alegre, RS
Os avanços na área de tecnologia da informação e a ampliação dos processos de globalização geraram impactos importantes para o mundo do
trabalho na transição para o século XXI. Dentre esses impactos, os mais significa vos referem-se aos vínculos que o indivíduo estabelece com
sua carreira e com as organizações. O obje vo deste estudo foi verificar a relação da intenção de turnover com as variáveis comprome mento
com a carreira, engajamento no trabalho e trabalho com sen do em profissionais de Tecnologia da Informação (TI). A coleta foi realizada por
meio de uma plataforma online. Par ciparam do estudo 333 profissionais, com média de idade de 41,1 anos (DP = 11,44), sendo 78,1% do sexo
masculino. Os instrumentos u lizados foram um ques onário de dados sociodemográficos, a Escala de Comprome mento com a Carreira, a
Escala Utrecht de Engajamento no Trabalho, a Escala de Trabalho com Sen do e a Escala de Intenção de Rota vidade. Realizaram-se análises
esta s cas descri vas e correlações de Pearson. Dentre os principais resultados, verificou-se que a intenção de turnover esteve correlacionada
de forma significa va e nega va com o comprome mento com a carreira (r = -0,31), o engajamento no trabalho (r = -0,43) e o trabalho com
sen do (r = -0,50). Comprome mento com a carreira esteve posi vamente relacionado com engajamento (r = 0,62) e com trabalho com sen do
(r = 0,51). O engajamento esteve correlacionado de forma significa va e posi va com trabalho com sen do (r = 0,69). Conclui-se que a relação
que o indivíduo estabelece com sua carreira (comprome mento), bem como o seu engajamento e a percepção de sen do do trabalho
impactam posi vamente a intenção de permanência na organização. Sugere-se a con nuidade de estudos para compreender os antecedentes
do turnover em profissionais de TI e também estabelecer comparações com outras áreas profissionais.
luciana_ourique@yahoo.com.br

55
Pôsteres
P07
RELAÇÕES ENTRE SATISFAÇÃO COM O CURSO DE GRADUAÇÃO E ADAPTABILIDADE DE CARREIRA DE UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS
Milena Fiorini
Marúcia Pa a Bardagi
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina.- Florianópolis, SC
O ingresso na universidade geralmente é acompanhado por muitas expecta vas. A confrontação com a realidade acadêmica, no entanto, pode
gerar sa sfação ou insa sfação, a depender de uma série de fatores. Nesse sen do, o desenvolvimento de competências de adaptabilidade de
carreira é fundamental, tendo em vista os diversos desafios com os quais os graduandos se deparam durante a vivência universitária. Este
estudo quan ta vo é parte de uma dissertação de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa e
teve por obje vo analisar as relações entre sa sfação com o curso de graduação e adaptabilidade de carreira de universitários brasileiros. Como
obje vo secundário, buscou-se iden ficar associações entre sa sfação com o curso, faixa etária, etapa do curso e sexo dos par cipantes. A
amostra foi composta por 800 estudantes de 70 cursos de graduação de universidades brasileiras, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 35
anos. Os dados foram coletados de forma online, a par r da aplicação da Escala de Adaptabilidade de Carreira - EAC e de um ques onário
sociodemográfico, que con nha uma pergunta de múl pla escolha para avaliar o nível de sa sfação com o curso. A análise dos resultados foi
efetuada por meio de procedimentos esta s cos descri vos e inferenciais, com apoio do SPSS - Sta s cal Package of Social Sciences.
Constatou-se correlação posi va entre sa sfação com o curso e adaptabilidade de carreira. Observou-se, ainda, que os alunos nas fases iniciais
da graduação mostraram-se mais sa sfeitos com o curso, se comparados aos de fases intermediárias e finais. Por fim, não foram verificadas
associações entre nível de sa sfação com o curso, sexo e faixa etária. A análise desses resultados reflete a importância do desenvolvimento de
adaptabilidade de carreira durante o período universitário. Discute-se, também, a respeito dos prováveis fatores e consequências associados à
diminuição dos níveis de sa sfação ao longo da graduação.
milenacf.psicologa@gmail.com

P08
PENSANDO SER UNIVERSITÁRIO NO ENSINO MÉDIO: RELATO DE UM PROJETO DE EXTENSÃO
Andrea Knabem 1
UFPR - Universidade Federal do Paraná – Ma nhos, PR
A transição do ensino médio para o ingresso no ensino superior é vivenciada pelos estudantes como momentos de ques onamento das
possibilidades de escolha da futura profissão e das habilidades e competências para ser um universitário. O projeto de extensão “Ser
universitário: desafios no estudar e na construção da carreira” ocorre desde 2012 na Universidade Federal do Paraná, junto a estudantes de uma
escola pública da cidade de Ma nhos. Obje vo O projeto obje va desenvolver habilidades e competências de aprender a aprender na
universidade e construção da carreira junto aos estudantes do terceiro ano do ensino médio das escolas públicas da cidade de Ma nhos.
Método: Baseia-se em processos a vos de construção do conhecimento e de mediação no processo de aprendizagem. Oficinas temá cas são
oferecidas com o foco no desenvolvimento das competências necessárias para a escolha profissional e de habilidades de estudo. As temá cas
são escolhidas pelos estudantes em conjunto com a equipe da escola e a responsável do projeto. Oficinas como: "Como escolher uma futura
profissão", " Universidade e a escolha profissional"," Hábitos de estudo na universidade", "A Leitura na universidade", ocorrem em contraturno
e após a realização da Feira da Profissões antes das inscrições do ves bular. Resultados: Os resultados foram analisados a par r do feedback dos
par cipantes em relatos de avaliação e registro da avaliação das oficinas. Pode-se notar a importância do espaço para os estudantes do ensino
médio com a oportunidade de vivenciarem o contato com o futuro como universitários. Conclusão: O projeto de extensão abre a discussão para
a necessidade de a vidades junto a estudantes do terceiro ano do ensino médio e a experiência com as habilidades e competências do estudar e
aprender e a o pensar sobre a carreira como possibilidade e espaço da atuação da orientação profissional e de carreira.
aknabem@hotmail.com

P09
EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA
Carlos Alexandre Campos
Marucia Pa a Bardagi 1
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Os estudos sobre evasão no ensino superior, em sua maioria, obje vam elaborar diagnós cos descri vos sobre cursos ou ins tuições de ensino
superior específicos. Entretanto, neste cenário os estudos sobre a evasão nos cursos de graduação em Psicologia são escassos. Este trabalho
trata-se de uma revisão da literatura sobre os estudos que se dedicaram a inves gar a evasão nos cursos de graduação em Psicologia no Brasil.
Para tanto, realizou-se uma busca em bases de dados (SciELO, Scopus, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e Banco de Teses e
Dissertações da CAPES), u lizando os seguintes descritores: de um lado, "evasão", "evasão universitária", "abandono", "desistência" e, de outro
lado, "psicologia", "ensino superior", "graduando", "estudante universitário". No campo de busca u lizou-se o filtro "todos os índices/campos"
e realizou-se a busca sem delimitação de período. Foram analisadas as publicações que se referiam a ar gos cien ficos, dissertações e teses e
que fossem estudos empíricos realizados no contexto nacional. A análise final resultou em 06 trabalhos (5 dissertações e 1 ar go cien fico),
datados entre 1994 e 2013, fato que confirma a escassez de estudos sobre a temá ca da evasão no contexto específico dos cursos de graduação
em Psicologia. Os mo vos para evasão apontados nos estudos referem-se, de modo geral, às expecta vas irreais acerca da profissão, à busca do
curso para finalidades terapêu cas, às dificuldades pessoais na adaptação ou envolvimento no curso (baixa mo vação, dificuldades de
relacionamento, baixa maturidade vocacional, baixo comportamento exploratório), e aspectos relacionados à ins tuição - como
relacionamento frio com professores e foco do currículo em algumas áreas específicas da Psicologia. Tais resultados permitem verificar que o
fenômeno da evasão nos cursos de graduação em Psicologia está cercado por uma mul plicidade de fatores interdependentes, sendo
necessária uma análise tanto individual quanto contextual.
carloscampos_psico@yahoo.com.br

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Pôsteres
P10
ESCLARECIMENTO SOBRE CURSOS SUPERIORES A ALUNOS FINALISTAS DO ENSINO MÉDIO POR DEPOIMENTO EM VÍDEOS
Christyan Lemos Bergamaschi
Juliana Santos Ferreira
Maria do Carmo Pimentel Ba tucci
UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
Uma das transições marcantes que normalmente ocorrem na adolescência é o início da busca por uma escolha profissional. Podemos definir a
escolha profissional como o estabelecimento do que fazer, de quem ser e a que lugar pertencer no mundo através do trabalho. A maioria das
pessoas pode realizar escolhas de carreira conhecendo muito pouco sobre a totalidade das implicações em termos de tarefas, dificuldades e
responsabilidades. Não existe uma preocupação sistemá ca da escola ou da família em ensinar a filhos ou alunos habilidades de tomada de
decisão. Com o obje vo de fornecer maiores informações para o entendimento e divulgação de cursos superiores, foi feito um estudo
exploratório com os estudantes finalistas dos terceiros anos de uma escola pública de Vitória - ES. Buscando inves gar aspectos relevantes para
a decisão dos alunos, foi realizada uma sessão de vinte vídeos com depoimentos de estudantes da graduação, além de ques onários para
compreender se esta dinâmica ajudou no esclarecimento dos cursos superiores. Com auxílio dos ques onários, os alunos foram separados em
três grupos: grupo 1, alunos que escolheram o curso e possuía depoimento no vídeo (32,4%); grupo 2, alunos que escolheram o curso, mas não
possuía depoimento no vídeo (43,7%); e grupo 3, alunos que não nham decidido qual curso ou não queriam seguir seus estudos no Ensino
Superior (23,9%). Mais da metade dos alunos (60%) responderam que os vídeos contribuíram para a decisão de qual curso superior seguir.
christyanlb_27@hotmail.com

P11
ESCOLHA DO CURSO, EXPECTATIVAS E PROJETOS PROFISSIONAIS: UM ESTUDO COM GRADUANDOS DE UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA
Fernanda Za
Carlos Alexandre Campos
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
A expansão do ensino superior no Brasil revela um contexto que evidencia cada vez mais preocupação com a permanência e o êxito acadêmico
dos estudantes. Nesse sen do, aspectos relacionados à escolha profissional podem ser relevantes ao buscar-se compreender as vivências dos
estudantes no curso superior. O estudo realizado obje vou inves gar os mo vos da escolha do curso superior, bem como as expecta vas e os
projetos futuros de graduandos de dois cursos superiores de uma ins tuição pública do Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo descri vo e
qualita vo, realizado com 98 estudantes que responderam a um ques onário aplicado presencialmente, após aprovação do Comitê de É ca em
Pesquisa com Seres Humanos. A análise dos dados baseou-se na metodologia de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram a área de
atuação como o principal mo vador da escolha pelo curso, contudo, iden ficou-se a intervenção de fatores relacionados à percepção de
demandas de formação, campo de trabalho e, ainda, aspectos relacionados à natureza da ins tuição, especialmente o fato da mesma ser
pública e ofertar cursos gratuitos. A influência familiar e de outras pessoas na escolha pelo curso realizado também foi evidenciada. As
expecta vas em relação ao curso foram correspondidas para a maior parte dos estudantes, e quanto àqueles que não veram suas expecta vas
correspondidas, observou-se o predomínio de aspectos que denotam desconhecimento do curso e fragilidades em sua escolha. Os projetos
profissionais futuros, para a maioria dos respondentes, se referem à obtenção de emprego na área do curso e boa colocação no mercado de
trabalho, além da con nuidade da formação por meio de cursos de pós-graduação. Conclui-se que prá cas de orientação de carreira que
es mulem a reflexão sobre escolhas profissionais e projetos de vida podem ser relevantes no contexto do ensino superior e, potencialmente,
contribuir com a redução de índices de evasão, retenção e insa sfação profissional.
fernanda.za @outlook.com

P12
A EDUCAÇÃO DE CARREIRA PARA CRIANÇAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Thaislla Nayara Menezes Falcão
FPD - Faculdade Pio Décimo – Aracaju, SE
Compreendendo-se a orientação de carreira como temá ca de grande valor e processo que auxilia a vida do sujeito quanto às questões do
mundo das profissões, no que diz respeito a propostas de educação para carreira com o público infan l é percep vel a sua defasagem. O
presente estudo obje vou iden ficar as publicações nacionais referentes às intervenções de educação para carreira com o público pueril nos
úl mos 20 anos. Após busca nas bases de dados SciELO, INDEXPsi e BVS-Psi, foram encontradas 9 publicações, sendo apenas 2 com relação
direta ao grupo infan l. É notório a pouca quan dade de trabalhos nesta área e, desta forma, sinaliza-se a necessidade e indispensabilidade de
serem desenvolvidas pesquisas e estudos acerca desta temá ca no Brasil, bem como a importância de inclusão de intervenções voltadas à esta
perspec va.
thaislla.n@gmail.com

P13
O NOVO ENSINO MÉDIO E O PAPEL DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL
Thaislla Nayara Menezes Falcão 1
FPD - Faculdade Pio Décimo – Aracaju, SE
A par r da definição da nova proposta de ensino brasileira e a mudança da Base Nacional Comum Curricular - BNCC, com consequente
flexibilização na estrutura dos úl mos anos do ensino médio, as escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas de
conhecimento ou de atuação profissional. Havendo, por parte dos estudantes, áreas para o foco dos estudos, o presente material obje vou
apresentar a importância do papel da orientação vocacional para o auxílio na escolha dos i nerários propostos pelo Ministério da Educação por
parte dos adolescentes. Não foram encontradas publicações acerca da temá ca nas bases de dados e, por se tratar de uma proposta recente,
expõe-se a relevância de serem desenvolvidas pesquisas e estudos na área, bem como as implicações para a atuação do orientador nesta
perspec va.
thaislla.n@gmail.com

57
Pôsteres
P14
ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO PARA COMBATER A EVASÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR SEGUNDO A LITERATURA CIENTÍFICA
Fernanda Andrade de Freitas Salgado
Norma Elise Alves Mendes
CEUNSP - Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – Itu, SP
Este trabalho tem como obje vo descrever trabalhos da literatura cien fica, por meio de teses e dissertações, os quais tratam de temas voltados
ao combate de evasão do ensino superior. Para tanto, iden ficou-se na base de dados Sucupira da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES), entre o período de 2011 a 2016. De 1888 trabalhos localizados, 22 tratavam de combate à evasão. Uma planilha foi
preenchida com informações advindas desses resumos tendo como base as seguintes categorias: ano de publicação, po de trabalho –
dissertação ou tese, área de conhecimento, obje vo do trabalho e os resultados. Observa-se que as dissertações de mestrado são maioria; as
áreas de conhecimento em que esses estudos foram desenvolvidos estão, majoritariamente, vinculados à educação, administração e
engenharia de produção. De acordo com esse levantamento, nota-se que o tema: combate a evasão tem sido mais frequente nos dois úl mos
anos (2015 e 2016) concentrando dez estudos. No que se refere aos obje vos dos estudos, percebe-se que o combate a evasão é compreendido
de diversas formas, seja na perspec va de avaliar a efe vidade de ações ins tucionais como: marke ng, gerenciamento de atendimento ao
aluno, sistema tutor e sistema computacional; como também sobre o impacto de polí cas públicas, ou melhor dizendo, sobre a gestão de
assistência aos estudantes como é o caso do Plano Nacional de Assistência Estudan l (PNAEs); e de variáveis mediadoras que podem ou não
jus ficar a evasão como é o caso da qualidade de vida dos professores em cursos à distancia. Segundo esse levantamento, observa-se que a
evasão no contexto da educação superior tem sido abordada em diversas áreas de conhecimento e as ações de combate variam desde a
discussão do impacto de uma estratégia concreta até mesmo sobre uma compreensão esta s ca e/ou teórica sobre o fenômeno de evadir.
normaelise@bol.com.br

P15
A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA COMBATE À EVASÃO
Norma Elise Alves Mendes
CEUNSP - Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – Itu, SP
O índice de matriculados no ensino superior apresentou crescimento rela vamente alto nos úl mos anos, contudo não é somente ingressar em
uma Ins tuição de ensino superior, é necessário que o indivíduo faça a sua escolha consciente, pois há momentos de incertezas e medos que
devem ser levados em consideração. Com base nisso, e por reconhecer o papel que as ins tuições de ensino superior tem sobre os aspectos
além dos acadêmicos, esse trabalho tem como obje vo demonstrar a importância da Orientação Profissional no âmbito dos alunos das IES
públicas de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa de fonte direta para buscar quais Ins tuições de Ensino Superior da rede pública no Estado de
São Paulo, estaduais e federais, oferecem serviços de Orientação Profissional e descrever o seu obje vo e estrutura. A metodologia do presente
trabalho será realizada em sites oficiais das Ins tuições de Ensino a fim de procurar por serviços de apoio ao aluno e, em seguida, por projetos
vinculados a Orientação Profissional ou rela va às questões vocacionais. Os dados do presente trabalho ainda estão sendo coletados e por esse
mo vo os resultados não serão apresentados neste resumo.
normaelise@bol.com.br

P16
ESCOLA, ESTUDO E CARREIRA: PERCEPÇÕES DE ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL
Ana Carolina Pereira da Cruz
Vanderlei Brasil
UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça, SC
A juventude é frequentemente cobrada quanto a decisões fundamentais para o seu futuro e a questão profissional é um dos focos principais
dessa cobrança. Considerando, portanto, a preocupação comum dos jovens sobre “o que ser na vida adulta” obje vou-se estudar a relação
entre escola, estudos e carreira, na percepção dos próprios estudantes, pois, a escola, mesmo não percebida como tal, é parte integrante da
construção de um futuro profissional, mesmo no ensino fundamental. Diante disso, a presente pesquisa teve como seu obje vo geral:
compreender o vínculo estabelecido entre o ato de estudar e a realização profissional na percepção de estudantes do Ensino Fundamental II de
uma escola pública de Palhoça, Santa Catarina. A presente pesquisa teve natureza qualita va, foi delineada como um estudo de caso, com corte
transversal e foi exploratória quanto ao obje vo. Os sujeitos da pesquisa foram estudantes do Ensino Fundamental II de uma escola pública
municipal de Palhoça/SC. A pesquisa contou com 48 par cipantes no total. A coleta de dados se deu mediante a aplicação de um ques onário
elaborado pela pesquisadora. Uma vez coletados, os procedimentos de organização e tratamento dos dados foram baseados na análise de
conteúdo e em esta s ca descri va. Obteve-se que, 94% apontaram a escola como um espaço de aprendizagem e um local de preparação para
o mercado de trabalho. Conclui-se que é possível iden ficar a inexistência de uma prá ca efe va que evidencie a internalização do vínculo entre
o ato de estudar e os seus futuros profissionais, pois ainda que se considere a idade precoce dos pesquisados quanto à questão do futuro
profissional, percebeu-se que muitos afirmam que gostam do estudo e o consideram importante e ao mesmo tempo não estudam para além da
sala de aula. Expondo, assim, de argumentos frágeis, caracterís cos da reprodução de um discurso presente na sociedade.
anacarolinapecruz@gmail.com

58
Pôsteres
P17
MARCADORES DE PERSONALIDADE EM UNIVERSITÁRIOS CONCLUINTES
Luciane Linden Go schalk
Bruna Hartmann
Ilana Andre a
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - São Leopoldo, RS
A transição universidade-trabalho é caracterizada por transformações e construção de iden dade, vivenciados por diversos estudantes de
ensino superior. Obje va-se descrever o perfil e os marcadores de personalidade de universitários concluintes, matriculados em uma Ins tuição
de Ensino Superior par cular do Sul do Brasil, nos cursos Administração, Arquitetura e Psicologia. Os dados são resultados de um recorte da
pesquisa “Efeitos do Coaching Cogni vo-Comportamental na transição universidade-trabalho: Intervenção de carreira em grupo”, aprovada
sob o nº 15/252 pelo Comitê de É ca em Pesquisa da ins tuição. Estudo descri vo, de delineamento transversal quan ta vo. Os instrumentos
foram Ques onário Sociodemográfico e Marcadores Reduzidos para a Avaliação da Personalidade no Modelo dos Cinco Grandes Fatores. Como
critérios de inclusão, os par cipantes deveriam estar no úl mo ano do curso. O grupo de alunos da Arquitetura contava com 49 par cipantes,
com uma média de idade de 26,9 anos (DP=7,1). Eram em sua maioria mulheres (73,5%, n=36), solteiros (81,3%, n=39). O grupo do curso de
Administração contou com 33 par cipantes, com idade média de 28,9 anos (DP=5,5) e também em sua maioria mulheres (72,7%, n=24). O
grupo do curso de Psicologia contou com 34 par cipantes com idade média de 27,9 anos (DP=6,9). Na escala de personalidade, os fatores mais
pontuados foram Conscienciosidade (média 21,4, DP=3,01) e Socialização (média 20,06, DP=3,16). Podemos concluir que os fatores de
personalidade de Conscienciosidade e Sociabilidade que os par cipantes deste estudo apresentaram, jus fica o interesse por par ciparem da
intervenção proposta. Os par cipantes da intervenção foram subme dos a três tempos de avaliação (pré-teste, pós-teste e follow up). O fator
de personalidade Abertura revelou-se significa vamente maior (p=0,024) nos par cipantes que compareceram depois de dois meses da
conclusão da intervenção, comparados aos que não compareceram a esta etapa de avaliação. Estes resultados evidenciam a necessidade de
novos estudos com este público, buscando auxiliá-los no processo de transição universidade-trabalho.
lllinden@unisinos.br

P18
EXPECTATIVAS COM RELAÇÃO À ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UMA COMPARAÇÃO ENTRE ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA EM UMA
COMUNIDADE DE BAIXA RENDA
Marcela Godoi Silva - IESB - Centro Universit. Ins tuto de Educação Superior de Brasília – Ceilândia, DF
Ligia Abreu Gomes Cruz - IESB - Centro Universit. Ins tuto de Educação Superior de Brasília – Ceilândia, DF / UnB - Universidade de Brasília
Beatriz de Paula Ferreira Cavalcante - IESB - Centro Universit. Ins tuto de Educação Superior de Brasília – Ceilândia, DF
Paula Emanuelle Paiva Santos - IESB - Centro Universit. Ins tuto de Educação Superior de Brasília – Ceilândia, DF
Problema zar teorias e técnicas tradicionais é um movimento recente na orientação profissional, derivado do contato com populações
desfavorecidas. A literatura ressalta alunos desprivilegiados, normalmente associados às escolas públicas, e as demandas de desinformação e
mitos. No entanto, caracterizar esse público a priori pela condição sócio-educacional pode ser problemá co. Este trabalho teve como obje vo
observar empiricamente as diferenças nas demandas e expecta vas quanto à orientação profissional em uma amostra de estudantes de uma
mesma comunidade de baixa renda, porém em escolas diferentes (pública e privada). Foram aplicados ques onários impressos em 80 alunos do
3° ano do ensino médio de uma escola pública e uma privada, contendo perguntas abertas e fechadas sobre preocupações quanto ao futuro
profissional e expecta vas sobre orientação profissional. As questões abertas foram categorizadas e em seguida quan ficadas. Os alunos da
escola pública se preocuparam mais com estabilidade financeira (28%) e reconhecimento profissional (26%). Os de escola par cular também
apontaram a estabilidade financeira (41%), além de oportunidades no mercado de trabalho (22%). Ambos os grupos priorizaram como
demandas a escolha da carreira e a compreensão sobre cursos e áreas de atuação. Com relação à orientação profissional, os alunos da rede
pública afirmaram que essa deve promover informação (31%), em especial sobre o mercado de trabalho (38%). Os alunos da escola privada
também enfa zaram o mercado (27%), mas, igualmente, o autoconhecimento (55%).Nota-se que a preocupação com estabilidade financeira e
oportunidades no mercado de trabalho é igual para os grupos, o que pode representar a comunidade na qual os alunos se inserem. No entanto,
alunos da escola pública se preocupam mais com o reconhecimento futuro, o que pode estar relacionado com a modalidade de educação.
Ainda, os próprios alunos atribuem à orientação profissional o lugar tradicional de informação sobre cursos.
ligiaabreugc@gmail.com

P19
AVALIAÇÃO DE INTERVENÇÕES VOCACIONAIS: UMA REVISÃO DA LITERATURA CIENTÍFICA BRASILEIRA ENTRE OS ANOS 1996-2016
Patrícia Albanaes
Marucia Bardagi
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina- Florianópolis, SC
Nas úl mas décadas, as avaliações de intervenções têm sido apontadas como temá ca de relevância essencial para o exercício profissional dos
psicólogos, na medida em que promove o compar lhamento e a reflexão sobre os processos e resultados dos serviços prestados. Todavia, no
âmbito das prá cas em orientação profissional, a preocupação com a avaliação ainda é recente no território brasileiro. Esta revisão de literatura
obje vou iden ficar as publicações nacionais com foco na avaliação de intervenções de carreira entre os anos 1996 e 2016. Para isso, realizou-se
uma busca no Banco de Teses CAPES e nas bases de dados SciELO, PePSIC e LILACS, u lizando combinações duas a duas entre, de um lado, as
palavras-chave “avaliação”, “intervenção” e, de outro lado, as palavras-chave “carreira”, “vocacional”, “orientação profissional”.
Adicionalmente, foram realizadas consultas a especialistas na área. Foram encontradas e analisadas 25 publicações disponíveis na íntegra em
formato online, sendo a maior parte desses trabalhos publicada nos úl mos sete anos. Além disso, as pesquisas correspondem
predominantemente a intervenções grupais com adolescentes e com foco na avaliação somente dos resultados dos serviços. Todos os estudos
dessa categoria apontaram resultados posi vos nas intervenções, reforçando o potencial de auxílio das prá cas em orientação profissional às
demandas vocacionais. Percebe-se que embora esteja crescendo o interesse brasileiro pelos estudos de avaliação de intervenções de carreira,
ainda faz-se necessária a consolidação de uma cultura de avaliação com foco não apenas nos resultados, mas também nos diferentes aspectos
que cons tuem os processos de intervenção. Uma maior preocupação com a descrição dos métodos e técnicas de intervenção, com a
explicitação dos pressupostos teóricos norteadores das prá cas e também com estudos que u lizem amostras maiores e mais diversificadas,
além de instrumentos padronizados que permitam melhor comparação de resultados parece ser a direção para que sejam superados os
desafios e seja potencializado o desenvolvimento da área.
patricia.albanaes@gmail.com

59
Pôsteres
P20
CARACTERÍSTICAS E TRAJETÓRIAS DE ESTUDANTES COTISTAS NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO: REVISÃO DE LITERATURA
Patrícia Albanaes
Marucia Bardagi
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – FlorianópolisSC
Em nível nacional, a par r da implementação das polí cas de ações afirma vas no ensino superior, desde o início dos anos 2000, tem havido a
consolidação de um modelo nesse nível de ensino que caminha para um rumo menos excludente e mais democra zado. Ainda assim,
considerando que esta é uma prá ca rela vamente recente, são poucos os estudos com foco nos próprios discentes co stas. Nessa direção, é
obje vo deste trabalho realizar uma revisão da literatura sobre cotas nas universidades federais do país, englobando estudos empíricos
publicados entre os anos 2000 e 2016 e que tenham como foco as caracterís cas e trajetórias dos próprios estudantes beneficiários dessa
polí ca. Para isso, realizou-se uma busca nas bases de dados SciELO, PePSIC e LILACS, u lizando as seguintes combinações de palavras-chave:
“ações afirma vas” AND “ensino superior” OR “educação superior” OR “universidade”, assim como as palavras-chave “co stas” e “polí ca de
cotas” de modo isolado. Foram encontrados e analisados até o momento 14 ar gos, sendo a grande maioria desses trabalhos publicada a par r
de 2012, ano no qual foi aprovada a Lei 12.711, que tornou obrigatória a des nação de 50% das vagas nas universidades federais para
estudantes egressos de escolas públicas. As pesquisas encontradas têm como público-alvo subgrupos das ações afirma vas, tais como negros,
indígenas e pessoas com deficiência. Ainda, versam sobre as percepções desses discentes quanto às polí cas de ações afirma vas, além de
questões iden tárias, preconceitos, dificuldades relacionais com colegas de curso e professores, autocobrança por elevado desempenho
acadêmico e percepção de autoeficácia profissional. Os resultados também apontam a incongruência entre diferentes pesquisas no que diz
respeito ao desempenho acadêmico de co stas e não-co stas.
patricia.albanaes@gmail.com

P21
APOSENTADORIA E REDES SOCIAIS: REVISÃO SISTEMÁTICA DA PRODUÇÃO CIENTIFICA INTERNACIONAL
Marcos Henrique Antunes
Carmen Leon na Ojeda Ocampo Moré
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
O trabalho é um dos principais meios promotores de socialização e desenvolvimento na fase adulta. Com o rompimento do vínculo laboral em
razão da aposentadoria, transcorrem mudanças em diferentes dimensões da vida, dentre as quais está o conjunto das relações sociais.
Considerando esses apontamentos, este estudo de revisão sistemá ca da literatura internacional foi desenvolvido com o obje vo de
compreender as repercussões da aposentadoria no contexto das redes sociais. Para sua execução foram consultadas as bases de dados Scopus,
Web of Sciences e PsycInfo acerca de ar gos publicados entre 2006 e 2015. U lizou-se os descritores “aposentadoria” e “redes sociais” em
língua inglesa, por meio dos quais localizou-se 355 ar gos, sendo que 34 foram selecionados por atenderam aos critérios de elegibilidade. A
análise dos dados ocorreu em dois segmentos: no primeiro, realiza-se a caracterização da produção em termos de delineamento metodológico,
área de conhecimento, autores e ano de publicação. No segundo, descreve-se os achados evidenciados em cada um dos ar gos, os quais
encontram-se organizados em 5 categorias temá cas: dinâmica de funcionamento das redes sociais no processo de aposentadoria, questões de
gênero, aspectos socioeconômicos, relações familiares e de amizade, e par cipação social e comunitária. Os resultados assinalam a prevalência
de estudos quan ta vos e de origem norte-americana. Constatou-se que o trabalho e a família são dimensões ar culadoras das redes sociais,
sendo que, a par r da efe vação da aposentadoria, acontecem modificações na dinâmica das relações estabelecidas pelos aposentados,
sobretudo, nos relacionamentos que cumprem funções de cuidado. Percebeu-se, ainda, que o tamanho e a qualidade dos vínculos presentes
nas redes sociais nesse momento tem relação direta com o contexto socioeconômico de vida desse público. Conclui-se sobre a relevância de
enfa zar a dimensão relacional dos aposentados em pesquisas e prá cas sobre o tema, tendo em vista que a mesma permite contextualizar o
entendimento dessa experiência.
marcos.antunes@live.com

P22
MOTIVOS DE CRISE COM O CURSO UNIVERSITÁRIO: DEMANDAS TRAZIDAS AO NÚCLEO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DA USP
Yara Malki
Marcelo Afonso Ribeiro
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Vem se tornando cada vez mais expressiva a demanda de universitários por orientação profissional e de carreira. Entender o perfil desta
população, seus padrões e mo vos de procura é de suma importância, a fim de que a Orientação Profissional possa contribuir efe vamente com
este con ngente rela vamente novo. O presente trabalho é parte da tese de doutorado defendida no Ins tuto de Psicologia da USP, que visou
contribuir nesse sen do, in tulada A crise com o curso superior na realidade brasileira contemporânea: análise das demandas trazidas ao
Núcleo de Orientação Profissional da USP. Nela, foi realizado um levantamento do perfil do aluno USP de graduação que procurou o NOP para
atendimento em OP ou Planejamento de Carreira de 2007 a 2012. Foi realizada: a) uma análise quan ta va dos alunos triados, a par r dos
dados con dos em 115 fichas de inscrição; e (b) uma análise qualita va de 58 relatórios de triagem que, como materiais clínicos, foram
interpretados de acordo com o referencial teórico e metodológico psicanalí co. 37 mo vos de procura pelo NOP-USP foram iden ficados e
classificados em: (A) Mo vos relacionados ao processo de escolha inicial; (B) Questões emocionais; (C) Mo vos ligados ao curso; (D) Mo vos
ligados à profissionalização; (E) Mo vos ligados ao processo de adaptação do aluno ao curso, à cidade e/ou à ro na universitária; (F) Mo vos
ligados ao vínculo com a USP; (G) Planejamento de carreira; (H) Razões financeiras; e (I) Não foi possível fechar diagnós co. Frequentemente,
cada relatório trazia um destes como mo vo principal e diversos outros como secundários. A interrelação entre os mo vos lembra a relação
figura-fundo da Gestalt. Portanto, os mo vos de procura eram múl plos, o que explica em parte a desorganização narra va do aluno em crise.
Os resultados desta pesquisa foram aplicados em um novo modelo de atendimento no NOP.
yara.malki.psi@gmail.com

60
Pôsteres
P23
DIAGNÓSTICO INTERVENTIVO NO ATENDIMENTO A ALUNOS UNIVERSITÁRIOS EM CRISE COM SUAS ESCOLHAS
Yara Malki
Debora Audi
Guilherme Fonça
Maria Celeste C.G. de Almeida
Maria Emilia Bonora Lima
USP - Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Desde 2015, o Núcleo de Orientação Profissional tem desenvolvido, testado e avaliado um novo modelo de atendimento clínico de orientação
psicanalí ca aos alunos da Universidade que os procura em crise com seus cursos, visando aumentar o foco e a eficiência dos atendimentos,
além de o mizar seus recursos sicos e humanos. Anteriormente, nha-se uma ou mais entrevistas iniciais de triagem, seguidas de 12 sessões
de orientação profissional. Notou-se, entretanto, que a espera entre uma etapa e outra esfriava a urgência da demanda, além de as entrevistas
de triagem mobilizarem os alunos, mas serem subaproveitadas. O novo modelo, resgatando modelos clássicos de aconselhamento e baseado
em pesquisas feitas sobre o NOP, ins tuiu sessões diagnós cas interven vas e fundamenta-se em três obje vos, organizados em três tempos,
que em média levam de 3 a 5 encontros para serem alcançados: 1. Acolhimento; 2. Clarificação da queixa e organização narra va do aluno; 3.
Plano de ação. Em 2016, o modelo foi consolidado e avaliado por um ques onário de saída. A amostra de pesquisa constou apenas de alunos de
graduação (n=29). Como resultados, 52% dos casos foi concluído em 4 sessões e 41% em 3 sessões. 93% dos sujeitos considerou adequado o
número de sessões e apenas 7% respondeu achar que foram poucas. Para 62% o atendimento a ngiu as expecta vas, para 27% ficou acima e
para 10% a ngiu parcialmente. 87% dos alunos considerou que o atendimento ajudou a entender sua situação, 13% achou que ajudou
parcialmente. 87% afirmou que o atendimento ajudou muito a planejar os próximos passos enquanto para 13% foi apenas parcialmente. Para
100% dos sujeitos, o atendimento contribuiu para além do acadêmico. Não houve fila de espera e todos os que procuraram o NOP foram
atendidos. Conclui-se que o novo modelo aumentou o foco e a eficiência dos atendimentos e o mizou o aproveitamento dos recursos.
yara.malki.psi@gmail.com

P24
QUAIS OS INTERESSES PROFISSIONAIS DE ESTUDANTES DE PEDAGOGIA, ADMINISTRAÇÃO, JORNALISMO, DIREITO, FONOAUDIOLOGIA,
PSICOLOGIA, TURISMO, TÉCNICO DE SEGURANÇA, HOTELARIA E EDUCAÇÃO ARTÍSTICA?
Julia Noronha Ferraz de Arruda - USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
Ana Paula Porto Noronha - USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
O presente estudo obje vou analisar as preferências de estudantes universitários em relação às dimensões da Escala de Aconselhamento
Profissional – EAP, que avalia os seguintes campos de interesses: ciências exatas; artes e comunicação; ciências biológicas e da saúde; ciências
agrárias e ambientais; ciências humanas e sociais aplicadas e entretenimento. Par ciparam da pesquisa 1287 estudantes universitários de
ins tuições privadas de ensino superior do interior de estado de São Paulo, sendo 342 homens, 802 mulheres e 143 não informaram, com idade
variando entre 17 e 73 anos (M=24,84; DP=7,35). Os estudantes eram dos seguintes cursos: Pedagogia, Administração, Jornalismo, Direito,
Fonoaudiologia, Psicologia, Turismo, Técnico de Segurança, Hotelaria e Educação Ar s ca. Verificou-se que os par cipantes de quatro cursos
apresentaram as maiores médias de interesses na dimensão ciências humanas e sociais aplicadas, a saber, Psicologia, Pedagogia, Direito e
Jornalismo. Ciências agrárias e ambientais foi a preferida pelos estudantes de Técnico de Segurança e Turismo; enquanto de Fonoaudiologia foi
ciências biológicas e da saúde. Por fim, entretenimento e artes e comunicação foram as dimensões mais endossadas pelos par cipantes de
Hotelaria e Educação Ar s ca, respec vamente. Os resultados são discu dos à luz da literatura.
ana.noronha8@gmail.com

P25
LEVANTAMENTO DAS TÉCNICAS E TESTES UTILIZADOS POR ORIENTADORES PROFISSIONAIS E DE CARREIRA NO CONTEXTO BRASILEIRO
Thaline da Cunha Moreira
Leonardo de Oliveira Barros
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
Ana Paula Porto Noronha
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A orientação profissional se configura como uma das áreas em que são muito u lizados instrumentos, técnicas, dinâmicas e a vidades que
auxiliam o trabalho do orientador profissional. Com as mudanças ocorridas ao longo dos anos, sobretudo a respeito do mundo do trabalho,
essas ferramentas também precisaram se adequar para corresponder a demanda do orientando, seja ele adolescente ou adulto. Com isso, o
presente estudo teve por obje vo realizar um levantamento dos testes psicológicos e demais técnicas, dinâmicas e a vidades que o orientador
profissional e de carreira tem u lizado atualmente. A amostra foi composta por 74 profissionais, sendo 85,1% do sexo feminino e 14,9% do
masculino, com idades variando entre 23 e 74 anos (M=39,64 e DP=11,89). Os par cipantes foram provenientes de 15 estados brasileiros, com a
maioria de São Paulo (N=26). Quanto ao período de atuação como orientador profissional, houve uma variação de 1 a 50 anos, com Média de
10,12 anos (DP=10,59). A coleta foi realizada de forma online entre os meses de novembro de 2016 a abril de 2017, com todos os procedimentos
é cos seguidos. Os par cipantes responderam a um ques onário contendo perguntas abertas e fechadas rela vas à formação e atuação
profissional. Nos resultados foi possível verificar que os testes psicológicos mais u lizados foram a “Avaliação dos Interesses Profissionais-AIP”
(N=28), a “Escala de Maturidade para Escolha Profissional-EMEP” (N=23) e o “Ques onário de Avaliação Tipológica-QUATI” (N=15). Quanto às
técnicas, dinâmicas e a vidades a maioria relatou o uso dos “Critérios de Escolha Profissionais” (N=16), seguido das “Frases para completar”
(N=14) e o “Cur grama” (N=10). Com estes dados é possível observar que há uma variedade de testes, bem como técnicas, dinâmicas e
a vidades sendo u lizadas pelos orientadores profissionais, prevalecendo principalmente o uso daqueles mais tradicionais, como por exemplo,
os testes voltados para conhecer os interesses profissionais.
ana.noronha8@gmail.com

61
Pôsteres
P26
AVALIAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS TEÓRICAS E PRÁTICAS DE ORIENTADORES PROFISSIONAIS BRASILEIROS
Leonardo de Oliveira Barros
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
USF - Universidade São Francisco Campinas, SP
O campo de Orientação Profissional (OP) agrega profissionais de inúmeras áreas e com formações dis ntas. Tal fato, agregado à ausência de
parâmetros de qualificação e cer ficação dos orientadores, resulta em prá cas diversas sem que haja avaliações adequadas sobre sua
efe vidade. Este trabalho tem como obje vo apresentar a avaliação de competências por parte de orientadores profissionais brasileiros.
Par ciparam do estudo 74 orientadores, com tempo médio de atuação em OP de 10,12 anos, a maioria do sexo feminino (n=63) e oriundos de
15 estados brasileiros com maior concentração no estado de São Paulo (n=26). A coleta ocorreu de forma online entre os meses de novembro de
2016 a abril de 2017. Os par cipantes responderam a um ques onário contendo perguntas abertas e fechadas rela vas à formação e atuação
profissional e os marcadores de competências teóricas e prá cas elaborados a par r de Lassance et al., (2007). Os resultados indicaram que
64,9% percebem-se como profissionais estritamente ligados ao contexto prá co e a menor parte declarou estar mais envolvida com pesquisas
em OP. Em relação às competências de Formação Teórica, 47,3% dos orientadores declararam baixa capacidade de dominar teorias, técnicas e
procedimentos de intervenção em carreira. Sobre a Formação Prá ca, 54,1% avaliaram como média ou baixa a sua capacidade de planejar e
avaliar intervenções, bem como, liderar equipes mul disciplinares. Assim, percebe-se a necessidade de parâmetros de formação e qualificação
constante dos orientadores profissionais para que a área avance cien ficamente e ofereça serviços de qualidade aos que dela demandam.
leonardobarros_lob@hotmail.comR

P27
COMPREENSÃO DE INTERESSES PROFISSIONAIS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL A PARTIR DA TEORIA DE HOLLAND
Leonardo de Oliveira Barros
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Interesses profissionais são amplamente abordados em Orientação de Carreira e em pesquisas na área, fato evidenciado pelo número
expressivo de pesquisas inves gando o construto e pela construção de instrumentos pautados principalmente na Teoria de Holland. Todavia,
não existem estudos que abordam a temá ca em público de pessoas com deficiência visual, seja em sua mensuração ou no processo de
cons tuição subje va. Este trabalho tem por obje vo apresentar a caracterização de interesses profissionais de pessoas com deficiência visual a
par r da Teoria de Holland. Par ciparam 137 pessoas com deficiência visual, com idade média de 37,86 anos, oriundos de 15 estados brasileiros
e divididos entre baixa visão e cegueira congênita e adquirida. A coleta aconteceu em formato informa zado e tradicional entre os meses de
abril à junho de 2016 e os par cipantes responderam a um ques onário de iden ficação e a Escala de Interesses Profissionais para Deficientes
Visuais (EIDV). Os resultados foram subme dos à análise fatorial e formaram seis conjuntos corroborando as seis pologias proposta por
Holland, porém, agrupando itens em pologias para as quais não foram elaborados inicialmente, demandando uma análise qualita va dos
agrupamentos. Assim, a vidade como pintar quadros que na teoria é uma a vidade ar s ca, no estudo apresentou-se como uma a vidade
realista. Nesse sen do, percebeu-se que a formação dos interesses profissionais de pessoas com deficiência visual difere de videntes por conta
da especificidade na formação de conceitos e pela necessidade de compensar a ausência da visão com outras funções sensoriais. Essa
compensação sensorial resulta em um funcionamento diferencial dos interesses profissionais e implica na necessidade de revisões na Teoria de
Holland para que esta consiga contemplar o público em questão. Sugere-se a realização de novos estudos com populações maiores e com
adolescentes, porém, acredita-se que a EIDV pode contribuir para a avaliação e compreensão dos interesses profissionais de pessoas com
deficiência visual.
leonardobarros_lob@hotmail.com

P28
MOTIVOS DE BUSCA E CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL DE PROFISSIONAIS QUE BUSCAM UM SERVIÇO DE OUTPLACEMENT
Manoela Ziebell de Oliveira
Clarissa Galecki Andrade
Deisy Razzolini
Fernanda Bitarello
Karine Prestes
Rosana Bona
Produ ve Carreira e Conexões com o Mercado – Porto Alegre, RS
Na literatura sobre outplacement encontramos vários entendimentos sobre o conceito, tais como: 1) programa de auxílio aos trabalhadores
demi dos; 2) processo que ensina técnicas específicas para a integração no mercado de trabalho; 3) como serviço de consultoria; 4) um serviço
que permite uma transição de carreira suave; 5) um cuidado que o empregador tem para com os seus trabalhadores dispensados. A par r destas
definições, pode-se concluir que o outplacement é um processo de apoio à transição de emprego ou carreira, que consiste na disponibilização
de um conjunto de ferramentas de recolocação como apoio aos trabalhadores, por meio de uma empresa especializada (empresa que presta o
serviço), é contratada pela empresa que afasta os trabalhadores ou por eles próprios. Método: Após o primeiro atendimento, os profissionais
foram convidados a responder um ques onário disponibilizado online. O instrumento con nha: questões sociodemográficas e laborais; escalas
para aferir adaptabilidade de carreira, sa sfação com o trabalho e mo vos para saída e permanência na organização; uma pergunta sobre o
mo vo de busca por consultoria de outplacement – a qual foi foco deste estudo. Os dados de ques onários completos, fornecidos por clientes
que autorizaram o uso de seus resultados para fins de pesquisa, foram subme dos a análises esta s cas descri vas. Resultados: Par ciparam
578 profissionais que buscaram outplacement entre os anos de 2014 e 2017. A idade média dos par cipantes foi de 38,8 anos (DP= 7,5) e a
maioria eram homens (68,8%). Todos haviam concluído ensino superior e 66,4% nham MBA. Dentre os mo vos citados para a busca de
consultoria de outplacement, os par cipantes citaram: busca de autoconhecimento; apoio na recolocação; aproximação e compreensão do
mercado de trabalho atual, entre outros. Conclusão: Pode-se concluir que o outplacement se apresenta como resposta aos problemas inerentes
ao afastamento de um crescente número de execu vos de suas posições de trabalho nas organizações
manoela.ziebell@gmail.com

62
Pôsteres
P29
A MATURIDADE PARA A ESCOLHA PROFISSIONAL DE ALUNOS DE CURSINHO PRÉ-VESTIBULAR
Kathia Maria Costa Neiva - São Paulo, SP
Thais Arantes Ribeiro - Poliedro Educação – Campinas, SP
A Maturidade para a Escolha Profissional vem sendo pesquisada há cerca de duas décadas e muitos são os trabalhos que avaliaram este
construto em diferentes populações u lizando a Escala de Maturidade para a Escolha Profissional, composta de cinco subescalas: (1)
Determinação; (2) Responsabilidade, (3) Independência, (4) Autoconhecimento e (5) Conhecimento da realidade educa va e socioprofissional.
O presente trabalho teve como obje vo comparar a maturidade para a escolha profissional de uma amostra de alunos de cursinho pré-
ves bular com a amostra de alunos do terceiro ano do ensino médio u lizada para a norma zação da escala. A amostra estudada foi composta
de 717 par cipantes, 66,9% de moças e 33,1% de rapazes; 62,9% de alunos do terceiro ano do ensino médio e 37,1% de alunos de um cursinho
par cular de Campinas (SP). Assim como em outros estudos, não foi constatada, na amostra de alunos de cursinho, diferença significa va da
maturidade total em função do sexo, observando-se também que as moças apresentaram maior responsabilidade (t= 1,99; alpha = 0,05) e os
rapazes avaliaram possuir mais conhecimento da realidade educa va e socioprofissional (t= 2,75; alpha = 0,006). Entretanto, os alunos de
cursinho apresentaram um nível significa vamente mais alto de maturidade para a escolha profissional do que os alunos do terceiro ano (t=
4,56; alpha = 0,001); sendo esta diferença observada em todas as subescalas, com exceção da subescala de Autoconhecimento. Tais resultados
indicam a necessidade de que sejam construídas normas específicas para alunos de cursinho. Entretanto, vale ressaltar que a amostra de
terceiro ano foi mais abrangente e heterogênea (escolas públicas e par culares de algumas cidades), enquanto que a de cursinho se restringiu a
um único cursinho par cular. É necessário, portanto, seguir com as pesquisas, ampliando a amostra de alunos de cursinho pré-ves bular.
kathia.neiva@gmail.com

P30
PREDIÇÃO DE ESCOLHA PROFISSIONAL A PARTIR DE VARIÁVEIS FAMILARES
Adriana Sa co Ferraz
Natália Costa Simões
Jasiele Aparecida de Oliveira Silva
Edson Cardoso Pereira
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A Orientação Profissional (OP) atua na promoção do autoconhecimento no processo de escolha profissional em vias de auxiliar o sujeito na
tomada de decisão e na administração da carreira. Para trabalhar com adolescentes, a par cipação da família é considerada como um
importante fator no processo de escolha profissional, o que jus fica o desenvolvimento de estudos sobre essa temá ca. Desse modo, o
presente estudo obje vou a inves gação do nível de predição dos es los parentais, congruência entre pais e filhos e autoeficácia para escolha
profissional dos filhos em relação à definição da escolha profissional em uma amostra de 140 alunos do 1° ao 3° ano do ensino médio (escola
pública e par cular). As idades variaram de 15 a 18 anos (M = 16,14; DP = 0,83), sendo a maioria do sexo feminino (57,9%). Os instrumentos
u lizados foram: Escala de Responsividade e Exigência Parental-EREP, Escala de Congruência entre Pais e Filhos sobre Escolha Profissional-ECPF-
EP, Escala de Autoeficácia para Escolha Profissional-EAE-EP e um ques onário sobre a definição da escolha (de 1 a 4 opções de profissões/cursos
consideradas, sendo que valores mais próximos de 1 indicam uma maior definição). A aplicação dos instrumentos ocorreu em sala de aula, de
forma cole va. Por meio da análise de regressão hierárquica, os instrumentos foram agrupados em três blocos (EREP; EREP+ECPF-EP;
EREP+ECPF-EP+EAE-EP). O modelo formado a par r do úl mo bloco foi o melhor, com R² = 0,23, sendo que as variáveis responsividade materna
( & #946;=0,41), congruência complementar ( & #946;=-0,34) autoeficácia para busca de informação profissional prá ca ( & #946;=-0,28) foram
os preditores significa vos de maior definição da escolha profissional. Devido à importância para a área da OP, sugere-se a con nuidade dos
estudos envolvendo a par cipação da família para a escolha profissional dos filhos.
adrianasa co.as@gmail.com

P31
AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL PARA UNIVERSITÁRIOS NA ESTRATÉGIA CLÍNICA
Debora Audi
Guilherme Fonça
Maria Celeste Almeida
Maria Emilia Lima
Rosemary de Almeida Farias Cernev
USP – Universidade de São Paulo – SãoPaulo, SP
Para o aperfeiçoamento de processos e estratégias em orientação profissional é fundamental que as prá cas correntes sejam constantemente
avaliadas. A amostra desta avaliação compôs-se de 29 atendimentos feitos em 2016 no NOP a alunos de graduação da USP. A estratégia é clínica
de orientação psicanalí ca, compreendendo quatro encontros de 1 hora cada. O ques onário é composto de 6 questões com 4 alterna vas e
um espaço de comentários para cada questão, preenchido ao término do atendimento à secretária. Não era necessário se iden ficar. Como
resultado, 93% dos par cipantes considerou adequado o número de sessões e apenas 7% respondeu achar pouco. Para 62% o atendimento
a ngiu as expecta vas, para 27% ficou acima e para 10% a ngiu parcialmente. 87% dos alunos considerou que o atendimento ajudou a
entender sua situação, 13% achou que ajudou parcialmente. 87% afirmou que o atendimento ajudou muito a planejar os próximos passos
enquanto para 13% foi apenas parcialmente. Para 100% dos sujeitos, o atendimento contribuiu para além do acadêmico. A análise qualita va
revelou ganhos emocionais importantes com a melhora no estado emocional, saída da crise, sen mentos de esperança no futuro,
reestruturação, encontro de direcionamento, ganho de segurança e diminuição da ansiedade. Aspectos cogni vos foram apontados como
descoberta de outra forma de pensar, descoberta de aspectos inconscientes nas escolhas e padrões, incremento na capacidade de refle r antes
de agir, capacidade de fazer planos para o futuro, aumento do conhecimento da carreira e aumento de autopercepção. Houve grande
frequência a elucidação de questões essenciais, obje vidade, autoconhecimento e foco no problema. Há também considerações posi vas
sobre a competência do orientador e gra dão a seu trabalho. Embora venha por uma questão pontual de crise, o resultado da OP no aluno
mul plicou-se em contribuições emocionais e cogni vas que o auxiliaram a ter uma relação mais segura e autônoma com sua escolha.
guifonca @gmail.com

63
Pôsteres
P32
DIFERENÇAS NA ADAPTABILIDADE DE CARREIRA EM DIFERENTES NÍVEIS DE COMPLEXIDADE E TEMPO NA POSIÇÃO PROFISSIONAL
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
Lucilene Tofoli
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
O conceito de adaptabilidade de carreira é aplicado para a iden ficação da capacidade do indivíduo para lidar com escolhas e decisões de
carreira ao longo da vida. Para a avaliação deste construto foi desenvolvida a Escala de Adaptabilidade de Carreira (CAAS) que tem obje vo de
iden ficar esta capacidade pelas dimensões: preocupação, controle, curiosidade e confiança. Os indivíduos das mais diversas profissões
passam por diferentes ocupações em suas áreas de atuação, seja ela para a realização de estágios durante o processo de desenvolvimento ou
então para atuar quando formado e promover uma trajetória de desenvolvimento de carreira pode apoiar em seu desenvolvimento
profissional. Nesta direção, o obje vo desta pesquisa foi verificar as diferenças entre os níveis de adaptabilidade de carreira em função dos
níveis de complexidade das ocupações e tempo de atuação. Par ciparam 446 profissionais, média de 34 anos (DP= 12,10), escolaridade
predominantemente superior completo (60%), 64,8% sexo feminino, a maioria tem estado de residência São Paulo (85,7%). O tempo médio de
atuação profissional com 7,44 anos (DP= 7,61) e distribuído nas ocupações de aprendizes/estagiário (4,3%), assistente/analista (35%),
especialista (13%), lideranças (8,3%), profissionais (15,7%) e Gestão (23,8%). Os instrumentos u lizados foram: CAAS versão brasileira e
ques onário sociodemográfico. O projeto foi aprovado pelo Comitê de É ca e os dados foram coletados de forma online. O resultado
encontrado na Análise de Variância - ANOVA e Prova de Turkey, não indicaram diferenças significa vas de forma geral, com exceção na dimensão
Preocupação, no qual as pontuações de Aprendizes e Estagiários foram significa vamente maiores. Na mesma dimensão, o grupo com menor
tempo de atuação (1 a 5 anos) apresentou maior pontuação em relação aos demais. O estudo indicou que as variâncias apresentadas
demonstraram uma tendência de que indivíduos em ocupações iniciais ou com menor tempo de atuação apresentam uma maior preocupação
com seu futuro na carreira.
lucitofoli@hotmail.com

P33
VARIÁVEIS PREDITORAS DA BUSCA POR ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UM ESTUDO COM ADOLESCENTES
Gustavo Henrique Mar ns
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A Orientação Profissional (OP) é um processo que tem como principal obje vo orientar as pessoas com relação as suas carreiras, a fim de
proporcionar a elas um maior autoconhecimento, conhecimento das profissões e planejamento de carreira. Sendo assim, o obje vo deste
estudo foi verificar o quanto variáveis como personalidade, adaptabilidade, autoeficácia para escolha profissional, exploração vocacional e
indecisão vocacional explicam a intenção de busca por OP. A amostra foi composta por 237 estudantes dos três anos do ensino médio de uma
escola pública. Foram u lizados cinco instrumentos para avaliação das variáveis u lizadas, sendo que a variável dependente (busca por OP) foi
avaliada por meio de uma pergunta fechada sobre o grau de intenção que o adolescente nha de buscar OP. O projeto foi subme do e aprovado
pelo Comitê de É ca e a coleta ocorreu de forma presencial e cole va em sala de aula. A fim de a ngir o obje vo do estudo, foi realizada uma
Análise de Regressão Linear Múl pla, com método forward. O melhor conjunto de variáveis explicou 13% da Busca por OP, sendo que as
variáveis significa vas e que formaram o melhor modelo explica vo foram: Neuro cismo (B=0,22), Exploração de Si (B=0,17) e Autoavaliação
(B=-0,32). Este resultado indicou que a variável que melhor explicou a busca por OP foi a crença de autoeficácia para Autoavaliação, sendo esta
uma preditora nega va. Com estes dados foi possível constatar que os adolescentes que acreditavam não se conhecer profissionalmente bem,
ou que demonstraram uma instabilidade emocional além de estarem buscando se conhecer, são aqueles que indicaram ter intenção em buscar
por OP. A par r deste estudo foi possível ampliar o conhecimento a respeito de algumas variáveis que estão envolvidas na explicação da
intenção por buscar OP, o que pode auxiliar no trabalho preven vo dos orientadores, educadores e familiares com estes adolescentes.
gustavoh.mar ns95@gmail.com

