Você está na página 1de 40

CADERNOS

DE APOIO À
APRENDIZAGEM
PORTUGUês

8
Unidade 3 – versão – 11 junho 2021

ano
Governo da Bahia Góes • Janeide Sousa Santos • João Luiz Pereira
Da Costa Ferreira • Jucy Eudete Lôbo • Laís
Rui Costa | Governador Amélia Silva Lobo • Leide Fausta Gomes da Silva
João Leão | Vice-Governador • Manoela Oliveira de Souza Santana • Márcia de
Cássia Santos Mendes • Maria Cristina Santos
Jerônimo Rodrigues Souza | Secretário da Educação Feitosa • Marielson Nascimento Alves • Mirela
Danilo de Melo Souza | Subsecretário Gonçalves Conceição • Nilson Maynard Menezes
• Suzimá Jaques Silveira • Tamires Fraga Martins
Manuelita Falcão Brito | Superintendente de Políticas • Uenderson Jackson Brites de Jesus • Yone Maria
para a Educação Básica Costa Santiago • Viviane Paraguaçu Nunes

Equipe Educação Inclusiva


Coordenação Geral Marlene Cardoso • Ana Claudia Henrique Mattos •
Manuelita Falcão Brito Daiane Sousa de Pina Silva • Edmeire Santos Costa
Jurema Oliveira Brito • Gabriela Silva de Jesus • Nancy Araújo Bento •
Letícia Machado dos Santos Cíntia Barbosa de Oliveira Bispo

Diretoria de Currículo, Avaliação e Tecnologias Edu- Coordenação da Revisão


cacionais Ivonilde Espirito Santo de Andrade
Jurema Oliveira Brito Jurema Oliveira Brito
Letícia Machado dos Santos
Diretoria de Educação e Suas Modalidades Silvana Maria de Carvalho Pereira
Iara Martins Icó Sousa Revisão de Conteúdo
Coordenações das Etapas e Modalidades Alécio de Andrade Souza • Ana Paula Silva Santos
da Educação Básica • Carlos Antônio Neves Júnior • Carmelita Souza
Oliveira • Cláudia Celly Pessoa de Souza Acunã
Coordenação de Educação Infantil e Ensino Fundamental • Claudio Marcelo Matos Guimarães • Edileuza
Nunes Simões Neris • Eliana Dias Guimarães
Kátia Suely Paim Matheó
• Gabriel Souza Pereira • Helena Vieira Pabst •
Coordenação de Ensino Médio Helionete Santos da Boa Morte • Helisângela Acris
Renata Silva de Souza Borges de Araujo • Ivan De Pinho Espinheira Filho
• João Marciano de Souza Neto • Jose Expedito
Coordenação do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica de Jesus Junior • Jussara Santos Silveira Ferraz
Letícia Machado dos Santos • Kátia Souza de Lima Ramos • Letícia Machado
dos Santos • Márcia de Cácia Santos Mendes •
Coordenação da Educação do Campo e Escolar Quilombola Márcio Argolo Queiroz • Mônica Moreira de Oliveira
Poliana Nascimento dos Reis Torres • Renata Silva de Souza • Roberto Cedraz
de Oliveira • Rogério da Silva Fonseca • Solange
Coordenação de Educação Escolar Indígena Alcântara Neves da Rocha • Sônia Maria Cavalcanti
José Carlos Batista Magalhães Figueiredo
Coordenação de Educação Especial Revisão Ortográfica
Marlene Santos Cardoso Ivonilde Espirito Santo de Andrade • Ana Lúcia
Cerqueira Ramos • Clísia Sousa da Costa • Elias
Coordenação da Educação de Jovens e Adultos dos Santos Barbosa • Elisângela das Neves Aguiar
Isadora Sampaio • Jussara Bispo dos Santos • Maria Augusta Cortial
Chagas da Silva • Marisa Carreiro Faustino •
Coordenação da Área de Linguagens Rosangela De Gino Bento • Roseli Gonçalves dos
Márcia de Cácia Santos Mendes Santos • Tânia Regina Gonçalves do Vale • Solange
Maria de Fátima Fonseca Alcântara Neves da Rocha
Equipe de Elaboração Colaboradores
Adriana Almeida Amorim • Andréia Santos Santana • Artur Edvânia Maria Barros Lima
Andrade Pinho • Bleiser Santos de Lima • Carlos Vagner Gabriel Souza Pereira
da Silva Matos • Cássio José Laranjeira da Silva • Claudete Gabriel Teixeira Guia
dos Santos de Souza • Claudia Cavalcante Cedraz Caribé de Jorge Luiz Lopes
Oliveira • Cláudia Celly Pessoa de Souza Acunã • Claudia José Raimundo dos Santos Neris
Norberta dos Santos Amaral • Daiane Sousa de Pina Silva Shirley Conceição Silva da Costa
Elci Paim Pereira • Elizabete Bastos da Silva • Elizabete Silvana Maria de Carvalho Pereira
Cardoso Maia • Elisana Georgia Silva dos Santos • Elza
Sueli Lima da Silva • Gabriela Dias Lima Gramacho Fraga Projeto Gráfico e Diagramação
• Gabriel Silva Almeida • Gidean de Jesus Nunes Júnior • Bárbara Monteiro
Gildo Mariano de Jesus • Gilmara Carneiro da Silva Freitas
• Ivan De Pinho Espinheira Filho • Jaildon Jorge Amorim
À Comunidade Escolar,
A pandemia do coronavírus explicitou problemas e introduziu desafios
para a educação pública, mas apresentou também possibilidades de inova-
ção. Reconectou-nos com a potência do trabalho em rede, não apenas das
redes sociais e das tecnologias digitais, mas, sobretudo, desse tanto de gen-
te corajosa e criativa que existe ao lado da evolução da educação baiana.

Neste contexto, é com satisfação que a Secretaria de Educação da Bahia dis-


ponibiliza para a comunidade educacional os Cadernos de Apoio à Apren-
dizagem, um material pedagógico elaborado por dezenas de professoras e
professores da rede estadual durante o período de suspensão das aulas. Os
Cadernos são uma parte importante da estratégia de retomada das ativida-
des letivas, que facilitam a conciliação dos tempos e espaços, articulados a
outras ações pedagógicas destinadas a apoiar docentes e estudantes.

Assegurar uma educação pública de qualidade social nunca foi uma mis-
são simples, mas, nesta quadra da história, ela passou a ser ainda mais
ousada. Pois, além de superarmos essa crise, precisamos fazê-la sem com-
prometer essa geração, cujas vidas e rotinas foram subitamente alteradas,
às vezes, de forma dolorosa. E só conseguiremos fazer isso se trabalhar-
mos juntos, de forma colaborativa, em redes de pessoas que acolhem, cui-
dam, participam e constroem juntas o hoje e o amanhã.

Assim, desejamos que este material seja útil na condução do trabalho pe-
dagógico e que sirva de inspiração para outras produções. Neste sentido, ao
tempo em que agradecemos a todos/as que ajudaram a construir este vo-
lume, convidamos educadores e educadoras a desenvolverem novos mate-
riais, em diferentes mídias, a partir dos Cadernos de Apoio, contemplando
os contextos territoriais de cada canto deste “país” chamado Bahia.

Saudações educacionais!

Jerônimo Rodrigues
3
Práticas de Linguagem – leitura, oralidade,
análise linguística, produção de texto

Objetos de Conhecimento:
1. Efeitos de sentido. 2. Exploração da multissemiose. 3. Morfossintaxe. 4. Procedimentos de
apoio à compreensão. 5. Tomada de nota. 6. Estratégia de leitura apreciação e réplica. 7. Textu-
alização, tendo em vista produção, as características do gênero, o estabelecimento de coesão,
adequação à norma-padrão e o uso adequado de ferramentas de edição. 8. Estratégia de leitura
apreciação e réplica.

