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29/09/17

SINDROME DE
IMOBILIDADE E
DESUSO
Repercussões/Consequências

Sumário
p  Imobilidade Conceitos
p  Situações clínicas que podem provocar
imobilidade
p  Complicações
p  Fisiopatologia
p  Minimizar os efeitos da Imobilidade /
Prevenção de Complicações
n  Posicionamentos
n  Mobilizações

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SINDROME DE IMOBILIDADE E
DESUSO

Um dos ritmos fundamentais do ser


humano (à semelhança da vida animal)
alternância entre actividade/repouso

Ruptura
do ritmo Desequilíbrio

SINDROME DE IMOBILIDADE E
DESUSO (Conceitos)

q  SID: Consiste num conjunto de alterações que


ocorrem no doente que permanece imobilizado no
leito.

q  Clinostatísmo: Posição deitada/decúbito

q  Imobilidade: Situação de repouso prolongado que


pode ser voluntário ou involuntário, parcial ou
total.
GRAUSSIORD,André,et al. Médicine et reiducation

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SINDROME DE IMOBILIDADE E
DESUSO (Conceitos)
p  Risco de Síndrome de Desuso – diagnóstico que se
aplica quando a inactividade é voluntária ou
inevitável, aumentando o risco de deterioração dos
diversos sistemas do corpo humano
nomeadamente, o cardiovascular, respiratório,
psicológico...

McFarland e McFarland in Potter et al.; 2005

SINDROME DE IMOBILIDADE E
DESUSO
p  7 a 10 dias Período de repouso

p  11 a 15 dias Imobilidade no leito

p  > 15 dias longa duração

(OMS)

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SINDROME DE IMOBILIDADE E
DESUSO

Imobilidade influência o utente de forma:

p  Física

p  Psíquica

p  Social

Situações clínicas que podem provocar


imobilidade
p  Poli traumatizado grave
p  Situações de pós operatório
p  Imobilizações gessadas
p  Doenças cardíacas (p. ex. enfarte)

p  Doenças neurológicas (p. ex. Guillainte Barret)

p  Doenças reumáticas (p. ex. gota)

p  Doenças Ortopédicas

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Situações clínicas que podem provocar


imobilidade
p  Grandes queimados
p  Coma

p  Depressões graves


p  Infeçoes

p  Dor intensa


p  Idosos (a idade é um factor que condiciona/agrava as
situações anteriores)

Complicações
Sistema Músculo-esquelético
p  Diminuição da força muscular
p  Atrofia muscular
p  Risco de rigidez articular

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Complicações
Sistema Músculo-esquelético
p  Osteoporose

Actividade osteoclástica

Aumento da reabsorção óssea

Complicações
Sistema Respiratório
p  Estase de secreções
p  Diminuição da capacidade ventilatória

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Complicações
Sistema Respiratório
p  Diminuição da capacidade dos músculos
respiratórios (alteração do padrão
respiratório)

Respiração
Costal Superior

Alterações Circulatórias/respiratórias

Recurso aos
músculos
q  Aumento do consumo de acessórios da
respiração
energia

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Complicações
Sistema Respiratório
p  Atelectasias

p  Diminuição do reflexo da tosse


p  Cianose por O2 Alteração do
estado
de consciência

Complicações
Sistema Gastrointestinal

p  Obstipação Fecalomas

p  Diarreia

p  Anorexia

p  Estase gástrica/distensão gástrica

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Complicações
Sistema Cardiovascular
p  Hipotensão ortostática
p  Úlceras de Pressão
p  Estase venosa Trombose venosa
Profunda
p  Embolia Pulmonar

Complicações
Sistema Urinário

p  Estase Vesical


p  Formação de cálculos renais
p  Infecção

p  Retenção urinária

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AULA 2

Fisiopatologia
Principais causas da imobilidade:

•  Perda da posição vertical

•  Privação do exercício

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Fisiopatologia
a) Perda da posição vertical
q  Diminuição do volume venoso de
retorno
q  Aumento do volume central
•  Aumento da frequência cardíaca
•  Aumento volume das cavidades
cardíacas

