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Exercícios do item 1.5: 1) Calcule a força de tração nas duas barras da estrutura abaixo.

3
tan θ1 = → θ1 = arc tan (0,75) → θ1 = 36,87 0
4
4
tan θ 2 = → θ 2 = arc tan (1,333) → θ 2 = 53,130
3

∑ Fx = 0 : − F1 cos (36,87 o ) + F2 cos (53,13o ) = 0

0,6 F2
− F1 0,8 + F2 0,6 = 0 → F1 = → F1 = 0,75 F2
0,8

∑ Fy = 0 : + F1 sen (36,87 o ) + F2 sen (53,13o ) − 12.000 = 0

F1 0,6 + F2 0,8 = 12.000


Colocando-se a força F1 na expressão acima, tem-se:

12.000
0,75 F2 ⋅ 0,6 + F2 0,8 = 12.000 → F2 = = 9.600 N
1,25
F1 = 0,75 x 9600 → F1 = 7.200 N

2) Calcule a força de tração nos dois cabos da figura.


∑ Fy = 0 : F1 − 1.000 − 5.000 + F2 = 0 → F1 + F2 = 6.000

∑ M1 = 0 : 1.000 x 0,7 + 5.000 x 1,8 − F2 x 2,6 = 0 → F2 = 3.730,8 N

∑M2 = 0 : F1 x 2,6 − 1.000 x 1,9 − 5.000 x 0,8 = 0 → F1 = 2.269,2 N

Exercícios do item 1.6: 1) Calcule as reações nos apoios da viga abaixo.

∑ Fx = 0 : HA = 0

∑ Fy = 0 : VA − 14.000 + VB = 0 → VA + VB = 14.000

∑MA = 0 : 14.000 x 2,0 − VB x 3,5 = 0 → VB = 8.000 N

∑MB = 0 : VA x 3,5 − 14.000 x 1,5 =0 → VA = 6.000 N

2) Calcule as reações no apoio da viga em balanço (ou viga cantilever).


∑ Fx = 0 : Hb = 0

∑ Fy = 0 : Vb − 1.000 = 0 → Vb = 1.000

∑ MO = 0 : 1.000 x 3,0 − Mb = 0 → M b = 3.000 N.m

Exercícios do item 1.9: 1) Calcule as reações de apoio da viga de aço abaixo.


Dado: γs = 77 kN/m3

A carga q (N/m) é obtida multiplicando-se o peso específico pela área da seção


transversal:

A = 6 x 100 x 2 + 6 x 300 = 3.000 mm 2

Ou: A = 3.000 (10 −6 )m 2 = 3,0 x10 −3 m 2

q = γ.A = 77000( N / m 3 ) x 3,0x10 −3 (m 2 ) = 231 N / m


∑ Fx =0 → HA = 0

∑ Fy = 0 : VA + VB = q . L → VA + VB = 231 x 9,0 = 2079 N

L
∑MB =0 → VA . L − q . L .
2
= 0

qL 231 x 9,0
VA = VB = → VA = VB = = 1039,5 N
2 2
2) Calcule as reações de apoio da viga de aço abaixo.
Dado: γs = 77 kN/m3

∑ Fx =0 → HB = 0

∑ Fy =0 → VB = q . L = 231 x 9,0 = 2079 N

L qL2
∑ Mo = 0 → − q. L.
2
+ MB = 0 → MB =
2
= 9355,5 N.m

Observação muito importante: A substituição de uma carga distribuída pela força


resultante somente pode usada para calcularem-se as reações de apoio. Não deve ser
usada para mais nada.
Exercícios do item 2.1: 1) Calcule a tensão normal nos dois cabos da figura.
Dados: φ1 = φ2 = 25,4 mm

Área dos cabos 1 e 2:

A1 = A 2 = π (12,7) 2 → A1 = A 2 = 506,7 mm 2

Tensão normal nos cabos 1 e 2:

F1 2.269,2 ( N)
σ1 = = 2
= 4,48 N / mm 2
A1 506,7 (mm )

F2 3.730,8 ( N)
σ2 = = 2
= 7,36 N / mm 2
A2 506,7 (mm )

2) Calcule a tensão normal nas duas barras da treliça abaixo.


Dados: φ1 = 12,5 mm ; φ2 = 20,0 mm
∑ Fx = 0 : − F1 cos (45o ) + F2 cos(45o ) = 0 → F1 = F2
∑ Fy = 0 : F1sen(45o ) + F2 sen(45o ) − 5.000 = 0
2 F1 0,707 = 5.000 → F1 = F2 = 3536,1 N

Tensão normal nas barras 1 e 2:


F1 3536,1
σ1 = = 2
= 28,8 N / mm 2
A1 π(6,25)
F2 3536,1
σ2 = = 2
= 11,3 N / mm 2
A2 π(10)

3) Calcule a tensão normal nas duas barras da treliça abaixo. As duas barras têm seção
transversal circular. Dados: φBarra tracionada = 15 mm ; φBarra comprimida = 20 mm

∑ Fx = 0 : F1 + F2 cos(30o ) = 0 → F1 = − F2 ⋅ 0,866

∑ Fy = 0 : F2 sen(30o ) + 2 5.000 = 0 → F2 = − 50.000 N


F1 = − ( − 50.000) . 0,866 → F1 = 43.300 N

Tensão normal nas barras 1 e 2:

F1 43.300
σ1 = = 2
= 245,0 N / mm 2
A1 π(7,5)

F2 − 50.000
σ2 = = 2
= − 159,2 N / mm 2
A2 π(10)

4) Uma barra, de seção transversal retangular, tem altura variável (como indicado) e
largura b constante igual a 12 mm. Calcule a tensão normal no ponto de aplicação da
força F e no engaste. Dado: F = 8.000 N

F 8.000
σ = = = 44,44 N / mm 2
A 12 x15

F 8.000
σ Engaste = = = 26,67 N / mm 2
A 12 x 25

5) Uma barra prismática está pendurada por uma de suas extremidades. Construa os
diagramas de força normal e de tensão normal.
Dados: γ: peso específico; A: área da seção transversal
Fazendo-se um corte imaginário à distância x os esforços que eram internos passam a
ser externos. A parte recortada também tem que estar em equilíbrio, pois qualquer
parte (ou ponto) de uma estrutura em equilíbrio também está em equilíbrio. N(x):
representa a ação da parte de cima sobre a parte de baixo.

∑ Fy = 0 : N( x ) − γ A x = 0 → N(x ) = γ A x
N(x ) γAx
σ= = =γ x
A A

Exercícios do item 2.2: 1) Uma barra prismática de seção transversal circular (φ = 25


mm) e de comprimento L = 800 mm fica solicitada por uma força axial de tração F =
30.000 N. Calcule a tensão normal e a deformação linear específica sabendo que o
alongamento da barra é de 2,0 mm.

F 30.000
σ= = = 61,1 N / mm 2
A π (12,5) 2
∆L 2,0 (mm)
ε= = = 2,5 x 10 − 3
L 800 (mm)

2) Um elástico tem comprimento não esticado igual a 30,0 cm. Calcule a deformação
linear específica do elástico quando for esticado ao redor de um poste com diâmetro
externo igual a 16 cm.

P = Perímetro externo do poste: P = 2πR = 2π.8 = 50,27 cm

∆L L − Li 50,27 − 30
ε= = f = = 0,68
Li Li 30

Exercícios do item 2.3: 1) Uma barra prismática de seção transversal circular (d = 20


mm) fica solicitada por uma força axial de tração F = 6.000 N. Experimentalmente,

determinou-se a deformação linear específica longitudinal ε L = 3 o / oo . Calcule a


tensão normal, a variação do comprimento e do diâmetro da barra. Dado: ν = 0,25.

F 6.000
σx = = = 19,1 N / mm 2
A π (10) 2
3
ε L = ε x = 3 o / oo = = 0,003
1000

∆L x
εx = → ∆L x = ε x L x = 3,0 x10 − 3 . 1500 → ∆L x = 4,5 mm
Lx

∆L y
εy = → ∆L y = ε y L y
Ly

∆L y = ∆d = ε y d

εy
ν =− → ε y = − ν ε x = − 0,25 x 3,0 x 10 − 3 = − 7,5 x 10 − 4
εx

∆d = − 7,5 x 10 − 4 x 20 = − 0,015 mm

2) Calcule o volume final da barra do problema anterior.

