Você está na página 1de 95

UTILIDADES INDUSTRIAIS

Prof. Jorge Henrique Escábia

Curso Superior de Tecnologia em Controle de Processos Químicos

Utilidades Industriais – 4º Semestre - Noturno

Faculdade de Tecnologia Anchieta

Módulo 2

2008

1
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.1 Águas naturais e suas características.

2
Prof. Jorge Henrique Escábia
RECURSOS NATURAIS
• Os diferentes tipos de utilização do uso
das águas pelo homem na terra, vem
alterando, de forma irreversível a
integridade dos ecossistemas de águas.
• As alterações podem alterar as
características da água.
• Alteração no manancial, requer
tratamentos adequados e/ou modificações
nos processos de tratamento.
3
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE
USO DA ÁGUA NO MUNDO
9 Hoje em dia contaminantes como lixo.
9 Século XX – 800 litros/dia/habitante.
9 Consumo de água: 59% uso agrícola.
9 19% uso industrial.
9 22% Uso doméstico.
9 680 litros/dia.
9 Crescimento demográfico e consumo.
9 Desenvolvimento de infra-estrutura.
9 Conversão de terras.
9 Agricultura.
9 Espécies exóticas introduzidas.
9 Contaminantes: terra, ar e água.
4
Prof. Jorge Henrique Escábia
FONTES DE ABASTECIMENTO

• Poços profundos: 30%.


• Rios: 37%.
• Lagos e lagoas: 14%.
• Minas e fontes: 8%.
• Açudes e reservatórios: 7%.
• Poços rasos: 4%.

5
Prof. Jorge Henrique Escábia
IMPACTOS QUE ALTERAM AS
CARACTERÍSTICAS DA ÁGUA
• Impactos provocado pelo homem.
• Disposição inadequadas de sólidos e líquidos.
• Aumento do volume gasto diário.
• Esgotos sem tratamento.
• Lixões (aterros sanitários fora do padrão).
• Defensivos agrícolas.
• Garimpos e indústrias de matéria prima de
base.
• Indústrias.

6
Prof. Jorge Henrique Escábia
ALTERAÇÕES PELO HOMEM
• Drenagem de esgotos.
• Lixões.
• Uso de defensivos agrícolas-agrotóxicos.
• Garimpos (metais pesados Hg).
• Indústria.
• Cemitérios (patogenia).
• Drenagem do lençol freático.
• Uso sem controle em processos agrícolas.
• Poços fechados ou abertos.
• Reuso inadequado.
• Outros contaminantes.
7
Prof. Jorge Henrique Escábia
CARACTERÍSTICAS
 IN ‐ NATURA
• pH.
• Turbidez.
• Concentração dos sólidos contidos.
• Condutividade.
• Teor de material orgânico.
• Teor de algas e cianotoxinas.
• Cadeia de amônia.
• Elementos pesados e tóxicos.
• Elementos patogênicos.
• Carga iônica.
• Oxigênio.
8
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.2 Sistema de captação uso e tratamento em


função da aplicação industrial e em
utilidades.

9
Prof. Jorge Henrique Escábia
CAPTAÇÃO
• Águas subterrâneas de superfície.
• Poço caipira.
• Águas de profundidades
• Rios.
• Lagos.
• Mar.
• Represas.
• Cisternas.
• Águas de Geleiras.
10
Prof. Jorge Henrique Escábia
REGRA BÁSICA PARA USO DA
ÁGUA
Toda e qualquer água retirada dos recursos naturais,
deverão ser sempre analisadas quanto aos padrões
requeridos para sua aplicação, seguindo as normas e
métodos reconhecidos tecnicamente. Estas águas
deverão obedecer os requisitos mínimos dos padrões
aceitáveis para aplicação em equipamentos industriais e
toda aplicação que envolve o ser humano direta ou
indiretamente, não importando o tipo e método do
tratamento. Elas devem ser monitoradas analiticamente
em toda etapa do processo de uso, até seu descarte,
devendo ser retornada para natureza na sua melhor
condição, favorecendo a esta para preservação das
espécies.
Prof. Jorge Henrique Escábia 2006 11
Prof. Jorge Henrique Escábia
SISTEMAS DE TRATAMENTOS
• Dessalinização.
• Osmose Reversa.
• Congelamento.
• Eletrodiálise.
• Desmineralização.
• Abrandamento.
• Água USP.
• Águas Subterrâneas.
• Águas de origem meteórica.
• Águas conatas.
• Água de origem juvenil.
• Água potável.
• Água Mineral.
12
Prof. Jorge Henrique Escábia
SISTEMA DE TRATAMENTO
• Dessalinização.
- Dessalinização ou Dessalgamento, remoção dos saís marinhos e impurezas, suficiente
para tornar a água potável.Aplicado em locais desertos, águas salobras, salinas, mar
entre outros. Diferentes mecanismos, através de evaporação da água naturalmente
ou forçado por outros sistemas. Necessita ver toxidez, patologia e recebe após
tratamento adequação para enquadramento aplicação.
• Osmose Reversa.
- Processo espontâneo, onde a água passa de uma solução de baixa concentração
para uma solução de alta concentração. Membrana é composta por polímero
(acetato de celulose ou poliamida). Mais utilizado atualmente, inclusive em
processos de dessalgamento.

13
Prof. Jorge Henrique Escábia
14
Prof. Jorge Henrique Escábia
SISTEMA DE TRATAMENTO
• Congelamento.
- Blocos de gelo; congelamento da água do mar. Custos inviáveis.
• Eletrodiálise.
- Através de uma corrente elétrica contínua que passa pela água salgada e em
sucessivas membranas trocadoras de cátions e ânions alternadamente diminuindo a
concentração salina. Custo caro.
• Desmineralização.
- Composto de reinas aniônicas ou catiônicas, pela passagem da água retém as
impurezas. Primeira resina mineral zeolita. Em 1904 silicato de alumínio artificial,
capacidade 3 vezes maior – Gans. Em 1923 sulfonação do carvão, obteve-se a
primeira resina sintética resistente aos ácidos.