Atrofia do músculo Estiramento


cardíaco

Fisiopatologia
a)  Perda da posição vertical
q  Diminuição da hormona anti diurética

q  Aumento da Aldosterona plasmática

Diminuição do volume sanguíneo total em 10% em


3 semanas

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Fisiopatologia

Diminuição do volume sanguíneo total


em 10% em 3 semanas

Diminuição do Diminuição da
débito cardíaco pressão arterial
(hipovolémia)

Fisiopatologia
a) Perda da posição vertical
q  Desmineralização óssea (por diminuição da
carga)

q  Atrofia muscular

§  Aumento dos reflexos osteotendinosos

Hiper-reflexia

BEST, C.H. Taylor. The fhysiological basis of


medical pratice

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Fisiopatologia
a)  Privação do exercício
q  “Performance muscular” com
diminuição do nº de fibras musculares

q  < aporte de O2

q  Existência de produtos resultantes da


destruição muscular

Fisiopatologia
a)  Privação do exercício
q  Diminuição progressiva do débito
cardíaco porque:

Não há contracção
muscular Não há circulação
de retorno

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Fisiopatologia
a)  Privação do exercício
q  Hipercalciúria

Devido à desmineralização óssea

Fisiopatologia
a)  Privação do exercício
q  Aumento dos corpos cetónicos

Diminuição nº de Produtos do
fibras musculares catabolismo muscular

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Fisiopatologia
a)  Privação do exercício
q  Desequilíbrio hidroelectrolítico

Fisiopatologia
a)  Privação do exercício
q  Diminuição do funcionamento
metabólico em geral

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Úlceras de Pressão

Factores extrínsecos que condicionam o


aparecimento de úlceras de pressão

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Factores extrínsecos que condicionam o


aparecimento de úlceras de pressão

p  Pressão Prolongada


p  Posicionamentos incorrectos
e pouco frequentes
Úlceras de
p  Fricção/Forças de Pressão
deslizamento
p  Higiene deficiente e
humidade
p  Roupa enrugada ou com
pregas

Minimizar os efeitos da Imobilidade /


Prevenção de Complicações

• Posicionamentos
• Mobilizações
• Cinesiterapia respiratória
• Hidratação
• Levante precoce
• Recurso a material auxiliar

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ULCERAS DE PRESSAO
p  Conceito de úlcera de pressão
A úlcera de pressão é uma área localizada de morte celular que
tende a surgir quando o tecido é comprimido entre uma
proeminência óssea e uma superfície dura por um período de
tempo.

Pode também ser definida como uma área de dano localizado


na pele e estruturas subjacentes devido a pressão ou fricção
e/ou combinação destes

p  As úlceras por pressão são lesões cutâneas que se produzem


em consequência de uma falta de irrigação sanguínea e de uma
irritação da pele que reveste uma saliência óssea, nas zonas
em que esta foi pressionada contra uma cama, uma cadeira de
rodas, um molde, uma tala ou outro objecto rígido durante um
período de tempo.

Outro termo frequentemente usado é úlceras de decúbito.


Recomenda-se a adopção do termo úlcera de pressão, já
que o termo decúbito refere-se a deitado, mas as úlceras de
pressão podem desenvolver-se em qualquer posição
(sentado, de pé).

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Classificação
p  As úlceras de pressão classificam-se em 4
graus, conforme os tecidos que atingem.
Quanto mais profundo for o a tingimento,
mais elevado é o grau e mais grave é a úlcera
de pressão.

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Úlcera de Pressão de Grau 1


p  Eritema não branqueável; em pele intacta

Úlcera de Pressão de Grau 2


p  Flictena; Destruição parcial da pele
envolvendo a epiderme, derme ou ambas

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Úlcera de Pressão de Grau 3


p  Úlcera superficial; Destruição total da pele
envolvendo necrose do tecido subcutâneo.

Úlcera de Pressão de Grau 4


p  Úlcera profunda; Destruição extensa,
necrose tecidular; ou dano muscular, ósseo
ou das estruturas de suporte com ou sem
destruição total da pele.