Vi : volume inicial da barra; Vf: volume final da barra

Vi = A i L i = π (10) 2 x 1.500 = 471.238,9 mm 3


π (20 − 0,015) 2
Vf = A f L f = x (1500 + 4,5) = 471.943,9 mm 3
4
∆ V = Vf − Vi = 471.943,9 − 471.238,9 = 705 mm 3

Exercício do item 2.4: A figura abaixo mostra um diagrama Força-Alongamento de um


ensaio de tração simples. A barra tem seção transversal circular (d = 30 mm) e
comprimento inicial (referência) igual a 800 mm. Calcule:
a) a tensão (ou limite) de proporcionalidade (σP);
b) a tensão (ou limite) de escoamento (σY);
c) a tensão última (σU);

πD 2 π.30 2
A = π.R 2 = = = 706,86 mm 2
4 4

10.000
a) σP = = 14,15 N / mm 2 → σ P = 14,15 MPa
706,86
12.000
b) σ Y = = 16,98 N / mm 2 → σ Y = 16,98 MPa
706,86
20.000
c) σ U = = 28,29 N / mm 2 → σ U = 28,29 MPa
706,86

Exercícios do item 2.5: 1) Calcule o módulo de Young (Ε) da barra do problema


anterior.

σ = Ε. ε
∆L 3 mm
ε = = → ε = 3,75 x 10 − 3
L 800 mm

σ 14,15 N / mm 2
Ε= = → Ε = 3.773,3 N / mm 2
ε 3,75 x10 − 3

Ou : Ε = 3.773,3 MPa
Ou: Ε = 3,77 GPa
2) Uma circunferência de raio R = 300 mm é desenhada em uma placa. Calcule ao
aplicar-se a tensão normal σx = 81,0 MPa os valores dos diâmetros ab e cd. Dados da
placa: Ε = 120 GPa; ν = 0,36

Lei de Hooke: εΕ=σ → εx Ε = σx


σx 81 x 10 6
εx = = → ε x = 6,75 x 10 − 4
Ε 120 x 10 9
∆L x
εx = → ∆L x = 6,75 x 10 − 4 x 600 = 0,405 mm
Lx
L Fab = 600 + 0,405 = 600,405 mm
Coeficiente de Poisson (ν):
εy
ν=− → ε y = − ν ε x = − 0,36 x 6,75x10 − 4 = − 2,43x10 − 4
εx
∆L y
εy = → ∆L y = − 2,43 x 10 − 4 x 600 = − 0,1458 mm
Ly
L Fcd = 600 − 0,1458 = 599,8542 mm

3) Um bloco de massa m = 1.500 kg é sustentado por dois cabos de seção transversal


circular. Sendo dados d1 = 8,0 mm; d2 = 12,0 mm; Ε1 = 70 GPa e Ε2 = 120 GPa, calcule:
a) o valor do ângulo θ sabendo σ1 = σ2 ;
b) valor da tensão normal nas duas barras;
c) a deformação linear específica das duas barras.
P
∑Fy = 0 → F2 senθ − P = 0 → F2 =
sen θ
P
∑Fx = 0 → F1 − F2 cos θ = 0 → F1 =
sen θ
cos θ

F1 F2
a) σ1 = σ2 → =
A1 A2
P cos θ P
senθ cos θ 1
= senθ2 → =
π (4) 2 π(6) 16 36

 16 
θ = arc cos   → θ = 63,61o
 36 
P cos (63,61o )
F1 sen (63,61o ) 1500 ⋅ 9,81
b) σ1 = = 2
= ⋅ 0,496 = 145,2 N / mm 2
A1 π (4) π ⋅16

P 1500 ⋅ 9,81
F2 sen (63,61o ) 0,8958
σ2 = = 2
= = 145,2 N / mm 2
A2 π (6) π ⋅36
c) Lei de Hooke: εΕ =σ

145,2 ( N / mm 2 )
ε 1 Ε1 = σ1 → ε1 = → ε1 = 2,074 x 10 − 3
70 x10 3 ( N / mm 2 )

145,2 ( N / mm 2 )
ε 2 Ε2 = σ2 → ε2 = → ε 2 = 1,21 x 10 − 3
120 x10 3 ( N / mm 2 )
Exercícios do item 3.1: 1) Uma barra prismática de aço, com seção transversal circular,
tem 6,0 metros de comprimento e está solicitada por uma força axial de tração F = 104
N. Sabendo-se que o alongamento da barra é de 2,5 mm e que Ε = 205 GPa, calcule:
a) o diâmetro da barra;
b) a tensão normal.

FL 10 4 x 6000
a) ∆L = → 2,5 = → R = 6,1 mm
EA 205 x10 3 ⋅ π R 2
Então: d = 12,2 mm

F 10 4
b) σ = = 2
= 85,5 N / mm 2
A π(6,1)

2) Calcule o alongamento dos dois cabos da estrutura abaixo.


Dados: φ1 = φ2 = 25,4 mm; L1 = L2 = 3,5 m; Ε1 = Ε2 = 70 GPa

F1 L1 2269,2 x 3500
∆L 1 = → ∆L1 = = 0,22 mm
E1 A1 70 x10 3 ⋅ 506,7
F2 L 2 3730,8 x 3500
∆L 2 = → ∆L1 = = 0,37 mm
E2 A2 70 x103 ⋅ 506,7

3) Calcule o alongamento das duas barras da treliça abaixo.


Dados: φ1 = 12,5 mm ; φ2 = 20 mm; L1 = 1,0 m; L2 = 2,0 m; Ε1 = 205 GPa; Ε2 = 120 GPa
F1 L1 3536,1 x 1000
∆L 1 = → ∆L1 = = 0,14 mm
E1 A1 205 x10 3 ⋅ 122,7
F2 L 2 3536,1 x 2000
∆L 2 = → ∆L1 = = 0,19 mm
E2 A2 120 x103 ⋅ 314,2

Exercícios do item 3.2: 1) Calcule o deslocamento horizontal do ponto de aplicação da


força de 200 kN. Dados: A = 800 mm2; Ε = 70 GPa

n
FL 200.000 x 5400 80.000 x 3600 250.000 x 1800
∆H = ∑ Eii Aii =
70 x10 3 ⋅ 800

70 x 103 ⋅ 800
+
70 x10 3 ⋅800
= 22,18 mm
i=1

2) Duas barras de seção transversal circular são soldadas como mostra a figura. Sendo
dados: φ1= 14 mm; φ2 = 8 mm; Ε1= Ε2 = 70 GPa, calcule:
a) a tensão normal nas duas barras;
b) o alongamento da barra.
a) A1 = π (7) 2 = 153,9 mm 2 ; A 2 = π (4) 2 = 50,3 mm 2
8000
σ1 = = 51,98 N / mm 2
153,9
3000
σ2 = = 59,64 N / mm 2
50,3
3.000 x 500 3.000 x 2000 5.000 x 2000
b) ∆L = + + = 1,91 mm
70 x 10 3 ⋅ 50,3 70 x 103 ⋅153,9 70 x10 3 ⋅153,9

3) Calcule a tensão normal máxima e o alongamento da barra prismática abaixo. Dados:


A = 7,1 x 10− 4 m2; Ε = 120 GPa; γ = 44.300 N/m3

• A tensão normal máxima ocorre no apoio:

F 4.000
σ máx = +γL = −4
+ 44.300 x 5 = 5,63 x10 6 + 0,22 x10 6 N / m 2
A 7,1x10

σ máx = 5,85 x 10 6 N / m 2 = 5,85 MPa


• Cálculo do alongamento:

FL γ L2
∆L = +
EA 2E
O alongamento máximo ocorre na extremidade livre:

4.000 x 3,0 44300 ⋅ 5 2


∆L máx = 9 −4
+ 9
= 1,41 x 10 −4 + 4,61 x10 −6 m
120 x 10 ⋅ 7,1 x 10 2 x 120 x 10

∆L máx = 1,46 x 10 −4 m = 0,146 mm


Exercícios do Capítulo Três, item 3.3: 1) Calcule a tensão normal nas três barras da
treliça abaixo e o deslocamento vertical do ponto de aplicação da força P.
Dados: P = 15.000 N; Ε1 = Ε2 = 205 GPa; Α1 = Α2 = 2 x 10 − 4 m2

Diagrama de corpo livre:

∑ Fx =0 → − F1 cos 55 o + F1 cos 55 o = 0

∑ Fy =0 → 2.F1sen 55 o + F2 − P = 0

De onde: 1,64 F1 + F2 = P (1)

Temos uma equação e duas incógnitas, o problema é uma vez hiperestático. A outra
equação virá da “compatibilidade dos deslocamentos”.
F2 L 2 FL
cos 35 o = 1 1 → F2 L 2 cos 35 o = F1 L1
E 2A 2 E1A1

Cálculo do comprimento da barra 1: L1 cos35o = L2


2,0
L1 = → L1 = 2,44 m
cos 35 o
Da equação de compatibilidade:

