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Universidade de Pernambuco UPE Faculdade de Ciências da Administração de PernambucoFCAP Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável

Catarine Queiroz Soares Quintas

O SILÊNCIO DO DISCURSO DA SUSTENTABILIDADE:

promoção da saúde do professor surdo do Recife

RECIFE

2009

CATARINE QUEIROZ SOARES QUINTAS

O SILÊNCIO DO DISCURSO DA SUSTENTABILIDADE

promoção da saúde do professor surdo do Recife

Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de mestre em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável pela Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco.

Orientador: Prof. Dr. Sérgio Neves

Dantas.

RECIFE

2009

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Leucio Lemos Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco FCAP/UPE

Q7s

Quintas, Catarine Queiroz Soares

O silêncio do discurso da sustentabilidade: promoção da saúde do professor surdo do Recife / Catarine Queiroz Soares Quintas; orientador: Sérgio Neves Dantas. Recife, 2009.

170 f.: il.; graf., tab. -

Dissertação (Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável). Universidade de Pernambuco, Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco, Recife, 2009.

1. Desenvolvimento Sustentável. 2. Pessoas com Deficiência. 3. Surdez. 4. Sustentabilidade. I. Dantas, Sérgio Neves (orient). II. Título.

502.131.1 CDU (1997)

Emanuella Bezerra - CRB-4/1389

CATARINE QUEIROZ SOARES QUINTAS

O SILÊNCIO DO DISCURSO DA SUSTENTABILIDADE promoção da saúde do professor surdo do Recife

Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de mestre em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável, pela Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco.

Data da defesa: 14/12/2009.

Resultado: Aprovada

Prof. Dr. Carlos Henrique Ferraz (Examinador Externo) Faculdade Frassinetti do Recife - FAFIRE

Prof. Dr. Fernando de Aquino Fonseca Neto (Examinador Externo) Banco Central do Brasil - BCB

Prof. Dr. Ivo Pedrosa (Examinador Interno) Universidade de Pernambuco UPE

ORIENTADOR

Prof. Dr. Sérgio Neves Dantas Universidade de Pernambuco - UPE

A todos aqueles que constroem, de sua forma, um mundo mais inclusivo e sustentável.

AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, Lino Soares Quintas Neto e Marluce Queiroz Silva Soares Quintas, pelo estímulo, incentivo e muito apoio dado ao longo da minha vida para que eu pudesse estar concluindo mais esta etapa importante. A minha estrutura!

A minha irmã Carol, pelos livros e, principalmente, pelo compartilhamento de alegrias, tristezas e angústias. Você é para todas as horas!

Ao meu marido Eduardo Pacheco de Aquino Fonseca, pelo amor dedicado, pela ajuda desde o projeto, pela compreensão e incompreensão pelos tantos momentos de ausência e sugestões de livros e artigos e tantas conversas elucidativas. Você é para a vida inteira!

Ao meu filho, Eduardo Pacheco de Aquino Fonseca Junior, que por ser um bebê não conseguiu entender as minhas tantas ausências e tantas, tantas brincadeiras negadas. Você é para sempre!

A Nice,

pelo amor e cuidado dedicado ao meu filho. Sem você, com certeza, seria muito complicado.

Aos meus amigos, que de alguma forma contribuíram para realização desse trabalho. Em especial, a Kylzia Azevedo, que me salvou tantas vezes na minha formação em Libras, pelas conversas que tanto me ajudaram e pelos tantos livros emprestados. Também à Ivanise Silva Santana, pelas filmagens e companhia em algumas entrevistas efetuadas.

A Martha Silveira,

pelo apoio de sempre e crença traduzida na carta de recomendação.

A Célia Ximenes, funcionária do Mestrado,

por sempre me receber com palavras doces e aquele carinho que só quem conhece sabe. Alguém muito especial que tornou as idas ao Mestrado mais amáveis!

Aos professores e pesquisadores do curso de Mestrado em Gestão do

Desenvolvimento Local Sustentável da Universidade de Pernambuco, em especial ao Dr. Ivo Pedrosa, pelas preciosas contribuições dadas na qualificação do projeto deste trabalho de dissertação. Também, pela compreensão ao longo do curso e por seu comportamento ético e humano. O curso de Mestrado não poderia ter outro

coordenador!