P34
HAPPENSTANCE LEARNING THEORY: UMA REVISÃO SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA PESQUISA E INTERVENÇÃO EM CARREIRA
Amanda Ferreira Vieira
Maiana Farias Oliveira Nunes
Roberta Simon
Alexandre da Silva Alvarenga
Louisi da Silva Cardozo
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Happenstance Learning Theory (HLT) é uma teoria proposta por John Krumboltz que explica porque indivíduos fazem caminhos diferentes
durante a vida e como profissionais podem facilitar os processos de transição. A HLT entende que o comportamento é fruto de experiências de
aprendizagem disponíveis em eventos planejados e não-planejados que os indivíduos encontram durante a vida. Assim, ou eles podem
entender que não possuem controle sobre os seus “acasos” e, portanto, não importa o que forem fazer ou podem focar nas suas ações bem-
sucedidas e desenvolver autoconfiança elevada nos seus poderes. A teoria ainda propõe que todas os eventos devem ser vistos como potenciais
oportunidades, se os indivíduos os reconhecerem e agirem para capitalizá-los. O obje vo desse resumo é apresentar as contribuições cien ficas
que tratam de carreira sob a perspec va da HLT. Para isso, foi feita uma pesquisa bibliográfica nas bases da Web of Science e Portal de Periódicos
CAPES em abril de 2017, onde foram localizados oito ar gos nessa perspec va. Os trabalhos que exploram a HLT ainda são recentes, justamente
pela teoria ter ganhado sua primeira grande sistema zação em 2004. As produções são todas internacionais e contemplam estudos de
definição de fatores para capitalizar a happenstance nos indivíduos, validação para construção de escala psicométrica, propostas de aplicação
da HLT em pessoas em fase de transição de carreira involuntária e a relação das habilidades de happenstance com status de iden dade
ocupacional de adolescentes. Os ar gos localizados foram discu dos considerando as teorias de aprendizagem de Bandura, Krumboltz e
também, a par r do Life-design, de Savickas. Entende-se que a teoria está dando seus primeiros passos e por se aproximar de circunstâncias
presentes no mundo contemporâneo, o seu desenvolvimento pode ter importância substancial na pesquisa e intervenção em carreira.
Ademais, atenta-se à necessidade e aproximação dessa teoria com o contexto e realidade brasileira.
amandaferrvieira@gmail.com

64
Pôsteres
P35
O SENTIDO DE VIDA DOS BRASILEIROS E SUA ASSOCIAÇÃO COM O TRABALHO
Dianniffer Aparecida Oliveira
Ana Paula Porto Noronha
Leonardo de Oliveira Barros
Thaline da Cunha Moreira
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
O sen do de vida pode estar ligado a diversas situações, sejam elas prazerosas ou não, relacionadas a um sen mento de realização ou até
mesmo no sofrimento. Assim, também é possível verificar a percepção das pessoas frente ao trabalho e este pode estar diretamente associado
ao sen do de vida das pessoas. Com isso, o presente estudo teve como obje vo averiguar o que está associado ao sen do de vida dos brasileiros
e se existe diferenças para ela em função da variável trabalho. Os par cipantes da pesquisa foram 901 pessoas, sendo 81,9% do sexo feminino,
com idades variando entre 18 e 77 anos. Para levantar tais informações foi desenvolvido um ques onário que buscou conhecer o sen do
existencial das pessoas, além de coletar informações sociodemográficas. A aplicação ocorreu de forma online, sendo disponibilizado um link nas
redes sociais por meio da plataforma do Google Drive, com todos os cuidados é cos seguidos. Nos resultados as respostas dos par cipantes às
perguntas “O que você considera mais importante em sua vida”, “quando eu digo para você sen do de vida, qual a primeira palavra que você
pensa imediatamente” e “Pra que ou quem você dedica a sua vida”, foram categorizadas, sendo que a categoria/palavra mais frequente para
todas foi “Família”. A variável “trabalho” apresentou diferenças apenas para as categorias da segunda e terceira questões. Em ambas as
perguntas as pessoas que não estavam trabalhando se diferenciaram das que estão a vas no mercado de trabalho, sendo que essas pessoas
entendem o sen do de vida associado a algo que ainda deverá ser conquistado, evidenciado pela palavra “Futuro”, e dedicam a sua vida a
“Religião”. Com estes dados é possível verificar o quanto o sen do de vida está relacionado à família e que o trabalho, algo muito importante na
vida das pessoas, também pode diferenciar a percepção deste sen do para elas.
diannifferoli@gmail.com

P36
SATISFAÇÃO ACADÊMICA E VARIÁVEIS CONTEXTUAIS NO ENSINO SUPERIOR: ESTUDO PREDITIVO SOBRE MOTIVOS PARA EVASÃO
Dianniffer Aparecida Oliveira
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
Marcelo Mar nelli
Juliana Taglhare Garcia
USF - Universidade São Francisco Campinas, SP
A evasão no ensino superior é uma problemá ca a ser enfrentada e a iden ficação dos mo vos que podem tornar os estudantes mais
propensos a essa decisão torna-se par cularmente importante para o estabelecimento de estratégias e polí cas de intervenção. Portanto, o
obje vo geral deste estudo foi inves gar o poder predi vo da sa sfação acadêmica e variáveis contextuais, sendo elas por exemplo, qual
semestre se encontra, se é bolsista, se trabalha, autoavalição, sobre os potenciais mo vos relacionados à evasão do ensino superior.
Par ciparam 132 universitários de ins tuições par culares e públicas de diferentes regiões brasileiras, sendo a maioria mulheres (82,6%), com
idades que variaram entre 18 e 45 anos (M=21,06 e DP=3,8). Nos procedimentos, todos os cuidados é cos exigidos foram seguidos, sendo
aprovado pelo Comitê de É ca em Pesquisa da Universidade São Francisco. Foram aplicados como instrumentos um ques onário
sociodemográfico, Escala de Sa sfação Acadêmica (ESEA) e Escala de Mo vos para Evasão do Ensino Superior (M-ES). A coleta foi realizada de
forma cole va, após a assinatura do Termo de Consen mento Livre e Esclarecido (TCLE), com duração de aproximadamente 30 minutos e para
analisar os dados realizou-se regressão linear múl pla. Os resultados mostraram, que o modelo formado pelas dimensões da ESEA com as
variáveis contextuais melhor predisseram os mo vos interpessoais, relacionados à carreira e ao desempenho acadêmico da M-ES. Contudo, os
mo vos pessoais foram mais bem explicados apenas pelas variáveis contextuais. Sugere-se novas pesquisas inves gando os mo vos para
evasão do ensino superior com outras variáveis, bem como novos estudos u lizando a validade incremental para compreender quanto uma
variável tem maior força para explicar os mo vos para evasão do ensino superior.
diannifferoli@gmail.com

P37
ESCALAS DE CONFLITO TRABALHO-FAMÍLIA DISPONÍVEIS NO BRASIL: REVISÃO DE LITERATURA
Roberta Simon
Maiana Farias Oliveira Nunes
Amanda Ferreira Vieira
Alexandre Silva Alvarenga
Louisi Silva Cardozo
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Transformações na sociedade e no contexto do trabalho, além de uma maior preocupação na conciliação entre vida pessoal e vida profissional,
têm contribuído para ampliação do interesse sobre o tema conflito trabalho-família. Atualmente, este tema assume relevância, dadas as
alterações ocorridas na sociedade e no mundo do trabalho (Greenhaus, 2010). De acordo com Greenhaus e Catallan (2006), conflito trabalho-
família pode ser definido como uma situação onde as demandas e responsabilidades da função trabalho e da função família estão mutuamente
incompa veis em algum aspecto, ou seja, as funções do trabalho são prejudicadas pelas funções da família ou vice-versa. O obje vo deste
trabalho é apresentar uma revisão sistemá ca das escalas existentes para avaliar o Conflito Trabalho-Família, traduzidas, adaptadas e validadas
para o uso no Brasil. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados Web of Science e BVS-PSI em Abril de 2017. Os
resultados encontrados indicaram a existência de apenas 2 escalas criadas no contexto estrangeiro, que foram validadas para uso no Brasil,
sendo elas a Medida do Conflito Trabalho Família e a SWING. As escalas possuem bases teóricas diferentes, sendo que a Medida do Conflito
Trabalho Família, baseada no modelo teórico de Greenhaus & Beutell (1985), avalia os dois sen dos do fenômeno apresentada em 10 itens, e a
outra escala, SWING, baseada no modelo teórico de Meijman e Mulder (1988), inclui a avaliação das dimensões nega va e posi va do conflito
trabalho família de forma bidirecional e é composta por 22 itens. As dimensões propostas originalmente por Greenhaus & Beutell (1985),
tensão, comportamento e tempo, não são abordadas diretamente nas escalas encontradas. Com base nos resultados da pesquisa, conclui-se a
necessidade de estudos brasileiros que explorem o fenômeno Conflito Trabalho-Família, resultando no desenvolvimento de instrumentos de
mensuração do mesmo, tendo em vista a relevância do tema na atualidade.
robertasimon@terra.com.br

65
Pôsteres
P38
ESCALA DE FORÇAS DE CARÁTER: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE NO CONTEXTO DA ORIENTAÇÃO PARA A CARREIRA
Lara Priscila Campos
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Esta pesquisa tem como objeto de estudo dois construtos contemporâneos ainda pouco explorados no Brasil. O primeiro construto é referente
às forças de caráter divulgadas no ano de 2004 por Mar n Seligman e o segundo construto é a adaptabilidade de carreira cujo precursor da
Teoria da Construção de Carreira é Mark Savickas. Assim, correlacionando estes dois construtos, a pesquisa pretendeu encontrar evidências de
validade para a Escala de Forças de Caráter (EFC), baseada na relação com variáveis externas, ou seja, entre os escores dos instrumentos a serem
u lizados, e outras variáveis como idade, sexo e tempo de experiência no mercado de trabalho. O instrumento a ser correlacionado à EFC será a
Escala de Adaptabilidade de Carreira (EAC) desenvolvida e adaptada ao contexto brasileiro. Par ciparam 364 trabalhadores, em sua maioria do
sexo feminino (64%), graduados (36,5%) e pós-graduados (46,10%) e com idade mínima de 18 e máxima de 77 anos. Foi aplicado um
ques onário para iden ficação de aposentados que con nuam ou não trabalhando, cele stas, autônomos ou funcionários públicos e
experiência mínima no mercado de trabalho. Os dados foram coletados no formato online através do aplica vo Google Forms. As análises
esta s cas descri vas entre os dois instrumentos mostraram que nenhum fator da EAC obteve o valor mínimo de pontuação (neste caso 1), mas
todos os fatores ob veram a pontuação máxima (neste caso 5). Conforme esperado, todas as correlações foram consideradas significa vas,
especialmente na dimensão Controle com um coeficiente de 0,54 e na dimensão Confiança com um coeficiente de 0,58. Conclui-se que quanto
maior a pontuação na EFC maior também a pontuação na EAC.
lara@laracampos.com.br

P39
ESCALA DE PARÂMETROS DA CARREIRA CALEIDOSCÓPICA: ADAPTAÇÃO E EVIDÊNCIAS DE VALIDADE NO CONTEXTO BRASILEIRO
Marcelo Nora
Patricia Bandeira
Marianna Braga
Manoela de Oliveira
PUCRS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Ante as profundas transformações ocorridas no mercado de trabalho nas úl mas décadas - como o avanço da tecnologia, aumento da
compe vidade e reformulações nas estruturas organizacionais - novos modelos de carreira emergiram na tenta va de explicar os impactos
destas mudanças sobre a trajetória profissional dos indivíduos. Dentre estes novos modelos, destaca-se o da Carreira Caleidoscópica.
Realizando uma metáfora com o caleidoscópico, esse modelo descreve como as pessoas modificam o desenho de suas carreiras de acordo com
os diferentes aspectos de sua vida. Assim como o caleidoscópio possui três espelhos, existem três parâmetros para a tomada de decisões de
carreira segundo este Modelo: Auten cidade (alinhamento a valores pessoais), Balanço (equilíbrio entre papeis) e Crescimento (busca por
avançar na carreira). Durante o ciclo de vida, estes parâmetros se alternam, com um deles se tornando mais proeminente e orientando as
decisões de carreira, enquanto os demais têm sua influência reduzida. Entretanto, todos con nuam presentes e a vos, pois são relevantes para
a criação do “mosaico” de carreira do indivíduo. O obje vo deste trabalho foi adaptar e iden ficar evidências de validade da Escala de
Parâmetros da Carreira Caleidoscópica em uma amostra de profissionais brasileiros. Este instrumento avalia os níveis dos parâmetros de
Auten cidade, Balanço e Desafio dos respondentes em seu momento de vida. Fizeram parte da pesquisa 226 profissionais, por meio de uma
coleta de dados online. Para análise de dados, realizou-se um estudo fatorial confirmatório em que dos 15 itens da escala original foram
man dos e outros dois foram criados para a versão final. Os resultados indicaram um ajuste sa sfatório para um modelo de três fatores. Os
índices de confiabilidade foram considerados bons (alpha de Cronbach), referentes a escala (0,75) e aos parâmetros Crescimento (0,77),
Balanço (0,73) e Auten cidade (0,66). Discutem-se as limitações do estudo e sugerem-se possibilidades para ampliação das contribuições da
teoria com base em dados empíricos.
marcelonora22@gmail.com

P40
TRABALHO, CARREIRA E APOSENTADORIA: UMA REFLEXÃO ACERCA DAS CONSEQUÊNCIAS DA APOSENTADORIA SOBRE A IDENTIDADE
SOCIAL DOS INDIVÍDUOS
Ana Paula Pires Serra
Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo, SP
Devido ao crescente processo de envelhecimento da população brasileira e mundial, o con ngente de trabalhadores aposentados amplia-se a
cada dia, tornando-se fundamental pensar em programas de preparação para a aposentadoria, visto que o final da vida laboral pode ter grande
impacto sobre a saúde mental, em especial em uma sociedade na qual o trabalho cons tui um dos elementos mais determinantes do
desenvolvimento da iden dade social dos indivíduos. O obje vo geral deste trabalho é iden ficar a produção cien fica sobre o tema
“aposentadoria” em sua relação com o trabalho, carreira e iden dade social. Para isso, como método foi u lizado o levantamento bibliográfico
sob o descritor Aposentadoria na base total disponível online no Portal PePSIC dos seguintes periódicos: Revista Brasileira de Orientação
Profissional, Revista da ABOP, Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, Psicologia: Ciência e Profissão e rPOT – Revista Psicologia, Organizações
e Trabalho. Como resultados, retornaram na pesquisa 14 ar gos compreendidos no período entre 1997 e 2014. Discute-se a par r disso que a
pequena quan dade de ar gos disponíveis nos bancos de dados apontou que o tema aposentadoria no contexto da saúde mental ainda é
pouco explorado na produção cien fica dedicada aos temas Trabalho e Carreira. Como conclusão, reflete-se que devido à centralidade do
trabalho na cons tuição iden tária dos indivíduos e a seu impacto sobre a saúde mental, sugere-se que, mais do que a implementação de PPAs
(Planos de Preparação para Aposentadoria), o tema Aposentadoria seja abordado nos programas de orientação profissional e de carreira a
serem conduzidos ao longo de toda a vida laboral.
ana.serra@uol.com.br

66
Pôsteres
P41
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS: UM NOVO MODELO
Andreus Ricardo Sobrinho Sousa
Rodrigo Soares de Assis
Marianna Marquês Braga
Guilherme Sanchez
Manoella Ziebell de Oliveira
PUCRS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A adolescência é uma fase de mudanças sicas, psicológicas e ambientais, onde a passagem da infância e entrada na vida adulta com novas
responsabilidades, geram no jovem uma ansiedade para com as suas escolhas pessoais futuras. Estas escolhas tomam um papel importante na
vida do adolescente, O processo de escolha profissional assume importância na vida dos adolescentes, visto que uma escolha adequada é
almejada por todos e pode acarretar bene cios significa vos para os envolvidos. Em contrapar da, percebe-se que a escolha é um processo
complexo, uma vez que o adolescente necessita decidir a par r das opções que estão disponíveis. Neste sen do a orientação profissional é uma
das formas de trazer este adolescente para maior contato consigo mesmo e o mercado de trabalho, gerando no jovem um senso de
pertencimento e maior controle sobre as escolhas que tomará dali em diante. Entendendo isto, este projeto almeja trazer uma nova forma de
pra car a orientação profissional, entendendo o jovem como um todo e o auxiliando no processo de escolha em geral, não apenas voltado a
profissão. Para isto foram aplicados dois modelos de orientação profissional em uma escola par cular de Porto Alegre, onde o primeiro possui
oito encontros, sendo um deles individual. O segundo modelo se propõe a seis encontros, sendo uma maneira reduzida, buscando maior
aceitação entre as diferentes turmas com a qual foi aplicado. Os dois modelos, apesar de muitos parecidos em sua essência, se mostraram com
diferente aceitação entre os alunos, levando em conta que no primeiro o desinteresse conforme os encontros, criava mais faltas e desistências,
enquanto no segundo estes problemas foram sanados, entretanto os alunos gostariam de mais encontros pelo aproveitamento. Entretanto,
apesar das diferentes reclamações entre estes modelos, o obje vo de auxiliar o adolescente em seu processo de escolha e autoconhecimento,
foi a ngido pelos dois modelos.
rodrigosoaresdeassis@gmail.com

P42
DESAFIOS DO DIAGNÓSTICO INTERVENTIVO-OPERATIVO EM COMPARAÇÃO COM A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL CLÁSSICA.
Maria Emilia Bonora Lima
Guilherme Fonça
Maria Celeste Almeida
Rosemary de Almeida Farias Cernev
Yara Malki
USP - Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Pesquisas indicam aumento na busca por Orientação Profissional por universitários em crise com o curso ou com necessidade de planejamento
de carreira. Por todo o Brasil, percebe-se o surgimento de inicia vas para trabalhar com essa nova população que tem chegado aos
Orientadores. Nesse sen do, um novo modelo de atendimento foi desenvolvido pelo NOP-USP para responder ao crescimento dessa demanda,
o atendimento em diagnós co interven vo-opera vo em subs tuição à orientação profissional clássica de abordagem psicodinâmica. O
obje vo desse trabalho é apontar os desafios do novo formato em relação ao clássico. Neste úl mo, tem-se um processo que contempla, em
média 12 sessões, seguidas a entrevistas iniciais de avaliação. Já no diagnós co interven vo-opera vo, tem-se idealmente três sessões em que
a avaliação e a intervenção dão-se ao longo de metas organizadas em três tempos: acolhimento, esclarecimento e desenvolvimento do plano de
ação. Percebeu-se que o diagnós co interven vo exige grande preparo e segurança na condução do atendimento. Compacto em número de
sessões, os encontros são mais intensos emocionalmente e o orientador precisa manter o foco no diagnós co e ser acolhedor ao mesmo tempo.
Outro desafio foi entender a dinâmica dos encontros e propor intervenções e interpretações claras e precisas, exigindo, portanto, boa
capacidade de manejo. Foi necessário estudar e compreender as caracterís cas da população atendida, seu contexto social e ins tucional, além
de mapear os possíveis mo vos de queixa. Percebeu-se também que é importante que o orientador que esteja iniciando seu trabalho nesse
modelo, seja supervisionado e treinado, através de role playings, por exemplo, que o colocará em situações que poderá enfrentar. Portanto, o
modelo de atendimento em três tempos e a orientação clássica são bastante diferentes, sendo necessário um período dedicado de estudo e
treinamento do clínico para aplicá-lo.
meblima@hotmail.com

P43
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES NO ENSINO MÉDIO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
Mariana Silva Gomes
Simone Vioto Monteiro
Unifran - Universidade de Franca, SP
A orientação profissional é uma estratégia que visa facilitar o processo da escolha ocupacional, e sua maior demanda é oriunda de adolescente
cursando o Ensino Médio. O Ensino Médio é uma etapa da escolarização que encerra em si uma série de dificuldades par culares a esse ciclo
educacional, no entanto, somado a isso o adolescente vivencia a necessidade de realizar sua escolha profissional. O presente trabalho foi
realizado através de revisão integra va da literatura, com obje vo de analisar temas de pesquisa relacionados à orientação profissional com
adolescentes cursando o Ensino Médio. A busca dos ar gos foi realizada de janeiro de 2010 a fevereiro de 2017, nas seguintes bases de dados:
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Index Psicologia, LILACS e o Portal CAPES. Os descritores u lizados foram “orientação vocacional”,
“adolescentes” e “ensino médio” e os textos deveriam constar de resumos escritos em português e disponíveis na integra. Foram encontrados
quarenta e oito ar gos e após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, dez textos totalizaram a revisão. A maioria dos ar gos encontrados
é de natureza descri va, quan ta va, realizados através do emprego de instrumentos como escalas, ques onários, inventários e testes
padronizados de uso exclusivo do psicólogo. Grande parte dos estudos foi realizada com par cipantes de escolas públicas. As pesquisas
inves garam, em sua maioria, a temá ca do interesse profissional e sua relação com outros aspectos. Também foram abordados temas como
afetos, caracterís cas de personalidade, caracterís cas socioeconômicas e maturidade para escolha. Conclui-se que todos os temas indicados e
relacionados nos estudos revisados possuem importante relevância no que concerne à Orientação Profissional, pois apontam vários aspectos
que envolvem a escolha ocupacional, contudo destaca-se a necessidade de pesquisas também de ordem qualita va.
m.hopian@gmail.com

67
Pôsteres
P44
O COMPROMETIMENTO EMOCIONAL E A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL A ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Maria Celeste C. G. de Almeida
Debora Audi
Maria Emilia Bonora Lima
Rosemay de Almeida Farias Cernev
Yara Malki
USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
O NOP - Núcleo de Orientação Profissional, vinculado ao LABOR - Laboratório de Estudos sobre o Trabalho e Orientação Profissional do Ins tuto
de Psicologia da Universidade de São Paulo, é um núcleo de pesquisa que, dentre outras a vidades, atende, na abordagem psicodinâmica,
estudantes universitários da USP com demandas quanto ao curso atual, ao futuro profissional e ao estabelecimento da carreira. É caracterís co
dessa população que os mo vos de procura por atendimento sejam múl plos, sendo eles: relacionados ao processo de escolha inicial; questões
emocionais; ligados ao curso; ligados à profissionalização; ligados ao processo de adaptação do aluno ao curso, à cidade e/ou à ro na
universitária; ligados ao vínculo com a USP; planejamento de carreira; e razões financeiras (Malki, 2015). Existe sempre mais de um mo vo pela
procura do NOP, de um mo vo principal a um ou vários secundários, manifestos ou latentes. Desse modo, depara-se também com questões
emocionais, nem sempre claras ao universitário, mas muito influentes em sua crise. O obje vo dessa pesquisa é levantar o impacto das
questões emocionais nas orientações de universitários atendidos em 2015 e 2016. Compuseram a amostra 22 alunos em 2015 e 29 em 2016. A
análise dos dados mostra que em 2 alunos (9%) em 2015 e em 2 alunos (7%) em 2016 não foi a ngido o obje vo proposto pelo modelo de
atendimento devido ao impacto das questões emocionais que se sobrepuseram às questões profissionais. Nos demais casos as questões
emocionais foram absorvidas pelo atendimento. Conclui-se que mesmo em um modelo que considera a realidade emocional como parte
integrante do atendimento, para uma parte dos atendidos a orientação não se mostra eficiente.
celeste@celestealmeida.com.br

P45
FLOW E ENGAJAMENTO: COMO O CONTEXTO INFLUENCIA O TRABALHO E A CARREIRA
Larissa Sanford Ayres Farina
Cláudio Simon Hutz
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A par r de resultados encontrados em pesquisas realizadas no campo laboral, entende-se que as relações entre empresa e colaborador podem
ser essenciais, tanto para o sucesso da ins tuição, como também para a qualidade de vida e carreira dos seus funcionários. Dentre as
inves gações realizadas em Psicologia Posi va Organizacional, encontram-se as concepções de flow e engajamento no trabalho, que podem ser
u lizadas para se criar excelentes condições de funcionamento, tanto para as empresas, quanto para os trabalhadores. No entanto, esse é um
processo complexo que se relaciona com recursos internos e externos às pessoas e têm o potencial de mo var ações competentes ou gerar
tensões excessivas potencialmente prejudiciais à saúde. OBJETIVO: Com o intuito de colaborar para o desenvolvimento do conhecimento e
aplicações prá cas nessa área, esse estudo tem como propósito central inves gar as relações entre os conceitos de flow e engajamento no
trabalho e suas correlações com os recursos pessoais e laborais dos trabalhadores. MÉTODO: Estão par cipando deste estudo profissionais em
atuação, selecionados por conveniência. Os par cipantes estão respondendo um Ques onário Sócio Demográfico e oito escalas que permi rão
medir: flow, engajamento, esperança, autoeficácia, bem-estar subje vo e as condições do ambiente organizacional. A análise de dados já está
ocorrendo, a par r dos dados preliminares dessa pesquisa. RESULTADOS: Os resultados indicaram que as relações entre empresa e colaborador
podem ser essenciais, tanto para o sucesso da ins tuição, como para a qualidade de vida e sucesso dos seus funcionários. CONCLUSÃO: Por
conseguinte, geram recomendações e sugerem aplicações, com o consequente desenvolvimento de um funcionamento ó mo dos indivíduos e
grupos nas organizações.
lari_ayres@hotmail.com

P46
A INSERÇÃO PROFISSIONAL DO RECÉM FORMADO E A RELAÇÃO COM A CONSTRUÇÃO DO PLANEJAMENTO DE CARREIRA
Rúbia Daniel
Paulo Sergio Jordani
Teresinha Rita Boufleuer
UNOCHAPECÓ - Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Chapecó, SC
O obje vo deste estudo é compreender como aconteceram as experiências de recém-formados em sua transição para o mercado de trabalho.
Par ciparam desta pesquisa cinco pessoas com ensino superior completo em cursos de formação dis ntos, graduados entre 2013 e 2015 com
idades variando entre 22 e 27 anos. Os dados foram coletados a par r da entrevista semiestruturada com a autorização dos par cipantes
através do termo de consen mento livre e esclarecido. A pesquisa foi realizada a par r do método qualita vo tendo como base a perspec va
Epistemológica de González Rey a par r da técnica da análise do conteúdo, que se cons tui em um processo constru vo-interpreta vo,
acontecendo de maneira aberta em que o conteúdo não se reduz a categorias, considerando a riqueza das informações fornecidas. Dessa forma,
observou-se que em sua maioria os par cipantes veram dificuldades em sua inserção profissional, sen ndo-se despreparados para a transição
da universidade para o mercado de trabalho. Além disso, foi possível verificar que exis am poucas expecta vas para essa passagem e que a
realização de a vidades extra-curriculares foi fundamental para a aquisição de conhecimentos e habilidades necessárias para a atuação
profissional. Por fim, constatou-se que não havia a definição de um projeto profissional após a formação, sendo delineado posteriormente.
Fatores que nos mostram a importância da orientação profissional e do trabalho do orientador de carreira.
rubiad@unochapeco.edu.br

68
Pôsteres
P47
ESCOLHA DA RESIDÊNCIA MÉDICA E ORIENTAÇÃO DE CARREIRA: ESTUDO DE CASO
Maria Fernanda Garcia de Almeida
Davilson Donegá Antunes
Mariana Araujo Noce
UNAERP - UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO, SP
A Residência Médica é um dos passos mais importantes para a maioria dos profissionais recém-formados em Medicina e, por isso, muitos
estudantes no final do curso têm dificuldade para decidir sobre uma especialidade, tendo em vista que há várias possibilidades de carreira para
seguir nessa formação. Este trabalho tem o obje vo de relatar e discu r um processo de Orientação Profissional e de Carreira realizado em uma
universidade par cular do interior do Estado de São Paulo, com uma estudante do quinto ano de Medicina, de 24 anos, que se inscreveu para o
atendimento em busca de auxílio na escolha da área de residência médica. O processo foi realizado em oito sessões por dois estagiários de
graduação em Psicologia e supervisionado por uma docente da área. Como métodos e instrumentos foram realizadas técnicas que veram o
obje vo de funcionar como “disparadores temá cos”, gerando reflexões e posicionamentos da estudante. No início do trabalho foi abordado o
autoconhecimento, principalmente baseado em sua história de vida pessoal, informações familiares e escolares, experiências significa vas e
perspec vas de vida. Como instrumentos específicos para a elaboração das preferências e expecta vas da orientanda, foram u lizadas as
técnicas “Critérios para a Escolha Profissional” e “Um dia de trabalho daqui a dez anos”, es mulando a busca de informação sobre áreas de
residência médica. No final do processo, a cliente consolidou sua escolha por uma área pela qual já nha interesse (Neurologia), baseando-se
nas reflexões promovidas pelas a vidades realizadas e pelas informações pesquisadas. Assim como na época das primeiras escolhas
profissionais focalizadas na decisão por um curso universitário, o período de transição entre o ensino superior, a con nuidade da formação e a
inserção profissional também pode necessitar de intervenção do orientador profissional, favorecendo a reavaliação dos acontecimentos vividos
até o momento, o estabelecimento de obje vos, expecta vas e planejamentos para o futuro.
marinoce13@gmail.com

P48
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES E PSICOTERAPIA: REFLEXÕES A PARTIR DE UM ESTUDO DE CASO
Carla Andresa e Silva
Fernanda Voltolini Silva
Mariana Araujo Noce
UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto, SP
Frente às demandas de Orientação Profissional e de Carreira, o orientador profissional pode deparar-se com situações de maior complexidade
em que o encaminhamento para psicoterapia torna-se necessário. Mesmo com es mulo e ampliação do autoconhecimento e de informações
sobre cursos, carreiras e mercado de trabalho, alguns jovens vivenciam conflitos e situações de vida que exigem intervenção psicoterapêu ca
para que possam elaborar elementos de suas histórias e relações, antes de tomar decisões e estabelecer projetos para o futuro. O presente
trabalho tem como obje vo refle r e discu r sobre a interface entre orientação profissional e psicoterapia, com base no caso de um
adolescente atendido no Serviço-Escola de uma universidade par cular do interior do Estado de São Paulo. O jovem, de 16 anos, estudante do
3º ano do ensino médio de uma escola pública, procurou atendimento buscando encontrar carreiras com as quais se iden ficasse e conhecer
melhor as opções, no intuito de conciliar sa sfação com a profissão e com a remuneração. A intervenção, inicialmente programada para dez
sessões com foco na exploração de informações pessoais e sobre carreiras, precisou ser ampliada tanto em número quanto na profundidade das
questões trabalhadas, já que desde o início o jovem mostrou-se muito indeciso, inseguro, dependente das orientadoras (e dos pais), com baixo
nível de conhecimento sobre suas caracterís cas e preferências. Mesmo após várias sessões voltadas para o autoconhecimento, relatava
confusão e insegurança e o atendimento foi ampliado para que algumas informações fossem trabalhadas antes do encaminhamento para
psicoterapia. Ao todo, foram realizadas 17 sessões de atendimento e, apesar do estudante não ter consolidado sua escolha ao final do processo,
foram trabalhadas a vidades que promoveram amadurecimento e ampliação de seu autoconhecimento e de informações sobre profissões,
gerando importantes reflexões que o auxiliaram no entendimento das dificuldades vivenciadas no processo de escolha e da necessidade de
psicoterapia.
marinoce13@gmail.com

P49
CRISES DOS UNIVERSITÁRIOS E SUAS NARRATIVAS: A INFLUÊNCIA DA ESCOLA NA CONSTRUÇÃO DE PROJETOS PROFISSIONAIS
Rosemary de Almeida Farias Cernev
Débora Audi
Guilherme Fonça
Maria Emília Bonora Lima
Yara Malki
USP - Universidade de São Paulo - São Paulo, SP
Este trabalho apresenta como a influência da escola aparece nas narra vas de 34 estudantes universitários atendidos no Núcleo de Orientação
Profissional da USP (NOP), no que se refere à três elementos: a determinação de seus interesses vocacionais, o momento atual de crise com o
curso e as dúvidas apresentadas durante os atendimentos acerca dos projetos profissionais. Os dados qualita vos foram ob dos através da
leitura e interpretação dos 34 relatórios clínicos realizados pelos psicólogos do NOP em 2016. Foram buscadas as seguintes referências de
situações escolares vivenciadas pelos universitários durante a educação básica: relação professor-aluno-conhecimento; preferências por áreas
de conhecimentos específicos; dificuldades ou facilidades com os estudos; resultados e performance nas disciplinas; interesses e desinteresses
por áreas específicas e/ou profissões. Como resultados, em 12 relatórios (35%) observou-se a explicitação da influência da escola nas narra vas.
Apareceram mais discriminadamente as seguintes situações: em 6 relatórios (17%) gostar de determinadas áreas e ir bem; iden ficar-se com o
professor = 5 relatórios (14,7%); ter boas notas em disciplina específica e esta estar associada, diretamente, à escolha atual = 1 relatório (2,94%).
Conclui-se que há significa va relação entre os relatos de experiências escolares e os constructos profissionais dos atendidos, sendo
fundamental refle r para o importante trabalho do Orientador na condensação e lida com esses dados nos atendimentos e nos registros
clínicos; bem como aponta-se para o papel das experiências prá cas, estudos e análises acerca dos fatores sociais da escolha de carreira,
especialmente da escola, considerada como espaço diferenciado para a eleição vocacional, para a definição dos mapas cogni vos das
profissões; e para a criação de projetos profissionais.
rosemary@lavorosalute.com.br

69
Pôsteres
P50
ESTRESSE E ANSIEDADE NA ESCOLHA PROFISSIONAL DE VESTIBULANDOS
Fernando Pesso o
Daniel Bartholomeu
Brenda Mendes Ferraz
UNISAL - Centro Universitário Salesiano de São Paulo – Americana, SP
O estresse é uma reação intensa do organismo frente a qualquer evento significa vo ligado, em geral, à necessidade de adaptação exigida em
momentos de mudança. Este processo passa por quatro fases, sendo elas, alerta, resistência, quase exaustão e exaustão. Por sua vez, a
ansiedade é direcionada em relação ao futuro e está implícita a sensação de um perigo iminente, mesmo não havendo risco real ou se houver a
emoção é desproporcionalmente mais intensa. Sendo assim, ambos os construtos estão relacionados ao estado vivido pelo ves bulando
durante o processo de escolha profissional. O presente trabalho teve por obje vo verificar se o estresse e a ansiedade estão presentes no
ves bulando e se alunos de escolas públicas e privadas apresentam diferenças significa vas. Par ciparam 109 jovens, sendo 54,1% do sexo
masculino, com a faixa etária entre 16 a 19 anos que estavam cursando o terceiro ano do ensino médio em escolas de rede pública e privada de
uma cidade do interior de São Paulo. Foram u lizados o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL) e Inventário para
Diagnós co Diferencial Sintomatológico de Transtornos de Ansiedade pelo CID 10 (IDDSTA- CID). De acordo com os resultados pôde-se verificar
que os ves bulandos não apresentaram indícios de ansiedade, contudo observa-se correlação com o estresse na fase de resistência (r=0,31);
exaustão (r=0,21) e no indicador geral de estresse (r=0,22). Foi possível verificar ainda que entre os alunos das escolas pública e par cular, estes
apresentaram maior nível de estresse em relação aos da escola pública. De acordo com a literatura estes alunos por serem adolescentes já se
encontram em conflitos em âmbito social, psicológico, sico e cultural, em época de ves bular estes são subme dos também a cobranças
familiares e sociais para um bom desempenho nos estudos o que pode vir a gerar estresse e ansiedade.
fpesso o@gmail.com

P51
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE NO INVENTÁRIO DE AUTOCONCEITO PROFISSIONAL
Fernando Pesso o
Daniel Bartholomeu
Marcio Yoshio Matsushita
UNISAL - Centro Universitário Salesiano de São Paulo – Americana, SP
O autoconceito tem sido considerado por diversos autores como o conhecimento que o indivíduo tem de si mesmo, sendo composto por três
componentes básicos, a saber, cogni vo, afe vo e comportamental. Os aspectos cogni vos dizem respeito ao conjunto de caracterís cas com
que uma pessoa se descreve, não sendo necessariamente verdadeiras ou obje vas, mas que oriente seu modo habitual de ser. O afe vo,
definido como os afetos e emoções que acompanham a descrição de si mesmo e o comportamental indicando comportamentos expressos que
são afetados diretamente pelo conceito que a pessoa tem de si mesma. O obje vo do presente estudo foi encontrar evidências de validade para
o Inventário de Autoconceito Profissional (IAP) que possui 19 questões contemplando três fatores, a saber, cogni vo, afe vo e comportamental.
Par ciparam 70 sujeitos com idade variando de 18 a 62 (M=28,12; DP=9,02), sendo 76,9% do sexo feminino com escolaridade variando entre
ensino médio completo e pós-graduação completa. Todos os par cipantes responderam ao IAP, a Escala de Autoes ma de Rosenberg (EAR), o
Inventário de Qualidade de Vida (IQV) e um ques onário socioeconômico. Por meio da análise de dados foi possível verificar correlações
posi vas com os itens posi vos da Escala de Autoes ma de Rosenberg sendo r=0,59 para o cogni vo, r=0,62 para o comportamental e r=0,48
para o afe vo, assim como correlação nega va para os itens nega vos da mesma escala sendo r=-0,39 (cogni vo), r=-0,37 (comportamental) e
r=-0,48 (afe vo). Observou-se ainda correlação posi va entre o fator afe vo do IAP e o quadro afe vo do IQV (r=0,31), fator comportamental e
afe vo com o quadro profissional do IQV (r=0,40 e r=0,45, respec vamente) e o fator comportamental com o quadro de saúde do IQV (r=0,39).
Estes resultados, embora preliminares, indicam evidências de validades favoráveis ao IAP embora outros estudos sejam necessários,
verificando correlações com outras ferramentas e variáveis externas, por exemplo.
fpesso o@gmail.com

P52
INCLINAÇÕES E INTERESSES PROFISSIONAIS DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE MANAUS
Gisele Cris na Resende
Sonia Regina Pasian
Erika Tiemi Kato Okino
USP – Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
O Ensino Médio corresponde a uma etapa do desenvolvimento onde mo vações se cristalizam em interesses profissionais, auxiliando escolhas
e construção da carreira, envolta pelo contexto sociocultural do indivíduo. Este trabalho obje vou caracterizar inclinações mo vacionais de
estudantes do Ensino Médio da região norte do Brasil, verificando-se possíveis especificidades em função do sexo e da série escolar.
Par ciparam do estudo 395 estudantes (192 do sexo feminino e 203 do sexo masculino), de 14 a 19 anos, voluntários matriculados no Ensino
Médio (público e par cular) de Manaus (AM), cole vamente avaliados pelo Teste de Fotos de Profissões (BBT-Br) e pelo Ques onário de Busca
Autodirigida (SDS). Os dados foram sistema zados conforme respec vos parâmetros técnicos, de forma descri va e inferencial, analisando-se
efeito da variável sexo e série escolar. O perfil geral de inclinações mo vacionais dos estudantes foi marcado pelo senso social (radical S/BBT-Br),
cria vidade e inves gação (radical G/BBT-Br e po Inves ga vo/SDS). Houve marcas específicas dos interesses em função do sexo: grupo
feminino sinalizou forte interesse por a vidades orais e sociais (respec vamente, radical O/BBT-Br e po Social/SDS) e maior expressão de
sensibilidade (radical W/BBT-Br), enquanto grupo masculino destacou a racionalidade (radical V/BBT-Br), a força sica (radical K/BBT-Br) e o
empreendedorismo ( po Empreendedor/SDS) como elementos mo vadores. Ao analisar os interesses em função da série escolar,
iden ficaram-se diferenças esta s camente significa vas em todos os pos RIASEC (SDS), sem especificidades relevantes no BBT-Br nessa
direção. Os resultados sugerem padrões mo vacionais consistentes entre os dois instrumentos u lizados, caracterizando interesses de
estudantes do Ensino Médio do norte do Brasil, similares aos disponíveis de outras regiões, com perfis associados ao sexo e especificidades nos
anos escolares. Esses dados podem nortear diretrizes para Orientação Profissional e de Carreira em estudantes do Ensino Médio, de modo a
potencializar seus recursos e sa sfação pessoal na vida profissional.
erikatko@ffclrp.usp.br

70
Pôsteres
P53
AMPLIANDO HORIZONTES HUMANOS: CONTRIBUIÇÃO DO PROFESSOR NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Andrea Chris na Fonseca Preso o
FMU - Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – São Paulo, SP
IIEP- Albert Einstein Ins tuto Israelita de Ensino e Pesquisa – São Paulo, SP
A ideia deste trabalho surgiu da pra ca docente a par r de um percurso como orientadora profissional e teve como obje vo ar cular reflexões e
possibilidades de convergência entre a orientação profissional e a docência, e assim contribuir para a compreensão do papel do professor na
construção da iden dade profissional do aluno. Com base numa pesquisa exploratória atenta-se para as exigências da contemporaneidade e o
crescente desenvolvimento dos serviços de orientação profissional, oferecidos por ins tuições escolares de nível superior, como indício da
inevitabilidade de uma maior aproximação do universo educacional com o mundo do trabalho. Nesse sen do, ques ona-se a possibilidade de
contribuição do professor em tais serviços, em função da sua proximidade de contato, seu campo privilegiado de visão e influência que exerce
sobre o aluno, a qual ultrapassa questões pessoais. O ponto de convergência encontrado refere-se ao autoconhecimento, o qual pode ser
entendido como ampliador de horizontes humanos. Nessa perspec va, levanta-se a hipótese de inclusão do olhar do professor sobre o aluno
em serviços de orientação profissional, oferecidos por ins tuições escolares de nível superior, e também a necessidade de extensão para o nível
técnico, carente de prá cas voltadas ao seu corpo discente. Tal inclusão poderia acontecer na forma de um feedback, a par r de um
ques onário, para ser explorado pelos profissionais responsáveis. Ressalta-se a par cipação voluntária do professor, o respeito aos limites e
especificidades de cada campo de atuação e ainda a necessidade de treinamento para professores no tocante ao desenvolvimento pessoal e de
autoconhecimento, considerado esse úl mo um saber essencial para um profissional da educação do século XXI. Por fim, deve-se considerar
que esta é uma proposta que contribui na ênfase da democra zação da Orientação Profissional com uma postura ideológica per nente aos
novos tempos.
aapreso o@yahoo.com.br

P54
O ORIENTADOR PROFISSIONAL NOS VELHOS & NOVOS TEMPOS
Andrea Chris na Fonseca Preso o - FMU - Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – São Paulo, SP / IIEP.- Albert Einstein
Ins tuto Israelita de
Ensino e Pesquisa – São Paulo, SP
Natália Wäschle - PUCCAMP - Pon cia Universidade Católica de Campinas, SP
A sociedade contemporânea com suas intensas transformações, mostra-se permeada por incertezas, novas concepções de trabalho e
complexidade de processos que demandam dos indivíduos flexibilização e desenvolvimento de competências socioafe vas para adaptação e
construção da carreira profissional. A par r da trajetória da Orientação Profissional, faz-se uma reflexão teórica sobre seu passado histórico com
o obje vo de analisar o papel do Orientador em diferentes tempos. Verifica-se que a noção da necessidade de orientação, bem como sua prá ca
fez-se presente em diversas sociedades ao longo da história da humanidade e que a orientação profissional sempre buscou atender as questões
dos indivíduos perante o trabalho. Aborda-se a sistema zação dos estudos nessa área, ocorrida na época do desenvolvimento industrial,
evidenciando o foco na produ vidade. Em seguida, nota-se a transferência do foco para o indivíduo, enquanto sujeito de escolha,
contemplando seus interesses e necessidade de autorrealização, e compreendendo a produ vidade como consequência de uma escolha
asser va. Apresenta-se o desenvolvimento das prá cas de orientação no Brasil, voltadas inicialmente ao público adolescente com obje vo de
facilitar sua escolha e visando o ingresso na universidade. Por fim, pontua-se os tempos atuais com novas relações de trabalho, surgimento de
novas profissões, ênfase em competências e imprevisibilidade de carreira que demandam dos indivíduos uma maior adaptabilidade, a tudes
empreendedoras e uma melhor apropriação de si mesmo, com base na sua história e experiências vividas, sem, contudo, supervalorizar o
individualismo. Essa perspec va agrega ao foco da orientação a preocupação com o bem comum, demandando do orientador uma postura
ideológica que favoreça a democra zação do acesso à orientação, ques onamentos sobre possibilidades de carreira e, sobretudo reflexões
acerca do compromisso social relacionado ao trabalho, contribuindo assim para a promoção de uma sociedade mais colabora va.
aapreso o@yahoo.com.br

P55
DIÁLOGOS ENTRE O PARADIGMA DO LIFE DESIGN E A HERMENÊUTICA: CONTRIBUIÇÕES PARA DESCONSTRUÇÃO DE DISCURSOS
OBJETIVANTES EM ACONSELHAMENTO PROFISSIONAL E DE CARREIRA
Agda Ma oso
C&M - Costa & Ma oso - Clínica de Psicopedagogia e Psicologia – São Paulo, SP
O presente estudo parte do Life Design para buscar pontos de aproximação com a Hermenêu ca. Este, como o terceiro paradigma em
orientação profissional, propõe reflexões sobre as questões do aconselhamento de carreira e trabalho na contemporaneidade. Sob a
perspec va da Hermenêu ca de Gadamer, esse estudo busca contribuir para a construção de pontes entre prá cas que proporcionem
discursos alterna vos aos vigentes atualmente. Estes úl mos usam técnicas e orientações generalistas e preestabelecidas ao abordar a
subje vidade daqueles que lidam com questões de carreira e trabalho no Brasil. Através da revisão da literatura buscou-se localizar textos em
português e sem delimitação de data de publicação; em que se discu sse o tema Life Design e Hermenêu ca. Foram u lizadas como descritoras
as seguintes palavras chave: a) “Carreira e Hermenêu ca” e b) “Life Design e Hermenêu ca”. Na literatura brasileira encontramos quatro
estudos abordando o tema “carreira e Hermenêu ca” e nenhum sobre “Life Design e Hermenêu ca”. Conclui-se não haver estudos que
contribuam para uma aproximação entre o Life Design e a Hermenêu ca. Com as análises e prá cas obje vantes e cien ficistas vigentes e sem o
diálogo entre o Life Design e a Hermenêu ca, o aconselhamento profissional pode limitar as alterna vas de construção de narra vas dos
profissionais brasileiros. A reflexão sobre discursos e prá cas em aconselhamento, sob um enfoque hermenêu co, pode contribuir para a
promoção de espaços relacionais de acolhimento e o fortalecimento da escuta atenta à história do sujeito. Facilitando a construção de
narra vas autên cas de vida dos profissionais do Brasil.
agdama oso@gmail.com

71
Pôsteres
P56
ADAPTAÇÃO À UNIVERSIDADE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA SOBRE ESTUDOS PUBLICADOS EM PORTUGUÊS E ESPANHOL
Fabiane Cris na Pereira Marcilio
Mikael Almeida Corrêa
Vicente Rodrigues Inácio Filho
Roberta Zanini da Rocha
Ana Cris na Garcia Dias
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A adaptação à universidade é um fenômeno complexo e mul facetado, no qual diferentes fatores influenciam na experiência de ingresso e de
permanência no ensino superior. O obje vo deste trabalho foi revisar sistema camente estudos que abordaram o fenômeno da
adaptação/integração à universidade publicados na língua portuguesa e espanhola entre os anos 2000 e 2017. A delimitação de idiomas e
período foi feita para focalizar no que tem sido publicado atualmente nos países ibero-americanos. Pretendeu-se iden ficar: o país de origem,
o(s) conceito(s) e/ou modelos de adaptação, o po de delineamento, os instrumentos e as principais variáveis estudadas associadas ao
fenômeno da adaptação à universidade. Para tanto, foram conduzidas buscas por dois pesquisadores independentes em cinco bases de dados
nacionais e internacionais (PsycINFO, Scielo, ERIC, BVS, PePSIC), u lizando-se os termos cruzados em português e espanhol: (“adaptação”,
“integração”, “ajustamento”,) e (“universidade”, “curso superior”, “ensino superior” e “educação superior”). Inicialmente localizaram-se 180
ar gos. Análises do material, em todas etapas, foram conduzidas por pesquisadores independentes, sendo as divergências avaliadas por um
terceiro pesquisador. Após a exclusão de ar gos duplicados e que não tratavam do fenômeno no período delimitado restaram 30 trabalhos.
Treze estudos foram provenientes apenas do Brasil, seis realizados em colaboração entre Brasil e Portugal, cinco realizados em Portugal, três
chilenos, um argen no e um espanhol. Observou-se que nem sempre o conceito ou modelo de adaptação/integração u lizado foi explicitado;
apenas 14 estudos apresentaram uma definição explícita, incluindo as dimensões de análise envolvidas. Em geral, descreveu-se a
adaptação/integração como um processo (pessoal, interpessoal, cogni va, social, ins tucional), sendo o Ques onário de Vivências Acadêmicas
o principal instrumento u lizado. Conclui-se que, embora existam instrumentos que avaliem dimensões relacionadas à adaptação acadêmica,
não há um modelo teórico abrangente e consensual que permita uma maior comparabilidade entre os estudos publicados, o que dificulta o
avanço do conhecimento sobre o assunto.
fabiane_marcilio@hotmail.com

P57
PERFIL DE ANCORAS DE CARREIRA NUMA TURMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE PESSOAS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
PARTICULAR
Diana Morais
Olivia Guerreiro
UFC - Universidade Federal do Ceará – Fortaleza, CE
As transformações do mundo do trabalho influenciaram o comportamento que as novas gerações passaram a adotar em relação às suas
carreiras. Os novos modelos, as carreiras proteanas e as denominadas sem fronteiras, representam a busca pelo êxito profissional das
estruturas empresariais. Segundo Schein (1996) a carreira pode ser construída a par r de fundamentos de escolha e decisão, denominados de
ancoras, as quais representam o autoconceito vocacional e a auto percepção em relação aos valores, necessidades e capacidades. Este estudo
trata-se de uma pesquisa descri va-exploratória, bibliográfica e de campo, cons tuindo-se num estudo de caso de natureza quan ta va. Foi
aplicado um ques onário, denominado ancoras de carreira, com perguntas obje vas a 15 sujeitos, todos alunos do curso de pós-graduação em
gestão de pessoas numa ins tuição de ensino par cular. A amostra foi cons tuída por 14 mulheres e um homem, sendo 9 com idade acima de
28 anos, 01 entre 26 e 28 anos e 5 abaixo de 26 anos. A maioria, ou seja, 8 sujeitos são administradores. As demais graduações se dividem em
outras áreas humanas. Os resultados encontrados quanto às ancoras de carreira apontam que a ancora es lo de Vida, competência técnica e
vontade de servir foram as que alcançaram maiores médias. As respec vas ancoras representam que os sujeitos valorizam a qualidade de vida e
não colocam o trabalho como centralidade, antes buscam um propósito maior como sen do de suas carreiras, mesmo valorizando a
competência como valor profissional. As ancoras que alcançaram as menores médias foram administração geral e cria vidade empreendedora,
demonstrando que a mo vação para ocupar cargos execu vos não está dentre as prioridades dos sujeitos pesquisados. Os principais obje vos
de carreira apresentados foram: trabalhar numa empresa privada, empreender negócio próprio e ter duas carreiras. Apenas um sujeito
demonstrou como obje vo seguir carreira em empresas públicas.
oliviaguerreiroalencar@gmail.com

72
Pôsteres
P58
ASSOCIAÇÃO ENTRE A EMEP E UMA ESCALA DE ASSERTIVIDADE PARA ESCOLHAS PROFISSIONAIS EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Leonardo Carvalho
Jessica Oliveira Andrade
Maria Regiane Evangelista da Silva
Leoni Silva da Paixão
Clauson Cerqueira Santana
David Silva Santana
Jenilson Fonseca Carvalho
FAT - Faculdade Anísio Teixeira - Feira de Santana, BA
A Orientação Profissional (OP) se estabelece como um direcionamento pelo qual o indivíduo é orientado a solucionar dúvidas, na contribuição
para uma ressignificação e transformação no percorrer do processo de escolha profissional, proporcionando, também, a capacidade de
discernir os diversos influenciadores da escolha profissional, sejam familiares, valores pessoais, pressão social e/ou situação econômica.
OBJETIVO: Correlacionar os resultados referentes aos dados colhidos com a Escala de Maturação para as Escolhas Profissionais (EMEP) no
estágio em OP comparando-os com a Escala de Asser vidade para Escolha Profissional. MÉTODO: u lizou-se dos resultados ob dos na EMEP,
que possui as seguintes dimensões: responsabilidade, determinação, independência, autoconhecimento e conhecimento da realidade
educa va e socioprofissional; juntamente com a escala criada dentro da disciplina de Estágio em OP, que possui como dimensões que formam a
base da escala: Valores Pessoais, Perspec va de Futuro, Pressão Social, Interesses, Ap dões, Influência Familiar e Situação Econômica. A
aplicação dos dois instrumentos foi feita com 20 alunos (70% mulheres e 30% homens) do 3º ano do Ensino Médio de um colégio público do
Município de Feira de Santana-BA. RESULTADOS: foram ob dos o seguinte: com a aplicação da EMEP, na maior parte dos alunos (cerca de 80%) a
maturidade total deu média, com baixos índices nas dimensões de autoconhecimento e independência; e com a Escala de Asser vidade,
aprestaram-se os seguintes dados: com maiores pontuações, as dimensões de Pressões Sociais (M=21,6 e DP=2,42) e Influências Familiares
(M=24,25 e DP=2,72) são os principais influenciadores dessa amostra populacional para a asser vidade na escola profissional em ambos os
sexos. CONCLUSÃO: Pode-se perceber com os dados apresentados que com os baixos índices de autoconhecimento e independência está
relacionado com o escores altos de influências familiares e pressões sociais, o que demonstra boa correlação entre a EMEP e a escala criada, o
que pode trazer informações fidedignas acerca da mesma.
leonardoscarvalhos@gmail.com

P59
ANALISANDO ASPECTOS METODOLÓGICOS E EPISTEMOLÓGICOS DE INTERVENÇÕES DE PREPARAÇÃO PARA A APOSENTADORIA NA
LITERATURA NACIONAL
Gabriel Lopes Rosa Feigel
Fernanda Za
Iúri Novaes Luna
Narbal Silva
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Este trabalho tem por obje vo analisar as intervenções realizadas com aposentados voltadas para a preparação para a aposentadoria a nível
nacional, a par r dos portais Scielo e Pepsic e da Biblioteca Brasileira Digital de Teses e Dissertações. Para tanto, foi u lizado uma amostragem
inicial de 261 trabalhos sobre aposentadoria, onde 7 tratavam especificamente de intervenções com aposentados, na qual se avaliou o público
par cipante, o modo como foram realizadas as intervenções e de que maneira esses ar gos podem ser correlacionados ao esquema de
quadrantes epistemológicos proposto por Burrel e Morgan (1979). Por meio deste estudo, foi possível verificar como foram propostas e
avaliadas as intervenções com aposentados, em situação de preparação para a aposentadoria. Constatou-se que as produções em nível
nacional apresentam informações insuficientes a respeito do modo como foram realizadas as intervenções com aposentados, assim como
constatou-se que aspectos epistemológicos, ontológicos e de natureza humana não são considerados pelos autores dos ar gos analisados.
gabriel.feigel@gmail.com

P60
O USO DA INTERNET POR ADOLESCENTES E SUA RELAÇÃO COM AS DEMANDAS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Emily Rebecca Santos da Silva
Ligia Abreu Gomes Cruz
IESB - Centro Universitário Ins tuto de Educação Superior de Brasília- Ceilândia, DF
A orientação profissional tem recebido cada vez mais a influência de novas tecnologias, como a internet. Esta realidade levanta
ques onamentos sobre o impacto do uso da internet nas demandas de orientação profissional dos estudantes de ensino médio. Assim, o
obje vo deste estudo foi elucidar como o uso da internet se relaciona às demandas de orientação profissional desses alunos. Foi u lizado um
ques onário eletrônico, composto de questões fechadas sobre a frequência de uso da internet para fins de orientação profissional e questões
abertas sobre o po de informação pesquisada, os recursos disponíveis nos sites e o quanto os mesmos são eficazes na percepção dos alunos.
Par ciparam da pesquisa 81 adolescentes, sendo 62,5% da 3ª série do ensino médio. Desse total, 93,8% já u lizaram a internet para pesquisar
sobre carreiras e profissões. Quanto à frequência dessa pesquisa, 55,4% acessam a internet uma vez por semana. As questões subje vas foram
divididas em categorias temá cas e a frequência de respostas foi contabilizada. A maioria dos estudantes (n = 27) buscam informações gerais
sobre carreira/profissões (i.e.: matriz curricular, área de atuação, vantagens, desvantagens, como ingressar na universidade), seguido de
informações sobre cursos e carreiras específicas (n = 18) e adequabilidade das profissões com as caracterís cas pessoais (i.e.: vocação, pré-
requisitos e habilidades para determinada profissão, quais cargos seriam adequados) (n = 15). A maioria dos adolescentes (n = 27) procuram
testes e ques onários. Por fim,78,8% considera que a internet ajudou de alguma forma. Porém, alguns consideram que a internet poderia
melhorar, com informações mais precisas, sites mais dinâmicos, acessíveis e com fontes confiáveis. Em conjunto, os dados apontam que a
inclusão da internet como uma ferramenta para lidar com demandas, como a busca de informação, já é um fato que tem sido bem aceito pelos
estudantes e poderá ser u lizado por profissionais de orientação profissional.
beccassilva@gmail.com