F2 x 2,0 cos 35 o = F1 2,44 → F2 = 1,49 F1 (2)

Colocando-se a equação (2) na equação (1), tem-se:

1,64 F1 + 1,49 F1 = P

3,13 F1 = 15.000 → F1 = 4792 N


F2 = 7.140 N
Cálculo da tensão normal nas barras 1 e 2::
F1 4792
σ1 = = → σ1 = 23,96 MPa
A 1 2 x 10 − 4

F2 7140
σ2 = = → σ 2 = 35,70 MPa
A 2 2 x 10 − 4

Cálculo do deslocamento vertical do ponto de aplicação da força P:

F2 L 2 7140 x 2.000
∆V = ∆L 2 = = → ∆V = 0,35 mm
E 2 A 2 205 x 10 9 x 2 x 10 −4
Exercício 2): A barra rígida (indeformável) AB, de peso desprezível, é rotulada em A,
suspensa por dois cabos e suporta uma força P = 58.000 N. Calcule a tensão normal
nos cabos 1 e 2 e a reação vertical no apoio A.
Dados: L1 = L2; Ε1 = 70 GPa; Ε2 = 205 GPa; Α1 = Α2 = 5 x 10 − 4 m2

∑ Fy =0 → VA + F1 + F2 − P = 0 (1)

∑ MA =0 → F1 x 2d − P x 3d + F2 x 4d = 0

De onde: 2 x F1 + 4 x F2 = 3 x P (2)

Temos duas equações independentes da estática e três incógnitas. O Problema é uma


vez hiperestático e a outra equação virá da compatibilidade dos deslocamentos.
∆L1 ∆L 2
= → 2∆L1 = ∆L 2
2d 4d

F1 L1 F L F1 F2
2 = 2 2 → 2 =
E1 A1 E2A2 70 x 10 9 205 x 10 9

De onde: F2 = 5,86 F1 (3)

Colocando-se a equação (3) na equação (2), tem-se:

2 x F1 + 4 x 5,86F1 = 3 x P
25,44 F1 = 3 x 58.000 → F1 = 6.839,6 N

F2 = 40.080,1 N
Cálculo da tensão normal nos cabos:
F1 6839,6
σ1 = = → σ1 = 13,68 MPa
A 1 5 x 10 − 4

F2 40.080,6
σ2 = = → σ 2 = 80,16 MPa
A 2 5 x 10 − 4
Cálculo da reação vertical no apoio A (equação (1):

VA = − F1 − F2 + P = − 6.839,6 − 40.080,1 + 58.000 = 11.080,3 N


Exercício 3): A barra prismática abaixo está presa em dois apoios indeformáveis e
solicitada por uma força axial F. Determine as reações nos apoios A e B.

∑ Fx =0 → HA − F + HB = 0 (1)

O problema é uma vez hiperestático. Vamos retirar um dos apoios e determinar o


deslocamento que o apoio retirado está impedindo.

Colocando-se o apoio retirado, tem-se:

Compatibilidade dos deslocamentos:


F. a H .L F. a
∆L1 = ∆L 2 → = B → HB =
EA EA L

F.a L F. a F F. b
HA = F− HB → HA = F − = F − = (L − a ) → H A =
L L L L L
Exercício 4): A barra prismática abaixo está carregada axialmente por duas forças F1 e
F2. Calcule:
a) as reações nos apoios indeformáveis A e B;
b) a tensão normal no meio da barra.
Dados: F1 = 2.000 N; F2 = 3.500; Aseção transversal = 200 mm2

Superposição dos efeitos:

F1 . b 2.000 x 1,8 F1 . a 2.000 x 0,8


H 1A = = = 1.384,6 N H 1B = = = 615,4 N
L 2,6 L 2,6

F2 . b 3.500 x 0,6 F2 . a 3.500 x 2,0


H 2A = = = 807,7 N H 2B = = = 2.692,3 N
L 2,6 L 2,6
H A = H 1A + H 2A = 1.384,6 − 807,7 = 576,9 N

H B = H 1B + H 2B = − 615,4 + 2.692,3 = 2.076,9 N

Cálculo da tensão normal no meio da barra:

F = força normal axial no meio da barra

F = − HÁ + F1 = − 576,9 + 2.000 = 1.423,1 N

Ou: F = − HB + F2 = − 2.076,9 + 3.500 = 1.423,1 N

F 1.423,1
Então: σ= = = 7,1 N / mm 2 ou : σ = 7,1 MPa
A 200

Exercício 5): A barra prismática está na posição indicada quando a força F = 0. Calcule
as reações nos apoios rígidos A e B quando for aplicada a força F = 18.000 N.
Dados: Ε = 1,5 GPa; Α = 5 x 10 − 3 m2

OBS.: Se a barra não encostar no apoio B as reações são dadas por:

HÁ = 18.000 N e HB = 0.0

Vamos retira o apoio B:


F x 2.000 18.000 x 2.000
∆L1 = = = 4,8 mm
EA 1,5x10 9 x 5x10 −3

Colocando-se o apoio B, a reação HB deverá diminuir (encurtar) a barra de ∆L1 – 2 mm.

H B x 3.200
= 4,8 − 2,0 → H B = 6.562,5 N
1,5x10 9 x 5x10 −3

HA + HB = F → H A = 18.000 − 6.562,5 = 11.437,5 N


Exercícios Capítulo Três, item 3.4: 1) A barra prismática abaixo está livre de tensão
quando a temperatura é igual a 20ºC. Sabendo que os engastes são indeformáveis
calcule a tensão normal na barra quando a temperatura subir para 50ºC.
Dados: Ε = 205 GPa; α = 11,7 x 10 − 6 /oC

Retirando-se o apoio B, tem-se:

Compatibilidade dos deslocamentos

∆L F = ∆L T

FL
= α L ∆T
EA
σ = E α ∆T
σ = 205 x 10 9 x 11,7 x10 − 6 x 30
σ = 71,95 x 10 6 N / m 2

Ou: σcompressão = 71,95 MPa

2) A barra prismática abaixo está livre de tensão quando a temperatura é igual a 25º C.
Sabendo que os engastes A e B são indeformáveis calcule a tensão normal na barra
quando a temperatura descer para − 60ºC.
Dados: Ε = 70 GPa; α = 21,6 x 10 − 6 /oC; L = 4,0 m

Compatibilidade dos deslocamentos


∆L F = ∆L T
FL
= α L ∆T
EA
σ = E α ∆T
σ =70 x 10 9 x 21,6 x10 − 6 x 85
σ = 128,52 x 10 6 N / m 2

Ou: σtração = 128,52 MPa

3) Resolva o problema anterior considerando que à temperatura t = − 60º C o apoio B


se desloca de 3 mm e o apoio A continua indeformável.
Dados: Ε = 70 GPa; α = 21,6 x 10 − 6 /oC; L = 4,0 m

∆L F + 3 x 10 − 3 = ∆L T
FL
+ 3 x 10 − 3 = α L ∆T
EA
σL
+ 3 x10 − 3 = α L ∆T
E
σx 4
9
+ 3 x10 − 3 = 21,6 x 10 − 6 x 4 x 85
70 x10
σx 4
9
= 7,344 x 10 −3 − 3 x 10 − 3
70 x10
σ = 76,02 x 10 6 N / m 2

Ou: σtração = 76,02 MPa

4) A estrutura abaixo é perfeitamente ajustada aos engastes rígidos A e B quando a


temperatura é igual a 18º C. Calcule a tensão normal nas barras 1 e 2 quando a
temperatura subir para 100º C.
Dados: Ε1 = Ε2 = 205 GPa; α1 = α2 = 12 x 10 − 6 /oC; Α1 = 600 mm2 ;
Α2 = 300 mm2

∆L T = α 1 L1 ∆T + α 2 L 2 ∆T

∆L T = 12 x10 − 6 x 500 x 82 + 12 x 10 − 6 x 400 x 82 = 0,8856 mm


FL1 FL 2
∆L F = +
E1A1 E 2 A 2

F x 500 F x 400
∆L F = + = 1,0569 x 10 – 5 . F
3 3
205 x 10 x 600 205 x 10 x 300

∆LF = ∆LT

então: 1,0569 x 10 – 5 . F = 0,8856

F = 83.791,4 N

Cálculo da tensão normal:


