Você está na página 1de 31

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

INSTITUTO VEZ DO MESTRE

PROJETO DE TRABALHO: UMA FORMA DE


INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM CRIANÇAS
COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM.

FERNANDA LIMEIRA MUSSALLAM

PROFESSORA ORIENTADORA: CARLY MACHADO

RIO DE JANEIRO

FEVEREIRO DE 2010

1
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA

INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

PROJETO DE TRABALHO: UMA FORMA DE


INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM CRIANÇAS
COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM.

FERNANDA LIMEIRA MUSSALLAM

Trabalho apresentado como requisito parcial para o título em


especialista em Psicopedagogia.

RIO DE JANEIRO

FEVEREIRO/2010

2
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por sua iníqua proteção, que me concedeu força e sabedoria

e que sem Ele nada seria possível.

Ao meu marido, pais, irmãos e amigos pelo esforço e dedicação em todos os

momentos desta e de outras caminhadas.

3
"Você não pode ensinar nada a um homem;
você pode apenas ajudá-lo a encontrar a
resposta dentro dele mesmo"

(Galileu Galilei)

4
DEDICATÓRIA

Dedico esta monografia a todos aqueles

que permitiram que eu chegasse até aqui, por

todo o apoio e carinho, sem os quais não

apenas este trabalho, mas a minha vida estaria

incompleta.

5
RESUMO

A presente monografia tem como objetivo dissertar acerca da influência,


da ação e intervenção psicopedagógica na perspectiva do Projeto de Trabalho
no campo escola. Pontuando, em termos empíricos, como ocorre esse trabalho
e suas formas de atuação. A monografia, também, procura ressaltar a
importância que o Projeto de Trabalho possui em relação às dificuldades de
aprendizagem da criança, ressaltando que ele pode agregar ao
desenvolvimento cognitivo do indivíduo, desde que elaborados e desenvolvidos
de forma eficiente e em conjunto pelos membros envolvidos.

6
METODOLOGIA

Para definir pesquisa, usamos as autoras Canen e Andrade (2005),


segundo as quais: “... uma pesquisa envolveria: uma problematização da
realidade, contextualização da problemática na discussão acadêmica sobre o
tema focado”. O método de pesquisa usado para o desenvolvimento deste
trabalho foi a pesquisa qualitativa, segundo Alves-Mazzotti e Gewandsznajder
(1998): “As pesquisas qualitativas são caracteristicamente multimetodológicas,
isto é, usam uma grande variedade de procedimentos e instrumentos de coleta
de dados.” Para que o trabalho de pesquisa fosse desenvolvido, utilizamos os
seguintes procedimentos: observação, estudo bibliográficos e análise de
artigos.

Para a escolha do tema, a história de vida influencia o autor, conforme


Demo (1996): “Com o tempo, emergem condições mais profundas de inovação,
que não caem do céu por descuido, mas são construídas na história de vida,
em processo de infindável conquista” – mostrando que uma pesquisa não pode
ser considerada neutra. Desde a escolha do tema, o pesquisador interfere com
sua experiência sobre o assunto a ser tratado. Em virtude disso, o primeiro
objeto da pesquisa torna-se o próprio autor, pois ele mesmo se questionará e
problematizará os aspectos que serão abordados, diante de sua vivência.

7
SUMÁRIO

página

INTRODUÇÃO ............................................................. 09

CAPÍTULO 1

HISTÓRICO E REFERENCIAL TEÓRICO......................... 11

CAPÍTULO 2

PROJETOS DE TRABALHO............................................... 19

CAPÍTULO 3

INTEREVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA .............................. 24

CONCLUSÃO ........................................................................ 28

BIBLIOGRAFIA ....................................................................... 30

8
Introdução
Nas instituições escolares os projetos são realizados com bastante
freqüência, entretanto, na realidade, poucos são os educadores que possuem
instruções acerca da sua real importância, e, das necessidades para que um
projeto ocorra de forma modelar.

O projeto é uma investigação em profundidade sobre um determinado


assunto. Ele preferencialmente surge a partir de uma questão, observação, ou,
curiosidades dos alunos. Nele ocorre uma seqüência de atividades sobre o
tema escolhido podendo estender-se a outros de acordo com o interesse do
grupo.

A duração de um projeto não é pontual, ensejando, dessa forma, uma


flexibilidade quanto a sua duração, podendo perdurar por uma semana, um
ano, ou, até, se efetivar por tempo indeterminado.

Vale ressaltar que projetos institucionais são aqueles que são elaborados
pela escola a partir do envolvimento de todos os membros da instituição. Por
isso, sendo eles parte constitutiva da própria instituição, o professor, em sala
de aula, tem um papel fundamental, qual seja: empenhar-se em desenvolvê-lo
de tal maneira que o torne interessante para o seu grupo.

O Projeto de Trabalho surgiu com a intenção de aproximar a realidade do


aluno à escola, criando através dos temas e assuntos estudados vínculos entre
eles. Considera-se essa forma uma ação psicopedágogica que interage com os
aspectos cognitivos, como a antecipação, previsão e o planejamento, seguido
de uma atividade precisa efetivada a partir do que foi antecipado.