73
Pôsteres
P61
DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA EM ORGANIZAÇÕES: A PERCEPÇÃO DE PSICÓLOGOS ORGANIZACIONAIS E DE TRABALHADORES
Mariana Macedo Nora - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Floranópolis, SC
Iúri Novaes Luna - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Floranópolis, SC
Michelle Regina da Na vidade - UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça, SC
Estudos sobre carreiras nas organizações contemporâneas assumem uma importância peculiar em virtude da atual configuração no mundo do
trabalho. A presente pesquisa teve por obje vo inves gar a percepção de psicólogos e trabalhadores acerca das ações de desenvolvimento de
carreira realizadas por duas empresas da Grande Florianópolis, uma do ramo de prestação de serviços (empresa A) e a outra de saúde hospitalar
(empresa B). Par ciparam do estudo duas psicólogas organizacionais e trabalhadores da área administra va, totalizando 70 par cipantes.
Trata-se de uma pesquisa descri va que u lizou como instrumentos de coleta de dados entrevistas semiestruturadas junto às psicólogas e
ques onários com todos os par cipantes, baseados em uma escala de percepção de suporte organizacional. Sobre as prá cas que contribuem
para o desenvolvimento de carreira dos trabalhadores, foram consideradas as seguintes ações na empresa A: treinamento e capacitação,
programa aprendiz, programa específico de desenvolvimento de carreira, programa de desenvolvimento de competências e programa de
estágios. Na empresa B apenas as duas primeiras ações foram observadas. O apoio recebido por parte da direção das empresas em relação às
ações que visam es mular o desenvolvimento de carreira dos trabalhadores teve impacto relevante nas diferenças dos resultados entre as duas
empresas. Enquanto os diretores da empresa A apoiam e incen vam a execução de ações que propiciem o desenvolvimento de carreira, o apoio
e o inves mento financeiro da direção da empresa B neste po de ação são limitados. Esses resultados foram corroborados pela análise da
percepção dos trabalhadores das duas empresas, sendo que na empresa A constatou-se a sa sfação em relação às ações de desenvolvimento
de carreira promovidas pela organização, enquanto que na empresa B os trabalhadores consideraram que as ações dessa natureza são
insuficientes. Evidencia-se, assim, a relevância do suporte organizacional à incorporação de ações de desenvolvimento de carreira nas polí cas
e nas prá cas de gestão de pessoas.
marinoraa@gmail.com

P62
BEM-ESTAR SUBJETIVO E ESCOLHA PROFISSIONAL DE CONCLUINTES DO ENSINO MÉDIO
Isabela Rigo Caldeira
Mariana Araujo Noce
UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto, SP
A literatura aponta que o Bem-Estar Subje vo (BES) relaciona-se à experiência individual e subje va da avaliação da vida como posi va, estando
in mamente relacionado à felicidade e à qualidade de vida. Diante disso, o presente trabalho teve como obje vo avaliar o BES em adolescentes
do 3º ano do Ensino Médio, buscando-se possíveis relações com o processo de escolha profissional e com a fase de ingresso na Universidade.
Par ciparam 44 adolescentes do ensino par cular de Ribeirão Preto (SP), de 16 a 18 anos de idade. A coleta de dados ocorreu em duas fases:
todos os adolescentes responderam, cole vamente, à Escala de Bem-Estar Subje vo (EBES) e a par r dos resultados da EBES foram
selecionados os cinco par cipantes com os maiores e os cinco com os menores índices de BES, para par cipação em entrevista individual. Os
dados das entrevistas foram analisados qualita vamente e os resultados apontaram que o Bem-Estar Subje vo dos jovens em processo de
escolha profissional parece ser afetado nega vamente por pressões vivenciadas durante este período, bem como por influências externas e
indecisões. Foi possível iden ficar dis ntos níveis de sofrimento e angús a, além de questões relacionadas com as posições adotadas pela
família e pela escola neste processo, que podem afetar a tomada de decisão e, consequentemente, o Bem-Estar Subje vo dos jovens. Outro
elemento relevante evidenciado é a qualidade das pesquisas realizadas sobre as carreiras, cursos e mercado de trabalho e se estas informações
adquiridas podem contribuir com a decisão profissional. Diante disso, um dos caminhos possíveis para o favorecimento tanto de resoluções
relacionadas à escolha da carreira quanto ao bem-estar nessa etapa é a implementação de ações de orientação profissional e educação para a
carreira no contexto escolar, as quais podem proporcionar bene cios para estes jovens, fundamentando tomadas de decisão e construção de
projetos para o futuro.
isacaldeira92@gmail.com

P63
INFLUÊNCIA PARENTAL NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL DE ADOLESCENTES: UMA REVISÃO LITERÁRIA
Leone Paixão
Jenilson Carvalho
Jessica Andrade
Regiane Evangelista
Leonardo Carvalho
Claudson Cerqueira
David Santana
FAT - Faculdade Anísio Teixeira – Feira de Santana, BA
A escolha de uma profissão na adolescência é uma decisão que está sob a influência de diversos fatores, dentre eles o familiar. A literatura
aponta que a família pode ser um influenciador tanto posi vo quanto nega vo nesse processo de escolha. Este estudo tem como obje vo
iden ficar ar gos em sites nacionais que abordem a influência parental na escolha profissional de adolescentes. No decorrer desse estudo
foram buscados na literatura nacional ar gos (encontradas em base de dados eletrônicas). Foi detectado um número relevante de ar gos
relacionados ao tema, demonstrando o interesse na produção de pesquisas sobre esse conteúdo nos úl mos anos. Apesar disso entende-se
também que diante da importância da escolha profissional na vida dos adolescentes e suas influências familiares A literatura nacional pode
contribuir de forma mais significa va para a construção e divulgação de material a fim de dar subsídios para uma melhor análise e intervenção
por parte dos profissionais.
leopaixao93s@gmail.com

74
Pôsteres
P64
PLANEJAMENTO DE CARREIRA PARA UNIVERSITÁRIOS
Juliana dos Santos Amaral - UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí, SC
Marilei B.B. Kormann - UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí, SC
Rosana Marques da Silva - UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí, SC
Marúcia Pa a Bardagi - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
A indecisão sobre qual caminho seguir após o período universitário é frequente entre os acadêmicos e se caracteriza como um momento
permeado de dúvidas, inseguranças e expecta vas quanto ao futuro. O Planejamento de Carreira é um processo que orienta para as escolhas
quanto à vida profissional e pessoal, contribuindo para a diminuição da ansiedade e proporcionando uma maior segurança no momento de
transição da universidade para o mundo do trabalho. Diante da relevância do assunto, foi verificada a necessidade da implementação de um
programa de Planejamento de Carreira como proposta de estágio específico oferecido pelo Curso de Psicologia de uma ins tuição comunitária
de Santa Catarina. Par ciparam do programa, universitários matriculados entre os três úl mos períodos do curso de graduação no primeiro
semestre de 2017. O programa obje vou proporcionar aos acadêmicos ferramentas que os auxiliem na construção de seu próprio
planejamento de carreira, visando uma futura inserção no mundo do trabalho. Os encontros vêm ocorrendo semanalmente, com duração de
três horas e foram distribuídos nos módulos: Autoconhecimento; Obje vos e Metas; Mundo do Trabalho. Os resultados vêm evidenciando as
expecta vas dos acadêmicos quanto às áreas de atuação a serem seguidas, revelando sen mentos de angus as quanto ao tema. Apesar da
obtenção de resultados parciais devido ao atual andamento dos encontros, tem sido possível constatar que os encontros têm contribuído para o
autoconhecimento dos acadêmicos quanto às escolhas de carreira e o estabelecimento de metas e estratégias, contribuindo para um melhor
enfrentamento da transição da universidade para o mundo do trabalho, auxiliando os acadêmicos a traçar seus próprios planejamentos de
carreira. Concluímos até o presente momento que a referida proposta teve uma aderência por parte dos acadêmicos, que constataram a
relevância do assunto e vem possibilitando a con nuidade da proposta para os próximos períodos.
marques@univali.br

P65
PLANEJAMENTO DE CARREIRA EM ACADÊMICOS DO CURSO DE PSICOLOGIA DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR
Kaina Silveira- UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí, SC
Amanda Cristéla Nack - UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí, SC
Rosana Marques da Silva - UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí, SC
Marúcia Pa a Bardagi - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
A carreira profissional é compreendida como trajetória de vida, envolvendo conhecimentos educacionais, experiências, projetos pessoais e
profissionais, onde o indivíduo é protagonista da sua história. Este estudo obje vou analisar como os acadêmicos de um curso de psicologia
gerenciam sua carreira profissional, considerando estratégias u lizadas, contribuições da graduação e principais expecta vas em relação à
inserção no mercado de trabalho. Tratou-se de um levantamento, de perspec va exploratória e descri va, sendo que os resultados foram
analisados quan ta vamente. A coleta de dados foi realizada por meio de ques onário múl pla escolha. Par ciparam 103 estudantes de
psicologia de uma ins tuição comunitária de Santa Catarina, matriculados no estágio específico curricular do 8º, 9º ou 10º períodos no segundo
semestre de 2016. Os dados foram analisados por meio de frequência absoluta e porcentagem, considerando as categorias: estratégias de
gestão de carreira, contribuições da experiência acadêmica e expecta vas. Os resultados indicaram que os acadêmicos concentram-se em
estratégias convencionais de gerenciamento de carreira, tais como par cipação em cursos e eventos, verificando pouco envolvimento e/ou
exploração dos alunos quanto a espaços tanto dentro da universidade como fora. As expecta vas profissionais relacionam-se a vínculos de
trabalho formais na condição de assalariados ou concursados. Constatou-se que alguns acadêmicos apontaram o perfil generalista na formação,
indicando favorecer o olhar ampliado para as diferentes atuações profissionais, porém sentem necessidade de capacitação/especialização após
a graduação, para prepara-los ao mercado de trabalho. As principais contribuições da graduação para a inserção profissional relacionam-se ao
desenvolvimento de competências técnicas por meio de a vidades prá cas, estágios e outras vivências. Houve percepção de pouca
contribuição acadêmica no desenvolvimento de competências comportamentais, como trabalho em equipe, gestão e liderança. Concluindo,
sugerem-se estratégias ao curso que favoreçam a ampliação de competências para atuação mul profissional, assim como para atuar em
processos de trabalho não tradicionais e que incen vem a busca de serviços de autoconhecimento
marques@univali.br

P66
CONSTRUÇÃO DE VIDA: UM MÉTODO DE ORIENTAÇÃO/GESTÃO DE CARREIRAS COM UNIVERSITÁRIOS
Franciele Maia Farias
Graziela Cucchiarelli Werba
ULBRA - Universidade Luterana do Brasil Torres, RS
A técnica de Construção de Vida possui sua base no modelo Life Design. Este por sua vez, aborda uma evolução nos processos dirigidos ao
desenvolvimento profissional, colocando as histórias de vida em um plano nunca antes tão considerado. A diferença nesta concepção está
justamente em reconhecer e inves r nas narra vas de vida como instrumentos para o autoconhecimento e empoderamento das pessoas. O
presente projeto de pesquisa visa conhecer e aprofundar a técnica de Construção de Vida como ferramenta de gestão de carreiras no curso de
Psicologia da Ulbra Torres. A a vidade será realizada na modalidade individual por meio de entrevistas, tendo como par cipantes, inicialmente
as alunas e alunos do curso de Psicologia. Tais alunos e alunas par ciparão da pesquisa através de um procedimento que abrangerá
aproximadamente oito encontros. Ao final da coleta de dados cada par cipante terá concluído seu processo de gestão de carreira acadêmica. A
coleta de dados será realizada por aluna pesquisadora sob a supervisão de duas professoras do curso. Resultados parciais apontam que com o
aumento da demanda de alunos e alunas que buscam orientação, observa-se a necessidade de maiores inves mentos na área de Gestão de
Carreiras.
farias.francielem@gmail.com

75
Pôsteres
P67
VALORES PESSOAIS E ORGANIZACIONAIS: REFLEXOS NA CARREIRA EM UMA EMPRESA DO SETOR DE TRANSPORTE COLETIVO
Júlia Gonçalves
Lucas Schweitzer
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Ao escolher uma carreira, o indivíduo costuma se orientar no que o dis ngue e em seus valores. As ambições da vida profissional e a sa sfação
das necessidades do indivíduo são impulsionadas por valores pessoais que, alinhados aos valores organizacionais, podem produzir sa sfação,
empenho e dedicação à organização. Esta pesquisa tem como obje vo iden ficar os valores pessoais e organizacionais em uma empresa de
transporte cole vo urbano do Rio Grande do Sul, e refle r sobre suas relações com o desenvolvimento de carreira. Trata-se de um estudo
quan ta vo e descri vo com 56 par cipantes. U lizou-se o Ques onário de Perfis de Valores Pessoais e o Inventário de Perfis de Valores
Organizacionais, com análise esta s ca descri va dos dados. Entre os valores pessoais mais significa vos encontrou-se o Universalismo, a
Benevolência, a Segurança e a Conformidade. Dentre os principais valores organizacionais, estão a Conformidade, a Realização e o Pres gio. A
Conformidade foi o valor pessoal priorizado entre os par cipantes e percebido como mais importante para a organização, explicitando um
alinhamento entre valores. No entanto, percebeu-se um distanciamento entre os valores dos trabalhadores e a percepção da hierarquização de
valores feita pela empresa. Destaca-se que o paralelismo de valores favorece o aumento da sa sfação, da iden ficação e do sen mento de
similaridade, relacionando-se com a sa sfação na carreira e engajamento organizacional. Quando há o alinhamento entre os valores, os
obje vos tornam-se comuns e são perseguidos por trabalhadores e organização. Os dados reforçam que os valores afetam as ações das pessoas
sobre o seu trabalho e es mulam as decisões de carreira.
lucass.schweitzer@gmail.com

P68
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO EM SITUAÇÃO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Bruna Aquino Cazzoli
Ta ane Matos Mendes
Silvana Nunes Garcia Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP
A escolha da profissão pode ser considerada uma das tarefas mais complexas que se propõe a um adolescente. Em meio ao desafiador percurso
rumo à vida adulta os jovens se deparam, de repente, com a tarefa de fazer uma opção que será determinante em sua vida. Deverá, portanto,
deparar-se com a complexidade do mundo do trabalho, com a falta de conhecimento sobre o mundo das profissões e com o pouco
conhecimento de si mesmo. Por isso, considera-se a orientação vocacional/profissional de extrema importância nesse momento da vida. Este
Projeto de Intervenção resulta de pesquisa, com 117 estudantes da 3ª série do Ensino Médio, em cidade do interior de São Paulo. A par r de
instrumento contendo 24 questões chegamos a temas que subsidiaram uma proposta de intervenção. Estes englobaram o mundo do trabalho,
a maturidade frente à escolha, o processo de escolha durante a adolescência, sen mentos, iden ficações e influências, contradições próprias
do processo e a escolha em si. Com base nos resultados da pesquisa e na Estratégia Clínica de Bohoslavsky, foram elaboradas dinâmicas
obje vando o autoconhecimento e reflexões rela vas a escolha de um futuro profissional visando a facilitação do processo.
brunacazzoli@hotmail.com

P69
“DIVERTIDA MENTE”: ARTICULAÇÕES NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Barbara Zerba o
Rafaela de Faria
ICOP - Ins tuto de Coaching e Orientação Profissional – Curi ba, PR)
O uso de filmes pode auxiliar os profissionais da Orientação Profissional contribuindo com um modelo metafórico que facilita os processos de
escolha de carreira. Para esse trabalho o filme, vencedor do Oscar de melhor animação em 2016, “Diver da Mente” foi escolhido como
possibilidade de ar culação no desenvolvimento de carreira e tomada de decisão profissional. Sendo assim, tem-se como obje vo do trabalho:
iden ficar as relações metafóricas entre o filme e os temas desenvolvidos no processo de escolha profissional. Os resultados alcançados estão
vinculados com a temá ca das emoções e dos personagens humanos: 1- a adolescência da personagem principal permeada por suas
par cularidades, assim como a adolescência dos clientes que se encontram nessa fase do desenvolvimento humano; 2- o caminho que não é
linear e costuma ser permeado por obstáculos (reais e imaginários) e que é ar culado com o caminho do processo de escolha; 3- a idealização da
personagem em relação a nova cidade e a idealização dos clientes em relação aos cursos e profissões; 4- interesses e hobbies como a vidades
importantes de serem inves gadas e analisadas como possibilidades profissionais (ou não); 5- ilhas da personalidade como pilares na
construção e desconstrução de ideias, influências e fantasias em relação a si mesmo, amigos, família e o mundo do trabalho; 6- a crise como algo
natural e que precisa ser vivenciada; 7- o luto da infância e do mundo infan l (abandonar o Bing Bong); 8- as escolhas que exigem abrir mão de
algumas opções de carreira e que vem acompanhadas de dor; 9- lidar com as possibilidades reais e lidar com todas as emoções envolvidas no
caminho; 10- dualidade que faz parte de todos os personagens e também das opções de carreira e 11- o papel de facilitador da crise,
desempenhado pelo orientador profissional e que no filme é vivenciado por Bing Bong.
barbara.zerba o@gmail.com

76
Pôsteres
P70
TORNAR-SE PROFESSOR(A): NARRATIVAS DO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Giodésia C. G. de Araújo
UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo – Guarulhos, SP
A iden dade profissional compreendida como um con nuo em que a correlação de diversos aspectos, subje vos e obje vos, estão presentes
desde os contatos iniciais com os papéis profissionais e, a posteriori, com o contexto, mercado e mundo do trabalho. Nesse sen do, este
trabalho trata-se de um recorte da pesquisa in tulada “Interface entre processos de formação con nuada e iden dade profissional docente”,
com o obje vo de verificar os elementos que cons tuíram o processo de escolha profissional de professores. Como aporte teórico, dialogamos
com Claude Dubar (1997, 2009), Placco (2010) e outros autores. Refere-se a uma pesquisa de campo na perspec va qualita va e a coleta de
dados realizada por meio de entrevistas. Os sujeitos par cipantes do estudo são dez (10) professores do ensino fundamental da rede municipal
da cidade de São Paulo. Os resultados sugerem a pluralidade no processo de se tornar professor, uma vez que abarca a escolha, a definição e a
definição profissional em processo. A definição profissional tem como eixo norteador, para se definirem pela profissão, o contato com
elementos da fase de formação inicial: magistério, curso superior ou o contato com a prá ca. A escolha profissional delimita-se com a tomada de
decisão antes de sua inserção no curso superior sem, necessariamente, apresentar os elementos do campo de atuação docente como
determinantes para a escolha. A definição profissional em processo caracteriza-se pelo contato com aspectos que fazem parte dessa definição,
porém, ainda não foram significa vos para a tomada de decisão. Com base neste corpus de estudo, entendemos que dentre os dez (10)
par cipantes, seis (6) se enquadraram na perspec va de definição profissional, três (3) na escolha profissional e um (1) par cipante em
processo de definição. Sugere-se que o processo de definição demanda significa va ar culação dos aspectos subje vos e obje vos dos
professores na resolução da carreira.
psicologa_giodesia@yahoo.com.br

P71
PROJETO DE INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO VOCACIONAL: UM MODELO DE ATUAÇÃO A PARTIR DA ESTRATÉGIA CLÍNICA
Caroline de Silos Lima
Rebecca de Macedo Guedes Coimbra Gomes
Silvana Nunes Garcia Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP
O desenvolvimento vocacional inicia-se na infância e acompanha o indivíduo durante toda a vida. De acordo com Super, apud Bohoslavsky
(1996), o adolescente, quando escolhe, encontra-se na fase de exploração, vivida dos 15 aos 24 anos, onde predominam a autoanálise, a
representação de papéis e a exploração ocupacional. Neste momento, evidencia-se que o adolescente está vivendo aquilo que Erikson
denomina crise de iden dade. Assim, é essencial que o orientador atue como moderador dessa crise, auxiliando-o na percepção de si mesmo e
a elaboração dos lutos próprios da adolescência para que este consiga a percepção de si mesmo, tenha determinados projetos e sinta-os como
se fossem seus. A par r de tais constatações, foi realizada uma pesquisa com 127 adolescentes, estudantes do 3° ano do Ensino Médio com
idade em torno de 17 anos. Para esta, foi u lizado como instrumento um ques onário com 24 questões, tendo como obje vo a iden ficação dos
principais aspectos envolvidos no processo de escolha profissional, a fim de transformá-los em temas a serem u lizados em uma intervenção
grupal de orientação vocacional. Diante dos dados levantados, foram criados oito principais temas encontrados comumente nos sujeitos que
estão passando por este momento crucial de escolha. Destes resultados, apresentamos quatro escolhidos para ilustrar o modelo usado em
forma de a vidades interven vas, com os adolescentes que enfrentam tal situação. Sendo assim, compreende-se que os aspectos salientados
pela maioria dos adolescentes foram: a ansiedade diante do ves bular, a maturidade, influências e iden ficações para a escolha profissional
diante de pressões e da realidade do mundo do trabalho. Dessa forma, a intervenção frente à escolha profissional seria essencial para que o
adolescente adquira maior consciência e maturidade para decidir.
guedesrebecca@gmail.com

P72
“ESCOLHA EM AÇÃO”: UMA TÉCNICA PARA INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Luísa Barros Maia Camelo
Beatriz Andrade Cavalcante
Daiane Bernardes Lima
Helena Gomes Vieira
Nicole Passos Benevides Cavalcante
Ins tuto do Ser - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC
O jogo Escolha em Ação é uma ferramenta de caráter informa vo a ser u lizada em processos de orientação profissional. Esta técnica foi
realizada como trabalho de conclusão do curso de Formação em Orientação Profissional e de Carreira, realizado pelo do Ins tuto Ser –
Orientação Profissional e de Carreira, 8ª Turma em Fortaleza-CE, 2016. Tem como obje vo, tornar o processo de escolha profissional mais lúdico
e diver do e, ao mesmo tempo, propiciar reflexões sobre as diferentes profissões, facilitando o processo de conscien zação e conhecimento
sobre as mesmas. O jogo é composto por cartas, sendo que cada uma contém um curso de bacharelado ou tecnológico que o orientando terá
que descobrir, por meio de até 12 dicas que envolvem o fazer do profissional formado nas áreas propostas. Proporciona momentos de trocas de
experiências sobre o mundo do trabalho, acerca das diversas profissões, sobre mercado de trabalho e as implicações e conflitos próprios destes
temas. Ademais, tem como intuito facilitar o momento de escolha de forma mais lúdica e prazerosa. Além disso, no tabuleiro, algumas casas
retratam situações do dia-a-dia seguidas de uma instrução ou de um ques onamento, em que o jogador, ao parar nelas, terá que refle r e
responder. Por meio deste jogo os orientandos tendem a sen r-se mais mo vados a par cipar de uma forma mais a va de seu processo de
escolha profissional, em decorrência da vontade de compe r com seus colegas e de ser o vencedor. Além disto, como uma intervenção lúdica,
esta proposta se afasta um pouco do âmbito dos ques onários, testes e pesquisas e torna-se uma forma mais interessante e diferente de se
trabalhar as profissões e o mundo do trabalho.
luisa_bmc@hotmail.com

77
Pôsteres
P73
DESEMPREGO: INVESTIGAÇÃO DOS EFEITOS PSICOSSOCIAIS E IDENTIFICAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
David Renato de Azevedo
Edgar Pereira Junior
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP
O trabalho tem papel central na vida do homem, pois é através dele que se organizam as relações sociais. A ausência de emprego/trabalho
configura, assim, uma forma de exclusão, que a nível individual produz impactos psicológicos, e a nível da experiência cole va, impactos sociais.
Com isso em vista, o obje vo deste estudo é de inves gar a percepção de desempregados sobre as implicações psicossociais do desemprego e
de iden ficar as principais estratégias de enfrentamento apresentadas por eles através da Escala para Avaliação de Sofrimento Psíquico-Social
de Trabalhadores Desempregados (EASPSTD) e do Ques onário de Enfrentamento do Desemprego. Par ciparam 94 sujeitos que responderam
aos instrumentos presencialmente no Centro de Apoio ao Trabalhador de uma cidade do interior de São Paulo, ou à versão on-line
disponibilizada pela internet. Junto destes, assinou-se o Termo de Consen mento Livre e Esclarecido. Os resultados apresentaram que a
amostra teve divisão equilibrada entre homens e mulheres, porém, com maior porcentagem os grupos: 2º Grau (44%), pessoas de 18 a 29 anos
(48%), solteiros (47%) e com tempo de desemprego entre 1 a 6 meses (47%). Os efeitos medidos para esta amostra indicam que houve
resultados mais significa vos nos impactos da esfera psíquica em relação aos sociais, com maior percepção da presença dos efeitos Vergonha,
Tristeza e Insegurança. Cinco grupos indicaram resultados mais preocupantes: mulheres, formação superior completa, idade igual ou maior a 50
anos, divorciados, tempo de desemprego superior a 24 meses. As principais estratégias de enfrentamento foram aquelas que tratam mais
diretamente a solução do problema: a entrega de currículos, seja pessoalmente ou por meio digital, e a ajuda financeira de terceiros (familiares,
amigos, etc.), sendo baixa a procura por qualificação profissional e serviços especializados. Percebe-se, portanto, muitos desafios à atuação do
psicólogo para a orientação e o suporte ao desempregado em busca de recolocação profissional.
david.deazevedo@gmail.com

P74
O ESTRESSE EM VESTIBULANDOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Mariceli Santos
Simone Vioto Monteiro
UNIFRAN - Universidade de Franca, SP
O estresse na adolescência pode ser potencializado diante do processo de escolha profissional e do ves bular. O presente trabalho teve como
obje vo realizar uma revisão bibliográfica acerca do estresse em alunos pré-ves bulando e a sua relação com a escolha profissional. Para a
revisão bibliográfica foram u lizados livros e ar gos disponíveis em bases de dados. De acordo com os achados na literatura pesquisada, a
adolescência por si só traz consigo uma série de dúvidas e conflitos, tornando-a assim uma fase mais vulnerável ao estresse. O estresse
manifesta-se através de sintomas sicos e psicológicos e os eventos estressores podem ser variados. Ao se tratar da escolha profissional,
ves bular e ENEM, verificou-se que a pressão promove um aumento significa vo do estresse em jovens. A pressão é exercida internamente,
mas também externamente através dos pais, familiares, amigos, crenças religiosas, concorrência, falta de informação profissional, indecisão e
imaturidade para escolher. O estresse também é oriundo da ansiedade referente ao medo da reprovação e de decepcionar a família, além da
angus a relacionada à escolhas com base em capacidades e limitações socioeconômicas. A soma zação e o estresse vivido perante o processo
de escolha profissional também são mencionados na literatura visitada. O apoio, aconselhamento e a orientação profissional podem ajudar na
diminuição da ansiedade pois podem ser u lizados como técnicas de prevenção ao estresse. A orientação profissional durante o processo de
escolha se faz necessária, pois através dela o ves bulando poderá perceber as influencias familiares, sociais e econômicas, além de observar em
si as ap dões, desejos, iden ficações, obje vos e o que ele espera de sua profissão. Embora o Estresse seja um assunto muito estudado por
diversas áreas da ciência, percebe-se a necessidade de pesquisas sobre o estresse na adolescência, os impactos do mesmo em ves bulandos e
no processo de escolha profissional.
ma.mariceli@hotmail.com

P75
GRUPO DE PREPARAÇÃO PROFISSIONAL E EXECUÇÃO DO PROJETO DE VIDA NA ÁREA DA SURDEZ / DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Elianes Klein
CEMADE-Centro de Aprendizagem Profissional para Adolescentes – Curi ba, PR
CAEE - Centro de Atendimento Especializado EPHETA – Curi ba, PR
O presente trabalho registra a intervenção individual e em grupo aos estudantes que já concluíram os 3 níveis do POP- Programa de Orientação
Profissional na Metodologia EPHETA para inserção no contexto social produ vo do mundo de trabalho conforme a lei de cotas para Pcds.
Obje vos: Sinte zar com o estudante a integração dos aspectos do seu autoconhecimento, da informação profissional e escolha da área de
interesse profissional e legislação vigente para Pcds. Contextualizar as possibilidades de atuação diante da sua escolha de áreas de interesses,
habilidades e competências. Vivenciar diferentes técnicas e dinâmicas de grupo de orientação profissional para potencializar a estruturação em
conjunto com a família o seu projeto de vida. Métodos: psicopedagógico inserido no contexto educacional finalizando o seu processo na
Metodologia Epheta – ensino da língua portuguesa para deficientes audi vos. Desenvolvimento: Encontros semanais de 2 horas com o grupo
resgatando os 3 níveis anteriores de trabalho com Pcds e a execução de suas escolhas em seu projeto de vida em consonância as possibilidades
familiares. As temá cas de intervenção incluem: comportamento e maturidade para o trabalho; Visão, expecta vas e metas pessoais e
profissionais; competências e habilidades para o trabalho; potencialidades e possibilidades para o mundo do trabalho; Interfaces da escola,
família e empresa; processos sele vos e legislação trabalhista; roda da vida e projetos. Qualidade de vida e prevenção; É ca valores e cidadania.
Conclusão: Este trabalho contempla o acompanhamento de 150 alunos com deficiência audi va na elaboração de seu projeto de vida e
concomitante encaminhamento a vagas para Pcds no mercado de trabalho, em diferentes áreas profissionais.
elianeskl@bol.com.br

78
Pôsteres
P76
GERAÇÃO Y E CARREIRA: ESTUDOS DE CASO COM PROFISSIONAIS DO RAMO DE TECNOLOGIA
Jessica Carla Simao
UFSC - Universidade Federal De Santa Catarina – Florianópolis, SC
Estudos sobre gestão de pessoas em organizações e, especificamente, sobre desenvolvimento de carreira, possuem como um dos seus
constantes focos nos úl mos anos a mo vação e o perfil profissional das novas gerações que vem ascendendo em vários ramos de atuação no
mercado de trabalho, com valores e obje vos diversos das gerações anteriores. A geração chamada “do milênio” ou geração “da internet” ou,
ainda, “na vos digitais”, refere-se aos novos profissionais do século XXI, nascidos nos anos 1980 e 1990. Uma geração formada por jovens
socializados com as tecnologias de entretenimento e comunicação, cuja literatura corrente indica entre suas caracterís cas principais o fato de
serem contestadores, imedia stas, inovadores e não gostarem de hierarquia. A inves gação possui como obje vo iden ficar as percepções de
jovens da geração y em relação à carreira no ramo de tecnologia em uma empresa privada do Vale do Itajaí de Santa Catarina. Realizaram-se
estudos de caso, por meio de entrevistas semiestruturadas, com quatro jovens da geração y que trabalham na referida organização. Os
resultados indicam que, diferente do que a literatura geralmente afirma sobre a geração y, esses jovens apresentam, juntamente com as
caracterís cas anteriormente apontadas, determinadas expecta vas congruentes com as gerações anteriores, como, por exemplo,
remuneração atraente e segurança no trabalho. Tais resultados revelam a necessidade de se considerar os estudos sobre geração e carreira no
contexto mais amplo das contradições presentes no mundo do trabalho.
jesimao@hotmail.com

P77
PERSPECTIVAS DE CARREIRA E GERAÇÃO Y: MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NO CONTEXTO DAS ORGANIZAÇÕES.
Jessica Carla Simao
UFSC - Universidade Federal De Santa Catarina – Florianópolis, SC
A literatura cien fica indica que a geração que está ingressando atualmente no mercado de trabalho, nomeada como geração y, apresenta um
novo perfil, diferente das gerações anteriores, devido, em parte, ao advento da tecnologia e ao aumento da compe vidade no mercado de
trabalho. Esta revisão de literatura teve como obje vo iden ficar as publicações nacionais, entre os anos de 2011 e 2016, com foco nas
perspec vas de carreira de indivíduos da geração y inseridos em organizações. Realizou-se uma busca no Banco de Teses CAPES e nas bases de
dados SCIELO, u lizando a palavra-chave geração y, combinada, em pares, com carreira, desenvolvimento profissional e trabalho. Foram
encontradas e analisadas nove publicações. Os estudos evidenciam que a geração y caracteriza-se, sobretudo, por buscar constantemente
desafios, valorizar a sa sfação pelo que faz, inves r em desenvolvimento profissional e valorizar bons relacionamentos interpessoais e
ambientes de trabalho agradáveis. Assim sendo, a geração y apresenta novas perspec vas em relação a suas carreiras, menos vinculadas às
estruturas organizacionais e a projetos de longo prazo. Todavia, de forma paradoxal, os estudos analisados também indicam que essa mesma
geração possui, ainda, perspec vas relacionadas a carreiras organizacionais picas de gerações anteriores, tais como a busca por estabilidade,
contratos psicológicos relacionais e segurança. Tais resultados sugerem a existência de uma aparente contradição que precisa ser melhor
inves gada por meio de estudos empíricos e teóricos.
jesimao@hotmail.com

P78
APOIO SOCIAL PERCEBIDO, IDENTIDADE E DECISÃO DE CARREIRA: UM ESTUDO CORRELACIONAL COM ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE
MULTICAMPI
Isabela Menezes Oliveira
Ana Maria Jung de Andrade
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
O ingresso no Ensino Superior exige do acadêmico que se insere neste contexto o aprendizado de diversas tarefas adapta vas e recursos para se
adaptar à Universidade. Contudo, focar apenas nas caracterís cas do indivíduo, tais como personalidade e interesses vocacionais, não são
suficientes para estudar as decisões tomadas ao longo da carreira. Pesquisas com estudantes universitários têm apontado para a importância de
observar as relações entre fatores contextuais, como apoio social, e aspectos do desenvolvimento de carreira, como iden dade e decisão de
carreira. O obje vo deste estudo foi verificar as correlações existentes entre apoio social percebido (entre pares, pais e professores) e as
variáveis iden dade e decisão de carreira em estudantes universitários de uma universidade mul campi localizada na Região Sul do Brasil.
Par ciparam do estudo 1000 estudantes de graduação presencial da Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS. As idades variaram de 16 a 66
anos (M=23,38; DP=6,93). A maior parte da amostra foi composta por mulheres (69,8%), declarados solteiros (78,4%), sem filhos (84,3%). Foram
u lizadas escalas de percepção de apoio familiar, dos pares e dos professores construídas para este estudo, e as subescalas de Iden dade e
Decisão de Carreira das Escalas de Desenvolvimento de Carreira para Universitários. Os resultados apontaram para correlações posi vas e
significa vas entre as variáveis Iden dade de carreira e apoio social percebido de familiares (r=0,292; p < 0,001), pares (r=0,218; p < 0,001) e
professores (r=0,237; p < 0,001). Também foram encontradas correlações posi vas e significa vas ao relacionar a variável decisão de carreira
com o apoio social percebido dos familiares (r=0,306; p < 0,001), pares (r=0,258; p < 0,001) e professores (r=0,305; p < 0,001). Estes resultados
ob dos com os estudantes universitários da UFFS são compa veis com os observados previamente na literatura. Eles apontam para a
importância de pesquisas que inves guem o apoio social percebido como moderador de outras variáveis do desenvolvimento psicossocial no
contexto universitário.
b93.menezes@gmail.com

79
Pôsteres
P79
INTERVENÇÕES E ORIENTAÇÃO DE CARREIRA EM PROCESSOS DE SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES: REVISÃO DA LITERATURA
Lilian Weber - Centro Universitário FADERGS – Porto Alegre, RS
Angela Carina Paradiso - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Cin a Benso da Silva - ULBRA - Universidade Luterana do Brasil- Gravataí, RS
A maioria dos negócios no Brasil são empreendimentos familiares, tendo a literatura já apresentado de modo consistente processos e
evidências empíricas sobre as sucessões vivenciadas nessas empresas. A presente pesquisa teve como obje vo analisar publicações que
descrevam processos de intervenção de desenvolvimento de carreira com relação à sucessão em empresas familiares. Para tanto, foi realizada
uma revisão de ar gos avaliados por pares publicados no Portal CAPES, nos úl mos 10 anos, u lizando os seguintes descritores: "successor" e
"family business". Desta pesquisa resultaram 556 resumos. A leitura preliminar dos resumos excluiu ar gos que não abordavam o tema de
interesse. Estes ar gos envolviam os temas: aprendizagem organizacional; internacionalização; aspectos legais; finanças e governança;
negócios agrários; casos em culturas específicas; impacto da cultura regional. A par r deste corte, permaneceram 118 ar gos. A leitura dos
trabalhos permi u chegar em 90 ar gos que mencionavam o tema sucessão, após a análise dos obje vos relatados foram selecionados apenas
dois ar gos que abordavam as intervenções foco deste estudo. Estes ar gos mencionaram que as empresas que aplicaram as funções de
mentoria auxiliaram o desenvolvimento de competências específicas no sucessor. E indicaram novas ferramentas que avaliam predisposições
do fundador a escolher um herdeiro específico, o valor atribuído pelos herdeiros ao cargo, entre outros fatores. Além disto, percebe-se que, a
despeito da relevância do tema, as prá cas de intervenção de desenvolvimento de carreira em processos de sucessão em empresas familiares
permanecem pouco exploradas no âmbito acadêmico.
cbenso@terra.com.br

P80
TRANSIÇÃO DE CARREIRA ESPORTIVA: UMA REVISÃO DA LITERATURA CIENTÍFICA BRASILEIRA
Manoella Fiochi-Marques - USP-Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
Marina Cardoso de Oliveira - UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG
Lucy Leal Melo-Silva - USP-Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
A transição de carreira é um processo de mudanças que envolve diversos desafios. No esporte, as transições de carreira acontecem antes,
durante e após a vida atlé ca. Assim, este estudo obje va apresentar uma revisão da literatura nacional acerca da transição de carreira no
contexto espor vo. Trata-se de uma revisão realizada nas bases de dados LILACS, SciELO, e PePSIC. Os descritores u lizados foram: esporte and
carreira or carreira and espor va or atletas and carreira. Foram incluídos apenas ar gos relacionados ao tema, em português, e publicados
entre os anos de 2000 e 2016. Foram encontrados 95 estudos, sendo selecionados 16 ar gos através dos resumos e tulos, e analisados 11
ar gos que preencheram os critérios de inclusão. As categorias elencadas foram (a) Transição na carreira (b) Transição da carreira (c) Modelos
teóricos. A primeira categoria compreendeu ar gos que tratam das transições dentro da própria carreira espor va, desde a fase de iniciação
espor va até o alto rendimento. Esses ar gos consideram importante a rede de apoio (família e amigos) para a manutenção do indivíduo no
esporte, bem como apontam a necessidade de um planejamento da carreira em questão. A segunda categoria comportou estudos sobre a
entrada na carreira espor va, e sobre transições de uma carreira espor va para outra carreira. Tais ar gos compreendem a influência da rede de
apoio, concluem a necessidade de programas de assessoria para a vida pós-atlé ca e apontam a importância de experimentar vários esportes
antes da escolha profissional. A terceira categoria refle u sobre as duas anteriores de forma mais teórica, enumerando diversos modelos já
existentes para compreender as transições de carreira em todas as fases. Por fim, não foram encontrados estudos empíricos sobre programas de
planejamento e assessorias sugeridos pela maioria dos ar gos.
manoellafiochimarques@gmail.com

P81
ESCOLHA PROFISSIONAL DE JOVENS NO BRASIL: REVISÃO INTEGRATIVA DE ARTIGOS CIENTÍFICOS ENTRE 2006 E 2016
Aline Bogoni Costa
Daniela Zeppe
Dolores Beatriz S. Wendling
Gustavo Piva o dos Santos
Helen Junara Balbino Zangrande
Loridane Meo
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina - São Miguel do Oeste, SC
A escolha profissional é uma das mais importantes e complexas decisões humanas, pois está relacionada à história e às caracterís cas pessoais,
às habilidades, ao mercado de trabalho, aos grupos sociais e a outros tantos aspectos, em permanentemente interação e transformação. O
campo da Orientação Profissional (OP) pode facilitar decisões mais asser vas de carreiras ao longo do ciclo de vida. Obje vo: Nesta proposição,
serão apresentados os resultados de uma revisão integra va da produção de ar gos cien ficos brasileiros sobre o tema escolha profissional de
jovens, com recorte temporal de 2006 a 2016. Método: Trata-se de um estudo qualita vo e teórico, que seguiu a três etapas principais: a) busca
sistemá ca de literatura nas bibliotecas eletrônicas da coleção de periódicos “Scielo” e “Lilacs”, a par r dos descritores “escolha profissional”,
“jovens” e/ou “jovem”. Nessa etapa, iden ficaram-se 15 publicações vinculadas à Scielo e 136, à Lilacs; b) seleção das publicações, mediante
leitura do tulo, resumo e palavras-chaves, que resultou em 44 publicações; e, c) análise integra va das 44 publicações. Resultados: Verificou-se
regularidade nas produções anuais sobre o tema, com predominância de estudos empíricos, especialmente quan ta vos (21) e qualita vos
(12), e concentração das publicações em periódicos da Psicologia (43). Com relação aos par cipantes dos estudos, a maioria foram estudantes
do Ensino Médio (31) e acadêmicos desistentes de Cursos Superiores (5). Os estudos analisados aproximaram-se de temas recorrentes à escolha
profissional, tais como: influências da família (9), do contexto econômico (6) e das relações sociais (5). Destacaram-se, ainda, estudos para
validação de instrumentos psicológicos (4) e programas de OP (12), como facilitadores do processo de escolha. Constatou-se como central à
maioria dos estudos (25) que a OP deve construir-se ar culada ao campo da Educação e das Polí cas Públicas. Conclusão: O estudo integra vo
possibilitou ampliar a compreensão acerca do constructo, bem como favorece aproximações e releituras de pesquisadores e outros
profissionais interessados no tema.
aline_bogoni@yahoo.com.br

80
Pôsteres
P82
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: MUNDO DO TRABALHO, SUBJETIVIDADE E IDENTIDADE PROFISSIONAL
Cris ane Antunes Espindola Zapelini
Tarsia Paula Piovesan Farias
Gabriela Romani Remor
Izabele da Silva Faria
IFSC - Ins tuto Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Atualmente em sua quinta edição, o projeto de Orientação Profissional no Ins tuto Federal de Santa Catarina (IFSC) do campus Florianópolis
desenvolve anualmente o curso Orientação Profissional: mundo do trabalho, subje vidade e iden dade profissional. Direcionado aos
estudantes do Ensino Médio e adultos trabalhadores que procuram orientação, reorientação e/ou inserção profissional, o curso tem por
obje vo propiciar aos alunos a construção de um projeto profissional e de vida. Busca-se incen var a reflexão sobre interesses, expecta vas e
influências na escolha profissional, o conhecimento das diversas áreas profissionais e opções de carreira, e suas condições de inserção no
mundo do trabalho. O curso desenvolve-se em dois encontros semanais, durante quatro semanas, com carga horária total de 40 horas. Está
dividido em três grandes etapas: 1) autoconhecimento; 2) apresentação das profissões e mundo do trabalho; e 3) a escolha e o projeto
profissional e de vida. São u lizadas diversas estratégias na realização das a vidades, tais como exposições dialogadas, dinâmicas de grupo,
discussões e debates, jogos, encenações, aplicação de testes psicológicos, leitura e produção de textos, pesquisas, apresentação de vídeos, e
palestras com profissionais. Discutem-se temas como: estratégias de autoconhecimento; o desenvolvimento da capacidade de fazer escolhas;
informação sobre profissões e formação profissional; construção simulada do currículo e plano de carreira. Ao longo do desenvolvimento das
a vidades fica evidente que a maioria dos jovens vêm fazendo escolhas com base em conhecimentos muito superficiais a respeito de suas
opções profissionais. No entanto, percebe-se que os encontros cumprem um papel ins gador no processo de reflexão desses par cipantes, que
terminam o curso podendo relacionar uma possível escolha profissional com as expecta vas que têm para o futuro. A oferta destes cursos ao
longo dos anos tem demonstrado a necessidade de incluir o tema orientação profissional nos currículos escolares, influenciando
significa vamente na atuação profissional futura e na realização pessoal.
cris aneantunes@ifsc.edu.br

81
Apresentações Orais
A01
A ESCOLHA PROFISSIONAL NA ÁREA TECNOLÓGICA: IMPACTOS NA SUBJETIVIDADE E NO PLANEJAMENTO DE CARREIRA
Maria Sara de Lima Dias
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Escolher um curso superior implica em uma dimensão subje va de adesão ao curso, à profissão, as perspec vas de futuro de trabalho e carreira.
Perceber qual o significado da escolha do curso superior é ques onar como o aluno está se preparando para o ingresso no mundo do trabalho e
que po de produção de subje vidades a universidade vem produzindo. Neste estudo se prioriza reflexões sobre o possível impacto da escolha
profissional da área tecnológica na subje vidade do aluno, bem como os critérios e estratégias para o planejamento de carreira dos
universitários. Obje vou analisar os mo vos alegados pelos alunos para as escolhas profissionais na área tecnológica, ou sejam as engenharias
em uma universidade pública. Com base nos fundamentos teóricos e metodológicos da perspec va histórico cultural foi subme do um
ques onário que foi respondido por cento e um acadêmicos das engenharias. Os resultados indicam uma predominância dos homens na área
tecnológica, a escolha foi influenciada pelas dimensões da área de conhecimento, das expecta vas do mercado de trabalho, acessibilidade,
família entre outros mediadores. Observa-se que contexto atual do mercado de trabalho gera sen mento de insegurança e influencia as
expecta vas em relação ao planejamento de carreira promovendo impactos na subje vidade traduzidos em emoções como: medo, angús a e
excessiva preocupação com o mercado de trabalho. O papel da universidade é fundamental ao integrar os jovens em relações intersubje vas e
vivências grupais como adequadas formas de orientação profissional no percurso universitário. Entre o sistema educa vo formal e o mundo do
trabalho a orientação profissional deve estar ligada às polí cas públicas educa vas modo a reduzir as evasões universitárias.
mariadias@u pr.edu.br

A02
EVENTOS CASUAIS: IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Rafaela Roman de Faria
Elizabeth Nogueira Gomes da Silva Mercuri
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, SP
Sabe-se que faz parte da construção da carreira, em diferentes etapas da vida, a tomada de decisão diante de eventos planejados, dos não
previstos e de imprevisíveis. No contexto do ensino superior, essa necessidade também permeia as diferentes etapas do processo de formação.
Assumindo a importância dos eventos casuais na tomada de decisão e desenvolvimento de carreira dos universitários, o presente trabalho visa
apresentar resultados parciais da tese que inves gou a incidência, a natureza e o impacto dos eventos fortuitos no desenvolvimento de carreira
de estudantes de graduação. A pesquisa foi desenvolvida em uma universidade estadual brasileira. A amostra foi composta por 18 estudantes,
sendo 08 homens e 10 mulheres, matriculados no úl mo ano de 09 cursos de graduação. Os dados foram coletados por meio de entrevista
semiestruturada e o roteiro dividido em Caracterização dos par cipantes e Eventos casuais no desenvolvimento de carreira. Como obje vos
para a apresentação oral, assumiu-se: iden ficar os eventos casuais mencionados pelos estudantes e o momento do curso que ocorreram; além
de analisar as influências e os impactos percebidos pelos discentes no desenvolvimento de carreira durante o período de graduação. Como
resultados parciais do estudo, verificou-se que os eventos casuais: 1- são de diferente natureza, entre eles destaca-se situações familiares
(doença e falecimento) e aqueles vinculados com a ins tuição de ensino superior (greve, apoio dos professores, oferta de bolsas); 2- são
percebidos pelos estudantes em diferentes momentos da formação; 3- exercem impacto e influência (posi va e nega va) na trajetória
acadêmica (curso) e na construção do papel profissional. Frente aos resultados, nota-se a necessidades de os orientadores profissionais
aprofundarem os conhecimentos sobre a temá ca, uma vez que os eventos casuais e seus impactos no desenvolvimento de carreira foram
percebidos por todos os alunos entrevistados.
rafaelaicop@gmail.com

A03
PERCEPÇÃO DO FUNCIONAMENTO FAMILIAR, DIFERENCIAÇÃO DO SELF E ADAPTABILIDADE DE CARREIRA DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Milena Fiorini
Marúcia Pa a Bardagi
Klara Zoz de Souza
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina- Florianópolis, SC
A influência da família no desenvolvimento de carreira é consolidada pela literatura cien fica. Porém, essa relação ainda é pouco explorada a
par r da Teoria Familiar Sistêmica, principalmente no Brasil. Este estudo trata-se de um relato de pesquisa, referente a uma dissertação de
Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. O obje vo geral do estudo foi analisar as
relações entre percepção do funcionamento familiar, diferenciação do self e adaptabilidade de carreira de universitários. A amostra foi
cons tuída por 800 estudantes de 70 cursos de graduação de universidades brasileiras, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 35 anos.
Empregou-se o método quan ta vo e a coleta de dados foi online, abarcando a aplicação de três escalas (Escala de Avaliação da Flexibilidade e
Coesão Familiar, Inventário de Diferenciação do Self Revisto e Escala de Adaptabilidade de Carreira) e ques onário sociodemográfico. Para a
análise dos resultados, foram realizados procedimentos esta s cos descri vos e inferenciais, com apoio do SPSS - Sta s cal Package of Social
Sciences. Entre os resultados principais, destacam-se as correlações posi vas entre funcionamento familiar, diferenciação do self e
adaptabilidade de carreira. Além disso, iden ficou-se que os universitários com níveis mais elevados de diferenciação do self e adaptabilidade
de carreira apresentaram maior equilíbrio entre coesão e flexibilidade na interação familiar, e percepções posi vas da comunicação e da
sa sfação em relação à família. Os homens e os universitários mais velhos demonstraram níveis maiores de diferenciação, se comparados às
mulheres e aos mais novos. Observou-se, ainda, que tanto os alunos em etapas mais avançadas do curso quanto os que par cipavam de
a vidades extracurriculares apontaram escores mais elevados de adaptabilidade de carreira. Esses resultados representam um aporte para a
atuação de psicólogos no contexto clínico e nas intervenções em aconselhamento de carreira, além de serem relevantes para a implementação
de estratégias de gestão universitária.
milenacf.psicologa@gmail.com

82
Apresentações Orais
A04
ESCALA DE CONGRUÊNCIA ENTRE PAIS E FILHOS SOBRE ESCOLHA PROFISSIONAL: ADAPTAÇÃO E PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS
Edson Cardoso Pereira
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
Leonardo de Oliveira Barros
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Dentre as mudanças picas da adolescência, a escolha profissional ocupa um espaço que merece atenção (Hutz & Bardagi, 2006). Estudar a
congruência entre pais e filhos sobre a escolha profissional vai além da tomada de decisão por uma profissão futura, pois perceberem-se
congruentes com seus pais sobre assuntos ligados à escolha profissional, faz com que os filhos se sintam encorajados a explorar mais a vidades
ligadas à carreira profissional e se tornarem mais conscientes no momento da escolha, mas principalmente a se perceberem mais sa sfeitos
com suas vidas (Sawitri, Creed, & Zimmer-Gembeck, 2012). A congruência entre pais e filhos sobre escolha profissional pode ser compreendida
como a compa bilidade e a similaridade entre os adolescentes e seus pais em relação a assuntos ligados à escolha profissional. Entende-se que
haja compa bilidade entre eles quando os adolescentes percebem que seus pais apoiam a exploração de carreira, o planejamento e o
estabelecimento de obje vos ligados à escolha profissional; e que haja similaridade quando os adolescentes percebem que seus pais possuem
crenças semelhantes acerca dos interesses, valores, planos, obje vos profissionais. Este estudo tem como obje vo apresentar a adaptação e
propriedades psicométricas da The Adolescent-Parent Career Congruence Scale para uma amostra brasileira. Na primeira etapa, ocorreu a
tradução, retrotradução, análise de juízes, estudo piloto, nova retrotradução e revisão pelos autores originais. Na segunda etapa, par ciparam
292 estudantes de escolas pública e par culares de Minas Gerais, sendo 61,6% do sexo masculino, com idade média de 15,7 anos. Os resultados
confirmaram a estrutura fatorial da escala com índices de precisão adequados. Além disso, são apresentadas as evidências de validade na
relação com outras variáveis u lizando a Escala de Responsividade e Exigência Parentais. Verificou-se que a versão adaptada apresenta
evidências de validade e fidedignidade sendo adequada para u lização no contexto brasileiro.
edsonpsico@hotmail.com

A05
TRAJETÓRIAS E PROJETO DE VIDA DE TRABALHO: ESTUDO COM EGRESSOS DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO
Andrea Knabem - UFPR - Universidade Federal do Paraná – Ma nhos, PR
Marcelo Afonso Ribeiro – USP – Universidade de São Paulo – São Paulo, SP
Maria Eduarda Duarte – Universidade de Lisboa - Portugal
O estudo apresenta o recorte da tese apresentada junto Programa de Psicologia Social do Ins tuto de Psicologia da Universidade de São Paulo
que buscou entender a par r da contribuição do Construcionismo Social os anos iniciais da trajetória profissional e projeto de vida de trabalho
de egressos do Ensino Superior Público. Obje vo: O obje vo geral foi analisar e compreender o processo da trajetória profissional e do projeto
de vida de trabalho do graduado no mundo do trabalho com mais de cinco anos de formação. Para essa apresentação sistema zamos a
descrição da forma de ingresso no mundo do trabalho em relação às dificuldades/facilidades encontradas e o projeto de futuro. Método: A
abordagem da pesquisa foi qualita va com embasamento da Grounded Theory, par ciparam da pesquisa os egressos dos cursos de
Administração-Diurno, Turismo e Psicologia da Universidade Federal do Paraná formados em 2008, de ambos os sexos. Foram realizadas 25
entrevistas sobre a trajetória profissional e o projeto de vida de trabalho. Resultados: Destacou-se que nos movimentos laborais dos
entrevistados, existem elementos que indicam a presença de uma estabilidade, apesar de uma constante injunção para a flexibilização da
trajetória e dos processos de construção de si no mundo. O início da vida profissional se dá por combinações de possibilidades e limites que o
contexto sociolaboral propiciou associada à busca de diversificação de espaços de trabalho frente às possibilidades de atuação do profissional.
Conclusão: Os primeiros passos das carreiras contemporâneas guardam relação com o que se fazia tradicionalmente como início de carreira,
entretanto, também, apontam uma mistura de formas para a construção das trajetórias e projetos de vida de trabalho que ar culam estratégias
mais clássicas, como a busca de um emprego público e a volta aos estudos como maneiras de ascensão na carreira, com estratégias mais
contemporâneas, como a aprendizagem no local de trabalho.
aknabem@hotmail.com

A06
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES DA REDE PRIVADA CURSANDO ENSINO MÉDIO E/OU CURSO PRÉ-VESTIBULAR
Angelica Trevisan Licciardi
Marcia Pinheiro
CO - Colégio Obje vo – São Paulo, SP
A influência da família noEsse trabalho é realizado em uma escola privada desde 2015, com alunos do Ensino Médio e Curso Pré- Ves bular na
faixa etária de 16 a 20 anos, onde os interessados dirigem-se espontaneamente ao Serviço de Orientação Profissional. O obje vo é facilitar uma
construção de critérios para que o orientando realize uma escolha profissional que vise sua realização pessoal e ocupacional. Trabalhando com
uma abordagem Desenvolvimen sta, onde o sujeito é considerado como um ser que ao interagir com o Mundo vai cons tuindo o conceito de si
mesmo em seus diversos estágios, essa prá ca está fundamentada em conceitos teóricos de Super(1962) e Pelle er(1979), adaptados às
condições de tempo da escola e desenvolvido em cinco encontros estabelecidos por três pilares, Autoconhecimento, Informação das profissões
existentes e um fechamento com início de um Projeto de Vida. No final, o orientando responde a uma avaliação para feedback, sugerida por
Dulce Soares, onde os resultados têm sido muito posi vos.
t.licciardi@bol.com.br

83
Apresentações Orais
A07
COMPROMETIMENTO COM A CARREIRA E MOTIVOS POTENCIAIS PARA A EVASÃO: UM ESTUDO COM GRADUANDOS
Fernanda Za
Carlos Alexandre Campos
Iúri Novaes Luna
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
A ampliação de programas governamentais relacionados à educação superior, associada à criação de novas ins tuições de ensino superior e à
expansão de cursos e vagas, contribuiu de modo considerável para o aumento da oferta de educação superior no Brasil, especialmente a par r
da úl ma década. Nesse cenário, a evasão do curso superior se apresenta como um fenômeno que acompanha a ampliação das possibilidades
de formação, como indicado pela literatura. O comprome mento com a carreira, por sua vez, apresenta-se como um construto relevante
quando se tem o obje vo de es mar o inves mento do estudante em sua formação profissional. Assim sendo, obje vou-se verificar a relação
entre o comprome mento com a carreira e a propensão à evasão em estudantes de cursos superiores. A inves gação caracterizou-se como um
estudo descri vo do qual par ciparam 245 estudantes de um campus de um Ins tuto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia localizado no
Rio Grande do Sul. A coleta de dados foi realizada presencialmente, mediante uma Escala de Comprome mento com a Carreira e da Escala de
Mo vos para Evasão do Ensino Superior. Os dados foram analisados por meio do so ware STATA versão 14. Quanto aos par cipantes, 55% eram
do sexo masculino e se encontravam, majoritariamente, na faixa etária entre 18 e 24 anos (74%). Os resultados ob dos indicaram uma
correlação posi va e fraca (0,21) entre o comprome mento com a carreira e a dimensão “mo vos relacionados à carreira” da Escala de Mo vos
para Evasão do Ensino Superior, a qual avalia a força de mo vos para evasão relacionados a preocupações ou constatações acerca da carreira
futura. A par r dos resultados ob dos, entende-se que estudos sobre comprome mento com a carreira podem contribuir para a compreensão
da evasão, bem como auxiliar na elaboração de estratégias facilitadoras do desenvolvimento de carreira no ensino superior.
fernanda.za @outlook.com