F 83.791,4
σ1 = = = 139,7 N / mm 2
A1 600

Ou: σ1 = 139,7 MPa

F 83.791,4
σ2 = = = 279,3 N / mm 2
A2 300

Ou: σ2 = 279,3 MPa

5) A barra prismática está na posição indicada na figura abaixo quando a temperatura é


igual a 25º C. Sabendo que apoios A e B são indeformáveis calcule a tensão normal na
barra quando a temperatura for igual a:
a) 10º C;
b) 70º C;
c) 105º C;
Dados: Ε = 70 GPa; que α = 20 x 10 − 6 /oC
a) σ = 0,0

b) ∆L T = 20 x 10 − 6 x 2.500 x 45 = 2,25 mm < 2,5 mm

Portanto, a barra não vai encostar no apoio B, então: σ = 0,0

c) ∆L T = 20 x10 − 6 x 2.500 x 80 = 4,0 mm > 2,5 mm

F x 2.500 σ x 2.500
∆L F = → 1,5 = → σ compressão = 42 N / mm 2
70 x10 3 A 70 x 10 3

6) As barras estão na posição indicada na figura abaixo quando a temperatura é igual a


− 5º C. Determine a distância “d” que o ponto a se desloca quando a temperatura subir
para 40º C. Considere que a barra ab tenha coeficiente de dilatação térmica
insignificante. Dados: α1 = 23 x 10 − 6 /oC; α2 = 12 x 10 − 6 /oC
∆LT1 = α 1 L1 ∆T = 23 x 10 − 6 x 900 x 45 = 0,93 mm

∆LT2 = α 2 L 2 ∆T = 12 x 10 − 6 x 900 x 45 = 0,49 mm


∆LT1 − ∆LT2 x 0,93 − 0,49 x
= → =
30 290 30 290
x 0,44 0,44
= → x = . 290 = 4,25 mm
290 30 30
d = 0,49 + 4,25 = 4,74 mm
7) Um tubo de alumínio mede 35 m à temperatura de 22º C. Um tubo de aço, à mesma
temperatura, é 5 mm mais longo. Calcule em qual temperatura estes tubos terão o
mesmo comprimento.
Dados: αAlumínio = 21,6 x 10 − 6 /oC; αS = 11,7 x 10 − 6 /oC

35.000 + ∆LTAL = 35.005 + ∆LTS


35.000 + α AL L AL ∆T = 35.005 + α S L S ∆T

35.000 + 21,6 x10 − 6 x 35.000 ∆T = 35.005 +11,7 x 10 − 6 x 35.005 x ∆T


35.000 + 0,756 ∆T = 35.005 + 0,410 ∆T
0,756 ∆T − 0,410 ∆T = 35.005 − 35.000

0,346 ∆T = 5 → ∆T = 14,45 o C

T = 22 + 14,45 → T = 36,45 o C

Observação: à temperatura t = 36,45ºC têm-se os seguintes comprimentos:

L AL = 35.000 + 21,6 x10 − 6 x 35.000 x 14,45 = 35.010,92 mm

L S = 35.005 + 11,7 x10 − 6 x 35.005 x 14,45 = 35.010,92 mm


Exercícios do Capítulo Quatro: Exercício: 1) Calcule a tensão de cisalhamento média
que ocorre na cola.

F 20.000 6
τ méd = = → τ méd = 2,5 x 10 N / m 2 = 2,5 MPa
A 2 x 0,04 x 0,10

Ou:
F 20.000
τ méd = = → τ méd = 2,5 N / mm 2 = 2,5 MPa
A 2 x 40 x 100

2) Um bloco está solicitado por uma força F = 112 kN. Calcule:


a) A tensão cisalhante média;
b) O deslocamento do ponto d considerando-se que a face inferior não se desloca.
Dados: Ε = 87,5 GPa; ν = 0,25

F 112.000
a) τ méd = = → τ méd = 14 N / mm 2
A 160 x 50
b)


tg γ ≅ γ = → ∆ = 80 γ
80

Lei de Hooke no cisalhamento: τ =G γ

E 87,5
G= = → G = 35 GPa
2(1 + ν) 2(1 + 0,25)

τ 14 ( N / mm 2 )
γ= = → γ = 4 x 10 − 4 rad.
G 35 x 10 3 ( N / mm 2 )

∆ = 80 x 4 x 10 − 4 → ∆ = 0,032 mm

3) Calcule a tensão de cisalhamento média no pino e a tensão normal de tração média


no cabo da estrutura abaixo.
F 22.500
τ méd = = 2
→ τ méd = 71,7 N / mm 2
A 3,14 x 10

F 45.000
σ méd = = 2
→ σ méd = 292,5 N / mm 2
A 3,14 x 7

4) Calcule a tensão de cisalhamento nos parafusos da ligação abaixo. Dados: F =


35.000 N; d = 19,05 mm

Neste caso n = 4 e nA = 1 (corte simples)

F 35.000
τ méd = = 2
→ τ méd = 30,7 N / mm 2
A 4 x 1 x 3,14 x (9,525)

5) Calcule o diâmetro dos parafusos da ligação abaixo.


__
2
Dados: F = 200.000 N; τ = 95 N / mm

Para este problema: n = 8 e nA = 1 (corte simples)


F 200.000
τ méd = → 95 = → R = 9,15 mm
A 8 x 1 x 3,14 x R 2

Portanto: d = 18,3 mm

6) Calcule a tensão de cisalhamento nos parafusos da ligação abaixo e a tensão normal


nas chapas. Dado: d = 12 mm

1ª opção: F = 15.000 N; n = 6; n A = 1

F 15.000
τ méd = = 2
→ τ méd = 22,1 N / mm 2
A 6 x 1 x 3,14 x (6)

F 15.000
σ= = → σ = 50 N / mm 2
A 3 x 100

2ª opção: F = 30.000 N; n = 6; n A = 2

F 30.000
τ méd = = 2
→ τ méd = 22,1 N / mm 2
A 6 x 2 x 3,14 x (6)

F 30.000
σ= = → σ = 50 N / mm 2
A 6 x 100
Exercícios do Capítulo 5: 1) Para o eixo abaixo calcule:
a) a tensão de cisalhamento máxima;
b) o giro relativo da seção transversal B em relação ao engaste indeformável A;
c) o deslocamento horizontal do ponto c.
Dados: T = 4.600 N.mm; G = 60 GPa.

T. r
a) τ =
J
π 4 π
J=
32
(
D e − D i4 =
32
) (
18 4 − 12 4 ) → J = 8.270,2 mm 4

4.600 x 9
τ máx = = 5,01 N / mm 2 ou : τ máx = 5,01 MPa
8.270,2

TL 4.600 x 800
b) θ= = 3
= 7,42 x 10 − 3 rad.
GJ 60 x10 x 8.270,2

c)


tg θ ≅ θ = → ∆ = 9 x θ = 9 x 7,42 x 10 − 3 = 0,067 mm
9

Exercício 2: Um eixo de seção transversal circular fica solicitado pelos momentos de


torção indicados na figura abaixo. Calcule a tensão de cisalhamento máxima e o giro
relativo da seção transversal B em relação ao engaste indeformável A. Dado: G = 25
GPa.
T. r π 4 π 4
τ= onde: J= D = 50 → J = 613.592,3 mm 4
J 32 32

41.000 x 25
τ máx = = 1,67 N / mm 2 ou : τ máx = 1,67 MPa
613.592,3

TL
θ=
GJ
22.000 x 3.500 63.000 x 2.000
θB = 3
− 3
= − 3,194 x 10 − 3 rad.
25 x10 x 613.592,3 25 x10 x 613.592,3

Resposta: θ B = 3,194 x 10 − 3 rad. (no sentido de 63.000 N.mm)

Exercício 3) A tensão de cisalhamento máxima que solicita o eixo abaixo é igual a 32,5
MPa. Sabendo que o eixo tem seção transversal circular (Φ = 12 mm) e L = 500 mm
calcule o valor da força F. Para este valor de F calcule o giro relativo da seção
transversal onde está aplicado o binário em relação ao engaste rígido. Dado: G = 42
GPa.

T = 12 F
π 4
J= 12 → J = 2035,75 m m 4
32
T.r 12 F ⋅ 6
τ= → τ máx = 32,5 = → F = 918,9 N
J 2035,75
TL 12 ⋅ 918,9 ⋅500
Cálculo do ângulo de torção: θ= =
GJ 42 x10 3 x 2035,75
θ = 0,064 rad. (ou: 3,7º)

4) Determine as reações nos engastes indeformáveis. O eixo é prismático e tem seção


transversal circular.

∑M =0 → TA + TB = T

O Problema é uma vez hiperestático. Precisamos de mais uma equação que virá da
“compatibilidade dos deslocamentos”. Retirando-se o apoio B tem-se o giro relativo θB:

TL T.a
θB = =
GJ GJ
|
Colocando-se o engaste B, tem-se o giro relativo θ B :

TB . L
θ |B =
GJ
Compatibilidade dos deslocamentos:
TB . L T .a
θ |B = θ B → =
GJ GJ

T .a
TB =
L
Da equação de equilíbrio:
T.a L T. a
TA = T − TB = T− = T −
L L L
T T. b
TA = ( L − a) → TA =
L L

Exercício 5) Calcule as reações nos engastes indeformáveis do eixo abaixo.

