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25/09/2019 Bardonista: Grau III - Rawn Clark

Grau III - Rawn Clark

O Grau III se inicia com uma discussão sobre os “quatro pilares do Templo” – Saber, Querer,
Ousar e Calar. Frequentemente, esses termos são mal entendidos, ou até mesmo entendidos de
forma incompleta, portanto eu adicionarei algumas palavras minhas àquelas escritas por Bardon a
esse respeito.
Saber: Isso não significa apenas o ato de se estufar a mente com fatos e imagens.
Somente isso não ajudará a ascensão mágica do estudante. Na verdade, o tipo de conhecimento
que é importante ao mago aspirante é aquele ganhado pelo estudo combinado com a prática.
Como qualquer estudante sério de Alquimia lhe informará, somente o estudo teórico não torna
alguém um Alquimista. É apenas colocando em prática o que alguém aprendeu com o estudo que
o verdadeiro conhecimento surge. Isso é o que leva à Compreensão e, com o tempo, à Sabedoria.
Querer: O Querer não se refere apenas ao poder da vontade mágica de se triunfar sobre
todos os obstáculos, mas também à habilidade de se invocar a sensação de absoluta certeza de que
a vontade é concreta. Isso é especialmente importante quando se usam afirmações e a imaginação
plástica. O Querer aumenta com a prática – é algo que pode ser cultivado. Com uma forte
vontade, muitas portas que permanecem fechadas à pessoa comum se abrem para o mago.
Contudo, nunca a vontade do mago deveria ser algo violento que destroça uma barreira de modo
inconsequente. O tipo de vontade que o mago possui é como a força inegável da água corrente –
ela penetra obstáculos ao contorná-los, e não ao obliterá-los.
Ousar: Isso se refere a uma vontade corajosa de se enfrentar quaisquer obstáculos e
encarar qualquer desafio que confronta o mago. Na origem da coragem se encontra a habilidade
de se controlar o medo e ultrapassar os limites. Isso não significa que se deveria ignorar o medo,
porque é uma parte natural e importante de nosso mecanismo de autopreservação. Tudo que Ousar
significa é que, quando o medo surge, ele deveria ser tratado como um pedaço de informação de
valor e, quando apropriado, ser ignorado. Exceto em situações de risco de morte verdadeiro, o
mago não permite que o medo se torne uma barreira ao progresso. Esse aspecto do Ousar se
manifesta ao estudante iniciante especialmente no que diz respeito ao trabalho de introspecção e
automudança. Frequentemente, vemos coisas em nós mesmos que levam coragem para encarar e
triunfar sobre. Uma boa meditação para se aumentar a coragem é se considerar exatamente quais
as consequências de uma situação marcada pelo medo podem ser. Exceto por morte ou
desmembramento, as consequências da maioria das situações são menores e são normalmente
exageradas, por causa do próprio medo. Existem também outros métodos para se aumentar a
coragem. Por exemplo, eu tenho um medo inato de altura, e, portanto, eu escolhi, por um curto
tempo, me tornar um lavador de janelas. Isso requeria que eu subisse umas escadas bastante altas,
mas, ao praticar a minha precaução, eu fui capaz de ir além do meu medo. Eu ainda tenho um
medo inato de altura, mas agora eu sei que meu medo excede o perigo real e ele não mais me
impede de eu testar meus limites.
Calar: Este é provavelmente o menos compreendido dos quatro pilares. Alguns tomam
essa declaração como se significasse que absolutamente nenhuma palavra sobre magia ou a
experiência de alguém com ela deveria ser proferida, mas isso não é o caso. Se fosse para ser
assim, porque, por exemplo, Bardon teria escrito e ensinado como ele fez? Na sua origem, o Calar
se dirige a duas preocupações: ao ego pessoal e à santidade das experiências mágicas. A parte do
nosso ego humano que requer aprovação de outros deve ser contida pelos estudantes de magia.
Aqui, silêncio sobre a natureza e a extensão das experiências mágicas e das habilidades é muito
proveitosa. Se começamos a bradar sobre como todo-poderosos nós somos, alimentamos essa
necessidade de ego e nos tornamos distraídos de nosso propósito superior. Ao mantermos nosso
silêncio a esse respeito, evitamos inflar essa parte de nosso ego e fazemos com que seja muito
mais fácil para nós mesmos a enfrentarmos. Também vale a nota de que experiências mágicas são
de uma natureza muito íntima e pessoal. Sua intimidade é facilmente violada quando falamos
sobre os detalhes dessas experiências com os outros. Tal violação sutilmente diminui a
importância dessas experiências e faz um desserviço ao estudante. Particularmente, eu não tenho
problema em discutir os rudimentos da magia, mas eu nunca falo sobre os detalhes íntimos de
minhas experiências. Eu considero isso uma vantagem à minha própria ascensão e recomendo

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essa tática também para você. Essa forma de silêncio constrói uma carga muito poderosa de
intimidade em suas experiências, a qual é inalcançável em quaisquer outras maneiras.

