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BOLETIM INTERNO 086/2019 - Ano XXXII Rio de Janeiro, 5 de

novembro de 2019

GABINETE DA PRESIDENCIA – PRE


ATOS DO DIRETOR PRESIDENTE

ORDEM DE SERVIÇO “N” Nº 021 DE 04 NOVEMBRO DE 2019.

Regulamenta Procedimento de
Apuração de Denúncia – PAD.

O Diretor - Presidente da COMPANHIA MUNICIPAL DE LIMPEZA URBANA – COMLURB,


no uso de suas atribuições legais, e

CONSIDERANDO o Código de Conduta e Integridade da Comlurb - CCIC em conformidade


com a Lei N° 13.303 de 30 de junho de 2016, e sua regulamentação municipal pelo Decreto
Nº 44698 de 29 de junho de 2018

CONSIDERANDO que cabe à Diretoria de Compliance DCO - avaliar casos de transgressões


identificados propondo as sanções a serem adotadas, sem prejuízo da adoção de medidas
administrativas e/ou judiciais (Art. 18° do CCIC)

INSTITUI:

PROCEDIMENTO DE APURAÇÃO DE DENÚNCIA – PAD

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O Procedimento de Apuração de Denúncia – PAD que tem por finalidade o


levantamento de dados e informações capazes de esclarecer transgressões ao CCIC e de
identificar as pessoas nelas envolvidas.
Art. 2º A gestão das atividades relacionadas com o PAD é responsabilidade do Grupo de
Apurações de Denúncias GAD, composto de três empregados lotados na Diretoria de
Compliance DCO e designados pelo Diretor-Presidente.

CAPÍTULO II
RECEBIMENTO DE DENÚNCIA

Art. 3º Cabe ao Grupo de Apurações de Denúncias GAD receber as denúncias


relacionadas com o CCIC e identifica-las com uma numeração sequencial para efeito de
registro e acompanhamento.

Art. 4º A necessidade de adoção de mecanismos de proteção e anonimato que impeçam


qualquer espécie de retaliação a pessoa que utilizar o canal de denúncia (Art. 16° do CCIC)
impede que o denunciante seja identificado durante a apuração.

Parágrafo Único: O Grupo de Apurações de Denúncias GAD providencia a


ocultação do nome do denunciante na documentação a ser tramitada durante a
apuração

Art. 5º Cabe ao Grupo de Apurações de Denúncias GAD providenciar, no prazo máximo


de 5 (cinco) dias, memorando visando abertura de Processo Administrativo a ser
encaminhado para a diretoria onde a transgressão ao

CCIC supostamente ocorreu.

§ 1º Na abertura do Processo Administrativo deve constar:

1. Memorando de abertura
2. Descrição da Denúncia de Transgressão
3. Dispositivos do CCIC supostamente transgredidos

§ 2º Quando as informações recebidas em uma denúncia são inconsistentes,


incoerentes, contraditórias; superficiais; amorfas ou não tem relação com o CCIC, o
Grupo de Apurações de Denúncias GAD pode encerrar a

denúncia recebida sem iniciar apuração.

§ 3º Com o objetivo de promover ações preventivas sobre risco de transgressão ao


CCIC, é permitido ao Grupo de Apurações de Denúncias GAD entrar em contato com
a Diretoria Executiva para informar sobre denúncia

encerrada sem apuração.


§ 4º É permitido ao Grupo de Apurações de Denúncias GAD entrar em contato com
o denunciante visando melhorar as informações recebidas na denúncia, sendo que o
prazo referidos no caput deste artigo se inicia com a

resposta do denunciante.

Art. 6º Quando a denúncia envolver diretamente membro do Conselho de Administração, o


Diretor-Presidente, Diretor ou Superintendente, o Processo Administrativo deve ser
encaminhado para a Coordenadoria de Controle

Institucional CCI.

Parágrafo Único: A Coordenadoria de Controle Institucional CCI deve agendar


reunião com o Comitê de Auditoria Estatutário para decidir sobre a abertura de
sindicância (Art. 20° do CCIC) ou arquivamento do Processo

Administrativo.

CAPÍTULO III

APURAÇÃO DE DENÚNCIA

Art. 7º A apuração da denúncia de transgressão ao CCIC caracteriza-se pelo levantamento


de dados e informações capazes de esclarecer fatos e de identificar as pessoas envolvidas
direta ou indiretamente.

§ 1º Cabe a diretoria onde a transgressão ao CCIC supostamente ocorreu realizar a


apuração da denúncia no prazo máximo de 20 (vinte) dias
§ 2º A apuração de denúncia deve acontecer de forma discreta evitando expor
qualquer empregado à situação de vexame, humilhação ou vergonha.

§ 3º A apuração da Denúncia de transgressão ao CCIC deverá ser fundamentada,


contendo a narrativa dos fatos em linguagem clara e objetiva, com circunstâncias
que permitam a individualização do empregado envolvido,
ou ao menos, forneçam inegáveis indícios concernentes à transgressão apontada.

Art. 8º A apuração da denúncia de transgressão ao CCIC será realizada por empregado, com
formação acadêmica de nível superior e designação mínima de EC-02, indicado pelo diretor
no Processo Administrativo.

