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Alguns dos principais empreendedores

Abílio Diniz
Grupo Pão de Açúcar
Abílio Diniz transformou a Doceira Pão de Açúcar em um grupo que, na década de 80, contava
com mais de 620 lojas e 50.400 funcionários. Uma forte crise financeira e disputas familiares,
no entanto, levaram a empresa à beira da falência no início dos anos 90. Os problemas se
agravaram com o seqüestro de Diniz. Mas, livre do cárcere, o empresário reassumiu o
comando da empresa e superou a crise, abrindo o capital da rede em bolsas do Brasil, Europa
e Estados Unidos. Em 1999, o grupo francês Casino tornou-se sócio da empresa, que já conta
com um faturamento de 4 bilhões de dólares por ano.

Abraham Kasinsky
Fundador da Cofap
Nascido em 11 de julho de 1917, em São Paulo, Abraham Kasinsky fundou, em 1951, a Cofap,
fabricante de peças automotivas. Vinte anos depois, a companhia havia se tornado a maior do
setor na América Latina, contabilizando vendas de 751 milhões de dólares. Em 1997, Kasinsky
decide vender a Cofap para o grupo italiano Magneti Marelli e, dois anos depois, aos 82 anos
de idade, funda a Kasinski Fabricadora de Veículos, passando a comercializar motocicletas e
utilitários de pequeno porte.

Affonso B. Hennel
Semp Toshiba
Ao assumir a Semp, em 1972, aos 42 anos de idade, a missão de Affonso Hennel era fazer
com que a pequena empresa herdada de seu pai sobrevivesse ao assédio da concorrência
internacional. Hennel viu na tecnologia a salvação de seu negócio, e foi negociar com a
Toshiba, sua fornecedora, uma parceria. A sociedade com os japoneses foi um sucesso e dura
até hoje, com Hennel à frente do conselho de administração da Semp Toshiba e seu filho,
Affonso Antonio Hennel, na presidência da companhia.

Alain Belda
Alcoa
Nascido no Marrocos, em 1943, Alain Belda tornou-se cidadão brasileiro em 1982. Já atuava,
no entanto, na filial brasileira da Alcoa desde 1969, onde ingressou como trainee. Passou por
diversos cargos e departamentos até que, em 1979, conquistou a presidência da empresa. Sob
seu comando, as vendas saíram do patamar de 90 milhões de dólares para 1 bilhão de dólares
ao ano. Hoje, Belda ocupa o cargo mais alto da companhia – o de presidente mundial.

Alair Martins
Grupo Martins
Mineiro de Uberlândia, Alair Martins conseguiu transformar o modesto armazém de seu pai em
uma grande empresa. A história teve início na década de 1950, quando Alair, então com 19
anos, convence os pais a vender o sítio da família para abrir um armazém de secos e
molhados. Trabalhando 16 horas por dia, Martins foi aos poucos desenvolvendo e inovando a
empresa, até se tornar o maior distribuidor-atacadista da América Latina, com atuação,
inclusive, via internet.

Alexandre e Pedro Grendene


Grendene
Os irmãos gêmeos de 57 anos são os controladores da fabricante de calçados Grendene,
empresa fundada em 1971 pela família homônima. Os empresários gaúchos também possuem
participações em companhias dos setores agropecuário e moveleiro.

Aloysio Faria
Banco Real
Herdou do pai o Banco da Lavoura de Minas Gerais e o transformou no Banco Real, um dos
maiores conglomerados financeiros do país. Em 1998, vendeu sua participação no Real para o
holandês ABN Amro, mas manteve participações em mais de uma dezena de empresas, como
o Banco Alfa, a rádio Transamérica e a fabricante de sorvetes La Basque.

Amador Aguiar
Banco Bradesco
Foi o responsável por transformar uma modesta instituição de Marília (SP), a Casa Bancária
Almeida, no maior banco privado do Brasil, o Bradesco. De origem humilde, foi tipógrafo na
cidade de Sertãozinho (SP) e aprendiz no Banco Noroeste antes de se tornar diretor e depois
proprietário do Bradesco. Morreu em 1991, aos 86 anos.

Antônio Ermírio de Moraes


Grupo Votorantim
Face mais conhecida do grupo Votorantim, que hoje atua nos setores de siderurgia, celulose,
suco de laranja, cimento e finanças. Autor de peças de teatro, candidato derrotado ao Governo
de São Paulo e colunista de jornal, tornou-se uma espécie de porta-voz do empresariado
paulista pelas críticas a aumentos dos juros e da carga tributária.