Esse estudo tem como objetivo levantar reflexões relevantes para a prática
das escolas e dos educadores, além de mostrar a importância e, sobretudo, a
contribuição que um projeto bem estruturado e desenvolvido traz para a
aprendizagem da criança, ressaltando a importância da intervenção
psicopedagógica, os instrumentos usados por ela, e como a psicopedagógia
pode agir no cotidiano escolar.

9
Ao longo do trabalho questiona-se a busca de relevâncias que
demonstram a capacidade que os Projetos de Trabalho possuem em auxiliar
na aprendizagem do educando.

10
Capítulo 1

Histórico e Referencial teórico:

De acordo com Ventura (2002, p.28), a metodologia de projetos surgiu


em um período que o cenário mundial era do avanço científico tecnológico e de
urbanização em massa, no final do século XIX. Na Europa os projetos como
método de ensino surgiu no final do século XIX através da Escola Nova, que se
destacou por sua reação à educação tradicional baseada na transmissão de
conteúdos descontextualizados, sem significado para a vida dos alunos. E, foi a
partir desse modelo de escola, que se abriram os caminhos para uma proposta
de ensino por projetos.

Os precursores da Escola Nova foram: Pestalozzi (1746-1827), Fröebel


(1782-1825) e Rousseau. Além dos citados, existiam aqueles que defendiam
tal proposta, como os educadores Ovide Decroly, na França, que criou os
"Centros de Interesse";método que destinava-se especialmente às crianças
das classes primárias ;Maria Montessori, na Itália; John Dewey, nos Estados
Unidos, que preconizou a sala de aula como uma "comunidade em miniatura" e
John Dewey e seu discípulo William Kilpatrick, americanos que criaram
o"Método Projetos".(Gadotti1994)
No Brasil, as propostas pedagógicas baseadas na prática de John
Dewey foram introduzidas e disseminadas por Anísio Teixeira e Lourenço Filho
(Duarte,1971,p.68).
Conforme D’Ávila (1970, p.54) foi Lourenço Filho quem idealizou a Escola
Nova no Brasil, onde o ensino deveria adaptar-se de acordo com a capacidade
e as necessidades de cada criança, ao invés da existência de um único modelo
e forma de ensino, no qual todos os alunos deveriam se integrar.

"Um dos erros da escola tradicional era conceber um tipo


de criança em abstrato, uma criança de tipo ideal por todos os
aspectos, na vida real inexistente"
(Lourenço Filho)

11
A psicopedagogia surgiu na Europa, no século XIX e segundo Bossa
(2000,p.63), iniciou-se na França as primeiras tentativas para atender crianças
com dificuldade de aprendizagem. Os responsáveis em fazer esse atendimento
eram os profissionais de medicina, psicologia, psicanálise e pedagogia.

No Brasil a psicopedagogia surgiu por influência da Argentina em que


profissionais da área ministravam cursos no país, disseminando assim essa
experiência, isso na década de 70. Já na década de 80 foi criada a Associação
Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), com sede em São Paulo.

Segundo Barbosa (1998, p.72) o Projeto de Trabalho como uma forma


de intervenção psicopedagógica, surgiu devido a importância da aprendizagem
como um movimento que se dá dentro do que se aprende, ou seja, resultado
de um significativo. A ação psicopedagógica lida com alguns fenômenos
cognitivos. Sendo uma situação na qual o aprendiz traça uma meta e se
compromete como autor, para tal ele planeja, executa, avalia, conclui e
reelabora o produto realizado.

É difícil encontrar escola em que no seu planejamento anual não


trabalhe com projetos, que possui a capacidade de reunir em um único assunto
as diversas áreas de conhecimentos: matemática, leitura, artes, música e
outras, além são claro do lúdico, tornando-se assim, prazeroso para a criança.
Os projetos são uma forma de responder os desafios e dificuldades
encontradas no grupo. E é dessa forma que Helm e Beneke (2005, p.32) no
livro O poder dos Projetos retratam as principais dificuldades encontradas nas
escolas públicas localizadas nos efeitos nocivos da pobreza, saúde debilitada,
fraca alimentação e o atraso na linguagem oral.
Helm e Beneke descrevem os projetos como uma investigação em
profundidade de um determinado assunto, em que seja relevante aprender. A
investigação pode ser realizada por um pequeno grupo de crianças, pela turma
inteira e eventualmente, por uma criança apenas; para elas, nos currículos da
educação infantil não devem se constituir apenas de projetos; é um tipo de
experiência relevante a qual as crianças necessitam para o desenvolvimento
social, cognitivo e afetivo.