Competência(s):
1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos
contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comuni-
dade a que pertencem. 2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos
diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar
da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia
e protagonismo na vida social. 3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que cir-
culam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de
modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos e continuar aprendendo.
4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de varieda-
des linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos. 5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o
estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao/s interlocutor/es e ao gênero do discurso/gênero
textual. 6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios
de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem
direitos humanos e ambientais. 7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de senti-
dos, valores e ideologias. 8. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas
digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender
e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.

Habilidades:
1. (EF67LP28) Ler, de forma autônoma, e compreender – selecionando procedimentos e estratégias de
leitura adequadas a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes –,
romances infanto-juvenis, contos populares, contos de terror, lendas brasileiras, indígenas e africanas,
narrativas de aventuras, narrativas de enigma, mitos, crônicas, autobiografias, histórias em quadrinhos,
mangás, poemas de forma livre e fixa (como sonetos e cordéis), videopoemas, poemas visuais, dentre
outros, expressando avaliação sobre o texto lido e estabelecendo preferências por gêneros, temas,
autores. 2. (EF08LP03) Produzir artigos de opinião, tendo em vista o contexto de produção dado, a
defesa de um ponto de vista, utilizando argumentos e contra-argumentos e articuladores de coesão que
marquem relações de oposição, contraste, exemplificação, ênfase. 3. (EF08LP10) Interpretar, em textos
lidos ou de produção própria, efeitos de sentido de modificadores do verbo (adjuntos adverbiais – advérbios
e expressões adverbiais), usando-os para enriquecer seus próprios textos. 4. (EF08LP11) Identificar, em
textos lidos ou de produção própria, agrupamento de orações em períodos, diferenciando coordenação de
subordinação. 5. (EF08LP12) Identificar, em textos lidos, orações subordinadas com conjunções de uso
frequente, incorporando-as às suas próprias produções. 6. (EF08LP16) Explicar os efeitos de sentido do
uso, em textos, de estratégias de modalização e argumentatividade (sinais de pontuação, adjetivos, subs-
tantivos, expressões de grau, verbos e perífrases verbais, advérbios etc.). 7. (EF89LP04) Identificar e avaliar
teses/opiniões/ posicionamentos explícitos e implícitos, argumentos e contra-argumentos em textos argu-
mentativos do campo (carta de leitor, comentário, artigo de opinião, resenha crítica etc.), posicionando-se
frente à questão controversa de forma sustentada. 8. (EF89LP07) Analisar, em notícias, reportagens e peças
publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido devido ao tratamento e à composição dos elementos
nas imagens em movimento, à performance, à montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as
linguagens – complementaridades, interferências etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos
das músicas e efeitos sonoros. 9. (EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de
produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha
do tema ou questão a ser discutido(a), da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento
de dados e informações sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em
jogo, da definição – o que pode envolver consultas a fontes diversas, entrevistas com especialistas, análise
de textos, organização esquemática das informações e argumentos –, dos (tipos de) argumentos e estraté-
gias que se pretendem utilizar para convencer os leitores. 10. (EF89LP28) Tomar nota de videoaulas, aulas
digitais, apresentações multimídias, vídeos de divulgação científica, documentários e afins, identificando,
em função dos objetivos, informações principais para apoio ao estudo e realizando, quando necessário, uma
síntese final que destaque e reorganize os pontos ou conceitos centrais e suas relações e que, em alguns ca-
sos, seja acompanhada de reflexões pessoais, que podem conter dúvidas, questionamentos, considerações
etc. 11. (EF89LP37) Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo,
antítese, aliteração, assonância, dentre outras.

TEMA: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos senti-


dos de um texto
Objetivos de Aprendizagem: Identificar as características estruturais, discursivas e estéticas dos
textos publicitários. Demonstrar a atuação do gênero textual anúncio, em específico as peças publi-
citárias em diferentes mídias. Conferir a aprendizagem necessária para a construção do texto de
autoria. Compreender o que é cada aspecto das estratégias de escrita na produção de autoria. Reco-
nhecer e reproduzir as características gerais de uma peça publicitária.
Aula Atividade

Leitura do texto e escuta da canção. Observação das sensações provocadas pela


experiência com o texto. Realização da atividade proposta em EXPLORANDO A
Semana 1 a 2

1, TRILHA para aprofundamento doa sentidos do texto. Discussão sobre a realizada,


2, tirando as dúvidas que surgirem e ampliando os sentidos percebidos no texto.
Leitura das informações sobre o gênero textual, observando-as no texto proposto.
3e Registro sobre o aprendizado através da atividade proposta em RESOLVENDO OS
4 DESAFIOS DA TRILHA. Realização da criação de perfis proposta em A TRILHA NA
MINHA VIDA. Solicitação da realização da PROPOSTA DE INTERVENÇÃO SOCIAL.
Levantamento das atividades realizadas e autoavaliação.

TEMA: O Futuro do Mundo – reflexões


Objetivos de Aprendizagem: Ler e compreender a tirinha, percebendo os efeitos de sentido das es-
colhas linguísticas. Reconhecer enunciados como frase, oração, períodos; associar adjuntos adver-
biais a advérbios, locuções adjetivas e orações subordinadas adverbiais. Inferir os valores semân-
ticos dos adjuntos adverbiais, interpretando seu sentido dentro de um contexto. Diferenciar o valor
semântico de um mesmo advérbio em diferentes contextos; empregar adjuntos adverbiais
com diferentes valores semânticos em ideias e textos. Planejar e redigir pequenos textos envolven-
do relatos e argumentos a partir das atividades propostas.
Aula Atividade

Abordagem do objeto de conhecimento e aprofundamento dos estudos através do


Semana 3 a 4

5, livro didático. Realização das atividades propostas na etapa LENDO AS PAISA-


6, GENS e EXPLORANDO A TRILHA. Resolução da cruzadinha. Produções de textos
7e a partir das propostas feita em COLOQUE A MÃO NA MASSA e A TRILHA NA
8 MINHA VIDA. Realização da enquete e compartilhamento das produções que dela
resultaram. Autoavaliação.

TEMA: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões


Objetivos de Aprendizagem: Ler, compreender e interpretar o conto, relacionando-o à vida. Explorar
a linguagem do texto, percebendo os efeitos de sentido. Caracterizar o gênero textual, ressaltando sua
significação atemporal e não etária. Relacionar os sentidos do texto a escolhas pessoais e ao processo
de crescimento/ amadurecimento. Explorar temáticas relacionadas ao conto lido. Planejar e produzir
textos a partir das temáticas relacionadas ao conto e da troca de ideias/ experiências com o outro.
Aula Atividade

Início da trilha e leitura do conto proposto. Reflexão sobre a narrativa lida. Reali-
zação as atividades de compreensão e interpretação do texto. Uso do caderno
Semana 5 a 6

9, para registro das atividades. Reflexão sobre o gênero textual e o texto lido, bem
10, como das temáticas abordadas ao longo da história. Planejamento de um relato
11 e pessoal em forma de conto narrado na 1ª pessoa com registro no caderno.
12 Produção textual com base nas propostas feitas. Trabalho de oralidade: contar o
texto com as próprias palavras para diferentes públicos (pessoas de idades dife-
rentes). Registro das impressões dos interlocutores. Autoavaliação.

TEMA: Entre a razão e a emoção – reflexões


Objetivos de Aprendizagem: Ler, compreender e interpretar o cordel, relacionando-o a divergên-
cias e convergências de ideias. Revisar as características do gênero textual cordel, seu contexto de
produção. Perceber na peleja, a dinâmica da argumentação e contra-argumentação. Reconhecer os
efeitos de sentido das orações subordinadas adverbiais presentes no texto. Relacionar a dualidade
apresentada no cordel a posicionamentos divergentes e convergentes que se têm na vida. Organizar
ideias, construir argumentos e registrá-los em artigo de opinião.
Aula Atividade
Início da trilha e leitura do cordel, com revisão sobre o gênero textual. Leitura
participativa do cordel: tentativa de leitura em dupla, mesmo que por meio digi-
tais. Atividade de compreensão e interpretação do texto, com registro no caderno.
Semana 7 a 8

13, Revisão sobre argumentação e sobre as características do artigo de opinião.