Attilio Fontana
Sadia
Gaúcho de Santa Maria, Attilio Fontana nasceu em 1900 e começou a trabalhar como
comerciante aos 21 anos de idade. Pouco mais de duas décadas depois, fundou a Sadia – que
se tornaria uma das maiores empresas brasileiras de alimentação - na cidade catarinense de
Concórdia, da qual se tornou prefeito em 1946. Ergueu também uma companhia de aviação
para transportar os produtos perecíveis da Sadia, a Sadia Transportes Aéreos, que se tornou
embrião da Transbrasil, criada pelo filho de Attilio, Omar Fontana.

Benjamin Steinbruch
CSN
Herdeiro do grupo têxtil Vicunha, foi presidente do Conselho de Administração da Companhia
Vale do Rio Doce. À frente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), protagonizou manobras
ousadas que nem sempre deram resultado – como a tentativa de compra da americana
Wheeling Pittsburgh e da Corus. Ainda assim, mantém na companhia uma estratégia voltada
para a internacionalização, que deve elevar a produção anual de aço de 5,5 para 11 milhões de
toneladas em cinco anos.

Carlos Jereissati
Grupo La Fonte
Formado em economia pela Universidade Mackenzie, de São Paulo, Jereissati comanda o
Grupo La Fonte, dono de 11 shoppings espalhados pelo país da Iguatemi Empresa de
Shopping Centers. Também é sócio e membro do Conselho de Administração da Telemar
Participações, e já participou dos conselhos da Bovespa e da Companhia Vidraçaria Santa
Maria, integrante do Grupo Saint Gobain.

Clóvis Tramontina
Tramontina
Formado em direito e administração, comanda a empresa fundada por seu avô, Valentim,
fabricante de canivetes e facas. Criada em 1911, a empresa ganhou espaço nas casas dos
brasileiros apostando em alianças com o pequeno comércio e as grandes redes de varejo. Hoje
conta com centros de distribuição nos Estados Unidos, Alemanha, México, Chile e Colômbia
para atendimento a clientes internacionais, além de escritórios de venda na França, Emirados
Árabes e Peru.

Constantino Júnior e Nenê Constantino


Grupo Áurea e Gol Linhas Áreas
Nos anos 50, Nenê Constantino ganhava a vida como motorista de caminhão. Sua primeira
empresa de ônibus foi a Expresso União, criada em 1957. A ela, juntaram-se outras 35, que
compõem o Grupo Áurea. No final dos anos 90, fundou a companhia aérea Gol, pioneira do
modelo de “baixo custo, baixa tarifa” no Brasil. A aérea é comandada por seu filho Constantino
Júnior, formado em administração de empresas pela Universidade de Brasília. A paixão por
aviões, o perfil empreendedor e o domínio do inglês foram fundamentais para ser escolhido por
Nenê para dirigir o negócio – Constantino tem seis irmãos. Hoje, Nenê preside os conselhos de
administração da Áurea e da Gol.

Eggon João da Silva


Grupo Weg
Em abril de 1961, o empresário fundou a fabricante de motores elétricos Weg, marca composta
a partir do nome dos três sócios – Werner Ricardo Voigt, Eggon, e Geraldo Werninghaus. A
empresa nasceu com um capital de 33.000 dólares – o equivalente, na época, ao preço de três
fuscas. Hoje, ela é o principal negócio de um conglomerado de dez companhias. Depois de
deixar o dia-a-dia da Weg, Eggon integra os conselhos de administração da Cerâmica Oxford,
Tigre, Marisol e Perdigão.

Elie Horn
Cyrela Brazil Realty
Nascido em Alepo, na Síria, o empresário entrou para o ramo imobiliário aos 17 anos, ao
trabalhar na construtora de um irmão – a Cyrel. Em 1978, já separados, Horn mudou o nome
da empresa para Cyrela. Em maio de 2005, a empresa foi unificada à Brazil Realty, fundada
em parceria com George Soros nos anos 90. Hoje, a companhia é a maior incorporadora e
construtora do país.

Eugênio Staub
Presidente da Gradiente
Aos dez anos, Eugênio Staub começou a trabalhar na empresa do pai, o suíço Émile Staub.
Tratava-se de uma importadora de componentes eletrônicos instalada em São Paulo. Em 1965,
a empresa começou a fabricar componentes eletrônicos. Capitalizada, em 1969, a Émile H.
Staub comprou a Gradiente, fundada em 1964 por amigos de Eugênio. A Gradiente tornou-se o
principal negócio da família. Em 1979, após a morte do pai, Staub assumiu a presidência do
grupo – hoje, um dos maiores fabricantes brasileiros de eletroeletrônicos.