A Dra Nádia Torreão,

pelas preciosas orientações iniciais que foram a sementinha desse trabalho.

A Sérgio Dantas,

meu orientador, que desde o primeiro momento, a primeira linha escrita foi fundamental na conclusão desse trabalho. Sem você, não seria possível. Um agradecimento mais que especial pela disponibilidade de sempre, pela presteza, pela leitura atenta de cada página, pelas dicas tão preciosas que o fazem presente em cada capítulo. Obrigada por me permitir conhecer com mais profundidade esse universo mágico e envolvente da surdez. Tive muita sorte de tê-lo como orientador!

Aos sujeitos da minha pesquisa, que contribuíram com muito de suas vidas para que o desenvolvimento desse trabalho fosse possível.

Temos direito a reivindicar a igualdade sempre

que a diferença nos inferioriza e temos direito de

reivindicar a diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza [

“[

]

Boaventura de Souza Santos

RESUMO

QUINTAS, Catarine Queiroz Soares. O silêncio do discurso da sustentabilidade:

promoção da saúde do professor surdo do Recife PE. 170 f. Dissertação (Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável) Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco, Recife, 2009.

Essa dissertação sobre a promoção da saúde do professor surdo analisou as

contribuições desse recorte para o alcance do desenvolvimento sustentável. Foi

adotado, para essa pesquisa, o método qualitativo, com a utilização de questionários

estruturados, não direcionados, e entrevistas semiestruturadas a fim de investigar

questões que entrecruzam trabalho e saúde, como também, a participação dos

surdos nos debates sobre inclusão social e desenvolvimento sustentável. Também

foram analisados documentos relevantes dessa temática, como as Agendas 21 e os

documentos resultantes das Conferências Internacionais de Promoção da Saúde.

Observou-se o surgimento de um movimento social, promovido pelos surdos, a fim

de legitimar a sua cultura e o seu reconhecimento como grupo social. Isso reverbera

na sustentabilidade através da promoção de valores inclusivos a partir da

ressignificação das relações interpessoais com as pessoas surdas. Esse não-

reconhecimento implica não pensar, entre outras coisas, políticas públicas

adequadas a essa população, acarretando consequências significativas tanto na

participação social dos surdos quanto na construção de uma sociedade sustentável.

Verificou-se que o grande desafio é a quebra de paradigmas, a revaloração de

crenças e comportamentos, uma vez que as representações sociais acerca da

surdez necessitam ser repensadas para se vislumbrar o desenvolvimento

sustentável.

Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável. Pessoas com deficiência. Promoção

da Saúde. Surdez. Sustentabilidade.

ABSTRACT

QUINTAS, Catarine Queiroz Soares. O silêncio do discurso da sustentabilidade:

promoção da saúde do professor surdo do Recife PE. 170 f. Dissertação (Mestrado em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável) Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco, Recife, 2009.

This dissertation about health promotion of deaf teacher analyzed the contributions that cut to the achievement of sustainable development. Was adopted, for this research, qualitative methods with the use of structured questionnaires, untargeted, and semistructured interviews to investigate issues that intersect work and health, but also the participation of deaf people in debates about social inclusion and sustainable development. Were also analyzed relevant documents of this theme, such Agendas 21 and the outcome documents of the International Conferences on Health Promotion. Was observed the emergence of a social movement, promoted by the deaf in order to legitimize its culture and its reconnaissance as a group social. It reverberates in sustainability by promoting inclusive values from the redefinition of interpersonal relationships with deaf people. This non-reconnaissance would not think, among other things, appropriate public policies for this population, causing significant consequences both in social participation of deaf and in building a

sustainable society.

It was found that the big challenge is to break paradigms, the

reevaluation of beliefs and behaviors, since social representations of deafness need

to be rethought to envision sustainable development.