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Factores de risco
Os principais factores de risco para o desenvolvimento de úlcera
de pressão são:

p Intensidade da pressão: Quanto maior é intensidade da pressão,


maior é o risco de desenvolver úlcera de pressão.

p Duração da pressão: Quanto mais tempo durar a pressão, maior


é o risco de úlcera de pressão.

p Tolerância dos tecidos para suportarem a pressão: Quanto


menor for a tolerância da pele para suportar a pressão maior é o
risco de úlcera de pressão.

p  Humidade da pele: Quanto mais húmida for a pele


maior é o risco de úlcera de pressão.

p  Perda de sensibilidade: Quanto menor for a


sensibilidade maior é o risco de úlcera de pressão.

p  Diminuição da força muscular: Quanto menor for a


força muscular maior é o risco de úlcera de pressão.

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p  Diminuição da mobilidade: Quanto menor for a


mobilidade maior é o risco de úlcera de pressão.

p  Incontinência: A presença de incontinência (urinária


e fecal) aumenta o risco de úlcera de pressão.

p  Hipertermia: Aumenta o risco de úlcera de


pressão.

p  Anemia: Aumenta o risco de úlcera de pressão.

p  Desnutrição proteica: Aumenta o risco de úlcera de


pressão.

p  Tabagismo: Aumenta o risco de úlcera de pressão.

p  Idade avançada: Aumenta o risco de úlcera de


pressão

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MEDIDAS PREVENTIVAS
p  Cuidados com a pele;
p  Colchoes;
p  Cuidados com a roupa;
p  Suportes;
p  Pensos Protetores;
p  Recursos humanos;
p  Técnica de alivios de pressao;
p  Alimentaçao.

Recursos Humanos
p  Doentes até 25kg: Podem ser
manipulados por 1 profissional
p  Doentes 25kg-50kg: Devem de ser
manipulados por 2 pessoas;
p  Doentes com mais 50kg: devem ser
manipulados por 3 pessoas;

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Alimentaçao
p  Os utentes acamados, doentes ou em
deficiência devem ter uma alimentaçao
equilibrada e que forneça um valor
energético superior ao basal;
p  Deve ser o mais natural possivel, com
alimentos bem confecionados e normais;
p  Recorremos aos produtos farmaceuticos
em casos restritos.

Colchoes
p  Agua;
p  De silica;
p  De silicone;
p  Hidro-aéreo;
p  Pressao alternada.
n  A escolha do colchao deve ser de acordo com o
custo/beneficio, tendo em conta que todos eles
podem ser eficazes, mas que a alternancia de
decubitos é obrigatoria, independentemente do
colchao.

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Cuidados com a pele


Os cuidados gerais com a pele de utentes dependentes são:

p M inimizar a exposição da pele à humidade devido a


incontinência urinária, transpiração ou drenagem de feridas.
Quando essas fontes de humidade não podem ser controladas,
deve-se usar fraldas descartáveis que mantenham seca a
superfície em contanto com a pele. Agentes tópicos que agem
como barreira para humidade como cremes, películas protectoras
ou óleos também podem ser usados.

Locais mais prováveis de


surgimento de úlceras de pressão
Os locais onde é mais frequente surgirem úlceras de
pressão são a região do sacro, região trocantérica e
calcanhares.

Qualquer zona do corpo que esteja sujeita a uma


pressão não aliviada é passível de desenvolver úlcera
de pressão (cabeça, orelhas, braços, pernas, etc.).

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Decúbito dorsal

Localização
- Cabeça –
Localização – Nome
braço Localização - específico -
Nome específico - Ombro osso
cotovelo Nome específico occipital
– escápula
(omoplata)
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Decúbito dorsal
Não esquecer
prevenção do
pé equino

Localização –
pés Localização –
Nome fundo das costas
específico – Nome específico
calcâneo – zona sacra 54

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Decúbito lateral

Localização –
orelha
Nome
especifico –
pavilhão
Localização – braço
Nome específico – auricular
parte externa do
cotovelo Localização -
ombro
Nome
específico –
Localização – tórax parte externa
Nome específico –
da cabeça do
grade costal 55
úmero
(costelas)