Instrução Mágica do Espírito


Esses exercícios do Grau III levam o estudante a um passo mais distante na arte da
visualização criativa. A visualização criativa, como descrita por Bardon, é bastante única, porque
o estudante a aborda de uma maneira gradativa e assume controle absoluto sobre o que está sendo
visualizado. Essa técnica é importante ao avanço do estudante na magia por várias razões. Ela
fortalece a concentração e a vontade, torna os sentidos materiais e seus corolários astrais e
mentais mais agudos, e prepara o estudante para o trabalho posterior das viagens mental e astral.
Embora, neste estágio, a visualização criativa seja apenas uma operação mental, ela leva,
combinada aos outros exercícios, a experiências astrais verdadeiras. A distinção entre uma
projeção mental que abrange sensações parecidas com as físicas e uma experiência astral genuína
(que também abrange sensações parecidas com as físicas) é pequena, mas esse é o objetivo. Por
ser tão pequena, o domínio da projeção mental multissensorial leva o estudante naturalmente à
arte da projeção astral. A principal diferença entre essas duas é que, na projeção astral, o reino
visitado não se fia à projeção mental do mago; na realidade, o reino visitado existe por si próprio.
[O mesmo pode ser dito sobre a verdadeira viagem mental, exceto que na viagem mental não há
sensações parecidas com as físicas.]
Outra diferença significante é a de que a verdadeira projeção astral requer que o mago
separe conscientemente o corpo astramental do corpo físico e isso não ocorre com uma projeção
mental.
Mais outro aspecto desses exercícios que vale a pena mencionar é que, através do
domínio da visualização criativa, o estudante aprende a como construir efetivamente uma imagem
que pode ser explorada astralmente. Uma visualização criativa criada completa e efetivamente
estabelece uma conexão com sua parte astral correspondente. Por exemplo, esse é o segredo por
trás da viagem mental em um símbolo oculto – o símbolo é projetado através de intensa
visualização criativa que conecta a projeção à parte astral correspondente do símbolo e o torna
uma coisa que pode ser explorada com o corpo astramental.
Com essas coisas em mente, eu espero que seja aparente ao estudante de CVA que esses
exercícios são de grande importância. Na verdade, cada um dos exercícios encontrados em CVA é
de grande importância a uma ascensão constante e balanceada e nenhum deles deveria ser
ignorado.
Se o estudante dominou, completamente, os exercícios de apenas um sentido do Grau II,
então esses exercícios do Grau III em se incorporar dois ou mais sentidos ao mesmo tempo não
deveriam apresentar dificuldades. Esses exercícios são apresentados numa sequência muito
específica que deveria ser seguida à risca
O primeiro exercício envolve a projeção externa de uma cena. Bardon usa o exemplo de
um relógio fazendo tique-taque, no qual o estudante combina a visualização do relógio com a
audição de seu tique-taque. Essa projeção deveria flutuar à sua frente. Bardon também fala de se
visualizar um riacho ou um campo de trigo etc., empregando-se dois ou mais sentidos, mas
deveria ser compreendido que deveriam ser também projeções que são separadas do estudante –
essas não são cenas que o estudante monta ao seu redor e permanece no centro.
Esse primeiro exercício é muito parecido com os exercícios do Grau II, exceto pela parte
de que mais de um sentido é empregado. Esse exercício deveria ser executado com os olhos
abertos. O objetivo desse exercício em particular é familiarizar o estudante com a combinação dos
sentidos.
Apenas quando o exercício anterior foi dominado que você deveria passar para o
próximo exercício. Dessa vez, você trabalhará com seus olhos fechados e a visualização será uma
cena pessoalmente familiar que é montada ao seu redor. Isso é muito diferente da projeção que
flutua no ar na frente de seus olhos, a qual é, essencialmente, separada de você. No início, você
deveria tornar essa cena apenas visual – o objetivo aqui sendo familiarizar você com a técnica de
entrar numa cena.
Depois que isso for dominado por cinco minutos, crie uma cena e adicione som a ela.
Então adicione tato etc. Aqui, você deve se envolver com a inteira experiência de sua cena – veja

