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INTRODUÇÃO

jkaskausg
1- O DIREITO DAS OBRIGAÇÕES SEGUNDO O CÓDIGO CIVIL.
O Código Civil de 1966 é o pribcipal instrumento de direito positivo para o estudo do
direito das obrigações.
Na sistematização do nosso Código Civil, a matéria referente ao direito das obrigações é
disciplinada no livro II, desenvolvendo-se ao longo de uma vastidão de preceitos
noemativos, compreendida entre o artigo 397.° e o artigo 1250.°. Não se quer com isso
dizer que sejam apenas estas disposições, com exclusão de outras, a tratar da matéria
relativa ao direito das obrigações. Pelo contrário, toda a legislação extravagante que
discipline, por exemplo, relações contratuais ou responsabilidade aquiliana é legislação a
ter em conta para o estudo do direito das obrigações.1

2- O DIREITO DAS OBRIGAÇÕES E A DEFINIÇÃO


LEGAL DE OBRIGAÇÃO.
O direito das Obrigações tem um relevo fundamental em todo o direito civil, pelos diversos
institutos que, de modo particular, disciplina. Assinala-se, por exemplo, o regime geral dos
contratos, o enriquecimentos sem causa, a responsabilidade civil, a compra e venda, os
privilégios creditórios ou o direito de retenção. 2
O direito das Obrigações, que já conhecera particular desenvolvimentono período romano,
tem evoluido de forma nem sempre linear , apresentando por vezes cortes ou interrupções
no seu densevolvimento . Paralelamente aos institutos clássicos que nos foram que nos
foram legados pelos romanos, surgem cada vez mais novos institutos a dar respostas aos
também novos problemas das nossas sociedades.

DEFINIÇÃO LEGAL DE OBRIGAÇÃO.


O termo obrigação é uma designação polissémica, na madida em que se reporta a diversas
significações. Por exemplo fala-se de obrigação no mundo jurídico sempre que o aceitante
de uma letra de câmbio tem a obrigação de a pagar na data convencionada, ou que um
arrendatário de um prédio tem a obrigação de pagar a renda ao senhorio.
Obrigação é o vínculo jurídico por virtude do qual uma pessoa fica adstrita para com a
outra á adopção de um determinado comportamento, visando a satisfação de um interesse
digno de protecção legal, ou então como a relação jurídica por virtude da qual uma (ou
mais) pessoa pode exigir de outra (ou outra) a realização de uma prestação.
Artigo 397.° - Obrigação é o vinculo jurídico por vitude do qual uma pessoa fica adstrita
para com a outra à realização de uma prestação.3

3- Objecto e Elementos Essenciais da Obrigação.


1
António Vicente Marques, Direito das Obrigações, Vol 1, Pag: 22
2
António Vicente Marques, Direito das Obrigações, Vol 1, Pag: 16
3
Código Civil, Angola.
Uma vez acente que obrigação é o vínculo jurídico por virtude do qual uma pessoa fica
adstrita para com a outra á adopção de um determinado comportamento, visando a
satisfação de um interesse digno de protecção legal, ou então como a relação jurídica por
virtude da qual uma (ou mais) pessoa pode exigir de outra (ou outra) a realização de uma
prestação, podemos facilmente concluir que o objecto da obrigação é a prestação.

4- A Prestação (conceito, modalidades, requisitos,


a patrimonialidade, conteúdo, autonomia da
obrigação, relação obrigacional simples e
complexa).
Conceito: A prestação consiste precisamente na conduta a adoptar pelo devedor em favor
de credor, Este comportamento pode ser de sentido positivo ou negativo pode implicar um
facere ou non facere, por vezes uma actividade, outras vezes uma abstenção.
MODALIDADES.
Prestação de Facto e Prestação de coisa.
Prestação de facto traduz-se na adopção de uma conduta por parte do devedor, praticando
assim um facto que traduz o cumprimento da obrigação a que está adstrito. Por isso, a
prestaçao de facto esgota seu objecto e o seu conteúdo no comportamento do obrigado.
Dentro da prestação de facto, é possivel encontrarmos actuações que se traduzem na prática
de determinada acção – estas dizem-se pretação de facto positivo . Estaremos, então,
perante uma pretação de facto positivo quando o devedor estiver obrigado a adoptar uma
conduta activa, um facere , por exemplo a obrigação assumida pelo mandatário ( artº
1157.º) ou aquela que for assumida pelos contraentes em consequência da celebração de um
contrato promessa (art.º 410.º n.º 1,1.ª parte) ou, por fim a obrigação que recai sobre o
obrigado á preferência caso decida alienar a coisa objecto direito de preferência.
No polo oposto encontramos as denominadas prestações de facto negativo; nestas o
devedor terá de se abster de acoptar determinado comportamento, daí que sejam também
deniminadas de abstenções. A prestação diz-se de facto negativo quando consistir num non
facere ou numa tolerância pelo devedor de um determinado comportamento do credor .Por
exemplo a aposição de uma cláusula de exclusividade num contrato de agência. O agente
que aceite uma tal cláusula fica onrigado a não promover a celebração de neócios para
outro sugeito que não seja o principal daquele contrato.