Hugo Miguel Etchenique


Brasmotor
A Brasmotor foi fundada por seu pai, o boliviano Miguel Etchenique, em 1945. No início, a
empresa dedicava-se à montagem de veículos CKD da Chrysler. Somente em 1951, a empresa
iniciou a fabricação de geladeiras. Formado em engenharia industrial, Hugo ingressou na
empresa nesse ano, sendo responsável pela pintura e esmaltação dos aparelhos. Em 1954, foi
lançada a marca Brastemp. Assumiu a presidência da Brasmotor em 1963 e deixou a
companhia em 2000 – já como presidente do conselho de administração. Nesse período,
transformou a Brasmotor em uma multinacional do setor de eletrodomésticos de linha branca.
Entre as empresas do grupo, está a Embraco, maior fabricante de compressores do mundo.

Ivens Dias Branco


Grupo M. Dias Branco
Filho de um próspero dono de padarias do Ceará, Francisco Ivens de Sá Dias Branco chegou
aos 18 anos sem saber o que queria ser. Por isso, aceitou o desafio do pai, Manoel Dias
Branco, de ajudá-lo nos negócios. Nascia a M. Dias Branco, em 1953, uma sociedade na qual
o rapaz entrou com 27%, pagos depois com sua parte nos lucros. Ivens assumiu o comando da
empresa na década de 1970, e a transformou em um dos maiores grupos econômicos do
Ceará. A face mais conhecida do grupo é a área de biscoitos e massas, sendo dono da marca
Adria desde 2003. Os negócios também se estendem à construção civil e hotelaria. Hoje, Ivens
é presidente do conselho de administração do grupo.

Jorge Gerdau
Grupo Gerdau
Jorge Gerdau Johannpeter nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de dezembro de 1936. Sob sua
gestão, o grupo Gerdau, fundado por seu bisavô, transformou-se numa das maiores potências
siderúrgicas do país. Entre 1983, ano em que assumiu a presidência do grupo, e 2006, a
Gerdau internacionalizou-se, conquistando plantas na Argentina, Canadá, Chile, Colômbia,
Estados Unidos, México, Peru e Uruguai, além de participações societárias na Espanha,
Estados Unidos e República Dominicana. Hoje, ocupa a 15ª posição do ranking dos maiores
produtores siderúrgicos do mundo.

Jorge Paulo Lemann


Banco Garantia e GP Investimentos
Seu lema é: comprar na baixa e vender na alta. Foi assim que Jorge Paulo Lemann
transformou empresas em dificuldades em grandes negócios. Um exemplo é a cervejaria
Brahma, comprada em 1989 por 60 milhões de dólares e negociada por 4,1 bilhões de dólares
na fusão com a Interbrew. A trajetória de Lemann começou em 1971, quando ele e mais cinco
sócios fundaram o Banco Garantia. De lá para cá, Lemann e seus sócios adquiriram
participação em mais de 30 empresas, entre elas, Lojas Americanas e Telemar.

José Alencar e Josué Gomes da Silva


Coteminas
Quando começou a trabalhar na empresa do pai, aos 15 anos, ninguém sabia que Josué
Gomes da Silva era o filho do dono da Coteminas, José Alencar. Começou como aprendiz,
passou por todas as áreas da companhia e, em 1992, assumiu a diretoria financeira da
empresa. Na época, a Coteminas contava com três fábricas, faturava 60 milhões de reais por
ano e não exportava. Hoje, com Silva na presidência, a companhia fatura mais de 1 bilhão de
reais, metade com exportações.

José Batista Júnior


Friboi
O pai de Júnior, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, e seu tio, Juvensor, fundaram a Casa de
Carne Mineira em 1953, em Anápolis. Durante as obras de Brasília, a dupla montou um
abatedouro para fornecer carne às construtoras. Em 1969, a empresa foi batizada de Friboi.
Júnior envolveu-se com os negócios da família a partir dos anos 70. Sob o seu comando, a
Friboi transformou-se na maior empresa de processamento de carne do mundo, ao comprar a
americana Swift, em 2007, por 1,4 bilhão de dólares.

José Cutrale
Cutrale
Conhecido como o "rei da laranja", era dono da Cutrale, a maior produtora mundial de suco de
laranja. Montou sua primeira fábrica durante a década de 60 e enriqueceu comprando laranja
em escala suficiente para exportar suco para dezenas de países. Morreu em 2004 aos 78 anos
e deixou a Cutrale para seu único filho, José Luís Cutrale.

José Mindlin
Metal Leve
Fundou a fabricante de peças para veículos Metal Leve em 1950 e começou a exportar para o
mercado americano na década de 60. Foi um dos pioneiros brasileiros a abrir fábricas no
exterior. Vendeu a empresa para a Cofap e a Mahle em 1996, quando passou a dedicar-se à
coleção de livros raros. Em 2006, o bibliófilo foi eleito membro da Academia Brasileira de
Letras.