Parágrafo Único: O empregado indicado para apuração da denúncia:

1. Com o objetivo de coletar informações para o Relatório de Apuração de Denúncia,


deve proceder vistorias, ouvir as pessoas relacionadas com a denúncia, requisitar
cópia dos documentos que se revelem úteis, ou quaisquer
outras providências consideradas necessárias.
2. Deve agir com independência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à
elucidação dos fatos, além de ter postura respeitosa e discreta no trato com os
empregados contatados ou ouvidos.
3. Deve redigir Relatório de Apuração de Denúncia de forma criteriosa e objetiva, de
caráter expositivo, que conterá, de modo claro e ordenado o esclarecimento do fato;
narrativa do que foi feito para apurar o fato, e referência aos documentos anexados
e indicação do provável responsável pela transgressão ao CCIC

Art. 9º O Relatório de Apuração de Denúncia elaborado pelo empregado responsável


deverá ser aprovado pelo diretor, anexado ao Processo Administrativo e encaminhado para
o Grupo de Apurações de Denúncias GAD.

§ 1º A critério do Diretor da área onde aconteceu a apuração da denúncia de


transgressão ao CCIC, havendo materialidade e autoria comprováveis, o empregado
poderá ser punido segundo os dispositivos do regimento
disciplinar, incluindo a documentação da punição no Processo Administrativo.
§ 2º O Grupo de Apurações de Denúncias GAD pode retornar o Processo
Administrativo visando melhorar as informações recebidas na apuração da denúncia,
indicando as fragilidades percebidas.

CAPÍTULO IV

AVALIAÇÃO DA SEVERIDADE

Art. 10º Cabe ao Grupo de Apurações de Denúncias GAD decidir em um prazo máximo de
5 (cinco) dias sobre a necessidade de aplicação de sanções referentes ao desvio de conduta
apurado segundo o Art. 19° do CCIC.

Parágrafo único: O Relatório de Apuração de Denúncia recebido no Processo


Administrativo será a base para decidir a severidade na aplicação de sanções

Art. 11º No caso de sanção relativa ao Art. 19°, item I do CCIC, a orientação formal ao
empregado sobre a correta conduta será redigida pelo Grupo de Apurações de Denúncias
GAD, que providenciará sua entregade forma

discreta evitando expor qualquer empregado à situação de vexame, humilhação ou vergonha.

Art. 12º No caso de sanção relativa ao Art. 19°, itens II e III do CCIC, o parecer sugerindo a
aplicação de advertência ou suspensão será redigida pelo Grupo de Apurações de Denúncias
GAD será anexado ao Processo

Administrativo e encaminhada a diretoria onde aconteceu a apuração da denúncia de


transgressão ao CCIC.
§ 1º Cabe ao Diretor da área onde aconteceu a apuração da denúncia de transgressão
ao CCIC a decisão sobre a aplicação de sanção sugerida no parecer

§ 2º A documentação comprobatória da aplicação da sanção, ou decisão contrária do


diretor, deverá ser anexada no Processo Administrativo e encaminhada para o Grupo
de Apurações de Denúncias GAD

Art. 13º No caso de sanção relativa ao Art. 19°, itens IV e V do CCIC, o parecer sugerindo
abertura de sindicância será redigido pelo Grupo de Apurações de Denúncias GAD será
anexado ao Processo Administrativo e encaminhada ao Diretor de Compliance.

§ 1º Cabe ao Diretor de Compliance a decisão sobre acatar a sugestão de abertura


de sindicância.

§ 2º Caso decida por acatar a sugestão, o Processo Administrativo deverá ser


encaminhado para a Presidência para instaurar comissão de sindicância conforme o
modelo do decreto nº 38.256 de 10 de janeiro de 2014, ou qualquer normativa que
venha a substituí-lo.

§ 3º Caso decida por não acatar a sugestão, o Processo Administrativo deverá ser
encaminhado para o Grupo de Apurações de Denúncias GAD para decidir sobre
sanções de menor severidade.

CAPÍTULO V

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 14º Nos termos do Art. 21° do CCIC cabe ao Grupo de Apurações de Denúncias GAD
emitir mensalmente relatório gráfico estatístico sobre denúncias recebidas e sanções
aplicadas.
Parágrafo único. As fragilidades identificadas nos procedimentos de apuração devem
ser utilizadas como fonte de informação para o aprimoramento das rotinas
administrativas e a elaboração de políticas de gestão

Art. 15º O Procedimento de Apuração De Denúncia – PAD está representado


esquematicamente no Anexo I

Art. 16º Cabe a Diretoria de Gente e Conectividade DGC promover ações para que todas as
informações e documentação relativas ao Procedimento de Apuração De Denúncia – PAD
sejam tramitadas digitalmente eliminando o

risco de acesso indevido.

Art. 17º Esta Ordem de Serviço entra em vigor na data de sua publicação no Boletim Interno
e possui vigência por prazo indeterminado.

ANEXO I

Fluxograma do Procedimento de Apuração De Denúncia – PAD