14, Atividade extra: transformar alguns posicionamentos do cordel em parágrafo
15 e argumentativo. Atividade: mapa mental para reunião de aspectos positivos e
16 negativos relacionados a determinado tema. Planejamento e produção de artigo
de opinião com base nas ideias do mapa mental. Realização do exercício de auto-
conhecimento proposto. Compartilhamento da experiência com o outro. Autoava-
liação quanto à trilha e à Unidade.
Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão
TRILHA 9 e expansão dos sentidos de um texto

1. PONTO DE ENCONTRO
Olá, estudante! Como você está? Vamos iniciar mais uma etapa da nossa
caminhada! Garanto que será uma viagem de muitas descobertas, apren-
dizados, trocas de experiências e alegrias, porque adquirir conhecimento
é sempre um momento de regozijo tanto para quem dá, quanto para quem
recebe. Então vem comigo! Nesta estrada que trilharemos, vamos observar
as escolhas de palavras e como elas foram organizadas, os ritmos e melo-
dias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto.
Prepare-se: será um prazer e um desafio!

2. BOTANDO O PÉ NA ESTRADA
Todos nós temos pessoas importantes na nossa vida, sejam elas parentes,
amigos ou amores.

1 Para você, o que é vida? Imagine que você vai percorrer um cami-
nho importante para sua vida. Quem você escolheria para acom-
panhá-lo/a? Por quê? O que faria essa pessoa ficar ao seu lado?

Anote as respostas em seu diário de bordo (caderno).

3. LENDO AS PAISAGENS DA TRILHA


Agora você vai ler a letra de uma canção (Texto 1). Ao realizar a leitura
deste texto, observe a forma como ele é apresentado.

Se possível, ouça também a canção. Neste link você acessa a canção inter-
pretada pelo grupo musical Roupa Nova.
Sapato velho
Disponível em: https://open.spotify.com/track/6kpMG24Ov1GM8sYlm3v-
0GR?si=dYiYmMecT-S4SNBiRkbP2A. Acesso em: 20 Jan. 2021.

TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 1
Texto 1 – Sapato velho
Claudio Nucci / Paulinho Tapajós / Mú Carvalho

Você lembra, lembra Hoje não colho mais as flores-de-


Daquele tempo -maio
Eu tinha estrelas nos olhos Nem sou mais veloz como os heróis
Um jeito de herói É talvez eu seja simplesmente
Era mais forte e veloz Como um sapato velho
Que qualquer mocinho de cowboy Mas ainda sirvo se você quiser
Você lembra, lembra Basta você me calçar
Que eu costumava andar Que eu aqueço o frio dos seus pés
Bem mais de mil léguas pra poder buscar Letra de Sapato velho ©Warner Cha-
Flores-de-maio azuis ppell Music, Inc, Universal Music
E os seus cabelos enfeitar Publishing Group. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/roupa-no-
Água da fonte cansei de beber va/63905/. Acesso em: 20 Jan. 2021.
Pra não envelhecer
Como quisesse roubar da manhã
um lindo pôr-de-sol

1 Enquanto você ouvia a canção, que sentimentos ela despertou


em você?
2 Se você fosse falar para alguém sobre essa música, como você
contaria a história que está em sua letra?

Não deixe de registrar suas respostas em seu caderno.

4. EXPLORANDO A TRILHA
Agora é hora de um mergulho no mundo dos sentidos.
Você sabia que quem fala na canção ou no poema não é o compositor
ou o poeta? Quem fala é o eu lírico. O eu lírico dá voz às ideias do autor;
assim, independente de quem seja o compositor ou o poeta, o eu lírico pode
ser representado por uma pessoa de gênero, idade, cultura diferente, por
animais e até por seres inanimados.
TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 2
Para nos aprofundar na compreensão da canção, responda as perguntas no
seu diário de bordo (caderno):

1 Na última estrofe da canção, o eu lírico se compara a um sapato


velho. E é essa comparação que nos remete ao título da canção.
a) Ele diz: “talvez eu seja simplesmente / como um sapato
velho”. O que ser um sapato velho representaria nesse contexto?
b) Sendo um “sapato velho”, o eu lírico fala de aquecer “o frio
dos seus pés”.
2 Quem seria o eu lírico da canção? O que fez você chegar a essa
conclusão?
3 O eu lírico somente apresenta seus sentimentos e experiências
ou ele se dirige a alguém? Explique sua resposta, comprovando-
-a com um verso da canção.
4 As escolhas linguísticas também têm significado. Ao repetir o
verbo lembrar no primeiro verso das duas primeiras estrofes
(“Você lembra, lembra”), qual é a intenção do eu lírico? Que
sentimento ele transmite com isso?
5 O que seriam as “estrelas nos olhos” (2º verso /1ª estrofe)? Que
sentimentos provocam esse fenômeno?
6 No 2º e 3º versos da 2ª estrofe, o eu lírico fala em andar mais de
mil léguas. A légua é uma medida itinerária antiga e variável
que equivale a cerca de 4 a 6 quilômetros. Vamos à matemática
dos sentidos: mais de mil léguas seriam mais de 4.000 mil qui-
lômetros. Que distância! Quase impossível de se andar apenas
para buscar flores... A expressão usada pelo eu lírico é, então,
uma HIPÉRBOLE, figura de linguagem que recorre ao exagero
para transmitir uma ideia.
Que ideia era essa que eu lírico queria transmitir com o uso da
hipérbole?
7 A escolha de tempos verbais também aprimora os sentidos
que se quer sugerir. Ao dizer que “era” (4º verso /1ª estrofe) e
“costumava” (2º verso /2ª estrofe), como se pode caracterizar as
ações do eu lírico?

TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 3
8 O verbo cansar no 1º verso da 3ª estrofe (“Água da fonte cansei
de beber”) também se refere a uma ação passada, mas o verbo
tem um sentido diferente dos verbos da pergunta anterior. Que
sentido é esse?
9 Que sentido o contraponto entre as expressões adverbiais “daquele
tempo” (2ºverso / 1ª estrofe) e “hoje” (4º verso / 3ª estrofe) sugere?
10 Como o eu lírico se sentia quando era jovem? Como ele passou a
se sentir quando ficou mais velho?

5. RESOLVENDO DESAFIOS DA TRILHA


A letra de uma canção é um gênero textual que se assemelha ao poema
quanto à linguagem e à estrutura.
Tanto na canção como no poema prevalece a função poética da
linguagem, que é centrada na própria mensagem, ou seja, no texto.
Assim, tanto a estrutura do texto como a linguagem são asso-
ciadas para formar um poema ou canção que dê vazão à subjeti-
vidade do autor de tal forma que desperte a empatia ou os senti-
mentos do leitor.
A canção apresenta-se estruturada em versos que correspondem a
cada linha do texto. Esses versos podem se apresentar agrupados
em estrofes. Pode haver uma estrofe que se repita uma ou mais
vezes na canção; a essa estrofe dá-se o nome de refrão.

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

As escolhas linguísticas do compositor da canção podem fazer


com que alguns versos apresentem repetições de sons, rimas e
figuras de linguagem.

TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 4
Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

O uso do sentido conotativo das palavras ou expressões se faz


presente ajudando na formação dos efeitos de sentidos e na
criação de novos significados.

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

Vamos ver as características do gênero no texto lido. Para isso, pegue seu
diário de bordo (caderno) e responda as questões:

1 De quantas estrofes é composta a canção?

2 Todas as estrofes são formadas pelo mesmo número de versos?


Quantos são os versos de cada estrofe?

3 Há rimas em todas as estrofes? Que palavras rimam em cada


estrofe?

6. A TRILHA É SUA: COLOQUE A MÃO NA MASSA


Há mais para saber! Se canção e poema são gêneros textuais tão parecidos,
o que os diferencia?

TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 5
A diferença entre a canção e o poema é que a canção é um gênero
híbrido: combina a linguagem verbal poética com a linguagem
musical representada pela melodia.

Devido à combinação do aspecto verbal com o musical, muitas vezes a


leitura de uma letra de canção é diferente da forma como ela é cantada.
A velocidade com que as palavras são ditas, a pronúncia de sílabas
e palavras podem ser diferentes quando elas são cantadas. Às vezes,
uma sílaba ou palavra é cantada de forma mais curta ou prolongada
para que a letra da canção combine com a melodia.
Além disso, a melodia também contribui para a formação de sentidos
da canção. Uma melodia mais grave ou mais aguda, mais rápida ou
mais lenta, assim como a escolha dos instrumentos que vão mate-
rializar a melodia agregam sentido, fazendo com que o interlocutor,
aquele que ouve a canção, perceba a mensagem do compositor.
Tudo isso contribui para despertar sensações nas pessoas que ouvem
uma canção, que é a função desse gênero textual.
Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

Depois de ouvir a canção, que tal experimentar cantá-la? Neste link você vai
abrir um vídeo em que a melodia e a letra da canção aparecem, só falta a sua
voz, como em um karaokê. Se quiser, grave a sua experiência. Cante junto:
Roupa Nova Sapato velho – Karaokê
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tn3U6EJ7KiI.
Acesso em: 20 Jan. 2021.
Como foi a experiência de cantar a canção? As sensações que você teve
foram as mesmas que você sentiu ao ouvi-la?
Anote suas observações no seu diário de bordo (caderno) e depois
compartilhe o que você sentiu com seus colegas, aproveitando para
trocar ideias e construir novos sentidos para o texto.

7. A TRILHA NA MINHA VIDA


Depois de conhecer a canção e o eu lírico que ela apresenta, poderíamos
até fazer um perfil dessa pessoa com base nas vivências, ações e senti-
TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 6
mentos demonstrados no decorrer do texto. Quando você estava BOTANDO
O PÉ NA ESTRADA, perguntamos quem você levaria num caminho impor-
tante para a sua vida. Que tal criar o perfil dessa pessoa?
Copie o quadro a seguir no seu diário de bordo (caderno) e preencha os
espaços com as características que compõem o perfil da pessoa que você
escolheu para ser seu “sapato velho”.

Ações admiráveis que seria


Experiências de vida
capaz de fazer
Nome da pessoa
Sentimentos que caracterizam Valores humanos em que pauta
esta pessoa sua vida

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

Agora pense: se você fosse o “sapato velho” para alguém, o que haveria
em seu perfil? Copie o mesmo mapa no seu diário de bordo (caderno)
e o preencha com os dados que poderiam torná-lo a companhia ideal
para alguém especial na sua vida.

8. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO SOCIAL


Após caminhar até aqui, você, através da compreensão da canção e
das reflexões sobre os sentidos apresentados no texto, observou alguns
aspectos que devem fazer parte de uma relação de confiança duradoura.
Porém, muitos desses aspectos são subjetivos, fazem parte de sua opinião,
de seu ponto de vista. Será que as pessoas com quem você convive já
pararam para pensar nas características que tornam alguém, uma boa
companhia ou uma companhia de confiança?

Leia a letra da canção, use a gravação de sua leitura ou envie o link da


música para pessoas de seu convívio e pergunte a elas o que, no ponto de
vista delas, significaria ser um sapato velho que aquece o frio dos pés de
alguém querido. Pergunte também quem seria um “sapato velho” para elas
e para quem seriam um “sapato velho”. Diga-lhes que não precisam citar
nomes, apenas o tipo de relacionamento que têm com essa pessoa (irmã/
irmão, amigo/a, pai/mãe...). Você pode fazer isso pessoalmente ou por
mensagem de texto, escrita ou em áudio.
TRILHA 9 | Tema: Os ritmos e melodias na busca da compreensão e expansão dos sentidos de um texto 7
Copie o quadro a seguir no seu diário de bordo (caderno) e anote as
respostas que recebeu. Use uma linha para cada pessoa com quem
você conversou.

Pessoa Significado da Quem seria um “sapato Para quem ela seria


entrevistada expressão velho” para ela um “sapato velho”

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

Compare as respostas recebidas com as suas impressões, fazendo uma boa


reflexão.
Esse exercício de reflexão contribui para que as pessoas observem quem é
o outro, como ele é, assim como possibilita olhar para si mesmo buscando
características próprias que gerem confiança na sua relação com as
pessoas com quem convive.

9. AUTOAVALIAÇÃO
Como foi sua caminhada nesta trilha? Reflita.

a) Você acompanhou cada passo proposto?


b) Você registrou as observações e atividades propostas no
seu diário de bordo (caderno)?
c) Aprofundou-se na compreensão de sentidos com a criação
do seu perfil e do perfil de uma pessoa de sua escolha?
d) Fez um levantamento de como outras pessoas do seu
convívio interpretariam o “sapato velho que aquece o frio dos
pés”? Comparou as opiniões obtidas com as suas reflexões?

Depois de refletir sobre as questões propostas, registre no seu diário de


bordo (caderno) suas impressões sobre esta trilha completando as frases:

Eu aprendi que... Eu gostei de... Eu achei difícil... Eu não consegui…

Até a próxima trilha!

8
TRILHA 10 Tema: O Futuro do Mundo – reflexões

1. PONTO DE ENCONTRO
Querido/a estudante! Vamos caminhar? Começando uma nova trilha nos
perguntamos: para onde vamos agora? Como será esse caminho? Quanto
tempo durará esta trilha?
Para responder essas perguntas certamente, faríamos uso de adjuntos
adverbiais que nos indicariam o lugar, o modo e o tempo relacionados aos
estudos propostos.
E quais seriam as respostas para essas perguntas? Venha descobrir com o
tema Trilhando sobre o mundo do futuro através de diversas circunstân-
cias. Vamos nessa!

2. BOTANDO O PÉ NA ESTRADA
Que tal nós começarmos lendo uma tirinha? Você sabe o que é uma
tirinha? Pois bem, a tirinha é um gênero textual que combina texto verbal
e não verbal para criar sentidos. É, geralmente, um texto curto que através
de sua mensagem apresenta subentendidos, ironia ou uma crítica, diver-
tindo-nos ao mesmo tempo em que nos faz pensar. Use seu diário de bordo
(caderno) para anotar suas reflexões sobre o texto.
Vamos aproveitar a tirinha (Texto 1) para aprender mais? Leia atentamente.

Texto 1

Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: Editora WMF Martins fontes, 2010.
p. 64.
Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: Editora WMF Martins fontes, 2010. p. 64.

TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 1


Vamos dialogar sobre a tirinha lida?

1 Observando a fala de Susanita no 2º quadrinho, responda: qual


disciplina são as lições a que as meninas se referem?
2 No 3º quadrinho, Mafalda brinca com o significado da palavra
“orações”. Qual o sentido da fala de Mafalda?
3 Para você, como seria o “mundo do futuro”?

Registre suas respostas no diário de bordo (caderno) e, depois, troque


ideias com seus colegas e professor/a sobre a tirinha.

Quando organizamos palavras para nos comunicar, criamos textos; esses


textos são formados por frases, orações, períodos.

Antes de responder às questões a seguir, revisite seu livro didático, procure


no índice o assunto: frase nominal e frase verbal; período simples e período
composto. Leia as orientações sobre suas características e alguns exem-
plos que determinam sua estrutura.

Ainda registrando em seu diário de bordo (caderno), reflita:

1 Em que situações da vida, nós usamos com frequência as frases


nominais? Escreva dois exemplos.

2 As frases verbais nos exigem verbos na sua estrutura. Esses


verbos podem indicar ações do sujeito que a pratica. Pense, no
seu dia a dia, quais as frases verbais que você mais ouve de seus
familiares? E de seus amigos? Registre essas frases destacando
os verbos usados.