 

Keywords: Sustainable Development. People with disabilities. Health Promotion Deafness. Sustainability.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

10

1

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

16

1.1 Histórico do Conceito

16

1.2 O Desenvolvimento de que trata a Sustentabilidade

21

1.3 Liberdade para o Desenvolvimento

29

1.4 E o que é o Local nessa discussão do Desenvolvimento Sustentável?

31

1.5 Valores para o Desenvolvimento Sustentável: a dimensão invisível

35

1.6 O Lugar do Surdo no Desenvolvimento Sustentável

41

1.6.1 O Surdo na Agenda 21 Global

42

1.6.2 O Surdo na Agenda 21 Brasileira

47

1.6.3 O Surdo na Agenda 21 PE

48

2

DOENÇA X SAÚDE

49

2.1 Doença

49

2.2 Saúde

52

2.2.1

Promoção da Saúde: Contribuições das Conferências Internacionais

59

3

SURDEZ

78

3.1

Deficiência Auditiva X Surdez

78

3.2

O Surdo tem diferença, não deficiência

87

3.3

Língua Brasileira de Sinais

97

3.4

Breve apresentação sobre a trajetória de Lutas e Movimentos Surdos

101

3.5

Inclusão Social

109

4

PROMOÇÃO DA SAÚDE DO PROFESSOR SURDO NA PERSPECTIVA DO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

113

4.1 Trabalho e saúde dos surdos na perspectiva da sustentabilidade: questões em

 

questão

113

4.2

Saúde dos Surdos: uma questão de política pública?

123

4.3 Promoção da Saúde do Professor Surdo e Desenvolvimento Sustentável:

Aproximações e Impasses

143

CONSIDERAÇÕES FINAIS

147

REFERÊNCIAS

151

APÊNDICES

161

QUESTIONÁRIO APLICADO NAS ENTREVISTAS

162

ROTEIRO PARA ENTREVISTAS

164

ANEXOS

166

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

167

INTRODUÇÃO

Essa pesquisa sobre as considerações acerca da promoção da saúde do

professor surdo no discurso da sustentabilidade observa as contribuições desse

recorte para o alcance do desenvolvimento sustentável, na medida em que vai

suscitando reflexões sobre a prática de políticas da promoção da saúde.

Para que uma política pública de promoção da saúde tenha êxito, a

informação

se

faz

mais

que

necessária,

bem

como

a

harmonia

de

ações

intersetoriais das esferas municipais, estaduais e federais. Essa descentralização

faz parte do conjunto de diretrizes aprovadas de acordo com o viés da promoção da

saúde, também a corresponsabilidade da sociedade nesse processo de construção

de cidades saudáveis.

Esta

questão

se

torna

relevante

porque

a

saúde

e

desenvolvimento

sustentável são objetos recorrentes nas agendas internacionais das mais diversas

áreas, perpassando discursos como os de Educação, Meio Ambiente, Justiça etc.

Urge a necessidade de um novo pacto que integre todos os atores sociais e os mais

variados setores e ministérios. A promoção da saúde e desenvolvimento sustentável

são temas que pouco a pouco vão se integrando e tornando-se frequentes nas

discussões de programas de políticas públicas do governo e outras instituições. Mas

a surdez parece não ser um debate tão presente.

Acredita-se que a relevância social de se pesquisar sobre esse tema reside

na ressignificação das relações interpessoais com as pessoas surdas, promovendo

valores inclusivos, como respeito à diferença, ética, autonomia, a partir da política de

promoção da saúde para fins do desenvolvimento sustentável.

As

três

temáticas

trabalhadas

nessa

pesquisa

saúde,

surdez

e

sustentabilidade são temas que não cabem nos conceitos que as definem, sendo

incapazes de revelar todas as nuances que abordam. São temas que facilmente

apontam para o que se referem, mas, dificilmente, revelam o que representam e as

questões que envolvem.

Não se deseja vivenciar a difícil e polêmica experiência de apresentar um

caminho para se construir uma sociedade mais inclusiva e sustentável, nem

tampouco de responder a todos os questionamentos que o texto incita, visto que são

três temáticas em plena construção.