15
Prof. Jorge Henrique Escábia
EMPACOTAMENTOS ‐ RESINAS

16
Prof. Jorge Henrique Escábia
SISTEMA DE TRATAMENTO
• Abrandamento.
- Remoção de parte da dureza, através de resinas ou carbonatação.
• Água USP.
- Águas destinadas a usos farmacêutico, alimentícios entre outros. Consiste em regulamentação,
sistema de deionização, filtração, UV para desinfecção e ultra-filtração para eliminação dos
microorganismos mortos. Consumo imediato.
• Águas Subterrâneas.
- São consideradas águas de profundidade, onde há grande espessura de rocha e outros materiais,
e esta é extraída por poços tubulares escavados, túneis ou outra obra de captação. É possível a
recarga do aqüífero com águas de chuvas, drenagens de ETE´s ou ETA´s. Dependendo das
características deverá ser realizado um tratamento de remoção de minerais indesejáveis,
oxigenação e enquadramento para uso em equipamentos ou para potabilidade.
• Águas de origem meteórica.
- Denominadas águas evaporadas que circundam a litosfera, representam ¼ da água estocada e
estão em altitudes que variam de 750 a 4000 metros de altitude. Requerem tratamento de acordo
com sua aplicação mesmo sendo utilizada em sistema de captação como cisternas e outros. A
presença de contaminantes em potencial.

17
Prof. Jorge Henrique Escábia
SISTEMA DE TRATAMENTO
• Águas conatas.
- Estocadas desde a origem paleolítica, com alto grau de salinidade, estão a
profundidade de 4000 Km em bolsões rochosos, sem recargas. Necessitam de
tratamento para sua utilização.
• Água de origem juvenil.
- Gerada pelos processos magmáticos da terra, em geral pouco volume preservado
em relação as outras águas. É comparada a água de origem meteórica.
• Água potável.
- Processo que consiste em potabilizar a água para consumo humano e após o seu
tratamento poderá seguir para outros tratamentos secundários para aplicação aos
processos requerentes ou usos em equipamentos que necessitam prepará-la do
ponto de vista fisico-químico, microbiológico ou farmacêutico. Pode ser de fonte
subterrânea ou qualquer fonte de superfície como rios, lagos, represas, entre outros.

18
Prof. Jorge Henrique Escábia
TRATAMENTO DA ÁGUA

19
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.3 Tratamento de águas usos e variações em


processos e utilidades.

20
Prof. Jorge Henrique Escábia
TRATAMENTO DA ÁGUA
• Água vem com impurezas.
• Possuí grande quantidade de OD e Sedimentos.
• Águas subterrâneas: CO2; TDS; Dureza teores altos e normalmente
baixo teor de SST.
• Processos removem as impurezas por coagulação, decantação e
filtração.
• Tanque de mistura rápida para adicionar os produtos químicos para
formação de colóides, oxidação, desinfecção, ajuste de pH,
eliminação de odores, estabilização para os floculadores.
• Pré-cloração para reduzir microorganismos e oxidar material que
causa odor.
• Dureza, pH, turbidez, utilizado para verificar a eficiência do
processos.
• COT, utilizado para monitorar poluentes orgânicos.
• Floculação, acontece nos floculadores, tanques com agitação e
gradiente de velocidade pré-calculado para formação dos colóides.
Utiliza-se Jar-Test ou Teste de Jarro.

21
Prof. Jorge Henrique Escábia
TRATAMENTO DA ÁGUA
• Coagulação, utilização de produtos químicos para formação de
colóides.
• Decantação dos colóides, através dos decantadores reduz a
velocidade do fluxo de maneira que os colóides vão para o fundo do
decantador, transformado em massa de lodo, sendo removido por
processo automático ou manual.
• Lodo, compactado por algum processo químico e físico e destinado ao
reuso.
• Filtros de areia,na verdade empacotamento de vários materiais de
granulometria diferentes, com a finalidade de filtrar a água de maneira
que o material restante não decantado fique retido e a água que passa
através deste esteja nos padrões aceitáveis de particulados e outros
materiais.
• Caixa de contato, destina-se a fazer o processo de acertos de pH,
verificação da turbidez, recarga do oxidante, adição de flúor e proceder
a distribuição na rede de abastecimento e reservatórios.

22
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRODUTOS QUÍMICOS
MAIS UTILIZADOS NOS TRATAMENTOS
• Remoção de odores:
- Causas: algas, despejos industriais; esgoto; gases dissolvidos e material mineral
dissolvido.
- Produtos: Ferro na forma ferrosa + 2; manganês na forma manganosa +2 (cor
amarronzada e gosto ferro); gás sulfídrico dissolvido (cheiro e gosto de ovo podre);
compostos orgânicos como MIB – metil-isoborneol e o geosmim (gosto de terra,
gramíneos ou mofo na água), 2-trans, 6-cis-nonadienal e 3 cis-hexenol (relacionados
a algas-azuis). Aminas (peixe), Amônias (Amoníaco), Diaminas (Carne em
decomposição), Sulfetos (ovo podre), Mercaptanas (repolho em decomposição, gás),
Sulfetos Orgânicos (repolho podre), Indol, Escatol (ambos matéria fecal).
- Eliminação: Oxidação da matéria orgânica utilizando agentes oxidantes, através do
potencial REDOX.
- Agentes Oxidantes: Flúor; Radiacal Hidroxila (OH-), Oxigênio Atômico (O), Ozônio
(O3), Peróxido de Hidrogênio (H2O2), Radical perhidroxila (HO2e), Permanganato
(MnO4), Dióxido de Cloro (ClO2), Ácido Hipocloroso (HClO), Cloro (Cl), Bromo (Br),
Ácido Hipoiodoso (HlO), Iodo.
- Complexidade: Potencial REDOX; (k) Constante de Velocidade de Reação; Aeração;
Carvão Ativo;

23
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRODUTOS QUÍMICOS
MAIS UTILIZADOS NOS TRATAMENTOS
• Pré-Cloração:
- Efeitos: Visa a manter a desinfecção da estação de tratamento de água com
agentes oxidantes fortes. Presença de humus, formação de THM – Trihalometanos.
- Produtos usados: Derivados clorados de origem inorgânica como Hipoclorito de
Sódio (NaClO), Hipoclorito de Cálcio (Ca(ClO)2), Cloro Gás (Cl2). 1982 a OPS –
Organização Panamericana da Saúde) demonstrou que misturas de agentes
oxidantes são mais eficazes, denominados MOGGOD (Mixed Oxidant Gases
Generated On-Site for Desinfection) em 1995 substituído para MOGOD (Mistura de
gases oxidantes preparadas e injetadas diretamente no processo).
- Equipamentos usados:
- Equipamentos que geram gás in situ.