A08
A VIVÊNCIA DA ESCOLHA PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO EM NATAL/RN
Ana Paula de Araújo Ferreira
Jorge Tarcisio da Rocha Falcão
Flávio Fernandes Fontes
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal, RN
A desistência de universitários de cursos de graduação antes de concluí-los vem aumentando no Brasil, nos úl mos anos. Tal desistência impacta
nega vamente o mercado de trabalho, o desempenho das ins tuições de nível superior e os próprios estudantes. A literatura aponta queixas
destes estudantes quanto à qualidade de ensino, à per nência da escolha realizada, e às próprias condições socioeconômicas. Esta pesquisa faz
parte de uma dissertação de mestrado em andamento, portanto, apresenta resultados parciais. Tem-se o obje vo de compreender a vivência
da escolha profissional para universitários da área metropolitana de Natal/RN que desis ram de seus cursos antes de concluí-los e perceber se
estas vivências contribuíram para o desenvolvimento de mudanças subje vas nos mesmos. Para isso, será u lizada a teoria histórico-cultural de
Vigotski, notadamente os conceitos de vivência e colisões dramá cas, e “poder de agir”, da Clínica da A vidade. A entrevista individual foi
escolhida como instrumento para atender o interesse em compreender as vivências par culares dos par cipantes. Esta inspira-se na
metodologia clínico-qualita va e na Clínica da A vidade, nas quais o pesquisador possui postura clínica acolhedora em relação ao par cipante,
que assume papel de co-analista. U lizou-se a análise de conteúdo temá ca de natureza clínico-interpreta va. Este trabalho contempla a
primeira entrevista realizada, da qual destacaram-se três eixos: I. escolha profissional, que associou-se à facilidade de ingresso na universidade,
ao interesse pela área, e à valorização social da profissão; II. escolha por abdicar da graduação, que vinculou-se ao fator necessidades
financeiras; e III. mudanças subje vas relacionadas às vivências, que contemplaram a compreensão do par cipante sobre sua relação com
outros universitários como es mulo ao desenvolvimento de caracterís cas pessoais posi vas, como querer e gostar de estudar. Assim, conclui-
se como vivência dramá ca a desistência da graduação decorrente de limitações financeiras, e as escolhas pelos demais caminhos profissionais,
pois, conforme o par cipante, cada escolha implicava em abdicar da anterior.
anapf8@gmail.com

A09
PREPARAÇÃO PARA O PÓS-CARREIRA EM UMA ORGANIZAÇÃO PÚBLICA DO NORDESTE BRASILEIRO
Ana Paula de Araújo Ferreira
Cynara Carvalho de Abreu
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Natal, RN
O envelhecimento demográfico populacional cons tui um desafio da contemporaneidade, visto que, atualmente, as pessoas vivem muitos
anos de suas vidas como idosas e a sociedade parece não estar preparada para lidar com as necessidades deste contexto social. Este estudo
consis u em uma intervenção realizada durante um estágio na área da psicologia organizacional e do trabalho, pautada sob o olhar da psicologia
histórico-cultural, em 2015, em um órgão público jurídico do nordeste brasileiro. Sendo uma organização jovem, havia poucos servidores
aposentados, e outros poucos em processo de aposentadoria o que sinalizava uma demanda de preparação para este fim. Optou-se, assim, pela
criação de um programa de preparação para a aposentadoria que teria como alvo não só servidores aposentáveis, mas também àqueles que
manifestassem interesse pelo tema. Denominado de Programa de Preparação para o Pós-carreira a ação teve como obje vo fomentar reflexões
que auxiliassem os par cipantes em seus planejamentos de vida pós-aposentadoria. Para tanto, desenvolveu-se um diagnós co organizacional,
um levantamento de expecta vas, o planejamento para os encontros, e, por fim, a implantação. Ocorreram quatro encontros dos quais
par ciparam uma média de 30 servidores, com idades entre 20 e 59 anos. O primeiro encontro foi de apresentação e levantamento de
expecta vas. Os demais foram temá cos, sendo convidados especialistas em áreas específicas como, por exemplo: legislação previdenciária,
planejamento financeiro e empreendedorismo. O Programa de Preparação para o Pós-carreira foi avaliado como sa sfatório pelos
par cipantes que ofereceram retornos posi vos quanto às temá cas abordadas e ao programa no geral, bem como sugestões de melhorias.
Concluiu-se que o programa, em seu caráter piloto, foi posi vo por possibilitar discussões e reflexões sobre o processo de aposentadoria, mas
com ressalvas a melhorar, tais como o público-alvo e o formato dos encontros a fim de torná-los mais específicos aos servidores que estejam
mais próximo de se aposentar.
anapf8@gmail.com

84
Apresentações Orais
A10
UM ESTUDO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO TALENTO FEMININO NA TRANSIÇÃO ESCOLA-TRABALHO
Renata Muniz Prado
Denise Souza Fleith
UnB - Universidade de Brasilia, DF
Os progressos alcançados pelas mulheres nas úl mas décadas, principalmente no contexto educacional, ainda não repercu ram em conquistas
significa vas no âmbito profissional. Muitos obstáculos persistem na contemporaneidade e refletem na baixa representa vidade feminina em
diversas áreas, como engenharias e tecnologias; nas diferenças salariais e na desigual distribuição das tarefas domés cas entre homens e
mulheres. O conhecimento limitado acerca do processo de desenvolvimento do talento, especialmente em mulheres, tem se refle do no
despreparo de profissionais e na escassez de serviços que possam favorecer o fortalecimento desse grupo. A compreensão do processo
dinâmico e mul facetado da emergência do talento não deve excluir a prevalência de fatores que afetam sua iden ficação e expressão, como
caracterís cas da área de domínio, cultura, etapa de vida, e efeitos da socialização. Portanto este trabalho, descri vo e exploratório, teve como
obje vo inves gar o processo de transição entre escola e trabalho de uma jovem no início de sua carreira profissional e analisar a percepção da
par cipante acerca da influência de uma intervenção de carreira online na iden ficação e expressão de suas potencialidades, bem como em sua
autoes ma e bem-estar. Os resultados indicaram o impacto de fatores internos e externos no percurso profissional da par cipante.
Perfeccionismo excessivo; baixa autoes ma; fraca rede social de apoio; ambivalência em relação ao potencial, expecta va social, e mo vação
intrínseca; mul potencialidades; foram as principais barreiras iden ficadas. Estrutura de trabalho, resistência a cultura de romance, crença de
autoeficácia, presença de relacionamentos significa vos, alto nível de energia, abertura ao novo e flexibilidade foram alguns dos aspectos
favorecedores ao desenvolvimento e expressão do talento. Espera-se com esta pesquisa ampliar a compreensão do processo de
desenvolvimento do talento feminino e oferecer subsídios para o planejamento de ações inovadoras com vistas à promoção de condições
favoráveis à iden ficação e expressão do potencial de mulheres em início de carreira.
pradobasto@gmail.com

A11
O ENSINO, A PESQUISA E A EXTENSÃO DURANTE A FORMAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS
Ana Carolina Pereira da Cruz
Michelle Regina da Na vidade
UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça, SC
Durante a permanência do jovem na universidade, escolhas e caminhos serão trilhados ao longo da formação acadêmica. Consis ndo a
universidade na indissociabilidade entre a tríade ensino, pesquisa e extensão, obje vou-se iden ficar as contribuições desta tríade para a
formação dos estudantes pesquisados. A pesquisa caracteriza-se, quanto ao método, como descri va, quan ta va, delineada como
levantamento e de corte transversal. O instrumento de coleta de dados cons tuiu em um ques onário online, composto por 22 perguntas
fechadas, elaborado para este estudo por meio do so ware SurveyMonkey®, e disponibilizado na rede social Facebook®. A amostra foi
composta por universitários vinculados às quatro universidades localizadas na Grande Florianópolis, totalizando 406 par cipantes, todos
estudantes da modalidade presencial e que não concluíram nenhuma graduação anteriormente. Os dados foram analisados quan ta vamente
e à luz da teoria, buscando a ar culação entre estes dois pontos. Referente aos resultados ob dos, os estudantes pesquisados apontam que
44,4% e 46,4% respec vamente em relação a par cipação em grupos de pesquisa e em projetos de extensão, “muito contribui” para a formação
acadêmica. Ressalta-se que 49,4% dos estudantes explicitaram que não realizam a vidades de pesquisa e 48,9% não realizaram a vidade de
extensão. 36,2% dos estudantes realizam somente a vidades de ensino, não tendo realizado, ainda, nenhuma a vidade de pesquisa e/ou
extensão durante o curso que está realizando no momento, focando somente em um dos pilares da universidade. Por meio desta pesquisa,
concluiu-se que o ensino foi apontado como recurso prioritário para o aprendizado no ensino superior, demandando o fortalecimento da tríade
ensino, pesquisa e extensão, para maximizar a cons tuição de competências necessárias para o desenvolvimento da carreira profissional no
contexto contemporâneo.
anacarolinapecruz@gmail.com

A12
Intervenção de carreira em grupo na transição universidade-trabalho
Luciane Linden Go schalk
Ilana Andre a
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - São Leopoldo, RS
Universitários do úl mo ano da graduação passam por um período com dificuldades de tomada de decisão, quando vivem a transição
universidade-trabalho, por isso são sugeridas, nesta fase, intervenções que promovam a adaptabilidade de carreira. Neste estudo foram
verificados os efeitos da intervenção de Coaching Cogni vo-Comportamental (CCC) sob as dimensões de desenvolvimento de carreira em um
estudo quase experimental de medidas repe das. Par ciparam do estudo 116 universitários de uma Ins tuição de Ensino Superior privada do
Rio Grande do Sul, dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Administração de Empresas e Psicologia, divididos em grupo experimental e grupo
controle, com medidas repe das de pré-teste (T1), pós-teste (T2) e follow up (T3). U lizou-se o Ques onário Sociodemográfico e Escalas de
Desenvolvimento de Carreira para Universitários (EDCU), com a metodologia de intervenção denominada Coaching Cogni vo-Comportamental
(CCC), embasada na Terapia Cogni vo-Comportamental, a qual visa modificar crenças, mapear recursos, avaliar possibilidades, favorecendo a
tomada de decisão e elaboração de um plano de ação. Os efeitos da intervenção foram: aumento da exploração, iden dade e decisão de
carreira, lócus de controle e autoeficácia profissional. Todas as dimensões man veram-se sem diferença significa va com exceção da
autoeficácia que con nuou aumentando no follow up. O programa teve grande taxa de adesão se comparado a outros programas. Conclui-se
que os efeitos da intervenção apresentada jus ficam sua implantação para a adaptabilidade de carreira de universitários concluintes e,
apresenta-se como uma alterna va para facilitar o momento de transição universidade-trabalho. São sugeridos novos estudos com outras
amostras para que sejam verificados os efeitos também em outros cursos e populações, buscando dar maior credibilidade a este protocolo de
intervenção.
lllinden@unisinos.br

85
Apresentações Orais
A13
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA PRODUÇÃO E NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DA PSICOLOGIA: PRESENÇAS E AUSÊNCIAS REVELADORAS
Sonia da Cunha Urt
UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campo Grande, MS
A análise de uma determinada área do conhecimento configura-se em um elemento fundamental para a compreensão de sua situação no
cenário cien fico. As presenças e as ausências, os ditos e não ditos podem revelar os espaços que o conhecimento cien fico pode e deve
percorrer e, desvendar no processo de produção e formação o entendimento do que se revela desse singular em um contexto universal.
OBJETIVO – Analisar a produção acadêmica acerca da temá ca da Orientação Profissional nos Programas de Pós-Graduação - Mestrado e
Doutorado em Psicologia e Educação, em duas Universidades da cidade de Campo Grande-MS. Inves gar na formação os aspectos da
organização curricular, ementas e planos de ensino. MÉTODO- Iden ficação dos Cursos de Mestrado e Doutorado das áreas de Psicologia e
Educação, selecionando a produção relacionada à Orientação Profissional, o inventário dessa produção e a organização dos dados para análise
do que se tem produzido. Foi também mapeada, nos projetos polí cos pedagógicos e na organização curricular dos Cursos de Psicologia a
presença da disciplina Orientação Profissional, sua carga horaria e ementas. Os dados foram organizados, categorizados e analisados a par r da
análise de conteúdo. RESULTADOS - Percebeu-se uma mida presença da disciplina Orientação Profissional na formação do psicólogo e ainda,
muitas vezes, sob o viés meramente clínico. As produções também revelam uma quase ausência dessa temá ca na pós-graduação. Em um curso
de Pós-Graduação em Educação em nível de mestrado e doutorado encontramos apenas duas produções na temá ca. O que isso significa? Por
que essa presença é tão minimizada nas escolhas de objetos de inves gação? Essas reflexões devem mais bem pensadas e refle das.
CONCLUSÃO-Avaliar a presença da Orientação Profissional e sua contribuição para a Psicologia e para a Educação, torna necessário que se
conheça e se analise em abrangência nacional esse estado do conhecimento, tanto na produção como na formação.
surt@terra.com.br

A14
REALIZAÇÃO PROFISSIONAL: IMPACTO DA ORIENTAÇÃO PARA ALCANCE DE METAS NO TRABALHO
Ligia Oliveira-Silva - UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
Juliana Barreiros Porto - UNB - Universidade de Brasília, DF
O que mo va as pessoas a perseguir e conseguir a ngir as metas de carreira que escolhem? O alcance de metas de carreira representa uma
ambição recorrente, pois contribui para perceber-se como profissionalmente realizado. Uma vez que realização profissional representa
percepção de ter a ngido os obje vos de carreira mais importantes ou a avaliação posi va de estar no caminho para tal, faz-se necessário
avaliar que variáveis contribuem para o maior alcance de metas de carreira. Sendo assim, o presente estudo teve como obje vo avaliar como as
diferentes orientações para alcance de metas predizem a realização profissional. A orientação para alcance de metas diz respeito aos dis ntos
mo vos pelos quais as pessoas perseguem metas específicas, sendo possível a priorização do desenvolvimento interno de competências e a
maestria das tarefas (orientação de maestria) ou a demonstração de competência em relação aos outros e o reconhecimento alheio (orientação
de desempenho). Neste estudo, hipote zou-se que a orientação de maestria prediz maior realização profissional do que a orientação de
desempenho. Par ciparam da pesquisa 358 trabalhadores, a maioria de mulheres (67%), solteiros (57%), idade média de 29 anos, que estavam
cursando alguma graduação no momento (87,3%) e que nham, em média, 8,3 anos de inserção no mercado de trabalho. Foram u lizados
como instrumentos a Escala de Realização Profissional e a Escala de Metas de Realização no Trabalho, e os dados foram analisados através de
regressões múl plas. Os resultados corroboraram a hipótese proposta, com coeficientes de regressão significa vos (p < 0,05), o que indica que
de fato a orientação de maestria está mais relacionada com as dimensões da realização profissional do que a orientação de desempenho. Tal
conclusão reforça estudos anteriores, que demonstram que indivíduos orientados para maestria derivam mais sa sfação e prazer de seus
esforços para alcançar obje vos do que indivíduos orientados para o desempenho.
ligiacarol1987@hotmail.com

A15
INFLUÊNCIA FAMILIAR NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL DOS FILHOS PELA FORMAÇÃO TÉCNICA PROFISSIONAL
Hellen Cris ne Geremia
Iúri Novaes Luna
Lucídio Bianche
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
A escolha profissional envolve a avaliação de um conjunto de estratégias para construir um lugar no mundo do trabalho. Quando se trata da
escolha por cursos técnicos, observa-se uma complexa rede de fatores influenciadores com caracterís cas específicas, nas dimensões
subje vas e sociais, ainda pouco estudada no cenário nacional. Por sua vez, a família tem sido um dos focos frequentes de pesquisas da
psicologia no âmbito da orientação profissional e de carreira. Esta inves gação tem como obje vo compreender a influência dos pais no
processo de escolha dos filhos pelo curso técnico. Desenvolveu-se um estudo de métodos mistos sequenciais por meio da realização de grupos
focais com pais, professores e estudantes de cursos técnicos do SENAI São José (Santa Catarina) e, posteriormente, de um levantamento com a
aplicação de um ques onário aos ingressantes de cursos técnicos das três unidades SENAI que compõem a região sudeste de Santa Catarina,
totalizando 285 respondentes. Os resultados indicaram que no contexto da educação profissional, no qual constantemente alunos têm que
tomar sua primeira decisão profissional ainda muito jovens, a influência da posição social e das a tudes dos pais na escolha de seus filhos pela
formação técnica é significa va, principalmente quanto aos alunos adolescentes. A influência parental foi observada nas discussões dos grupos
focais na forma de apoio e incen vo para escolha por uma formação técnica e inscrição no curso e, em alguns casos, associada a uma
determinação dos pais. Não obstante, apresentou baixo grau de influência na percepção da maioria dos alunos que responderam ao
ques onário. Todavia, o estudo indicou que o apoio social advindo dos pais para a escolha pelo curso técnico possui impactos não apenas no
momento que antecede a tomada de decisão por determinada profissão ou sistema de ensino, mas também na permanência no curso e no
desenvolvimento de carreira em estágios posteriores.
hellen.geremia@gmail.com

86
Apresentações Orais
A16
ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM JOVEM APRENDIZ: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Juliana Oliveira Gomes-Valério
Estácio JF - Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora, MG
A área de Orientação Profissional (OP) faz parte do co diano na Psicologia, por lidar com uma questão natural no desenvolvimento dos
indivíduos: o futuro. O obje vo deste trabalho foi apresentar um relato de experiência em OP com um adolescente de 16 anos, do sexo
masculino, inscrito no programa “jovens aprendizes”, em uma Ins tuição de Ensino Superior (IES) mineira. A demanda foi apresentada pelos
coordenadores locais ao Núcleo de Assistência e Apoio Psicopedagógico, o qual obje va Acolhimento, Direcionamento e Encaminhamento a
alunos, sem apresentar caráter clínico. Dentro desta perspec va, foi delineado um plano de ação e atendimento em seis encontros. A proposta
pautou-se na expecta va de que, ao final, a escolha profissional não fosse fator de ansiedade ou medo. Embora a OP apresente diferentes
abordagens teóricas, é consensual que o início do processo seja o direcionamento ao autoconhecimento, havendo diferenças em relação às
aplicabilidades de técnicas posteriores. Por esta razão, inicialmente foram formalizados dois encontros de modo a direcioná-lo frente a
autoconhecimento e auto-observação. Ques onou-se “Qual é o meu melhor?”, examinando, em paralelo, pensamentos, medos e anseios,
expecta vas e dificuldades frente à escolha profissional. No terceiro encontro, foi preenchido o cur grama e uma lista de a tudes de trabalho,
enquanto a pergunta inicial permaneceu como tarefa. Em seguida, foram discu das quais profissões se relacionam às respostas dadas. Ao final,
foi realizado feedback dos encontros anteriores, enquanto se discu u sobre “qual curso me possibilitaria trabalhar estas habilidades e empregá-
las co dianamente”. Sendo uma a vidade direcionada a uma IES, o adolescente foi encorajado a procurar os coordenadores de curso que mais o
interessaram. Foi realizada também uma reunião com os gestores locais do programa jovens aprendizes, de modo a realizar feedback.
Considera-se a a vidade bem-sucedida, visto que o adolescente se posicionou a vamente quanto à escolha profissional, com índice baixo de
ansiedade.
julianaoliveiragomes@yahoo.com.br

A17
O (NÃO) USO DA EAE-EP: RELATO DE ABANDONO DE TESTAGEM
Juliana Oliveira Gomes-Valério
Estácio JF - Centro Universitário Estácio de Juiz de Fora, MG
A Orientação Profissional ar cula-se notavelmente à Avaliação psicológica. Sendo a testagem um procedimento de levantamento de
informações para tomada de decisão, o uso de instrumentos promove informações valiosas. É importante recolher não somente informações
sobre interesses profissionais, mas também sobre maturidade e a autoeficácia para a escolha profissional, por exemplo. O presente trabalho
tem como obje vo apresentar um caso de uma adolescente, 16 anos, sexo feminino, que durante procedimento de Orientação Profissional,
decidiu abandonar uma testagem. À adolescente, iniciaram-se procedimentos com base em exercícios de autoconhecimento, auto-observação
e perspec vas futuras, além de inves gação de como ela se vê no mundo e o que espera do futuro. Foram decidias pelas testagens de
personalidade, maturidade para escolha profissional, auto eficácia e interesses profissionais. Durante a aplicação da Escala de Autoeficácia para
Escolha Profissional (EAE-EP), a testanda apresentou dificuldades em alguns itens e diante da instrução sobre o quanto acredita em sua
capacidade para executar uma a vidade. Seu relato pautou-se em acreditar que possa fazer isso, mas nunca ter se interessado a tal,
esclarecendo que o teste não se aplicava a ela. Estudos sobre aspectos atencionais explicam que o tempo de reação em uma tarefa é alterado
não somente pelas caracterís cas dos itens, mas pela instrução dada. Além disso, as caracterís cas de personalidade da adolescente, com altos
índices em dominância, exibição e agressão, por exemplo, mostram alto padrão ques onador e autoconfiança. Isto talvez indique uma escolha
inadequada da EAE-EP, a qual verifica a crença de eficácia quanto a se envolver em a vidades relacionadas à escolha de curso, o que,
teoricamente, apresenta interferência sobre a perspec va de baixa ou alta autoconfiança. Embora apresente limitações, espera-se que este
estudo seja relevante à medida que promova reflexões sobre a escolha dos testes, além de divulgar caso para auxílio a profissionais que passam
por situações semelhantes.
julianaoliveiragomes@yahoo.com.br

A18
OS SIGNIFICADOS DA APOSENTADORIA A PARTIR DE METÁFORAS EXPRESSADAS POR CASAIS APOSENTADOS
Marcos Henrique Antunes - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Dulce Helena Penna Soares – Ins tuto do Ser – Florianópolis, SC
Carmen Leon na Ojeda Ocampo Mor - UFSC-Universidade Federal de Santa Catarina– Florianópolis, SC
A aposentadoria, enquanto parte do desenvolvimento de carreira, é um processo que envolve fatores individuais, relacionais e contextuais, os
quais influenciam desde a tomada de decisão até as repercussões dessa experiência. O presente trabalho é parte de uma pesquisa maior
desenvolvida com casais aposentados e possui o obje vo de analisar os significados atribuídos à aposentadoria a par r de metáforas
expressadas pelos par cipantes. Trata-se de uma inves gação qualita va que contou com a par cipação de 06 casais que estavam aposentados
há, pelo menos, um ano. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e analisados seguindo os princípios da Grounded
Theory. O exame das narra vas dos par cipantes permi u iden ficar 04 metáforas u lizadas por eles para descrever suas vivências em torno do
processo de aposentadoria, quais sejam: “passar o bastão”, “morrer trabalhando”, “homem de pijama” e “debaixo da figueira”. Para além de
apresentar eventos que influenciaram a efe va experiência de aposentar-se, estas analogias mostram como os significados atribuídos a esse
processo são gestados no bojo das trajetórias dessas pessoas, englobando aspectos de suas histórias na família e no cenário sociocultural.
Observou-se que estas expressões referem tanto sen mentos e percepções quanto a tudes desses indivíduos que se fundamentam em noções
deprecia vas em relação à aposentadoria, as quais implicam sobre o modo como concebem esse processo e geram padrões relacionais de
cuidado. A par r disso, depreende-se a relevância de atentar para as simbologias presentes no discurso de pessoas aposentadas, tendo em vista
que estas sustentam as significações acerca da aposentadoria e possibilitam contextualizar os dados do relato face às construções sociais em
torno desse tema. Aponta-se que a análise desses elementos produz recursos problema zadores para a intervenção direcionada a esse público,
sobretudo, no que diz respeito às prá cas empreendidas na clínica e nos programas de orientação para aposentadoria.
marcos.antunes@live.com

87
Apresentações Orais
A19
MOMENTO DE DECISÃO: UM ESTUDO LONGITUDINAL
Paulo Mo a- UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Assis, SP
Viviane Caputo-Uniesp - União Nacional das Ins tuições de Ensino Superior Privadas - Assis, SP
A Escola Técnica de Assis é pública e pertence ao quadro do CEETEPS – Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, do Estado de São
Paulo. A escola oferece, além de alguns cursos técnicos, a modalidade regular do Ensino Médio. Trata-se de escola avaliada nos úl mos anos,
através do Enem, e qualificada entre as melhores da cidade e região, incluindo-se aí as Ins tuições privadas. Obje vávamos inves gar e
acompanhar um grupo de alunos, configurados numa sala de aula e tentar desvendar o modo como esse aluno escolhe uma profissão. Através
da aplicação de ques onários anuais (2014-15 e 16), pretendíamos avaliar, através de um estudo de caso longitudinal, a evolução ou
transformação da tomada de decisão, incluindo-se aí algum fenômeno e até mesmo as relações entre eles, que pudessem, por ventura, surgir
durante o processo de escolha realizado. A maioria dos alunos começou o Ensino Médio com 15 anos, oriundos da escola pública e não
trabalham. Dos que se afirmaram decididos quanto a escolha profissional, metade o fizeram com certeza. Desse universo, apenas 5 alunos
consultaram os professores para auxiliar em suas decisões, o que demonstra a fragilidade das competências do corpo docente, nesse aspecto. A
maioria (mais de 70% dos que escolheram uma profissão), apontou que conversou com os Pais, parentes e amigos, fato que nos leva a crer num
fortalecimento das relações entre jovens e pais. Ao longo dos três anos, uma média de 50% dos alunos pesquisados afirmou que já haviam
escolhido uma profissão, porém, ques onados ao longo da pesquisa quanto ao “projeto de vida profissional”, 85% afirmavam possuir um, numa
clara demonstração de simplificação do problema que se apresenta, que é a escolha por uma profissão.
pamo a@assis.unesp.br

A20
UMA PONTE PARA A CARREIRA INTERNACIONAL? – RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E ESTÁGIO NO EXTERIOR
Fábio Nogueira Pereira- FAESA - FAESA Centro Universitário – Vitória, ES
Agnaldo Garcia- UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
Pesquisas sobre programas de estágio internacional são incomuns na literatura, sobretudo raros abordando amostragens com brasileiros. Este
estudo de casos múl plos inves gou a composição e a funcionalidade das redes de relacionamentos dos par cipantes, assim como sua
influência na percepção da experiência no exterior. U lizamos de prospecção “bola de neve” e amostragem teórica para a composição da
amostra para este estudo de casos múl plos. Os dados foram colhidos através de entrevistas episódicas usando roteiro semiestruturado com
foco em momentos relevantes da experiência no exterior. Os relatos foram transcritos e subme dos a análise temá ca. Os relacionamentos
interpessoais se mostraram importantes tanto na fase de preparação e planejamento do intercâmbio quanto durante o programa de estágio no
desenvolvimento de tarefas no trabalho. Os relatos sugerem que o desenvolvimento dos novos relacionamentos ocorreu de maneira diferente
do frequentemente descrito na literatura, indicando um padrão mais integra vo, sendo possivelmente um efeito do formato do programa de
intercâmbio e do período de preparação anterior ao embarque dos estudantes. A experiência de estágio internacional ofereceu aos
par cipantes o contato com várias nacionalidades, inclusive de maneira mais profunda e con nuada com colegas de trabalho, e amizades e
relacionamentos amorosos fora do ambiente organizacional. Os relatos indicam que os relacionamentos desenvolvidos foram fonte importante
de apoio instrumental e emocional, auxiliando no processo de adaptação e no aproveitamento do estágio apesar do choque cultural costumeiro
no início da jornada. Os dados colhidos sugerem que a rede de relacionamentos estabelecida e a aprendizagem sobre cultura organizacional no
ambiente de trabalho durante o período de estágio no exterior podem refle r no desenvolvimento da carreira dos estagiários. Portanto, a
par cipação em programas de intercâmbio como esses poderiam servir de ponte para uma carreira internacional devido ao conhecimento e ao
networking adquiridos.
fabionogueirapereira@gmail.com

A21
EPISÓDIOS RELEVANTES SOBRE RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS E EXPERIÊNCIAS DE TRABALHO DE EXPATRIADOS BRASILEIROS EM
PAÍSES DE LÍNGUA INGLESA
Fábio Nogueira Pereira- FAESA - FAESA Centro Universitário – Vitória, ES
Agnaldo Garcia- UFES - Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, ES
Este estudo descreve e analisa a configuração, a dinâmica e as funções dos relacionamentos interpessoais de brasileiros expatriados nos EUA,
Canadá e Irlanda a par r de narra vas de episódios relevantes. Os dados foram colhidos em 12 entrevistas episódicas online e subme dos a
análise temá ca. Não houve relatos nega vos sobre o contato com a população local ou em relação ao ambiente de trabalho. Encontramos uma
diminuição do contato com familiares e amigos no Brasil, assim como aumento no inves mento para a criação de uma nova rede de
relacionamentos no exterior. Os relacionamentos citados se revelaram como fonte de apoio emocional e instrumental para os trabalhadores
expatriados. A estratégia adotada para interagir com a comunidade local variou entre os entrevistados, mas foi predominante nas narra vas o
estabelecimento de rede de relacionamentos fora da comunidade de conterrâneos e do ambiente de trabalho. Os resultados permitem afirmar
a necessidade de cuidado com a seleção de potenciais candidatos a expatriação pelas empresas e de se incluir membros da família, bem como
considerar abordar fatores rela vos a diferenças culturais e o processo de adaptação fora do ambiente de trabalho em treinamentos. Formação
específica em planejamento de carreira e aconselhamento cultural e sobre expatriação são uma nova fronteira na formação de profissionais que
podem oferecer serviços de acompanhamento psicológico a trabalhadores que buscam uma colocação por conta própria. Quanto a
trabalhadores enviados ao exterior pelas empresas nas quais trabalham, deve-se atentar para as polí cas organizacionais que criem contextos
de socialização adequada no ambiente laboral e para supervisão de trabalhadores sêniores ou mesmo de outros conterrâneos com mais
experiência como expatriados. Também sugerimos às empresas que desenvolvam processos sele vos para projetos de expatriação e polí cas
que incluam os familiares ao longo de todo o processo de saída do país de origem, o período no exterior, e na repatriação.
fabionogueirapereira@gmail.com

88
Apresentações Orais
A22
FLEXIBILIZAÇÃO DE AUTO REGRAS A PARTIR DE UM PROGRAMA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Nathália Sabaine Cippola Roncato - CBM - Centro Universitário Barão de Mauá - Ribeirão Preto, SP
Camila Domeniconi
UFSCar - Universidade Federal de São Carlos, SP
O processo de orientação profissional, compreende um trabalho junto ao orientando, para que este possa tomar uma decisão com mais
informações sobre o que controla seu comportamento de tomada de decisão. Uma dessas variáveis que podem controlar o comportamento do
orientando são as auto regras. Essas se caracterizam como um antecedente verbal (emi do pelo próprio sujeito ou por outro) que descreve uma
con ngência pronta, subs tuindo as con ngências naturais e descritas pelo próprio sujeito a par r de sua exposição às con ngências de
reforço. O trabalho teve como obje vo verificar os efeitos de um processo de orientação profissional (OP) em possíveis mudanças de auto regras
profissionais em seis estudantes do segundo ano do ensino médio considerados flexíveis e inflexíveis. O programa em OP foi baseado em quatro
eixos, sendo eles autoconhecimento, informação profissional, projeto de vida e tomada de decisão e foi antecedido e precedido por uma
avaliação de repertório através da Escala de Afirmações Profissionais, a Escala de Rigidez e a EMEP. Como resultados observou-se que após a OP
houve mudanças nas auto regras entre par cipantes flexíveis e inflexíveis, aumento da maturidade profissional e algumas auto regras foram
mais fáceis de serem mudadas que outras. Conclui-se que o procedimento mostrou-se eficaz quanto às mudanças de conceitos, que a mudança
de auto regras aumenta a variabilidade de escolha e que o repertório anterior dos indivíduos influencia na flexibilização das auto regras.
nathycippola@hotmail.com

A23
ANÁLISE DOS MOTIVOS PARA EVASÃO DO ENSINO SUPERIOR ENTRE UNIVERSITÁRIOS TRABALHADORES E NÃO-TRABALHADORES
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
Pedro Afonso Cortez
Ana Paula Salvador
Silaneide da Silva Lo Zifirino
USF - Universidade São Francisco - Campinas, SP
Compreender as diferenças entre trabalhadores e não trabalhadores é fundamental para desenvolver polí cas ins tucionais visando a
permanência de diferentes públicos no ensino superior. Tendo em vista essa necessidade, o obje vo geral do trabalho foi analisar o impacto da
sa sfação pessoal e de aspectos sociodemográficos entre estudantes trabalhadores e não-trabalhadores nos mo vos para evasão do ensino
superior. A amostra foi composta por 790 estudantes universitários, sendo aproximadamente 50% trabalhadores e outros 50% não
trabalhadores. O instrumento para coleta de dados foi composto por três partes: 1) aspectos sociodemográficos, 2) sa sfação pessoal e 3) M-ES
(Escala de Mo vos para Evasão do Ensino Superior). A aplicação foi realizada de forma mista por meio de coleta presencial cole va e online. O
protocolo de pesquisa foi subme do ao Comitê de É ca em Pesquisas com Seres Humanos e aprovado para execução. Os resultados da
inves gação demonstraram diferenças razoáveis na predição dos mo vos para evasão do ensino superior entre estudantes trabalhadores e
não-trabalhadores. No que tange à sa sfação pessoal os aspectos de evasão ligados à ins tuição, vocação e carreira impactaram em maior grau
os estudantes trabalhadores, enquanto os mo vos para evasão do ensino superior relacionados ao desempenho acadêmico e interpessoais
mostraram-se mais importantes entre estudantes não-trabalhadores. De forma geral, nota-se que a diferença crucial entre estudantes
trabalhadores e não-trabalhadores se refere à emergência do estudante trabalhador por uma formação que o permita melhor inserção no
trabalho e, consequentemente, a necessidade de se desenvolver nesse público específico orientação profissional em tempo anterior ao
ingresso na graduação, a fim de reduzir a evasão ligada a escolha profissional não planejada nesse público.
salvador.anapaula@outlook.com

A24
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM GRUPO DE ADOLESCENTES E O DESENVOLVIMENTO DA MATURIDADE PARA A ESCOLHA PROFISSIONAL
Thaís Arantes Ribeiro
Poliedro Educação - Campinas, SP
É comum que pré-ves bulandos relatem dúvidas em relação à escolha profissional. Nessa fase, os adolescentes estão focados na preparação
para o ves bular, o qual imediatamente remete à escolha profissional e aos conflitos possivelmente gerados por ela. Alguns alunos avaliam qual
a concorrência de cada curso para escolher, outros avaliam qual curso possibilita pres gio social e econômico, muitos não conhecem as
a vidades desenvolvidas em cada profissão e não conseguem iden ficar o que gostam, recorrendo a pessoas importantes para ter opiniões
sobre o que cursar, entre outros. Tais conflitos relacionam-se com fatores psicológicos que englobam interesses, habilidades, expecta vas em
relação ao futuro e maturidade para a escolha, o que torna a escolha algo bastante complexo. A par r da constatação dessa demanda foi
desenvolvido um projeto de Orientação Profissional em grupo para alunos de um curso pré-ves bular par cular de uma cidade do interior de
São Paulo. Par ciparam 37 alunos que foram distribuídos em três grupos. O projeto foi estruturado em oito encontros de uma hora e meia de
duração cada. Os encontros englobaram a vidades focadas no autoconhecimento, levantamento dos interesses profissionais, pesquisa sobre
as áreas de interesse profissional e estabelecimento de critérios para a escolha. A Escala de Maturidade para a Escolha Profissional (EMEP),
composta de cinco subescalas: (1) Determinação, (2) Responsabilidade, (3) Independência, (4) Autoconhecimento e (5) Conhecimento da
realidade educa va e socioprofissional, foi aplicada no primeiro e no úl mo encontro e observou-se aumento da média do escore total, o que
sugere a per nência e ampliação da prá ca de projetos como esse no contexto educacional.
thais.arantesr@gmail.com

89
Apresentações Orais
A25
SURFISTAS PROFISSIONAIS: PERSPECTIVA E ATRIBUTOS DO SELF
Lucy Leal Melo-Silva
Mariana Vannuchi Tomazini
USP - Universidade de São Paulo, campus Ribeirão Preto – SP
Este estudo possui caráter qualita vo e teve como obje vo inves gar quem é o surfista profissional, incluindo a perspec va e os atributos do self
e os modelos de conduta u lizados na construção da iden dade. Foi realizado um estudo de caso com três surfistas profissionais brasileiros, do
sexo masculino, com idade entre 15 e 27 anos. O critério de inclusão na amostra foi a profissionalização no esporte e a categoria profissional de
compe ção. Para obtenção dos dados foi u lizada a Entrevista sobre Construção de Carreira de Savickas e Hartung e a análise de dados se deu a
par r de categorias temá cas. Em relação aos resultados, a perspec va do self está relacionada à vivência de experiências adversas e à
capacidade de superação de modo resiliente; à capacidade de persis r na busca dos obje vos pessoais e profissionais, mesmo em contextos
desfavoráveis; à demanda de apoio social para a iniciação e desenvolvimento espor vos; e à alta mo vação intrínseca para a prá ca espor va,
que se mostrou relacionada à realização hedonista inerente à prá ca do surfe. A personalidade vocacional encontra-se relacionada ao esporte
de alto rendimento desde a infância, visto que os modelos de conduta u lizados na construção da iden dade foram principalmente atletas de
alto rendimento, surfistas profissionais e mediadores e apoiadores da prá ca espor va. O papel da mídia na construção da imagem de atleta-
herói mostrou-se relevante para a escolha de atletas profissionais como modelos de conduta. Os atributos do Self estão relacionados à
capacidade de focar-se e dedicar-se à prá ca espor va na busca pela excelência da performance e da atuação profissional. O autoconceito
mostrou-se posi vo e relacionado ao apreço por auxiliar o próximo, ao amor pelo surfe e pelo papel de atleta profissional e à determinação, foco
e vontade para alcançar o sucesso no esporte e na carreira espor va.
lucileal@ffclrp.usp.br

A26
WORKSHOP VIVENCIAL PARA VESTIBULANDOS: COMO CONTROLAR A ANSIEDADE NO PERÍODO DO VESTIBULAR?
Ana Carolina Oliveira de Araujo
Consultório de Psicologia, Salvador, BA
O ingresso ao Ensino Superior é realizado por meio do ENEM ou Ves bulares. Como é através desses exames que tem a decisão se o candidato
entrará ou não no curso almejado, estes costumam apresentar um grau elevado de ansiedade o que contribui para prejudicá-los no momento
da prova. O estado emocional é parte decisiva nesse processo. Este workshop tem o obje vo de auxiliar os sujeitos no controle da ansiedade,
para uma redução da mesma no momento das provas. A metodologia u lizada consis u de a vidades cogni vas e de relaxamento, onde foram
trabalhadas as emoções e os pensamentos automá cos nas situações do ves bular e da execução de provas. Dentre as a vidades realizadas,
foram u lizadas técnicas para trabalhar os pensamentos automá cos (Bilhetes Medrosos, Retrato do Ves bular e Registros dos Pensamentos
Automá cos) e as emoções foram trabalhadas associadas aos pensamentos (Emoções em Cor). Além disso, também foram realizadas técnicas
de respiração e relaxamento. Todas as a vidades foram realizadas na modalidade grupal sob a perspec va da terapia cogni vo-
comportamental. O workshop contou 6 par cipantes (estudantes do 3º ano do Ensino Médio e de Cursos Pré-Ves bulares da cidade de
Salvador). Ao final do workshop pôde perceber que a maioria dos par cipantes não se sen am preparados para enfrentar os exames, atribuindo
como causa o desespero quanto aos estudos e o fato de estarem emocionalmente frágil em decorrência do primeiro. Os par cipantes relataram
que se sen am mais preparados para enfrentar a ansiedade que dominava o exame porque puderam trabalhar os medos na situação do
ves bular e apreender técnicas de manejo para u lizar no momento da prova. Assim, com a realização do workshop ficou evidente o sofrimento
dos ves bulandos pela falta de controle da ansiedade e a importância da realização de mais trabalhos como este, que possibilita a ngir um
público maior por um custo menor, fazendo com que os adolescentes/ jovens adultos que não tem condição de realizar um trabalho individual
de realizá-lo.
carolaraujo.psi@gmail.com

A27
O IMPACTO DAS MUDANÇAS DE ESCALA NA ROTINA DE VIDA E NO RENDIMENTO PROFISSIONAL: RELATO DE COLABORADORES DE UM
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Danielli Verdan Arreco - UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo -Serra, ES
Fábio Nogueira Pereira- FAESA - Centro Universitário – Vitoria, ES
Agda Crossi Calegário Anacleto da Silva - UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo -Serra, ES
Esta pesquisa teve como obje vo iden ficar os impactos que as mudanças na escala de trabalho causam na ro na de vida e no rendimento
profissional de colaboradores de um hospital universitário segundo a percepção dos trabalhadores e de seus gestores. A pesquisa foi realizada
em um hospital universitário que vem passando por um período de adaptação a um novo modelo de gestão. Para iden ficar os impactos das
mudanças na escala, realizamos uma pesquisa exploratória e descri va, qual realizamos entrevista individual semiestruturada com gestores e
um ques onário para colaboradores. Também coletamos alguns dados junto à gestão do hospital, tais como índices de afastamentos médicos,
entrevistas de desligamento e acidentes de trabalho para melhor compor o efeito da alteração de escalas na a vidade profissional dos
colaboradores. Observamos que tais alterações repercutem na produ vidade, na percepção do rendimento no trabalho e da qualidade da vida
pessoal. A maioria das respostas dos entrevistados foi ao encontro da literatura revisada, sugerindo que a maioria dos impactos das mudanças
de escala na ro na de vida e no rendimento profissional são nega vos, afetando principalmente o convívio social, a saúde, a qualidade de vida, a
mo vação e a produ vidade. Percebeu-se que os profissionais buscam uma escala flexível de modo a atender, quando possível, necessidades
pessoais e profissionais. Os par cipantes também relataram buscar uma escala de trabalho estável e negociável com os gestores, de modo que
permita melhor administração do tempo e planejamento da ro na de vida fora do ambiente de trabalho.
danielliverdan@hotmail.com

90
Apresentações Orais
A28
EFEITOS DE UMA INTERVENÇÃO ONLINE COM ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: UM ESTUDO PILOTO
Gustavo Henrique Mar ns
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A par r da lacuna encontrada na literatura a respeito da existência de mecanismos que busquem auxiliar o estudante de Psicologia na escolha
pela área de estágios durante o curso, o presente projeto teve como obje vo testar os efeitos de uma intervenção online sobre a adaptabilidade
de carreira, a cristalização das preferências profissionais e os interesses profissionais de estudantes de Psicologia. Par ciparam da pesquisa 18
estudantes de Psicologia, todas do sexo feminino, do 7º e 8º semestre e com idades variando de 20 a 42 anos (M=26,89[DP=6,81]). Foram
aplicadas a Escala de Adaptabilidade de Carreira, o Inventário de Cristalização das Preferências Profissionais e a Escala de Interesses por Áreas da
Psicologia. O projeto foi subme do e aprovado pelo comitê de é ca, sendo assim foi dado início a coleta online. Os dados foram analisados por
meio das esta s cas descri vas dos instrumentos, tanto no pré quanto no pós teste, sendo comparadas as pontuações das par cipantes nos
instrumentos nas duas situações. Dentre os três construtos analisados, foi visto que na amostra geral a adaptabilidade diminuiu, a ni dez dos
interesses se manteve e a cristalização das preferências profissionais aumentou, comparando o pré e o pós teste. Entretanto, foi visto que as
pontuações das estudantes em adaptabilidade foram maiores que da amostra norma va, sendo ainda que mesmo após a diminuição, os
escores ainda con nuaram sendo maiores. Em relação a cristalização, este foi o construto que mais se diferenciou no pré e no pós teste, com
aumento na amostra geral. Sendo assim, este resultado fornece uma informação mais prá ca a respeito do nível de decisão que a estudante
entrou e saiu da intervenção, impactando certamente na sua escolha por áreas de estágio. Por fim, a intervenção mostrou alguns indícios da sua
eficácia, os quais devem ser também replicados em uma amostra maior e mais diversificada.
gustavoh.mar ns95@gmail.com

A29
A EXPERIÊNCIA DE TRABALHO DE JOVENS APRENDIZES, UMA ANÁLISE SOCIOCONSTRUCIONISTA
Camila Costa
Fabiano Fonseca da Silva
UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo, SP
A inserção na vida produ va é um dos processos que marca a transição para a vida adulta no desenvolvimento psicossocial de um indivíduo.
Uma experiência posi va de trabalho durante a adolescência favorece o amadurecimento social e aproxima os jovens de uma visão de trabalho
como possibilidade de reconhecimento social e de expressão da iden dade. No entanto, uma experiência nega va, pode reforçar estereó pos
nega vos e cristalizar percepções da a vidade laboral como sofrimento e sacri cio. O obje vo deste estudo foi inves gar a influência da
experiência laboral durante a adolescência na construção do projeto profissional de jovens aprendizes. Os dados foram levantados a par r de
entrevistas semiestruturadas com 10 jovens da faixa etária dos 16 aos 18 anos e residentes no estado de São Paulo. A abordagem teórica que
norteou a realização desta pesquisa foi o Socioconstrucionismo e a metodologia u lizada para analisar os dados foi a Análise de Conteúdo.
Verificou-se que a experiência de trabalho auxilia no amadurecimento social, na aquisição de novas habilidades e na realização de escolhas
profissionais, no entanto, as prá cas laborais não auxiliaram na construção do projeto profissional pelos adolescentes. A análise dos dados
ob dos mostrou que a experiência de trabalho na qual esses jovens estavam subme dos auxiliou na aquisição de habilidades consideradas
adequadas para o mercado de trabalho, no entanto, não se verificou a influência desta experiência na construção de seus projetos profissionais
futuro. Acredita-se que a explicação para este dado encontrado se deva ao fato de que as a vidades laborais exercidas por esses adolescentes
não proporcionaram uma reflexão sobre o mundo do trabalho, não possibilitaram o desenvolvimento de suas narra vas laborais e não os
ensinaram a formular projetos profissionais. Assim, concluiu-se que a experiência de trabalho, por si só, não auxilia na construção do projeto
profissional e que, para isso, é necessário um processo de Orientação Profissional.
camilapsico123@gmail.com

A30
A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO DISPOSITIVO DE RESSOCIALIZAÇÃO
Juliano Alves Babisqui
Roberta Scaramussa
FAP - Faculdade Pitágoras Linhares – Linhares, ES
Atualmente a população prisional no Brasil é de 607.731 mil pessoas, sendo que 250.094 (41%) estão em regime de privação total de liberdade,
com esse número o país encontra-se com a 4ª maior população prisional mundial. Este contexto tem levado pesquisadores a empreenderem
esforços para compreende-lo, bem como, as suas especificidades: jovens pobres e negros de baixa escolaridade além das questões voltadas à
ineficácia do sistema de cárcere. Pensando nessas questões, a orientação profissional foi vista como uma prá ca possível no cenário prisional.
Visando criar espaço para discu r quais seriam as estratégias possíveis para a reinserção social, por meio da formação profissional. Além de
preparar os internos para o Exame Nacional de Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade (ENEM-PPL). Haja vista que ingressar em um
curso superior ou profissionalizante era desejo unanime dos par cipantes. Para isso foi formado um grupo com 12 internos do regime fechado,
recluso no Centro de detenção e Ressocialização de Linhares (CDRL), com encontros mensais, que aconteciam de acordo com a disponibilidade
da segurança. U lizou-se técnicas próprias da orientação profissional tradicional, e os eixos centrais foram: autoconhecimento, família e
profissão. Além disso, formou-se parceria com uma escola par cular do município, que ofertou aulas preparatórias para o ENEM-PPL, e também
doou livros didá cos próprios para o exame. Com isso conseguiu-se discu r as nuances do processo de escolha profissional, levando em conta
as especificidades do encarceramento. Em síntese, pode-se perceber que há uma notória necessidade de olhar para os reclusos de liberdade de
forma obje va e humana, reconhecendo que eles precisam de um movimento de orientação para reestruturar seu plano de vida futuro. E a
orientação profissional contribui de forma significa va para os internos em regime fechado, de forma que os envolvidos neste projeto,
pretendem dar con nuidade a este movimento para o ENEM-PPL 2017.
julianobabisqui@hotmail.com

91
Apresentações Orais
A31
MATURIDADE PROFISSIONAL E ORDEM DE NASCIMENTO EM ADOLESCENTES EM DOIS PERÍODOS DE ORIENTAÇÃO DE CARREIRA
Dayane Barbosa
Lucy Leal Melo-Silva
FFCLRP-USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, SP
Estudos abordando as variáveis nível de “maturidade para escolha de carreira” ou “ordem de nascimento” são recorrentes no meio cien fico,
mas não foram encontradas inves gações sobre a relação entre os dois construtos. Assim, esse estudo obje va inves gar a relação entre o nível
de maturidade profissional e a ordem de nascimento em adolescentes que par ciparam de intervenções em um Serviço de Orientação
Profissional. Os dados foram ob dos por meio dos registros de atendimento em dois períodos: 2003-2008 e 2009-2013, sendo tratados pelo
programa esta s co IBM SPSS v. 22, conforme categorias de ordem de nascimento: filho único, primogênito, do meio e caçula; e períodos. As
amostras dos dois períodos foram cons tuídas respec vamente por 351 e 227 ex-usuários, sendo a maioria deles, em ambos os momentos, do
sexo feminino (74,4%; 73,1%), estudantes do 3ª ano do ensino médio e provenientes de escola par cular (78%). Os par cipantes responderam a
Escala de Maturidade Profissional (EMEP) de Neiva, antes e após a intervenção. A EMEP, além da Maturidade Total, também possui cinco
Subescalas: Determinação, Responsabilidade, Independência, Autoconhecimento, e Conhecimento da Realidade. No período de 2003 a 2008
foi realizada análise de variância, mas os resultados demostraram não haver diferença de maturidade profissional de acordo com a ordem de
nascimento. Já entre 2009-2013 foram encontradas diferenças significa vas entre os filhos únicos e caçulas (p=0,007; 0,011; 0,007; Anova “One
Way') e, primogênitos e caçulas (p=0,006, 0,002; 0,009; Anova “One Way'), nas subescalas Pré-Determinação, Pré-Autoconhecimento e Pré-
Maturidade Total. Na Pós-Independência a diferença foi entre primogênitos e caçulas (p=0,014; Kruskal-Wallis), e filhos do meio e caçulas
(p=0,012; Kruskal-Wallis). A diferença entre os resultados nos períodos analisados corrobora estudos que abordam mudanças no inves mento
parental, decorrente da redução do número de filhos. Outra hipótese possível seria a das mudanças no mundo do trabalho a vando o
desenvolvimento da maturidade profissional.
dayanebarbosa.19@gmail.com

A32
EXPERIENCIANDO A PRÁTICA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO FINAL DO ENSINO FUNDAMENTAL
Daiane Bocard do Couto
Carla Cris ne Vicente
UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Seropédica, RJ
A orientação profissional é um processo complexo que abarca a escolha profissional, questões de iden dade, singularidades do sujeito, seu
relacionamento com o entorno social e as interpretações que faz sobre este. Considerando o contexto social do Município de Seropédica,
organizado em torno da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, iden fica-se que a população local pouco acessa a universidade. Deste
modo, este trabalho obje vou inves gar o conhecimento e os interesses ocupacionais de alunos do 9º ano do ensino fundamental através de
uma experiência de intervenção com orientação profissional, que os aproximasse da universidade, contribuindo com o desenvolvimento da
comunidade. Os encontros foram realizados numa escola municipal, facilitados por estagiários de psicologia. Dois grupos de quinze alunos se
reuniram durante seis encontros, u lizando o método de intervenção em grupos psicoeduca vos, embasados na abordagem Fenomenológica
Existencial, a fim de que os par cipantes pudessem expressar seus conhecimentos sobre ocupações possíveis em seus contextos e suas
percepções sobre limitações. Também foram u lizadas dinâmicas de grupo para a ampliação de seus conhecimentos e possibilidades acerca das
profissões e da importância da construção de seus projetos de vida. A observação par cipante mostrou que os alunos apresentavam
desconhecimento do uso das novas tecnologias para o acesso ao conhecimento de ocupações, cursos, concursos e programas de incen vo ao
desenvolvimento profissional. Assim como também, desinteresse em acessar outros níveis de escolaridade, principalmente por falta de
incen vo e informação sobre as possibilidades de acesso. Durante o processo, os alunos manifestaram curiosidades sobre áreas de atuação,
ins tuições disponíveis para formação profissional, iden ficação de habilidades associadas as profissões que faziam sen do dentro de seus
contextos de referência e o surgimento de ideias empreendedoras. Considerou-se que é viável e necessário iniciar precocemente a intervenção
sobre escolha profissional a fim de favorecer a composição do projeto de vida e a ascensão socioeducacional.
daianebocard@gmail.com

A33
A ESCOLHA DA CARREIRA NA ADAPTAÇÃO ACADÊMICA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO EM GRUPO
Daiane Bocard do Couto
Carla Cris ne Vicente
UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – Seropédica, RJ
Inúmeros fatores podem desfavorecer o enfrentamento das dificuldades de adaptação no início da graduação. A escolha da carreira é um desses
fatores, considerando que nem sempre o estudante, ao se deparar com a realidade do curso universitário escolhido, se iden fica com seus
métodos e habilidades envolvidas. Uma vez que o indivíduo não consiga lidar com fatores envolvidos no processo de adaptação acadêmica,
consequências prejudiciais podem se manifestar, podendo chegar a evasão. Obje vou-se verificar se a ampliação da consciência sobre a escolha
da carreira permi ria melhor adaptação acadêmica. Este estudo experimental, longitudinal foi composto por duas fases. Par ciparam 24
estudantes entre 18 e 29 anos, do primeiro período do curso de psicologia, escolhidos aleatoriamente dentre um grupo de voluntários. Os
par cipantes foram divididos em dois grupos de 12 pessoas, chamados de grupos A e B. O grupo A foi composto por alunos que frequentaram
semanalmente um Grupo de Adaptação Acadêmica Com Foco na Escolha da Carreira (GAAEC). O grupo B funcionou como grupo controle.
Ambos os grupos, responderam o Ques onário de Vivências Acadêmicas reduzido – QVAr, em dois momentos, antes e depois do grupo A
par cipar do GAAEC. Foram realizados 8 encontros sob a orientação Fenomenológica Existencial. A análise dos dados comparou os resultados
entre os 1º e 2º momentos, e entre os grupos A e B. Apesar de não ter sido encontrada diferença significa va entre os momentos, no 2°
momento foi possível observar uma tendência de elevação na adaptação a carreira, na qual os par cipantes no GAAEC, tenderam a se perceber
mais asser vos em relação a escolha de seu curso, demonstrando bons sen mentos em relação ao mesmo, inversamente ao grupo B. Conclui-se
que refle r e envolver-se com a prá ca de um modelo de intervenção da carreira escolhida, e obter suporte de pares, oportunizou uma melhora
na adaptação acadêmica.
daianebocard@gmail.com

92
Apresentações Orais
A34
ASPECTOS CONSIDERADOS NA ESCOLHA DE CURSO / PROFISSÃO E REORIENTAÇÃO DA CARREIRA PROFISSIONAL POR ESTUDANTES DE
PSICOLOGIA
Fabíola Machado Guedes
Marilene Zimmer
Carolina da Silva Santos
FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS
O obje vo dessa pesquisa foi inves gar e elencar os fatores que são considerados para escolha de curso/profissão e reorientação de carreira de
estudantes dos cinco anos de formação de um curso de Psicologia em uma Universidade Federal do Sul do Brasil. Trata-se de um estudo
exploratório de caráter qualita vo e foram seguidos os procedimentos é cos conforme Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, cujo
projeto foi aprovado pelo Comitê de É ca da Universidade. Os 102 par cipantes responderam a um ques onário, incluindo questões sobre
dados sociodemográficos, mo vações para cursar Psicologia, bem como aspectos que foram considerados para a tomada de decisão de escolha
do curso/carreira, após a submissão da assinatura no termo de consen mento livre esclarecido. As respostas foram organizadas em tabelas para
categorização a par r da análise de conteúdo. Logo, realizou-se a análise dos resultados sociodemográficos e das questões categorizadas a
par r de cruzamentos esta s cos com a u lização do so ware SPSS e, posteriormente os resultados foram relacionados com a revisão da
literatura. O estudo indicou que muitos par cipantes já completaram uma ou mais graduações ou tem vida profissional estabilizada. Constata-
se que, alguns já iniciaram anteriormente outros cursos de graduação, sem termina-los, antes de iniciar o curso de psicologia. A escolha pela
profissão psicologia foi apontada pela sa sfação pessoal e ajuda ao próximo. A pesquisa permi u verificar os aspectos menos observados pelos
jovens antes te fazer a escolha profissional são: dificuldades econômicas, sociais e geográficas como obstáculos para concre zação do curso;
formação de um projeto de vida; oportunidades no mercado de trabalho e o contexto econômico da localidade onde pretende-se atuar;
reflexão sobre quais são as potencialidades e as dificuldades emocionais para chegar até o final do curso. Os resultados propiciaram suporte
teórico e banco de dados para uma futura intervenção ou pesquisa sobre orientação profissional nos estudantes de graduação.
fabimguedes@hotmail.com

A35
A TEORIA LIFE DESIGN NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA
Carlos Renato Salmen
Carlos Roberto dos Santos
Shyrlleen Chris eny Assunção Alves
UNILESTE - Centro Universitário do Leste de Minas Gerais - Coronel Fabriciano, MG
Este relato de pesquisa é resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso em Psicologia, que teve como finalidade contextualizar o surgimento
da teoria do Life Design na orientação profissional e de carreira, bem como, iden ficar e aplicar os processos e métodos que a compõe. Através
de um relato de atendimentos em Orientação Profissional desenvolvido em uma clínica escola do curso de psicologia. Fundamentou-se no
modelo de construção da vida, a metodologia adotada envolveu sessões de atendimento clínico individual com 4 jovens de ambos os sexos,
faixa etária entre 16 a 41 anos, a fim de abordar a relação entre a escolha profissional e a história de vida do indivíduo. O processo de Orientação
Profissional permi u o levantamento de informações relevantes acerca da historicidade dos par cipantes, através da aplicação de testes
psicológicos, entrevistas psicológicas e técnicas que corroboram para a compreensão da relação entre a história de vida e a escolha das
competências e a vidades laborais que estão ligadas as suas caracterís cas, a fim de possibilitar para os orientandos segurança em sua escolha
profissional. No decorrer dos atendimentos, os par cipantes emi ram suas opiniões, valores, crenças e sen mentos a respeito dos temas
abordados. Ao final do processo percebeu-se uma ampliação do autoconhecimento dos orientandos no que se refere as suas prioridade,
interesses e valores. Essa tomada de consciência conferiu aos orientandos segurança no processo de decisão e escolha profissional e de carreira
dando respostas consistentes às suas demandas iniciais. Acredita-se que as intervenções possibilitaram a construção de reflexões, maior
compreensão acerca da historicidade de cada orientando e sua relação com o mundo laboral. Tal prá ca permi u a aplicabilidade da teoria Life
Design, além de possibilitar a aquisição de uma nova experiência no que se refere à orientação profissional e de carreira.
shyrlleen@yahoo.com.br