Superposição dos efeitos:


1.000 x 2,4 1.000 x 0,4
TA1 = = 857,1 N.m TB1 = = 142,9 N.m
2,8 2,8

2.000 x 1,8 2.000 x 1,0


TA2 = = 1.285,7 N.m TB2 = = 714,3 N.m
2,8 2,8

3.000 x 1,0 3.000 x 1,8


TA3 = = 1.071,4 N.m TB3 = = 1.928,6 N.m
2,8 2,8

TA = 857,1 − 1285,7 + 1.071,4 = 642,8 N.m

TB = 142,9 − 714,3 + 1928,6 = 1.357.2 N.m


Exercícios do Capítulo 6: 1) Calcule a tensão normal e a tensão cisalhante nos pontos
I, J e K .

Esforços internos na seção transversal que contém os três pontos:


M = − 15.000 N.m e V = − 5.000 N

0,08 x 0,30 3
IZ = = 1,8 x 10 − 4 m 4
12
M.y
Cálculo da tensão normal (σ): σ=
IZ
−15.000 x (− 0,15)
σI = −4
→ σ I = 12,5 x 10 6 N / m 2 = 12,5 MPa
1,8 x 10
−15.000 x (0)
σJ = → σJ = 0
1,8 x 10 − 4
−15.000 x ( 0,15)
σK = −4
→ σ K = − 12,5 x 10 6 N / m 2 = − 12,5 MPa
1,8 x 10
V.Q
Cálculo da tensão cisalhante (τ): τ=
b . IZ
5.000 x 0
τI = = 0
0,08 x 1,8 x10 − 4
5.000 x 0,08 x 0,15 x 0,075
τJ = −4
= 3,125 x 10 5 N / m 2 = 0,3125 MPa
0,08 x 1,8 x 10
5.000 x 0
τK = = 0
0,08 x 1,8 x 10 − 4

Exercício 2) Uma viga em balanço tem largura b constante em todo o comprimento igual
a 10 cm e altura variável, como mostra a figura abaixo. Calcule σ máx t , σ máx c e τ máx

no meio da viga e no engaste. Dado; P = 30.000 N


• No meio da viga tem-se:
M = − 30.000 (N) x 2,5 (m) = − 75.000 N.m
V = − 30.000 N

0,10 x 0,15 3
IZ = = 2,8125 x 10 − 5 m 4
12
− 75.000 x (−0,075)
σ máx t = −5
= 200 x 10 6 N / m 2 = 200 MPa
2,8125 x 10
− 75.000 x (0,075)
σ máx c = −5
= − 200 x 10 6 N / m 2 = − 200 MPa
2,8125 x 10
30.000 x (0,10 x 0,075 x 0,0375)
τ máx = −5
= 3 x 10 6 N / m 2 = 3 MPa
0,10 x 2,8125 x 10

• No engaste da viga tem-se:


M = − 30.000 (N) x 5,0 (m) = − 150.000 N.m
V = − 30.000 N

0,10 x 0,25 3
IZ = = 1,3021 x 10 − 4 m 4
12
− 150.000 x (−0,125)
σ máx t = −4
= 144 x 10 6 N / m 2 = 144 MPa
1,3021 x 10
− 150.000 x ( 0,125)
σ máx c = −4
= − 144 x 10 6 N / m 2 = − 144 MPa
1,3021 x 10
30.000 x (0,10 x 0,125 x 0,0625)
τ máx = −4
= 1,8 x 10 6 N / m 2 = 1,8 MPa
0,10 x 1,3021 x 10

Exercício 3: Para a viga abaixo calcule as tensões normais extremas (σmáx T e σmáx C ) e
a maior tensão cisalhante.
∑ FY = 0 → VA + VB = 27.000 N

∑ MA = 0 → 12.000 x 1,2 + 15.000 x 2,7 − VB x 3,9 = 0

VB = 14.076,9 N

∑MB = 0 → VA x 3,9 − 12.000 x 2,7 − 15.000 x 1,2 = 0

VA = 12.923,1 N

0,18 x 0,36 3
IZ = = 6,998 x 10 − 4 m 4
12
16.892,3 x 0,18
σ máx t = −4
= 4,34 x 10 6 N / m 2 = 4,34 MPa
6,998 x 10
16.892,3 x (− 0,18)
σ máx c = −4
= − 4,34 x 10 6 N / m 2 = − 4,34 MPa
6,998 x 10
14.076,9 x 0,18 x 0,18 x 0,09
τ máx = −4
= 325.854,2 N / m 2 = 0,326 MPa
0,18 x 6,998 x10

Exercício 4: A viga abaixo está solicitada por três forças atuando no plano de simetria
vertical. Calcule as tensões normais extremas (σmáx T e σmáx C ) e a maior tensão
cisalhante.
∑ FY = 0 → VA + VB = 12.500 N

∑MA = 0 → 6.000 x 2,0 + 4.500 x 4,0 − VB x 6,0 + 2.000 x 9 = 0

VB = 8.000 N

∑MB = 0 → 6 x VA − 6.000 x 4,0 − 4.500 x 2,0 + 2.000 x 3,0 = 0

VA = 4.500 N
Cálculo do momento de inércia IZ:

b. h 3 0,10 x 0,30 3
IZ = = = 2,25 x 10 − 4 m 4
12 12
Cálculo das tensões normais extremas:
M .y 9.000 x 0,15
σ máx T = = −4
= 6,0 x 10 6 N / m 2 = 6,0 MPa
IZ 2,25 x10
M .y 9.000 x (− 0,15)
σ máx C = = −4
= − 6,0 x 10 6 N / m 2 = − 6,0 MPa
IZ 2,25 x10

V .Q
Cálculo de τmáx: τ=
b IZ
6.000 x (0,10 x 0,15 x 0,075)
τ máx = −4
= 3,0 x 10 5 N / m 2
0,10 x 2,25 10
Convenção de sinais para os momentos fletores M z e M y :

Exercício de Flexão Oblíqua: 1) Uma viga em balanço com 4,0 m de comprimento está
solicitada por duas forças: F1 (vertical) e F2 (horizontal). Calcule na seção transversal do
engaste as tensões normais extremas e o ângulo (φ) que a L. N. forma com o eixo z.

Dados: F1 = 15.000 N; F2 = 27.000 N


Momentos fletores na seção transversal do engaste My e Mz:
M y = 4 x F2 = 4 x 27.000 = 108.000 N.m

M z = 4 x F1 = 4 x 15.000 = 60.000 N.m

My é negativo porque comprime o sentido positivo do eixo z.


Mz é negativo porque comprime o sentido positivo do eixo y (comprime em baixo).
A linha neutra do momento fletor My coincide com o vetor momento porque o eixo y é um eixo
principal de inércia (ΙZY =0).
A linha neutra do momento fletor Mz coincide com o vetor momento porque o eixo z é um eixo
principal de inércia (ΙZY =0).
0,20x 0,30 3 0,30 x 0,20 3
Iz = → I z = 4,5 x 10 − 4 m 4 Iy = → I y = 2,0 x 10 − 4 m 4
12 12
Cálculo da tensão normal na seção transversal do engaste:
M z .y M y .z
σ = +
Iz Iy
60.000 y 108.000z
σ = − −4

4,5x10 2,0 x 10 − 4
60.000 (−0,15) 108.000 (−0,10) 6
σa = − − = 74 x 10 N / m2
4,5x10 − 4 2,0 x 10 − 4
60.000 (0,15) 108.000 (0,10) 6
σb = − − = − 74 x 10 N / m2
−4 −4
4,5x10 2,0 x 10

Na linha neutra σ = 0.
60.000 y 108.000z
0 = − −
4,5x10 − 4 2,0 x 10 − 4
Para z = 0 → y = 0, portanto, a linha neutra passa pelo centróide.
Para z = 0,10 m → y = − 0,405 m

0,405
tg φ = → φ = arctg (4,05) = 76,13o
0,10

Exercício: 2) Sendo dados P = 9.800 N e θ = 72º calcule na seção transversal do engaste:


a) as tensões normais extremas;
b) o ângulo (φ) que a linha neutra forma com o eixo z.
Decompondo-se o vetor momento nas direções principais de inércia:

M z = M cos 18o → M z = 37.281 N.m


M y = Msen 18o → M y = 12.113 N.m

Outra forma de calcularem-se os momentos fletores M z e M y : decompondo-se a força P