Decúbito lateral (esquerdo ou direito)

Localização –

Nome
específico –
parte externa
do pé

Localização –
tornozelo Localização – anca
Nome específico ou quadril
– maléolo Localização - Nome específico –
externo do joelho
tornozelo Nome específico –
cabeça do fémur
parte externa do
joelho 56

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Aula 3

TÉCNICAS DE MOBILIZAÇAO,
TRANSFERENCIA E POSICIONAMENTO
p  MOBILIDADE: O movimento pode ser definido «como a
capacidade que a pessoa tem de interagir com o meio de uma
maneira flexível e adaptável» (Hoeman S. P., 2011). Numa
abordagem holística, o movimento tem parâmetros físicos,
cognitivos, psicológicos, sociais, políticos, temporais e ambientais.
p  É o Movimento corporal como um processo no sistema músculo-
esquelético: movimento espontâneo, voluntário ou involuntário,
dos músculos e articulações (CIPE).
p  A alternância permanente entre a atividade e o repouso é uma
condição fundamental da vida humana e a atividade fisiológica
normal do organismo é assegurada através da mobilidade, sendo
esta dependente do bom funcionamento dos diversos sistemas.
p  A mobilidade é, assim, crucial para o desempenho das atividades
de vida diária e para garantir não somente as necessidades da
pessoa mas também para obter o preenchimento das
necessidades psicossociais mais elevadas que envolvem a
qualidade de vida

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p  Mobilidade Funcional é um meio pelo qual um


indivíduo se move no ambiente para obter uma
interação diária com a família e a sociedade. É a
habilidade do indivíduo para mover o seu corpo
de forma competente e independente, durante as
tarefas do dia-a-dia; qualquer alteração deste
ritmo origina alterações que se manifestam em
todo o organismo

p  TRANSFERÊNCIAS:
Uma transferência é um padrão de movimento pelo qual se
move uma pessoa de uma superfície para outra. A pessoa
pode transferir-se, entre outras, da cama para a cadeira,
da cadeira para a cama, da cama para a sanita ou banheira
e vice-versa. As transferências devem ser executadas pelo
enfermeiro com o apoio do assistente operacional, ou
outros prestadores de cuidados. A técnica a utilizar
depende da colaboração que a pessoa pode dar.
A técnica de transferência deve garantir segurança, tanto do
enfermeiro como da pessoa a transferir, pelo que é
fundamental avaliar as necessidades e capacidades da
mesma relativa à sua dependência, tamanho e peso,
capacidade em compreender e vontade em colaborar. A
escolha do método de transferência tem ainda que estar de
acordo com as suas condições clínicas

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Doenças
neurológicas
Défice
desnutrição
neurosensorial

Problemas
orto-
Causas da Doenças
traumatológico
s alteração crónicas

da
mobilidade
Doenças
Dor intensa
respiratórias

Alterações
do foro Envelheciment
o
psicológico

Posicionamentos
Objetivo:
p  Manter o equilíbrio Neuro-muscular e
esquelético através do alinhamento dos
vários segmentos.
p  Prevenir contracturas e atrofias
musculares.

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Posicionamentos
Objectivo:
p  Prevenir deformidades.
p  Facilitar a respiração e drenagem
brônquica.
p  Garantir a integridade cutânea.
p  Melhorar a estase venosa.
p  Proporcionar conforto.

Posicionamentos
Factores a ter em conta nos posicionamentos:

1.  Situação clínica do doente


n  Natureza da lesão/tipo de doença
n  Estruturas afectadas
n  Estado psíquico e emocional

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Posicionamentos
Factores a ter em conta nos posicionamentos:
1.  Hábitos do doente
2.  Idade
3.  Prescrições médicas
4.  Nível de colaboração do doente
•  Responsabilidade
•  Vantagens
•  Auto posicionamento