Joseph e Moise Safra


Banco Safra
Fundaram em 1955 o Banco Safra e permaneceram sócios de uma das maiores instituições
financeiras brasileiras até 2006, quando Joseph comprou as ações do irmão. Segundo a revista
Forbes, Joseph é o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna pessoal de 6 bilhões de
dólares. Já Moise é apontado como quinto mais rico, com 2,9 bilhões de dólares.

Julio Bozano
Banco Bozano, Simonsen
Ao lado do ex-ministro Mário Henrique Simonsen (Fazenda), foi controlador do Banco Bozano,
Simonsen, instituição vendida para o banco espanhol Santander em 2000. A Companhia
Bozano ainda é um dos maiores acionistas da fabricante de aviões Embraer, com uma
participação de 8,21% do capital, avaliada em cerca de R$ 1,5 bilhão.
Laércio Cosentino
Grupo Totvs
É presidente e idealizador da TOTVS, uma das principais desenvolvedoras de software
brasileiras. Iniciou carreira na Siga como estagiário e subiu até tornar-se diretor e convencer o
patrão que os dois deveriam ser sócios de uma nova empresa, a Microsiga. Quando a empresa
incorporou a Logocenter, nasceu a TOTVS, a primeira empresa de TI a fazer um IPO.

Leon Feffer, Max Feffer, David Feffer


Grupo Suzano
Imigrante que chegou ao Brasil aos 18 anos em 1921, depois de deixar a Rússia e a Ucrânia,
Leon começou a trabalhar na indústria do papel como vendedor. Cria uma distribuidora dois
anos mais tarde e, em 1939, abre uma fábrica de papel. A introdução da fibra de eucalipto,
capitaneada por seu filho, Max Feffer, dá impulso aos negócios da companhia e muda a forma
como os fabricantes de papel viam o mercado. Desde então, o Grupo Suzano passou a contar
com mais de 30 empresas, que passaram a ser controladas pela Suzano Holding. No fim dos
anos 90, uma reorganização liderada por Max definiu como negócios estratégicos do grupo os
segmentos de papel e celulose e petroquímica. Com a morte de Leon, em 1999, e de Max, em
2001, coube ao neto de Leon, David Feffer, o cargo de diretor-presidente da holding.

Luiz Seabra, Pedro Passos e Guilherme Leal


Natura
Economista, Luiz Seabra tornou-se gerente de um laboratório aos 25 anos, experiência que o
colocou em contato com o mercado de cosméticos. Em 1969, aos 27, abriu uma loja própria em
São Paulo e fundou a Natura, que ganhou força com o sistema de venda direta: na década de
80, a companhia cresceu mais de 30 vezes em faturamento. O resultado da Natura fez com
que Seabra entrasse na lista dos bilionários feita pela revista Forbes, com uma fortuna
estimada em 1,6 bilhão de dólares. Na mesma lista figura Guilherme Leal, administrador de
empresas que ajudou Seabra a erguer a Natura. Possui hoje um patrimônio de 1,5 bilhão de
dólares, é co-presidente do Conselho de Administração da Natura e faz parte do conselho
deliberativo do Instituto Ethos. Pedro Passos, também co-presidente do Conselho de
Administração da Natura, entrou na companhia como gerente geral, em 1983. Chegou à
presidência-executiva, cargo que deixou em 2005.

Luiza Helena Trajano


Magazine Luiza
Superintendente do Magazine Luiza, Luiza Helena conseguiu transformar uma rede de varejo
criada no interior de São Paulo, na cidade de Franca, em uma das maiores do país. Formada
em Direito, assumiu em 1991 a liderança da empresa fundada por um casal de tios – desde
então, a companhia passou de 30 para 350 lojas.

Maurício Botelho
Embraer
Engenheiro carioca, foi diretor da Cia. Bozano e presidente da OTL – Odebrecht Automação e
Telecomunicações. Em 1995, assumiu o comando da Embraer, e coordenou a reorganização
da companhia após a privatização. Em 2007, cedeu o posto a Frederico Curado, e permaneceu
como presidente do conselho de administração da Embraer.