12
Proporcionar às crianças experiências que incentivam suas
habilidades e atitudes que irão contribuir para o desenvolvimento e ajuste da
resilência, são meios de incentivá-las a enfrentar as dificuldades que se
deparam no decorrer da vida. É através do trabalho realizado com projetos
que, muitas vezes, as crianças construirão suas aptidões.
As autoras, enfatizam que para o projeto ser bem desenvolvido é
importante ajustá-lo a realidade das crianças, para que não se torne algo muito
distante, culminando assim em um desinteresse; ao investigar um assunto que
seja relevante aprendem o que é satisfazer a própria curiosidade, podendo
buscar informações que irão contribuir para um bom desenvolvimento do
trabalho.

“Quando um projeto é elaborado, o professor focaliza cada


uma das crianças em particular,bem como as experiências, o
conhecimento, as habilidades e os interesses que cada uma delas
traz ao assunto abordado"
(Katz, 2000, p.29)

Assim, é fundamental que o tema do projeto seja também proposto pelos


alunos. Para tanto, o professor pode sugerir que o grupo traga para a sala
temas que eles têm interesse em se aprofundar, ou então, o professor deve
estar atento as observações, indagações e reflexões feitas pelas crianças no
dia-a-dia; muitas vezes durante uma observação feita por um aluno, se torna
uma ótima oportunidade para se tornar um projeto relevante para o grupo.
Ao iniciar um projeto é importante fazer com o grupo uma coleta de
informações onde se coloca em discussão o que se sabe e o que ele quer
conhecer sobre o assunto; a rede antecipatória é uma forma eficaz de o
professor organizar suas idéias e as das crianças, principalmente através das
reflexões levantadas pelo grupo, além de potencializar o projeto e evitar que
ele fuja do foco ou do referido tema.

Na segunda etapa ocorre a investigação, através de entrevistas com


pessoas que possuem experiência sobre o tema, visitas a lugares que irão

13
acrescentar ao assunto, conversas e pesquisas usando os diversos
meios:livros, internet e vídeos.Nessa fase o professor deve estar atento às
questões levadas pelo grupo e principalmente as reflexões e propostas para
que o interesse deles seja sempre preservado. Essa etapa é um ótimo
momento para envolver a escola, comunidade e principalmente a família no
projeto através de contribuições que elas podem trazer. Hoje, as maiorias das
escolas percebem a necessidade de integração da família com a escola, para
que estas participem mais do desenvolvimento dos seus filhos; e é nos projetos
onde se encontra uma forma de estimular os pais a se envolverem com as
atividades relacionadas à escola.
A conclusão de um projeto pode ocorrer de diversas formas. O
importante é que sempre tenha uma culminância como registro, seja uma
apresentação, um livro com as memórias do projeto, um texto coletivo ou
individual ou uma exposição. Nela, o grupo terá a oportunidade de mostrar o
trabalho realizado durante todo o período, além de proporcionar a construção
da relação sócio-afetiva mantida com os envolvidos, evidenciando assim
importância da união do grupo para o sucesso da realização do projeto.
Vale lembrar que é de suma importância que, durante todo o processo, o
professor deve coletar diversas formas de registro do projeto, como fotos,
textos, desenhos e principalmente as observações diárias, se constituindo num
relevante material pessoal, contribuindo para a organização de futuros projetos
com o mesmo tema ou outro. Entretanto, é comum, diversos educadores
acharem que repetir o mesmo tema se tornará em algo cansativo e não
produtivo, mas na verdade, quando o professor faz uma reflexão do seu
trabalho e com a oportunidade de voltar ao mesmo tema de outro projeto ele
terá a oportunidade de criar formas diferentes além de corrigir o que não foi
realmente construtivo.
Helm e Beneke sintetizam de forma clara a influência dos projetos na
educação infantil; e como estes podem se tornar uma forma prazerosa de
aprendizagem em qualquer que seja a escola, independentemente das
dificuldades encontradas no dia-a-dia. Assim, os projetos bem administrados
sustentam o desenvolvimento do conhecimento, habilidades, e aptidões a

14
serem construídas também na escola e dão oportunidades para que as
crianças criem estratégias e construam áreas de interesse.
A criança possui aspectos físicos, sociais, cognitivos e emocionais, e
interage com o meio em que vive, por isso é necessário oportunizar a ela o
desenvolvimento total de suas potencialidades. Para atender a essa
perspectiva é necessário substituir a ação pedagógica fragmentada e
descontextualizada, por um conhecimento globalizado encontrando uma forma
interessante de proporcionar aos alunos o encontro com os conteúdos
escolares; assim, Hernandes (1998, p.58), utiliza a nomenclatura Projeto de
Trabalhos, o definindo como uma concepção de ensino-aprendizagem
inovadora e criativa que auxilia o educando a construir sua própria identidade e
seus conhecimentos.

Durante o desenvolvimento de um projeto deve-se priorizar a


aprendizagem do aluno, atentando-se para que esta ocorra de forma
significativa, sendo assim uma aprendizagem integral e relacionada com o
contexto social do aprendiz. O aprender envolve a produção de mudanças nos
conceitos prévios; a aprendizagem abrange sempre o dever de continuar
aprendendo. As condições que possibilitam este processo estão relacionadas
com a pessoa (disposição e estrutura cognitiva) e com o material (seu potencial
significativo para o estudante). Assim, o aluno assume um papel ativo no
processo de reconstrução e construção de conhecimentos (AUSUBEL;
NOVAK; HANESIAN, 1983, p.27).