Iniciar discussões, na perspectiva do Desenvolvimento Sustentável, sobre a

surdez, é permitir-se ampliar o olhar para vários caminhos, despir-se de conceitos e

ideias já ensaiadas e entregar-se a questões puramente humanas, vivas. É permitir

se envolver com cada temática e capítulo apresentado, deixando de ser o que se é,

para estar no mundo de outro modo.

Partindo-se dessa premissa, o corpo dessa dissertação ficou estruturada em

4 capítulos, onde os 3 primeiros se propõem a fazer uma revisão de conceitos-chave

e o último, uma interface entre eles. Discorrer sobre estes conceitos vai ser

pertinente e necessário para o esclarecimento de suas concepções, do recorte que

lhes são dados nesse trabalho, da contextualização da surdez nessa retórica e para

apontar um dos caminhos que podem contribuir no processo desse tipo de

desenvolvimento.

Dessa forma, o capítulo 1, intitulado de Desenvolvimento Sustentável,

aborda as questões atreladas a esse conceito, visando esclarecer sua terminologia,

apresentando

o

seu

histórico,

o

tipo

de

desenvolvimento

a

que

se

refere,

esclarecendo o que significa o termo “local” que, muitas vezes, é adicionado a essa

concepção de desenvolvimento. Também, reflete sobre os valores inclusivos que

são promovidos juntamente com esse processo e, por fim, aborda as presenças e

ausências das questões referentes à surdez nos documentos mais significativos

dessa discussão.

O capítulo 2 apresenta, pontualmente, os conceitos de saúde e doença,

detalhando as principais contribuições das Conferências Internacionais de Promoção

da Saúde. Considera-se relevante retomar a corriqueira discussão saúde-doença

para se averiguar a evolução do conceito de saúde, tal qual está sendo pensando

atualmente. Dessa forma, nesse capítulo, apresenta-se o avanço dos movimentos

de Promoção da Saúde e são apontadas suas principais conquistas, entre elas, a

fertilização de um terreno para se pensar as Cidades Saudáveis.

O capítulo 3 destaca a diferença entre deficiência auditiva e surdez, a partir

das questões defendidas pelos Estudos Surdos. A diferença na percepção da surdez

fica evidente quando os discursos se entrecruzam. Debate, sob essa óptica, a

surdez como diferença e não deficiência, apresentando, pontualmente, a identidade

surda e a Língua de Sinais Brasileira. Nesse capítulo, também, será apresentada

uma breve trajetória de lutas e movimentos surdos, evidenciando o debate entre

integração e inclusão social. É interessante ressaltar que o referencial que orientou o

olhar durante a pesquisa foi o dos Estudos Surdos.

No quarto capítulo, são discutidas questões relacionadas à saúde e ao

trabalho do professor surdo, fazendo-se uma interface entre as três temáticas,

procurando avaliar as contribuições desse debate para uma sociedade sustentável.

O estudo, como foi supracitado, iniciou-se com o levantamento teórico sobre

desenvolvimento

sustentável,

promoção

da

saúde

e

surdez,

procurando

compreender melhor as questões a serem analisadas e como elas se relacionam.

O lócus da pesquisa foi uma escola estadual do Recife, a Cônego Rochael

de Medeiros, localizado em Santo Amaro, onde fica situado o Centro de Apoio ao

Surdo (CAS), onde foram abordados os sujeitos dessa pesquisa. Essa escola foi

escolhida como campo empírico por ser o local de trabalho de vários instrutores

surdos e em decorrência da facilidade de acesso da pesquisadora às dependências

do mesmo. Os sujeitos foram 8 instrutores surdos de ambos os sexos, com idade

entre 21 e 35 anos. A aproximação com os instrutores se deu informalmente,

valendo-se da relação aluna-professor estabelecida antes da pesquisa.

Para fins dessa pesquisa foram aplicados questionários estruturados, não

direcionados,

com

possibilidade

de

incluir

alguma

informação

complementar,

procurando abordar os dados socioeconômicos dos professores surdos, bem como

questões relativas ao ambiente laboral e que entrecruzam trabalho e saúde.