RUSK, A Howard. Medicina de Rehabilitación

Posicionamentos
Unidade do doente
p  Base da cama estável
n  Colchão compacto ou favado

p  Suporte/elevador de roupa


n  Evitar o peso da roupa
n  Prevenir pé equino
n  Estimular a sensibilidade

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Posicionamentos
p  Almofadas
n  Grandes
n  Médias
n  Pequenas
n  Almofadas de gel

p  Pele de carneiro/colchões anti escara

Posicionamentos
Princípios dos posicionamentos:
p  Posição anatómica
p  Posição funcional
n  Articulações ligeiramente flectidas

p  Alternância de decúbitos

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Posicionamentos
p  Manter a privacidade do doente
p  Realizar movimentos suaves.
p  Verificar o correcto alinhamento do corpo.
p  Registar:
n  O decúbito
n  Hora
n  Tolerância
n  Despistar zonas de pressão

Posicionamentos
Antes de posicionar o doente:
p  Preparar a unidade
p  Explicar ao doente o posicionamento pretendido
e as suas vantagens
p  Solicitar colaboração do doente (caso seja
possível)

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Posicionamentos
Tipos de Posicionamento

n  Decúbito Dorsal


n  Decúbito Lateral
n  Decúbito Ventral
n  Decúbito Semi-dorsal Dtº e Esq.
n  Decúbito Semi-ventral Dtº e Esq.

Mobilizar = de Movimentar

Mobilizar

n  Utilizar técnicas específicas de movimento,


dentro de amplitudes fisiológicas e
terapêuticas, para um determinado fim.
p  Movimentar

n  Deslocar

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Mobilizar = de Movimentar
p  Movimentar no leito

n  Conduzir o doente entre os diferentes


decúbitos conhecidos
p  Para movimentar no leito

n  Plano
n  Livre de roupa de cama
n  Livre de almofadas

p  Postura do profissional ao


movimentar no leito
p  Pés afastados

p  Membros inferiores ligeiramente flectidos

p  Abdominais contraídos

p  Aproximar-se o mais possível do doente

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PRINCIPIOS GERAIS DOS


POSICIONAMENTOS
p  Planear a atividade de acordo com o nível de dependência e a
situação clínica;
p  Instruir a pessoa e família sobre o procedimento;
p  Solicitar a colaboração da pessoa de acordo com as suas
capacidades;
p  Assistir a pessoa a posicionar-se;
p  As alternâncias de decúbito devem ter em consideração a condição
do doente e as superfícies de apoio usadas;
p  Considera-se que a pessoa em situação de imobilidade deve ser
posicionada de duas em duas horas
p  A pessoa deve ficar confortável, o peso corporal distribuído
equitativamente, respeitando o alinhamento corporal e reduzindo as
tensões articulares e musculares;
p  Na alternância de decúbito, reposicionar a pessoa usando
movimentos suaves e firmes de modo a que a pressão seja aliviada
ou redistribuída, as diferentes articulações assumam diferentes
posições e as zonas de pressão também sejam diferentes

p  Evitar posicionar a pessoa em contacto direto


com dispositivos médicos, tais como tubos e
sistemas de drenagem;
p  Avaliar regularmente a pele. Se a pessoa não
responde favoravelmente conforme o esperado,
devem ser reconsiderados a frequência e o
método de posicionamento;
p  Utilizar ajudas de transferência para evitar a
fricção e a torção. No caso da utilização do
resguardo, este deve ser colocado desde a região
escapulo-umeral até à região poplítea;
p  Registar a posição adotada, a frequência e a
avaliação dos resultados no regime de
reposicionamentos.

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TIPOS DE
POSICIONAMENTOS
p  Decúbito dorsal – DD;
p  Decúbito semi dorsal (direito/esquerdo) –
DSD (D/E);
p  Decúbito lateral (direito/esquerdo) – DL
(D/E);
p  Decúbito ventral – DV;
p  Decúbito semiventral (direito/esquerdo) –
DSV (D/E);
p  Posição de Fowler.