TRANSFORMADOR CA/CC
Ânodo NaCl NaOH Cátodo 110 Volts

Titânio/Grafite Aço Inox


24
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRODUTOS QUÍMICOS
MAIS UTILIZADOS NOS TRATAMENTOS
Os produtos gerados por este processo são: radicais Hidroxila; per-Hidroxilos;
Dióxido de Cloro; Peróxido de Hidrogênio; Ozônio entre outros.
As membranas em geral são de Nafion, co-polimeros perfluorados.
- Equipamentos produtores de Hipoclorito de Sódio in situ
Processo semelhante ao anterior, somente não temos a membrana e há uma
produção de solução de Hipoclorito de Sódio e volume pequeno de gás de
Hidrogênio.
- Geradores de Ozônio: Muito utilizado na Europa e Estados Unidos em uso no
Brasil. Melhor processo, pois oxida materia orgânica e inorgânica da água.
Geradores podem variar de fabricante para fabricante. Quando envolve Peróxido de
Hidrogênio método denominado Peroxônio.
- Compostos Olefínicos (ácido oleico ou estireno); Hidrocarbonetos Aromáticos
(cancerígenos); Fenol; Sulfuretos (HS-); Sulfato; Sulfito (HSO3); Nitrito (NO2-); Iodeto
(I-); Bromo (Br-); Amônia (NH3).
Processo denominado Corona, consiste em aplicar uma corrente em fluxo gasoso de
ar ou oxigênio, pela energia gerada há o rompimento da dupla ligação O2 e gera-se o
Oxigênio atômico que reage novamente com O2, formando O3. Não pode ser
armazenado e tem que ser aplicado diretamente.

25
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRODUTOS QUÍMICOS
MAIS UTILIZADOS NOS TRATAMENTOS
- Íon Ferrato IV: Método novo ainda utilizado em escala piloto, obtém-se o ferro com número de
oxidação maior que 2 e 3, chegando a Fe 6+. O Ferrato IV de Sódio é o mais fácil de se obter
Na2FeO4.
- Ácido Peracético: Temos dois tipos de ácidos o PA com concentração de Peróxido de
Hidrogênio 6,9%, e ácido peracético 4,4% e o PAS ou Plus, com concentração de Peróxido de
Hidrogênio 6,9%, Ácido Peracético 4,4% e Ácido Octanóico 3,4%. Consiste em mistura
estabilizada de Peróxido de Hidrogênio, Ácido Peracético e Ácido Acético veículo estabilizante.
Utilizado em processos diversos como indústrias de alimentos pois atua em todos
microorganismos em faixa ampla de pH e não altera odor, sabor e cor.
- Permanganato de Potássio: muito eficaz, mas deixa cor na água e muito caro para ser utilizado
no processo de desinfecção.
- Radiação Ultra-Violeta: eficaz a 254 nm (Nanômetros), atua como bactericida e necessita
sempre da utilização de outro agente oxidante.
- Outros Sistemas: POA (Processos Oxidativos Avançados), combinação de sistemas; Oxigênio
Singlete (Oxigênio paramagnético com estrutura eletrônica Triple, possuí dois elétrons não
emparelhados (3O2)1; Fotocatálise Heterogênea, absorção de energia radiante visível ou UV por
um sólido: TiO2, ZnO, CdS, Fe2O3, ZnS, SiO3, Al2O3, V2O5;

26
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRODUTOS QUÍMICOS
MAIS UTILIZADOS NOS TRATAMENTOS
• Coagulação:
- Produtos mais utilizados neste processo:
- Hidroxi Cloreto de Alumínio [Aln(OH)mCl (3n-m) ]x . PAC. – pH: 6,0 – 7,5.
- Sulfato de Alumínio Al2(SO4)3.n H2O (n=14 a 18) – pH: 6,0 – 8,0.
- Sulfato Ferroso FeSO4.7 H2O – pH: 8,5 a 11,0. (caparrosa verde).
- Sulfato Férrico Fe2(SO4)3 - pH: 5,0 – 11,0.
- Caparrosa Clorada Fe2(SO4)3.FeCl3 – pH: 5,0 – 9,0.Sol.Sulfato Ferroso + gás Cl.
- Cloreto Férrico FeCl3-.6 H2O – pH: 6,0 – 9,0.
- Aluminato de Sódio NaAl2O4 – pH: 6,0 – 8,5.
- Tanino – polihidroxidofenólico.- metais pesados, - pH: 4,5 a 8,0.
- Alguns agentes de alcalinização: Bicarbonato de Sódio NaHCO3, Carbonato de
Sódio Na2CO3, Hidróxido de Sódio NaOH, Óxido de Cálcio CaO e Hidróxido de
Cálcio Ca(OH)2
• Floculação:
- Silica Ativa : conseguida através de uma solução de silicato de sódio em água a
1,5%, após neutralização por H2SO4 (ácido sulfúrico) e diluida até obter teor de SiO2
entre 0,5 a 1,0%.
- Polieletrólitos: obtidos de proteínas e polissacarídeos de natureza natural ou
sintética, com características catiônicas, iônicas e não-iônicas de acordo com a
cadeia polimérica.

27
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRODUTOS QUÍMICOS
MAIS UTILIZADOS NOS TRATAMENTOS
• Decantação:
- Os decantadores possuem vários formatos e destinam-se a reduzir a velocidade
do fluxo de água, formação dos flocos (colóides) e estas partículas sob a ação da
gravidade, desce verticalmente com movimento acelerado, até que a resistência do
fluído se aproxime e entre em equilíbrio com o floco adquirindo velocidade de
decantação, obedecendo uma proporcionalidade ao peso e tamanho de partícula.
Não é comum nesta fase se adicionar produtos químicos.
• Filtração:
- Microfiltração: 0,1 a 2,0 µm – Remoção de sólidos.
- Ultrafiltração: 0,01 a 0,1 µm – Substâncias coloidais, bactérias e pirogênios.
- Nanofiltração: 0,001 a 0,01 µm - Virus, íons orgânicos e substâncias com PM>400.
- Osmose Reversa: 0,0001 a 0,001 µm - Compostos Orgânicos, sais dissolvidos,
virus, bactérias e pirógenio.
- Material interno filtros convencionais:
- Areia varias granulometrias.
- Material mineral.
- Antracito.
- Tipos: Ascendente, descendente, filtração sobre pressão.
- Rápidos: > 180 m3/m2/dia
- Lentos: 3 a 14 m3/m2/dia.
28
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.4 Variáveis de controle e controle de