A36
A RE-ESCOLHA PROFISSIONAL: UM ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS EM SUA REOPÇÃO DE CURSO
Deicy Maria Campos
Jonathan Henrique de Melo Maia
Shyrlleen Chris eny Alves
UNILESTE - Centro Universitário do Leste de Minas Gerais - Coronel Fabriciano, MG
Dentre as muitas escolhas que os jovens realizam no percurso de suas vidas, uma delas é permeada por muitas incertezas e dificuldades: a
escolha profissional. A ausência de autoconhecimento, de uma avaliação sobre o mercado de trabalho e os fatores influenciadores da escolha
profissional, podem mo var o processo de re-escolha profissional devido a insa sfação com a primeira opção de graduação. Este estudo teve
como finalidade explicitar os mo vos que influenciam a re-escolha profissional em graduandos de um centro universitário. Foi realizada uma
pesquisa empírica, qualita va, exploratória com 14 universitários que responderam a um ques onário, o critério para par cipação era ter
cursado pelo menos dois períodos da primeira graduação, ter desis do e iniciado uma nova, ou ainda ter concluído a primeira graduação e estar
cursando a segunda. Em relação a trajetória acadêmica dos universitários destacam-se o desenvolvimento interpessoal e a aquisição de
conhecimentos, alguns iniciaram a segunda opção de curso assim que trancaram o primeiro. A desistência do primeiro curso foi mo vada pela
falta de oportunidades no mercado de trabalho e por insa sfações com a metodologia de ensino na primeira graduação. O aspecto facilitador da
segunda escolha decorre que alguns estudantes trabalhavam na área do curso de graduação. A principal mudança ocorrida entre a primeira e a
segunda escolha é a autopercepção de maturidade em relação ao futuro profissional. Entende-se que vários aspectos mo vam a re-escolha
profissional, ressalta-se que a maioria dos universitários a vê de forma posi va, sa sfatória e aponta ter certeza sobre a escolha atual. Conclui-se
que a escolha profissional é mul determinada, sendo influenciada por mo vações, convicções e desejos de quem a realiza, pela opinião da
família e de amigos da escola, do mercado de trabalho e da sociedade. Alguns par cipantes relataram que ao responder o ques onário,
refle ram sobre aspectos da escolha profissional que nunca haviam pensado a respeito.
shyrlleen@yahoo.com.br

93
Apresentações Orais
A37
OS DESAFIOS DA REORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UM ESTUDO DE CASO
Rita Helena Gonçalves Nani
Anna Beatriz Vieira Caramelo Pequeno de Albuquerque do Carmo
IBMR - Laureate - Centro Universitário do Ins tuto Brasileiro de Medicina -Rio de Janeiro, RJ
A reorientação profissional possui como um dos obje vos auxiliar o indivíduo a realizar a ruptura com a an ga área e oferecer subsídios para
fazer uma nova escolha respondendo às necessidades legí mas e concretas do momento em que se está vivendo. O obje vo desse trabalho é
chamar a atenção para os aspectos peculiares que permeiam o processo de reorientação profissional, que acabam colocando em questão toda
uma trajetória e aposta de muitos anos e a implicação no desejo de se lançar em um novo caminho completamente desconhecido e incerto. No
estudo de caso apresentado, A., 45 anos, mostrou-se uma adulta insa sfeita com o seu trabalho na área Cível do Direito, na qual atuou por quase
20 anos. Apresentou-se inicialmente interessada à descoberta de novas profissões ou na busca de uma nova área dentro de sua formação. Ao
longo do processo foram realizadas dez sessões, intercalando técnicas que es mulam o autoconhecimento, reflexões sobre a escolha em si,
informações profissionais, além de dois testes psicológicos (de personalidade e interesse). Até o momento da apresentação das profissões que
combinariam com os interesses da orientanda realizada no oitavo encontro, A. posicionou-se como aberta à escolha de uma área diferente de
sua formação inicial. Porém, quando se viu diante da pesquisa das grades curriculares de novos cursos, refle ndo sobre os desafios que
enfrentaria ao começar uma nova graduação, recuou e resolveu tentar outra área, mas ainda dentro do Direito: a mediação. Percebe-se que
quando se trata de re-escolha profissional, pode exis r certa dificuldade de rompimento com a trajetória que já foi construída até o momento.
Diante da ruptura completa com a área que a havia acompanhado até então, A. experimentou o medo do desconhecido, do incerto e resolveu
optar por um rearranjo dentro da sua área de formação.
rita_nani@hotmail.com

A38
FATORES DE PROTEÇÃO EM ESTUDANTES BOLSISTAS DO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS
César Leonardo Karnal
Janine Kieling Monteiro
Anelise Schaurich dos Santos
Grace Oliveira dos Santos
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - São Leopoldo, RS
A aprovação no exame nacional para entrada na universidade e no Programa Universidade para Todos (ProUni) não são suficientes para a
manutenção e finalização da graduação no Brasil, uma vez que os estudantes têm de administrar adversidades durante o curso superior. Tais
dificuldades são mais facilmente superadas diante do auxílio de algumas pessoas e situações, contribuindo para a diminuição da evasão. Este
estudo obje vou caracterizar os fatores de proteção para cursar uma graduação em estudantes bolsistas do Programa Universidade para Todos
provenientes de uma Ins tuição de Ensino Superior privada do Rio Grande do Sul. Foram pesquisados 13 alunos por meio de grupos focais.
Analisaram-se as informações a par r da análise de conteúdo. Resultados destacaram a família como fator de proteção pelo apoio e incen vo
concedidos aos alunos para o ingresso na graduação. Os jovens afirmaram que é necessário se planejar e ter determinação para finalizar a
graduação, pois essa pode fazer diferença nas suas vidas. Palavras-chave: Estudantes universitários; Evasão; Programas educacionais.
angelicasc@unisinos.br

A39
PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DO AIP – AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS EM UMA AMOSTRA DE MINAS GERAIS
Pedro Arthur Roldi-Fernandes
Elizabeth do Nascimento
Daniel Affonso Vasconcelos
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte, MG
Inventários de interesses profissionais vêm sendo desenvolvidos desde o início do século XX para auxiliar os jovens a tomar a importante decisão
de escolha de curso e carreira (Rounds & Su, 2014). Os interesses de uma pessoa são fundamentais para o processo de desenvolvimento de
carreira, visto que as pessoas tendem a procurar ambientes nos quais possam expressar seus interesses (Holland, 1997). O obje vo do presente
estudo foi analisar as propriedades psicométricas do AIP – Avaliação dos Interesses Profissionais com base em uma amostra de Minas Gerais.
Responderam ao AIP 436 alunos do ensino médio, sendo 236 mulheres, com idade média de 16,36 anos (DP = 1,65), variando entre 14 e 25 anos.
A análise da consistência interna (Alfa de Cronbach) dos 10 campos de interesses cobertos pelo AIP revelou índices iguais ou superiores a 0,75.
Os índices mais altos ( & #945; = 0,90) encontrados foram em Campo/Físico Matemá co (CFM) e Campo Biológico/Saúde (CBS), enquanto os
mais baixos ( & #945; = 0,75) foram no Campo Comunicação/Persuasão (CCP) e Campo Simbólico/Linguís co (CSL). A medida KMO de
adequação amostral mais alta encontrada foi em CFM (0,92), e a mais baixa em CCP (0,75). A análise dos componentes principais (ACP) para
exploração da estrutura interna revelou a presença de múl plos componentes em quase todos os campos. Essa análise dos campos era
parcialmente esperada tendo em vista que alguns deles apresentaram itens pouco discrimina vos (correlação item-total corrigida < 0,3). Os
resultados sugerem que, embora o AIP seja um teste apropriado para inves gar interesses profissionais, alguns de seus itens parecem estar
pouco alinhados com os respec vos campos, o que requererá novos estudos aprofundados em prol do alcance de uma versão revisada.
pedroroldi@gmail.com

94
Apresentações Orais
A40
MATURIDADE E ENGAJAMENTO NO USO DE UMA MULTIPLATAFORMA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Érica da Costa Garcia Canal
Gilber Rebelo da Silva Machado
Rafael Tuguiu Almenara Andaku
Kuau - Kuau - Mul plataforma de Orientação Profissional – Vitória, ES
A demanda pela escolha profissional muitas vezes chega antes da maturidade do jovem para escolher, são necessárias a tudes de
responsabilidade, independência e determinação, além de autoconhecimento e conhecimento do mundo do trabalho. Por meio do Kuau, uma
mul plataforma on line de informações sobre a realidade socioprofissional, o estudante pode ter acesso a depoimentos em vídeos de
estudantes, profissionais recém-formados e profissionais experientes, abordando informações sobre curso, atuação profissional e mercado de
trabalho. O obje vo desse estudo é analisar o engajamento de jovens de trinta escolas na u lização do Kuau, empregando-se como método a
realização de entrevistas e grupos focais. Como resultado preliminar, verifica-se o impacto da responsabilidade e do autoconhecimento no uso
da plataforma. Os jovens que se engajaram estavam preocupados com a escolha profissional e já nham em mente alguns cursos, vendo o Kuau
como um meio para saber mais sobre as profissões e avaliar afinidades. U lizaram a plataforma para explorar informações sobre cursos pouco
conhecidos; aprofundar informações sobre profissões já conhecidas; comparar cursos; decidir. O uso da plataforma também impactou a
maturidade, aumentando principalmente o conhecimento sobre a realidade socioprofissional e influenciando a tudes de independência e
determinação. Ao ver as profissões de maneira mais detalhada, jovens ganharam argumentos para refutar opções projetadas por outros
significa vos, relatando sen rem-se mais seguros em relação a escolhas pessoais. Esses resultados corroboram com estudos que sugerem o
es mulo ao autoconhecimento e à responsabilidade na primeira e segunda séries do ensino médio, e que propõem o incen vo ao
conhecimento da realidade socioprofissional na terceira série. Conclui-se, dessa forma, que os fatores da maturidade para escolha profissional
se inter-relacionam, podendo impactar e serem impactados pelo uso de ferramentas on line de orientação profissional. Sugere-se o
aprofundamento dos estudos que relacionem maturidade e engajamento na escolha profissional.
ericadacostagarcia@gmail.com

A41
KUAU: A TECNOLOGIA A SERVIÇO DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Érica da Costa Garcia Canal
Gilber Rebelo da Silva Machado
Rafael Tuguiu Almenara Andaku
Kuau - Kuau - Mul plataforma de Orientação Profissional – Vitória, ES
A Orientação Profissional pode ser entendida como uma intervenção que obje va facilitar o processo de escolha profissional. Como forma de
facilitar esse processo, criou-se o Kuau, uma mul plataforma on line de entrega de informações sobre a realidade socioprofissional. O presente
trabalho obje va apresentar essa ferramenta, descrevendo sua u lização por alunos de ensino médio de trinta escolas do Espírito Santo. A
proposta tecnológica da plataforma é baseada no microlearning, toda jornada de conteúdo e reflexão é dividida em pequenas pílulas que são
oferecidas de forma progressiva e conforme o interesse do estudante. O obje vo é oferecer um método estruturado para apoiar a escolha da
profissão, e deixar os jovens livres para u lizarem a tecnologia de maneira intui va. Atualmente são disponibilizados no Kuau conteúdos sobre
vinte cursos. Para cada curso há vinte e quatro depoimentos em vídeos de universitários, profissionais recém-formados e profissionais mais
experientes, abordando conteúdos sobre curso universitário, atuação profissional e mercado de trabalho, apresentando peculiaridades e
possibilidades de carreira em diferentes campos de atuação. Por meio da análise das informações disponíveis no banco de dados da plataforma,
verificou-se que quarenta e dois por cento dos alunos u lizaram os códigos de acesso à plataforma, com maior engajamento por parte dos
alunos da terceira série do ensino médio. Noventa por cento dos jovens que acessaram a plataforma assis u a vídeos de até três cursos, sendo
que medicina, direito e psicologia foram os cursos mais assis dos. Verificou-se também uma maior visualização dos vídeos protagonizados por
estudantes e jovens profissionais. Já entre os conteúdos mais acessados, destacam-se os vídeos sobre as matérias e as ro nas do curso e sobre a
história de vida dos profissionais. O estudo buscou apresentar como novas tecnologias podem ser incorporadas às prá cas de orientação
profissional, facilitando o processo e lançando luz sobre o comportamento de escolha profissional.
ericadacostagarcia@gmail.com

A42
CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA ESCOLAR CRÍTICA NA AMPLIAÇÃO DA REFLEXÃO DE ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA
Guilherme Siqueira Arinelli
Vera Lúcia Trevisan de Souza
PUC-Campinas - Pon cia Universidade Católica de Campinas, SP
Ao assumir a Psicologia Histórico-Cultural como base teórico-metodológica, compreendemos que a orientação profissional é um processo de
promoção de desenvolvimento e não um fim, enquanto lugar a se chegar. A par r disso, o presente trabalho apresenta-se como um recorte de
uma dissertação de mestrado, norteada pela seguinte pergunta: que estratégias o psicólogo pode u lizar na escola para contribuir com a
reflexão dos jovens sobre futuro, trabalho e profissão? Tendo como finalidade inves gar o potencial de ações do psicólogo na escola que se
cons tuam como promotoras de uma reflexão sobre profissão e futuro. A pesquisa-intervenção foi desenvolvida junto a estudantes do 1º ano
do Ensino Médio de uma escola pública estadual, localizada no interior de São Paulo. Foram realizados encontros semanais que envolveram a
apreciação e produção de diferentes materialidades ar s cas, a saber: filmes, fotografias, pinturas, desenhos, etc. Os resultados preliminares
revelaram que quando ques onados sobre a concepção de si e do que os representa, os estudantes referenciaram principalmente suas famílias,
expondo os laços afe vos estabelecidos. Em conclusão, observou-se ainda que nas respostas trazidas pelos jovens, a relação com o mundo do
trabalho apareceu de forma incipiente, porém quando evidenciada, se manifestou como principal meio de acesso a bens de consumo e
independência financeira. O uso de diferentes materiais ar s cos, durante as intervenções, evidenciou-se como um instrumento importante na
produção de interesse e engajamento dos jovens nas a vidades propostas.
gsarinelli@gmail.com

95
Apresentações Orais
A43
PROJETO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL "EU NO MUNDO": #PROFISSÃO #ESCOLHA #FUTURO
Juliana Kunz Silveira
Camila Caroline Moreira Ferreira
Guilherme Caetano Braga
Maraike Klimmek Marschall
Caroline Antunes Gomes
Thamires Gonçalves
Rafaela da Costa Böge
Gabriela Souza Rocker da Silva
Alessandra Giovana Rocha
Camila Lawrence Campos
Ana Paula Mendes da Fonseca
FGG - Faculdade Guilherme Guimbala – Joinville, SC
Imbricados no mundo do trabalho e do consumo os jovens “escolhem” caminhos profissionais diversos diante da complexidade social. Como
forma de acesso ao mundo do trabalho o jovem se lança na busca de uma tulação técnico-cien fica especializada e neste caminho encontra o
Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Vale lembrar que em 1998 o Governo Federal criou o ENEM como instrumento para avaliar o
desempenho dos estudantes no término da educação básica e a par r de 2009 medidas governamentais incen varam seu uso no processo de
alocação dos candidatos às vagas do ensino superior. A par r deste contexto, apresenta-se o recorte de uma pesquisa em andamento que tem
por obje vo sensibilizar jovens acerca de suas escolhas profissionais. Par cipam deste estudo 25 jovens alunos de um curso preparatório para o
ENEM da cidade de Joinville/SC. A pesquisa integra o projeto de extensão denominado “Eu no Mundo” que ocorre nas dependências da
Faculdade Guilherme Guimbala- FGG. O projeto conta com a par cipação de 10 alunos do curso de Psicologia e uma professora supervisora. A
metodologia de orientação profissional grupal tem se mostrado um método eficiente para sensibilização dos jovens diante da escolha
profissional. A par r da organização de 8 encontros grupais e 2 encontros individuais, os jovens par cipam de a vidades e técnicas para que
possam despertar reflexões sobre autoconhecimento, consciência acerca da realidade profissional e dos cursos de graduação. Como resultados
e conclusões preliminares percebe-se a tensão em que os jovens encontram-se devido à pressão exercida pela família e pelos meios de ensino
(entende-se aqui escola e o próprio preparatório) em relação aos seus desempenhos no ENEM. Os jovens demonstram interesse acentuado nas
discussões que trabalham a questão da ansiedade diante ao exame e informações sobre os cursos de graduação existentes na cidade e em suas
proximidades.
julianaksilveira@gmail.com

A44
QUESTÕES TRANSFERENCIAIS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Patricia Amaral Mo a
Ins tuto do Ser - Florianópolis, SC
O presente trabalho obje va demonstrar a experiência vivida ao final de minha formação em Orientação Profissional onde foram realizados
atendimentos a adolescentes em processo de primeira escolha profissional com o intuito de desenvolver o que Bohoslavsky nomeia como
“diálogo com a situação”. Par mos do enquadre Junguiano para dialogar, dentre tantos aspectos, com a subje vidade que ambos – orientador e
orientando – viveram e experimentaram durante o desenvolvimento do trabalho. Nesse processo - ideias, comportamentos, a tudes e
sen mentos, possibilitaram a oportunidade de orientar, constantemente, a direção do trabalho de forma a favorecer aos adolescentes e ao
orientador uma conexão enriquecedora com seu mundo interno. O obje vo deste trabalho foi contribuir para a compreensão dos fenômenos
transferenciais e contra transferenciais que ocorreram de forma dinâmica durante os encontros com os adolescentes de modo que o orientador
pudesse fazer intervenções que facilitassem a construção de vínculos. O trabalho foi desenvolvido em grupo e individualmente, em consultório,
com orientandos com idade entre 15 e 17 anos e oriundos de escolas públicas do Rio de Janeiro. Serão apresentados recortes dos encontros que
assinalaram a importância das questões transferenciais vivenciadas no contexto da OP. As intervenções feitas a par r da observação dos
aspectos transferenciais resultaram numa melhor compreensão das dificuldades que interferem na construção de vínculos com os orientandos
durante o processo. Questões rela vas à imaturidade, dependência, ambiguidade, onipotência, entre outros, puderam ser trabalhados
gerando mudanças de a tude, bem como, maior par cipação e vinculação com a escolha profissional. Integrar uma proposta de Orientação
Profissional ar culada à experiência subje va vivenciada na dinâmica transferencial cons tuiu-se uma fonte importante de critérios para
melhor encaminhamento do trabalho. Foram observadas possibilidades de superação das dificuldades na construção de vínculos
transferenciais de grande importância para a facilitação do processo.
pmo apsi@gmail.com

A45
A PREPARAÇÃO DE JOVENS UNIVERSITÁRIOS PARA A INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
Andreza Almeida Alves e Oliveira
Tereza Glaucia Rocha Matos
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Atualmente no Brasil pouco se tem discu do sobre o processo de inserção de universitários no mercado de trabalho. Em sua maioria, os jovens
graduandos encontram-se despreparados para a atuação profissional. No contexto da universidade, os jovens enfrentam dificuldade de
transição para o mercado e se deparam com situações como a falta de preparo para as decisões, de orientação quanto às escolhas, de vagas de
emprego e de boas condições de trabalho. Com isso, este trabalho teve como obje vo conhecer a preparação de jovens universitários para a
inserção no mercado de trabalho. Realizou-se um grupo focal com estudantes de IES pública e privada. Ao todo foram cinco jovens que cursavam
a par r do penúl mo semestre da graduação. Os dados coletados subme dos a análise de conteúdo resultaram em quatro categorias: a
importância da experiência prá ca na transição da universidade para o mercado de trabalho; as escolhas feitas ao longo do percurso acadêmico;
o suporte oferecido pela IES nesse momento de transição; e o projeto profissional. Os resultados mostram que os par cipantes concordaram ser
de grande importância a aprendizagem prá ca para um bom preparo profissional. Relataram sobre o pouco ou nenhum apoio das IES quanto a
esse momento de transição no que diz respeito a cursos, palestras ou programas sobre desenvolvimento profissional. E, por fim, os jovens
assumiram não saberem como elaborar um projeto profissional que dê norte para seus obje vos de profissão. Em conclusão, a pesquisa
apontou como sendo uma necessidade dos jovens a organização de suas escolhas e ações para uma melhor inserção no mercado, embora eles
não saibam como realizá-la. Concluiu-se também que o papel de suporte das IES aos graduandos é de grande relevância nesse período de
construção da carreira.
dezaalmeida@yahoo.com.br
96
Apresentações Orais
A46
O PAPEL DA ESCOLA E DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESCOLHA PROFISSIONAL REALIZADA POR JOVENS UNIVERSITÁRIOS
Mauro Sergio Felix Junior - IBMR - Centro Universitário Hermínio da Silveira - Rio de Janeiro, RJ
Marcio Ferreira Bezerra - UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio - Duque de Caxias, RJ
O ingresso em uma carreira profissional é um dos processos mais importantes da vida e, na maioria das vezes, ocorre com a escolha de um curso
de graduação, quando ainda se é jovem e não tem muitas informações claras a respeito da formação e do mercado de trabalho. Nesse sen do, o
presente estudo tem por obje vo inves gar como é feita a escolha de um curso profissional, a importância de um programa de orientação
profissional e o papel das escolas. A fim de desenvolver esta análise, no referencial teórico é apresentada uma revisão da literatura acerca da
orientação profissional na perspec va sócio-histórica, do processo de escolha da profissão e da influência das escolas neste processo. A
pesquisa foi realizada em caráter quan ta vo, através de ques onários online, com jovens estudantes do primeiro período de graduação de um
centro universitário privado, em que foram inves gadas questões como importância de um programa de orientação profissional, par cipação
da escola na escolha do curso superior, suas influências externas e desafios na escolha da profissão. Os resultados apontam, principalmente,
92% acredita que um programa de orientação profissional é importante ou essencial na escolha do curso de graduação, ainda sim, 81% dos
alunos não passaram por um. Para 74%, a escola não ajudou e assim, 44% apontou teve medo de tomar a decisão errada na hora da inscrição no
ves bular. Conclui-se que a falta de conhecimento dos estudantes sobre a carreira e tudo que se desenvolve a par r dela, pode ter
consequências nega vas como a sua desistência, insa sfação, frustração ou mesmo a formação de um mau profissional. O apoio escolar ou a
busca por um profissional, podem se tornar fatores de grande significância nesse processo.
maurofelix.jr@gmail.com

A47
APOSENTADORIA E SAÚDE MENTAL: REFLEXÕES SOBRE A CARREIRA POLICIAL MILITAR E APOSENTADORIA
Lucelia Jacques de Moraes
Jucimara ZacariasMar ns Silveira
UNIGRAN Capital – Campo Grande, MS
Introdução: O trabalho policial apresenta caracterís cas peculiares que tornam relevante a exploração dessa informação, sobretudo no que se
refere ao desenvolvimento de futuras estratégias de promoção da saúde nesta ins tuição. Planejar sobre aposentadoria requer reflexões
ins tucionais e cien ficas quanto ao processo inerente a condição do profissional e impactos na saúde sica e mental. Obje vos: Compreender
os aspectos relacionados aos mo vos que levam ao retorno do policial à a vidade; analisar os impactos da aposentadoria na saúde mental e
discu r a importância das medidas preven vas e interven vas ins tucionais e na área da Psicologia. Método: Trata-se de um estudo
exploratório-descri vo no método qualita vo. Para a coleta de dados foi u lizada uma entrevista semidirigida com 10 policiais aposentados na
carreira da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, realizada no âmbito da Polícia Militar. Resultados: No período de 2015 a 2017 na ins tuição
Policial Militar – MS, uma quan dade de policiais aposentaram-se e logo após retornaram a carreira. Dentro desta dinâmica torna-se necessário
compreender as angús as, expecta vas e como vivenciam a necessidade de retornar à carreira. Observou um número elevado de policiais que
retornaram, com diversos mo vos, que a aposentadoria pode impactar a percepção das condições de vida, o significado do trabalho. Esses
dados podem indicar que o policial não está com uma boa aceitação quanto ao processo de aposentadoria, e ainda na ins tuição não há um
programa que visa a preparação para desligar-se da carreira, aposentar-se com bem-estar subje vo. Conclusão: Conclui-se que a carreira
policial es mula esse profissional a vivenciar a vamente a sua função - seja sica, emocional e social, porém interromper abruptamente e sem
um planejamento prévio e con nuado pode incidir em prejuízos individuais e cole vos. Portanto, visualiza-se a necessidade de esforços
ins tucionais para inves r em um programa de apoio aos policiais que obje va ser um espaço para discussões, preparação e suporte à
aposentadoria.
lujacquesm.ljm@gmail.com

A48
AVALIAÇÃO DO BEM-ESTAR SUBJETIVO DOS APOSENTADOS NA CARREIRA POLICIAL MILITAR - MS
Lucelia Jacques de Moraes
Jucimara ZacariasMar ns Silveira
UNIGRAN Capital – Campo Grande, MS
O trabalho policial apresenta caracterís cas peculiares que tornam relevante a exploração dessa informação, sobretudo no que se refere ao
desenvolvimento de futuras estratégias de qualidade de vida dos aposentados desta ins tuição. No que tange a reflexões sobre a ocupação de
policial, o processo de aposentadoria, o bem-estar subje vo e os impactos psicológicos resultantes da dificuldade de adaptação frente ao
rompimento com a ocupação de policial. Obje vos: Compreender os aspectos relacionados à carreira de policial militar e a aposentadoria; e
avaliar o bem-estar subje vo de policiais aposentados. Método: Foi realizado um estudo exploratório-descri vo, a par r de um estudo de caso
com análise quan ta va-qualita va, com 10 policiais aposentados na carreira da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (MS). Resultados:
Observa-se um aumento nos processos de aposentadoria de policiais militares do MS, de indivíduos que ainda estão em uma fase muito
produ va e que podem vivenciar processos de angús as e sofrimento diante da aposentadoria. Quantos aos dados quan ta vos obtêm-se
indicadores próximos da média de sa sfação de vida, afetos posi vos e afetos nega vos. Em relação a análise qualita va percebe-se muita
insa sfação com as condições oferecidas de trabalho e de estruturação da carreira do policial, que pode afetar a sa sfação e sen do de vida.
Verifica-se que as estratégias de enfrentamento são mais adapta vas nos policiais que apresentam maiores indicadores em sa sfação de vida,
afetos posi vos e sen do de vida. Conclusão: Conclui-se que é de extrema necessidade discu r dentro da carreira de policial militar temas
relacionados ao planejamento para a aposentadoria, sa sfação e sen do de vida. Nesse sen do, relacionando-se aos projetos, percepções e
possibilidades pessoais, aderir hábitos mais saudáveis e reconfiguração familiar, condições para adaptação às mudanças vivenciadas.
lujacquesm.ljm@gmail.com

97
Apresentações Orais
A49
TRABALHO NA APOSENTADORIA: UM ESTUDO COM SERVIDORES DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL
Samantha de Toledo Mar ns Boehs - UFPR - Universidade Federal do Paraná – Curi ba, PR
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
Jeovani Schmi - IFSC - Ins tuto Federal Catarinense – Blumenau, SC
Com a chegada da aposentadoria, teoricamente o trabalho deixaria de ser a referência central na vida das pessoas, entretanto, na prá ca, essa
desvinculação não acontece de maneira tão simples. A iden dade de trabalhador, construída no decorrer da carreira, muitas vezes, con nua a
acompanhar o indivíduo na aposentadoria. Algumas estratégias têm sido u lizadas pelos órgãos governamentais e pelos trabalhadores para o
enfrentamento da possível ausência do trabalho, a exemplo, a oferta de Programas de Preparação para a Aposentadoria. Especificamente no
setor público brasileiro, as Portarias no 1.261, de 05 de maio de 2010, e no 3, de 25 de março de 2013, da Secretaria de Recursos Humanos, do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, estabelecem a orientação para a aposentadoria vinculada às ações de referência em saúde
aos servidores públicos federais. A presente pesquisa, de caráter quan ta vo, foi realizada com servidores públicos aposentados de uma
Universidade Federal do Brasil e teve como obje vo inves gar, por meio da aplicação de ques onários, os mo vos que levavam esses servidores
a retornarem ao trabalho como par cipantes de um programa de disseminação do conhecimento sênior oferecido pela ins tuição.
Par ciparam da pesquisa 118 servidores que estavam aposentados. A análise dos dados foi feita com a u lização do so ware Sta s cal Package
for Social Science for Windows (SPSS), versão 17. A par r dos resultados da pesquisa, iden ficou-se que o retorno ao trabalho após a
aposentadoria tem sido mo vado, especialmente pela busca do sen mento de u lidade, maior convívio social, desejo de ocupar o tempo
ocioso e realização pessoal. Embora o mo vo financeiro também tenha sido significa vo nas respostas, verificou-se a prevalência dos mo vos
psicológicos e sociais, o que vem confirmar a importância das referências iden tárias conferidas pelo trabalho e a importância da orientação
para a aposentadoria como estratégia facilitadora da adaptação e bem-estar psicológico nessa fase da vida.
profsamantha.toledo@gmail.com

A50
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO MUNDO DO TRABALHO ENTRE JOVENS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Simone Regina dos Reis Nunes
Giovana Ilka Jacinto Salvaro
UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense – Criciúma, SC
Este estudo inves ga como os/as jovens estudantes do Ensino Médio representam o mundo do trabalho. Os estudos são parte de uma pesquisa
de mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico – PPGDS, da Universidade do Extremo Sul
Catarinense – UNESC, e originaram-se no projeto de extensão Cinema, Papo e Profissão, coordenado por uma das autoras na Universidade
Luterana do Brasil – ULBRA – Campus Torres, curso de Psicologia. O projeto realiza um serviço de Orientação Profissional com estudantes do
terceiro ano e, no que diz respeito à pesquisa, tem como principal obje vo compreender como se configura o mundo do trabalho e quais as
representações sociais produzidas por jovens estudantes do Ensino Médio de escolas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa
Catarina. Os municípios escolhidos são localidades onde o projeto acontece. A coleta dos dados, iniciada em maio de 2017, foi finalizada no
município de Torres (RS) e iniciada no município de Sombrio (SC), com previsão de conclusão no final do mês de agosto de 2017. Foram
realizados até o momento quatro grupos focais com sete integrantes cada, e aplicados 42 ques onários de frases incompletas com questões
direcionadas aos interesses do estudo. Os resultados parciais direcionam para um forte sen mento de insegurança na decisão sobre o futuro e
consequente pressão social, bem como condicionalidade do ingresso no Ensino Superior às polí cas públicas de educação. A juventude
contemporânea, em sua ampla maioria, considera entrar na universidade via polí ca pública, o que faz com que se sintam pressionados neste
momento da vida. Permanecendo estes resultados, verifica-se a necessidade de direcionar mais o processo de Orientação Profissional para as
questões subje vas, por meio de entrevistas e discussões, permanecendo a testagem, mas como coadjuvante no processo.
simone.reis.nunes@hotmail.com

A51
A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO PRÁTICA DE PROMOÇÃO DE SAÚDE: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM UM GRUPO DE
ADOLESCENTES
Barbara Silva
Miguel Barros
Carmen Reis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
Escolher uma profissão é uma tarefa complexa e mul determinada. As pressões sociais, os ideários liberais e a valorização do capital para que se
faça a “escolha certa”, aumentam os sen mentos de insegurança e indecisão no processo de orientação profissional. O medo do fracasso e do
não alcançar o sucesso profissional passa a ser uma constante no pensamento do jovem. A presente comunicação visa compar lhar uma
experiência de estágio profissionalizante em orientação profissional com um grupo de adolescentes desenvolvido na clínica-escola do Curso de
Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia. Este estágio atendeu a seguinte estrutura: preparação de material e
divulgação, estudo preparatório, entrevistas individuais e atendimentos em grupo. O grupo foi formado por 17 adolescentes com idade média
de 16 anos, estudantes do 3º ano do Ensino Médio de escolas da rede pública da cidade de Uberlândia/MG. Realizou-se 12 atendimentos
semanais, com duração de 2 horas. Abordou-se temá cas rela vas ao significado da escolha profissional, conhecimento de cursos técnicos e de
graduação, autoconhecimento e informações sobre o mundo do trabalho que foram trabalhadas através de discussões, vivências expressivas e
entrevistas com profissionais. Nos encontros foram acolhidas as angus as e os sofrimentos referentes às inseguranças frente ao processo de
escolha e de tomada de decisão. Com a proximidade das histórias percebeu-se iden ficações e sen mento de segurança propiciando a busca
pelo autoconhecimento, percepções das influencias sobre a escolha, reflexões sobre o mercado de trabalho, aproximação com as profissões de
interesse e desmis ficação de assuntos relacionados a escolha profissional. Ao final do trabalho, observou-se que a escolha deixou de ser uma
fonte incessante de estresse e insegurança e passou a ser uma a vidade mais racional e obje va. O adolescente atendido ao assumir o
protagonismo de sua escolha diminuiu fatores adoecedores, revelando que a Orientação Profissional contribuiu para sua saúde integral.
barbara22psico@gmail.com

98
Apresentações Orais
A52
ENVOLVIMENTO ACADÊMICO E AUTOEFICÁCIA NA TRANSIÇÃO PARA O TRABALHO: ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS CONCLUINTES
Silvia Cavalcan Ramos Fleming
Mauro de Oliveira Magalhães
UFBA - Universidade Federal da Bahia – Salvador, BA
Este trabalho inves gou a relação entre envolvimento acadêmico e autoeficácia na transição para o trabalho (AETT) entre 312 concluintes de
graduação. Para inves gar o envolvimento acadêmico, o Student Engagement Ques onaire (SEQ) foi traduzido, reduzido e adaptado e para
inves gar a autoeficácia, foi adotada a AETT-Br. Os dados passaram por análise fatorial e houve reconfiguração da estrutura do SEQ. Foram feitas
correlações de Pearson e análises de regressão e os resultados indicam que o envolvimento acadêmico geral influencia a AETT e que, dentre as
suas dimensões, as que exercem maior influência sobre a AETT são preparação para carreira e integração social. Notou-se também que as
dimensões dedicação acadêmica e par cipação em a vidades não-obrigatórias, apresentam relação significa va com a AETT, porém mediadas
pelas outras dimensões.
s.cavalcan fleming@gmail.com

A53
PLANEJANDO A INSERÇÃO PROFISSIONAL: UM ESTUDO COM FORMANDOS UNIVERSITÁRIOS
Sandy Carla Pila - UNOCHAPECÓ - Universidade Comunitária da Região de Chapecó, SC
Marilu Diez Lisboa
Dulce Helena Penna Soares
Ins tuto do SER - Orientação Profissional e de Carreira, Florianópolis, SC
Esta pesquisa se detém a estudar o seguinte problema: como os estudantes do 9º e 10º período do curso de Psicologia da Universidade
Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) estão planejando sua inserção profissional? A importância do desenvolvimento do
planejamento de carreira e de forma mais abrangente da orientação profissional foram abordados nesta pesquisa. Além de questões que
envolvem o mercado de trabalho e mais precisamente a inserção profissional. O obje vo geral é: compreender como os estudantes do 9º e 10º
período do curso de Psicologia da Unochapecó estão planejando a sua inserção profissional. E os obje vos específicos são: perceber quais são as
expecta vas dos estudantes em relação à transição entre universidade e mercado de trabalho; verificar se os estudantes delineiam seu projeto
profissional a curto, médio e longo prazo; inves gar se o estudante tem apoio da universidade para desenvolver um planejamento de carreira. A
pesquisa se guiou pela abordagem qualita va. Uma entrevista semiestrutura foi realizada com quatro estudantes do 9º e 10º período do curso
de Psicologia da universidade. O método que foi u lizado para a análise dos dados foi a Teoria Fundamentada. Os resultados correspondem a
um planejamento da inserção profissional não muito concreto e organizado. Os estudantes pesquisados não estabelecem um planejamento
amplo em relação à carreira, mas apresentam metas definidas. Os par cipantes da pesquisa têm consciência da realidade do mercado de
trabalho e das possíveis dificuldades para a realização dos seus planos. São estudantes que se envolveram com o curso e com a vidades não
obrigatórias que condiziam com áreas de atuação profissional. Os estudantes não têm uma rede ampla de contatos profissionais, contudo que
acreditam poder auxiliá-los na inserção profissional. Os resultados também apontam a necessidade de apoio da ins tuição de ensino para o
planejamento da carreira. Palavras-chave: Orientação profissional, inserção profissional, planejamento de carreira.
sandycarla@unochapeco.edu.br

A54
RESILIÊNCIA E HISTÓRIA DE VIDA: O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA DE EXECUTIVOS
Thais Cris ne Farsen - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – São Miguel do Oeste, SC
Narbal Silva - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
A resiliência é um processo psicológico posi vo que permite ao ser humano recuperar-se de adversidades, incertezas, conflitos ou mesmo de
mudanças posi vas, progressos e aumento da responsabilidade. Essa caracterís ca, construída ao longo do tempo, pode auxiliar no processo
de desenvolvimento de carreira, ainda mais no contexto atual de amplas e importantes transformações no mundo do trabalho, caracterizado
pela complexidade, transitoriedade e imprevisibilidade nas relações, que requer, co dianamente, a (re)adaptação e flexibilidade por parte dos
trabalhadores. Obje vo: Nesta proposição, serão detalhados os resultados ob dos em um estudo de Mestrado, que versou sobre as interfaces
entre resiliência e história de vida no processo de desenvolvimento de carreira de execu vos. Método: A pesquisa delineou-se por meio da
abordagem qualita va, exploratória e descri va, fazendo-se o uso de entrevistas abertas realizadas com o auxílio da técnica da linha da vida. A
coleta de dados foi realizada em um encontro com cada par cipante. Par ciparam da pesquisa cinco execu vos, atuantes nos cargos de
presidente, vice-presidente, diretor execu vo e diretor industrial, de quatro organizações do setor têx l, localizadas no estado de Santa
Catarina. Resultados: Os resultados demonstraram que o enfrentamento de adversidades no decorrer da vida foi crucial para o processo de
desenvolvimento de carreira dos execu vos. Essas vivências permi ram que desenvolvessem modos adapta vos posi vos de enfrentar tais
eventos, fazendo com que se man vessem mo vados mesmo em meio às dificuldades, que agissem de modo proa vo e estabelecessem metas
desafiadoras para as quais mobilizavam esforços para alcançar seus obje vos. Destaca-se nesse processo o papel do suporte social fornecido
por familiares e pessoas próximas, das crenças de auto eficácia e da cria vidade. Conclusão: A construção processual da resiliência está
diretamente relacionada ao desenvolvimento de carreira e demarca impactos no que se refere a saúde, bem-estar e sa sfação profissional dos
trabalhadores pesquisados.
aline_bogoni@yahoo.com.br

99
Apresentações Orais
A55
COTIDIANO E APOSENTADORIA: VIVÊNCIAS DE APOSENTADOS NOS ESPAÇOS URBANOS DA CIDADE DE FLORIANÓPOLIS
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – São Miguel do Oeste, SC
Dulce Helena Penna Soares - UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
A aposentadoria é um momento da carreira caracterizado por importantes transformações subje vas e no co diano das pessoas. O intuito
dessa proposição é o de apresentar os resultados de um estudo doutoral, que obje vou compreender as relações estabelecidas por pessoas
aposentadas, em seus co dianos, nos espaços urbanos da cidade de Florianópolis. Tendo como aporte teórico o pensamento marxista de Henri
Lefèbvre, empregou-se o método regressivo-progressivo, proposto pelo referido autor, em três momentos: a descrição do visível, a análise
regressiva-progressiva e a progressão histórico-gené ca. No primeiro momento, por meio de análise documental e observação de campo,
compreendeu-se que os espaços urbanos de Florianópolis passaram por significa vas transformações, especialmente nas úl mas três décadas,
alterando-se os modos de vida e o co diano de seus moradores. Verificou-se que as pessoas aposentadas, muitas vezes, compõem o cenário
urbano em lugares demarcados, sintoma de segregação associado ao modelo capitalista de produção. No segundo momento, por meio de
entrevistas com aposentados e elaboração de registros fotográficos, iden ficou-se que o trabalho se cons tuía como central no
estabelecimento das relações co dianas nos espaços urbanos e, após a aposentadoria, há dificuldades de par cipação na cidade. Na
progressão histórico-gené ca, percebeu-se que, aposentados e agora libertos de suas obrigações e dos horários, os interlocutores
experimentaram-se “sem lugar” e “ina vos” na construção de seu habitar, passando a buscar um pertencimento inacessível. Desse modo, as
estratégias do co diano na aposentadoria caracterizam-se pelo isolamento, pelos rompimentos com a noção do espaço-tempo e por projetos
de vida geralmente irrealizáveis no contexto pesquisado. Compreendeu-se que os espaços vinculados ao trabalho conferem aos sujeitos uma
“iden dade urbana” e a aposentadoria pode significar rupturas e descon nuidades com essa iden dade, corroborando à ausência de lugares
sociais e do próprio co diano. Diante disso, entende-se a temá ca como relevante de ser abordada em a vidades de orientação de carreira e
para a aposentadoria.
aline_bogoni@yahoo.com.br

A56
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA PARA ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: ANÁLISE DA DEMANDA
Edgar Pereira Junior
Caroline Calderane
Henrique Leite de Oliveira
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP
Estudantes de Psicologia têm que lidar com uma abrangência de possibilidades de atuação, formação e referenciais teóricos, nem sempre
abordadas na graduação. Muitas vezes não se sentem preparados para as escolhas que envolvem o início da vida profissional e a Orientação de
Carreira pode contribuir para que possam planejar a sua carreira e a inserção no mercado de trabalho. O presente estudo tem o obje vo de
analisar as necessidades e os interesses de estudantes do curso de Psicologia de uma universidade privada do interior do estado de São Paulo
sobre demandas relacionadas à Orientação de Carreira. Para a ngir esse obje vo, foi realizada uma coleta de dados com 260 alunos do primeiro
ao nono semestre do curso, diurno e noturno, através de um ques onário com 09 perguntas de múl pla escolha em abril de 2017. Os resultados
apontaram que 89% dos par cipantes da pesquisa desejam obter ajuda em relação ao planejamento de carreira, tendo os mesmos indicado a
necessidade de apoio principalmente para os assuntos Inserção no Mercado de Trabalho (63%), Pós-graduação (60%), Conhecimento das áreas
da Psicologia (60%), Projeto, Obje vos e Metas da Carreira (56%) e Autoconhecimento (50%). Destaca-se que 41% pretende conseguir um
emprego após a graduação, mas 30% quer fazer uma especialização antes de se inserir no mercado. Metade dos alunos teve a gra ficação
pessoal como principal mo vo para a escolha do curso. Ainda, 35% frequentemente iden fica a prá ca profissional da sua área, 34% observa
bastante oferta de oportunidades e apenas 15% têm clareza da área profissional que pretende atuar. Com base nestes dados será possível
desenvolver e estruturar um programa de Orientação de Carreira para alunos do curso de Psicologia desta ins tuição, uma necessária
intervenção na transição destes estudantes para o mercado de trabalho, se desdobrando como um diferencial para o aluno e para a
universidade.
edgpsico@gmail.com

A57
RELAÇÕES ENTRE INTERESSES POR ÁREAS DA PSICOLOGIA E PERSONALIDADE: UM ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS PORTUGUESES
Jucimara Zacarias Silveira
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes
Airton Antônio Cicche o
Gustavo Henrique Mar ns
Rodolfo Augusto Ma eo Ambiel
USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
A interface entre interesses por áreas da Psicologia e personalidade merece ser discu da no contexto cien fico, considerando a necessidade de
compreender variáveis relacionadas à escolha por áreas das especialidades da Psicologia. Sendo assim o obje vo deste estudo foi verificar a
relação entre interesses por área da Psicologia e os traços de personalidade dos universitários portugueses. Par ciparam desta pesquisa 328
estudantes de Psicologia portugueses, ambos os sexos e dos quatro primeiros anos do curso. Os instrumentos u lizados foram a Escala de
Interesses por Áreas da Psicologia (EIAPsi) e o Inventário de Personalidade Cinco Grandes Fatores (NEO-FFI). As análises esta s cas foram
realizadas no so ware SPSS, sendo realizadas análises descri vas da amostra e das variáveis u lizadas, e correlações de Pearson entre os fatores
dos instrumentos. Os resultados encontrados indicaram que as áreas Docência e Trânsito foram menos pontuadas pelos par cipantes e a área
Clínica/Saúde, por sua vez, obteve maior pontuação. Observou-se também que com exceção do fator Trânsito, todas as áreas se
correlacionaram significa vamente com ao menos uma das cinco dimensões do NEO-FFI. A área Avaliação Psicológica foi a que obteve maior
número de correlações posi vas (Extroversão, Abertura, Amabilidade e Conscienciosidade). A maioria das correlações foram consideradas
fracas, com exceção da dimensão Abertura que apresentou correlação com sete das dez áreas da EIAPsi com destaque para as correlações
posi vas e de magnitudes moderadas com os fatores Docência (r=0,41), Neuropsicologia (r=0,33) e Social (r=0,31). A par r deste estudo foi
possível verificar uma tendência dos estudantes de Psicologia portugueses demonstrarem preferência pela área Clínica/Saúde em oposição a
área da Docência e do Trânsito. Além disso, foi comprovado que um alto grau de interesse por mais de uma área de atuação da Psicologia, está
relacionado com um traço elevado no fator Abertura a experiências.
jucimarazms@gmail.com

100
Apresentações Orais
A58
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE PRELIMINARES DA HOPE-CENTERED CAREER INVENTORY (HCCI) EM UNIVERSITÁRIOS E TRABALHADORES
Cássia Ferrazza Alves - FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha – Caxias do Sul, RS
Marco Antônio Pereira Teixeira
UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
O inventário “Hope-Centered Career Inventory” foi construído baseado no modelo teórico Career flow: A hope-centered model of career
development. O inventário busca avaliar o autoconhecimento além do estabelecimento de metas e planos profissionais. Este estudo tem por
obje vo apresentar evidências de validade preliminares do HCCI. Par ciparam 279 adultos, sendo 70,3% do sexo feminino, com idades entre 18
e 61 anos (M=29,29; DP=9,79). Os par cipantes responderam a um ques onário sociodemográfico e ao HCCI com 63 itens. O instrumento
possui, inicialmente, sete dimensões: esperança, reflexão de si, clareza de si, visionamento, estabelecimento de metas e planejamento,
implementação e adaptação, sendo avaliado através de uma escala Likert de quatro pontos (defini vamente falso a defini vamente
verdadeiro). Os itens foram traduzidos por três tradutores independentes, e, após a construção da versão para o português, foi realizada a
tradução reversa e estudo piloto. A par r da Análise de Eixos Principais com rotação ortogonal (método Varimax), foram extraídos os fatores (a)
esperança, (b) reflexão de si, (c) clareza de si, (d) visionamento, (e) estabelecimento de metas e implementação e (f) adaptação, com quatro
itens cada, totalizando 24 itens. Embora não tenham sido extraídos sete fatores, tendo em vista que os itens rela vos a dois fatores carregaram
somente em um fator, a escala apresentou adequados índices de consistência interna na escala total (Alpha de Cronbach = 0,90) e nas
subescalas (Alpha de Cronbach variando entre 0,75 e 0,84). As análises permi ram iden ficar que a escala possui potencial para ser u lizada
tanto no contexto de pesquisa quanto na prá ca de aconselhamento de carreira a fim de auxiliar na avaliação de intervenções.
cassiaferrazza@gmail.com

A59
TIPOS PSICOLÓGICOS E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO COMPORTAMENTAL DOS LÍDERES DO SÍTIO BARREIRAS EM PONTO NOVO, BAHIA
Olivia Guerreiro - UFC - Universidade Federal do Ceará – Fortaleza, CE
Cris ane Mar nazzo - FMABC - Faculdade de Medicina do ABC - Santo André, SP
Rafaela Magalhaes - UECE - Universidade Estadual do Ceará - Fortaleza, CE
A transformação do mundo do trabalho foi abordada por diversos sociólogos, dentre eles Bauman ( 2001 ), Antunes (2006) e Domenico De Masi
(2013) cujas afirma vas demonstram intensas mudanças nas organizações e na experiência humana rela va ao seu trabalho. A meritocracia
tem ocupado um espaço cada vez maior na vida das organizações contemporâneas, em virtude da necessária disposição para compe r e
sobrevir em mercados cada vez mais imprevisíveis. A sociedade pós-moderna é marcada pela incerteza em todos os níveis da experiência
humana. Chegou o desemprego estrutural oriundo do avanço tecnológico. Portanto, tornou-se imprescindível que a empresa seja mais ágil,
enxuta, flexível e orientada para resultados. Os programas de gestão do desempenho e das carreiras tornaram-se protagonistas dentre as
prá cas atuais de gestão de pessoas. A presente pesquisa de natureza qualita va e quan ta va foi realizada com 19 líderes de um agronegócio
em maio de 2016. O método cons tui-se num estudo de caso, de natureza descri va, envolvendo a aplicação de dois instrumentos de avaliação:
entrevista e análise grafológica, para a iden ficação dos pos psicológicos e ques onário obje vo com 50 questões para a avaliação
comportamental de desempenho. O obje vo desta pesquisa foi iden ficar a relação entre potencial ( po psicológico) e competência
(desempenho) com fins de promover ações futuras de desenvolvimento de carreira. Os resultados indicam que os líderes possuem o po
sen mento introver do como dominante e as competências firmeza e constância com obje vos como melhores avaliadas em seus perfis. O
índice posi vo encontrado na competência postura educada (PE) com média 8,5 retrata bem o po dominante dos líderes. Os dados confirmam,
portanto, que há convergência entre o potencial iden ficado e as competências demonstradas nas avaliações de desempenho.
oliviaguerreiroalencar@gmail.com

A60
DESAFIOS NA TRANSIÇÃO UNIVERSIDADE-TRABALHO E POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DA ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR
Karla Waléria Goes Mar ns
Maria Nívia Natália Sousa
Fernanda Aguillera
Estácio FASE - Faculdade Estácio de Sergipe – Aracaju, SE
No momento atual, ter qualificação técnica ou formação universitária facilita a inserção profissional, mas não a garante, tendo em vista a
compe vidade no mercado de trabalho. Isso se confirma em diversos estudos que denunciam o desemprego entre jovens, além de
percentuais elevados de recém-formados subempregados ou que não exercem funções associadas às profissões para as quais se qualificaram.
Fica evidente, então, a demanda por Orientação de Carreira no ensino superior, não apenas para re-escolha de carreira, mas especialmente na
transição universidade-trabalho. Mas, o que tem sido feito nesse sen do? O presente trabalho obje va verificar, segundo estudos sobre a
transição universidade-trabalho: a) as dificuldades e desafios vivenciados por universitários nessa etapa da carreira; e, b) ações no campo da
Orientação de Carreira empreendidas em contexto universitário e seus efeitos. Trata-se de pesquisa bibliográfica e exploratória, com
abordagem quan ta va e qualita va. Realizou-se levantamento bibliográfico junto às bibliotecas eletrônicas BVS-Psi (Biblioteca Virtual em
Saúde – Psicologia) e Pepsic (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), adotando como palavras chaves transição universidade-trabalho em busca
cruzada. Resultaram 361 estudos, entre ar gos, dissertações e teses, acessados pelas bases de dados Scielo, Index PsiPeriódicos, Index Psi Teses
e Pepsic. Após leitura dos tulos e resumos, foram selecionados aqueles que atendiam diretamente aos propósitos da pesquisa: estudos com
universitários, com foco na transição universidade-trabalho. Nessa primeira etapa, a amostra ficou composta por 18 estudos, sendo 15 ar gos
de periódicos, uma tese e duas dissertações, que foram lidos na íntegra e passam por análise de conteúdo temá ca. Resultados preliminares
mostram que as principais dificuldades citadas se referem à falta de experiência, exigida pelo mercado como condição para inserção, além de
noções sobre busca de emprego. A Orientação de Carreira é mencionada como auxílio possível, mas ainda pouco realizada. Discute-se como ela
pode contribuir para facilitar a inserção profissional e o planejamento de carreira.
karlamar ns2008@hotmail.com

101
Apresentações Orais
A61
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO EM SITUAÇÃO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Camila Cris na Pino
Dayane Alves da Silva
Silvana Nunes Garcia Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP
A Orientação Vocacional é um recurso des nado a elaboração de um projeto pessoal que inclua uma maior consciência de si mesmo e da
realidade socioeconômica, cultural e ocupacional, e que permita aos orientandos aprender a escolher um estudo ou ocupação e preparar-se
para desempenha-lo. Sua finalidade é levar o orientando a pôr em prá ca seu protagonismo quanto a conhecer-se, conhecer a realidade e
tomar decisões reflexivas e de maior autonomia. Sendo a escolha da profissão um processo complexo, com muitas facetas e influências, a
Orientação Profissional surge para tornar a prá ca um fator global, e não restrita somente a determinados grupos com demandas específicas,
mas que possa atender a todos aqueles que necessitem de uma orientação para a elaboração do seu projeto de vida profissional. Sendo assim,
este projeto tem como obje vo a iden ficação das múl plas variáveis implicadas no processo para a elaboração de a vidades prá cas para
alunos, fundamentadas no arcabouço teórico da Orientação Vocacional e que contemplem a escolha profissional. O presente projeto é
resultado de uma pesquisa realizada com 117 adolescentes, estudantes da 3º série do Ensino Médio, com idade em torno de 17 anos, da cidade
de Bauru/SP. Foi u lizado um instrumento com 24 questões que tabulados apontaram temas que serviram como obje vo de uma proposta de
intervenção. Apresentamos 8 temas, sendo voltados para escolha profissional, realidade do mercado de trabalho, os sen mentos e influências,
o fato de ocorrer na adolescência, questões de maturacionais e de ansiedade frente ao ves bular. A duração dos encontros ocorreu em torno de
1h30 a 1h50. Assim, conclui-se que este trabalho origina como proposta para criação de estratégias metodológicas, que podem proporcionar
uma facilitação do processo por meio da iden ficação das problemá cas em torno da sua escolha profissional, propondo assim uma reflexão
sobre questões que envolvem uma escolha madura e consciente.
camila.pino @outlook.com

A62
DEMANDAS NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ADOLESCENTES: UMA REVISÃO BIBLIOMÉTRICA DA PRODUÇÃO BRASILEIRA
Emily Rebecca Santos da Silva
Ligia Abreu Gomes Cruz - UNB - Universidade de Brasília – Brasília, DF
Beatriz de Paula Ferreira Cavalcante
IESB - Centro Universitário Ins tuto de Educação Superior de Brasília – Brasília, DF
Um dos primeiros passos ao iniciar-se um processo de orientação profissional é o mapeamento das demandas do indivíduo ou grupo em
questão. Alguns autores enumeram e diferenciam possíveis conteúdos a par r, por exemplo, de aspectos internos e externos (Neiva, 2007) e
fatores como a falta de informação e de mo vação, indecisão e conflitos externos (Primi et al., 2000). No entanto, mesmo u lizando-se um
sistema para iden ficar conteúdos a serem trabalhados, espera-se um aprofundamento teórico-prá co sobre cada demanda, o que muito
comumente é buscado nas revistas cien ficas. O obje vo do presente estudo foi descrever quan ta vamente a produção cien fica nacional em
orientação profissional, com relação às demandas com adolescentes e jovens. Buscou-se estudos empíricos entre os anos de 2000 e 2016, para
iden ficar as demandas mais estudadas no Brasil e caracterizar aspectos das pesquisas e intervenções. Foi realizado um levantamento a par r
das revistas de psicologia com avaliação A1 e A2 (Qualis 2015) e das principais revistas da área de psicologia organizacional e do trabalho (Borges
Andrade & Pago o, 2010). Cada revista foi consultada manualmente, volume por volume, para a coleta de ar gos que fizessem referência a
processos de orientação vocacional/profissional com o público adolescente/jovem/no ensino médio. Dos ar gos levantados, 23 se adequaram
aos critérios de inclusão. As demandas mais exploradas pela literatura foram: Mitos e projetos futuros (n = 7); Desinformação sobre cursos,
profissões e mercado de trabalho (n = 6); Influência de familiares e terceiros (n = 6); Indecisão vocacional/profissional (n = 6); Situação
socioeconômica (n = 4); Baixa auto-eficácia (n = 3); Autoconhecimento (n = 2). Esses resultados são discu dos em suas implicações para a
construção do campo de conhecimento e da prá ca no Brasil. Além disso, são quan ficados e discu dos os aspectos: revistas com maior
número de ar gos, pos de amostra e método u lizado (desenho e instrumentos).
beccassilva@gmail.com