A escola possui uma função importante na sociedade, pois é ela que


forma indivíduos reflexivos, capazes de tomarem decisões. Para que isso
aconteça, deve-se propiciar ao aluno situações através das quais ele terá que
exercer sua analise critica, questionar e promover ações, ressaltando que
essas situações façam parte do seu contexto social.

Através de um projeto pode-se despertar o interesse das crianças, visto


que a aprendizagem ocorre de forma autônoma e estimula a curiosidade
através do esforço centrado em encontrar respostas para as questões
levantadas.

15
No trabalho por projeto a criança participa de um processo de pesquisa que
tem sentido para ela; no entanto, o professor deve utilizar estratégias nas quais
os alunos possam participar do processo de planejamento e da própria
aprendizagem. Assim, ao refletir sobre suas concepções, confrontando-as com
as dos demais, seus conceitos são desestabilizados, ressaltando que muitas
das atividades realizadas ocorrem em grupo, nas quais eles terão que mudar
de idéias e construir novas concepções, tornando-se seres flexíveis que
exercem a coletividade e a cooperação.

Nesse aspecto Junqueira filho (1994, p.29) afirma que:

"Um projeto interdisciplinar de trabalho ou de ensino consegue


captar a profundidade das relações conscientes entre pessoas e
entre coisas. Nesse sentido, precisa ser um projeto que não se
oriente apenas para produzi-lo, mas que surja espontaneamente,
no suceder diário da vida, de um ato de vontade."

Segundo Hernandes (1998, p.39), os projetos de trabalho possuem


como objetivo tornar a escola em um local onde se proporciona o
desenvolvimento do pensamento crítico, além da reflexão dos assuntos
estudados, contribuindo para análise e o exercício da criatividade.

Diante de um projeto, o professor possui como papel central a função de


mediador, propondo situações que capacitam os alunos a refletir, construir uma
análise crítica e a desenvolver sua criatividade. Para tanto, o professor deve
estar sempre atento, observando as diversas possibilidades para modificar e
rever quando for necessário.

Para se trabalhar com projetos não existe uma forma ideal ou um


método perfeito, mas uma concepção na qual o professor deve propor no que
se refere ao ensinar e aprender, pois durante um projeto existe uma relação de
construções sociais interativas, em que os envolvidos são colaboradores e
constroem parcerias.

Os projetos na Educação Infantil estão cada vez mais sendo utilizados


como método de trabalho nas escolas. A participação da criança durante toda a
construção de um projeto contribui para o seu desenvolvimento e

16
aprendizagem. Através dessa prática podem-se trabalhar os aspectos sociais e
cognitivos da criança.

Entretanto, o professor possui um papel essencial de mediador no


processo de ensino aprendizagem, para que o assunto ou tema seja
interessante para o aluno, preservando as colocações das crianças,
construindo uma relação de afetividade com o projeto.

"A função do professor é conhecer o aluno, valorizá-lo para


despertar seu interesse em buscar o conhecimento. Buscar ele
próprio, não impor-lhe o conhecimento."
(ZABALA, 2002, p.46)

Assim, ao trabalhar efetivamente um projeto em que a criança realmente


terá participação, o educador poderá desenvolver atividades que fomentam a
construção da autonomia.

"Na teoria de Piaget, autonomia significa não o direito, mas a


capacidade de governar a si mesmo, na esfera moral, bem como
na esfera intelectual."
(Contance Kamii, 1991, p.73)

Além disso, o projeto é uma forma de exercitar a flexibilidade, a escuta,


negociação e propor soluções para as dificuldades encontradas pelo grupo.
Nesse trabalho, há diversos envolvidos, e todos são diferentes, então é normal
que divergências ocorram durante o caminho, mas o importante é que o grupo
saiba lidar com as diferenças passando para a próxima etapa.

Madalena Freire (1982) reflete sobre a prática de ensino da escola.


Para a referida autora, a prática está presa a um currículo com objetivos a
serem cumpridos. Esses objetivos, que são construídos pelo educador, são
metas as quais as crianças deverão atingir no final de cada semestre ou no
final de cada ano. Dessa forma, as experiências são trocadas por atividades
frias e com pouca dinâmica sem priorizar, por exemplo, a vontade e o prazer da
criança.

17
Com efeito, a escola não possui somente como papel fundamental a
transmissão do conhecimento, mas, também, contribuir através de práticas
relevantes, como o trabalho por projetos, a construção do conhecimento,
concorrentemente, entre professores e alunos.