processos

29
Prof. Jorge Henrique Escábia
TRATAMENTO DE ÁGUA
• Aspectos Físicos. • Chumbo.
• Temperatura. • Cianeto.
• Turbidez.(Secchi, UJT, FAU, • Cloretos.
NTU).
• Intrusão Salina.
• Côr.
• Cobre.
• Gosto e Odor.
• Cromo.
• Condutividade.
• Ferro e Manganês.
• Sólidos.
• Fosfato.
• Aspectos Químicos.
• Mercúrio.
• Acidez.
• Nitratos e Nitritos.
• Alumínio.
• Prata.
• Alcalinidade.
• Selênio.
• Agentes Tensoativos Sintéticos.
• Sulfatos.
• Arsênio.
• Oxigênio.
• Bário.
• Zinco.Avaliação dos Nutrientes.
• Cádmio.
• Eutrofilização.
• Cálcio e Magnésio.
• Componentes Orgânicos.
• Carga Iônica.
• Água de lastro.
• Dureza temporária.
• Microbiologia. 30
• Dureza permanente.
Prof. Jorge Henrique Escábia
• DBO, DQO e TOC
CONTROLANDO A ÁGUA
• Aspectos Físicos.
- Cor, Cheiro e Odor.
• Temperatura.
- Influência no processo biológico, solubilidade dos sólidos e minerais (ideal
entre 4,4 a 10 º C.
• Turbidez.(Secchi, UJT, FAU, NTU).
- Difusão ou absorção da luz nas partículas sólidas.(Plâncton; Bactérias;
Argilas; Silte; Fonte de poluição; outros.
• Cor.
- Decomposição da água de superfície; presença de íons metálicos (Fe –
avermelhada; Mg – amarelada; Cr – esverdeada; entre outros). Verdadeira
e Aparente. Material dissolvido ou colóides. (ácido húmico).
Cryptosporidium sp e Giardia (0,45 microns).
• Gosto e Odor.
- Decomposição de matéria orgânica ou atividade biológica dos
microorganismos.
31
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• Condutividade.
- Determinada pela presença de substâncias dissolvidas, cátions e ânions. Relação
direta com a quantidade de sólidos totais dissolvidos na água (TDS).
• Sólidos.
- Toda impureza não dissolvida, classificado quanto ao tamanho e propriedades
químicas.A condutividade é relacionada diretamente com a quantidade de TDS
contidos na água: TDS mg/L = µS/cm x 0,64.
• Aspectos Químicos.
- Classificação pelo conteúdo mineral através de íons presente; grau de contaminação
(origem dos poluentes); poluentes tóxicos e suas fontes; equilíbrio bioquímico para
manutenção da vida aquática; avaliação de nutrientes; interferentes de atividade.
• Acidez.
- Presença de Dióxido de Carbono (CO2) livre, ácidos minerais e sais de ácidos fortes,
íons de hidrogênio na solução Acidez carbônica faixa de 4,5 a 8,2. Gás neutralizado
abaixo de 4,5 ou acima de 8,2.
• Alumínio.
- Excesso provoca danos ao sistema nervoso central.

32
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• Alcalinidade.
- Resultante de sais de ácidos fraco, carbonatos, bicarbonatos, hidróxidos, silicatos e fosfatos
presente na água.Processo de coagulação e floculação. Carga Iônica. Incrustações e corrosões
em tubulações de ferro fundido.
- Alcalinidade a Hidróxidos (OH-).
- Alcalinidade a Carbonatos (CO3).
- Alcalinidade a Bicarbonato (HCO3.).
- pH > 9,4 – Hidróxidos e Carbonatos.
- pH 8,3 – 9,4 Carbonatos e Bicarbonatos.
- pH 4,4 – 8,3 Bicarbonatos.
• Agentes Tensoativos Sintéticos.
- Formação de espuma; gosto e odor; coagulação; decantação; filtração; aumento do teor de
fósforo.Tensoativos.
• Arsênio.
- Indústria de vidro; inseticidas; herbicidas; efeito acumulativo; envenenamento.
• Bário.
- Carbonato de Bário na natureza; sistema nervoso,; metal não aceito pelo organismo
humano.Fatal.
• Cádmio.
- Efeito acumulativo; tóxico; indústrias galvanoplastia e tintas; intoxicação por
alimentos e bebidas; mutações, doenças do fígado e à hipertensão.
33
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• Cálcio e Magnésio.
- Incrustações em caldeiras e tubulações; redução da transferência de calor;
acelerador dos processos de corrosão; explosões; organismo humano expele
excessos; cálcio para o crescimento; pedra do leite em laticínios.
• Carga Iônica.
- Mananciais apresentam cargas negativas; floculação; dosagem automática sem jar-
test; melhoria da eficiência e economia.
• Dureza temporária.
- Dureza de bicarbonatos envolvendo sais de cálcio e magnésio; calor ou meio básico,
transformam-se em carbonatos insolúveis.
• Dureza permanente.
- Presença de Sulfatos ou Cloretos; influência somente pela alcalinidade do meio.
• Chumbo.
- Galvanoplástia e bateriais; saturnismo; imperadores romanos & vinhos como
flavorizantes; cumulativo no organismo.
• Cloretos.
- Algumas regiões MG; níveis baixos; aumento da corrosão da água.
34
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• Cianetos.
- Despejos industriais; mortandade de peixes em 20 minutos.
• Intrusão Salina.
- Migração da água do mar na captação de água doce; aumento de cloretos; presença
em águas subterrâneas costeiras.
• Cobre.
- Utilizado em controle das algas; tóxico problema no metabolismo; excesso de
corrosão nas tubulações, válvulas e equipamentos.
• Cromo.
- Galvanoplástia; tintas; explosivos; na forma hexavalente é tóxico, devendo ser
transformado em cromo 3.
• Fluoretos.
- Águas naturais na forma de Fluoreto; dentição; ingestão de 2,5 mg dia; alguns
estudos se opõe contra a indicação.
• Ferro e Manganês.
- Ferro associado ao Manganês; gosto ruim na água; facilmente oxidados os
hidróxidos tendem a flocular e a decantar; tubulações industriais.
35
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• Fosfatos.
- Nas suas mais variadas formas: PO43-; HPO42-; H2PO41-; formas mais abundantes
polifosfatos e fósforo orgânico; crescimento de algas (eutrofilização); nutriente para
atividade microbiológica.
• Mercúrio.
- Veneno; cumulativo; garimpo; peixes.
• Nitratos e Nitritos.
- Nitrato (NO3); Nitrito (NO2); amônia (NH3 - NH4); nitrogênio molecular (N2); nutriente
de algas e microorganismos; descargas de esgotos.
- Prata.
- Aplicado em filtros em revestimentos para fins de desinfecção. Não comum nos
mananciais. Cuidado com a prata coloidal, coloração cinza-azulada.
• Selênio.
- Carcinogênico (provoca câncer); afeta seres humanos e animais; proteção contra
metais pesados (Mercúrio, Prata, Cádmio e Tálio).
• Sulfatos.
- Tem ação laxativa sulfato de magnésio (sal de Epson) e sulfato de sódio (sal de
Glauber). Estão relacionados a dureza.