3 Vamos retornar à tira da Mafalda. Há predominância de frases


verbais ou nominais? Justifique sua resposta, transcrevendo
uma frase e aponte o sentido do verbo usado.

TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 2


3. LENDO AS PAISAGENS DA TRILHA
Ainda caminhando na trilha da linguagem que forma o texto e seus
sentidos, daremos uma atenção especial aos adjuntos adverbiais.

Você já percebeu que papel dos adjuntos adverbiais assumem na nossa


comunicação? Que tal pensar sobre isso? Leia a mensagem:

Texto 2

Disponível em: https://


www.instagram.com/p/
BUjm25ll3mG/ Acesso
em: 18 Jan. 2021.

Vamos discutir sobre a leitura que fez da imagem?

1 Observe a linguagem não verbal, representada pela imagem.

a) Ela está dividida ao meio. O que as cores de cada metade da


imagem sugerem no seu entendimento?
b) Que outros elementos, em cada lado da imagem, contribuem
para reforçar o sentido percebido pelas cores?

TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 3


2 Ainda sobre a mensagem, reflita: você consegue ser alegre o
tempo todo? O que deixaria você alegre o tempo todo?

A mensagem acompanha a imagem e apresenta duas


circunstâncias: uma de negação (não) e outra de tempo (o
tempo inteiro). E se mexêssemos com as circunstâncias, o que
aconteceria? Ela continuaria de acordo com a imagem? Reflita
durante sua leitura:

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.

Se tirarmos a circunstância de negação, invertemos todo o


sentido da mensagem.

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.

Se tirarmos a circunstância de tempo, vamos inferir que a


pessoa que fala não consegue sentir alegria.

Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.

Se tirarmos as duas circunstâncias, entendemos que a pessoa


não é alegre, mas consegue ser em situações que não sabemos
quais são.

Eu só consigo ser alegre quando você está aqui.

Agora trocamos a circunstância de negação (não) por uma de


intensidade (só, somente); trocamos também a circunstância
de tempo por outra, representada por uma oração. Veja como o
sentido da mensagem muda!

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

É por isso que exploraremos mais os estudos sobre esses termos da oração.

Mas antes disso, no seu diário de bordo (caderno), reescreva a


frase da mensagem e acrescente outras circunstâncias. Que signi-
ficados às mensagens adaptadas por você apresentaram?

TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 4


4. EXPLORANDO A TRILHA
As orações e os períodos compostos por subordinação são formados por
elementos sintáticos; entre esses elementos estão os adjuntos adverbiais.

Os adjuntos adverbiais são representados pelos advérbios (uma palavra),


locuções adverbiais (expressão formada por mais de uma palavra) ou por
orações subordinadas adverbiais (enunciado com verbo).

O mais importante é que qualquer que seja o termo que os representem –


advérbios, locuções adverbiais, orações – os adjuntos adverbiais sempre
vão indicar uma circunstância, ou seja, um valor semântico, que acres-
centa sentido ou altera o sentido de um verbo, de um adjetivo, de outro
advérbio ou de toda uma oração.

Os adjuntos adverbiais podem apresentar diferentes valores semânticos


como tempo, lugar, modo, afirmação, negação, dúvida, intensidade, instru-
mento, meio, companhia, ordem, entre outros.

Se eles forem orações, podem dar ideia de tempo, proporção, finalidade,


causa, consequência, concessão, condição, comparação ou conformidade.

Observe os termos destacados no texto:

Texto 3
Mafalda não estava muito surpresa com a atividade. Ela esperava
que tivesse dever de casa naquele dia, mas por que o assunto da
tarefa tinha que ser tão complicado? Já sabia! Isso acontecera para
deixá-la preparada para a próxima tarefa...

Pense sobre as ideias do parágrafo acima a respeito de Mafalda. Pegue o


diário de bordo (caderno) e vamos lá!

1 Que sentidos os termos destacados apresentam?

2 Se mudássemos alguns desses termos, como o texto ficaria?

Anote tudo em seu diário de bordo (caderno) e depois troque ideias com os
colegas e professores.
TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 5
5. RESOLVENDO DESAFIOS DA TRILHA
É hora do desafio!
IMAGINE A SITUAÇÃO: você foi convidado/a para dar uma entrevista para
TV sobre sua concepção do MUNDO NO FUTURO. Responda as perguntas
usando uma expressão adverbial mais próxima do seu ponto de vista!
JORNALISTA: Você acredita no fim do mundo? (Na sua resposta
você deve usar advérbio de negação e tempo.)

JORNALISTA: O que você espera do futuro do mundo? (Na sua


resposta, você deverá usar expressões adverbiais de condição e
comparação.)

JORNALISTA: Você considera a preservação do meio ambiente


uma causa de um futuro melhor para o mundo? (Na sua resposta,
você deverá usar expressões adverbiais de dúvida, consequência e
condição.)

Use seu diário de bordo (caderno), para anotar todas as respostas. Depois,
revise o que escreveu. Caso tenha dúvidas de algumas expressões adver-
biais, consulte seu livro didático ou pesquise na internet.

6. A TRILHA É SUA: COLOQUE A MÃO NA MASSA


Agora transforme o exercício feito em “Resolvendo os desafios da trilha” em
uma entrevista de rádio. Chame um colega de sala, alguém da sua família
ou algum amigo de vizinhança e grave no WhatsApp (ou em outro aplica-
tivo) essa entrevista, você sendo sempre o entrevistado. Depois compartilhe
com sua professora e os colegas de turma a entrevista gravada.

7. A TRILHA NA MINHA VIDA


Nossa vida é cheia de adjuntos adverbiais, mas geralmente nós não os
percebemos, porque ainda não tínhamos refletido sobre seus valores
semânticos ou seu papel na nossa comunicação.

TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 6


Agora pare para pensar:

1 Que adjuntos adverbiais você mais ouve no seu dia a dia? Em


que situações isso acontece?
2 Você também vive usando adjuntos adverbiais! Quais são os
que você mais usa? Em que situações isso acontece?
3 Que adjuntos adverbiais você usaria para se referir ao “mundo
do futuro”?

Inspirado/a por seus conhecimentos, elabore três parágrafos, cada um com


base em uma das reflexões acima, mostrando como os adjuntos adverbiais
aparecem em sua vida.

8. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO SOCIAL


Que tal desafiar os outros agora?

Você percebeu, através de seus estudos, que nós todos usamos adjuntos
adverbiais. Agora, você vai fazer uma enquete com pessoas com quem
você convive ou com quem você possa fazer contato por alguma rede
social. Você vai apresentar as circunstâncias – representadas por orações
adverbiais – e propor que essas pessoas as completem, pensando sobre o
mundo no futuro.

Aqui estão algumas sugestões:

Se você pudesse mudar o mundo do futuro, você...


Mesmo que você não queira, você...
Quando você puder, você…

Anote em seu diário de bordo (caderno) as respostas recebidas. Observe em


que elas se assemelham, diferenciam-se ou como elas poderiam contribuir
para criar uma boa reflexão sobre a concepção de mundo no futuro.

TRILHA 10 | Tema: O Futuro do Mundo – reflexões 7


A partir de suas observações, crie um texto curto que apresente a
percepção das pessoas sobre o mundo do futuro e as sugestões de melho-
rias para ele. Registre o texto em seu diário de bordo (caderno). Apresente
seu texto para sua turma.

9. AUTOAVALIAÇÃO
Como foi sua caminhada até aqui?

a) Você acompanhou todos os passos da trilha?

b) Fez as atividades propostas no seu diário de bordo (caderno)?

c) Aprofundou seus conhecimentos, trocando ideias com cole-


gas e professores e pesquisando os assuntos abordados?

d) Cumpriu os desafios e colocou a mão na massa com a


entrevista?

e) Observou como os adjuntos adverbiais fazem parte da sua


vida e da vida dos que lhe rodeiam?

f) Ampliou sua possibilidade de brincar com os sentidos das


palavras em diferentes situações?