No engaste têm-se os seguintes momentos fletores:

M z = Py ⋅ 4,0 = 9.800 ⋅sen 72o ⋅ 4,0 → M z = 37.281 N.m


M y = Pz ⋅ 4,0 = 9800⋅ cos 72o ⋅ 4,0 → M y = 12.113 N.m
M z .y M y .z
σx = +
Iz Iy

37.281y 12.113 z
σx = − + ⇒ σ x = − 17,89 x 10 6 y + 36,34 x 10 6 z
3 3
0,2 ⋅ 0,5 0,5 ⋅ 0,2
12 12

a) σ ax = − 17,89 x 106 (−0,25) + 36,34 x 106 (0,10) = 8,11 x 10 6 N / m 2

σ bx = − 17,89 x 106 (0,25) + 36,34 x 106 (−0,10) = − 8,11 x 10 6 N / m 2

b) Na linha neutra σ = 0

0 = − 17,89 x 10 6 y + 36,34 x 106 z

Para z = 0 → y= 0

Para z = 0,1m → y = 0,203 m

0,203
tg φ = → φ = arc tg (2,03) → φ = 63,8o
0,1

Na flexão oblíqua a linha neutra não coincide com o vetor momento, portanto, a L.N. é
obliqua ao plano que contém o carregamento e o centróide.
Exercícios do item 7.1: 1) Para a estrutura abaixo calcule as tensões normais extremas
e a posição da linha neutra.
Dado: F = 100.000 N

Reduzindo a força F ao centróide tem-se:

MZ = 100.000 (N) x 100 (mm) = 1,0 x 107 N.mm


F M ⋅y My ⋅ z
σ = + z +
A Iz Iy

100.000 1,0 x 107 ⋅ y


σ = − −
200 x 400 200 x 4003
12
σ = − 1,25 − 9,375 x 10 − 3 ⋅ y

Cálculo das tensões normais extremas:

σ máx T = − 1,25 − 9,375 x 10 − 3 (−200) = 0,625 N / mm 2

σ máx C = − 1,25 − 9,375 x 10 − 3 (200) = − 3 ,125 N / mm 2

Equação da linha neutra: σ = 0

0 = − 1,25 − 9,375 x 10 − 3 ⋅ y

1,25
y = = − 133,33 mm
− 9,375 x10 − 3

Exercício 2) Calcule a tensão normal nos pontos f e g e a posição da linha neutra no


engaste. Calcule também a tensão de cisalhamento máxima.
Seção transversal do engaste:
Mz = – 3000 x 3,7 – 5.000 x 2,5 = – 23.600 N.m

F M ⋅y
σ = + z
A Iz
150.000 23600 ⋅ y
σ = − −
0,25 x 0,5 0,25 x 0,53
12

σ = − 1,2 x 106 − 9,06 x 106 ⋅ y

Cálculo das tensões normais:

σ f = − 1,2 x 10 6 − 9,06 x 10 6 ⋅ (− 0,25) = 1,06 MPa


σ g = − 1,2 x 106 − 9,06 x 106 ⋅ ( 0,25) = − 3,46 MPa

Equação da linha neutra: σ = 0

0 = − 1,2 x 10 6 − 9,06 x 10 6 ⋅ y

1,2 x 10 6
y = = − 0,13 m
− 9,06 x10 6
Cálculo de τmáx:
V ⋅Q
τ =
b ⋅ IZ
8.000 x 0,25 x 0,25 x 0,125
τ máx = = 96.000 N / m 2
0,25 x 2,604 x10 − 3
Exercícios do item 7.2: 1) Calcule a área de um pilar, com seção transversal circular, na
qual uma força de compressão (tração) pode atuar e não ocorre tensão normal de tração
(compressão).

An = Área do núcleo central

A n = π R 2 = π 25 2 = 1963,5 mm 2

At = Área total do pilar

A t = π R 2 = π 100 2 = 31.415,9 mm 2
An 1963,5
= = 0,0625 → A n = 6,25% da área total
A t 31.415,9

2) Calcule a área de um pilar, com seção transversal retangular, na qual uma força de
compressão (tração) pode atuar e não ocorre tensão normal de tração (compressão).

An = Área do núcleo central

50 x 100
An = x 2 = 5.000 mm 2
2
At = Área total do pilar

A t = 150 x 600 = 90.000 mm 2


An 5.000
= = 0,0556 → A n = 5,56 % da área total
A t 90.000
Exercícios sobre o capítulo 8: 1) Sabendo que a deflexão máxima da viga abaixo é igual
a 0,6 cm calcule o valor do módulo de elasticidade da viga abaixo. E I = constante.

PL3
v máx =
48 E I

0,15 ⋅ 0,30 3
Iz = = 3,375 x10 −4 m 4
12
26000(6,4) 3
0,006 =
48⋅E ⋅3,375 x10 −4

E = 70,12 x 109 N / m 2 ou: E = 70,12 GPa

2) Calcule a deflexão (flecha) máxima da viga abaixo. E I = constante.


Dados: Ε = 120 GPa; q = 80.000 N/m

b h 3 0,20 ⋅ (0,5) 3
I = = → I = 2,083 x 10 − 3 m 4
12 12
0,00652 qL4
v(0,52L) = v máx =
EI
0,00652 x 80.000 x (5) 4
v máx = = 1,3 x 10 − 3 m
120 x 109 x 2,083 x 10 − 3
Exercícios do Capítulo 9: 1) Investigue se vai ocorrer flambagem do pilar BC. Dados:
ΕBC = 120 GPa; LBC = 4,0 m.

π 2 E I min
Cálculo da carga crítica do pilar BC: PCR =
(L fl )2
50 x 30 3
I min = = 112.500 mm 4
12

L fl = K ⋅ L = 1,0 x 4000 = 4000 mm

π 2 ⋅ 120 x 10 3 x 112500
PCR = = 8.327,5 N
(4000)2
A força de compressão que atua no pilar BC é maior do que a carga crítica ( PCR ) do

pilar. Portanto, vai ocorre flambagem do pilar BC.


2) Resolva o problema anterior considerando-se que o pilar BC está engastado no ponto
C.

π 2 E I min
Cálculo da carga crítica do pilar BC: PCR =
(L fl )2

L fl = K ⋅ L = 0,7 x 4000 = 2800 mm

π 2 ⋅ 120 x 10 3 x 112500
PCR = = 16.994,9 N
(2800)2
FBC < PCR , neste caso não vai ocorrer flambagem do pilar.

3) Calcule o valor crítico da força P. As duas barras têm seção transversal circular com
diâmetro φ = 15mm e módulo de elasticidade Ε = 205 GPa.
0,345
cos θ = → θ = arc cos (0,5) → θ = 60 o
0,69

P
∑ FY =0 → P + F2 sen θ = 0 → F2 = −
sen 60 o
= − 1,155 P

∑ FX =0 → F1 + F2 cos θ = 0 → F1 = − F2 cos θ

F1 = − (−1,155P) cos 60 o = 0,5775 P

π 2 E I min
Cálculo da carga crítica da barra 2: PCR =
(L fl )2

π D 4 π (0,015) 4
I min = = = 2,485 x 10 − 9 m 4
64 64

L fl = K ⋅ L = 1,0 x 0,69 = 0,69 m

π 2 ⋅ 205 x 10 9 x 2,485 x 10 − 9
PCR = = 10.560 N
(0,69)2

Para que ocorra flambagem da barra 2: F2 = Pcr, então:

1,155 P = 10.560 → P = 9.142,9 N

4) A treliça abaixo é formada por quatro barras de aço com seção transversal circular.
Todas as barras têm o mesmo diâmetro φ = 30 mm e módulo de elasticidade Ε =205
GPa. Calcule:
a) a tensão normal na barra CD;
b) o alongamento da barra AC;
c) investigue se a barra AB irá flambar.
∑MB =0 → H D x1,4 − 1200 x 5,6 = 0 → H D = 4800 N

∑ FX =0 → H B − H D = 0 → H B = 4800 N

Diagrama de corpo livre do nó A:

1,4
tan θ = → θ = arc tan (0,5) = 26,57 o
2,8

∑ FY = 0 → FAC senθ − 1200 = 0 → FAC = 2682,8 N

∑ FX = 0 → FAC cos θ + FAB = 0 → FAB = − FAC cos θ

FAB = − 2682,8 cos (26,57 o ) = − 2400 N

Diagrama de corpo livre do nó B:


∑ FX =0 → FAB + FBC cos θ + H B = 0 → FBC cos θ = − FAB − H B

− 2.400
FBC cos θ = − ( − 2400) − 4.800 = = − 2.683,4 N
cos (26,57)

∑ FY = 0 → VB + FBC senθ = 0

VB = − (−2683,4) sen (26,57 o ) = 1200 N

Portanto, VD = 0.
a)
FCD 4800
σ CD = = → σ CD = 6,79 N / mm 2
A CD π ⋅15 2

b)
FAC L AC 2682,8 x 3,13
∆L AC = = 9 2
= 5,79 x 10 −5 m
E AC A AC 205 x 10 ⋅ π (0,015)

π 2 E I min
c) Cálculo da força crítica da barra AB: PCR =
(L fl )2
π D 4 π (30) 4
I min = = = 39760,8 mm 4
64 64

L fl = K ⋅ L = 1,0 x 5600 = 5600 m m

π 2 ⋅ 205 x 10 3 x 39760,8
PCR = = 2.565,3 N
(5600)2

FAB = 2.400 N < PCR = 2.565,3 N, portanto, a barra AB não irá flambar.
Exercícios sobre Análise de Tensões (Cap. 10): 1) Calcule a tensão normal e a tensão
cisalhante nas direções θ = 60º e θ = 150º.