36
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• Oxigênio.
- Oxigênio Dissolvido na água é importante para o homem; águas subterrâneas podem não ter
quantidade suficiente (oxidação dos minerais); 7,0 – 8,0 mg/L em média.
• Zinco.
- Toxidez baixa; acima de 5 mg/L, poderá alterar o sabor da água. Ocorrência alta em minérios de
zinco,
• Avaliação dos Nutrientes.
- Análise de fosfatos e nitratos; eutrofilização (transformação dos nutrientes dissolvidos em matéria
vegetal – Algas – Verdes – Azul – Vermelhas). Ocorrência em qualquer meio aquático.
• Eutrofilização.
- Deriva do grego Bem Nutrito; organismos que absorvem luz solar fotossintizantes, álgas
plactônicas ( fitoplâncton) denominados cianobactérias – substâncias tóxicas. Alguns organismos
não necessitam de luz para esta ocorrência. Esgotos domésticos. Ausência de oxigênio na água;
geração de odor gás sulfidrico (H2S) e metano (CH4); algas em abundância; produção de toxinas;
altas concentrações de material orgânico (desinfecção por clorados – THM –Trihalometanos);
redução das espécies e das plantas; redução de OD (oxigênio Dissolvido); toxinas e aumento da
incidência dos efeitos agudos sobre o ser humano.
• Componentes Orgânicos.
- Maior causa: agrotóxicos e derivados orgânicos.

37
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLANDO A ÁGUA
• DBO.(Demanda Bioquímica de Oxigênio).
- Controle da carga de oxigênio necessário para ser consumido durante o processo de
bioidegradação natural.
• DQO.(Demanda –Química de Oxigênio).
- Controle da quantidade de Oxigênio necessário para reagir os compostos químicos contido no
meio de degradação não biológico.
• Água de lastro.
- Contaminantes e espécies aquáticas transportados através dos oceanos, trazendo desequilíbrio
dos ecossistemas e contaminações transcontinentais.
• Microbiologia.
- Aspectos toxidez por contaminantes fecais e microorganismos patogênicos entre eles as
bactérias, protozoários, vírus entre outros: Salmonella spp, Vibrio Cholerae, Escherichia coli,
Shigella spp, Yersínia enterocolítica, Clostridium perfringens, Campylobacter spp,Leptospira spp,
Micobacterium tuberculosis, Klebsiella pneumoniae, Protozoários, Fungos, Staphylococcus
aureus, Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium, vírus da Hepatite A, Rotavirus,
Adenovirus, Echovirus.
• TOC.
- Carbono Orgânico Total, utilizado para verificação de orgânicos contaminantes em
meio aquosos.

38
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.5 Fluxogramas de Processos.

39
Prof. Jorge Henrique Escábia
FLUXOGRAMA
¾ Após o desenvolvimento do Projeto Básico,
inicia-se o detalhamento através dos
fluxogramas, lay out, folha de dados e materiais.
¾ Fluxograma básico – Projeto todo.
¾ Descritivos. – Detalhamento de materiais por
área de construção. Folha de Dados.
¾ PI & D – fluxograma detalhado com Tubulações,
Revestimentos, Instrumentação, Malha de
Controle, Equipamentos, Segurança entre
outros.
¾ Manuais e Procedimentos.
40
Prof. Jorge Henrique Escábia
INFORMAÇÕES DE UM
FLUXOGRAMA
™ Fluxogramas, serve para detalhamento dos Projetos.
™ Informações gerais.
™ Tubulações.
™ Equipamentos.
™ Balanço de Massa.
™ Revisões.
™ Instrumentação.
™ Malha de controle.
™ Fluxos.
™ Segurança.
™ Edificação.
41
Prof. Jorge Henrique Escábia
LCI

T-1

BOMBA T-1

Projeto UT
JHE

42
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.6 Problemas em circuitos de águas.

43
Prof. Jorge Henrique Escábia
PROBLEMAS MAIS COMUNS
• Variações na qualidade da água tratada.
• Ineficiência dos equipamentos de tratamento.
• Aumento na concentração dos produtos contidos em circuitos
fechados.
• Queda na concentração dos produtos químicos levando ao
desequilíbrio químico dos sistema.
• Baixa eficiência dos equipamentos.
• Aumento nos níveis de corrosão.
• Fragilização dos materiais.
• Aumento dos custos operacionais.
• Necessidade de redução dos ciclos de manutenção.
• Redução dos tempos dos ciclos de recuperação ou regeneração
dos equipamentos.

44
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.7 Automação dos sistemas.

45
Prof. Jorge Henrique Escábia
AUTOMAÇÃO
( Monitoramento )

¾ É a chave para o custo do Controle


do Processo.
¾ É a chave para atender Normas
Reguladoras.
¾ É a chave para o Controle do
Processo.

Prof. Jorge Henrique Escábia


AUTOMAÇÃO ?
™ Informação em tempo real
™ Apresentação de gráficos de tendência
instantânea
™ Protocolo de comunicação
™ Possibilidade de configuração remota
™ Capacidade de armazenamento dos
dados
™ Indicação de alarmes e de eventos
operacionais
™ Execução de funções de controle
avançado e otimização
™ Monitoramento on-line através de telas
gráficas 47
Prof. Jorge Henrique Escábia
VANTAGENS  DA
AUTOMAÇÃO
Operação desassistida
Flexibilidade operacional
Economia de energia elétrica
Menor custo de manutenção
Autodiagnose
Deslocamento de operadores para outras
áreas
48
Prof. Jorge Henrique Escábia
Computador
Software
Supervisão
PC Relatórios / Gráficos

Bombas
Controle CLP Válvulas
Controle on-line

Analisadores
Análise INSTRUMENTAÇÃO Sensores

49
Prof. Jorge Henrique Escábia
ANÁLISE
NO
LABORATÓRIO
OU
NO PROCESSO ?

50
Prof. Jorge Henrique Escábia
LABORATÓRIO
 ou PROCESSO

O Monitoramento pode ser feito coletando


amostras simples ou compostas e em
seguida analisadas no laboratório.
O Requer bastante tempo e trabalho.
O Possibilidade de resultados duvidosos,
devido a variações na técnica de
amostragem e / ou análises.