Faça um pequeno relato em seu diário de bordo (caderno) sobre esta trilha,
incluindo o que você considerou mais interessante, o que você percebeu de
mais desafiador e em que você gostaria de se aprofundar.

Abraços virtuais e até o próximo encontro!

8
TRILHA 11 Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões

1. PONTO DE ENCONTRO
Olá! Vamos para mais uma trilha em nossa aprendizagem! Neste novo
encontro, leremos um conto maravilhoso. Há quem pense que contos
maravilhosos são sempre infantis. Será? O que faz de um conto, um conto
maravilhoso? Além de nos contar uma história, o que mais ele tem a nos
dizer? Ficou curioso/a? Então vem comigo explorar o tema Do conto para a
vida: aprendizagens e reflexões.

2. BOTANDO O PÉ NA ESTRADA
Leia o significado do verbo tecer:

Tecer
• Formar um tecido ou trama com fios;
• Fazer uma estrutura a partir de materiais que se cruzam;
• Exprimir com palavras;
• Compor ou planejar algo que exige trabalho, atenção ou imaginação.

Disponível em: https://dicionario.priberam.org/tecer Acesso em: 28 Jan. 2021.

1 Reflita: Quem é você? Como você tece seus caminhos?

3. LENDO AS PAISAGENS DA TRILHA


Leia o conto de Marina Colasanti, sentindo a história enquanto passeia
por ela.
TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 1
Texto 1 – A Moça Tecelã
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das
beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o
dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos,
enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava
na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na
penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos
longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espan-
tavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados,
para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes
pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de
escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se
sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite,
depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha,
e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca
conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam
companhia. E, aos poucos, seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado,
rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente
acabando de entremear o último fio do ponto dos sapatos, quando bateram
à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de
pluma e foi entrando em sua vida. Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça
pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 2


E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos,
logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais
pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo,
agora que eram dois.
Mas pronta a casa, já́ não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou o homem.
Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arre-
mates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e
pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo
para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar
o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompa-
nhando o ritmo da lançadeira. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos
cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais
alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — disse. E antes de trancar a porta
à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio
de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu
maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou
em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se, subiu a longa escada da torre,
sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao
contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu
tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois
desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E nova-
mente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 3


A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e,
espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já́ desfazia
o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo
as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o
emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara.
E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã
repetiu na linha do horizonte.

COLASANTI, Marina. Mais de 100 histórias maravilhosas. São Paulo: Global


Editora, 2015. (Texto adaptado).

4. EXPLORANDO A TRILHA
Agora é hora de reler o texto, guiando-se pelas questões propostas sobre
ele. Use seu diário de bordo (caderno) para registrar suas respostas ou
outras perguntas que queira fazer ou debater sobre o texto.

1 O título do texto nos informa sobre de quem será a história con-


tada. É comum que as personagens das histórias tenham nome,
mas nesse conto isso não acontece. Por que você acha que a escri-
tora não deu um nome à personagem? Quem seria essa moça?

2 O ofício de tecelão ou tecelã consiste em tecer um pano no tear;


formar tecidos. No conto, o que a moça tecelã tecia?

3 No início da história:

a) Como a moça tecelã vivia e se sentia?


b) Em “Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e
batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a
moça passava os seus dias.” (4º parágrafo), o que o emprego da
forma verbal “passava” nos informa sobre as ações da moça?

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 4


4 Releia o trecho: “...ela própria trouxe o tempo em que se sentiu
sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter
um marido ao lado.” (7º parágrafo). O tempo verbal usado na
história muda de pretérito imperfeito para pretérito perfeito do
modo indicativo. O que representa essa mudança?

5 “E, aos poucos, seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado,


rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado.” (8º pará-
grafo). Como os adjetivos escolhidos pela autora caracterizam o
homem? Como foi sua atitude ao entrar na vida da mulher?

6 Se refletirmos sobre o trecho “E feliz foi, durante algum tempo” (10º


parágrafo), o que podemos inferir sobre a felicidade da mulher?

7 O fragmento “Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada


mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe
dar.” (10º parágrafo), dá a nós um exemplo da ideia de causa e
consequência. O que no fragmento representa uma causa? E
qual seria a consequência dela?

8 O que se pode inferir sobre o marido da tecelã, nesta fala: “Por


que ter casa, se podemos ter um palácio?” (13º parágrafo)?

9 Observe a presença da conjunção “e” no trecho:

“Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas,


e pátios e escadas, e salas e poços. [...] A neve caía lá fora, e ela não
tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo
para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os
pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.” (15º parágrafo)

a) No primeiro período, que efeito de sentido a repetição da


conjunção causa?

b) Nos períodos seguintes, a mesma conjunção, que geralmen-


te é usada para a adição de elementos e ideias, apresenta

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 5


outro sentido. Que sentido é esse? Por qual palavra ela po-
deria ser substituída, apresentando o mesmo sentido?

10 “E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe


pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros.” (19º
parágrafo).

a) Que fatos levaram a mulher a ter esse sentimento?

b) O que a comparação entre a tristeza e o palácio nos diz


sobre o sentimento da mulher?

11 No desfecho da narrativa, “a moça escolheu uma linha clara”. O


que a escolha da linha de cor clara simboliza nesse momento
do conto?

12 “Tecer era tudo que fazia. Tecer era tudo que queria fazer”. Essas
duas frases aparecem em dois momentos do conto: nos 6º e 18º
parágrafos.

a) Como a moça tecelã se sentia em cada ocorrência?

b) O que representava o ato de tecer em cada momento?

13 Se compararmos o papel que a sociedade espera que a mulher


assuma nos dias atuais com as atitudes e escolhas da moça
tecelã, a que conclusões pode-se chegar?
Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021. Disponível em:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9931/
Acesso em: 16 maio 2021 (Adaptado).
Disponível em: http://www.ufrgs.br/revistabemlegal/Vol.1%20n01%20-%20
2017/tecendo-sentidos-planejamento-de-aula-sobre-o-conto-a-moca-tecela/
Acesso em: 16 maio/2021 (Adaptado).

Combine com seus colegas e professor/a um momento (presencial ou


virtual) para debater as ideias do texto.

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 6


5. RESOLVENDO DESAFIOS DA TRILHA
Os contos são um gênero textual que, na estrutura da história, geralmente
apresentam as seguintes etapas: situação inicial, conflito, enredo (desen-
volvimento da história), clímax e desfecho.

Reveja o assunto no seu livro didático. Depois volte ao conto e observe as


partes dele que correspondem a cada etapa. Anote em seu diário de bordo
(caderno). Você pode demarcar as partes usando suas próprias palavras
para se referir às etapas da história.

O conto maravilhoso apresenta-nos personagens, lugares e tempos inde-


terminados, o que permite que ele seja contado por diferentes pessoas, em
tempos diversos sem ficar desatualizado.

Ele não precisa começar com o “Era uma vez”, típico dos contos de fadas, ou
terminar com o “felizes para sempre”. São contos que procuram refletir a
vida dos seres humanos como seres que, em seu processo de transformação,
enfrentam obstáculos para alcançar a própria realização. Geralmente apre-
sentam o sobrenatural de forma tão intrínseca à história que o leitor o aceita
como parte dos acontecimentos, das possibilidades do enredo.

Marina Colasanti, autora do conto que lemos, em entrevista para o Grupo


Editorial Global diz que os contos maravilhosos

“são textos que podem ter variantes de leitura infinitas e que, portanto, se
adaptam a qualquer idade. São textos que estão ligados, historicamente e pelo
seu próprio gênero, à essência do ser humano, que estão ligados aos senti-
mentos mais fundos: o amor, o ciúme, a inveja, o medo, a morte […]. É o diálogo
do hoje e do antes, do hoje e do amanhã, do hoje aqui e do hoje em todo lugar.
São contos de muito significado e para qualquer idade, certamente.”
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=gTcEjthGfoE Acesso em: 28
Jan. 2021.