18
Capítulo 2

Projetos de Trabalho

O Projeto de Trabalho surgiu na Espanha em 1982 e seu precursor foi


Fernando Hernández. Sua criação partiu da necessidade de organizar um
currículo que fosse capaz de globalizar a aprendizagem. Dessa forma essa
concepção desenvolve um trabalho pedagógico que valoriza a participação do
educando e do educador no processo ensino-aprendizagem, tornando-os
responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada Projeto de Trabalho,
além de conter como principal objetivo promover uma mudança na prática
educativa e no currículo pedagógico; sua função é desconstruir o conceito em
que o educador é um transmissor de conhecimentos, transformando-se em
uma pedagogia dinâmica, centrada na criatividade e nas atividades discentes,
valorizando a construção dos conhecimentos do aluno (Gil, 1990, p.27)

Hernández (1998, p.34) ressalta que o projeto não é uma metodologia,


mas uma forma de refletir sobre a escola e a sua função. Para isso, pontua que
o ensino por Projeto de Trabalho tem como finalidade promover aos alunos a
compreensão dos problemas investigados e integrar a construção de
conhecimentos. Ele afirma que o Projeto de Trabalho é oposto a educação
tradicional, fragmentada em que a transmissão de saberes se dá de forma
descontextualizada.

Ao se trabalhar com Projetos de Trabalho o individuo encontra situações


de investigação e de pesquisa que possibilita o desenvolvimento de
competências gerais e o desenvolvimento de competências específicas.
Apesar de ele alcançar as diversas áreas; matemática, línguas, leitura, escrita
e conhecimentos gerais, vale lembrar que não é possível ensinar tudo por meio
de projetos porque há diversas maneiras de aprender, tornando- a significativa.
O Projeto é uma concepção de como se trabalha a partir de pesquisa. E para
uma aprendizagem ampla e diversificada é necessário que os estudantes se
encontrem com diferentes situações para o seu desenvolvimento.

19
“Os Projetos de Trabalho contribuem para uma nova
significação dos espaços de aprendizagem, proporcionando,
dessa forma, a formação de seres ativos, reflexivos, atuantes e
participantes”
(HERNÁNDEZ, 1998, p.45)

Segundo Ramos (2004, p.67), os Projetos de Trabalho são capazes de


realizar um caminho flexível, podendo ser readaptável e servir como fio
condutor para a atuação docente em relação aos alunos. Porém, os projetos
não são as mudanças, as respostas e a solução para os problemas das
instituições escolares, mas podem e devem contribuir para uma nova postura
do educador, acarretando em uma melhoria no sistema.

Em sua forma de se trabalhar com projetos, Hernández, mostra que


esse surge a partir dos interesses e necessidades apresentadas pelos próprios
alunos. Assim, fica claro que nem sempre as turmas de uma escola devem
desenvolver o mesmo tema ou assunto. Dessa forma percebe-se as
características, particularidades e necessidades de cada grupo e aluno,
partindo de uma concepção sócio-histórico, a qual estão inseridos.

Nessa perspectiva, o currículo e formado em temas, observando o


conhecimento como um todo, ao invés de fragmentas, ressaltando que o
conhecimento sempre é inteiro. Esse currículo deve estabelecer relações de
conhecimento, atenuando os aspectos sociais, culturais e históricos.

De acordo com Barbosa (2002, p:124-125) o professor deve estar atento


e qualificado para desenvolver os Projetos de Trabalho, observado que este
requer uma organização mais complexa e uma maior compreensão das
matérias e temas estudados. Logo, o professor deve exercer o papel de
orientador, ao invés de autoridade, traçando os caminhos para que ao longo do
caminho os alunos não percam o foco. Assim, a formação dos educandos não
deve ser apenas uma atividade intelectual e sim um processo global em que o
conhecimento e a intervenção caminham juntos.

Vale “ressaltar, também, que o educador deve ‘dar sentido” aos


conteúdos, pois não é sempre que estes são significativos para os alunos.
Todavia o objetivo do professor é trabalhar os conteúdos de forma que o

20
conhecimento seja construído pelos alunos equivalendo assim através de um
significado.

“Aprende-se participando, vivenciando sentimentos,


tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos
para atingir determinados objetivos. Ensina-se não só pelas
respostas dadas, mas principalmente pelas experiências
proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação
desencadeada.”
(LEITE, 1998, p.71)

Hernández (1998, p.52) mostra que os projetos de Trabalho são


exercidos através de algumas etapas, sendo estas:

- determinar com o grupo a temática a ser estudada e princípios norteadores.

- definir etapas: planejar e organizar as ações-divisão dos grupos, definição dos


assuntos a serem pesquisados, procedimentos e delimitação do tempo de
duração.

- socializar periodicamente os resultados obtidos nas investigações


(identificação de conhecimentos construídos)

- estabelecer com os grupos critérios de avaliação

- avaliar cada etapa de trabalho, realizando os ajustes necessários

- fazer o fechamento do projeto propondo uma produção final, como elaboração


de um livro, apresentação de um vídeo, uma cena de teatro ou uma exposição
que dê visibilidade a todo processo vivenciado e possa servir de foco para um
outro projeto educativo.