A63
ENTRE RUPTURAS E FRAGMENTAÇÕES: AS TRAJETÓRIAS LABORAIS DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
Lucas Schweitzer
Suzana da Rosa Tolfo
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Considerando que o estudo das trajetórias laborais consiste na apreensão da dimensão temporal da vida laboral das pessoas (Cou nho, 2009), o
presente trabalho tem como obje vo compreender as trajetórias laborais de pessoas em situação de rua da região da Grande Florianópolis.
Foram realizadas uma entrevista semiestruturada e a elaboração de uma “Linha da Vida Laboral”, inspirada na técnica do “Gráfico da Vida
Profissional” de Soares (2002) junto a três par cipantes. Foram encontradas histórias de vida permeadas por trabalho, com inserções precoces
no mercado, normalmente ainda na infância ou na adolescência, o que acabou afastando os par cipantes da escola, ainda no ensino
fundamental. Em geral, a primeira experiência laboral esteve relacionada a um contexto familiar de poucos recursos e a necessidade de
trabalhar para auxiliar financeiramente os familiares. Observaram-se vínculos de trabalho precários antes do início da vida na rua, o que se
intensificou quando passaram a se u lizar desse espaço para vida e moradia. Na rua, os vínculos frágeis com o trabalho passaram a ser
completamente informais e com ocupações no próprio contexto da rua, tais como flanelinha e catador de material reciclável. As a vidades
desenvolvidas mantêm em comum os baixos rendimentos financeiros e o fato de serem a vidades desenvolvidas no próprio contexto da rua. As
funções desempenhadas desde o início das trajetórias são correspondentes à baixa escolaridade e à precária qualificação profissional,
auxiliando para que a fragmentação e a segmentação sejam constantes na vida das pessoas em situação de rua.
lucass.schweitzer@gmail.com

102
Apresentações Orais
A64
TURNOVER NAS ORGANIZAÇÕES E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA CARREIRA E NO CRESCIMENTO PROFISSIONAL: A QUALIDADE DE VIDA NO
TRABALHO E SUA ASSOCIAÇÃO COM A ROTATIVIDADE DE PESSOAL
Leonardo de Barros Mose
Pedro Paulo Pires dos Santos
Júlia Mulinari Peixoto
Natacha de Barros Candido
UFF - Universidade Federal Fluminense – Rio das Ostras, RJ
As mudanças tecnológicas que ocorreram nas organizações no século XX aumentaram a insa sfação no trabalho e, consequentemente, o
turnover. A literatura demonstra que um alto nível de turnover indicaria uma baixa Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), assim como estaria
correlacionado inversamente com o estresse ocupacional. A possibilidade de avanço na carreira através do crescimento profissional é adequada
para diminuir a rota vidade de pessoal e o estresse laboral, assim como aumentar a QVT. Da mesma forma, a experiência afe va estaria
associada ao turnover. Um trabalhador com uma disposição afe va posi va que está insa sfeito com seu trabalho possuí mais probabilidade de
pedir ou provocar demissão do que seus colegas; de natureza igual, o turnover arbitrário e o contentamento com o emprego estão vinculados a
indivíduos com disposições afe vas posi vas. A presente pesquisa tem como obje vo: (a) verificar se QVT, experiência afe va e o estresse são
capazes de predizer intenção de demissão, (b) se existem relações bivariadas significa vas e relevantes (magnitude) entre QVT, experiência
afe va, o estresse e as intenções de demissão. Para coleta de dados foram aplicados: (1) ques onário demográfico, (2) Versão Abreviada do
QWLQ-78, (3) PANAS, (4) Escala de Estresse no Trabalho. A amostra analisada foi composta por 80 sujeitos, sendo 26 homens e 54 mulheres.
Para a análise dos dados foi u lizado o coeficiente de correlação ponto-bisserial. Os resultados indicam que o número de dependentes (r=0,30,
p=0,006), afeto nega vo (r=0,31, p=0,006), estresse ocupacional (r=0,34, p=0,002), assédio moral (r=0,42, p < 0,001) são variáveis diretamente
associadas com a intenção de turnover. Por outro lado, QVT (r=-0,37, p < 0,001) seria inversamente relacionada à intenção de se demi r,
servindo como fator de proteção. Os resultados aqui apresentados ainda são de caráter preliminar, sendo que a pesquisa se encontra na fase de
conclusão da coleta de dados. Os resultados ob dos convergem com o disponível na literatura.
leonardo.mose@hotmail.com

A65
UMA ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO POR MODELAGEM DE REGRESSÃO LINEAR HIERÁRQUICA EM BLOCOS: FATORES
PREDITORES E SUAS INTERAÇÕES COM O MERCADO DE TRABALHO
Leonardo de Barros Mose
Pedro Paulo Pires dos Santos
Júlia Mulinari Peixoto
Natacha de Barros Candido
UFF - Universidade Federal Fluminense – Rio das Ostras, RJ
As exigências do mercado de trabalho têm provocado um interesse crescente no tema da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Esta é definida
como um programa de setores amplo que se des na a aumentar o prazer dos funcionários dentro das organizações, aprimorar a aprendizagem
no ambiente empresarial e auxiliar os trabalhadores a se adaptarem de forma mais eficaz as mudanças no meio de produção. Um dos fatores
que interfere na QVT é a “remuneração justa e adequada”, a qual possuí conexão com o mercado de trabalho na medida em que uma renda
apropriada é definida tanto pela produ vidade do colaborador como o contexto do mundo do trabalho. Os obje vos da pesquisa são: (a)
verificar se QVT, experiência afe va e o estresse são capazes de predizer intenção de demissão, (b) se existem relações bivariadas significa vas e
relevantes (magnitude) entre QVT, experiência afe va, o estresse e as intenções de demissão. Para coletar os dados foram aplicados: (1)
ques onário demográfico, (2) Versão Abreviada do QWLQ-78, (3) PANAS, (4) Escala de Estresse no Trabalho. A amostra analisada foi composta
por 80 sujeitos, sendo 26 homens e 54 mulheres. Na análise dos dados foi u lizada uma modelagem de regressão linear hierárquica em blocos,
considerando o primeiro bloco como composto por variáveis de afeto posi vo e nega vo, o segundo bloco inclui estresse ocupacional, o
terceiro bloco por variáveis de caracterização do cargo e o quarto bloco com o número de dependentes. As variáveis que serviram como
preditoras de QVT foram: afeto posi vo (b=0,21, p=0,006), estresse ocupacional (b=-0,61, p < 0,001) e o número de dependentes (b=-0,18, p <
0,001). O modelo final apresentou um coeficiente de determinação ajustado de R²=0,58 e uma esta s ca F=37,5 (p < 0,001). A pesquisa
encontra-se na fase de conclusão da coleta de dados. Ainda assim, os resultados apresentados são consoantes com a literatura acessível até o
momento.
leonardo.mose@hotmail.com

A66
CARREIRA DE PROFISSIONAIS DE TI EM DIFERENTES ORGANIZAÇÕES: INFLUÊNCIA DOS VALORES ORGANIZACIONAIS NOS CONTRATOS
PSICOLÓGICOS
Mariana Michelena Santos
Iúri Novaes Luna
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Embora o Brasil atravesse um período de recessão econômica, o setor da tecnologia da informação (TI) é um dos que mais cresce no país,
aumentando a preocupação com o gerenciamento dos profissionais que a desenvolvem e a operam. Neste sen do, o obje vo desta
comunicação é apresentar um dos resultados mais significa vos encontrados em uma pesquisa de mestrado que obje vava compreender as
possíveis relações entre as transições de carreira de cargos técnicos para gerenciais (turn-away) e o contrato psicológico de profissionais que
atuam na área de TI, considerando os contextos profissionais e organizacionais. Para tanto, realizou-se um estudo qualita vo descri vo de casos
múl plos a par r de entrevistas semiestruturadas com 12 profissionais da área de TI que se encontravam envolvidos com processos de turn-
away em duas empresas de prestação de serviços em TI com caracterís cas dis ntas. Responsáveis pelo setor de gestão de pessoas das duas
empresas também foram entrevistados para aprimorar a caracterização das respec vas organizações, especialmente no que tange às prá cas e
polí cas de gestão de carreiras. Os resultados desta pesquisa permitem afirmar que as transições na carreira e os contratos psicológicos destes
profissionais são fortemente influenciados pelos valores de cada organização, gerando impactos nas expecta vas de trocas recíprocas entre
estes sujeitos e suas respec vas organizações. Tais expecta vas, fomentadas desde os processos de socialização organizacional, por vezes,
transcendem o contrato formal de trabalho e parecem ter sido fundamentais para o delineamento de perspec vas de desenvolvimento de
carreira dos profissionais entrevistados. Na primeira empresa, caracterizada como uma startup com perfil inovador e valores mais flexíveis, as
expecta vas de trocas recíprocas e desenvolvimento de carreira apresentaram-se significa vamente diferentes das observadas na segunda
organização, caracterizada como uma empresa mais burocrá ca, com valores mais rígidos. Assim sendo, evidencia-se a importância de se
considerar os valores organizacionais nos estudos sobre transições de carreira e contratos psicológicos.
mariana_michelena@msn.com

103
Apresentações Orais
A67
PLANEJANDO O PÓS-FORMATURA: ORIENTAÇÃO DE CARREIRA COM UNIVERSITÁRIOS CONCLUINTES DE UM CURSO DE PSICOLOGIA
Marcela Bibiana Ferreira
Vilmar Pereira de Oliveira
Sérgio Dias Cirino
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG
A presente comunicação apresenta um estudo feito a par r da análise do material produzido pelos par cipantes do Seminário de Planejamento
de Carreira, ofertado aos alunos concluintes da graduação em Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A experiência em
questão foi operacionalizada como uma extensa oficina psicossocial, estruturada em 15 encontros, com o acompanhamento de três
professores-facilitadores. Seguiu-se para tanto os eixos de um processo de orientação em grupo, es mulando o autoconhecimento e o
conhecimento das oportunidades de con nuidade dos estudos e do mercado de trabalho, através de técnicas reflexivas, pesquisas e diálogo
com profissionais, dentre outros recursos. A pesquisa então surge com o obje vo de sistema zar e analisar a percepção dos par cipantes em
relação à contribuição do Seminário para a carreira, considerando o momento de transição vivenciado por eles. O banco de dados contempla as
avaliações realizadas pelos estudantes em relação ao trabalho concre zado nos dois semestres de 2015 e 2016, e no primeiro semestre de 2017,
totalizando 225 avaliações. O material foi tratado a par r da análise de conteúdo qualita va do po categorial temá ca (Bardin, 1977/2011). Os
resultados salientam o desejo dos discentes de terem sido acompanhados durante toda a graduação, especialmente no que diz respeito a
escolha dos estágios e outras a vidades acadêmicas, estabelecendo uma projeção acerca do futuro profissional. Contudo, ficou clara na escrita
dos alunos a contribuição do Seminário para o melhor conhecimento da Psicologia como profissão e dos diversos caminhos a considerar/seguir,
bem como para uma reflexão e tomada de decisão acerca dos obje vos pós-formatura. Conclui-se, deste modo, evidenciando a importância do
Seminário de Planejamento de Carreira para o processo de transição da universidade para o mundo do trabalho, e para a elaboração de escolhas
mais refle das sobre a vida pessoal e profissional ao término da graduação.
marcelabibs@gmail.com

A68
GESTÃO DA INCERTEZA E ADAPTABILIDADE PROFISSIONAL: OS DESAFIOS DA TRANSIÇÃO PARA O MUNDO DO TRABALHO NA ADULTEZ
EMERGENTE
Jose Oliveira
Lucy Melo Silva
FFCLRP/USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, SP
A transição para o mundo do trabalho, nas sociedades da modernidade tardia, cons tui um processo crescentemente prolongado,
individualizado e envolto em incerteza. Transições bem-sucedidas exigem extenso apoio familiar, um forte sen do de agência e uma eficaz
gestão da incerteza biográfica. O presente estudo pretendeu captar dis ntas formas de gerir a incerteza biográfica usadas pelos jovens (com
idades entre 18 e 30 anos) em trânsito para a vida adulta e seu impacto nos percursos vocacionais. Através da construção de uma escala de
gestão da incerteza no período de transição para a vida adulta, pode verificar-se que os jovens tendem a usar de forma sistémica três estratégias
essenciais de gestão da incerteza rela vamente ao futuro: duas a vas, a focalização e a abertura, remetendo, respe vamente, para a
concentração de recursos e inves mentos em obje vos prioritários e bem definidos (focalização), ou para uma dispersão de explorações e
inves mentos, com apelo à novidade e cria vidade (abertura); uma passiva, o adiamento, envolvendo o adiar de decisões e projetos de vida até
que a pessoa se sinta preparada para assumi-los ou até que as circunstâncias favoreçam a sua implementação. As estratégias revelaram-se
correlacionadas entre si, o que indicia o seu uso simultâneo e ar culado como processo flexível e adapta vo de negociação das tarefas de
transição num contexto de incerteza. Os resultados permitem extrair relevantes implicações ao nível dos percursos profissionais, remetendo
para um paradigma de orientação vocacional que inclua as dimensões da incerteza biográfica, a consideração de percursos de transição
profissionais não lineares, a proliferação de trajetórias yo-yo (períodos de emprego intercalados por períodos de desemprego), associadas à
crescente precariedade do mercado de trabalho num contexto onde a construção do sen do dos percursos profissionais não raramente só se
torna possível através de um olhar retrospe vo para sucessivas experiências de vida caracterizadas pela imprevisibilidade e impermanência.
egidiooliveira@gmail.com

A69
EXPLORANDO RECONHECIMENTO DE FONTES DE AUTOEFICÁCIA EM RELATOS SOBRE SITUAÇÃO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
Maria Theotonio - USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Roberta Gurgel Azzi - TSC - Centro de Estudos e Pesquisas - Bragança Paulista, SP
Situações de aconselhamento e orientação são momentos em que a interação entre orientador e orientando pressupõe a promoção do
desenvolvimento pessoal do orientado. Pode-se dizer, também, que são momentos privilegiados para estudo de persuasão. É este contexto de
interação em díade que este trabalho toma para análise, ainda que de forma indireta, já que o faz por meio do relato de casos sobre processo de
decisão em cursar MBA fora do país, em que o caso é contado pelo orientador. O obje vo do trabalho é explorar as fontes de autoeficácia que
podem ser iden ficadas em livro com relatados de processos de decisão para a busca de estudos de MBA internacional. O livro objeto de análise
foi “Vale a Pena”, em que 57 casos foram descritos. O processo de iden ficação das fontes foi realizado a par r da leitura na íntegra de cada caso,
com destaque de trechos com relatos que foram iden ficados como remetendo a uma das quatro fontes de construção de autoeficácia
descritas por Albert Bandura. Foram iden ficados 11 trechos de persuasão social; dois de experiência direta e quatro de experiência vicária. Os
trechos com iden ficação de fontes ocorreram em 17 dos 57 relatos apresentados no livro. A exploração dos relatos do livro para a iden ficação
de fontes de construção de autoeficácia mostrou-se possível, já que a maioria das fontes foram iden ficadas, ainda que com frequências
diversas. Conclui-se que o uso de relatos, mesmo que indiretos, pode seu um caminho para se explorar e debater o papel do orientador na
promoção de condições que incidam em situações de fortalecimento das crenças de autoeficácia de aconselhamento.
mtheotonio@hotmail.com

104
Apresentações Orais
A70
ESTUDOS SOBRE AUTOEFICÁCIA NAS REVISTAS BRASILEIRAS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E REVISTAS PSICOLOGIA ORGANIZAÇÕES E
TRABALHO
Maria Theotonio - USF - Universidade São Francisco – Campinas, SP
Roberta Gurgel Azzi - TSC - Centro de Estudos e Pesquisas - Bragança Paulista, SP
O obje vo deste trabalho foi iden ficar e descrever os estudos sobre autoeficácia publicados na Revista Brasileira de Orientação Profissional, da
Associação Brasileira de Orientação Profissional (ABOP) e na Revista Psicologia Organizações e Trabalho, da Associação Brasileira de Psicologia
Organizacional e do Trabalho (SBPOT).Esse levantamento insere-se em estudo mais amplo que inves ga a recepção das ideias de Bandura em
periódicos de psicologia brasileiros, desde o início da edição dos periódicos analisados, até o ano de 2015 (ABOP e SBPOT - 2003/2015, com 33 e
54 exemplares analisados, respec vamente) A par r de busca online em 28 periódicos de psicologia com mais de 10 exemplares publicados
quando do período do levantamento realizado, foram iden ficados 164 ar gos que citavam alguma obra de Bandura. Destes 164, 28 são das
revistas de interesse deste trabalho, 21 da revista da ABOP e 7 da revista da SBPOT. Entre os 28 ar gos que citaram Bandura 12 indicaram
autoeficacia entre suas palavras chave, e são eles o foco deste trabalho. Os ar gos foram lidos e as informações de interesse registradas em
planilha específica deste estudo. As análises dos dados revelam que: autoeficácia aparece a par r de 2008; 3 ar gos são de revisão e 9
empíricos; os estudos empíricos trazem informações de diferentes grupos de par cipantes: profissionais – 2, ensino Fundamental – 3, Ensino
Médio, 1 e Ensino Superior – 3 e os temas de estudo das crenças de autoeficácia são diversos. Estas e outras informações permitem dizer que os
estudos sobre autoeficácia vem se expandindo em cenário de orientação profissional, ainda que haja muito a desenvolver a par r do referencial
da teoria social cogni va onde se insere a teoria da autoeficácia.
mtheotonio@hotmail.com

A71
ADOLESCÊNCIA E PERIFERIA: O DIFERENCIAL DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Lucas Caversan
Bianca Teles de Lima
Silvana Nunes Garcia Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP
Introdução: O homem angus a-se diante da responsabilidade de escolha desde os primórdios de sua existência, visto que esta, enquanto ação
limitante, é variável em suas proporções e complexidade, porém é, ao mesmo tempo, a afirmação do valor daquilo que se escolhe, trazendo
consigo o peso da responsabilidade. Desse modo, se faz necessário pensar sobre a escolha profissional como processo marcante e, sobretudo,
paralelo a adolescência que se apresenta como um período de mudanças o qual propicia variações amplas visto as influências de fatores
biológicos misturados aos determinantes socioculturais advindos do ambiente que se está inserido. No contexto de periferia, é preciso olhar
ainda para a perspec va de escolha dos adolescentes que muitas vezes se encontra defasada pela falta de clareza do que seriam as
possibilidades, perpassando a qualidade do ato de escolher. Obje vo: A intervenção realizada em centro comunitário com jovens de 15 a 17
anos, teve por obje vo oferecer ao sujeito do processo a exploração necessária com vista a obter conhecimento sobre si mesmo e sobre o
mundo do trabalho e da subsequente tomada de decisão sobre o caminho a seguir. Metodologia: Foram planejadas a vidades e dinâmicas
semanais que contemplassem o obje vo de estabelecer autoconhecimento e autonomia frente ao processo de escolha bem como a explanação
de cargos e funções chegando até a elaboração de currículos. Resultados: Os resultados mostram que os adolescentes que antes apresentavam
um deficit considerável frente a realidade do mundo do trabalho e suas possibilidades, foram alcançados posi vamente pelas dinâmicas,
havendo um aumento no interesse por essas questões, um engajamento e capacidade reflexiva importantes para os fins de escolha profissional.
Conclusão: Concluímos que o contexto de escolha profissional, quando permeado por orientação, pode fornecer ao sujeito que escolhe,
compreensão e subsídios suficientes para a tomada de decisão conforme os padrões de realidade que o cercam.
jessicaandradepsi@gmail.com

A72
A AVALIAÇÃO DE INTERESSES PROFISSIONAIS (AIP) NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Jéssica Oliveira Andrade
Jenilson Fonseca Carvalho
Maria Regiane Evangelista da Silva
Leonardo Silva Carvalho Souza
David Silva Santana
Leone Silva da Paixão
Claudson Cerqueira Santana
FAT - Faculdade Anísio Teixeira – Feira de Santana, BA
A avaliação psicológica é importante na Orientação Profissional (OP), pois é um procedimento técnico de coleta de informações que tem como
finalidade promover bene cios. A Avaliação Psicológica em OP é um procedimento que busca informações necessárias para ampliar questões
voltadas ao autoconhecimento é uma construção de importância psicológica onde os profissionais da área da psicologia devem possuir
domínio. OBJETIVO: Apresentar correlação entre os dados da Avaliação de Interesses Profissionais (AIP) e Entrevista Semiestruturada no
processo de escolha profissional. MÉTODO: No processo de OP realizado em um colégio público do munícipio de Feira de Santana, trabalhou-se
com duas estudantes, onde foram u lizadas as técnicas: entrevista semiestruturada, com questões envolvendo autoconceito, seu histórico
familiar e influencias acerca da escolha da profissão, interesse profissional, vida escolar e vida social; o teste AIP que avalia os interesses
profissionais. RESULTADOS: De acordo com o observado na entrevista com as alunas A.M.L. R e M.T.S. nos interesses profissionais as duas ainda
não se sentem seguras para escolher a profissão, uma (M. T. S.) tem mais facilidade em cálculos que a outra, em relação à preferência uma
prefere humanas e exatas a outra, (A.M.L.) prefere humanas e saúde. No AIP apresentou-se os seguintes resultados: para A. os campos foram
biológico e saúde; jurídico e social, ambos relacionados às áreas humanís cas e da saúde, e que requer o cuidado com o outro. Para M. os
campos foram o sico-químico e biológico e da saúde, o que mantém uma boa relação com as áreas de exatas e o de cuidar do outro, o que
possui relação com o eixo humanís co. CONCLUSÃO: Diante do exposto, percebe-se que o AIP é um instrumento que é de grande valia para na
Orientação Profissional, tanto para esclarecer dúvidas quanto para confirmar escolhas prévias que o indivíduo já apresenta.
jessicaandradepsi@gmail.com

105
Apresentações Orais
A73
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE UMA NOVA PERSPECTIVA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E CARREIRA
Amanda Lima - FMN - Faculdade Mauricio de Nassau - Campina Grande, PB
Laiza Kelly - FMN - Faculdade Mauricio de Nassau - Campina Grande, PB
Adriano Barros - UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco – Recife, PE
O presente trabalho trata-se de um relato de experiência realizada em uma intervenção psicossocial na área da educação, com foco na
Orientação Vocacional/Profissional. O projeto foi realizado pelo curso de Psicologia da Faculdade Maurício de Nassau da cidade de Campina
Grande, tendo como obje vo propor ao alunado uma Orientação profissional e de carreira, voltada primeiramente para um amadurecimento
pessoal e profissional, u lizando de técnicas de autoconhecimento. O trabalho foi realizado com 17 alunos de uma Escola Técnica
Profissionalizante da mesma cidade, também será realizado com 60 alunos do cursinho da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG),
onde os encontros serão realizados uma vez por semana, no dia e horário que a ins tuição disponibilizar. Tendo em vista que a escolha de uma
profissão ou carreira nem sempre é algo que envolve planejamento e que está alinhado com um projeto de vida. A maioria das pessoas
“escolhe” sua profissão baseada nas oportunidades do mercado, na tradição familiar ou em habilidades e competências que julga possuir e que
acredita estarem alinhadas com a profissão escolhida. Nem sempre a tomada de decisão com base nestes fatores irá levar o indivíduo a ter uma
vida no trabalho plena de sa sfação. Diante disso a Orientação Profissional é uma medida preven va, que visa auxiliar o jovem no processo de
maturação em relação à escolha profissional, obje vando despertar o jovem para a importância do amadurecimento e da a tude proa va
perante sua carreira, onde os estudantes conheceram novas áreas e oportunidades para se inserir no mercado de trabalho de forma
consistente, visando uma carreira sustentável.
amandalimagarcia@hotmail.com

A74
SAIR DE CASA PARA ESTUDAR: DESAFIOS DE ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO PROFISSIONALIZANTE
Raquel Flores de Lima - UFSM - Universidade Federal de Santa Maria, RS
Adriana Malheiros Sacramento - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Ana Cris na Garcia Dias - UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Alguns adolescentes saem precocemente de casa em busca de melhores oportunidades escolares que lhes permitam desenvolver habilidades
que atendam às demandas do mercado de trabalho. Este estudo buscou compreender como os adolescentes que saem de casa para estudar em
escolas técnicas profissionalizantes em outra cidade se adaptam às novas exigências colocadas por esta situação, tentando iden ficar os fatores
que facilitam e dificultam sua adaptação. Par ciparam do estudo 12 estudantes com idades entre 15 e 17 anos, de ambos os sexos, provenientes
de turmas de 2º ano de três cursos técnicos integrados ao ensino médio de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Entrevistas
semiestruturadas individuais foram realizadas e subme das à análise de conteúdo temá ca. A análise revelou que entrar na escola técnica traz
uma série de mudanças pessoais aos estudantes, especialmente relacionadas à aquisição de novas responsabilidades e ao desenvolvimento de
um projeto profissional/futuro. Os laços emocionais com os colegas, as relações estabelecidas com outros adolescentes na moradia estudan l,
as relações com os professores e demais servidores da ins tuição, o incen vo e apoio dos pais, a qualidade do ensino, a perspec va de
profissionalização, as bolsas de estudo e as a vidades extracurriculares são fatores importantes que facilitam a adaptação destes estudantes.
Por outro lado, a saudade de casa, a carga horária extensa, o número elevado de disciplinas, a falta de privacidade na moradia estudan l, as
dificuldades de convivência e as regras estabelecidas na moradia estudan l são fatores que dificultam a adaptação. Os resultados indicam a
complexidade do processo de adaptação e desenvolvimento pessoal destes estudantes nessa etapa da vida. Nesse contexto, a orientação
profissional pode ter um papel importante não apenas para auxiliar nas decisões ocupacionais dos adolescentes, mas para ajudá-los a iniciar a
se apropriarem de suas histórias e construírem suas carreiras para o futuro.
adriana.msacramento@gmail.com

A75
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA NA SAÚDE MENTAL: PROJETO PILOTO EM UM AMBULATÓRIO AD
Thales Jean Prudencio Ramos
Edgar Pereira Junior
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP
Disposi vos que visam ao tratamento de pessoas com sofrimento psíquico decorrente do uso de substancias psicoa vas, álcool e outras drogas
auxiliam na melhora dos quadros de saúde mental através de uma proposta denominada projeto terapêu co singular, que tem como ênfase a
par cipação dos usuários em grupos terapêu cos, grupos de orientações, atendimentos individuais e a vidades terapêu cas que trabalhem a
inserção psicossocial do indivíduo na sociedade. O presente estudo trata da experiência de um projeto piloto de Orientação Profissional e de
Carreira em uma unidade de saúde mental que atende indivíduos com dependência de álcool e outras drogas em uma cidade do interior
paulista. Desenvolvido como um momento reflexivo e de aprendizagem, os encontros eram realizados semanalmente com duração de uma
hora e meia, sendo divididos em quatro eixos temá cos: autoconhecimento e inserção ao mercado de trabalho, elaboração de currículo,
entrevista de emprego e técnicas avaliação em processos sele vos. Os encontros eram conduzidos por um estudante de Psicologia com
supervisão docente em uma universidade privada, através de discussões com apoio de car lhas e materiais teóricos. Par ciparam, entre
fevereiro e março de 2017, um total 15 usuários do serviço de ambos os sexos com idade entre 19 e 60 anos. Como resultado destaca-se a
par cipação a va das pessoas com dependência química nas discussões sobre os temas propostos. Os usuários apontavam as dificuldades que
o sofrimento psíquico traz e a ausência de orientação e perspec vas para a vidades relacionadas ao trabalho, sendo este condição para a
melhoria de vida e existência para além do tratamento ambulatorial. Desenvolvido junto a uma população não tradicional, este projeto tornou-
se base para a criação de um novo campo de estágio do curso de Psicologia e projetou a importância da atuação em Orientação Profissional e de
Carreira como promoção de saúde mental.
thalesprudencio@gmail.com

106
Apresentações Orais
A76
COMO COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS CORRELACIONAM-SE ENTRE SI EM ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL?
Ana Cris na Braz
Aliene Lago
Mara de Souza Leal
Lucy Leal Melo-Silva
FFCLRP-USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, SP
O empoderamento de crianças e jovens através da educação é fundamental diante dos desafios sociais, econômicos e ambientais do século XXI.
A construção da vida e carreira requer o desenvolvimento de competências e habilidades específicas para relacionamentos interpessoais em
diferentes contextos, sobretudo na educação básica. Considerando que habilidades socioemocionais são essenciais na construção da
iden dade vocacional, este estudo tem como obje vo verificar como competências socioemocionais se relacionam entre si. Par ciparam do
estudo 82 alunos de ambos os sexos, com idades entre 11 e 14 anos do 6º ano do Ensino Fundamental II de uma escola pública em Ribeirão Preto
(SP). Para descrever as competências socioemocionais foi u lizado o Social and Emo onal or Non-cogni ve Na onwide Assesment, tulo
original do SENNA, baseado na Teoria Big Five de Personalidade. Em uma análise preliminar dos dados foi u lizado o Coeficiente R de Pearson
como medida de associação entre os cinco fatores extraídos a par r do instrumento SENNA. A dimensão Amabilidade apresentou correlações
muito significa vas (p < 0,01) com os fatores Conscienciosidade (r=0,70), Abertura à novas experiências (r=0,56) e Estabilidade
Emocional/Neuro cismo (r=0,51). A dimensão Conscienciosidade apresentou correlações muito significa vas com os fatores Estabilidade
Emocional/Neuro cismo (r=0,68) e Abertura a novas experiências (r= 0,56). A dimensão Extroversão apresentou correlações muito
significa vas com o fator Abertura a novas experiências (r=0,41) e significa va (p < 0,05) com o fator Estabilidade Emocional/Neuro cismo
(r=0,27). A dimensão Estabilidade Emocional/Neuro cismo apresentou correlação muito significa va com o fator Abertura a novas
experiências (r=0,376). As maiores e mais significa vas correlações ocorreram entre os fatores Amabilidade e Conscienciosidade (r=0,70),
Conscienciosidade e Estabilidade Emocional/Neuro cismo (r=0,68), Amabilidade e Abertura à novas experiências (r=0,56), e
Conscienciosidade e Abertura a novas experiências (r=0,56). As informações sobre as competências socioemocionais com esta população são
relevantes para se pensar em estratégias para a implantação da educação para a carreira nesta etapa do ciclo educacional.
anacrisbraz@gmail.com

A77
EXISTE RELAÇÃO ENTRE COMPETÊNCIAS DE CARREIRA E SOCIOEMOCIONAIS?
Aliene Lago
Ana Cris na Braz
Mara de Souza Leal
Lucy Leal Melo-Silva
FFCLRP-USP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, SP
Velozes mudanças no mundo do trabalho e nas formas de relacionamentos pessoais e de produção são observadas desde o final do século
passado. Para adaptar a essas mudanças, é exigido que o jovem desenvolva habilidades como: competências de carreira (conhecimentos,
habilidades e a tudes relacionadas à escolha da profissão, ao mercado de trabalho e ao desenvolvimento profissional) e socioemocionais
(habilidades para entender as emoções e o estabelecimento de obje vos). O obje vo deste estudo, parte de uma inves gação maior, é analisar
a correlação entre as competências de carreira e socioemocionais em 32 estudantes, de ambos os sexos, com idades entre 14 e 17 anos, do
primeiro ano do Ensino Médio, de uma escola pública em Ribeirão Preto (SP). Para descrever as competências de carreira, foi u lizado o
Ques onário de Educação à Carreira (QEC) e, para as competências socioemocionais, o Social and Emo onal or Non-cogni ve Na onwide
Assessment, tulo inicial do SENNA. Foi aplicada a correlação Ro de Spearman entre os resultados dos dois instrumentos. Foram observadas
correlações significa vas (ou seja, com o nível de significância de 0,01) com força descrita como, pelo menos, moderada (ou seja, com valores da
correlação acima de 0,5) entre a subescala do QEC “Sen do e Importância do Trabalho” e as seguintes competências socioemocionais:
“Amabilidade” (r=0,504); “Conscienciosidade” (r=0,553); “Abertura” (r=0,548) e “Total SENNA” (r=0,532). Além disso, observa-se que a
subescala do QEC “Passos Efetuados” teve correlação significa va e moderada com a competência socioemocional “Abertura” (r=0,522).
Observa-se que quanto mais os alunos acordam sen do e importância no trabalho, mais possuem a tendência a agir de modo coopera vo; mais
são organizados, esforçados e responsáveis; mais são abertos a novas experiências esté cas, culturais e intelectuais; e mais possuem
competências socioemocionais de modo geral. Além disso, quanto mais possuem abertura a novas experiências, mais efetuam passos para
realizar escolhas escolares e profissionais.
anacrisbraz@gmail.com

A78
PROJETO UNIVERSIDADE INFORMA E ORIENTA: MEDIANDO E FACILITANDO O PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Gisely Farias
UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí – Itajaí, SC
Este trabalho apresenta as vivências realizadas e os resultados ob dos no Projeto de Orientação Profissional “Universidade Informa e Orienta”,
desenvolvido com um total de 81 alunos do terceiro ano do ensino médio de 4 escolas par culares e 1 escola pública de Itajaí-SC e Balneário
Camboriú-SC, no segundo semestre de 2016, nas dependências da Universidade do Vale do Itajaí, campus de Itajaí. Teve como obje vo facilitar
o processo de escolha da profissão por meio de aspectos essenciais como: sensibilização em relação a questão de escolha de profissão, projetos
de vida e autoconhecimento; reflexões sobre os fatores que influenciam a escolha da profissão; orientações sobre as áreas de estudo e opções
de cursos de graduação, assim como o perfil profissional e mercado de trabalho; informações sobre formas de ingresso à universidade, bolsas e
financiamentos, intercâmbios, serviços e bate-papo com profissionais. Para isso foram realizados 9 encontros, com duração de 2h cada, no
período de setembro a novembro de 2016, divididos em sete temá cas: acolhimento, integração grupal, contrato de grupo, mo vação,
autoconhecimento, habilidades e competências, influências na escolha de uma profissão e informação profissional. Para o desenvolvimento do
grupo foram u lizadas várias técnicas como: entrevistas individuais, dinâmicas de grupo e vivências adaptadas ao processo de Orientação
Profissional, jogos, ques onários e relatos escritos. Como resultado, foi possível analisar que o processo de Orientação Profissional realizado
com estes alunos possibilitou a mediação de tomadas de decisão com consciência, autonomia e segurança, não somente voltadas para a
escolha de uma profissão, como também com uma visão crí ca, desafiadora e a va perante a vida. Por fim, foi possível compreender vários
conceitos sobre o desenvolvimento e maturidade da iden dade vocacional e a importância da orientação profissional no contexto da
adolescência e diversidade dos fatores que permeiam este processo de escolha profissional em estudantes do ensino médio.
giisely_f@hotmail.com

107
Apresentações Orais
A79
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL - ESTUDO DE CASOS COM ADOLESCENTES ABRIGADAS
Elaine Toledo Risso
Ana Luzinete Santos
Erica Fernandes da Silva Ramos
UNISA - Universidade Santo Amaro – São Paulo, SP
A orientação profissional tem por obje vo promover uma reflexão aos adolescentes sobre sua escolha profissional, considerando alguns fatores
que podem influenciar essa decisão, sendo eles família, escola, meio social, entre outros. Escolher uma profissão não é uma tarefa fácil e o
orientador irá auxiliar e dar suporte ao adolescente neste processo de escolha. O obje vo geral desta pesquisa foi analisar o processo da escolha
profissional de quatro adolescentes abrigadas a par r de atendimentos realizados em Orientação Profissional. A hipótese foi que as
adolescentes possuem dificuldade em realizar o planejamento de vida e a escolha profissional levando em consideração sua história de vida,
preferências, possibilidades e a necessidade de obter uma renda ao completar a maioridade, que vem acompanhada da saída do abrigo e a
responsabilidade legal pelo filho (a). A pesquisa foi baseada em estudo de casos com 4 adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos residentes
em um serviço de acolhimento ins tucional para mães e filhos localizado na Zona Sul de São Paulo. Foram realizados 8 atendimentos semanais,
com duração de 50 minutos, seguindo o referencial teórico do Estágio obrigatório de atendimento em Orientação Profissional do curso de
Psicologia da Universidade de Santo Amaro. Nota-se que a escolha profissional é permeada pelas influências, como histórico familiar, trajetória
escolar, vínculo com o filho e experiência de vida. Conclui-se que a escolha profissional não é realizada de acordo com desejos ou preferências,
mas voltada para a necessidade de se autogerenciar e conseguir recursos para manter a convivência com o filho(a) fora do abrigo.
eo-toledo@uol.com.br

A80
A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL REVELADA ATRAVÉS DO PROJETO DE EXTENSÃO 'JOVEM DO FUTURO: COM INSERÇÃO AO
MUNDO PROFISSIONAL'
Giovana Colombo Baroni
Kathleen Adriane Forlin
Zolnei Vargas Ernesta de Córdova
Rosimeri Vieira da Cruz de Souza
Bruno Dandolini Colombo
UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense - Criciúma, SC
O projeto de extensão, vinculado a Universidade do Extremo Sul Catarinense, visa trabalhar a orientação profissional em decorrência das
vulnerabilidades sociais com jovens, a fim de proporcionar o olhar diferenciado, preparando-os para o mercado de trabalho, resgatando suas
potencialidades no sen do de possibilitar a inserção dos mesmos no ensino superior e técnicos através de bolsas, financiamentos, dentre
outros temas trabalhados. As a vidades deste projeto de extensão são voltadas ao olhar e prá ca interdisciplinar com o desenvolvimento de
a vidades que visam à capacitação do jovem para o mercado de trabalho. Como trazido por Sparta (2004), a prá ca da orientação profissional
trazida por Bohoslavsky reconfigura uma nova prá ca e desenvolvimento de estratégias que contribuem para o planejamento de ações que
auxiliem os jovens no processo de escolha da profissão. Nessa perspec va, a Educação Física ingressa no eixo da cultura esporte e lazer, já o
curso de Direito relaciona seus conteúdos de direitos humanos e cidadania ao alcance das polí cas públicas vigentes, por fim, a psicologia social
e organizacional que elaboram metodologias de trabalho na linha das polí cas públicas, com foco ao encaminhamento ao mundo do trabalho e
um olhar social, que diante de todo o contexto e realidade dos jovens, possam ser auxiliados em estratégias que consigam a ngir as demandas
vividas em suas imediações sociais. Os encontros ocorrem segundo a proposta de Paulo Freire, de forma espontânea, dialé ca e horizontal. Com
a realização desse projeto percebe-se o crescimento do jovem e seu empoderamento diante da escolha de sua profissão, ressaltando que eles
se sentem mais seguros para tomar as decisões que se encontram no decorrer dessa escolha.
ke y_forlin@hotmail.com

A81
CURSOS ESCOLHIDOS POR ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE RIO GRANDE – RS
Carolina da Silva Santos
Ana Carolina de Souza Fonseca
Graziela Silva Rodrigues
Leonardo das Neves Leal
Fabíola Machado Guedes
Marilene Zimmer
FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS
A presente pesquisa trata-se de um estudo exploratório de caráter quan ta vo, originada de uma intervenção de Orientação Profissional - OP
em uma escola pública do município de Rio Grande - RS, em dezembro de 2016. O obje vo deste trabalho é apresentar os cursos mais escolhidos
pelos alunos do úl mo ano do ensino médio de uma escola pública de Rio Grande - RS após uma intervenção de OP. A intervenção consis u em
uma oficina onde foi inicialmente explicado aos alunos a definição e a aplicabilidade de OP. Após isso, foi introduzido um tabuleiro denominado
“Rota da Orientação Profissional”, que abordava aspectos importantes de se refle r no momento da escolha profissional. No final da oficina foi
aplicado um ques onário de autopreenchimento contendo sete questões referentes às impressões dos alunos em relação a a vidade e as suas
experiências prévias com OP, bem como, as profissões até então escolhidas por eles. Par ciparam da intervenção e do preenchimento dos
ques onários um total de 47 alunos do 3º ano de uma escola da rede pública de Rio Grande. Oito destes ques onários foram excluídos por
preenchimento incompleto. Dos 39 ques onários integralmente preenchidos, 34 par cipantes (87,18%) disseram que nham alguma profissão
escolhida, sendo que 20 (51,28%) deles escolheram dois ou mais cursos. Foram mencionadas um total de 23 profissões, sendo que os 11 cursos
mais escolhidos pelos alunos foram: Direito (14,81%), Engenharia/Técnico em Automação (11,11%), Engenharia Mecânica (9,26%), Jornalismo
(7,41%), Psicologia (7,41%); Engenharia/Técnico em Elétrica (7,41%); Medicina (5,55%); Engenharia da Computação (3,7%); Biologia (3,7%);
História (3,7%) e Cinema (3,7%). Percebeu-se que até o momento da oficina grande parte dos alunos já nha escolhido alguma profissão, sendo
que mais da metade referiu estar em dúvida entre duas ou mais profissões. Es ma-se que uma intervenção com mais encontros poderia auxiliar
no esclarecimento de dúvidas sobre qual seria a melhor opção para essa escolha.
carolinadasilvasantos94@gmail.com

108
Apresentações Orais
A82
ESCUTANDO OS APRENDIZES: ADOLESCÊNCIA E AS TRAVESSIAS NECESSÁRIAS NAS INTERFACES DA FAMÍLIA, ESCOLA, CURSOS E EMPRESA.
Elianes Klein
CEMADE-Centro De Aprendizagem Profissional para Adolescentes – Curi ba, PR
CAEE -EPHETA - Centro De Atendimento Especializado Epehta – Curi ba, PR
Resumo: O presente trabalho se propõe analisar queixas e demandas individuais da amostra de 1200 adolescentes em intervenções realizadas
pelo serviço de Psicologia com os aprendizes inseridos no programa de aprendizagem profissional em serviços administra vos com duração de
até 24 meses, considerando as interfaces envolvidas neste percurso entre a família, a escola, o curso de aprendizagem profissional e a empresa.
Obje vos: Oportunizar ao aprendiz um espaço de escuta e reflexão sobre os fatores de interferência da fase da adolescência em sua
aprendizagem profissional. Analisar interferências da dinâmica familiar no percurso de inserção inicial no mundo do trabalho. Resgatar a
importância da permanência na escola como instrumento de resgate da vulnerabilidade social. Oportunizar a construção cole va de uma rede
de apoio com a equipe interdisciplinar, orientadores e familiares. Metodologia: Análise qualita va e documental dos registros realizados em
técnicas de autoconhecimento e informação na aprendizagem, oficinas temá cas e por meio da pesquisa ação em Construção cole va, com
enfoque educacional e preven vo. Resultados: Intervenção e encaminhamentos nas demandas da fase e as implicações do mundo adulto.
Busca de ajuda individual, estruturação do projeto de vida pessoal e profissional. Aumento socioeconômico e inserção no trabalho e escola.
Conclusão: A aprendizagem profissional é uma polí ca pública que mo va e jus fica no contexto de vulnerabilidade social rever fatores de
exclusão social nas especificidades desta clientela como agente para ações de protagonismo juvenil e na construção de cultura de paz.
elianeskl@bol.com.br

A83
AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS EM UM GRUPO DE ALUNOS DE UMA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL
Delba Teixeira Rodrigues Barros
Larissa Assunção Rodrigues
Diogo Ferreira do Nascimento
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG
O teste AIP (Avaliação dos Interesses Profissionais) tem se mostrado eficaz no levantamento de campos de interesses profissionais no âmbito
clínico e na pesquisa. O obje vo desse estudo foi, a par r dos resultados do AIP, mapear os interesses de estudantes do 3º. ano de uma escola
pública de ensino técnico de nível médio integrado. O acesso à ins tuição é por processo sele vo anual e a escolha do curso deve ser feita no
momento da inscrição. São ofertados cursos de Análises Clínicas (AC), Automação Industrial (AI), Eletrônica (E), Informá ca (I) e Química (Q).
Para feitos desse estudo os cursos foram agrupados da seguinte forma tendo por base os campos do AIP: AI, E e I como sendo primariamente
relacionados ao Campo Físico-Matemá co (CFM); e AC e Q ao Campo Físico-Químico (CFQ). Par ciparam deste estudo 58 estudantes, entre 16 e
18 anos (M=17,10; DP=,48), sendo 24 matriculados nos cursos do grupo CFM (10 moças e 14 rapazes) e 34 em cursos do CFQ (24 moças e 10
rapazes). Os resultados do AIP revelaram que o campo de maior interesse (real e rela vo) para as moças é o CFM (Z = 1,41) e o Comportamental
Educacional o de menor interesse (Z = ,06). O Campo Manual Ar s co (Z = 1,01) foi de maior interesse dos rapazes e o Jurídico Social (Z = -,10) o
de menor interesse. Constata-se que, apesar de estarem se formando em áreas específicas do conhecimento, nem o grupo feminino nem o
masculino mostrou interesse predominante nos campos associados a seus cursos técnicos. Considerando a proposta do Novo Ensino Médio
aponta-se para a necessidade de auxiliar os jovens a conhecerem seus campos de maior interesse de forma a que sua escolha pelo curso técnico
e disciplinas opta vas se faça de maneira consciente e embasada em seu projeto de futuro.
delbabarros@terra.com.br

A84
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UMA PERCEPÇÃO DE ADOLESCENTES SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA ESCOLHA
PROFISSIONAL
Mauro Sergio Felix Junior
Carolina Bergone Pinto Lourenço
Alexandre Ribeiro da Silva
Natália do Espírito Santos Ne o
Thiali Curzio Chaves Albanese
Centro Universitário Celso Lisboa - Rio de Janeiro, RJ
O estudo tem por obje vo apresentar dados qualita vos sobre os significados atribuídos a importância da Orientação Profissional para os
alunos do 3º ano do Ensino Médio. O obje vo ao longo da pesquisa foi analisar a relevância desse serviço dentro das Escolas, buscando
compreender o modo como os estudantes agem, pensam e sentem referente a escolha profissional. A fim de desenvolver esta análise, no
referencial teórico é apresentada uma revisão da literatura acerca dos significados da categoria “trabalho”, do efeito do mercado de trabalho e
do ensino como parte essencial para a escolha profissional do jovem. A pesquisa foi realizada em caráter qualita vo, com o uso de entrevistas
semiestruturadas, aplicando-se entrevistas em profundidade, em que foram inves gadas questões como interesse por uma profissão,
conhecimento a respeito do programa de orientação profissional, influências externas, desafios e tendências quanto a escolha da profissão.
Com base na literatura consultada e na realização da pesquisa de campo, constatou-se que elementos como insegurança e dúvida são
sen mentos presentes nas relações que os jovens demonstram quanto a escolha de uma profissão. Conclui-se também que os mesmos estão
sendo formados para serem aprovados no ves bular. Suas vontades, sen mentos acerca do que realmente desejam, não parecem ser levados
em conta.
maurofelix.jr@gmail.com

109
Apresentações Orais
A85
CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLHA PROFISSIONAL EM UNIVERSITÁRIOS DE PSICOLOGIA EM INSTITUIÇÃO PÚBLICA
Felipe Miranda Barbosa - UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste – Ira , PR
Ana Lucia Iva uk - FAE Centro Universitário – Curi ba, PR
Suellen Althaus Carlos - UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste – Ira , PR
O estudo da escolha profissional ligada ao ensino superior e os mo vos que levaram cada indivíduo a fazer a sua escolha cresce cada ano. O
obje vo deste trabalho foi apresentar dados referentes a escolha profissional de ingressos no curso de psicologia de uma ins tuição pública de
uma cidade do interior do sul do Brasil. Através de um instrumento que foi organizado para esta finalidade buscou-se levantar dados que
pudessem caracterizar quem era esta população, dados referentes a forma de acesso ao ensino superior, o conhecimento que possuíam sobre o
curso de psicologia e as suas áreas de atuação e informações referentes a orientação profissional. Par ciparam da pesquisa 21 alunos ingressos,
sendo 81% do gênero feminino e 19% masculino. Cerca de 67% deles procedem do interior e 48% deles residia com os pais na cidade de origem
antes de iniciar a referida graduação. Em relação aos resultados sobre o ingresso no ensino superior, 76% estavam realizando primeira
graduação e 24% já nham iniciado ou concluído outro curso superior. Sobre o ingresso na ins tuição, a maioria precisou fazer mais de um
ves bular para conseguir sua aprovação nesta ins tuição. Dos par cipantes, 67% relataram escolher a psicologia através do que as pessoas em
geral costumam dizer a que ela se refere, sem pesquisas mais aprofundadas para saber sobre o seu real objeto de estudo e campo de atuação.
Sobre programas de orientação profissional, apenas 33% deles relatou ter realizado este processo, porém 95% descreveu que sabiam sobre a
existência e a importância do mesmo para realizar uma escolha profissional. Os dados apontaram que mesmo a escolha profissional sendo para
o curso de psicologia, a maior parte dos ingressantes não teve acesso a orientação profissional, como ocorre em outras profissões de nível
superior.
felipe@gcrescer.com.br

A86
PROJETO DE INTERVENÇÃO EM SITUAÇÃO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Janaina Ar oli
Tais Fernandes
Silvana Bormio
USC - Universidade do Sagrado Coração – Bauru, SP
Entende-se que é na adolescência, período de ocorrência de intensas transformações e emergência de uma iden dade mais integrada, que os
interesses profissionais começam a evidenciar-se, tendendo a se resolver até o início da vida adulta; é nessa fase que o jovem se depara com
uma série de escolhas que definirão parte de seu futuro, dentre elas a escolha profissional. Neste sen do, aponta-se a iden dade profissional
caminhando junto com a definição de uma iden dade pessoal, num processo que não é em absoluto defini vo, mas encontra-se subme do às
mesmas leis e dificuldades. A posição de escolha vocacional implica, então, em determinadas perdas, dúvidas e pressões que fazem deste
momento, um período em que um acompanhamento profissional pode facilitar um caminho, que poderia ser demasiadamente penoso e pouco
asser vo se fosse realizado sozinho. A Orientação Vocacional caracteriza-se mais amplamente como uma oportunidade de autoconhecimento e
reflexão de questões do co diano e das próprias vivências, que de outra forma o sujeito talvez não teria condições de entrar em contato. Mais do
que facilitar a escolha profissional, permite uma amplificação da realidade e conscien zação das possibilidades de escolha. O presente trabalho
é resultado de uma pesquisa realizada com 117 adolescentes estudantes da terceira série do ensino médio da cidade de Bauru – SP, com idades
em torno de 17 anos. O instrumento u lizado contou com 24 questões, que tabuladas, apontaram para 8 temas, os quais subsidiaram uma
proposta de intervenção. Estes englobaram a mundo do trabalho, a maturidade vocacional, o processo de escolha durante a adolescência,
sen mentos, iden ficações e influências, an teses próprias do processo e a escolha em si. O obje vo do projeto apresentado é, portanto,
proporcionar a facilitação do processo de escolha por meio da iden ficação das problemá cas envolvidas.
jana.ajp@hotmail.com

110
Como eu Faço?
CF01
SITUAÇÕES DE ADOLESCENTES EM DOIS MOMENTOS DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Dayane Barbosa
Ana Maria Cancian
Lucy Leal Melo-Silva
USP – Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto, SP
O adolescente em processo de escolha vocacional vivencia diferentes estágios do desenvolvimento, confrontando-se com tarefas a serem
cumpridas. Por meio de entrevistas clínicas é possível iden ficar diferentes situações, segundo Bohoslavsky, que mo vam ou não o adolescente
na tarefa de exploração de lugares desconhecidos (profissões). Elas são dida camente organizadas em quatro situações: (a) pré-dilemá cas [o
adolescente não percebe que precisa escolher], (b) dilemá cas [percebe que deve fazer algo], (c) problemá cas [parece realmente preocupado,
há mais discriminação e menos confusão], (d) de resolução [os conflitos são percebidos com maior clareza]. O obje vo deste estudo é iden ficar
as situações nas quais se encontram clientes atendidos em um Serviço de Orientação Profissional, em dois momentos específicos: na entrevista
inicial e na entrevista de meio do processo de intervenção. A amostra é cons tuída de 15 usuários, que frequentavam o serviço em 2017. Os
par cipantes cursavam o 2º ano do ensino médio (53,3%), frequentavam escola par cular (86,7%), e nham idade média de 16 anos. Os dados
foram tratados no programa esta s co IBM SPSS v. 22, conforme as situações registradas. Os resultados mostram que na entrevista inicial 33,3%
se encontram na situação pré-dilemá ca, 20% na dilemá ca, 20% na problemá ca e 26,7% na de resolução. Já no meio do processo, 26,7% dos
adolescentes se encontram na situação problemá ca e 73,3% na de resolução. Constatou-se que houve diferenças significa vas entre ambos os
momentos (p=0,004, Wilcoxon Test) com relação às situações, levando a concluir que há um avanço na fase de exploração e definição da
escolha. Tais resultados corroboram ideias de Bohoslavsky acerca do processo de orientação na construção da iden dade vocacional, no
sen do que esses adolescentes estão fazendo uma escolha ajustada, embasada no conhecimento dos seus limites, ainda que hajam conflitos a
serem resolvidos e o luto pelas outras escolhas que terão que abdicar, pico da situação de resolução.
dayanebarbosa.19@gmail.com

CF02
O PLANEJAMENTO DE CARREIRA NA ÁREA TECNOLÓGICA
Maria Sara de Lima Dias
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Curi ba, PR
Obje va-se discu r a avaliação de uma disciplina de planejamento de carreira na área tecnológica do ponto de vista de seus alunos. A disciplina
tem o propósito de orientar alunos que precisam de algum po de informação para fases da transição na vida, entre o universo da educação
profissional e do mundo do trabalho trata-se de uma disciplina semestral com em média 40 alunos ofertada desde o ano de 20014. Como
metodologia u liza-se do referencial da psicologia histórico cultural e de prá cas de dinâmicas de grupo, jogos e aulas exposi vas. Os conteúdos
selecionados versam sobre o autoconhecimento, o conhecimento sobre as prá cas no mundo do trabalho e as prá cas da formação acadêmica,
enfocando na necessidade de realização de um planejamento de carreira ao final da disciplina como a vidade avalia va. Como resultados da
avaliação dos alunos que frequentaram a disciplina considera-se que o currículo da grande maioria dos cursos superiores nas áreas tecnológicas
ou nas engenharias não aborda reflexões necessária para que o aluno realize o seu planejamento de carreira. As angús as e ansiedades da
transição são minimizadas com a disciplina que também favorece a troca de aprendizagens. As a vidades mais apreciadas são as a vidades
prá cas de role play e os jogos de tomada de decisão. Segundo os alunos os debates e pesquisas sobre o campo de trabalho ampliam o
conhecimento das oportunidades profissionais para as engenharias. Deste modo a preparação dos alunos para o ingresso na a vidade
ocupacional e o seu projeto de vida se configura como o maior bene cio da disciplina. Permite ao aluno um sen mento de autoconfiança e a
diminuição da ansiedade ao par cipar de processos sele vos. Na relação entre educação e trabalho considera-se fundamental a oferta de
disciplinas orientadoras com diferentes estratégias que auxiliam o jovem em sua preparação para o ingresso na vida a va durante a
universidade.
mariadias@u pr.edu.br

CF03
PROFISSÃO FUTURO: POSSIBILIDADES DE USO DO RECURSO EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Anna Kelly Fraxe Tizianel Frota
Huaína Guimarães Vieira Ribeiro
Alessandra Kinn Pedó Serega e
PEC - Profissio - Escolhas e Carreiras – São Luís, MA
A presente proposta tem como obje vo apresentar o recurso lúdico chamado PROFISSÃO FUTURO: 100 PERGUNTAS PARA AUXILIAR NA
ESCOLHA PROFISSIONAL lançado em 2017 pela Matrix Editora e suas possibilidades de uso em processos individuais e grupais de orientação
profissional com adolescentes. O recurso é composto de 100 cartas com perguntas divididas em 5 categorias: autoconhecimento, processo de
escolha, mundo do trabalho, informação profissional e projeto de futuro. Criado para gerar conversas, o PROFISSÃO FUTURO contribui ainda
para incen var um momento lúdico e descontraído, para promover interação, para es mular os par cipantes a falarem sobre si e para compor
a vidades diversas que precisam de perguntas previamente estruturadas. Pode ser usado por categorias, de forma completa ou com perguntas
selecionadas de acordo com o obje vo da a vidade proposta pelo orientador. A versa lidade do recurso ainda permite que seu uso seja
explorado em vários locais como clínicas e ins tuições. O uso do material não é exclusivo dos profissionais de psicologia podendo ser usado por
orientadores profissionais em geral.
annakellyfrota@gmail.com

111
Como eu Faço?
CF04
“ARGILA - ESPELHO DA AUTO-EXPRESSÃO”: RECURSO NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Maria da Glória Cracco Bozza - ARGILA - Ins tuto Argila Espelho da Auto-Expressão Ltda-ME- Curi ba, PR
Rafaela Roman de Faria - ICOP - Ins tuto de Coaching e Orientação Profissional- Curi ba, PR
O método “Argila-Espelho da Auto-Expressão” foi desenvolvido pela psicóloga Glória Bozza e adaptado para uso em Orientação Profissional
(OP) pela orientadora profissional Rafaela de Faria. Durante a trajetória (36 anos de prá ca) de Glória Bozza, ela elaborou 04 kits, 02 que
retratam esculturas metafóricas com temas comuns nos processos gerais do desenvolvimento humano, o terceiro com foco na autoes ma e o
úl mo com foco na criança interior dos clientes. O método é formado por 03 formas de aplicação:1) cliente e profissional modelam em argila,
segundo tema livre ou dirigido; 2) o tema pode ser escolhido pelo cliente a par r de esculturas confeccionadas e 3) a escultura pode ser
escolhida pelo psicólogo para ilustrar o tema. O presente trabalho tem como obje vo: relatar a experiência prá ca de processos de OP - em
diferentes etapas da vida e momentos da carreira - que u lizaram como recurso complementar esse método. Os resultados posi vos da
ar culação teórico-prá ca foram percebidos em todos os processos realizados durante 03 anos por Rafaela de Faria. Apesar das inúmeras
opções de esculturas, destaca-se as dez que exercem papel colabora vo nos processos de desenvolvimento de carreira: 1- “indeciso”, 2-
“simbiose: sou tão você que sinto falta de mim”, 3- “pegam no meu pé”, 4- “avestruz”, 5- “só corações”, 6- “só cabeças”, 7- “fantasma”, 8- “burro
de carga” e 9- “adulto infan lizado” e 10- “criança”. A par r dos anos de aplicação exclusiva nos processos de OP, verifica-se que o método
agrega valor aos processos de intervenção também nessa área, uma vez que possibilita aos clientes, nas diferentes faixas etárias e etapas da
carreira a expressão metafórica de suas questões profissionais. Auxilia nos processos de diagnós co e intervenção, facilita a expressão verbal e o
autoconhecimento pelo princípio de realidade e ainda proporciona a diferenciação e a validação na ação do indivíduo.
rafaelaicop@gmail.com