Mendel Steinbruch e Jacks Rabinovich


Fundadores do Grupo Vicunha
No final de 1965, Mendel Steinbruch e Jacks Rabinovich se associaram e fundaram sua
primeira tecelagem – a Brasibel, a partir do arrendamento de uma fábrica já montada. Dois
anos depois, compraram o Varam, então maior lanifício da América do Sul, e o adaptaram para
a fabricação de tergal. Com uma série de aquisições e ampliações, a dupla transformou a
Vicunha no maior grupo têxtil do Brasil. Capitalizado, o grupo deu outro salto em 1993, quando
participou das privatizações promovidas pelo governo e adquiriu uma fatia da Companhia
Siderúrgica Nacional (CSN). Com o acordo de acionistas, o grupo passou a controlar a
siderúrgica.
Miguel Krigsner
Fundador d’O Boticário
Filho de um comerciante judeu que fugiu da Alemanha para a Bolívia, Krigsner nasceu em La
Paz e se mudou com a família para o Brasil aos 11 anos. Formado em bioquímica, Krigsner
fundou o Boticário em 1977, em parceria com outros três sócios que já deixaram o negócio. No
início, a empresa era apenas uma farmácia de manipulação. Seu primeiro sucesso foi o
perfume Acqua Fresca, para o qual comprou um lote de 70.000 frascos do empresário e
apresentador Silvio Santos, que havia desistido de lançar uma marca própria de cosméticos.

Nestor Herculano de Paula


Fundador da Azaléia
Ex-cobrador de ônibus, o empresário fundou a Azaléia em 1958. Carismático e centralizador,
De Paula cultivava um estilo informal, ao dispensar o terno e a gravata e trabalhar 11 horas por
dia. Sediada em Parobé, no Rio Grande do Sul, a Azaléia transformou-se em uma das maiores
fabricantes de calçados femininos do país. Gremista e jogador de sinuca, o empresário morreu
em janeiro de 2003.

Nevaldo Rocha
Fundador do Grupo Guararapes, dono da Lojas Riachuelo
Ainda adolescente, Rocha deixou Caraúbas, no sertão do Rio Grande do Norte, e se empregou
numa pequena loja de relógios cujos principais clientes eram os soldados americanos da base
aérea de Natal. Mais tarde, após comprar a loja, Rocha pegou carona em um avião, para
entender como funcionava o varejo nos Estados Unidos. Metódico, chegou a medir a altura dos
balcões das lojas americanas. Hoje, o grupo controla a Riachuelo, uma das maiores varejistas
dos país, e possui confecções no Nordeste.

Norberto e Emílio Odebrecht


Grupo Odebrecht
Aos 15 anos, Norberto Odebrecht deu início à sua carreira, aprendendo os ofícios de pedreiro,
serralheiro, ferreiro e armador na empresa de construção de seu pai. Aos 21, viu-se obrigado a
assumir os negócios da família e a enfrentar as dificuldades que a Segunda Guerra Mundial
traria. Nos anos 70, sua empresa já era forte no Nordeste e Sudeste do país, e continuava a
crescer. Em 1991, Norberto transferiu a presidência da companhia para seu filho, Emílio, que
permaneceu no cargo até 2001, mantendo-se na empresa como presidente do Conselho de
Administração.

Olacyr de Moraes
Grupo Itamarati
Ele fez fortuna com suas fazendas, usinas, banco, construtora e outras empresas. Mas, há
cerca de uma década, o empresário Olacyr de Moraes perdeu o título de "rei da soja" e quase
foi à bancarrota. Vendeu suas empresas para o pagamento de dívidas, mas conseguiu manter
a posse da Usinas Itamarati, uma das maiores do Brasil na produção de álcool. Agora, o ex-rei
da soja luta para se tornar o rei do etanol.

Olavo Setubal
Banco Itaú
Empreendedor, empresário e político. Nascido em 1923, em São Paulo, Olavo Setubal foi o
fundador da Deca, fabricante de torneiras; mentor do desenvolvimento do grupo Itaú, um dos
maiores conglomerados brasileiros; prefeito de São Paulo na década de 1970 e ministro das
Relações Exteriores nos anos 80. Aos 84 anos, preside a Itaúsa, holding de um dos maiores
grupos empresariais do país, com cerca de 50 empresas, entre elas o banco Itaú, a Duratex e a
Itautec.

Oriovisto Guimarães
Grupo Positivo
Na década de 70, o que não faltava a Oriovisto Guimarães e outros sete colegas professores
era a força de vontade para realizar um sonho: abrir uma escola que oferecesse apoio aos
alunos até poucas horas antes do vestibular, uma novidade para a época. Com poucos
recursos, mas muita dedicação, inauguraram um curso pré-vestibular e uma pequena gráfica
para imprimir o material didático. Aos poucos, o negócio foi crescendo e, hoje, Guimarães
preside um dos maiores grupos de ensino do Brasil.

Paulo Bellini
Marcopolo
É presidente do conselho de administração da Marcopolo, umas das maiores fabricantes de
carrocerias de ônibus do mundo. Aos 22 anos, participou da fundação da Carrocerias Nicola &
Cia, empresa que deu origem à Marcopolo. Comandou a empresa durante vários anos e
implantou um processo de produção inspirado na Toyota.