DECÚBITO DORSAL
p  Instruir sobre o procedimento e solicitar a colaboração da pessoa de
acordo com as suas capacidades;
p  Posicionar a pessoa de forma que fique centrada na cama;
p  Colocar almofada para apoio da cabeça e da cintura escapular para
apoio de toda a região cervical, evitando tensão e flexão da região
cervical.
p  Posicionados ao longo do corpo com os cotovelos em extensão,
antebraço em pronação e ligeira dorsiflexão do punho;
p  Coxofemoral em extensão; poderá ser colocada almofada sob a
região trocantérica para prevenir a rotação externa do membro;
p  Colocação de uma pequena almofada na região poplítea para
promover o relaxa-
p  Se necessário, poderão colocar-se pequenas almofadas nas regiões
aquilianas de forma que os calcâneos se encontrem elevados e sem
pressão;
p  Posicionar o pé em ângulo reto com o auxílio de almofadas.

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DECUBITO LATERAL
p  Posicionar a pessoa de forma que fique centrada na cama;
p  Posicionar a cabeça sobre a almofada, que deve ter a mesma
altura que a distância do ombro ao pescoço;
p  O membro superior do lado do decúbito posiciona-se com a
escapulo-umeral e cotovelo em flexão; antebraço apoiado na
cama ou com uma almofada pequena se necessário;
p  O membro superior do lado contrário ao decúbito: flexão da
escapulo-umeral fazendo um ângulo de aproximadamente 90º.
Membro apoiado em almofada com pronação do antebraço, punho
e dedos em extensão;
p  Posicionar o membro inferior do lado contrário ao decúbito sobre
almofada; a articulação coxofemoral e joelho formam um ângulo
de 90º. A tibiotársica deve estar em posição neutra, de forma a
que o trocânter, joelho e maléolo externo se encontrem no
mesmo plano, apoiados em almofada;
p  O membro inferior do lado do decúbito fica apoiado na cama com
ligeira flexão do joelho e a tibiotársica em posição neutra.

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DECUBITO VENTRAL
p  A cabeça fica lateralizada com ou sem almofada
baixa;
p  Se necessário, colocar almofada sob a região
abdominal para diminuir a pressão sobre a região
mamária e escroto;
p  Membros Superiores podem ser posicionados em
extensão e adução ou com abdução e rotação externa
de escapulo-umeral;
p  Membros inferiores posicionam-se com extensão e
ligeira abdução da coxofemoral, flexão do joelho, pés
apoiados em almofada, de forma a que os dedos não
fiquem a tocar na base da cama

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DECUBITO SEMI-DORSAL
p  Membros superiores:
n  Do lado do decúbito posiciona-se em ligeira abdução e rotação
interna da escapulo-umeral, a mão apoiada na cama ou flexão
do cotovelo, antebraço em supinação e mão em extensão
apoiada em almofada;
n  Do lado oposto ao decúbito posiciona-se a escapulo-umeral em
ligeira abdução, cotovelo em ligeira flexão, punho em posição
neutra, dedos em extensão, todo o membro apoiado na
almofada.
p  Membros inferiores:
n  Do lado do decúbito posiciona-se na base da cama, com
coxofemoral e joelho em ligeira flexão e tibiotársica em
posição neutra;
n  Do lado contrário ao decúbito, o membro inferior está todo
apoiado na almofada. Posiciona-se a coxofemoral e o joelho
em extensão ou ligeira flexão apoiado na almofada;
tibiotársica em posição neutra

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DECUBITO SEMI-VENTRAL
p  Membros superiores:
n  Do lado do decúbito - extensão da escapulo-umeral,
cotovelo, punho e dedos em extensão apoiados na
cama;
n  Do lado contrário ao decúbito - abdução da escapulo-
umeral e flexão do cotovelo, extensão do punho e
dedos.
Colocar almofada desde a escapulo-umeral até à
crista ilíaca.
p  Membros inferiores:
n  Do lado do decúbito - extensão da coxofemoral e joelho,
apoiado na base da cama;
n  Do lado contrário ao decúbito - membro inferior apoiado
em almofada com coxofemoral a 45º, flexão do joelho,
tibiotársica em posição neutra.