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cada detalhe, ouça cada som e sinta cada sensação. Olfato e paladar podem também ser
adicionados à visualização.
Uma vez que você tenha dominado esta técnica com seus olhos fechados, prossiga ao
experimento com seus olhos abertos. Você a terá dominado quando for capaz de alcançar a mesma
qualidade de envolvimento na sua cena do mesmo modo que fez com seus olhos fechados.
Em sequência, vem um exercício onde você monta uma cena não familiar ao seu redor.
Trabalhe com ela como antes, com o máximo de sentidos que lhe parecer apropriado. Comece
com seus olhos fechados e então, quando o exercício for dominado, mude para o trabalho com os
olhos abertos. Trabalhar com uma cena que não é familiar a você requer um grau maior de
inventividade e esse é, essencialmente, o objetivo dessa variação.
Agora, nos voltamos à visualização de vários animais, usando muitos sentidos. Comece
com animais estacionários e domine a visualização deles com os seus olhos fechados e então com
olhos abertos. [Nota: Isso é uma projeção, não uma cena ao seu redor.]
Em seguida, ponha esses animais em movimento e trabalhe primeiramente com os olhos
fechados, e depois com os olhos abertos. Como anteriormente, comece com animais que são
familiares a você e então passe para animais não familiares.
Os exercícios finais desta seção contêm a visualização de seres humanos. Comece com
humanos familiares e projete a imagem deles, sem som ou cheiro ou movimento, primeiro com os
olhos fechados e então com os olhos abertos. Então passe para o mesmo exercício com humanos
não conhecidos.
Isso completa a Instrução Mágica do Espírito para o Grau III. No fim desses exercícios,
suas habilidades com visualização criativa devem ficar bem treinados. Você deve ser capaz de se
colocar dentro de qualquer cena que você deseje, por quanto tempo que deseje, enchê-la de
quaisquer animais e humanos que você deseje, e ser capaz de empregar qualquer um dos sentidos
que deseje.

Perguntas e Respostas

1) O quão reais minhas visualizações de sentidos múltiplos deveriam ser?

No fim, elas deveriam ser tão reais que, quando você se aproxima para tocá-las, você fica
surpreso que elas não possuem substância física. O seu grau de detalhe deveria ser tão exato que
você não pode separá-las visualmente dos artigos genuínos.

2) Por que eu preciso trabalhar primeiro com os meus olhos fechados e então com os
meus olhos abertos?

Essas são ambas habilidades de valor para o mago praticante. Começamos primeiro com
os seus olhos fechados, porque isso é geralmente uma forma mais fácil de se aprender o exercício
básico. Uma vez que ele tenha sido dominado com os olhos fechados, então é relativamente mais
fácil dominar o exercício com os olhos abertos. A mesma qualidade da visualização de vários
sentidos deveria ser alcançada com os olhos abertos e do mesmo modo que com os olhos
fechados.

3) Qual é a diferença entre uma visualização que flutua no ar à minha frente e uma na
qual eu entro?

Essas são duas habilidades valiosas para o mago praticante. Um exemplo da visualização
“que flutua no ar” é a imaginação de um relógio fazendo tique-taque que se encontra numa
parede. Aqui, existe pouco envolvimento direto com a própria visualização.
Um exemplo da visualização do tipo multissensorial “entre no meio dela” é a imaginação
de uma sala inteira ao seu redor. Aqui, existe um envolvimento íntimo com a visualização e você
pode empregar todos os cinco dos seus sentidos ao mesmo tempo.
Os exercícios começam com o tipo “que flutua no ar” de visualização multissensorial
porque esse é um modo mais fácil de aprender a técnica básica e torna a transição ao tipo “entre
no meio dela” muito mais fácil.