Nessa perspectiva pode-se avaliar que os Projetos de Trabalho


pretendem percorrer o caminho que vai da informação ao conhecimento. Esse
caminho é transitável por diversas vias, seguindo diferentes estratégias, e a
mais relevante seria a consciência do indivíduo sobre seu próprio processo de
aprendizagem. A consciência se estabelece no abstrato e seguindo princípios
de generalização, sendo em relação à bibliografia e história de cada indivíduo.

Hernández (2000) acrescenta que os Projetos de Trabalho assumem


uma perspectiva multiculturalista, que não tem nada a haver com a

21
aproximação entre as culturas, mas sim o reconhecimento do pluralismo étnico
e cultural. Assim, nessa concepção multicultural aborda-se as situações que
são fontes de problematização constante.

“Aprender também é uma prática emocional, não somente


cognitiva e comportamental.”
(HERNÁNDEZ, 2000)

Como toda proposta curricular, os Projetos de Trabalho possui objetivos,


aos quais se pode perceber a sua realização durante todo o processo da
proposta, são esses os principais objetivos:

-Reconhecimento por parte dos indivíduos da diversidade, ignorando a


tendência de mostrar um único ponto de vista.

- Questionar os objetivos do conhecimento escolar.

- Resgatar os aspectos excluídos do conhecimento oficial e do currículo.

- Ter sempre consciência que os valores culturais não são únicos, pois
nossa sociedade é cercada de outros indivíduos que possuem diversos valores
culturais que auxiliam a dar sentido a nossa “realidade”

- Currículo transdisciplinar, capaz de unir as diversas áreas do


conhecimento.

- Compreender que o conhecimento adquirido pode dar sentido ao


mundo em que vive que não devem estar organizado por fazeres, conceitos e
valores determinados. Sendo um processo de mudança e construção.

- Conhecer um tema ou problema para despertar seus enigmas,


questões e contradições.

- Experimentar o exercício do pensamento, interrogando os textos,


fontes e evidencias de forma apaixonante.

- Os professores e estudantes investiguem conjuntamente sobre algo


que proporcionará aproximação entre eles.

22
- Sugerir uma idéia de aprendizagem completa, não somente cognitiva e
sim que supõe “troca da própria identidade”, na medida em que se compromete
com seu próprio desejo.

- Por último, perceber que os Projetos de Trabalho não estão vinculados


apenas a pedagogia escolar, mas também a pedagogia cultural.

Estas reflexões podem servir como um inicio para repensar acerca do


sentindo que os Projetos de Trabalho possui em relação a educação da
sociedade atual. Educação que deve ser revisada se pretende oferecer pontos
de diálogo permanente com as trocas que estão produzindo na sociedade e
com as percepções que os indivíduos estão tendo em relação ao meio que
estão inseridos.

23
Capítulo 3

Intervenção psicopedagógica

A Psicopedagogia trabalha com a aprendizagem humana, seu


surgimento ocorreu devido à demanda do problema de aprendizagem. Assim,
seu campo de conhecimento e atuação está ligado a Saúde e Educação. Ela
busca sempre considerar os aspectos patológicos e padrões normais,
considerando sempre a influência do meio em que o sujeito está inserido
(Visca, 1991 p: 36)

Cada vez mais a Psicopedagogia vem criando sua própria identidade e


conquistando campos de atuação, influenciada pelas produções científicas e
principalmente pela Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), criada
em 1980 para atender os problemas de processo na aprendizagem.

Historicamente, a Psicopedagogia surgiu na Europa, ainda no século


XIX, evidenciada pela preocupação com os problemas de aprendizagem na
área médica. Naquela época acreditava-se que as dificuldades e
comprometimentos na área escolas eram provenientes de causas orgânicas,
procurando identificar no físico essas causas. Essa crença perdurou durante
muitos anos, determinando a forma o tratamento do fracasso escolar.

Nas décadas de 40 a 60, na França, a ação do pedagogo era vinculada


à do médico. No ano de 1946, em Paris foi criado o primeiro centro
psicopedagógico. O trabalho cooperativo entre médico e pedagogo era
destinado a crianças com problemas escolares, ou de comportamento e eram
definidas como aquelas que apresentavam doenças crônicas como diabetes,
tuberculose, cegueira, surdez ou problemas motores. A denominação
“Psicopedagógico” foi escolhida, em detrimento de “Médico Pedagógico”.

Em relação à Pedagogia, o vínculo que se pode estabelecer com a


Psicopedagogia, é que ela representa uma das colunas de sustentação do

24
emergente campo de conhecimento, assim suas diversas áreas podem
trabalhar juntas contribuindo principalmente para a aprendizagem escolar.

Dessa forma, encontra-se como uma forma de atuação psicopedaógica


os projetos utilizados nas escolas como forma de estudo e aprendizagem.
Esses projetos podem ocorrer de diversas formas e métodos, como o Projeto
de Trabalho utilizado desde 1982, na Espanha.

Na aprendizagem escolar existem diversos elementos que contribuem


para o sucesso do desenvolvimento escolar que são: o aluno, o professor e a
situação da aprendizagem. Para que esse processo ocorra, é necessária uma
interação entre cognição, afetividade e ação. Assim, é nesse parâmetro que a
Psicopedagogia irá trabalhar como forma de intervenção.