CF05
“SE ORIENTE RAPAZ” - PRÁTICAS GRUPAIS EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DE UM COLÉGIO PARTICULAR DA CIDADE DE SANTOS
Isabela Sgavioli Massucato
Maria Elvira Falcão Paiva Magalhães
Le cia Araújo Vieira
Bruna Nubile Maynart Lemos
Colégio Universitas de Santos – Santos, SP
Introdução O processo de escolha profissional exige que o jovem mergulhe dentro de si para iden ficar seus obje vos de vida, habilidades,
valores e as par cularidades do mundo do trabalho. In tulado “Se Oriente Rapaz”, o projeto de Orientação Profissional do Colégio Universitas
de Santos desenvolve grupos com alunos do 3º ano do Ensino Médio, a fim de lidar com as demandas decorrentes dessa fase importante de
tomada de decisão. Obje vo: Oferecer aos alunos momentos de reflexão acerca de aspectos imprescindíveis na escolha profissional. Métodos
São realizados 6 de encontros de 1h30min de duração com grupos de aproximadamente 15 alunos. Em cada encontro uma tarefa é realizada,
seguida de discussões sobre a temá ca. Também são aplicados 3 testes psicológicos: EMEP, QUATI e AIP. Ao final dessas a vidades, a
coordenadora do grupo conversa individualmente com cada um dos par cipantes para dar o resultado dos testes e apresentar uma análise de
acordo com o material produzido pelo adolescente ao longo do processo grupal. Resultados A experiência que temos na devolu va dos
encontros é relatada de forma posi va pelos alunos. Os adolescentes nem sempre saem desse processo com a certeza de que seguirão
determinada carreira, mas passam a ser mais reflexivos e com um domínio maior sobre o mercado de trabalho. A troca de experiência entre os
alunos é muito importante para que eles ampliem seus olhares e repensem os es gmas e preconceitos que rodeiam determinadas profissões.
Os alunos passam a ser mais crí cos e ponderar novos aspectos que envolvem a tomada de decisão. Conclusão O grupo “Se Oriente Rapaz” é um
espaço de produção de conhecimento e construção de iden dade importante para os adolescentes que se encontram nessa fase de escolha
profissional. O trabalho em grupo é uma estratégia que possibilita a quebra de paradigmas, desenvolve o respeito e promove integração entre
os alunos.
isamassucato@yahoo.com.br

CF06
A EXPERIÊNCIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM UM PRÉ-VESTIBULAR SOCIAL NO RIO DE JANEIRO
Theresa Cris na Mathias Pinto
LAUREATE - IBMR - Ins tuto Brasileiro de Medicina e Reabilitação – Rio de Janeiro, RJ
Este trabalho relata a experiência de orientação profissional com jovens e adultos em pré-ves bulares sociais que desenvolvo, desde 2014,
como supervisora de um grupo de estagiários do setor de psicologia aplicada da faculdade onde leciono. Como consequência das polí cas de
inclusão social das úl mas décadas, encontramos muitos estudantes que são os primeiros graduados em suas famílias. Um movimento natural
consequente desta mudança é o crescimento de grupos aonde estudantes universitários, juntamente com egressos e estudantes do ensino
médio de escolas públicas, vêm se organizando para montar cursinhos pré-universitários comunitários, a fim de construir uma melhor
preparação para enfrentar os ves bulares. Como exemplo cito o trabalho desenvolvido pelo Invest – voltado para alunos de baixa renda do Rio
de Janeiro. Em sua tese de doutorado de agosto de 2008, Silvio Bock nos mostra o quanto o campo da psicologia esteve distante dessas
questões: “O campo de pesquisa da Orientação Profissional não se preocupou em estudar ou mesmo aprofundar o conhecimento do processo
de decisão das populações mais empobrecidas” (Bock, 2008). Ao iniciar o trabalho com os estagiários percebi a necessidade de entender e
preparar os alunos para encontrar os melhores meios para a construção de uma orientação que de fato atendesse as demandas apresentadas.
Próxima àquela realidade constatei o quanto fazer o psicólogo estava alijado do contexto, não poderíamos apresentar modelos pré-concebidos.
Em conjunto com a equipe de estagiários construímos um modelo que une vivências, ques onários de autorrelato além de instrumentos
consagrados de testagem como AIP e Qua . A orientação foi feita em grupos contando com cerca de oito encontros. Ao final, aplicado um
ques onário de reação, encontramos resultados surpreendentes principalmente em relação ao autoconhecimento proporcionado pelo
processo. A ação tem se mostrado bastante ú l e neste semestre será estendida a outros cursos preparatórios.
theresacris@oi.com.br

112
Como eu Faço?
CF07
PROJETO DE VIDA E ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: UMA ABORDAGEM JUNTO A ESTUDANTES DE NONO ANO DE ESCOLA PÚBLICA
Marilu Diez Lisboa
Maribel Rosa Balardin Lemos
INSTSER - INSTITUTO DO SER - Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC
A presente intervenção buscou oportunizar e despertar olhares para a orientação quanto às escolhas profissionais, construção de projetos de
vida e tomadas de decisões, junto a jovens/adolescentes concluintes do 9º ano de uma escola da rede municipal de Lages, SC. Foram
trabalhados estudantes pertencentes aos períodos diurno e noturno, totalizando três turmas. Oportunizaram-se quatro encontros, de quatro
h/aulas, totalizando 16 h/aula de trabalho. Adotou-se como método a u lização de dinâmicas e exercícios específicos de orientação profissional
que permi ram a reflexão sobre escolhas, tomada de decisão e projeto de vida. Foram apresentadas, por meio de palestras, possibilidades de
inserções em cursos profissionalizantes e de nível superior como caminhos após a conclusão do Ensino Fundamental dois, visando o
prolongamento da escolaridade e a qualificação para o exercício de uma profissão. Igualmente foram enfocados temas e procedimentos acerca
da empregabilidade e direitos trabalhistas. A etapa informa va compôs com a abordagem facilitadora da apropriação de si, trabalhando-se
especificamente o autoconhecimento, uma vez que se considera que as escolhas profissionais envolvem fatores pessoais, sociais e culturais dos
sujeitos. Os referenciais teóricos que subsidiaram esta abordagem foram: Freire (2014) que ilustra sobre autonomia e independência; Duarte
(2000) contribuindo com a reflexão sobre as diferentes realidades às quais o sujeito pertence; Krichesky (2008) trazendo sua avaliação sobre
inclusão educa va de adolescentes; Rascovan (2000) acrescentado sobre o jovem ao sair do processo de escolarização e suas escolhas; e nesse
contexto Sales, Matos e Leal (2004) ponderando sobre família, polí cas e juventude. Os resultados demonstraram ser altamente necessária a
abordagem de Orientação profissional junto a jovens pertencentes ao sistema público de ensino e a afirmação dessa área do conhecimento,
mormente a par r da reforma do ensino médio (Lei 13415/17) que antecipa a necessidade de escolha do caminho dos estudos vislumbrando o
futuro profissional.
marilu@instserop.com.br

CF08
“ME FORMEI, E AGORA?” A EXPERIÊNCIA DE CONSTRUÇÃO E EXECUÇÃO DE UM WORKSHOP DE CARREIRA PARA PSICÓLOGOS.
Bruna Bortola o Rizzieri
Juliana Kunz Silveira
FGG - Faculdade Guilherme Guimbala – Joinville, SC
Este relato conta a experiência de construção e de execução de um workshop de carreira para psicólogos. Um dos pontos de par da para a sua
elaboração se deu através da reflexão feita entre as autoras sobre suas experiências de formação, e a falta de inves mento de espaços na
academia que permi ssem discu r acerca de carreiras e seus desdobramentos, sobretudo no curso de psicologia. A intervenção teve como
principal obje vo a promoção de um processo breve de orientação e planejamento de carreira, voltado especificamente para psicólogos no
início da trajetória profissional. Optou-se por priorizar aprendizados prá cos e trocas de experiências entre os par cipantes por meio de grupos
de até seis pessoas, tencionado a um clima mais in mista, e de maior cuidado com as demandas individuais. Totalizou-se seis horas de trabalho
que permi ram aos par cipantes a construção de um plano de ação ao final do encontro. Os resultados apontaram para uma procura maior de
acadêmicos do úl mo ano de graduação, em comparação a profissionais já formados. No que tange às demandas apresentadas, estas aludem
principalmente a angús a pela entrada no mercado de trabalho, dúvidas referentes às possibilidades de atuação, bem como, a busca por
orientações que norteiam ações e inves mentos futuros na profissão. Concluímos que há uma lacuna significa va no que tange a preparação
dos futuros psicólogos para a construção de suas carreiras. Essa perspec va de intervenção pontual permite a aproximação da população com a
temá ca, bem como, potencializa a divulgação da orientação profissional e de carreira para outras categorias profissionais, tendo em vista os
planos de ampliação do workshop.
bruna.rizzieri@gmail.com

CF09
PROJETO DE REORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DA UNIVERSIDADE DE FORTALEZA: POSSIBILIDADES DE (RE)ELABORAÇÃO DA ESCOLHA
PROFISSIONAL
Roberta Maria Fernandes Cavalcante
Le cia Leite Bessa
Ana Carolina Pacheco Bi encourt Fontes
Jihane de Lima Diogo Fonseca
Cris na de San ago Viana Falcão
Ygor Raphael Gomes Eloy
Maria Helena Bezerra Câmara Campos
Ada Natália Firmino Gonzaga
Thaisa Cordeiro Gondim Benevides
Ana Priscilla Mar ns Rocha
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Atualmente, a evasão acadêmica é um dos grandes desafios das Ins tuições de Ensino Superior, nas redes pública e privada. As desistências dos
estudantes que iniciam, mas não finalizam seus cursos, são desperdícios sociais, econômicos e acadêmicos. São muitas as causas que podem ser
relacionadas ao fenômeno da evasão, uma delas diz respeito ao modo como o estudante realiza sua escolha profissional. Diante desta realidade,
a Universidade de Fortaleza iniciou, em 2016, um Projeto Ins tucional de Reorientação Profissional, intencionando oferecer espaço de escuta,
compreensão e reflexão, apoiando os universitários que apresentam demandas e conflitos relacionados à questão profissional quanto a terem
clareza ou a (re)elaborarem sua escolha profissional. O presente trabalho se trata do relato desta experiência. O estudante pode ingressar neste
projeto a qualquer momento do semestre. Inicialmente, é realizada uma entrevista profunda individual. Em seguida, são organizados grupos de
até dez integrantes de diferentes cursos de graduação, que par cipam de cinco encontros semanais, com duas horas de duração, mediados por
diversos recursos, capazes de propiciar a reflexão sobre autoconhecimento; influências no processo de escolha profissional; processo de re-
escolha; significado do trabalho; informação da realidade profissional. Ainda compõem o projeto outros dois encontros individuais – um para
troca de informações que são coletadas nos encontros grupais e uma entrevista final para integração dos dados e feedback do processo. Nestes
7 meses, 270 alunos foram beneficiados. O projeto tem propiciado aos estudantes maior clareza quanto às influências recebidas; espaço de
acolhimento e escuta quanto às angús as em torno do desafio da re-escolha profissional; tomada de consciência sobre o que não querem para
si; desenvolvimento de postura mais a va e autônoma na busca do conhecimento da nova realidade profissional. Deste modo, a Universidade
de Fortaleza realiza a missão de promover a formação e, através dela, o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes.
opc@robertacavalcante.psc.br
113
Como eu Faço?
CF10
EXPERIENCIA DE ESTÁGIO: A PRÁTICA EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA CLINICA ESCOLA DE PSICOLOGIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO
ESTÁCIO/JF
Elza Lobosque
CUEJF - Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, MG
O tema desta experiência de estágio foi a prá ca da O. P. na Clínica Escola, realizando o acompanhamento de todos os procedimentos realizados
e seus resultados. O obje vo foi realizar uma descrição dos procedimentos u lizados na prá ca da O. P. e analisar os resultados alcançados na
prá ca da O. P. Através de entrevistas e aplicação de testes psicológicos, os orientandos foram auxiliados na escolha profissional de forma mais
asser va. Sendo esse um processo, cujo intuito consiste em proporcionar ao orientando ter ideias mais claras sobre si e sobre suas escolhas
profissionais, colocando-o em contato com seus interesses, ap dões, habilidades, traços de personalidade, realidade do mercado de trabalho e
maneiras de alcançar seus obje vos. Foram realizadas 66 entrevistas com interessados em realizar o processo de Orientação. Como
procedimento inicial, usou-se como recurso para levantamento dos dados a aplicação de uma entrevista e nas próximas sessões, de forma
intercalada, realizou-se uma bateria de testes psicológicos, instrumentos que aferem interesses, habilidades, cognição, personalidade,
autoeficácia para escolha profissional, com 2 encontros semanais, sendo que foram realizados de 10 a 14 encontros individuais. Ao final dos
encontros, foram realizadas entrevista devolu vas aos orientandos. Todos os orientandos que passaram pelo processo e o finalizaram
conseguiram alcançar o obje vo de orientação no processo de escolha profissional. Foi possível verificar uma diminuição significa va pós-
orientação da indecisão e um aumento nos níveis de maturidade e exploração vocacional. Desta forma os resultados alcançados foram
sa sfatórios a toda equipe envolvida no processo que contou com uma supervisora de estágio e 7estagiários. Em palestras realizadas em escolas
públicas e par culares, 164 pessoas demonstraram interesse em realizar a O.P.,66 pessoas realizaram as triagens, sendo que 9 pessoas
desis ram do processo, os 57 atendidos foram até a etapa final sendo que 34 eram do sexo feminino e 23 do sexo masculino, com idades
variando de 16 a 62 anos.
elza.staffconsultoria@gmail.com

CF11
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DEFICIÊNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Morgana Orso dos Santos
Michele Gaboardi Lucas
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
A orientação profissional além de auxiliar adolescentes e adultos no processo de escolha e reorientação profissional, também é u lizada como
um recurso facilitador na inclusão de pessoas com necessidades especiais as universidades e ao mercado de trabalho. Este estudo busca
apresentar um relato de experiência de uma estagiária de psicologia no processo de orientação profissional em uma clínica escola do oeste de
Santa Catarina, que foi realizado em um adolescente com paralisia cerebral. Esta doença é caracterizada pelo desenvolvimento anormal do
cérebro afetando o Sistema Nervoso Central ocasionando distúrbios na motricidade, tais como alterações do movimento, equilíbrio e postura. A
orientação profissional ocorreu por meio da entrevista inicial, a vidades de autoconhecimento e relacionadas à profissão como o jogo Meus
Critérios para Escolha Profissional, em um total de sete sessões. Todas as técnicas foram aplicadas verbalmente e adaptadas para melhor
compreensão do orientando. No decorrer das sessões o cliente demonstrou muitas habilidades na u lização do tablet, desta forma o aparelho
foi u lizado como facilitador nas a vidades de pesquisa. Optou-se pela não aplicação de outras testagens, devido à dificuldade de manejo pelo
cliente. Ao concluir o processo o mesmo optou pelo curso de Sistemas de Informações. Este processo demonstrou-se produ vo tanto para o
cliente que pode escolher sua futura profissão de forma mais consciente, quanto para a estagiária que precisou entender e se adaptar ao
momento, como também tornou-se uma importante experiência para sua formação profissional.
michele.lucas@unoesc.edu.br

CF12
GESTÃO DE CARREIRA: UMA DISCIPLINA NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
Michele Gaboardi Lucas
Carla Fabiana Cazella
UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – Chapecó, SC
A mudança dinâmica no mundo do trabalho que transcorre nos úl mos anos acaba por refle r diretamente no contexto de carreira profissional.
Sendo assim, refle r sobre as questões de carreira é um ponto importante para jovens inseridos no contexto universitário. Neste sen do
apresenta-se a prá ca realizada na disciplina A vidade Curricular Complementar III – Gestão de Carreira no curso de Administração na
Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) Campus Chapecó, que pelo segundo ano consecu vo é ministrada para os acadêmicos do
terceiro período, no turno noturno. Esta disciplina conta com 30 h/a, tem como obje vo introduzir e contextualizar o estudo referente à
orientação e planejamento de carreira, bem como que o acadêmico possa refle r e iniciar a organização de seu planejamento de carreira. As
a vidades realizadas têm um enfoque teórico prá co, sendo que os principais temas trabalhados são: empregabilidade, autoconhecimento,
capacitação profissional, desenvolvimento e planejamento de carreira. Dentre as técnicas u lizadas destacam-se as ancoras de carreira de
Schein (1996), escala de autopercepção de empregabilidade de Peixoto, Janissek e Aguiar (2015), cur grama de Soares (1993) e linha da vida de
Soares (2002). No final da disciplina os acadêmicos devem construir seu projeto profissional de acordo como modelo de Dutra (2002). Até o
presente momento a avaliação dos acadêmicos é posi va na medida que esta disciplina possibilita um espaço para que possam olhar para si e
considerar questões per nentes sobre sua carreira profissional.
michele.lucas@unoesc.edu.br

114
Como eu Faço?
CF13
A FERRAMENTA O*NET ONLINE E SUA UTILIZAÇÃO EM PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DE CARREIRA
Rosângela Escalda - Front Page Ltda. - Belo Horizonte, MG
Cris na Sá Fortes - Front Page Ltda. - Belo Horizonte, MG
Delba Barros - UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG
Pedro Róldi - UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte, MG
A tomada de decisão com relação ao curso e à carreira envolve, entre outras questões, o conhecimento dos aspectos internos
(autoconhecimento) e externos (informação sobre a realidade profissional) de quem escolhe. O obje vo deste trabalho é apresentar a
ferramenta O*NET OnLine e a sua u lização como suporte para a busca de informação profissional. O jogo Matriz de Habilidades e Interesses
Profissionais é u lizado como um dos instrumentos para se avaliar alguns dos aspectos internos da escolha e iden ficar áreas de atuação e
ocupações compa veis com os interesses e as habilidades do(a) orientando(a). Após a aplicação do jogo, segue-se a discussão dos resultados e a
u lização da ferramenta O*NET OnLine, que oferece acesso a dados relacionados aos aspectos externos da escolha (informação profissional).
Uma vez que o site está em inglês, nos casos em que o(a) orientando(a) não domina a língua inglesa, tem-se realizado traduções para o
português dos elementos mais relevantes da informação ali disponibilizada. A Ferramenta O*NET OnLine é eficiente como facilitadora para a
tomada de decisão, uma vez que amplia a exploração de possibilidades, considerando-se o acesso a inúmeras profissões/ocupações dos mais
diversos pos de formação. Complementa, disponibilizando um grande volume de dados, as informações (levantadas durante os processos de
Orientação Profissional e de Carreira) a respeito de habilidades, interesses, competências, traços de personalidade e qualidades que o indivíduo
julga ter. Em casos específicos de Orientação de Carreira, orienta sobre a necessidade de qualificação e/ou treinamento específicos ou até
mesmo de uma formação complementar para se seguir determinado caminho. Informa, ainda, sobre os diversos pos de profissões/ocupações,
desde as “verdes” até as emergentes. Conclui-se, então, que a ferramenta O*NET OnLine, apesar de ser de origem norte-americana, oferece
possibilidades de adequação e de adaptação à realidade laboral brasileira, podendo ser u lizada em casos de Orientação Profissional ou de
Carreira.
rosescalda@uol.com.br

CF14
O INDIVÍDUO E A ESCOLHA PROFISSIONAL: DIÁLOGOS EM UMA CLÍNICA-ESCOLA
Monique Arantes Ricardo
Carmen Lúcia Reis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
A Orientação Profissional consiste em um campo teórico que subsidia a atuação de psicólogos, pedagogos e outros profissionais com crianças,
adolescentes e jovens adultos a fim de promover uma educação de carreira ou auxiliá-los no processo de escolha e/ou re-escolha profissional.
Esse serviço pode ser oferecido em escolas, universidades ou consultórios. Em relação à escolha profissional, fatores econômicos, sociais,
familiares e pessoais têm contribuído para tornar esse momento um desafio que, frequentemente, não consegue ser superado quando o
adolescente conclui a educação básica. Nesse sen do, o presente trabalho tem como obje vo relatar uma experiência de atendimento em
Orientação Profissional realizado em uma clínica-escola com um adolescente, estudante de curso preparatório para ingresso na educação
superior. Esse atendimento foi planejado tendo-se em vista 12 sessões, divididas em três momentos considerados importantes para a realização
desse trabalho: 1) autoconhecimento, 2) informações profissionais e 3) critérios de escolha. Enquanto no primeiro momento foram u lizadas
técnicas para compreender caracterís cas pessoais, tais como, valores, interesses e habilidades, no segundo momento foram propostas
a vidades com o intuito de informar, esclarecer e trabalhar as crenças relacionadas às Ins tuições de Ensino Superior (IES), às oportunidades
oferecidas aos discentes nesses contextos, os cursos ofertados e as profissões/campos de atuação. Já no terceiro momento, critérios de escolha,
foram desenvolvidas intervenções abordando a relação entre as caracterís cas pessoais e as profissões, u lizando-se assim jogos para refle r
sobre as expecta vas rela vas ao futuro profissional, como ambiente, ro na e retornos esperados do trabalho. De modo geral, os diálogos
clínicos realizados nas sessões de orientação cumpriram o obje vo principal: potencializar o adolescente para uma escolha profissional
autônoma e consciente. Além disso, por ter sido desenvolvida em uma clínica-escola, essa experiência de atendimento individual contribuiu de
forma significa va para a formação é ca e profissional da estagiária de psicologia responsável pelo planejamento e condução desse
atendimento.
monique.arantesr@gmail.com

CF15
ESCOLHAS E RE-ESCOLHAS: EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS EM UM GRUPO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Monique Arantes Ricardo
Carmen Lúcia Reis
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
A Orientação Profissional abrange múl plas perspec vas teóricas provenientes da Psicologia que auxiliam o orientador a planejar e desenvolver
sua práxis. A abordagem Histórico-Cultural, que fundamenta esta experiência, entende a escolha e a re-escolha profissional como processos de
decisão individual influenciadas por fatores econômicos, sociais, familiares e culturais. Este trabalho tem como obje vo relatar uma experiência
de estágio profissionalizante em Orientação Profissional desenvolvido na clínica-escola do curso de Psicologia da Universidade Federal de
Uberlândia (UFU). A proposta desse estágio foi de oferecer condições e recursos para que os adolescentes/jovens-adultos realizassem uma
escolha/re-escolha profissional autônoma e consciente. Nesse sen do, inicialmente, a oferta do serviço de Orientação Profissional foi divulgada
em diferentes meios de comunicação e, a par r disso, foram agendadas e realizadas entrevistas iniciais com os interessados. Esta etapa foi
importante para a cons tuição do grupo, uma vez que procurou entender as crenças, os obje vos, as expecta vas e a disponibilidade do
público-alvo em relação à proposta de atendimento. A par r disso, o grupo foi cons tuído por sete jovens com faixa etária de 16 a 21 anos;
destes, cinco estavam no Ensino Médio e, por isso, pretendiam fazer uma escolha profissional e outros dois já haviam ingressado no ensino
superior, mas pretendiam re-escolher, isto é, optar por outro curso de graduação. Considerando a heterogeneidade do grupo, o trabalho foi
estruturado em 11 encontros semanais com duração de duas horas, abordando as seguintes temá cas: autoconhecimento, informação
profissional e mundo do trabalho. Assim foram realizadas discussões, a vidades lúdicas e (in)forma vas e, por fim, uma visita dirigida em uma
mostra de cursos técnicos e de graduação promovida pela UFU. No final do processo, notou-se a importância que ter um espaço para discussão,
problema zação e ressignificação das questões que envolvem os processos de escolha e re-escolha de uma profissão apresentou para os
integrantes do grupo.
monique.arantesr@gmail.com

115
Como eu Faço?
CF16
UMA EXPERIÊNCIA TELEVISIVA NO PROCESSO DA ESCOLHA PROFISSIONAL
Giselle Welter - GW Vocação & Relações Humanas – São Paulo, SP
Ka a Ura- Ritus Orientação Profissional Vivencial – São Paulo, SP
A questão da escolha profissional vem adquirindo relevância no nosso país, tendo mo vado inicia vas e projetos de lei que visam colocar a
orientação profissional na grade curricular das escolas da rede pública e privada, e despertado o interesse da mídia por essa temá ca. Em 2014 e
2017 uma emissora de televisão de alcance nacional introduziu um quadro na sua programação com o obje vo de propiciar a adolescentes que
cursavam o terceiro ano do ensino médio a oportunidade de explorarem três carreiras cada um. O modelo do programa incluiu um contato
inicial de cada jovem com um orientador profissional para ajudá-lo a refle r sobre suas opções de escolha profissional e expecta vas familiares,
e iden ficar outras possibilidades de profissões além daquelas consideradas por ele e pelos pais. Além de permi r que os par cipantes
refle ssem sobre suas hipóteses, o quadro também teve um caráter informa vo ao apresentar aos telespectadores as carreiras exploradas por
eles, totalizando 90 ocupações profissionais. Embora a proposta do quadro fosse limitada a um trabalho inicial com o orientador profissional, o
contato com os jovens foi man do após o encerramento da par cipação deles no programa. Durante os encontros pós-programa eles veram a
oportunidade de avaliar a experiência em campo e televisiva, refle r sobre elas e dar con nuidade ao processo de orientação profissional, caso
desejassem. Este trabalho pretende apresentar a experiência dos profissionais que par ciparam desse quadro e o impacto que ele teve sobre o
processo de escolha profissional dos jovens par cipantes.
gwelter@gwconsult.com.br

CF17
LEGO® SERIOUS PLAY®: UM RECURSO FACILITADOR DA REFLEXÃO SOBRE SI NO PROCESSO DE ESCOLHA PROFISSIONAL
Giselle Welter
GW Vocação & Relações Humanas – São Paulo, SP
Nas úl mas décadas, a orientação profissional se distanciou do modelo dos testes de ap dão e colocou o foco no sujeito que escolhe, buscando
promover a reflexão sobre si mesmo e sobre a realidade sócio-profissional, e es mulando, ao mesmo tempo, a independência e a
responsabilidade dos jovens frente à escolha profissional. Em tempos de incertezas, rupturas e crises, eles se sentem muito perdidos e
ameaçados, temerosos quanto ao próprio futuro e, consequentemente, de fazer escolhas 'erradas '. Esse cenário exige que tenham resiliência
para lidar com frustrações e enfrentar os obstáculos que encontrarem pelo caminho. Quando faltam regras e critérios de desempenho claros,
faz-se necessário buscar referências internas, por meio da compreensão de 'quem sou eu'. O método Lego® Serious Play® - LSP é uma técnica
facilitadora da reflexão, da comunicação e da solução de problemas em diferentes contextos. Está alicerçada no Constru vismo de Piaget e no
Construcionismo de Papert, e sua eficácia encontra apoio em pesquisas recentes no campo das neurociências e no conceito de Flow, de
Csikszentmihalyi. O processo de aprendizagem por meio da LSP se dá por meio da experiência significa va e da incorporação do aprendido aos
modelos mentais pré-existentes. Trata-se de um processo inovador, baseado na experiência concreta, por meio da construção de modelos
metafóricos em 3D com os blocos LEGO®. A aplicação dessa técnica em orientação profissional mostrou ser muito enriquecedora, pois permite
que o orientando adquira uma melhor compreensão de si, por meio de uma a vidade introspec va muito envolvente e es mulante, ajudando-
o a refinar sua percepção sobre a fase de mudanças na qual se encontra, e a tomar decisões alinhadas com a própria iden dade. Este trabalho
abordará os pilares do método Lego® Serious Play® e sua adaptação ao contexto da orientação profissional, ilustrada por meio da apresentação
de casos.
gwelter@gwconsult.com.br

CF18
ORIENTAÇÃO PARA A VIDA E PARA O TRABALHO: UMA EXPERIÊNCIA COM JOVENS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE
Sonia da Cunha Urt
UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande, MS
A proposta in tulada: “ Projeto para a Vida e para o Trabalho: uma experiência com o projeto AJA/MS” visou desenvolver Oficinas de Orientação
Profissional a jovens em situação de vulnerabilidade de uma escola pública da cidade de Campo Grande - MS. Esta experiência configurou-se
como a vidade prá ca da disciplina Orientação Profissional do oitavo semestre do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso
do Sul. OBJETIVO: contribuir para a formação crí ca dos par cipantes do AJA (Avanço do Jovem na Aprendizagem) em uma situação de
orientação para a vida e para o trabalho. MÉTODO: Foram desenvolvidas pelos alunos do oitavo semestre do Curso de Psicologia com Supervisão
oito Oficinas além de uma a vidade inicial, contato e ainda o fechamento. Houve a criação de vínculo com os gestores da escola e o psicólogo
responsável. Foram realizadas entrevistas e avaliação de cada encontro com os graduandos para feedback e revisões do planejamento das
Oficinas. RESULTADO: Foi extremamente posi va para os par cipantes e para os graduandos a experiência realizada que foi além do
oferecimento de um projeto de orientação para a vida e para o trabalho e acabou gerando muito mais VIDA na sua essência ao favorecer e
estabelecer nesses jovens em situação de vulnerabilidade a confiança, a autoes ma, a crença na vida e no aprender. CONCLUSÕES:
Planejamentos e ofertas de experiências com essas comunidades de jovens favorece um grande aprendizado para os graduandos acerca de uma
orientação profissional real, concreta e histórica em que se compreende o verdadeiro sen do do Orientar para a Vida e para o Trabalho.
surt@terra.com.br

116
Como eu Faço?
CF19
FORMEI, E AGORA? RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE PREPARAÇÃO PARA O TRABALHO EM PSICOLOGIA
Ligia Oliveira-Silva
UFU - Universidade Federal de Uberlândia,MG
A universidade representa um espaço amplo de aprendizagem, tendo como finalidade a formação integrada de profissionais e cidadãos. Ao
concluírem o ensino superior, espera-se que os alunos possam usufruir de todos os conhecimentos e habilidades adquiridos na academia ao
ingressarem no mercado de trabalho. Entretanto, boa parte dos alunos apresenta dúvidas e angús as diante da iminência da conclusão do
curso, muitas vezes por não saber exatamente o que irá encontrar no meio profissional, ou por não receber informações suficientes sobre
empregabilidade. Diante da frequente ênfase da universidade na aquisição de conteúdos teóricos, é comum que formandos sintam que não
estão preparados para a vida profissional, em virtude de não terem suas habilidades profissionais suficientemente desenvolvidas no decorrer
do curso. Neste contexto, alunos do curso de Psicologia, matriculados na disciplina de Treinamento, Desenvolvimento e Educação
desenvolveram, como trabalho final, um curso para alunos formandos, in tulado “Formei, e agora?”. Este curso obje vou capacitar estudantes
de psicologia, em vias de se graduarem, a desenvolver estratégias que facilitassem a inserção no mercado de trabalho e o início da carreira
profissional enquanto psicólogos. Após o levantamento de necessidades, cinco temas foram selecionados para compor o conteúdo do curso: 1)
A tudes e comportamentos em processos sele vos; 2) Possibilidades de pós-graduação e as diferenças entre elas; 3) Empreendedorismo na
Psicologia; 4) Orientação de carreira; 5) Questões interpessoais e afe vas na busca por emprego. Grupos de 5 alunos ficaram responsáveis pelo
planejamento, apresentação e avaliação de cada um dos temas. Para a abordagem dos temas, foram u lizados slides, vídeos, dinâmicas, role
playing, jogos e quizz, de forma a assegurar a generalização a transferência dos conteúdos. Os resultados indicam que os par cipantes
consideraram que os conhecimentos, habilidades e a tudes abordados no curso contribuíram para aprimorar seu preparo para o ingresso na
carreira de psicólogos em diversas áreas.
ligiacarol1987@hotmail.com

CF20
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA INDIVIDUAL EM IES- ESTRATÉGIA DE TRABALHO E AVALIAÇÃO
Michele dos Santos Gouveia
Omar Calazans Nogueira Pereira
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marke ng – São Paulo, SP
Estudos recentes que apontam a necessidade de uma cultura de registro e de avaliação dos processos de orientação de carreira em IES; entre
eles destacamos a pesquisa de Silva e Bardagi (2016). Considerando a relevância do tema, este trabalho se propõe a apresentar dados da
modalidade de atendimento Individual realizados no período 2014 a 2017 pela equipe de psicólogos na área Carreira da Escola Superior de
Propaganda e Marke ng (ESPM) de São Paulo. Estes dados incluem os seguintes aspectos:1) perfil de alunos (gênero, idade, ocupação, cidade
de origem), os mo vos da procura pelo serviço, demanda iden ficadas, duração do processo, ferramentas u lizadas e avaliação quan ta va e
qualita va do processo provindas dos clientes; 2) discussão sobre as ferramentas e estratégia clínica que embasaram o manejo dos
atendimentos par ndo da apresentação de casos. A metodologia adotada neste trabalho consiste na ar culação da escuta psicanalí ca de
Gouveia (2015), da análise teórica de pesquisas sobre a avaliação de serviços de orientação carreira e da contribuição provinda da estratégia
clínica de Bohoslavsky (2007).
michelegouveia.psi@gmail.com

CF21
MOTIVOS DE PROCURA DE UM SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR
Omar Calazans Nogueira Pereira
Michele dos Santos Gouveia
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marke ng - São Paulo, SP
A par r da década de 1990, desenvolveu-se no Brasil uma série de polí cas que expandiram o Ensino Superior, tanto em ins tuições públicas
quanto privadas, havendo a inclusão de grupos sociais diversos, trazendo um novo perfil de ingressantes e aumentando o interesse das
Ins tuições de Ensino Superior (IES) em promover serviços de apoio aos alunos. Este trabalho apresenta as demandas dos alunos que
procuraram pela primeira vez o serviço de carreira em uma IES, assim como o perfil dos mesmos. Durante o período do segundo semestre de
2016, foram atendidos 105 alunos, sendo 69% do gênero feminino e 31% do gênero masculino. Dentre as maiores demandas do serviço, estão a
elaboração de currículo, escolha de tronco opta vo de disciplinas (trilha), escolha de área de trabalho, dúvida sobre escolha de curso, interesse
em mudar de estágio/trabalho. É possível concluir que é relevante a presença nas IES de serviços que promovam o desenvolvimento de carreira
dos alunos, assim como se faz importante a sistema zação das informações dos alunos que buscam o serviço e quais suas demandas.
omar.calazans@gmail.com

CF22
INTERVENÇÕES DE ORIENTAÇÃO DE CARREIRA NO ENSINO SUPERIOR
Omar Calazans Nogueira Pereira
Michele dos Santos Gouveia
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marke ng - São Paulo, SP
O obje vo deste trabalho é avaliar a possibilidade e a eficácia de intervenções de orientação de carreira no Ensino Superior. As intervenções
foram realizadas durante o segundo semestre de 2016 pela equipe de psicólogos do serviço de carreira da Escola Superior de Propaganda e
Marke ng (ESPM) com alunos de terceiro e quarto semestres dos cursos de Publicidade e Propaganda, Administração, Relações Internacionais,
Ciências Sociais e do Consumo, Jornalismo, Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão. As intervenções acontecerem em horários
regulares de aulas que foram cedidas por professores. Após cada intervenção, havia uma avaliação da mesma. Os dados ob dos foram
tabulados e analisados. No terceiro semestre, as intervenções veram como principal obje vo promover o autoconhecimento, auxiliando os
estudantes nas escolhas ao longo da graduação. Par ciparam e avaliaram esta intervenção 231 alunos, tendo ob do uma avaliação posi va de
82% dos par cipantes. No quarto semestre, as intervenções veram por obje vo apontar estratégias de inserção no mercado de trabalho e
esclarecer dúvidas sobre processos sele vos. Par ciparam 143 alunos, tendo ob do uma avaliação posi va de 91% dos par cipantes. É válido
destacar que após cada uma das intervenções os alunos eram convidados a procurar o serviço, sendo que podem fazê-lo a qualquer momento
ao longo da graduação. É possível concluir que as intervenções alcançarem seus obje vos e tais dados apontam a relevância de intervenções
sistema zadas ao longo da graduação, considerando qual a necessidade dos alunos nos diferentes momentos do curso.
omar.calazans@gmail.com

117
Como eu Faço?
CF23
CLUBE PLANEJAMENTO DE VIDA E CARREIRA: ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DO ENSINO MÉDIO INTEGRADO
Hellen Cris ne Geremia - SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Florianópolis, SC/ UFSC - Universidade Federal de Santa
Catarina – Florianópolis, SC
Camila Spillere Busarello Nazario - SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Criciúma, SC/ UNESC - Universidade do Extremo
Sul Catarinense – Criciúma, SC
É na juventude que geralmente ocorre a transição entre escola-trabalho, no qual muitos ques onamentos são feitos acerca do planejamento de
carreira e futuro profissional. Esta transição envolve a escolha de uma profissão, processo complexo que compõe um conjunto de avaliações,
decisões e ações que frequentemente geram ansiedade e angús a. Percebendo a importância da escola no processo de facilitação da escolha
profissional, preparação para o ves bular e inserção no mercado de trabalho, o SENAI Florianópolis oferece a seus alunos do Ensino Médio
Conecte (Técnico em Informá ca integrado ao ensino médio regular), uma estratégia diferenciada de Orientação Profissional, chamada Clube
Planejamento de Vida e Carreira. O obje vo da estruturação do referido clube é auxiliar os alunos no planejamento de vida e carreira, levando-
os a refle r sobre aspectos que permeiam este planejamento, tais como: autoconhecimento e realidade do mundo do trabalho e das profissões.
O clube iniciou com as turmas do primeiro ano do Conecte, no início de 2017 e está em andamento, com previsão de con nuidade até a
conclusão do terceiro ano das referidas turmas. A par cipação é voluntária, com encontros quinzenais, na modalidade de grupo e individual. O
clube possui 46 estudantes inscritos, abrangendo cerca de 66% dos alunos matriculados no Conecte. As a vidades propostas nos três primeiros
trimestres visavam o desenvolvimento do autoconhecimento e oito encontros de grupo e dois encontros individuais por aluno já foram
realizados. Os resultados indicam como aspecto posi vo do clube a oportunidade dos estudantes de conhecerem suas ap dões e interesses
profissionais e de despertarem para a importância de refle r acerca da escolha profissional desde o primeiro ano do ensino médio. Evidencia-
se, desse modo, a importância do clube como espaço para preparação dos adolescentes para o exercício do planejamento de carreira e
construção de um projeto profissional consonante com a realidade do mercado de trabalho.
hellen.geremia@gmail.com

CF24
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL GRATUITA PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO PÚBLICO: UMA INTERVENÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA
Juliana Curzi Bastos
UNIVERSO - Universidade Salgado de Oliveira - Juiz de Fora, MG
Os trabalhos de Orientação Profissional, historicamente, a ngiram mais intensamente as camadas médias e altas da população brasileira,
porque eram essas as que chegavam ao ensino universitário. Entretanto, nas úl mas décadas, a polí ca educacional brasileira tem priorizado a
incorporação dessas populações anteriormente excluídas da escola e da universidade. Visando oferecer a essa população um trabalho de OP
crí co e reflexivo, o curso de Psicologia da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO – campus Juiz de Fora) desenvolve, desde 2013, o
projeto de extensão “Orientação Profissional – Abordagem Sócio-histórica” sob a coordenação da Professora Ms. Juliana Curzi Bastos. O
obje vo é oferecer para os alunos do ensino médio público uma oportunidade de refle r sobre os determinantes da escolha e da atuação
profissional, contribuindo para que realizem uma opção consciente pelo futuro curso universitário. O trabalho é realizado em grupo e
coordenado por alunos do 7º período do curso de Psicologia, que par cipam de supervisões semanais. Cada grupo se desenvolve em 10 sessões
(uma por semana) de duas horas de duração, onde são trabalhadas questões como: construção da iden dade profissional, processo de decisão,
influências externas, relações de gênero, estereó pos das profissões e mercado de trabalho. Os par cipantes também realizam uma visita a um
ambiente universitário, onde conhecem salas e laboratórios e conversam com gestores dos cursos. O projeto atua ainda em feiras de profissões
e ações sociais em escolas públicas da região. Desde seu início, o projeto já atendeu a mais de 1300 jovens, com resultados muito sa sfatórios
segundo os próprios par cipantes, tanto na apropriação dos determinantes da escolha, quanto na realização de uma escolha mais consciente.
Verifica-se, assim, a fundamental relevância social desse projeto, visto que oferece aos alunos de escola pública, gratuitamente, um serviço de
qualidade que os auxilia no momento crucial de sua escolha profissional.
julianacurzi@yahoo.com.br

CF25
VEM PRA UFU: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NUMA UNIVERSIDADE PÚBLICA
Carmen Lúcia Reis
Ligia Oliveira-Silva
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
Escolher uma profissão na contemporaneidade representa uma tarefa complexa, que envolve responsabilidades e seriedade na vida das
pessoas. Desta forma, um dos papéis do campo de orientação profissional consiste em promover espaços reflexivos e (in)forma vos que
possibilitem o autoconhecimento, assim como noções sobre o mundo laboral e das profissões. Este trabalho visa apresentar uma ação realizada
dentro do programa ins tucional “Vem pra UFU”, promovido pela Universidade Federal de Uberlândia. Será relatada a construção da
apresentação da graduação em Psicologia, planejada e executada pelos próprios estudantes do curso, que foram recrutados e instruídos para
tal. O projeto foi coordenado por duas docentes do Ins tuto de Psicologia que orientaram, supervisionaram e acompanharam os trabalhos
desenvolvidos pelos 12 graduandos envolvidos no projeto. A apresentação da formação em Psicologia contou com informações sobre sua
estrutura curricular, personalidades da Psicologia, diferentes áreas de conhecimento e atuação profissional. Os recursos u lizados consis ram
em vídeos, painéis informa vos, jogos e apresentações orais dos estudantes. A par r da realização das a vidades, foi notória a ampliação dos
conhecimentos do graduando em Psicologia sobre o projeto polí co-pedagógico, o que possibilitou maior apropriação sobre os saberes e
fazeres produzidos no curso. Conclui-se que é importante que graduandos em Psicologia passem pela experiência de falar sobre sua própria
formação junto a outras pessoas interessadas, pois este exercício, além de aprimorar sua desenvoltura e oratória, também proporciona maior
clareza sobre os obje vos da graduação e as expecta vas acerca da mesma. Por fim, compreende-se que a par cipação dos estudantes,
juntamente com os docentes, permite uma melhor apresentação da Psicologia no programa ins tucional “Vem pra UFU”, uma vez que um
número maior e mais diverso de a vidades pode ser oferecido à população par cipante.
reiscarmenpsi@gmail.com

118
Como eu Faço?
CF26
TÔ, PERDIDO! CONSTRUINDO CAMINHOS PARA ESCOLHA PROFISSIONAL
Carmen Lúcia Reis
Monique Arantes Ricardo
Barbara Siqueira Silva
Thais de Sousa Rodrigues
Thaís Vectore Pavanin
UFU - Universidade Federal de Uberlândia, MG
A escolha profissional é uma tarefa complexa, que envolve responsabilidades e seriedade na vida das pessoas. Quando esta é feita de modo
adequado e consciente, há maior chance de bene cios não só para aquele que escolhe, mas também para sociedade. Desta forma, um dos
papéis do orientador profissional ao realizar o seu trabalho é es mular os seus orientandos a conhecerem mais sobre si mesmos, bem como
sobre o mundo do trabalho, visando à construção dos seus projetos de vida. O presente trabalho tem como proposta apresentar uma ação
desenvolvida durante o programa ins tucional “Vem pra UFU”, realizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Foram ofertadas
oficinas de orientação vocacional/profissional coordenadas por discentes/estagiárias da Graduação e do Programa de Pós-Graduação do
Ins tuto de Psicologia e orientado por uma docente do Ins tuto de Psicologia/UFU, com duração de 2 horas. Cada oficina contou com
aproximadamente 30 estudantes do Ensino Médio e de cursos preparatórios para ves bular da cidade de Uberlândia/MG e região. Os temas
abordados foram: escolha, mundo do trabalho, profissão X vocação, realização profissional e processos de ingresso para o curso superior. No
decorrer das oficinas, os par cipantes revelaram: 1) pouca informação sobre os processos de ingresso no ensino superior; 2) conhecimentos
fantasiosos sobre o co diano da vida universitária; 3) desconhecimento dos programas de auxílio para permanência no ensino superior; 4)
conhecimento insuficiente sobre a estrutura do curso desejado e onde/como buscar informações; 5) pressão frente às diversas influências no
processo de escolha. No decorrer de cada grupo realizado, constatou-se grande interesse e envolvimento dos jovens par cipantes nas
a vidades propostas. As discussões realizadas possibilitaram reflexões sobre conflitos, papéis, olhares, influências e mo vação para busca de
informações nesse processo. Ao final da ação, cer ficou-se a necessidade de trabalhos (in)forma vos para jovens que estão vivendo o processo
de escolha profissional/vocacional.
reiscarmenpsi@gmail.com

CF27
SENAI CONECTE: LOCUS PARA PLANEJAMENTO DE VIDA E CARREIRA DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO INTEGRADO
Camila Spillere Busarello Nazario
Hellen Cris ne Geremia
SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Criciúma, SC
Ao considerar o ensino médio período de passagem de um ciclo a outro momento da vida, em que se faz premente a escolha e a tomada de
decisões relacionadas ao âmbito profissional que impactam e transformam a vida dos jovens, o SENAI Conecte (projeto piloto de ensino médio
integrado ao curso Técnico de Informá ca) apresenta um novo modelo de educação que oferece formação profissional integrada à educação
básica em tempo reduzido. Este projeto disponibiliza aos estudantes a par cipação em clubes no contra turno escolar que complementam a
formação. Entre eles é oferecido o Clube Planejamento de Vida e Carreira com duração que vai do primeiro ao terceiro ano do ensino médio,
cujo principal obje vo é assessorar os alunos no planejamento de sua vida e carreira, levando-os a refle r sobre os mo vos que permeiam este
planejamento, entre eles: autoconhecimento, realidade do mundo do trabalho e das profissões e auxiliar no processo de formação da sua
iden dade profissional. Como metodologia, realizam-se encontros mensais individuais com momentos de a vidades em grupo. O clube
começou em fevereiro de 2017 com término previsto para dezembro de 2019, na cidade de Criciúma (SC). Os resultados esperados no processo
do referido Clube são diversos, uma vez que as a vidades desenvolvidas preveem subsidiar os alunos com informações profissionais, visando
auxiliá-los a chegar ao conhecimento de suas caracterís cas pessoais, familiares e sociais, promovendo assim o encontro de suas afinidades
com aquilo que poderá vir a realizar em forma de projeto profissional e pessoal. Acredita-se que este projeto, piloto em educação, e esta nova
forma de trabalhar a orientação profissional, alinhando o planejamento de vida e carreira, com duração aproximada de três anos, auxiliem o
aluno nesta passagem de um ciclo educa vo a outro, percebendo suas iden ficações e singularidades, analisando suas determinações para
melhor organizar seus projetos de vida.
camilasbusarello@gmail.com

CF28
ORIENTE-SE: PROGRAMA DE PREPARAÇÃO PARA A TRANSIÇÃO UNIVERSIDADE-TRABALHO
Eduarda Sidney Rodrigues da Cunha
Marina Cardoso de Oliveira
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG
A transição da universidade-trabalho é uma etapa importante para os jovens na construção da vida adulta. Porém, faltam serviços de orientação
de carreira no ensino superior que se dediquem à preparação dos estudantes para enfrentarem os desafios e/ou amenizar o impacto das
dificuldades na transição universidade-trabalho. Cientes da relevância de tais programas foi desenvolvido o Programa Oriente-se na
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que visa preparar os universitários concluintes para a transição universidade-trabalho. O Programa
é estruturado no formado de oficinas, com 8 encontros de 1h 30 min de duração, com um limite máximo de 15 par cipantes alocados no úl mo
ano da graduação. As a vidades realizadas nas oficinas possuem como obje vo trabalhar temas associados ao autoconhecimento, iden dade
profissional, imagem pessoal, elaboração de currículo, mercado de trabalho, sucesso, networking, exploração e desenvolvimento de carreira.
Ao final de cada encontro, os par cipantes avaliaram os resultados da intervenção e apontaram o que teve de contributo pessoal, aspectos
nega vos e dúvidas que ainda persistem. Dessa forma, o modelo proposto sofre alterações conforme a necessidade dos par cipantes e do
ponto de vista das mediadoras. Até o momento, os resultados da avaliação feitos pelos par cipantes apontam que os encontros e as a vidades
foram relevantes, pois permi ram aos par cipantes criar estratégias para definir obje vos; refle r sobre o futuro e o mercado de trabalho;
confeccionar o currículo; autoconhecimento; pensar na rede de contatos; trocar de experiências e analisar a carreira e vários aspectos da vida
profissional. Levando em consideração todos os dados ob dos até o momento, é possível concluir que o programa obteve avaliações posi vas e
que os par cipantes estão sa sfeitos com os resultados alcançados.
mco.u m@gmail.com

119
Como eu Faço?
Cf29
ORIENTE-SE: OFICINAS DE ADAPTAÇÃO À VIDA ACADÊMICA
Marina Cardoso de Oliveira
Marcela de Moura Franco Barbosa
UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba, MG
Adaptação e sa sfação acadêmica se constroem na relação entre o universitário e as suas vivências acadêmicas e engloba aspectos ambientais e
pessoais. Conhecer as insa sfações acadêmicas auxilia na compreensão do desencontro entre expecta vas e a realidade possibilitando intervir
no problema de forma a melhorar os indicadores de rendimento acadêmico e evasão. Nesse sen do, buscando atender algumas demandas
ins tucionais em relação à evasão criou-se um Programa de Orientação direcionado aos estudantes que enfrentam problemas de adaptação
acadêmica. O Programa Oriente-se desenvolvido na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem entre suas ações uma que visa promover a
sa sfação e a adaptação acadêmica. O “Programa Oriente-se: Adaptação Acadêmica” é estruturado no formado de oficinas, com 8 encontros de
1h 30 min de duração, com um limite máximo de 15 par cipantes alocados entre o segundo ao penúl mo ano da graduação. As a vidades
realizadas nestas oficinas de adaptação acadêmica trabalham temas associados ao autoconhecimento, escolha profissional, estratégias para
resolução de problemas, administração de tempo (procras nação), agência pessoal, autorregulação da aprendizagem. Ao final de cada
encontro os par cipantes avaliam os resultados das intervenções e apontam pontos posi vos, nega vos e dúvidas. A par r destas sugestões e
da avaliação das facilitadoras das oficinas e da coordenadora do programa, o modelo proposto sofre alterações conforme a necessidade. Até o
momento, os resultados da avaliação apontam que os par cipantes estão sa sfeitos com o Programa e ressaltam como pontos posi vos um
maior autoconhecimento, exploração de possibilidades e habilidades, crescimento e reflexões pessoais, bem como a troca de experiências
entre os membros, desenvolvimento de habilidades para a organização do dia a dia através de uma agenda colaborando em uma para uma
melhor adaptação a vida acadêmica.
mco.u m@gmail.com

CF30
ORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA EM PROGRAMAS DE ORIENTAÇÃO PARA A APOSENTADORIA
Dulce Helena Penna Soares - Ins tuto do Ser – Orientação Profissional e de Carreira – Florianópolis, SC / UFSC - Universidade Federal de
Santa Catarina
Aline Bogoni Costa - UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina – São Miguel do Oeste, SC
Apresentaremos a experiência de Orientação Psicológica em Programas de Orientação para a Aposentadoria realizada em diferentes
ins tuições públicas e privadas tendo como base o Programa: Aposent-Ação - Aposentadoria para a Ação – enquanto uma orientação
psicológica facilitadora na elaboração de projetos de ações para um futuro mais feliz na aposentadoria. O Programa de Orientação Psicológica
para Aposentadoria tem como obje vo proporcionar aos funcionários em fase de pré-aposentadoria reflexões sobre sua carreira, sua trajetória
de vida no trabalho e a preparação para a aposentadoria. A formatação do Programa é interdisciplinar, intercalam-se encontros grupais
vivenciais e informa vos. Buscamos através deste trabalho, refle r sobre as novas perspec vas de vida, a par r da aposentadoria, discu ndo a
possibilidade de esboçar um Projeto de Futuro, resgatando sonhos e interesses do passado ou descobrindo novas possibilidades de ocupação
na vida, e a construção de um projeto de vida numa nova fase, auxiliando a pessoa a se apropriar de seus desejos, mo vações, e reais
possibilidades, na busca de ser feliz. A metodologia inclui dois momentos: primeiro valorizar o presente, com o obje vo obter uma visão
ampliada da vida, buscando maior sen do para sua existência; resgatar e aprofundar valores com reforço das relações familiares, de amizade e
na melhoria da qualidade de vida; iden ficar talentos, competências e a percepção atual da sa sfação em cada aspecto da vida; refle r sobre as
diversas dimensões da vida, reforçando a iden dade pessoal. Segundo, trabalhamos a projeção para o futuro, a fim de instrumentalizar os
par cipantes na elaboração de um projeto de vida para o pós-carreira de forma vivencial e compar lhada, u lizando como referência as
informações e conhecimentos adquiridos ao longo da vida. As avaliações realizadas até o momento têm demonstrado que o trabalho traz
bene cios para o par cipante que afirma ao final se sen r mais esclarecido para a tomada de decisão de aposentar-se.
dulcepenna@terra.com.br

CF31
A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO COMPROMISSO SOCIAL: RELATO DE UM PROJETO DE EXTENSÃO
Michela da Rocha Iop
Andrieli Eliza da Silva
Débora Regina Nau
Larissa Alice Tiedemann
Indianara Aparecida da Silva
UNIDAVI - Centro Univers. para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí, Rio do Sul, SC
O projeto do compromisso social da psicologia está fundamentado nas ideias de um trabalho cole vo, pautado na consciência crí ca e na
atenção às demandas da população. Para a edificação de uma psicologia comprome da, a orientação profissional pode ser entendida como
uma importante intervenção na concre zação deste engajamento com a sociedade. A prá ca em questão colabora com a formação de cidadãos
conscientes da realidade em que estão inseridos, fator importante para pensarem e vivenciarem a relação com o contexto laboral de maneira
convergente e atrelada aos atravessamentos sociais, polí cos e econômicos. O presente trabalho tem como propósito apresentar o relato de
experiência de um projeto de extensão realizado ao longo do ano de 2015 em uma Ins tuição Comunitária de Ensino Superior de Santa Catarina.
Foi desenvolvido fundamentando-se nos aportes teóricos da psicologia sócio-histórica, dentro de uma perspec va grupal, ao longo de dez
encontros semanais. O público-alvo foi cons tuído por alunos das segundas e terceiras séries do Ensino Médio de escolas públicas de um
município de Santa Catarina. Como instrumentos para efe vação deste trabalho u lizou-se diversas técnicas, jogos, drama zações, vídeos e
contatos com profissionais, entre outros recursos. Os grupos foram coordenados por acadêmicas do curso de Psicologia da IES, sob a supervisão
de uma professora com formação em orientação profissional. Os resultados deste trabalho sinalizam o quanto os alunos têm poucas ou até
informações equivocadas quanto às profissões e mundo do trabalho. Com esta experiência, os par cipantes do projeto encerraram o processo
de orientação profissional mais bem orientados, conscientes e esclarecidos acerca de si, das profissões e do mercado de trabalho, propiciando-
lhes uma escolha mais condizente consigo, com seu projeto de futuro e seu contexto. Entende-se a importância do trabalho da orientação
profissional desde as primeiras etapas escolares, atuando em uma perspec va de promoção de saúde e prevenção.
michelaiop@yahoo.com.br

120
Como eu Faço?
CF32
NARRATIVAS DE CARREIRA: O BBT-BR E O MHC EM UM ESTUDO DE CASO
Taisa Marques
Karine Regina Jurado
Lucy Leal Melo Silva
USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
Narra vas sobre si permitem às pessoas organizar suas vidas, cons tuir suas iden dades e dar sen do aos seus problemas. Em Orientação
Profissional, o uso de narra vas contribui para o esclarecimento do processo de escolha profissional ao facilitar melhor compreensão sobre a
própria iden dade. Por meio do método proje vo BBT-Br e do exercício Minha História de Carreira (MHC) é possível verificar a contribuição das
narra vas para o processo de Orientação Profissional. O BBT-Br é cons tuído por 96 fotos nas quais são retratadas pessoas atuando
profissionalmente. Mediante as escolhas e rejeições de fotos, apreende-se a inclinação profissional do cliente. Na aplicação do método, é
solicitado que o cliente escolha cinco fotos preferidas e crie uma história. No MHC o cliente é convidado a, através de uma narra va, refle r
sobre quem é, onde deseja estar no mundo do trabalho e como realizará as ações. Obje va-se neste estudo de caso descrever a contribuição do
uso de narra vas em um processo de Orientação Profissional por meio da história do BBT-Br e das narra vas do MHC. A par cipante de 17 anos
cursa o terceiro ano do ensino médio de uma escola par cular e par cipa do grupo de Orientação Profissional em um serviço-escola de um curso
de Psicologia. O grupo, que ocorre em 12 encontros com 16 par cipantes, teve a aplicação do BBT-Br realizada na quinta e sexta sessões. O MHC
foi pedido como uma a vidade para casa. As narra vas da par cipante trazidas nesses dois instrumentos contribuem para uma maior clareza de
si e certeza na escolha profissional. Por meio delas, a par cipante expressa seus anseios e conflitos, suas caracterís cas pessoais (interesses e
valores), e contextos de vida e trabalho nos quais gostaria de estar. Por conseguinte, as narra vas possibilitam a reflexão sobre o futuro
profissional com o qual a par cipante se iden fica, ajudando-a no processo de escolha.
marquestaisaa@gmail.com