Também

foram

realizadas

entrevistas

semi

estruturadas,

considerando

que

investigar a problemática da saúde com questões fechadas e diretas comprometeria

a compreensão da componente em questão, a qual é influenciada por situações

pessoais e vivências idiossincráticas. Estas entrevistas versaram sobre modos de

vida e condições de trabalho: lazer, relacionamentos pessoais, saúde, insalubridade,

condições ambientais e psicológicas laborativas. Também porque, desta forma, seria

mais enriquecedor coletar dados sobre o grau de envolvimento e participação dos

surdos nos debates mais relevantes da atualidade, como por exemplo, sobre o

desenvolvimento sustentável e a inclusão social.

Objetivou-se, com a análise desses dados mais a observação participativa,

avaliar o discurso desses instrutores em relação às suas representações acerca do

ambiente e condições laborativas, as principais doenças acometidas pelo trabalho,

se eles são educados para sua saúde, se eles mantém, ou não, hábitos saudáveis,

se o entorno contribui, pontos negligenciados considerados como necessários e que

a legislação não contempla; o que a legislação contempla quanto à promoção da

saúde, o que é possível ser vivenciado na prática, seus conhecimentos acerca do

acesso aos serviços de saúde e das políticas públicas destinadas à promoção da

saúde do professor surdo do município do Recife. Os depoimentos, a partir dessa

coleta, que serão postos no corpo do trabalho seguirão com nomes fictícios, cada

entrevistado identificado por um nome de uma flor, sem fazer relação ao gênero a

que pertencem, a fim de preservar o seu anonimato. Vale uma ressalva de que a

coleta de dados foi realizada pela pesquisadora, em Libras, e os depoimentos foram

traduzidos para o português, a fim de manter uma unidade relativa à língua em que

está escrito o trabalho. Nos casos em que foram permitidas imagens, foi solicitada a

presença de uma terceira pessoa para documentar a entrevista através de filmagens

e fotografias. Presença autorizada pelos sujeitos da pesquisa.

Para dar início à pesquisa, foram apresentados seus objetivos e o Termo de

Consentimento Livre e Esclarecido. Os instrutores que concordaram em participar da

pesquisa, assinando o Termo, foram convidados a responder o questionário e, em

seguida, foi feita a entrevista semiestrutrada. É oportuno assinalar que todos os

instrutores que foram abordados, aceitaram participar da pesquisa, mostraram-se

disponíveis em relação ao tempo e às informações que foram solicitadas, revelando,

através desse comportamento, uma grande receptividade com os ouvintes e as

questões por estes colocadas.

Foi adotado o método qualitativo. Qualitativo porque parte-se do pressuposto

de que este método contempla os aspectos impulsionadores do fenômeno e a

compreensão interpretativa nas relações envolvidas. Investigar como a promoção da

saúde do professor surdo contribui para o desenvolvimento sustentável implica,

dentre outras coisas, inquirir sobre as contribuições das principais discussões de

saúde na qualidade de vida do sujeito e da sociedade, demandando uma política

para a sustentabilidade.

Foi realizada uma análise de documentos referentes ao desenvolvimento

sustentável como as Agendas 21 Global, Brasileira e de Pernambuco e a Carta da

Terra. Também, dos documentos resultantes das Conferências Internacionais de

Promoção da Saúde, como a Declaração de Ottawa, Alma-ata, Sundsvall, Adelaide,

entre outras.

Fundamental para esta pesquisa foi a observação-participante, que além dos

possíveis dados coletados nas entrevistas, concedeu respostas a perguntas de

forma

recursiva

e

interativa

(FOOTE-WHYTE,

1990,

p.82).

A

partir

dessa

observação surgiu o contexto da entrevista ações, expressões, falas e silêncios

podendo, assim, seu conteúdo ser compreendido e analisado.

Por fim, foram consideradas num nível sensível as imprevisíveis situações

que se configuram no cotidiano da pesquisa e acabam por torná-la tão rica e

singular. Sendo uma temática que por si só é transversal e multifacetada, sob outro

olhar,

outro

contexto,

complementares.

chegar-se-ia

a

resultados

diferentes

não

obstante

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Discutir sobre o Desenvolvimento Sustentável implica trazer à tona questões

que são intrínsecas a essa discussão como a inclusão social, por exemplo.