Paulo Cunha
Grupo Ultra
É presidente do conselho de administração do grupo Ultra, um dos maiores em distribuição de
gás de cozinha e produção petroquímica do Brasil. Deixou neste ano o cargo de diretor-
presidente da empresa. Foi um dos fundadores do Instituto de Estudos do Desenvolvimento
Industrial (Iedi).

Paulo Villares
Grupo Villares
Foi presidente da empresa metalúrgica Aços Villares, que passou para o controle da
siderúrgica espanhola Sidenor em 2000. Também participou do conselho de administração de
diversas empresas, como Alcoa, Alpargatas, Carterpillar, IBM, Avon e Chase Manhattan.

Raul Randon
Randon
Antes de completar 20 anos, já havia trabalhado como ferreiro com o pai e montado uma
pequena oficina mecânica com o irmão. Essa oficina deu origem ao grupo Randon, que
emprega 7.500 pessoas e inclui oito empresas que produzem peças para automóveis,
caminhões e máquinas agrícolas.

Ricardo Semler
Semco
Ao completar a maioridade, recebeu carta branca do pai para conduzir a Semco, então
fornecedora de equipamentos para a indústria naval. Na época, a empresa enfrentava sérias
dificuldades. Aos poucos, Semler conseguiu reverter a situação. Nos anos 80, diversificou suas
atividades e, hoje, o grupo tem forte atuação no ramo de prestação de serviços. O empresário
também tornou-se conhecido, nos anos 90, devido ao sucesso de seu livro “Virando a própria
mesa”, que o elevou à categoria de guru da administração.

Roger Agnelli
Companhia Vale do Rio Doce
Formado em Economia pela Fundação Armando Álvares Penteado, de São Paulo, em 1981,
entrou no Bradesco como analista de investimentos antes de terminar a faculdade e tornou-se
o diretor-executivo mais jovem da história do banco, 17 anos depois. Tinha, então, 38 anos. Em
2000, assumiu a presidência da Bradespar, empresa criada para gerenciar ativos não-
financeiros do Bradesco, e a presidência do conselho de administração da Companhia Vale do
Rio Doce. Em 2001, tornou-se diretor-executivo da mineradora.

Rolim Amaro
TAM
Nascido em 1942, no interior de São Paulo, Rolim tornou-se piloto ainda adolescente e passou
a trabalhar para a Táxi Aéreo Marília (TAM). Anos depois, fundou sua própria empresa de
aviação, a ATA - Araguaia Transportes Aéreos, que chegou a ter uma frota de 15 aviões.
Decidiu, no entanto, voltar à TAM, e se tornou diretor da companhia em 1972. O "comandante
Rolim", como ficou conhecido, marcou sua gestão na TAM com diretrizes para a postura dos
funcionários e o conceito "espírito de servir". Em 2001, morreu em um acidente de helicóptero.
Rubens Ometto
Cosan
Herdeiro de um negócio baseado em açúcar e álcool que está na família há quatro gerações,
Ometto é presidente do grupo Cosan, o maior do setor no país. O engenheiro é conhecido pela
política de aquisições que implantou na companhia e por ter inserido a modernidade em um
mercado reconhecidamente atrasado. Com uma produção de 1 bilhão de litros de etanol por
ano, colocou a Cosan na vanguarda de um mercado que promete explodir diante da demanda
mundial.

Samuel Klein
Casas Bahia
Polonês, veio para o Brasil em 1952. Trabalhou como comerciante e mascate nas ruas de São
Paulo. A primeira loja foi comprada em 1957 na cidade de São Caetano e batizada de "Casas
Bahia" em homenagem aos imigrantes nordestinos que procuravam emprego na capital
paulista. Na década de 90, a rede já contava com filiais em Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso
do Sul e Santa Catarina – em 2005, já eram 23 milhões de clientes.

Sebastião Camargo
Grupo Camargo Corrêa
Natural de Jaú, no interior de São Paulo, o empresário começou a vida transportando terra com
carrinhos puxados a burro para abrir estradas rurais. Em 1939, fundou a Camargo Corrêa em
sociedade com Silvio Brant Corrêa. Morreu em 1994. Sob seu comando, a construtora tornou-
se uma das maiores do país, atuando em obras importantes como a construção da hidrelétrica
de Tucuruí. Hoje, o grupo é composto por 16 empresas. Em 2006, registrou receita bruta de 9,9
bilhões de reais.