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Instrução Mágica da Alma


Antes de iniciar esses exercícios da Instrução Mágica da Alma do Grau III, o estudante
DEVE (!) ter primeiro estabelecido um equilíbrio rudimentar entre os Elementos da
personalidade. Para evitar quaisquer efeitos colaterais negativos sobre a psique e o corpo físico, o
estudante deve estar absolutamente certo de que nmão existem excessos negativos de qualquer
Elemento em sua personalidade. Todos os itens mais problemáticos encontrados no espelho
negativo da alma devem ter sido cuidados e transformados.
Esse cuidado não pode ser enfatizado mais. Não importa o quão ansioso você está para
progredir, por favor, de modo algum entre nesses exercícios até você ter estabelecido esse
equilíbrio rudimentar. Se, por exemplo, você ainda tem fortes aspectos negativos do Elemento
Fogo que influenciam a sua personalidade, então trabalhar com esses exercícios do Elemento
Fogo não fará nada mais que exarcebar esse desequilíbrio e lhe causar dor mais para a frente. Se,
por um outro lado, você tiver transformado suas características negativas mais proeminentes, este
trabalho com os Elementos ajudará a fortalecer os aspectos positivos da sua personalidade e
causará apenas alegria.
Como Bardon declara, esse trabalho com os Elementos é o mais profundo arcano da
magia. Ele forma a raiz de todas as verdadeiras habilidades mágicas e o estudante deveria prestar
grande atenção a esses exercícios.
O sistema descrito por Bardon em CVA difere de todo o resto, porque o estudante
aprende a como causar efeitos mágicos através de sua própria manipulação direta dos Elementos.
O estudante de CVA não inicia dependendo de outros seres para esses efeitos (por exemplo, seres
dos elementos, ou rituais fortalecidos por outros etc.). Em CVA, isso é visto como um trabalho
posterior que só é aconselhável uma vez que o estudante tenha dominado a manipulação direta,
manual. Isso é o que, nos termos de Bardon, distingue o verdadeiro mago do feiticeiro.
Esses exercícios da Instrução Mágica da Alma combinam as técnicas já estabelecidas de
visualização, imaginação e respiração pelos poros. Resumindo, o estudante visualiza seu corpo ao
redor de uma esfera infinita do Elemento em questão (por exemplo, uma esfera vermelha para
Fogo), fortalece a visualização com a imaginação do Elemento (por exemplo, expansão e calor
para Fogo) e então inala essa visualização fortalecida com o corpo inteiro.
Bardon sugere sete inalações para começar, acrescentando com o tempo até trinta
inalações, e é vantajoso seguir a instrução dele a esse respeito. É importante que o estudante
construa devagar, porque isso dá tempo para que o corpo se ajuste ao peso elemental e dessa
forma o aprendiz evita quaisquer efeitos negativos.
Bardon sugere uma cor em particular para cada Elemental para facilitar a visualização:
Fogo: vermelho, Ar: azul, Água: azul-esverdeado e Terra: amarelo, cinza ou preto. Uma aderência
estrita a essas correspondências não é absolutamente necessária. Pessoalmente, eu emprego o
seguinte: Fogo – vermelho brilhante, Ar – amarelo, Água – ciano, e Terra – marrom, cinza escuro
ou preto. Essas são as correspondências com as quais eu trabalhei antes de eu encontrar CVA e
elas são as mais confortáveis para mim. Portanto, se você trabalhou com uma configuração
diferente do que aquela sugerida por Bardon, continue com ela se funciona bem para você.
De maior importância nesses exercícios é a sensação que os Elementos invocam dentro
de você. Você deve sentir o calor e a expansividade do Fogo e por aí vai. Isso deve se tornar, para
você, uma sensação física.
[Nota: Bardon fala aqui, e em vários outros lugares, sobre o que pode ser conseguido
com os Elementos etc. Mas é importante que você perceba que esses são só exemplos do que pode
ser alcançado depois de anos de esforço e eles não são declarados como obrigatórios. Essas são
práticas extremas e não são aconselháveis ao estudante, porque elas tendem a divergi-lo da meta
mais importante de um progresso mágico equilibrado.]
Os exercícios são muito simples. Você começa estabelecendo a visualização e então a
fortalece com a imaginação apropriada. Então você inala o Elemento com o corpo inteiro através
da técnica agora familiar da respiração pelos poros. Novamente, tenha cuidado para evitar a
alteração do ritmo normal de respiração – tome inalações vazias quando precisar. Comece com
sete inalações e aumente uma inalação a cada exercício até que você alcance um total de trinta
inalações. Uma vez que você tenha inalado a quantidade apropriada do Elemento, gaste algum
tempo sentindo os atributos do Elemento e circulando-o igualmente pelo seu corpo.