F − 12.000
σx = = → σ x = − 32 MPa
A 15 x 25

Para θ = 60º tem-se as tensões:

σ θ = σ x .sen 2 θ = − 32 . sen 2 60 0 = − 24 MPa

τ θ = −σ x .senθ. cos θ = − (−32)sen 60 o. cos 60 o = 13,86 MPa

Para θ = 150º tem-se as tensões:

σ θ = σ x .sen 2 θ = − 32 . sen 2 150 0 = − 8 MPa

τ θ = −σ x .senθ. cos θ = − (−32)sen150 o. cos150 o = − 13,86 MPa

2) Duas peças de madeira são coladas como mostra a figura abaixo. A cola não pode
ser tracionada e a tensão admissível ao cisalhamento é igual a 4,0 MPa. Investigue se a
solicitação na cola é admissível.
σ θ = σ x sen 2 θ + σ y cos 2 θ + 2τ xy cos θsenθ

( ) (
τ θ = σ y − σ x senθ cos θ + τ xy sen 2 θ − cos 2 θ )
Neste problema: σx = 2,0 MPa ; σy = − 5,0 MPa ; τxy = 0,0
Para θ = 45º tem-se as tensões:

σ θ = 2,0 sen 2 45o − 5,0 cos 2 45o + 0 → σ θ = − 1,5 MPa

τ θ = (− 5,0 − 2,0 )sen 45o cos 45 o + 0 → τ θ = − 3,5 MPa

Conclusão: A solicitação na cola é admissível.

3) Um elemento estrutural fica solicitado pelas tensões indicadas na figura abaixo.


Calcule:
a) as tensões e as direções principais (mostre os resultados em um elemento orientado);
b) as tensões que atuam nos planos que formam ângulos de 100;
c) a maior tensão de cisalhamento do plano xOy e a direção θ3.

2
σx + σy  σx − σy 
a) σ1 = ±   + τ 2xy
2 2  2 

2
35 + 85  35 − 85  2
σ1 = ±   + (− 25)
2 2  2 

então: σ1 = 95,36MPa e σ 2 = 24,64MPa

τ xy − 25
tgθ1 = = → θ1 = −22,50
σ1 − σ x 95,36 − 35
 τ xy   − 25 
tgθ 2 = −  = −
  → θ 2 = 67,50
 σx − σ2   35 − 24,64 

b) Para θ = 10 0 , tem-se as tensões:


σ θ = 35sen 210 0 + 85 cos 2 10 0 + 2(−25) cos 10 0 sen10 0 = 74,94MPa

τ θ = (85 − 35)sen10 0 cos 10 0 − 25(sen 210 0 − cos 2 10 0 ) = 32,04 MPa

2
 σx − σy 
c) τ máx=   + τ 2xy

 2 
2
 35 − 85  2
τ máx=   + (−25) = 35,36 MPa
 2 

 τ + τ xy  35,36 − 25
tgθ3 = −  máx =−
( )
 σ x − σ y ⋅ 0,5  (35 − 85) ⋅ 0,5

θ3 = arc tan (0,4144) → θ3 = 22,510

4) Um eixo maciço está solicitado por um torque Τ = 73.630 N.mm. Para um ponto
localizado na superfície do eixo calcule usando a circunferência de Mohr:
a) as tensões principais e as direções principais (mostre os resultados em um
elemento orientado):
b) τmáx do plano xoy e a direção θ3.
O momento de torção (ou torque) produz um estado de cisalhamento puro.

T. r
τ= (Expressão válida para seção transversal circular)
J

π D 4 π (50) 4
J= = = 613.592,3 mm 4
32 32
73630 x 25
τ xy = → τ xy = 3 N / mm 2
613592,3

Circunferência de Mohr:

Elemento orientado da letra a:

b) τmáx = 3,0 MPa θ3 = 90º


Observação: Ruptura de materiais frágeis e materiais dúcteis:

Exercícios sobre critério de resistência de von Mises (item 10.8)

σ 2x + σ 2y + σ 2z − σ x σ y − σ x σ z − σ y σ z + 3(τ 2xy + τ 2xz + τ 2yz ) < σ 2Y

1) Usando o critério de resistência de von Mises investigue se o eixo abaixo está em

segurança. Dado: σ Y = 100 MPa


F 157000
σx = = 2
= 79,96 x 10 6 N / m 2
A π ( 0,025)

T ⋅r 615 x 0,025
τ = → τx y = 4
= 25,06 x 10 6 N / m 2
J π (0,05)
32

Critério de von Mises:

σ 2x + 3(τ 2xy ) < σ 2Y

(79,96) 2 + 3(25,06 2 ) < 100 2


8.277,6 < 10.000

Segundo o critério de von Mises o eixo está em segurança.

2) Sabendo que σ Y = 240 MPa calcule o valor do momento de torção que inicia o

escoamento do eixo abaixo.

T ⋅r T x 12,5
τ = → τx y = 4
= 3,2595 x 10 − 4 T
J π (25)
32
3(τ 2xy ) < σ 2Y
3(3,2595 x 10 − 4 T) 2 = 240 2
3 x 1,06243 x 10 − 7 T 2 = 57600
57600
T2 = → T = 425.109 N.mm
3,18 729 x10 −7

3) Sabendo-se que σ Y = 320 MPa calcule o valor da força P que inicia o escoamento

da viga abaixo. Use o critério de von Mises.

Cálculo do valor da força P considerando-se a maior tensão normal:


My
σ=
IZ
Onde: M = − 1,50 ⋅P e y = ± 0,15
− 1,50 P (− 0,15)
σa = = 625 P
0,16 x 0,33
12
σ b = − σ a = − 625 P
Para que inicie o escoamento (critério de von Mises):

σ 2x = σ 2Y → σx = σY
Então: 625 P = 320 x 10 6 → P = 512.000 N
Observação: É oportuno lembrar que nos pontos onde a tensão normal é máxima a tensão
cisalhante é igual a zero. Nos pontos onde a tensão cisalhante é máxima a tensão normal é igual
a zero (ver figura abaixo).

Cálculo do valor da força P considerando-se a tensão cisalhante máxima:


VQ
τ=
b IZ
A tensão de cisalhamento máxima é dada por:

P (0,16 x 0,15 x 0,075)


τ máx = = 31,25 P
0,16 ⋅ 3,6 x 10 − 4
Critério de von Mises para cisalhamento puro:

3 τ 2x y = σ 2Y

σY
Ou: τx y =
3
Então: 31,25 P = 320 x10 6 3 → P = 5.912.067 N
L
Nas vigas onde ≥5 pode-se pode-se investigar apenas o momento fletor para o cálculo da
h
força que inicia o escoamento.

4) Usando o critério de von Mises investigue se o elemento abaixo está em segurança.

Dado: σ Y = 320 MPa


σ 2x + σ 2y + σ 2z − σ x σ y − σ x σ z − σ y σ z + 3(τ 2xy + τ 2xz + τ 2yz ) < σ 2Y

50 2 + (−80) 2 + 110 2 − 50x (−80) − 50x110 − (−80) x110 + 3(45 2 + 60 2 + 30 2 ) < 320 2
47.875 < 102.400
Segundo o critério de von Mises o elemento está em segurança.