Sérgio Andrade
Grupo Andrade Gutierrez
A construtora foi fundada em 1948 por Roberto Andrade (seu pai), Gabriel Andrade (seu tio) e
Flávio Gutierrez. Quando assumiu os negócios, Sérgio transformou a companhia mineira em
um dos maiores grupos privados do país. Hoje, a Andrade Gutierrez mantém operações nas
seguintes áreas: construção no Brasil e no exterior; concessões rodoviárias e de saneamento;
e telecomunicações. Entre as principais obras que executou, estão a hidrelétrica de Itaipu, a
rodovia Castelo Branco e o metrô de São Paulo.

Tamas Makray, Carlos Siffert e Luiz Ernesto Gemignani


Promon
Os três executivos ajudaram a transformar a Promon, empresa fundada em 1960, em um dos
maiores grupos brasileiros. Nascido na Hungria, Makray participou da formulação do modelo de
gestão da empresa, considerado na época como revolucionário para realidade corporativa
brasileira. Em 1970, assumiu a presidência da Promon, aposentando-se em 1991 como
presidente do conselho. Carlos Siffert, engenheiro, ingressou na Promon em 1961 e a presidiu
de 1989 a 2001. Gemignani foi contratado pela empresa em 1978 e, desde 2001, é seu
presidente. Hoje, a Promon mantém operações nas áreas de engenharia, tecnologia e
telecomunicações.

Walther Moreira Salles


Unibanco
Mineiro de Pouso Alegre, Moreira Salles transformou uma pequena casa bancária fundada em
Poços de Caldas, em 1924, no Unibanco – um dos maiores grupos financeiros do país. Em
paralelo, ainda encontrou tempo para ser embaixador do Brasil em Washington por duas vezes;
diretor da Superintendência da Moeda e do Crédito (órgão que precedeu o Banco Central), e
ministro da Fazenda em 1961, entre outras atividades.
Biografia
Roberto Marinho

Filho do jornalista Irineu Marinho Coelho de Barros e Francisca Pisani Barros, Roberto
Pisani Marinho nasceu no Rio de Janeiro no dia 3 de dezembro de 1904 e teve mais
quatro irmãos, dois homens e duas mulheres.

Educado na Escola Profissional Sousa Aguiar e nos colégios Anglo-Brasileiro, Paula


Freitas e Aldridge, o empresário teve sua vida sempre ligada ao jornalismo. Em 1911,
seu pai fundou o jornal A Noite, o primeiro vespertino moderno no Rio de Janeiro, que
logo conquistou a liderança de vendas entre os vespertinos da então capital da república.

Início do Império Globo


Após vender A Noite, Irineu Marinho lançou o jornal 'O Globo', também vespertino, no
dia 29 de julho de 1925, com uma tiragem de 33.435 exemplares. Nessa época, Roberto
Marinho, com 20 anos, foi trabalhar com o pai, atuando como repórter e secretário
particular.

Apenas 21 dias depois do lançamento do jornal, Irineu Marinho morreu de infarto


enquanto tomava banho em sua casa. Apesar da pressão da família para assumir a
direção do vespertino, Roberto Marinho preferiu deixar o comando da empresa nas
mãos do jornalista Euclydes de Matos, amigo de confiança de seu pai. Enquanto isso,
continuou trabalhando como copidesque, redator chefe, secretário e diretor. Somente
com a morte de Euclydes de Matos é que assumiu a direção do periódico, em 1931.

Em oposição ao jornalismo partidário que ainda se praticava em outras mídias, 'O


Globo' surgiu como um canal noticioso, defendendo causas populares e a abertura do
país ao capital estrangeiro. Apesar de o jornal ser na época o principal meio de
comunicação do grupo, o crescimento da empresa aconteceu com a venda de histórias
em quadrinhos norte-americanas e de empreendimentos imobiliários.

No final de 1944, o empresário comprou a rádio Transmissora e lançou sua primeira


emissora, a rádio Globo, que marcou o início da formação do seu conglomerado de
mídia. Onze anos depois, ganhou a concessão de sua primeira estação de TV.

O início das transmissões do novo canal foi em 1965, quando o jornalista tinha 60 anos,
com o início das transmissões do Canal 4, a Globo do Rio. No ano seguinte, o
empresário adquiriu em São Paulo a TV Paulista, Canal 5, e começou a formar a rede de
mais de 113 emissoras entre Geradoras e Afiliadas.

Dinheiro estrangeiro
Como na época não possuía o capital necessário para o novo empreendimento, Marinho
se uniu ao grupo norte-americano Time-Life, para quem deu 49% de participação. O
grupo trouxe investimentos estimados em US$ 25 milhões e a tecnologias avançadas,
que mais tarde seria transformada no chamado "Padrão Globo de Qualidade".