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Quando essa fase de inalação e de contemplação for concluída, você deve então expirar
magicamente (com a respiração pelos poros através do corpo inteiro) a mesma quantidade do
Elemento que você inspirou. A ideia aqui é a de que você deveria se livrar de todo o excesso do
Elemento que você já tinha inspirado. Use o mesmo número de expirações e inspirações, mas se
assegure de que você expirou exatamente a mesma quantidade que você inspirou.
Isso é importante porque é prejudicial à saúde permanecer com um excesso do Elemento
por um período extenso de tempo após o seu exercício. Do mesmo modo, é pouco saudável ir ao
extremo oposto e tirar do seu corpo a quantidade normal de um Elemento. Em outras palavras,
expire nem menos nem mais do Elemento que você inspirou.
Domine esse exercício primeiro com os seus olhos fechados, e então domine-o com os
seus olhos abertos. Nunca negligencie esse hábito de se trabalhar com os olhos fechados e então
com os olhos abertos, porque ele se tornará uma habilidade importante depois no treinamento,
quando você aplicar essa técnica em sua prática diária.
Quando você tiver dominado a inspiração e a expiração mágica do Elemento Fogo e
aumentou a sua capacidade até trinta inspirações, passe para o trabalho com o Elemento Ar. Não
trabalhe com o Elemento Ar um dia e o Elemento Ar no outro etc. Em vez disso, domine um
Elemento por vez e trabalhe na ordem que Bardon recomenda. Esse sequenciamento é importante
e o estudante é aconselhado a segui-lo exatamente.
A Instrução Mágica da Alma do Grau III está completa quando você conseguir inserir
cada um dos quatro Elementos em seu corpo com facilidade igual e com seus olhos abertos ou
fechados.

Perguntas e Respostas

1) A inspiração dos Elementos é diferente da inspiração da força vital?

A técnica é basicamente a mesma – cerque-se de um universo do Elemento / Energia e


então o inspire. A principal diferença, porém, é que os Elementos precisam de um pouco mais de
atividade de imaginação do que a força vital. Cada Elemento é sentido de forma diferente e a
invocação deles é menos facilmente sentida do que a força vital o é. Geralmente, os Elementos
necessitam de mais concentração e você tem de gastar mais tempo formando as ideias associadas
com eles.

2) As direções dizem para aumentar devagar as minhas inspirações. Isso significa que
eu estou “dinamicamente” acumulando os Elementos? Como isso é diferente do
exercício do Grau IV?

Nos exercícios do Grau III de respiração dos Elementos, existe um grau de acumulação e
ele se torna dinâmico (radiante), mas não há a verdadeira condensação dos Elementos. A
“condensação” dos Elementos acontece no Grau IV. Mais sobre essa diferença se segue.

3) O quão claramente eu preciso sentir cada Elemento? Eu preciso de registrar um


aumento na temperatura com o Elemento Fogo?

A sua sensação de cada Elemento deveria ser muito nítida. Você não precisa pegar um
termômetro e medir a sua temperatura corporal, mas deveria progredir ao ponto onde você sente,
de forma definida, um aumento na temperatura geral do seu corpo. Do mesmo modo, você deveria
sentir os atributos de cada um dos Elementos como uma coisa física. Com a Água, você deveria
sentir o seu corpo se tornar mais frio; com o Ar, mais leve; e com a Terra, mais pesado.

4) Qual é o significado das cores e sensações associadas a cada Elemento?

Primeiro, esses fatores lhe ajudam a entrar em contato com o próprio Elemento.
Segundo, a formação da imagem (cor e forma) e a sensação associada com uma coisa é uma
grande parte da prática posterior. Com o tempo, você aprenderá a formar não apenas a imagem e a
sensação, mas também o tom musical e o significado de qualquer força que você pretende projetar
magicamente. Depois em CVA e especialmente CVQ Bardon fala de uma “concentração de três

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sentidos” e uma “ação quadripolar” baseada nas correspondências elementais. Esses exercícios do
Grau III formam a base para essas habilidades mágicas futuras.