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 7


6. A TRILHA É SUA: COLOQUE A MÃO NA MASSA
Vamos seguir com nossa trilha… Quem não gosta de contar histórias?

Agora é sua vez! Aqui estão alguns sentimentos e atitudes relacionados


ao conto lido. Escolha algum (ou alguns) deles e crie uma história em que
ele(s) apareça(m).

AUTONOMIA SOLIDÃO SONHO EGOÍSMO AVAREZA


DESEJO DE RIQUEZA RECONHECIMENTO DO ERRO
PODER DE DECISÃO RECOMEÇO TER ATITUDE

Registre seu conto em seu diário de bordo (caderno). Depois conte sua
história para os colegas e professor/a ou compartilhe seu texto escrito.

7. A TRILHA NA MINHA VIDA


Ao longo do conto, a moça tecelã reconheceu necessidades e responsabi-
lidades pessoais, trabalhou nos sonhos, assumiu erros e decidiu agir para
modificar o próprio caminho. Isso nos traz a ideia de que nós tecemos
nossa vida.
Pense em si mesmo/a agora. O que você deseja para sua vida?
Escreva planos que você tem para si mesmo/a nos retângulos, como se
eles fossem o tecido que você vai tecer.
Faça uma reflexão sobre seus planos. Que atitudes você pode tomar para
tornar seus planos mais próximos, mais possíveis de serem realizados?
Suas atitudes serão os fios que você vai usar para tecer seus planos; escre-
va-as no retângulo maior.
Faça os retângulos no seu diário de bordo (caderno) e preencha-os. Você é
o tecelão/ a tecelã de sua vida!

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias


Lima Gramacho. SEC/BA, 2021.

TRILHA 11 | Tema: Do conto para a vida – aprendizagens e reflexões 8


8. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO SOCIAL
O significado de uma história ou de um conto é diferente para cada pessoa;
e, mesmo para cada pessoa, o significado será diferente nos variados
momentos de sua vida.
Divida a experiência de conhecer o conto “A moça tecelã” com outras
pessoas. Podem ser familiares, amigos, conhecidos...
Conte a história para pessoas de diferentes idades e peça que elas digam
o que acharam da moça tecelã. Que aspecto chama mais a atenção de um
ou de outro? Como a história faz a pessoa refletir sobre a sua vida? Se você
tivesse o poder do tear, o que teceria para sua vida?
Tome notas das impressões, observando como as pessoas podem sentir a
história de diferentes formas. Combine com os colegas e professor/a um
momento para trocar ideias sobre essa experiência.

9. AUTOAVALIAÇÃO
De conto em conto... Conte agora como foi esta trilha para você:

a) Você acompanhou todas as etapas?

b) Conseguiu fazer as atividades propostas?

c) Criou seu próprio conto?

d) Registrou planos para sua vida? E as atitudes para realizá-los?

e) Compartilhou a história lida com pessoas do seu convívio?

Registre em seu diário de bordo (caderno) o que você achou mais interes-
sante nesta trilha e por que você achou isso. Registre também qual ativi-
dade você proporia de forma diferente e como seria. Agradeço pelas suas
respostas e pela sua companhia. Até breve!

9
TRILHA 12 Tema: Entre a razão e a emoção – reflexões

1. PONTO DE ENCONTRO
Caro estudante, eu te convido
A essa trilha percorrer
Vamos juntos agora
Muita coisa conhecer
Quem é que sequer imagina
Quanto temos para aprender?

Como foi possível perceber, vamos trilhar um caminho que nos permitirá
conhecer um pouco mais sobre o tema Cordel. Vamos lá pessoal! Tenho
certeza que este tema será fascinante.

2. BOTANDO O PÉ NA ESTRADA
Esta trilha nos leva do cordel
Do cordel à opinião
Começamos com a leitura
Depois marcamos posição
Em cada passo desta trilha
Use o cérebro e o coração!

E então, você sabe o que é um cordel? Se recorda de já ter ouvido ou lido


algum cordel? Que tal avançarmos e conhecermos um pouco mais?

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 1


3. LENDO AS PAISAGENS DA TRILHA
Texto 1 – A Peleja do Cérebro com o Coração
O Cérebro e o Coração Meu pulsar marca os momentos
Um dia marcaram encontro Da vida saiba o senhor
E como dois violeiros Sou o cérebro pensador
Pelejaram num confronto Moro dentro da cabeça
Pra disputar qual dos dois Ponto mais alto do corpo
Pra vida estava mais pronto [...] Pra que ele não se esqueça
O Cérebro abriu a contenda Sou eu quem comanda ele
É bom que ele me obedeça
Dizendo pro Coração
Eu fiz o homem crescer Cérebro, não se aborreça,
Ter lucidez e razão Sou a fonte da ternura
Graças a mim ele pôde Moro no meio do peito
Dominar a criação Onde a alma se depura
Nem acima nem abaixo
Retrucou o Coração
No equilíbrio da altura
Cérebro, deixe de heresia
A evolução da vida És um músculo sem postura
Antes de ti já existia Disso eu nunca me esqueço
Antes de um cérebro pensar Bomba de bombear sangue
Um coração já batia [...] Contigo não me aborreço
É pobre a sua função
Sou a fonte da razão
Mas tem valor, reconheço.
Em mim nasce o pensamento
Sou o pai da inteligência Sou músculo e não lhe obedeço
Da criação, do invento, Bato à sua revelia
Dou ao homem lucidez Se eu parar, a vida acaba
A competência e o talento Cessa a sua serventia
Reconheço o seu valor
Eu sou o pai da emoção
Mas tu não és o meu guia
Da paixão e do amor
Em mim nascem sentimentos, Mas sou eu quem te alumia
Esse é meu maior valor Quando você se apaixona
TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 2
Fica tonto, perde o rumo Que o amor não lhe apetece
Circo com fogo na lona Eu tenho a maior razão
Te dou o meu equilíbrio A que a razão desconhece
Senão você desmorona Coração, ao que parece
Eu trago você à tona Essa nossa discussão
Quando te vejo afundar Nos dá a chance sagrada
Ao imaginar ser Deus Para a valorização
Por ser capaz de criar Do trabalho de nós dois
Se eu não te desse humildade Se for feito em união
Teu ego ia nos matar [...] Eu te dou de coração
Coração, eu dou a meta Minha sensibilidade
Que o homem deve alcançar Se você me emprestar
Você com seu romantismo Sua criatividade
Só serve pra atrapalhar Juntaremos nossas forças
Vive no mundo da lua Pro bem da humanidade
Só presta para sonhar Te dou essa qualidade
És vaidoso sem par De ti quero a emoção
Orgulhoso e prepotente Quero a sensibilidade
Tu queres controlar tudo O sonho, o amor, a paixão
Vives sempre descontente Para o homem ser feliz
És pai de qualquer estudo Depois da nossa união
Mas és chamado “de mente” Você não sente sem mim,
Que trocadilho indecente Não penso sem teu bater
Demente és tu, coração Você me entende, eu te entendo
Que bates descompassado É melhor a gente ser
Comprometendo a pressão Dois parceiros que precisam
Ao ficar apaixonado Um do outro pra viver
E sofrer uma traição Eu não paro de bater
Feliz é o coração Tu não paras de pensar
Que de amor adoece Quando eu precisar de ti
O cérebro é tão racional Te peço pra me ajudar

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 3


Ao precisares de mim
Te dou o que lhe faltar
Meu amigo, o coração,
Ao cérebro falou bonito
Razão é muito importante
Com emoção, sem conflito
Um dá suporte pro outro
Sem confronto e nem atrito.

Lucenna, Marcus. A Peleja do Cérebro com o Coração. Disponível em: http://


www.ablc.com.br/a-peleja-do-cerebro-com-o-coracao/. Acesso em: 18 jan.
2021. (Texto adaptado).