Promover a saúde do professor surdo dentre os ditames da sustentabilidade é

promover valores inclusivos. A partir dessa tríade - saúde, surdez e sustentabilidade

que parecia delimitar-se em seus próprios discursos, percebeu-se temas que se

misturam e perdem-se em seus limites, um dentro do outro. Fazer uma interface

entre essas temáticas, às vezes, torna o texto redundante, uma vez que parte dos

mesmos ideais.

Destaca-se

que

a

promoção

da

saúde

do

professor

surdo

para

um

desenvolvimento sustentável teria que envolver uma mobilização de diversos atores

sociais, ações conjuntas, intergovernamentais, intersetoriais, adequadas a uma

sociedade mais inclusiva. Dessa forma, o avanço do desenvolvimento sustentável

implica novas posturas e comportamentos, com a participação social e cidadã, em

seu sentido pleno, promovendo a participação das populações excluídas, como os

surdos, por exemplo. Sendo assim, toda a sociedade deve ser provocada de modo

que seja imbuída de novos valores sustentados na ética, no respeito à cultura do

outro, na promoção da saúde e conservação e promoção de ambientes saudáveis.

Promover a saúde do professor surdo passa a observar e considerar os

temas transversais que abarca, como a saúde, trabalho e surdez. Passa também a

considerar a influência dos seus diversos aspectos subjetivos que fazem parte do

imaginário

social,

reverberando

nas

concepções

e

comportamentos

adotados

socialmente. Requerendo, assim, práticas mais incisivas e educativas que valorizem

a diversidade e atendam cada grupo eficientemente.

Como foram expostas, ao longo desse trabalho, as concepções que se tem

de

surdez,

associada

à

deficiência,

e

de

hospitalocêntrica,

necessitam

ser

repensadas

saúde,

arraigada

urgentemente

para

na

prática

poder

se

vislumbrar a construção da sustentabilidade. Urge, portanto, a necessidade de se

educar pessoas para a criticidade de aspectos simbólicos e representações sociais

que fundamentam o comportamento social. Nessas revisitas a esses conceitos,

colocam-se questões relevantes para o planejamento de políticas públicas de

promoção da saúde.

O grande desafio é a quebra de paradigmas, é repensar o que se considera

que é do outro, é o fomento de valores para uma sociedade mais sustentável. E

mudar

paradigmas

não

é

mudar

nomenclaturas

nem

se

adequar

ao

que

é

politicamente correto em um dado momento. Mudar paradigmas, como foi visto ao

longo da pesquisa, requer rupturas, requer transformações e revalorações de

nossas crenças e comportamentos. As transformações sociais que buscam a

inclusão social através de práticas sustentáveis são lentas.

Entende-se, portanto, que as políticas de promoção da saúde não podem

mais estar segregadas dos outros aspectos da vida, como educação, trabalho,

moradia,

lazer,

meios

de

comunicação

etc.

Cabendo,

inclusive,

adequar-se

politicamente

às

suas

multifacetas

determinadas

pelas

tantas

Conferências

Internacionais.

Uma

nova

lógica

de

funcionamento

para

uma

sociedade

sustentável

perpassa as questões referentes à saúde. É indiscutível! A prática deve ser revista,

possibilitando condições para o desenvolvimento humano.

Pode-se, então, concluir que a busca da sustentabilidade através das

políticas de promoção da saúde não pode se limitar às práticas hospitalocêntricas,

como vem ocorrendo atualmente, porque isso representa um grande obstáculo para

o desenvolvimento

da

sustentabilidade.

Sob

essa

perspectiva,

insiste-se

em

questionar a condição da surdez atrelada à deficiência e procurar meios de legitimar

sua cultura, a fim de reunir os diversos segmentos da sociedade, através dessas

ações.

Assim,

acredita-se

que

as

políticas

públicas

de

promoção

da

saúde

representariam o caminho para a sustentabilidade através da aproximação e debate

das questões assistenciais e emergenciais, presentes no âmbito da saúde, de modo

que fomentassem a promoção de novos valores e parcerias entre os vários saberes,

setores e atores sociais.

