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Editora Abril

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Editora Abril é uma editora brasileira, sediada na


cidade de São Paulo, parte integrante do Grupo Abril. Editora Abril
A empresa atualmente publica 18 títulos, com
circulação de 188,5 milhões de exemplares, em um
universo de quase 28 milhões de leitores e 4,1
milhões de assinaturas, sendo a maior do segmento
na América Latina.[2] Razão social Editora Abril S.A.
Tipo Subsidiária
A editora é líder em 21 dos 25 segmentos em que atua
Gênero Editora
e tem sete entre as 10 revistas mais lidas do país. A
Veja é hoje a maior revista do Brasil, com uma Fundação 1950
circulação de mais de 900.000 exemplares em Fundador(es) Victor Civita
2018[3]. Em março de 2016, Walter Longo assumiu a Sede São Paulo, São Paulo
presidência do Grupo Abril.[4]
Proprietário(s) Grupo Abril
Pessoas- Giancarlo Civita (presidente
chave Abrilpar)
Índice Walter Longo (presidente do
Grupo Abril)
História Produtos Revistas, Jornais e Livros
Fundação
Faturamento R$ 331,6 milhões (2017)[1]
Consolidação
Crise Website abril.com.br (http://abril.com.br)
oficial
Publicações
Sites
Revistas
Ver também
Referências
Ligações externas

História

Fundação

Entre 1936 e 1938, o italkim César Civita trabalhou como gerente geral na Arnoldo Mondadori
Editore da Itália, editora que publicava histórias em quadrinhos da Disney. Civita nasceu em
Milão[5], em 1938. Com o avanço do fascismo, Civita resolve se mudar com a esposa e os três filhos
para Nova York em 1941.[6] Em seguida, foi para Buenos Aires, Argentina, onde fundou a Editorial
Abril[7]. A editora publica vários títulos de história em quadrinhos de autores como Hugo Pratt,
Mario Faustinelli, Alberto Ongaro, Ivo Pavone, Héctor Oesterheld, Alberto Breccia, Dino Battaglia, e
Paul Campani, além dos quadrinhos da Disney.[8].
Em 1946, o jornalista Adolfo Aizen, dono da editora brasileira "Grandes
Consórcios de Suplementos Nacionais", funda uma nova editora a
Editora Brasil-América Ltda (mais conhecida com EBAL), e estabelece
uma parceira com Civita para publicar personagens Disney na revista
Seleções Coloridas, foi impressa na Argentina - já que além de possuir a
licença dos personagens, a editora de Civita possuía uma moderna
impressora colorida. No ano seguinte, a editora de Aizen publicaria a
revista "O Heroi" (sem acento) por conta própria.[8]

Durante as férias de 1949, Cesar se reencontrou com o irmão Victor na


Itália. Preocupado com como o Peronismo poderia prejudicar seu bem-
sucedido negócio, Cesar propôs a Victor um novo empreendimento no
Brasil. Victor visitou o Editorial Abril na Argentina, e em seguida foi
para o Rio de Janeiro e São Paulo, decidindo se mudar para a segunda,
enviando uma carta para a esposa e os filhos pedindo para vender tudo e
vir para o Brasil.[9] Em maio de 1950, Victor fundou a Editora
Primavera. Seu primeiro título é a revista Raio Vermelho, uma revista
em quadrinhos com títulos de origem italiana, que não faz muito
Birmann 21, o edifício sede
sucesso. Em julho, rebatiza sua corporação como Editora Abril.[8] Sua da editora entre 1997 e
primeira publicação foi a revista em quadrinhos O Pato Donald. Anos 2018.
depois, esse começo inspirou Civita a parafrasear uma frase de Walt
Disney - "Espero que nunca percamos a vista de uma coisa - tudo
começou com um rato." - e declarar que "Tudo começou com um pato".[10] A empreitada foi
financiada com US$ 500 mil, conseguidas por meio de empréstimos e dois sócios, o grupo Smith de
Vasconcelos, e o mineiro filho de italianos Giordano Rossi, que seria seu parceiro nas primeiras
décadas da Abril.[11]