5) Usando o critério de von Mises calcule o valor da tensão normal σX que inicia o
escoamento do elemento abaixo. Dado: σ Y = 207 MPa

σ 2x + σ 2y + σ 2z − σ x σ y − σ x σ z − σ y σ z + 3(τ 2xy + τ 2xz + τ 2yz ) < σ 2Y

σ 2x + 80 2 + 120 2 − σ x ⋅ 80 − σ x ⋅120 − 80 ⋅120 + 3(0 2 + 40 2 + 50 2 ) = 207 2

σ 2x − 200 σ x + 23.500 = 42.849 → σ 2x − 200 σ x − 19.349 = 0

De onde: σ x = 271,3 MPa e σ x = − 71,3 MPa

6) Usando o critério de von Mises calcule o valor da tensão cisalhante τXY que inicia o
escoamento do elemento abaixo. Dado: σ Y = 150 MPa

σ 2x + σ 2y + σ 2z − σ x σ y − σ x σ z − σ y σ z + 3(τ 2xy + τ 2xz + τ 2yz ) < σ 2Y

0 2 + 80 2 + 120 2 − 0 ⋅ 80 − 0 ⋅120 − 80 ⋅120 + 3(τ 2xy + 40 2 + 50 2 ) =150 2

11200 + 3(τ 2xy + 1600 + 2500) = 22.500


3τ 2xy = 22500 − 11200 − 4800 − 7500 → 3τ 2xy = − 1000

Portanto, para τ xy = 0 o elemento já está escoando.

7) Usando o critério de von Mises calcule o valor da tensão cisalhante τXZ que inicia o
escoamento do elemento abaixo.
Dado: σ Y = 150 MPa

σ 2x + σ 2y + σ 2z − σ x σ y − σ x σ z − σ y σ z + 3(τ 2xy + τ 2xz + τ 2yz ) < σ 2Y


0 2 + 80 2 + 120 2 − 0 ⋅ 80 − 0 ⋅120 − 80⋅120 + 3(0 2 + τ 2xz + 50 2 ) =150 2

11200 + 3τ 2xz + 7500) = 22.500


3800
3τ 2x z = 3800 → τx z = → τ x z = 35,59 MPa
3
• Exercícios resolvidos do Anexo
Exercício 1) Determine as coordenadas do centróide de uma área retangular.

h b
_ ∫A y . dA ∫0 y .dy dz∫0 1  y2 
h

[ ]b 1 h2
y= = =   . z 0 = . .b
A b .h b. h  2  0 b .h 2
_
h
de onde: y =
2

h b
_
z=
∫A z . dA
=
∫0 dy ∫0 z .dz =
1
b
 2
[y]0h .  z  = 1 ⋅ h ⋅ b
2

A b .h b. h  2 0 b .h 2
_
b
de onde: z =
2
O Sistema de referência pode ter origem em qualquer ponto do plano da área.

Para o sistema de referência acima:


_
z = xx mm
_
y =0 →
_
y =
∫A y . dA =0
A
A≠ ∞ então: ∫A y . dA = 0
QZ = ∫A y . dA = 0

O eixo z passa pelo centróide da área A, portanto, o momento estático de uma área
finita em relação a qualquer eixo que passa pelo centróide é nulo.
2) Calcule o momento estático da área hachurada em relação ao eixo horizontal do
centróide.

−160
− 160 60 y2
∫A y . dA = ∫− 200 y. dy . ∫−dz60
60
QZ = = ⋅ z − 60
2 − 200

1 1
QZ =
2
[ ]
(−160) 2 − (−200) 2 ⋅ [60 − (−60)] = [25.600 − 40.000] ⋅ 120
2
Q Z = − 864.000 mm 3
Outra forma de calcular-se o momento estático:

_
y=
∫A y . dA →
_ Q
y= Z → QZ = y ⋅A
_

A A
Q Z = (−180) ⋅ 40 ⋅120 = − 864.000 mm 3
Outra forma de calcular-se o momento estático: através da área abaixo
_
Q Z = y⋅A = 20 ⋅ 120 ⋅ 360 = 864.000 mm 3
3) Calcule o momento estático da área hachurada em relação ao eixo horizontal do
centróide.

_
Q Z = y ⋅ A = 100 ⋅ 200 ⋅120 = 2.400.000 mm 3

• Demonstração do teorema dos eixos paralelos

IZ = I + A. a 2
Z|

IY = I + A.b 2
Y|

∫A ( y )
| 2
I = dA
Z|

∫A ( y + a ) ∫A [( y ) ]
| 2 | 2
IZ = dA = + 2 y | a + a 2 dA

∫A ( y ) ∫A y dA + a ∫AdA
| 2 | 2
IZ = dA + 2a

O momento estático de uma área em relação a um eixo que passa pelo seu centróide é

∫A y dA = 0
|
nulo, então:
IZ = I + A. a 2
Z|

4) Para a área abaixo, determine:


a) o momento de inércia IZ
b) o momento de inércia IY

h 2 b2
a) IZ = ∫A y 2 dA = ∫−h 2 y 2 dy ⋅ ∫−b 2dz
h 2
y3 b2 1  h 3 − h 3   b − b 
IZ = ⋅ z = − ⋅ − 
3 −h 2
−b 2
3  8 8   2 2 

1  h 3 h 3  bh3
IZ =  + ⋅b → IZ =
3 8 8  12

h 2 b2
∫A
z 2 dA = ∫−h 2 ∫−b 2 z
2
b) IY = dy ⋅ dz

b2
h 2 z3 h b3
IY = y −h 2
⋅ =
3 −b 2
12

5) Determine o momento de inércia de uma área circular vazada em relação ao eixo Z.


∫A y
2
IZ = dA onde: dA = rdθ ⋅ dr
y
senθ = → y = r senθ
r
re 2π
∫ (rsenθ) 2 rdθ dr ∫ri ∫0
3
IZ = = r dr sen 2 dθ

re 2π
r4 1
IZ = ⋅ (θ − senθ cos θ )
4 ri
2 0

IZ =
(r 4
e − ri4 1 )
⋅ [(2π − sen 2π cos 2π ) − (0 − sen 0 cos 0)]
4 2

IZ =
(r 4
e − ri4 1
⋅ 2π
) → IZ =
(
π re4 − ri4 )
4 2 4
Ou colocando em função dos diâmetros externo e interno:

π  D   Di   π  D e4 D i4 
4 4
I Z =  e  −    = −
4  2   2   4  16 16 

π 4
IZ =
64
[
D e − D i4 ]
Particularizando para seção cheia (Di = 0):

π D e4
IZ =
64
Observações: 1ª) Existem infinitos eixos de simetria que passam pelo centróide de uma
área circular. Portanto, todos os momentos de inércia em relação aos eixos que passam
pelo centróide são iguais.
2ª ) Não confundir momento de inércia ( I ) com momento de inércia à torção ( J )
I é usado na flexão
J é usado na torção

π D4
IZ = IY = (para seção circular cheia)
64
r2 = z2 + y2

∫A r ∫A (z ∫A z ∫A y
2 2
J= dA = + y 2 ) dA = 2
dA + 2
dA

π D4 π D4 π D4
J = IY + IZ = + =
64 64 32

6) Calcule o momento de inércia de uma área em forma de “ T ” em relação ao eixo


horizontal (Z) do centróide.
Cálculo das coordenadas do centróide:

_
z=0
_ _
_
y=
∫A ydA
=
A 1 y1 + A 2 y 2
=
0,20x 0,50 x 0,25 + 0,80 x 0,10x 0,55
A A1 + A 2 0,50x 0,20 + 0,80 x 0,10
_ 0,069
y= = 0,383 m
0,18

Se o sistema de referência auxiliar for colocado na face superior, tem-se:

_
0,80 x 0,10 x 0,05 + 0,20 x 0,50x 0,35 0,039
y= = = 0,217 m
0,50 x 0,20 + 0,80 x 0,10 0,18
Transladando-se o sistema de referência para o centróide da figura, tem-se:

Cálculo de IZ usando-se o teorema dos eixos paralelos:

IZ = I + A.a 2
Z|

0,8 x 0,13 2 0,2 x 0,5 3


IZ = + 0,8x 0,1 x (0,167) + + 0,2 x 0,5 x (0,133) 2
12 12

I Z = 6,15 x10 − 3 m 4

7) Para a área do exercício anterior calcule o momento de inércia em relação ao eixo y

( I Y ).

0,10 x 0,80 3 0,50 x 0,20 3


IY = + = 4,6x10 − 3 m 4
12 12
8) Para a área abaixo calcule os momentos de inércia principais.

500 x800 3 300 x 400 3


IZ = − = 1,97 x1010 mm 4
12 12
800 x 500 3 400 x300 3
IY = − = 7,43 x10 9 mm 4
12 12
IZ Y = 0 → IZ e IY são os eixos principais de inércia.

I1 = IZ = 1,97 x1010 mm 4

I2 = I Y = 7,43 x10 9 mm 4