Instrução Mágica do Corpo


Os exercícios da Instrução Mágica do Corpo do Grau III levam a técnica de respiração
pelos poros a um novo nível. O primeiro estágio é a respiração da energia vital em cada parte do
corpo. Isso é importante por duas razões. A primeira, como Bardon aponta, é que ela lhe dará um
grau de controle sobre cada parte do seu corpo. A segunda razão, não apontada por Bardon, é que
isso educa o estudante sobre a manipulação de seu próprio corpo mental.
Como eu disse na seção de “Teoria”, o corpo mental é muito plástico e pode assumir
qualquer forma que deseja e se transpor para qualquer lugar que deseja. Onde você foca o seu
corpo mental (consciência alerta) determina a sua forma. Dessa forma, no exercício que se segue,
quando a sua concentração se voltar a uma parte específica do corpo, você está, em verdade,
alterando a forma e o local do seu corpo mental, de modo que ele assuma a forma e a localização
do órgão com o qual você esteja trabalhando. Essa prática introdutória exerce uma habilidade que
se torna muito importante em Graus posteriores, envolvendo a transposição da consciência para
outros objetos e seres, bem como na prática da viagem mental.
Eu lhe aconselho que, se você ainda não sabe a localização exata dos órgãos do seu
corpo, compre um livro que lhe dá um esquema visual dos órgãos. Estude essa informação antes
de você começar com esses exercícios.
O exercício de abertura envolve a respiração da força vital para dentro e para fora de
cada órgão ou parte do seu corpo. Isso não é uma “acumulação” da força vital – cada respiração
que você inspira da força vital deve ser seguida por uma expiração da energia. Bardon sugere sete
inspirações e expirações como essas. A ideia aqui é aprender a como respirar através de cada
órgão – a acumulação da força vital em cada órgão vem posteriormente.
É sábio, como Bardon sugere, começar com o pé e trabalhar lentamente para cima, até a
cabeça. Nas partes do corpo e os órgãos que têm pares (por exemplo, pés, pernas, mãos, braços,
ouvidos, olhos, pulmões, rins etc.) é bom primeiro respirar através de cada lado separadamente e
então através de ambos os lados simultaneamente.
Eu penso que é melhor você se deitar para esse exercício, mas sentar-se na sua “asana”
habitual vai bastar. Invoque uma sensação profunda de relaxamento pelo seu corpo todo. Quando
você virar a sua consciência a uma parte do seu corpo ou a um órgão você deve estabelecer uma
conexão sensorial clara com ele. Por exemplo, quando você foca a sua atenção no seu pé direito,
você deveria sentir cada dedo, bem como cada parte na superfície e no interior do seu pé. Apenas
então você deve começar a respiração pelos poros. Isso é feito de dentro da parte do corpo ou
órgão, portanto a sua consciência deve estar firmemente enraizada no interior dele.
Embora isso seja relativamente fácil com um pé ou uma mão, é mais difícil com os
órgãos inteiros, porque nossa conexão sensorial com eles é geralmente menos desenvolvida.
Estudar um diagrama anatômico é muito benéfico a esse respeito e eu lhe asseguro que, com um
pouco de esforço, tal conexão com seus órgãos internos é bastante alcançável.
Esse primeiro exercício será completo quando você for capaz de respirar a força vital
para dentro e para fora de cada órgão e parte do seu corpo.
O próximo exercício envolve a “acumulação” da força vital no corpo inteiro. Uma
acumulação é diferente da mera respiração do exercício anterior. Aqui, em vez de inspirar e então
expirar cada respiração de força vital, a força vital é inspirada várias vezes sucessivamente e então
retida. Bardon sugere começar com sete inspirações (aumentando em uma inspiração a cada
exercício até você chegar a um total de trinta). Com cada inspiração, a energia vital fica retida e a
expiração seguinte deve ser uma respiração vazia. Isso faz com que a força vital se torne uma
acumulação dinâmica e radiante.
Quando você tiver alcançado o número apropriado de inspirações, gaste vários
momentos (lembre-se de manter um ritmo normal de respirações vazias) sentindo a radiação e a
natureza da energia vital acumulada. Quando você estiver pronto, comece a expirar a força vital
(cada inspiração deveria ficar vazia durante esse processo). Igual à acumulação dos Elementos,
você deveria se assegurar de que você expirou a mesma quantidade de força vital que você
inspirou.