Consolidação

Em 1951, a Abril abriu sua primeira gráfica, e em seus primeiros anos, a editora diversificou seu
conteúdo e se posicionou como um das mais importantes do país.[12] Em 1952, a Abril lançou a
feminina Capricho, que em seu formato inicial, publicava fotonovelas importadas da Itália – apenas
em 1981, a editora passou a tratar de temas voltados para adolescentes. No fim da década, a aposta da
Editora foi no mundo da moda, com o lançamento do título Manequim, com fotografias fornecidas
por agências estrangeiras.[13] Em 1958, Victor convidou seu filho Roberto, então residindo em Tóquio
como subchefe da sucursal local da Time, para voltar para o Brasil e trabalhar na Abril. Roberto
eventualmente aceitou desde que pudesse criar três revistas, uma financeira nos moldes da Fortune
(Exame, criada em 1967), uma semanal informativa nos moldes da Time (Veja, 1968, depois de uma
similar mensal em 1965, a Realidade), e uma versão brasileira da Playboy (criada em 1975 com o
nome Revista do Homem, recebendo permissão para rebatismo como Playboy três anos depois).[12]

Mas foi na década de 1960 que a empresa fez uma revolução no mercado editorial, ao lançar
fascículos semanais. A Editora Abril trouxe para as bancas, dividido em capítulos, assuntos que antes
se restringiam em livrarias e bibliotecas. As coleções variavam desde enciclopédias e personalidades
da história, até livros e discos temáticos. Neste mesmo período a Abril diversificou seu conteúdo,
lançando e fortalecendo suas publicações voltadas para os públicos infantil, feminino, turismo,
automóveis e esportes.

No início da década, a Abril lançou a revista em quadrinhos Zé Carioca, a primeira com conteúdo
totalmente produzido pela Abril e, posteriormente, exportado para outros países. Na mesma época
chegou às bancas Claudia, com conteúdo de comportamento feminino e Quatro Rodas, com
informações sobre turismo e automóveis.
No fim dos anos 1960, outros três lançamentos marcaram a transformação da editora como a mais
importante do continente sul-americano. Em 1968, surgiu a semanal Veja, que hoje é maior revista
semanal de notícias do Brasil e a terceira mais vendida no mundo. No ano seguinte foi lançada a
revista infantil Recreio e, em 1970, Placar, a mais importante publicação esportiva dos últimos 40
anos.

Expandindo os segmentos, a Abril passa a publicar revistas masculinas (Playboy, Vip e Men's Health)
e amplia suas publicações voltadas para o público feminino, com Estilo (versão brasileira da
americana InStyle), Nova (versão brasileira da americana Cosmopolitan) e Elle (versão brasileira da
revista francesa homônima). Nos anos 80, a Abril se consolidou como a líder do mercado e investiu
em publicações técnicas e voltadas para ciência e tecnologia. A primeira, em 1981, foi Ciência
Ilustrada; em 1983, chega às bancas, o Guia do Estudante; e em 1987, são lançadas a Info e a
Superinteressante, até hoje "a líder no segmento"[carece de fontes?]. Para conseguir um espaço em
nichos específicos, a Abril se associou o filho de Giordano, Ângelo Rossi, para criar em 1986, a
Editora Azul, com revistas segmentadas como Contigo!, Boa Forma, Viagem e Turismo, Saúde,
AnaMaria, Terra, Set e Bizz.[14] Alguns dos títulos foram absorvidos pela Abril em 1997, quando
Rossi vendeu sua parte em troca de trazer certas revistas para sua nova editora, a Peixes.[15]

Em 2010, foi criada a Abril Mídia, um dos pilares do Grupo Abril, que reúne diversas plataformas de
comunicação do grupo. Ela é composta pela Editora Abril, Abril Mídia Digital, MTV, Alpha Base e
Elemídia. No ano seguinte a Abril investiu em uma entrada no mercado do livro digital com o Iba, um
site com livros, jornais e revistas digitais para leitura em tablet, smartphone ou computador. 50
editoras oferecem produtos no site, que incluem 20 publicações da Abril.[16]