Prof. Jorge Henrique Escábia


LABORATÓRIO  x  ou PROCESSO

Amostragem simples ou composta pode


não detectar um problema cedo o
suficiente para prevenir problemas ou
falhas no processo.
falta ou excesso de produtos químicos,
poluentes, desequilíbrios sistêmicos,
entre outros fatores que afetam os
meios
Prof. Jorge Henrique Escábia
LABORATÓRIO
  ou PROCESSO
• Análises automatizadas ( on-line ) é a chave
para resolver problemas críticos de controles
e monitoramentos e economizam tempo e
trabalho, tornando as ações mais rápidas e
efetiva.
• Detecção rápida e correção de
anormalidades em cada unidade do processo
podem diminuir custos e manter o controle
destes e a realização de estudos de
tendências.

Prof. Jorge Henrique Escábia


LABORATÓRIO
  ou PROCESSO

• Instrumentos on-line no processo


podem também ser usados para
controlar automaticamente a
dosagem dos produtos químicos,
ou realizar monitoramento de
parâmetros, mantendo o controle.

Prof. Jorge Henrique Escábia


A N A L I S A D O R E S
D E   P R O C E S S O 

Instrumento de processo é uma


forma de automatizar teste de
laboratório, obtendo um controle
e monitoramento contínuo
através de análise on-line.

Prof. Jorge Henrique Escábia


VANTAGENS
O Análises contínuas do processo
O Problemas são detectados
imediatamente
O Economiza tempo do operador
O Otimiza a mão de obra
O Erro operacional fica reduzido
O Economia - custo de reagentes x
testes de laboratório
Prof. Jorge Henrique Escábia
RAZÕES PARA ESCOLHA
DE UM INSTRUMENTO

Q Manutenção baixa
Q Atender suas necessidades
Q Confiança
Q Operação fácil
Q Características
Q Custo
Prof. Jorge Henrique Escábia
INSTALAÇÃO  DA
 LINHA DE AMOSTRAGEM
O Localize o instrumento o mais perto
possível do processo.
O A amostra deve ser representativa do
todo.
O Tomada da amostra
O Tomada da amostra pelo topo, tendo
certeza que a tomada fique imersa o
tempo todo.
Prof. Jorge Henrique Escábia
POBRE
POBRE

BOM

ÓTIMO

Prof. Jorge Henrique Escábia


CONDICIONAMENTO DA
AMOSTRA
ƒ Vazão da amostra
ƒ Pressão da amostra
ƒ Temperatura da amostra
ƒ Filtração da amostra

Prof. Jorge Henrique Escábia


OUTRAS
CONSIDERAÇÕES  DE  INSTALAÇÃO

ƒ Dreno para pressão de retorno e


ventilação
ƒ Conexões elétricas
ƒ Conexões para alarme
ƒ Conexões para registrador
ƒ Conexões para interface serial
ƒ Transferência de dados
Prof. Jorge Henrique Escábia
AJUSTE NA
AUTOMAÇÃO
PARADOXO - Exemplo
•Situação antes da automação:
16 análises / mês fora da faixa
de aceitação.
• Situação logo depois da
automação:
• 27 análises / mês fora da
faixa de aceitação.
• POR QUE ?
62
Prof. Jorge Henrique Escábia
MALHA DO SISTEMA
Produto químico

Analisador
CLP
Bomba

Influente Efluente
Caixa de
Mistura

63
Prof. Jorge Henrique Escábia
Sensor
MALHA DO  SISTEMA
( LOOP )

+ A capacidade da bomba (ou válvula )

+ O tipo da caixa de mistura

+ A localização do sensor de análise

+ Todos tem muita influência na dosagem


automática.
+ Característica do Manancial
64
Prof. Jorge Henrique Escábia
MALHA DO  SISTEMA
 ( LOOP )
< Ajuste e reajuste no controlador ( CLP ) é essencial
para otimizar a automação. Um grande fator de
desempenho é o tempo de demora da malha:
< O tempo de resposta do sensor ( analisador )
< Tempo necessário para liberar o produto químico
no processo ( CLP + bomba )
< Tempo para que o produto químico misture e reaja
com o processo ( tempo de residência )
< Tempo necessário que a amostra homogênea
chegue ao sensor ( linha de amostragem )

65
Prof. Jorge Henrique Escábia
MALHA DO  SISTEMA
( LOOP )
• Se os tempos da malha são tão
longos ou a mistura não é
completa ( insuficiente tempo de
residência ), o controle será
pobre, mesmo sendo otimizado o
ajuste do CLP.

66
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONDIÇÃO  IDEAL DE
AUTOMAÇÃO
Processo bem definido.
¾

¾ Confiabilidade na instrumentação.

¾ Malha bem ajustada.

¾ CLP bem ajustado.

¾ Treinamento do pessoal

¾ Anormalidade no processo, demanda as


vezes, atuação manual.
67
Prof. Jorge Henrique Escábia
MÃO DE OBRA

• A Automação pode adequar a mão de


obra, otimizando os recursos Humanos.
• A não Automação elimina a empresa
• Caso carburador
• Retroescavadeira
• Relojoeiro

68
Prof. Jorge Henrique Escábia
MANUTENÇÃO

x Equipe do Cliente interessada e


treinada
x Serviços simples nos
equipamentos
x Contratos de manutenção
preventiva
x Equipamentos reservas
69
Prof. Jorge Henrique Escábia
COMUNICAÇÃO

9Controle a distância
9Dados a distância
9Rádio
9Modem ( telefone )
9Satélite
70
Prof. Jorge Henrique Escábia
SISTEMA DE TELEMETRIA