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Esse exercício será completo quando você for capaz de acumular uma carga dinâmica de
trinta respirações da força vital dentro de seu corpo inteiro e então for capaz de expirar a mesma
quantidade de força que você acumulou.
O próximo exercício só deveria ser experimentado depois de você ter dominado o
exercício acima. Esse exercício envolve a liberação explosiva da energia vital acumulada
diretamente de volta para o universo. A expiração é evitada e esse é um método muito mais rápido
de se liberar uma acumulação. Mas essa prática requer um certo grau de resistência, porque pode
ser prejudicial a um corpo não acostumado com o dinamismo de uma acumulação da força vital.
Para iniciar, acumule a força vital através da respiração pelos poros do corpo inteiro.
Quando você estiver pronto para soltar a força vital, faça isso de uma vez só. Pode ajudar amarrar
essa expulsão a uma única expiração, mas se uma única expiração não for suficiente no início,
então expire a força vital que resta. Com a prática, você se tornará capaz de expulsar a inteira
acumulação em uma só explosão completa.
O exercício final dessa seção é aprender a acumular e soltar a força vital de cada um dos
seus órgãos e partes do corpo. [Nota: é aconselhável que você não acumule a força vital no seu
cérebro ou no seu coração (especialmente se você tiver qualquer doença do coração).
Simplesmente respirar a força vital para dentro e para fora desses dois órgãos é muito benéfico,
mas acumular a força vital neles não é benéfico nem necessário. Isso se deve à natureza elétrica
de sua função.]
Comece acumulando sete respirações da força vital para dentro da parte do corpo ou
órgão (aumentando por uma inspiração com cada exercício) e siga, expirando o mesmo número de
respirações da força vital que você inspirou. Quando isso tiver sido dominado com todas as partes
e órgãos do corpo, passe para o trabalho com a expulsão explosiva da força vital acumulada. A
técnica é a mesma da expulsão de corpo inteiro, mas você precisará de maior cuidado para não
abusar de seus órgãos individuais. Trabalhe primeiro com a expulsão explosiva de pequenas
quantidades de energia acumulada e, na medida em que sua plasticidade aumenta, passe para
acumulações maiores, mais dinâmicas.

Perguntas e Respostas

1) Bardon parece usar a palavra “acumulação” para definir duas coisas diferentes.
Por favor, explique.

Existem, na verdade, três tipos de acumulação em CVA. O primeiro e o mais simples é o


que eu chamo de “acumulação passiva”. Isso é quando você inspira e imediatamente expira uma
respiração de um Elemento / energia / Fluido. Isso não causa um aumento do que você está
inspirando – apenas lhe banha na substância.
Eu chamo o segundo tipo de “acumulação dinâmica”. Aqui, você inspira várias vezes e
as segura dentro do seu corpo. Isso tipicamente resulta numa sensação de radiação, onde existe
um certo grau de pressão sentida pelo Elemento / energia / Fluido acumulados.
O terceiro tipo de acumulação é chamado de “condensação”. Aqui, você inspira várias
vezes e constrói uma acumulação dinâmica. Então, você condensa essa acumulação em um
espaço menor. Uma condensação pode ser conseguida também ao se acumular o Elemento /
energia / Fluido num objeto ou numa parte do corpo diretamente, num grau que vai além de uma
acumulação meramente dinâmica. Em alguns casos, a diferença entre uma acumulação dinâmica e
uma condensação é sutil, mas com a prática você será capaz de discernir entre os dois. O trabalho
com a condensação começa no Grau IV. Para os propósitos do Grau III, tudo que você precisa é se
preocupar com a acumulação dinâmica.

2) Como eu devo sentir o meu pâncreas etc.?

Isso não é tão difícil quanto possa soar, se você dominou a disciplina mental dos Graus
anteriores. O melhor método é pegar um mapa dos órgãos internos, e com isso como seu guia,
faça o melhor para achar a localização de cada órgão. Continue tentando localizar seus órgãos até
que você consiga sentir cada um deles.
A base dessa técnica é a “transposição da consciência” descrita em detalhe maior no
material do Grau IV. Esse trabalho do Grau III serve como uma introdução aos aspectos mais

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complexos da transposição da consciência.


Resumindo, o que você deve fazer é focar sua atenção na localização específica do órgão
interno ou parte do corpo. A sua consciência É o seu corpo mental, portanto o que você está
fazendo, em termos mais técnicos, é condensar seu corpo mental para dentro do órgão ou parte do
corpo de sua escolha.
A persistência vale a pena!

3) Quão claramente devo sentir cada órgão e parte do corpo?

No fim do Grau III, você deveria ser capaz de sentir cada órgão e cada parte do corpo
com grande clareza. Por cada órgão ser diferente, cada um será sentido de um modo um pouco
diferente – alguns você sentirá muito intimamente, e outros menos. Eu não posso predizer
exatamente o que você sentirá com cada órgão, portanto depende de você decidir se você o sentiu
o suficiente.
Por você estar movendo seu próprio corpo mental para uma parte do seu próprio corpo
físico, é relativamente fácil que você conecte a sua consciência à matriz astral em particular do
órgão ou parte do corpo e sentir o que essa parte sente. É por isso que as lições na transposição da
consciência começam com seu próprio corpo e ENTÃO progridem, no Grau IV, para a
transferência da sua consciência para objetos externos e seres. Uma vez que você tenha dominado
essa técnica dentro de seu próprio corpo, é mais fácil fazer o mesmo tipo de projeção para corpos
externos.