Em

suma,

a

promoção

da

saúde

do

professor

surdo

com

vistas

à

sustentabilidade implica, necessariamente, políticas inclusivas, atreladas a uma

modificação intensa de valores e comportamentos. Valores como o respeito à

diversidade, a cultura do outro, parcerias entre sociedade e representantes políticos,

cooperação, promoção da cidadania. Não se trata apenas de fomentos de valores,

mas também de políticas de redução de desigualdades, de promoção de liberdades

e acessos, da permissão de ter alguns direitos, poderes e oportunidades. Esses

aspectos podem ser alcançados com a política de promoção da saúde para o

professor surdo, uma vez que ela perpassa vários fatores e reverbera em diversos

setores da vida humana. O desenvolvimento desses valores, através das políticas

de saúde, oferece à sustentabilidade um terreno para ser construída.

Este estudo deixou evidente que a promoção da saúde do professor surdo

requer práticas inclusivas e isto se torna uma tarefa complexa porque implica,

principalmente,

na

visita

a

diversos

discursos

como

reconceitualização

da

concepção de saúde, da legitimação da surdez enquanto cultura, e dos ideias da

sustentabilidade. Na contramão desse processo, as políticas públicas voltadas a

essa parcela da população estão arraigadas em concepções medicamentosas da

surdez e das práticas médicas que comprometem a assistência à saúde dessas

pessoas. Diante do que foi exposto, observa-se que as políticas de saúde não estão

assistindo adequadamente essa parcela da população e que muito se tem a trilhar

para a sustentabilidade. Para se promover a saúde dos trabalhadores surdos é

preciso que se compreenda o surdo em sua cultura.

Promover a saúde do professor surdo é permitir que a sua cultura exista,

seja legitimada. E, como foi visto, não basta apenas reconhecer a sua existência,

tem que conceder acessos e liberdades, tem que permitir o direito a ter direitos, tem

que permitir que, de fato, a sustentabilidade alcance todas as futuras gerações.

Promover

a

saúde

é

promover

a

inclusão

social

e

promover

o

desenvolvimento sustentável. Essa frase poderia ser construída de diversas formas

e não perderia a sua legitimidade: Promover a inclusão social é promover a saúde e

o

desenvolvimento

sustentável.

Promover

o

promover a saúde e a inclusão social.

desenvolvimento

sustentável

é

Essa pesquisa, devido a sua complexidade, resultou em várias questões não

respondidas ao longo do trabalho e termina com mais algumas, as quais poderão

servir

como

inquietações

para

pesquisas

posteriores.

São

elas:

Qual

a

representação do professor surdo para a constituição da identidade surda e o

resgate da cidadania desse grupo social? Quais são os discursos ouvintistas que

aprisionam os surdos na condição de deficiência? Quais são os aspectos e

discursos valorativos que dificultam o processo do desenvolvimento sustentável?

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APÊNDICES

APÊNDICE 02 ROTEIRO PARA ENTREVISTAS SEMIESTRUTURADA

Identificação:

Antes de tudo, gostaria de agradecer a disponibilidade em contribuir com esta pesquisa.

Questões sobre o trabalho

- Desde quantos anos trabalha? Em quê?

- Sentiu alguma dificuldade para ser empregado? Qual?

- Sempre quis ser professor?

- Recebe salário fixo? Qual o seu regime de trabalho?

- O trabalho é importante para você? Por quê?

- Quais as principais limitações que você sente para exercer o seu trabalho?

- Quais as principais dificuldades vivenciadas no seu trabalho?

- O que é qualidade de vida no trabalho para você?

Questões relativas à Saúde

- Quando você adoece a quem você recorre?

- Você acha que é bem atendido?

- O serviço atende às suas necessidades?

- Quais as principais dificuldades que você encontra para usufruir desse direito básico?

- Você já procurou / já foi atendido pelo SUS?

- Tem plano de saúde? Já tentou se tornar usuário?

