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Kali

Uma das Deusas mais aterrorizantes é a indiana Kali, e a lenda diz que é a sua
dança que trará o fim do mundo. Ela dança com Shiva, o senhor da dança, e
dança melhor e com mais emoção sobre a carne morta e fria de suas vítimas. Kali
se adorna com corpos desmembrados como se fossem jóias. Tem três olhos, a
língua saliente no rosto negro como carvão e traz a morte no útero. Kali foi criada
como resultado de uma ameaça feita por um demônio à Deusa Parvati (deusa
dourada do amor sexual). Quando a fúria se avolumou em Parvati, do seu corpo
emergiu Kali, que rapidamente matou o demônio. Mas agora atirada para o
mundo, Kali não podia mais ser destruída nem controlada. Era às vezes
reverenciada com sacrifícios sangrentos.

 Para os hinduístas, todas as deusas são, em ultima análise, uma deusa única,
grande Deusa Devi. No entanto Kali é uma de suas representações mais estimada
parecer realmente estranho, a não ser que entendamos a importância espiritual de Kal

Patrícia Monaghan escreve: Como símbolo do pior que podemos imaginar

(...) ela nos oferece uma oportunidade para encarar nosso próprio terror da aniquilaç
(...) é uma Deusa Bem aventurada. Uma vez encarada, e entendida, Kali
veneradores de todo o medo e se torna (...) a mais consoladora das deusas.

       Texto retirado do livro A Deusa de Teresa Moorey, Ed. Pensamento.

Kali
Medo
Sou a Dona da morte que está a¡
por trás de toda a vida
o derradeiro horror
o ultimo êxtase
Sou a existência
Sou a dona da destruição que põe fim a
este mundo
o vazio intemporal
a boca sem forma que devora
Sou o renascimento
Deixe-me faze-la dançar para a morte
Deixe-me faze-la dançar para a vida
Você vai superar seus medos para dançar comigo?
Vai permitir que eu corte a sua cabeça?
E beba o seu sangue?
Então você se separará de mim?
Enfrentará todo o horror
toda a dor
todo o sofrimento
e dirá "sim"?
Eu sou tudo o que você teme
tudo o que a aterroriza
Eu sou os seus medos
Vai me enfrentar?

Mitologia
Kali, deusa tríplice hindu da criação, da preservação e da destruição, e a força animadora
de Shiva, o destruidor (Senhor da Dança). Ela é a fome insaciável do tempo, que dá a luz e
depois devora. Crânios, cemitérios e sangue estão todos associados ao seu culto. A energia de
Kali e incontrolável. Depois de matar dois demônios, ela se embebedou com o sangue deles e
começou a dançar sobre seus corpos mortos. Kali dançou ate entrar num frenesi e
compreender que quase levou Shiva a morte dançando.

Significado da carta
Kali começou a dançar na sua vida para dizer que e hora de enfrentar os seus medos. Tudo o
que está ameaçadoramente à espreita, quer esteja profundamente enterrado na sua escuridão
interior ou bem perto, precisa ser encarada e trazida a luz da consciência. Seus medos estão ao
seu serviço, avisando-a sobre lugares, coisas ou pessoas perigosas? Ou a impedem de dançar a
sua dança, viver a sua vida, criar com a Criação? Kali veio para dizer que a sua dança é
necessária como parte da totalidade da Dança da Criação. A totalidade é cultivada quando você
resgata os aspectos de si mesma de que abriu mão por medo. A maioria dos medos não tem
forma. Ao nomear e testemunhar o medo, você ganha força. A totalidade é criada quando você
aprende a reconhecer seus medos e começa a superá-los.

Sugestão de ritual: Enfrente o seu medo


Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se
confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Quando estiver pronta, inspire
profundamente e exale, desapegando-se de tudo. Inspire e relaxe. Quando expirar, deixe o
corpo cair como se fosse uma roupa de seda, amontoando-se a sua volta. Coloque a mão sobre
o coração para poder sentir o ritmo e a pulsação dos batimentos cardíacos. Deixe que o ritmo
da sua respiração fique mais lento à medida que você inspira e expira, ouvindo as batidas do
seu coração. Faça uma inspiração profunda e, à medida que solta o ar, veja-se em pe dentro do
seu coração. A sensação é de bem-estar.
    Ha um caminho atrás do seu coração, conhecido como "caminho oculto". Siga por ele. Ele a
leva para cima e para baixo. Sobe e desce. Nele você vivencia tudo que precisa vivenciar e vai
tudo que precisa ver. O caminho começa a subir gradativamente, cada vez mais para cima.
Agora ficou muito íngreme, e você é obrigada à escalá-lo até chegar a uma saliência. Você a alcança e
lentamente se coloca de pé.
    Agora você esta na Planície da Visão, onde o vento sopra frio, claro e limpo - onde você
pode ver tudo que precisa ver. Faça uma inspiração profunda e inale a claridade da Planície da
Visão.
    É hora de voltar. Peça ao seu medo para acompanhá-la, submetendo-se a sua decisão. Faça
outra respiração completa e profunda da claridade da Planície da Visão. Retorne a saliência e
inicie a descida. O caminho que desce a sustenta levando-a cada vez mais para baixo. Agora
você se sente revigorada e revitalizada, livre e flutuante enquanto volta ao caminho oculto que
fica atrás do seu coração.
    Você se aproxima do coração e entra nele, sentindo a pulsação do seu sangue. Respire
fundo e, quando soltar o ar, estará de volta ao corpo. Respire fundo outra vez e, se estiver
pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!