Você está na página 1de 3

Introdução a teoria negra feminista: Collins, Carneiro, Gonzáles,

Hooks, Evaristo e Davis

I- Identificação
Docente: Claudia Kathyuscia
(Socióloga. Doutoranda em sociologia pela UFCG. Escritora negra e colunista da
NãoMeKahlo. Contato: claudia_kathyuscia@hotmail.com)

II- Tema
“Do patriarcado da miséria à escrevivência”: o pensamento de Sueli Carneiro e Conceição
Evaristo.

III- Objetivos
A aula tem como por objetivo oferecer informações introdutórias sobre a trajetória social,
racial e de gênero da Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Apresentar essas respectivas
trajetórias a partir da discussão dos princípios básicos da interseccionalidade enquanto
um esquema teórico-metodológico da teoria negra feminista. Demonstrar como essa
perspectiva metodológica possibilita outras compreensões acerca da produção teórica e
literária dessas intelectuais negras diaspóricas.

IV- Conteúdo
▪ As origens interseccionais de Conceição Evaristo e Sueli Carneiro;
▪ Do patriarcado da miséria à escrevivência;
▪ A importância histórica das matriarcas negras brasileiras;

V- Metodologia
A aula será feita de forma expositiva dialógica e performática, tendo como objetivo
desenvolver os conhecimentos a respeito do que vem a ser as interseccionais de
Conceição Evaristo e Sueli Carneiro. Mostrarei, sumariamente, a perspectiva e as
abordagens do aporte teórico-metodológico da interseccionalidade. Por fim, provocarei
as pessoas inscritas no curso para que se sintam à vontade para participar das minhas
intervenções artísticas-poética afim de lançar questionamentos sobre o papel, a ocupação

1
e a manifestação de seus corpos no mundo. Através dessas intervenções é que farei uma
avaliação reflexiva sobre a aula, bem como o nível de participação e interatividade.

VI- Recursos didáticos


Uso de slides; mídia audiovisual; Livros básicos e Ficha de anotação.

VII- Avaliação
A proposta da avaliação da aula se dará através das minhas intervenções performáticas,
onde farei uma avaliação reflexiva sobre a aula, bem como o nível de participação e
interatividade.

Bibiografia básica

CARNEIRO, Sueli. Gênero, raça e ascensão social. In: Revista Estudos Feministas. v.3
n.2 , Rio de Janeiro: UFRJ, 1995.
_____. Movimento Negro no Brasil: novos e velhos desafios. In: Caderno CRH, nº 36;
p. 209-215, jan/jun. Salvador: 2002.
_____. Mulheres em Movimento. Estudos Avançados 17 (49) 2003.
_____. Identidade Feminina. In. Cadernos Geledés. Nº4, 1993.
_____. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de
uma perspectiva de gênero. In: ASHOKA Empreendimentos Sociais; TAKANO
Cidadania (Orgs.). Racismos contemporâneos. Rio de janeiro; Takano Editora, 2003.

EVARISTO, Conceição. Da Grafia-desenho de minha mãe um dos lugares de nascimento


de minha escrita. In: Representações Performáticas Brasileiras: teorias, práticas e suas
interfaces. (Org) Marcos Antônio Alexandre, Belo Horizonte, Mazza Edições, 2007.
_____. Gênero e Etnia: uma escre(vivência) de dupla face. In: Mulheres no Mundo –
Etnia, Marginalidade e Diáspora , Nadilza Martins de Barros Moreira & Liane Schneider
(orgs), João Pessoa, UFPB, Idéia/Editora Universitária, 2005.
_____. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003; 2. ed., 2006. 3. ed. Rio de
Janeiro: Pallas, 2017. (Prefácio).
_____. Becos da Memória. Belo Horizonte: Mazza, 2006. 2. ed. Florianópolis: Editora
Mulheres, 2013. 3. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2017. (Prefácio).

KATHYUSCIA, Claudia. Mulher negra: tu és uma raiz sagrada. In: Portal


Geledés/Artigos e Reflexões, Guest Post em 04/05/2020. Disponível em:
https://www.geledes.org.br/mulher-negra-tu-es-uma-raiz-sagrada/
_____. Nossas subjetividades pretas também importam: potencializando nossos afetos. In:
Portal Geledés/Artigos e Reflexões, Guest Post em 29/05/2020. Disponível em:
https://www.geledes.org.br/nossas-subjetividades-pretas-tambem-importam-
potencializando-nossos-afetos/

2
▪ Complementar
AKOTIRENE, C. Interseccionalidade. São Paulo, SP: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
BARRETO, Raquel de Andrade “Enegrecendo o feminismo” ou “Feminizando a
raça”: narrativas de libertação em Angela Davis e Lélia Gonzáles / Raquel de Andrade
Barreto ; orientador: Marco Antonio Villela Pamplona. – Rio de Janeiro: PUC-Rio,
Departamento de História, 2005.
BERNARDINO-COSTA, Joaze. Decolonialidade, Atlântico Negro e intelectuais negros
brasileiros: em busca de um diálogo horizontal. In: Revista Sociedade e Estado. Vol. 33,
nº 1, jan/abr, 2018.

EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. Belo Horizonte:


Nandyala, 2008. 2. ed. 2010. 3. ed. Rio de Janeiro: Malê, 2017.

HOOKS, Bell. Mulheres negras: moldando a teoria feminista. In: Revista Brasileira de
Ciência Política, nº16. Brasília, janeiro – abril de 2015, pp. 193-210.
MACHADO, Bárbara Araújo. “Escrevivência”: a trajetória de Conceição Evaristo. In:
História Oral, v. 17, n. 1, p. 243-265, jan./jun. 2014.