Crise

Em 2013, a editora passou por uma reestruturação, que cortou de dez para cinco o número de
unidades de negócios,[17] podendo vir a extinguir diversas revistas. Nos dois anos seguintes, a Editora
Caras adquiriu diversos títulos da Abril, como Placar e Você S/A; Exame Info e Capricho passaram a
ter apenas versões digitais; e vários outros títulos foram extintos, tanto por queda de circulação como
custos com royalties no caso das licenciadas Playboy, Men's Health e Women's Health.[18]

Em 7 de dezembro de 2015, a editora anunciou que as revistas Nova Escola e Gestão Escolar, sem fins
lucrativos, em acordo foram transferidas para a Fundação Lemann que passou a ser responsável por
sua produção. O acordo entrou em vigor em 2016.[19]

Após Walter Longo assumir a presidência do Grupo Abril, Giancarlo Civita passou a dedicar-se
exclusivamente à presidência da holding Abrilpar.[20][21]

Em 10 de outubro de 2016, a Editora Abril anunciou que reassumirá os títulos transferidos à Editora
Caras nos últimos dois anos, como Arquitetura e Construção, Minha Casa, Placar, Você RH e Você
S/A. As duas primeiras integrarão a unidade de revistas femininas, dirigida por Paula Mageste,
enquanto Você RH e Você S/A voltarão a fazer parte da redação da Exame, dirigida por André Lahóz.
Já a Placar integra a unidade de estilo de vida, sob o comando de Sergio Gwercman.[22]

Em junho de 2018, a editora deixa o edifício Birmann 21, passando para um prédio menor no bairro
paulistano do Morumbi.[23] No mês seguinte, ela deixa de publicar histórias em quadrinhos Disney,
após 68 anos.[24] No mesmo mês, a família Civita deixou o comando do Grupo Abril.[25] Em agosto, o
Grupo pede recuperação judicial, tendo contraído uma dívida de 1,6 bilhão de reais.[26][27] Em
agosto, a editora fechou títulos e fez demissões. Foram mais de 50 jornalistas demitidos e grandes
títulos encerrados como: Arquitetura e Construção, Boa Forma, Casa Claudia, Cosmopolitan Nova,
Elle e Minha Casa.[28] Em dezembro, o empresário Fábio Carvalho comprou 100% das ações da
empresa, por meio do grupo Legion Holdings.[29]
Publicações

Sites
Capricho
M de Mulher
Viagem e Turismo
VIP

Revistas
Saúde
Claudia
Superinteressante
Exame
Veja
Guia do Estudante
Veja São Paulo
Placar
Você RH
Quatro Rodas
Você S/A