O cordel lido foi adaptado do texto original que é maior e mais abrangente.
Conheça o texto na íntegra, visitando o site da Academia Brasileira de
Literatura de Cordel. Você pode usar o link acima e já abrirá a página da
Academia em que está o cordel apresentado.

Você pode saber sobre a história do cordel, como surgiu o gênero textual,
suas características e sua importância assistindo ao vídeo do programa
Trilha de Letras da TV Brasil “Cordelista Bráulio Bessa emociona o Trilha
de Letras” em https://www.youtube.com/watch?v=kf6fj7J8Fas.

4. EXPLORANDO A TRILHA
Vamos agora pensar mais sobre o texto lido. Pegue seu diário de bordo
(caderno) para anotar as ideias sobre as quais vamos pensar.

Você sabe o que é uma peleja?

Segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, uma peleja pode


ser uma “defesa apaixonada de pontos de vista contrários; contenda,
disputa”.

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 4


1 Tendo em vista esses significados e o cordel que você leu, que ob-
jetivo o Cérebro e o Coração têm ao fazer a peleja? Que característi-
cas do ser humano o Cérebro considera que existem graças a ele?

2 Que características do ser humano se devem ao Coração?

3 O Coração destaca aquele que, segundo ele, seria seu principal


valor. Qual é esse valor? Por que ele seria tão importante?

4 A posição que se ocupa em um determinado contexto também


pode ter significado. Cada um dos órgãos se encontra em uma
posição no corpo humano. Como cada um deles entende a
posição que ocupam no corpo?

5 Para você, o que é mais importante: estar acima de tudo ou ser o


centro de tudo? Por que você acha isso?

Depois de cada um argumentar em favor próprio, Cérebro e


Coração apontam defeitos um no outro.

6 Que defeitos o Cérebro atribui ao Coração?

7 Que defeitos o Coração, por sua vez, atribui ao Cérebro?

8 Qual seria, como diz o Coração, “a maior razão / a que a razão


desconhece”? E a peleja se resolve ou não?
9 Quem toma a iniciativa para que os dois cheguem a um acordo?
Por que você acha que foi ele que tomou essa atitude?
10 A que conclusão Cérebro e Coração chegam quanto a seus
papéis na vida do ser humano?
11 Para você, é fácil duas partes entrarem em conciliação após
uma contenda? Explique, dando exemplos que apoiem seu
ponto de vista.
12 O que você acha mais importante: vencer uma discussão ou
chegar a um acordo, a uma conciliação? Explique sua resposta,
mostrando a validade da sua opinião.

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 5


5. RESOLVENDO DESAFIOS DA TRILHA
Mesmo sendo um cordel, nós vemos no texto que tanto Cérebro como
Coração defendem a sua posição, a sua opinião. Para isso, eles recorrem a
suas características, ao papel de cada um no corpo humano e a como eles
percebem a sua importância na vida das pessoas. Por conta do gênero
textual, eles usam uma linguagem figurada e informal.

A cada ideia (argumento) que o Cérebro apresentava, o Coração apresen-


tava o outro lado daquela ideia (contra-argumento) defendendo o seu lado
do posicionamento.

Ao fazer isso, eles constroem argumentos para sustentar sua posição. São
argumentos com base na ciência, em exemplos relacionados a fatos da
vida, em causa e consequência, em raciocínio lógico e em opiniões.

Esses argumentos, quando organizados em parágrafos, usando a língua


padrão, podem ser usados na criação de um artigo de opinião ou de outros
textos argumentativos.

Vamos lembrar que um artigo de opinião deve ter:

• Introdução: apresentação do tema e da tese (posicionamento


sobre o assunto que será defendido pelo autor).

• Desenvolvimento: argumentos que comprovam o posicionamento


(tese) apresentado

• Conclusão: reforço da tese e sugestão de atitude para fazer valer o


posicionamento apresentado.

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021 .

Reveja o assunto no seu livro didático e nas trilhas da II Unidade, em


que você estudou esse gênero textual.

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 6


6. A TRILHA É SUA: COLOQUE A MÃO NA MASSA
Nós vimos no cordel que foram apresentadas vantagens e desvantagens
de, num ser humano, preponderar o cérebro ou o coração. Vimos também
como seria se os dois fossem aliados.

Assim como coração x cérebro, razão x emoção, há ideias supos-


tamente opostas que nos fazem pensar se sempre temos que esco-
lher um lado de cada tema. Observe os temas seguintes e pense
sobre eles:

• Moradia: morar no campo x morar na cidade.

• Reunião: em família x com amigos.

• Escrita: digitar x escrever à mão.

• Sobre uma história: ler um livro x ver um filme.

• Dificuldade: pedir ajuda x resolver sozinho/a.

Escolha um dos temas e pense a respeito dele. Pesquise, pergunte,


reflita e preencha o mapa mental no seu diário de bordo (caderno).
Por exemplo: se você escolher o tema moradia, você vai listar os
pontos positivos e negativos do aspecto A (morar no campo), assim
do aspecto B (morar na cidade).

Fonte: FRAGA, Gabriela Dias Lima Gramacho. SEC/BA, 2021 .

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 7


As informações que você reuniu servem como base para a construção de
argumentos, que são essenciais quando vamos criar textos argumenta-
tivos como o artigo de opinião, por exemplo.

Use agora as orientações que você recebeu em RESOLVENDO OS DESAFIOS


DA TRILHA, as informações que você reuniu aqui e planeje seu artigo de
opinião. Registre tudo em seu diário de bordo (caderno) e, depois de revisar
seu texto, compartilhe sua produção com colegas e professor/a.

7. A TRILHA NA MINHA VIDA


Para a psicologia, encontrar o equilíbrio entre razão e emoção ajuda-nos a
tomar decisões, resolver conflitos e a encontrar a criatividade. Este é um
exercício de meditação. É simples e você pode fazer a qualquer momento
para ajudá-lo/a a inspirar-se e equilibrar-se.

Texto 2 – Meditação criativa


Escolha um local sem barulhos e distrações. Agora é hora de estar consigo
mesmo/a.
Sente-se confortavelmente. Inspire pelo nariz e solte pela boca.
Coloque as duas mãos sobre o coração. Imagine: que cor o seu coração
tem? Qual é o tamanho dele?
Agora coloque as mãos sobre a sua testa. Imagine: que cor a sua mente
tem? Qual é o tamanho dela?
Agora, coloque uma mão sobre o coração e uma mão sobre a testa. Conecte
os dois! Agora, as emoções já sabem o caminho para a razão, e a razão já
sabe o caminho para as emoções.
Fortaleça essa conexão e, quando estiver pronto, respire fundo e abra seus
olhos!

Meditação sugerida pela psicóloga Iara Citron Fraga para este trabalho. Dispo-
nível em: https://www.instagram.com/iara.citron/ Acesso em: 16 fev. 2021.

TRILHA 12 | Tema:Entre a razão e a emoção – reflexões 8


8. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO SOCIAL
O que é bom para mim, pode ser bom também para o outro. Que tal fazer
uma corrente de meditação?

Às vezes precisamos de curtos momentos para nós mesmos, para nos


inspirar e retomar nossas tarefas.

Compartilhe a meditação criativa que você fez com pessoas que você
conhece. Peça que elas façam o exercício e digam o que sentiram ou
acharam. Sugira também que elas compartilhem o exercício com outras
pessoas que podem também se beneficiar da meditação.

9. AUTOAVALIAÇÃO
Parabéns! Você foi brilhante todo o tempo em que nos encontramos. Agora
é hora de registrar suas impressões sobre nossos encontros. Como você foi
nessa trilha? Conseguiu acompanhar cada etapa?

Como esta é a nossa última trilha do 8º ano, registre em seu diário de


bordo (caderno) como foi o trabalho com as Trilhas da Aprendizagem. O
que foi bom? O que não foi interessante? O que foi fácil? O que foi difícil? O
que foi trabalhoso? Que sugestões você daria para novos trabalhos?

Agradeço por suas respostas e companhia!

Sucesso!