Alicia Fernandez (1998,p.64) afirma que dificuldade de aprendizagem é


um transtorno permanente que afeta a forma que os indivíduos com inteligência
normal e acima da média selecionam, retém e expressam informações. As
informações que entram ou que saem podem ficar desordenadas conforme
viajam entre os sentidos e o cérebro. Assim, para que a parendizagem ocorra ,
a Psicopedagogia busca reconhecer a dinamica envolvida nos atos de ensinar
e aprender, usando como pressuposto o reconhcimento da evoluçõ cognitiva
do ser humano.

Nesse contexto, o Projeto de Trabalho é uma forma de atuação


psicopedágica que inclui fenômenos cognitivos, crinado situações que
possiblita o desenvolvimento das competências do indivíduo.Segundo Barbosa
(1999, p.57) as competências gerais estão atreladas a habilidades
metacognitivas, enrte elas: observação, atenção, planejamento, memória e
avaliação. Assim, a metacognição usurflui recursos cognitivos responsáveis
pelo desenvolvimento da aprendizagem, que só é possível conforme proaga-se
as habilidades metacognitivas.

Ao trabalhar com Projeto de Trabalho no âmbito educacional,


principalmente quando um tema possui uma significância para o grupo, o
educador pode elaborar um planejamento eficiente, bem estruturado em que
conhecerá melhor os seus alunos, percebendo, assim, qual área ele deve

25
desenvolver mais, atuando assim diretamente com as dificuldades de
aprendizagem.

Vale ressaltar também que os projetos não devem ser a única forma de dar
conta dos conteúdos curriculares, para diversas situações existem outras
estratégias que poderão ser, até, mais eficientes.

Logo, percebe-se que a essência do projeto deve ser bem articulada,


exigindo-se, para tanto, que a professora seja uma pesquisadora do assunto,
que constantemente levante questões pertinentes e que incentive seus alunos
a proporem soluções.

A postura do professor diante das dificuldades de seus alunos deve-se


ser a de observar as causas e sintomas dessas dificuldades, já que evidenciam
mais do que as potencialidades. É dever deste o cuidado em preservar e zelar
as condições e imagem do educando, e para que a aprendizagem de forma
dinâmica e prazerosa deve-se experimentar alguns métodos capazes de
auxiliar na construção de um vínculo positivo com as demais áreas de
aprendizagem que os alunos necessitam aprimorar, esse encontrado no
Projeto de Trabalho.

Entre as formas de intervenção psicopedagógica sugere-se a


organização de turmas para o trabalho em grupo, juntando alunos que
aprendem com facilidade e alunos que apresentam dificuldades de
aprendizagem, para que através do outro ele possa compreender de uma
forma diversificada. Para que atuação psicopedagógica ocorra propõe-se:
escutar, olhar, deter-se nas fraturas do discurso, observar e relacionar com o
que aconteceu previamente à fratura, descobrir o esquema de ação
subjacente, ou seja, busca-se a repetição dos esquemas de ação, e interpretar
a operação mais do que o conteúdo.

Para Vigotsky (1993, p. 33) Todos os seres humanos são capazes de


aprender, mas é necessário que adaptemos nossa forma de ensinar. E é nesse
parâmetro que o psicopedagogo costuma trabalhar, ao trazer alternativas
dinâmicas e diversificadas para o educando com dificuldade.

26
Para completar, Piaget (1976, p.78), afirma que uma ação não é
necessariamente lúdica ou adaptativa na sua origem. Qualquer ação pode ser
transformada em uma experiência e esta é movida pelo desejo de encontrar
prazer e poder. Em crianças com dificuldade de aprendizagem deve-se
observar como a criança planeja sua ação, propondo meios e condições para o
seu desenvolvimento.

Logo, denomina-se atuação psicopedagógica as estratégias que visam à


recuperação, ou melhor, desenvolvimento dos conteúdos prejudicadas gerando
um déficit nos procedimentos de orientação de estudos e atividades como
brincadeiras, jogos de regras e dramatizações realizadas na escola e na
sociedade. Tendo como objetivo promover a plena expressão da afetividade e
o desenvolvimento dos aspectos cognitivos, psicológicos e pedagógicas, sendo
essas provenientes ou não de dificuldades de aprendizagem.

Pode-se concluir que, ressaltando como um dos objetivos, a intervenção


em uma ação psicopedagógica revela a necessidade de se fazer à mediação
entre a criança e seus objetivos face ao conhecimento ministrado. Logo,
diversos autores inserem como parâmetro de aprendizagem, o campo e a
natureza da intervenção psicopedagógica

É nesta condição, que se tem uma idéia ampla sobre o papel do


psicopedagogo, sabendo-se que a intervenção advém da necessidade do
conhecimento de alternativas para a resolução dos problemas e,
principalmente, na construção de um diagnóstico preciso. E para que tais
ocorram de forma objetiva se faz o uso de alternativas dinâmicas, capazes de
transmitir conhecimento e aprendizagem de uma forma prazerosa, tal como o
Projeto de Trabalho

27
Conclusão

Verifica-se que a psicopedagogia utiliza os termos "ensinantes e


aprendentes" para denominar as ações do professor e do aluno. Em relação a
psicopedagogia esses papéis alternam-se durante to o processo ensino-
aprendizagem.