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POSICIONAMENTO DE
FOWLER
p  Partindo do decúbito dorsal elevar a cabeceira do leito
entre 30 e 60º;
p  Este posicionamento pode ser adaptado a cada pessoa
de acordo com a sua condição física (sensibilidade,
força e equilíbrio). O uso de maior ou menor número
de almofadas obedece ao grau de dependência da
pessoa;
p  Membros superiores:
n  ligeira flexão da escapulo-umeral, flexão do cotovelo,
pronação e extensão do punho (a colocação de almofada
nos membros superiores é facultativa).
p  Membros inferiores:
n  coxofemoral em flexão e ligeira abdução, joelhos em flexão
(a colocação da almofada nos joelhos e tibiotársica é
facultativa).

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POSIÇÃO DE SENTADO
p  Ter em atenção:
n  Cabeça ereta olhando na horizontal;
n  MS suportados pelos braços da cadeira ou
antebraços apoiados nas coxas;
n  Tronco alinhado;
n  MI com ancas, joelhos e tibio-tarsicas a 90°;
n  As coxas devem estar em contacto com o
assento da cadeira até a região poplitea;
n  Pés bem assentes no chão.

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COMPLICAÇÃO ASSOCIADA A
ALTERAÇÃO DE DECUBITO
p  Ahipotensão ortostática é um quadro
que surge associado à mudança do
decúbito para o ortostatismo, sendo
caracterizada pela queda da tensão
arterial sistólica igual ou superior a 20
mmHg e/ou diminuição da tensão
diastólica igual ou superior a 10 mmHg
nos três minutos seguintes à passagem da
posição de decúbito à posição ortostática

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Transferência como trabalho de


equipa
TRANSFERÊNCIA COM 3 OU 4 PROFISSIONAIS:
TRANSFERÊNCIA COM 3 de
OUgrande
4 PROFISSIONAIS:
Utilizada em situações mobilidade do paciente; deve
Utilizada em situações de grande mobilidade do paciente; deve
de existir:
de existir:
CHEFE DE EQUIPA: Suporta o peso na região cervical, uma mão na
CHEFE DE EQUIPA: Suporta o peso na região cervical, uma mão na
base occipital e o antebraço a estabilizar omoplatas;
base occipital e o antebraço a estabilizar omoplatas;
PESSOA COM MAIS FORÇA: suporte a nível da região pélvica, uma
PESSOA COM MAIS eFORÇA:
outra nosuporte a níveldas
daancas;
região pélvica, uma
mão na região lombar, 1/3 proximal
mão na região lombar, e outra no 1/3 proximal das ancas;
PESSOA NOS MI: uma mão no 1/3 distal da coxa e outra 1/3 distal da
PESSOA NOS MI: uma mão no 1/3 distal da coxa e outra 1/3 distal da
perna
perna
EXECUÇAO: chegar o utente para o bordo da marquesa, movimento
EXECUÇAO:ordemchegar o utente para o bordo da marquesa, movimento
sincronizado, dada pelo chefe.
sincronizado, ordem dada pelo chefe.

p  TRANSFERÊNCIA TIPO “AUSTRALIANA”:


transporte usado em longos percursos e no subir
e descer escadas.
n  1° PROFISSIONAL: Suporte ao nível do 1/3
distal das coxas e a nível lombar
n  2°PROFISSIONAL: Lado oposto ao 1°.

Os profissionais devem de ter uma altura


semelhante e caminharem frente a frente.

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p  TRANSFERÊNCIA TIPO “CADEIRINHA”


n  ESPALDAR: Um profissional suporta o peso no 1/3 distal
das coxas e a nível das costas do paciente cruzando as
suas mãos com outro profissional que se encontra no lado
oposto. A realização da marcha é lateral.
n  BRAÇOS: Um profissional suporta o peso no 1/3distal das
coxas e a nível do ombro do mesmo lado, com o 2°
profissional no lado oposto ao 1°. A realização da marcha é
lateral
n  BANCO: Os profissionais agarram o cotovelo um do outro
ficando com a mão livre para agarrar no antebraço um do
outro, para proporcionar um banco ao utente. A marcha é
realizada de frente.

p  TRANSPORTE COM 1 PROFISSIONAL: são os transportes


realizados de uma cadeira para outra, da cama para
cadeira e vice-versa, entre outros. Deve informar-se o
paciente do que se pretende fazer, para obter o máximo de
colaboração possível.