CF33
O ENSINO DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA FORMAÇÃO DO ESTUDANTE DE PSICOLOGIA
Alcimeri Kühl Amaral Veiga Prata
Universidade Estácio – Resende, RJ
Sabemos da importância da Orientação Profissional (OP) como um instrumento mobilizador e direcionador para muitos jovens e adultos. A
prá ca de transmi r o conhecimento dos modelos de OP transcende a apresentação de ideias vislumbradas, estudadas e pra cadas no
contexto universitário e fora dele. O desafio da transmissão de conhecimento na prá ca psicológica perpassa os meandros relacionados ao não
domínio da técnica pelos estudantes. Na esfera da capacitação dos acadêmicos do curso de psicologia, essa resultante é paradoxal. Se por um
lado a academia é o local de aprendizado por excelência, por outro é imprescindível que a prá ca do saber esteja aliada a condições de
problema zar a teoria apreendida. Obje vando alcançar uma dinâmica capaz de relacionar teoria e prá ca dentro de sala de aula, foram
solicitados aos alunos do sé mo período do curso de psicologia, de uma universidade par cular do sul fluminense, que elaborassem um Projeto
de Orientação Profissional. Os estudantes se dividiram em grupos de até quatro componentes para problema zarem dois pos de projetos, um
em Orientação Profissional individual, e outro em Orientação Profissional em grupo. Os subsídios para elaboração do projeto foram sendo
fornecidos ao longo do curso e, para fechamento do conteúdo da matéria, os estudantes apresentaram em seminário seus projetos de OP. Este
trabalho visa apresentar a experiência prá ca vivenciada pelos estudantes, bem como as incorporações subje vas que cada um deles pôde
relatar em depoimentos ao final do processo. O resultado é uma dinâmica de ensino voltada para a construção prá ca das competências
profissionais, com o reconhecimento, por parte dos estudantes, da potencialidade deste campo do saber psicológico.
alcimeriprata@hotmail.com

CF34
PLATAFORMA DE CONTEÚDO E CONEXÃO PROFISSIONAL - PRINCÍPIOS DE MENTORING
Pedro Echel
CAF - Caindo a Ficha – Porto Alegre, RS
Apresentação CAINDO A FICHA (caindoaficha.com). Os jovens estudantes das escolas se deparam com a necessidade de escolher um curso de
graduação para fazer quando estão se encaminhando para o final do ensino médio. Quando se deparam com esta decisão, as fontes de
informação são pequenas e aquém do que o jovem necessita hoje. Logo, as decisões acabam sendo tomadas com base em pouco conteúdo e
suposições, mesmo com uma ó ma descoberta de vocações e valores. O fato é que isso acarreta em decepções, alta taxa de desligamento dos
cursos das faculdades e formando profissionais eventualmente frustrados em suas carreiras. Chega-se o momento de criar uma plataforma que
possibilite o jovem a acessar as variadas profissões deste mundo globalizado e buscar informação de maneira intera va. Servido como um site
de conteúdo sob demanda e com base em depoimentos de profissionais com um exemplo de carreira contado sobre seus es los de vida e o
mercado de trabalho. Só apenas de conteúdo direcionado o Caindo a Ficha sonha em conectar os jovens com os Mentores (profissionais) de
todas as formações, começando a pra ca de Mentoring entre estudantes e profissionais com formação e experiência no mercado de trabalho. A
plataforma está online desde setembro de 2016 e gostaríamos de apresentar além de como foi concebido a proposta de valor do Caindo a Ficha
algumas informações para os profissionais presentes no Congresso da ABOP.
pedroechel@hotmail.com

121
Como eu Faço?
CF35
CONTRIBUIÇÕES DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA CONSTRUÇÃO DE PROJETOS DE VIDA EM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Claudson Cerqueira Santana
David Silva Santana
Jenilson Fonseca Carvalho
Leone Silva da Paixão
Leonardo Silva Carvalho Souza
Jéssica oliveira Andrade
Maria Regiane Evangelista da Silva
FAT - Faculdade Anísio Teixeira – Feira de Santana, BA
O período da adolescência é marcado por diversas transições na vida do indivíduo. Uma delas diz respeito ao contexto de trabalho, onde o
mesmo precisa orientar sua escolha profissional, a qual será determinante para seu futuro. A Orientação Profissional (OP) vem se apresentando
com grande valia na formação dos adolescentes, fomentando maior reflexão acerca de seu projeto de vida. OBJETIVO: Apresentar como a OP
contribui na formação de espaços de reflexão e discussão acerca da construção de projetos de vida em estudantes do 3º ano de um Colégio
Público do Município de Feira de Santana. MÉTODO: Esse relato é fruto de um trabalho desenvolvido na disciplina de Estágio Básico I em OP, do
curso de Psicologia, onde o foco de intervenção é com estudantes do úl mo ano do Ensino Médio. As a vidades são desenvolvidas com dois
grupos de 20 alunos com a parceria dos estagiários da disciplina. Num primeiro momento é feito uma entrevista com cada aluno, seguindo com
aplicação de testes psicológicos e, posteriormente, são discu dos, com base em dinâmicas de grupo, os temas: influências externas na escolha
profissional, autoconhecimento, conhecendo as profissões, mundo do trabalho. Por fim orienta-se os alunos a construírem um projeto de vida.
RESULTADOS: A maioria dos alunos que par cipam das a vidades de OP relatam, inicialmente, estarem em dúvidas em relação ao que querem
enquanto profissão e qual carreira seguir. Ao longo do processo foram aplicados alguns testes psicológicos e desenvolvidas algumas dinâmicas
de grupo explorando as temá cas abordadas, culminando na construção do projeto de vida, com bases nas escolhas profissionais que os
mesmos dizem fazer ao longo da OP. CONCLUSÃO: A OP, com base nas informações apresentadas e nos relatos dos par cipantes, tem
contribuído aos adolescentes na reflexão do que querem em relação ao futuro, qual carreira seguir, sanando dúvidas, e abrindo horizontes.
claudson.cerqueira@gmail.com

CF36
CONTRIBUIÇÃO DO BBT-BR NA PERSPECTIVA DOS CLIENTES
Paola Chaves Marmorato
Gabrielle dos Reis Vieira
Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
O Teste de Fotos de Profissões BBT-Br é um instrumento proje vo u lizado para clarificar as inclinações mo vacionais, fato que o torna um
instrumento válido para uso no contexto da Orientação Profissional. Este estudo obje va avaliar a importância do uso desta ferramenta na
perspec va dos clientes do Serviço de Orientação Profissional da USP em Ribeirão Preto. Foi realizada uma aplicação em um grupo de 17
clientes, de 16 e 18 anos, do ensino médio e curso pré-ves bular, provenientes de escola pública e par cular. Foram u lizadas as fotos sicas do
BBT-Br e, concomitante ao material, foi entregue uma folha com a questão “como foi realizar esta a vidade (BBT-Br)”. Nesta a vidade, foco
desta apresentação, os par cipantes foram convidados a escreverem suas impressões sobre o teste. As respostas foram organizadas em seis
categorias: (a) dificuldade de relacionar todos interesses e a percepção da necessidade de renúncias; (b) dificuldade na escolha das cinco fotos
preferidas e realizar a correlação na história; (c) reflexão a par r de dados de realidade, como pensar sobre realizar a a vidade ou não; (d)
percepção das preferências pelas associações; (e) reavaliação de interesses passados e presentes; e (f) novas perspec vas. Os resultados
mostram que a a vidade foi percebida pelos clientes como facilitadora de reflexões aprofundadas. Enquanto alguns veram dificuldades de
integrar todos os interesses, ressaltando angús as vivenciadas ao perceber a necessidade de renúncias, outros ob veram sucesso na tarefa e
sen ram um certo alívio ao realizarem a a vidade, alegando que esta é necessária para a percepção dos interesses primordiais, deixando clara
as escolhas evidenciadas por meio da seleção e dos agrupamentos das fotos. Concluindo, a a vidade foi percebida como uma importante
estratégia para o autoconhecimento, permi ndo o reconhecimento da estrutura mo vacional de interesses por a vidades ocupacionais, a
iden ficação da necessidade de renúncias e, sobretudo, como treino em situações de escolha.
paola.marmorato@usp.br

CF37
ONDE, COMO E COM QUEM BUSCAR INFORMAÇÕES PROFISSIONAIS?
Gabrielle dos Reis Vieira
Paola Chaves Marmorato
Lucy Leal Melo-Silva
USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
Os par cipantes do grupo de Orientação Vocacional procuram o serviço em busca de conhecimento sobre profissões e carreiras, afim de
tomarem decisões. Este estudo obje va avaliar o processo de exploração vocacional, par ndo da busca por onde encontrar as informações
necessárias para sanar as dúvidas, o processo de autoconhecimento e descobertas das possibilidades, até a busca de informações mais
específicas com profissionais das áreas. Em um grupo de orientação profissional desenvolvido no âmbito de um serviço-escola, foi realizada
uma a vidade com o Roteiro do Ques onário de Informação Profissional – QIP, que permite iden ficar como e o quanto os par cipantes se
dedicam a buscar informações rela vas a fase de escolha profissional. Além disso, foram realizados encontros com profissionais das áreas de
interesse dos par cipantes para responder dúvidas sobre a trajetória profissional, vida universitária e áreas de atuação. Ao se inscreverem no
serviço eles iniciam a busca por informações possíveis e fontes de acesso a dados fidedignos. As informações são deba das pelo grupo em
a vidades intera vas. Segundo dados ob dos pelo QIP, os par cipantes deste grupo gastam, em média, 1 hora e meia por semana em sites
sobre informação profissional e ram dúvidas com familiares, pessoas formadas na área e eventos sobre informação profissional, como feiras
de profissões e palestras. Na busca por informações em a vidades presenciais de entrevistas com estudantes finalistas da graduação e
profissionais emergiram temas como: a vida universitária, as diferentes áreas de atuação. E, sobretudo, o conhecimento das diversas trajetórias
não lineares. Assim, ao observarem modelos (um dos ingredientes crí cos para orientação profissional eficaz), o grupo concluiu por experiência
própria que a carreira é dinâmica e flexível. Finalizando, a exploração vocacional ocorreu de variadas formas e o processo de orientação visa
auxiliar na busca por informações e conhecimento para ajudar os par cipantes nas decisões autônomas e conscientes
paola.marmorato@usp.br

122
Como eu Faço?
CF38
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COMO CONTRIBUTO PARA A CONSTRUÇÃO DE CARREIRA DE ADOLESCENTES MOÇAMBICANOS
Maria Luisa Lopes Chicote Agibo - UP - FACEP - Universidade Pedagógica de Moçambique – Maputo, Moçambique
Lucy Leal Melo-Silva - USP - Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, SP
A Orientação Profissional e de Carreira se cons tui, desde o início do século passado, um domínio do conhecimento teórico e prá co de
relevante interesse por parte de pesquisadores e profissionais no campo da Psicologia no cenário internacional, no entanto, poucos
pesquisadores moçambicanos mostram interesse em promover estudos e serviços sistema zados que visem auxiliar os jovens na construção de
carreira (vida). Nesta direção, este estudo visa apresentar uma inves gação de doutorado que obje vou delinear, implementar e avaliar uma
intervenção no âmbito da Orientação Profissional e de Carreira. Descrito como qualita vo-exploratório, o estudo envolveu um grupo de
adolescentes (N=30), matriculados entre a 8ª e 12ª classe, numa escola pública moçambicana, de14-18 anos de idade, de ambos sexos. A
intervenção decorreu em doze sessões. A coleta de dados baseou-se em técnicas de cunho qualita vo (narra vas), a saber, “Carta aos pais”,
“Redação sobre a escolha profissional e de carreira”, “Carta ao Presidente da República”, “Carta ao Orientador” e um Roteiro de questões
abertas que foram respondidas ao longo do processo e seis meses após o término da intervenção. A análise e discussão das narra vas se
apoiaram na Análise Temá ca de Conteúdo e nos aportes da perspec va desenvolvimen sta e constru vista. Os par cipantes convergem na
apreciação posi va dos procedimentos e dos resultados, sugerindo con nuidade, expansão e manutenção do serviço numa ó ca de Educação
para a Carreira. A família, onde aos pais é reservada uma posição de “decisão” figura como um dos fatores que exerce uma incontornável
influência nas aspirações e escolhas profissionais dos filhos. O diálogo, o apoio moral, e instrumental atuam como mediadores desta influência.
A formação dos orientadores profissionais, com foco nas competências teórico-prá cas e relacionais, está entre os principais desafios. Acima de
qualquer limite, conclui-se que a intervenção proposta figura como contributo para preencher as lacunas de inves gação no cenário
moçambicano.
mluisachicote@gmail.com

CF39
O CORPO NA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL
Ana Augusta Souza Moreira
Ionara Dantas Estevam
UnP - Universidade Po guar – Natal, RN
Pensar a escolha profissional deveria ser matéria da mais alta relevância para qualquer sujeito, tendo em vista que o modo como a pessoa vive
em seu trabalho, para o trabalho, do seu trabalho, poderá afetá-la tanto posi va, quanto nega vamente. São inúmeros os fatores que
influenciam o momento da escolha, entre eles estão as influências da família, dos amigos e do contexto sócio-histórico-cultural em que o sujeito
se insere. Ao longo do tempo as formas de se compreender o ser humano em toda sua complexidade vêm passando por mudanças significa vas,
afastando-se de abordagens puramente verbais e incluindo entre outras, a linguagem expressa pelo corpo, uma vez que, muitas das escolhas
que se faz na vida, se dá também a par r de referências que o indivíduo vem buscando e integrando em sua existência e que de forma indelével
estão registradas no corpo. A prá ca aqui exposta teve como obje vo desenvolver o processo de escolha profissional a par r do trabalho
psicocorporal e Avaliação Psicológica. A metodologia delineada foi desenvolvida em grupo, em nove encontros, realizados semanalmente, por
duas horas, com dez par cipantes. U lizaram-se como instrumentos técnicas das abordagens psicocorporais, e de uma avaliação de habilidades
e interesses através de uma bateria de testes psicológicos. Os resultados apontam que o processo de escolha profissional envolve
autoconhecimento, conhecimento dos fatores que influenciam a tomada de decisão e o conhecimento do mercado de trabalho e que quando os
sujeitos conseguem ter consciência dos fatores que norteiam sua escolha, dos desafios que se descor nam frente a sua decisão, torna-a mais
amadurecida. Conclui-se que as escolhas na vida, incluindo a escolha profissional precisam ser vistas como uma resposta ao que acontece na
relação corpo-mente.
anaaugustamoreira@gmail.com

CF40
DESCOBRINDO NOVOS CAMINHOS: A REINSERÇÃO DO EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL NO MERCADO DE TRABALHO
Ana Augusta de Souza Moreira
Ionara Dantas Estevam
Alda Karoline Lima da Silva
UnP - Universidade Po guar – Natal, RN
Diante do quadro que se apresenta frente às dificuldades do Sistema Prisional no Brasil, a inclusão social do ex-presidiário na sociedade, e sua
reinserção no mercado de trabalho torna-se uma questão cada vez mais complexa. Tem se comprovado ao longo da história que o trabalho não
só possibilita a interação humana, mas também permite que o indivíduo sinta-se como parte integrante da sociedade. Em função do baixo grau
de escolarização, e o es gma que carrega, o ex-presidiário tem suas possibilidades ainda mais limitadas. O projeto de Extensão foi desenvolvido
com detentos do Sistema Prisional em Natal/RN, na Universidade Po guar/ UNP. O obje vo foi oferecer informação e um espaço para que
detentos do Sistema Prisional, em situação de cumprimento de pena, nos sistemas aberto e semi-aberto pudessem reelaborar seus projetos
futuros, de forma a criar novas possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Como metodologias foram u lizados exercícios de dinâmica
de grupo, palestras e oficinas, onde foram abordadas as seguintes temá cas: valores e preconceito, empregabilidade e empreendedorismo,
elaboração de currículo e planejamento da carreira profissional, com duração de seis semanas, sendo um encontro semanal. O projeto ocorreu
em parceria com o “Programa Novos Rumos” - Tribunal de Jus ça/RN, responsável por encaminhar detentos para obras do Governo no Estado.
A final deste verificou-se que dentre os detentos que passaram pelo projeto, havia uma mudança de postura e de comprome mento com suas
a vidades, além do que estes relatavam ter ob do informações que os auxiliaram a começar novos empreendimentos. Dessa forma, conclui-se
que a dificuldade do ex-presidiário inserir-se no mercado está efe vamente relacionada à falta de informação e capacitação. À medida que este
recebe os recursos necessários, ele é capaz de envolver-se em a vidades profissionais, contribuir com a sociedade, e desenvolver a tudes,
habilidades e competências que favoreçam seu desenvolvimento pessoal e profissional.
anaaugustamoreira@gmail.com

123
Como eu Faço?
Cf41
POR QUE A ADESÃO À FORMAÇÃO EM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA É TÃO DIFÍCIL?
Mariita Bertassoni da Silva
Curi ba, PR
Embora a Orientação Profissional (OP) seja uma das áreas de atuação mais an gas da Psicologia, tendo se expandido de forma significa va até
meados do século XX, na atualidade são poucos os profissionais psicólogos que se dedicam inteiramente ou de forma preferencial à esta prá ca.
Pode-se atribuir esse fato a diversas variáveis: a crí ca ideológica ligada ao obje vo inicial da OP em seus primórdios; o âmbito de pertença da
especialidade (seleção ou orientação educacional) ou ainda, o po de instrumentos usados neste trabalho (testes e informação ocupacional).
Esses elementos es veram ligados por muito tempo à representação social da OP, cristalizando tanto para o leigo quanto para os profissionais
de Psicologia uma imagem está ca, não considerando os avanços teóricos, técnicos e metodológicos desta especialização. Para realizar tal
trabalho é necessário que o psicólogo possua o domínio técnico-metodológico, que baseado num preparo teórico sólido, subsidie a ação do
orientador e possibilite a flexibilidade para adequar o processo da OP à necessidade de cada cliente. Proporcionar ao cliente um serviço de
qualidade com credibilidade é uma meta a ser alcançada, com cursos de formação que fortaleçam o papel do profissional em OP. Porém,
relacionado à formação dos orientadores, o que encontramos na realidade nacional é que a área/tema/disciplina da Orientação Profissional
não faz mais parte do currículo de um grande número de ins tuições acadêmicas formadoras. Paradoxalmente, quando oferecemos cursos de
capacitação, formação ou aprimoramento, o que encontramos é uma grande procura por informações, mas uma baixíssima taxa de adesão real
às formações, seja por jus fica va financeira, seja por resistência a um conteúdo mais exigente no âmbito teórico-metodológico e um pedido
quase unânime (bastante preocupante) apenas de técnicas (isoladas?).
mariitabertassoni@hotmail.com

CF42
PROGRAMA DE ESTÁGIO: VIVÊNCIA PRÁTICA E OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO SOBRE CARREIRA
Ta ane Cris ne Froelich
PUC-RS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
A possibilidade de relacionar teoria e prá ca a par r de uma vivência de estágio tem importante papel na formação do estudante. Considerando
a responsabilidade de desenvolver futuros profissionais, o Grupo RBS – maior empresa de comunicação mul mídia do Rio Grande do Sul –RS,
investe no Programa de Estágio. Obje vo: O Programa de Estágio tem por obje vo atrair e desenvolver jovens com alto potencial, renovando e
fortalecendo a construção do futuro da empresa. Metodologia: A trilha de desenvolvimento do programa, criada em 2016, prevê a vidades
prá cas na área de formação do estudante; treinamentos de competências e momentos de reflexão sobre carreira. Os espaços para reflexão
sobre carreira acontecem a cada dois meses, no formato de grupo aberto, com duração de 1h30min. Todos os sessenta estagiários são
convidados a par cipar. A trilha de desenvolvimento está organizada em quatro etapas. Na primeira busca-se desenvolver autoconhecimento (2
encontros), na segunda promove-se reflexão sobre a prá ca na empresa (1 encontro); na terceira etapa trabalha-se oportunidades internas e
mercado de trabalho (1 encontro) e a úl ma etapa da trilha foca orientação de carreira e futuro enquanto profissional (2 encontros). Resultados:
Em cada encontro par cipam em média 25 estagiários. Muitos par cipantes solicitam no decorrer do processo, encontros individuais, onde em
95% dos casos a reflexão está relacionada a angus as por estar finalizando a faculdade e dúvidas quanto a oportunidades no mercado. O
programa resultou em um aumento de 30% na efe vação de estagiários e reduziu o Turnover em 8%, além de melhorar indicadores de
engajamento e desejo por permanência. Conclusão: Os resultados reforçam a importância da vivência de um estágio que possibilite ao
estudante universitário relacionar teoria e prá ca. Também explorar e refle r, a par r da orientação de carreira sobre a relação entre mercado e
escolhas profissionais, minimizando a angus a do estudante, quase profissional.
tatyfch@gmail.com

CF43
DE ESTUDANTE PARA ESTUDANTE: INTERVENÇÃO BREVE DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL POR MEIO DE “OITO PASSOS”
Leonardo das Neves Leal
Fabíola Machado Guedes
Carolina da Silva Santos
Graziela Silva Rodrigues
Ana Carolina de Souza Fonseca
Brenda Rodrigues Ongara o
Marilene Zimmer
FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS
O presente trabalho relata uma oficina proposta pelo grupo PET-Psicologia FURG com adolescentes do terceiro ano do Ensino Médio (EM), de
uma escola pública, de Rio Grande - RS. Desde 2015, o grupo estuda a temá ca OP e foi convidado por ter realizado oficinas anteriores dentro da
universidade. Obje vou-se, através de uma intervenção breve, criar um espaço para refle r sobre a tomada de decisão diante da conclusão do
EM e abertura do SISU. A a vidade foi realizada em 28/11/2016, numa escola, no período da manhã, com duração de 2h30min e contou com 47
par cipantes. U lizou-se conceitos-chaves, nomeados de “oito passos”, para ampliar e instrumentalizar a conscien zação dos fatores
envolvidos na escolha profissional, sendo eles: autoconhecimento; dificuldades e potencialidades; mo vação; perspec vas de atuação
profissional; mercado de trabalho; status profissional; dificuldades geo-socioeconômicas; e projeto de vida. Os estudantes em quatro grupos,
representando às áreas de atuação (linguagens, exatas, biológicas e humanas). Montou-se um tabuleiro representando cinco etapas
compiladas. U lizou-se ques onários, exposição e discussão de vídeos, apresentação e indagação de situações-problemas e compar lhamento
de relatos de experiências como forma de trabalhar cada passo com eles. Conforme a a vidade avançava, o representante do grupo seguiria
adiante no tabuleiro, passando para o próximo conceito/passo a ser trabalhado. Ao final, solicitou-se um feedback sobre a experiência de OP
aos 47 alunos presentes. Excluiu-se oito ques onários por não terem sido respondidos completamente. Dos 39 ques onários analisados, 92%
relataram que a a vidade contribuiu de alguma forma para a escolha profissional; 90% par cipariam novamente de outras discussões e a
a vidade foi avaliada posi vamente com nota 7,7 numa escala de zero a dez. Como autoavaliação, acredita-se que a a vidade a ngiu o obje vo
de contribuir com um momento de reflexão para essa tomada de decisão. As sugestões dos par cipantes ajudaram o PET-Psicologia a melhorar
sua prá ca para próximas oficinas.
leonardodnleal@gmail.com

124
Como eu Faço?
CF44
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: A PRÁTICA COM UM GRUPO DE ESTUDANTES DE ESCOLA PÚBLICA
Silvia Dutra Pinheiro Coiro
Rodrigo Müller Ebling
FACCAT - Faculdades Integradas de Taquara, RS
A orientação profissional visa contribuir para uma reflexão sobre a escolha de uma profissão, a par r do ques onamento acerca da iden dade
pessoal, das profissões, do mundo do trabalho, assim como dos determinantes concretos que influenciam as escolhas. Este relato de
experiência parte do construto de que é na adolescência que o indivíduo cons tui sua iden dade, bem como relaciona a esta o período de
escolha da profissão. Assim realizou-se um trabalho de Orientação Profissional junto a um grupo de oito alunos do terceiro ano do Ensino Médio
de uma escola pública, pertencente à rede estadual de ensino da Grande Porto Alegre/RS, obje vando a construção de um espaço de maior
protagonismo em relação aos projetos de futuro e à escolha profissional. Para tanto efe vou-se um total de dez encontros, os quais foram
embasados a par r dos pilares da abordagem de Orientação Profissional: o autoconhecimento e a informação profissional. As dinâmicas e
a vidades reflexivas elegidas para trabalhar-se foram alicerçadas na aplicação de instrumentos e técnicas específicas, a fim de buscar-se
embasamento para as a vidades propostas. Como resultado, a intervenção apontou para uma oscilação no que diz respeito à maturidade pré e
pós processo de Orientação Profissional. Acredita-se que determinados tópicos trabalhados mobilizaram o que até então era do como
verdades absolutas para os orientandos, fazendo-os repensar e assumirem responsabilidade por suas escolhas profissionais.
silviapcoiro@gmail.com

CF45
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E PLANEJAMENTO DE CARREIRA PARA ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE CURSOS DA SAÚDE - UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA
Le cia Leite Bessa
Roberta Maria Fernandes Cavalcante
Daniela Dias Furlani Sampaio
Ana Carolina Pacheco Bi encourt Fontes
Isabelle Cacau de Alencar
Jihane de Lima Diogo Fonseca
Cris na de San ago Viana Falcão
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
O trabalho tem apresentado transformações significa vas tanto no âmbito da atuação quanto na formação profissional. Percebe-se que o
espaço de qualificação demanda mudanças consideráveis para atender às necessidades do exercício profissional. Constrói-se, assim, a
possibilidade de mul plicidades nas trajetórias profissionais, mediante diferentes i nerários acadêmicos que a universidade pode promover
com vistas a preparar os novos profissionais requeridos pelo mundo contemporâneo. Concomitante a essas transformações, a precocidade e
fragilidade na escolha da profissão e a construção da iden dade profissional permanecem como dilemas a serem enfrentados pelos jovens
diante da preparação para o trabalho e o desenvolvimento de suas carreiras. Neste ensejo, o Centro de Ciências da Saúde da Universidade de
Fortaleza ofertou, nos anos de 2014 e 2015, para os estudantes dos cursos da saúde que estavam entre o 3º e o 8º semestres, o Projeto
Orientação Profissional e Carreira com o intuito de promover um espaço para reflexão sobre projeto de vida, favorecendo crescimento pessoal e
profissional; adaptação ao curso e à vida universitária; superação de possíveis “crises profissionais”; planejamento de estratégias que preparem
e facilitem a fase de transição do ensino superior para a inserção no “mundo do trabalho”. Trabalhou-se com grupos de até 20 par cipantes, com
12 encontros semanais, sendo 2 momentos individuais. Compuseram o projeto, temá cas como autoconhecimento; escolha universitária; o ser
universitário e o papel profissional; projeto de vida e projeto profissional; empregabilidade e empreendedorismo; o trabalho no mundo
contemporâneo; desenvolvimento e planejamento da carreira. Os par cipantes amadureceram em seus papéis de estudantes universitários e
de profissionais em formação, desenvolvendo mais foco, capacidades de reflexão e decisão, sensação de segurança e tranquilidade diante dos
desafios. Com este projeto a Universidade contribui socialmente, influenciando na qualificação dos estudantes, que podem assumir suas
iden dades profissionais de forma consciente e consistente, exercendo ações profissionais que afetam posi vamente a sociedade.
le ciabessa@unifor.br

CF46
PLANEJAMENTO DE CARREIRA E INSERÇÃO PROFISSIONAL NO ENSINO SUPERIOR: ESTRATÉGIAS PARA DESENVOLVER O
EMPREENDEDORISMO ACADÊMICO
Le cia Leite Bessa - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Jihane de Lima Diogo Fonseca - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Ana Carolina Pacheco Bi encourt Fontes - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Cris na de San ago Viana Falcão - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Diane Nocrato Esmeraldo Rebouças - UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
Francisca Magnólia Diógenes Holanda Bezerra - UECE - Universidade Estadual do Ceará – Fortaleza, CE
Refle r sobre a carreira de forma contextualizada tem se mostrado importante para que o indivíduo encontre sa sfação em sua vida pessoal e
profissional. Neste intuito, o planejamento de carreira, enquanto um desenho acerca do futuro profissional, resultante da reflexão sobre
obje vos e da construção de um plano de como a ngi-los, mostra-se como um potente disposi vo. O planejamento de carreira contextualizado
favorece ainda a educação empreendedora que tem sido alvo de ins tuições de ensino espalhadas pelo mundo, cada uma focada em seus
contextos regionais. O Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Fortaleza, diante da tarefa de contribuir com o planejamento de carreira
e de es mular a postura empreendedora de seus estudantes, desenvolveu no decorrer do primeiro semestre de 2016 diversas ações compondo
um evento maior in tulado “Conexão CCS”, com o obje vo de es mular o empreendedorismo acadêmico com foco no planejamento de carreira
e inserção profissional, sobre o qual se trata este relato de experiência. Para tanto, a ação contou com as seguintes etapas: no primeiro mês
aconteceu uma palestra de abertura (Planejamento de Carreira e Inserção profissional - Como empreender minha carreira); no segundo mês,
foram três palestras simultâneas focadas nas caracterís cas par culares dos 3 diferentes ciclos acadêmicos (1º ao 3º semestre – Desenvolvendo
Habilidades Sociais; 4º ao 6º semestre – A Importância dos Estágios; a par r do 7º semestre – Universidade e Trabalho); e no terceiro mês
ocorreu uma oficina em grupo, mediada pelo diálogo e pela construção cole va, voltada para a experiência prá ca da postura empreendedora
diante do planejamento de carreira. Os estudantes da área da saúde demonstraram recep vidade e par cipação. Observou-se os ganhos de
uma intervenção sob diferentes modalidades, em destaque, para a experiência vivencial. Acredita-se ter contribuído para o amadurecimento
desses universitários, incen vando-os a uma postura de mais autonomia e responsabilidade diante das escolhas profissionais.
le ciabessa@unifor.br

125
Como eu Faço?
CF47
PROCESSO DE RE-ESCOLHA PROFISSIONAL: CAMINHOS POSSÍVEIS PARA ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Maria Elisa Almeida Bacal
PUC-RIO - Pon cia Universidade Católica do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, RJ
A insa sfação com a escolha do curso na universidade pode levar à desmo vação, ao baixo rendimento acadêmico e, muitas vezes, à evasão. O
presente trabalho obje va relatar a experiência que vem sendo realizada desde 2015 em um serviço de orientação profissional, oferecido para
os alunos dos cursos de graduação de uma ins tuição de ensino superior na cidade do Rio de Janeiro. O serviço é realizado por uma equipe
(formada por duas psicólogas supervisoras que são professoras da ins tuição e quatro estagiárias) e faz parte do Núcleo de Orientação e
Atendimento Psicopedagógico da universidade em questão. O processo de orientação, mais do que auxiliar o aluno numa possível mudança –
ou permanência – de curso, visa levar o estudante a uma reflexão sobre si mesmo, sobre seu processo de escolha (como foi realizada a primeira
escolha?) e sobre as opções de cursos e possibilidades do mercado de trabalho. Através de técnicas de autoconhecimento e da pesquisa
sistemá ca de informações profissionais, o universitário é levado, durante o processo, a pensar em caminhos possíveis para o seu futuro
profissional. De um modo geral, são alunos que não estão sa sfeitos com a escolha do curso, seja porque não veram a oportunidade de refle r
a respeito da escolha num momento anterior, seja porque suas expecta vas acerca do curso não foram atendidas. O crescente número de
estudantes buscando esse po de atendimento reitera a importância e a necessidade de se oferecer um serviço para acolher os casos de “re-
escolha profissional” na universidade.
elisagua@gmail.com

CF48
"EU, NAVEGADOR DE MIM": TÉCNICA DE INTERVENÇÃO PARA PROJETO PROFISSIONAL E DE VIDA
Juliana Kunz Silveira
Laís Isabel Rosa
Victoria Sciascia Cetraro
FGG - Faculdade Guilherme Guimbala – Joinville, SC
É na juventude que, diante da preparação para a entrada no mundo e no papel adulto, muitos sujeitos lidam com a tarefa de escolher e planejar
o futuro, sendo a escolha profissional um dos atravessamentos mais urgentes, especialmente para os jovens que já estão inseridos no mercado.
Assim, desenvolveu-se uma pesquisa no campo da Psicologia que buscou compreender os processos de (re)elaboração dos projetos de vida de
jovens integrantes do “Programa Aprendiz Legal” em Joinville, SC, com par cular atenção às questões profissionais. Para isso, oficinas temá cas
guiadas por analogias de referências náu cas estão sendo promovidas em uma amostra de seis jovens entre 14 e 17 anos. Uma das técnicas de
intervenção criadas para es mular reflexões para o projeto de vida e profissional foi um jogo de tabuleiro em formato de bússola, “Eu,
navegador de mim”, que contém um percurso marcado por quatro diferentes propostas que se apoiam em elementos da navegação: o
elemento luneta corresponde às cartas verdes e requer a interpretação de imagens variadas; o elemento mão, correspondente às azuis,
requer respostas acerca de fatos e curiosidades pessoais; o elemento mapa, correspondente às roxas, propõem desafios; e o elemento âncora,
correspondente às laranjas, interpretação de frases, ditados e poesias. O obje vo do jogo é ins gar um movimento de introspecção e
imaginação, mas também de expressão e de troca, promovendo processos iden ficatórios que auxiliam o jovem a se perceber em sua trajetória.
A metodologia adotada para o estudo é composta por uma abordagem qualita va, obje vos exploratórios e procedimentos de pesquisa
par cipante. Como resultados e conclusões preliminares, observa-se que muitos dos par cipantes já haviam refle do sobre seu futuro,
entretanto, a insegurança e a falta de organização dos seus planejamentos parecem despertar um interesse acentuado por discussões e
a vidades que os implique na ação de (re)pensar suas realidades e possibilidades de vida.
julianaksilveira@gmail.com

CF49
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ABORDAGEM PSICOSSOCIAL JUNTO A ESTUDANTES DE ESCOLA PÚBLICA EM CAMPOS DOS GOYTACAZES
Yasmin Fadul Ornellas
Thais Mar ns Real
Júlia Pereira Leal
Diego Henrique Nascimento Santos
Luiz Gustavo Silva Souza
UFF - Universidade Federal Fluminense – Campos, RJ
A Orientação Profissional pode fomentar reflexões crí cas acerca das relações entre sociedade, educação, produção de subje vidade e
trabalho. Ela teve como público-alvo tradicional os jovens abastados e destaca-se a relevância dessas intervenções junto aos setores populares
da sociedade. Obje vo: foi realizada uma oficina de Orientação Profissional em uma escola pública de Campos dos Goytacazes (RJ), com alunos
do terceiro ano do Ensino Médio. Com base no enfoque psicossocial, a oficina teve como obje vo favorecer o processo de escolha profissional,
ampliando a análise crí ca dos fatores socioculturais determinantes dessa escolha e a promoção de autonomia junto aos jovens. Método: foram
realizados sete encontros semanais, com duração de duas horas cada, em uma sala disponibilizada pela escola. Os procedimentos u lizados
foram técnicas de dinâmica de grupo. As temá cas trabalhadas foram “Perfil profissional”, “Influências sociais e familiares”, “Preconceitos e
profissões”, “Democracia e autocracia”, entre outras. Resultados: revelou-se uma baixa exploração do ambiente por parte dos estudantes,
associada à abordagem conteudista tradicional da escola, demonstrando ausência de busca por informações sobre o mundo do trabalho.
Alguns estudantes demonstraram inseguranças e medos em relação ao futuro no trabalho e valorizaram a importância de ter prazer em exercer
determinada profissão. A temá ca dos preconceitos foi importante, principalmente em relação ao gênero. Par cipantes do sexo feminino
afirmaram estar inseridas co dianamente em ambientes preconceituosos e machistas e demonstraram interesse em contestá-los a vamente.
Conclusão: foi possível construir, junto com os par cipantes, debates e reflexões importantes para que o processo de escolha se dê de forma
crí ca. Os estudantes reconheceram, por exemplo, que suas visões sobre certos profissionais eram preconceituosas. Em outro exemplo, os
estudantes refle ram sobre o machismo e sobre o domínio do espaço público e da polí ca pelos homens em detrimento da par cipação
feminina, o que impacta também as profissões.
jupleal@gmail.com

126
Como eu Faço?
CF50
FACILITANDO ESCOLHAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM PROJETO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM GRUPO
Tayana Cavalcante Nogueira
Roberta Maria Fernandes Cavalcante
Denise Brito da Rocha
UNIFOR - Universidade de Fortaleza, CE
O presente trabalho se refere ao relato de experiência de estágio em Processos Educa vos e Sociais, do curso de graduação de Psicologia da
Universidade de Fortaleza, que tem por obje vo apresentar o projeto de Orientação Profissional desenvolvido com alunos de terceiro ano do
ensino médio de uma ins tuição de ensino da rede privada, e descrever a experiência de conduzir e facilitar grupos de adolescentes em
processo de escolha profissional. Os procedimentos metodológicos que tornaram exequível a realização do trabalho foram: a elaboração de um
projeto de orientação profissional; a facilitação de quatro grupos do terceiro ano do ensino médio, com aproximadamente 10 alunos por grupo;
a u lização e elaboração de técnicas, dinâmicas, jogos e estratégias desenvolvidas na perspec va de ensino-aprendizagem e da orientação
profissional; uso de testes psicológicos voltados para orientação vocacional; bem como a produção de um relatório com a devolu va do
processo para cada integrante. As temá cas trabalhadas nos grupos abrangeram conteúdos como autoconhecimento, habilidades pessoais,
conhecimento da realidade profissional, e os fatores que influenciam no processo de escolha profissional. Temas estes despertaram grande
interesse, envolvimento e comprome mento por parte dos alunos em se conhecerem e compreenderem a realidade em que estão inseridos em
meio à escolha da profissão. Durante o projeto se observou um retorno posi vo no que diz respeito à experiência grupal, por se iden ficarem
uns com os outros e se sen rem à vontade para compar lharem. Ao final de todo o processo, pode-se constatar um resultado sa sfatório
principalmente no que diz respeito à segurança e consciência na escolha profissional.
tayanacnogueira@gmail.com

CF51
SER ORIENTADOR PROFISSIONAL - UMA CONSTRUÇÃO DIÁRIA
Magda Bae a
Rio de Janeiro, RJ
Uma das principais inquietações que realimento é sobre a formação dos orientadores profissionais. Há onze anos venho coordenando um curso
de formação em OP na abordagem gestál ca destacando a importância de uma qualificação estruturada. Durante esse período atuei em
Ins tuições de Ensino Médio e Superior, como psicóloga, professora e orientadora profissional, adquirindo experiência suficiente para dar início
ao curso, atendendo adolescentes em grupo e individualmente, bem como estudantes universitários e profissionais. Esse projeto surgiu por
meio do convite de uma ins tuição (UniverCidade/RJ) que, como psicóloga exerci a vidades de OP. A proposta era preparar grupos de
psicólogos para trabalharem como orientadores profissionais e a par r desta experiência venho ministrando esse curso e oferecendo
capacitação às pessoas que apresentam interesse em atuar ou aprimorar-se nessa área. A técnica desenvolvida por mim e denominada “Diário
no Tempo”, é u lizada como recurso inicial à preparação dos alunos. Expor com proveito a aplicação dessa técnica e os resultados ob dos,
fundamenta o entendimento da dinâmica do trabalho em OP, bem como jus fica o propósito desta apresentação, salientando a importância
deste trabalho. Acompanhar a tomada de decisão de uma pessoa requer um preparo diferenciado, e esta técnica favorece o aluno a inteirar-se
da própria iden dade profissional e do estágio em que se encontra, uma vez que a necessidade apresentada por eles em ter ciência de sua
iden dade profissional, bem como rever diversas vezes seus próprios projetos de vida, é extremamente presente e recorrente em quem
par cipa deste curso. A procura para realizar o curso permanece crescendo, e, acredito como Gestalt-terapeuta e especialista em OP, que
compar lhar essa experiência, capacitando pessoas para atuar com OP, reforça os apontamentos que orientadores profissionais em todo o país
vêm salientando como imprescindível para esta prá ca e minimiza muitas das necessidades teóricas e prá cas que possa vir a enfrentar.
magdabae a@gmail.com

CF52
INFINITO DE CARREIRA - UM MÉTODO DE CONDUÇÃO DE PROCESSOS DE CONSTRUÇÃO E TRANSIÇÃO EM CARREIRA
Tiago Vinicius Febel Sergio
PUCRS - Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, RS
Nos dias de hoje percebemos que construir um caminho de carreira pode não ser tarefa fácil. Muitas pessoas buscam construir a carreira dos
seus sonhos e com o tempo iden ficam que não é só a dificuldade de encontrar está carreira, mas também de descobrir quais passos são
necessários para ir ao encontro dela. A par r desta demanda de mercado e da prá ca no aconselhamentos e orientação de carreira surgiu o
INFINITO DE CARREIRA! O símbolo do infinito representa a con nuidade, que assim como a nossa carreira precisa estar em constante
movimento. No decorrer de nossas vidas mudamos desejos, interesses, habilidades e mo vadores. Desta forma não faz muito sen do passar
anos sem pelo menos repensar nos caminhos de carreira escolhidos, quando eles realmente foram escolhidos. O INFINITO DE CARREIRA é
composto de dois elos, no primeiro tratamos de temas internos do indivíduo, como autoconhecimento, valores/mo vadores, biografia,
habilidades/caracterís cas pessoais, e interesse/propósito. No segundo elo passamos aos aspectos externos da construção de uma carreira,
iden ficação de oportunidades de carreira, escolha de caminhos de carreira, estratégias de carreira e potencialização dos recursos pessoais. Por
não ter início, meio ou fim, cada indivíduo iden fica o momento de carreira que precisa ser desenvolvido. E isto faz do infinito uma ferramenta
única, con nua e totalmente personalizada. Dentro do acima exposto, pretendo apresentar no congresso minha experiência e resultados na
u lização deste método que desenvolvi.
agofebel@terra.com.br

127
Como eu Faço?
CF53
RE-ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL COM ESTUDANTES DE ENGENHARIA: A EXPERIÊNCIA RECENTE DO CENTRO DE TECNOLOGIA DA UFC
Yangla Kelly Oliveira Rodrigues
Saiane Silva Lins
UFC - Universidade Federal do Ceará – Fortaleza, CE
A Re-orientação Profissional com os estudantes de Engenharia do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal do Ceará (UFC) tem sido
desenvolvida há 1 ano e meio pelo Núcleo de Orientação Educacional, vinculado à Diretoria Adjunta de Ensino do referido centro. Uma inicia va
inovadora no âmbito da UFC. O CT é a maior Unidade Acadêmica da UFC, recebendo anualmente cerca de 850 novos alunos. A estrutura do
processo de re-orientação compreende uma entrevista inicial, seis encontros em grupo e uma entrevista final, devolu va. A metodologia de
trabalho empregada engloba a realização de dinâmicas de grupo, a u lização de jogos e a aplicação da avaliação de interesses profissionais. Ao
longo desse curto período de tempo, temos observado, que parte considerável dos estudantes muda para outro curso de Engenharia da mesma
Unidade Acadêmica. E os demais estudantes optam por outro curso também da UFC, dentre estes, alguns conseguem a vaga por meio do edital
interno de mudança de curso e outros voltando a fazer o Enem e se inscrever no Sisu. Esses resultados nos levam a crer que o atendimento do
estudante no momento certo, quando ele ainda se encontra na universidade, e no qual ele possa ser orientado para realizar uma nova escolha
mais acertada, contribui para a redução da evasão. Acreditamos que também é papel da universidade contribuir para o desenvolvimento
vocacional de seu corpo discente.
yangla.oliveira2@gmail.com

CF54
ESCOLHA PROFISSIONAL NA ATUALIDADE: IMAGINÁRIO FAMILIAR
Maria Stella Ribeiro de Sampaio Leite
Colmeia ins tuição a serviço da juventude – São Paulo, SP
Vivemos um momento histórico de grandes avanços tecnológicos, mais ainda, em poucos anos vamos assis r essa expansão a todos os campos
do saber. O contexto de profundas transformações impacta os jovens e seus pais que procuram a orientação profissional. As angús as frente à
incerteza com relação ao futuro levam à construção de alguns mitos/soluções. Cabe ao orientador profissional acolher a família e problema zar
essas "verdades". A autora pretende discu r algumas produções do imaginário familiar presentes nas entrevistas com jovens e seus pais no
processo de orientação profissional: -Os jovens têm que fazer escolha aos 17 anos para o resto da vida. -A quan dade de profissões existente
atrapalha os jovens em suas escolhas. -Certas profissões proporcionam sucesso independente das adversidades conjunturais. -A solução é ser o
melhor naquilo que faz. -Quem faz a faculdade é o aluno. -Fazer universidade fora do Brasil é sempre bom. -Desis r de um projeto pode levar à
frustração para sempre. - Tenho para mim que uma profissão tem que ser "diver da". -Muitos jovens falam de protagonismo, mas como
alcançá-lo sem ter diante de si um arrazoado de receitas? - Gostar muito da profissão é condição necessária, mas não suficiente. -O deses mulo
ou o tédio não são sinal de que o caminho esteja errado. A espera é imperiosa. -Envolver-se com um projeto demanda tempo e sempre haverá
problemas. -Qual felicidade se espera na escolha profissional? -Alguns acham que vão poder se livrar da teoria e ter somente prá ca no exercício
de uma profissão. Em tempos de avanços tecnológicos, cada vez mais teoria e estudo, de um lado, prá ca e experiência, de outro, têm que estar
casados.
mariastellaleite@gmail.com

CF55
METODOLOGIA E FERRAMENTAS DO COACHING VOLTADAS AO DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA
Le cia Benvenu Castelo
L. Castelo Desenvolvimento Profissional – São Paulo, SP
O presente trabalho tem como obje vo compar lhar técnicas relevantes do Coaching aplicadas ao processo de orientação de carreira. A
metodologia do Coaching, baseada principalmente na Psicologia Posi va, de Mar n Seligman, traz contribuições importantes aos processos de
desenvolvimento de carreira. Este trabalho irá apresentar um resumo de um processo de Coaching de carreira, que foi conduzido pela própria
autora, para demonstrar na prá ca os resultados da aplicação de duas ferramentas centrais do processo de Coaching: a roda da vida - que tem o
obje vo de realizar uma avaliação da sa sfação com as diferentes áreas da vida e, no caso do Coaching de carreira, avaliar os impactos que a vida
profissional pode gerar na vida pessoal do cliente; e matriz SWOT - ferramenta adaptada da administração estratégica voltada à análise
diagnós ca das possibilidades de carreira do cliente. As ferramentas foram u lizadas ao longo do processo de Coaching e mostraram-se efe vas
na medida que facilitaram o autoconhecimento do cliente e, de forma obje va, conseguiram contribuir para o processo de escolha profissional
e aplicação de mudanças efe vas para o alcance dos obje vos profissionais do cliente.
le ciacastelo@gmail.com

CF57
CONSTRUÇÃO DE CARREIRA DE UM JOVEM COM SÍNDROME DE ASPERGER: CONTRIBUIÇÕES DE UMA INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO
PROFISSIONAL
Débora Ananias Guimarães
Camélia San na Murgo
UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista - Presidente Prudente, SP
O presente trabalho apresenta-se como um relato de experiência, que tem por obje vo descrever um processo de orientação profissional
realizado em uma clínica escola junto a um jovem de 19 anos com Síndrome de Asperger. A descrição desse processo pretende portando,
viabilizar a discussão de alterna vas e caminhos para possibilitem que pessoas com deficiência tenham acesso a orientação profissional e a
clarificação da escolha profissional proporcionado por esse processo. A intervenção consis u na realização de sete encontros nos quais foram
u lizados recursos como técnicas e testes psicológicos, sendo os testes SDS e BBT, e técnicas como Árvore das Preferências e Shopping de
Profissões, que proporcionaram o autoconhecimento do orientando, de modo a torna-lo sujeito responsável por suas escolhas e conhecedor de
seus próprios interesses e ap dões. Embora nem todos os instrumentos u lizados tenham proporcionado o resultado desejado, os mesmos se
fizeram úteis quanto a construção da experiência em Orientação Profissional. Contudo, os resultados dos testes e técnicas, juntamente com o
conhecimento ob do no desenvolver de todo o processo, permi ram uma mescla de caracterís cas sobre um perfil ocupacional associado a
fatores como cria vidade, originalidade, sensibilidade e imaginação. Resultados estes que foram potenciais responsáveis para a delimitação
das suas possibilidades profissionais e a clarificação de seus interesses para a escolha de uma carreira.
dgananias@gmail.com

128
Como eu Faço?
CF58
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA AO UNIVERSITÁRIO-ADULTO-TRABALHADOR: A EXPERIÊNCIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO FADERGS
Lílian Weber
Fadergs - Centro Universitário Fadergs – Porto Alegre, RS
O trabalho de desenvolvimento de carreiras no âmbito de ins tuições de ensino superior tem sido bastante difundido, no Brasil e no exterior. Na
Fadergs, este trabalho ocorre desde 2005, através do Núcleo de Orientação de Carreiras (NOC). O NOC, inicialmente, direcionou suas ações para
auxiliar os estudantes no ingresso ao mercado de trabalho, enfocando a busca de empregos; par cipação em processos sele vos e revisão de
currículos. Em 2012, estes conteúdos, e outros (como fomento ao autoconhecimento e exploração sobre o mercado de trabalho), passaram a
ser trabalhados em uma disciplina curricular, denominada Planejamento de Carreira, obrigatória a todos os cursos. Com estas questões
absorvidas pela disciplina, o Núcleo dedicou-se aos atendimentos para orientação de carreira e às oficinas para o desenvolvimento de
competências transversais, tais como: trabalho em equipe; habilidades sociais; comunicação oral; liderança. Nova mudança aconteceu, em
2015, quando o NOC deixou de ser ligado ao curso de Psicologia, onde foi fundado, para vincular-se à Direção Acadêmica. Esta movimentação
permi u ganho de autonomia e trânsito ins tucional. Neste novo lugar, foi sendo amadurecido um novo projeto, que resultou no Fadergs
Carreiras, cuja proposta foi pensar a educação para carreira a par r da perspec va dos subsistemas de recursos humanos. O Fadergs Carreiras
inclui os seguintes tópicos: Treinamento e Desenvolvimento; Recrutamento e Seleção; Saúde e Trabalho; Voluntariado; Ensino e Pesquisa;
Empreendedorismo; Relação com Mercado; Orientação de Carreira. Além disto, o Núcleo passou a acompanhar todas ações ligadas ao
desenvolvimento de carreiras realizadas pelos cursos e outros Núcleos. O projeto prevê, ainda, a ampliação do público atendido (público
externo); a promoção do mentoria; o apoio à aquisição de capital cultural; e o acompanhamento mais sistemá co aos alumni. Desta forma, a
educação para carreira começa a se infiltrar no co diano da comunidade acadêmica, ganha relevância e viabilidade, atendendo às demandas do
estudante-adulto-trabalhador.
lilian.weber@fadergs.edu.br

CF59
FORMAÇÃO DE PSICÓLOGOS EM ORIENTAÇÃO DE CARREIRA: INICIATIVAS DE UMA UNIVERSIDADE PARTICULAR
Edgar Pereira Junior
UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba, SP
A carreira profissional tem uma função psicossocial decisiva como mediação entre o trabalho como papel social e vivência psicológica de
construção de significados, autodesenvolvimento e autorrealização. As constantes alterações no cenário educacional, polí co, econômico e
social do país fazem com que as decisões rela vas a profissões e trabalho fiquem cada vez mais complexas, tendo as pessoas que passar por
escolhas e transformações durante toda a trajetória de vida. Em um mundo complexo e mutante cresce a demanda para os trabalhos de
Orientação de Carreira para o estabelecimento de estratégias e a tomada de decisão relacionada à profissão e à inserção no mercado de
trabalho. Frente a este desafio, a formação em Psicologia tem dado maior atenção a temas como escolha profissional, desemprego,
empregabilidade, aposentadoria, planejamento e desenvolvimento de carreira. Mas, alguns cursos de graduação perpassam por esta área, não
aprofundando o suficiente para o atendimento das demandas do mercado de trabalho. Este estudo tem como obje vo compar lhar as
inicia vas da ênfase Psicologia e Relações de Trabalho do curso de Psicologia da Universidade Metodista de Piracicaba, que busca desenvolver
competências para intervenções psicossociais na área de Orientação de Carreira. O método consiste no desenvolvimento de projetos e
programas focados em demandas ligadas a reorientação, promoção de empregabilidade e planejamento de carreira em diversos contextos,
como clínico, escolar / universitário, organizacional e das polí cas públicas. Serão avaliadas as experiências observadas na supervisão de
estagiários do curso de graduação em Psicologia em seus atendimentos de demandas da comunidade interna e externa, via serviço escola do
curso, ins tuições parceiras ou secretarias municipais. Ainda que tais inicia vas representem um avanço na formação dos psicólogos em
Orientação de Carreira, com indissociabilidade entre teoria e prá ca, há necessidade de discussão da capacitação complementar à graduação
para a promoção de um padrão sólido de qualidade nesta área.
edgpsico@gmail.com

CF60
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA: UMA EXPERIÊNCIA COM ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR NA ELABORAÇÃO DE CURRÍCULO PROFISSIONAL
Maria Mar ns
Adriane Pelissoni
Marilda Dantas
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, SP
O presente trabalho visa apresentar uma experiência com estudantes do ensino superior de uma ins tuição pública no que tange à elaboração
de currículo profissional. Esta a vidade faz parte de um projeto maior de orientação de carreira, desenvolvido pela área de orientação
educacional, de um serviço de apoio ao estudante. A oficina foi realizada em um único encontro presencial no primeiro semestre de 2017 e
contou com 37 par cipantes de diferentes cursos, sendo a maioria da área de exatas (64,7%), seguidos da área de biológicas e saúde (17,64%) e
humanas (17,64%), com maior presença do sexo feminino (53,33%). A inicia va foi divulgada por e-mail ins tucional e foi solicitado que cada
par cipante usasse o seu currículo profissional na oficina. A par r deste material e de um modelo foi discu do: função e estrutura do currículo,
informações per nentes para serem inseridas, apresentação gráfica e as dúvidas decorrentes. A a vidade teve duração aproximada de 1 hora e
45 minutos. Foi verificado que a maioria dos estudantes traz dúvidas e inseguranças sobre a temá ca, com destaque ao conteúdo a ser
abordado, e também pelo fato que maioria relatou não ter experiências profissionais e subvalorizavam as experiências acadêmicas, de estágios
e trabalho voluntário, ou supervalorizavam informações complementares (como detalhamento das outras experiências). Foi realizada uma
avaliação on-line posterior à realização da oficina, com par cipação de 27,02% dos presentes. Destes 40% se sen ram muito sa sfeitos com a
a vidade e 50% veram as suas expecta vas iniciais totalmente atendidas. Analisando as expecta vas e comentários conclui-se que a
intervenção contribuiu para iden ficação e valorização das experiências, trajetória acadêmica e profissional; auxiliando na construção de
repertórios asser vos e crenças realís cas a cerca da atuação e inserção no mercado de trabalho.
adrianepelissoni@gmail.com

129
Como eu Faço?
CF61
DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA: DA TEORIA À PRÁTICA
Ionara Dantas Estevam
Ana Augusta de Souza Moreira
Alda Karoline Lima da Silva
UnP-RN - Universidade Po guar – Natal, RN
As relações entre educação, formação e emprego têm sido severamente afetadas pelas mudanças sociais ocorridas no século XXI. O contexto de
trabalho requer dos profissionais um conjunto de conhecimentos, habilidades e competências que estejam consonantes com as demandas que
lhe são apresentadas. Desta forma, o planejamento da carreira torna-se um imposi vo, ou de outra forma, este não terá como manter-se
inserido no mercado, comprometendo assim sua empregabilidade. O projeto de Extensão foi oferecido a universitários que procuraram
espontaneamente o Serviço de Psicologia da Universidade Po guar. O obje vo foi favorecer o desenvolvimento de competências no que
concerne ao âmbito profissional, além de traçar um perfil profissional do par cipante que o ajude a planejar e elaborar a sua carreira. O
processo foi realizado em três semanas, e como metodologia foram u lizados instrumentais de Avaliação Psicológica e ferramentas do
Coaching, a fim de elaborar um perfil profissional de habilidades. Ao final de cada encontro os jovens universitários puderam apresentar
reflexões acerca da sua futura trajetória profissional, que lhes permi ram visualizar com mais clareza, suas possibilidades e desafios. Conclui-se,
portanto que a dificuldade do jovem em construir uma carreira profissional muitas vezes está relacionada a necessidade de espaços de
construção de saberes, assim como de instrumentos e ferramentas que o auxiliem a iden ficar suas potencialidades e fragilidades, para então
elaborar um plano profissional que se adeque às suas demandas e às do mercado. À medida que ele descobre seus recursos poderá enfrentar
com mais propriedade o contexto profissional que se apresenta.