Apesar das críticas e até mesmo da criação de uma Comissão Parlamentar de inquérito
para investigar a parceria com o grupo americano, o que era proibido pela constituição,
a Rede Globo em apenas cinco anos ganhou projeção nacional e se tornou líder de
audiência. Em pouco tempo, a emissora já obtinha mais 75% do total de verbas
publicitárias destinadas à mídia televisão. Em 1977, já com o seu império de mídia
consolidado, construiu uma fundação com o seu nome, destinada à promoção da cultura
e educação no país.

Ao longo de sua vida, Roberto Marinho teve grandes adversários, como Assis
Chateaubriand, Carlos Lacerda, Samuel Wainer e Leonel Brizola, frutos de suas
conflituosas relações com o poder, o qual muitas vezes foi acusado de ser conivente,
principalmente durante o período da ditadura militar, período onde ocorreu o grande
crescimento de suas empresas.
Antonio Ermírio de Morais

Uma lição Antonio Ermírio jamais esqueceu. “Era garoto quando ameacei matar uma
andorinha. Meu pai tinha um vizinho alemão, robusto e defensor da natureza, que tomou o
estilingue da minha mão. Nunca mais pensei em matar uma mosca sequer”, contou ele a
ISTOÉ. Sorte de poucos, um império já o esperava quando nasceu, a 4 de junho de 1928, em
São Paulo. Alfabetizado no tradicional colégio Rio Branco, decidiu seguir a trilha do pai, José
Ermírio de Moraes.

Em 1945, partiu para o Colorado, nos EUA, para se formar engenheiro metalúrgico na mesma
faculdade do patriarca, a Colorado School of Mines. “No dia da minha viagem chovia muito. Os
passageiros estavam com os pés lambuzados de lama e o avião decolou com o chão forrado
de jornal.” Da temporada americana, ele se lembra com nostalgia. “No Natal fui convidado para
jantar na casa do professor que eu mais gostava. Isso foi a maior honraria que já recebi na
vida.” Apelidado de Tony pelos colegas americanos, viveu quatro anos num quarto de pensão
ao preço de US$ 10 ao mês. Para economizar, comeu muito sanduíche. Certo dia, um amigo
veio correndo lhe contar que ele havia tirado a maior nota da turma, 97. No único dia em que
provou uísque na vida, o empresário descobriu que havia nascido com um rim só. Foi socorrido
no hospital americano e saiu de lá com a seguinte recomendação: beber muita água.

O retorno ao Brasil, em 1949, não foi tão amistoso como ele esperava. Assim que o pai pôs os
olhos no filho em casa, alertou: “Há muito trabalho pela frente. Vou lhe dar um salário e fazer
uma experiência com você. Se não der certo, não vou lhe contratar.” No mesmo dia Antonio
Ermírio encarou seu primeiro dia de trabalho numa das fábricas do grupo Votorantim.
Bastaram seis anos para ele anunciar sua primeira vitória, a fundação de sua própria firma, a
Companhia Brasileira de Alumínio, em 1955. Em 1962, Antonio Ermínio assumiu todas as
empresas e o grupo não parou de crescer. Inaugurou fábricas de cimento, zinco e níquel. Sem
reclamar, ele diz que desde que pisou na Votorantim não tira férias. “Mas minhas viagens de
trabalho têm sabor de aventura.” Nos anos 70, estava no Ceará em busca de jazidas de cobre.
A ausência de restaurantes o obrigou a passar 15 dias comendo fruta-de-conde.

Terno surrado
Em 1986, abocanhou 1,1 milhão de eleitores concorrendo ao governo do Estado de São Paulo
pelo PTB - perdeu para Orestes Quércia. “Meu pai dizia que política é suja para um homem de
empresa e eu o desobedeci”, disse o empresário, que se desculpou ajoelhado ao túmulo do
pai. Há dez anos investe no teatro. Brasil S/A, peça de sua autoria que estreou em 1996, foi
escrita quando ele viajava para Londres, nas 18 horas do vôo. Pediu alguns guardanapos de
papel e em cima do cardápio escreveu a peça que já estava em sua mente há tempos. “Para
escolher o nome de um dos personagens, abri o cardápio. A primeira palavra que li foi
camarão. É isso, o meu personagem se chama Camarão!”

Casado com Maria Regina e pai de nove filhos, é um homem de hábitos simples. Costuma
ouvir atento os pedidos de emprego que recebe ao ser reconhecido nas ruas. Dispensa
seguranças, não usa carro blindado e - dizem as más-línguas - veste sempre o mesmo terno
surrado. Nem aparenta o empresário que, em 1996, foi apontado pela revista americana
Forbes como um dos mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 5 bilhões.

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