- Em que ponto, você acha que o serviço de saúde poderia melhorar?

- O que é saúde para você?

Questões relativas ao lazer

- O que gosta de fazer para se divertir?

- Quanto tempo dispõe para o lazer semanalmente?

Conhecimentos Gerais / Sociedade - Você já ouviu falar em desenvolvimento sustentável? Sustentabilidade? Educação Ambiental? O que é isso para você?

- O que é equidade para você?

- Como você percebe que a sociedade lida com a questão da surdez?

- O que você pensa sobre inclusão social?

- Você acha que a nossa sociedade é inclusiva?

- O que você acha que poderia torná-la mais inclusiva?

- Você se sente violado em seus direitos? Como? Quais?

- O que é ser surdo para você?

- Você gostaria de ser ouvinte? Por quê?

- Você acha que os surdos deveriam ser oralizados? Por quê?

- O que você pensa sobre o bilinguismo?

Considerações

- Gostaria que você comentasse um pouco sobre a relação do seu trabalho com a sua saúde.

- Gostaria que você comentasse a minha pesquisa.

- Você quer dar alguma sugestão?

- Acha que faltou abordar algum ponto importante?

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

, abaixo qualificada, DECLARO para fins

de participação em pesquisa, na condição de sujeito objeto da pesquisa, que me foi devidamente esclarecida, a qual tem por finalidade fornecer dados para a dissertação intitulada: O SILÊNCIO DO DISCURSO DA SUSTENTABILIDADE: PROMOÇÃO DA SAÚDE DO PROFESSOR SURDO DO RECIFE - PE, trabalho este, em processo de desenvolvimento pela autora Catarine Queiroz Soares Quintas e orientada pelo professor doutor Sérgio Neves Dantas, na Linha de Pesquisa em Formação de pessoas para o Desenvolvimento Local Sustentável, do curso de MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL da FACULDADE DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO DE PERNAMBUCO FCAP/UPE, quanto aos seguintes aspectos:

Eu, Catarine Queiroz Soares Quintas, RG

a. que a pesquisa objetiva investigar como a promoção da saúde do professor surdo da rede pública

da cidade do Recife pode contribuir no processo de Desenvolvimento Local Sustentável;

b. que a coleta de informações da pesquisa é feita por meio de entrevista semi-estruturada que será

filmada e fotografada, e cujo roteiro encontra-se anexado a este Termo de Consentimento Livre e

Esclarecido, também por mim lido;

c. que estará a mim assegurada a disponibilidade para esclarecimentos sobre a metodologia

aplicada na pesquisa;

d. que estará a mim garantida a total liberdade de me recusar a participar ou retirar meu

consentimento, em qualquer fase da pesquisa, sem penalidade alguma e sem prejuízo algum

para mim;

e. que o acesso e análise dos dados coletados se farão apenas pela autora e o seu orientador;

f. que os meus dados serão identificados por um código e não pelo meu nome, respeitando assim o

meu anonimato;

g. que a informação sobre os dados da pesquisa podem ser divulgados e publicados desde que

respeitando os itens e/f;

h. que trechos filmados da entrevista podem ser apresentados para fins ilustrativos;

i. que tenho ciência de possíveis desconfortos, como, por exemplo, a apresentação e registro dos

dados, bem como a minha disponibilidade de tempo para a entrevista, com duração de

aproximadamente uma hora e a marcação de outra entrevista, caso haja necessidade de

complementação das informações coletadas;

j. que para mais esclarecimentos ou me sinta prejudicado, posso contatar a autora pelo seu email

catarinequintas@yahoo.com.br e/ou telefone (81) 9648-2135 e o seu orientador responsável pelo

email snowdantas@gmail.com e/ou telefone (81) 9600-2001;

DECLARO, portanto, que após, convenientemente, esclarecido pela autora e ter

entendido o que me foi explicado, bem como recebido uma cópia deste termo de consentimento,

consinto voluntariamente em participar desta pesquisa.

Obs: Não assine esse termo se ainda tiver dúvida a respeito.

Recife,

de

de 2009

Assinatura

QUALIFICAÇÃO DO DECLARANTE

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