4) Por que é aconselhado que eu não acumule dinamicamente nem condense a força
vital no meu coração e cérebro?

A natureza elétrica da força vital é tal que interfere com o funcionamento elétrico do
coração e do cérebro. Portanto, não é sábio acumular uma energia ou Elemento neles. Uma
acumulação passiva ou um banho desses órgãos são seguros, porque não existe uma acumulação
verdadeira da energia / Elemento. Dessa maneira, é seguro acumular uma carga dinâmica na
cabeça inteira ou na área do peito, porque não há acumulação no cérebro ou no coração
individualmente – em outras palavras, a acumulação se espalha pela região e não se particulariza
somente no órgão.

Apêndice ao Grau III


No fim do Grau III, Bardon introduz o estudante ao uso mágico das faculdades ganhadas
através da prática dos exercícios anteriores. Essa é uma importante orientação no
desenvolvimento de um mago e uma consideração cuidadosa deveria ser dada antes de se
proceder para esses assuntos.
De grande importância à ascensão posterior do mago é a moralidade pessoal ou código
de ética ao qual um mago adere. Como Bardon avisa, “O que um homem semeia, ele colhe”. Um
mago que deseja se elevar firmemente deve plantar apenas as sementes da bondade e da
compaixão – tudo que for contrário vai impedir o crescimento do mago e limitar severamente a
sua elevação. Isso é simplesmente uma lei da Natureza, um modo com o qual os Mistérios
superiores se protegem.
Oculta, dentro das palavras de Bardon sobre o uso das faculdades mágicas, está uma
técnica valiosa que não deveria ser dispensada pelo mago. Essa é a técnica da extração da força
vital diretamente do universo e a inserção dela dentro de qualquer objeto, pessoa ou espaço, sem
passar primeiro pelo próprio corpo do mago. No trabalho de cura, esse é o método preferido,
porque evita qualquer impacto negativo sobre o ser do mago (através da passagem da força vital
primeiro pelo próprio corpo do indivíduo, uma conexão sutil com a doença do paciente é
estabelecida).
O estudante deveria, por agora, ser capaz de projetar seu próprio regime de exercícios
que irão desenvolver a habilidade de extrair a força vital diretamente do universo e inseri-la em
qualquer objeto etc. Por favor, não negligencie fazê-lo, porque os benefícios vão superar de longe
o esforço requerido.

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25/09/2019 Bardonista: Grau III - Rawn Clark

Leia essa seção com cuidado e planeje sua própria maneira de usar as faculdades mágicas
pelas quais você se esforçou tanto. As opções disponíveis a você são quase ilimitadas, e fazer uso
de suas habilidades só as melhorará. Seja criativo e inventivo e se lembre de SEMPRE aderir ao
seu código moral.

Perguntas e Respostas

1) Na impregnação de um cômodo ou na impregnação de um objeto, eu deveria usar a


mesma energia vital dourada que eu usei no Grau II?

Isso depende do propósito da sua impregnação e do tipo de objeto que você está
impregnando. Se a sua impregnação é feita para afetar a saúde de um ser vivo, use a força vital
dourada. Se a sua impregnação é feita para transferir uma ideia específica, então você está se
apoiando apenas no princípio do Akasha da força vital e importa pouco que tipo você usa. Se você
está impregnando um objeto inanimado, como uma esfera de cristal, então o tipo de força que
você usará dependerá do seu objetivo – se o seu propósito é afetar outros objetos inanimados, use
o tipo de força branco, mas se é para afetar matéria viva, use o tipo de força dourado. Isso pode
soar meio confuso, mas, realmente, com a prática, se tornará claro.

2) Essas coisas (impregnação de cômodos etc.) são muito interessantes, mas eu


realmente preciso praticá-las?

Não, você não PRECISA, mas eu lhe contarei agora que você fará bem em, pelo menos,
se familiarizar com essas técnicas. Como você usa a sua magia está inteiramente nas suas mãos.
Contudo, essas são técnicas valiosas que você precisará dominar antes de progredir nos Graus
seguintes. Uma vez que você as tenha dominado, importa pouco se você decide usá-las
constantemente na sua prática mágica – a única coisa que importa nesse momento é que você as
domine.

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