· SCADA - Supervisory and Data Acquisition


· RTU - Remote Terminal Unit
· Rádio Convencional - Faixa de 400 MHz
· Rádio Convencional - Faixa de 900 MHz
· Rádio para dados - 400 / 900 MHz
· Rádio Trunking - área urbana
· Fibra Ótica - Conecta em rede Ethernet / RS-485
· Ethernet - Redes locais
· Satélite - Microondas

71
Prof. Jorge Henrique Escábia
PRINCIPAIS REQUISITOS
PARA APLICAÇÃO DE TELEMETRIA

¾ Eficiência do Sistema
¾ Largura da banda de transmissão
¾ Possibilidade de transmissão/expansão
¾ Tempo no transporte dos dados
¾ Protocolos de comunicação
¾ Sistemas de alimentação de energia
¾ Polling de varredura
¾ Sistema capaz de integras protocolos abertos
ou fechados
72
Prof. Jorge Henrique Escábia
MEIOS DE TRANSMISSÃO
Via Cabo
ƒ Os meios mais comuns hoje utilizados nas
transmissões de dados são as fibras óticas e os
cabos de pares trançados.
ƒ Cabos de pares trançados: fio de cobre como um
cabo de telefone trançados. UTP/STP
ƒ Diferenças é a capacidade de transmissão em Mbps
- distância máxima de 100 metros.
ƒ Cabos de fibra ótica: condutores de fibra de plástico
para até 100 metros e fibra de vidro/quartzo até 100
km
ƒ Diferenças: um feixe ou múltiplo feixe, capacidade de
transmissão de até 2 Gbps.
73
Prof. Jorge Henrique Escábia
MEIOS DE TRANSMISSÃO ‐ Sem Cabo
Onda de Rádio ‐ Freqüência
9Onda de rádio - Surgiu na 9Freqüências altas reguladas
2 ª Guerra. pela ANATEL.
9Em 1980 autorização para 9Freqüência baixas - livres.
uso nos EUA. 9Regulamentação pelo IEEE.
93 faixas de rádio 9Células pesadas até 50
freqüência. dispositivos.
9 Hoje processam entre 10 9Células leves até 200
Mbps até 20 Mbps. dispositivos.
9 Até 16 Km de distância. 9Regulamentado pela BSS
9Ondas curtas. (Basic Service Set) IEEE
9FM e VHF. 802.11.
9UHF.
74
Prof. Jorge Henrique Escábia
MEIOS DE TRANSMISSÃO ‐ Sem Cabo
Microondas

¾Sistema terrestre - utilizam


antenas parabólicas ¾Sistema via satélite -
direcionadas (visada diretas). utilizam antenas parabólicas
¾Sinais são de freqüência e satélites de órbita
baixa de GHz. 4 - 23 GHz geossíncrona.
¾Capacidade 10 Mbps. ¾Propagação do sinal 500
¾EMI - baixa imunidade. ms a mais de 5 segundos.
¾Necessita de transceptor ¾Capacidade 10 Mbps.
para gerar sinais. ¾EMI - baixa imunidade.
¾Normalmente utilizado para
contato entre prédios.

75
Prof. Jorge Henrique Escábia
MEIOS DE TRANSMISSÃO ‐ Sem Cabo
Sistema Infravermelho

9Utiliza diodo emissor de luz (LED) ou diodos


injetores de laser (ILDs) e fotodiodos para troca
de dados entre estações.
9Utiliza ondas magnéticas através da luz ou
fótons de uma pequena faixa do espectro.
9Alta freqüência das ondas possibilita altas
taxas de dados.
9Tecnologia é nova.
9Capacidade de 100 GHz a 1000 THz.
916 Mbps (1 Km).
76
Prof. Jorge Henrique Escábia
SINAIS ANALÓGICOS e DIGITAIS
mais utilizados nas transmissões
¾4 - 20 mA - Sinal proporcional, elétrico: se baseiam em
estados continuamente variáveis das ondas
eletromagnéticas, representadas por senóides, tendo
amplitude, freqüência e fase. Podem ser transformados
em sinais digitais.
¾RS-232C - Terceira revisão do padrão original RS-232.
Número de conexões 25, sistema de 9 pinos, incluí no
protocolo características mecânicas, elétricas, funcionais
e engenharia de processo da interface.
¾Comprimento máximo do cabo 15 metros.
¾Taxa de transmissão 20 Kbps.
¾É limitada pela baixa taxa de transmissão e pequenos
comprimentos da linha.

77
Prof. Jorge Henrique Escábia
RS ‐ 232C

Terra de proteção (1)

Tranmissão (2)

Recepção (3)
Modem
Computador
Request To Send (4)
(DCE)
(DTE) Clear To Send (5)

Data
Data Data Set Ready (6)
Circuit
Terminal
Commom Return (7) Terminating
Equipment
Equipment
Carrier Detect (8)

Data Detect Ready (20)

78
Prof. Jorge Henrique Escábia
COMO FUNCIONA
RS‐232C
™ Se o computador é ligado, o DTR (pino 20) vai para o nível
lógico 1.
™ Se o modem é ligado, isto é confirmado pelo DSR (pino 6).
™ Quando o modem detecta um portadora, sinaliza através do
Carrier Detect (pino 8).
™ Clear to Send (pino 5) significa que o modem está pronto
para receber dados.
™ Dados são enviados pela linha de transmissão (pino 2) e
recebidos via linha de recepção (pino 3).
™ As outras conexões são usadas para realizar funções como
especificar a taxa de transmissão, sincronismo, reconhecer
tom na linha telefônica, etc...
™ A engenharia do processo especifica a seqüência na qual
os eventos acontecem ou podem aparecer.
™ O protocolo é definido pelos pares de reação do sistema
79
Prof. Jorge Henrique Escábia
RS‐449
¾ É dividido em duas partes: RS-423A e RS-422A.
¾ RS-423A utiliza linha de transmissão assimétrica,
enquanto o RS-422A utiliza cabo de transmissão
simétrico (par trançados).
¾ O comprimento pode chegar até 60 metros.
¾ Taxa de transferência de 2 Mbps.
¾ O protocolo RS-485 é utilizado na camada física dos
sistemas Fieldbus.

80
Prof. Jorge Henrique Escábia
LINK DE DADOS

• Topologia lógica.
• Acesso ao meio de transmissão.
• Endereçamento.
• Comutação das mensagens.
• Rota.
• Sincronização de transmissão.
• Serviços de conexão.