Erroneamente, grande parte dos educadores desejam que os alunos


acertem sempre, mas deve-se adquirir um novo olhar sobre o erro na
aprendizagem, pois sabemos que o erro é um indicador de como o aluno está
pensando e como ele compreendeu o que foi ensinado.

O professor também deve ter mais cautela ao analisar os erros dos


alunos, assim, a Psicopedagogia propõe diversas formar de intervenção com
através da elaboração, reformulação e práticas docentes de modo que essas
se aproximam das necessidades dos alunos, atendendo as dificuldades que o
mesmo apresenta (Visca, 1991, p:33)

É de suma importância que o professor seja capaz de refletir sobre as


causas do fracasso escolar não para se culpar, mas para se responsabilizar.
Assim, procurar alternativas e meios para solucionar o problema. Nesse
contexto o papel do professor, ocorre em uma visão psicopedagógica, ao ser
um investigador dos processos de aprendizagem de seus alunos, evitando que
o problema de aprendizagem leve a um fracasso escolar.

Para que possa auxiliar na construção da aprendizagem, é necessário


compreender como ocorre o conhecimento, objetos que interferem na
aprendizagem, seus diferentes estágios, e as diferentes teorias que podem
transformar o trabalho do professor em processo científico (Piaget, 1988, p.45).

Recomenda-se que o professor, em conjunto com a equipe da escola e


a intervenção do psicopedagogo, reflita sobre a estrutura curricular que está
sendo oferecida e a compatibilidade deste com a estrutura cognitiva, afetiva e
social do aluno com dificuldade de aprendizagem, afinal para a psicopedagogia
a aprendizagem baseia-se no equilíbrio dessas estruturas.

28
Nesse contexto, o enfoque psicopedagógico da dificuldade de
aprendizagem compreende os processos de desenvolvimento e os caminhos
da aprendizagem, e a visão que se tem sobre o aluno é de uma forma
interdisciplinar, buscando apoio em várias áreas do conhecimento , analisando
a aprendizagem no contexto escolar, familiar , no aspecto afetivo, cognitivo e
biológico.

Logo, a Psicopedagogia pode usufruir com segurança da sua atuação


com o Projeto de Trabalho, ressaltando que este se mostra uma forma especial
de integrar os envolvidos em busca do mesmo objetivo e que, sem dúvidas, se
utilizado de forma clara e específica auxiliará nas dificuldades de
aprendizagem, fazendo a diferença no desenvolvimento intelectual das
crianças.

29
Bibliografia

ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith & GEWANDSZNAJDER, Fernando. O


método nas ciências Naturais e Sociais – Pesquisa Quantitativa e
Qualitativa. São Paulo. Editora: Pioneira ,1998.

BARBOSA, Laura Mont Serrat. O projeto de trabalho – uma forma de


atuação psicopedagógica. Curitiba, Paraná: Gráfica Arins, 1999.

BOSSA, Nadia A. A Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre, Rio


Grande do Sul: Artes Médicas Sul, 2000.

CANEN, Ana & ANDRADE, Ludmila Thomé. Construções discursivas


sobre pesquisa em educação: o que dizem professores formadores
de universitários, Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 30, n. 1, pp.
49-65, 2005.

CASTANHO, Marisa Irene Siqueira. Artigo: Competências na


Psicopedagogia: um enfoque para o novo milênio. in Revista
Psicopedagogia, volume 19 - n.º 59, 2002.

COLL, César e outros. Construtivismo na sala de aula . São Paulo: ed.


Ática,1996

DEMO, Pedro: Pesquisa – Princípio Científico e Educativo. 4.a ed.


São Paulo. Editora: Cortez,1996.

FREIRE, Madalena. A paixão de conhecer o mundo: relato de uma


professora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

HELM e BENEKE (orgs). O poder dos projetos : novas estratégias e


soluções para a Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2005.

HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e Mudança na Educação: os


projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998

30
HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do
currículo por projetos de trabalho: O conhecimento é um
caleidoscópio.Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

SCOZ, Beatriz. RUBISTEIN, Edith. ROSSA, Eunice Maria Muniz.


BARONE, Leda Maria Codeço. Psicopedagogia – o caráter
interdisciplinar na formação e atuação profissional. Porto Alegre: Rio
Grande do Sul: Artes Médicas, 1987.

VYGOTSKY, L.S. Aprendizagem e desenvolvimento intelectual na idade


escolar. In: VYGOTSKY, L.S. et al. Linguagem, desenvolvimento e
aprendizagem.
São Paulo: Ícone; EDUSP, 1988.

ZABALA, Antoni , A prática educativa – Como ensinar, Artmed.


Profissão. Professor, Lisboa, Don Quixote. 2002

31