TRANSPORTE DE CADEIRA PARA OUTRO ASSENTO ou


CADEIRA PARA CAMA:
p  Pedir ao utente para se inclinar ligeiramente para a frente;
p  O profissional de frente para o utente, com os MI
ligeiramente fletidos, trancando os joelhos do utente;
p  O utente coloca a cabeça no ombro oposto ao sentido do
transporte, do profissional;
p  O profissional realiza uma pega pélvica e transporta o
utente para o local desejado.

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TRANSFERÊNCIA DE UMA
PESSOA DEPENDENTE
p  Quando a pessoa apresenta um grau de
dependência baixo ou moderado, o enfermeiro
assiste-a durante a transferência. A instrução da
pessoa relativamente à técnica a utilizar é
fundamental para o sucesso da mesma e para a
minimização do risco de lesão;

p  A assistência à pessoa dependerá do grau de dependência


mas deverão ser seguidos os seguintes passos na
transferência da cama para a cadeira:
n  Providenciar o material necessário;
n  Preparar a cadeira de rodas (travar as rodas, elevar ou
retirar o apoio de braço mais próximo do leito e afastar
os pedais) ou cadeirão e colocar a cadeira de rodas ou
cadeirão paralelo à cama;

p  Partindo do decúbito dorsal, a pessoa deve fletir e/ou


ser ajudada a fletir os joelhos;
p  Colocar uma mão ao nível da região escapulo-umeral
e outra nos joelhos e rodar a pessoa;
p  Assistir na elevação do tronco com uma mão e
simultaneamente fazer pressão nos membros
inferiores na direção do chão, ajudando-a a sentar-se
com um movimento coordenado;
p  Com a pessoa sentada na beira do leito, avaliar sinais
e sintomas de hipotensão ortostática;
p  Descer a base do leito de forma a que os pés fiquem
assentes no chão e assegurar-se de que a pessoa está
calçada ou usa meias antiderrapantes;
p  Assistir a pessoa durante a transferência, colocando
as mãos na região dorso-lombar. Se possível, pedir-
lhe para se apoiar no braço oposto da cadeira;

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p  Colocar os pés nos pedais de apoio da


cadeira, que devem estar ajustados de
forma a que a pessoa mantenha flexão da
anca e joelho a 90°;
p  Para efetuar transferência da cadeira para
a cama realiza-se o procedimento pela
ordem inversa do descrito para a
transferência da cama para a cadeira;

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TRANSFERÊNCIA DE UTENTES COM


SISTEMAS DE SOROS, DRENAGENS,
TUBAGENS E OUTRAS DISPOSITIVOS

p  Para realizar este tipo de transferências, é


conveniente que a transferência seja feita
na presença de um enfermeiro;
p  Estes materiais e tubagens (drenos,
sondas nasogastricas, vesicais, soros)
nunca devem de ser desadaptados;
p  Devem, se possivel, ser transferidos em
primeiro lugar ou serem colocados junto
do utente e serem transferidos em
simultaneo, objetivo evitar lesoes.

TRANSFERENCIA DE UTENTES COM


ALTERAÇOES COMPORTAMENTAIS:
AGITADOS OU IMOBILIZADOS
p  Este tipo de utentes nao vai colaborar;
p  P o d e f a z e r m o v i m e n t o s b r u s c o s e
inesperados;
p  Este tipo de transferências deve ser feito
com dois ou mais profissionais
p  Utilizar ajudas técnicas como o elevador;

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AJUDAS TÉCNICAS NA
MOBILIZAÇAO
p  Cadeiras de Rodas;
p  Elevadores de transferencias;
p  Canadianas;
p  Tripé;
p  Bengalas;
p  Cadeiras sanitarias;
p  Barra de trapezio;
p  Tabua de transferencia;
p  Lençol deslizante.

FIM

Muito do que é chamado de velhice, é simplesmente


desuso e inactividade (…) Quando pára, enferruja.

HAMMERSCHMIDT.Rosalie, MEADOR,Clifton, O
pequeno livro de regras do enfermeiro

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