81
Prof. Jorge Henrique Escábia
LINK DE DADOS
 Camada de Aplicação
° Inicialização da estação.
° Aquisição de dados por sondagem (polling).
° Transmissão cíclica de dados.
° Aquisição de eventos.
° Sincronização de totais integralizados.
° Transmissão de comandos.
° Carregamento de parâmetros.
° Procedimentos de testes.
° Transferência de arquivos (simples).
° Aquisição de atraso de tempo da transmissão.
° Interrogatório Geral.
82
Prof. Jorge Henrique Escábia
FIELDBUS
• Rede de comunicação digital para aplicação em
transmissão de dados na industria em
substituição aos sinais analógicos de 4 - 20 mA.
• Denominado também bus de campo.
• Utilizado para conectar dispositivos como:
controladores, transdutores, atuadores e
sensores.
• Dispositivos inteligentes e auto gerenciáveis.
• Capacidade bidirecional.
• Descentralização da rede de controle.
• Evolução: 3 - 15 psi -1940 / 4 - 20 mA - 1960 / era
digital 1970 e 1980 sensores inteligentes.
• Padronizado em 1996 pela ISA - SP50. 83
Prof. Jorge Henrique Escábia
FIELDBUS ‐ Estrutura
¾ Padrões de comunicação: OSI (Open Systems
Interconnection) níveis 1,2 e 3 e Fast Ethernet.
¾ Conexões físicas: RS-485 e RS-232.
¾ Protocolos de acesso em enlace: séries de
funções e serviços de rede mediante códigos de
operação padrão.
¾ Cada fabricante possuí comunicação padrão.
¾ Velocidade: de 1 Mbps até 40 metros e entre 64 e
250 Kbps até 350 metros.
¾ Número de periféricos: até 30 no máximo e
ramificações de até 60 elementos.
¾ Protocolos dos elementos devem ser de domínio
público. (abertos).
¾ Profibus, Modbus, LonWorks, Multibus II,
DeviceNet,Futurebus +, CAN, SwiftNet entre 84
outros.
Prof. Jorge Henrique Escábia
O QUE AUTOMATIZAR ?
°Manancial
°Captação de Água Bruta
°Poços
°Processo
°Distribuição - elevatória, reservatório
°Controle de perdas
°Segurança patrimonial

85
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONTROLADOR LÓGICO
PROGRAMÁVEL‐ CLP
°Definição: substitutos dos relês que
executam sub-rotinas, resolvem
expressões matemáticas complexas e se
comunicam entre si através de cabos.
°Capacidade de processamento
°Protocolo de comunicação
°Padronização
°Alta velocidade de processamento
86
Prof. Jorge Henrique Escábia
CONCEITOS
• Automação - funcionamento de máquinas ou
grupos de máquinas atendendo uma
programação, com a menor interferência
humana.
• Telemetria - técnica da obtenção,
processamento e transmissão de dados a
distância.
• Telecomando - Realização de manobra a
distância por meio de dispositivos elétricos e
eletrônicos.
• SOMATÓRIA DAS TÉCNICAS 87
Prof. Jorge Henrique Escábia
Água Natural

Água Potável Água Industrial

Efluentes

Prof. Jorge Henrique Escábia


DIAGRAMA DE FLUXO DE TRATAMENTO DA
ÁGUA POTÁVEL
Alcalinidad Sensor Sensor de
e de Turbidez
Medidor de Turbide Cloro
vazão z Flúor
Dureza
pH
Alumínio
FLOCULADOR FILTROS

Água
Final
MISTURADOR
Água DECANTADOR RESERVATORIO

Bruta

Turbidez Monitor Turbidimetro


TOC de de Lavado
Coagulante
pH Descarte
Prof. Jorge Henrique Escábia
DIAGRAMA DE FLUXO DE TRATAMENTO DE
EFLUENTES
Turbidez Turbidez

CLARIFICADOR CLARIFICADOR
CAMARA PRIMARIO SECUNDARIO
DE PEDRAS

AERAÇÃO
BASICA
BOMBA CAMARA DE
DESINFEÇÃO

TELA Retorno
TOC do lodo BOMBA
pH
Cloro
pH Turbidez
Condutividade Fosfato
Turbidez TOC

Efluentes
Prof. Jorge Henrique Escábia
DIAGRAMA DE FLUXO DE GERAÇÃO DE
pH
Alcalinidade VAPOR
Condutividade
Sílica Sílica
Sílica
Seqüestraste de Oxigênio Condutividade
Dureza
pH pH
Turbidez TURBINA CONDENSADOR
Hidrazina Fosfato
AQUECEDOR
DESMINERALIZADOR DESAERADOR

CALDEIRA RESERVATORIO
DE ÁGUA QUENTE

Sílica
TROCADOR
Condutividade
DE CALOR Dureza
CONDENSADOR Turbidez
DE POLIMENTO
BOMBA
Condutividade
Dureza pH
Turbidez Alcalinidade
Fosfato
Sílica
Perd Hiidrazina
a Sílica
pH
Prof. Jorge Henrique Escábia Dureza
DIAGRAMA DE FLUXO DE TORRE DE
RESFRIAMENTO

TROCADOR
DE CALOR

Água da
Produção BOMBA
Alcalinidade
Fosfato
Cromato
Condutividade
Cloro
pH
Prof. Jorge Henrique Escábia
DIAGRAMA ÁGUA ULTRAPURA

pH RO pH
Condutividade ESTOQUE
Turbidez
pH Sílica
Cloro Cloro
FILTROS
Partículas
CAMADA
MULTI CATIONICA
CAMADAS ANIONICA
RO RO
PREFILTRO FILTRO Condutividade
Sílica

Para FILTROS
0.2 MICRON
CAMADAS
POLIDORAS ESTOQUE

usuário
ESTERILIZANTES
UV
ULTRA
Sílica CondutividadeFILTROS
Sílica
Prof. Jorge Henrique Escábia
2 – Tratamento de Água

2.8 Implicações ambientais nos processos.

94
Prof. Jorge Henrique Escábia
IMPACTO PROVOCADO
¾Poluição atmosférica.
¾Poluição Hídrica.
¾Poluição através de resíduos.
¾Descarte de materiais.
¾Vazamento de materiais químicos, inflamáveis e
combustíveis.
¾Lodos de limpeza e de processo.
¾Vasilhas utilizadas como tambores, bombonas,
pallets de madeira.
¾Outros.

95
Prof. Jorge Henrique Escábia