Ver também
Editora Globo
Editora Três

Referências
7. La Nación: Murió César Civita, el gran
1. https://www.poder360.com.br/midia/editora-
creador de la editorial Abril (http://www.lanaci
abril-que-publica-veja-teve-prejuizo-de-r-
on.com.ar/694574-murio-cesar-civita-el-gran-
3316-milhoes-em-2017/ creador-de-la-editorial-abril) (em castelhano)
2. «Institucional Abril Media» (https://web.archiv 8. Gonçalo Júnior. Editora Companhia das
e.org/web/20120428232321/http://www.grupo
Letras, ed. A Guerra dos Gibis - a formação
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do mercado editorial brasileiro e a censura
Consultado em 9 de setembro de 2011.
aos quadrinhos, 1933-1964. 2004. [S.l.: s.n.]
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m/blog/post/2010/07/12/60-anos-da-Editora-A
em 7 de março de 2020 bril-Parte-I.aspx) em 10 de novembro de 2010
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executivo" » (http://exame.abril.com.br/negoci
quadrinhos Disney» (https://web.archive.org/w
os/noticias/grupo-abril-tem-novo-presidente-e
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xecutivo). Exame' m/quadrinhos/2010/Disney80.cfm). Universo
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2005 (em (http://www.lfb.it/fff/fumetto/art/civit Arquivado do original (http://www.universohq.
a.htm)italiano)italiano)italiano)italiano)italiano)italiano))
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Arquivado do original (http://www.abril.com.br/ 21. Gustavo Brigatto (25 de fevereiro de 2016).
institucional/50anos/perfil05.html) em 5 de «Publicitário Walter Longo é o novo
abril de 2013 presidente do Grupo Abril» (http://www.valor.c
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«Memórias de um Editor» (http://veja.abril.co ongo-e-o-novo-presidente-do-grupo-abril).
m.br/acervodigital/home.aspx). Veja (2324): Valor Econômico. Consultado em 4 de junho
93-101. Consultado em 25 de junho de 2011 de 2016
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b/20130407034026/http://www.abril.com.br/in Meio & Mensagem» (http://www.meioemensa
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revistas no Brasil: o caso da Editora Abril (htt 24. Abril confirma, em comunicado a assinantes,
p://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/8784daf o fim dos quadrinhos Disney na editora (http://
924e0b3abe89731d16fcb0d00.PDF) www.universohq.com/noticias/abril-confirma-e
15. Fractal, dona da G Magazine, muda de mãos m-comunicado-a-assinantes-fim-dos-quadrinh
(http://voxeditora.typepad.com/vox/2008/01/fr os-disney-na-editora/)
actal-dona-da.html) 25. https://economia.estadao.com.br/noticias/geral
16. «Banca Portátil» (https://web.archive.org/web/ civita-deixa-o-comando-do-grupo-
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uol.com.br/graficas-livros/50/artigo243594-1.a deixa o comando do Grupo Abril. Publicado
sp). Consultado em 4 de abril de 2013. em 19 de Julho de 2018.
Arquivado do original (http://portaldacomunica 26. https://g1.globo.com/economia/midia-e-
cao.uol.com.br/graficas-livros/50/artigo243594 marketing/noticia/2018/08/15/grupo-abril-
-1.asp) em 8 de novembro de 2012 decide-pedir-recuperacao-judicial.ghtml G1.
17. «Editora Abril faz mudanças e pode extinguir Grupo Abril decide pedir recuperação judicial.
Playboy» (http://www.d24am.com/plus/moda- Publicado em 15 de agosto de 2018.
beleza/editora-abril-faz-mudancas-e-pode-exti 27. Rocha, Graciliano. «Este é o raio X da dívida
nguir-playboy/88451). D24am. 10 de junho de bilionária que levou o Grupo Abril à lona» (htt
2013. Consultado em 11 de janeiro de 2016 ps://www.buzzfeed.com/gracilianorocha/divida
18. Editora Abril deixará de publicar revista -do-grupo-abril). BuzzFeed. Consultado em
'Playboy' (http://www1.folha.uol.com.br/merca 21 de dezembro de 2018
do/2015/11/1708483-editoria-abril-deixara-de- 28. «Editora Abril fecha títulos e faz demissões»
publicar-revista-playboy.shtml#article-aside) (https://www.valor.com.br/empresas/5715465/
19. «Revistas 'Nova Escola' e 'Gestão Escolar' editora-abril-fecha-titulos-e-faz-demissoes).
serão transferidas» (http://g1.globo.com/econ Valor Econômico
omia/midia-e-marketing/noticia/2015/12/revist 29. «Grupo Abril é vendido para empresário
as-nova-escola-e-gestao-escolar-serao-transf Fábio Carvalho» (https://oglobo.globo.com/ec
eridas.html). G1 economia. 8 de dezembro de onomia/grupo-abril-vendido-para-empresario-f
2015. Consultado em 11 de janeiro de 2016 abio-carvalho-23319312). O Globo. 20 de
20. «Grupo Abril tem novo presidente executivo» dezembro de 2018. Consultado em 21 de
(http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/gr dezembro de 2018
upo-abril-tem-novo-presidente-executivo).

Ligações externas
Sítio oficial (http://www.abril.com.br) (em português)
Revistas da Editora Abril (http://www.abril.com.br/revistas.html) (em português)
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Esta página foi editada pela última vez às 17h43min de 29 de abril de 2020.

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